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O LOJISTA Edição 562 | Fevereiro 2017

Ano XXXVIII | www.cdlniteroi.com.br

E-commerce,

um mundo sem fronteiras Hoje adotar o serviço como uma alternativa de canal de vendas é a melhor saída

Empresas

Estabelecimentos procuram meios para sobreviver em 2017

CDL Niterói faz

Entidade propõe projeto para melhorar a acessibilidade na cidade

NITEROI

CDL

Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói


De Utilidade Pública: Estadual, Lei no 5579/65 / Municipal, deliberação no 2539/65

EDITORIAL

CONSELHO SUPERIOR Presidente: Joaquim Manuel de Sequeira Pinto Vice-presidente: Ademir Antunes Carvalho MEMBROS DO CONSELHO SUPERIOR Antonio Carlos Costa Pires, Domingos de Carvalho Rodrigue, Elida Gervásio Gouvêa, Ithamar Torres Mancen, José Dornas Maciel, Lúcio Ferreira de Azevedo, Manoel Alves Junior, Orlando Cerveira Francisco, Roberto Mauricio Rocha, Salomão Guerchon. Suplentes: Gentil Moreira de Sousa e Marina Espósito Haddad. DIRETORIA ADMINISTRATIVA Presidente: Fabiano Gonçalves Vice-presidente: Luiz Vieira Diretores: Fausto Regis de Oliveira Reis, Graciele Davince Pereira, Jorge Gentile, Mauricio Nassib Moita Zarife, Oswaldo Rodrigues Vieira, Rogerio Rosetti Mendes, Ruan Carlos Teixeira de Oliveira, Sidney Moyses Vianna Freire Suplentes: Alberto Guilherme Magalhães Ducan e Felipe Reis de Almeida Gerente geral: Walter Monnerat CONSELHO EDITORIAL Fabiano Gonçalves, Joaquim Pinto e Walter Monnerat

O LOJISTA

NITEROI

SERVIÇOS DA CDL Serviço de Proteção ao Crédito, Serviço de Relações com Usuários, Central de Informações, Central de Cadastro, Central de Processamento de Dados, Assessoria Técnica, Consultoria Jurídica, Serviço de Documentação e Divulgação e Serviço de Administração

Edição e Coordenação: Kelly Goldoni - MTE: 34527/RJ e Lene Costa Redação: Goldoni Comunicação Diagramação: Alyne Gama Jornalistas: Lene Costa, Milena Bouças e Mariana Navarro Fotos: Divulgação CDL Niterói Foto capa: Bruno Eduardo Alves/ASCOM

Publicação dirigida da CÂMARA DE DIRIGENTES LOJISTAS DE NITERÓI, contendo legislação, índices econômicos e condensado de notícias e informações de interesses do comércio lojista. Distribuição: Câmaras de Dirigentes Lojistas, Associações Comerciais, Federações do Comércio, Sindicatos e demais entidades de classe do País, identificadas com as atividades do comércio, bem como empresários e executivos especialmente cadastrados. O LOJISTA utiliza as seguintes fontes para editar o condensado de notícias: O Globo, Jornal do Commercio, A Tribuna, O Fluminense e Diários Oficiais. Os índices, estatísticas e projeções são cuidadosamente compilados, de acordo com os últimos dados disponíveis no fechamento da edição. O uso dessas informações para fins comerciais e de investimentos é de exclusiva responsabilidade e risco dos seus usuários. IMPORTANTE: As matérias assinadas são de respnsabilidade de seus autores. ENDEREÇO PARA CORRESPONDÊNCIA Rua General Andrade Neves, 31, Centro, Niterói, RJ CEP: 24210-000 / Tel.Fax: (21) 2621-9919

A hora do empresário

Avançamos para nossa segunda edição da revista O lojista em 2017, e com ela conseguimos vislumbrar, no horizonte, mudanças que sinalizam o e-commerce como um caminho para uma retomada de nossos caixas e, consequentemente, da nossa economia. No entanto, assim como todo segmento/modalidade de negociação, para enveredar-se no comércio eletrônico, o empresário precisa estar preparado e, sobretudo, informado. Para tanto, traremos, em nossa matéria de capa, um especial que servirá como diretriz para aqueles que desejam negociar por meio desta modalidade comercial. E nesse sentido, diante de uma nova configuração das negociações comerciais, o papel da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Niterói também se transmuta e vai além do que vamos expor nessa matéria. Afinal, temos plena consciência de que estamos vivendo um momento de introspecção comercial. E neste cenário de incertezas, é necessário olhar com mais atenção para dentro de nossas empresas. Assim, entendendo a importância de servir como um norte a seguir, nossa entidade, com o intuito de qualificar nossa classe, promoverá ao longo do ano palestras, cursos e workshop sobre o e-commerce. Enfim, continuaremos a trabalhar constantemente e atuaremos em todas as esferas para viabilizar o desenvolvimento do nosso comércio, da nossa cidade e, porque não dizer, do nosso estado. E apesar das dificuldades trazidas por essa profunda crise, não mostraremos desânimo. Até porque, essa não é a primeira crise da história. Munidos pelo espírito empreendedor, nos reinventaremos todos os dias e transformaremos nossa entidade em um lugar onde os empresários encontrem condições favoráveis para empreender sempre. Vamos em frente!

Fabiano Gonçalves

Presidente

Impressão Gráfica Primil (21) 3078-4300 Circulação Mensal Nacional | Tiragem: 7.000 Exemplares CDL NITERÓI 3


EDIÇÃO 562

ÍNDICE 06

CAPA

CAFÉ

EMPRESARIAL

08

Novo modelo de marketing ajuda empresas a faturarem mais

Fique por dentro Curtas

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Jurídica

O choque de gerações é um mito

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Aconteceu na CDL

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CDL Jovem Negócios Curtas

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Dia a dia

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Cidade Cidade

Cidade

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Comércio exterior 4 O LOJISTA n FEVEREIRO 2017

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CAPA

E-commerce em alta em 2017 A perspectiva de crescimento para o comércio eletrônico em 2017 é de 1 2% comparado ao mesmo período em 2016

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m um momento em que o Brasil ainda enfrenta as consequências da crise econômica, que começou em 2016, a população espera que uma retomada da economia aconteça neste ano. E diante desse contexto, uma modalidade de comércio vem atraindo diversos adeptos, o e-commerce. É isso mesmo, o famoso comércio eletrônico, que deslanchou nos Estados Unidos, em 1995, com o surgimento do site “Amazon.com” e chegou ao Brasil nos anos 2000, está em alta entre empresários do varejo e de serviços. Isso porque, a ferramenta digital possibilita a venda de produtos e serviços via internet pelas lojas virtuais e, atualmente, há um crescimento contínuo de comercialização por aplicativos em dispositivos móveis, como smartphones e tablets. No entanto, mesmo com a comodidade de realizar uma venda diretamente de casa, por exemplo, o e-commerce, como qualquer negócio, demanda uma despesa financeira, porém, pelo fato de não necessitar de loja física, esse custo reduz drasticamente, além de elevar o número de comer6 O LOJISTA n FEVEREIRO 2017

cialização, visto que não há um limite geográfico. Sendo assim, um empreendedor de Niterói pode vender para todo lugar do Brasil e, também, do mundo. Com isso, a relevância do comércio eletrônico, para quem quer empreender ou expandir a empresa, motivou a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Niterói a eleger 2017 o ano do e-commerce. Tal escolha, de acordo com o presidente da entidade, Fabiano Gonçalves, é devida ao progresso do meio de vendas digital, mesmo com a crise que o país passa. E, discutir sobre o tema, com os associados da CDL, irá fazer com que os lojistas utilizem mais a ferramenta e, assim, faturem mais. Justificando a opinião do presidente da entidade, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em 2016, o e-commerce cresceu 11% em comparação ao mesmo período de 2015, faturando o total de R$ 53.491 bilhões. Os setores que mais lucraram nesse ano foram: livros, assinaturas e apostilas, com 14%; seguido de eletrodomésticos, com 13%; moda e acessórios,


CAPA

além de cosméticos, perfumaria, cuidados pessoais e saúde, com 12%; telefonia e celulares fecharam com 9%. Após 17 anos de mercado, o Brasil encontra-se em 10º lugar no ranking dos maiores vendedores do mundo por meio do comércio eletrônico, sendo o único país da América Latina, totalizando 65 mil lojas online em atuação. Para comprovar ainda mais esse dado, este ano, há uma perspectiva de crescimento de 12% em comparação ao mesmo período de 2016. E os segmentos que mais almejam crescimento são moda e assessório, seguido de saúde, beleza e eletrodomésticos. Portanto, para os que apreciaram a ideia e desejam se aventurar pelo e-commerce, seja empresário inexperiente ou não, o especialista em Empreendedorismo e Inovação, Luiz Guedes, orienta: “Não devemos tratar a abertura de um comércio eletrônico de forma diferente de qualquer outro empreendimento, pois a maioria das peculiaridades é igual. O empreendedor deve, inicialmente, estudar o mercado-alvo, entender o desejo do cliente, criar estratégias de compra, venda, entrega e marketing; ajustar o negócio aos trâmites legais e, claro, dar uma atenção especial à área de tecnologia para a criação e a manutenção da loja virtual”, disse o especialista. Luiz Guedes aproveita também para dar dicas relacionadas a três aspectos do e-commerce que, em alguns casos, podem causar dor de cabeça aos consumidores e, consequentemente, aos empresários. “Muito cuidado com a logística de entrega e com o atendimento, porque são as principais reclamações dos consumidores em 2016. Outro fato que pede atenção é a adequação do comércio eletrônico aos dispositivos móveis. Estamos na Era Mobile First, que basicamente pede para pensarmos primeiro em negócios para smartphones e tablets”, contou o especialista.

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CAfÉ empresarial

Novo modelo de marketing ajuda empresas a faturarem mais

O Inbound Marketing busca identificar a dor e o prazer das pessoas

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onquistar clientes e, consequentemente, aumentar o número de vendas da empresa é o objetivo de todo gestor. Pensando nisso, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Niterói, no primeiro Café Empresarial deste ano, abordou o tema “Como atrair mais clientes e alavancar suas vendas no mundo digital”. O assunto foi escolhido em virtude da importância do e-commerce como uma ferramenta de fomento para as vendas em 2017. Na palestra, o administrador e presidente do Grupo Coach, Alexandre Cury, proferiu uma estratégia que, de acordo com ele, por meio da internet, permite que as companhias conquistem mais consumidores para as lojas virtuais e, também, para as físicas.

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“Quando se fala em reter clientes, estamos discutindo o Inbound Marketing, criado nos Estados Unidos, em 2009, e que chegou ao Brasil em 2014. Esse novo modelo tem como referencial identificar a dor e o prazer nas pessoas. Dessa maneira, no momento em que a dor se apresenta, elas se afastam e procuram algo que lhes deem prazer. Um exemplo é o Google. Quando as pessoas digitam ‘Como fazer algo’, estão com uma dor e querem aprender alguma coisa, ou seja, o prazer”, disse o palestrante. Nesse contexto, o Inbound Marketing tem a finalidade de atrair, voluntariamente e baseado no relacionamento, os consumidores para o site da empresa. Tal conceito possui um custo 62% menor que o marketing tradicional. Para ajudar os empresários que compareceram ao pri-


CAfÉ empresarial

meiro Café Empresarial da CDL de Niterói a melhorar os relacionamentos com seus públicos-alvo, Alexandre elencou passos importantes. A primeira etapa requer uma identificação do seu cliente. Após detectar, faça um anúncio a ele, criando prazer com uma isca digital e entregando um conteúdo de valor. A seguir, lance o produto e o entregue. Antes de fazer um relançamento, colete depoimentos dos consumidores. As dicas dadas pelo coaching agradou um dos donos da empresa Luma Iluminação, Carlos Eduardo Blower, que anotou algumas informações para poder implementar em sua fábrica, mas também na loja de arquitetura Inscene. “Achei a palestra interessante porque mostra formas de como chegar ao cliente em potencial. Acredito que a informação bem processada é mais eficaz do que a que é passada sem nenhuma estratégia. O pensamento estruturado que ouvi é relevante para negócios, principalmente os que envolvem vendas diretas para consumo”, contou o empresário.

Sobre o patrocinador Unimed Leste Fluminense presente na vida da sua região

Com 45 anos de história, a Unimed Leste Fluminense, líder no mercado, oferece uma ampla rede de medicina e diagnóstico para a população de Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí, Tanguá, Rio Bonito e Silva Jardim. Com mais de 200 mil clientes, hoje a empresa tem quatro unidades próprias e conta com aproximadamente 1,5 mil médicos cooperados, uma rede de prestadores de serviços de excelência, entre clínicas especializadas e laboratórios e 1000 colaboradores. Telefone da Central de Marcação de Exames: 0800 079 7200 / 4020-7200

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FIQUE POR DENTRO

Governo legaliza desconto para compras à vista

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gora, quando o consumidor comprar qualquer produto para pagamento à vista, ele terá o desconto garantido. Isso mesmo! O Governo Federal autorizou a mudança da lei a fim de facilitar o ambiente de negócios e a retomada do crescimento econômico. Dessa forma, com a nova regra, os lojistas podem cobrar preços diferentes para o mesmo produto de acordo com a forma de pagamento, seja por meio de cartão de crédito, dinheiro ou parcelamento. Em outras linhas, isso significa que, além da redução de preços nas compras em dinheiro, espera-se o corte nas taxas cobradas pelas empresas de cartão, que hoje estão entre as mais altas do mundo.

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Para o vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Niterói, Luiz Vieira, a nova regra não será apenas interessante para o comerciante como também será vantajoso ao consumidor. “Todas as transações realizadas via cartão de crédito gera um custo para o lojista, que é o comissionamento do cartão de crédito. Então, a partir do momento em que legalmente o lojista, diante do recebimento em dinheiro, não consegue repassar esse custo, ele pode passar isso para o consumidor em forma de desconto. Desta maneira, a tendência natural é de que os consumidores que compram em dinheiro sejam beneficiados”, diz.

A mudança facilita o ambiente de negócios e a retomada da economia Além disso, Luiz Vieira afirma que a medida vai incentivar o consumo, já que o cidadão terá a noção de que estará pagando o menor preço. “Aquele que por algum motivo não puder realizar a compra à vista, saberá que arcará com um custo referente ao comissionamento”, completa. Já a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços declara que a medida provisória oferece mais uma opção ao consumidor. Mas, afirma que o meio eletrônico de pagamento é o mais prático e seguro para consumidores e comerciantes.


curtas

Gerar boleto, em 2017, ficará mais seguro

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Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou que, a partir de março de 2017, todo boleto de pagamento de produto ou serviço será composto, além de valor e data de vencimento, pelos seguintes dados: CPF ou CNPJ do beneficiário e do pagador. A determinação do Banco Central visa proporcionar mais segurança, diminuição do número de fraudes e facilitação no processo de débito automático. Um dos principais benefícios dessa medida para os empresários é o fim da emissão da 2ª via do documento, já que o cliente pode pagar o débito vencido em qualquer canal de atendimento. No Brasil, atualmente, são pagos cerca de 3,7 bilhões de boletos. E, devido à sua ampla utilização, o setor bancário estabeleceu um cronograma de validação na nova plataforma. Todos os boletos com valor

Data do início de validação

Igual ou acima de R$ 50 mil

13/3/2017

Igual ou acima de R$ 2 mil Igual ou acima de R$ 1 mil Igual ou acima de R$ 500

8/5/2017 10/7/2017 18/9/2017

Igual ou acima de R$ 200

23/10/2017

Boletos de todos os valores

11/12/2017

Conheça os novos associados da CDL Niterói a a a a

Condomínio Residencial San Martin Chácara Pendotiba Ana Maria Monteiro B Cavalcanti Nova GBS Distribuidora Prod. Serv.

Adereços é a aposta dos lojistas para o Carnaval de 2017

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altando poucos dias para o Carnaval - um dos festejos mais esperados pelos cariocas e niteroienses - o comércio da cidade, mesmo com a crise financeira que o Brasil enfrenta, está animado para superar as vendas de adereços dos anos anteriores. E para animar os foliões, aproveitando o aumento da folia de rua e, também, com as altas temperaturas registradas em todo o Rio de Janeiro, a aposta para atrair a clientela será nas fantasias mais leves e compostas pelos adereços. “Procuramos nos adaptar ao cliente, oferecendo produtos de qualidade, mas de valores menores, condizentes com a atual conjuntura do país. A Casa Haddad sempre busca novidades e atender da melhor forma o consumidor. Além das tradicionais máscaras de políticos, as maiores vendas continuam sendo de confetes e serpentinas”, disse o proprietário da Haddad Festas, Marcelo Haddad.

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JURÍDICA

Cidadão não pode ser submetido a cobrança abusiva

Por Alexandre Andrade Assessor Jurídico CDL Niterói www.pereiradeandrade.adv.br

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ense na seguinte situação: tempos difíceis e crise financeira que não vão embora nem com reza forte, vendas baixas, vida pessoal uma tristeza só e, como tudo que está ruim pode ficar ainda pior, aquele escritório de cobrança, que trabalha para o seu banco, começa a deixar recado com pessoas próximas a você, pedindo que retorne o contato com urgência. Não se sabe o jeito que se dá, mas esses escritórios conseguem todos os contatos de pessoas que te cercam, literalmente, inclusive vizinhos. Puro constrangimento. Aliás, eles possuem expertise na arte de constranger, promove toda sorte de abusos, verdadeiro circo de horrores, raras são as exceções. Gritam, ofendem, deixam recados com parentes, ligam pra amigos e, pasmem, chegam a desesperar pessoas idosas ou com pouco grau de instrução. A Justiça de Santa Catarina precisou intervir numa dessas situações. A quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça condenou um banco por danos morais a um homem que

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sofreu cobranças vexatórias de escritório de advocacia e assessoria de cobrança. O detalhe importante nesse caso é que o cidadão admitiu sua inadimplência, não era isso que se discutia na ação. O processo foi movido por conta do abuso da instituição bancária no direito de cobrar. Chegaram a enviar boletos para o endereço eletrônico pessoal da mulher do devedor. O email dela era corporativo. Absurdo! Mesmo inadimplente, o cidadão não pode ser exposto a cobranças vexatórias. O banco chegou a alegar, em sua defesa, que não deveria figurar no processo como réu, na medida em que delegou a função de cobrar a terceiros, mas para o desembargador relator, houve equívoco nesse entendimento, vez que o escritório de cobrança agia em nome do banco. Em primeira instância, a indenização chegou a ser estabelecida em R$ 36.000,00, mas em segundo grau de jurisdição, foi minorada.


ACONTECEU NA CDL

Empretec: fortaleça suas habilidades como empreendedor

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Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Niterói se transformou em palco, no fim de janeiro, para a palestra “Empretec - o caminho do sucesso”. Mais de 500 pessoas estiveram presentes nas apresentações simultâneas do seminário que ocorreu no auditório e terceiro andar da entidade. Nessa palestra, o público pôde conferir e estar “por dentro” sobre o que é o Empretec e por que fazê-lo. Além disso, a plateia pôde, ainda, conferir algumas dicas dadas pelos consultores do Sebrae sobre perfil, características e comportamentos empreendedores. “Antes de tudo, para um bom empreendedor, é necessário o planejamento, pesquisa de mercado, ações muito bem desenhadas e sempre em busca de informações. Para aqueles que já têm um empreendimento ou para aqueles que sonham em abrir o seu próprio negócio, é necessário ser pró-ativo e estabelecer metas, trabalhar a sua rede e tornar-se independente”, orienta o consultor do Sebrae, Jorge Elias.

O seminário vivencial, desenvolvido pela ONU, ocorrerá entre os dias 13 e 18 de fevereiro, na sede da CDL. O custo é de R$ 1.800, podendo ser parcelado em 10x no cartão de crédito, ou com 20% de desconto pago no débito ou em dinheiro. O Empretec proporciona a melhoria do desempenho da empresa, assim como a ampliação da visão de oportunidades e plano de negócios, aumentando assim as chances do sucesso empresarial.

O seminário vivencial, desenvolvido pela ONU, ocorrerá entre os dias 13 e 18 de fevereiro, na CDL

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CDL JOVEM

E-commerce: a virtualização do comércio Por Juliano Gentile Diretor CDL Jovem Niterói

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e-commerce, que em português significa comércio eletrônico, é uma modalidade de comércio que realiza suas transações financeiras por meio de dispositivos e plataformas eletrônicas, como computadores e celulares. O e-commerce tem movimentado bastante o mercado nacional e já faz parte do nosso dia a dia. Diferentemente do que vem ocorrendo com o varejo nacional, onde diversas lojas encerraram suas atividades, os e-commerces continuam em uma constante crescente no cenário brasileiro, onde se pode verificar que, mesmo em um cenário de crise, houve a possibilidade de manter o consumo. Isso se deu, pois a oportunidade de compra no ambiente virtual, além de ser fácil, cômoda e segura, permite fazer comparações de preços de for-

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ma mais ágil e prática do que no varejo tradicional, além de não encontrar barreiras existentes nos comércios de rua e em shopping centers, como estacionamento, trânsito, alta circulação de pessoas e demais riscos. Outra grande importante vantagem que reforça o varejo online no Brasil é a questão da ascensão da acessibilidade das classes C e D, que estão cada vez mais usando a internet, contribuindo com o consumo virtual e paralelamente com seu crescimento e sucesso.

Em virtude de tudo isso, é importante observar que o comércio eletrônico é um mercado em ampla ascensão mundial, e o Brasil é um dos gigantes que cada vez mais abraça essa modalidade de consumo. Diante disso, para o empresário que deseja evoluir e investir nesse mercado, características como dinamismo, velocidade, acompanhamento de tendências, escutar e entender as necessidades do usuário tornam-se fundamentais para o desenvolvimento dentro deste ambiente, que segue em uma direção evolutiva constante.


NEGÓCIOS

Empreender é o caminho em 2017

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ano de 2016 passou e deixou rastros nada positivos pelo caminho. Com a crise econômica que o Brasil enfrentou, e ainda enfrenta, muitas empresas fecharam, deixando cerca de 12,1 milhões de brasileiros desempregados, como divulgou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas, para muitos especialistas, recessão é uma chance para se reinventar e para apostar em novos negócios. E, claro, as pessoas estão sempre prontas para dar a volta por cima, pelo menos, é o que afirma o coordenador do Sebrae na Região Leste Fluminense do Rio de Janeiro, Américo Diniz Neto. “Se crise é oportunidade, 2017 tem tudo para ser bom. Só não dá para entregar os pontos antes de a partida começar. O importante é olhar em volta e para dentro, buscando ver onde a coisa não andou e o que precisa ser feito para virar o jogo”, disse o coordenador. No entanto, para obter sucesso nessa nova empreitada, além de ânimo e determinação, é essencial que haja um planejamento prévio. Por isso é fundamental pensar em algumas etapas importantes, por exemplo, escolher o setor de atuação, o tipo de negócio, a definição do público-alvo e a estrutura do empreendimento. Nesse momento, também se faz necessário ter em mente sobre a melhor maneira de fazer a divulgação.

Se crise é oportunidade, 2017 tem tudo para ser bom

“Desânimo não rima com empreendedorismo. Essa palavra passa longe do dicionário de quem sonha com a própria empresa, da pequena à grande. Na verdade, sonho não tem tamanho, é bonito em qualquer atividade. No entanto, é preciso planejá-lo para tirá-lo do papel e seguir em frente, sempre traçando um plano de voo para fazer as ideias decolarem com sucesso. Organização é essencial”, contou Diniz. Para os que já possuem uma companhia, além do planejamento, é preciso se atentar às dicas que o coordenador Américo julga serem relevantes para que seu negócio não sofra tanto com a crise. “A informação e a atualização constantes são ferramentas fundamentais para a construção de bons resultados. Um ponto que não pode ser esquecido é a escalação do time da empresa, que precisa ganhar e, também, aprender com as eventuais derrotas. Com a casa arrumada, a chance de vitória é sempre maior”, finalizou Américo. CDL NITERÓI 17


gestÃo empresarial

O choque de gerações é um mito

Por Vicente Falconi Um dos mais renomados especialistas em gestão do Brasil, responde a dúvidas dos leitores de EXAME sobre redução de custos, metodologias de análise estratégica e MBA.

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Tenho 50 anos e percebo com frequência um abismo entre a minha geração e a dos profissionais da chamada geração Y em relação à falta de comprometimento com a empresa. O que fazer para mudar isso? Cristina Sancini, de São Paulo Vicente Falconi  – Tenho 69 anos. Com sua pergunta, sinto-me ainda mais distante! Somos seres humanos iguais, independentemente da geração. Temos a mesma arquitetura. Os fatores básicos que nos fazem felizes serão sempre os mesmos. A obra de Abraham Harold Maslow (seus livros estão disponíveis na internet) trata desse assunto. Em minha opinião, sua obra-prima é o livro Motivation and Personality (tenho a segunda edição, publicada em 1970, mas a primeira saiu em 1954), em que ele descreve os fatores que nos fazem ter “saúde mental” e, portanto, estarmos sempre motivados. Aprendi, em minha vida, que

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muita gente leu sobre Maslow, mas poucos estudaram de fato sua obra. Inventaram modelos de escada ou pirâmides que nunca foram mencionados por Maslow (cujo livro, aliás, não tem nenhuma figura). Acredito profundamente que, se levarmos em conta, com competência, os fatores de saúde mental propostos por Maslow – fisiológicos, segurança, sociais, estima e auto-realização -, teremos sucesso em qualquer nível de idade. O que vejo na grande maioria das empresas é que as pessoas sabem repetir essas cinco palavras, sabem desenhar a escadinha contendo as cinco palavras, mas ficam nisso. Mais nada. A maior parte das companhias está num estágio ainda menos sofisticado do que entender as necessidades peculiares de cada geração e gerencia os recursos humanos sem entender suas necessidades básicas. Pior do que isso, a quase totalidade de nossos executivos ainda pensa e age


É possível que haja diferenças entre as gerações quanto a percepções, urgências, habilidades, mas acredito que sejam fatores superficiais

como se a gestão das pessoas fosse atribuição do departamento de RH, e não de cada chefe dentro da organização. As organizações públicas estão em situação ainda pior – nem mesmo um setor de RH bem estruturado elas possuem. O certo seria conhecer o significado dos fatores de satisfação humana de Maslow, desdobrar esses fatores e criar programas de gestão de pessoas que levassem à satisfação de suas necessidades básicas. É possível que haja diferenças entre as gerações quanto a percepções, urgências, habilidades – mas acredito que sejam todos fatores superficiais. Estou convicto de que nossas necessidades mais íntimas e profundas são eternas. O segredo é: fomos, somos e sempre seremos movidos pelas mesmas necessidades básicas de vida.

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Trabalho na área de RH de uma rede varejista. Como evitar uma rotatividade muito alta entre os funcionários, muitos deles jovens, que trabalham na linha de frente? Fabiana Paiva, de São Paulo Vicente Falconi – É muito comum, em empresas com alta rotatividade de pessoal, encontrar a seguinte justificativa: “Esse nível de rotatividade é normal em empresas desse tipo na região”. Já ouvi essa frase centenas de vezes. Mas, para resolver o problema, é preciso conhecê-lo melhor. Algumas vezes, ao saber que a empresa tem turnover elevado, pergunto aos diretores qual é exatamente a taxa. Geralmente, eles não têm o número “na ponta da língua”. Concluo que o problema não é importante para eles.

Mas deveria ser. A troca constante de pessoal – de jovens ou não – é um problema altamente nocivo para uma organização. Essa inconstância contribui significativamente para o aumento dos custos. Os mais diretos – e óbvios – são os relacionados a fatores como recrutamento e seleção, treinamento e demissão. Mas os maiores custos são os indiretos, resultantes da perda de produtividade. Para aquelas pessoas que querem resolver o problema, a única saída é ter método para solucioná-lo. Primeiro, é preciso conhecer o problema de verdade. Qual a taxa de rotatividade? Como ela evoluiu com o tempo? Como se apresenta por loja? Como se apresenta por supervisor? Desse modo, você já terá pistas de algumas prováveis causas do problema. Depois poderá ir adiante e analisar a troca de pessoal de acordo com critérios como sexo, estado civil, idade do funcionário e assim por diante. Enfim, ao conhecer os detalhes do problema, você começará a resolvê-lo. Já assisti a um caso em que um diretor de operações acreditou que poderia reduzir esse número, conduziu análises, estabeleceu planos de ação, lutou por sua implementação e reduziu a rotatividade nas fábricas de um nível de 25%, ao ano, para 6% e de suas equipes de vendas de 60%, ao ano, para 9%. Depois, pediu à sua equipe para fazer um gráfico de produtividade em razão da mudança, e o resultado foi uma linha reta ascendente. Quando você reduz o turnover, a produtividade sobe sozinha. A razão é simples: a retenção de pessoal mantém o conhecimento na empresa.

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curtas

Prejuízos à vista!

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calendário de 2017 se apresenta com muitos feriados e pontos facultativos. E já não bastasse os reflexos da crise que há tempos abate o Brasil, com tantos períodos de folga, alguns até com possibilidade de enforcamento, lojistas podem ter o desempenho afetado e ainda amargar com o aumento dos custos operacionais, comprometendo severamente sua produtividade, gerando grandes perdas tanto para o comércio quanto para a indústria. “Esses feriados, sobretudo os ‘prolongados’, acabam culminando em uma estagnação da economia. Em tempos de crise como a que vivemos atualmente, em que é preciso

Ano novo, tarifa nova

Fevereiro já chega trazendo novidades para os usuários das barcas. A Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Rio de Janeiro (Agetransp) autorizou o reajuste da tarifa para as linhas sociais e seletivas do transporte aquaviário de passageiros. O novo valor entra em vigor a partir do dia 12 de fevereiro. Nas linhas sociais, o bilhete que custava R$ 5,60, passará a ser de R$ 5,90. Já a tarifa da linha seletiva de Charitas será reajustada de R$ 15,40 para R$ 16,50.

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produzir para gerar empregos e renda, essas datas acabam por diminuir essa produção”, completou o presidente da CDL Niterói, Fabiano Gonçalves. Preocupado com as consequências que esses dias podem trazer para a ecomonia, Fabiano Gonçalves, sempre apoiado por seu corpo de diretores, tem se empenhado em encontrar saídas para aliviar essas perdas. Entre elas, a entidade, além de acreditar na necessidade de uma flexibilização das leis trabalhistas de forma a reduzir os custos dos estabelecimentos que desejam abrir as portas também nesses dias, levou à Prefeitura de Niterói uma proposta para transformar o dia 22 de novembro, aniversário da cidade, em uma data comemorativa. “Aqui em Niterói, o nosso prefeito, Rodrigo Neves, alimenta uma cultura de redução dos pontos facultativos. E essa cultura é apoiada por todas as entidades representativas da cidade. Sendo assim, motivados por essa atitude, nossa proposta, dentro desse âmbito, é encaminhar para a Prefeitura de Niterói um pedido para que o dia 22 de novembro, o aniversário da cidade, seja transformado em uma data comemorativa e não um feriado. Com isso, o município ganhará mais um dia de produção, elevando sua economia”, finaliza.


DIA A DIA

Por Claudia Cataldi Cientista política, jornalista e membro titular da Academia Fluminense de Letras

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Respeito a si primeiro

or ver as crianças de hoje tendo uma vida bem diferente da que eu tive, quando da minha vez fui pesquisar o assunto, percebi que a literatura é vastíssima e, para minha surpresa, bastante consumida. Donde se conclui que a falta não é de conhecimento, e sim de coragem... mergulhei então neste imenso mundo para entender o porquê desse medo dos pais e mães modernos de dizer não... Sim, porque observando, por poucos minutos, uma festinha infantil, digamos, ou o convívio num parquinho, percebe-se o quanto a coisa deu uma reviravolta... filhos mandam nos pais... ou se o termo foi duro demais, negociaremos para: dominam... melhorou? Porque é isso o que está acontecendo; as crianças, filhas da geração que se sente ainda reprimida, a que não teve tempo de se dedicar porque teve que entrar no mercado com força em busca da sobrevivência, estão sendo criadas de uma maneira que será ruim somente para elas mesmas... E o pior é que se alguém tentar dizer algo, o “mandado (a)” vira inimigo mortal, esbravejando que a criança é dele, que não se metam.

Reconhece a situação? Já a vivenciou? Vai dizer que nunca esteve diante de algum pai ou mãe libertária onde você teve vontade de, com suas próprias mãos, resolver a parada, dando um castigo à moda antiga no pequeno? Tive a sensação, após longa pesquisa, de que a vontade de ser amado e aceito pelo filhote cega o papi e a mami de tal maneira que, ao invés de se preocupar de fazer do filho um cidadão de respeito, pronto para encarar os desafios da vida, negando-lhe o que de direito, não...se cegam e decidem “agradá-lo”, estragando-o. Inconscientemente, é claro. Criança clama por limite. Precisa dele como o ar que respira. Se o pai, e leia-se mãe também, impuser limites adequados, vai criar um ser muito melhor do que aquele que só reconhece a modalidade do sim infinito. E para tal, tem que ter coragem, porque negar é duro, mas necessário. É um bem que se faz a quem se quer construir. Se conquistarmos o respeito dos nossos pequenos, seremos amados por eles. E eles só respeitam quem SE respeita. CDL NITERÓI 21


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CIDADE

Por uma Niterói

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mais acessível e produtiva

rovando que o compromisso das entidades de classes não está ligado apenas com o fomento do comércio da cidade, a CDL Niterói, em parceria com a ACIERJ, encaminhará à prefeitura uma proposta para abertura das passagens de pedestres na Rua Visconde de Rio Branco, localizadas paralelas à Avenida Amaral Peixoto. A iniciativa da CDL Niterói visa aumentar o trânsito de pedestres, já que canteiros criados pela via expressa, só permitem a passagem dos transeuntes na Rua São Pedro, na Avenida Amaral Peixoto e em frente à Leader. Se aceita, a medida, além de melhorar a circulação e a acessibilidade das pessoas nas ruas, favorecerá o comércio das ruas José Clemente, da Conceição e Coronel Gomes Machado, gerando o aumento da economia, provendo mais emprego e renda para o município. “O objetivo é melhorar a circulação das pessoas e, consequentemente, favorecer o desenvolvimento comercial

na cidade”, disse o vice-presidente da CDL Niterói, Luiz Vieira. Por se tratar apenas da abertura das vias, a entidade ressalta que a obra não vai impactar grandes custos, no entanto, é preciso que haja um planejamento em relação à sinalização e ao controle semafórico, para que a mudança proposta não atrapalhe o trânsito. O vice-presidente da CDL Niterói explica que hoje os comerciantes mais prejudicados são os das ruas Aurelino Leal, José Clemente e da Conceição. “Nosso propósito é criar condições para fomentar o comércio, mas, principalmente, melhorar a acessibilidade no centro. Acreditamos que essa abertura promoverá uma melhor qualidade para as lojas e os transeuntes, uma vez que, com a implantação do terminal rodoviário e o novo projeto urbanístico da Visconde do Rio Branco, as pessoas perderam o acesso às principais vias paralelas à Amaral Peixoto. Isso prejudica sistematicamente o comércio de rua e a economia da cidade”, completa.

Se aceita, a medida melhorará a circulação e a acessibilidade dos pedestres

CDL NITERÓI 23


CIDADE

Niterói Presente

Autoridades se reuniram para debater a segurança pública de Niterói

U

m dos problemas que mais atinge cidades do Brasil atualmente, sem dúvida, é a violência. Em Niterói não é diferente! Segundo dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), foram registrados, em novembro de 2016, 2.856 casos de roubo e 1.251 de furtos no município. E, com o objetivo de levar mais proteção à população niteroiense, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Niterói solicitou o projeto “Niterói Presente”, proposta já realizada em vários bairros da cidade do Rio de Janeiro. A demanda foi discutida em reunião com autoridades e organizações representativas na sede da CDL e

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teve o apoio da Associação Comercial e Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Acierj) e do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Niterói (Sindilojas). A operação idealizada para Niterói terá os mesmos moldes do primeiro projeto desenvolvido, o “Lapa Presente”, em exercício há três anos, que teve como finalidade combater a criminalidade na Zona Central do Rio. Com ação integrada com nove órgãos estaduais e municipais – Companhia Municipal de Limpeza Urbana, Conselho Tutelar, Guarda Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Governo, secretarias municipais de Assistência Social, de Conservação, de Ordem Pública e de Transportes –, o trabalho de seguran-

ça diário é permanente, com patrulhamento a pé e em bicicletas, motos e viaturas. “A iniciativa tem dado resultado em outros lugares, e com certeza vai colaborar com a prevenção na cidade, mas agora teremos que adequá-lo às necessidades de Niterói. Antes de ‘Niterói Presente’ chegar às ruas, estamos analisando a possibilidade de implantá-lo no Centro e em Icaraí, até porque é um trabalho pensado em parceria com a Acierj, que dará aporte financeiro”, disse o secretário de ordem pública de Niterói, Gilson Chagas. A mesa, que discutiu diretrizes para a segurança na cidade, contou com a participação do vice-presidente e do presidente do Conselho Superior da CDL Niterói, Luiz Vieira e Joaquim Manuel; do diretor do 4º Departamento de Policiamento de Área da Polícia Civil, Renato Chernicharo; da delegada adjunta da 77ª DP (Icaraí), Bianca Gebara; do comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar, coronel Márcio Rocha; do delegado titular da 76ª DP (Centro), Glaucio Paes; do coordenador do Centro Presente, David Costa; do secretário de ordem pública de Niterói, Gilson Chagas; do diretor da CDL Jovem Niterói, Tiago Tauil; do secretário executivo do Gabinete de Gestão Integrada Municipal, Paulo Henrique; do secretário de desenvolvimento econômico de Niterói, Luiz Paulino e do presidente do Conselho Comunitário de Segurança Pública, Leandro Santiago.


cidade

Cresce Niterói

A

instabilidade política e econômica na esfera nacional, ocorrida em 2016, se transformou no cerne das discussões ao longo do ano. E mesmo em meio a um cenário de votações de impeachment e de troca de governo, que deveria significar mudanças e novos ares, os brasileiros sentiram na pele, ou melhor, no bolso, os impactos das inconstâncias financeiras alimentadas pela irresponsabilidade dos governantes. E até nas esferas estaduais, a economia não foi das mais favoráveis no ano que passou. No Rio de Janeiro, o déficit em caixa segue, em 2017, trazendo consequências graves ao estado e, sobretudo, para a população. E em alguns dos municípios, os gestores já iniciaram o seu mandato diante de grandes desafios. Exemplo disso são as cidades da Região Leste Fluminense como São Gonçalo e Itaboraí que, devido à dificuldade financeira, convivem com a racionalização dos serviços públicos essenciais. No entanto, na contramão dessa maré de interrogação, está o município de Niterói que fechou 2016 e iniciou 2017 em alta com relação a sua governança. E depois de uma gestão de 4 anos com as contas em dia e serviços públicos garantidos, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, inicia seu mandato com o andamento da implantação do plano Niterói Resiliente, que será carro chefe de sua gestão.

Na contramão da crise, Niterói fechou 2016 e iniciou 2017 com as contas em dia

“O governo municipal fez um ajuste fiscal no início do ano de 2013, que teve uma repercussão grande em 2013 e 2014. Esse ajuste também possibilitou, com todas as dificuldades externas, uma ordenação nos anos de 2015 e 2016”, completou o secretário de Administração da Prefeitura de Niterói e também presidente da CDL Niterói, Fabiano Gonçalves. O plano foi criado para deixar as contas públicas municipais equilibradas, sem interromper os investimentos na cidade ou atravancar a qualidade do serviço público. De acordo com Fabiano Gonçalves, em meio à crise sem precedentes que o país e o estado vivem, esse plano é importante para o avanço do desenvolvimento da cidade. “E começamos um novo ciclo de mais quatro anos fazendo um profundo ajuste fiscal, em que o prefeito pretende fazer uma redução de 35% no custo com cargos comissionados e no valor de contratos, trabalhando com um cenário bem pessimista na conjuntura externa, para que, se consiga êxito e consequentemente a melhoria da atividade varejista, temos que conseguir performar com o superávit este ano. Nesse contexto, acreditamos muito na questão do royalty, pois há uma possibilidade enorme de crescimento devido à correção do preço do barril de petróleo”, finaliza Fabiano. CDL NITERÓI 25


COMÉRCIO EXTERIOR

Travas para o comércio exterior no Brasil, a história continua a se repetir... Por Jorge Mithen Consultor de Comércio Exterior da CDL Niterói www.icontrade.com.br | jorge@icontrade.com.br

U

m estudo publicado pela consultoria Thomson Reuters, em parceria com a KPMG, há pouco mais de um ano, indica que 70% das empresas poderiam ser mais competitivas, em seus processos de exportação e importação, se otimizassem a gestão de suas operações. Listei abaixo os principais temas que afetam nosso dia a dia das operações de comércio exterior para as MPE do Brasil. Processos burocráticos Documentação e licenciamento de importação (26%), gerenciamento de despachantes (23%) e classificação de produtos importados (23%) são responsáveis por uma grande perda de tempo e recursos alocados pelas empresas. Licenciamentos podem ser automáticos ou não automáticos. Na segunda hipótese, o embarque no exterior não pode ocorrer antes de uma autorização por um órgão anuente no Brasil, que pode levar dias. Despachantes aduaneiros têm um trabalho burocrático cujas funções são de desconhecimentos para o empresariado. São comuns processos que param nas alfândegas, por serviços mal feitos, que poderiam ser evitados, caso as empresas realizassem um acompanhamento pela internet. Simples assim. Da mesma forma, a classificação de produtos pela NCM é tarefa que é terceirizada – às vezes cegamente – ao despachante aduaneiro sem a participação da empresa, que tem a obrigação de acompanhar, conferir e validar a classificação junto com o profissional. Este tema, no tocante à possíveis sanções, foi considerado por 28% dos entrevistados como o mais relevante, tendo em vista problemas com interpretação das regras.

Regimes especiais A Receita Federal do Brasil (RFB) permite que os importadores e exportadores do país tenham benefícios de suspensão ou isenção de tributos, na entrada ou na saída de mercadorias do território brasileiro, através de alguns Regimes Aduaneiros Especiais. Apenas 17% dos empresários alegam conhecer/beneficiar-se dos regimes disponíveis no Brasil. Importar produtos com sua nacionalização parcelada – de acordo com as vendas destes produtos no mercado 26 O LOJISTA n FEVEREIRO 2017

interno, por exemplo – é uma estratégia que poderia ser mais utilizada, principalmente para empresas que estão iniciando suas importações. O mesmo se aplica às exportações. Além disso, o Drawback permite que matérias-primas ou produtos acabados sejam importados sem considerar os custos dos tributos internos da importação, contanto que o produto final seja exportado. Com isso, se ganha em competitividade internacional. Conhecendo os clientes E sobre Trade-Compliance (termo que, no jargão do mercado, designa as políticas, normas e os procedimentos que guiam as importações e exportações), 79% dos respondentes consideram ser necessário conhecer a reputação de seus clientes, fornecedores e parceiros, porém apenas 68% utilizam soluções tecnológicas para facilitar tal processo. Ampliar a busca por informações de clientes, seus mercados e normas, em geral, diminuiria riscos. Por certo que por trás de todas as dificuldades apontadas pelos principais interessados – exportadores e importadores – está a falta de um planejamento e monitoramento das operações de comércio exterior, que tem suas particularidades e exige estudo e acompanhamento constantes. Um dever de casa trabalhoso, sem dúvida, mas longe de ser impossível!


LOCAL

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O Lojista Fevereiro  
O Lojista Fevereiro  
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