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Leontina Guerreiro, de 49 anos, residente no Alto Estanqueiro, vendedora de vestuário, foi morta no dia 24 de Fevereiro, no Mercado de Levante da zona Sul da Baixa da Banheira.
Alegadamente, um cigano fez vários disparos, com a intenção de atingir um primo. A vítima acabou por ser Leontina Guerreiro, atingida na barriga, quando se preparava para se resguardar. O marido ainda a conduziu ao hospital do Barreiro, onde chegou já sem vida.
Entretanto, o agressor pôs-se em fuga, estando a Polícia Judiciária a investigar o caso.
A Sr.ª Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação realizou um encontro de trabalho com as CPCJ do Distrito de Setúbal, subordinado ao tema “Compromisso com o futuro”, tendo em vista o aprofundamento e o melhoramento do modelo conceptual e jurídico em vigor.
A reunião contou com a presença da Sr.ª Governadora Civil e do Presidente da Comissão Nacional de Crianças e Jovens em Risco.
João Barata apresentou a sua candidatura à presidência da Federação Distrital de Setúbal da Juventude Socialista, no dia 1 de Março, na Estalagem do Sado.
A Associação Amizade Arroteense realiza o 6º Grande Prémio de Atletismo, no dia 19 de Março, às 9.30 horas.
Histórico Automóvel Clube de Entre Tejo e Sado realiza a III Automobilia Ibérica, nos dias 18 e 19 de Março, no pavilhão de exposições da Moita.
No âmbito da Quinzena da Juventude, a Câmara da Moita promove “Reggae no Tejo” com Prince Wadada & Kimbanguil Bande, e Kussondulola, dia 17 de Março de 2006, às 22.30 horas, no largo da feira, na Moita. A entrada é livre.
A exposição “Poema: Um Lugar de Liberdade” estará patente ao público de 7 a 31 de Março, na Biblioteca do Vale da Amoreira.
Tarde Hip Hop na Moita. Dia 25 de Março, pelas 14 horas, no Telheiro do Pavilhão de Exposições.
Actuam os B-Boys, Beat Box, Colman e Pinhal em Graffiti, Workshop Saúde do Movimento Hip Hop Tuga, DJ’s Krus, Sero, MC’s Chullage, GMS, Suarez Black Mastha, Bad Spirit, Lweji&Dama Bete, Keith-B PRK Profetas, BC Style, Versus e Ardina&D-Fenomenal. A entreda é gratuita.
José de Brito Apolónia brito.apolonia@sapo.pt
Passados apenas dois meses, O RIO está de novo nas bancas, à disposição dos leitores e ao serviço das populações e das instituições do concelho da Moita.
O reconhecimento da lacuna deixada pelo anunciado desaparecimento do jornal e da falta que faz um órgão de comunicação social como O RIO, uma referência no concelho da Moita; o apelo de muitos assinantes, de simples leitores e de alguns anunciantes para não o deixarmos morrer; a nossa vontade e de muitas pessoas, de lhe darmos continuidade; tudo isto se conjugou para tornar possível esta nova fase do jornal, a qual, agora, se inicia, com a 191ª edição, no IX ano de publicação.
Outro factor importante para o ressurgimento de O RIO prende-se com as instalações da nossa Redacção, as quais a PLURICOOP – Cooperativa de Consumo e a sua Delegação Local
persistem em nos ceder gentilmente.
Este conjunto de circunstâncias que fizeram renascer O RIO ganhou forma com a perspectiva
valor da assinatura em 10 euros por ano. Aos ‘Amigos de O RIO’ iremos pedir, caso tenham possibilidades e queiram, para aumentarem o valor da sua assinatura. Acreditamos, assim, que O RIO poderá crescer.
Em fase experimental temos O RIO Digital:
www.orio.no.sapo.pt, com notícias mais em cima da hora. Esta é uma vertente em desenvolvimento, que queremos venha a complementar O RIO impresso, como uma alternativa atractiva para as camadas mais jovens da população.
do reforço de alguns apoios e patrocínios publicitários, que irá permitir a reestruturação do jornal, por forma a dar-lhe maior solidez e a poder garantir a sua futura publicação regular, com a melhor qualidade possível.
Neste relançamento de O RIO anunciamos uma campanha de novos assinantes, mantendo o
Vamos, pois, continuar a ter um jornal independente e pluralista, com a consigna: “O RIO é de Todos!” – um jornal que, estamos convictos, vai continuar a merecer a preferência dos leitores no concelho da Moita.
Nesta hora de incerteza, mas ao mesmo tempo de grande confiança, assumimos esta nova aposta de continuidade, para o que contamos com todos os anunciantes, colaboradores, assinantes e leitores de O RIO.
Tem este título o propósito de manifestar a minha satisfação e revelar quanto me agradou e a outros amigos do jornal o seu relançamento. Em boa hora, Brito Apolónia se esforçou por deixar “O Rio” correr nas mãos dos seus leitores, jornal pluralista onde todas as ideias democráticas cabem.
“O Rio” cá está para nos deixar aprender e saber como se pensa deste e do outro lado. Cá está ele para nos contar o que noutros lugares não vimos. Era uma lacuna que Brito Apolónia superou com a sua força e vonta-
de para continuar com o seu jornal, o nosso órgão de comunicação social, deixando-o evoluir como um filho que se quer bem na vida.
Por ele, podemos avaliar, criticar e abordar os vários ângulos da região beira Tejo, espaço privilegiado de “O Rio. É da família Tejo que agora falamos e o “O Rio” onde escrevemos. O Tejo, coração da Área Metropolitana de Lisboa, tem uma artéria forte neste lado sul e “O Rio” uma sua veia. Mas também o que vai por este país fora e além fronteiras nos interessa conhecer.
É verdade que dificilmente podemos fugir a uma abordagem das mal feitorias de homens, vezes sem conta em nome do desenvolvimento. Quando tudo cheirava o perfume do de-
senvolvimento geral, depois de um período de bons tempos nalguns países do Norte da Europa, mira do resto europeu e que a todos fazia sonhar, o mundo violento nalguns pontos do globo tudo transformou, trazendo um recuo civilizacional.
Subjacente aos negócios está o objectivo primeiro ganhar dinheiro, só depois disso lhes passa a ideia do desenvolvimento do país, mesmo assim se os engorda de maquia. Estão pois pouco interessados com os efeitos indesejáveis para economia do país, com as suas aplicações, estou a falar da energia nuclear que os países que usam este processo, demasiado perigoso para o planeta de hoje e do futuro, estão a mudar de ideias e a caminho das energias renováveis, mas querem fazer de Por-
tugal cobaia para ensaiar novo tipo de complexo de produção de energia nuclear.
Já agora também a gripe das aves parece ser outro grande negócio, com toda esta propaganda de pandemia. Há perigos? Talvez! Que devem ser avisadas as populações, também é correcto que sim. Que se devem prevenir as pessoas e os países tomem medidas para algo de mal também está certo. Agora, que se faça propagação alarmista para potenciar todos os anos um negócio fabuloso é coisa que não ajuda aos problemas da humanidade.
As informações que têm chegado sobre o assunto são tão contraditórias que mais parecem ser para manter a confusão e com o medo semeado na comunicação social reverter em grandes lu-
cros para quem delas beneficia. É tempo para se saber o que é a gripe das aves! Se é inimiga também do homem, como defendê-lo sem esta confusão das várias e incompatíveis opiniões.
De novo a co-incineração às costas do país. As muralhas de um castelo não se podem galgar num salto à vara, como parece o Governo querer, pulando por cima dos protestos relativos a estas questões tão complexas. Se há outras soluções menos nefastas para a Serra da Arrábida e para as populações porque não avançar com elas?
Vistas as coisas à distância nada se modificou neste aspecto, desde que o primeiro-ministro foi ministro do Ambiente.
Ao “ O Rio” desejo um longo e bom futuro e ao seu director a força para tal empreendimento!
signavam de “Implacável”.
O recreio terminara. Catorze presos, policiados pelo carcereiro Jaime, que também exercia a função de barbeiro – não se sabe se por frete à hierarquia prisional ou se como biscate –regressavam à sala. Para trás, os soldados da GNR, no alto do morro, vigilantes 24 sobre 24 horas, de G3 apontadas sobre os presos, prontas a disparar. Zelador em excesso da função, o carcereiro tudo fazia para tornar ainda mais complicado o dia a dia dos prisioneiros que o de-
Os presos percorrem o longo corredor até à sala catorze onde vivem. De vinte metros quadrados, o espaço possui uma retrete, um lavatório, um chuveiro, catorze camas em beliche, um armário, uma mesa rectangular, dois bancos corridos, uma janela gradeada a nascente e uma porta comandada pelo carcereiro de serviço
Alfa embatuca aquela ideia que o sufoca. Desde que chegou a Caxias, em Dezembro de 1958, vindo do Aljube, se apercebeu que este carcereiro, o Implacável, superava, em maldade, todos os
outros. Alfa, sempre que o via, era como se o cérebro lhe ardesse.
– Vens com cara de poucos amigos – atira-lhe, em surdina, Sobreiro, um dos seus companheiros mais atentos. – Estás a inventar.
Apesar da resposta, pensava: “tenho que o defrontar. É preciso fazê-lo quanto antes. Hei-de encontrar o momento de ficar com ele a sós. Sem testemunhas, se acareado, é palavra contra palavra”. E os seus pensamentos continuam em turbilhão: “E se o Implacável reagisse violentamente? Ainda assim, tinha de o enfrentar”.
O momento não podia ser melhor. Alfa fica para trás na marcha de regresso à sala – a última, da ala direita, do segundo piso do Reduto Norte do Forte de Caxias. Chega ao fim do corredor atrás dos seus companheiros. É o décimo quarto a transpor a ombreira da porta da sala. O Implacável – de pouco mais de trinta anos, um metro e oitenta, pose militar, passos cadenciados, vaidoso – prepara-se para a fechar a porta.
Alfa, Já dentro da sala, volta-se, com o pé esquerdo trava levemente o movimento da porta, fixa o carcereiro bem nos olhos e ati-
ra: – És um cobarde. Tens as costas quentes. Vales-te da farda e da pistola. Em condições normais, cara–a–cara, dava cabo de ti.
Apanhado de surpresa, o Implacável olha o preso fixamente, muda varias vezes de cor, mas não esboça qualquer reacção. O coração de Alfa bate desordenadamente. É um momento de grande tensão. São segundos de silêncio que parecem não ter fim. Inesperadamente, com rapidez, o carcereiro fecha a porta. O assunto ficou aqui encerrado. Foi como se nada tivesse acontecido. O Implacável não mais voltaria a ser o mesmo.
Dois milhões de portugueses já tiveram contacto com a tuberculose e, destes, cerca de 15 % podem vir a adoecer. Os números foram avançados em Lisboa por Fonseca Antunes pneumalogista da Direcção-Geral de Saúde, durante as Quintas Jornadas de Actualização em Doenças Infecciosas, organizadas pelo Hospital Curry e Cabral.
Em todo o mundo, acrescenta, “são já dois biliões as pessoas que tiveram contacto com o agente responsável pela tuberculose. A estes números negros juntam-se outros: um infectado em cada segundo e oito milhões de doentes no Planeta.
Portugal é ainda “o País com maior risco relativo de contrair tuberculoses associadas à sida na Europa, um panorama só comparável à Roménia”.
In CM
O ministério da Saúde não quer aumentar , em 2006, a despesa das comparticipações dos medicamentos. Para isso está a negociar com a indústria farmacêutica e as partes deverão aprovar, em breve, um acordo que fixa em zero por cento o aumento dos custos. Os médicos receiam sofrer pressões para diminuírem a prescrição das receitas. Os doentes temem ainda que não sejam introduzidos no mercado novos fármacos (em regra mais eficazes, mas também mais caros).
In CM
Os maiores bancos privados portugueses tiveram um resultado líquido de 1,285 mil milões de euros no ano passado. O que dá um crescimento de 55,7 %, comparado com 2004. Os outros dois gigantes do negócio bancário em Portugal, a CGD, detida pelo Estado, e o Stander Totta, detido pelo grupo espanhol, ainda não apresentaram resultados, mas provavelmente os lucros somados destas cinco instituições ultrapassarão os dois mil milhões de euros.
In CM
No próximo ano, os veículos automóveis sem seguro activo deverão integrar uma lista negra. Atenção, as seguradoras tinham 30 dias após o contracto para regularizar a situação, agora com nova legislação, o seguro perde viabilidade se não for pago imediatamente.
Forças policiais deverão ter acesso a listas de veículos sem seguro que as companhias vão entregar à Direcção-Geral de Viação. Os carros sem seguro continuam a ser apreendidos e os seus condutores a sofrerem coimas de 250 a 1250 euros.
A CIA procedeu a escutas de telefonemas da princesa Diana de Gales e recusa-se a entregar as provas aos detectives britânicos que investigam a sua morte – noticiou o “Daily Express”.
A União Europeia está a prever criar uma força militar para acompanhar o processo eleitoral no Congo. Portugal poderá vir a integrar essa missão, mas a participação portuguesa ainda não está confirmada. A situação que se vive no Congo é de instabilidade.
In PúblicoA Automobilia Ibérica – o maior evento da região sul do país – vai atrair milhares de visitantes à Moita, nos próximos dias 18 e 19 de Março.
As portas do Pavilhão Municipal de Exposições da Moita abrir-se-ão, pela terceira vez, para mostrar automóveis antigos e clássicos, outros veículos, peças diversas, literatura da especialidade e outros atractivos, que prenderão a atenção dos visitantes.
Durante a Automobilia, de correrá em paralelo a Concentração de Veículos Históricos e Antigos para a qual estará reservado todo o espaço de estacionamento existente em frente do pavilhão para todos os entusiastas que queiram visitar a Automobilia e se façam transportar no seu magnifico veículo histórico.
Nesta III Automobilia Ibérica, além dos Expositores e Clubes já confirmados e cons-
tantes no site referente a este certame, irá estar presente a Slot Arrábida, com duas pistas de Slot Cars Clássicos Rally e Velocidade, com a participação dos visitantes durante os dias da automobilia nas provas a definir brevemente.
Nos 3.ºs domingos de cada mês, junto ao Pavilhão Munici-
pal de Exposições da Moita, decorrem Encontros Mensais de Veículos Históricos e Antigos para apreciação dos os amantes deste viaturas.
Estes eventos são organizados pelo Histórico Automóvel Clube de Entre Tejo e Sado, com o apoio da Câmara Municipal da Moita.
No passado dia 24 de Fevereiro reuniu a Assembleia Municipal da Moita, a qual, por proposta do Partido Ecologista “Os Verdes”, aprovou, com os votos favoráveis da CDU, PS e BE uma moção que declarou a intenção de ver o concelho da Moita constituído Zona Livre de Organismos Geneticamente Modificados.
Esta moção suportou-se na consideração da necessidade de salvaguardar a defesa da agricultura tradicional e biológica, sendo que o Decreto Lei que regula a coexistência entre estas culturas e as transgénicas não foi precedido de um debate esclarecedor com todas as partes
interessadas, designadamente agricultores, consumidores, ambientalistas e autarquias; que existe uma generalizada falta de informação e desconhecimento sobre a matéria; que as culturas transgénicas ficam sujeitas a uma difícil fiscalização quanto ás transgressões; que não está regulamentado o fundo de compensação em caso de contaminação, o que deixa os agricultores de produções tradicionais e biológicas numa posição muito fragilizada.
A moção dava ainda conta que 90% de cidadãos dos diferentes países da União Europeia declaram querer ter direito a não con-
sumir transgénicos, que 86% sente que precisa de muito mais informação sobre OGM (organismos geneticamente modificados) e que 71% pura e simplesmente quer rejeitar os OGM.
Com esta deliberação, a Assembleia Municipal da Moita deu um sinal muito claro de que quer preservar a agricultura tradicional e biológica, que quer aplicar o princípio da precaução (em caso de dúvida, e ela é grande no seio da comunidade cientifica, optar pela não introdução de OGM) protegendo assim as zonas agrícolas e florestais, bem como as pequenas e domésticas culturas do concelho.
O Presidente da Direcção do Clube, Luiz Andrade,
mara Municipal da Moita vai disponibilizar um espaço na Freguesia da Baixa da Banheira,
bris desta localidade – O Parque José Afonso. Esta importantíssima notícia recebeu o aplauso unânime de todos os presentes.
No âmbito do poder autárquico, as práticas dos partidos políticos, em geral, têm acentuado o divórcio entre os eleitores e os eleitos.
A governação local, que devia estar perto do cidadão, tem uncionado tal como o governo central. Assim, enraíza-se a desconfiança e aumenta o número daqueles que se afastam da vida cívica.
O sistema de recrutamento dos nossos autarcas é autocrático. Em muitos casos, não são as bases dos partidos políticos – e muito menos os cidadãos não filiados – que os escolhem livremente. Pelo contrário, é um pequeno núcleo, central ou local, que os impõe.
Com o decorrer dos mandatos autárquicos, as vereações vão-se sucedendo tal como acontecia no acesso às profissões: começa-se como aprendiz (vereador de qualquer coisa) e chega-se a mestre (presidente de Câmara).
Este sistema de escolha dos autarcas por outorga partidária centralista, que não contempla os interesses e as aspirações legítimas dos futuros governados, impede que se entregue o poder aos mais capazes.
Neste contexto, estamos perante a principal razão para os atropelos do poder local, que gastam os nossos impostos em rotundas inúteis e esculturas de gosto duvidoso, já para não falarmos dos gastos supérfluos em prospectos propagandísticos.
Ora, sendo hoje muitas as exigências de conhecimento
para a tomada de decisões, que implicam saber movimentar-se na complexidade do nosso ordenamento jurídico (nacional e comunitário) e manejar com discernimento os instrumentos de gestão territorial, não podemos continuar a entregar a gestão das nossas autarquias a pessoas ineptas, sem qualquer formação específica.
Não há progresso sem conhecimento. A falta de formação da maioria dos nossos autarcas, em particular nas juntas de freguesia, sem sensibilidade cultural e ambiental, leva-os a práticas rotineiras que se podem resumir em abrir valas, colocar manilhas, tapar buracos e atribuir uns trocos a algumas colectividades que, subservientes, lhes retribuem com convites de almoços de aniversário, onde desavergonhadamente fazem campanha eleitoral.
Não tendo uma visão de conjunto, os seus actos de gestão diária, embora necessários, surgem isolados e são parcialmente ineficazes. A vontade e o querer, sem os saberes correspondentes, não chegam para uma boa governação.
A nossa posição (e, julgamos nós, a posição do Bloco de Esquerda) é a de uma grande abertura das nossas listas a todos os cidadãos com competências técnicas, científicas, culturais, etc. que estejam disponíveis para uma gestão plenamente democrática e que apostem no desenvolvimento sustentável do concelho.
Este tipo de governação que propomos, mais próxima dos cidadãos e que aposta na sua verdadeira participação, passa pela implementação da chamada «Agenda 21 local» - e dela vos falaremos em próximo artigo.
O Governo PS e o Primeiro-Ministro José Sócrates decidiram, uma vez mais, a instalação do processo de Co-incineração de resíduos industriais perigosos na cimenteira do Outão, em pleno Parque Natural da Arrábida.
É bom recordar que este processo já foi tentado em 2001 pelo então ministro do ambiente José Sócrates e que a mesma decisão mereceu ampla rejeição por parte da população do concelho de Setúbal, das suas autarquias e do movimento associativo e popular.
Após as eleições legislativas de 2002 o novo Governo barrou o processo e encetou caminhos no sentido do adequado tratamento dos resíduos industriais perigosos.
Hoje, o Governo PS, numa atitude de completo autismo face às justas posições das populações envolvidas e desvalorizando as alternativas que se abrem no plano científico, volta a decidir mal e a colocar-se novamente contra os interesses dos
setubalenses e da região.
Este Governo não implementou quaisquer medidas no sentido da redução na fonte da produção dos resíduos. Desvaloriza por completo os Centros Integrados de Valorização e Recuperação (CIRVER), que ainda estão a ser implantados e que permitem o tratamento da esmagadora maioria dos resíduos. Esta opção deixaria por tratar uma ínfima parte de resíduos cuja co-incineração não seria rentável para as cimenteiras.
Não se compreende esta decisão porque o Parque Natural da Arrábida se trata de uma área ambientalmente protegida, integrada na Rede Natura 2000, encontrando-se em andamento a candidatura da Arrábida a Património Natural Mundial da Humanidade. Não é possível garantir as condições de segurança no transporte dos resíduos até ao Outão, conhecidos que são os desadequados acessos. Igualmente assentando o desenvolvimento de Setúbal e da região no incremento da actividade turística, é clara a sua incompatibilidade com a queima
de resíduos perigosos. Não são também conhecidos os efeitos para a saúde pública da emissão de gases para a atmosfera resultantes da co-incineração. Não é também possível esconder a vontade dos setubalenses que, entre Novembro de 2005 e Fevereiro de 2006 subscreveram um abaixo-assinado que juntou milhares de assinaturas.
Por tudo isto, é incompreensível e inaceitável esta cega e prepotente decisão do Governo PS e do Primeiro-Ministro Sócrates.
Esta atitude permite-nos pensar que negócios estarão por detrás desta tão grande insistência e se a implementação do processo de co-incineração na Arrábida não será um abrir a porta para o rentável negócio da queima de resíduos perigosos provenientes de outros países.
A Comissão Concelhia de Setúbal do PCP repudia veementemente esta decisão injusta e prematura e apela aos setubalenses para que uma vez mais se mobilizem na defesa da sua região, da sua saúde e do seu património ambiental.
A Presidente do Conselho Directivo da Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), Ana Teresa Vicente, deslocou-se recentemente a França, nomeadamente ao município de Nanterre, para participar no I Fórum de Autoridades Locais de Periferia. O evento subordinado ao tema: “Uma abordagem específica do Mundo das metrópoles urbanas” decorreu entre os dias 2 e 4 de Março, e pretendeu aprofundar a dinâmica de “trabalho em comum” e partilhar experiências, contribuindo, desta forma, para a compreensão das realidades do mundo das metrópoles urbanas.
“Face à exclusão social e à violência: o compromisso das cidades pelos direitos de todos e por metrópoles mais solidárias”, foi o título da intervenção da Presidente da AMRS, no qual
destacou a importância do Planeamento Estratégico, classificando-o como “uma das principais ferramentas do desenvolvimento territorial”.
Ana Teresa Vicente, afirmou que o sistema de planeamento “é parte importante da nossa Democracia! Ajuda-nos a integrar os diferentes pontos de vista, das pessoas e agentes, a propósito do desenvolvimento, e concede às nossas populações a oportunidade de se pronunciarem sobre o futuro da NOSSA terra”.
A Presidente da AMRS apresentou, assim, o Plano Estratégico para o Desenvolvimento da Península de Setúbal, como sendo um exemplo real de processo participativo e cuja principal mais valia foi o método utilizado – o da participação sistemática de agentes repre-
sentativos de todos os sectores da Região: “um projecto global para a Região de Setúbal que nos permitiu formular objectivos prioritários e concentrar esforços na direcção mais acertada, e foi, sem dúvida, um meio para alcançar o que “queremos ser”, um processo que se iniciou com a análise “do que somos” e “do que temos” e terminou com a conclusão “do que desejamos”.
No final da sua intervenção, Ana Teresa Vicente, acrescentou que “a nossa ambição vai mais longe e pretende que a participação directa das populações seja cada vez mais uma realidade demonstrando que a Democracia Representativa pode ser enriquecida com novas formas de intervenção, e que a participação leva a qualificação e é motor do desenvolvimento sustentável”.
O tempo deu tréguas e o Sol voltou a fazer brilhar o Carnaval de Alhos Vedros. A ligeira melhoria do tempo brindou a tarde de entrudo, para alegria de todos.
O Corso de Carnaval, sob o tema do Cinema, desfilou pelo centro da Vila, para gáudio de milhares de pessoas que assistiram à sua passagem. Os trajes e os adereços coloridos davam cor ao desfile e a música animava os
600 figurantes, que dançavam e saltavam ao ritmo brasileiro. As beldades despiram-se dos preconceitos e mostraram os seus atributos.
Aqui e ali viam-se alguns mascarados misturados no desfile, em atitudes de alguma brejeirice, mas com graça. O que faltou e ao que julgamos por opção dos organizadores, foi a caricatura política, tão propícia à graça carnavalesca.
Em época consumista, o Carnaval é também um interessante motivo para o negócio, e nem a crise afastou os compradores, que têm feito aumentar as vendas nas lojas. Em torno das crianças, o que mais se vende são os homem-aranha, as tartarugas ninja, as pricesinhas dos contos de fada e, agora, do Oriente. Este ano, os mais pequenos preferiram o Noddy que está na moda.
O Carnaval não começou mal e acabou bem, para satisfação e
“recompensa” dos construtores do Carnaval de Alhos Vedros, costureiras, marceneiros, serralheiros, fabricantes de mil e uma coisas que dão brilho e engrandecem o tradicional corso. A população local e os milhares de visitantes apreciaram os desfiles e divertiram-se num salutar ambiente de animação e alegria.
A Sociedade Filarmónica Recreio e União Alhosvedrense está de parabéns.
A eleição para Comissão de Trabalhadores da GESTNAVE realizou-se no dia 23 de Fevereiro. A Lista A, vencedora, era encabeçada por Miguel Moisés, preparador de trabalho.
A lista A, unitária, propõe-se: reforçar a unidade dos trabalhadores activos, pré-reformados e pensionistas; defender o estaleiro da Mitrena
como grande complexo industrial; melhorar as condições de vida e de trabalho; desenvolver actividades de natureza social e cultural; intensificar os contactos institucionais, sindicais e sociais; esclarecer e mobilizar os trabalhadores.
Os novos eleitos consideram que este novo mandato da CT da GEST-
NAVE vai ser de grande importância e responsabilidade no que respeita ao cabal cumprimento do Protocolo de Acordo/97, nos aspectos relacionados com os trabalhadores não abrangidos pelo plano social e com os trabalhadores na situação de pré-reforma.
Os trabalhadores da GESTNAVE
querem recuperar o poder de compra e defender as conquistas alcançadas, designadamente as consignadas no Protocolo de Acordo/ 97. Isto, – afirmam – “apesar de estarmos numa época marcada pela existência de um Governo seguidor da política de direita, anti-social e ao serviço do grande capital”.
O RIO – A Filipa é algarvia mas já vive na Baixa da Banheira há muitos anos? Gosta desta terra? Filipa – Sim, sou natural de Faro, mas vivo aqui há 51 anos, era ainda criança quando vim para cá. Sempre gostei de morar na Baixa da Banheira, é uma terra com muita vida. Gosto das pessoas, nunca aqui tive problemas de maior, nota-se um certo desenvolvimento, de que são exemplo a construção do Parque Ribeirinho e o Fórum Cultural JM Figueiredo.
O RIO – Presentemente, o seu estabelecimento de papelaria –A Papelaria Barão – é o mais antigo desta terra?
Filipa – Sim, não sei bem, mas já deve ter perto de 70 anos. Quem criou esta papelaria foi a D. Hermínia da Conceição Barão, que era professora primária na escola local. Era uma pessoa muito conhecida e estimada pela população, ainda hoje as pessoas se lembram e falam dela. Muita gente ainda se refere a esta casa como a “Papelaria da D. Hermínia”.
O RIO – E a Filipa há quantos anos trabalha aqui?
Filipa – Desde os 18 anos que aqui trabalho, portanto, há 43 anos. Comecei como empregada da D. Hermínia e, desde há 15 anos, sou a proprietária da Loja.
O RIO – Então, é a pessoa que há mais anos está atrás de um balcão na Baixa da Banheira?
Filipa – Penso que sim, não conheço aqui mais ninguém que tenha estado mais tempo. São muitos anos de trabalho, mas ainda quero estar muitos mais.
O RIO – A Casa Barão, está bem situada, na Estrada Nacional, como é que vai o negócio?
Filipa – Olhe, apesar da crise, vai mais ou menos, poderia ir melhor mas vai andando. Temos esperança que venham dias melhores para nós e para os nossos filhos.
Numa altura em que se comemora mais uma vez o 8 de Março, Dia Mundial da Mulher, interessa analisar como tem evoluído a situação da mulher no contexto da sociedade portuguesa. É o que procuraremos fazer neste estudo utilizando os poucos dados oficiais actualizados disponíveis.
Em Portugal, o nível médio de escolaridade das mulheres é superior ao dos homens e está a crescer a um ritmo mais elevado, o que aumenta o fosso, neste campo, entre homens e mulheres.
Assim, em 2005, a percentagem de mulheres, com idade compreendida entre os 20 e 24 anos, com o ensino secundário completo atingia 56,6%, enquanto a percentagem de homens, com mesma idade e com o mesmo nível de ensino, era apenas de 40,4%. Em 2005, o abandono escolar de mulheres, com idade compreendida entre os 18 e 24, atingia 30,1% , mas a dos homens, com a mesma idade, alcançava 46,7%. No ano lectivo 2003/2004, cerca de 65,9% dos diplomados do ensino superior eram mulheres.
Entre 1994 e 2005, a percentagem de mulheres com ensino se-
cundário completo, e com idade compreendida entre os 20 e 24 anos, aumentou 9 pontos percentuais, enquanto em relação aos homens cresceu apenas 5,5 pontos percentuais. Entre 1994 e 2005, o abandono escolar diminuiu nas mulheres 9,1 pontos percentuais, enquanto nos homens baixou apenas 2,7 pontos percentuais. Entre 1996 e 2004, a percentagem que as mulheres representam no total de diplomados das universidades portuguesas aumentou de 63,8% para 65,9%. Entre 1997 e 2004, o número de diplomados homens cresceu apenas em 7.956, pois passou de 15.492 para 23.220, enquanto o das mulheres aumentou em 17.916, pois passou de 27.304 para 45.220. As diferenças são significativas e têm consequências na sociedade e na economia portuguesa.
Apesar quer do nível de escolaridade quer do ritmo de aumento deste ser mais elevado nas mulheres do que nos homens, as mulheres continuam a ocupar na sociedade portuguesa um lugar não correspondente, e a ser objecto de múltiplas desigualdades.
Assim, a nível de profissões, embora em 2005 as mulheres representassem 46,7% de toda a população empregada, com excepção do grupo “Especialistas das
profissões intelectuais e cientificas” onde são maioritárias porque neste grupo o nível de escolaridade é determinante, nas restantes profissões só têm uma posição dominante nas consideradas de qualificação mais baixa e pior remuneradas, a saber: “Pessoal administrativo” (64,1%); “Pessoal dos serviços e vendedores” (71,6%); “Agricultores e trabalhadores da agricultura e pescas” (50,7%); “Trabalhadores não qualificados”(59,7%). A nível de quadros superiores, em 2005, apenas 36,2% eram mulheres. As mulheres são as mais atingidas quer pelo desemprego quer pela precariedade. Em 2005, a taxa de desemprego oficial nas mulheres era de 9%, enquanto nos homens era de 7%. Entre 2001 e 2005, a percentagem de mulheres em situação de emprego precário aumentou de 22,7% para 33,3%, enquanto a percentagem de homens em idêntica situação subiu de 24,7% para 31,3% do total considerado.
Em 2004, segundo o Eurostat, na Indústria e Serviços a remuneração média das mulheres em Portugal representava 78% da dos homens, mas a remuneração média das mulheres declarada para a Segurança Social, no mesmo ano, representava apenas 74,5% da dos homens. Como consequência, em
2004, o subsidio médio de doença recebido pelas mulheres correspondia apenas a 60,1% do subsidio médio de doença recebido pelos homens; e o subsidio de desemprego médio recebido pelas mulheres correspondia apenas a 73,5% do subsidio médio de desemprego recebido pelos homens.
Também em 2004, que são os últimos dados oficiais disponíveis, a pensão média de invalidez correspondia a 75% da recebida pelos homens; e a pensão média de velhice recebida pelas mulheres correspondia apenas a 60,9% da pensão media recebida pelos homens. Esta desigualdade não se alterou em 2005 e 2006.
As desigualdades continuam a
acompanhar as mulheres ao longo de toda a sua vida, incluindo na fase final de vida, em que a pensão média de velhice recebida pelas mulheres, em 2006, deve rondar os 248 euros, portanto um valor inferior ao limiar da pobreza.
É necessário tornar visível e combater as desigualdades que continuam a atingir as mulheres em Portugal, até para que o País possa sair do estado de atraso em que se encontra. E mais numa altura em que o neoliberalismo domina a politica do governo, associada a uma globalização dominada pelo capital financeiro em que os interesses do País são esquecidos, o que só poderá contribuir para criar e agravar ainda mais as desigualdades.
Carlos Vardasca Maria Gabriela FilipeCom a eleição dos dez autarcas para os diversos órgãos municipais do Concelho da Moita, ao Bloco de Esquerda foram atribuídas novas responsabilidades, dado que as populações ao confiarem nas suas propostas, quiseram ver concretizadas as suas aspirações nele depositadas, de que agora lhes damos conta do trabalho desenvolvido, mais concretamente na Assembleia de Freguesia de Alhos Vedros.
Com a realização de primeira reunião da Assembleia de Freguesia de Alhos Vedros, nós os autarcas eleitos do BE, dando expressão ao sentimento e à vontade das populações em verem resolvidas as questões mais prementes com que se depara a freguesia, apresentámos várias propostas e um requerimento no sentido de serem desenvolvidas acções que resultem na sua concretização, e que contribuam para a melhoria da sua qualidade de vida, assim como também apresentámos algumas propostas de alteração ao
documento inicial das Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2006 que nos foi apresentado para discussão, e que foram incluídas no documento final que veio a merecer a nossa aprovação.
Para além da moção que manifestava o descontentamento da população de Alhos Vedros contra o Orçamento Geral do Estado (que defraudou as expectativas que o PS criou em redor das promessas não concretizadas) que foi aprovada por maioria com os votos contra dos eleitos do PS, o BE apresentou uma segunda moção que visou manifestar o descontentamento das populações desta Freguesia contra a violação do protocolo de Quioto e que foi aprovada por unanimidade.
Parece nada ter a ver com a nossa Freguesia, dizem alguns, mas a violação daquele protocolo internacional tem graves consequência para o nosso país, dado o nível de concentração de dióxido de enxofre e outras partículas nocivas para o nosso organismo, que são emitidas sem controlo em níveis superiores aos valores-limite para a atmosfera, e que têm maior incidência no Litoral Norte e na Península de Setúbal, onde a nossa fregue-
sia se insere, como comprova o relatório da Comissão Europeia divulgado na Convenção das Nações Unidas para as Alterações Climáticas em finais de 2005.
No requerimento apresentado, manifestávamos a preocupação pela manutenção na nossa freguesia da indústria de desmantelamento de navios no Cais Novo, altamente nociva para a freguesia, que continua a ser um grave atentado ao meio ambiente e que faz do rio Tejo um imenso esgoto a céu aberto e que urge resolver. Neste sentido, o requerimento visava pedir esclarecimentos à Câmara Municipal da Moita assim como a cedência de documentação sobre o estado das negociações com a Administração do Porto de Lisboa sobre a permanência, ou eventual mudança para outro local daquela indústria (dado que existem informações que vão no sentido da renovação do seu contrato por mais 20 anos) o que, a concretizar-se, seria uma má notícia para Alhos Vedros e para o meio ambiente em geral, com a continuada poluição e degradação das águas do Estuário de Tejo.
Nas várias propostas que o BE apresentou, sendo algumas delas
fora do âmbito de competências da Junta de Freguesia de Alhos Vedros (dado o limitado poder de decisão daquele órgão) mas que foram apresentadas como uma reivindicação a ser entregue à Câmara Municipal da Moita para a sua resolução, estavam incluídas a preocupação da população de Alhos Vedros com despoluição do Parque das Salinas e o fim do cheiro nauseabundo que as afasta daquele recinto de lazer, e do Cais do Descarregador e o seu assoreamento; a pintura da todas as passadeiras para peões que há muito não são pintadas, (apesar de terem havido vários actos eleitorais em 2005), e o rebaixamento dos passeios na zona das passadeiras para facilitar o acesso dos deficientes motores.
A Zona Histórica de Alhos Vedros bastante degradada foi também uma das preocupações dos eleitos do BE, ao pretenderem esclarecimentos sobre o seu plano de caracterização há muito por definir, assim como o plano de requalificação da Zona Ribeirinha que se encontra num adiantado estado de abandono.
No plano cultural, foram pedidos alguns esclarecimentos, nomeadamente; que pólos de cultura vão
ser criados em Alhos Vedros e qual o futuro da Biblioteca José Afonso, e o que representam para Alhos Vedros os projectos “Casa das Histórias” e Alhos Vedros Cultural”, alguns deles já noticiados em órgãos de comunicação social.
Já fora do âmbito desta Assembleia entregámos posteriormente à Presidente da Junta de Freguesia de Alhos Vedros e ao Presidente da Câmara da Moita uma carta a solicitar a sua intervenção, manifestando a nossa preocupação pelo estado de degradação das instalações da ex-Helly-Hansen, que foi alvo de pilhagens sucessivas e que, após o processo de falência e encerramento, tem sido dotado ao abandono e é guarida de toxicodependentes e da prática de prostituição, solicitando a vigilância daquele espaço pelas autoridades e o seu isolamento, no sentido de se evitar a criação de mais um pólo de degradação e práticas marginais em Alhos Vedros.
É este o nosso sentido de responsabilidade ao nos colocarmos ao serviço das pessoas, que irá pautar a nossa intervenção na procura de consensos que sirvam o desenvolvimento da nossa freguesia e do Concelho.
O Dia Internacional da Mulher – 8 de Março – foi comemorado em todo o país e no mundo. O Movimento Democrático das Mulheres saudou as mulheres portuguesas e encorajou o seu papel activo na luta contra as discriminações e por novas políticas que avancem no caminho da igualdade de direitos e da justiça social.
A razão desta data é conhecida. Em 1910, por proposta de Clara Zetkin, doi aprovada a realização de um dia de luta internacional da mulher, para reivindicar e defender os direitos sociais e políticos das mulheres, em homenagem à luta por melhores condições e pela igualdade no trabalho das operárias têxteis de uma fábrica em Nova York, em 1857. O primeiro Dia
teca Municipal, a Junta de Freguesia com o apoio da Câmara Municipal, promoveu duas magníficas iniciativas: o espectáculo Mariana Abrunheiro canta “Marias” e “Leituras no Feminino”, com Odete Santos.
No espectáculo, Mariana Abrunheiro, expressiva e com uma voz notável, cantou, declamou e contou um conto, uma grande intérprete, aplaudida pelas muitas dezenas de mulheres e alguns homens que, à luz de velas e em volta das mesas, assistiam ao espectáculo. Rúben Alves, em órgão, acompanhou as canções.
As “Leituras no Feminino” foi outra iniciativa de grande sucesso, com leituras de poesia e de pequenas prosas, ditas e lidas por algumas das mulheres pre-
que eu gosto, pois sou uma mulher independente”; Fernanda Velez “foi uma noite magnífica, as mulheres estão de parabéns”; Dinorá Ribeiro “Este Dia Internacional da Mulher foi muito bem comemorado em Alhos Vedros”.
Na Moita, na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, a iniciativa “Jazz às Quartas”, uma parceria com a Escola de Jazz do Barreiro, foi integrada nas comemorações desta data e teve como protagonistas: Alexandra Boga, Jorge Moniz, Yuri Gaspar e Paulo Afonso.
feminina, uma saudação, ilustrada com a ternura de uma jovem mãe, em que assinala o 8 de Março, de forma solidária com as mulheres que lutam contra situações de injustiça e discriminação, nomeadamente nos contratos de trabalho e nos aumentos salariais de 1,5 %, que considera uma afronta para quem trabalha.
bilidade e denegrindo a sua imagem”, por isso, exortava as mulheres a que “assinalassem este dia também como uma jornada de protesto por esta política e em afirmação dos nossos direitos”.
Internacional da Mulher trouxe para a rua mais de um milhão de mulheres, em todo o mundo, evidenciando o carácter universal e massivo da luta pelas justas causas emancipadoras das mulheres.
No concelho da Moita, as Autarquias Locais assinalaram o 8 de Março com iniciativas nas várias freguesias.
Em Alhos Vedros, na Biblio-
sentes: Vivina Nunes; Fernanda Gaspar; Dinorá Ribeiro; Kátia Tavares; Maria da Glória; Fernanda Velez; Deodália Racha; Cristina Campante; o casal Cláudia e Iuri Gaspar; Cristina Areias e Odete Santos. Esta última, encerrou a “tertúlia” com uma excelente interpretação do poema “Revolução e Mulher”.
Ficam três opiniões: Gabriela Filipe “adorei este serão, é o
Na Baixa da Banheira, O Núcleo do MDM e Junta de Freguesia saudaram as mulheres e distribuíram cravos vermelhos pelas mulheres, nas ruas da vila. A comemoração do 8 de Março culminou com um Almoço e Tarde de Convívio, no domingo seguinte, na Sociedade Recreativa e Cultural União Alentejana.
A Junta de Freguesia do Gaio-Rosário distribuiu à população
Também a Célula dos Trabalhadores Comunistas da CMM nos fez chegar uma saudação ao 8 de Março, ilustrada com a figura de Catarina Eufémia e o extracto de um poema a ela dedicado por Sophia de Mello Breyner, na capa. Nas páginas interiores, um mosaico de fotografias ilustrava diversas profissões das trabalhadoras municipais. O texto da saudação insurgia-se contra “a brutal ofensiva do Governo contra as trabalhadoras e particularmente contra as funcionárias públicas, reduzindo o seu poder de compra pelo 7º ano consecutivo, gerando insta-
As trabalhadoras da Câmara Municipal do Barreiro, dos Serviços Municipalizados dos Transportes Colectivos do Barreiro e das Juntas de Freguesia do concelho também comemoraram de forma especial o Dia Internacional da Mulher. No dia 8 de Março, assistiram à peça de teatro “Pés Martirizados Fazem Rugas”, de Luísa Costa Gomes, interpretada pela ArteViva –Companhia de Teatro do Barreiro, no Auditório Municipal Augusto Cabrita. Isto antes do lanche, que incluiu um bolo alusivo à data assinalada. As funcionárias receberam ainda lembranças, oferecidas pela autarquia barreirense.
As acessibilidades e a sua importância no desenvolvimento das regiões que servem, colocam a necessidade de se saber da evolução das obras em execução, assim como da suspensão ou interrupção de obras que são essenciais para a oferta de um Serviço Público de qualidade.
Encontra-se, previsto, há décadas, a execução do Ramal ferroviário para a Siderurgia Nacional.
Nos últimos anos, aquando da execução do eixo ferroviário norte-sul entre Lisboa e Setúbal foi definido um novo traçado para este Ramal.
A concretização deste traçado, localizado mais a sul, a partir da nova estação de Coina, era e é imprescindível para o desenvolvimento económico da área abrangida pela antiga Siderur-
gia Nacional, considerando as actividades instaladas e os investimentos previstos.
Por ser do interesse público, os Deputados do PSD da 9ª Comissão Parlamentar requereram ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações que informe:
- Se existe Projecto de execução do Ramal ferroviário de ligação à Siderurgia Nacional?
- Qual o traçado, concreto, previsto para o Ramal ferroviário de ligação à Siderurgia Nacional?
- Se está previsto fazer a ligação à rede interna ferroviária da Siderurgia?
- Se já foi lançado o Concurso Público para execução da Empreitada de continuação do Ramal?
- Para quando se encontra previsto o começo da obra?
A terraplanagem à saída da Baixa da Banheira (a seguir ao LIDL) destina-se à construção das futuras instalações de Barão & Costa. As novas instalações irão reunir o estabelecimento da rua 1º de Maio e o armazém da Estrada Nacional, tudo no mesmo espaço, com uma área de 4.000 m2 de implantação e 1600 m2 no 1º piso. O projecto das novas instalações está a ser elaborado e a construção propriamente dita deverá começar no final deste 1º semestre de 2006.
António da Assunção Barão, o proprietário, disse a O RIO, que “Se Barão & Costa continuasse na rua 1º de Maio, onde temos 40 pessoas, ficava sem espaço para crescer e, hoje no comér-
cio, quem não cresce definha. Com esta mudança de instalações, julgamos que vamos garantir instalações adequadas para os próximos 10 a 15 anos”.
A localização é boa, beneficiará da proximidade de uma passagem desnivelada, garantindo a acessibilidade à zona Sul da
A Comissão de Freguesia do Partido Comunista Português de Alhos Vedros realizou, no dia 3 de Março, um almoço/convívio, no âmbito das comemorações do 85º aniversário do PCP. Simultâneamente, foi celebrado o 75º aniversário do órgão oficial do Partido, o «Avante!».
Estiveram presentes cerca de 70 militantes e simpatizantes do PCP que, em franca camaradagem, conviveram nesta festa de grande significado político na vida local do Partido.
O camarada Bruno Dias, do
Comité Central, numa curta intervenção, referiu-se ao passado glorioso do PCP, à sua intervenção revolucionária antes e após o 25 de Abril e à grande necessidade de leitura do jornal «Avante!».
Bruno Dias evocou também a pessoa do camarada Álvaro Cunhal, como exemplo de luta e coerência política a que nenhum militante deveria ser alheio.
No final do almoço/convívio foram distribuídos os novos cartões de militante aos camaradas presentes.
Baixa da Banheira. Aliás, aquela entrada nascente da Vila, além de ficar no centro geográfico de três freguesias – Alhos Vedros, Baixa da Banheira e Vale da Amoreira – vai também ser um pólo comercial com os supermercados Modelo e PLUS previstas para ali e o LIDL já instalado.
Este projecto de expansão da empresa Barão & Costa, com centralização dos dois estabelecimentos, além de garantir os 40 postos de trabalho existentes, contribuirá também para o desenvolvimento da freguesia da Baixa da Banheira. “Vai ser uma aposta ganha nos próximos dez a quinze anos” – garante o proprietário.
Recorde-se que a empresa Barão & Costa existe desde 1978. O primeiro estabelecimento foi na rua 1º de Maio, na ex-Drogaria Lexívia. Depois, na mesma rua, passou para onde está hoje o BES, donde se transferiu para a rua Pe. José Feliciano. A última mudança foi para as actuais instalações na rua 1º de Maio. Entretanto, foi aberto o Armazém de Vendas, na Estrada Nacional. “Temos vindo sempre a crescer com alguma dimensão e consistência” – salienta António Barão.
Nome: José Inácio Batista Viegas Data de Nascimento: 22/11/1949 Data de Falecimento: 05/03/2005
Naturalidade: Salir, concelho de Loulé Estado: Era casado com D. Maria Albertina Duarte Batista Viegas
Descendência: a filha Vera Lúcia; o filho José Ricardo, e o neto João
Militar: Na Marinha Portuguesa, era Capitão-de-mar-e-guerra
Algarvio, de Salir, era filho de Manuel Viegas e de Maria da Visitação Batista Aos 20 anos, ingressou na Escola Naval.
Cinco anos depois, foi promovido a Guarda-Marinha, tendo começado a sua carreira nos draga-minas, tendo depois prestado serviço, em Moçambique, a bordo da corveta “Gen. Pereira d’Eça”.
Após ter concluído o curso de especialização em Artilharia, embarcou nas fragatas da classe “Alm.te Pereira da Silva” e “Com.te João Belo”, tendo comandado o patrulha “Rovuma”, entre Setembro de 1980 e Novembro de 1982.
A seguir a uma passagem pelo pela corveta “Jacinto Cândido”, embarca no Navio Escola “Sagres”, entre Abril de 1983 e Fevereiro de 1986, tendo, entre outras missões, realizado uma viagem de circum-navegação.
Depois de três anos no Estado-Maior da Armada, foi nomeado comandante do Navio Escola “Polar”, entre Julho de 1991 e Setembro de 1995, em acumulação com funções docentes na Escola Naval.
Chefiou a Divisão de Informações do Estado-Maior do Comando Naval, tendo sido escolhido para Adjunto de Marinha do General CEMGFA, durante três anos.
A sua última comissão de serviço foi como Capitão do Porto de Setúbal, entre Setembro de 2000 e Julho de 2002.
Para além dos Cursos Complementar e Geral Naval de Guerra, frequentou vários estágios e cursos no país e no estrangeiro.
Ao longo da sua vida militar, com quase 20.000 horas de navegação e uma carreira naval exemplar, o Com.te Batista Viegas foi louvado por diversas vezes, tendo sido agraciado com duas medalhas de Serviços Distintos – Prata; uma de Mérito Militar de 2ª Classe; uma Cruz Naval de 2ª Classe; e a medalha Militar de Comportamento Exemplar – Prata .
Na vida civil, foi também um exemplar associativista, como associado e amigo da União Desportiva e Cultural Banheirense. A sala da biblioteca desta colectividade é denominada pelo seu nome.
Na construção Civil, o negócio da família iniciou-se na urbanização “Zanga-Zanguinha”, na Baixa da Banheira; e desenvolveu-se com a urbanização Casas de S. Lourenço, junto à estrada Moita-Santo António.
José Inácio Batista Viegas tinha bom coração, era amigo de ajudar as pessoas e as instituições. Militar garboso, organizado, era determinado e tinha o sentido pragmático das coisas. Homem de valores, de carácter e rectidão, conquistava naturalmente o apoio, a estima e a consideração de quantos com ele trabalhavam e conviviam.
Com o objectivo de assinalar o primeiro ano da entrada em vigor do Protocolo de Quioto, o Partido Ecologista “Os Verdes” associa-se a um conjunto de iniciativas de âmbito internacional que decorreram em Fevereiro. Para assinalar esta data, “Os Verdes” organizaram um conjunto de acções que passam por três momentos distintos: Contactos directos com a população em Lisboa e no Porto que visaram sensibilizar os cidadãos no sentido de que tomem
medidas práticas que contribuam para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa para a atmosfera. Realização de um encontro com o coordenador do Projecto SIAM, que teve como principal objectivo debater as matérias abordadas no estudo “Alterações Climáticas em Portugal, Cenários, Impactos e Medidas de Adaptação”, recentemente divulgado.
Entrega ao Primeiro Ministro, na sua residência oficial, dos
primeiros 1500 postais da campanha “Stop às alterações climáticas”, recolhidos na iniciativa que decorreu em Dezembro passado na Rua Augusta, em Lisboa. Nestes postais, os cidadãos reivindicam medidas, num sector determinante para a redução de gases com efeito de estufa, no sentido de melhorar a rede de transportes actualmente em vigor e demonstram a sua indignação pelos consecutivos aumentos das tarifas dos transportes públicos.
No seguimento do anúncio do Governo de iniciar a co-incineração de resíduos industriais perigosos na cimenteira do Outão, entrando em funcionamento em regime de cruzeiro dentro de um ano, vimos por este meio repudiar a decisão de localizá-la em plena Serra da Arrábida.
É que se aceitamos a decisão, de fim de linha, de co-incinerar apenas uma fracção de dez a 20 por cento dos resíduos industriais, ou seja, aqueles que não poderão ser recuperados ou valorizados pelos CIRVER (Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Industriais
Perigosos), não podemos ser testemunhas de uma decisão autista e arrogante de localizar esta unidade numa área que deveria ser preservada, protegida e dinamizada para promover aquela zona como Património Mundial Ambiental da Humanidade.
É que é tempo do Governo assumir, de uma vez por todas, qual o aproveitamento de uma área nobre, ecologicamente rica, que importava preservar e não continuar a deixar destruir, numa lógica de longe da vista, longe do coração. Até hoje nada disse, e o Ministro do Ambiente deveria pois fazer jus à tarefa de que está investido, em nome de Portugal e dos Portugueses, e ser o primeiro guardião de um património que é de todos e
para todos.
É que, no nosso entender, a solução passa sim pela retirada da unidade industrial ali localizada, e não continuando a promover novas vertentes que a eternizem naquele local.
É por isso que queremos afirmar que nada nos move contra a decisão política de co-incinerar os resíduos industriais, como solução de fim de linha. O que colocamos em causa, hoje como sempre, é o contínuo hipotecar de um património natural que deveria ser promovido e vivido.
Porque o Futuro constrói-se Hoje! Porque a Qualidade de Vida não se anuncia, concretizase e promove-se! Porque Portugal não pode continuar a ser Hipotecado!
Comemora-se este ano o Centenário do Nascimento de Agostinho da Silva, por iniciativa conjunta dos Governos Português e Brasileiro e da Associação Agostinho da Silva.
Figura absolutamente ímpar da cultura luso-brasileira, Agostinho da Silva deixou, entre a sua vinda ao mundo, a 13 de Fevereiro de 1906, e a sua partida, no Domingo da Ressurreição, em 3 de Abril de 1994, uma vida exemplar e pujante de pensamento e acção: das traduções e estudos clássicos à educação popular, da insubmissão perante o antigo regime à prisão e auto-exílio no Brasil, da fundação de Universidades e Centro de Estudos ao aconselhamento de presidentes, governos e políticas culturais, da criação de vasta rede de amizades em todo o mundo à partilha dos recursos com os mais necessitados, do domínio de múltiplas línguas à publicação de imensa obra pedagógica, científica, literária e filosófica, da conversão da casa de Lisboa em tertúlia aberta à intensa e viva presença mediática.
Espírito livre, inconformista e original em todos os domínios, colocou as ideias e a vida ao serviço do pleno cumprimento de todas as possibilidades humanas. Em conformidade e na linha de Luís de Camões, Padre António Vieira, Fernando Pessoa e Jaime Cortesão, intuiu a superior vocação da cultura portuguesa, brasileira e lusófona como a de oferecer ao mundo o seu espírito fraterno e universalista, contribuindo para a criação de uma comunidade ético-espiritual mundial onde se transcendam e harmonizem as diferenças nacionais, culturais, políticas e religiosas.
Inspirador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), antecipou a urgência da ética animal, bem como da consciência ecológica e ecuménica, propondo um verdadeiro diálogo inter e trans-cultural, inter e trasn-religioso, entre o Norte e o Sul, o Ocidente e o Oriente, como forma de superar preconceitos e antinomias que sempre resultam em desarmonia, opressão e guerra.
Pensador do terceiro milénio, é hoje referência incontornável da cultura lusófona e do debate de ideias, que num ciclo conturbado, da civilização, pode promover um novo Renascimento integral e planetário.
Paulo Borges (Presidente da Associação Agostinho da Silva)Penso que as cartas escritas por Agostinho da Silva, durante o ano de 1993 e enviadas para um grupo de pessoas, com quem o professor estava em contacto, foi a melhor maneira que arranjou para nos deixar a síntese do seu pensamento.
Aquilo que considerava como deveras importante para a “Ciência do Ser” e do que ficou por fazer. Estas cartas constituem, pois, antes de mais nada, um guia que nos levará à fonte de alguma sabedoria, desde que nos encontremos nelas. Foi isso que me aconteceu.
Luís Carlos Rodrigues dos Santos
No passado dia 13 de Fevereiro, com a sala da Biblioteca Municipal de Alhos Vedros em “maré cheia”, cerca de uma centena de pessoas assistiram à projecção do filme “Agostinho da Silva: um pensamento vivo” e da Exposição “Agostinho da Silva: pensamento e acão”.
Este acontecimento adquiriu ainda um significado maior, por estarmos juntos e em simultâneo por um mesmo motivo, com outras centenas, espalhadas pelo país e no estrangeiro, no Brasil, na Guiné ou Moçambique.
Estivemos juntos, em torno daquilo que foi a vida e o pensamento de Agostinho da Silva .
No final ainda houve espaço para uma conversa solta, para uma troca de ideias.
Foi proposta a criação de um “Núcleo Documental” sobre Agostinho da Silva, onde se exponham todas as suas obras, livros sobre o seu pensamento, documentos escritos ou em suporte audiovisual, que proporcionem uma leitura, ou um apoio a qualquer investigação que se queira fazer.
Muito brevemente serão dadas mais informações sobre esta iniciativa, que se pretende concretizar com os contributos disponíveis, mas que ligarão para sempre Alhos Vedros a Agostinho da Silva.
Esta recolha de textos foi coordenada pelo Luís Carlos, e editada em Outubro de 1995, com o apoio da Cooperativa de Animação Cultural de Alhos Vedros.
Agora que se comemora o Centenário do Nascimento de Agostinho da Silva, a CACAV, vai conjugar esforços, para proceder à reedição deste trabalho, que constituiu um testemunho do pensamento de Agostinho da Silva.
Muito brevemente daremos conta da data de lançamento público, (2ª Edição), das “ÚLTIMAS CARTAS DO AGOSTINHO”.
Carta XII
Parece que toda a gente está de acordo em que o mundo inteiro se encontra em crise. Como isto me parece demasiado vasto para eu poder ser útil, decidi que sou eu quem está em crise e talvez consiga sair dela em três princípios: O de me ver livre do supérfluo, o de não confundir o verbo amar com o verbo ter, o de prestar voto de obediência ao que for servir, não mandar. Nestes termos comunico a todos os Amigos que não imporei a ninguém a leitura de textos meus, a começar pelas Folhinhas, e que só responderei a quem me escreva, pedindo (para aumentar o supérfluo…) que cada carta venha com selinho de resposta, mas um apenas, para não me obrigar a escriturações administrativas. Para tudo o que fordes rogarei perfeito empenho e boa sorte, bom vento de navegar.
“Do que você precisa, acima de tudo, é de não se lembrar do que eu lhes disse; nunca pense por mim, pense sempre por você, (...) Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição venha a pensar o mesmo que eu; mas nessa altura já o pensamento lhe pertence. São meus discípulos, se algum tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da lama a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de não se conformarem”. Sete cartas a um jovem Filósofo (1945).
Agostinho da SilvaLá por 1905, mas nada há mais difícil do que relacionar tempo e eternidade, ou fixar-se simultaneamente nos dois planos, - os grandes pintores o fazem no olhar de suas figuras -, mas, enfim, por essa altura comecei a tomar atenção no belo globo que rodava diante de nós, e atentar descobrir lugar aonde me agradasse descer para principiar minha vida. A meu lado, outros faziam o mesmo, e até discutíamos os méritos de um e outro ponto, mas sem voz, quanto me lembro, porque o nascer tira muito a memória, como depois o vim a reconhecer, concluiu Platão. Ou deu por concluído quando talvez lhe fosse seu inicial pensamento: artifícios de escritor - e passemos adiante. Quando, voluntária ou involuntariamente, quem o sabe, gostei de, a cada volta do globo, ver surgir de novo nossa península ibérica, deu-se um fenómeno curioso, o mesmo que, maquinado pelos homens, se veio a chamar zoom: À outra volta, a península estava maior, só havia uma nesga de mar de um lado e outro e uma cadeia de montanhas, bem em relevo, a limitando para o norte; ou a estou agora a ver assim, porque, donde eu a contemplava, não havia nada que fosse acima ou baixo: simplesmente era. Na outra volta, a metade que fosse depois agora de meu lado direito desaparecera, como desaparecera toda a faixa sul. Fixava-me, de facto, no que aprendi mais tarde a chamar Portugal. Curiosamente, a metade sul dele reapareceu na volta seguinte, como se quisessem que eu, mais esclarecido, pudesse escolher entre a tal de cima e esta aqui de baixo. O mar era uma maravilha de verde, azul e oiro - e era o do Algarve, claro está: Nunca mais o vi, nem na Piedade, nem na Rocha, e houve uma vez uma extensão dele no Cabo Branco da Paraíba; Onde o tinha sempre era nas páginas do Teixeira Gomes: O Poeta, ali, se lembrava do que vira do céu e decerto a Ferragudo escolheria para iniciar sua existência na terra. Não foi o meu caso: o norte tornou a aparecer, ainda mais próximo. E, para não cansar o meu leitor, se o houver, - mas o que estou escrevendo o escrevo para mim e para quem amo - o que, depois, surgiu, num máximo de profundidade, foi um encontro de rios, um que corria para oeste, outro que vinha, mais modesto, do sul e do lado e tinha por nome o de Águeda, de que talvez eu tivesse tomado a resolução de ter, como um de meus padroeiros Santa Águeda; sou muito muito ecuménico, deve dizer-se, já que o outro é Omulu, de origem nigeriana e também orixá do terreiro de Olga de Alaketu, minha Mãe de Santo em Salvador da Bahia. Ao largo do rio, na beira de baixo, se alargava uma rua de casas baixas, havia um largo de altas faias, para um canto mais em altitude um cemitério (estou dando a tudo os nomes que mais tarde aprendi) que logo vi, de dentro, como lugar de volta ao céu em que pairava eu - e o foi para minha irmã Estefaninha Estrela, vejam só que nome, Estrela, como se lhe adivinhassem o destino. Mas, embora estivesse muito interessado por tudo, o que me prendeu mesmo foi que, primeiro ao lado do Águeda, depois dele se afastando, corria uma larga estrada com, de um lado e outro, mimoseiras em flor; curiosamente, o aroma que delas vem, e todos os anos a primavera o renova, esteja eu onde esteja em clima nosso (mas na realidade, qual é o meu?), é sempre o de quando o senti pela primeira vez, sinal, ao que penso, de que morrer é só vida e que sempre o terei comigo por mais que o mundo acabe. Para me regalar a vista, terei as papoulas que logo noutra volta se mostraram em mato de giestas, com que depois se espantava, nas maias, o diabo, como se, coitado, no caso de existir não o atraísse tal alegria de cor, como comigo aconteceria e ainda acontece. Decidi, pelas faias e pelos rios, pelo amarelo e pelo rubro, pelo perfume e pelo cemitério de Santo Cristo que era ali mesmo que eu queria nascer.
Agostinho da Silva
Caderno de Lembranças. Lisboa: manuscrito, 1986. (prenda da Associação Agostinho da Silva aos sócios, em folhinha anexa ao Boletim Folhas à Solta, de Fevereiro de 2006.)
“Estou a exigir muito de si? Quem lhe há-de exigir muito senão os seus amigos? Eles receberam o encargo de o não deixar amolecer e, pela minha parte, tenha você a certeza de o hei-de cumprir. Você há-de dar tudo o que puder e mesmo, e sobretudo, o que não puder; porque só há homem, quando se faz o impossível, o possível todos os bichos fazem.
Quando você saltar e saltar bem, eu direi sempre: agora mais alto!
Que me importa que você caia. Os fracos vieram só para cair, mas os fortes vieram para esse tremendo exercício e levantar-se sorrindo” – Sete cartas a um jovem Filósofo (1945) Agostinho da Silva
1906 – Filho de Francisco José Agostinho da Silva e Georgina do Carmo Baptista da Silva, George Agostinho Baptista da Silva nasce no Porto a 13 de Fevereiro.
1906 (Agosto/Set.) – Muda-se para Barca D’Alva, onde vive os primeiros da sua vida 1912/1913 – Regressa ao Porto. Como já sabia ler e escrever, a mãe inscreve-o no ensino primário (Escola de São Nicolau)
1913 – Faz o exame de primeiro grau e fica distinto
1914 – Faz o exame da 4ª Classe e ingressa na Escola Industrial Mouzinho da Silveira
1916 – Ingressa no Liceu Rodrigues de Freitas 1924 – Entra para a Faculdade de Letras do Porto para cursar Românicas mas, transfere-se, no mesmo ano lectivo, para Filologia Clássica
1928 – Termina a sua licenciatura e passa a colaborar na Revista Seara Nova
1929 – Defende a sua dissertação de doutoramento a que dá o nome de O Sentido Histórico das Civilizações Clássicas
1930 – Frequenta a Escola Normal Superior de Lisboa 1931 – Parte para Paris, como bolseiro, e estuda na Sorbonne e no Collége de France 1933 – Regressa a Portugal e é colocado no Liceu de Aveiro como professor, onde lecciona durante dois anos 1935 – É demitido do ensino oficial por não ter assinado a Lei Cabral (obrigatória para todos os funcionários públicos) 1935 – Consegue bolsa do Ministério das Relações Exteriores de Espanha e vai estudar para o Centro de Estudos Históricos de Madrid 1936 – Regressa a Portugal devido à iminência da Guerra Civil Espanhola 1938 – Abandona a Revista Seara Nova 1939 – Criação do Núcleo Pedagógico Antero de Quental 1940 – Elaboração de Iniciação – Cadernos de Informação Cultural 1943 – É preso pela PVDE na Prisão do Aljube 1944 – Abandona Portugal e parte para a América do Sul. Entra pelo Rio de Janeiro e depois dirige-se para São Paulo 1945 – Abandona o Brasil e instala-se no Uruguai 1946 – Vive na Argentina 1947 – Regressa definitivamente ao Brasil. Instala-se em São Paulo mas, em seguida, fixa-se na Serra de Itatiaia 1948 – Abandona a Serra e instala-se no Rio de Janeiro. Nesta cidade, trabalha no Instituto Oswaldo Cruz (dedicando-se ao estudo de entomologia), ensina na Faculdade Fluminense de Filosofia e colabora com Jaime Cortesão, na Biblioteca Nacional, no aprofundamento da obra de Alexandre Gusmão 1952 – Integra o corpo docente da Universidade de Paraíba (João Pessoa) e lecciona também em Pernambuco 1954 – Participa, ao lado de Cortesão, na organização da Exposição do 4º Centenário da Cidade de São Paulo 1955 – Ajuda a fundar a Universidade de Santa Catarina 1959 – Criação do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) e ensina Filosofia do Teatro na Universidade da Bahia 1961 – Torna-se assessor para a política externa do Presidente Jânio Quadros 1961 – Regressa fugazmente ao Rio de Janeiro e a Santa Catarina, porém, ruma para Brasília 1962 – Colabora na fundação da Universidade de Brasília e cria o Centro de Estudos Portugueses na mesma Universidade 1963 – Equiparado a bolseiro da UNESCO, visita o Japão. Em Tóquio dá aulas de português. Aproveita a sua ida ao Oriente para conhecer Macau e Timor. No mesmo ano vai aos Estados Unidos da América. Regressa posteriormente ao Senegal. 1964 – Assenta moradia entre Cachoeira (no recôncavo baiano) e Salvador ( onde congemina a formação do Museu do Atlântico Sul no Forte de São Marcelo). Em Cachoeira, funda a Casa Paulo Dias Adorno que, para além de ser um Centro de Estudos (extensão do Centro de Brasileiro de Estudos Portugueses da Universidade de Brasília), é também uma escola 1969 – Avesso a ditaduras, sai do Brasil em 1969 e regressa ao seu pais de origem 1969-1994 – Num Portugal onde reina uma primavera marcelista, devota-se essencialmente à escrita. Mais tarde, e já depois da Revolução dos Cravos, Agostinho regressará ao ensino: universitário por título honorifico e particular e informal na sua casa do Príncipe Real. Nessa altura é reformado pelo Governo Brasileiro. Só uns tempos depois, o Governo de Portugal lhe restituirá os retroactivos concernentes aos anos da Ditadura. Contudo, e despreocupado com a questão financeira, viaja, escreve, recebe medalhas e títulos, participa em programas de televisão, é reconhecido filósofo popular, mas, na sua perspectiva, é o tempo em que se ocupa da sedimentação da futuridade da Era do Espírito Santo 1994 – Morre em Lisboa a 3 de Abril.
No dia 9 de Maio de 1986, chegou Agostinho da Silva a Alhos Vedros, para proferir uma conferência, que deu lugar à edição do livro “ Namorando o Amanhã”.
Foi a melhor prenda, para o 3º Aniversário que a CACAV comemorou nesse dia.
Agostinho da Silva contagiou-nos com a sua maneira de ser simples e humilde, mas muito profundo no seu pensamento. Numa conversa solta, Agostinho da Silva foi-nos falando da vida, de questões do presente e do futuro.
Referindo-se ao conceito de cultura, afirmou:”Hoje temos de tomar cultura no sentido geral, mais próximo da vida e bem concreto na vida. Cultura, no fundo, é qual é a maneira de ser de nós próprios”. Falou-nos de poesia, como um incentivo a que cada um de nós experimente a criar o seu poema, “Poeta é aquele que cria na vida alguma coisa que na vida não existia”. Agostinho da Silva falou-nos também da sua concepção de escola, como um espaço onde se fazem perguntas se levantam questões. Foram muitos os assuntos abordados, não esquecendo o papel de Portugal no mundo, com a sua língua e a sua cultura.
Este encontro com Agostinho da Silva constituiu um incentivo para que “naveguemos à bolina”, olhando a linha do horizonte, que jamais esqueceremos. No final agradeceu, com um acenar para futuros encontros “Muito obrigado por me terem trazido até aqui e muito obrigado se tiverem, no futuro a paciência de me aturar”.
Hoje, somos nós que temos de agradecer a Agostinho da Silva, pelo seu pensamento, pela sua obra, pela mensagem de liberdade que nos deixou, para que cada um seja um “poeta à solta”, tomando em suas mãos o seu percurso de vida.
JoaquimRaminhosFoi constituída no dia 20 de Abril de 1995, em Lisboa, por Maria Violante Vieira, Maria Natália Duarte Pires Dias Lima de Faria, José Avelino Pais Lima de Faria, com mais um conjunto de sócios fundadores.
Actualmente a Associação já conta com um grande número de sócios.
Tem a sua sede em instalações cedidas pela Junta de Freguesia das Mercês, na Rua do Jasmim, nº 11, junto ao Princípe Real. Esta´aberta todos os dias úteis das 16 h. às 19 horas.
(...) Na poesia pratica géneros variadíssimos. Quer na intenção: tradução, criação, pastiche ou crítica. No espaço e no tempo e até no sexo, na natureza: clássicos, medievais, japoneses, do tempo dos Filipes, actuais, na voz de Ofélia, no mito do Adamastor e até se traveste de casa.
Mesmo os textos assumidamente ensaísticos, como é o caso do “Ensaio para uma teoria do Brasil”, ele inicia-os com um tom ensaístico mas depois, lentamente, vai escorregando para a sua natureza de poeta.
Acontece também muitas vezes que o que parece poético (e não deixa de o ser), não nasce como intenção, mas por corresponder à expressão de um pensamento tão radical para o senso comum, que não há discurso analítico ou racional que possa expressá-lo. Só mesmo a poesia. Agostinho, conscientemente ou não, já se aproximava da linguagem do futuro, que é também a intemporal linguagem dos pássaros de que a poesia é a cartilha maternal das crianças que ainda somos, grosseira plataforma para algo que seremos.
No fundo , o que eu venho aqui dizer é o que todos já sabem: para encontrar o Agostinho poeta basta abrir ao acaso qualquer um dos seus livros.
Agostinho da Silva não separa, ele reúne, até na escrita o faz, é um homem verdadeiramente religioso no sentido prático da palavra.
É um poeta que reabilita a imagem trágica que temos do poeta: vive como poeta e reúne todos os ingredientes que outros tiveram para tornarem malditas as suas vidas, mas ele não deixa que a ausência da tença o abata, não permite que o rei o expulse, sai do país como homem livre, regressa como amante mederadamente saudoso depois de por lá ter andado, não como guerreiro ou pedinte, mas como embaixador, peregrino, aluno e professor. Fala poeticamente, escreve poeticamente e poeticamente vive, mas escolhendo, da poesia, o lado solar.
Antes teor que teorema Vê lá se além de poeta És um poema.
É a expressão de um desejo de invasão do campo pessoal, ou da alma, pela poesia: estes três versos condensam bem a relação de Agostinho com a poesia: um poeta atempo inteiro que faz da sua vida, e, de certo modo, da vida dos que o conheceram pessoalmente ou conhecem através da sua obra, um poema, porque é um ser que contagia.
Curiosamente, às vezes, quando pretende fazer poesia, é mais a filosofia que lhe sai da pena, como é o caso de “Um poema de Gerdes Urutu”.
(...)
O que não se encontra em abundância é poesia puramente lírica ou intimista; Agostinho é um poeta que se passeia pelos vários tempos e espaços, mas sempre no mundo; a evasão não a cumpre dentro de si, mas no exterior.
É dele uma acelerda viagem pela história de Portugal com o título de “Antidao chamado Portugal”, sem pontuação mas extremamente rimado, com uma nota humurística a anteceder, indicando que se destina a que o leitor o pontue.
São frequentes os poemas de inspiração popular mas profundos, complexos, embora nessa natureza a si mesmos se desmentindo, no entanto, sempre aprofundando, elevando e ampliando, passando por temas como a filosofia, a religião, a física moderna.
É o caso também da oração a Nun’Álvares e tantos outros. E o caso também do auto-retrato de um rigor e lucidez admiráveis, escrito como quem fala levemente de coisas leves.
(...)
O que enconta dele é a naturalidade com que reúne geometria, Deus, trocadilhos e quadras populares.
“Não se esqueça o meu Amigo Do que eu ontem lhe dizia Que de universo assimétrico Só Deus é a simetria”
Folmalmente, cultiva desde as formas fixas tradicionais ou eruditas com métrica e rima regular, às formas abertas com berso livre e branco.
O que é curioso é que nem a rima nem a métrica nem qualquer tipo de constrangimento na forma lhe limitam a ideia. Pelo contrário, é capaz da maior modernidade usando estes modelos convencionais, criando uma modernidade que não vem da moda mas do é autêntico e intemporal.
É nos poemas de inspiração aparentemente mais popular que condensa as ideias mais importantes do seu pensamento e ideal, como a ideia de ser monge em mosteiro, que tanto atrai este andarilho, atarvés do mais hábil paradoxo, com que se resolve enquanto contradição.
Para terminar um pensamento muito agostiniano: mais importante que ler a sua poesia, falar sobre ela ou imitá-la, ou imitálo, é cada um descobrir-se como poema único e escrevê-lo, ou desenhá-lo, ou moldá-lo, ou viajá-lo, ou não fazer nada disso e inventar uma outra forma ainda não conhecida de poesia. Ou de outro coisa mais para além desta linguagem ainda tão arcaica aos olhos do futuro, digo, do intemporal...
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Manuela de Lurdes Ferro Magalhães, 87 anos, faleceu em 28/02/2006. Residia na rua Parque Estrela Vermelha, na Baixa da Banheira.
Augusto Paulo Carneiro Correia, 63 anos, faleceu em 1/03/2006, Residia na rua Eça de Queirós, na Fonte da Prata.
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Maria Leonor Alves Pereira, 81 anos, faleceu em 4/03/2006. Residia na rua Liège, na Moita.
América Augusta das Neves Banha, 91 anos, faleceu em 05/03/2006, Residia na rua Sacadura Cabral, em Alhos Vedros.
Francisco João Rodrigues, 82 anos, faleceu em 5/03/2006. Residia na rua Luís de Camões, em Sarilhos Pequenos.
Eduardo Filipes dos Anos Ramos, 35 anos, faleceu em 6/03/2006. Residia no Casal Raul Lavrador, em Alhos Vedros.
Alfredo de Jesus Eduardo Amaral Júnior, 54 anos, faleceu 7/03/2006. Residia no Bairro das Descobertas, no Vale da Amoreira.
José Francisco de Brito, 82 anos, faleceu em 8/03/2006. Residia na rua do Algarve, na Baixa da Banheira.
Orense Edite da Silva Colaço, 78 anos, faleceu em 9/03/2006. Residia na rua Cândido dos Reis, em Alhos Vedros.
Domingos António Santos Pereira Osório, 63 anos, faleceu em 9/03/2006. Residia na João Domingos Bom Tempo, em Alhos Vedros.
Amélia de Jesus, 92 anos, faleceu em 9/03/2006. Residia na rua Esperança, em Alhos Vedros.
Horizontais: 1 - Soma; Versejar; 2Perdoa; Sólido de base circular terminado em ponta; 3 – Adorai; O bagaço de que se faz a água-pé; Obras Públicas (abrev.) 4 – Arsénio (s.q.); Possuir; Preposição indicativa de limite; 5 – Partido português; Dar carinho excessivo; Extra-terrestre (abrev.); 6 – Página (abrev.); Claridade do Sol (solar); 7 – Batráquio; Filho dos mesmos pais; Campeão; 8 – Nome masculino; Aqui está; Comparecer; 9 – Basta; Traja; Unidade de medida agrária (pl.); 10 – Dança popular portuguesa (inv.); Calmo; 11 – Adicionar; Compreendas. Verticais: 1 – Raiva; Que têm perícia; 2 – Assuntos; Mesquinho; 3 – Pron pess. feminino (pl.); Prefixo de negação; 4Monarca; Ministério da Administração Interna (abrev.); Baga da videira; 5 - Avenida (abrev.); animal feroz, da família dos felinos (pl.); 6 - Acolá; Gemes (pop.); 7 - Irritadas; Artigo (ant.); 8 - Eleva; Nome do nosso jornal; Medida agrária; 9 – Pedra de moinho; Abalarei; 10 – Tome nota; Lugar de contenda; 11 – Bisas; Pedido de socorro.
Esposo, filho, netos e restante família agradecem a todas as pessoas que participaram no velório e no funeral do seu ente querido.
Agradecem igualmente a todos os que lhes têm manifestado condolências.
Paz à sua alma.
2006
Esposa, filho, netos, nora e restante família agradecem a todas as pessoas amigas que participaram no velório do seu ente querido e o acompanharam à última morada. Agradecem igualmente a todos quantos lhes têm manifestado pesar.
Informamos os nossos assinantes que estão em pagamento as assinaturas do 1º semestre (5 euros) ou anual (10 euros), referentes a 2005.
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ser enviado, em cheque ou vale do correio, para Edições e Promoções Ribeirinhas, Lda - R. António Sérgio, 80, 2º - 2835-062 Baixa da Banheira.
Horizontais: 1 – Zombavas; Mata; 2 – Cigano; Emissora católica; 3 –Mil e Cem (rom.); Nome de Apóstolo; 4 – Progenitor; Compreender; Nome de letra; 5 – Doença que dificulta a respiração; Com pouca gordura (pl.); 6 – Pequeno mamífero desdentado, da ordem dos tatus; O de Madrid é campeão europeu; 7 – Cheiros; Composições poéticas (próprias para canto); 8 – A família; Repetição; Espaço de doze meses ; 9 – Arrisca; Alumínio (s.q.); 10 – Aspecto; Homem rude; 11 – Cerimonial; Desacerta.
Verticais: 1 – Ladeira; Fitar os olhos em; 2 – Mulher que se consorciou; Graceja; 3 – Prata (s.q.); Fará aceitar; 4 – Afirmativa; Rio da Suiça; Cajado; 5 – Análogo; Rola; 6 – Dão pancadas; Planta téxtil; 7 –Sobrecarregar; Dentro da ostra; 8 – Estou; Prefixo relativo à Terra; Pássaro; 9 – Curada; Érbio (s.q.); 10 – Pátria de Abraão; Sulfureto natural de chumbo; 11 – Plantas vivazes e daninhas; Peixe pleuroneucto.
Num jogo equilibrado, a equipa de Sarilhos Pequenos acabou por fazer jus ao resultado.
Na primeira parte, a equipa da casa arrancou cedo para a vitória com um golo do capitão João Pedro. Houve ainda uma bola ao poste do Fabril, mas era o Sarilhense que dominava o jogo.
Na segunda parte, o GD Fabril reentrou dando mostras de querer alterar o resultado, chegando mesmo a introduzir a bola nas baliza adversária, mas o árbitro assinalou posição irregular para o avançado fabril. Pouco tempo depois, os jogadores do Fabril ainda reclamaram penalty por um pretenso toque sofrido por um deles na grande área, mas o árbitro nada assinalou.
Nos últimos minutos da partida, foi o 1º de Maio que dispôs de duas boas ocasiões para ‘matar o jogo’, primeiro num remate de cabeça rente ao poste, e depois, Edgar, frente ao guarda-redes, atirou à base do poste direito da baliza. Mas na última jogada do desafio, o GD Fabril
podia ter empatado o jogo, num livre frontal à baliza, a bola acabou por embater na barra.
Jogo com duas partes distintas, na 1ª parte supremacia do 1º de Maio e na 2ª parte maior domínio da GD Fabril. Vitória justa mas sofrida da equipa da casa, embora o empate também se aceitasse. Em campo estiveram duas das melhores equipas do campeonato da 1ª divisão distrital de Setúbal.
O RIO ouviu ambos os treinadores. Tiago Fatia “Jogámos bem, fizemos uma grande 1ª parte, sempre no campo adversário, em que o Fabril apenas esporadicamente saía do seu meio campo, em lances de contra ataque. Na 2ª parte, foi mais difícil, o Fabril subiu mais para tentar alterar o resultado, mas nós respondíamos em contra ataque, por vezes com perigo. E podíamos ter matado o jogo mais cedo. Mas acho que é uma vitória sofrida mas justa, sobretudo pela supremacia que evidenciámos na 1ª parte”; António João “Tudo fizemos na 2ª parte para dar a volta ao resultado, inclusive
A primeira de sete provas do Campeonato CCDTML realizou-se em Almeirim. Estiveram em representação da Casa do Benfica da Baixa da Banheira, os pilotos Daniel Matos e Patrícia Soares.
Nos treinos os pilotos da Casa do Benfica obtiveram as terceira e sextas posições por Daniel matos e Patrícia Soares respectivamente.
Na corrida, debaixo de chuva intensa, a causar bastantes dificuldades no domínio da máquina, com a pista bastante escorregadia, Daniel Matos chegava na segunda volta à segunda posição, lugar que manteve até final da corrida, enquanto mais atrás, Patrícia Soares mantinha a sexta posição de onde
largou, e foi a primeira entre as participantes femininas, liderando para já esta classificação.
marcámos um golo limpo que o árbitro não validou. Esta derrota foi demasiado dura para a forma como decorreu o jogo, penso que talvez o empate se ajustasse melhor ao que se passou em campo”.
Equipas: 1º Maio Sarilhense – Osvaldo;
Cansado; Rodrigo; João Pedros, cap.; Gonçalo Silva; Gonçalo Costa; China; João Nuno; Emanuel; Jailson; Edgar.
Suplentes: Adelino; Lúcio; Nuno; André Matos; Miranda; Armindo e André.
Treinador: Tiago Fatia.
Grupo Desportivo Fabil – Des-
calço; Marinha; Luís Reis; Pedros Vieira; Conduto; Capela; Tavares, cap.; Ricardo Antunes; Botelho; Bruno Piedade; David Martins.
Suplentes: Sérgio; Vicente; Tozé; Carlos André; Crisanto; Capitão-Mor.
Treinador: António João.
O Luso FC realizou o 1º TIB – Torneio Interno de Badminton. A prova, no Pavilhão do Luso FC, com o apoio, ao nível da divulgação, da Câmara Muni-
Em Março, alguns elementos da colectividade irão participar num Curso de Árbitros e de Treinadores de Nível 1, ambos organizados e coordenados pelo Departamento de Formação da Federação Portuguesa de Badminton (FPB). Esta acção visa o
cipal do Barreiro. Com entrada livre, esta é uma iniciativa inédita no Barreiro.
A secção de Badminton do Clube arrancou com os treinos em
desenvolvimento e aprofundamento da formação de atletas e técnicos.
A acção para Árbitros irá realizar-se a 18 e 19 de Março. A de Treinadores vai ser ministrado a 25, 26 de Março, 13, 14 e 15 de Abril de 2006. Ambos os cursos
Outubro. Nesta altura, com um total de 34 atletas inscritos, estão em actividade os escalões etários de benjamins, iniciados, infantis, juvenis, seniores e veteranos.
vão decorrer nas Caldas da Rainha, na sede da FPB.
No dia 8 de Abril, os atletas de iniciação não seniores vão participar num torneio organizado pela Sociedade Filarmónica de Recreio União Alhosvedrense – SFRUA (“Velhinha”).
In Barreiro Digital Ponte Barreiro-Chelas, a ‘Alta Velocidade’ e o novo Aeroporto são áreas estratégicas para onde podemos canalizar a nossa actuação.”
A Junta Metropolitana de Lisboa escolheu Carlos Humberto de Carvalho para presidir a este órgão no mandato 2005-2009. O eleito, que é simultaneamente Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, está apostado na articulação dos dois cargos até porque o objectivo é comum: “servir a população do meu Concelho, e representar, com igual empenho, esta grande região de 18 municípios que é a Área Metropolitana de Lisboa.”
As áreas metropolitanas são constituídas por municípios ligados entre si por um nexo de continuidade territorial. Geograficamente próximos, estes municípios comungam, também, do mesmo tipo de problemas. E esta é uma realidade bem conhecida de Carlos Humberto de Carvalho que coloca as questões sociais no topo das suas principais preocupações. “De um conjunto de questões que consideramos estratégicas, a dimensão dos problemas de carácter social, existentes nesta grande região, têm que merecer, naturalmente, da Junta Metropolitana, uma grande atenção, falo em concreto das situações de desemprego, da falta de habitação, da marginalidade, dos sem-abrigo e da pobreza.”
A par dos problemas sociais, surgem questões relacionadas com a mobilidade dos cidadãos. “Os transportes e as acessibilidades, são questões marcantes. Em particular posso referir que os grandes projectos como a
A ‘Autoridade Metropolitana de Transportes’ é outro assunto de grande pertinência que preocupa o autarca do Barreiro. Trata-se de órgão de coordenação e de cooperação entre os operadores de transportes que intervêm nesta na Área Metropolitana de Lisboa, mas que não depende desta, nem das autarquias, mas sim da Administração Central. “É um assunto de grande importância mas do qual não se conhecem desenvolvimentos recentes”, refere Carlos Humberto de Carvalho.
Na ‘lista’ de prioridades do Presidente da Junta Metropolitana de Lisboa surge, igualmente, o Ambiente. Questões como o tratamento das águas residuais, o tratamento dos resíduos sólidos perigosos e a valorização das margens do Tejo, assumem um papel determinante para Carlos Humberto de Carvalho que salienta o facto desta Área Metropolitana ter “um Rio, que é o Tejo, que não a divide mas que a une. Consideramos que estamos a construir e queremos consolidar uma cidade de duas margens. O Tejo, mais do que um elemento de ligação, é uma grande ponte de união entre essas duas margens, daí a necessidade do ponto de vista lúdico, recreativo, desportivo, mas também económico, de valorizar o Rio, aproximando as suas margens ao Rio e subse-
quentemente uma margem à outra.”
“Fazer cumprir o PROT nas suas grandes medidas”
Tendo em conta que o PROT – Plano Regional de Ordenamento do Território, é um instrumento de gestão territorial que define a estratégia de desenvolvimento para a região, Carlos Humberto de Carvalho afirma que outra das principais
questões que se coloca à AML tem que ver com a gestão do planeamento urbano, e a articulação entre o PROT da Área Metropolitana de Lisboa, em particular, e os Planos Directores Municipais dos 18 municípios que constituem a Grande Área Metropolitana de Lisboa.
“A concretização do PROT nas suas grandes medidas e o suporte financeiro para se poderem concretizar essas grandes medi-
ca nesta zona de Alburrica.
Tiveram início no início de Março as obras de salvaguarda do Moinho Gigante na Praia de Alburrica.
Durante várias semanas temeu-se que o histórico moinho não resistisse às alterações provocadas na sua estrutura, pelo violento e constante revolvimento dos leitos marinhos que, a passagem dos catamarãs provo-
O nosso apelo em defesa do Moinho Gigante encontrou pleno eco junto da imprensa local, regional e nacional, mas, sobretudo junto da comunidade barreirense e em especial da autarquia.
Saudamos pois todos os que, como nós, de alguma forma se empenharam para que o problema se resolvesse atempadamente, sem mais prejuízos para
aquele imóvel de grande interesse histórico para o Barreiro.
Aqui expressamos publicamente o nosso apreço e regozijo pelo facto de a Administração do Porto de Lisboa assumir as suas responsabilidades.
Agora só falta que a Soflusa tome as medidas adequadas, no sentido de que os impactos da circulação marítima, não tenham efeitos tão negativos como os que se verificaram até então. E, que, a
das, é outra questão essencial e determinante.”
Mas a verdade é que a Área Metropolitana deixou de ser objectivo principal dos fundos comunitários. Neste contexto, uma das dificuldades que espera o autarca prende-se com a gestão desses mesmos fundos comunitários, com a sua repartição e com o envolvimento das autarquias e da própria AML nessa gestão.
A propósito desta realidade, Carlos Humberto de Carvalho afirma: “Temos consciência que, como em tudo na vida, vamos passo a passo construindo e ultrapassando dificuldades.” Ainda assim, o presidente eleito, não deixa de reclamar o alargamento de competências para a Área Metropolitana de Lisboa. “Consideramos que a AML, para cumprir os seus objectivos, precisa de ter mais competências e mais meios, e precisa de passar a ser um Órgão, Metropolitano com eleição directa dos seus membros. Achamos que isto é uma questão central e que a AML só terá condições para exercer cabalmente as suas responsabilidades e aquilo que os cidadãos esperam, após uma eleição directa dos seus órgãos, e o alargamento de competências”.
Enquanto Presidente da Junta Metropolitana de Lisboa, Carlos Humberto de Carvalho manifesta empenho e disponibilidade total para concretizar um conjunto objectivos-chave para a região, tarefa para a qual conta com a “indispensável cooperação dos restantes municípios”.
De 18 de Março a 2 de Abril, a Câmara Municipal do Barreiro realiza a Quinzena da Juventude. Esta iniciativa pretende envolver os jovens do concelho na criação e realização de projectos. Este ano, o programa é bastante variado. Estão previstas exposições, pintura de murais, acções desportivas, teatro, música, gastronomia, uma feira do livro, entre outras actividades.
De 22 a 31 de Março, o Presidente da CMB, Carlos Humberto de Carvalho, e a Vereadora Regina Janeiro, responsável pelo Pelouro da Educação, irão ouvir os estudantes sobre as suas expectativas do que deverá ser o trabalho da CMB na perspectiva da Juventude. Trata-se da iniciativa “Opções Participadas” nas escolas 2+3 e secundárias do concelho.
A participação nos Concursos lançados pela CMB no âmbito do certame tem crescido em grande escala. Este ano bateram-se todos os recordes.
Cerca de 40 vídeos – nesta altura em fase de avaliação - foram aceites no IV Concurso de Vídeo do Barreiro dirigido a jovens com idades entre os 15 e os 30 anos. Este evento é promovido pela autarquia, em parceria com o Cine Clube do Barreiro, com o objectivo de dar a conhecer os novos valores na área da produção e realização de vídeo amador. As obras do Concurso serão exibidas dia 26 de Março, às 21h30, no Cine Clube do Barreiro. Neste dia realiza-se a sessão de atribuição de prémios.
Para o III Concurso de Fotografia Augusto Cabrita serão avaliadas cerca de 500 fotos. O evento tem como objectivo dar a conhecer os novos valores na área. Refira-se que o Júri fará uma selecção de 30 fotografias, nelas incluindo as três premiadas, que serão expostas no Auditório Municipal Augusto Cabrita, a partir de 19 de Março, às 18h00, com a respectiva entrega de prémios.
Vem a caminho mais uma edição do Ciclo de Teatro – Teatrando 2006. Durante um mês, a Câmara Municipal da Moita traz o teatro ao concelho da Moita, pretendendo contribuir para formar espectadores e desenvolver os hábitos culturais da população.
Após vários espectáculos na 1ª quinzena de Março, o Ciclo de Teatro completa-se com o seguinte programa:
Dirigido às Associações de Reformados do Concelho da Moita, o Fórum Cultural JM Figueiredo, na Baixa da Banheira, recebe no dia 16 de Março, pelas 22:00h, “Conversas à Solta” – Façam o Favor de ser Felizes, com Raul Solnado.
No dia 24 de Março, às 21:30h, Hélder Costa, encenador do Teatro A Barraca, protagonizará o “Encontro com Escritores”, na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita. A entrada é livre.
O Centro Dramático de Évora (CENDREV) apresenta um espectáculo, no dia 25 de Março, pelas 22:00h, no Auditório Fernando Lopes Graça, na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita, com os
“Bonecos de Sto. Aleixo”, marionetas tradicionais do Alentejo. Esta é uma iniciativa dirigida ao público em geral. A entrada é gratuita mediante o levantamento prévio dos bilhetes na Biblioteca Municipal da Moita.
A 1 de Abril, às 21:30h, o Clube Recreativo Sport Chinquilho Arroteense, em Alhos Vedros recebe a “Guerra dos Sexos”, com o “Aviso à População” de Jaime Salazar Sampaio e “O Urso” de Tchekov, com in-
terpretação do Teatro Independente de Loures.
A encerrar esta edição do Teatrando 2006, no dia 2 de Abril, pelas 16:00h, o Fórum Cultural
JM Figueiredo, na Baixa da Banheira vai ser palco da peça de teatro infantil “Ler Ouvir e Escutar”, pela Associação Cultural Bicateatro. Esta iniciativa, promovida pela Artemrede, é aberta ao público em geral. O preço dos bilhetes é de 1,50 euros.
A história “A Machada Machadinha do José e da Joaquina”, de António Torrado, preencheu mais uma “Hora do Conto”, no dia 11 de Março, na Biblioteca Municipal da Baixa da Banheira, no Fórum Cultural JM Figueiredo.
Integrada no programa “Viva Biblioteca Viva”, esta animação pretende trazer os mais pequenos à biblioteca para conhecerem novas histórias, cativá-los para o prazer da leitura e abrilhantar o seu imaginário.
A Cooperativa Popular Cultural Barreirense apresenta em Março um ciclo de iniciativas culturais, iniciado no dia 3, com o tema “Génese e Futuro do Barreiro”, pelo Eng. José Caro Proença. No dia 18 de Março, a Cooperativa Popular promove uma visita cultural às Ruínas de Miróbriga e Santiago do Cacém.
Numa Noite Cultural, dia 24 de Março, às 21.30 horas, será feita uma Evocação da Poesia de Eugénio de Andrade.
Rua Miguel Bombarda, 64 C 2830-355 BARREIRO. Telef.: 212 076 244 Email: coopculturalbarr@mail.pt.
A dor não me pertence.
Vive fora de mim, na natureza, livre como a electricidade.
Carrega os céus de sombra, entra nas plantas, desfaz as flores…
Corre nas veias do ar, atrai nos abismos, curva os pinheirinhos…
E em certos momentos de penumbra iguala-me à paisagem, surge nos meus olhos presa a um pássaro a morrer no céu indiferente.
Mas não choro. Não vale a pena! A dor não é humana.
José Gomes FerreiraEu que me sofro, admito e me renego que me contesto e digo e contradigo, e que me finjo e minto e juro e nego, Demónio e Deus, meu prémio e meu castigo.
Eu que me calo e comprometo e cego, que tanto oculto como desabrigo, que me prometeu e dou e me denego e me liberto e prendo e me persigo.
Sou esse, o emigrado e o proscrito, o que da raiva estrangulou o grito e de pudor se esconde e se mascara.
Esse o que vive a condição abjecta de vir morrer mil mortes, o poeta «e vim para a rua de lágrimas na cara».
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Horizontais: 1 - Itera; Rimar; 2 - Releva; Cone; 3 - Amai; Lia; OP; 4 - As; Ter; Até; 5 -PS; Mimar; ET; 6 - Pág.; Dia; 7 -Rã; Irmão; Ás; 8 - Ivo; Eis; Ir; 9 - Tá; Usa; Ares; 10 - Vira; Sereno; 11 - Somar; Leias.
Verticais: 1 – Ira; Peritas; 2 – Temas; Avaro; 3 – Elas; Im; 4 – Rei; MAI; Uva; 5 – Av; Tigres; 6 – Além; Mias; 7 – Iradas; El; 8 –Iça; Rio; Are; 9 – Mó; Irei; 10 – Anote; Arena; 11 – Repetes; S.O.S..
Horizontais: 1 - Rias; Bosque; 2 - gitano; RR; 3 -MC; Mateus; 4 - Pai; Ler; Aga; 5 - Asma; Magras; 6 -Apar; Real; 7 - Odores; Odes; 8 - Lar; bis; Ano; 9 - Aposta; Al; 10 - Ar; Alarve; 11 - Ritual; Erra.
Verticais: 1 – Rampa; Olhar; 2 – Casada; Ri; 3 – Ag; Imporá; 4 – Sim; Aar; Pau; 5 – Tal; Rebola; 6 – Batem; Sisal; 7 – Onerar; Str; 8 – Sou; Geo; Ave; 9 – Sarada; Er; 10 – Ur; Galena; 11 – Ervas; Solha.
Às vezes, olho-me ao espelho e encontro-te a ti. Percorres as arestas do meu corpo com a angústia de um menino perdido, como se não encontrasses o teu leito, para onde sempre foges do cansaço dos dias. Esperas que te segure e te deixa descansar na palma de uma mão que é minha, mas que tantas vezes partilho contigo. Depois, acenas-me com ternura, num agradecimento gratuito, adiando o momento em que te voltas a perder, nesse corpo que já conheces como sendo teu. É aí que me apercebo da tua imensidão e do espaço que ela ocupa em mim. Se imenso é algo que se prolonga, e se prolonga no sentido do infinito, então que infinitas sejam as vezes em que te perdes e te voltas a encontrar em mim, para que infinitos sejam os dias em que permaneces, descansando, neste canto que é teu, porque a ti te concedi.
O espelho reflecte a minha imagem e a partir dela consigo decifrar-te. Estarás algures perdido no tempo que não reconheces nunca como suficiente, de olhos cerrados e coração palpitante, numa mescla de azul e dourado, aonde os contornos da vida se fixam. Visíveis e permanentes. És como uma pássaro livre,
perdido nas entrelinhas das suas fantasias quase sempre utópicas – e, mesmo assim, apetecíveis… – que retorna ao seu poiso todos os dias, não sei se à mesma hora se a horas diferentes, mas que o faz com a plena consciência de encontrar nele um ponto de partida para cada dia, aonde se revitaliza e se vai convertendo.
Acredito que se assim não fosse, não haveria equilíbrio que te sustentasse, já que eras tu, não por falta de capacidade, mas por desleixo e alguma passividade, incapaz de te encontrares a ti em ti e de te refazeres à medida dessa descoberta. No entanto, e porque o ser humano é, em si e em toda a sua complexidade, um enigma decifrável apenas pela convivência com o outro, tal seria algo pouco inteligente e, igualmente, inútil. São precisas sempre pessoas – e o plural aqui é evidente – para que a descoberta seja frutífera, já que aquilo que alcanço nos outros pode não ser aquilo que procuro em mim e, desta forma, nascerá um conhecimento certamente maior e mais aprofundado. Conhecimento de ti, enquanto pessoa, e conhecimento dos outros. Daquela que te acompanha no compasso de uma dança que é tua mas que, obrigatoriamente, e porque a lei da vida assim exige que aconteça no amor, se converterá também na dela. Na minha, enquanto corpo alado que reconheces como poiso teu, todos os dias de agora e do resto da tua vida.
Nacional Ferroviário“Constitui obrigação do Estado e demais entidades públicas promover a salvaguarda e valorização do património cultural do povo português.” Lei do Património 13/85 – art. 2º, 2
Vasco T. DuarteDirijo-me a este espaço, indignado com a forma vergonhosa com que a CP e o Governo tem lidado com a questão da implementação do MNF – Museu Nacional Ferroviário, na cidade do Entroncamento.
Como é sabido, este ano, comemoram-se os 150 anos do Caminho de Ferro em Portugal, triste sina para a cultura nacional que vê, irremediavelmente peças ferroviárias históricas, condenadas aos vandalismos e ás intempéries. Este alerta surge, mais uma vez, no âmbito da total descrença da tutela neste espaço museológico idealizado desde 1966, mas só recentemente tornado uma “realidade”, com a criação da “Fundação Museu Nacional ferroviário Armando Ginestal Machado”, da qual faz parte a CP e o Estado Português, entre outras entidades.
No que diz respeito ao MNF, também é do conhecimento geral que no mês de Fevereiro (2006), a Sra. Secretária de Estado dos Transportes, estaria presente
no Entroncamento para o lançamento simbólico da primeira pedra do almejado Museu.
Actualmente esperam no recinto do futuro Museu peças históricas que são alvo de apedrejamento e de todo o tipo de vandalismos, servindo inclusive, as carruagens cama “Wagons-Lit” (carruagens pertencentes ao Sud-Express) de dormitório a tóxico-dependentes. Como se não bastasse o estado de degradação em que se apresenta algum material ferroviário museológico que está no Entroncamento, correndo, por isso, perigo de perda, também no Barreiro estão parqueadas várias unidades reservadas a Museu, que já não estão em estado de marcha. Neste leque de unidades encontra-se a locomotiva Alco 1501, a primeira locomotiva diesel que entrou ao serviço em 1948 na CP. Até há pouco tempo encontrava-se em estado de marcha, mas devido ao mau acautelamento no resguardo desta, a cablagem eléctrica foi serrada criminosamente para lucro fácil, impossibilitando assim o funcionamento desta locomotiva com mais de meio século.
Batista-Bastos, jornalista e escritor, conhecido pela sua veia coloquial, bom conversador, esteve na Biblioteca Municipal da Baixa da Banheira, no dia 4 de Março, num “Encontro com o Escritor”, proporcionando momentos de prazer e reflexão, ao falar dos seus livros, da literatura portuguesa e de escritores portugueses.
O conferencista já conhecia a Baixa da Banheira. Esta terra está ligada a uma grande reportagem e uma das mais comoventes da sua vida, que ganhou o prémio mais importante da imprensa portuguesa, o “Prémio Gazeta”. A reportagem, feita nos anos setenta, publicada no “Diário Popular”, chama-se “Um dia na vida de Maria Ercília e de José Adelino”, que é a história de um casal que não tem dinheiro, o marido tem os salários em atraso e ela está desempregada. O jornalista ficou impressionado com a história, passou um dia com o casal, aqui, na Baixa da Banheira. Aliás, essa reportagem está integrada num livro seu, “As palavras dos Outros”.
Conta Batista-Bastos que, em frente da casa deste casal havia uma pastelaria e mãe tapou as janelas para os filhos não verem os pastéis nem sentirem o odor dos bolos. Anos depois, “vim à Moita, a senhora apareceu-me e
eu fiquei muito impressionado, marido dela já tinha morrido, segundo me disse, com uma ‘cirrose alcoólica’, devido ao desespero em que se viu”, revelou.
“Eu tenho para mim que esta aritmética da distanciação do jornalista é uma grandessíssima rábula”, explicou. O jornalista não tem ‘sangue de peixe’, tem de transmitir as emoções que vê e sente. “E esta reportagem impressionou-me e causou-me uma grande emoção, foi um exemplo de uma coisa extremamente emotiva. Eu não sei escrever de outra maneira, aliás, “viver sem paixão é imoral e escrever sem paixão é imoralidade absoluta”, acentuou.
No seu percurso, Batista-Bastos contou que, ao contrário de muita outra gente que hoje prolifera na literatura portuguesa, teve a honra e o privilégio de conviver com gente de carácter e muito digna, como Alves Redol, Aquilino Ribeiro, Carlos de Oliveira, Manuel da Fonseca, Abelaira, gente que tinha amor à cultura e à literatura, tinham uma posição de ética em relação às coisas da literatura e da vida que, mesmo no tempo do fascismo, não deixavam passar em claro situações abomináveis que, hoje, por aí se passam.
“Essa gente de quem eu falo com grande emoção e orgulho é gente que me faz falta, eu não
publicava um livro sem o mostrar ao Carlos Oliveira, por exemplo, e a amizade dele para mim foi de tal ordem que guardo algumas lembranças dele”, revelou. Para essa gente a literatura era uma arte instrumental, na procura da palavra justa e do rigor, uma arte que nos obriga a pensar na sociedade em que vivemos. “Eu e a minha geração fomos produtos dessa gente”, confessou. O autor deu a conhecer que a sua consciência ideológica e política vem das camadas pobres da população, do mundo operário e proletário, mas foi-lhe despertada por essa gente, a que acrescentou Jorge Amada e Graciliano Ramos, que lhe diziam que havia outro mundo que devíamos tomar conhecimento. “Tomei conhecimento que à volta de Lisboa havia os
gaibéus, os fangueiros, através do Redol e da vida de certos meninos pelo Soeiro Pereira Gomes, gente que era marginalizada e posta de parte”, exemplificou.
ria do esquecimento e da destruição da memória, isto porque “a memória é subversiva, leva as pessoas a reflectirem sobre o que é lembrado”, afirmou.
Batista-Bastos, considerado um dos maiores prosadores portugueses contemporâneos, Baptista-Bastos nasceu em Lisboa, em 1934. Iniciou o seu percurso profissional n’O Século, tendo passado pela RTP e pertencido aos quadros editoriais de República, Europeu, O Diário; e aos das revistas Cartaz, Almanaque, Seara Nova, Gazeta Musical e Todas as Artes, Época e Sábado.
É no vespertino Diário Popular, onde trabalhou vinte e três anos (1965-1988), que marca o jornalismo da época. Colaborou e ainda colabora como cronista, no Jornal de Notícias, em A Bola, no Tempo Livre, e também no JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, no Expresso, no Jornal do Fundão e no Correio da Manhã. Foi fundador do semanário O Ponto. Escreveu e leu crónicas para a Antena 1 e Rádio Comercial. Foi o primeiro dos comentadores de Crónicas de Escárnio e Maldizer, na TSF. Foi colunista do Público e do Diário Económico. Realizou uma série de entrevistas para as revistas TV Mais e TV Filmes. Apresentou o programa Conversas Secretas e Cara-a-Cara.
Os seus livros encontram-se traduzidos em checo, búlgaro, russo, alemão, castelhano e francês. A obra “No interior da Tua Ausência”, foi galardoada, em 2003, com o Prémio da Crítica, atribuído pelo Centro Português da Associação Nacional dos Críticos Literários (CPANCL). Baptista-Bastos ganhou ainda, entre outros prémios, o muito conceituado Prémio Pen Club de 1987 pela obra “A Colina de Cristal”.
Toda esta gente era gente de carácter e ter carácter é uma coisa que se paga caro. Hoje, há uma cumplicidade, um silêncio, para o esquecimento que, na sua opinião, é atroz por significativo. Batista Bastos deu o exemplo de Maria Judite de Carvalho, mulher de Urbano Tavares Rodrigues, um caso típico da teoria do esquecimento, ela é a maior escritora portuguesa mas ninguém sabe quem é Maria Judite de Carvalho, há dois anos foi descoberta pelos franceses e tem um êxito espantoso em França. Aqui não se vende um exemplar seu nem se fala dela. Outro exemplo, Maria Velho da Costa deixou praticamente de escrever por desgosto e é uma das grandes prosadoras europeias. O Carlos de Oliveira, o Manuel da Fonseca (um dos maiores contistas da nossa história) ninguém sabe quem é. Há qualquer coisa que não vai bem. A relação que os escritores têm com a sociedade portuguesa já não conta e é contrariada.
O escritor lembrou uma frase de Compère que diz: “ A luta do homem contra o poder é a luta da memória contra o esquecimento”. A teoria do esquecimento como ideologia aplicada, começa entre nós, nos anos oitenta. Antes tinha sido institucionalizada nos Estados Unidos, logo a seguir à II Guerra Mundial, depois de Churchil, nos EUA, ter afirmado a célebre frase “Sobre a Europa de Leste correu uma cortina de ferro”. A partir daí estabeleceu-se a teo-
“Eu trabalho com a memória, os meus livros são autobiografias transpostas, quer dizer, o recurso que eu faço à memória, de uma certa forma, é uma maneira que eu tenho de homenagear aqueles que contribuíram na minha formação como rapaz que fui e homem que sou, mas é também um processo de dizer o que se passa realmente”, admitiu.
Em relação à sua obra, Batista-Bastos revelou: “Entre o último livro que publiquei e o anterior mediaram sete anos, e agora não sei quando irei publicar outro livro, porque eu acho que não se devem dar cartas viciadas, ‘fruta bichada’ eu não a dou. Porque eu tenho respeito pelas pessoas das quais eu falei”.
Sobre a sua condição de jornalista e escritor, o orador convidado disse a O RIO, que o seu percurso profissional sempre esteve muito interrelacionado, tendo entrado para o jornal “O Século” já com uma grande tradição literária, a qual corresponde às grandes tradições da imprensa portuguesa, dando como exemplos os casos de Ramalho Ortigão, Fialho de Almeida, Eça de Queirós, que pertencem à história da literatura portuguesa mas são, sobretudo, grandes jornalistas. “Alias, os aprendizes de jornalistas deste país deviam ler o Eça, o Ramalho e o Fialho, mas infelizmente ninguém os lê. O jornalismo está, neste país, nas ruas da amargura e eu tenho uma péssima impressão do jornalismo que se produz neste país”, concluiu.
15 a 31 de Março de 2006
A Câmara Municipal da Moita, através do NaturalMoita vai promover, no próximo dia 19 de Março, pelas 10:00h, um Passeio Pedestre Moita - Gaio/Rosário, com concentração a partir das 09:45h, em frente ao edifício dos Paços do Concelho.
O NaturalMoita é um plano do Centro Municipal de Recursos de Actividades Desportivas na Natureza, que funciona como um centro de apoio à prática do desporto, destinado à população do concelho.
Dirigida a maiores de 14 anos, residentes ou não residentes no concelho da Moita, esta actividade tem como objectivos fomentar o convívio desportivo e o valor social, integrar os valores ambientais e patrimoniais no contexto das actividades físicas e recreativas e sensibilizar os munícipes, sobretudo os mais sedentários, para a prática de exercício físico como veículo de promoção do bem-estar, de saúde e qualidade de vida.
As inscrições podem ser efectuadas para a Divisão de Desporto, através do telefone 210817005, do fax 210817019, ou do e-mail div.desporto@mail.cm-moita.pt, com a devida identificação do participante, contacto e indicação da actividade em que se inscreve.
No próximo dia 18 de Março, Sábado, às 15.00 horas, no Anfiteatro da SFRUA, em Alhos Vedros, realiza-se um colóquio sobre “Recriações Históricas, um contributo para a valorização da História Local”, dinamizado pelo Dr. António Ventura, docente e investigador especializado em História Local e Regional, e pela Drª Ana Reis, igualmente docente, ambos com experiência em várias concretizações no âmbito da recriação histórica.
É uma área fascinante pelo carácter pedagógico, participativo e até divertido que imprime a episódios da história local. Representa também uma possibilidade muito concreta e de custos acessíveis para divulgar e valorizar a história local.
Esta é mais uma iniciativa dos “Amigos da História Local”, mail:amigoshistoria@gmail.com.
16 Março, 22.00 H, “Conversas à Solta – Façam o Favor de Ser Felizes”, com Raul Solnado, no Auditório do Fórum Cultural JM Figueiredo. Destinatários: Associações de Reformados do Concelho da Moita.
18 a 29 Março – Exposição “O Desenho no Fórum”, inserido na Quinzena da Juventude, na Galeria de Exposições do Fórum.
18 Março, 15.30 H e 16.30 H – Cinema “Fitas 2006”, Mostra de Vídeo, integrado na Quinzena da Juventude. Entrada Livre mediante.
19 Março, 11.00 H – Cinema Infantil “Scooby Doo – Monstros à Solta” , de Raja Gosnell, no Auditório do Fórum. Bilhete: 1,5 euros.
20 a 31 Março, Pintura de Matilde Costa. No Posto de Turismo da Moita.
22 Março, 21.30 H – Cinema “A Queda – Hitler e o Fim do III Reich”. No Auditório do Fórum. Bilhete: 2,50 euros.
24 Março, 22,00 H, Espectáculo Musical com a NAIFA “3 Minutos antes da Maré Encher”. No Auditório do Fórum. Bilhete: 5 euros.
25 Março, 22.00 H, “Bonecos de Santo Aleixo” – Marionetas Tradicionais. Na Biblioteca Bento de Jesus Caraça, na Moita. Entrada gratuita.
25 Março, 15.00 H, “Hora do Conto” – Especial Pais e Filhos. Na Biblioteca Bento Jesus Caraça.
26 Março, 11.00 H, Cinema Infantil “O Pequeno Stuart Little”. No Auditório do Fórum. Bilhetes: 1,50 euros.
29 Março, 21.30 H, Cinema ”She Hate Me”. No Auditório do Fórum. Bilhetes: 2,5 euros.
31 Março, 22.00 H, Espectáculo Musical “Lisboa que Adormece”, de Paula Oliveira e Bernardo Moreira. No Auditório do Fórum. Bilhetes: 5 euros.