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Nยบ 328 โ€ข Ano XXVIII Setembro / 2012 www.btsinforma.com.br

A revista do mercado serigrรกfico

Em busca

da estampa

perfeita


ESPECIAL

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SUMÁRIO

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Capa Como o processo de criação pode diferenciar uma peça de vestuário, tornando-a única e agregando valor

R_lion_O/Shutterstock.com

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Automatização Investir em equipamentos aumenta a produtividade, mas requer especialização de funcionários

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Novos Mercados Empresa encontra na internet uma solução para levar vantagem diante da concorrência no mercado de brindes

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Especial A serigrafia em vidro é um universo à parte na indústria de embalagens, conheça algumas das possibilidades nesta reportagem

E mais 08 Índice de Anunciantes 16 Passo a Passo 28 Pesquisa 38 Senac Moda Informação 40 Artigo Técnico 44 Evento 48 Arte 50 Agenda 4

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EDITORIAL

Ano XXVIII - nº 328 | Setembro 2012

Renovação

DIRETOR GERAL DA AMÉRICA LATINA DO INFORMA GROUP

Marco A. Basso

CHIEF FINANCIAL OFFICER DO INFORMA GROUP BRASIL

Denis Godoy

CHIEF MARKETING OFFICER DA BTS INFORMA

Araceli Silveira

GERENTE DE PUBLICAÇÕES Silvio Junior silvio.junior@btsmedia.biz EDITOR Erik Bernardes - MTb 54.142 erik.bernardes@btsmedia.biz REDAÇÃO redacaosilk@btsmedia.biz

Diogo Carletti diogo.carletti@btsmedia.biz

T

rabalhar com moda, segundo alguns profissionais da área, é acompanhar gostos e comportamentos da sociedade e transportar isso tudo para uma peça de roupa. Como a sociedade está em constante transformação, isso significa, no final das contas, mudar diariamente projetos e linguagens com que se trabalha. Dessa forma, na reportagem de capa desta edição, que trata do tema estamparias, o valor do designer é colocado em evidência. Saber ler essa sociedade que se transforma, ou mesmo um nicho específico dela, é algo para o qual é preciso pesquisa, técnica e talento. Esse profissional precisa ser valorizado. Isso porque uma estampa bem elaborada tem o poder de agregar valor ao produto, transformando uma camiseta branca, por exemplo, em uma peça cobiçada utilizada por uma celebridade. Para estampar, é verdade que novas tecnologias surgiram. As digitais, por exemplo, ganham cada vez mais espaço na indústria têxtil. A serigrafia, porém, quando bem aplicada, tem um valor único e não vai perder seu espaço. Mesmo assim, é preciso acompanhar as mudanças e renovar as ideias.

ARTE

GERENTE DE DIVISÃO COMERCIAL Fabricio Baroni fabricio.baroni@btsmedia.biz DEPARTAMENTO COMERCIAL Isabel Carlos silk@btsmedia.biz isabel.carlos@btsmedia.biz Simoni Viana simoni.viana@btsmedia.biz ANALISTA DE MARKETING Patricia Rodrigues patricia.rodrigues@btsmedia.biz Camila Santos da Silva camila.silva@btsmedia.biz

CIRCULAÇÃO

ATENDIMENTO AO CLIENTE Crislei Zatta crislei.zatta@btsmedia.biz Mensal

PERIODICIDADE

IMPRESSÃO Ipsis Gráfica e Editora (11) 2172-0511 www.ipsis.com.br

ASSINATURA ANUAL – R$ 136,00

Aproveite a leitura!

Saiba mais sobre assinaturas, edições anteriores, catálogos, anuários e especiais através de nossa Loja Virtual. Acesse: www.lojabtsinforma.com.br Para mais informações, entre em contato pelos telefones: Central de Atendimento ao Assinante SP (11) 3512-9455 / MG (31) 4062-7950 / PR (41) 4063-9467 Assinante tem atendimento on-line pelo Fale Conosco: www.lojabtsinforma.com.br/faleconosco REDAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Bela Cintra, 967 – 11º andar – Cj. 111 01415-000 - São Paulo/SP - Brasil Tel.: (55 11) 3598-7800 Conheça o nosso portfólio no site: www.btsinforma.com.br

IMPRESSÃO

Erik Bernardes 6

Odair Denani Junior odair.junior@btsmedia.biz

Para isso, as seções Especial e Novos Mercados podem ajudar, já que trazem ideias interessantes sobre velhos conhecidos do setor: a decoração de vidro e o mercado promocional. Outras duas seções, Senac Moda Informação e Evento, apresentam tendências em tecidos e estilos para a temporada de inverno 2013. Pesquisa, Matriz, Passo a Passo, Artigo, Arte e Agenda complementam a edição. Nas demais seções, muitos assuntos são abordados, mas todos têm a missão de se transformar em projetos e, por que não, ganhar as ruas do mundo em uma peça de roupa.

Léo Martins leonardo.junior@btsmedia.biz

A BTS INFORMA, consciente das questões ambientais e sociais, utiliza papéis com certificação FSC (Forest Stewardship Council) na impressão deste material. A certificação FSC garante que uma matéria-prima florestal provém de um manejo considerado social, ambiental e economicamente adequado. Impresso na Ipsis Gráfica e Editora certificada na cadeia de custódia - FSC.

Silk-Screen | Setembro 2012 A revista não se responsabiliza por informações ou conceitos contidos em artigos assinados por terceiros.


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ÍNDICE DE ANUNCIANTES

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Alpha Resiqualy.......................................................37

Imah..........................................................................33

Andu Brindes............................................................47

Indaco........................................................................43

Anuário Silk-Screen........................................4ª Capa

Inovações Brindes....................................................47

Anuncie Silk-Screen.........................................08 e 09

IS Suprimentos.........................................................47

Art Hot.......................................................................25

J-Teck.........................................................................39

Assine Silk-Screen...........................................3ª Capa

Luga...........................................................................15

Camistas Magic........................................................39

Máquinas Sier...........................................................45

Casa Diamante.........................................................41

Marfel........................................................................47

Coop...........................................................................27

Mogk..........................................................................07

Dubrás.......................................................................45

Palácio do Transfer...................................................47

Embaplan..................................................................47

Promom.....................................................................47

Fabricolor..................................................................47

Serigrafia SIGN FutureTEXTIL...............2ª Capa e 03

Flock Color................................................................47

Termopress...............................................................41

Fremplast..................................................................05

Uniart........................................................................35

GG Pack.....................................................................47

Sublime Transfer......................................................43

Gramon.....................................................................21

Wood Chapas............................................................47

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AUTOMATIZAÇÃO

Sem medo de produzir mais Paula Cabral e Victor Okada

D

esde o surgimento do homem na Terra, sua essência clama por evolução. A necessidade de sobrevivência e o poder de adaptação influenciaram no desenvolvimento de ferramentas para a realização de diversas atividades. Tais equipamentos, cada vez mais sofisticados, foram criados para facilitar o trabalho e tornar os processos mais rápidos, ganhando tempo, diminuindo esforço e aumentando a produtividade. A serigrafia, processo tradicional de impressão, também foi atingida pela automatização em virtude da necessidade de produções com grande tiragem em pouco tempo. Dessa forma, surgiram máquinas que podem ajudar o serígrafo a garantir regularidade e aumentar a velocidade de produção de sua empresa. Inicialmente, esses equipamentos estavam bem longe do alcance daqueles que possuíam pequenos e médios negócios. No entanto, atualmente, a variedade de opções e formas de pagamento os tornou mais acessíveis.

Entre novo e tradicional A automatização nem sempre é bem aceita pelo serígrafo, que pode rejeitá-la por variados motivos. Para Denilson Luís Usinski, gerente de Marketing da Metalnox, fabricante de equipamentos e brindes promocionais, uma das causas dessa aversão é a tecnologia que, 10

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Fremplast

inevitavelmente, acompanha a automatização e assusta diversos profissionais. “O processo de inovação gera dúvidas em muitas pessoas que acabam por não analisar a relação entre custo e benefício, o poder de competitividade e a lucratividade obtida com a automatização”, explica o gerente. João Fabiano Lima Martins, gerente do Departamento de Máquinas da Fremplast, fabricante de tintas serigráficas e para impressão digital e distribuidora de equipamentos, também acredita que existe essa barreira com relação à automatização. “O serígrafo

tem a falsa impressão de que a máquina irá tirar o emprego dele, mas o que acontece é que o serígrafo, na verdade, passa a fazer menos esforço físico. Ele tem que saber utilizar a máquina em seu favor”, argumenta. O gerente também percebe que o profissional não tem ido atrás de novos conhecimentos e prefere falar que a tecnologia e as máquinas não fazem o que ele quer. “Pequenas coisas que antigamente só podiam ser feitas à mão, hoje são feitas na máquina e mantêm padrão de qualidade, do começo ao final da produção”, explica Martins.


Equipamentos proporcionam agilidade e padronização para o mercado serigráfico e têxtil

A Challenger III, da M&R, é uma das máquinas disponíveis no mercado para o serígrafo investir em automatização

Já Haraldo Mogk, diretor Comercial da Mogk, fabricante de equipamentos para as indústrias serigráficas e vidraceiras, afirma que “o serígrafo em geral está trabalhando há muito tempo de maneira artesanal, por isso sente um pouco de medo com relação aos desafios da automatização; medo do novo ou achando que a automatização vai tirar o emprego de muita gente”. Usinski reforça que o serígrafo tem medo de mudar aquilo que está acostumado a fazer. “Ele se acomoda com o conhecimento atual e com os equipamentos tra-

dicionais, ou seja, ‘sempre trabalhei assim e sempre irei trabalhar assim’”, lembra. A possibilidade de ser substituído pela automatização assusta bastante o serígrafo, mas é algo que nem sempre ocorre, porque mesmo utilizando máquinas, é necessário um operador, porém, esta pessoa precisa de treinamento adequado. Martins explica que a automatização substitui em parte a mão de obra. “Ela substitui a força humana não especializada, porque hoje em dia bons profissionais estão em falta no mercado, pois não adianta só passar o rodo. Se

Metalnox

Denilson Luís Usinski, gerente de Marketing da Metalnox

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AUTOMATIZAÇÃO

Dicas para os primeiros passos “Analise o mercado como um todo, verifique os concorrentes, veja o que estão fazendo e perceba os caminhos que as grandes empresas seguiram”, João Fabiano Lima Martins, gerente do Departamento de Máquinas da Fremplast. “Veja quais são as reais necessidades da empresa, planeje o quanto vai investir, o que terá de retorno e não tenha medo de investir. Às vezes, o investimento em novas tecnologias deve ser feito para acompanhar as tendências de mercado”, Denilson Luís Usinski, gerente de Marketing da Metalnox. “��������������������������������������������������������������� É preciso analisar qual equipamento será mais útil s����������� e for prestador de serviços, por exemplo. Analisar que tipo de equipamento dará a ele mais segurança e qualidade no produto final. Com um equipamento bom e bons profissionais, ele poderá, principalmente, programar a produção e prazo de entrega”, Haraldo Mogk, diretor Comercial da Mogk.

o profissional aprender a usar a máquina, terá seu espaço e sempre precisará de força humana para trabalhar.” Além disso, para Martins, o operador precisa se especializar, ter bastante conhecimento e aprender bem a técnica, pois a serigrafia, por maior que seja a tecnologia, exige conhecimento da arte milenar. O gerente da Metalnox também vê no custo da mão de obra no Brasil um problema, porque ele é alto, em razão da alta carga tributária, e acredita que a automatização permite produzir mais com custo menor. “Faltam alguns incentivos para o setor poder investir e evoluir, assim como há em outros setores, e precisamos cada vez mais otimizar os custos.”

Mudanças De acordo com os entrevistados, o mercado está impondo mudanças e exigindo do serígrafo uma nova postura com relação à tecnologia. “A mudança acontece, pois o mercado faz com que ocorra 12

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evolução para que o profissional não fique fora do mercado, desatualizado e sem competitividade”, diz Usinski, da Metalnox. Mogk acredita que a situação está mudando com base na educação. “Hoje as empresas já estão selecionando pessoas com um nível cultural mais elevado ou tentando melhorar os já existentes para que tenham um aprendizado mais rápido com as novas tecnologias.” Já para Martins, o mercado impõe que mudanças sejam feitas. “O serígrafo que não trabalhar com máquinas perde espaço. Ele corre o risco de ficar obsoleto para o mercado, de ser ultrapassado e perder concorrência por causa do custo. A maioria das empresas tem adquirido máquina porque esse é o processo inevitável.”

Vantagens A automatização pode beneficiar tanto o dono da empresa quanto o funcionário. “Se você observar o que a máquina faz, ela tira o trabalho que, teoricamente,

era ‘escravo’, de ficar passando o rodo para cima e para baixo, de uma forma mecânica”, conta Martins, da Fremplast. Para o funcionário, se ele souber usar a tecnologia, terá muito menos trabalho do que tem hoje e ganhará muito mais, porque terá um volume de produção maior. E o dono da empresa terá padronização. Mogk encontra vantagens na qualidade das impressões, na rapidez e na redução do consumo de tintas. Já Usinski ressalta a redução de custo de produção (ampliando a competitividade), a redução do tempo de produção, a otimização de mão de obra e o diferencial competitivo em relação à concorrência.

Adaptação Feiras do mercado serigráfico e têxtil e mídias impressas ou digitais podem – e muito – ajudar os empresários a selecionarem os equipamentos que melhor atendem às necessidades de cada empresa. “Para acompanhar e conhecer os reais benefícios, o serígrafo deve estar sempre atento às novidades que são divulgadas nas revistas especializadas do setor. Elas sempre trazem informações importantes na área”, diz Mogk. Já Usinski acredita que estamos em um Brasil diferente, o mundo está mais dinâmico, e o que é realmente necessário é que as pessoas se reciclem constantemente. “A internet possibilita muito esse acesso às informações. E a aquisição de novos produtos está mais fácil hoje. Há muitas linhas de crédito. Além disso, o empreendedorismo faz com que as pessoas se destaquem e tenham diferenciais para se sobressair no mercado.” Para Martins, o serígrafo deve ter em mente que ele precisa acom-


quadros com tensões diferentes. Então, muitas vezes, esses detalhes que são tão importantes passam despercebidos”, complementa.

“PARA ACOMPANHAR E CONHECER OS REAIS BENEFÍCIOS, Comparação O SERÍGRAFO O trabalho feito com processo automático traz algumas vantaDEVE ESTAR gens em comparação ao manual, SEMPRE ATENTO como, por exemplo, a padronização dos resultados. Isso porque ÀS NOVIDADES QUE a intensidade da pressão do rodo SÃO DIVULGADAS sobre a tela se manterá a mesma NAS REVISTAS durante toda a impressão. O mesmo trabalho realizado ESPECIALIZADAS por uma pessoa pode apresentar DO SETOR. ELAS diferenças de um objeto impresso para outro, pois, por melhor que SEMPRE TRAZEM seja o serígrafo, é bem difícil manINFORMAÇÕES ter a mesma força do começo ao IMPORTANTES NA final da produção. “No processo manual, o serígraÁREA”, HARALDO fo não consegue fazer um trabalho MOGK, DIRETOR totalmente perfeito trabalhando COMERCIAL DA MOGK oito horas. Existem muitos bons panhar a evolução e entender as técnicas ligadas a esse avanço, isso não apenas porque o desenvolvimento é algo natural, mas também para conseguir resultados diferenciados e que se tenha vontade. “Às vezes, o serígrafo vê uma estampa fantástica, só que ele precisa ter um quadro de alumínio com uma tensão de 25 newtons, gravado em uma gravadora com emulsão diazo. Ele precisa de todos esses passos para poder chegar àquele resultado e isso é o que caminha para automatização”, conta o gerente. “Depois que ele evolui em todos esses passos, quando chegar à máquina, estará muito próximo de conseguir os resultados finais nela. Ao passo que, se ele pega aquele quadro de madeira, não tem tensão nenhuma ou pega

profissionais, mas tem o limite físico. No carrossel automático, é possível fazer até 700 peças por hora, utilizando três pessoas – com um profissional somente e dois ajudantes –, sempre com a mesma qualidade de impressão”, explica o diretor Comercial da Mogk. E Mogk reforça que “a finalidade da automação não é dispensar funcionários, mas sim aumentar a produção e manter a qualidade, sem elevar os custos”. Usinski, para explicar melhor a diferença entre alguns processos manuais e automáticos, citou a aplicação de etiqueta por meio de estampa. “No método manual, é preciso abrir a fôrma superior, posicionar o tecido, posicionar o transfer em cima do tecido, posicionar a f���������������������� ô��������������������� rma superior corretamente, fazer a prensagem, abrir a fôrma superior, retirar a camiseta e retirar o transfer.”

“Através de uma PTRA 40 da Metalnox, uma máquina para a aplicação de etiqueta em rolo, o rolo é aplicado apenas uma vez, e com a máquina ajustada – acerto que pode ser feito em um minuto –, o processo de aplicação ocorre apenas em colocar a peça sobre a f��� ô�� rma inferior e posicionar sob a fôrma superior, e retirar a camiseta após a estampa ser aplicada”, detalha. E o gerente conclui: “São oito processos que levam cerca de 25 segundos no modo manual, contra apenas dois processos que levam cerca de seis segundos no modo automático.”

“A FINALIDADE DA AUTOMAÇÃO NÃO É DISPENSAR FUNCIONÁRIOS, MAS SIM AUMENTAR A PRODUÇÃO E MANTER A QUALIDADE, SEM ELEVAR OS CUSTOS”, HARALDO MOGK, DIRETOR COMERCIAL DA MOGK Há também o exemplo da dobradeira MDM 250 da empresa. “O processo manual de dobra de camisetas feita por duas pessoas em um turno de oito horas alcança a produção de cerca de 2.240 peças, enquanto o processo realizado pelas mesmas duas pessoas em um turno de oito horas com a dobradeira automática pode alcançar a produtividade de 5.600 peças. Ou seja, há um aumento de 150% na produtividade”, explana Usinski. Setembro 2012 | Silk-Screen

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AUTOMATIZAÇÃO

Agilidade e economia A Metalnox realizou algumas pesquisas comparando o uso de calandra e prensa térmica para a produção de algumas peças de vestuário (bermuda, camiseta, biquíni), levando em conta o consumo de papel transfer e o tempo de produção.

Confira abaixo os estudos realizados pela Metalnox para fazer um comparativo entre a calandra e uma prensa térmica em relação ao consumo de papel e tempo de produção.

- Bermuda Calandra CMD Metalnox: 10 peças confeccionadas em 5,5 m de papel.

Calandra x Prensa Térmica As tabelas abaixo mostram, percentualmente, o ganho em volume de produção e a redução de gastos com papel e tempo de funcionários.

Aumento do volume de produção +160%

21% Economia de papel 40% Economia do tempo de impressão

+41% +117% Prensa Biquini

Aplicação em prensa térmica plana: 10 peças confeccionadas em 7 m de papel.

Calandra Camiseta

Bermuda

Redução de gastos com papel

- Camiseta/Abadá -21%

Calandra CMD Metalnox: 2 camisetas confeccionadas em 2,3 m de papel.

-52% -28% Calandra

Prensa Biquini

Camiseta

Bermuda

Redução com tempo de produção

52% Economia de papel 54% Economia do tempo de impressão

-40% -62% -54% Prensa Biquini 14

Calandra Camiseta

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Bermuda

Aplicação em prensa térmica plana: 2 camisetas confeccionadas em 4,2 m de papel.


Calandra CMD Metalnox: 28 peças confeccionadas em 2,25 m de papel.

Aplicação em prensa térmica plana: 28 peças confeccionadas em 2,8 m de papel.

*Teste realizado para aplicação de bermudas molde tamanho 42, biquíni tamanho único e camiseta tamanho grande em comparação com a PTA 950.

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silk@btsmedia.biz (11) 3598-7819


PASSO A PASSO

Marcador de páginas

Impressão em quadricromia feita com tampografia. Para este tutorial, foi utilizado equipamento da Trausi durante a Serigrafia SIGN FutureTEXTIL.

01

Material separado

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Clichês revelados e posicionados

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03

Substrato posicionado no suporte

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Clichê imprimindo


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Impress達o da cor magenta

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Impress達o da cor ciano

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Impress達o da cor amarela

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Impress達o da cor preta

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Substratos colocados na curadora UV

Material pronto

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CAPA

O valor do desenho

Erik Bernardes

Imagens: R_lion_O/Shutterstock.com

Compradas em lojas fĂ­sicas ou pela internet, roupas estampadas nĂŁo saem de moda

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P

or muitos anos, a serigrafia reinou sozinha – ou quase – no ramo de estamparias. De alguns anos para cá, porém, o desenvolvimento de novas técnicas e a redução nos custos de equipamentos digitais diminuíram o domínio das telas. De qualquer forma, sempre há mercado para os desenhos em tecidos, basta observar as ruas para confirmar. Seja em lojas físicas ou pela internet, o consumidor não abre mão de peças pintadas com cores e formas que identifiquem seu estilo, preferências culturais e até mesmo sua personalidade. A estamparia, de acordo com a professora do curso de Design de Moda da Universidade Anhembi Morumbi, Luz Garcia Neira, é parte do chamado beneficiamento dos tecidos ou mesmo das roupas semiprontas. Segundo ela, essa parcela do processo pode determinar o valor de uma peça. “O mais importante, nesse caso, é compreender que a estampa acrescenta algo ao tecido ou à peça de roupa. Isto é, melhora, diferencia e dá personalidade a determinado produto”, detalha a professora.

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CAPA

Criação e desenvolvimento O desenvolvimento de uma nova peça ou coleção em empresas de tecidos e roupas ganha mais argumentos quando tem designers ou pessoas especialmente dedicados à criação. Tais profissionais se mantêm sempre atentos, identificando o que os consumidores estão buscando e tentando dar forma a esta demanda. Para a professora Luz, a indústria deve preparar-se tecnicamente para viabilizar as ideias dos criadores. “Se os criadores estão observando as ruas, as pessoas, a arquitetura, as artes, etc, para ter ideias inovadoras, seria muito interessante pensar em criar condições técnicas de inovar na estamparia também”, explica Luz. “Veja que não se trata de limitar-se a criar um ‘desenho’ ou uma ‘estampa’ novos – o que é muito importante –, mas sobretudo de trabalhar no sentido de alterar as velocidades, utilizar diferentes materiais, subverter ou transformar aparências”, destaca. Isso, de alguma forma, possibilita ao consumidor transmitir sua ideologia simplesmente ao vestir uma camiseta estampada. Seja através de uma imagem, de uma frase, ou mesmo de apenas uma palavra, a mensagem estará lá. “Acredito que a camiseta é uma das melhores maneiras de se transmitir uma ideologia; quem a usa circula por muitos lugares, interage com diferentes pessoas e ainda mais com a utilização densa de imagens de streetwear na internet, uma estampa pode ser vista e reproduzida em qualquer cidade do mundo”, sugere Stella Hiroki, mestranda em Moda pela Universidade de Campinas (Unicamp) e autora do artigo Elaboração de Estampas para Camisetas. Stella afirma, ainda, que a facilidade de comunicar das imagens pintadas nas roupas faz com que o processo de criação se torne tão impor-

“AS ESTAMPAS PODEM TRANSFORMAR UMA SIMPLES CAMISETA BRANCA DE ALGODÃO DO ARMÁRIO DE UM OPERÁRIO EM UMA COBIÇADA PEÇA DE NOITE DE UMA PESSOA FAMOSA”, STELLA HIROKI, MESTRANDA EM MODA PELA UNIVERSIDADE DE CAMPINAS (UNICAMP) E AUTORA DO ARTIGO ELABORAÇÃO DE ESTAMPAS PARA CAMISETAS

tante no desenvolvimento de roupas e coleções. “As estampas podem transformar uma simples camiseta branca de algodão do armário de um operário em uma cobiçada peça de noite de uma pessoa famosa”, declara a mestranda.

Eventos e o crescimento do mercado O mercado tem crescido bastante e, claro, deverá ganhar ainda mais força com a aproximação dos grandes eventos esportivos que o Brasil irá sediar. Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e Jogos Olímpicos, em 2016, movimentam a economia do país-sede mesmo anos antes de acontecerem. Outro fator interessante que pode ser observado é o crescimento do mercado on-line para roupas e calçados. Para aqueles que pretendem aproveitar o bom momento econômico, é preciso ficar preparado desde já. Com relação aos grandes eventos esportivos, empresários do setor de vestuário revelam que é uma tendência natural a preferência por estampas que remetem ao Brasil. “O mercado está superaquecido, ainda mais com eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, além da tendência nacional em utilizar brindes personalizados para diversas datas e eventos”, esclarece Victor Cortez, gerente de Marketing da Compacta Print. Com relação às vendas on-line, Felipe Silva, da Estampas Criativas, aponta que já percebeu crescimento no número de pedidos e se prepara para mais, lembrando que alguns cuidados devem ser tomados,


como em qualquer outro segmento de mercado. “Esperamos crescer muito mais e, para isso, estamos nos adequando para atender nossos  clientes com qualidade, agilidade e um atendimento diferenciado que faça o cliente se sentir seguro”, antecipa. “O cliente merece todo o conforto e segurança quando efetua uma compra on-line”, complementa. Sempre atenta aos acontecimentos sociais de forma que possa traduzir comportamentos em tendências, a professora Luz Garcia Neira acredita que é natural que tais eventos tenham impacto no consumo. Mesmo assim, Luz alerta para a necessidade de se diferenciar diante de tanta concorrência. “Acredito que, no Brasil, nos próximos anos, haverá interesse em adotar tais eventos como temática para desenvolver uma série de produtos que poderão ser identificados e datados pela Olimpíada ou pela Copa do Mundo. É bem possível que o setor de estamparia se beneficie por um aumento de volume de negócios”, revela.

TANTO OS GRANDES EVENTOS ESPORTIVOS QUANTO O CRESCIMENTO DA DEMANDA ON-LINE POR ROUPAS E CALÇADOS CHAMAM A ATENÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO SETOR Cada técnica, uma vantagem Escolher a técnica ideal para se trabalhar, entre serigrafia, transfer, sublimação ou impressão direta (garment printing), é uma tarefa que não pode ser considerada fácil. Público-alvo, agilidade e volume de produção são apenas alguns dos fatores a serem considerados antes de comprar os equipamentos. Com algumas di-

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CAPA

Conheça as principais vantagens e desvantagens de cada técnica Serigrafia Vantagens

+ Alta produtividade + Cores vivas + Boa durabilidade da estampa

Desvantagens - Alto custo em pequenos lotes - Processo mais lento

Sublimação Vantagens

+ Qualidade, fidelidade de cores e leveza + Pode ser obtida e transferida para a peça em minutos + Toque, aparência e durabilidade

Desvantagens - Custo das tintas - Restrito a vestuário de cores claras - As peças devem ser compostas de, pelo menos, 65% poliéster

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Transfer Vantagens

+ Alta produtividade + Custo baixo

Desvantagens - Resolução inferior - Pouca durabilidade - Material com aspecto emborrachado

Garment Printing Vantagens

+ Ótima qualidade de impressão + Imprime diretamente na camiseta + Facilidade na criação da arte

Desvantagens - Custo elevado - Tempo de produção


CAPA

Divulgação / Mimaki

“A SERIGRAFIA TEM SEU LUGAR POR RAZÕES ECONÔMICAS, PRODUTIVAS E TÉCNICAS E, TAMBÉM, DE LINGUAGEM, JÁ QUE MUITOS EFEITOS POSSÍVEIS NA SERIGRAFIA AINDA NÃO SÃO CONQUISTADOS PELO SISTEMA DE IMPRESSÃO DIGITAL”, LUZ GARCIA NEIRA, PROFESSORA DO CURSO DESIGN DE MODA DA UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI cas, porém, pode ficar mais fácil avaliar e tomar uma decisão menos arriscada. Pesquisadores e empresários do setor concordam que a serigrafia ainda é a técnica mais utilizada quando se trata de grandes volumes de produção, mas apontam que a digital ganha cada vez mais espaço em impressões personalizadas. Para a professora da Anhembi Morumbi, a serigrafia ainda tem muitas vantagens, mesmo com o aumento na procura por equipamentos digitais de impressão. Isso acontece, basicamente, pela alta qualidade das estampas realizadas com a técnica, aliada ao custo que, quando feitas em larga escala, fica bastante reduzido. “Parece que mesmo com o avanço tecnológico, principalmente pela tecnologia digital, as tecnologias anteriores não morreram, pois são adequadas em muitas circunstâncias, sobretudo com relação à produtividade quando se trata de grandes quantidades”, diz Luz. “Seja a quadros ou em cilindros, a serigrafia é muitíssimo utilizada”, complementa. Para Felipe Silva, da Estampas Criativas, e Victor Cortez, da Compacta Print, a serigrafia também representa a técnica com melhor relação entre custo e benefício para grandes tiragens. “A serigrafia ainda é a técnica mais utilizada, pois tem a melhor relação entre custo e beneficio, por isso é recomendada em grandes quantidades com impressões da mesma arte”, ensina Silva. Cortez confirma a declaração, mas pondera que a serigrafia deve perder cada vez mais espaço no mercado. “A serigrafia ainda é a técnica 24

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mais utilizada hoje em dia, principalmente por ter baixo custo, porém, à medida que a exigência por um produto diferenciado aumenta, a tendência é que a serigrafia seja cada vez menos utilizada”, explica. Quando a escolha da linguagem, porém, parte do criador da peça, a serigrafia leva vantagem sobre as tecnologias digitais de produção. “A serigrafia tem seu lugar por razões econômicas, produtivas e técnicas e, também, de linguagem, já que muitos efeitos possíveis na serigrafia ainda não são conquistados pelo sistema de impressão digital”, declara Luz Garcia Neira, professora do curso Design de Moda da Universidade Anhembi Morumbi. Como contraponto, Victor Cortez aponta para o digital como uma impressão com maior qualidade. “A tecnologia digital é melhor, pois possui mais praticidade, facilidade de operação, rapidez, menos sujeira e maior qualidade no produto final”, declara. O gerente de Marketing acredita que a técnica milenar seja mais indicada para trabalhos mais simples e também para tecidos escuros. “A serigrafia é a melhor opção quando falamos em utilizar apenas nomes e frases em objetos e camisas, principalmente quando há o fundo escuro, pois na serigrafia você não necessita de um fundo branco para colocar a imagem”, esclarece. Na empresa de Felipe Silva, a Estampas Criativas, diversas técnicas são utilizadas, dependendo da demanda da peça. “Nossa empresa utiliza silk-screen, recorte eletrônico, transfer e impressão direta”, diz.


“Devido ao aumento de vendas on-line, tivemos que nos adequar com o mercador e utilizar não só a serigrafia como também todas as outras máquinas de impressão”, detalha. As vantagens de cada uma, segundo Silva, podem ser facilmente identificadas. “Devido ao avanço da tecnologia, é possível identificar a diferença entre as duas formas de impressão: silk-screen significa melhor custo e digital mais agilidade”, simplifica.

Divulgação / Sebrae

Empreendedorismo Como há muito espaço para o empreendedorismo na criação e comercialização de estampas, muitos empresários apostam nesse nicho para investirem seu capital. Entretanto, é fundamental que o empreendedor fique atento a algumas dicas importantes. Segundo Victor Cortez, por exemplo, o mercado de transfer é o mais aconselhado para iniciar as atividades, pois permite diversificar a produção. “Para o pequeno empreendedor, sem muito capital, creio que seja ideal começar

Reinaldo Messias, consultor do Sebrae

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CAPA

pelo mercado de transfer, pois permite personalizar diversos tipos de materiais diferentes, inclusive com a possibilidade de fazer fotos e imagens, aumentando o valor agregado dos produtos”, ensina Cortez. Para o consultor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Reinaldo Messias, além de escolher a técnica, o novo empreendedor deve estudar o mercado, definir os públicos, metas e recursos utilizados, para não ter surpresas desagradáveis no futuro. “Com o crédito facilitado pelas instituições bancárias, marinheiros de primeira viagem e sem capital de investimento utilizam-se desses artifícios, endividando-se antes mesmo de começar a operação. O ideal é capitalizar utilizando recursos próprios, crescendo de maneira sustentável. Começar uma empresa com dívidas é o caminho mais rápido para quebrar”, finaliza. Para auxiliar os empreendedores, o Sebrae estruturou um programa que melhora a gestão dos empreendimentos, provendo informações de inteli-

gência competitiva relacionada aos negócios da Copa e da Olimpíada e colocando pequenas empresas em contato com os canais de compra de bens e serviços. Outro ponto que deve ser visto com atenção é o investimento em maquinário, que deve ser feito de maneira consciente e alinhado às metas da empresa. Um empresário que procura alta produtividade precisa ter em mente as vantagens e desvantagens de cada tecnologia, para utilizá-las de acordo com as suas necessidades. Para estar pronta, de fato, a empresa também deve buscar excelência em gestão, parcerias estratégicas e excelentes profissionais em cada setor, tudo isso para reduzir ao máximo o risco de prejuízos. “Nem tudo que é produzido torna-se uma boa mercadoria no tempo e no preço necessários, por isso é importante desenvolver parcerias para adquirir a tecnologia e know-how para a produção, preparar-se para a produção e distribuição”, explica.

Busca por calçados e roupas já representa 40% das compras online As pesquisas por itens como calçado, vestuário e acessórios de moda têm aumentado consideravelmente na internet. Se antes a dominância era de produtos eletrônicos, livros e outros produtos, roupas e calçados já correspondem a praticamente metade das buscas em sites de compra. A procura por esse tipo de produto tem crescido constantemente nas páginas do site Kuantokusta – comparador de preços que possui aproximadamente 600 lojas parceiras e mais de 5 milhões de produtos disponíveis para comparação – e, no mês de julho, representou 40% do total de pesquisas. Com essa porcentagem, se igualou aos produtos já tradicionalmente procurados das seções de eletrodomésticos e eletrônicos. Esses números têm como referência os cem produtos mais pesquisados no período de 1º a 31 de julho deste ano. Os calçados, especialmente os tênis, estão entre os produtos mais procurados, seguidos pelos vestidos e saias. Já os produtos que lideram os segmentos de eletrodomésticos e eletrônicos são os celulares, smartphones e secadoras de roupa. “Além de es26

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ses produtos serem vendidos com um preço melhor do que nas lojas físicas, as pessoas encontram mais variedade. Também acredito que o crescimento desse segmento no comércio eletrônico deve-se à maior confiança do brasileiro em comprar via internet”, explica o CEO do Kuantokusta, Flávio Pagotto. Outra explicação possível para o salto nas vendas é que, ao contrário dos produtos eletrônicos, roupas, calçados e acessórios são comprados em maior quantidade e com mais frequência. A cada mudança de estação, uma nova coleção de artigos de moda é lançada e o apelo para adquiri-los é constante. Para aumentar a venda de roupas, sapatos e acessórios, muitas lojas oferecem a primeira troca gratuita. Essa estratégia, além de potencializar as vendas, cria empatia com o consumidor que está acostumado a experimentar os produtos nas lojas físicas.


Teste de aceitação Seguindo a tendência do comércio de roupas on-line, surgiu o site Camiseteria. De acordo com a página, “Camiseteria é a última palavra em democracia fashionista”. Dessa forma, os membros da chamada comunidade podem enviar estampas que são votadas por outros membros. “As melhores são transformadas em camisetas de alta qualidade e acabamento”, garante o site. A estampa mais votada, segundo o Camiseteria, ganha divulgação, uma quantia em créditos no site no momento da aprovação do layout e um prêmio em dinheiro. Mais informações: www.camiseteria.com

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PESQUISA

Confiança na qualidade

Erik Bernardes*

Silk-Screen e Sign são as revistas mais lembradas e têm conteúdo avaliado entre bom e excelente por mais de 80% do mercado

Q

ual a opinião dos leitores, anunciantes e prospects das revistas Silk-Screen e Sign? O que esperam das revistas? As publicações atendem às suas expectativas? O quanto as revistas são lembradas e utilizadas pelo mercado? Para responder a estas e outras questões, transformando suposições em certezas, foram realizadas pesquisas com leitores das revistas e empresas do mercado, em momentos distintos. Com os leitores, foi elaborado um questionário em que pudessem opinar sobre o layout e formato da revista, conteúdo (tanto sobre o que já é publicado e o quanto este conteúdo atende às suas necessidades de atualização, como sobre o que gostariam de ler nas edições) e suas impressões gerais a respeito da publicação. Esta pesquisa foi enviada aos leitores por e-mail nos dias 5, 14 e 26 de junho e 24 de julho. Com os anunciantes e demais fornecedores do mercado, a pesquisa foi aplicada durante a feira Serigrafia SIGN FutureTEXTIL, dos dias 18 a 21 de julho, pela empresa SBK Business, que atua há 18 anos com pesquisas de mercado e consultoria na área de Marketing B2B. De acordo com os dados levantados, 83% dos leitores da Silk-Screen e 85% dos leitores da Sign consideram as publicações 28

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DE ACORDO COM OS DADOS LEVANTADOS, 83% DOS LEITORES DA SILK-SCREEN E 85% DOS LEITORES DA SIGN CONSIDERAM AS PUBLICAÇÕES BOAS, MUITO BOAS, ÓTIMAS OU EXCELENTES boas, muito boas, ótimas ou excelentes. Por isso mesmo, em torno de 70% das empresas pesquisadas anunciam nas revistas, enquanto até 36% dessas mesmas empresas revelam anunciar em algum dos concorrentes. Apesar da avaliação positiva, é possível perceber alguns pontos

nos quais as publicações devem melhorar. Se, por um lado, 46% dos leitores da Silk-Screen afirmam que o conteúdo da revista atende totalmente às suas necessidades de informação, para 51% isso acontece apenas parcialmente. Apesar de considerarem a revista como “a melhor do mercado”, alguns dos leitores pesquisados sentem falta de uma plataforma digital, como um site ou mesmo uma revista digital que complemente a publicação. A equipe da revista Silk-Screen agradece a participação de todos que responderam à pesquisa e garante que está trabalhando para implantar o que foi solicitado pelos leitores e pelo mercado. Em tempo, todas as novidades serão reveladas.

*Com apoio da equipe de Marketing da revista Silk-Screen

Amostra A pesquisa foi enviada via e-mail para o mailing de leitores das revistas. Para a revista Silk-Screen, as respostas obtidas representam um resultado com 79% de confiança e 10% de margem de erro. Com os anunciantes e prospects das revistas, foi elaborado um questionário que teve como objetivo principal avaliar suas percepções e opiniões a respeito das publicações, bem como seus investimentos em publicidade, satisfação e retorno obtidos. A pesquisa foi realizada com 125 empresas pré-selecionadas pelo Departamento Comercial das revistas. Desse total, obteve-se um resultado com 95% de confiança e 10% de margem de erro.


Conteúdo

Quais as seções mais interessantes da revista? 15% Textos técnicos 15% Passo a passo 14% Notícias do mercado 11% Reportagem de capa e especiais 11% Entrevistas 11% Artigos de especialistas 07% Coberturas de eventos 06% Agenda de cursos e eventos 05% Índice de anunciantes 05% Editorial Qual frequência de consulta? 33% Toda semana 33% Uma vez ao mês 21% A cada quinze dias 13% Conforme necessidade

Que conteúdos procura sobre o mercado? 35% Técnicas, equipamentos e insumos 29% Fornecedores 19% Cursos e eventos 17% Mercado

Opiniões

Lembrança de mercado

Qual sua opinião sobre a revista de modo geral?

Onde busca informações sobre o mercado?

B te ren or te A nc n Co rren cree co -S % Con ilk S 10 is ne na % Sig or 10 ej s o s t a z ad % as 80 v is a l i ídi R e ec i m p es a is % m m co 19 de es o se çõ cad i ra m a er Fe or o m nf e i is d % a d iona 04 oc Tr ofiss pr t % ne 21 te r In % 51

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ESPECIAL

Olhando

através

do vidro

Léo Martins

ilustração: Odair Denani

Dentro de outra perspectiva, serigrafia possibilita conhecer o mundo além do vidro

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V

ocê que está lendo este texto, possivelmente já ouviu falar da obra Alice no País das Maravilhas. Escrito pelo inglês Lewis Carrol (1832-1898), o livro conta a história de Alice, que ao perseguir um coelho apressado, acaba caindo em um buraco que a transporta para o “mundo das maravilhas”, local povoado por seres peculiares e que revela a lógica do absurdo, muito comum nos sonhos. Na sequência escrita por Carrol denominada Through The Looking Glass and What Alice Found There (algo como Olhando Através do Vidro e o que Alice Encontrou por Lá), Alice precisa olhar o que existe através do vidro para que ela tenha acesso ao maravilhoso mundo do outro lado. Assim como na história de Carrol, o vidro é a porta de entrada para um novo mundo que profissionais da serigrafia podem explorar. O mundo que o vidro proporciona é amplo e as maravilhas que podem ser feitas com ele, também.

Atravessando o passado e o presente A invenção do vidro é disputada pelos fenícios e egípcios. Segundo o site da USP, a descoberta do vidro conta com os primeiros registros em 5000 a.C, quando mercadores fenícios fizeram uma fogueira na praia e, para apoiar suas panelas, usaram blocos de nitrato de sódio. Então o fogo, juntamente com a areia e o nitrato de sódio, originou acidentalmente um líquido transparente. Descobriu-se o vidro. Para Walter Koschatzky, autor do livro Die Kunst der Graphik (A Arte do Gráfico, em português), publicado em 1975, o vidro se desenvolveu efetivamente como substrato na serigrafia nos Estados Unidos, aproximadamente em 1900, quando buscavam-se técnicas para que pudessem ser feitas impressões em garrafas, madeira e metal.������������������������������������ As garrafas de bebidas, como refrigerantes, foram as primeiras a receber as impressões.

Serigrafia através do vidro Para Maurício Rosado, gerente regional de Vendas da Sefar, o mercado está dividido da seguinte forma: Linha branca Automobilística original e reposição Blindados Arquitetura Vidros cilíndricos (copos, garrafas, frascos, etc.)

sxc.hu/ jamsession

A Coca-Cola usou pela primeira vez a pintura em suas garrafas em 1957

Antes de falar da técnica da serigrafia para a “pintura” do vidro, é importante mencionar que, atualmente, existem três formas para que o vidro possa ser colorido. São elas: serigrafia, rolo e pistola. No caso deste especial, obviamente, nos atentaremos para a técnica da serigrafia. Independentemente de a pintura ser a quente ou a frio, basicamente, a serigrafia em vidro segue o mesmo processo de outros substratos, ou seja, a matriz é colocada sobre o substrato e então, a tinta é aplicada. O que varia dentro desse processo serigráfico é o fato de ele ser manual, semiautomático ou automático. No caso da pintura a quente, a serigrafia é feita com a aplicação de um esmalte cerâmico (ou tinta vitrificada). Essa substância é colocada em uma lâmina de vidro e, posteriormente, levada a uma estufa, com temperatura que varia de 120°C a 180°C. Em seguida, a uma temperatura que gira em torno de 600°C, o vidro é submetido ao processo de têmpera para que, assim, a tinta possa se fundir ao vidro. A pintura a frio, por sua vez, não passa pelo processo de têmpera. O vidro também não passa pela estufa para realizar a cura, pois no processo a frio, ele pode secar em temperatura ambiente. Setembro 2012 | Silk-Screen

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ESPECIAL

Nos dias atuais, o vidro que recebe a serigrafia pode ser utilizado em decoração de ambientes residenciais, decoração em garrafas, em construções civis, etc. No entanto, para que a serigrafia pudesse se desenvolver enquanto técnica para pintar o vidro, os suprimentos também deveriam se desenvolver de maneira similar. As matrizes, tintas e maquinário tiveram de acompanhar os passos do vidro.

Tinta, muita tinta Os suprimentos dentro do universo da serigrafia no vidro seguem a mesma linha da serigrafia convencional. Ou seja, as tintas são fatores essenciais para que o trabalho possa ser feito. Renato Resende, gestor da linha solvente UV da Fremplast, explica que para a serigrafia em vidro, existem dois tipos de tintas: a serigráfica convencional e a termofundente. “A tinta serigráfica convencional é utilizada em processos de pintura a frio, pois ela tem secagem ao ar e leva, em média, 72 horas para isso. Já a termofundente, como o nome sugere, se funde ao vidro e, para isso, precisa ser levada ao forno a uma temperatura de 500°C a 600��������������������������������������������������� °�������������������������������������������������� C”, explica. Guilherme Ishii, gerente de Desenvolvimento de Produtos da Gênesis, ainda explica que a tinta serigráfica para impressão a frio em vidro tem características químicas que a diferem das tintas para outras aplicações. “O que difere essa tinta das demais é a concentração de resina, a forma química do catalisador, que é importante para que o vidro absorva a tinta aplicada, e o fato de ser um produto bicomponente solvente”, detalha Ishii. Entretanto, o executivo afirma que a parcela da venda de tintas para vidro ainda é baixa em sua empresa. “Para nós, a venda de tintas para vidro chega a, no máximo, 2% do faturamento”, diz. Para as tendências que giram em torno da tinta como suprimento, Resende informa que o mercado está, cada vez mais, olhando para a técnica de cura UV. “A tendência é que o mercado migre aos poucos para a tinta UV. Esse tipo de tinta melhora a produtividade, pois a secagem dela é automática. Mas para essa solução, o cliente necessita ter também uma máquina para cura com lâmpadas UV”, analisa Resende.

mercado exige, das matrizes para vidro, altos padrões de qualidade, o que acaba tornando-as diferenciadas. “O mercado do vidro é altamente exigente, principalmente o automobilístico. Portanto, os tecidos têm que atender rigorosos aos parâmetros de qualidade, como a identificação de nós; o tecido da matriz precisa ser especial”, explica. Justamente por serem exigentes, Rosado diz que muitos clientes preferem fabricar suas próprias matrizes. “Normalmente, as matrizes são terceirizadas somente no mercado de blindados. Em outros mercados, praticamente de forma unânime, cada um produz suas próprias matrizes”, comenta Rosado. Mesmo com o advento de impressoras digitais, Rosado acredita que as matrizes têm espaço na serigrafia em vidro. “Apesar da incipiente aparição de impressoras digitais, o mercado ainda está em expansão para as soluções serigráficas. No exterior, aplicações extremas em arquitetura (matrizes de até 4 m x 12 m) são cada vez mais frequentes, demandando investimentos em emulsionadoras, gravadoras diretas e, principalmente, tecidos de larguras consequentes”, finaliza Rosado.

Enquadrando o vidro As matrizes serigráficas, bem como em outros processos desta técnica, possuem um papel importante. Mas por ser serigrafia em vidro, será que a matriz precisa ser diferente? Maurício Rosado, gerente regional de Vendas da Sefar, conta que o 32

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RSS

Aplicada através da matriz serigráfica, a tinta possui componentes especiais para que seja absorvida pelo vidro


O que varia nos processos serigráficos é o fato de serem manuais, semiautomáticos ou automáticos. Para esse processo, o maquinário tem papel de protagonista. Harry Vogt, diretor executivo da Imah, afirma que, no Brasil, o investimento em equipamentos que trabalham com vidro ainda é baixo, mas que, aos poucos, se mostra promissor. “Comparando com os países desenvolvidos, pesquisas indicam que o Brasil possui um consumo per capita de vidro muito baixo. A construção civil e a decoração vêm ampliando gradualmente a utilização do vidro nos seus projetos para níveis mais próximos da média mundial. Esse crescimento previsto para o Brasil reflete diretamente nos fornecedores de equipamentos”, analisa Vogt. O diretor da Imah analisa, portanto, que o mercado para o vidro está em crescimento, mas que a competitividade ainda fica a cargo de fornecedores do exterior. “A demanda para impressão em vidro ainda é baixa,

Divulgação Sefar

Máquinas a favor do vidro

Importante para a serigrafia, as matrizes para vidro são diferenciadas das convencionais

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ESPECIAL

mas vem evoluindo nos últimos quatro anos e deve crescer mais por conta de novas fábricas de grupos internacionais se instalando no Brasil. O mercado de vidro impresso é muito técnico e competitivo. Por isso é mais frequente a concorrência com fornecedores do exterior”, destaca Vogt. Os equipamentos automáticos, segundo Vogt, devem ser escolhidos dependendo da necessidade do cliente. “O cliente deve adquirir o equipamento segundo a sua necessidade que, normalmente, gira em torno do volume de produção, formato e tamanho da impressão. Esses são fatores primordiais na decisão para que o cliente escolha entre um ou outro modelo de impressora, bem como os fornos de secagem”, diz Vogt. Com suprimentos adequados, as aplicações para a técnica da serigrafia em vidro podem ser diversas. Comece a prestar atenção no que você bebe ou no que você utiliza para se perfumar. A serigrafia está bem ali. Simplesmente olhe através dos frascos e garrafas.

A quente ou a frio, eis a questão Elementos fundamentais na serigrafia em vidro, a tinta e o modo como o vidro é pintado são diretamente entrelaçados. Tinta termofundente: possui pigmentação inorgânica. Essa tinta necessita ser submetida ao processo de têmpera para que a tinta seja absorvida pelo vidro.

Que leva a Pintura a quente: por usar a tinta termofundente, este método de pintura necessita de um processo de têmpera. O vidro, após ser pintado, é levado a um forno (em torno de 600°C). Dessa forma, a tinta se funde ao vidro, tornando-se praticamente impossível removê-la.

Através de frascos e garrafas Sabe quando você vai à perfumaria para comprar um presente para alguém querido? Pois bem, a serigrafia, juntamente aos perfumes dentro dos frascos, tem grande relevância nesses locais. A Premier Pack trabalha no segmento de decoração de embalagens de vidro no mercado de perfumaria e bebidas. Marcelo Falcão, diretor da empresa, ressalta a importância que a serigrafia tem na personalização da embalagem. “A serigrafia, na decoração em vidro, é o principal fator de imagem da embalagem. Ela tomou um espaço muito importante, principalmente no mercado de perfumaria. Hoje em dia, são muito comuns os frascos pintados ou serigrafados”, comenta Falcão. No que diz respeito ao custo da personalização da garrafa, o diretor destaca que o valor investido na decoração agrega no produto final. “É mensurável que o preço da personalização da garrafa gira em torno de 25% do produto final. Mas o fato de ser um diferencial faz com que a personalização seja um investimento válido, pois o cliente pode elevar um pouco o valor do produto final”, analisa Falcão. A personalização ainda pode ser estendida ao segmento de bebidas. Segundo Falcão, essa cultura de personalização das garrafas de bebidas é recente, mas aos poucos vem conquistando seu espaço. “Na Europa, vodcas um poucos mais populares já possuem suas garrafas totalmente decoradas. A decoração de garrafas chegou ao Brasil há mais ou menos seis anos e ganha espaço. Isso mostra um aumento do poder aquisitivo do brasileiro, que já conhecia essa cultura, mas não queria pagar por ela”, comenta Falcão. Ainda RSS

Tinta serigráfica convencional: é aquela que leva pigmentação orgânica e não necessita passar pelo processo de têmpera para que o vidro absorva a tinta.

Que leva a Pintura a frio: ganha este nome justamente por causa da tinta orgânica e por seu modo de secagem, que dispensa o processo de têmpera. A secagem é feita ao ar livre e leva cerca de 72 horas. 34

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Em vidros de perfumes ou em garrafas de bebidas, a serigrafia é uma técnica eficaz na arte da personalização


segundo ele, a serigrafia tem seu espaço garantido na personalização, pois a técnica agrega informação, segurança e estética. Fatores que ficam, muitas vezes, limitados quando utilizados os tradicionais rótulos. “Uma garrafa simplesmente pintada ou rotulada não comunica muita coisa. Por isso, a serigrafia é a técnica mais adequada para a personalização. Ela consegue mostrar os dados da marca e os regulatórios do produto e fazer o papel do rótulo. A serigrafia também tem uma segurança que o rótulo não tem. Muitas vezes o������������������������������������������������ rótulo sai, o qu������������������������������� e não acontece no caso da serigrafia”, indica Falcão. A técnica da serigrafia no vidro possui várias vertentes. Ela é usada em diversas aplicações e, por muitas vezes, passa despercebida aos olhos de quem vê. Da próxima vez, seguir o exemplo de Alice – olhar através do vidro e perceber outra perspectiva – não parecerá tão absurdo assim. Afinal, o mundo que existe além dele é amplo. E maravilhoso também.

RSS

A serigrafia em vidro segue moldes similares à técnica convencional em tecidos

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NOVOS MERCADOS

Brindes on-line Erik Bernardes

Divulgação Zocprint

Mercado de mais de US$ 1 bilhão nos EUA chega ao Brasil e já prevê crescimento acelerado

O

competitivo mercado de brindes está cada vez mais acirrado. Os orientais espremem os preços da produção, tornando-os quase impraticáveis. Já o consumidor, exige cada vez mais qualidade e velocidade na entrega. Esse cenário, apesar de parecer desfavorável, é ambiente perfeito para quem enxerga oportunidades, ou o copo meio cheio, como no dito popular. Aparentemente simples, a customização on-line de materiais gráficos é um segmento de mais de 1 bilhão de dólares nos Estados Unidos. Trata-se de um site onde é possível escolher um desenho para o produto, pagar e aguardar a entrega pelos Correios. Percebendo falta de fornecedores no segmento, a empresa Zocprint decidiu apostar em produtos para divulgação de micro e pequenas empresas. 36

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Entre os produtos oferecidos estão artigos de papelaria e promocionais, como canecas, camisetas, ímãs, cartões de visita, flyers, banners, etiquetas, blocos de notas, convites, entre outros. Segundo Marcos Leal, diretor da empresa, todos os produtos são personalizáveis e, inclusive, pode-se usar a mesma identidade visual em toda a coleção. “Se o cliente compra um cartão de visita amarelo com bolinhas brancas, ele pode ter camiseta, caneca, flyer, papel timbrado, todos com a mesma arte”, exemplifica. Esse novo conceito, segundo a empresa, não poderia chegar ao Brasil em um momento mais oportuno. A expansão econômica permite a profissionais liberais e pequenos empresários alavancar seus negócios. Segundo o Sebrae, o faturamento desses empreendedores cresceu 8,8% em 2011 e ultrapassou R$ 28 bilhões. De acordo com

“SE O CLIENTE COMPRA UM CARTÃO DE VISITA AMARELO COM BOLINHAS BRANCAS, ELE PODE TER CAMISETA, CANECA, FLYER, PAPEL TIMBRADO, TODOS COM A MESMA ARTE”, MARCOS LEAL, DIRETOR DA ZOCPRINT o órgão, só no Estado de São Paulo, já existe mais de meio milhão de empreendedores individuais. Foi justamente observando esse copo meio cheio que a empresa decidiu investir no negócio. Para os próximos anos, ainda espera grande crescimento. “Nós percebemos que existia uma carência no mercado de uma forma simples de atender esses clientes. Então resolvemos trazer esse modelo que já fazia muito sucesso no exterior para suprir esse mercado”, declara o diretor. “Pretendemos expandir bastante nosso portf������������� ó������������ lio nos pró-


micro e pequenas empresas e elas exigem entrega rápida”, confidencia. Os produtos que consideram brindes à venda no site são as canecas e camisetas. A empresa, porém, já vislumbra a expansão para canetas, chaveiros e pen drives. “Nossa intenção é ser um portal de soluções de marketing para o pequeno empresário, soluções para pulverização da sua marca, do seu produto, impressas ou brindes. Basicamente, a identificação visual da marca”, explica Leal. Segundo o diretor, o brinde mais procurado são as canecas, produzidas com sublimação. Já as camisetas, que têm bastante saída, são impressas com equipamentos de garment printing.

Divulgação Zocprint

ximos meses e anos; digo que uma marca que queremos atingir ano que vem é de 10 milhões de produtos vendidos por mês”, antecipa. Mesmo diante da concorrência da produção de brindes tradicionais e dos temidos orientais, que chegam cada vez mais baratos ao País, Leal afirma que o modelo de negócios que projetaram é diferente e, por isso, não deverá sentir os efeitos de tal concorrência. “Não tememos os orientais, de forma alguma. Podemos, inclusive, importar as matérias-primas deles, mas o serviço de personalização e gravação demanda proximidade com o cliente, para poder atender em tempo hábil. Eu não tenho receio, até porque nos trabalhamos com

“Podemos, inclusive, importar as matérias-primas deles [orientais], mas o serviço de personalização e gravação demanda proximidade com o cliente, para poder atender em tempo hábil”, Marcos Leal, diretor da Zocprint

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SENAC MODA INFORMAÇÃO

Tendências para o inverno 2013 Senac Moda Informação orienta profissionais com pesquisa do varejo internacional

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Neo dandy Três ambientes são complementares: o visual dandy como alusão ao período eduardiano da Inglaterra de 1900/1910, luxuosas cavaleiras urbanas, explorando o sportswear sofisticado, com desdobramento em looks mais casuais de influ-

ências caubói e indígena, e os uniformes, que representam a busca de paz e proteção contra guerras, crises e conflitos.

Fascínio dark Marina Sprogis

A inspiração vem do período vitoriano, intimista e romântico, ou veladamente sensual no estilo gótico, evidenciada em pedrarias, crucifixo, silhueta ajustada, transparências, fendas, cores escuras e dramáticas. Do rococó francês, surge a rica ornamentação dourada e os punhos rendados em camadas.

Nostalgia contemporânea Reinterpretação da belle époque, anos 1950 e 1960. É resgatado o figurino do filme Mary Poppins e sobreposições, inclusive de saia e calça. O minimalismo da década de 1950 é representado por saia-lápis ou godê Marina Sprogis

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Como diferenciais dessa estrutura, sob a direção de Renato Shibukawa, editor do evento, estiveram a abordagem dos assuntos Moda para a Nova Classe Média – um Mercado de R$ 55,7 bilhões e Responsabilidade Social na Cadeia do Vestuário. No evento, houve a possibilidade de interação com os palestrantes via redes sociais a partir do acesso ao site da instituição e da hashtag #modainfo, bem como intervenção de comentaristas durante as palestras. O Senac Moda Informação interpreta, para quem atua na cena fashion brasileira, as principais referências do inverno 2013, organizadas nos temas:

Marina Sprogis

P

ara guiar a criação das coleções que estarão nas ruas no ano que vem, os designers podem recorrer a diversas fontes de inspiração. Para auxiliar nessa tarefa, o Senac aglutinou toda sua pesquisa em um único material, lançado durante evento na capital paulista. O Senac Moda Informação — Inverno 2013 é������� resultado de muitas pesquisas internacionais e aconteceu no dia 23 de agosto no Palácio das Convenções do Anhembi. Em sua 40ª edição, o evento, reconhecido por organizar e confirmar tendências, apontou para referências barrocas, luxo e feminilidade como os destaques da temporada. As informações foram transmitidas ao público em palestras com profissionais especialistas de diversos segmentos, que organizam para o mercado as propostas da estação. Para orientar os participantes, houve ainda uma exposição que reuniu cerca de 200 peças-chave do inverno 2013. “O evento é um norte para quem trabalha com moda. Apresenta os temas da estação, suas referências e inspirações, e decodifica as informações em formas, cores, tecidos, estampas e padronagens”, detalha Tatiana Putti, coordenadora da área de Moda do Senac São Paulo.


amplo; já a simplicidade moderna do período seguinte, de sedução sem ostentação, remete às musas Jane Birkin e Françoise Hardy.

Young street

China, Rússia e Japão estão em vo g a . Fo r m a s orientais, bem como estampas de flor de lótus, cerejeira, dragão de fogo, caligrafias típicas e teatro kabuki são os ícones que identificam a influência desses países.

Marina Sprogis

Marina Sprogis

Perfume oriental

São diversas as referências que compõem essa atmosfera jovem e colorida: College — Padrão argyle ou losangos, listra, saias plissadas e estilo nerd nas calças curtas e ajust a d a s. Va l e m ainda jaquetinha biker e calça jogging para complementar;

Swing London — Saias kilt, anos 1960, padronagem xadrez e pele sintética colorida em casaquetos e coletes curtos ou longos. Minivestidos, minissaias ou shorts com maxicasacos são valorizados; Rock — Silhueta ajustada, com leitura glamour, graças à utilização de bordados elaborados em pérolas. Jeans com brilho metálico e cintura deslocada para baixo são bem-aceitos; Ski — Saia, estilo patinadora no gelo, vestido de tricô, como suéter, náilon metalizado, leggings encorpadas; Body con — Vestidos curtos e colados ao corpo; Esporte — Calças, vestidos e jaquetas em formas muito justas, com recortes contrastantes.

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ARTIGO TÉCNICO

Tecidos serigráficos Vladimir Constantino*

O

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mercado oferece diversos tipos de tecidos para serem utilizados na confecção de telas serigráficas, cabe a nós escolhermos o melhor para o nosso trabalho. Portanto, já podemos concluir que não existe apenas um tipo de tecido que seja ideal para todas as ocasiões, mas sim, existe um tipo ideal para cada trabalho. Tentaremos, dessa forma, elucidar os tipos de tecidos serigráficos que temos disponíveis, bem como a sua utilização. Quanto ao tipo de fibra, temos: poliéster; poliamida.

Os tecidos de monofilamento de poliéster são aqueles que possuem apenas um cabo; o mesmo é obtido por meio de extrusão.

O poliéster é uma fibra química que teve sua produção a partir de 1946. Alguns anos mais tarde, substituiu a seda, fibra natural que até então era utilizada como tecido serigráfico. O poliéster, enquanto tecido serigráfico, pode ser dividido da seguinte forma: Monofilamento; Monofilamento de baixa elongação; Multifilamento.

Por ser uma fibra termoplástica, os fios do poliéster se esticarão quando submetido à tensão, fenômeno chamado de elongação. Se essa tensão for excessiva, o fio pode se deformar, passando a não ter mais resistência ao tensionamento.

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Desvantagens do poliéster monofilamento:

Vantagens do poliéster monofilamento: Pode ser usado na maioria das aplicações serigráficas.


Os tecidos de monofilamento de poliéster de baixa elongação vêm ganhando cada vez mais o mercado serigráfico por serem fabricados com uma nova tecnologia (Alto Módulo / High Tensile Strength HT), o que traz diversas vantagens e benefícios para o tecido serigráfico de poliéster.

Vantagens do poliéster monofilamento de baixa elongação:

Os fios de multifilamentos de poliéster são obtidos por meio de uma extrusora que contem, em sua fileira, diâmetros muito pequenos. Sendo assim, os filamentos são muito finos. Para que se tenha maior resistência, vários cabos são unidos para se obter um único fio, daí o nome de multifilamentos. No mercado de hoje, o uso desse tecido representa uma fração muito pequena.

Possibilidade de tensionamento mais rápido e sem danos aos fios; Maior resistência do tecido; Estabilização mais rápida da tela esticada; Menor perda de tensão no tensionamento; Melhor registro de cores na impressão em virtude da tensão mais estável; Possibilidade de maiores velocidades de impressão em máquinas automáticas.

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ARTIGO TÉCNICO

Vantagens do multifilamento de poliéster: A superfície áspera dos fios proporciona melhor aderência da emulsão. Desvantagens do multifilamento de poliéster: A estrutura do fio não permite que se tenha um controle muito preciso do seu diâmetro, o que interfere na qualidade da impressão; Tanto o reaproveitamento da pasta quanto a limpeza da emulsão são difíceis.

Em síntese, os tecidos de poliéster possuem as seguintes vantagens: Resistência à tensão; Resistência química aos ácidos; Resistência mecânica a abrasão, calor e umidade; Memória elástica.

Poliamida Os tecidos de poliamida também são usados em serigrafia há muitos anos, porém, hoje podemos dizer que seu uso em serigrafia é pequeno se comparado ao poliéster. No entanto, o mercado brasileiro utiliza esse produto em quantidades maiores do que a média de outros países.

Vantagem da poliamida: Resistência à tensão; Proporciona boa aderência de emulsões e filmes; Resistência a abrasão e produtos alcalinos; Elasticidade; Boas características de fluxo da tinta pela tela; Resistência à tensão, semelhante à do poliéster; Apresenta maior elongação em relação ao poliéster; Excelente para impressão sobre objetos não planos; Durabilidade.

Desvantagens da poliamida: Não tem resistência química aos ácidos; Não é recomendada para impressões nas quais se necessite perfeito registro das cores impressas; Absorve a umidade, o que pode causar deformação dos fios, instabilidade dimensional e perda de tensão nas telas esticadas.

Diâmetro dos fios É a espessura dos fios utilizados na fabricação do tecido e constitui um parâmetro muito importante na escolha. O diâmetro do fio se dá em µm (micra). Um mícron é a milésima parte de um milímetro, uma dimensão bem pequena. No mercado, temos 42

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grande variedade de diâmetro de fios disponíveis, o que torna-se um parâmetro muito importante na escolha do tecido. Por exemplo, na figura abaixo, temos dois tecidos de 120 fios/cm. Entretanto, um com diâmetro de 35 µm e outro com diâmetro de 40 µm. É intuitivo que, quanto mais grosso for o fio, maior vai ser a resistência mecânica do tecido. Por outro lado, quanto mais fino for o fio, maior será a área aberta. Com isso, a tinta fluirá com mais facilidade durante o processo de impressão e melhor será a reprodução dos detalhes finos.

Abertura da malha A abertura da tela é um parâmetro muito importante para determinar a possibilidade do uso de certas tintas. Por isso, é um fator fundamental quando se quer usar pigmentos de partículas grossas, metálicos, glitter, etc. Esse parâmetro é expresso como uma porcentagem, representando o quanto de área aberta existe em cada metro quadrado de tecido. Esse é um fator muito importante para determinar a quantidade de tinta a ser depositada.

Cor A cor do tecido tem uma grande influência na qualidade da reprodução da imagem. Os tecidos brancos apresentam maior perda de detalhes finos e serrilhado (menor definição). Isso é causado pela reflexão e difração da luz ultravioleta nos fios brancos.

Tecitura

Tafetá - Plain weave (PW) O fio da trama passa alternadamente por cima de um fio do urdume e por baixo do próximo. As aberturas da malha são sempre quadradas e esse tipo de ligamento proporciona melhor qualidade de imagem impressa.

Sarja – Twill weave (TW) Esse tipo de ligamento é produzido quando um fio de trama passa sobre dois ou três fios de urdume, produzindo uma linha visual no sentido diagonal do tecido (listra) e proporcionando um tecido que, ao final do processo, terá maior resistência mecânica. No entanto, esse padrão pode causar um depósito de tinta irregular na impressão serigráfica, pode prejudicar a camada de emulsão, bem como aumentar ainda mais o efeito moiré e prejudicar a definição e a resolução da imagem impressa.


Tela calandrada

Seleção do tecido serigráfico

É um processo de acabamento físico, no qual o tecido passa por rolos que “achatam” a sua superfície. Esse achatamento reduz a abertura da malha, a espessura do tecido e também gera uma deformação dos fios do tecido.

A escolha do tecido correto é um fator importante na lucratividade, produtividade e qualidade de cada serviço de impressão. A malha errada pode proporcionar um depósito de tinta indesejado ou não manter a tensão nos níveis desejados. O tecido escolhido de maneira equivocada pode acarretar o efeito moiré, imprimir marcas do tecido, não segurar as linhas finas ou pontos pequenos da imagem. Por causa desses fatos, muitas vezes o trabalho tem de ser repetido, causando atrasos e perdas de material. Para a seleção do tecido ideal, também devemos analisar parâmetros do processo de fabricação da tela, treinamento e habilidade dos funcionários.

Comportamento dos tecidos serigráficos No momento em que esticamos um tecido serigráfico, ele passa de um estado estático a um dinâmico. Com o aumento da tensão, os parâmetros da malha e as características físicas do material vão se alterando. O conhecimento do comportamento do tecido irá ajudá-lo não apenas a escolher o tecido ideal para cada serviço, mas também terá influência na forma de usá-lo.

*Vladimir Constantino é professor na Escola Senai Francisco Matarazzo

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EVENTO

Paula Cabral

6ª edição do evento apresenta as tendências para o Inverno 2013 e lançamentos de empresas do setor têxtil nacional e internacional

Approach

N

o início do mês de julho, no Expo Center Norte, na capital paulista, ocorreu a 6ª edição da Première Brasil, feira que apresenta aos interessados na indústria têxtil-moda latino-americana nacional e internacional as tendências para o Inverno 2013 e os principais destaques em fios, fibras, tecidos, desenhos têxteis e acessórios. O evento, uma realização da Latef Brasil Eventos, joint venture entre o grupo Première Vision e a Fagga | GL exhibitions, contou com a participação de 139 expositores e 7.134 visitantes de 17 nacionalidades. Com relação à edição anterior, que ocorreu em julho de 2011, houve um crescimento de público de 15%. Logo na entrada do evento, os visitantes podiam conferir de perto a cartela de cores Première Vision, peças e acessórios que fazem parte das tendências para o outono/inverno 2013 expostos em espaço projetado e criado pela arquiteta mineira Lena Pessoa, do ateliê Deux L. 44

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O projeto Fórum de Tendências outono/inverno 2013, desenvolvido por Lena com o apoio do time de moda da Première Brasil, buscava trazer um ambiente que lembrava um sonho, com nuvens e diversos elementos, com o intuito de conectar o visitante às essências da estação mais fria do ano. Laurent Cotta, historiador de moda e arte, responsável pelo espaço de arte contemporânea do Galliera Fashion Museum de Paris e professor no Institut Français de la Mode (IFM), em palestra, falou sobre o tema “Tecidos: uma fonte de criatividade e inovação na moda”, no primeiro dia da Première Brasil. O evento também contou com a Conferência de Moda com a diretora de moda da Première Vision, a francesa Pascaline Wilhelm, apresentando as principais tendências da estação, combinações de cores e informações sobre tecidos, design e histórias de moda para coleções masculinas, femininas, esportivas e de praia.

Approach

Pascaline Wilhelm, diretora de moda da Première Vision


Visitantes O evento, de acordo com os visitantes, atende às expectativas daqueles que buscam informações para a criação das próximas coleções de suas empresas. Fernanda Sório e Viviane Bernabe, estilistas da empresa Balãozinho, de Vila Velha (ES), encontram na feira novas matérias-primas, tendências, cartelas de cor, fornecedores e contatos, podendo traçar o caminho da próxima coleção. Para Juliana Costa Lamas, estilista da marca Vizoo Brasil, de Petrópolis (RJ), a Première Brasil também é fonte de novos produtos e local para pesquisa e coleta de informações para montar coleção.

As três profissionais frequentam o evento desde a primeira vez em que foi realizado e veem melhoria constante a cada edição. “Aumentou o número de participantes e estandes. Também está movimentando mais gente, a feira está mais lotada. Percebi maior repercussão desde a primeira edição até hoje”, conta Viviane. Arquivo pessoal

De acordo com Pascaline, a moda pede um ar mais sentimental e humanizado, com mais fantasia e irreverência, como fuga do virtual que predomina nos tempos atuais. Foi apresentado o filme da temporada, considerado uma ferramenta inspiradora e sensorial para aguçar o processo criativo para as coleções outono/inverno 2013.

Fernanda Sório e Viviane Bernabe, estilistas da Balãozinho

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EVENTO

Lançamentos O Première Brasil reuniu expositores de vários países, que foram setorizados pelos seguintes universos de produto e mercado: Denim & Sportwear, City & Glam, Yarns & Fibers, Accessories e Designs Studios. Confira abaixo alguns dos lançamentos dos universos apresentados no evento.

Denim & Sportwear A Canatiba apresentou o denim MAXSKIN®, com a presença das fibras Modal e Tencel®, da Lenzing Fibers, além de outros denims em diversas composições, estruturas, tingimentos, pesos e acabamentos exclusivos. A Covolan Têxtil lançou a linha de produtos Genius Denim, disponíveis em tingimentos diferenciados blue e também em black, com diferentes construções e composições, uma linha de tecidos produzidos com uma nova tecnologia de tingimento italiana, que permite reduzir até 40% de água e tem otimização de 75% no processo. A E-tex Ecológica apresentou a linha Denim colorido com 100% do fio tinto reciclado, além do Denim maquinetado. Já a Haco Etiquetas mostrou soluções para rastreamento de itens por meio de etiquetas e tags contendo um microchip e uma antena metálica, capazes de armazenar informações e transmiti-las para uma base receptora, por meio de sinais de radiofrequência.

City & Glam As coleções da Advance para o Inverno 2013 foram trabalhadas em cima de três temas – Teatral, Tradição e Midas –, utilizando texturas que remetem aos teci-

dos quentes de inverno, mas com a leveza e a fluidez necessária para o clima brasileiro, cartela de cores rica em contrastes e toques metalizados. A Kalimo levou ao evento tendências tanto em estamparia como em tecnologia. Couros, peles texturizadas, malhas, tecidos planos creponados, canelados, dupla face com acabamentos especiais, em construções finas ou mais pesadas. A Malhas Elizabeth destacou produtos que podem trazer benefícios para o consumidor, como easy care e anti-pilling, com alta tecnologia, que possuem maior resistência à lavagem e luminosidade.

Yarns & Fibers A Lenzing Fibers lançou a Microfibra MicroModal® Edelweiss, desenvolvida com madeira de Faia – típica árvore europeia – e tem seu apelo sustentável pelo processo químico derivado do oxigênio, que permite um resultado mais eco-friendly e com um toque de maciez e suavidade. Já a Sinterama apresentou seus fios de poliéster tinto (brilhantes, opacos e semiopacos),  retorcidos e especiais (mesclas e multicoloridos brilhantes).

Accessories A Corozita levou botões e plaquetas com aplicação de strass, botões com calotas em metal, botões em madrepérola e corozo, entre outros produtos. A Fitas Britânnia lançou o tecido Tresses, feito de fitas produzidas pela própria empresa, podendo ter várias combinações, o que possibilita produções elaboradas e refinadas, que podem ser aplicados em diversos produtos. A Francana levou para a feira sua arte exclusiva nos acabamentos em metais para roupas e acessórios da indústria da moda. Já a Piter Pan apresentou produtos como lacres, ponteiras, mosquetões, botões e também personalizações, relevos e impressões digitais. A Rollatextil mostrou componentes têxteis criados com long-hairfurs, diferenças étnicas, a paisagem das grandes cidades e os padrões dos anos 1950.

Designs Studios O estúdio italiano para desenvolvimento de ideias em design Anteprima estava presente, oferecendo como diferencial a exclusividade de impressões em tecidos. Approach

139 expositores apresentaram seus produtos para mais de 7 mil visitantes

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Próximo evento A próxima Première Brasil ocorrerá em São Paulo, nos dias 22 e 23 de janeiro de 2013, e apresentará tendências para a Primavera/Verão 2014.


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ARTE

Marcos Tabbal começou a estampar diversos objetos para criar uma atmosfera que o representasse

Estampar mode on

O artista Marcos Tabbal encontrou nas estampas uma forma de personalizar seus objetos e deixá-los do jeito que mais gosta

O

primeiro contato do porto-alegrense Marcos com a arte foi como expectador. Apenas expectador. Enquanto o menino crescia, assistia sua mãe, também artista, produzindo e estudando arte. A mãe do futuro artista criava pinturas e gravuras e, hoje, trabalha com vidro e faz diversos tipos de peças utilitárias e artísticas utilizando a técnica de fusing. Já o pai de Marcos, engenheiro, não era ligado em arte, mas era bastante criativo e, com a mãe do garoto, estimulavam Marcos a criar seus próprios brinquedos e outros objetos. Despretensiosamente e de forma natural, com o passar do tempo, Marcos começou, assim como sua mãe, a fazer suas experiências artísticas, dando origem aos seus primeiros trabalhos. Eram pinturas realizadas com sobras de tintas sobre pedaços de Eucatex ou chapas de madeira 48

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que, muitas vezes, eram encontrados em entulhos e construções. “Já naquela época eu sentia vontade de aplicar meu trabalho sobre outras superfícies, não tão convencionais à arte, como móveis, utensílios e roupas”, conta Marcos Tabbal, hoje com 24 anos. Após testes, treinos, experimentos e brincadeiras, a autonomia do artista sobre suas criações aumentou e, então, passou a desenhar muitos de seus pertences, com o intuito de criar uma atmosfera que o agradasse e, de certa forma, o representasse mais. “Comecei pintando em shapes de skate, em minhas próprias roupas e em objetos pessoais”, diz Marcos. Toda essa busca por satisfazer suas vontades artísticas fez com que Marcos encontrasse mais conhecimento, desta vez, acadêmico. “Talvez motivado pela necessidade de uma arte aplicada, ao acabar o ensino médio, ingressei no cur-

Fotos: Marcos Tabbal

Paula Cabral

so de design. Comecei, a partir do estudo mais aprofundado, a conhecer mais as técnicas e os processos de impressão, o que me possibilitou adequar e fazer uso coerente do meu trabalho, para criação e aplicação de estampas em produtos”, diz. O artista sempre gostou de experimentar diferentes técnicas e materiais. Fez trabalhos com caneta para tecido, spray, café, tinta acrílica, impressão digital, serigrafia, entre outros. “Gosto de pintar com quase todos os tipos de tinta, e em vários substratos, como parede, tecido, tela, madeira e papel”, completa. Dessa forma, transitando por variados tipos de substratos e insumos, a serigrafia chegou até Marcos. “A serigrafia, sendo um processo secular e hoje altamente desenvolvido, é, no meu caso e acredito no de muitos outros artistas, sobretudo uma técnica democrática, uma vez que permite facilmente a


Estampa de Marcos Tabbal feita com hidrocor e nanquim

O armário personalizado com serigrafia tem estrutura em MDF e pés de madeira maciça

Marcos cria estampas em diversos objetos e com diferentes técnicas. Nesta camiseta, por exemplo, utilizou caneta para tecido

aplicação da ‘arte’ em quase todos os tipos de superfícies, mesmo que, quando aplicada comercialmente, a mesma possa adquirir outra conotação”, explica o artista. Marcos não vê nessa técnica antiga apenas uma possibilidade de impressão, mas sim uma atividade de conhecimento do ambiente em que vivemos e de manutenção da saúde. “Acredito que a configuração do ambiente e a relação que temos com os objetos são muito importantes, inclusive para a saúde psíquica, e a serigrafia assume um papel fundamental, à medida que colabora e interfere direta ou indiretamente na relação homem e objeto.” Com serigrafia, Marcos�������� já ���� personalizou vidros e tecidos. “Trabalhei um tempo com o pessoal da Futebol Clube. Fazíamos camisetas para os times Inter e Grêmio. A maioria das estampas eram aplicadas por meio de serigrafia ou impressão sublimática”, conta. Hoje, Marcos também cria estampas desenhadas à mão ou imprime digitalmente a arte nas camisetas. A vontade de personalizar seus objetos, não importando muito qual era, indo de paredes a peças de roupas, acabou, naturalmente, alcançando até móveis. No en-

tanto, Marcos não sabia que suas estampas iam parar no mobiliário das casas de outras pessoas. Os projetos dos móveis são da arquiteta Simone Giovanella, que escolheu a serigrafia para decorar peças como armário e aparador. “Na época em que a Simone comprou as peças, eu sedia o direito de uso de algumas estampas para a Casa Rima, uma empresa que vende tecidos e alguns outros tipos de substratos impressos com a estampa que o cliente escolher”, explana o artista. No caso dos móveis, a Simone comprou as peças de fórmica da Casa Rima, impressas com os desenhos de Marcos. O armário tem estrutura em MDF e pés de madeira maciça, com medidas de 100 cm x 40 cm x 130 cm. O móvel custa cerca de R$ 9.000 e é vendido no Espaço 204 (www.espaco204.com.br).

Já o aparador, com as portas com estampas de referências tribais, está à venda na Estar Móveis (www.estarmoveis.com.br). E quem sabe novas peças diferenciadas não ganhem cores com mais estampas de Marcos, que entrou em contato com a arquiteta para desenvolverem algo juntos? Além de estar presente nas casas daqueles que compraram um móvel com suas estampas, o artista já expôs suas obras na Casa de Cultura Mario Quintana, no Centro Cultural Érico Verissimo, no Memorial do Ministério Público, no Espaço Cultural ESPM e em algumas outras mostras alternativas que ele e um coletivo de amigos realizaram em diferentes lugares, como casas à venda, bares e cafés com propostas ligadas à arte e a outros temas.

Aparador com estampas de referências tribais que esta à venda na Estar Móveis

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AGENDA/CALENDÁRIO DE EVENTOS

CALENDÁRIO DE EVENTOS 2012 Evento

Data

Local

Informações

19 a 21

Paris, França

www.premierevision.com

28 e 29

Paris, França

www.premierevision.com

Data

Local

Informações

22 e 23

Expo Center Norte, São Paulo (SP)

www.premierebrazil.biz

10 a 13

Expo Center Norte, São Paulo (SP)

www.serigrafiasign.com.br

SETEMBRO Première Vision Outono/Inverno 2013

NOVEMBRO Denim by Première Vision Outono/Inverno 12/13

CALENDÁRIO DE EVENTOS 2013 Evento

JANEIRO Première Brasil – Primavera/ Verão 2014

JULHO Serigrafia SIGN FutureTEXTIL

CURSOS Instituição

Senai São Paulo

Curso

Informações

• Gráficas e Editorial Impressor de Serigrafia / Operador de Serigrafia Preparador de Tela para Serigrafia • Têxtil e Vestuário Impressão Serigráfica Desenvolvimento de Matriz Serigráfica

www.sp.senai.br

Curso de Extensão Online: Produção de Moda Instituto Brasileiro de Moda (IBModa)

Curso de Extensão Online: Pesquisa de Mercado na Moda Curso de Extensão Online: Gestão de Marcas

www.ibmoda.com.br

Curso de Extensão Online: Comportamento do Consumidor de Moda Faculdades Senai São Paulo

Tecnologia em Gestão do Processo Produtivo do Vestuário

www.sp.senai.br/vestuario

Escola Senai Francisco Matarazzo

Técnico Têxtil

www.sp.senai.br/textil

Técnico em Comunicação Visual Etec - São Paulo

Técnico em Modelagem do Vestuário Técnico em Tecelagem

www.vestibulinhoetec.com.br

Técnico em Vestuário Arpotex

Serigrafia (teoria e prática)

www.arpotex.com.br Para divulgar um evento ou curso do setor, envie e-mail para silk@btsmedia.biz

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