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aarte: Clara Basseto | 360

IS ÁT GR

meninada_ Paola mostra como é simples viver a mais linda das estações do ano tendo uma atitude ecológica.

79 ANO VII

•p.12

setembro 2012

Primavera intensifica o colorido da região

Circulação Mensal. 12 mil exemplares Distribuição em 25 municípios _Águas de Santa Bárbara • Assis • Agudos • Areiópolis Avaré • Bernardino de Campos • Botucatu

A primevara dá seus sinais tornando mais intensa a variada paleta de cores típica da região onde o 360 está baseado. São lindos e convidativos os dias que antecedem a aguardada chuva para regr a terra e fazer florir a natureza

Cândido Mota • Canitar • Chavantes • Cerqueira César • Espírito Santo do Turvo • Fartura Ibirarema • Ipaussu • Manduri • Óleo • Ourinhos Palmital • Piraju • Santo Cruz do Rio Pardo • São Manuel • São Pedro do Turvo • Tatuí • Timburi Pontos Rodoviários_ Cia. da Fazenda • Graal Estação Kafé • Orquidário Restaurante Café Rodoserv • RodoStar • Varanda do Suco

www.caderno360.com.br

agenda_ Só fica em casa vendo foto: Flavia Rocha | 360

TV quem quer. O que não faltam na região 360 são opções de bons e baratos – muitas vezes gratuitos – programas culturais. Confira!

gastronomia_ Aprenda passo

produtor rural que desenvolveu seu negócio arrendando terras para plantar e criar gado de corte. Na foto, Andrey com o filho Caio.

a passo a fazer o famoso e delicioso churrasco de dona Odette, com direito aos principais acompanhamentos que ela faz. Depois, delicie-se!

Foto: divulgação

fotos: Flavia Rocha | 360

agronegócio_ A história de um

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índice 2_ editorial _ oração 4_ ponto de vista 6_ gente 7_ drops 8_ bem viver 10_ gastronomia 12_meninada 12_ 13_ agronegócio 15_onde ir 15_ 16_agenda cultural 16_ 18_classficados 18_


2 • editorial

Ignorar. Qual o oposto disso? Seria a palavra que escolheria, optando pelo positivismo. Só que no caso, ignorar pode ter vários opostos: consideração, conhecimento, sabedoria, bom senso, são alguns deles. Talvez seja essa uma das razões para que essa palavra incomode tanto quando atribuida a nós por uma ou mais pessoas.

Ignorar é uma escolha de preço muito alto. E ganho algum!

Quando sei o que algo siginifca, eu ignoro o seu significado. Quando não sei o que aconteceu, eu ignoro um fato. Ou seja, sou ignorante quanto ao significado de algo e ao acontecimento. No caso do acontecimento, a depender da fonte, muitas vezes é melhor ficar na ignorância, pois pode ser história inventada ou mal contada. No caso de saber a respeito de algo, uma boa fonte lhe trará o conhecimento.

Podemos também ignorar pessoas, chamados, ligações, recados, tarefas, trabalhos. Aí estaremos mostrando que nossa educação não é lá grande coisa. A não ser que essa atitude sirva para nos mantermos na elegância. Melhor ignorar a grosseria alheia que responder na mesma moeda. Quando agimos na mesma onda, logo seremos taxados: seu ignorante. Ou dirão a nosso respeito: Partiu para a ignorância. Ser ignorante, por não conhecer fatos, significados e situações, ou ainda por ser mal educado – seja fingindo que não ouviu, que não sabe, seja respondendo na mesma linha – nos leva, inevitavelmente, a faltar com o bom senso. Por isso, quando me percebo ignorante, seja em qual for o significado, trato de corrigir isso. O que nem sempre, se for o caso do mau comportamento, é possível.

Fugir da ignorância, em cada um desses sentidos, creio, nos leva ao êxito. Seja o das relações, o da vida profissional, social, estudantil, ou o da paz de espírito. Nesta edição, não faltam exemplos de gente que se coloca em caminho oposto ao da ignorância. É o que

vemos, por exemplo, na seção AGRO, numa bela história de vida profissional do amigo de infância Andrey Rodrigues. E também em MENINADA, onde Paola nos ensina o que todos já sabem, mas a maioria, infelizmente, ainda ignora. A ausência de ignorância também é evidente nas crônicas de nossos colunistas, gente que gosta de saber e aprender cada vez mais

E para que você não ignore o que está acontecendo na região, consulte nossa AGENDA CULTURAL, sempre com programação capaz de tirar da ignorância quem não está nem aí pra nada. Ou quem pensa que sabe tudo.

Boa leitura!

Flávia Rocha Manfrin diretora-editora 360 | 360@caderno360.com.br

Ora, Ação!

“Com os idosos está a Jó 12 Vs: 12 sabedoria, e na longevidade o entendimento.”

c orreio Prezada Flávia, Santa-cruzense fanático por sua terra, acompanho há tempo a circulação do seu bem cuidado Caderno 360. Porém não estou conseguindo acessar os mais recentes, a partir de junho. O que aconteceu? Aguardo, se possível, sua manifestação. Estou radicado em São Paulo há quase trinta anos. Mas vibro com as conquistas da nossa Santa Cruz. Sou filho do Sr.João Valério do Posto. Amigo do Carlito Manfrim de longa data. Às vezes recordo, com saudade, os bons tempos do Posto, quando o Carlito lá ia todo dia para ler o "Estadão". Semanalmente ele lá comparecia e pedia: "João Valério, me empresta o TRIM. Preciso cortar as unhas.”Bons tempos!! Os clientes não eram só clientes. Eram amigos. Mas, enfim, a vida continuou e cá estamos curtindo com saudades as boas notícias da terrinha. Um abração a você e toda sua família. João Ladeira/ São Paulo Nota da redação: Informamos ao leitor que as edições já

foram atualizadas no site www.caderno360.com.br e estão também disponíveis no Facebook (procure por Caderno 360 ou www.facebook.com/pages/Caderno360/222017821178999) Nota da redação2: Agradecemos a todos que, a cada

mês, reconhecem nosso esforço para informar com verdade, compromisso e bom humor. A satisfação do leitor é o melhor termômetro de uma publicação.


NOSSA

09 DE SETEMBRO, DIA DO MÉDICO VETERINÁRIO. Nossa homenagem àqueles que entendem como nós, o significado de cuidar bem dos animais.

Perfeita para cães e gatos.

facebook.com/specialdog.oficial . www.specialdog.com


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• ponto de vista

gOVerNO e meio ambiente * Maurício rodrigues de Araujo

Você pode me responder: “Mas isso não é coisa daqueles ambientalistas chatos do Greenpeace e outros que ficam impedindo a construção da hidroelétrica de Belo Monte no Pará? Por que eu preciso me preocupar com o meio ambiente de minha cidade numa campanha eleitoral?” Aí eu respondo: Sua preocupação com este tema é muito importante. Quanto ao meio ambiente de uma cidade temos os cuidados a serem tomados com as árvores de nossas ruas, que devem ser bem cuidadas pois, com elas, podemos diminuir a temperatura da cidade, tornando o clima mais gostoso e ameno. O depósito de lixo que produzimos, os chamados aterros sanitários, devem

* Tom Coelho

ser outro ponto de preocupação, pois se não estiverem dentro das regras trazem um dano muito grande, tanto para a natureza à sua volta como para as águas subterrâneas que estão abaixo dele. Neste último caso influindo de forma muito forte na água que bebemos.

serão feitas no meio ambiente ao redor e para isso os candidatos a prefeitos e vereadores dessas cidades necessitam aprofundar seu conhecimento sobre o assunto.

Outro ponto é o cuidado com os cursos d’água (rios, ribeirões), principalmente aqueles que cortam as cidades, pois se tratados com descaso podem provocar alagamentos nas suas margens, afetando muitas pessoas.

Portanto fique de olho e cobre, na escolha de seu candidato, que ele apresente propostas também para o meio ambiente de sua cidade. Com certeza, se brigarmos agora por uma qualidade melhor de nossa fauna e flora, as gerações futuras irão agradecer por termos nos preocupado com a qualidade de vida delas.

No caso de alguns municípios de nossa região temos hoje a preocupação com a instalação das hidroelétricas. Um assunto muito sério, no qual o Caderno 360 já escreveu várias matérias sobre o assunto. Muitos acham que as hidroelétricas trazem muito progresso, mas não é assim, grandes alterações

*Bacharel em economia, presidente da Associação de Apoio ao Desenvolvimento de Santa Cruz do rio Pardo Apodesc, vice-presidente do Conselho de Segurança de Santa Cruz do rio Pardo - CONSeg, especialista em finanças públicas e planejamento Min. da educação e especialista em cálculos judiciais

resiliência

As Ciências Humanas estão sempre tomando emprestado das Exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da Física e atende pelo nome de resiliência, que significa “resistência ao choque”.

truído por eles. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.

Em Humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal e profissional. Ou seja, fazer de cada limão, cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada, saborosa, refrescante e agradável.

Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificálas, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem não do que nos falta, mas do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.

Aprendi que não adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser des-

Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos

© Birdhead | Dreamstime.com

Você já se preocupou com o meio ambiente de sua cidade?

“O problema não é o problema. O problema é sua atitude com relação ao problema.” Kelly Young

de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias ao invés de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas... Assim, tornei-me resiliente, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria. Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Apreciamos a luz porque já estivemos no escuro. Apreciamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experi-

e xpediente

mentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza. Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida. * empresário, consultor, professor universitário, escritor e palestrante formado em economia pela USP, Publicidade pela eSPM, com especialização em Marketing pela MMS/SP e em Qualidade de Vida no Trabalho pela USP. Diretor da Infinity Consulting e Diretor estadual do NJe/Ciesp. Contatos: tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br.

360 é uma publicação mensal da eComunicação. Todos os direitos reservados. Tiragem desta edição: 12 mil exemplares Circulação:• Águas de Sta. Bárbara • Agudos • Areiópolis • Assis • Avaré • Bernardino de Campos • Botucatu • Cândido Mota • Canitar • Cerqueira César • Chavantes • Espírito Sto. do Turvo • Fartura • Ibirarema • Ipaussu • Manduri • Óleo • Ourinhos • Palmital • Piraju • São Manuel • São Pedro do Turvo • Sta. Cruz do Rio Pardo • Tatuí • Timburi e paradas das rodovias Castello Branco, Raposo Tavares, Eng. João Baptista Cabral Rennó e Orlando Quagliato. Redação e Colaboradores: Flávia Rocha Manfrin ‹editora, diretora de arte e jornalista responsável | Mtb 21563›, Luiza Sanson Menon ‹revisão›, Odette Rocha Manfrin ‹receitas›, Elaine Regina de Moraes ‹assistente de produção - separação›, Paola Pegorer ‹repórter especial›. Colunistas: José Mário Rocha de Andrade, Tom Coelho, Fernanda Lira e Tiago Cachoni. Ilustradores: Franco Catalano Nardo, Clara Basseto e Sabato Visconti. Impressão: Fullgraphics. Artigos assinados não expressam necessariamente a opinião desta publicação. • Endereço: Praça Dep. Leônidas Camarinha, 54 - CEP 18900-000 – Sta. Cruz do Rio Pardo/SP • F: 14 3372.3548_14 9653.6463 • Redação/Cartas: 360@caderno360.com.br • Publicidade/Assinaturas: comercial@caderno360.com.br • 360 digital: www.caderno360.com.br •setembro_2012


GATA VADIA arte: Sabato Visconti | 360 Visconti | 360 arte": Sabato

* Fernanda Lira

Entendo quando os homens fazem ironia e piadas com a competição feminina. Ô mundinho cão. Eu consegui me desprender disso muito cedo. Tinha amigas verdadeiras. E depois, o tempo trouxe os amigos, os meninos, que me ajudaram a ver de perto a sacanagem feminina. Nesse ponto, ajo como homem. É bem mais legal. Explico: Enquanto o homem, na maioria das vezes, ao perceber que a garota tem um acompanhante ou parece ser comprometida, trata de mirar outra “área” de interesse, com as mulheres não. Elas não se incomodam de sacanear outra pessoa, no caso, outra mulher. Muitas, aliás, gostam disso. Já que não acham seu par perfeito, se comprazem em incomodar outra pessoa, achando que isso lhes dá algum título de vitória. Só se for de deselegância e vulgaridade. Porque de charme, caráter, inteligência e delicadeza, ah, isso não. Muito menos classe, sofisti-

cação ou prestígio. Muito pelo contrário. Já as mulheres aviltadas pelas interessadas nos homens alheios, no caso os seus, reagem das mais diversas formas. Tendem a ter mais ciúme e incomodar-se nos primórdios das relações, mas vão se acostumando até não dar a mínima pra toda essa bobagem da alma feminina conforme o relacionamento evolui, amadurece. Pode acontecer também de desistir do cara, caso ele dê corda para as vadias! E por falar em homens, como ficam eles neste cenário? Ah, esses, bobos que são, vira e mexe caem no clichê de ficar dando mole pra se sentirem disputados. E muitas vezes acabam é

mal acompanhados. Há os que caem de boca na sacanagem e se arrependem, trazendo para a sua história conjugal uma marca que logo perceberão não ter valido a pena. Porque enganar alguém de quem se gosta de verdade nunca mesmo vale a pena. Eles podem também se habituar a cair em velhos clichês da comédia da vida humana. Mais ou menos a “la Nelson Rodrigues”. Podem, ainda, ter pena da pequenês da alma feminina e ficar na indiferença elegante, respeitando a relação de carinho, cumplici-

dade e amor que mantêm com esposa ou namorada. E podem, por fim, rezar: para não caírem em tentação ou não serem descobertos, por exemplo. Em meio disso tudo, há os caras que não caem na armadilha da mesquinharia feminina. Esses, todo mundo quer. E se você encontrou algum e ele já tem alguém, desista. Ou ele não seria quem é e não valeria a pena pra ninguém, nem pra ela, nem pra você. Ou seja, sempre tem um cara livre para se amar. Trate de procurar o seu!

* jornalista paulistana que adora o interior | felira@caderno360.com.br


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• gente

B a nd a S r . Black

(AkaZala_OUR)

ACIMA E DIREITA

§

Landau 69

(Bar Celsão_SCRP)

linha abaixo

§ fotos: FLÁVIA ROCHA| 360

M at atá

(OUR) - acima §

D jF a bi o C a s tr o

(Ica_SCRP) - abaixo

*Mais fotos em Facebook/Caderno 360


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• drops

TuRMA do bem quer crescer em Ourinhos, Sta. Cruz e região Coordenadora da Turma do Bem em Ourinhos, a Dra. Angemerli Teodoro está trabalhando para ampliar a rede de voluntários que trata gratuitamente, com direito a materiais de primeira e horário marcado, jovens com sérios problemas odontológicos. Ciente do potencial de expansão desse trabalho que já ultrapassou as fronteiras estando presente em vários países e que completa

10 anos, Ange, como é chamada, também convida dentistas de Santa Cruz e demais cidades da região a aderirem ao trabalho liderado pelo incansável Fábio Bibancos. Quem ainda não conhece a Turma do Bem pode informar-se no site www.turmadobem.org.br e em www.facebook.com/turmadobem

rOCK’ roll em cena II

A Banda No Fate fez uma apresentação especial para o programa da TV Tem (globo/Bauru) revista de Sábado, que esteve em Santa Cruz para uma matéria sobre a cidade. Ao que informou a secretaria de cultura, o rio Pardo também entrou na pauta, com a boa prática da descida de bóia. e o rock, que é latente na cidade, também foi destaque. A conferir em 15/9 a partir das 14h.

Victor Ximenes Neli, de Ourinhos, e os alunos da Studio Musical (unidade Sta. Cruz) João Victor Prezotto, de Bernardino, gabriel Daparé e Wender gomes, de Santa Cruz, são os integrantes da Banda rota 270, que ficou em 1º lugar no festival de bandas “Leônidas rock Fest”, promovido pela escola Leônidas do Amaral Vieira, a mais antiga de Santa Cruz, que pertence à rede pública estadual de ensino médio.

NOVO livro de Direito aborda trabalho informal De autoria de Paulo Mazzante de Paula, já está à enda o livro Trabalho Informal e exclusão Social: Perspectivas para a efetivação do estado Democrático de Direito. A obra pretende discutir a inclusão social do trabalhador e a sua qualificação profissional. Mestre em Direito pela universidade Estadual do Norte do Paraná (Jacarezinho), especialista em Processo Civil pelas Faculdades Integradas de Ourinhos (FIO) e graduado em Direito pela Instituição Toledo de Ensino (ITE/Bauru), Paulo Mazzante é professor de Direito do Trabalho da FIO, professor convidado da Escola Superior de Advocacia (ESA) da OAB/SP – Núcleo de Marília – e secretário da OAB de Santa Cruz do Rio Pardo-SP. Info: Editora Canal 6. F: 14 3313.7968 _ www.canal6.com.br ou F: 14 3372.2485 _ pmp.adv@globo.com


8 • bem

viver

OS “range-ranges” das portas da percepção Era uma vez, num tempo distante, os rádios eram enormes e as pessoas a ouvilos se informavam, ouviam estórias, músicas, sonhavam. Na madrugada a voz tonitruante do locutor hipnotizava: “Não são os olhos as janelas da alma. São os ouvidos que abrem à alma as portas da percepção” e os acordes do blues intenso faziam do rá-dio bulevares de paixões e sons a transitar por almas e casas de pessoas abduzidas. De mãos dadas com Capitu, Bentinho conta: “Estávamos ali com o céu em nós. As mãos, unindo os nervos, fa-

arte: Franco Catalano Nardo | 360

José Mário rocha de Andrade*

ziam das duas criaturas uma só, mas uma só criatura seráfica. Os olhos continuaram a dizer coisas

infinitas, as palavras de boca é que nem tentavam sair, torna-vam ao coração caladas co-mo vinham”.

Nosso cérebro mente descaradamente. De um universo inimaginável banhado por radiações eletromagnéticas

de diferentes comprimentos de onda ele faz um suceder de cores rubis, azuis lápis lázuli, verdes matas, amarelos ouros. Não bastasse esse universo percebido em cores deslumbrantes, os Van Goghs, Toulousses e Tarcilas pincelam vidas e natureza a revolucionar e maravilhar

nosso olhar. Cheirar é conhecer. Sabor é saber. Nos “range-ranges” do vai não vai das portas da percepção nossas vidas se encantam e, seduzidas seduzem nossas almas com a alegria e o sabor de viver com amor e paixão.

*médico santa-cruzense radicado em Campinas | zemario@caderno360.com.br


Tudo muda quando se começa a envelhecer, a perder o viço, a não ser mais “inexperiente”, a não poder dizer que ainda é cedo para uma relação de verdade, entregue. Talvez esse cenário desfavoreça muito as relações amorosas depois dos 40 anos. Todo mundo, a partir dessa idade, traz boas e más lembranças, as famosas cicatrizes. E também tem muito mais vontade de viver tranquilo e em paz, o que pode significar impaciência e intolerância para lidar com o outro. Quem amar – Quando estamos solteiros depois dos 40, a primeira barreira a enfrentar é a excassez de pessoas disponíveis que tenham a mesma longevidade. Ou seja, com maior desvantagem para mulheres (mas incluindo também homens nesta situação), restam aos que desejam amar alguém poucos solteiros com a mesma ou mais idade. A maioria é constituída de descasados (e esses, na maioria, têm filhos) e de parceiros bons anos mais jovens. Para homens, tradicionalmente isso aparece como uma vantagem, a mocinha aparece como troféu, o que é uma alienação, pra dizer o mínimo. Afinal, muitos não conseguem mais ser felizes de verdade e encontrar uma companheira que lhes complete porque descartam de cara as mulheres da sua idade. Para mulheres, encarar um sujeito mais jovem significa encarar também uma série de preconceitos. Se tiver grana, ela estará sendo cega e explorada. Se não

O amor depois dos 40

© Besunnytoo | Dreamstime.com

Flávia Manfrin | 360

tiver, estará sendo usada como serviçal e abrigo. Amor, reconhecimento, paixão? Muito improvável, bradam os comentaristas da vida alheia. A arte da entrega – O que parece parodoxal nessa situação é a questão de mergulhar sem medo numa nova relação. Mesmo tendo vivido o suficiente para saber que, caso não evolua ou não dure muito tempo e traga sofrimento, o tempo cura todos os males e feridas, os “maduros” parecem ter um certo terror a esse respeito. Cercam-se de argumentos para dar um limite que muitas vezes se encarrega de liquidar a chance de ser feliz, para sempre, inclusive. No fundo todo mundo quer ter alguém, mas o mar de possibilidades infestado pelo mau agouro de palpiteiros de plantão trata de levar à deriva encontros que poderiam justificar a longa espera da felicidade conjugal. Outro ponto que pesa é o tipo de relação. “Vai fazer jogo duro nessa idade”?, costumam deixar

escapar machos afoitos por uma noite de sexo. Ora, não é porque se viveu e transou com um ou vários parceiros dos 20 aos 40 anos que a mulher tem que se entregar para o cara na primeira, segunda ou terceira vez. Uma pressão desnecessária e que muitas vezes põe tudo a perder. Também faz parte do balaio de gatos do amor na maturidade se ligar nos defeitos físicos. Afinal se ainda não apareceram para uns e outros, uma hora, e em breve, vão aparecer para todos. Por isso, críticas e exigências quanto a rugas, pneuzinhos e barrigões devem, definitivamente, sair de cena. Ou não há autoestima que sobreviva à patrulha das vítimas da mídia que prega a busca do corpo perfeito. E isso vale para os dois lados, claro que pesando para o lado femi-

nino, sempre mais cobrado pelos machos de plantão. Quando primeiro o cara força pra mulher abrir a guarda e depois fica reparando em cada detalhe que a idade traz, é morte do amor na certa. Ou uma relação de infelicidades. Aprender com o tempo – Ao contrário do que muitos homens e mulheres pensam, o passado e as experiências amorosas que nele constam podem servir não para fazer com que nos fechemos em muros para uma nova e, por que não, derradeira relação conjugal. Olhar para o que se viveu tratando de ir tirando do caminho os mesmos erros, as mesmas manias, pode ser uma boa saída para que o amor maduro seja talvez não o grande amor da nossa vida, mas o mais gostoso de ser vivido.


10 • gastronomia

O fabuloso churrasco de Odette por Flávia Manfrin Há tempos planejo publicar as artimanhas da minha querida mãe na arte de churrasquear. É certo que o que não faltam, ainda mais aqui no interior, experts no preparo da carne em seu melhor jeito de ser ir à mesa, mas, com toda isenção jornalística e paladar aguçado, o churrasco de Odette é perfeiro. A começar pelas carnes. Nada de coisa fácil, que é salgar e pronto. Dona Odette prepara com desenvoltura costelas – de carne bovina e suína – e asinhas – aquela duplinha asa/co-

chinha – de sabor inigualável. Nesta colaboração com o 360, ela não apenas nos ensina a mistura de temperos, mas como limpar as carnes e até como fazer um belo braseiro.

E como não poderia deixar de ser, consta também a receita da farofa fria, que aprendeu com os amigos da Família Burzichelli, e o vinagrete, que ela não só me ensinou como tratei de aprimorar do meu jeito, afinal, sou filha de Odette!

Costela de boi

Costela de Porco fotos: Flavia Rocha | 360

receita de Odette rocha Manfrin Ingredientes: • 1,5kg decostela de ripa cortada em largura de uns 6 a 7 cm que tenha gordura • água • sal grosso a gosto • limão rosa Preparo: Lave a vostela em água corrente. Se quiser pode deixar um pouco de molho em água salgada que você vai trocando. Escorra da água e limpe as tidas retirando do lado do osso a “mochiba” (foto1). Do lado onde tem a carne, nos pedações onde não tiver fordura, tire a mochiba também (foto2). Feito isso, fatie as tiras separando o osso (foto 3). Faça uma mistura de água, limão e sal grosso de modo que cubra a carne. Deixe a carne submersa nesse tempero por no mínimo duas horas. Como assar: Espete cada costela num espeto

colocando a parte do osso sempre do mesmo lado. Faça um brasileiro forte e asse a uma distância de uns 30 cm de altura. Vá virando até que ela esteja assada, isso leva entre 20 a 30 minutos. Vale destacar que não se trata da tradicional costela que fica cozida, com a carne bem mole. Neste caso, ela ficará assada, grelhada. Por isso peça ao açougueiro para lhe dar uma costela de boi novo, que tenha gordura e não seja aquela carne muito grossa e dura.

receita de D. Odette Ingredientes • 1,5 kg de costela de porco • 1 colher de sopa de gengibre em pó • 1/3 de xícara de shoyo • 1 alho triturado • sal a gosyo • 1/2 xícara limão • 1/2 colher de sopa de molho de pimenta vermelha * o mesmo tempero serve para preparar churrasco de frango Preparo: Pegue as tiras de costelinha e retire o excesso de gordura (foto 4). Reserve essa gordurinha (foto 5), corte em pedacinhos e frite para ter um delicioso torresminho de entrada (foto 6) ou para usar numa farofa. Corte as costelinhas

entre os ossinhos. Numa vasilha, junte os temperos, misture bem e passe nele costelinha por costelinha. Depois coloque todas elas nessa vasilha e deixe pelo menos uma hora e meia no tempero. Se sobrar tempero descarte. Como assar: Espete cada costelinha colocando a parte do osso sempre do mesmo lado. Asse como a costela de boi.


Ingredientes • 1,5 xícara de farinha rosca ou de mandioca torrada receita da Família Burzichelli • 1,5 xícara de farinha de milho • 1 tomate sem sementes picado bem miudinho • 1 cebola picada bem miudinha • 8 azeitonas verdes picadas bem miudinha • 1 limão de qualquer tipo • 3 a 4 colheres de azeite • 1 punhado de salsinha picada bem miudinha • 1 colher de molho de pimenta vermelho • sal a gosto

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Costela de boi

•.3

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Preparo: Passe as farinhas mnuma peneira pra terem a mesma consistência. Coloque numa vasilha e acrescente o tomate, a cebola, a azeitona, a salsinha, o sal e a pimenta vermelha. Mexa bem com uma colher. Adicione o azeite e misture com as mãos. Avalie se precisa de mais azeite apertando a farofa nas mãos – não deve estar formando um bolinho mas não deve estar muito solta – por último acrescente o limão e, de novo, misture com as mãos.

Ingredientes • 2 tomates com sementes picados em partes pequenas • 1 cebola picada bem miudinha • 1 ou 2 limões de qualquer tipo • 3 colheres de azeite • 1 punhado de salsinha picada bem miudinha • 1 colher de molho de pimenta vermelho • sal a gosto

Vinagrete para churrasco receita de Flávia Manfrin

Preparo: Pique o tomate e a cebola e misture. Adicione a pimenta vermelha e o sal. Primeiros regue com o azeite e misture bem, neste caso, a “ordem dos fatores altera o resutlado”. Adicione a salsinha e por último o limão. Mexa e é só servir

Costela de Porco

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•.6

fotos: Flavia Rocha | 360

Farofa Fria 2 cores


12 • meninada

L A VO N T SS I AD E A B INCAR R B DE

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Na volta de Alvinho das férias, na alegria abissal do Pingo e sua vontade incansável e inabalável para brincar... Péra aí!!! Abissal? Alvinho correu ao dicionário. “Do grego abyssos, sem fundo”. Alvinho virou-se para Pingo, sentiu uma comichão nas orelhas como se elas quisessem se levantar, lançou-lhe um olhar abissal e quase latiu: “Pingo, você tem uma vontade abissal de brincar”. Pingo nem precisou ir ao dicionário. Entendeu na hora e, levantando as orelhas, latiu gostoso: Au! Au!

Vis co nti | 360

P I N G O

R e d a ç ã o : P a o l a P e g o r e r M a n f r i m | Ar t e : Cl a r a E l i z a Ba s s e t o

Nossa gente como eu amo a primavera!!! É a minha estação favorita. Mas se bem que esse ano o clima ta tudo misturado, quase não dá pra saber que estação estamos, né? Isso acontece por causa do aquecimento global. E por isso eu te pergunto: Quan to voc ê é eco lóg ic o?? ? Nesse assunto o pensamento das pessoas é quase sempre o mesmo, como ao comer uma bala pensam “bom esse meu papelzinho não vai poluir a rua...” Mas é por causa desse pensamento que ocorrem muitas coisas como as inundações, ou aquele fedor horrível que ocorre quando se entope um bueiro. E eu sei que vocês já ouviram essa frase e já devem estar enjoados, mas pensa: E se cada um jogar o seu papel de bala na rua? A cidade vai virar um lixão!!

Então, para essa primavera ser mais limpa

C o l o q u e e m P r át i c a e s sa s 5 d i c a s : 1 - Nunca jogue seu lixo na rua . 2 - Ao ver algum papel ou outra coisa jogada na rua por algum “bacana” pegue e jogue na lixeira mais próxima. (antigamente eu não pegava morria de nojo, mas depois eu perdi esse nojo, porque eu estaria ajudando o meio ambiente e além disso, depois é só lavar a mão, não tem problema algum) 3 - Separe seu lixo para reciclagem. 4 - Tente reutilizar caixinhas de leite, garrafas pets, entre outras coisas. 5 - Utilize cascas e outros alimentos como adubo. Se vocês seguirem essas pequenas (e simples) dicas, com certeza nossa primavera vai ser mais ecológica!!!!


COMO se valer da terra para viver bem reortagem e fotos: Flávia Manfrin

Parace “chavão", mas é fato que a vida sorri para quem não costuma reclamar. E os negócios prosperam quando há disposição para a melhoria constante. É o que constatamos em conversa com o agroempresário Andrey Rodrigues, que se estabeleceu na agropecuária valendo-se, sem perceber, de atributos que aparecem em sua narrativa: humildade, generosidade e otimismo. A primeira de suas qualidades se aplica, a começar, na conduta de eterno aprendiz que ele demonstra ter. Sua história é pontuada por situações onde ele não fez a menor cerimônia em aprender algo novo ou em rever conceitos de modo a alcançar mais eficiência nos resultados.

O gosto pela trabalho na terra vem desde a infância quando visitava o sítio da família Giácomo, sua origem materna. Técnico agrícola pela ETEC de Santa Cruz do Rio Pardo, formou-se também em veterinária, que cursou no Rio de Janeiro. Feito isso, aceitou emprego numa empresa da capital paulista que o levou a viajar muito e a lidar com o comércio de gado durante cinco anos. Ali começou a economizar e a investir junto com o pai na criação de gado.

foto: jornal AFROFITO _ acervo pessoal

13 • agronegócio

Andrey rodrigues em plantação de girassol, uma das culturas agrícolas nas quais ele investe com sucesso. sucesso.

Como a propriedade familiar era pequena, optaram pelo arrendamento, o que o levou a, em poucos anos, alçar voo solo por se tratar de um investimento de longo prazo “O custo do arrendamento é muito alto e é mensal. O retorno demora a aparecer, mas acaba vindo”, diz Andrey. Respeito pela terra – É com base no arrendamento que ele planta (e colhe) atualmente cerca de 120 mil sacas de grãos, entre milho e soja, e cria gado de corte. Do total de 1050 hectares que ele usa para a agricultura, apenas 10% são de sua pro-

priedade. No setor pecuário, esse índice salta para algo entre 30 a 40% dos 2.500 hectares onde ele cria gado de corte. As terras estão espalhadas entre Santa Cruz, onde vive com a família, e o Mato Grosso do Sul, para onde viaja rotineiramente, cumprindo uma média de 7 mil km rodados a cada mês. Sobre a opção pelo arrendamento, ele conta com muita simplicidade que na época não tinha recursos para comprar terra e admite que viu nesse caminho um negócio até hoje vantajoso. E acrescenta que cuida das terras como se fossem suas.

Essa visão generosa e positiva em relação à realidade e às alternativas disponíveis para atingir seus objetivos, sem se deixar abater pelas dificuldades, aparecem com força no sucesso de seu empreendimento, que pode ser medido pela satisfação de seus parceiros, entre fornecedores de terra e insumos, compradores e colaboradores, e pelo crescimento do seu negócio. Em 2000, quando se viu limitado de crescer na pecuária pelo custo do pasto, seguiu o caminho do confinamento do gado, que usa até hoje. Esse sistema, por vez, implicou a criar o alimento do animal de modo a obter


Área de confinamento de gado no Sítio esperança, que é propriedade de Andrey rodrigue, no bairro da Figueira de São roque, em Sta. Cruz

Diversificação produtiva – Ao produzir o “volumoso” – milho, sorgo... – para alimentar o gado, ele obteve um bom resultado plantando milho, que resolveu guardar para vender, apostando em um outro alimento para o gado. Assim ingressou nas lavouras, em 2005, integrando a agricultura à pecuária, o que, na sua visão, é o caminho seguro do agronegócio. Andrey destaca que o mais importante nesse processo é o manejo, que implica alternar o pasto com culturas que, mesmo que não deem lucro com a venda de grãos, possam renovar o solo para um novo pasto. “O grão nutre a terra, que é o bem maior do produtor. Ela tem que ser bem cuidada para que continue produzindo sempre”, afirma.

Neste ponto, chegamos à generosidade que o empreendedor demonstra em seu jeito de ser e fazer as coisas. Quando conta seus feitos, sortes e dificuldades, ele demonstra

foto: Flavia Rocha | 360

uma melhor nutrição do gado e otimizar os resultados da venda. “O confinamento funciona quando não é tratado de forma especulativa”, avalia Andrey. Segundo ele, quem investe no chamado “confinamento estratégico”, que consiste em comprar o gado magro e os insumos quando estão baratos e fechar o animal para vender quando há falta do produto, acaba abandonando porque fica refém do mercado. “Quem foge da especulação está sujeito às oscilações, mas não à mercê do mercado, que é soberano”, explica.

fotos: Flavia Rocha | 360

sionais trabalhe motivada. “Como um funcionário vai cuidar bem de um equipamento caro ganhando pouco?”, questiona.

ser generoso em tudo. Isso não siginifica ser destatento ou desperdiçar. Ele explica que uma semente a mais no solo por área, é despesa à toa. Monitorar cada item e processo da atividade, controlando e corrigindo em tempo real é sua receita para a conta não dar errada. Nessa planilha de custos, ganhos e perdas, um item que ele valoriza é o investimento. A começar com a terra alheia, da qual se vale para manter seus negócios em franco crescimento. Bom comerciante, ele sempre busca boas ofertas quando o assunto são os insumos e oportunidades de compra e venda, mas se preocupa de pagar pontualmente o preço justo da terra. “Não tenho dificuldades em encontrar terra para arrendar porque estabeleço uma parceria e cuido dela como se fosse minha”, afirma. O mesmo faz com seus compradores, buscando acordos que favoreçam os dois lados do negócio. “Tudo deve funcionar com base na parceria”, postula. Nesse campo, Andrey destaca a importância de seus funcionários para o êxito de seu empreendimento, o qual gere como uma empresa. “Para dar certo tem que ter controle de tudo. Planejamento, avaliação e melhorias constantes”, ensina. Andrey conta que até migrar para o computador, anotava tudo em agendas. O controle vai desde o alimento que consome numa viagem ao detalhamento a respeito de cada animal.

Gratificante para todos – O produtor não se intimida em revelar também que seus colaboradores são registrados e recebem salários condizentes com a responsabilidade e os resultados que trazem para seu negócio. “Tem que haver retribuição pelos resultados alcançados”, afirma contando que desde a época da avó Josefina, que o levava desde pequeno para o sítio, aprendeu a ser gratificado pelo seu esforço. Com isso, ele acredita reconhecer quem se dedica e garante que a equipe de 18 profisNos 2.500 hectares onde cria gado de corte, Andrey consegue ter uma produtividade de 40% de desfrute, que a quantidade da boiada a ser abatida

Isso não que ele seja paternalista. “Tem que vestir a camisa, se dedicar. Uma semente a mais entre 18 unidades é 5% a menos na produtividade no caso da nossa soja”exemplifica, concordando que a matemática está em tudo. “ Se cai mais ou menos produto na adubação ou vai ter desperdício ou falta de alimento para a planta. Esse monitoramento diário é fundamental. E se a empresa ganha mais, temos 14º, 15º salário, se perde, todos perdem.

A atitude que em nada lembra a mesquinharia que muitos insistem em manter quando o assunto é investir no setor agro, especialmente por se tratar de um mercado onde oscilações de preço e produção são intensas e dependem de fatores incontroláveis, como o clima, também se aplica nos negócios. De forma ordenada e planejada, Andrey investe na melhoria de seus sistemas de produção sem desperdício,

mas absorvendo as novidades que o mercado oferece e tratando de ter implementos próprios. Também não deixa de fazer a manutenção na entressafra, para que tudo funcione conforme sua necessidade.

Ainda no campo da humildade e do jeito amigável de encarar a vida, o empreendedor não titubeia em assimilar bons exemplos que colhe por onde passa e em abrir mão do que se revela improdutivo. E é com esse olhar ameno, que não culpa intermediários por perdas ou preços. O comércio tem a margem de ganho pequena, exige analisar toda uma conjuntura. Prefiro deixar esse ganho para um bom parceiro e me dedicar à produção. Durante um bom tempo ainda prestei consultoria de compra de gado, mas agora não sobra mais tempo", explica enfatizando que o manejo (não só da terra, mas do negócio) é caminho para continuar a crescer, seja investindo em terras próprias seja valendo-se da terra de terceiros para viver do agronegócio com gosto e comprovada competência.


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CULTURAL

No mês da pátria, nossa região caprichou nos eventos culturais. Opções de divertimento garantidas, as atrações abrangem arte, música, teatro e dança, para agradar a todos os gêneros e idades. Destaque para o Festival Botucando, com shows da banda Vanguart, Demônios da Garoa e Lenine! Aproveite muito, afinal de contas, cultura nunca é demais!

ASSIS Teatro: A Insanidade Continua - Comédia com Marco Barreto e Scott Sherman | Teatro Municipal 22/9_ 20h30 | Info: 18 3302-3300 Artes Plásticas: Exposição Tomie Gráfica | MAPAMuseu de Arte Primitiva | até 12/09_8h às 11h e 13h às 18h | Grátis | Info: 18 3324-5874

Artes Plásticas: Exposição Coletiva - Arte e Contrastes Culturais | MAPA- Museu de Arte Primitiva | 17/09 à 15/10 _8h às 11h / 13h às 18h (2º a

6º ) | Grátis | Info: 18 3324-5874

AVARÉ Artes Plásticas: Exposição Itinerante Avaré em Imagem | Emporium Café | 03 a 28/09

Projeto Carangos e Histórias - Exposição realizada em parceria do Museu do Automóvel com o Museu Histórico de Avaré | Praça Rui Barbosa | 15/09_14h às 17h Cinema: Cinema no Divã (Filme ainda não definido) |

A monotonia onipresente do sertanejo universitário

CAC | 21/09_19h15

Teatro: Festival de Teatro de Avaré | FREA | 21 a 28/09_20h | Grátis | Info: 18 3732- 5057

BERNARDINO Música: Banda Deck 66 (de Bauru) | Quintal do Romão 07/09 | Info: 14 96273667

BOTUCATU Workshop Interativo: Prevenção sobre Drogas com o mágico Mauro Dias | 19/09_19h | Grátis para alunos da rede municipal e convidados.

*Tiago Cachoni

Já discorri sobre o gênero há umas cinco colunas atrás, mais especificamente sobre a sua intensa infantilização (tchu tcha, lerê, tche tche, paragadá, e por aí vai), mas quan-do a gente acha que as coisas não podem ficar piores, vem o Michel Teló e nos prova o contrário.

A monotonia fica ainda mais nítida quando você efetivamente começa a frequentar os tais shows: todas as duplas são iguais. É como se a partir de agora só fosse permitido tocar uma variação embaralhada de umas 50 músicas, nada além. Pode testar.

Falo do novo sucesso que acaba de violar os meus ouvidos: “É Nóis Fazê Parapapá” (é sério!). Não há escapatória, meu amigo, hora ou outra você vai se deparar com essa pérola do nosso atual cancioneiro, e seu cérebro, meio atordoado, não conseguirá se livrar do belíssimo refrão. Permitam-me transcrevê-lo: “Só tem uma solução: é nóis fazê parapapá, parapapá, parapapá, garrar, beijar, fazê parapapá...”. Poucas vezes fiquei tão tocado com tamanho romantismo e sensibilidade numa mesma música!

A preguiça mental do público fica ainda mais nítida quando escutamos aquelas manjadas frases num churrasco ou roda de violão qualquer: “ah, toca uma conhecida”, “coloca uma que a gente sabe cantar”. E assim a coisa vai minguan-do, regredindo. Como conhecer se não se está aberto ao diferente, se só o igual é o que vale?

Senti na pele a onipresença do gê-nero no final de semana em que di-gito estas mal traçadas: à procura de uma balada, constatei que as casas mais bacanas de cinco cida-des da nossa região traziam no cardápio a imensa variedade de uma única opção: o sertanejo universitário. Um pouco de diversidade e cabeça aberta não faria mal a ninguém...

Eu não queria ser rabugento, mas às vezes bate a indignação de toda uma cultura musical riquíssima como a nossa sucumbir diante de algo tão raso, sem criatividade, monótono e onipresente. No exterior, o Brasil era lembrado pelo samba e pela bossa-nova; agora nosso estandarte internacional é o Michel Teló. Esses moços, pobres moços. Antes fazer faculdade era o sonho da maioria das pessoas, hoje eu ficaria ofendido de ser chamado de universitário...

*Músico que costuma ser uma pessoa chata aos domingos, dia em que escreveu esta coluna.

agenda cultural SETEMBRO Festival Botucanto 13 a 15/09_ 20h. Seletiva do festival da canção e Prêmio Botucanto. 13/09_ Show com Vanguart 14/09 Show com Demônios da Garoa 15/09_ Show com Lenine Burlesquianas - Festival 10 anos do grupo Notívagos Burlescos.

- 20/09_ 20h | Como Fazer Teatro em 5 Lições - A origem e o que é o teatro, através de ensaios e estreia da peça Romeu e Julieta, apresentados por um crítico de teatro. | Cia de Teatro do Conservatório de Tatuí. - 21/09_ 20h30 | Carfax A história de Drácula e Mina Murray contada pelos internos de um manicômio. Adaptação da obra de Bram Stocker. | Grupo de Teatro Tapanaraca de Itapetininga. - 22/09_ 20h | Ativar Revival - As melhores esquetes criadas nos 10 anos de Notívagos Burlescos. | R$ 5,00 - 23/09_19h | Um Dia de Se-

FOTO:DIVULGAÇÃO

16 •agenda

Festival Botucanto | Teatro Municipal

mana Qualquer - Inspirada no texto “Concert Request” do dramaturgo alemão Franz Xaver Kroetz, mostra a última noite de uma solitária mulher em seu apartamento no centro de uma grande cidade. | R$ 5,00 Teatro stand up comedy: Procurados e Perigosos -

com Vitor Branco e Vanderley Grillo | 29/09_20h30 | 12 anos | R$30,00 inteira, R$15,00 meia e antecipado.

Semana do Idoso - Grátis Teatro: Procura-se um Noivo Grupo Despertar_28/09_20h Teatro: Por um Mundo Melhor Grupo Estrela da Manhã - 30/09_19h


agenda cultural SETEMBRO A Maturidade Dança | Info:www.cultura.botucatu.sp .gov.br

STA. CRUZ DO RIO PARDO Apresentação dos Projetos do CAPS: Louca Harmonia de Música, Teatro e Percussão | Palácio da Cultura 17/09 _19h | Grátis Info: 14 3372-1227 6ª Primavera de Museuspromovida pelo Instituto Brasileiro de Museus - 26/09_18h | Dança com

alunos do Ballet da Secretaria Municipal de Cultura | Concha Acústica Municipal Grátis | Info: 14 3372 1227 - 27/09_18h | Apresentação dos alunos do Projeto Ritmo da Dança da Secretaria Municipal de Cultura | Grátis | Info: 14 3372-1227 3º Festival de Música Gospel | Palácio da Cultura 29/09_19h | Grátis | Info: 14 3372-1227 Exposição do mês:

por Anelise Juliane

Acervo Histórico Municipal | Galeria de Artes Palácio da Cultura |8h às 22h Exposição Temporária: Rock in Rio Pardo

Exposição Destaque: Acervo do TG em homenagem ao Dia da Pátria | Museu Ernesto Bertoldi | 8h às 17h | Grátis Info: 14 3372-1227

Música: Banda Dona Tequila e Banda Over Ride

Bar do Cersão | 08/09_23h Ingresso antecipado R$ 8,00 e portaria R$15,00

OURINHOS Projeto Musical Samba e Botequim | Bar do Renato | R. Geraldo Pereira Tavares, 387_ Jd. Brilhante (próximo à Unesp) | 29/09 | Info: 14 3302-3344

14º Motofest - Pro Tork Road Show + 1º Arrancadão

Noturno de Motos e Show Aéreo | Parque Olavo Ferreira de Sá | 13 à 16/09 | Info: www.motofest.com.br

Música: Banda Sr. Black (antiga Black Label) | Gor/Me

Rock Bar | 06/09 | Info:14 3324-8384 Música: Banda Matatá | Akazala | 08/09_23h Info:14 3324 2534

Projeto de Grafite OURZ, do artista plástico Conrado Zanotto. As produções começam dia 15 de setembro e quem tiver interesse em ganhar um grafite basta enviar uma foto do muro de sua casa com seu endereço em Ourinhos para o e-mail projetoourz@gmail.com

3ª BATERADA

+ DE 80 BATERAS AO MESMO TEMPO! abertura com a Banda Musical ECOART.

12 de setembro às 19h no Icaiçara Clube

entrada: 1kg de alimento não perecível (menos sal)

Doação para EDUCANDÁRIO - O LAR DAS CRIANÇAS info: www.studioinstitutomusical.com.br Fone: 14 3325-4543 (Ourinhos) 14 3372-8676 (Santa Cruz)

TRIGÉSIMA BIENAL DE ARTE DE SÃO PAULO A IMINÊNCIA DAS POÉTICAS

07/09 A 09/12 Parque do Ibirabuera Pavilhão da Bienal SÃO PAULO ENTRADA GRATUITA

Horário de visitação ter, qui, sáb, dom e feriados das 9 às 19h - entrada até18h qua e sex das 9 às 22h - entrada até 21h Fechado às segundas

Divulgue seu evento aqui! Mande os dados para: agenda@caderno360.com.br



Caderno 360 - ed. 79 - setembro/2012