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1.º Ciclo EB de Caxinas

AUTOR DO MÊS ALVARO MAGALHÃES

Este trabalho surgiu, de uma proposta da Biblioteca da nossa escola, para trabalhar o autor do mês, Álvaro Magalhães. Depois de muito trabalharmos, devolvemos o nosso trabalho ao local de partida- A NOSSA BIBLIOTECA, para partilharmos com todo a comunidade educativa, esta investigação onde aprendemos e divertimo-nos imenso.

A Turma do 3ºano-02C 1


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1ª ETAPA Partimos à descoberta…, queríamos saber quem era…Para pesquisarmos, elaboramos a seguinte planificação, que depois preenchemos, coletivamente, na sala de aula, após as nossas pesquisa na Net. Quem é?

É um escritor português de livros e contos para crianças.

Quando e onde nasceu?

Nasceu a 14-3-1951, na cidade do Porto.

Onde vive?

Vive no Porto.

O que faz?

Escreve livros.

Quais as suas preferências?

-Tem paixão pelo futebol, em particular pelo Futebol Clube do Porto. -Gosta de ouvir a Natureza para utilizar nas suas histórias. -Gosta de ler -Gosta de escrever livros infantis e juvenis.

Como ocupa os seus tempos -Escrever livros. livres?

-Ler. -Dormir.

Que temas aborda nos livros? -Apelo à imaginação. -Como é bom sonhar. -Utiliza os animais, como personagens para nos transmitir as mensagens. -Valoriza os bens da Natureza. -Demonstra um grande amor pelas palavras e o seu valor.

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-Ensina-nos a importância do saber. -Valoriza, o saber viver em sociedade, em cidadania. -Fala da importância de sermos felizes e como é simples atingir a felicidade. (1982). Uma História com Muitas Letras. (ilustraç. de Paula Amaral). (1983). Uma Flauta Chamada Ternura. (ilustraç. de Manuela Bacelar). (1983).«O Reino Perdido». (1987) «O jardim donde nunca se regressa». Que livros escreveu?

(1989). «Sete Dias e Sete Noites». (1989). «A Menina Curiosa». (1989). «O Rapaz que voou três vezes». (1990). «A Princesa Cobra». (1991). «O Rapaz de Pedra». (1997). «O Prazer de Ler». (1998). «A Ilha de Chifre de Ouro». (1999). «Infância, Mito, Poesia» [Cadernos de Literatura para a Infância e a Juventude], Nº 1, Novembro de 1999, pp. 10-13. (2000a). Enquanto a cidade dorme. (2000b). Maldita Matemática! (2000c). O Limpa-Palavras e Outros Poemas. (ilustrações de Danuta Wojciechowska). (2000d). «O outro lado do 3


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mundo» [Cadernos de Literatura para a Infância e a Juventude], Nº 3, Julho de 2000, pp. 15-16. (2001a). Hipopóptimos Uma História de Amor. (ilustraç. de Danuta Wojciechowska). (2001b). Isto é que foi ser!. (ilustraç. de José de Guimarães). (2001c) O Circo das Palavras Voadoras. (ilustraç. de António Modesto) (2001d). O Homem que não queria sonhar e outras histórias. (ilustraç. de António Modesto) (4ª ed.). (2001e). O menino chamado Menino. (6ª ed. / 1ª-1983) (ilustraç. de Manuela Bacelar). (2003a). Contos da Mata dos Medos. (ilustrações de Cristina Valadas). (2003c). Os Três Presentes. (ilustraç. de Pedro Morais). (2004a). Histórias Pequenas de Bichos Pequenos. (ilustraç. de João Machado) (7ª ed.; 1ª ed. – 1985) (2004b). Todos os rapazes são gatos. (ilustraç. de AlainCorbel). (2004c). O Rapaz da Bicicleta Azul. (ilustraç. de António Modesto) (ed. comemorativa do 30º aniversário do 25 de Abril). (2004d). «O Crocodilo Ramirez» in MARTO, Graça (org. e ilustr.). Posso entrar? 30 estórias com animais. das Letras,

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pp. 13-16. (2005).«O Brincador». (ilustraç. de José de Guimarães). (2010). «O Futebol ou a Vida».

2ª ETAPA Escrevemos a biografia de Álvaro de Magalhães.

Álvaro de Magalhães é um escritor português, de livros e contos para crianças e jovens de todas as idades. Nasceu no Porto em 1951, no dia 14 de março. Vive no Porto, onde sempre viveu e quer viver durante toda a sua vida. Gosta de futebol e tem, uma paixão pelo F.C.P. Gosta de ouvir a Natureza para utilizar nas suas histórias, infantis e juvenis. Ocupa, os seus tempos livres a escrever livros, a dormir e a ler. O seu primeiro livro foi HISTÓRIAS COM MUITAS LETRAS. Cada história que escreve tem a sua história, do que se passou na vida do autor, como por exemplo, o livro MALDITA A MATEMATICA, que o autor quando andava na escola, não gostava de matemática por isso escreveu o livro atrás referido.

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3ª ETAPA Procuramos no nosso manual escolar Saltitão se existiam textos deste escritor e preenchemos a seguinte grelha: Título do texto no manual e página

Em que obra se encontra esse texto

“História de uma dor de cabeça” Página48 “O Cantor e a Rosa”

O Homem que não queria sonhar

Página 147 “ O Largo do Pinheiro Grande” Página 106

Contos da Mata dos Medos

“O Lugar Encantado” Página 138 “ A Feira” Página 138

Sete dias e sete Noites.

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4ª ETAPA Lemos todos estes textos e a partir deles escolhemos a obra que seria lida na sala de aula pela professora, que foi “Contos da Mata dos Medos” .

A professora lia todos os dias um pouco da história e terminava sempre numa parte onde ia, sempre, acontecer algo importante. Nós dávamos hipóteses de como continuava a história, umas vezes, acertávamos outras não.

5ªETAPA Mensagens transmitidas pela obra que estudamos. - A amizade que havia entre todas as personagens, fez com que conseguissem vencer as dificuldades e problemas que apareceram, ao longo das quatro estações. (Inês Dinis) - Que é muito importante sabermos ler e escrever e manter a amizade. (Pedro Trajano) - As pessoas, mesmo as mais egoístas, têm um fundo de bondade. (Ana Rita Marafona) - Para ter letra bonita e sem erros, é preciso ler muito. Para conseguirmos fazer, alguma coisa, é preciso trabalhar. E temos que ser amigos uns dos outros. (Francisca) - Devemos saber aproveitar a vida. (Leandro) 7


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- Fez-me sentir como a amizade é importante na nossa vida. (Telmo) - Esta história transmite muita alegria e é muito engraçada. Tem ótimas aventuras e as personagens apesar de terem, diferentes personalidades, adorei-as. Esta história é um exemplo, para nos mostrar o lado do bem. (António Naia) - Não devemos gozar da caligrafia dos outros, mas olharmos primeiro para a nossa. Esta atitude deve-se aplicar em todos os defeitos. (Tiago) - Para ajudar um amigo devemos fazê-lo com amor, trabalharmos todos juntos e sabermos conviver, sendo amigos uns dos outros. (Leonor) - Devemos estar prevenidos para algumas coisas más que nos podem acontecer, como o coelho se preveniu, para a eventual chegada do mar à Mata dos Medos. (José Pedro) - Este livro ensinou-me que temos de ser amigos e ajudar os outros, não devemos ser egoístas. Também aprendi que temos de saber do que somos capazes de fazer para aprendermos o que não sabemos. Foi um livro muito educativo. (Filipa Raquel) - Não devemos ser egoístas, devemos confiar nos nossos amigos e, principalmente, devemos ser amigos uns dos outros. (Maria João) - Devemos ajudar os outros, ter uma letra perfeita, e sabermos estar quietos (ouriçar) (Rodrigo) - Temos que saber estabelecer comunicação, com os nossos amigos e devemos ajudar os amigos. (Eduardo) - A felicidade é sermos bons uns para os outros, sermos maus e egoístas traz-nos infelicidade. (Beatriz) - Devemos saber viver em sociedade e em cidadania para sermos felizes. O Chapim não sabia, por isso teve dificuldade em responder à pergunta do Coelho ”És feliz Chapim?” (José Luís) “ Em Contos da Mata dos Medos (2003), o autor quase sempre dá forma humana aos animais, para dar voz à ideia de que «Os animais, tal como as crianças, estão mais próximos do ser e da sua essência» (Magalhães, 2004: 16), testemunhando uma especial cosmovisão, 8


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uma singular forma de convívio com o Outro que não é mais do que um dos caminhos mais seguros de auto e de hetero-conhecimento. As dificuldades da vivência em comunidade, a aceitação da diferença, o medo, o dilema, o enamoramento ou a felicidade/infelicidade são explorados e recriados simbolicamente através da atuação destas personagens.”

6ª ETAPA Cada aluno vai escrever uma história com títulos das obras do autor. Histórias de “O menino chamado Menino” Era uma vez, “O menino chamado Menino”. Ele gostava muito de “Histórias com Muitas Letras”. Mas a história que ele mais gostava era da” Maldita Matemática”, porque ele na escola odiava matemática. No seu aniversário ele, recebeu “Os Três Presentes” que mais desejava. Mas o que ele experimentou logo foi “Uma Flauta Chamada Ternura”, de onde saiu um som maravilhoso. No dia seguinte, o menino, quando chegou à escola foi à biblioteca ouvir a história “O Homem que não queria sonhar e outras histórias”. De seguida foram para a sala de aula, e no manual “Saltitão”, leu o texto,” Sete Dias e Sete Noites”, também do autor Álvaro Magalhães. De seguida a professora disse que no fim de cada aula leria uma parte da obra, do mesmo autor, “Contos da Mata dos Medos”. Na hora do recreio, jogamos o jogo ”O Futebol ou a Vida” e “Isto é que foi Ser!”. Quando chegamos à sala, a professora ensinou-nos que quanto maior for “O Prazer de Ler”, mais conseguimos aprender e de forma mais divertida. Quando, saiu para almoçar viu uns bichinhos muito pequenos e lembrou-se, logo, do livro que tinha em casa, “Histórias Pequenas de Bichos Pequenos”. E como não teve trabalhos de casa, ele leu, em casa, as histórias: “Todos os rapazes são gatos” e “O Crocodilo Ramirez” Foi um dia muito muito divertido e educativo!

Maria Inês Dinis 9


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A viagem do menino Era uma vez, “O menino chamado, Menino”, que tinha uma amiga chamada “A Menina Curiosa”. Os dois divertiram-se muito a ler “Uma História com Muitas Letras”. No fim, adormeceram e foram ter ao “ Reino Perdido.” Durante o sonho receberam “Os Três Presentes” mágicos. A menina, “A Princesa Cobra,” o menino recebeu um livro “Hipopoptimos Uma História de Amor.” Mas faltava entregar um presente. Quem ficaria com ele? Um Homem apareceu, era “O homem que não queria sonhar e outras histórias”, e disse: - “Todos os rapazes são gatos”. Os dois amigos ao verem o homem deram-lhe o presente que faltava,” A Flauta Chamada Ternura”. A flauta era mágica e tocou “Sete Dias e Sete Noites”. Perto deles, havia “O Circo das Palavras Voadoras”, no primeiro espetáculo apareceu “O Crocodilo Ramiraz”, no segundo espetáculo foi a vez de “O brincador” atuar. As primeiras palavras que ele disse, foram: - Público, “O Futebol ou a Vida”. E o público respondeu - “O Prazer de Ler.” Mas um levantou-se e disse: -“ Limpa- Palavras e Outros Poemas”. No cenário existia uma mata que era conhecida como “ Contos da Mata dos Medos”. De seguida o cenário mudou para “O outro lado do mundo”, para que uma nova personagem entrasse em cena. Uma pessoa do público levantou-se e disse: - “O Rapaz de Pedra”. O rapaz estava a ler “Histórias Pequenas de Bichos Pequenos”. Nessa história apareciam “O Rapaz da Bicicleta Azul.” Ele gostava tanto da bicicleta que nem sequer se lembrava de estudar a matemática, por isso, estava sempre a dizer “Maldita Matemática”. Mas gostava muito de língua portuguesa e estava sempre a apregoar: 10


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- “Isto é que foi ser!” Leonor Santos

Uma Aventura Era uma vez, ”Uma Flauta Chamada Ternura”. Era tocada por “O menino chamado Menino”, que a tocou durante “Sete Dias e Sete Noites”, “O jardim donde nunca se regressa”. Nesse jardim morava a “Princesa Cobra”, “O Rapaz de Pedra”, “O Crocodilo Ramirez” e “O Brincador”. “ O outro lado do mundo”, era o local onde ficava esse jardim. Lá “Todos os rapazes são gatos”. Numa das suas aventuras, “O Rapaz de Pedra” encontrou, “Contos da Mata dos Medos”, onde também andava perdida “A Menina Curiosa” que lhe contou “Histórias Pequenas de Bichos Pequenos”. E falou-lhe também que tinha visto “O Circo das Palavras Voadoras” e “Uma História com Muitas Letras”. Com isto tudo, tão esquisito, o menino achava que estava num local, chamado “O Reino Perdido”, onde “O Prazer de Ler “era mais importante que “A Maldita Matemática” e onde existia um ser “ O Limpa- Palavras e Outros Poemas”. Aqui ouvia-se falar, de uma ilha secreta, chamada “ A Ilha do Chifre de Ouro” que foi descoberta por “O Rapaz da Bicicleta Azul” que dizem que encontrou uma lâmpada mágica, de onde saiu um génio que o mandou escolher, um de “Os Três Presentes”:” O Futebol ou a Vida”, perder a sua bicicleta azul, ou regressar de “ O jardim donde nunca se regressa”. Ele escolheu regressar, “Enquanto a cidade dorme”. Passado, alguns anos o menino, tornou-se “O Homem que não queria sonhar e outras histórias”. Mas escreveu um livro que o marcou para a vida que foi “Hipopóptimos Uma História de Amor”. Ele teve uma vida cheia de aventuras, por isso, já velhinho dizia: -“Isto é que foi ser!” Maria João Terroso 11


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O menino chamado Menino Um dia “O Menino chamado Menino” foi passear para a mata dos “Contos da Mata dos Medos”. Lá, ele fez amizade com: o Ouriço, a Toupeira, o Coelho, o Chapim, o Caracol e a Pequenita. Os 7 (sete) leram um livro “Enquanto a cidade dorme”, menos o Ouriço porque não sabia ler. No fim de leram o livro jogaram o jogo, “O Futebol ou a Vida” e todos se divertiram. No fim do jogo foram a um sítio esquecido, ao “Reino Perdido”. Pelo caminho encontraram o “Homem que não queria sonhar” que por acaso não gostava da matemática e por isso escreveu o livro “Maldita Matemática”. Quando chegaram ao Reino Perdido encontraram o livro “Histórias com Muitas Letras”, “Os Três Presentes” e “Hipopóptimos Uma História de Amor”. No dia seguinte o Menino recebeu “Uma Flauta Chamada Ternura”, um livro chamado “Limpa-Palavras e Outros Poemas” e “Histórias Pequenas de Bichos Pequenos”. Depois foram “O outro lado do mundo” ver “O Circo das Palavras Voadoras”, e assistirem à atuação de “O Brincador” e “ O jardim donde nunca se regressa”. Depois foram ”A Ilha de Chifres de Ouro” e encontraram “O Rapaz de Pedra”. E viram “Todos os rapazes são gatos” e” A Princesa Cobra”. Foi assim a aventura deles. Filipa Raquel Graça Tavares

Os três aventureiros Era uma vez, “O Menino chamado Menino” que conheceu “O rapaz da Bicicleta Azul” que vivia” A Ilha dos Chifres de Ouro” e o seu irmão era “O Rapaz de Pedra”. Esse seu irmão não gostava da “Maldita Matemática”.

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Um dia, os três receberam “Três Presentes”: “A Flauta Chamada Ternura”, “Hipopetimos Uma História de Amor” e “Uma História com muitas Letras”. No início da primavera, eles foram procurar um senhor que se chamava “O Limpa-Palavras e Outros Poemas” para saberem se “O Futebol ou a Vida” era correto ou não. Demoraram, a encontra-lo “Sete dias e Sete Noites”. Pelo caminho encontraram “O Circo das Palavras Voadoras”. No circo encontraram “O Crocodilo Ramirez”, “O Brincador”, “A Menina Curiosa”, “A Princesa Cobra”, “O Homem que não Queria Sonhar e Outras Histórias”. Ouviram “Histórias Pequenas de Bichos Pequenos”

“O Prazer de Ler” e

“Histórias com Muitas Letras e disseram: - “Todos os rapazes são gatos”. Saíram, do circo e passaram por ”O Jardim donde nunca se regressa “,”O Reino Perdido” e por fim chegaram á “Contos da Mata dos Medos”, onde encontraram o Ouriço, o Coelho e o Chapim que lhes disse onde poderiam encontrar o senhor “Limpa-Palavras e Outros Poemas”. Eles foram ter com ele, bateram à porta e “ O menino chamado Menino disse: -“Posso entrar?” E em coro fizeram a pergunta que os preocupava: -“O Futebol ou a Vida”, é correto? Ele respondeu: - As palavras desde que sejam limpas todas elas são boas, por isso devem ler muito para usarem só palavras limpas. Mas o mais importante na vida é ser feliz! ���O Rapaz de Pedra”, que não gostava da “Maldita Matemática” disse muito feliz: -Têm que aprender a ter “O Prazer de Ler”. Todos concordaram e decidiram partir à procura de mais livros do autor Álvaro de Magalhães… Façam o mesmo… Beatriz Pinto

Se quiserem saber mais aconselhamos a leitura autónoma da obra: CONTOS DA MATA DOS MEDOS

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7ª ETAPA A interdisciplinaridade As personagens da obra “Contos da Mata dos Medos”, são fictícias e nós sentimos curiosidade em saber quais as suas características biológicas e partimos para a investigação e aqui está o resultado: Chapim

O chapim é uma ave da família Paridae. É uma espécie bastante comum em toda a Europa e Ásia. Ele pode ter de 13 a 14 cm de comprimento e é facilmente identificado devido ao peito amarelo com uma faixa preta que liga a garganta ao abdómen. O maior dos chapins portugueses, possui uma maravilhosa plumagem colorida e podemos encontra-lo nos mais variados locais em Portugal. Apesar de existirem várias raças de Chapim Reais, todas essas raças possuem imensas características em comum. Estas aves são bastante grandes, tendo um tamanho que varia entre os treze e os quinze cm. Os Chapins possuem uma cabeça e um pescoço preto com bochechas brancas com um bico preto e curto. O peito tem a cor característica dos Chapins Reais, o amarelo, e o dorso possui uma cor esverdeada, é de referir que algumas destas cores podem variar de acordo com a raça em questão. Também existe uma barra branca ao longo das asas azuis/cinzento. Os machos possuem um corpo maior que as fêmeas, uma cor amarelada mais forte, e uma faixa preta mais larga, é com base nestas características que podemos realizar a distinção entre os sexos dos Chapins Reais. O cantarolar destas aves é igual a qualquer outro chapim, no entanto, o chamamento mais conhecido é o “teacher-teacher” que se ouve na maioria das vezes na Primavera. 14


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Os Chapins Reais encontram-se distribuídos um pouco por todo o mundo, sendo por isso que existem várias raças de Chapim Reais, cada um foi evoluindo de acordo com o ambiente e as condições que os rodeiam. Os Chapins Reais podem ser encontrados em algumas partes da Europa como Portugal, Inglaterra, França, Ásia central e Japão. Estas aves não costumam realizar migrações, são aves sedentárias havendo apenas migração de um local mais baixo para um mais alto e vice-versa no mesmo local. Os Chapins Reais são maioritariamente insectívoros, isto é, a sua alimentação é essencialmente de insetos. A dieta dos Chapins Reais também envolve algumas sementes e frutas. Eles preferem alimentar-se de lagartas, aranhas, durante a época de reprodução, para alimentarem as suas crias, visto que os insectos são grandes fontes de proteínas. O período de reprodução dos Chapins Reais começa em Março. Estas aves normalmente reproduzem-se num buraco de uma árvore ou numa parede. O ninho é geralmente constituído por musgo, ervas, penas, plantas secas que permitem dar uma melhorar camuflagem, e consequentemente uma melhor protecção das suas crias. Os ovos Chapins Reais são brancos, com algumas pintas vermelhas podendo ter entre sete a oito ovos. As crias inicialmente começam por ter corpo com penas acastanhadas, com penas amareladas na cabeça, a cor amarelada permitem aos progenitores vigiar as crias mesmo em condições com pouca luminosidade. A fêmea choca os ovos durante treze a catorze dias. Os Chapins Reais felizmente não se encontram em riscos de extinção, uma vez que estas aves têm-se adaptado bem aos novos meios que os rodeiam. A adaptação destas aves, deu origem a uma maior aproximação destas aves com os seres humanos, e é por isso que muitos Chapins Reais podem ser encontrados em diversos locais públicos em Portugal, como por exemplo nos jardins, nos quintais, cemitérios e nas florestas.

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Caracol

Caracóis, são os moluscos gastrópodes terrestres de concha espiralada calcária, pertencentes à subordem Stylommatophora, que também inclui as lesmasa. São animais com ampla distribuição ambiental e geográfica e respiram através de um pulmão. O nome caracol vem do latim cochleolus e, no Brasil em certas partes de Portugal, é usado principalmente para as espécies terrestres, enquanto as espécies aquáticas são chamadas caramujos. O caracol-gigante-africano, Achatina fulica, introduzido de forma ilegal no Brasil, é conhecido como "caramujo-gigante-africano". Características principais As diversas espécies de caracóis, ou escargots, se distinguem especialmente pela concha que é, na verdade, o esqueleto externo do animal. Essa concha é feita com cálcio e pesa pouco mais de 1/3 do peso total. Ele pode caminhar cerca de 5 metros por hora e produz uma trilha viscosa que na verdade funciona como lubrificante que facilita o deslocamento. Os caracóis não tem audição e utilizam especialmente os sentidos do tato e do olfato que se situam em todo o corpo mas principalmente nas antenas menores já que pouco enxergam com os olhos situados nas pontas das antenas maiores. Ao lado da boca fica o aparelho genital e a entrada e saída do ar dos pulmões, o pneumóstoma, fica em baixo da concha. 16


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É comum encontrarmos caracóis terrestres nos jardins, hortas e pomares, pois eles se alimentam de diversos tipos de plantas. As poucas espécies carnívoras alimentam-se de minhocas, ou de outros caracóis e lesmas. Os caracóis terrestres são encontrados em ambientes de solo húmido, não encharcado, e são difíceis de ser observados durante o dia, pois, 99% de suas atividades ocorrem durante a noite. Duas a três horas após o anoitecer os caracóis já podem ser observados em atividade. Nutrição Os caracóis são essencialmente herbívoros pois comem verduras como a couve, alface, etc., frutos carnosos como a melancia, banana e maçã e ração rica em cálcio. São animais de hábitos noturnos e vorazes pois comem uma grande quantidade de alimentos. Mas essa voracidade está diretamente relacionada ao clima e às estações do ano: não se alimentam por vários dias em clima seco e quente mas consomem diariamente cerca de 40% de seu peso nos dias frescos. Reprodução Os caracóis são animais hermafroditas incompletos, ou seja, cada um possui os 2 sexos, mas precisam de um parceiro para realizar a cópula e a fecundação. Eles formam casais e copulam em média 4 vezes por ano num contato que pode durar até 10 horas. A gestação dura cerca de 16 dias quando então cada parceiro procura um lugar húmido, limpam a superfície e cavam com a cabeça de 5 a 10 cm para aí colocarem os ovos. Cada um deposita, em média, 100 a 300 ovos dependendo da espécie. Ouriço

Erinaceidae é uma família de mamíferos insetívoros da ordem Erinaceomorpha. Tais animais possuem o dorso coberto por espinhos curtos e lisos, e as partes inferiores por pêlos. 17


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Vernaculamente são denominados de ouriços. Há no mundo 16 espécies de ouriços divididas em cinco géneros, encontrados em partes da Europa, Ásia, África e Nova Zelândia. Não há espécies nativas na Austrália nem na América do Norte ou do Sul, e os encontrados na Nova Zelândia foram introduzidos. São mamíferos insetívoros que mudaram pouco nos últimos 15 milhões de anos e que se adaptaram à vida noturna. Hábitos Os ouriços são animais principalmente noturnos, que se alimentam de insetos, caracóis, lesmas e de vegetais. Os seus predadores principais são as corujas e os furões. O ouriço conta com a sua coloração como camuflagem, mas quando ameaçado enrola-se numa bola expondo apenas a face coberta de espinhos. Geralmente, a comunidade científica faz clara diferença entre o ouriço e o porcoespinho (Hystrix cristata), que é um roedor. No entanto, em Portugal e na Galiza, o ouriçoterrestre (Erinaceus europaeus) recebe indistintamente os nomes de porco-espinho, ouriço, ouriço-cacho, ouriço-cacheiro ou rescacheiro, posto que o habitat do Hystrix cristata na Europa se limita ao sul da península italiana (Sicília e Nápoles), onde foram introduzidos pelos romanos a partir da África. Uma diferença importante entre estas duas espécies é que os espinhos do ouriço, ao contrário dos do porco-espinho, não se soltam naturalmente, nem são venenosos. Graças à sua dieta, os ouriços são importantes no controle de pragas, já que são capazes de comer várias vezes o seu próprio peso em insectos e anelídeos. Os ouriços têm mais de dezasseis mil picos e usam-nos para diferentes necessidades: camuflagem, defesa, ataque, transporte de comida. Os ouriços possuem um focinho pequeno e quatro patas que se mobilizam bastante bem. Possui também uma cauda de 5 cm. O ouriço hiberna no inverno durante aproximadamente 3 meses, antes recolhe comida e mantimentos para a sua hibernação. Numero de filhotes: média de 3 a 4. Pode chegar a 7.

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CARACTERÍSTICAS DOS FILHOTES AO NASCEREM: quando nascem os espinhos são muito suaves e, começam a endurecer a partir do 2º ou 3º dia e, os olhos abrem entre 14 a 18 dias. Desmamam entre 4 a 6 semanas de idade. É importante o ouriço receber o colostro da mãe para adquirir imunidade. Lagarta

Na linguagem vulgar, chama-se lagarta ao primeiro estágio larval dos insetos da ordem lepidoptera. Têm o aspecto de vermes, por vezes segmentados e com os rudimentos dos três pares de patas característicos dos adultos. O estado seguinte chama-se pupa e geralmente forma-se dentro dum casulo. Geralmente, as lagartas alimentam-se vorazmente e podem atingir tamanhos de mais de 10 cm, embora o inseto adulto raramente chegue a essas dimensões. Algumas alimentam-se de folhas de plantas e podem constituir uma praga nas culturas e jardins. Outras desenvolvem-se dentro de frutos em maturação – a mãe coloca os ovos dentro do ovário da flor e a larva alimenta-se do pericarpo ou mesmo da semente. Noutros casos, os ovos podem ser colocados por baixo da pele dum animal vivo e as lagartas parasitam-no. As lagartas das moscas alimentam-se de animais mortos ou de dejetos – são detritívoras. No Brasil há lagartas, denominadas taturanas assassinas, cujo veneno pode levar à morte. No entanto, nem todas as lagartas são prejudiciais – quer ao homem, quer aos ecossistemas. O bicho-da-seda, por exemplo, é a larva que, ao passar a pupa, constrói o seu casulo com seda. Muitas lagartas fazem parte da alimentação de vários povos.

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À medida que cresce, a lagarta muda de pele algumas vezes. O período entre duas mudas é chamado ínstar. A lagarta deixa de se alimentar no último ínstar, esvazia o estômago, fixa-se e sofre a última muda, da qual surge a pupa ou crisálida Por se moverem de forma semelhante, chamam-se lagartas às cintas metálicas (ou "esteiras") que unem as rodas dos veículos que requerem alta capacidade de tração, como por exemplo os tratores utilizados na construção de estradas e terraplenagem, certos veículos militares como os tanques, etc. Reprodução Ocorre na fase adulta da mariposa, que surge a partir da transformação da lagarta dentro do casulo. Após o acasalamento, a fêmea inicia a postura dos ovos, que chega a somar de 400 a 500 unidades.

Coelho

Os coelhos são mamíferos lagomorfos da família dos leporídeos, em geral dos gêneros Oryctolagus e Sylvilagus. Caracterizam-se pela cauda curta e as orelhas e patas compridas. Esses pequenos mamíferos encontram-se facilmente em muitas regiões do planeta. O termo é utilizado para referir as espécies de oito géneros, incluindo o coelho-de-amami (Pentalagus), os coelhos-americanos (Sylvilagus) e o coelho-pigmeu (Brachylagus). Alguns autores incluem o género Caprolagus no grupo dos coelhos (coelho-asiático), mas a maioria classifica-o como pertencente às lebres. A espécie mais comum é a Oryctolagus cuniculus, ou coelho-europeu. 20


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Episódio clássico de perturbação ecológica foi a introdução do coelho-europeu na Austrália. Levado para aquele país no século XIX, esse mamífero ali se multiplicou em níveis insuspeitáveis ao se ver livre dos predadores naturais e logo se converteu em praga para a lavoura. Todos os esforços para controlar a situação foram inúteis, até que se inoculou nos animais a mixomatose infecciosa, doença endémica entre os coelhos brasileiros, mas que para o europeu foi fatal em 99% dos casos. Os coelhos possuem orelhas e pernas compridas - embora menores do que as das lebres verdadeiras - têm a cauda curta e não sobressai como corredor. Os dois gêneros de coelhos mais representativos são o Oryctolagus, a que pertence o coelho europeu comum, e o Sylvilagus, com muitas espécies norte-americanas e o tapiti ou coelho-do-mato brasileiro. A maior parte de suas espécies costuma abrir galerias subterrâneas, onde diversas gerações se sucedem nos ninhos. Seu corpo também é sempre menor que o das lebres. Segundo a classificação científica, os coelhos pertencem, ao reino Animália, ao filo Chordata, ao subfilo Vertebrata, à classe Mammalia, à ordem Lagomorpha, à família Leporidae Características Os coelhos selvagens têm pelagem grossa e macia, acastanhada ou acinzentada. A pelagem do coelho domesticado pode ser preta, castanha, cinza, branca, ou apresentar combinações dessas cores. Um coelho selvagem adulto atinge de 20 a 35 cm de comprimento e pesa de um a 2,5 kg. Os coelhos de criação podem ser bem maiores e pesar mais de 2,5 kg. As fêmeas geralmente são maiores que os machos. A maioria dos coelhos vivem mais de quatro anos em estado selvagem, porque tem uma velocidade imensa contra os inimigos. Muitos coelhos criados como animais de estimação vivem até dez anos. Os olhos do coelho ficam nos lados da cabeça. Em consequência, o animal pode ver objetos situados atrás dele ou dos lados melhor do que se estiverem à sua frente. Os coelhos podem mover as longas orelhas de uma vez ou separadamente, para captar sons, ainda que fracos, vindos de qualquer direção. Os coelhos também dependem de seu olfato aguçado para alertá-los do perigo. O coelho parece movimentar o nariz ininterruptamente.

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Os coelhos eram antigamente classificados como roedores. Como os castores, camundongos e outros roedores, têm os dentes bem adaptados para roer. Mas, ao contrário dos roedores, têm um par de pequenos dentes atrás dos dentes superiores dianteiros. A cauda do coelho tem cerca de 5 cm de comprimento e é coberta de pêlo macio e fofo que a faz parecer redonda. A pelagem da parte inferior da cauda da maioria das espécies de coelho tem cor mais clara do que a da parte superior. Os coelhos-de-rabo-de-algodão da América do Norte são assim chamados pela cor branca ou cinza-clara da pelagem da parte inferior da cauda. O ideal é que o macho só comece a reproduzir a partir dos cinco meses de idade e a fêmea a partir dos quatro. Os coelhos reproduzem o ano todo, mas a fase mais fértil ocorre na primavera. Eles devem acasalar quase instantaneamente. Por garantia, deixe-os juntos por dois dias e, depois, separe-os. Ela dará a cria em cerca de 30 dias. Após o nascimento, verifique o ninho diariamente para verificar se todos os filhotes estão vivos e juntinhos uns aos outros, para que se aquecerem. Caso não estejam, o melhor é reuni-los. Quando estiverem com 30 dias de idade, retire o ninho. Aos 40 dias de vida, já estarão desmamados e podem ser separados da mãe. Ela também já estará pronta para uma nova gestação. Toupeira

Talpidae é uma família de mamíferos da ordem Soricomorpha, que inclui as toupeiras e os desmanes. O grupo habita a América do Norte, Europa e Ásia. São animais que vivem no subsolo enterrados em tocas e galerias. As toupeiras têm o corpo alongado e coberto de pêlos. Não têm orelhas externas e, devido ao seu modo de vida, são total ou parcialmente

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cegas. A sua alimentação faz-se à base de pequenos animais invertebrados que vivem no solo. CARACTERÍSTICAS: Comprimento: 15 a 17 cm, olhos pequenos, pernas traseiras curtas, pernas dianteiras grandes e fortes. Há membranas entre os dedos das patas dianteiras, que tem garras grandes e agudas. Uma ninhada de 2 a 3 filhotes por ano.

Conclusão Eu aprendi que os animais têm características diferentes. Beatriz Pinto

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Autor do mês- ÁLVARO MAGALHÃES