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outubro 2017

LAGUTROP

e-export magazine e-commerce & export

Web Summit Lisboa 2017 - e-commerce em Portugal - Internacionalização Inspeção de mercadorias -Certificados de origem - e-marketplace B2B Fiscalidade - Portugal 2020 - 


Web Summit 2016 - Luís Figo

Nos últimos 100 anos, foi a época dos produtos em larga escala, standard, neste século, o século das PMEs, as PMEs vão fazer produtos personalizados e diferentes, em pequena escala, feitos pela Internet. É a época do C2B (consumidor encomenda ao fabricante). Desenhar, transportar, entregar, receber, pagar, projectar, segurar, tudo pela Internet. As entregas não vão ser feitas por contentores, mas sim em pacotes. Não vai haver made in

Nota do editor

China, nem made in Portugal, mas sim, made in Internet!

ª edição sai no final de Outubro, a uma

Com a crescente importância que a ligação que o

Esta 1

e-commerce, digital e exportação têm

semana do Web Summit, e conta com temáticas

demonstrado, a BUYIN.PT – Comércio Electrónico

como: Seguros à exportação, inspecção e

S. A. irá editar bimensalmente a revista digital “E-

certificação, e-commerce, exportação, impostos e

Export Magazine Portugal".

fiscalidade, apoios e fundos à internacionalização

Esta revista pretende despertar os empresários e

digital, artigos de empresas portuguesas, um

directores de exportação para o impacto que

artigo sobre internacionalização, e um artigo da

estas 3 áreas têm e terão nos seus negócios.

BuyinPortugal.

Hoje existem 1,8 mil milhões de utilizadores de

O meu obrigado a todos os que colaboraram!

Internet, rapidamente teremos 4 a 5 mil milhões.

Espero contar convosco na divulgação

Entramos num mundo novo, mas poucos percebem

partilhando a link, e que lhes seja útil.

o poder disso, desta revolução. A Globalização

Bons negócios, e boa leitura!

começou agora!

Ricardo Wallis

02 E-EXPORT MAGAZINE PORTUGAL OUT 2017

CEO da BUYIN.PT S. A.


E-EXPORT MAGAZINE PORTUGAL OUT 2017

Conteúdos outubro 2017

WEB SUMMIT LISBOA

4

Como vai ser a edição de 2017

E-MARKETPLACE B2B

8

CERTIFICAÇÃO DE MERCADORIAS

12

INSPEÇÃO DOS PRODUTOS DE CONSUMO

14

VERIFICAÇÃO DE CONFORMIDADE

15

GESTÃO DE RISCOS NA EXPORTAÇÃO

20

EXPORTAÇÃO E IVA

22

APOIOS À 26 INTERNACIONALIZAÇÃO A ESCOLHA DO MERCADO DE DESTINO

28

DIGITALIZAÇÃO

31


E-EXPORT MAGAZINE PORTUGAL OUT 2017

Lisboa está à frente de Paris e Berlim na escolha das startups LUSA

Lisboa está à frente de Paris e Berlim na escolha de muitas empresas que estão atualmente em Londres, sendo vista como a "capital criativa do continente europeu". Quem o garante é Rohan Silva, antigo assessor do exprimeiro-ministro britânico David Cameron e cofundador da Second Home, que prepara um segundo investimento em Lisboa, da ordem dos 10 milhões de euros, num espaço ainda maior do que o que já detém no primeiro piso do Mercado da Ribeira. "As empresas internacionais e criativas querem Lisboa. Está muito à frente de Berlim e de Paris. Em parte devido à língua inglesa, que não existe em Paris. E depois por causa do estilo de vida, como o surf e o clima, que é melhor do que em Berlim", salienta Rohan Silva, enfatizando ainda o custo de vida, que em Londres é muito elevado, e que está a levar muitas empresas a procurar alternativas.

"Para a comunidade criativa que está no Second Home em Londres, o principal problema é o custo do alojamento. O custo de vida é muito elevado. A falta de habitação em Londres é um problema maior do que o Brexit [saída do Reino Unido da União Europeia]", lamentou.

A expansão da empresa britânica para Lisboa aconteceu em 2016, dois anos depois do primeiro espaço em Londres, na sequência de umas férias na capital portuguesa, ainda antes de se saber que a Web Summit iria mudar-se para a cidade.

A Second Home é um espaço de trabalho partilhado que se assume como um "acelerador criativo" de empresas, promovendo a colaboração entre os utilizadores e a realização de eventos, como concertos ou conferências.

"Mesmo antes de abrir já dizia que Lisboa era uma cidade fantasticamente criativa e agora que abrimos continuo a dizer: É uma cidade fantasticamente criativa e uma ótima cidade para fazer negócios e investir'", disse Rohan Silva numa conferência de imprensa em Londres.

WEB SUMMIT LISBON 2017

O antigo assessor do ex-primeiroministro David Cameron revela que só teve contacto com as autoridades portuguesas seis meses antes da abertura e que não beneficiou de incentivos fiscais, mas elogia o Governo e a autarquia socialista. "O que posso dizer é que a nossa experiência com o governo


n o b s Li ny u f is português e a Câmara Municipal de Lisboa foi de grande receptividade e apoio. As políticas de investimento são bastante sensatas em termos de investimento e imigração. É inteligente do ponto de vista do socialismo, porque significa mais empregos e mais crescimento, mais receitas fiscais para investir em hospitais e escolas", comentou. Rohan Silva não conhecia o termo geringonça com que é descrito o entendimento político entre o Governo socialista, o Bloco de Esquerda, o PCP e o partido Os Verdes. Embora esteja confiante de que o Brexit "não será uma catástrofe" para o Reino Unido, admite que a saída do país da União Europeia está a criar incerteza e que Portugal é atualmente considerado um ambiente seguro para o investimento.

WEB SUMMIT LISBOA 2017 Lisboa à frente de Berlim e Paris na escolha das ‘startups’ LUSA

! n u F e v Ha "Ninguém diria há 10 anos que, comparando com Londres ou os EUA, Lisboa é uma cidade estável para fazer negócios. Devido ao [presidente] Donald Trump e ao Brexit, Lisboa é, na minha opinião, a cidade mais estável da Europa", defendeu. Descendente de srilanqueses, onde a chegada de portugueses no século XVI é refletida ainda hoje nos apelidos dos habitantes, o empreendedor confessa-se convertido a Lisboa, onde tem aconselhado os seus investidores a aplicar dinheiro, seja em empresas ou em imobiliário. Publicamente, também tem usado o exemplo português como modelo a seguir: na semana passada louvou numa coluna de

opinião no jornal Sunday Times a forma como foi regulado o funcionamento da companhia de transportes Uber, que perdeu recentemente a licença para operar em Londres. APOIAR A CRIAÇÃO DE EMPREGO EM LISBOA A Second Home está a preparar um investimento superior a 10 milhões de euros para abrir um segundo espaço de maior dimensão do que aquele que possui no primeiro piso do Mercado da Ribeira. A Second Home em Lisboa formou também uma parceria com a embaixada britânica em Portugal para um conjunto de palestras de empreendedores e intelectuais com o objetivo de inspirar e orientar os empreendedores portugueses.

E-EXPORT MAGAZINE PORTUGAL OUT 2017


EMPRESA

Em mais de 60 Países

We bring colour, light and movement into your life!

Renova é uma marca europeia de produtos de alta qualidade e inovadores. Disponível em mais de 60 países em todo o mundo, oferece designs coloridos e novas soluções funcionais através de produtos elegantes e ambientalmente felizes para a casa e o corpo. Podemos dizer-lhe quem somos e o que fazemos, mas preferimos que outros façam isso por nós: "Passionate, Innovative and Daring!" Gaius Chow, Singapore  "In Australia we see Renova as a motivated dedicated team of sensitive people that are making a gigantic difference in the home decor world." Pam Haughey, Australia  "Renova is: Resplendent, Exciting, Novel, Opulent, Vivacious, Awesome!" Andrew Menzies, UK "The colored Renova toilet paper is absolutely iconic and a great eye-catcher." Dieter Marxer, Switzerland "Renova is my favorite place to shop! I have received both of my orders very quickly and I appreciate your product, personnel, and service!!!" Roberta Hans, Texas, USA

E-EXPORT MAGAZINE PORTUGAL OUT 2017


E-EXPORT MAGAZINE PORTUGAL OUT 2017

A Renova é uma marca líder europeia de produtos de grande consumo. Os seus principais produtos são artigos descartáveis em papel, de uso doméstico e sanitário: papel higiénico, rolos de cozinha, guardanapos, lenços de bolso, lenços faciais e toalhas de mesa. A marca Renova está ainda presente em artigos de higiene feminina, toalhetes humedecidos, papéis de embalagem, papéis de impressão e escrita. Para além da forma e do sinal a marca Renova é uma visão do mundo, do mundo de todos os dias. O corpo e o espírito são as suas únicas preocupações, tudo será feito para satisfazer uma sem esquecer a outra. "Para um novo bem-estar", é o projecto para o futuro, a dinâmica de vida da Renova. Se contribuir para um melhor bem estar do corpo, do espírito e dos sentidos, então a Renova não terá falhado na sua missão.


E-EXPORT MAGAZINE PORTUGAL OUT 2017

VISITE-NOS 8 DE NOVEMBRO, 2º DIA 9:00 ÁS 17:00 STAND B 116 NA ÁREA E-COMMERCE


E-EXPORT MAGAZINE PORTUGAL OUT 2017

O e-Marketplace B2B das empresas exportadoras portuguesas, para compradores internacionais.

WWW.BUYINPORTUGAL.PT

A nossa missão é tornar os negócios das empresas portuguesas mais fáceis em todo o mundo, apoiando-as no acesso aos mercados internacionais e durante todo o processo de exportação. Fazemos isso dando aos fornecedores portugueses as ferramentas necessárias para atingir uma audiência mundial para os seus produtos, e ajudando os compradores internacionais a encontrar os produtos dos fornecedores portugueses, facilmente e com eficiência.


BuyinPortugal.pt é a plataforma para o comércio grossista global servindo fornecedores em Portugal e empresas compradoras em todo o mundo.

Através da BuyinPortugal.pt, as empresas portuguesas podem vender os seus produtos para empresas de outros países.

Os fornecedores (ou exportadores) em Portugal, publicam informações sobre a empresa e informações sobre produtos (juntamente com fotos, vídeos, descrições, especificações, condições de envio, preços, etc.).

Os compradores (ou importadores) pesquisam e examinam os produtos do fornecedor, depois fazem consultas enviam mensagens para negociar e fazer encomendas.

A fim de apoiar os negócios entre os exportadores portugueses e os importadores estrangeiros registrados na plataforma, estabelecemos várias parcerias estratégicas. Os nossos parceiros podem fornecer logística, amostras, contas escrow, certificados, inspeções, traduções, serviços jurídicos e seguros. Atualmente somos associados da ACEPIAssociação da Economia Digital, da CCIP-Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, da CCLBLCâmara de Comércio Luso-Belga-Luxemburguesa, da AERLS-Associação Empresarial da Região de Lisboa, inscritos na ECommerce Europe como cross-border Webshop, e inscritos no AICEP. Actualmente os nossos parceiros estratégicos são: a MDS Group (grupo SONAE), a Pinto Basto Gest,  a DHL Worldwide Express, a Bureau Veritas, a BIVAC Ibérica, a AICP-Associação de Industriais do Conselho de Pombal, a AEIM-Associação dos Exportadores e Importadores de Macau, a YGA (Macau) International Information Technology CO. LTD, a Zhuhai Hengqin Bringbuys Network Technology CO. LTD, a ANCIPA-Associação Nacional de Comerciantes e Industriais de Produtos Alimentares, a TurnAround Consulting, a Crossingwords, a NextIdea, a Tagus Internacional e a sociedade de advogados Espanha Associados.

E-EXPORT MAGAZINE PORTUGAL OUT 2017


mensagem Após 37 anos de experiência no comércio em Portugal e Angola, 22 no comércio internacional em Portugal, Angola, Namíbia, Espanha e Brasil e 19 anos no comércio electrónico, aceitei liderar a equipa que criou a plataforma BuyinPortugal.pt, uma base exclusiva para os exportadores portugueses. Concretizámos este sonho com a certeza de que, todos juntos, podemos e vamos contribuir para o aumento sustentável das exportações portuguesas, potenciando assim a criação de mais riqueza, mais postos de trabalho e mais felicidade para todos os portugueses. É agora, é esta a altura certa para nos reforçarmos num novo mundo, é esta a hora de tornar os nossos negócios mais dinâmicos e as empresas exportadoras portuguesas mais conhecidas mundialmente, através de mais e melhores parcerias internacionais duradouras e mutuamente vantajosas.

Por: RICARDO WALLIS CEO, Shareholder & Project Manager

Web Summit 2016, Ricardo Wallis com o seu mentor, Mike Perlis, CEO da FORBES.

NOMADIC

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A importância da Certificação da Origem das Mercadorias João Paes Cabral ,Diretor de Assuntos Europeus e Certificados de Origem

PAGE 4 | EPICURE

O Certificado de Origem é um documento que comprova a nacionalidade económica da mercadoria, ou seja, o País onde a mercadoria foi inteiramente obtida ou onde se realizou a última transformação ou operação de complemento de fabrico substancial, economicamente justificada e que tenha resultado na obtenção de um novo produto. Nas operações de comércio internacional a comprovação do país de origem da mercadoria é fundamental para efeitos de apuramento das taxas aduaneiras ou de aplicação de medidas de politica comercial (aplicação de direitos antidumping, quotas, contingentes, etc.) Num processo de exportação, sempre que esteja em causa a aplicação de um tratamento pautal preferencial, nomeadamente a redução ou a isenção de taxas aduaneiras, resultante de Acordos Preferenciais celebrados entre a UE e Países terceiros ou regiões, a origem das mercadorias deverá ser comprovada através do Certificado de Circulação de Mercadorias EUR.1 ou ATR, no caso de exportações para a Turquia. No Acordo de Comércio Livre entre a UE e a Coreia do Sul, o EUR. 1 foi substituído por uma declaração emitida pelo exportador, para remessas de mercadorias cujo valor não exceda 6.000€. Para valores superiores os operadores económicos deverão solicitar junto da Autoridade Tributaria e Aduaneira o estatuto de “exportador autorizado”.


E-EXPORT MAGAZINE PORTUGAL OUT PAGE 10 2017

Em janeiro de 2017 entrou em vigor um novo sistema de certificação de origem das mercadorias, que será introduzido progressivamente pela UE no âmbito dos futuros Acordos Preferenciais e que apenas se aplica numa fase inicial nas trocas comerciais que beneficiam do Sistema Generalizado de Preferências (SPG), no quadro de uma acumulação bilateral de origem. No âmbito dos Acordos concluídos pela UE, o Acordo Económico e Comercial entre a UE e o Canadá (CETA), prevê a utilização do Sistema de Exportador Registado em matéria de prova de origem. Este sistema baseia-se no principio da auto certificação de origem pelos operadores económicos, que emitirão eles próprios, os denominados “Atestados de Origem”. O pedido de estatuto de Exportador Registado deverá ser efectuado junto da Autoridade Tributaria e Aduaneira. Num processo de exportação para um País ou território com o qual não foi celebrado nenhum Acordo Preferencial, a origem da mercadoria é atestada através de um Certificado de Origem não preferencial. Este documento, fornecido pelo exportador a pedido do importador é emitido em

Portugal pelas Câmaras de Comércio e é utilizado para efeitos de comprovação da origem das mercadorias exportadas, para emissão de cartas de crédito e também para aplicação de medidas de politica comercial (aplicação de direitos antidumping, quotas, contingentes, etc.) Entre as entidades emissoras, em 2015, a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, foi acreditada pela ICC- Internacional Chamber of Commerce para a emissão dos Certificados de Origem. Simultaneamente é também a entidade nacional reconhecida para a certificação de outras entidades emissoras. Esta certificação garante o reconhecimento mundial de qualidade, ao mesmo tempo que reforça a integridade e credibilidade dos seus titulares nos processos de exportação. Permite também, que, em qualquer lugar do mundo, qualquer entidade, nomeadamente: importadores, alfândegas ou instituições bancárias, possam proceder à verificação online da validade do Certificado de Origem, na plataforma ICC World Chambers Federation , através do código individual atribuído a cada Certificado, possibilitando desta forma agilizar os processos de exportação.


E-EXPORT MAGAZINE PORTUGAL OUT 2017

Inspeção de produtos de consumo do Bureau Veritas Com a curta vida útil dos produtos e os tempos de entrada no mercada cada vez mais reduzidos, os desafios para fornecer produtos conformes nos prazos estabelecidos são cada vez maiores. Se um produto não cumprir as especificações de qualidade adequadas a um determinado mercado – quer seja na fase final da produção, quer após a colocação do mercado – o resultado pode ser a perda de produto e de vendas, atraso nas entregas, desperdício de materiais e o potencial risco da recall do produto.

A inspeção independente é uma

DESENVOLVEMOS PROGRAMAS AJUSTADOS ÀS

verificação visual da quantidade e da

SUAS NECESSIDADES

qualidade do produto de acordo com as especificações de qualidade pré-

A Bureau Veritas pode ajudá-lo a gerir mais

definidas antes, durante e/ou após o

eficazmente o ciclo de produção do produto,

processo de produção. Antes do

desde a conceção até à exposição na loja.

processo de fabrico, os materiais

Também oferecemos apoio ao desenvolvimento do

podem ser inspecionados para

seu processo, levando a uma maior redução dos

identificar se as matérias primas

riscos e custos.

cumprem as especificações. Durante o processo de fabrico, os produtos são inspecionados na fábrica para

O seu programa personalizado podem incluir as

verificar se os requisitos e

seguintes fases:

especificações de qualidade são cumpridos.

• RECEÇÃO DE MATÉRIA-PRIMA - Nas fases iniciais

Depois da produção, os bens são

do processo de produção, esta inspeção pode

inspecionados antes de serem

ajudar a minimizar o desperdícios de tempo e

carregados e descarregados para

materiais, assim como atrasos no embarque (caso

verificar se o produto final aprovado

as especificações não sejam respeitadas).

é enviado e recebido de acordo com

• PRODUÇÃO INICIAL - A verificação dos requisitos

os requisitos do comprador.

de qualidade do produto inicial pode ajudar a

As inspeções durante as várias fases

garantir a consistência do produto durante a

da produção podem ajudar os

produção, a minimizar o tempo perdido no

compradores e fabricantes a

reprocessamento e os atrasos durante o transporte.

confirmarem se os requisitos de

• DURANTE A PRODUÇÃO - Esta inspeção permite

qualidade do produto são cumpridos

garantir que o processo de produção inicial foi

e para garantir a entrega atempada

mantido e que os bens produzidos satisfazem

de produtos de qualidade.

continuamente os requisitos de qualidade,

Descrição geral da Bureau Veritas - Volume de negócios de 2016: 4,55 mil milhões de dólares - 8 linhas de negócios globais - 1400 escritórios e laboratórios, em mais de 140 países - Número Colaboradores: 69 000 Sobre o departamento de Produtos de Consumo - Volume de negócios de 2015: 629 milhões de dólares - Número de Colaboradores: Mais de 12 500 - Mais de 50 creditações

especialmente no caso de novas matérias-primas, Um programa de inspeção externo

novos operadores, linhas de produção ou

pode ajudar a sua empresa a:

alterações das especificações.

• Fortalecer e a proteger a imagem e

• INSPEÇÃO ALEATÓRIA FINAL – Após o final da

a reputação da sua marca

produção, esta inspeção avalia se o produto

• Melhorar o desempenho dos

satisfaz todas as especificações de quantidade e

fornecedores e a qualidade do

qualidade (ou sejam cor, fabrico, rotulagem,

produto para minimizar o risco de

função, defeitos, embalagem do produto, etc.). O

perda, rejeição, cobrança retroativa e

transporte pode então prosseguir sem demora.

recolha dos produtos.

• CARGA / DESCARGA - Com esta inspeção, é

• Promover a melhoria contínua da

feita a confirmação de que apenas o produto final

qualidade e do desempenho para

inspecionado e aprovado é enviado e recebido, de

beneficiar o comprador e o produtor

acordo com os requisitos do comprador.

• Proteger as margens ao evitar a

• INSPEÇÃO VISUAL DA QUANTIDADE E DA

entrega tardia, má qualidade,

QUALIDADE – Para confirmar se os produtos

desperdícios de materiais ou

recebidos estão de acordo com os produtos

prateleiras vazias

enviados.

POR: ANABELA GONÇALVES BUSINESS DEVELOPER & KAM CONSUMER PRODUCT SERVICES WWW.BUREAUVERITAS.PT

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E-EXPORT MAGAZINE PORTUGAL OUT 2017

PROGRAMAS DE VERIFI C A Ç ÃO DA C ONFORMIDADE UMA VIA PARA A SUSTENTABILIDADE POR: Liliana Louro Portugal Manager - BIVAC IBERICA

Está na moda falar em sustentabilidade. Assim evitemos o chavão vazio e comecemos por definir o conceito. “Sustentabilidade” resulta da combinação de “sustentável” e “idade” designa algo que tem condições de se manter. Sustentabilidade, nas suas três dimensões, económica, social e ambiental é, portanto, continuidade. Continuidade e não permanência. Sustentabilidade pressupõe movimento. É dinâmica, sistémica, integrando as várias dimensões”, por contrapontos aos tradicionais três pilares (imóveis): ambiental, social e económica. Sem querer entrar em teorias económicas e muito menos opções políticas, é relativamente consensual que o comércio internacional impacta decisivamente na economia (nacional) e; sendo este impacto, logicamente, directamente proporcional à globalização, a sua influência é, desde o século XVI, crescente, fazendo-se sentir com particular relevância desde a segunda metade do século passado. Daqui é legítimo inferir que o comércio internacional é fundamental para a sustentabilidade do mundo no século XXI.  Assim da mesma forma que, a Organização Mundial do Comércio (OMC) destaca a “abertura do comércio para o benefício de todos”   o seu principal objetivo, reconhece “o direito dos membros da OMC de implementar medidas para atingir objetivos políticos legítimos, como a proteção da saúde e segurança humana ou a proteção do meio ambiente”. Nos países ditos desenvolvidos há todo um articulado de referenciais, 

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sistematicamente verificados por meio sistematicamente verificados por meio de testes, inspeções, auditorias, realizados por entidades devidamente reconhecidas (organismos notificados, acreditados…) para as diferentes normas auditorias, veja-se na União Europeia a “célebre” marcação CE, obrigatória não só para os países produzidos em solo europeu mas também para todos aqueles que pretendem entrar em território da União. Já nos países em desenvolvimento este quadro regulamentar do ambiente, dos cidadãos é, muitas vezes, ainda incipiente, sendo gerador de uma clara falha de mercado: economias com industrias locais mais frágeis, enfrentam barreiras regulamentares à entrada dos seus exportações noutros países mas estão completamente exposta, à concorrência no seu mercado interno de todo o tipo de produtos importados não regulados. É para colmatar esta falha de mercado que surgem os Programas de Verificação da Conformidade (PVOCs), com objetivo específicos de: “proteger o consumidor de produtos perigosos, de qualidade inferior ou de contrafacção; melhorar o meio ambiente;  proteger a indústria doméstica da concorrência desleal de bens não conformes;  facilitar o comércio através da evitação dos testes de remessa após a chegada ou múltiplos requisitos de teste.”   Na prática os PVOCs são a avaliação, por parte de uma terceira parte independente (Sociedade de Inspeção), que as exportações com destino a determinado mercado cumprem os referenciais nacionais, regionais ou, internacionais relevantes. O fato de um país ter um PVOC em vigor não significa que todas as suas importações estejam abrangidas, podendo as autoridades locais escolher as importações mais críticas para o efeito, ou seja, os produtos que serão regulados. Para estes, os exportadores deverão apresentar evidências sólida -  e relatórios de testes e ensaios, boletins de análise,… - da conformidade dos produtos. Após assegurada esta conformidade, a Sociedade Inspetora, deverá realizar uma inspeção física ou garantir de outra forma, que os produtos enviados são aqueles para os quais foi analisada documentação da qualidade. Concluídas as duas etapas anteriores com sucesso é emitido em papel ou electronicamente certificado necessário ao desalfandegamento da mercadoria..  

O Bureau Veritas é líder mundial na Gestão de PVOCs, colaborando, hoje, com as autoridades locais e dano um contributo para a sustentabilidade dos seguintes países: Arábia Saudita, Argélia, Botswana, Egipto, Etiópia, Gabão, Gana, Indonésia, Iraque, Kuwait, Líbano, Líbia, Quénia, Rússia, Somália, Tanzânia/Zanzibar, Uganda, Zimbabwe


lisboa WEB SUMMIT MINI MAGAZINE

2-10 NOV 2017

E-EXPORT MAGAZINE PORTUGAL OUT 2017

WEB SUMMIT 2017 CALENDÁRIO


PAG 17

Climb the mountains not so the world can see you, but so that you can see the world

E-EXPORT MAGAZINE PORTUGAL OUT 2017


PAG 18

A Websummit Lisboa de 2017 Já foi Pavilhão da Utopia, depois Multiusos e ainda Pavilhão Atlântico. Já no ano de 2013 a MEO passou a dar o nome à sala. Agora mudou de novo e chama-se Altice Arena.

Teve como percursor o evento internacional EXPO 98 e, desde então tem albergado à volta dos seus 3500 lugares espectáculos como Prince, Beyoncé, Rihanna, Trovante, Silence 4 e, ainda, outros eventos de todo o tipo, nos quais se inclui a primeira edição do Web Summit em 2016. Este ano recebe de novo o evento tecnológico mais conhecido na Europa e um dos maiores do mundo, espaço onde a Buyin.pt - Comércio Electrónico, S.A. marcará presença activa.

Em 2018 será a vez do Festival da Eurovisão que irá decorrer no mesmo espaço. O evento começou bem e espera-se que continue bem até ao fim. Não existirão copos de plástico mas água não faltará por todo o recinto. Os organizadores da Web Summit fizeram, contudo, mais pelo ambiente. Muito mais. Decidiram plantar cerca de 95 000 pinheiros no centro de Portugal para compensar as emissões de dióxido de carbono. Associaram-se à The Navigator Company e pretendem neutralizar as emissões geradas ao longo dos quatro dias do evento assim como as deslocações dos participantes via avião. E-EXPORT MAGAZINE PORTUGAL OUT 2017


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Mais de 160 países A melhor conferencia tecnológica do mundo Vindos de mais de 160 países participarão no evento personalidades como António Guterres, François Hollande, Magrethe Vestager, o antigo vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore, George Papandreou, o comissário europeu para a Inovação, Ciência e Investigação, Carlos Moedas, o primeiro-ministro, António Costa, o presidente da câmara de Lisboa, Fernando Medina, o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, a secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann e a modelo Sara Sampaio. Estes juntam-se aos dois 'robots' professor Einstein e Sophia, da Hanson Robotics, e aos conhecidíssimos 'youtubers' como Alfie Deyes, Jenna Marbles e Daniel Markham. Aliás, e de acordo com presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) a edição deste ano "está a ser ainda mais cosmopolita e mais global".

Interrogado sobre as expectativas em relação ao evento, Luís Castro Henriques disse que "são positivas" e salientou que a informação de que dispõe é que nesta edição "virão mais pessoas do que no ano passado". "Há uma tipologia de corporações grandes e elementos-chave com maior presença do que no ano passado e noto também uma presença cada vez mais forte de outras entidades institucionais, que percebem a relevância da visibilidade do evento", pelo que este evento "está a ser ainda cosmopolita e mais global", afirmou. Com a realização da Web Summit, o presidente da AICEP espera "continuar a aumentar a notoriedade de Portugal como destino de negócios, como um país sofisticado, orientado de tecnologia, com uma série de 'startups' competitivas, com talento de topo". "Não tenhamos dúvidas, durante uma semana estaremos na boca do mundo e temos de aproveitar isso", salientou. Mas o referido responsável diz, também, "quer queiramos, quer não, [a Web Summit] tem um impacto brutal na cidade e no país", já que há pessoas que aproveitam a vinda para visitar

"Davos for geeks" Bloomberg outras e outros polos de desenvolvimento, o que está a acontecer nas 'startups' de Braga, Porto, Guimarães ou Aveiro, acrescentou. Ou seja, esta cimeira tecnológica "tem um impacto direto económico relevante, em particular na cidade", pois "são dezenas de milhões de euros", o que resulta numa "vantagem óbvia", a que se soma um "terceiro aspeto", dado que este ano é esperado um maior número de participantes, mais de 60.000.

"The best tech conference on the planet" Forbes


MDS ESTABELECE PARCERIA COM BUYINPORTUGAL PARA PROMOVER EXPORTAÇÕES NACIONAIS

MDS faz história ao tornar-se no primeiro Lloyd’s broker de origem portuguesa

MDS vai fornecer consultoria de riscos e soluções de seguros para permitir às empresas portuguesas exportar os seus produtos e serviços através da plataforma digital de compras BuyinPortugal. E-EXPORT PORTUGAL MAGAZINE OUT 2017

A MDS, multinacional de origem portuguesa líder na corretagem de seguros e consultoria de riscos, estabeleceu uma parceria estratégica com a BuyInPortugal para facilitar e promover as exportações nacionais. No âmbito do acordo estabelecido, a MDS vai apoiar as empresas aderentes à plataforma digital de comércio entre empresas, desenvolvida pela startup portuguesa Buyin.pt, na gestão dos riscos associados à exportação de bens e de serviços para o exterior, bem como na contratação dos seguros necessários ao exercício da sua atividade. 


Frederico Casal-Ribeiro, Global Business Developer da MDS, afirma: “As empresas portuguesas enfrentam um grande desafio no desenvolvimento das exportações e na internacionalização dos seus negócios, necessitando de se proteger contra os riscos específicos que decorrem da expansão para fora de Portugal. Garantir o recebimento dos valores das encomendas, assegurar os riscos associados à cadeia de transportes e logísticas, proteger contra as perdas cambiais ou assegurar eventuais responsabilidades civis são apenas algumas das preocupações que afetam as empresas e que a MDS está a ajudar a resolver, num serviço que está agora disponível também para os membros da plataforma BuyInPortugal”. A BuyinPortugal é uma plataforma digital, business to business, que visa apoiar as empresas portuguesas e as empresas estrangeiras com atividade e domicilio fiscal em Portugal, na sua atividade de exportação. Segundo dados do INE, Portugal tem cerca de 20 mil empresas exportadoras, sendo a maioria empresas de pequena e média dimensão.  

Para ajudar as empresas no desenvolvimento de negócio em todo o mundo, a MDS disponibiliza a sua experiência, know-how e recursos, realizando uma avaliação dos seus riscos e das suas exposições à escala global, para assegurar que a empresa está adequadamente protegida, cumpre as leis e regulamentos locais, tem os seus ativos seguros e, assim, “tornar os negócios das empresas portuguesas mais fáceis em todo o mundo”. Entre os principais riscos associados à exportação e à internacionalização que as empresas têm de ter em atenção e proteger estão: Legais e Regulatórios; Políticos, Proteção e Continuidade do Negócio; Colaboradores; Crédito; Responsabilidades diversas e globais; Entrega dos produtos; Cyber Risks; Perdas cambiais; Transferência de divisas; Políticas Aduaneiras ou Defesa da Marca e da Propriedade Intelectual. 

Sobre a MDS

A MDS é um grupo multinacional que atua na área da corretagem de seguro e resseguro e consultoria de risco. É líder de mercado em Portugal, top 3 no Brasil e está presente também em Angola e Espanha. Através da Brokerslink, uma das maiores organizações globais de corretores e serviços de consultoria de risco fundada pela MDS em 2004 e sedeada em Zurique, está presente em mais de 90 países, com cerca de 400 escritórios e totalizando cerca de 10.000 profissionais da área dos seguros. É também acionista e parceiro de referência da ED (ex-Cooper Gay Swett & Crawford), corretor independente no mercado ressegurador londrino Press Releases da SONAE 28-12-2016


EXPORTAÇÃO E IVA ARTIGO DE: JOÃO ESPANHA PARTNER ADVOGADO ESPECIALISTA EM DIREITO FISCAL

Quando falamos de exportações, raramente pensamos no turismo ou nas exportações de serviços (por exemplo, quando a Espanha & Associados trabalha para um cliente estrangeiro, está a exportar um serviço). Pensamos, sobretudo, na transmissão de bens para o estrangeiro e, dentro destas, nas transacções B2B. Vamos falar aqui apenas de exportações de bens entre comerciantes, não para consumidores finais. Ora, quando se vendem bens para o exterior, e para além de eventuais taxas aduaneiras (que não são suportadas pelo exportador), se o adquirente for residente fora de Portugal, aquilo de que falamos é, sobretudo, do IVA, ou melhor, da sua ausência. Com efeito, quando uma empresa portuguesa vende um bem para um cliente que não tem sede ou sucursal em Portugal, o IVA não é devido. Mas as coisas são, como não poderia deixar de ser, um bocadinho mais complicadas do que parecem.

E-EXPORT MAGAZINE PORTUGAL OUT 2017

Com efeito, temos que distinguir, desde logo, se o adquirente final do bem está domiciliado na União Europeia ou fora dela, i.e., naquilo a que se denomina um país terceiro. No primeiro caso, aplica-se uma espécie de mini-código de IVA a que se chama “Regime do IVA nas Transacções Intracomunitárias”; no segundo caso, aplicase o artº 14º do CIVA. Em ambas as situações, como se disse, não há liquidação de IVA pelo vendedor. No primeiro caso (IVA intracomunitário), por causa da aplicação do princípio do “IVA no destino”, o qual, de acordo com o consagrado nas normas e princípios comunitários, estabelece que o IVA aplicável é o IVA do Estado do adquirente, e não o do vendedor. Assim, quando se vende um bem para a Alemanha, o vendedor português não liquida IVA, mas o comprador alemão autoliquida IVA alemão. Esta não sujeição não prejudica o direito à dedução por parte do vendedor - ou seja, é como se fosse uma venda à taxa zero. No segundo caso (exportação para efeitos de IVA), trata-se de uma isenção completa de IVA. Que quer isto dizer? Que o bem vendido para um país terceiro é isento de IVA mas o vendedor português não vê o seu direito à dedução afectado MESMO QUE NÃO HAJA IVA NO DESTINO. Ou seja, e também aqui, é como se fosse uma venda com IVA à taxa zero. As complicações são, contudo, muitas e variadas. Dependem do tipo de bem a ser exportado, da forma como é exportado,


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se vai para um armazém em regime suspensivo ou entra directamente no comércio, etc., etc. Por outro lado, pode haver casos em que estamos perante aquilo a que se designam operações triangulares, que podem aliás revestir múltiplas formas. Por exemplo, o vendedor A, português, vende a B, espanhol, que revende a C, francês – mas B manda A entregar directamente a C. Que IVA aplicar? Outro exemplo: A, português, compra a B, espanhol, e revende a C, francês. A mercadoria vai directa de Espanha para França. Há IVA em Portugal? Ainda outro exemplo: A, português, vende a B, domiciliado em Malta, que revende a C, em

Angola. A envia a mercadoria para C em Luanda. A factura para Malta é sem IVA? Nos termos do RITI ou do artº 14º do CIVA, i.e., trata-se de uma transacção intracomunitária ou de uma exportação? As cautelas devem ser muitas. Um erro na qualificação das operações, uma falha no processamento documental, um lapso no transporte das mercadorias, e pode ser “a morte do artista”. As autoridades fiscais são extremamente atentas e severas com erros e omissões nas exportações, designadamente nas intracomunitárias, pois são terreno fértil para a fraude fiscal. É neste domínio que aparece a famosa “fraude-carrocel”, em que meliantes aproveitam o regime do 

EXPORTAÇÃO E IVA JOÃO ESPANHA WWW.ESPANHAASSOCIADOS.PT

IVA intracomunitário para gerar IVA falso a deduzir e reembolsar do Estado imposto indevido. Sucede que, nas múltiplas medidas criadas para combater esta fraude, pode (e muitas vezes sucede) pagar o justo pelo pecador – basta facilitar um pouco, ficar envolvido numa situação menos clara, falhar um procedimento documental essencial, para que a administração tributária negue o direito à dedução e imponha não apenas o pagamento do imposto (que não era para pagar), mas ainda de severas coimas. Como em tudo, cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Antes de exportar, aconselhe-se. E faça bons negócios!


Portugal volta ao grau de investimento após 5 anos e 1/2 POR: ANDREI KHALIP REUTERS | 16 DE SETEMBRO DE 2017

externo diminuíram significativamente", afirmou em um comunicado, projetando que a economia

A Standard & Poor's na sexta-feira tornou-se a

cresceria mais de 2% em média em 2017 -2020.

primeira das três maiores agências de rating de

Isso está acima da previsão anterior de S & P de

crédito a levantar Portugal de volta ao grau de

1,5%.

investimento, citando a melhoria da economia e das finanças públicas.

Também disse que esperava que o objetivo do déficit do orçamento deste ano de 1,5% do PIB seja

Portugal perdeu a nota de investimento no auge de

atingido, "colocando a dívida pública em relação ao

sua crise da dívida no início de 2012.

PIB em um caminho mais firme, em declínio".

A atualização provavelmente atrairá mais

Lisboa, no ano passado, produziu o menor déficit

investimentos de carteira em dívida portuguesa no

do orçamento desde 1975 e, em Junho, o Conselho

momento em que o impacto positivo do programa

Europeu encerrou um processo disciplinar contra

de compra de ativos do Banco Central Europeu

Portugal, que só surgiu de um resgate

está diminuindo.

internacional de três anos, em 2014, em relação ao déficit excessivo.

A agência, que classificou o país no BB + com uma perspetiva estável, mudou sua posição de um

Há duas semanas, o Moody's Investor Service

ponto para BBB-, a menor nota de investimento,

deixa a classificação de Portugal inalterada na Ba1,

novamente com uma perspetiva estável.

ou especulativo, mas atualizou a perspectiva de Portugal como positiva a partir de estável, o que

"Embora vejamos o alto nível de endividamento do

geralmente significa que uma atualização está

setor público e privado como fraqueza de crédito,

orevista. Fitch Ratings, outro dos três maiores, fez

observamos que os riscos de financiamento

o mesmo em Junho.

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A DBRS do Canadá, uma agência de rating de crédito menor, foi a única agencia reconhecida pelo Banco Central Europeu a manter a classificação de Portugal no nível de investimento mais baixo, ao longo da crise de dívida e resgate de 2011-14. A perda do grau de investimento no último dos Três Grandes em janeiro de 2012, após um movimento da S & P, fez com que os rendimentos das obrigações de referência de Portugal a 10 anos atingissem mais de 17%. A taxa já caiu em torno de 2,8%, ajudado pelas melhorias de Portugal e pela compra de títulos do BCE. O Fundo Monetário Internacional anunciou na sexta-feira em um relatório que "uma atualização de ratings aumentaria significativamente a base de investidores para a dívida soberana portuguesa e compensaria o impacto de qualquer menor declínio nos níveis de ajuda" para o mercado de dívida fornecido através do programa do BCE, que deve terminar este ano. Portugal sofreu anos de austeridade dolorosa sob o resgate, mas o governo socialista de esquerda, no poder desde o final de 2015, conseguiu combinar a disciplina do orçamento com a reversão de algumas das medidas de austeridade. "A decisão da Standard and Poor's reflete um reconhecimento crescente, por parte de entidades internacionais e privadas, do progresso notável que Portugal tem feito em sua economia e finanças públicas", disse o ministro das Finanças, Mario Centeno, em um comunicado após a atualização da classificação.

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PROGRAMAS DE APOIO À INTERNACIONALIZAÇÃO DAS EMPRESAS

Com o objectivo de incrementar as exportações portuguesas e de possibilitar a criação liquida de postos de trabalho o Estado português estabeleceu apoios e incentivos comunitários a fundo perdido no âmbito do Portugal2020. Assim, foram criados os Vales de Internacionalização e os Programas de Internacionalização que possibilitam a obtenção dos apoios referidos. Em que consiste cada um? Vales de Internacionalização:

Programa de Internacionalização:

Disponibilizam apoios até 75% a fundo perdido para

€. As despesas

um investimento máximo até 10.000

Os apoios a Fundo Perdido situam-se entre os 40%

passíveis de comparticipação são:

(Região de Lisboa) e os 45% (Resto do País) sendo

• Identificação de binómios produtos / serviços versus

requisito fundamental para a obtenção deste

mercados que representem oportunidades de

incentivo que o investimento mínimo seja de 25.000

internacionalização;

As despesas comparticipadas no âmbito deste

• Necessidades de ajustamentos de produtos /

programa são:

serviços e de modelos de negócio (incluindo circuitos

• O conhecimento de mercados externos;

de distribuição);

• A presença na web, através da economia digital;

• Diagnóstico de oportunidades de evolução da

• O desenvolvimento e promoção internacional de

empresa na cadeia de valor;

marcas;

• Necessidade de ajustamentos de estratégias de

• A prospeção e presença em mercados

comunicação digital.

internacionais;

• Visitas de prospeção e de captação de novos

• O marketing internacional;

clientes em mercados externos;

• A introdução de novo método de organização nas

• Visitas de prospeção a feiras internacionais;

práticas comerciais ou nas relações externas;

• Convites a / missões de importadores para

• As certificações específicas para os mercados

conhecimento da oferta.

externos.

€.


OS VALES DE INTERNACIONALIZAÇÃO E O PROGRAMA DE INTERNACIONALIZAÇÃO SÃO DUAS FERRAMENTAS QUE CONSTITUEM UMA MAIS VALIA PARA AS EMPRESAS QUE DELES BENEFICIAM POIS PERMITEM POTENCIAR O SEU PROCESSO DE EXPORTAÇÕES ATRAVÉS DA DIMINUIÇÃO DE CUSTOS E DE UM MENOR ESFORÇO NO INVESTIMENTO EMPRESARIAL QUE AS MESMAS NECESSITAM DE REALIZAR. O que tem de fazer uma empresa para se

A TurnAround Consulting é uma empresa de Consultoria de

candidatar aos Fundos?

Gestão, fundada em 2009, e que possui uma vasta experiência no diagnóstico, preparação e apresentação de Candidaturas aos

Os apoios e incentivos não são imediatos nem acessíveis a qualquer tipo de empresa pois é necessário validar se os objectivos que a empresa pretende obter com os investimentos a efectuar nos mercados internacionais correspondem com os que estão contemplados em cada Aviso de Abertura. Sugere-se assim que antes da realização de qualquer tipo de candidatura por parte de uma empresa seja efectuado um Diagnóstico prévio que possibilite determinar se o investimento a implementar está enquadrado nos objectivos contemplados em cada aviso bem como nas Estratégias Nacionais e Regionais de Especialização Inteligente onde a empresa está inserida. De igual modo o elevado grau de detalhe que cada Candidatura exige bem como a carga de trabalho administrativo que está associada ao desbloqueamento de verbas junto das entidades competentes exige que cada empresa tenha que disponibilizar recursos próprios que, necessariamente, terão que ser transferidos de outras actividades caso queira realizar autonomamente um projecto de candidatura. Recomenda-se assim que o processo de Candidatura aos fundos comunitários seja feito pelo recurso a empresas externas e, neste sentido, a TurnAround Consulting poderá ser um potencial parceiro com elevada mais valia no âmbito do processo de obtenção dos apoios e incentivos comunitários pois desde o início do Portugal2020 que a TurnAround Consulting tem contribuído para o processo de internacionalização das empresas portuguesas onde já obteve a aprovação de dezenas de candidaturas no valor de vários milhões de euros.

Vales e Programas de Internacionalização acompanhando as empresas desde o início da sua candidatura até à finalização do respectivo projecto. Elaboramos todo o processo de candidatura aos diversos programas de apoio ao Investimento, revestindo-se o seu aconselhamento de especial importância no enquadramento dos projetos de investimento, bem como da análise e fornecimento de todas as informações relevantes aos licenciamentos necessários à concretização da candidatura e do investimento. Os serviços da TurnAround Consulting englobam também a valorização qualitativa dos projetos de Candidatura bem como o respetivo follow-up junto dos organismos competentes, a preparação dos dossiers para solicitação de reembolso dos incentivos e a subsequente preparação e acompanhamento de eventuais auditorias. Este trabalho contempla a realização de estudos de diagnóstico, de estratégia, económico-financeiros e dos planos de ação exigidos nas candidaturas. O processo de internacionalização é fundamental para o crescimento do país e de inúmeras empresas dos mais diversos sectores de actividade económica. Por isso, os apoios e incentivos a fundo perdido inerentes aos Vales e Programas de Internacionalização são uma oportunidade que nenhuma empresa deverá desperdiçar caso queira crescer nos mercados externos com um investimento minimizado a 55% ou 60% do que tinha planeado!

Por: Pedro Costa - Senior Partner

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A escolha do mercado de destino para a internacionalização MARIA JOÃO TOMÁS, ISCTE-IUL INTERNATIONAL CONSULTING, INTERNATIONALIZATION STRATEGIES

alastrou a outros sectores da economia, foi um fator decisivo para os inúmeros casos de empresas portuguesas que nem sequer os lucros conseguiram enviar para Portugal. No caso de Moçambique, a distância geográfica, bem como a desigualdade e disparidade de recursos do país, são grandes desafios A escolha do mercado de destino é uma das etapas

nem sempre muito fáceis de ultrapassar. No caso de

mais importantes num processo de

Espanha, a proximidade, a língua, e um mercado

internacionalização, seja apenas na exportação, como

consumista com poder de compra, torna-a muito

por exemplo a nossa industria de calçado, como no

atrativa. No entanto a concorrência instalada na

investimento direto in loco, caso das grandes cadeias

terra de de nuestros hermanos torna o mercado

de retalho alimentar, e mesmo em projetos BOT, ou

muito agressivo e competitivo, quer para encontrar

seja específicos e limitados no tempo, como por

nichos de mercado, mais adaptados ao percurso das

exemplo a construção de um caminho de ferro ou de

PMEs, como para conseguir uma posição dominante,

uma rede de metropolitano.

no caso das grandes empresas, como por exemplo a

É claro que o critério mais imediato para a escolha do

Galp.

mercado de destino é a similitude, o que leva a que,

Por isso há que considerar, sem medo, outros

por exemplo, os países da Lusofonia, juntamente com

mercados, sair da zona de conforto da similitude e

Espanha, sejam sempre as primeiras escolhas das

avaliar novos destinos. Dos vários fatores a

empresas portuguesas. A facilidade da língua, a

considerar, devem pesar o potencial do mercado face

proximidade cultural, os incentivos e acordos

ao produto/negócio que temos para oferecer. Não

políticos e económicos são fatores que pesam para

podemos pensar, por exemplo, em vender os nossos

esta decisão. Se existem muitos desafios que é

enchidos para os países árabes porque não só

preciso ultrapassar num processo de

ficaríamos limitados às nossas alheiras de caça e aos

internacionalização, todas as vantagens assumem

chouriços de peru, como é uma industria alimentar

uma grande mais valia. No entanto, desengane-se

vista com algumas reticências, visto estar associada

quem pensa que a similitude é ganho automático e

à carne de porco, proibida pela religião muçulmana.

adquirido à priori. São de má memória os inúmeros

Acresce-se o facto de ter que levar o certificado

casos de falhanço por terras de Vera Cruz, mesmo em

halal, muito complicado de obter para os enchidos,

grandes empresas como a Sonae ou a Jerónimo

mesmo os de aves. Por isso, para os nossos chouriços,

Martins. Uma das possíveis causas para esta

morcelas e salames escolham-se mercados onde a

realidade, tantas vezes repetida, é o

carne suína é de grande consumo, como a Rússia ou a

subdimensionamento de um país que é noventa e

China. Para os países árabes recomenda-se a venda

duas vezes maior que Portugal, com tradições

de animais vivos, um segmento em franco

culturais muito enraizadas e distintas das do país

crescimento na nossa pecuária, que nos liberta de

irmão. Já em Angola, a crise do petróleo, que se

todo o processo de abate halal.

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Para ter sucesso é necessário ... Para ter sucesso é necessário também conhecer a realidade sócio/económica, quer através dos indicadores disponíveis, como pela realidade no terreno. Esta avaliação prévia permite perceber se existe um nicho de mercado que valha a pena apostar, ou se há a condições para o sucesso do negócio face à concorrência instalada. Vejamos os casos da nossa indústria têxtil e acessórios de moda, como por exemplo a Parfois, com produtos acessíveis e sazonais, perfeitamente adaptados a um publico jovem, sem muito poder de compra, mas que gosta de estar sempre atualizado. Esta fórmula de sucesso aplica-se quer à Europa, como aos mercados com menos poder de compra, como por exemplo o Egito, onde a marca é muito popular. Já por exemplo a nossa joalharia destina-se sobretudo aos países do Golfo, como por exemplo o Qatar, que tem um dos PIB per capita mais elevados do planeta. Por fim, os fatores políticos, também decisivos na escolha do mercado de destino. Não é por acaso que a nossa industria farmacêutica e de equipamentos hospitalares está a ter um grande sucesso em países como o Iraque ou a Líbia. Estão ambos em guerra há vários anos. Por outro lado, os serviços de IT, quer aplicados à saúde, como aos transportes, à banca ou à segurança, são particularmente bem-sucedidos em mercados emergentes, como o Quénia, Colômbia ou México. A escolha do mercado de destino é crucial para o sucesso do negócio. Não podemos ser redutores à célebre analogia “não vender frigoríficos a esquimós”. É um exame multidisciplinar que deve ter em consideração vários fatores. Só assim se vencem os grandes desafios da internacionalização. 

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Com vinte anos de existência a Empresa Miguel

o fabrico de produtos muito variados:

& Miguel sediada em Vila Nova de São Bento no

presunto, paio, palaio, paio do lombo, paiola,

concelho de Serpa dedica-se ao fabrico de

paio do cachaço, salsichão, linguiça, chouriço

Enchidos, Presuntos e à Preparação de Carnes

de sangue, catalão, farinheira, toucinho

de Porco Preto. Depois de um crescimento

e papadas salgadas são alguns dos produtos

progressivo nos últimos anos a Miguel & Miguel

que esta empresa tem para oferecer. Quanto

já consolidada no mercado nacional abriu as

às carnes exibimos a melhor selecção:

suas portas ao mercado internacional com a

secretos, plumas, lombinhos, lombos, presa

aposta numa variada gama de produtos

da pá, entrecosto, faceiras, cachaço,

derivados da carne de Porco Preto, a qual já

costeletas, espetadas, entre outras.

representa actualmente 60% das suas vendas.

Qualidade, formação e inovação são a chave

O Porco Preto é um animal que pela sua raça

do sucesso da Empresa Miguel & Miguel que

característica é distinguido entre os melhores

aposta na melhoria contínua dos métodos de

especialistas e muito apreciada na nossa

organização e das soluções logísticas que

gastronomia nacional. Proveniente

permitem satisfazer as necessidades de cada

exclusivamente do sudoeste da Península

cliente em qualquer lado do mundo. Nesta

Ibérica o Porco Preto é um animal com uma

perspectiva a Miguel & Miguel foi certificada ,

alimentação baseada num regime extensivo de

no ano de 2016, com a implementação de um

pastoreio nos campos, em montado de

Sistema de Gestão da Qualidade e de

azinheiras e sobreiros. Um regime de bolota que

Segurança Alimentar baseado no referencial

combina com a ingestão de ervas frescas e

normativo FSSC 22000, a qual se mantem

plantas aromáticas, complemento proteico que

em 2017.

acrescenta um suave perfume às suas carnes

A Miguel & Miguel entra no mercado com

tornando-as numa matéria-prima excepcional e

soluções e estratégias a preços competitivos

inconfundível, um animal totalmente biológico.

com a garantia de qualidade em todos os

A Miguel & Miguel destaca-se pelo seu papel

serviços prestados, segurança e satisfação dos

inovador na transformação do Porco Preto com

nossos clientes.  

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Digitalização chegará a mais de 50 mil empresas portuguesas até 2020 A esmagadora maioria das empresas

A iniciativa anunciada esta semana no

portuguesas ainda não têm presença

Portugal Digital Summit, abrangerá,

online, “é como se não existissem”, avisa a

sobretudo, empresas do setor do comércio

ACEPI.

e serviços (muito ausentes do mundo

Serão mais de 50 mil as empresas

online) e deverá chegar ao terreno já em

portuguesas que nos próximos dois anos

2018, com recurso a fundos europeus,

vão começar a dar os primeiros passos no

dando acesso às ferramentas básicas de

mundo digital, no âmbito de uma nova

digitalização (site próprio e redes sociais)

parceria entre a Associação da Economia

mas permitindo ao mesmo tempo evoluir

Digital (ACEPI) e a Confederação de

para comércio eletrónico.

Comércio e Serviços (CCP).

A medida tem como objetivo tentar

muito grande de Portugal e é um dos

reverter o cenário traçado pela edição de

indicadores que mais nos preocupa

2017 do estudo Economia Digital em

Hoje em dia, uma empresa que não está

Portugal, que dá conta de que a

online é como se não existisse.” disse

esmagadora maioria das empresas

Alexandre Nilo Fonseca, presidente da

portuguesas (61%) ainda não está online. “A

ACEPI.

digitalização da economia não é uma

“o desafio da digitalização é o de chegar a

escolha que podemos fazer ou não fazer.

todos os setores e a todo o ciclo de vida

Está a acontecer, é uma revolução que está

dos produtos”. “Turismo, moda, setor

a mudar todos os setores da economia. Ou

automóvel, agricultura e agroalimentar, em

a abraçamos e estamos na linha da frente

qualquer uma destas áreas o digital está a

ou nos deixamos levar e somos arrastados,

mudar tudo.”

vendo as nossas empresas a ficarem para

“Temos de estar um passo à frente. Se

trás”, avisou o ministro da Economia

estivermos um passo atrás podemos ver

Caldeira Cabral, na abertura da conferência

empresas serem varridas porque não se

promovida pela ACEPI.

digitalizaram a tempo. O mundo digital

“A verdade é que mais de 60% das

tem de puxar pelo mundo empresarial.”

empresas não estão online. É uma fraqueza

Caldeira Cabral. E-EXPORT MAGAZINE PORTUGAL OUT 2017


DIGITALIZAÇÃO CHEGARÁ A MAIS DE 50.000 EMPRESAS PORTUGUESAS ATÉ 2020

A previsão para 2025 em Portugal • 40 a 45 por cento será omnicanal, • 35 a 40 por cento brick & mortar (lojas físicas) • 25 a 30 por cento puro e-commerce. Neste momento em Portugal, os millennials portugueses (17 a 33 anos) • 87 por cento dos millennials fazem compras em sites estrangeiros, • 56 por cento usam o smartphone para compras online • 44 por cento elegem um site por recomendação de um amigos nas redes sociais. Olivier Establet, CEO da Chronopost durante o “Portugal Digital Summit 2017” E-EXPORT MAGAZINE PORTUGAL OUT 2017

Em fase de arranque está o projeto Norte Digital, da ACEPI e AICEP, que visa desenvolver cerca de 50 projetos-piloto com PME do Norte do país, para ajudar estas empresas industriais a ter uma presença digital para venderem os seus produtos e serviços fora de Portugal. Oportunidades de Internacionalização das PME Através do Comércio Eletrónico, o projeto pretende guiar as empresas identificando as suas necessidades, qualificando-as para marketplaces digitais de forma a aumentar as vendas, apostando na divulgação online e através da análise dos resultados do comportamento online. “É um apoio à internacionalização. São empresas com grande potencial mas que ainda não estão a usar o comércio online para fazer chegar os seus produtos e serviços a outros mercados.


E-COMMERCE B2B

Apesar de todas as atenções estarem viradas para o mercado B2C, a oportunidade real é o mercado B2B. Frost & Sullivan diz que em 2020 o mercado e-commerce B2B será o dobro do B2C. As empresas dizem que procuram um sistema de ecommerce mais sofisticado para maximizar o potencial online e ganharem uma maior fatia de mercado.

Primeiro contribuem para uma alta eficiência das vendas, realizando através de um rápido sistema de encomendas 24/7, onde os clientes encomendam e podem navegar através de todo o catálogo e ter acesso ao histórico de encomendas. Segundo, o e-commerce melhora o serviço ao cliente. Oferece imagens de alta resolução, vídeos e textos com as dimensões e características dos produtos. Finalmente, o e-commerce B2B resulta em mais crescimento e aumento dos negócios. As encomendas online são geralmente maiores, porque proporciona expor todo o catálogo de produtos, resulta em vendas repetidas e mais vendas.

7102 TUO LAGUTROP ENIZAGAM TROPXE-E

Como se pode explicar o potencial crescimento do ecommerce B2B. As plataformas e-commerce B2B assistem empresas focadas em três áreas:


Uma plataforma de comércio electrónico grossista, um e-marketplace B2B (business 2 business). Os vendedores são os fornecedores de produtos alimentares, bebidas, equipamentos e produtos não alimentares, para o canal HORECA. Os compradores são os estabelecimentos do canal HORECA e, os retalhistas alimentares.

VANTAGENS PARA QUEM VENDE _Abrir um novo canal de vendas. _Melhorar a comunicação e o serviço aos seus

Se tem uma empresa em Portugal e é grossista,

clientes habituais.

importador ou produtor de produtos para o canal

_Dispor de uma ferramenta única para o

HORECA, pode receber encomendas e vender

gerenciamento de tecnologia, marketing, logística,

através da plataforma Mercachefe.pt.

operações financeiras, desenvolvida. exclusivamente para a rede de grossistas. _O acesso a um novo mercado com os benefícios do

Para ver o nosso catálogo de produtos necessita de

comércio electrónico; rapidez, dinamismo,

registo prévio, não vai ter acesso até que esteja

transparência, segurança das transacções,

registado. Depois pode começar a desfrutar dos

pagamento antecipado, etc.

serviços oferecidos pela Mercachefe.pt.

_Actualizar e personalizar facilmente o seu catálogo de produtos e promoções. _Reduzir os custos de gestão comercial, stock e

Pertencer ao Mercachefe.pt exige aprovação

logística.

prévia do seu perfil, tem de preencher o

_Nova visão e conhecimento de mercado.

formulário, fazer o pagamento da inscrição, e

_Com o Mercachefe.pt tem uma janela para um

posteriormente entraremos em contacto consigo

novo mercado, apto a satisfazer a procura dos seus

para fazer uma entrevista e proceder à sua

produtos a novos clientes, e oferecer um serviço

qualificação. da quantidade pode ser negociado

diferenciado aos seus actuais clientes.

entre as partes.)

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Vantagens para o comprador _Realizar a sua compra de alimentos frescos de uma forma fácil e cómoda.

Quais as vantagens de encomendar no Mercachefe?

_Ter acesso a múltiplas promoções de uma forma muito

_Com o Mercachefe.pt não está dependente dos horários

mais rápida.

dos grossistas para fazer as suas encomendas, nem necessita de se deslocar até eles. Disponível 24 horas 7

_Optimizar o custo das encomendas mediante o acesso a

dias por semana.

rede de grossistas sem se deslocar e, receber os

_Economiza tempo e dinheiro comprando aos grossistas

produtos duma só vez.

directamente, aos seus fornecedores habituais e, também tem ao seu alcance uma nova variedade de

_Entrega da encomenda no endereço que indicar no dia

produtos.

seguinte.

_Saber, na hora, as promoções e novos produtos de todos os vendedores.

_Serviço implementado em parceria com associações do

_Visualizar o histórico de todas as encomendas

sector e gerido por especialistas em comércio

efectuadas.

electrónico.

_Re-encomendar qualquer das encomendas anteriores com um clique. Os preços actuais são automaticamente

_Com todas as garantias de serviço de qualidade do

actualizados. Basta alterar as quantidades e finalizar a

produto.

nova encomenda. _Pedir uma devolução, e visualizar o estado da mesma.

_Relação comercial directa com empresas seleccionadas

_Visualizar o estado de cada encomenda e a situação do

da rede grossista.

envio.

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7102 TUO LAGUTROP ENIZAGAM TROPXE-E

NÃO IMPRIMA! EVITE SEMPRE DESPERDÍCIOS, MAS SE PRECISAR IMPRIMIR, IMPRIMA! O PAPEL QUE USA PARA ISSO VEM INTEGRALMENTE DE FLORESTAS PLANTADAS, O QUE SIGNIFICA USAR UM RECURSO RENOVÁVEL, COMBATER O EFEITO ESTUFA E GERAR MILHARES DE EMPREGOS.

E-Export Magazine Portugal Out 2017  

Com a crescente importância que a ligação que o e-commerce, digital e exportação têm demonstrado, a BUYIN.PT – Comércio Electrónico S. A. ir...

E-Export Magazine Portugal Out 2017  

Com a crescente importância que a ligação que o e-commerce, digital e exportação têm demonstrado, a BUYIN.PT – Comércio Electrónico S. A. ir...

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