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Amo muito

Salvador

Conheça a nossa cidade pela visão dos alunos do Projovem Trabalhador

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Cajazeiras

Esporte

Um bairro de 20 milhões de metros quadrados

A bola da vez: mulher

Lazer

Diversão é no parque


2 Por Catiane, Debora e Tássia, Turma 29 Salvador, com sua beleza natural, é preferência nacional dos turistas nesta alta estação. Rica em cultura e campeã em receptividade, a capital baiana é a terra abençoada por Deus. Com suas praias maravilhosas, ladeiras sinuosas, ruas estreitas e casarões centenários coloridos é a melhor pedida para curtir as férias e esperar o carnaval que agita em torno de 2 milhões de foliões, incluindo turistas do mundo inteiro. São quase 500 horas de música em uma semana de festa que mistura o que há de melhor entre belo e profano. Além das inúmeras oportunidades de emprego no campo temporário, com vínculos formais e informais, não é possível falar de Salvador sem citar suas maravilhas como o Farol da Barra, nome popular do Forte de Santo Antônio, construído para defender Salvador dos corsários. Hoje, este monumento é um belo museu bastante visitado. O Elevador Lacerda, inaugurado em 1873, liga as Cidades Alta e Baixa e tem mais de 70 metros de altura. Em cada uma de suas viagens de 11 segundos, são levadas 128 pessoas.

editorial Durante seis meses, cerca de 5 mil jovens, com idade entre 18 e 29 anos e oriundos de famílias com renda mensal de até um salário mínimo, foram capacitados, em Salvador, através do Projovem Trabalhador e estão aptos a ingressar no mercado de trabalho. O projeto faz parte do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que desenvolve o treinamento dos participantes em 19 opções, de várias áreas do mercado produtivo, em convênio com a Prefeitura Municipal de Salvador; promovendo, assim, a inclusão destes jovens no mercado de trabalho. Os cursos têm duração de 350 horas, sendo 100 de qualificação social e 250 de capacitação profissional, nas áreas de Administração, Comunicação e Marketing, Esporte e Laser, Serviços Domiciliares e Serviços Sociais. Durante os seis meses de atividades teóricas e práticas, os participantes recebem uma bolsa mensal no valor de R$ 100. Após a conclusão do curso, os jovens, além da possibilidade de emprego no mercado formal, podem atuar ,também, de forma autônoma, a exemplo daqueles que optaram pelos cursos de manicure, pedicure, depilador, cabeleireiro e maquiador. “O Projovem Trabalhador é importante porque ajuda as pessoas mais carentes no aprendizado de uma profissão e, depois de todo um processo, encaminha para o mercado de trabalho”, afirma Matheus Araújo da Silva, 19, aluno de Administração e matriculado na 3ª série do ensino médio no Colégio Estadual Dona Leonor Calmon, em Cajazeiras. O Idesh (Instituto de Desenvolvimento Humano) congratulase com os jovens participantes do Programa, desejando a todos um futuro promissor. O Instituto agradece o empenho e a dedicação dos abnegados instrutores e de toda a equipe de trabalho que não mediram esforços para tornar possível a execução do Projovem Trabalhador em Salvador. Júlio Arruda, assessoria de Imprensa assessoria.arruda@uol.com.br

Estrutura urbana atual de Cajazeiras Por Leonardo Portugal Ferreira, Turma 22

ço populacional e ao desequilíbrio habitacional do bairro. Os moradores das áreas invadidas são os Atualmente, o bairro de Cajazeiras apresenta características iguais a qualquer outro de Salvador, ape- mais necessitados de assistência, uma vez que são sar de ter sido planejado. Ocupando uma área 20 discriminados pela comunidade dos conjuntos, que milhões de metros quadrados e somando uma popu- não gosta da presença dos excluídos sociais. lação, estimada em mais de 400 mil habitantes, Apesar do surgimento dos barracos de madeira, Cajazeiras mais parece uma cidade dentro de de taipa e de tijolo sem reboco, as invasões conSalvador. Com 20 anos de idade, e considerada o pri- trastam com a arquitetura dos conjuntos habitacimeiro bairro da cidade, previamente planejado, onais de Cajazeiras, que dão ao bairro uma feição Cajazeiras cresceu tanto que passou a ter vida pró- urbana única. Muitas dessas ocupações ilegais já pria. E como acontece com todos os bairros da cida- são bairros oficializados pelas autoridades, como de, também sofreu um grande processo de desor- é o caso do Conjunto Jaguaripe I e II, localizado denamento e necessita de obras de infraestrutura próximo a Cajazeira VIII, beneficiado pelo para que a sua população tenha melhores condi- Programa Viver Melhor do Governo do Estado. ções de vida. Esse tem como finalidade melhorar a qualidade de O Complexo, formado por nove Cajazeiras, quatro Fazendas Grandes e a Boca da Mata, é considerado o maior da América Latina, e também convive com invasões nas encostas e nos vales do Projeto que se tornaram favelas, aumentadas a cada dia. Atualmente, o Complexo abriga 50 mil pessoas, que moram em invasões, contribuindo, assim, ao incha-

vida da população de baixa renda, residente em áreas de risco ou insalubres, dando início ao surgimento de ruas estruturadas, com rede de esgotos, de água e de energia; regularização fundiária, além da implementação das ações sócioeducativas, desenvolvidas em parceira com a comunidade.

Tranporte Por Tânia Ferreira e Maiara Almeida, Turma 23


Lavagem do Senhor do Bonfim em Salvador Turma 31 A homenagem ao Senhor do Bonfim é muito antiga na Bahia, embora haja controvérsias sobre sua origem portuguesa ou africana. Essa cerimônia acontece na segunda quinta-feira de janeiro. Um imenso cortejo de devotos percorre dez quilômetros de Salvador, partindo do Largo da Conceição até o Largo do Bonfim. Baianas, vestidas à caráter, trazem moringas e potes cheios de água perfumada para a lavagem simbólica das escadarias da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim. Origem Os estudiosos de mitologia negra dizem que a Lavagem do Bonfim é uma cerimônia que tem origem na África, em homenagem à divindade yorubá Oxalá. Câmara

Cascudo discorda e acha que na Festa do Bonfim há convergência de dezenas de festas tradicionais da Europa e da África. O antropólogo francês Roger Bastide também observa que a cerimônia não é de origem africana, pois já existia em Portugal. Segundo ele, o ritual teria sido difundido por um português combatente na Guerra do Paraguai, que, caso ele não morresse, lavaria o átrio do Senhor do Bonfim. Assim, os negros baianos transformaram a lavagem em uma festa sincrética do catolicismo e do candomblé. Pelo fato de ultrapassar os limites da liturgia católica, a Lavagem do Bonfim chegou a ser proibida pelo Arcebispo da Bahia e impedida de ser realizada pela Força Pública de Salvador no ano de 1890.

Os pontos positivos e negativos do bairro Por Daniela Pinto Cardoso, Turma 22 Cajazeiras é um bairro grande, com a média de 600 mil habitantes, e tem grande número de comércios. As pessoas que habitam em Cajazeiras são de classe média. Todos trabalhadores que abrem seu próprio negócio, como butiques, armarinhos, chaveiros e mercados, para sobreviver. A população de Cajazeiras cresce cada vez mais, e a falta de moradia para todos, favorece a construção de casas em lugares de risco, não permitidos pela SUCOM. Os engarrafamentos e a falta de sinalização são constantes no bairro. Lá há muitas escolas, por isso a sinalização deveria ser obrigatória, mas, infelizmente, quem passar por Cajazeiras poderá ver que isso ainda é um grande problema para a população.

Educação em Cajazeiras X Por André Luiz e Vanessa, Turma 23 Os moradores de Cajazeiras X podem contar com a Escola Básica e a Fundação Bradesco, considerada uma instituição bastante avançada no método de aprendizado. A Escola tem 1.329 alunos inseridos nos cursos de alfabetização até o segundo grau. Os alunos recebem o aprendiza-

do por meio de professores qualificados, e além da educação gratuita, recebem fardamento duas vezes ao ano, material didático e assistência odontológica. Além disto, eles têm direito a um cardápio de alimentos variados. A Fundação Bradesco, iniciada em 1985, em Cajazeiras X, oferece à comunidade cursos profissionalizantes de informática,

entre outros. O laboratório da escola contém 34 computadores de última geração. A biblioteca, que tem um acervo de 12 mil livros, oferece aos alunos um local para pesquisas escolares. O bairro possui também diversas escolas públicas, municipais e estaduais em todos os níveis educacionais, além de creches.

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4 Cordeiros: eles levam o carnaval com as mãos Peça fundamental no carnaval de Salvador, eles são, muitas vezes, humilhados pelos foliões que pulam do outro lado da corda

Por Cíntia Batista e Elivânia dos Anjos, T urma 26 Imagine você ficar mais de cinco horas segurando e puxando uma corda com as mãos para ganhar pouco mais de R$25. Essa é a função dos cordeiros no carnaval de Salvador. Eles são responsáveis por separar os foliões associados aos blocos dos que seguem os trios dos famosos fanfarrões do lado de fora da corda. O trabalho é mal remunerado e oferece muitos riscos à saúde e à integridade dessa classe de trabalhadores. “Eles costumam chutar, bater e xingar os piores nomes”, relatam. As empresas contratadas não oferecem um kit básico de

segurança, como luvas e protetor auricular. A classe reclama que a corda machuca bastante as mãos e, no final do percurso, parecem estar surdos. Segundo um dos cordeiros, quando acontece briga, os supervisores não querem nem saber sobre a história, já vêm logo batendo e, muitas vezes, tomam as camisetas para não pagar no final do trabalho aos cordeiros. Outra queixa é do lanche que é muito ruim: um pacote de bolacha, uma água, um refrigerante, e, normalmente, quentes. Quando argumentados, os supervisores explicam que o lanche é o mesmo que eles comem durante o percurso do trio.

A violência no Brasil Por Elisângela Sales e Tamires Gonzaga, Turma 28) O Brasil é considerado um dos países mais violentos do mundo. O índice de assaltos, sequestros, extermínios, violência doméstica e contra a mulher é muito alto e contribui para tais considerações. Suas causas são sempre as mesmas: miséria, pobreza, má distribuição de renda, desemprego e desejo de vingança. A repressão usada pela polícia para combater a violência gera conflitos e insegurança na população, que nutrida pela corrupção das autoridades, não sabe em quem confiar e decide se defender com o próprio punho, perdendo seu referencial de segurança e sua expectativa de vida.

’’Precisamos descobrir o porquê do aumento desses índices nos últimos anos. Onde estaria a raiz do problema?’’

Não é necessário um cenário de guerra com armas pesadas no centro das cidades, mas de pessoal capacitado para combater a violência e os seus causadores.

Causas Nos últimos anos, a sociedade brasileira entrou no grupo das sociedades mais violentas do mundo. Hoje, o país tem altíssimos índices de violência urbana, como sequestros, extermínios etc, violência domestica, praticada no próprio lar, e violência contra a mulher, que em geral, é feita pelo marido, namorado, ex-companheiro etc. Precisamos descobrir o porquê do aumento desses índices nos últimos anos. Onde estaria a raiz do problema? A violência que mata e a que destrói está muito mais para sintoma social do que doença. São várias as enfermidades sociais que produzem violência como um tipo de sintoma, portanto não adianta armar bem a Segurança Pública, entregando a ela armas de guerra, para repressão policial, se a “doença” causadora não for identificada e combatida.

Por Vanessa Freitas e Michele Reis. Turma 34 O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vai usar as notas dos alunos para o ingresso nas faculdades particulares e públicas no Prouni Programa Universidade para Todos.

Os critérios do Sisu

Cada aluno teve que observar sua nota e procurar uma área de acordo com seu ponto de corte. O aumento deste foi conforme as notas dos alunos inscritos; assim, cada um conseguiu mudar seu curso para outro desejado, caso sua nota estivesse abaixo do ponto de corte. Na Bahia, três instituições utilizaram a nota do Enem para seleção de vagas: UFBA (Universidade Federal da Bahia); IFBA (Instituto Federal de Tecnologia e Ciência da Bahia) e UFRB (Universidade Federal do Recôncavo Baiano).

Foto: Vanessa Freitas


A Nova Brasília Por Carine Neves Machado, Turma 22 A comunidade de Jaguaripe, localizada no bairro de Nova Brasília, é uma sociedade bastante habitada, com aproximadamente 5 mil habitantes. Antigamente, Nova Brasília tinha apenas fazendas e chácaras, mas não era muito habitada. Com o passar do t e m p o , o s f a ze n d e i r o s f o r a m abandonando suas moradias e o local começou a ser habitado por casas de placa, liberadas pelo governo para a população de baixa renda. Assim, a população foi crescendo cada vez mais.

São Caetano: como tudo começou Por Ângela, Quele e Ana Lúcia, Turma 32 São Caetano formou-se em meados da década de 50, decorrente do processo de crescimento de Salvador. Sua população, inicialmente, foi composta por trabalhadores braçais, autônomos, biscateiros e pedreiros, oriundos de cidades do interior baiano. O bairro é um dos maiores subdistritos de Salvador, localizado na área do Alto do Subúrbio. É o quarto maior território da cidade com 450 mil habitantes, abrangendo uma área, desde o largo do Tanque até Campinas de Pirajá. É dividido em Largo da Geral, Sussunga, Jaqueira, Gorro, Formiga e Gomeia. Além destas áreas, São Caetano possui outros bairros, como Capelinha e Boa

Vista, chegando a 212.235 mil habitantes, segundo o censo demográfico de 2000. Dos grandes rios que cortavam a cidade, no sentido oesteleste, o maior deles, o Camurugipe percorre 14 km, desde a sua nascente em Boa Vista de São Caetano, até a foz na praia de Costa Azul, em um trajeto de intensa poluição causada, principalmente, por despejos de esgotos e de dezenas de casas que existem dos dois lados de suas margens. Na área de sua nascente, o Camurugipe forma dois importantes diques, que, até meados deste século, integravam o sistema de abastecimento de água de Salvador. O principal deles era o Campinas de Pirajá, ligado ao Dique da Boa Vista (ou do Ladrão), atravessando a BR-324.

Itapuã: boêmio, romântico e tradicional Por Aline Gleide, Turma Turma 21 “passar uma tarde em Itapuã, ao sol que arde em Itapuã, ouvindo o mar de Itapuã, falar de amor em Itapuã...” Vinícius de Moraes e Toquinho, 1969. Segundo a enciclopédia Wikipédia, Itapuã (Itapoan) é uma palavra original da língua dos índios tupi-guarani, que quer dizer “pedra que ronca” ou designa arpão curto, com ponta metálica. Reza a lenda, que uma pedra roncava sempre que a maré estava vazante, e isso acabou dando origem ao nome do bairro, um dos mais famosos de Salvador. O bairro nasceu com a colônia de pescadores Z-6 que vivia também de artesanato e da carpintaria naval. Atualmente, são 2.800 pescadores cadastrados na colônia, que sobrevivem apenas do sustento do mar.

Itapuã está localizado em uma região afastada do centro da cidade, e é mais um ponto turístico de Salvador. Foi na década de 70, do último século, que Itapuã passou a receber pessoas que vinham de longe para fixar residência, sendo ocupada por loteamentos e condomínios, tornando-se, assim, um dos maiores bairros residenciais. Em decorrência desse crescimento, o bairro sofreu grandes mudanças com a urbanização e o crescimento do comércio local. Uma das tradições que persiste até os dias atuais, acontece às segundas-feiras, momento em que os times de futebol da vizinhança se encontram para realizar o famoso “baba”. O mais antigo é o “Baba da Ressaca” que reúne, bem cedo, os jogadores selecionados entre os moradores do birô.

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Nosso avanço no Projovem Trabalhador

O que os alunos dizem

Agradeço muito pela oportunidade de aprender uma profissão. Gostei muito do curso e dos professores também, que nos ensinaram muito desde o início. (Luciene Pereira, 20 anos, Turma 28)

O Projovem Trabalhador foi algo muito importante para minha vida profissional. Agradeço a todos que se empenharam no objetivo de colocar em prática esses cursos para jovens de baixa renda, que necessitam obter uma carreira profissional, e, aos professores que se empenharam bastante para nos ensinar. O Projovem Trabalhador mostrou a todos o quanto é importante ter, hoje em dia, uma formação em nossas vidas. Chegamos ao final do curso e sabemos que obtivemos conquistas como: conhecimento, auto-estima e além disso, aprendemos a debater uns com os outros. (Elisângela de Jesus Sales, Turma 28).

Aprendi como me comportar em uma entrevista de trabalho, como usar de argumentos convincentes e valorizar a crença no que acredito. O curso ajudou a minha comunicação, esclareceu quais são os meus direitos e deveres como cidadã e trabalhadora, além de ter aprendido mais sobre marketing e fotografia. (Eliana Lopes, 23 anos, turma 28)

Evolui muitíssimo bem, com tudo o que foi passado no curso, principalmente, quanto às leis trabalhistas. Consegui entender uma boa parte das ferramentas do marketing: desenvolver pesquisas de um produto; realizar planejamento, criar estratégias de comunicação; conhecer o público alvo, promoções, peças, mídias e enfim, uma série de ferramentas. (Uilma Mendes, 25 anos, Turma 28)

Nesse curso que foi desenvolvido pelo Governo Federal, tive a chance de aprender sobre o Marketing Social e pude entender que ele é a nossa comunicação com outras pessoas (clientes). Gostei muito do curso. Espero muito outros por cursos profissionalizantes. (Daiane Santos, 20 anos, turma 28)

O ano de 2009 foi repleto de realizações e, principalmente, de novas amizades. A vida é generosa comigo e costumo brincar que são tantos amigos que, agora, para entrar um tem de sair o outro. É claro que esta é apenas maneira divertida que encontro para somar os laços verdadeiros que tenho com pessoas maravilhosas. Bom, agradeço a todos os professores por nos auxiliarem neste¨consórcio social oportunidade¨, que é apenas o primeiro passo de um longo caminho em que os desafios a serem vencidos são muitos. (Ana Paula Machado, Turma 28)

Durante toda a minha vida, este foi o primeiro curso gratuito em que eu consegui me ingressar. Tentei de todas as formas aproveitar de tudo. Abracei este curso com todas as minhas forças. Agradeço pelas aulas de Direito que me abriram os olhos e me fizeram enxergar que meu problema tinha solução, só lutando pelos meus direitos. Assim, agradeço pela oportunidade que vocês do Projovem me deram. (Josenilde dos Santos, Turma 28)

Aprendemos, vivenciamos, participamos de um misto de situações. Resumo minha fala a um “muito obrigado” Projovem Trabalhador!!! (Antonio Jorge dos Santos Ferreira, Turma 28)

Eu me inscrevi no Projovem Trabalhador, mas não tinha certeza de ser selecionada, quando fui à internet saber o resultado da seleção, fiquei muito feliz porque o meu nome estava lá entre 1.500 alunos selecionados. O Projovem Trabalhador foi muito importante, para nós, jovens de baixa renda, aprendermos uma profissão e interagirmos no mercado de trabalho. Espero que o Projovem Trabalhador continue dando oportunidade às pessoas que, na primeira etapa, não conseguiram se escrever. (Tamires santos Gonzaga, Turma 28)


Mulheres no Esporte Por Jéssica Freiras, Turma 31 Após conquistarem postos, cada vez mais destacados no mercado de trabalho, as mulheres passaram a ocupar um espaço importante no esporte brasileiro. Está duvidando? Vamos analisar, então, o desempenho feminino nas últimas olimpíadas. Pela primeira vez na história olímpica brasileira, as mulheres constituíram cerca de 50% da delegação. Para ser mais preciso, os homens somaram apenas dois atletas a mais que o contingente feminino em Atenas. Com relação aos resultados, a surpresa foi maior ainda. Esportes tradicionais no país, como o futebol e o basquete, sequer conseguiram classificar suas equipes masculinas para as Olimpíadas. Enquanto isso, as meninas do futebol e da ginástica olímpica escreveram uma nova história para as suas modalidades, graças à inédita medalha de prata do futebol e pela presença da equipe feminina da ginástica entre as doze melhores seleções do mundo. Vale ressaltar, aqui, que esse esporte possui também duas grandes referências brasileiras, Daniele Hypólito e Daiane dos Santos.

Outro exemplo da redenção das mulheres aconteceu na natação, esporte em que homens sempre ocuparam lugares de destaque, com as brilhantes atuações de Ricardo Prado, Fernando Sherer e Gustavo Borges. Em Atenas, dos sete nadadores brasileiros que chegaram às finais, cinco foram mulheres. Desde os últimos 40 anos, uma mulher não chegava às finais olímpicas na natação. Até mesmo esportes tradicionais e considerados “de machos”, como o automobilismo, se rendem ao charme das mulheres. Atualmente, a atenção da imprensa e dos patrocinadores voltam-se para Danica Patrick, uma baixinha atrevida que chegou à quarta posição na tradicional prova de Indianópolis, liderando a corrida por várias voltas. Isto tudo sem perder a delicadeza, pois Danica pode ser vista na mídia, tanto de macacão como em um vestido decotado. Talvez, seja esta a chave do sucesso d a s m u l h e re s e s p o r t i sta s n o mercado publicitário. A aliança entre feminilidade e beleza, com determinação, superação, coragem e vontade de vencer.

A Capoeira Por Trindade e Rosilene Jesus, T31 A capoeira é um esporte de cultura africana que encanta os povos com seus movimentos, misturando luta e dança em um lindo espetáculo corporal. O grupo capoeira “Arte Negra”, fundado pelo mestre Zé Mário, há mais de 40 anos, no bairro do Jardim Cruzeiro, na Cidade Baixa, tem uma grande preocupação com a comunidade de baixa renda. O Arte Negra oferece aulas gratuitas a crianças sem recursos, com o objetivo de afastar jovens da criminalidade, e garantir o lazer para todos.

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O lado cultural de uma comunidade carente Por Vanessa Morais, Sandra Santos e Soraia Cavalcante.

Parques da cidade

O parque Joventino Perreira da Silva, popularmente conhecido como Parque da Cidade, está localizado na região entre os bairros do Itaigara, Santa Cruz, Pituba, e Nordeste de Amaralina e foi criado em 1973 e reformado em 2001. O Parque possui cerca de 720 mil m². É um local de preservação da mata atlântica, vegetação original da costa brasileira. O local passou a se destacar no cenário musical, através do Projeto Música no Parque, por meio do qual shows de músicos populares são oferecidos de forma gratuita em seu anfiteatro, chamado de Dorival Caymmi, onde também há realizações de outras manifestações artísticas. O Parque dispõe ainda de quadras poliesportivas, parquinhos para crianças, equipamentos de lazer e ginástica, pista de cooper, ciclovia, praça para idosos, área para piquinique, lanchonetes, posto médico, áreas de concentração e encontros para estudantes, turistas e grupos da terceira idade e um amplo estacionamento.

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Fotos: Taiane Carvalho

Lazer em Salvador Por Taiane Carvalho e Amilton Santana, Turma 34 Um exemplo de onde é possível encontrar lazer e cultura em um só lugar em Salvador é Pituaçu, localizado na orla de Salvador próximo a praia de Patamares. Um parque onde se pode encontrar espécies variadas de peixes, monumentos do artista Mário Cravo, restaurantes etc. Tudo por um preço muito acessível. Aqui, a prioridade é a natureza, além de parque para criança, música ao vivo, nos finais de semana, e pedalinho para atravessar o lago. Este parque deve ser preservado, pois é um lugar de recriação, onde você pode se divertir sem precisar ter muito dinheiro, em uma natureza protegida pelo homem, algo um tanto raro por aqui. Por estas razões, devemos preservar esse “habitat” de diversos animais e, através dele, ter contato com a natureza, liberdade e lazer. Tudo de graça.

Fotos: Vanessa Morais, Sandra Santos e Soraia Cavalcante.

Dique do Tororó

Projeto do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)

Por Vinícuis Dias Moura, T29 O Dique era um lago de águas limpas que abrangia o Vale dos Barris, o Engenho Velho de Brotas e o Campo da Pólvora; depois da expansão dos demais bairros, houve um aterro reduzindo o seu tamanho.

Edição e Revisão: Maria Helena Macedo - DRT 2829 - BA Design Gráfico: Carlos Vilmar www.carlosvilmar.com.br Coordenação Pedagógica: Prof. Dilza Nascimento de Carvalho Marlylda Barbuda Assessoria de Imprensa: Júlio Arruda

Com o passar dos anos, foram construídos esgotos direcionados para o Dique poluindo completamente suas águas. Também foi feita uma reforma na parte externa, restaurando a área verde e o calçamento, além da construção de áreas de lazer para crianças e idosos, palcos flutuantes e alguns bares. Depois da reforma, foi aumentado o fluxo de pessoas que praticam caminhadas; porém os carros que circulam ao redor do Dique, geram uma imensa poluição com o monóxido de carbono, dificultando a respiração das pessoas que caminham ao ar livre. Foto: Nilton Souza

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