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_______________________________________________________________________Por Carlos Coléct

NEM TODA PARÁBOLA É UMA HISTÓRIA REAL _ É UMA AGGADAH

Existe no meio judaico um conceito que se chama de “aggadah”( narração), que são estórias, alegorias contadas e narradas a fim de se transmitir um princípio ou um ensinamento. São estórias que não são necessariamente verdadeiras, são fábulas ou parábolas. Vemos que Yeshua usou muito este método de “aggadah”, ou seja, ele se utilizou de várias estórias e parábolas para transmitir um ensinamento. O que é importa compreendermos é que essas estórias não são necessariamente verdadeiras, e saber disto ajuda a não criarse doutrinas erradas, o que infelizmente aconteceu no meio do "cristianismo", o qual interpretou algumas parábolas como sendo verdadeiras e reais, e isto pela fato de desconhecer o contexto hebraico de Yeshua. Um exemplo que podemos ter da má interpretação da “aggadah “ de Yeshua, é a parábola do Rico e do Lázaro, nesta estória alguns interpretam como sendo real, ou seja, há um lugar dos mortos onde há uma comunicação entre eles, e assim cria-se uma doutrina sobre os mortos.Mas torno a dizer, é uma “aggadah”, uma estória, uma fábula que Yeshua está utilizando para mostrar e trazer um princípio. Lc 16.19-31 Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente. 20 Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele; 21 e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras. 22 Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. 23 No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. 24 Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. 25 Disse,


2 porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos. 26 E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós. 27 Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, 28 porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento. 29 Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. 30 Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. 31 Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos. A “aggadah” não tem uma preocupação com a literalidade, mas com a transmissão de um ensinamento.Podemos pegar outras que Yeshua usou, tais como "as virgens prudentes e insensatas", "a ceia de casamento", parábolas estas que não precisamos nos ater a literalidade daquilo que está sendo contado, mas compreender o princípio transmitido. Ao entendermos esse conceito de “aggadah” judaica, podemos entender melhor aquilo que Paulo (Shaul) diz a Tito: Tt 1:13,14 Tal testemunho é exato. Portanto, repreende-os severamente, para que sejam sadios na fé 14 e não se ocupem com FÁBULAS JUDAICAS, nem com mandamentos de homens desviados da verdade. Neste contexto , PAULO(SHAUL) está se referindo aos gregos cretenses, os quais estavam se ocupando com as fábulas judaicas (aggadah) narradas por aqueles que eram do grupo da Circuncisão, os judeus mais radicais e legalistas. Bom, todos sabemos que os gregos desde o início sempre foram mais voltados para a mitologia, ou seja, suas estórias mitológicas, eles acreditavam nas alegorias fantasiosas e tinham-nas como verdadeiras, e por terem este costume, acabavam se ocupando desnecessariamente com as estórias da aggadah(estórias judaicas), e se preocupavam demais com a sua literalidade, e Paulo(Shaul) então exorta quanto a este costume grego, e diz para não se preocuparem tanto com a literalidade da "aggadah" , fábulas judaicas. Shalom Carlos Coléct www.cemtroteshuva.blogspot.com


AGGADAH - NEM TODA PARÁBOLA É UMA HISTÓRIA REAL