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Cronologia da Fotografia Faça-se luz, pois sem luz não pode haver imagem ou fotografia, é imperativo compreender a importância da luz e o modo como esta afeta qualquer tema. Para se tirar o máximo partido de uma imagem, temos de nos treinar para vermos, na verdade a luz, seja ela natural ou artificial. O modo como os nossos olhos vêm as diferentes condições de iluminação e o modo como os filmes sensíveis as vêm pode ser muito diferente. Talvez as primeiras manifestações do ser humano em captar e registar imagens alusivas a momentos importantes da sua vida tivessem sido precisamente no tempo da pré-história quando o homem primitivo gravava e pintava nas paredes das cavernas e grutas, situações vividas no dia-a-dia, como um dia de caça, pesca, ou mesmo animais que viam ao seu redor e também os seus próprios auto retratos simbolizados pelas mãos, imagens estas que ficariam registadas até aos dias de hoje, estando sempre presente a luz natural ou artificial como o fogo, na execução destas imagens. A fotografia não tem um único inventor. Ela é uma síntese de várias observações e inventos em momentos distintos. A primeira descoberta importante para a fotografia foi a câmara escura.

350 A.C.- O conhecimento de princípios óticos da câmara escura se atribui a Aristóteles, anos antes de Cristo, e seu uso para observação de eclipses e ajuda ao desenho, a Giovanni Baptista Della Porta. Sentado sob uma árvore, Aristóteles observou a imagem do sol, durante um eclipse parcial, projetando-se no solo em forma de meia-lua quando seus raios passarem por um pequeno orifício entre as folhas. Observou também que quanto menor fosse o orifício, mais nítida era a imagem. Séculos de ignorância e superstições ocuparam a Europa, sendo os conhecimentos gregos resguardados no oriente. Um erudito árabe, Alhazem, descreveu a câmara escura em princípios do século XI.


1500- Pintores e gravadores usam a câmara escura descoberta de Leonardo da Vinci. A imagem ao lado refere-se à primeira ilustração de uma câmara escura. Esta câmara era um quarto estanque à luz, possuía um orifício de um lado e a parede à sua frente pintada de branco. Quando um objeto era posto diante do orifício, do lado de fora do compartimento, sua imagem era projetada invertida sobre a parede branca. 1609 - Galileu utiliza a luneta. Apesar de ser considerado o pioneiro em observações astronômicas, Galileu Galilei não teve vida fácil. Em sua época, foi condenado por heresia pelo Tribunal da Inquisição, conduzido pela Igreja Católica, por aderir à teoria de Copérnico. Ele também acreditava que o Sol era o centro do universo e não a Terra.

1604 – O cientista italiano Angelo Sala, observou que certo composto de prata se escurecia quando exposto ao sol. Acreditava-se que o calor era o responsável. 1618 – Invenção do microscópio. O inglês Robert Hooke usou um microscópio para observar uma grande variedade de pequenos objetos, além de animais e plantas que ele mesmo representava em fiéis ilustrações. Hooke percebeu além que a casca do carvalho era formada por uma grande quantidade de alvéolos vazios, semelhantes à estrutura dos favos de uma colmeia. Naquela época, Hooke não tinha noção de que estava observando apenas contornos de células vegetais mortas. Publicou as suas descrições e ilustrações em uma obra denominada Micrographia, em que usa a designação "little boxes or cells" (pequenas caixas ou celas) para denominar os alvéolos observados, dando origem assim ao termo célula. O termo acabou tornando-se definitivo e oficial. O aperfeiçoamento do microscópio determinou que teria um aumento no volume de obras sobre investigações, usando os recursos da microscopia, gradativamente, o homem foi desvendando os mistérios das células. 1671 – O jesuíta Athanase Kneher faz a primeira descrição da lanterna mágica. 1725 - Johann Henrich Schulze, professor de medicina na Universidade de Aldorf, na Alemanha, conseguiu uma projeção e uma imagem com uma duração de tempo maior, porém não conseguiu detectar o porquê do aumento do tempo. Continuando suas experiências, Schulze colocou à exposição da luz do sol um frasco contendo nitrato de prata, examinando-o algum tempo depois, percebeu que a parte da solução atingida pela luz solar tornou-se de coloração violeta escura. Notou também, que o restante da mistura continuava com a cor esbranquiçada original. Sacudindo a garrafa, observou o desaparecimento do violeta. Continuando, colocou papel carbono no frasco e o expôs ao sol, depois de certo tempo, ao remover os carbonos, observou delineados pelos sedimentos escurecidos padrões esbranquiçados, que eram as silhuetas em negativo das tiras opacas do papel. Schulze estava em dúvida se a alteração era devida à luz do sol, ou ao calor. Para confirmar se era pelo calor, refez a mesma experiência dentro de um forno, percebendo que não houve alteração. Concluiu então, que era a presença da luz que


provocava a mudança. Continuando suas experiências, acabou por constatar que a luz de seu quarto era suficientemente forte para escurecer as silhuetas no mesmo tom dos sedimentos que as delineavam. O químico sueco Carl Wilhelm Scheele, em 1777, também comprovou o enegrecimento dos sais devida à ação da luz. 1727 – O professor de anatomia Johann Schulze, da universidade alemã de Altdorf, notou que um vidro que continha ácido nítrico, prata e gesso se escurecia quando exposto à luz proveniente de uma janela. Por eliminação, ele demonstrou que os cristais de prata halógena, ao receberem luz, e não o calor como se supunha, se transformavam em prata metálica negra. Como suas observações foram acidentais e não tinham utilidade prática na época, Schulze cedeu suas descobertas à Academia Imperial de Nuremberg. 1790 – Populariza-se , na França, o uso do Fisionatrazo, retrato em madeira e em marfim. Esta técnica não tem nada em comum com a fotografia, embora os fisionotratistas sejam considerados os percursores do fotógrafo de retrato. 1798 – Ocorre a primeira projeção de fantasmagóries, utilizando-se o fantascópio (Lanterna Mágica aperfeiçoada). A lanterna mágica, antes um show de projeções e histórias, acaba mudando completamente, dando origem a um show de horrores, e que ficaram conhecidos como fantasmagoria. Por se tratar de uma ilusão, era comum a presença de mágicos, que acompanhavam o espetáculo e o funcionamento das lanternas e alguns até que se apresentavam junto com a lanterna, ainda que o espetáculo funcionasse na maior parte das vezes tendo nada a ver com a mágica.

1802 - Sir Humphrey Davy publicou uma descrição do êxito de Thomas Wedgewood na impressão de silhuetas de folhas e vegetais sobre couro. Thomas, o filho mais moço de Josiah Wedgewood, o famosos ceramista inglês, estando familiarizado com o processo de Schulze, obteve essas imagens mediante a ação da luz sobre o couro branco impregnado de nitrato de prata. Mas Wedgewood não conseguiu “fixar” essas imagens, isto é, eliminar o nitrato de prata que não havia sido exposto e transformado em prata metálica, pois apesar de bem lavadas e envernizadas, elas se escureciam quando expostas à luz. A câmara escura também era do conhecimento da família de Wedgewood. Josiah a usava constantemente para desenhar casas de campo e copiar seus desenhos nas suas famosas porcelanas.


No entanto, seu filho não chegou a obter imagens impressas com o auxílio da câmara escura devido à sua morte prematura, aos 34 anos. 1814 - O Francês Joseph Nicéphore Niépce (1765 – 1833) inicia as suas pesquisas sobre a fixação de imagens da câmera escura a partir de dois métodos distintos. O primeiro consiste em testar a fotossensibilidade de algumas substâncias como resina, fósforo e óleo em suportes de papel, vidro, metal e pedra colocados em uma câmera negra. O segundo processo visava reproduzir gravuras translúcidas a partir de uma superfície fotossensível mediante a ação da luz. A esses dois processos ele deu o nome de Heliografia. 1826 – As pesquisas de Nicéphore Niépce permitem-he captar a primeira imagem sobre a câmera escura: uma natureza morta. Para sua produção foram necessárias 14 horas de exposição a luz. 1829 – Niépce se associa Louis J. M. Daguerre (1787 – 1851), pintor e decorador de teatro. Juntos, dão continuidade às pesquisas para a reprodução de imagens na câmara escura.

1832 – O fotógrafo francês, radicado no Brasil, Antoine Hercule Romuald Florence (1804 – 1879) desenvolve suas pesquisas para a reprodução de imagens mediante processos químicos que ele próprio chamou de Photographie. 1835 – O fotógrafo inglês Willian Henry Fox Talbot (1800 – 1877) substituiu a placa metálica de Daguerre, o Daguerreótipo, por um papel sensibilizado a partir do iodo. Essa técnica, conhecida como calótipo, cria a possibilidade de reprodução de múltiplas cópias em papel ou em vidro. A partir da década de 1840 ela seria utilizada por diversos fotógrafos. 1835 – Daguerre descobre, no mesmo ano em que Talboti, que os vapores de mercúrio agem como revelador de imagens.


1837/38 – As pesquisas de Daguere levan-no a descobrir que uma fina camada de prata polida, aplicada sobre uma placa de cobre e sensibilizada em vapor de iodo, produzia uma imagem de alta precisão embora em apenas uma cópia. Em 1838, ele batiza seu invento de daguerreotipia. Até 1855 o daguerreótipo é o processo mais utilizado pelos fotógrafos que vão se profissionalizando. 1839 – O astrônomo e político F. Arago, divulga, na academia de Ciências e Belas Artes de Paris, a confiabilidade e a precisão da reprodução de imagens por método automático. Essa data é aceite como o momento da divulgação da fotografia. Daguerre passa a comercializar sua invenção na Europa e Estados Unidos, além de publicar em diversos idiomas seu livro Histórique et descriptions de procédés du daguerréotype et du diorama. 1847 – O químico e negociante de tecidos Louis Désiré Blanquart-ëvrard ( 1802 – 1872) anuncia o resultado de suas pesquisas com o calótipo sobre papel albuminado. Os Sais de prata agora impregnan a textura do papel. Esse processo permite preparar o negativo de papel previamente. O processo de provas em positivo é mais fácil que o processo de Talbot. 1848 - O fotógrafo inglês Frederick Scott Archer (1813 – 1857) cria o colódio úmido, processo que mescla partes iguais de éter/álcool em uma solução de nitrato de celulose. O uso do colódio úmido em negativos sobre o vidro e provas de albumina entre 1855-1880. 1850 – É criado o papel albuminado. 1851 – O governo francês cria a Mission Héliographique destinada a inventariar, mediante fotografias, o patrimônio arquitetônico da França. 1856 – Surge o ferrótipo. no qual a imagem é produzida a partir do colódio úmido sobre um suporte em chapa de ferro esmaltada com laca preta e marrom. A cor castanha da imagem permite sua visão como positivo, quando colocada sobre uma superfície negra. Foi usado como retrato em substituição ao daguerreótipo, devido a seu baixo custo.

1854 – O fotógrafo francês André A. Eugene Disdéri ( 1819-1889) instala-se em Paris, onde abre um dos mais importantes estúdios fotográficos. Cria uma modalidade fotográfica feita a partir de um aparelho com 4 ou 6 objetivas. Esse aparelho permite fazer de 6 a 8 clicks em uma mesma placa fotográfica. estava inventada a carte de visite, responsável pelo barateamento e popularização da fotografia.


1858 – O fotógrafo Nadar faz a primeira fotó aérea.

1879 – Ferrier inventa o primeiro filme fotográfico. 1880/1910 – Período em que predomina ouso dos negativos sem gelatina e brometo de prata sobre vidro, bem como as provas em papel direto de fabricação industrial de gelatina ou colódio. 1881 – Funda-se a Kodak 1888 – George Eastman (1854-1934) comercializava seu mais novo invento: a Kodak, primeiro aparelho fotográfico portátil contendo um rolo de filme que permitia sacar até 100 imagéns, nomeado por ele de instantâneo. 1892 – G Eastman cria a Eastman Kodak Company e se dedica a fabricação de aparelhos fotográficos cada vez mais fáceis de serem manuseados pelo público amador, como a Brownie, comercializada a partir de 1900.

1895 – Irmãos Lumière inventam o cinematógrafo. Em 28 de dezembro de 1895, exibem a primeira seção de cinema no salão indiano do Grand Café, no Boulevard dos capuchinhos, em Paris.


1912 – A Kodak cria o primeiro aparelho fotográfico portátil. 1914 – Oskar Barnak cria a Leica, uma câmera fotográfica de tamanho reduzido que usa um filme de rolo, utilizado no cinema, que permitia, à época, fazer 36 fotos sem necessidade de ser recarregada.

1927 – A fotografia difunde-se como fotojornalismo. O fotojornalismo é um ramo da fotografia onde a informação clara e objetiva, através da imagem fotográfica, é imprescindível. Também pode ser considerado uma especialização do jornalismo. Através do fotojornalismo, a fotografia pode exibir toda a sua capacidade de transmitir informações. Essas informações são transmitidas pelo enquadramento escolhido pelo fotógrafo diante do fato. Nas comunicações impressas, como jornais e revistas, bem como pelos portais na internet, o endosso da informação através da fotografia é uma constante.


1932 – Surge o cinema falado. Cinema - significa a técnica e a arte de fixar e de reproduzir imagens que suscitam impressão de movimento, tal como significa a industria que produz estas imagens. As obras cinematográficas mais conhecidas como filmes são produzidas através da gravação de imagens do mundo com câmaras adequadas, ou pela sua criação utilizando técnicas de animação ou efeitos visuais específicos. Os filmes são assim constituídos por uma série de imagens impressas em determinado suporte, alinhadas em sequência, com o nome de fotogramas. Quando essas imagens são projetadas de forma rápida e sucessiva, o espectador tem a ilusão de observar movimento. A cintilação entre os fotogramas não é apercebida devido a um efeito conhecido como persistência de visão: o olho humano retém uma imagem durante uma fração de segundo após a sua fonte ter saído do campo da visão. O espectador tem assim a ilusão de movimento, devido a um efeito psicológico chamado movimento beta.

A cor entra no cinema a partir da sobreposição de três filmes coloridos, vermelho azul e amarelo. Somente na década de 1960 é que o cinema adotaria a cor tal qual a conhecemos hoje.


1947 – surge o primeiro modelo da Polaróide.

1956 – Criados em 1956, os discos rígidos (HDs) não passavam de 5 MB

1963 – Surge a instamatic 50 da Kodak


1964 – Lançada 1964 a Mariner 4, em direção a marte carregava uma câmera que produzia e transmitia imagens de 6 bits.

Nasce o primeiro CMOS nos laboratórios da RCA que entra em producão só em 1974.

1969 – 17 de outubro de 1969, no espaço de apenas uma hora, os pesquisadores Willard Boyle e George Smith, dos laboratórios Bell, projetaram e definiram as especificações do CCD. 1973 – Fairchild Imaging começou a produzir o primeiro CDD comercial, o 201adc. com resolucão de 100×100 pixels.

1974 – Primeira astrofotografia de CCD da história.

1975 – A Kodak apresenta o primeiro protótipo de Câmera fotografica baseada em sensor CCD. A câmera pesava 4 kilos e levava 23 segundos para grava cada foto em uma fita cassete.


1975 – A Sony cria o Betamax,

1976 – Fairchild comercializava uma câmer baseada em CCD, a MV 101 ainda com 100×100 pixels. 1976 – JVC lança o formatao VHS, Video Home System.

1979 –RCA produz CCD de 320×512 pixels0,16 megapixel com refrigeracão liquida para imagens astronômicas . Considerada a primeira câmera digital da história, utilizada para astrofotografia, uma equipe da universidade de Calgary , no Canadá, a câmara conhecida como Fairfhild All-Sky Camera. usava o CCD 201ADC . A novidade era o tratamento digital que seria dado as informacões captadas pelo CCD, acoplado a um microcomputador Zilog MCz1/25.


1981 – A Sony lança um protótipo do a parelho fotográfico eletrônico que marcara o início da era da imagem magnética. A câmera Mavica (Magnetic Video Camera). Ela estava entre o analógico e o digital, pois armazenava as fotos coloridas em pequenos disquetes que podiam ser visualizadas na televisão.

1991 – A Kodak lança a primeira câmera fotografica digital para uso profissional, Modelo DCS-100 de 1,5 megapixel. 1993 – Glass Tears, de Man Ray, torna-se a fotografia mais cara do mundo, ao ser vendida por US$65 mil. 1994 – Início da comercialização do CD-ROM.


1996 – Aparece a Nikon E2 uma máquina fotografica digital que permite a passagem direta das fotografias para o computador eliminando o processo de revelação das fotos.

1997 – Surge o DVD Disco Versatil Digital. Sistema que permite a reproducão de imgem e som com qualidade superior ao VHS. 1997 – A Maison Européenne de la Photographie ( França) realiza a exposução Des Européens, que apresenta 20 fotos inéditas de Henri Cartier-Bresson. A mos tra reune também outras 160 imagéns realizadas pelo fotógrafo francês entre os anos 30 e 70. 2002 – Canon lança a primeira câmera Full Frame, EOS 1Ds novos sensores, processadores, Full HD, monitores com tecnologia Led, HD com terabytes de armazenamento, novas pesquisas para imagens em 3D.

2004 – Kodak anuncia o fim da fabricação de câmeras de filme. 2005 – Hasselblad anuncia a câmara com maior quantidade de pixels fabricada na época, o modelo H3D-39 com 39 megapixels. 2008 - a) Hasselblad lança o modelo h3d-50 com 50 megapixels. b) A Phase One lanç Back Digital com 60 Megapixels.


2009 – Panasonic Anuncia um novo sistema chamado Micro Four Thirds, o sistema Four Thirds, chamada Micro Four Thirds, eliminou o espelho e colocou o sensor mais perto da objetiva, mantendo-a intercambiável (lentes do padrão original precisam de um anel adaptador). Com o fim do espelho, o visor óptico foi substituído por um eletrônico; a imagem captada pelo sensor é mostrada nesse visor ou no LCD. 2011 – Em dezembro de 2010, as ações da Kodak na bolsa de Nova York caem para o patamar de US$0,40 . O valor mínimo de cada ação para o pregão é de US$ 1,00. pede concordata 2012 – 19 de Janeiro de 2012 a Kodak pede concordata. Áreas de abrangência da Fotografia A fotografia está presente em todos os modernos processos de comunicação como o jornalismo, a propaganda, pesquisa, documentação científica e documentação social. Isso a transformou numa atraente carreira profissional envolvendo técnicos e artistas que se dedicam exclusivamente a tarefa de construir imagens. Jornalismo – A fotografia é fundamental no jornalismo. Seu papel é ilustrar e dar clareza ao texto ajudando a entender o assunto. São fotos que induzem o leitor a viver a notícia. Pesquisas – Quase todas as ciências modernas recorrem a fotografia como apoio nas suas pesquisas. A adaptação das câmaras em sofisticados equipamentos óticos como microscópios ou telescópios, permite fotografar imagens intrigantes e imperceptíveis ao olho humano. Para isto, existe uma série de filmes e acessórios específicos que visam facilitar a operação da máquina fotográfica em anatomias ou condições desfavoráveis. Medicina – A medicina transformou a fotografia em seu mais importante veículo de transmissão de saber. É indispensável nas pesquisas, acompanhamento de casos patológicos, ensino ou simples documentação. Existem especializações onde chega a ser obrigatória, como a cirurgia plástica. Através do emprego de filmes especiais, pode também se transformar numa eficiente ferramenta de diagnóstico. Odontologia – Várias especializações da odontologia utilizam a documentação fotográfica. Na ortodontia, por exemplo, a câmara fotográfica já faz parte do instrumental do dentista, que registra em fotos todas as fases de um tratamento. Atualmente, muitos professores de odontologia usam exibições de slides como apoio didático para as suas aulas. Propaganda – Milhões de fotos são produzidas com o objetivo de vender os mais diversos produtos e serviços. São trabalhos sofisticados, criados na mesa de diretores de arte e com forte apelo ao consumo. Memórias – O mais completo arquivo de memórias da vida de uma pessoa é o seu álbum de fotos. Por isso, fotografar os momentos importantes é um hábito para muita gente que encontrou na fotografia a melhor maneira de guardar as suas recordações. Hobby e lazer – Fotografar é um hobby gostoso, divertido e, sobretudo, barato. Quem fotografa por prazer vê o mundo diferente, além de fazer um delicioso exercício de criatividade. Eventos sociais – Casamentos, formaturas, festas de debutantes e a maioria dos eventos sociais não dispensam um registro fotográfico. Criou-se aí um enorme e atraente mercado de trabalho movimentando milhares de fotógrafos profissionais dedicados a documentação social em quase todas as cidades do país. Arte e cultura – Em muitos países já existem galerias vendendo fotos como objetos de arte sem o menor preconceito. Projetos culturais envolvendo fotografia vêm se tornando rotina nas entidades culturais e empresas. Os concursos fotográficos são cada vez mais freqüentes, chamando a atenção da comunidade para vários assuntos de seu interesse. Retratos feitos com fotografia ganham a cara de portraits artísticos e, democraticamente, começam a ocupar espaços antes restritos somente às aristocráticas pinturas de tela e pincel.

cronologia da fotografia  

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