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Por Dentro da GRUPO ECORODOVIAS JUNHO DE 2012 PUBLICAÇÃO ESPECIAL

Logística Grupo amplia atividades no país EcoRodovias chega a marca de 4 mil colaboradores, com diversificação dos negócios pelo Brasil e saúde financeira Há dois anos, o Grupo EcoRodovias deu um grande passo para expandir e diversificar seus negócios ao criar uma área especializada em logística – a Elog. Hoje, o segmento é um dos diferenciais da holding, que cresce e se torna referência no mercado com 15 unidades espalhadas pelo Brasil. Página 4

MERCADO A vida nas cidades seria inviável sem os serviços logísticos. Página 3

GESTÃO DE PESSOAS Setor operacional é o que mais emprega na Elog. Página 10

CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO O mix de serviços nos CDs agregam valor aos produtos. Página 8

Os serviços da Elog

ESTRATÉGIA

Conheça o dia a dia nas unidades da Elog espalhadas pelo Brasil. Com quase 2 mil colaboradores atuando em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, elas prestam serviços em Alfandegas, Portos Secos, Centros de Distribuição e nas Plataformas Intermodais. Páginas 6 e 7

^ Planejamento

Estratégico e Comunicação: receita para o sucesso Marcelino Rafat Seras - Diretor Presidente do Grupo EcoRodovias. Página 2

^ Agilidade

agrega valor aos negócios

Roberto Nakagome - Diretor Presidente da Elog. Página 2

R$182 milhões é o valor que o Grupo deve investir no setor de logística ao longo de 2012, com o objetivo de aperfeiçoar seus serviços no segmento.

SUGESTÃO Este jornal é uma publicação especial, de caráter informativo, sobre os negócios do Grupo EcoRodovias. A sugestão é que você faça uma leitura tranquila e pausada, seguindo a sequência ao lado.

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Visão Setor Elog Comércio Exterior CDs e Armazéns

09 09 10 11 12

Plataformas Curiosidades Gestão de Pessoas Segurança Interatividade


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visão

Autenticidade na comunicação Há quase 15 anos, quando iniciamos a primeira operação de estradas no Paraná, por meio da Ecovia Caminho do Mar, tínhamos certeza de que o esforço para realizar trabalhos dentro do estado era legítimo e que o campo de atuação era promissor. E assim aconteceu. Vieram na sequência as unidades da Ecovias, Ecosul e, mais recentemente, Ecocataratas e Ecopistas. O Grupo crescia. Nossas unidades de serviços eram inauguradas e, com elas, as oportunidades também aumentavam. Imaginem quantas histórias de sucesso temos entre nossos mais de 4 mil colaboradores! Você, certamente conhece uma. E isso nos deixa muito felizes. Desde o início dessa trajetória, deixamos claro qual é o papel da EcoRodovias e o caminho adotado em seu planejamento estratégico. Nossa intenção nunca foi e nunca será criar expectativas nos profissionais, mas, sim, despertar perspectivas. O conhecimento das atividades da empresa é, sem dúvida, um fator de motivação para os colaboradores. Por isso informamos e comunicamos cada conquista ao longo desses anos, para que pudéssemos comemorar juntos. E as perspectivas foram sendo alcançadas. Foi assim em 2004, quando lançamos a Participação nos Lucros (PRL) para todos os colaboradores. De lá para cá, outros inúmeros benefícios se incorporaram. Fomos certificados e recertificados nas ISOs 9001 e 14001, fruto do trabalho planejado e do envolvimento de todos nós. Chegamos, enfim, à Bolsa de Valores e nos tornamos uma empresa de capital aberto. E com muito orgulho, estamos entre as melhores companhias para se trabalhar no país. Por que relembrar tudo isso agora? Por um simples fato: toda nossa estratégia como empresa sempre foi muito bem disseminada entre nosso pessoal. Não teríamos uma empresa caminhando na mesma direção se não compartilhássemos o caminho que queríamos trilhar. É por isso que vocês estão recebendo neste ano mais um projeto autêntico de comunicação, que tem o intuito de mostrar como funciona na prática o trabalho que realizamos nas nossas unidades de logística, adquiridas há quase dois anos. Tenha a certeza de que é um trabalho fascinante. Por isso, convido você a participar das etapas do projeto Por Dentro da Logística. Em novembro, quando for finalizado, com certeza, sua visão será diferente e novas perspectivas sobre o nosso Grupo irão surgir. Aproveite a leitura! Marcelino Rafart de Seras Diretor Presidente do Grupo EcoRodovias

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editorial

Produzido sob medida Desde o início de 2012, o Grupo EcoRodovias vem trabalhando nos detalhes do projeto Por Dentro da Logística, que tem como principal objetivo levar a seus colaboradores informações sobre as 15 unidades da Elog que fazem parte hoje da holding. Para produzir este primeiro material, realizamos uma série de atividades e reuniões, nas quais foram discutidos os caminhos para se chegar a um formato atraente que não só levasse informação, mas despertasse o interesse em

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viajar no mundo das empresas de logística do Grupo. O jornal que está em suas mãos é apenas um pequeno pedaço desse projeto. Até novembro, você terá a oportunidade de seguir essa viagem participando de outras ações. Não fique de fora! Participe lendo e entrando em contato conosco pelos canais de comunicação que serão abertos. Você está convidado a enviar suas perguntas e dividir suas experiências “logísticas” – tema que trazemos agora à pauta. Será um jeito de apren-

dermos todos juntos. Este pontapé inicial é resultado e um trabalho de 60 dias. Para produzir este jornal, uma equipe de jornalistas percorreu as unidades da Elog de São Paulo, do Paraná e do Rio Grande do Sul e agora coloca no papel, de maneira simples e sintetizada, o processo de trabalho nessas unidades. No entanto, o trabalho foi além. Na retaguarda desse levantamento, profissionais dos setores de recursos humanos, jurídico, marketing, comunicação empresarial e diretoria estiveram

unidos dedicando tempo para a formatação deste número. Paralelamente, os gerentes e demais colaboradores das unidades da Elog contribuíram para facilitar o trabalho dos jornalistas. O resultado você confere nessas 12 páginas. Nossa sugestão é que a leitura seja realizada página a página, pois uma matéria complementa a outra. Ao final da leitura, você entenderá como tudo se relaciona. Esperamos que, de agora em diante, você fique ainda mais Por Dentro da Logística.

unidade alfandegada em questão é agilizar os tramites burocráticos, a fim de liberar a carga no menor tempo possível. Se, por ventura, algo estiver em desacordo, também auxiliamos no que for necessário para que a mesma possa seguir viagem no menor tempo possível. Esse trabalho feito com seriedade também resulta em satisfação do cliente. Mas esses processos não seriam possíveis se não pudéssemos contar com profissionais comprometidos e conscientes de que sua atividade faz a diferença. Afinal, o sistema funciona em cadeia,

uma atividade complementando a outra. É por esse motivo que a gestão de pessoas da Elog é levada tão a serio. Além de valorizar cada colaborador em sua função, o trabalho tem por finalidade disseminar os valores e diretrizes da companhia. Colaborador informado é sinônimo de colaborador satisfeito. Dessa forma, todos caminham no mesmo sentido e fica mais ágil realizar as atividades no dia a dia. Consequentemente, mais fácil atender aos nossos clientes e usuários.

artigo

Agilidade e valor aos negócios Quando fazemos um paralelo entre a diversidade de atividades do Grupo EcoRodovias, observamos muitas semelhanças entre as áreas de concessões, serviços e logística. Uma delas é a agilidade no atendimento ao cliente. No caso das concessões e serviços, os usuários, nosso termômetro de satisfação em relação à qualidade dos serviços prestados. Imagine que um usuário de estrada solicite apoio de uma de nossas concessionárias espalhadas pelo país. Se o chamado for emergêncial, a agilidade no atendimento é fundamental, inclusive para

salvar vidas. É por isso que em muitos dos contratos assinados com as empresas, o tempo de deslocamento de uma ambulância até o local de uma ocorrência não pode ultrapassar os 10 minutos. Porém as nossas concessionárias têm realizado o serviço em tempo muito menor, o que resulta na satisfação das pessoas. Em outra situação, podemos imaginar que um cliente esteja aguardando uma grande carga de produtos vindo de outro país para iniciar uma operação no Brasil. Quando a carga chegar a um de nossos portos secos, o trabalho da

Roberto Nakagome Diretor Presidente da Elog

EXPEDIENTE – Jornal Por Dentro da Logística é um produto do projeto de mesmo nome, que tem a Coordenação da Assessoria de Comunicação Empresarial do Grupo EcoRodovias e apoio do Recursos Humanos e Jurídico Corporativo. Gerência de Planejamento EcoRodovias: André Fazio Neto. Redação, produção e edição: Everson Mizga – ZIGG Comunicação Corporativa. Fotos: Josete Capusso, Anderson Petruceli, Erick Gonçalves e Julio Cesar Souza. Projeto Gráfico e Diagramação: Celso Arimatéia. Revisão de Texto: Christina Binato. Criação Interatividade: Grupo NZ 360. Impressão: Reproset Indústria Gráfica. Tiragem: 4.300 exemplares distribuídos aos colaboradores do Grupo EcoRodovias.


setor

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O Brasil que cresce com processos logísticos As importações brasileiras somaram 91,6 bilhões de dólares até o fim do mês de maio de 2012 – número recorde no país. No mesmo período, as exportações alcançaram a cifra de 97,9 bilhões de dólares, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, órgão ligado ao governo federal. É de olho nesses números que muitas empresas balizam seus negócios, especialmente no que diz respeito ao segmento de logística – que envolve todo o processo de entrada, saída e distribuição dos produtos comercializados. Mas como funciona esse segmento tão importante para a economia do país? De atuação bastante ampla, ele não se resume à distribuição de mercadorias ou serviço entre origem e destino. Está ligado diretamente ao setor

As pessoas podem até não perceber, mas as operações logísticas estão intimamente ligadas ao seu dia a dia. Sem elas, a vida nas cidades ficaria inviável industrial, comercial e também financeiro. Devido à amplitude, o setor se divide em diferentes vertentes. Uma delas é a atividade ligada à prestação de serviços de apoio nos processos logísticos que incluem transportadoras, consultorias, fornecedores de equipamentos (máquinas), entre outros. O gerente de Planejamento Logístico do Grupo EcoRodovias, André Fazio Neto, define logística como “a entrega do produto ou serviço de forma otimizada dentro de uma equação de custo e benefício equilibra-

da e que gera valor agregado”. Ou seja, as empresas prestadoras de serviços logísticos transformam o processo em um grande negócio, empregando milhares de pessoas em todo o país. Somente no Brasil, esse nicho conta com 150 mil pessoas empregadas diretamente, segundo dados da Associação Brasileira de Logística. É nesse mercado que está o Grupo EcoRodovias. Com a entrada da Elog no ano de 2010, a companhia desponta como uma das maiores no segmento, empregando mais de 2 mil colaboradores di-

André Fazio Neto

Qualidade “Quando o cliente contrata os serviços de uma empresa de logística, preza por dois grandes pontos: agilidade no processo de entrega do produto ao destino e o cuidado com que ele vai ser entregue. Quem compra, claro, também quer rapidez no recebimento e garantia da qualidade no produto que recebe”, explica o vice-presidente do Tecondi (Terminal para Contêineres da Margem Direita), Luiz Augusto de Camargo Opice. Imagine, por exemplo, uma indústria de calçados no interior da Argentina que vende para grandes capitais brasileiras. O processo de saída do produto da fábrica vai exigir a acomodação em contêiner e transporte rodoviário, hidroviário ou ferroviário. A nacionalização do produto ao chegar à alfândega será etapa obrigatória. É preciso prever, ainda, a acomodação dos itens dentro de um armazém, para então serem distribuídos aos pontos de venda, pe-

los quais finalmente chegarão às mãos do consumidor. Visualizando hipoteticamente esse processo, podemos perceber nitidamente que a agilidade dos serviços prestados é o coração das empresas de logística. Em um mercado aquecido como o brasileiro, tempo e qualidade no serviço valem ouro. A fim de dar conta de todas essas etapas de maneira eficiente, o setor se moderniza – busca tecnologia e investe em mão de obra qualificada. Sistemas integrados tornam ágeis as informações sobre cargas e apresentam alternativas viáveis para desburocratizar alguns processos, principalmente ligados à legislação existente entre os diferentes países. O presidente da Associação Brasileira de Transportes Internacionais (ABTI), José Carlos Becker, destaca a extrema importância do setor logístico à economia e ao cidadão. “Você já imaginou se os produtos das indústrias ou do campo não conseguissem chegar às lojas ou supermercados do seu bairro? Se não fosse a mão da operação logística, a vida nas cidades ficaria inviável.” Arquivo Tecondi

“Logística é a entrega do produto ou serviço de forma otimizada dentro de uma equação de custo e benefício equilibrada e que gera valor agregado”

retos e se posiciona estrategicamente nos principais pontos de negócios do país.

Mão de obra Com os processos logísticos em alta, as empresas que atuam no ramo procuram ser mais competitivas, buscando uma fatia maior do mercado. Para que possam crescer, o corpo de colaboradores também precisa acompanhar esse anseio. Contar com pessoas comprometidas e que conheçam a área é fundamental. Segundo o presidente da ABTI José Carlos Becker, a logística ainda necessita de profissionais especializados em diferentes frentes. “As principais demandas são nas áreas de atendimento ao cliente, operações, tecnologia de informação e planejamento – consideradas estratégicas para o crescimento dessas empresas.” Quanto aos profissionais que desejam entrar nesse mercado, o presidente da ABTI orienta: “Buscar informar-se sobre o setor e quais companhias são referência no mercado é fundamental. Com isso em mãos, optar por cursos ou especialização, e claro, ficar atento às oportunidades em que se possa aliar conhecimento e prática. Com esses requisitos, os profissionais vão ser procurados pelo mercado”.

Complexo Tecondi, adquirido pelo Grupo EcoRodovias no último mês. A unidade têm 16% do mercado de movimentação de contêineres no Porto de Santos


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negócios

Nossa operação na Elog Unidades logísticas estão presentes em 15 pontos estratégicos das regiões Sul e Sudeste

Os números impressionam: 15 unidades localizadas em pontos estratégicos – 11 delas são recintos alfandegados –, mais de 4 milhões de metros quadrados abrigando operações logísticas, 2 mil colaboradores em todo o Brasil e faturamento anual de R$ 358 milhões. Investimentos previstos na ordem de R$ 182 milhões para 2012 complementam os dados da Elog,

unidade de negócio do Grupo EcoRodovias e BRZ Investimentos. Desde o ano de 2010, ela é um das grandes apostas da holding em seu plano de expansão e diversificação dos negócios: um setor de logística dentro do catálogo de serviços do Grupo para ampliar o leque de oportunidades em um dos principais segmentos da economia brasileira. Estrategicamente, as unidades da Elog estão situadas em áreas de grande circulação de produtos, tanto na entrada quanto na saída do país. Junto dessas áreas estão também concessões de pedágio que ligam esses pontos aos principais portos do Rio Grande do Sul, do Paraná e de São Paulo. Essa localização permite que a companhia ofereça serviços de ponta em toda a cadeia logística. Por isso a Elog é conhecida nacionalmente como a primeira empresa a implementar em território brasileiro uma estrutura chamada de Plataforma Logística Intermodal. Isso significa que entre as empresas que prestam serviços

Porto Seco de Curitiba. O ramo automobilístico é um dos cinco segmentos atendidos pela Elog: veículos chegam da Argentina e do México

Confira como o Grupo EcoRodovias está distribuído nas regiões Sul e Sudeste por meio das unidades Elog

Alphaville Centro de Distribuição Área total: 79.600 m² Colaboradores: 392

Campinas Centro de Distribuição Área total: 65.000 m² Colaboradores: 98

Porto Seco Área total: 32.400 m² Colaboradores: 61

Santos CLIA Área total: 30.000 m² Colaboradores: 166

Imigrantes Plataforma Logística Área total: 655.500 m² São Paulo - SP Porto Seco Área total: 18.100 m² Colaboradores: 72 Cajamar Centro de Distribuição Área total: 102.000 m² Colaboradores: 299

Cubatão Plataforma Logística Intermodal Área total: 443.000 m² Colaboradores: 109 Curitiba Centro de Distribuição Área total: 30.000 m² Colaboradores: 120

*Plataforma Logística Intermodal – Viracopos – SP *Escritório Rio de Janeiro – RJ

Porto Seco II Área total: 72.000 m² Colaboradores: 27

*Tecondi – Santos – SP

Porto Seco II Área total: 150.000 m² Colaboradores: 162 Foz do Iguaçu Porto Seco – Fronteira Área total: 150.000 m² Colaboradores: 134

Quem atende

São Paulo

*Escritório Paranaguá – PR

^ A Elog atua em diferentes setores e possui clientes em praticamente todos os ramos de atividades da economia. Sua especialidade esta nos seguintes segmentos.

* Maringá – PR Paraná

1. Automobilístico

2. Eletroeletrônico

3. Máquinas e Equipamentos

4. Vestuário e Calçados

Rio Grande do Sul

Jaguarão Porto Seco – Fronteira Área total: 60.000 m² Colaboradores: 25

Uruguaiana Porto Seco – Fronteira Área total: 167.000 m² Colaboradores: 155

San’t Ana do Livramento * Escritório Porto Alegre – RS Porto Seco – Fronteira Área total: 38.000 m² Colaboradores: 25


negócios

Como funciona As atividades nas 15 unidades da Elog são semelhantes, porém os serviços oferecidos são diferentes. O conceito de oferecer serviços eficazes dentro dos processos é unânime, embora cada uma delas tenha uma vocação distinta. “Ao entrar pela primeira vez em um armazém, as pessoas ficam impressionadas com a grandiosidade e a quantidade de produtos acomodados. A pergunta que quase todos fazem é: ‘Como vocês organizam tudo isso?’”, revela o gerente do Centro de Distribuição da região Sudeste, Eliabe Silva Almeida. “A organização é sistemática, de maneira que permita encontrar um parafuso dentro de um espaço com mais de 80 mil metros quadrados, por exemplo.” A mesma impressão se tem quando o ambiente muda para uma área de fronteira. O zelo pelo processo é visível, e o cuidado com os documentos, extremamente rigoroso. “A responsabilidade aumenta ainda mais. Vários processos ligados à Receita Federal e a

outros órgãos da União estão presentes na rotina dos colaboradores. Por isso, atenção e agilidade nos processos são primordiais”, explica o gerente Administrativo da unidade de Uruguaiana, Flavio Renato Evaristo. Já nas unidades de Plataformas Logísticas Intermodais, os serviços oferecidos aos clientes se encontram – todos em um mesmo local. Essa gama de atividades permite a empresa enxergar soluções logísticas para o cliente e transforma a Elog em uma marca forte e respeitada no mercado.

As atividades nas 15 unidades da Elog são semelhantes, porém os serviços oferecidos são diferentes

Jorge Veiga da unidade de Uruguaiana – RS

Atividades Veja alguns dos serviços oferecidos pelo Grupo EcoRodovias por meio das unidades da Elog espalhadas pelo Brasil.

1. Gestão de Logística Integrada: É o diferencial da companhia, pois as atividades logísticas estão concentradas em um único local.

2. Gestão de Armazenagem: A Elog realiza todas as etapas desse processo, do recebimento do produto, passando por sua armazenagem, movimentação, separação, gestão de estoques, entre outras atividades que agregam valor. Tudo isso com qualidade, segurança e agili d a d e .

Josete Capusso

Anderson Petruceli

similares, ela se destaca por realizar o processo total – desde a chegada do produto ao país até o seu destino final. O inverso também vale: acompanha o produto até que ele saia do país rumo ao seu destino internacional.

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Alexandre Foutzopoulos, assistente operacional na unidade de Santos – SP

3. Gestão de Comercio Exterior: Realização de toda a operação das mercadorias que são importadas ou exportadas em áreas alfandegadas. Tudo isso com instalações de ponta que otimizam o trabalho dos profissionais de órgãos anuentes, despachantes e agentes de cargas.

4. Gestão de Transporte: Esse trabalho envolve o transporte rodoviário de mercadorias dos clientes ativos da Elog, com frota própria e/ou agregada. Com a finalização das Plataformas Logísticas Intermodais, será possível também realizar o transporte ferroviário.

5. Gestão da Informação: Sistemas integrados aos serviços prestados pela Elog permitem que o cliente acompanhe todas as informações de sua operação e de seu produto de maneira remota.


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comércio exterior

Josete Capusso

O dia a dia nas áreas alfandegadas Colaboradores das unidades da Elog que atuam nas fronteiras ou em zonas secundárias realizam atividades em conjunto com órgãos federais

Quando se faz uma relação entre o trabalho realizado pelas unidades de logística e pelas unidades de operação de estradas e serviços do Grupo EcoRodovias, encontramos muitas semelhanças. Nos dois casos, trata-se da prestação de serviço a clientes por meio de contrato de concessões assinados com o poder público. Assim como nas concessões de rodovias há o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) ou Ministério dos Transportes como poder concedente, nas concessões logísticas em áreas alfandegadas, a Receita Federal é o órgão governamental à qual a empresa é subordinada. Estando em território de fronteira, as operações logísticas são realizadas em áreas da União. Após a vigência do contrato, que varia em períodos de 25 a 30 anos (se não renovado), todas as benfeitorias realizadas no local continuam sendo do governo federal, assim como acontece nas concessões de estradas. Já em áreas alfandegadas fora das fronteiras, os regimes funcionam como contratos de permissão. Depois de encerrado o contrato da prestação de serviços, essas estruturas podem continuar sendo da empresa privada que presta o serviço. Esse é o caso de sete unidades da Elog espalhadas pelo Brasil. Tanto na área de fronteira quando fora dela, o objetivo do trabalho logístico é único: realizar os serviços aduaneiros com permissão da Receita Federal e administrar os portos secos instalados.

Desembaraço O papel das unidades locadas em áreas de alfândega é fazer com que todo o trâmite burocrático para importação e exportação seja realizado de maneira ágil, para que os clientes recebam seus produtos rapidamente.

Rogério Bento – Coordenador Aduaneiro em Santos: por sua área passam em média 780 processos semanais. São 16 colaboradores atuando no setor

Fluxo de Exportação Nota Fiscal

Expedição

Entrada Física

(SARA)

Controle Aduaneiro

Despachante/ Repres. Legal

Operação

Mercadoria

NF NF

Controle Aduaneiro

Despachante/ Repres. Legal

Saída Documental

Desembaraço Início de Trânsito

Zona Primária Importador

Operação

Expedição

Da entrada de uma mercadoria em um porto seco, até seguir viagem a seu destino internacional, ela vai precisar passar por diversas etapas legais até ser liberada. Todo o processo é acompanhado por profissionais da Elog

Saída Física Mercadoria

DDE/DSE + DOCs

Uma carga para ser nacionalizada precisa passar por inúmeros trâmites legais antes de chegar ao cliente. Esse processo pode levar até 24 horas e é todo acompanhado por colaboradores da Elog

Fluxo de Importação Expedição

Operação Entrada Física

(SARA) Mercadoria

Despachante/ Repres. Legal

Controle Aduaneiro Saída Documental

Registra a DI/DSI

Cliente

Operação

Expedição

Saída Física DI/DSI CESV

Mercadoria

A rotina nesses locais é bastante agitada e, muitas vezes, em processos que funcionam 24 horas. Uruguaiana, Jaguarão, Sant’Ana do Livramento e Foz do Iguaçu trabalham em ritmo acelerado. Nessas unidades, exclusivas para o atendimento ao transporte rodoviário, os profissionais chegam a despachar até 900 caminhões por dia. O processo já se inicia quando o motorista deixa o país de origem. Ao atravessar a zona de fronteira, um sistema informa que a carga entrou no Brasil, e o motorista tem de 20 a 40 minutos para chegar ao porto seco – zona de alfândega onde se iniciará o processo de entrada do produto no país. Se levar mais tempo do que o estimado, ele precisa informar as autoridades, para que não seja multado pela Receita Federal. Chegando ao porto seco, a primeira parte do processo consiste em parar no Gate (portão) e seguir para a balança. Sua carga é cadastrada em um sistema operado pela Elog chamado SARA (Sistema de Armazenagem para Recintos Alfandegados). Feito isso, o veículo é conduzido ao pátio. Ali, aguarda o trâmite legal. Dependendo da espécie de carga, será necessário passar pelo crivo de diversos órgãos anuentes, como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o Mapa (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento) e ou até o Exército.


7 Julio Cesar Souza

comércio exterior Se o canal verde for acionado, está autorizado a seguir viagem

lar no período da noite. Essas cargas passam por um processo de liberação semelhante, porém menos burocrático.

Portos Secos No porto seco fora da fronteira, o processo é semelhante, mas as cargas chegam via marítima, rodoviária ou aérea. Nesse caso, são destinadas para um CLIA (Centros Logísticos e Industriais Aduaneiros), para aguardar o processo burocrático de nacionalização, ou seguir para um porto seco mais próximo de seu cliente final. “Aqui em Santos, temos o CLIA bem perto do porto. Quando o navio chega ao terminal de desembarque, nossos colaboradores já aguardam o contêiner. Eles o recebem e encaminham para nossa unidade de alfândega, onde se inicia o processo de desembarace”, explica Carlos Canno, gerente de Operações do CLIA de Santos. No Porto Seco de Curitiba, por exemplo, o processo é distinto. “Quando a carga vem do Porto de Paranaguá, calcula-se um período de até três horas para ser apresentada na unidade da Elog da capital. As mercadorias, geralmente após a entrada no porto seco, seguem para os armazéns e têm um prazo máximo de 90 dias para ser nacionalizadas”, esclarece o gerente de Divisão Operacional Alfandegada, Antonio da Rocha.

Funcionário da Anvisa, Araty Guerra (de óculos), Rone Prudente, despachante (em pé) e André Ussler, conferente da Elog

CANAIS Após registrada a declaração de importação e iniciado o processo de verificação de documentos dentro da aduana, a Declaração de Importação (DI) é submetida a uma análise fiscal e selecionada para um canal de conferência. Em seguida, a mercadoria vai cair em um dos canais. Cada um deles dá um destino diferente ao processo. Canal Verde: Significa que a mercadoria está automaticamente liberada, sem verificação. Canal Amarelo: Terá de passar por uma conferência dos documentos de instrução de DI. Canal Vermelho: Além da conferência documental, terá de ser realizada a conferência física da mercadoria. Canal Cinza: Além da documentação e da conferência física, o processo é encaminhado para verificação de elementos que possam indicar fraude.

Foto: Anderson Petruceli

Após essas verificações, a carga pode ser classificada em canais. Se o canal verde for acionado, está autorizada a seguir viagem. Em caso de canal vermelho, a carga terá de passar por uma inspeção. O modo será determinado pela Receita Federal, que disponibilizará um funcionário para fazer a fiscalização. “Atendemos, diariamente, a 500 motoristas, porém, temos picos de até 900, dependendo da sazonalidade. Contamos com o apoio de 200 colaboradores da Elog, mas o universo de pessoas com as quais trabalhamos todos os dias, na unidade, passa dos 450, somando os funcionários federais, órgãos de apoio e empresas prestadoras de serviços”, diz o gerente Administrativo da Elog Uruguaiana, Flavio Renato Evaristo. O papel do pessoal da Elog é fazer a ponte entre transportador, despachante aduaneiro e Receita Federal. “Se o documento cair em canal vermelho, o despachante terá de regularizar a documentação. Nosso pessoal mostra exatamente onde está o embaraço, para que o trâmite possa ocorrer o mais rápido possível e a carga seguir viagem”, detalha o gerente de Operações da unidade de Foz do Iguaçu, Jorge Luiz da Silva. Em alfândegas como a de Foz do Iguaçu, há, ainda, as operações noturnas destinadas a cargas Commodities, ou seja, milho, soja, minérios etc., que só podem circu-

Transparência Os trâmites para a nacionalização de uma carga variam conforme o regime aduaneiro e podem levar até 24 horas, em média, para que a carga seja liberada. Nesse período, os motoristas precisam aguardar o desembaraço. Para isso, a Elog oferece boas estruturas dentro das áreas alfandegadas, que atendem com conforto e qualidade aos condutores vindos da Argentina, do Paraguai e do Uruguai. Eles têm acesso a vestiários, restaurantes, áreas de lazer e outras instalações e contam com um centro de informações que lhes oferece acesso ao andamento do processo e da tramitação de sua carga. Pensando na qualidade do atendimento, a Elog foi uma das idealizadoras do sistema Transparência – exclusivo para áreas de fronteiras. Já na entrada do porto seco, no momento em que a carga é pesada e cadastrada no SARA, o motorista recebe uma identificação com um código de barras. Usando esse crachá, ele pode saber tudo o que acontece com sua carga, inclusive em que ponto está o desembaraço. “O sistema é interligado entre todos os órgãos das aduanas. Basta o motorista ir até um dos terminais e colocar o código de barra diante leitor óptico que uma tela se abre mostrando todo o histórico de sua carga”, orienta a analista aduaneira, Carla Bluem, que atua na unidade Elog de Foz do Iguaçu. “Com esse sistema ficamos menos ansiosos, pois sabemos exatamente onde está o processo de desembarace. Ficou mais fácil para me programar e fazer outras coisas enquanto tudo acontece”, afirma o caminhoneiro Marcelo Iadask Fernandes, 31 anos, que aguardava o trâmite em Uruguaiana. Ele mora em Curitiba, mas frequentemente leva cargas de São Paulo a Buenos Aires, capital argentina. Hoje, o sistema virou referência no segmento e está presente em todas as áreas de fronteira brasileira, independentemente da prestadora de serviços logísticos operante.

“Com esse sistema ficamos menos ansiosos pois sabemos exatamente onde está o processo de desembarace. Com isso conseguimos se programar e fazer outras coisas enquanto tudo acontece. Ficou bem melhor dessa forma” Marcelo Iadask Fernandes Motorista de caminhão, Unidade de Uruguaiana – RS


armazém Josete Capusso

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A grandiosidade do centro de distribuição

Marcos Silva Mantoani, trabalho concentrado nas docas

Local detém uma organização logística de alto padrão e é a última parada de produtos ou matéria-prima tanto de importação, exportação ou produto nacional, antes de chegar ao consumidor O centro de distribuição logística é a última etapa antes de qualquer produto chegar ao cliente final. O local abriga as mercadorias em processo de importação, exportação ou mesmo em trânsito nacional. A grandiosidade do espaço causa uma mistura de espanto e fascínio aos visitantes, mas a organização logística é o que mais impressiona aqueles que têm a oportunidade de conhecer um dos centros de distribuição da Elog. Na unidade em Alphaville-SP está localizado um dos centros de distribuição da empresa. Com área superior a 79 mil m², o espaço é dividido em três armazéns, cortados por 112 ruas, onde ambos os lados comportam estruturas porta-paletes com mais de 7 m de altura. No total são 57 mil posições porta-paletes distintas, onde ficam acoplados os produtos. O trabalho interno requer uma logística integrada entre as diferentes áreas administrativas. “Não há como iniciar um novo processo sem que o colega finalize o dele. Os sistemas tecnológicos só permitem a abertura do processo seguinte, se o atual for encerrado”, explica o gerente de Operações da Elog Sudeste, Eliabe Silva Almeida. Há mais de quatro anos no centro de distribuição de Alphaville, o conferente Marcos da Silva Mantoani sabe de ponta a ponta o processo e a rotina do espaço. Segundo ele, é satisfatório saber que seu trabalho contribui para

a agilidade na entrega ou no recebimento de um determinado produto. “Consigo visualizar a importância de minha atividade dentro do armazém, pois, se eu não o fizer, meu colega não conseguirá fazer o dele e, se ele não o fizer, eu não consigo desempenhar a minha atividade. Logo, o trabalho em equipe é fundamental para o resultado final”, resume.

Nas docas Em todas as unidades da Elog distribuídas pelo Brasil existem armazéns. Neles, as portas de entrada e saída de um produto são as chamadas docas, local onde o caminhão estaciona, posicionando a parte do contêiner de maneira que seja possível retirar ou inserir produto. Aí começa o trabalho dos profissionais da Elog que atuam na operação de armazenagem. O caminhão é esvaziado, e o produto separado por itens ou mesmo por conjunto de itens. Posteriormente, os colaboradores o classificam e o descrevem no sistema antes de colocá-los em uma espécie de moradia dentro do CD. A altura da prateleira em que o produto é depositado define quanto tempo ainda irá permanecer no centro. Ou seja, quanto mais alto, mais tempo no armazém. “Quando retiramos um produto do porta-palete, utilizamos um leitor óptico. Ao clicar, a leitura informa que o mesmo está deixando o local e sendo encaminhado

Em Alphaville, o Centro de Distribuição têm mais de 79 mil m², 112 ruas e 57 mil posições distintas

“Quando retiramos um produto da prateleira utilizamos um leitor óptico. Ao clicar, a leitura informa que o mesmo está deixando o local e sendo encaminhado para o cliente. O controle é rigoroso. Com a prática do dia a dia nem percebemos que há complexidade” Walmir Teixeira Franco Conferente que atua na unidade da Elog em Curitiba-PR

para o cliente. O controle é rigoroso. Com a prática do dia a dia nem percebemos que há complexidade”, revela o conferente Walmir Teixeira Franco, que atua na unidade da Elog em Curitiba-PR.

agregado. Por exemplo: algumas cargas de vinho, ao serem nacionalizadas, precisam receber um selo que comprova a regularidade. O armazém oferece o serviço de equipes que realizam a inserção do selo em cada uma das garrafas. Isso facilita para o cliente, que recebe o produto pronto para a comercialização.

Serviço agregado Os armazéns também permitem que os produtos recebam valor

Veja como se localizar dentro dos armazéns.

ENDEREÇO ALP-AG-17-067-0003 Nível de altura na prateleira Box Rua Nomeclatura do prédio Valor agregado: CD permite a realização de serviços como a rotulagem de garrafas

Outros exemplos de serviços oferecidos nesses espaços são a montagem de kits de produtos, etiquetagem, embalagem, inserção de dispositivos de segurança, reparos, fracionamento de mercadorias, coleta de amostras entre outros serviços especiais solicitados pelo cliente. No que diz respeito as áreas alfandegadas, inclui também o acompanhamento do produto no espaço com informações sobre avaria, data de vencimento, ou até com relação aos prazos da Receita Federal. “Os armazéns agregam valor ao produto. É desse modo que o cliente tem um contato ainda mais próximo com os serviços da Elog e, consequentemente, com a qualidade oferecida. Temos de dar garantia de que o produto vai estar em boas mãos”, ressalta o assistente operacional da Elog em Uruguaiana-RS, Perluiz Teixeira Arias.


plataformas

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A logística concentrada em um único local

Curiosidades ^ Elog vai dobrar participação no mercado em três anos

Josete Capusso

Arquivo Elog

EcoRodovias é o primeiro grupo a oferecer serviços integrados por meio de plataformas intermodais

Até 2013, o Grupo EcoRodovias vai investir cerca de R$ 286 milhões para ampliação de suas atividades logísticas. A Elog concentra hoje 10% da fatia do mercado. A intenção é dobrar esse porcentual em três anos e, para isso, vai ampliar as atuais atividades e expandir a atuação para portos e aeroportos. Atualmente, a companhia realiza trabalhos em plataformas logísticas (composto pelas unidades Ecopátio Cubatão e CLIA Santos), portos secos do interior (recinto alfandegado em Barueri, Campinas, São Paulo e Curitiba), portos secos de fronteira (recinto alfandegado composto pelas unidades de Foz do Iguaçu, Uruguaiana, Jaguarão e Santana do Livramento), transporte (serviços de transporte rodoviário para os clientes) e centros de distribuição (localizados em Alphaville, Cajamar, Curitiba e Imigrantes).

O segmento de logística deve responder por 50% da receita do Grupo EcoRodovias em um prazo de quatro a cinco anos – e a Elog deve ter papel fundamental nessa mudança. Desse modo, a empresa estuda novos negócios nas áreas aeroportuárias e hidroviárias e realiza obras de ampliação nos ecopátios.

^ Negócios A mais nova unidade da Elog está situada na cidade de Maringá, região norte do Paraná. A intenção da companhia é transformar o local em uma zona secundária ainda em 2012. A vocação dessa unidade é o atendimento a cargas aeroportuárias, vindas principalmente do Aeroporto Regional de Maringá.

^ Escritórios As cidades de Paranaguá (PR), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ) abrigam escritórios de negócios da Elog, onde clientes podem ter o suporte da companhia e contar com apoio dos serviços prestados pela companhia.

^ Centro de Treinamento Manter os colaboradores atualizados sobre as novas técnicas de mercado e incentivá-los para que tragam melhorias nos processos é um desafio constante para o Grupo EcoRodovias. O novo Centro de Treinamentos da Elog, inaugurado em maio, na unidade de Barueri, em São Paulo, teve origem graças a esse conceito. No espaço, será possível simular processos de check-in e check-out, expedição, recebimento e devolução de produtos, entre outras atividades. Recém-criado, o espaço já é visto pelo mercado como algo inovador e uma maneira de valorização do colaborador que atua na área de logística.

^ Novo presidente Desde o último mês de maio, as empresas de logística têm um novo Diretor Presidente, Roberto Koiti Nakagome, que antes exercia o cargo de diretor de relações com investidores na Ecorodovias. O antigo posto passa a ser ocupado por Marcello Guidotti, atual diretor de finanças da Ecorodovias, que acumulará as duas funções. Além disso, Luís Augusto de Camargo Opice, então presidente da Elog, exercerá o cargo de vice-presidente do Complexo Terminal para Contêineres da Margem Direita (Tecondi), na qual a EcoRodovias tem 41% de participação, com opção de compra de outros 59% nos próximos meses.

O Grupo EcoRodovias vem ganhando destaque no mercado brasileiro por apresentar soluções inteligentes que modernizam o setor logístico. Entre os grandes investimentos para as operações do setor estão as plataformas logísticas intermodais. O Grupo é pioneiro nesse serviço. As plataformas são conhecidas pelo mercado como áreas de grande extensão onde são disponibilizados todos os serviços logísticos, até o produto chegar ao cliente, seja no processo de importação ou exportação. A Elog disponibiliza plataformas no Estado de São Paulo em Cubatão, Viracopos e Imigrantes. As duas primeiras também são intermodais. O que significa que as mercadorias chegam por diversos meios de transporte, seja rodoviário, marítimo, aéreo ou ferroviário. “Com a plataforma intermodal, as unidades recebem produtos de todos os segmentos que transportam mercadorias de importação e exportação. Desse modo, estamos preparados para oferecer todos os serviços logísticos necessários aos clientes”, explica o gerente de operações da Elog Cubatão, Jeferson Satyro Filho. Para oferecer toda a gama de serviços, os espaços precisam ser gigantes. A unidade de Cubatão, a menor das três, tem 443 mil metros quadrados. Existem vagas para mais de 1.200 caminhões. “Além das cargas conteinerizadas, recebemos caminhões que utilizam o pátio para aguardar o descarregamento no Porto de Santos. Geralmente estão carregados de mercadorias a granel. Um sistema interligado informa o motorista quando ele pode seguir viagem”, ressalta o gerente Jeferson. Além da comodidade de permanecer em local seguro, a Elog Cubatão oferece ao caminhoneiro amplos vestiários, restaurantes e locais de lazer enquanto aguarda para seguir viagem. Ainda em Cubatão, há 30 postos de atendimentos de transportadoras, unidades bancárias e em breve o CLIA de Santos será transferido para local, onde contará com 140 mil metros quadrados – estratégia essa que visa agilizar ainda mais o processo. Em regime de funcionamento de 24 horas, 1,6 mil caminhões, em média, passam pela unidade diariamente. Cubatão tem mais de 100 colaboradores diretos e outra centena indireta. Todos os dias circulam nas dependências da unidade, em média, de 2,5 mil pessoas.

Muitos desses contêineres, quando vazios, precisam retornar a seu proprietário, ou mesmo, quando são retirados os produtos, precisam passar por processo de higienização ou reparos para que possam seguir viagem. Pensando nessa comodidade, a Elog Cubatão oferece serviços agregados aos transportadores. São os chamados Depot e Redex.

DEPOT (Espaço onde são armazenados os contêineres) No local são oferecidos os seguintes serviços. ^ Lavagem simples e química do contêiner ^ Monitoramento e controle de energia do contêiner reefer ^ Vistoria de inspeção do contêiner REDEX Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação: destinado a cargas para exportação. Estão inclusos os seguintes serviços. ^ Recebimento de carga solta ^ Armazenagem ^ Serviço de estufagem ^ Pré-stacking ( organização dos contêineres em terra ) ^ Transporte da carga até o operador portuário ^ Sistema automatizado de gerenciamento da informação Josete Capusso

^ Em alta

Vista aérea da unidade Elog - Ecopátio em Cubatão – SP: são 443 mil m2 e atendimento 24 horas

Manutenção de Contêineres (Depot)

Contêineres Dentro das plataformas logísticas existem amplos espaços para a armazenagem de contêineres. Somente na unidade de Cubatão a capacidade é de 6 mil slots (vagas).

CLIA de Santos terá espaço em Cubatão – SP


recursos humanos

Colaboradores das unidades de logística têm a oportunidade de crescimento com os investimentos em treinamentos para todos os níveis da companhia

O jeito EcoRodovias de fazer gestão de pessoas Josete Capusso

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Novos horizontes

O auxiliar de Operações Ananias Marques Flores, da Elog Uruguaiana, é uma prova de que é possível crescer na empresa. Ele sempre aproveita os cursos e treinamentos oferecidos, seja presencial ou mesmo via internet. Com tal incentivo ao crescimento, ele vê as oportunidades aparecerem. “Além dos cursos, sempre que tenho dúvidas sobre meu trabalho procuro conversar com meu gestor, para que dê sua visão sobre minha atuação. Em uma dessas ocasiões, ele comentou que tenho o perfil para trabalhar com empilhadeira. Entendi a mensagem e, durante as minhas férias, fiz um curso específico para a área. Hoje estou como substituto na função e acredito haver muito espaço ainda para evoluir”, descreve.

Colaboradoras da unidade de Santos – SP: agilidade no atendimento dos processos faz toda a diferença para o cliente que utiliza os serviços prestados pela Elog

A cultura da gestão de pessoas do Grupo EcoRodovias – respaldada pela valorização, pelo crescimento e respeito ao colaborador, focando o seu desenvolvimento profissional – também está presente nas empresas de logística, adquiridas pela holding há quase dois anos. Quando se passa por mudanças, é natural certo tempo para a adaptação. No entanto, a mudança já está sendo sentida pelos colaboradores. Um dos fatores que têm ganhado destaque no novo momento de gestão é o treinamento disponibilizado aos colaboradores. “E-learning, vivenciais, personalizados para equipes ou mesmo em rodadas de atualização são algumas das inúmeras possibilidades oferecidas pela companhia. As atividades são realizadas em todos os níveis da organização”, afirma a gerente de Recursos Humanos da Elog, Terezinha Santos.

O diferencial do Grupo EcoRodovias é justamente investir em conhecimento e qualidade no dia a dia de trabalho, fato reconhecido por vários institutos que validam essas iniciativas. Por três anos consecutivos, a empresa foi eleita uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil, segundo o ranking da revista Exame. Agora, toda essa cultura esta sendo agregada à Elog. Os treinamentos já estão à disposição nas unidades. Em maio foi inaugurado o primeiro Centro de Treinamento Operacional (CTO) da Elog, em Barueri-SP. O projeto foi desenvolvido com o objetivo de capacitar novos profissionais para que conheçam a operação antes de dar início ao trabalho, além de testar e homologar novos equipamentos e tecnologias. O CTO também será utilizado para fortalecer o desenvolvimento dos mais de mil funcionários em atuação em Barueri, São Foto: Anderson Petruceli

O recrutamento interno é uma prática consolidada em todas as empresas do Grupo EcoRodovias. Se, no processo interno, não for encontrado o profissional para uma vaga aberta, começa então a busca externa. Com a efervescência do setor de logística nacional, as unidades da Elog espalhadas pelo país acabam por oferecer diversas chances, principalmente em áreas operacionais, onde se concentra grande parte dos colaboradores.

Em Foz do Iguaçu (PR), o conferente de armazém Edson Salez segue o exemplo do colega Ananias. Desde 2005, quando ingressou na companhia, já passou por quatro áreas distintas. “Não tem segredo. Devemos sempre procurar aprender e demonstrar interesse. Mais do que isso, é preciso também conversar com seu gestor sobre seus objetivos. Já é um bom caminho percorrido. Surgindo a demanda, você estará preparado, e a empresa, segura em colocá-lo na nova função”, resume o conferente. Ananias Marques Flores: “Há muito espaço para evoluir”

Perfil Elog Dentro das unidades de logística da Elog são muitas as funções em que os quase de 2 mil colaboradores atuam. Entre as áreas que mais empregam estão as seguintes. Operacional – São profissionais que trabalham diretamente com o produto que o cliente deixa nas mãos da empresa. Nas áreas alfandegadas,centros de distribuição, plataformas logísticas e no transporte estão as oportunidades. O colaborador que atua nesse segmento precisa ter bom relacionamento interpessoal, saber lidar com a necessidade do cliente e ter muita atenção no momento de realizar as atribuições operacionais.

Paulo, Campinas, Cajamar, Cubatão, Santos e São Bernardo do Campo. O Centro de Treinamento reproduz o ambiente operacional, incluindo todos os processos pelos quais o pessoal terá de lidar no dia a dia de trabalho. “Com a simulação de situações reais, teremos a possibilidade de orientar o colaborador com mais eficácia. Também será um espaço para troca de experiências e discussão de novas alternativas, que visem à qualidade nas ações e no atendimento ao cliente”, explica o gerente de Operações da Elog Sudeste, Eliabe Silva Almeida. Aqueles que atuam próximo ao CTO estão ansiosos para ver a lista de atividades. “Com o Centro

Técnico – Trabalhar com processos de logística. Conhecer a legislação, ter noção de sistemas, capacidade de articular raciocínio lógico e se expressar corretamente, seja verbalmente ou de forma escrita, é desejável. Os profissionais operacionais são preparados para assumir oportunidades que surjam nessa área. Gestor – Profissional com a responsabilidade de fazer a gestão do processo e de pessoas. Além de conhecer profundamente o mercado, deve ter formação em comércio exterior, administração, engenharia ou áreas que contemplem a logística de mercado ao longo da formação. Precisa estar sempre muito bem antenado às mudanças e ter disposição para negociação com clientes, fornecedores, superiores e colaboradores, e ainda preparar seus colaboradores para futuras oportunidades.

de Treinamento teremos o leque de iniciativas voltadas ao aperfeiçoamento profissional ampliado. Se a companhia oferece esse local, precisamos aproveitá-lo da melhor maneira”, comemora o separador Edivaldo Alves de Souza, há oito anos na Elog Cajamar. “A Elog é a primeira empresa do setor de logística brasileiro a disponibilizar espaço para simulação das atividades desempenhadas pelos funcionários no atendimento aos clientes. O Centro de Treinamento faz parte de um amplo programa da Elog que visa ao aprimoramento profissional, à formação de lideranças e à melhoria na prestação de serviços”, detalha a gerente de Recursos Humanos da Elog, Terezinha Santos.


qualidade de vida

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Atenção total à segurança do trabalho A cena impressiona e causa certa apreensão em quem está abaixo, mesmo que relativamente distante. Porém, para o profissional responsável pelo trabalho de içamento de contêiner, o processo é muito seguro e a habilidade com o maquinário molda a segurança. “Posso comparar a atividade com a de operar qualquer outra máquina dentro de uma fábrica, mas com técnicas de direção”, diz o operador de máquina Luciano do Prado, que atua na Elog Santos e opera a máquina que ilustra a página de capa desta edição. Mesmo com pessoal especializado e treinado, a Elog mantém dedicação especial para o setor de segurança no trabalho. Todas as 15 unidades têm representante da área. As atividades são inúmeras e exigem concentração e deslocamento ao mesmo tempo. “A maneira com que conduzimos esse tema na unidade da Mooca, em São Paulo-SP, é preventiva. Diálogo diário e conscientização do colaborador são o caminho para um ambiente mais seguro. Não temos registros de ocorrências há meses”, revela a técnica em Segurança Sandra Chamorro. Além do trabalho de conscientização, as unidades da Elog inves-

tem em dispositivos de segurança. “Ambiente seguro é aquele que se comunica e dissemina ações efetivas. Por isso, além de estar sempre alerta aos pontos críticos, também ouvimos os colaboradores para que eles reportem situações de melhorias”, afirma Sandra.

Profissionais da Elog em todo o país buscam disseminar conceitos conhecidos por colaboradores que atuam nas concessões de estradas e serviços

Equipamentos Assim como nas áreas de concessões de estradas e serviços, os EPIs também são utilizados nas companhias de logística. Dependendo da área em que trabalha, o colaborador recebe protetor auricular, calçados especiais, luvas, óculos e protetor solar. O operador de Empilhadeira, Erick Fragoso Costa, da Elog de São Paulo-SP, não dirige o veículo sem colocar o protetor auricular. “O barulho é constante dentro de um armazém, pois a todo o momento é preciso buzinar para alertar o colega de que a máquina está passando. Sem o protetor auricular a saúde ficaria comprometida”, detalha. Em regiões de fronteira, por exemplo, as atividades de segurança no trabalho vão além dos colaboradores da Elog. Clientes que visitam as unidades também recebem atenção especial. “No pátio temos muitos caminhoneiros e, às

Eirick Fragoso da Costa - Elog São Paulo-SP. Equipamentos de Proteção Individual para proteger a audição

vezes, seus familiares. Trabalhar preventivamente com esse público é de extrema importância para evitar acidentes”, ressalta Ícaro Bacelos, técnico de Segurança no Trabalho na Elog Uruguaiana-RS. Para que o assunto fique sempre em evidência nas unidades,

atividades conhecidas por colaboradores do setor de concessões de estradas e serviços também são promovidas nesse setor. A Comissão de prevenção de Acidentes (CIPA) e atividades da Sipat anual são estratégias de segurança bastante difundidas nas empresas.

“No pátio temos muitos caminhoneiros e às vezes familiares. Trabalhar com prevenção junto desse público é de extrema importância para evitar acidentes” Ícaro Bacelos Técnico de Segurança no Trabalho na unidade da Elog em Uruguaiana

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interatividade


Jornal Por Dentro da Logistica Ecorodovias