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ANUÁRIO 2020

SANTA CATARINA

ECONOMIA SÓLIDA E DIVERSIFICADA E ALTO POTENCIAL PARA INVESTIMENTOS

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Um porto que movimenta mais do que contêineres. Movimentamos pessoas, o desenvolvimento sustentável e oportunidades. Movimentamos para melhor. Movimentamos para transformar.

www.portonave.com.br MARÇO, 2020

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EDITORIAL

EXPEDIENTE

REVISTA PORTUÁRIA – ECONOMIA & NEGÓCIOS LEVA O POTENCIAL DE SC PARA A 26ª INTERMODAL

A

Intermodal South America, maior feira de logística, comércio exterior e transporte intermodal chega à sua 26ª edição consolidada como o maior evento do segmento na América do Sul. E neste ano não será diferente. Embora a proliferação do coronavírus (CoV) esteja impactando bastante nas atividades do comércio exterior em todo o planeta, o que fez com que grandes players da navegação, logística e comex [pertencentes a conglomerados internacionais] cancelassem sua participação nesta edição da feira, isso não vai tirar o brilho da edição 2020 da Intermodal. Assim como em outras edições, durante os três dias feira São Paulo se transforma na capital sul americana do transporte intermodal e outros importantes segmentos que formam a complexa e delicada cadeia logística. E mais uma vez a Revista Portuária – Economia & Negócios é parceira do evento, apresentando os potenciais econômico e social de Santa Catarina. Somos um dos menores estados do país com relação a extensão. Ocupamos uma fatia de apenas 1% do território brasileiro e temos aproximadamente 7 milhões de habitantes. No entanto, apresentamos um dos maiores Produto Interno Bruto (PIB) do país. Historicamente, também nos diferenciamos nos aspectos tecnológicos, produtivos, no comércio exterior e na geração de empregos, por apresentarmos desempenho superior à média brasileira. Entre as 27 unidades da Federação, o estado tem a 11ª maior população e é o segundo do Brasil em competitividade industrial. Segundo dados divulgados em novembro do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Santa Catarina o último PIB do estado chegou a R$ 277,19 bilhões e colocou SC como a sexta maior economia do país, posição antes ocupada pela Bahia. A Indústria de Transformação, Comércio e Atividades Imobiliárias, estiveram entre os destaques no desempenho catarinense. Os dados são relativos a 2017, foram analisados pela equipe econômica da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE) e mostram que a economia catarinense vem ganhando participação no cenário nacional desde 2002, quando representava 3,7% no PIB do país e, em 2017, subiu para 4,2%. Foi, inclusive, o único estado do Sul do Brasil a ter este destaque durante o período, quando cresceu em ritmo superior ao Brasil, que avançou apenas 1,3%. São esses diferenciais que fazem com que Santa Catarina mantenha-se acima da média brasileira e posicione-se como um dos estados mais promissores em termos de crescimento e desenvolvimento econômico. Tanto é que SC foi a primeira unidade da Federação a retomar o crescimento econômico após uma das maiores crises econômicas e institucionais do Brasil. É todo esse potencial que mais uma vez a Revista Portuária – Economia & Negócios leva para o mercado durante o maior evento de logística da América do Sul.

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ANUÁRIO 2020 Edição Especial 26ª Intermodal South America Março 2020 - Ano XXIII Diretor Carlos Bittencourt carlos@bteditora.com.br Coordenação de Jornalismo Joca Baggio jornalismo@bteditora.com.br Capa Leandro Franscica Projeto Gráfico Leandro Francisca Comercial Sônia Bittencourt 47 . 98405.9681 Críticas e sugestões Fone: 47 . 3344.8600 direcao@bteditora.com.br Impressão Tipotil Indústria Gráfica Site revistaportuaria.com.br

Publicação BT Editora Rua Anita Garibaldi, nº 425 Centro Itajaí - 47 . 3344.8600 bteditora.com.br

A revista não se responsabiliza por conceitos emitidos em artigos assinados, que são de inteira responsabilidade de seus autores. Nem muito menos pelo crédito e fotos inseridas nas páginas dos nossos anunciantes.


SUMÁRIO

08. Apresentação: Economia diversificada e parque industrial de relevância 14. O potencial de cada região catarinense 16. Renda per capita acima da média brasileira 22. A importância da indústria do Norte catarinense 26. Agroindústria é a mola propulsora da economia do Oeste 28. Economia do Vale do Itajaí mescla serviços e indústria 30. Atividades logística, portuária e pesqueira impulsionam a economia da Foz do Rio Itajaí-Açu 36. Setores cerâmico e serviços impulsionam o Sul de SC 38. Serra catarinense se destaca com a indústria extrativista vegetal 40. Indústria ligada a madeira e comércio varejista movem a economia da região Meio Oeste 42. Tecnologia da Informação e Comunicação projetam a mesorregião da Grande Florianópolis 50. PIB de Santa Catarina cresce quatro vezes mais que a média nacional 58. Santa Catarina é a sexta maior economia do Brasil 60. Joinville, Itajaí e Florianópolis estão no topo do ranking do pib em Santa Catarina 61. Itajaí é única cidade do Sul na lista das 10 com a maior receita per capita 64. Cresce arrecadação de ICMS em Santa Catarina 68. Portos de SC crescem mais que a média nacional 74. Realidade portuária catarinense 76. Complexo Portuário do Itajaí está entre os mais importantes do Brasil 78. Portonave está preparada para receber os grandes navios 82. Graneis são o foco de São Francisco do Sul 83. Porto Itapoá é o terceiro maior movimentador de contêineres do Brasil 84. Porto de Imbituba investe pesado em infraestrutura 86. A complexa cadeia logística da indústria catarinense 87. A realidade da malha ferroviária de SC 88. Números dos portos catarinenses em 2019

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SANTA CATARINA

Foto: Shutterstock

É O MENOR ESTADO EM TERRITÓRIO DO SUL DO PAÍS

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A

diversidade geográfica e humana de Santa Catarina é surpreendente para um território de apenas 95,4 mil quilômetros quadrados, o menor estado do Sul do Brasil. Uma viagem de poucas horas de carro é suficiente para experimentar mudanças radicais no clima, na paisagem, nos sotaques e culturas. O Estado é dividido em oito principais regiões: Litoral, Nordeste, Planalto Norte, Vale do Itajaí, Planalto Serrano, Sul, Meio-Oeste e Oeste. Santa Catarina fica no centro geográfico das regiões de maior desempenho econômico do país, Sul e Sudeste, e em uma posição estratégica no

Mercosul. Está situado em um dos pontos mais estratégicos da América do Sul e é cortado pela BR 101, a principal artéria do modal rodoviário. O fato de ser uma das menores unidades da Federação com relação a sua extensão [de pouco mais de 1% do território brasileiro e cerca de 7 milhões de habitantes] não limita o seu desenvolvimento. Tem como vizinhos os estados do Paraná e Rio Grande do Sul, com quem mantem fortes relações econômicas e similaridade nos quesitos cultural e social. Mais ao Norte, a proximidade com São Paulo e Rio de Janeiro, aproxima o Santa Catarina dos grandes centros urbanos e produtivos brasileiros. No

Oeste catarinense, além de fazer fronteira com a Argentina, o estado está próximo do Paraguai, Chile e Bolívia, o que favorece a atividade turística, principalmente com relação ao ingresso de visitantes do Mercosul. O clima subtropical úmido, predominante em SC, proporciona temperaturas agradáveis, que variam de 13 a 25° C, com chuvas distribuídas durante todo o ano. A vegetação é variada, sendo encontrados mangues, restingas, praias, dunas e Mata Atlântica. O Estado tem 295 municípios e a Capital é Florianópolis. Entre as maiores cidades, destacam-se Joinville, Blumenau, Itajaí, Balneário Camboriú, Chapecó, Criciúma, Lages e Jaraguá do Sul.

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Foto: ABPA/Divulgação

Economia diversificada

A economia catarinense é bastante diversificada e está organizada em vários polos distribuídos por diferentes regiões do estado. A diversidade de climas, paisagens e relevos estimula o desenvolvimento de inúmeras atividades, da agricultura ao turismo, atraindo investidores de segmentos distintos e permitindo que a riqueza não fique concentrada em apenas uma área. A posição geográfica faz com que o estado tenha a sua atividade industrial composta por uma cadeia produtiva diversificada e inovadora, que apresenta ampla sinergia com os setores agropecuário, de comércio e serviços,

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sendo impulsionadora do desenvolvimento econômico e sustentável. A Grande Florianópolis destaca-se nos setores de tecnologia, turismo, serviços e construção civil. O Norte é polo tecnológico, moveleiro e metalomecânico. O Oeste concentra atividades de produção alimentar e de móveis. O Planalto Serrano tem a indústria de papel, celulose e da madeira. O Sul destaca-se pelos segmentos do vestuário, plásticos descartáveis, carbonífero e cerâmico. No Vale do Itajaí, predomina a indústria têxtil e do vestuário, naval e de tecnologia. O turismo é outro ponto forte da economia catarinense.


Foto: Caio Vilela/Mtur/Divulgação

A Capital Florianópolis tem sua economia baseada no turismo e na indústria da tecnologia.

27% DO

PIB

Segunda maior participação

RELEVÂNCIA DA INDÚSTRIA

34%

dos empregos Maior participação

Fonte: Observatório Fiesc

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2ª Indústria que mais gerou empregosem 2018

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O potencial de cada região catarinense

Foto: Shutterstock/Divulgação

A produção industrial catarinense é diversificada. Todas as regiões [Sul, Norte, Oeste, região Serrana] têm força, seja no agro, móveis de madeira, celulose, papel. Inovação e modernização também são fatores importantes na indústria do estado. Isso faz com que o estado apareça com uma contribuição estimada de 4% para o PIB nacional, com base em números É o resultado de uma atividade econômica em que diferentes setores dividem protagonismo, dando espaço para uma agroindústria forte, bem como registrando pujança em segmentos como o têxtil, moveleiro e o metalomecânico e para o polo tecnológico que se destaca dentre os principais do país. E isso sem contar a importância do turismo que, num cenário em que brotam muitas belezas naturais e vocações turísticas, responde por cerca de 12% do PIB estadual, sendo considerado o melhor destino brasileiro. Segundo dados do Observatório Fiesc [da Federação das Indústrias de Santa Catarina] relativos ao anos de 2018, entre as 27 Unidades Federativas do Brasil, Santa Catarina é a 10ª em população e a 7ª com maior renda. A indústria catarinense responde por 27,1% de toda a riqueza gerada, situando-se como o 5º maior parque industrial do país, contribuindo com 33,8% dos empregos do estado. A atividade industrial possui uma cadeia produtiva diversificada e inovadora, que apresenta ampla sinergia com os setores agropecuário, comércio e serviços, sendo impulsionadora do desenvolvimento econômico sustentável.

Os índices sociais do estado estão entre os melhores do país e da América Latina. Santa Catarina possui o mais alto índice de expectativa de vida do país, uma das menores taxas de mortalidade infantil e também é a Unidade Federativa com menor desigualdade econômica e analfabetismo do Brasil. Isso mostra a importância da indústria no desenvolvimento de Santa Catarina.

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RELEVÂNCIA DA INDÚSTRIA PARA A ECONOMIA CATARINENSE

INDÚSTRIA

PIB - 2017 Participação (%)

AGROPECUÁRIA

6,1%

COMÉRCIO

15,8%

SERVIÇOS FINANCEIROS

3,9%

1,8%

20,0%

EXPORTAÇÕES

(VALOR - US$ FOB E

OUTROS SERVIÇOS

4,6%

42,5%

761.072

(NÚM. DE TRABALHADORES E PARTICIPAÇÃO NO TOTAL)

COMÉRCIO 450.258

TRANSPORTE E ARMAZENAGEM

INDÚSTRIA

EMPREGOS FORMAIS

AGROPECUÁRIA 40.070

27%

33,8%

SERVIÇOS FINANCEIROS 34.855

1,5%

TRANSPORTE E ARMAZENAGEM 116.803

OUTROS SERVIÇOS 851.860

5,2%

37,8%

INDÚSTRIA

AGROPECUÁRIA

US$ 7.889 milhões

US$ 1.053 milhões

88,2%

11,8%

IMPORTAÇÕES

INDÚSTRIA

AGROPECUÁRIA

US$ 15.119 milhões

PARTICIPAÇÃO NO TOTAL)

97,7%

US$ 350 milhões

Fonte: Observatório Fiesc

PARTICIPAÇÃO NO TOTAL)

(VALOR - US$ FOB E

2,3%

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Foto: Renato Soares/Mtur/Divulgação

Renda per capita acima da média brasileira

Dos municípios catarinenses, 91,5% possuem renda per capita maior que a média brasileira e 47% têm maior participação na indústria na economia que a média do país. Os mais populosos são Joinville, Florianópolis e Blumenau, e os que possuem maior PIB são Joinville, Itajaí, Florianópolis, e Blumenau. A diversidade produtiva e a grande dispersão geográfica das indústrias têm garantido a Santa Catarina uma grande resiliência, de modo que, mesmo diante da crise, os impactos econômicos foram reduzidos. Assim, setores tradicionais no estado, como o agroalimentar e o têxtil & confecção, mesclam-se com outros com maior valor agregado, como de energia e de indústrias emergentes.

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Segundo a Fiesc, isso resulta um parque industrial dinâmico e que se beneficia das diferentes etapas do processo produtivo, garantindo ao um maior desenvolvimento econômico e atraindo novos investimentos. Inclusive, muitos municípios estão promovendo vocações diferenciadas, fortalecendo segmentos transversais. Exemplo disso é a indústria de base tecnológica, que além de estar presente na Grande Florianópolis, aparece em todas as mesorregiões de Santa Catarina. Em 2018, a indústria catarinense foi responsável pela criação de 761.072 empregos, e os setores mais representativos eram o de Têxtil & Confecção, Agroalimentar, Construção Civil e Móveis & Madeira.


Foto: Shuttterstock/Divulgação

A indústria de base tecnológica iniciou na mesorregião da Grande Florianópolis e hoje aparece em toda a Santa Catarina.

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NORTE Automotivo

OESTE Agroalimentar Bens de Capital Biotecnologia Celulose & Papel Móveis & Madeira

Tecnologia da Informação e Comunicação Construção Civil Energia

Bens de Capital Economia do Mar Metal-mecânico & Metalurgia

Meio Ambiente

SERRANA Agroalimentar

Construção Civil

Bens de Capital

Energia

Biotecnologia

Meio Ambiente

Celulose & Papel

Móveis & Madeira

Fonte: Observatório Fiesc

SUL

22

Agroalimentar

Metal-mecânico & Metalurgia

Construção Civil

Bens de Capital

Produtos Químicos & Plásticos

Energia

Cerâmica

Têxteis & Confecções

Meio Ambiente

Economia do Mar

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Móveis & Madeira

Construção Civil

Produtos Químicos & Plásticos

Energia

Têxteis & Confecções

Meio Ambiente

Tecnologia da Informação e Comunicação

Saúde

VALE DO ITAJAÍ Agroalimentar

Naval

Bens de Capital

Metalmecânico & Metalurgia

Economia do Mar

Têxteis & Confecções

Construção Civil

Tecnologia da Informação e Comunicação

Saúde

GRANDE FLORIANÓPOLIS Biotecnologia

Construção Civil

Cerâmica

Energia

Economia do Mar

Meio Ambiente

Naval

Saúde

Nanotecnologia Tecnologia da Informação e Comunicação

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Foto: CNI/Divulgação

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A importância da indústria do Norte catarinense Ocupando uma extensão territorial de 13,472 mil quilômetros quadrados, a região Norte de Santa Catarina é marcada por um diversificado perfil cultural. Se fazem presentes as heranças alemã, polonesa, italiana, russa e até mesmo ucraniana. Um dos centros econômicos é a cidade de Joinville, cujo foco produtivo é baseado na alta industrialização. Por isso, a caracterização do setor produtivo que movimenta a economia dos 24 municípios componentes da macrorregião é bastante impulsionada pelas diversas atividades englobadas pela indústria metalomecânica e também pela

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confecção de vestuário, segundo a publicação Cadernos de Desenvolvimento, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O Norte catarinense também concentra a produção industrial de bens de capital, com ênfase para os municípios de Joinville, Jaraguá do Sul e Blumenau. Dentro do setor, a atividade de fabricação de motores, bombas, compressores e equipamentos de transmissão é a predominante. Na sequência aparecem as atividades de fabricação de máquinas e equipamentos de uso industrial específico e fabricação de máquinas e

equipamentos de uso geral. O transporte rodoviário de carga aparece também como a atividade com o maior número de empreendimentos no Norte do estado. Também é evidente a fundamental colaboração dos negócios de pequeno porte para o motor da economia regional. Juntas, as micro e pequenas empresas são 99% dos empreendimentos da macrorregião Norte catarinense, respondendo por 55,4% da taxa de empregabilidade, de acordo com levantamento divulgado pelo Sebrae em 2019 [com base em dados oficiais de 2016].


Participação no PIB estadual A colaboração do índice da atividade econômica e geração de riqueza do Norte catarinense para a composição do PIB do estado também é historicamente expressa na tabela a seguir. No quadro histórico entre 2011 e 2016, observa-se a participação média de 22,2%, na composição do PIB catarinense.

Produto Interno Bruto - Norte (R$) PIB (R$)

Norte

Santa Catarina

Brasil

2011

39.523.002,93

174.068.321,73

4.376.381.999,97

2012

43.109.563,25

191.794.652,14

4.814.760.000,02

2013

47.950.034,28

214.512.241,57

5.331.618.956,62

2014

52.846.235,67

242.553.370,85

5.778.952.779,99

2015

55.789.013,82

249.079.642,28

5.995.786.999,98

2016

54.999.053,70

256.661.189,81

6.267.205.000,01

Evolução 2011 - 2016

39,16%

47,45%

43,21%

Participação do Norte no PIB SC 2011

2012

2013

2014

2015

2016

22,7%

22,5%

22,4%

21,8%

22,4%

21,4%

Fonte: IBGE/Secretaria de Estado de Planejamento de Santa Catarina

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Foto: Fiesc/Divulgação

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Agroindústria é a mola propulsora da economia do Oeste A região Oeste comporta 54 municípios, tendo um em Chapecó um dos principais polos regionais. Além da importância do turismo de negócios, com Chapecó se destacando no contexto dos eventos corporativos, a região abriga estâncias hidrotermais com excelente infraestrutura e opções aos adeptos do turismo rural. Na região o potencial econômico está na agropecuária, com foco na avicultura e suinocultura. Em 2019 o agronegócio foi responsável por mais de 70% das expor-

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tações de Santa Catarina, segundo dados da Secretaria de Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural. Isso porque o Oeste catarinense abriga grandes frigoríficos que movimentam, também a engrenagem da pecuária. A publicação Cadernos de Desenvolvimento, do Sebrae, destaca ainda a cadeia da construção civil, que também exerce protagonismo no arranjo produtivo regional, bem como o transporte rodoviário de cargas. No setor

de serviços, a principal atividade é o comércio varejista. Ainda é evidente a fundamental colaboração dos negócios de pequeno porte para o motor da economia regional. Juntas, as micro e pequenas empresas são mais de 99% dos empreendimentos do Oeste catarinense, respondendo por 61,5% da taxa de empregabilidade, de acordo com levantamento oficial de 2016, publicado no ano passado pelo Sebrae.


Produto Interno Bruto Na série histórica com dados da região Oeste de Santa Catarina, no período entre 2011 e 2016, há constantes e crescentes resultados positivos, numa evolução que se aproxima de 36%. Já a colaboração do índice da atividade econômica e geração de riqueza do Oeste catarinense para a composição do PIB catarinense também é expressa nas tabelas a seguir. No quadro histórico entre 2011 e 2016, observa-se a colaboração média de 9,2% para a

composição do PIB do estado. O segmento de serviços surge com liderança significativa, compondo 41% do produto interno bruto da região. Outro destaque está na agropecuária, em que o Oeste participa com 19,2% no montante estadual de PIB gerado pelo segmento em Santa Catarina, como mostra o gráfico com a participação de cada segmento operante na região da Oeste para composição do PIB estadual.

Produto Interno Bruto - Oeste (R$) PIB (R$)

Oeste

Santa Catarina

Brasil

2011

16.891.960,72

174.068.321,73

4.376.381.999,97

2012

18.106.855,97

191.794.652,14

4.814.760.000,02

2013

20.810.504,19

214.512.241,57

5.331.618.956,62

2014

20.900.584,23

242.553.370,85

5.778.952.779,99

2015

21.614.831,73

249.079.642,28

5.995.786.999,98

2016

22.927.362,56

256.661.189,81

6.267.205.000,01

Evolução

35,73%

2011 - 2016

47,45%

43,21%

Participação do Oeste no PIB SC 2011

2012

2013

2014

2015

2016

9,7%

9,4%

9,7%

8,6%

8,7%

8,9%

Fonte: IBGE/Secretaria de Estado de Planejamento de Santa Catarina

Participação dos setores econômicos no PIB (R$1.000) Agropecuária

9.410.427,24 41,0%

2.945.869,32 12,8% 2.502.914,33 10,9%

Indústria Serviços

2.887.934,25 12,6%

Administração

Participação PIB SC Agropecuária - 19,2% Indústria - 8,8% Serviços - 8,4% Administração - 9,4% Imposto produtos - 6,4%

Impostos produtos 5.180.284,42 22,6%

Fonte: IBGE/Secretaria de Estado de Planejamento de Santa Catarina

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Economia do Vale do Itajaí mescla serviços e indústria

Foto: Shutterstock/Divulgação

Não por acaso, a região do Vale do Itajaí é chamada de Vale Europeu e comporta 40 municípios. Ali estão localizados alguns dos municípios que mais preservam e colocam os visitantes em contato com a herança da colonização alemã no estado de Santa Catarina e a região tem em Blumenau um dos principais polos. Com um PIB de R$ 43,33 milhões em 2016 e um avanço de 63,39% sobre o ano de 2011, ante o crescimento nacional médio de 43,21%, na região

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do Vale do Itajaí os serviços e a indústria, em diferentes vertentes, ganham protagonismo. Embora o setor de prestação de serviços seja hoje a mola propulsora de sua economia [42,7%], seguido pela agropecuária [23%] e pela indústria [18%], a região é o berço da indústria têxtil. Líder em geração de empregos, o setor têxtil e de confecções em Santa Catarina agrega 159,941 trabalhadores, em 9.042 estabelecimentos,

sendo 96,5% micro ou pequenas indústrias [até 99 empregados]. Juntos, esses estabelecimentos empregam 30,9% dos trabalhadores do setor. A atividade de confecção de artigos do vestuário e acessórios é a predominante, com 63,1% dos trabalhadores, segundo dados do Observatório Fiesc. Em 2017 [último dado estatístico da Fiesc], o Valor da Bruto da Produção Industrial (VBPI) do setor têxtil e confecção foi de R$ 22,9 bilhões, o que repre-


TÊXTIL & CONFECÇÃO

PRODUÇÃO R$ 22,8 bilhões

Valor Bruto da Produção Industrial 15,6% da indústria de SC

R$ 11,6 bilhões

Valor da transformação Industrial 18,1 da indústria de SC

TÊXTIL & CONFECÇÃO

COMÉRCIO EXTERIOR

Exportações

Fonte: Observatório Fiesc

US$ 186,9 milhões 2,4% da indústria de SC

senta uma alta de 5,7% em relação a 2016. Já o Valor da Transformação Industrial (VTI) do setor têxtil e confecção foi de R$ 11,6 bilhões, o que representa um aumento de 9,1% em relação a 2016. O Grau de Industrialização [calculado a partir da participação do Valor da Transformação sobre o Valor Bruto da produção] do setor têxtil e confecção é de 50,8%, superior à média da indústria de Santa Catarina, de 43,7%. Um dos destaques é a área do vestuário, cuja vocação é bem exemplificada. Em seguida aparecem as atividades de fabricação de artefatos têxteis, exceto vestuário, com participação de 11% e a atividade de acabamentos em fios, tecidos e artefatos têxteis, com 9,2% do total de empregos do setor. Os municípios de maior destaque na indústria têxtil e de confecção são Blumenau [13,7%], Brusque [9,7%] e Jaraguá do Sul [8,4%], que juntos empregam 31,8% dos trabalhadores desse setor no estado. Entre 2012 e 2019, o setor apresentou variação de 14,5% nas exportações e recuo de 5% nas importações. Esse desempenho nas vendas externas foi acima do observado para Santa Catarina [-0,2%] e, nas importações, menor que o do Estado de 16%. Do total de US$ 186,9 milhões exportados pelo setor têxtil e confecção em 2019, destacam-se as vendas dos produtos roupas de cama e toucador de cozinha e fitas de fios ou fibras, com participação de 15,5% e 14,9%, respectivamente, segundo o Observatório Fiesc. Entre as exportações do setor têxtil e confecção em 2019, as relações comerciais de maior destaque são com o Paraguai, com 24,9% do total de vendas do setor, Uruguai [15,9%] e Argentina [13,9%]. Do total de US$ 1,59 bilhões importados pelo setor têxtil e confecção em 2019, destacam-se as compras dos produtos fios de fibras sintéticas descontínuas, fios de fibras artificias descontínuas e tecidos de fios de filamentos sintéticos, com participação de 10%, 9,6% e 8,9%, respectivamente.

Importações

US$ 1,59 bilhões 9,7% da indústria de SC

MARÇO, 2020

ANUÁRIO ANUÁRIO

31


A P R E S E N TAÇ ÃO

Atividades logística, portuária e pesqueira impulsionam a economia da Foz do Rio Itajaí-Açu

Foto: Marcos Porto

A região da Foz do Itajaí, inserida no Vale do Itajaí, comporta 19 municípios e tem Itajaí como um dos principais polos regionais, com grande destaque na economia de Santa Catarina. O município sedia o complexo portuário ranqueado como o segundo maior do país em movimentação de contêineres e que responde pelo escoamento de grande parte das exportações catarinenses.

32

ANUÁRIO ANUÁRIO

MARÇO, 2020


Itajaí é hoje o maior polo pesqueiro do Brasil e a atividade tem importante peso na economia regional. Juntos, os municípios de Itajaí e Navegantes respondem não apenas pela maior fatia da captura do pescado, como também abriga as maiores empresas enlatadoras do Brasil. No entanto, os setores de serviços e o comércio, nos ramos atacadista e varejista, surgem como importantes atividades econômicas, com destaque para a construção civil e o turismo, que também tem protagonismo, tendo em vista os atrativos naturais. O segmento de serviços surge com liderança significativa, compondo cerca de 47% do PIB da região. Outro destaque

são os impostos sobre produtos, em que a Foz do Itajaí participa com 23% no montante estadual de PIB gerado pelo segmento em Santa Catarina. A indústria do mar [que engloba a construção naval e o segmento náutico] é também forte na região e Itajaí é líder catarinense e brasileiro na produção de lanchas e iates de luxo. Entre as principais marcas nacionais estão a Azimut Yachts [líder mundial no mercado de luxo e que desde 2010 conta com a única planta fabril fora da Itália, em Itajaí]. Entre outros itens da tradicional marca, o armador fabrica na cidade megaiate Azimut Grande 30 Metri, o maior iate de luxo de fabricação em série do Brasil.

O grupo Sedna [que fabrica a conceituada marca Cimitarra] também trouxe a produção de São Paulo para a cidade catarinense investiu R$ 25 milhões no ano passado para produzir também na cidade uma linha de pesca esportiva. A Fibrafort [fabricante da marca Focker], também nasceu em Itajaí. A empresa tem 27 anos de mercado e mais de 16 mil barcos na água. Juntos, Itajaí e Navegantes empregam 75% dos trabalhadores do segmento em Santa Catarina. No estado a indústria do mar ocupa a 4ª posição no ranking de produtividade industrial, 13ª posição em exportações, 19ª posição em número de estabelecimentos e 19ª posição na geração de postos de trabalho [Fiesc/2017].

ECONOMIA DO MAR 2.850

101

Empregos

Estabelecimentos

0,4 da indústria de SC

0,2% da indústria de SC

RS 1,6 bilhão

RS 806 milhões

R$ 179 mil

Valor Bruto da Produção Industrial

Valor da Transformação

1,1% da indústria de SC

Industrial

Produtividade por trabalhador industrial

1,3% da indústria de SC

Exportações

Importações

US$ 15,2 milhões

US$ 40,1 milhões

0,2% da indústria de SC

0,2% da indústria de SC

Posição em Santa Catarina

Produtividade

13°

Exportações

19°

Estabelecimentos

19°

Empregos

Fonte: Observatório Fiesc

MARÇO, 2020

ANUÁRIO ANUÁRIO

33


34

ANUÁRIO ANUÁRIO

MARÇO, 2020


MARÇO, 2020

ANUÁRIO ANUÁRIO

35


A P R E S E N TAÇ ÃO

O município ainda é considerado também o principal polo logístico do estado e um dos principais do Sul do país. Abriga um importante complexo portuário e um completo pool de empresas que respondem por todas as etapas da cadeia logística do comércio exterior. Essa realidade se dá devido ao fato da região comportar o Complexo Portuário de Itajaí, um dos mais importantes do Brasil, e o aeroporto de Navegantes, que suporta a alta movimentação turística. Tudo isso aliado a localiza-

ção geográfica privilegiada, em um dos principais entroncamentos rodoviários do Sul do Brasil. O PIB da Foz do Itajaí, no período entre 2011 e 2016 [incluindo a evolução do índice] apresentou uma evolução de 63,39%. Já a colaboração do índice da atividade econômica e geração de riqueza da Foz do Itajaí para a composição do PIB catarinense também é historicamente expressa manteve uma taxa constante, com colaboração média de 16,2% para o PIB catarinense.

Produto Interno Bruto - Foz do Itajaí (R$) PIB (R$)

Foz do Itajai

Santa Catarina

Brasil

2011

26.518.212,39

1742888321,73

4.376381.999,97

2012

30.117.434,88

191.794.652,14

4814.760.000,02

2013

34.595.906,80

214.512.241,57

5.331.618.956,62

2014

40.635.217,00

242.553.370,85

5.778.952.779,99

2015

41.667.949,49

249.079.642,28

5.995.786.999,98

2016

43.327.290,21

256.661.189,81

6.267.205.000,01

Evolução 2011 - 2016

63,39%

47,45%

43,21%

Participação da Foz do Itajaí no PIB SC 2011

2012

2013

2014

2015

2016

15,2%

15,7%

16,1%

16,8%

16,7%

16,9%

Fonte: IBGE/Secretaria de Estado de Planejamento de Santa Catarina

36

ANUÁRIO ANUÁRIO

MARÇO, 2020


Foto: Renato Soares/Mtur/Divulgação

Ainda segundo o Sebrae, o perfil produtivo e o aquecimento da economia da região Foz do Itajaí tem o protagonismo de diversos setores para a dinamização de bens e serviços e a geração de riqueza na região. O segmento de serviços surge com liderança significativa, compondo cerca de 47% do produto interno bruto da região. Outro destaque são os impostos sobre produtos, em que a Foz do Itajaí participa com 23% no montante estadual de PIB gerado pelo segmento em Santa Catarina.

Participação dos setores econômicos no PIB (R$1.000)

4.558.968,39 10,5%

Participação PIB SC Agropecuária - 1,3% Indústria - 18,0% Serviços - 47,2% Administração - 10,5% Imposto produtos - 23,0%

20.460.754,97 47,2% 9.963.366,77 23,0%

Agropecuária Indústria Serviços

549.502,12 1,3%

Administração Impostos produtos

7.794.764,96 18,0%

Fonte: IBGE/Secretaria de Estado de Planejamento de Santa Catarina

MARÇO, 2020

ANUÁRIO ANUÁRIO

37


A P R E S E N TAÇ ÃO

Setores cerâmico e serviços impulsionam o Sul de SC

Foto: Marciano Bortolin/Divulgação

A região Sul responde por 11,2% na composição do PIB catarinense e tem a atividade industrial como segundo maior gerador de receitas [23,8%], atrás do setor de prestação de serviços [44%]. O Sul de Santa Catarina ocupa a 12ª posição no ranking de produtividade industrial, 10ª posição em exportações, 7ª posição em número de estabelecimentos e 9ª posição na geração de postos de trabalho. Concentra a maior fatia da produção da indústria cerâmica do estado nos municípios de Criciúma [11,9%] e São Bento do Sul [6,3%], que juntos empregam 18,28% dos trabalhadores do setor cerâmico de Santa Catarina. Dentro desse setor, a atividade de fabricação de produtos cerâmicos é a predominante, com 50,5% dos trabalhadores. Na sequência aparecem as atividades de fabricação de artefatos de concreto, cimento, fibrocimento, gesso e materiais semelhantes [30,1%] e aparelhamento de pedras e fabricação de outros produtos de minerais não-metálicos [10,5%]. A indústria cerâmica mostrou variação negativa de 8,4% no número de empregos entre 2010 e 2018. Em termos de estabelecimentos, houve ampliação de 2,5% no mesmo período. Outro destaque é o setor da administração, em que o Sul participa com 13,2% no montante estadual de PIB gerado pelo segmento em Santa Catarina. É evidente a fundamental colaboração dos negócios de pequeno porte para o motor da economia regional. Juntas, as micro e pequenas empresas são mais de 99% dos empreendimentos da macrorregião respondendo por um índice superior a 67% da taxa de empregabilidade, de acordo com levantamento oficial de 2016, segundo o Caderno de Desenvolvimento Regional, publicado pelo Sebrae em 2019.

38

ANUÁRIO ANUÁRIO

MARÇO, 2020

Participação PIB SC

Participação dos setores econômicos no PIB (R$1.000)

Agropecuária - 13,1% Indústria - 11,6,0% Serviços - 11,3% Administração - 13,2% Imposto produtos - 8,1%

12.633.558,77 44,0%

4.143.766,21 14,4%

Agropecuária

3.134.150,95 10,9%

Indústria Serviços Administração Impostos produtos

1.966.494,17 6,8% 6.830.196,77 23,8% Fonte: IBGE/Secretaria de Estado de Planejamento de Santa Catarina


MARÇO, 2020

ANUÁRIO ANUÁRIO

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A P R E S E N TAÇ ÃO

Foto: Dreamstime/Divulgação

Serra catarinense se destaca com a indústria extrativista vegetal

A região da Serra comporta 29 municípios, tendo como um dos principais polos regionais a cidade de Lages. Também estão situados, na macrorregião, municípios que se destacam como boas opções para o ecoturismo, o turismo rural e os passeios de inverno. A região abriga alguns dos pontos mais altos e frios do Sul do Brasil. No contexto econômico, destaca-se a indústria ligada à madeira, papel e celulose bem como as áreas de transporte e o comércio varejista. É evidente a colaboração dos negócios de pequeno porte para o motor da economia regional. Juntas, as micro e pequenas

40

ANUÁRIO ANUÁRIO

MARÇO, 2020

empresas são mais de 99% dos empreendimentos da Serra catarinense, respondendo por 64,8% da taxa de empregabilidade, de acordo com levantamento oficial de 2016, publicado pelo Sebrae em 2019, no Caderno de Desenvolvimento Regional. O segmento de serviços surge com liderança significativa, compondo cerca de 37% do PIB da região serrana catarinense. A indústria aparece em segunda posição, com 23,9%, e outro destaque está na agropecuária, setor no qual a Serra participa com 13,2% no montante estadual de PIB gerado pelo segmento em Santa Catarina.

Nesse contexto ganham força as atividades decorrentes do extrativismo animal e vegetal. Exemplo disso é o segmento industrial do papel e celulose, que mesmo composto de 386 micro ou pequenas empresas (90,8% do setor), tem os maiores produtores catarinenses nas cidades de Otacílio Costa e Correia Pinto. Segundo dados do Observatório Fiesc, dentro do setor, a atividade de fabricação de papel, cartolina e papel-cartão é a predominante, com 51,1% dos trabalhadores. Na sequência aparecem as atividades de Fabricação de embalagens de papel, cartolina, papel-car-


tão e papelão ondulado [com 34,2%] e fabricação de produtos diversos de papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado [com 14,3%]. Em 2017 [últimos dados da Fiesc referentes ao setor], o Valor Bruto da Produção Industrial (VBPI) do setor Celulose e Papel foi de R$ 6,6 bilhões, o que representa uma queda de 9,4% em relação a 2015. Já o Valor da Transformação Industrial (VTI) do setor Celulose e papel foi de R$ 3,2 bilhões, o que representa uma queda de 1,16% em relação a 2016.

O Grau de Industrialização [calculado a partir da participação do Valor da Transformação sobre o Valor Bruto da produção] do setor Celulose e papel é de 48,9%, superior à média da indústria de Santa Catarina (de 43,7%). Na atividade de Celulose e papel, o ano de 2018 fechou com variação de 2,3 % em sua Produção Industrial. Esse valor é superior ao observado no Brasil, que foi de 5,0%. Na atividade de Celulose e papel, o ano de 2018 fechou com variação de 2,3 % em sua Produção Industrial. Esse va-

lor é superior ao observado no Brasil, que foi de 5,0%. Entre 2012 e 2019, as exportações do setor cresceram 42,9%, enquanto as importações tiveram alta de 13,9%. O crescimento das exportações do setor está acima do desempenho catarinense, que acumulou leve queda de 0,2% no montante exportado nesse período. A alta das importações do setor está abaixo do registrado pelo estado, que apresentou aumento de 16% nas compras externas nesse comparativo.

CELULOSE & PAPEL 20.928

444

Empregos

Estabelecimentos

2,8 da indústria de SC

0,9% da indústria de SC

RS 6,6 bilhões

RS 3,2 bilhões

R$ 160,2 mil

Valor Bruto da Produção Industrial

Valor da Transformação

Produtividade

4.5% da indústria de SC

Industrial

por trabalhador

5,0% da indústria de SC

industrial

Exportações

Importações

US$ 269 milhões

US$ 118 milhões

3,5% da indústria de SC

0,7% da indústria de SC

Posição em Santa Catarina

Produtividade

Exportações

14°

Estabelecimentos

10°

Empregos

Fonte: Observatório Fiesc

MARÇO, 2020

ANUÁRIO ANUÁRIO

41


A P R E S E N TAÇ ÃO

Foto: Sebrae/Divulgação

Indústria ligada a madeira e comércio varejista movem a economia da região Meio Oeste

A região Meio Oeste tem 34 municípios, sendo Caçador um dos principais polos regionais. Sua economia tem grande participação da indústria ligada à madeira. No entanto, ganha destaque o comércio varejista ligado ao segmento. A cadeia englobada pelo segmento do agronegócio também se destaca, com ênfase para os negócios de pequeno porte. Juntas, as micro e pequenas empresas são mais de 99% dos empreendimentos do Meio Oeste, respondendo por 57,5% da taxa de empregabilidade, segundo dados publicados pelo Sebrae. Na série histórica referente ao período entre 2011 e 2016, há constantes e crescentes resultados positivos, numa evolução de cerca de 47%. O segmen-

42

ANUÁRIO ANUÁRIO

MARÇO, 2020

to de serviços mantém uma liderança significativa, compondo 34,6% do PIB da região. Outro destaque é a agropecuária, em que o Meio Oeste participa com 13,2% no montante estadual de PIB gerado pelo segmento em Santa Catarina. O setor de móveis e madeira ganha destaque, sendo o município de Caçador responsável por 8,2% dos empregos gerados no setor em SC e um grande exportador de móveis e madeiras, numa vocação regional que também impulsiona o comércio varejista ligado ao segmento. Dos 5.328 estabelecimentos, 98,1% são micro ou pequenas indústrias [até 99 empregados]. Juntos, esses estabelecimentos empregam 62% dos trabalhadores do setor.

O setor mostrou variação de 2,5% no número de empregos entre 2010 e 2018. Em termos de estabelecimentos, houve ampliação de 6,4% no mesmo período, segundo o Observatório Fiesc. Dentro do setor, a atividade de fabricação de móveis é a predominante, com 41,5% dos trabalhadores. Na sequência aparecem as atividades de fabricação de produtos de madeira, cortiça e material trançado, exceto móveis [com 39,1%] e desdobramento de madeira [com 19,5%]. Entre 2012 e 2019, o setor apresentou variação de 85,2% nas exportações e 34% nas importações. Esse desempenho nas vendas externas foi acima do observado para Santa Catarina [-0,2%] e, nas importações, maior que o do estado [16%].


MOVEIS & MADEIRA

67.242

5.328

8,8% da indústria de SC

10,6% da indústria de SC

Empregos

Estabelecimentos

R$ 8,7 bilhões

R$ 4,4 bilhões

Valor Bruto da Produção

Valor da Transformação

Produtividade

industrial

industrial

por trabalhador

6% da indústria de SC

6,8% da indústria de SC

industrial

Exportações

R$ 63,8 mil

Importações

US$ 1,1 bilhão 14,3% da indústria de SC

US$ 79,2 milhões 0.5% da indústria de SC

Posição em Santa Catarina

16°

Produtividade

Exportações

Estabelecimentos

Empregos

Fonte: Observatório Fiesc

MARÇO, 2020

ANUÁRIO ANUÁRIO

43


A P R E S E N TAÇ ÃO

Foto: Cetesc/Divulgação

Tecnologia da Informação e Comunicação projetam a mesorregião da Grande Florianópolis

O turismo vem sendo considerado há muitos anos uma importante atividade econômica para a região da Grande Florianópolis, que comporta 16 municípios, dentre eles a capital Florianópolis, mapeada dentre os principais destinos turísticos nacionais. Portanto, o turismo surge como uma importante atividade econômica, numa área predominantemente litorânea. O comércio e a prestação de serviços são outras importantes atividades no cenário empresarial da região. No entanto, o setor de Tecnologia da Informação e Comunicação tem significativa participação, com Florianópolis figurando dentre os mais vibrantes polos tecnológicos brasileiros, com

44

ANUÁRIO ANUÁRIO

MARÇO, 2020

cerca de 600 empresas de software, hardware e serviços de tecnologia, responsáveis por aproximadamente cinco mil empregos diretos. É um trabalho altamente reconhecido pelo mercado, que faz da mesorregião um importante polo. Os municípios de maior destaque no setor de TIC no estado são São José [33,2%] e Florianópolis [12,1%], segundo o Observatório Fiesc. O setor mostrou variação de 2% no número de empregos entre 2010 e 2018. Em termos de estabelecimentos, houve ampliação de 43% no mesmo período. Dentro do setor, a atividade de fabricação de aparelhos e instrumentos de medida, teste e controle; termômetros e relógios é a predominante, com 36,6% dos

trabalhadores. Em seguida aparecem as atividades de fabricação de equipamentos de comunicação, com participação de 34,3% e a atividade de fabricação de componentes eletrônicos, com 11% do total de empregos do setor. Em 2017, o Valor Bruto da Produção Industrial (VBPI) do setor de TIC foi de R$ 1,02 bilhão, o que representa uma alta de 29,9% em relação a 2016. Já o Valor da Transformação Industrial (VTI) do setor de TIC foi de R$ 516,9 milhões, o que representa uma alta de 36,4% em relação a 2016. O Grau de Industrialização [calculado a partir da participação do Valor da Transformação sobre o Valor Bruto da produção] do setor de TIC é de 50,7%, inferior


MARÇO, 2020

ANUÁRIO ANUÁRIO

45


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MARÇO, 2020

ANUÁRIO ANUÁRIO

47


A P R E S E N TAÇ ÃO à média da indústria de Santa Catarina [de 43,7%]. Entre 2012 e 2019, o setor também apresentou variação de -36,1% nas exportações e 6,8% nas importações. Esse desempenho nas vendas externas foi abaixo do observado para Santa Catarina [-0,2%]. Nas importações o valor também foi menor que o do estado [16%]. O comércio e a prestação de serviços

são outras importantes atividades no cenário empresarial da região, que também evidencia a fundamental colaboração das micro e pequenas empresas para o motor da economia regional. Juntos, os empreendimentos desse perfil respondem por quase 55% dos empregos da Grande Florianópolis, segundo levantamento do Sebrae, com base em números de 2016.

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO 7.064

286

0,9% da indústria de SC

0,6% da indústria de SC

Empregos

Estabelecimentos

R$ 1,02 bilhão

R$ 516,9 milhões

R$ 97,5 mil

Valor Bruto da Produção

Valor da Transformação

Produtividade

industrial

industrial

por trabalhador

0,7% da indústria de SC

0,8% da indústria de SC

industrial

Exportações

Importações

US$ 26,8 milhões 0,3% da indústria de SC

US$ 809,6 milhões 4,9% da indústria de SC

Posição em Santa Catarina

10°

Produtividade Fonte: Observatório Fiesc

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ANUÁRIO ANUÁRIO

MARÇO, 2020

11°

Exportações

17°

Estabelecimentos

14°

Empregos


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MARÇO, 2020

ANUÁRIO ANUÁRIO

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A P R E S E N TAÇ ÃO

DISTRIBUIÇÃO DE EMPREGOS POR MUNICÍPIO

Até 100 Entre 100 e 300 Entre 300 e 700 Entre 700 e 2.359

1˚ SÃO JOSÉ 2.347 (8,5%)

50

ANUÁRIO ANUÁRIO

MARÇO, 2020

2˚ FLORIANÓPOLIS 852 (12,1%)

3˚ JARAGUÁ DO SUL 598 (8,5%)


MARÇO, 2020

ANUÁRIO ANUÁRIO

51


N Ú M E R O S D E S A N TA C ATA R I N A

PIB DE SANTA CATARINA CRESCE QUATRO VEZES MAIS QUE A MÉDIA NACIONAL Pelo terceiro ano consecutivo Santa Catarina ocupa a sexta posição no ranking da economia do país

E

nquanto o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de todas as riquezas produzidas no país, vem crescendo em torno 1% ao ano desde 2017, o PIB catarinense cresce aproximadamente 4%. A projeção foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em novembro do ano passado. Em 2018, segundo a estimativa do governo de Santa Catarina, o avanço foi de 3,6%, e a expectativa é que este ano

52

ANUÁRIO ANUÁRIO

MARÇO, 2020

o PIB catarinense cresça mais uma vez próximo de 4% neste ano. Para o economista Paulo Zoldan, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, ocorreu uma maior aceleração no primeiro semestre do ano passado com relação ao igual período de 2018. No entanto, os dados oficiais do segundo semestre ainda não foram divulgados. As expectativas de Zoldan são boas, porque o estado tem alguns dos melhores indicadores do país em

relação à segurança pública, capital humano, eficiência da máquina pública e solidez fiscal. No Ranking de Competitividade dos Estados, divulgado em outubro do ano passado, Santa Catarina ocupa a segunda colocação. O estudo analisou 69 indicadores. Quem lidera o ranking é São Paulo. O estado encerrou 2019 com R$ 29,02 bilhões de arrecadação tributária própria bruta, alta de 11,2% em relação ao ano anterior. O número considera os im-


postos estaduais, como ICMS, IPVA, ITCMD e demais receitas. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de todas as riquezas produzidas no país, vem crescendo em torno 1% ao ano desde 2017, o PIB catarinense cresce aproximadamente 4%. A projeção foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em novembro do ano passado. Em 2018, segundo a estimativa do governo de Santa Catarina, o avanço foi de 3,6%, e a expectativa é que este ano o PIB

catarinense cresça mais uma vez próximo de 4% neste ano. Para o economista Paulo Zoldan, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, ocorreu uma maior aceleração no primeiro semestre do ano passado com relação ao igual período de 2018. No entanto, os dados oficiais do segundo semestre ainda não foram divulgados. As expectativas de Zoldan são boas, porque o estado tem alguns dos melhores indicadores do país em relação à segurança pública, capital

humano, eficiência da máquina pública e solidez fiscal. No Ranking de Competitividade dos Estados, divulgado em outubro do ano passado, Santa Catarina ocupa a segunda colocação. O estudo analisou 69 indicadores. Quem lidera o ranking é São Paulo. O estado encerrou 2019 com R$ 29,02 bilhões de arrecadação tributária própria bruta, alta de 11,2% em relação ao ano anterior. O número considera os impostos estaduais, como ICMS, IPVA, ITCMD e demais receitas.

MARÇO, 2020

ANUÁRIO ANUÁRIO

53


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ANUÁRIO ANUÁRIO

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N Ú M E R O S D E S A N TA C ATA R I N A

RANKING DE COMPETITIVIDADE DOS ESTADOS [2019] RR

80

AP

AM

PA

MA

CE PI

AC

PE

TO

RO

Nota geral SC em 2019:

60

RN PB

SE

AL

GO DF

76.6

74.4

50.2

47.9

49.4

49.3

2016

2017

2018

2019

ES

MS SP

RJ

0

PR

O Ranking de Competitividade varia de 0 a 100, onde 0 representa apenas a pior nota e 100 apenas a melhor nota.

77.2

20

MG

74,4

74.3

40

BA

MT

SC RS

NOTA GERAL (2019) 87.4

1°. SP

74,4

74.4

2°. SC 3°. DF

71.8

4°. PR

71.0

49,3

ÍNDICE SANTA CATARINA

64.3

5°. RS

POSIÇÃO NO RANKING

MÉDIA ÍNDICE BRASIL

62.4

6°. ES

55.1

7°. RS

54.3

8°. MG

Nota por pilares:

O tamanho da área de cada pilar, no mapa, é proporcional ao peso que este pilar tem no resultado final do Ranking.

52.8

9°. MT 10°. RJ

50.2

11°. PB

49.6

12°. CE

49.6

13°. GO

49.0

14°. AL

48.2

POTENCIAL DE MERCADO

16°. AM

43.3

17°. PE

42.5

18°. RO

42.1

19°. TO

41.7

20°. BA

36.9

21°. RR

36.6

22°. SE

35.4

23°. PI

35.0

24°. AP

34.4

25°. PA

34.1

INOVAÇÃO

CAPITAL HUMANO

EDUCAÇÃO

EFICIÊNCIA DA MÁQUINA

SUSTENTABILIDADE SOCIAL

SOLIDEZ FISCAL SEGURANÇA PÚBLICA

31.2

26°. MA

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL

INFRAESTRUTURA

47.0

15°. RN

2019

2018

2017

2016

MÉDIA BRASIL

30.2

27°. AC 02

56

100

ANUÁRIO ANUÁRIO

04

MARÇO, 2020

06

08

0

100 Fonte: CLP Liderança Pública/Reprodução


POTENCIAL DE MERCADO NOTA GERAL NO PILAR (2019)

45,7 SANTA CATARINA

8˚ POSIÇÃO NO RANKING

31,7

100,0

MÉDIA BRASIL

SANTA CATARINA

SANTA CATARINA

3˚ POSIÇÃO NO RANKING

SANTA CATARINA

7˚ POSIÇÃO NO RANKING

SANTA CATARINA

3˚ POSIÇÃO NO RANKING

16˚

63,6

MÉDIA BRASIL

SANTA CATARINA

POSIÇÃO NO RANKING

MÉDIA BRASIL

EFICIÊNCIA DA MÁQUINA PÚBLICA NOTA GERAL NO PILAR (2019)

40,5

82,2

MÉDIA BRASIL

SANTA CATARINA

SANTA CATARINA

1˚ POSIÇÃO NO RANKING

7˚ POSIÇÃO NO RANKING

63,9 MÉDIA BRASIL

INOVAÇÃO NOTA GERAL NO PILAR (2019)

46,4

90,8

MÉDIA BRASIL

SANTA CATARINA

SUSTENTABILIDADE SOCIAL NOTA GERAL NO PILAR (2019)

100,0

MÉDIA BRASIL

60,2

EDUCAÇÃO NOTA GERAL NO PILAR (2019)

82,0

POSIÇÃO NO RANKING

57,5

37,9

CAPITAL HUMANO NOTA GERAL NO PILAR (2019)

53,4

SOLIDEZ FISCAL NOTA GERAL NO PILAR (2019)

INFRAESTRUTURA NOTA GERAL NO PILAR (2019)

54,5

SEGURANÇA PÚBLICA NOTA GERAL NO PILAR (2019)

3˚ POSIÇÃO NO RANKING

39,2 MÉDIA BRASIL

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL NOTA GERAL NO PILAR (2019)

51,5

61,0

10˚

52,8

MÉDIA BRASIL

SANTA CATARINA

POSIÇÃO NO RANKING

MÉDIA BRASIL MARÇO, 2020

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ANUÁRIO ANUÁRIO

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N Ú M E R O S D E S A N TA C ATA R I N A

SANTA CATARINA É A SEXTA MAIOR ECONOMIA DO BRASIL

E

Foto: CNI/Divulgação

m 2016, a economia catarinense encolheu e a Bahia tomou o sexto lugar. Em 2017, os catarinenses passaram a reconquistar a posição. O PIB voltou a crescer e o estado atingiu a histórica marca de R$ 277 bilhões, recolocando os catarinenses na sexta colocação no ranking. Já a Bahia, que tem o dobro da população catarinense, agora retornou à sétima colocação. E Santa Catarina tem tudo para superar mais estados, de acordo com uma previsão divulgada no final do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

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MARÇO, 2020

Segundo o estudo, o estado pode desbancar o Rio de Janeiro e se tornar o terceiro do Brasil com maior PIB per capita quando os dados oficiais de 2018 forem divulgados. Os dados são relacionados sempre a dois anos antes, por conta da dificuldade em consolidar todas as estatísticas. Primeiro é preciso aguardar a divulgação dos dados contábeis das empresas, os números repassados por cada estado, para então o IBGE aplicar a metodologia utilizada para verificar o tamanho da riqueza gerada em todos os cantos do Brasil. Mesmo assim, de acordo com o economista Paulo Zol-

dan, 2020 será melhor do que 2019 para Santa Catarina. Zoldan acrescenta que apesar da conjuntura internacional não ser muito favorável, pela desaceleração da economia mundial, a economia catarinense é muito atrelada ao mercado interno. Se com o PIB brasileiro crescendo 1% Santa Catarina cresceu 4%, no ano que se o Brasil passar de 2% os catarinenses poderão multiplicar suas vendas. “Isso tudo pode favorecer um desenvolvimento econômico bem maior que registramos em 2019 aqui no Estado. Portanto, 2020 será melhor que o ano passado”, destaca o especialista.


MARÇO, 2020

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N Ú M E R O S D E S A N TA C ATA R I N A

JOINVILLE, ITAJAÍ E FLORIANÓPOLIS ESTÃO NO TOPO DO RANKING DO PIB EM SANTA CATARINA

Foto: Daniel Viana/MTur

O

ranking das cidades com maior PIB no Brasil, divulgado em novembro passado pelo IBGE, tem cinco cidades catarinenses entre as 100 maiores economias do país e poucas novidades em relação aos anos anteriores. No estado, nada mudou no topo da lista: Joinville, Itajaí e Florianópolis, nesta ordem, lideram o PIB de Santa Catarina. Juntas, as três cidades somam um PIB de R$ 68,8 bilhões, 9% maior do que o somatório dos números apresentados no ano passado. A análise é retroativa a dois anos, portanto os dados divulgados dizem respeito à movimentação econômica de 2017. O dado mais interessante é que em plena crise econômica, as três cidades que lideram a geração de rique-

Joinville, que tem sua economia alavancada pela indústria, registra um PIB de R$ 27,3 bilhões

Foto: Daniel Viana/MTur

zas em Santa Catarina registraram um crescimento maior do que no ano anterior. Destaque na indústria, Joinville, que está no topo do ranking estadual, chegou aos R$ 27,3 bilhões [8,3% a mais do que em 2016]. Itajaí, que tem os melhores resultados em comércio e serviços, teve o maior índice de crescimento, com 14%, e alcançou R$ 21,9 bilhões. O aumento da Capital foi o mais discreto entre as três, 4%. O PIB de Florianópolis, que é destaque em serviços, é de R$ 19,5 bilhões. Entre as 100 maiores economias do país, completam a lista de catarinenses Blumenau, com R$ 16 bilhões, e São José, com R$ 10 bilhões. No ranking nacional, Joinville, a cidade mais bem posicionada do estado, aparece em 29º lugar. Itajaí está em 37º, e Florianópolis em 44º. Blumenau tem o 57º PIB do país, e São José, o 97º.

O PIB de Florianópolis, que é destaque em serviços, é de R$ 19,5 bilhões

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ITAJAÍ É ÚNICA CIDADE DO SUL NA LISTA DAS 10 COM A MAIOR RECEITA PER CAPITA

I

lhor arrecadação por habitante, seis têm um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) menor que Itajaí. De acordo com os números levantados pela ONU em 2010, Itajaí tem um índice de 0,795 de IDH, ocupando a 56ª posição no Brasil. O bom posicionamento do município no levantamento feito pelo OIM pode ser creditado a recuperação do Porto e à capacidade o que em gerando maior movimentação de recursos e, consequentemente, aumento na arrecadação dos impostos. O município credita também o elevado índice de desenvolvimento econômico aos investimentos do poder público em infraestrutura, educação, saúde e mobilidade urbana. Do montante arrecado, Itajaí in-

veste acima do percentual previsto pela Constituição Federal nas áreas de Educação e Saúde. Os valores absolutos ultrapassam R$ 628 milhões nas duas secretarias, o que corresponde 48% do orçamento municipal. A maioria das cidades que aparecem no topo da lista se beneficiam de atividades ligadas ao petróleo. Paulínea (SP), que ocupa o primeiro lugar, é sede da refinaria da Petrobras e recebe os dividendos da atividade. Os royalties da exploração interferem nos resultados de municípios como Maricá (RJ) e Niterói (RJ), que ocupam, respectivamente, o 2º e o 10º lugar. Já Itajaí, única representante do Sul do país na lista, tem destaque na prestação de serviços.

Foto: Alfabile Santana

tajaí é a única cidade de Santa Catarina e do Sul do Brasil no ranking dos dez municípios com orçamento bilionário e maior receita per capita [por pessoa] no país. A cidade tem uma população estimada em 215 mil habitantes, receita de R$ 1,5 bilhão [o equivalente a R$ 7,303 mil para cada morador] e ocupa o 9º lugar no país. O levantamento foi feito pelo Observatório de Informações Municipais (OIM) e leva em conta o cruzamento de dados entre o orçamento disponível nas prefeituras, em 2018, e a população. Se for avaliado o quanto a arrecadação reflete na qualidade de vida dos cidadãos, Itajaí tem um desempenho de destaque em relação aos demais municípios da lista. Dos oito com me-

O PIB de Itajaí cresceu 14%, e alcançou R$ 21,9 bilhões

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Foto: Shutterstock/Divulgação

CRESCE ARRECADAÇÃO DE ICMS EM SANTA CATARINA

N

enhum setor da economia catarinense registrou queda na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 2019. Os segmentos que apresentaram maior crescimento, em relação a 2018, foram os supermercados [com 31,8%], transportes [cujo acréscimo foi 17%], embalagens e descartáveis [que registraram alta de 16,5%] e automação comercial [com 14,8%]. “Nossa economia está respondendo aos resultados positivos. A prova é que tivemos um crescimento de 3,56% na geração de empregos e abertura de 150 mil empresas”, Diz o secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli. E a expectativa com relação ao aumento na geração de postos de trabalho e novas empresas é ainda maior. Em dezembro do ano passado o governador Carlos Moisés assinou um decreto possibilitando que 597 atividades econômicas fossem dispensadas de licenciamento prévio. Esse ato significou a desburocratização do processo de abertura de empresas, fazendo com que Santa Catarina seja o primeiro es-

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tado a seguir o Governo Federal, que fez movimento semelhante com a Lei da Liberdade Econômica em setembro. A diferença é que o Governo estadual foi além: enquanto a União dispensou de licenciamento 287 atividades econômicas, no Estado esse número foi de 597. O presidente da Junta Comercial (Jucesc), Juliano Chiodelli, diz que o decreto coloca o Santa Catarina em outro patamar em relação a medidas de desburocratização para a abertura de novas empresas. “Estamos criando um ambiente totalmente dinâmico e favorável para o empreendedorismo”, diz. A meta da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), juntamente com os outros órgãos que integram a RedeSim [Jucesc, Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Santa Catarina (CBMSC), Diretoria de Vigilância Sanitária (Divs) e Instituto do Meio Ambiente (IMA)] é ampliar a lista de dispensa de licenciamento prévio de outras atividades econômicas no decorrer deste ano. Para o economista do Observatório Fiesc, Henrique Reichert, o otimismo

do primeiro semestre foi se transformando em confiança e os empresários, aos poucos, estão retomando os investimentos. E quando a indústria investe, a roda da economia acelera. Dos cerca de 90 mil novos postos de trabalho criados este ano no estado, mais de um terço das vagas foram geradas pela indústria de transformação. O setor de serviços foi o segundo colocado com cerca de 30% novos postos de trabalho e até a construção civil, que estava adormecida, voltou a contratar e criou mais de 10 mil vagas no ano passado, segundo dados Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “Há bastante o que se comemorar com relação a 2019. E a indústria foi uma das protagonistas dessa recuperação econômica no estado. A gente faz pesquisa do índice de confiança do industrial e ficou cada vez mais forte o entusiasmo com a chegada de 2020. A locomotiva Brasil está começando a andar. A retomada do crescimento nacional deve aumentar as nossas vendas, favorecendo ainda mais a indústria aqui em Santa Catarina”, avalia Henrique Reichert.


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Foto: Shutterstock/Divulgação

ESTADO REDUZIU ALÍQUOTA DO ICMS DE 17% PARA 12%

S

anta Catarina reduz de 17% para 12% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em operações com mercadorias destinadas ao contribuinte para comercialização, industrialização e prestação de serviços, desde 1º de março. Com essa medida o governo busca estimular a competitividade da indústria catarinense, igualando o imposto com o dos estados vizinhos nas transações interestaduais.

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Na prática, a indústria local poderá comprar insumos de Santa Catarina a um preço inferior, movimentando os negócios e a cadeia produtiva dentro do estado. A expectativa do governo é que a medida gere mais empregos e traga mais competitividade para a economia catarinense. A medida faz parte do projeto de administração tributária catarinense e ainda transfere a carga tributária da indústria para o varejo, movimentando os negócios e a cadeia produtiva dentro do estado.


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Foto: Alfabile Santana

PORTOS DE SC CRESCEM MAIS QUE A MÉDIA NACIONAL

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O complexo portuário catarinense, distribuído nas cidades de Imbituba, Itapoá, Itajaí, Navegantes e São Francisco do Sul está entre os principais da América do Sul

S

anta Catarina está localizada estrategicamente no centro da Região Sul do Brasil, entre os estados do Paraná e Rio Grande do Sul. Possui fronteira com a Argentina, no Oeste do seu território e em um raio de 1,8 mil quilômetros [ou cerca de 2h25min] de voo permite acesso para os maiores mercados da América Latina, que se considerado somente as capitais e principais centros urbanos, agrega cerca de 32 milhões de habitantes e um PIB de US$ 925 bilhões. Os dados são da publicação Proposta para inserção de Santa Catarina no contexto logístico nacional, da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), lançada no ano passado. Esta condição traz indi-

cativos do posicionamento geográfico estratégico, reforçando o potencial de Santa Catarina para se transformar em um importante hub logístico do Sul do Brasil. No estado os modais utilizados nas importações e exportações, segundo a Fiesc, estão divididos nos três principais meios de transportes: marítimo, rodoviário e aéreo. A importação por esses três modais mantém sua participação relativa, uma vez que a malha ferroviária catarinense é bastante reduzida. Quanto ao escoamento da produção de Santa Catarina, os transportes marítimos e rodoviários ganham ainda mais representação, deixando para o modal aéreo uma fatia muito pequena.

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Foto: Alfabile Santana

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REALIDADE PORTUÁRIA CATARINENSE Enquanto a movimentação nos portos brasileiros caiu 1,6%, a movimentação nos portos catarinenses cresceu 4,58% no ano passado, com a movimentação de 46,94 milhões de toneladas

S

anta Catarina conta com três portos e dois terminais de uso privado (TUPs) que juntos movimentaram 46,94 milhões de toneladas em 2019. Desse montante, segundo o Anuário Estatístico da Antaq, as exportações somaram 21,27 milhões de toneladas [com avanço de 2,46%] e as importações totalizaram 25,66 milhões de toneladas [crescimento e 6,4%] A movimentação de contêineres em Santa Catarina, segundo a agência reguladora, cresceu 8,94%, com 2,03 milhões de TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés] operados.

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A média nacional ficou em 3,5%. É importante destacar que as estatísticas da Antaq computa separadamente os contêineres de longo curso e de cabotagem. Portanto, o somatório de todos os contêineres operados no estado é de mais de 2 milhões de TEUs, representando cerca de US$ 25,7 bilhões. Somada a operação de todos terminais do estado, Santa Catarina participa com 20% de toda movimentação brasileira, o que coloca o estado na segunda posição como maior movimentação de containers no Brasil. Esses números comprovam a importância dos portos catarinenses no contexto

nacional, uma vez que o estado é uma das menores unidades [em extensão territorial] da Federação e, apesar disso, abriga portos brasileiros de grande expressão, a exemplo do Complexo Portuário do Itajaí, que ocupa a segunda posição no ranking nacional de movimentação portuária, TUP Porto Itapoá, na terceira posição, seguido pelo TUP Portonave S/A – Terminal Portuário Navegantes. Estrategicamente instalados na costa catarinense, estes portos e terminais mantém linhas regulares para as principais cidades portuárias do mundo e fazem do estado o maior polo concentrador de contêineres do Brasil.


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COMPLEXO PORTUÁRIO DO ITAJAÍ ESTÁ ENTRE OS MAIS IMPORTANTES DO BRASIL O

Foto: Marina Itajaí/Divulgação

Porto de Itajaí [instalado na margem direita do rio homônimo e Autoridade Portuária do Complexo Portuário do Itajaí] engloba o operador APM Terminals [arrendatário dos berços 1 e 2] e tem a área total de 188,3 mil metros quadrados, sendo área primária de 83,22 mil m², área arrendada de 79,3 mil m² e um recinto alfandegado contíguo de 25,8 mil m². No entanto, o porto de Itajaí tem a perspectiva de chegar a 301 mil m² de área em curto espaço de tempo, podendo atingir 417,55mil m² em médio e longo prazos, segundo o seu Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ).

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Sua gestão é municipalizada. Ao todo o Complexo Portuário do Itajaí encerrou 2019 com avanço de 7% sobre o ano anterior. Ampliou sua movimentação de 1,15 milhão de TEUs em 2018, para 1,23 milhão no ano passado. A margem direita [APM Terminals Itajaí e Porto Público] ampliou sua movimentação de contêineres de 397,8 mil TEUS para 498,7 mil TEUs entre 2018 e 2019, com avanço de 23%. “Estávamos com uma expectativa muito grande com relação a tudo o que vem se fazendo no Porto de Itajaí. Estamos semeando desde 2017 os números comprovam a recuperação do terminal após


a crise de 2015”, diz o superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Marcelo Werner Salles. Já o crescimento verificado no triênio ficou acima das expectativas: 150% [de 196,22 mil para 498,7 mil TEUs, entre os anos de 2017 e 2019]. “Terminar 2019 com 7% de crescimento em nível de Complexo, é significativo o número que nós atingimos acumulado de 1,232 milhão de TEUs e isso nos aproxima do 1,5 milhão de TEUs, que é a nossa grande meta para 2020 e depois vamos trabalhar para chegarmos aos 2 milhões de TEUs, que já deveríamos ter atingido”, acrescenta o gestor. A partir de 2020, segundo o superintendente, as perspectivas são ainda melhores. Isso devido ao ingresso de navios com 336 metros de comprimento e 52 metros de boca [que vão movimentar maiores volumes de cargas] e à instalação de no-

vos sistemas de sinalização náutica e de monitoramento hidrodinâmico. A ampliação da retroárea do porto, iniciada no ano passado, o início das operações da nova baca de evoluções e demais acessos aquaviários e as excelentes condições operacionais da Portonave, devem contribuir para esse resultado. O Porto de Itajaí conta com quatro berços de atracação que totalizam a área de 1,047 mil metros de extensão, sendo que dois são operados pela APM Terminals Itajaí e os outros dois [berços 3 e 4] são operados por operadores pré-qualificados, para posteriormente entrarem no programa e arrendamento do governo federal. O Porto Público e seu arrendatário operam com dois portêineres, scanner para contêineres, mais guindastes de terra mobile harbour crane (MHC), entre outros equipamentos.

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P O R T O S C ATA R I N E N S E S

PORTONAVE ESTÁ PREPARADA PARA RECEBER OS GRANDES NAVIOS Foi concluída no mês de fevereiro a primeira bateria de testes de manobra na nova Bacia de Evolução do Complexo Portuário do Itajaí [que engloba a Portonave, em Navegantes]. Com a conclusão das manobras experimentais, em breve, os portos poderão receber navios de até 350 metros de comprimento. A estrutura do terminal de uso privado (TUP) Portonave já está preparada para os mega ships, com capacidade física e de equipamentos adequadas para esta nova classe de navios. Além disso, pensando no aumento do volume de contêineres, o terminal investiu na melhoria de processos e tecnologia para aprimorar seus serviços e criar novas alternativas para os clientes. Um exemplo é o projeto do gate automatizado. Uma solução desenvolvida internamente pela equipe da Portonave está agilizando o fluxo de entrada de caminhões no terminal. A primeira fase foi implantada no mês de dezembro. Motoristas das operações de “retirada de vazios” e “importação” já estão acessando de forma autônoma o TUP, sem intervenção de operadores. O monitoramento das operações ocorre de forma remota. A solução adotada envolve leitores biométricos, um circuito fechado de câmeras e tecnologia OCR para a leitura das placas dos veículos e dos contêineres. Tecnologia e melhoria de processos também são a base para otimizar e reduzir o tempo de permanência do transportador dentro do Terminal. Este tempo considera desde a chegada no gate, o carregamento ou descarregamento na pilha de contêineres e a saída do porto. Em 2015, o tempo médio era de 33 minutos. Em 2020 reduziu para 21 [36% a menos em cinco anos]. Além disso, a Portonave está implantando mais um benefício ao cliente, o ciclo duplo. Por meio desta ferramenta, o cliente poderá agendar dois contêineres [entrada e saída] no mesmo horário de agendamento, ou seja, na mesma janela o motorista deposita um contêiner e carrega outro sem precisar sair do terminal. O benefício traz agilidade operacional; menor tempo para entrega e retirada de contêineres do Terminal; e, claro, redução de custo para o cliente, pois ele poderá fazer dois carregamentos com o mesmo caminhão e motorista em uma mesma viagem. O Terminal Portuário de Navegantes tem 400 mil metros quadrados de área, capacidade estática para 30 mil TEUs e 900 metros de cais. Conta com equipamentos modernos como seis portêineres Post Panamax, 18 transtêineres (RTG) eletrificados, cinco empilhadeiras para contêineres cheios e quatro para vazios, 40 Terminal Tractors, dois scanners HCVM-T e 2,13 mil tomadas para contêineres refrigerados. Além disso, possui uma câmara frigorífica totalmente automatizada com capacidade para 16 mil posições pallets, a Iceport.

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Foto: Portonave Divulgação

Concluída primeira bateria de testes da nova bacia de evolução


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SUPREMACIA NO COMPLEXO PORTUÁRIO

NOVA BACIA DE EVOLUÇÃO A Marinha do Brasil solicitou 12 testes com navios de 300 metros: as seis primeiras manobras foram feitas com o giro na saída dos navios, navegando a ré até a nova Bacia de Evolução. As outras seis manobras serão com o giro na entrada, com a embarcação vindo a ré para a atracação. A nova Bacia de Evolução foi feita para permitir que o Complexo Portuário possa operar navios maiores do que a limitação atual. Nela, será possível realizar o giro de embarcações de até 366 metros, após a conclusão da segunda etapa. Além do maior tamanho das embarcações, um grande diferencial das manobras realizadas na nova bacia é que os navios irão navegar a ré, algo inédito no Brasil.

Produtividade Média Contêiner (Unidade/hora)

1˚ Portonave - SC 2˚ Santos (BTP) - SP8 3˚ Santos(Santos Brasil) - SP Foto: Renato Soares/Mtur

Fonte: Anuário Estatístico Antaq/2019

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O TUP Portonave importou e exportou 752 mil TEUs, o que representa mais de 60% das cargas do Complexo Portuário do Itajaí. “Em 2019 ultrapassamos 7,7 milhões de TEUs operados. Considerando exportações e importações de contêineres cheios, a Portonave respondeu pela fatia de 45% do market share no estado de Santa Catarina”, diz o superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas. Com relação a 2020, Castilho diz que espera um ano mais aquecido, com uma economia retomando um ritmo mais forte e com maior participação no Comércio Exterior. A Portonave iniciou suas operações em outubro de 2007 e atua no escoamento da produção das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil e de outros países da América do Sul e no recebimento de cargas de todo o mundo. Reconhecida internacionalmente pela qualidade na prestação de serviços e pela alta produtividade, tem como premissa o compromisso com a excelência e promoção do desenvolvimento sustentável. Também registrou no ano passado, segundo a publicação Anuário Estatístico Antaq/2019, a maior produtividade entre os portos brasileiros, com a movimentação de 95 contêineres por hora.


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GRANEIS SÃO O FOCO DE SÃO FRANCISCO DO SUL

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Foto: SCPar Porto deSão Francisco/Divulgação

anta Catarina conta ainda com o Porto de São Francisco do Sul, no Norte do estado, que engloba o TESC – Terminal Portuário Santa Catarina. O complexo portuário está hoje entre os principais portos do país na movimentação de carga geral não conteinerizada, movimentou mais de 11,264 milhões de toneladas em 2019 e sua arrecadação tarifaria chegou a R$ 70,901 milhões. Com isso hoje ocupa o primeiro lugar em Santa Catarina em movimentação [tonelagem], recebendo em média 38 navios por mês, segundo dados da SCPar Porto de São Francisco, empresa pública do Governo do Estado que detém a gestão do porto. Ainda segundo a gestora, o ano de 2019 foi marcado por grandes mudanças e melhorias na

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SCPar Porto de São Francisco do Sul. Dentre elas a economia de R$ 9 milhões, que foram investidos na infraestrutura e crescimento do porto. Ganham destaque o início da implementação do novo corredor de exportações, o aumento na carga e descarga de fertilizantes a granel e a retomada da gestão do Terminal Graneleiro de São Francisco do Sul, que até dezembro era administrado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). A conclusão do novo Gate também, segundo a SCPar Porto de São Francisco, possibilitou a melhoria nas operações de cargas, navios e caminhões, redução dos tempos de atracação e de espera de atracação, ganhos tarifários e atração de novas cargas. Entre os projetos para 2020 está a aquisição de

dois novos Ship Loaders com capacidade de 2 mil toneladas/hora. A compra desse equipamento deve gerar redução no tempo de operação, redução no tempo médio de espera, redução com eliminação nas taxas de demurrage e ampliação na capacidade de movimentação de cargas. Outras metas são a aquisição de boias e equipamentos de sinalização náutica, investimentos em segurança da informação, criação da gerência comercial e o aterro da retroárea do berço 201, possibilitando a ampliação da área de armazenagem da retroárea do berço 201 e, consequentemente, a arrecadação tarifaria com oferta de pátio. A administração do porto planeja ainda iniciar neste ano a dragagem de readequação do canal de acesso para 16 metros de profundidade, o que vai facilitar a entrada de embarcações maiores.


PORTO ITAPOÁ É O TERCEIRO MAIOR MOVIMENTADOR DE CONTÊINERES DO BRASIL

O

gajamento de suas equipes na busca incessante pela excelência operacional. O presidente do Porto Itapoá, Cássio Schreiner, enfatiza que os números de 2019 precisam ser comemorados como o resultado do trabalho intenso e profissional desenvolvido em Itapoá. “O Porto Itapoá nasceu do zero. Em um município que nos abraçou desde o princípio de nossas atividades mas, que nunca havia experimentado a vocação portuária. Foi necessário investir em infraestrutura, formar pessoas, estabelecer cultura logística e empreendedora. Com todos esses desafios, é extremamente gratificante ver esse resultado e saber que todo o esforço empenhado levou o Porto Itapoá a ser o maior porto de Santa Catarina na movimentação de

contêineres, e terceiro maior do Brasil, em apenas oito anos.” Outro dado interessante revelado pela publicação da Antaq foi o volume movimentado pelos portos em tonelagem, incluindo todas as cargas que passam pelos terminais portuários, como grãos, combustíveis, minério, ferro, fertilizantes, veículos, contêineres e carga geral. Em Santa Catarina, o Complexo Portuário da Baía da Babitonga, que inclui os terminais portuários de Itapoá e São Francisco do Sul, operou 59,3% de toda a carga movimentada pelos portos no estado. Ao todo Santa Catarina movimentou quase 47 milhões de toneladas. Desse montante os portos da Babitonga movimentaram quase 28 milhões de toneladas.

Foto: Porto Itapoá/Divulgação

Anuário Estatístico 2019 da Antaq coloca o TUP Porto Itapoá na primeira posição entre os portos movimentadores de contêineres em Santa Catarina. No Brasil, o terminal ocupa a terceira posição. Segundo os números da Antaq, o incremento em Itapoá foi o maior entre os seis maiores portos brasileiros, de 15,92%, com 735 mil TEUS movimentados em 2019 [dados preliminares divulgados pelo porto em janeiro apontavam crescimento de 14%]. Segundo a administração do terminal, em oito anos de operações o Porto Itapoá desenvolveu uma estratégia de diferenciação frente aos demais portos brasileiros, explorando as condições favoráveis da Baía da Babitonga na operação de grandes navios, somadas a um en-

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ANUÁRIO ANUÁRIO

85


P O R T O S C ATA R I N E N S E S

Foto: SCPAR Porto de Imbituba

PORTO DE IMBITUBA INVESTE PESADO EM INFRAESTRUTURA

A

SCPar Porto de Imbituba, empresa pública que administra o Porto de Imbituba, inicia 2019 com boas expectativas. No ano passado o porto [administrado pelo governo do estado] registrou a movimentação recorde 5,7 milhões de toneladas operadas entre janeiro e dezembro, com avanço de 10% em relação ao recorde anterior, de 5,2 milhões de toneladas em 2018. Entre os fatores que contribuíram para esse resultado está o retorno da operação de cargas como o malte e o minério de ferro, o incremento na movimentação de granéis sólidos, além do bom desempenho da cabotagem de contêineres. As importações lideraram as movimentações no porto, respondendo pela fatia de 47,3% do total movimentado. A exportação respondeu por 38% das cargas que passaram pelo Porto de Imbituba de janeiro a

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ANUÁRIO ANUÁRIO

MARÇO, 2020

dezembro de 2019 e a cabotagem, por 14,7%. O diretor-presidente da SCPar Porto de Imbituba, Jamazi Alfredo Ziegler, diz que o crescimento reflete os esforços de trabalho conjunto da comunidade portuária e que o porto encerrou o ano com aproximadamente R$ 35 milhões alocados para a melhoria da infraestrutura portuária. Destes investimentos, cerca de R$ 20 milhões são referentes a contratos já em execução. Uma das mais importantes realizações de 2019, segundo Ziegler, foi o lançamento do edital de licitação do Projeto Básico para as obras de recuperação e reforço estrutural do Cais 3. Com 245 metros de comprimento, esse cais 3 foi construído há aproximadamente 40 anos. “Esta obra é uma das prioridades da nossa gestão, pois apesar de contarmos com três berços e conse-

guirmos atender quatro navios simultaneamente, este cais tem grande representatividade nas nossas operações. Só em 2019, foi responsável por aproximadamente 35% de toda a movimentação portuária da cidade”, explica Ziegler. A previsão é de que a obra de recuperação e reforço deste berço seja entregue em 2023. A área total do Porto e Imbituba é de 4,3 milhões de metros quadrados. Conta com três berços de atracação que totalizam a extensão de 905 metros e profundidades variáveis entre 15 metros [berços 1 e 2] e 12 metros [berço 3]. Atuam ainda no porto, como arrendatários e operadores, as empresas Fertisanta, Santos Brasil, Grupo Votorantim – CRB, Serra Morena, ILP, OPL, Sanaval, AGM e Lóxus Granéis. Não há atuação de terminais de uso privado (TUPs) em Imbituba.


INICIA O ANO COM NOVA GESTÃO E GARANTE A EXPANSÃO DOS NEGÓCIOS

A

empresa AR Terminais, de Itajaí/SC, presente no mercado desde 2014 e especializada em prover soluções logísticas integradas, customizadas e flexíveis às necessidades do mercado, iniciou o ano de 2020 com uma grande mudança. Os membros das famílias Parisotto e Rehm, sócios da companhia, passam a compor o Conselho de Administração e toda a gestão corporativa será conduzida pelos executivos Daniel Malta na Diretoria Executiva e Rafael Coutinho na Diretoria Comercial, que já vinham prestando serviços à empresa. Os sócios Leodir Parisotto e Marcelo Rehm garantem que mesmo com a mudança, a AR Terminais continuará sendo uma empresa familiar, sem alterações no controle societário.

PARCEIRA ESTRATÉGICA Buscando diversificar seus serviços, a AR Terminais iniciou em 2019 a parceria com a empresa Depotrans Tank Containers, a qual atua no mercado desde de 1991, sendo 100% dedicada ao segmento de isotanks. Contando com uma área operacional de 5 mil metros quadrados em sua unidade em Itajaí/SC, a empresa prestará os serviços de armazenagem de isotanks, limpeza e descontaminação, gerenciamento de resíduos, manutenção e reparos, heating e PTI. O início das operações está previsto para o mês de abril deste ano. “Com esta parceria passamos a ser o único terminal logístico de Santa Catarina habilitado para os respectivos serviços”, destaca Coutinho.

NOVA ESTRUTURA Outro movimento importante da AR Terminais neste ano foi a abertura da primeira filial em Navegantes/SC. A empresa já atua nesta cidade com transporte rodoviário. Agora, para melhor atender seus clientes, contará com uma nova área de armazenagem de 12 mil metros quadrados, estrutura moderna, seguindo os melhores padrões de qualidade. “O foco desta unidade é atuar como centro de distribuição para empresas importadoras que operam pelos portos de Itajaí, Navegantes e Itapoá/SC”, afirma Malta.

ALVO DE CRESCIMENTO Diante da expansão dos serviços de armazenagem, movimentação de containers e distribuição de mercadorias, a empresa visa potencializar o crescimento nos serviços de transportes intermunicipais e interestaduais. “Com frota própria de veículos porta container, sider, baú, grade baixa, e com apoio de mais de 150 veículos agregados, estamos preparados para garantir aos nossos clientes a pontualidade, segurança e alta performance operacional na entrega de suas mercadorias”, enfatizam os executivos.

(47) 3404.8600 www.arterminais.com.br

Matriz - Rua Bertolino Serpa, 501 – Salseiros – Itajaí/SC. Filial 1 - Rodovia BR 470, 5348 – Volta Grande – Navegantes/SC. MARÇO, 2020

ANUÁRIO ANUÁRIO

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P O R T O S C ATA R I N E N S E S

A COMPLEXA CADEIA LOGÍSTICA DA INDÚSTRIA CATARINENSE De acordo com a publicação Santa Catarina no contexto logístico nacional, da Fiesc, a pulverizada distribuição espacial da indústria em todo o território catarinense resulta em uma cadeia logística complexa, tanto no que diz respeito ao suprimento [o estado demanda insumos de outras unidades da Federação e países], assim como para a distribuição, pois Santa Catarina possui uma importante participação no fornecimento de produtos industriais no mercado doméstico e internacional.

CORRENTE DE COMÉRCIO POR REGIÕES DE SANTA CATARINA

Fonte: MDIC/2018, elaboração e compilação – FIESC/GETMS

MULTIMODALIDADE

Foto: ANTT/Divulgação

Além de três portos públicos e dois TUPs, questão entre os principais terminais brasileiros em movimentação de contêineres, o escoamento da indústria catarinense se dá pelos modais rodoviário e aéreo. O modal ferroviário é pouco expressivo no estado. O sistema rodoviário catarinense tem aproximadamente 2,6 mil quilômetros de rodovias federais e 6 mil quilômetros de rodovias estaduais, além das rodovias municipais. O estado é cortado pela BR 101, uma das principais rodovias brasileiras, de Garuva, no Norte, a Passo de Torres, no Sul. Também ganham destaque as rodovias BR 470 [que liga o Complexo Portuário do Itajaí ao Oeste catarinense], BR 282 e a BR-280 [que ligam a cidade de Porto União, na divisa com o Paraná, com o porto de São Francisco do Sul]. Outras rodovias importantes são a BR-153 e a BR-116. No estado, o modal rodoviário ainda é preponderante e responde por aproximadamente 68% da matriz de transporte, seguido por aquaviário [cerca de 20%], ferroviário [9%], dutoviário [2,9%] e aeroviário [0,1%].

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ANUÁRIO ANUÁRIO

MARÇO, 2020


A REALIDADE DA MALHA FERROVIÁRIA DE SC

Foto: ALL/Divulgação

A malha ferroviária catarinense é de apenas mil quilômetros, que são operados pelas concessionárias América Latina Logística (ALL) e Ferrovia Tereza Cristina (FTC). A ALL opera dois troncos principais, que cortam o estado no sentido Norte-Sul, interligando a malha catarinense às malhas dos estados do Paraná e Rio Grande do Sul. A Ferrovia Tereza Cristina, por sua vez, interliga a região carbonífera de Santa Catarina ao porto de Imbituba, passando pelo município de Capivari de Baixo, onde se situa a usina termelétrica Jorge Lacerda - Tractebel Energia. É um modal adequado para longas distâncias, por possuir grande capacidade de carga, baixos custos de transporte e de manutenção e maior segurança em relação ao modal rodoviário. Ainda que esses benefícios da malha ferroviária sejam conhecidos, a participação desse modal na matriz de transportes brasileira e catarinense é muito inferior a verificada em países de grande área territorial.

Foto: iStock/Divulgação

AEROPORTOS DE SC OPERAM COM CARGAS E PASSAGEIROS As operações do modal aéreo em Santa Catarina são feitas por cinco principais aeroportos: Hercílio Luz (Florianópolis), Ministro Victor Konder [Navegantes], Lauro Carneiro de Loyola [Joinville], Diomício Freitas [Criciúma/Forquilhinha] e Serafin Enoss Bertaso [Chapecó], mais 17 pequenos aeroportos ou aeródromos, públicos e privados. Essa estrutura movimentou mais de 10 milhões de passageiros no ano passado. Juntos, os aeroportos de Joinville, Navegantes e Florianópolis também movimentaram próximo de 12 milhões de toneladas de cargas em 2019, segundo estatísticas da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O Aeroporto Internacional Hercílio Luz, na Capital, é administrado pela empresa Floripa Airport, controlada pelo grupo suíço Zurich Airport. O terminal de cargas (Teca) de Navegantes é um dos principais da região Sul e o mais movimentado dentre os terminais de carga que eram administrados pela Infraero em Santa Catarina. Hoje é administrado pela PAC Log Logística Aeroportuária, pertencente ao Grupo Poly e integrante da divisão de empresas de serviços logísticos 4P Logistics.

Já os terminais de passageiros dos aeroportos de Navegantes e Joinville são atualmente operados pela Infraero. Os dois aeroportos constam no Bloco Sul e vão a leilão no segundo semestre deste ano, na 6ª rodada de concessões de aeroportos. Esse bloco abrange também os aeroportos de Curitiba (PR), Foz do Iguaçu (PR), Londrina (PR), Bacacheri [em Curitiba], Pelotas (RS), Uruguaiana (RS) e Bagé (RS). Juntos, os nove aeroportos do Bloco Sul movimentaram cerca de 15 milhões de passageiros no ano passado.

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ANUÁRIO ANUÁRIO

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E S TAT Í S T I C A

NÚMEROS DOS PORTOS CATARINENSES EM 2019

Fonte: Anuário Estatístico 2019/Antaq

Mapa das instalações portuárias catarinenses:

90

ANUÁRIO ANUÁRIO

MARÇO, 2020


MARÇO, 2020

ANUÁRIO ANUÁRIO

91


E S TAT Í S T I C A

Tipo de instalação portuária: Unidade: Tonelada

Porto Privado 52,5%

24.630.428

Porto Público 47,5%

22.303.889

↑ 1,56% ↑ 8,12%

Tipo de Movimentação por instalação portuária: Unidade: Tonelada

8.577.819

Terminal Aquaviário De São Francisc... 18,3% Porto Itapoá - Terminais Portuários 17,1% Portonave Terminais Portuários D... 16,6% Imbituba 12,3%

↓ -2,75%

7.811.844 5.761.428 5.347.592

Teporti 0,3%

↑ 64,76%

↓ -3,03% ↑ 12,10%

8.002.614

ltajaí 11,4%

Poly Terminais Portuários 0,1%

↓ -1,9

11. 194. 870

São Francisco Do Sul 23,9%

↑ 10,31% ↑ 33,91%

↑ 59,47%

Barra Do Rio Terminal Portuário 0,0%

Sentido das cargas: Unidade: Tonelada

Desembarcados Embarcados

92

ANUÁRIO ANUÁRIO

MARÇO, 2020

↑ 6,40%

25.661.019 21.273.298

↑ 2,46%


Grupo de mercadorias: Unidade: Tonelada 21.969.211

Contêineres 46,8% Combustíveis Minerais, ...21,1% Sementes e Frutos Olea... 10,7% Adubos (fertilizantes) 5,9% Ferro Fundido, Ferro e A...5,5% Cereiais 5,2% Sal; Enxofre; Terra e P...1,7% Produtos Químicos Inorg... 1,2% Madeira, Carvão Vegetal... 0,7% Pastas De Madeira Ou... 0,3%

↓ -2,96%

9.913.357 5.011.535

↑ 8,72%

↓ -23,17%

↑ 22,63% ↑ 2,61% ↑ 168,77% ↑ 3,23% ↓ -21,81% ↑ 38,92% ↓ -4,94%

Perfil das cargas: Unidade: Tonelada

Carga Conteinerizada 46,8% Granel Sólido 27,7% Granel Líquido e Gasoso 18,5% Carga Geral 7,0%

↑ 8,72%

21.969.211 ↑ 4,12%

12.991.774 8.691.962

↓ -3,53%

↑ 3,02%

Tipo de navegação: Unidade: Tonelada

33.512.426

Longo Curso Cabotagem Apoio Portuário

13.413.999

↑ 5,84%

↑ 1,55%

↑ 4,99%

MARÇO, 2020

ANUÁRIO ANUÁRIO

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E S TAT Í S T I C A Evolução por perfil de carga: Unidade: Tonelada 2.000.000 1.800.000 1.600.000 1.400.000 1.200.000 1.000.000 800.000 600.000 400.000 200.000

jan

94

ANUÁRIO ANUÁRIO

MARÇO, 2020

fev

mar

abr

mai

jun

jul

ago

set

out

nov

dez


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ANUÁRIO ANUÁRIO

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E S TAT Í S T I C A

Tipo de navegação: Unidade: TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit)

1.629.878

Longo Curso 80,4% Cabotagem 19,5% Apoio Portuário 0,1% Interior 0,0%

396.098

↑ 7,59%

↑ 14,92%

↑ 19,93% ↓ -100,00%

Tipo de instalação portuária: Unidade: TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit) Porto Privado 71,3% Porto Público 28,7%

↑ 5,42%

1.444.485 582.803

↑ 18,80%

Instalação portuária: Unidade: Unidade: TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit)

Portonave - Terminais P... 35,0%

523.916

Imbituba 2,9%

↓ -30,63%

São Francisco do Sul 0,0% Terminal Portuário Bras... 0,0% Barra Do Rio Terminal P... 0,0% Terminal Aquaviário De... 0,0% Teporti 0,0%

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ANUÁRIO ANUÁRIO

MARÇO, 2020

↓ -3,63%

709.346

Itajaí 25,8%

Poly Terminais Portuários 0,0%

↑ 15,92%

735.139

Porto Itapoá Terminais... 36,3%

↑ 29,14%


Sentido das cargas: Unidade: TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit) Desembarcados 50,0%

1.012.780

↑ 8,32%

Embarcados 50,0%

1.014.508

↑ 9,57%

Tamanhos dos containers: Unidade: TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit) 1.783.046

40' 88,0% 20' 12,0% OUTROS' 0,1%

↑ 7,74%

↑ 18,51% ↑ 55,52%

Cheios x vazios: Unidade: TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit) Cheio 74,2% Vazio 25,8%

1.503.313

↑ 9,56%

↑ 7,22%

523.975

Tipos de containers: Unidade: TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit) Convencional 35,2%

714.054

Refrigerado High Cube 17,7%

358.568

↑15,21%

Convencional Outros 15,6%

315.978

↑ 12,61%

Ventilado High Cube 14,9%

302.571

High Cube 6,9% Refrigerado Box 5,7% Ventilado 3,3%

139.001

↑0,18%

↑ 5,84% ↑ 47,56%

↑ 5,13% ↑ 23,53%

Tanque 0,4%

↑ 23,11%

Opentop 0,2%

↑ 17,83%

Plataforma 0,1%

↑ 26,75% MARÇO, 2020

ANUÁRIO ANUÁRIO

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E S TAT Í S T I C A

Mercadorias operadas em contêineres: Unidade: Tonelada Madeira, Carvão Vegetal E... 17,9%

3.175.649

Carnes E Miudezas...15,5%

2.753.611

Plásticos E Suas Obras... 8,8%

↑ 1,82% ↑ 5,26%

↑ 14,19%

1.555.250

Cereais 5,1%

905.154

Produtos Químicos Orgâni... 3,4%

604.834

Reatores Nucleares, Calde... 3,3%

584.298 ↑ 24,16%

↑ 35,67% ↑ 12,29%

Produtos Cerâmicos 2,9%

↑ 2,23%

Papel E Cartão, Obras De... 2,8%

↑ 1,75%

Ferro Fundido, Ferro E Aço 2,3%

↑ 23,86%

Máquinas, Aparelhos E Ma... 2,0%

↑ 23,43%

Produtos Químicos Inorgâ... 2,0%

↑ 12,20%

Filamentos Sintéticos Ou A ...1,8%

↑ 15,13%

Pastas De Madeira Ou De... 1,8%

↓ -47,57%

Borracha E Suas Obras 1,6%

↑ 32,50%

Preparações De Carne, De...1,6%

↑ 8,26%

Fibras SintéticasOu Artifici... 1,4%

↑ 10,32%

Móveis, Mobiliário Médico...1,4%

↑ 16,36%

Alumínio E Suas Obras 1,3%

↑ 21,13%

Evolução por tipo de navegação: Unidade: TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit) 1.400.000 1.200.000 1.000.000 800.000 600.000 400.000 200.000 0

jan

fev

Longo Curso

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ANUÁRIO ANUÁRIO

MARÇO, 2020

mar

abr

mai

Navegação Interior

jun

jul

Cabotagem

ago

set

Apoio Portuário

out

nov

dez


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ANUÁRIO ANUÁRIO

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TERCEIRIZAÇÃO GERA ECONOMIA E AGILIDADE NOS DESPACHOS ADUANEIROS A VPO Serviços Aduaneiros e terceirizações foi uma das pioneiras em Itajaí e hoje lidera o mercado regional

A

terceirização no comércio exterior desponta como uma tendência cada vez mais evidente nos mercados nacional e internacional. Em função da alta competitividade generalizada, as empresas que procuram se manter em evidência precisam focar no core business, ou seja, na operação principal do negócio, delegando atividades complementares a parceiros confiáveis. Na prática, o conceito da operação é relativamente simples: trata-se de delegar à uma empresa parceira, na qual se tenha confiança e que reúna sólida expertise no serviço em questão, a execução de uma parcela do trabalho demandado pela empresa. É nesse filão de mercado que entra a VPO – Serviços Aduaneiros e Terceirização, de Itajaí, com atuação de mais de oito a os de mercado. No entanto, seu fundador e diretor, Valter Passos, acumula mais de 25 anos de experiência no segmento. Passos

100

ANUÁRIO ANUÁRIO

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começou sozinho, depois incluiu a esposa e o filho no negócio e agora, além dos três, conta com mais 12 colaboradores na unidade de Itajaí, além das parcerias em outras empresas portuárias. A maior clientela hoje da VPO Serviços Aduaneiros e Terceirização são os despachantes aduaneiros, que desempenhavam anteriormente o serviço e optaram pela terceirização que, além de possibilitar às empresas maior foco no seu negócio principal, gera uma economia de até 50%. A carteira de clientes da VPO é formada basicamente de empresas de médio e grande porte, distribuídos nas cinco cidades portuárias de Santa Catarina – Imbituba, Itajaí, Itapoá, Navegantes e São Francisco do Sul, além de clientes espalhados por todo o Brasil. “Hoje temos muitas parcerias, o que possibilitar a atuação da VPO em toda a costa brasileira”, acrescenta Passos. A empresa ainda lidera esse mercado em Itajaí.

MERCADO “A terceirização destes serviços, que anteriormente era desempenhado pelos despachantes aduaneiros ou setores específicos de grandes empresas, ocorre já há certo tempo, mas começou a expandir nos últimos tempos”, explica o diretor da VPO. “O anos de 2017 foi excelente, 2018 foi melhor ainda e as expectativas para este ano são as melhores”, acrescenta. A figura do despachante aduaneiro surgiu nos tempos do império. Trata-se de um profissional com poder outorgado pelo exportador ou importador, que se encarrega de apresentar para Alfândega a documentação estabelecida nas normas tributárias, relativas ao despacho aduaneiro de importação ou exportação. Em outras palavras, seu trabalho consiste na representatividade dos interessados perante os mais diversos órgãos, também conhecidos como intervenientes governamentais, que promovem o controle aduaneiro. O despachante aduaneiro também presta o serviço de assessoramento para importadores e exportadores, que tem por objetivo a liberação aduaneira de mercadorias procedentes ou destinadas ao exterior, cujos procedimentos administrativos, legais e tributários são complexos e que necessitam de conhecimento técnico e operacional.


MARÇO, 2020

ANUÁRIO ANUÁRIO

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AMBIENTE DE NEGÓCIOS DO COMÉRCIO EXTERIOR E (IN) SEGURANÇA JURÍDICA

O

que esperar do comércio exterior nos próximos cinco anos? Como melhorar a balança comercial sem uma política de Estado que aumente o baixo Índice de Complexidade Econômica (ICE) dos nossos produtos e serviços? É possível aumentar a segurança jurídica do investidor privado, a qualidade do controle aduaneiro e do serviço ao usuário da infraestrutura de transportes e portos? A fim de contribuir para solucionar tais problemas (velhos conhecidos), destacam-se o combate aos gargalos físicos e burocráticos existentes. Para tanto, o governo federal ampliou a estrutura de instituições intervenientes (oito secretarias) com o Decreto nº 9.745/2019 (regulamenta o Ministério da Economia). Além disso, sancionou duas normas que, se conhecidas e aplicadas, podem melhorar o Comex: a Lei nº 13.848 (Lei Geral das Agências Reguladoras) e a Lei nº 13.874 (Lei da Liberdade Econômica). Ademais, o comércio exterior sofre intensa regulação setorial por parte das Agências Reguladoras, seja no que concerne à produção, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e a Agência Nacional de Energia Elétrica, dentre outras, e no que tange à infraestrutura, como a Agência Nacional de Transportes Aquaviários, a Agência Nacional de Aviação Civil e a

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ANUÁRIO ANUÁRIO

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Agência Nacional de Transportes Terrestres (rodovia e ferrovia), e mais de sessenta agências estaduais, distritais e municipais que podem cooperar com a regulação nacional. No campo das obrigações aduaneiras, o excesso de burocracia e a falta de harmonização das atividades dos diferentes órgãos de controle estão na origem das deficiências e dos elevados custos das transações no Comex. Em um ambiente de negócios onde segurança jurídica, governança e serviço adequado são cada vez mais exigidos por investidores privados, prestadores de serviços e usuários, as agências reguladoras assumem relevância. Afinal, elas podem impactar positivamente na corrente do comércio exterior, uma vez que normas e procedimentos mais claros, simples e objetivos, coerentes entre si e orientados pela transparência e a eficiência econômica, contribuem para o equilíbrio das funções de controle e seus respectivos custos e benefícios. Neste contexto, é importante contar com uma assessoria especializada em Comércio Exterior, Direito Marítimo, Portuário, Regulatório, Aduaneiro e Tributário. Sabemos que os portos são plataformas de conexão logística de um país com o mundo e 82% do comércio exterior é feito pelo mar, enquanto no Brasil o índice alcança 95% (Antaq, 2019)

Apesar dos custos portuários no Brasil serem muito altos, é possível reduzi-los. Para isso, em grande medida, uma assessoria jurídica com expertise nesse mercado possibilita avaliar com detalhes as oportunidades de menores custos, reduzir o risco, recuperar tributos e despesas logísticas pagas indevidamente. É preciso entender os custos de acordo com a fragmentação dos serviços associados, considerando os diversos elementos envolvidos e o emaranhado normativo que regula as atividades portuárias, marítimas e de Comex. Nesse fascinante setor, qualquer levantamento dos custos e oportunidades para reduzi-los necessitará de apoio técnico qualificado. É um trabalho minucioso, que envolve a análise de muitos processos e atividades com muitas externalidades negativas que refletem em diversas áreas do exportador ou importador. Por fim, nesse contexto, é relevante contar com corpo técnico qualificado para assessoria jurídica e tomada de decisões que envolvam o levantamento e gerenciamento de assuntos. Essa equipe deve atuar de forma eficaz e interdisciplinar na busca de redução de custos operacionais e no combate às ineficiências que prejudicam o fluxo normal das operações do cliente, seja usuário, prestador de serviço ou fornecedor de produto, visando o equilíbrio na sua atividade empresarial.


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SHARK DO BRASIL PARA

O MUNDO, COM PAGLIARIN

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os empresários, gestores, profissionais e todos os que necessitam de uma logística forte e coordenada, a Shark Logística no objetivo de ofertar maior gama de serviços complementando seu atual portfólio, firma parceria com a Globe Express Services (GES) multinacional com vasta experiência em Logística Internacional. Com 40 anos de experiência e presença em mais de 100 países, a GES oferece soluções completas no gerenciamento da cadeia de logística internacional no formato “door to door” com estrutura própria e agentes exclusivos distribuídos pela Ásia, Europa, Oriente Médio e Américas. Por sua vez, a Shark tem atuação em todo território nacional por meio de sua frota composta por mais de 500 equipamentos entre veículos leves, médios e pesados e atende as grandes cidades

por todo o Brasil. Conta ainda com serviços de armazém geral em São José dos Campos (SP) e Recife (PE). Agora a Shark e a GES se complementam na excelência de seus serviços ofertando em seu portfólio transporte aéreo, marítimo e rodoviário nacional e internacional, armazenagem, cargas projeto e assessoria aduaneira, oferecendo conexões e informações consistentes e rápidas através de um só contato, oferecendo assim a solução em suas operações spot ou de longo prazo, contando com uma ampla linha de credito nas operações internacionais. A parceria entre GES e Shark Logística já é sucesso e se complementaram, pois ambas seguem o valor de “pessoas em primeiro lugar”, tanto os colaboradores quanto os clientes, visando capacitar suas equipes para atender com prazer, profissionalismo e principalmente, com serviço

de alta qualidade os nossos clientes o que nos leva ao crescimento contínuo e sucesso dos nossos negócios. Com os mesmos valores e objetivos esta parceria já deu certo, onde nosso principal valor são as pessoas, sempre respeitando as diferenças e capacitando social e profissionalmente, visando o atendimento das necessidades de nossos clientes com presteza, assegurando a qualidade e confiabilidade. Gabriel Pagliarin segue os passos de seu pai e, em mais uma vez, inova e se destaca no setor da Logística Nacional. Afinal, não teria como ser diferente. Quem tem história no transporte nacional sabe a força do nome Pagliarin. Shark. Doesn’t sleep and Doesn’t stop moving.

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LOGISTIQUE MOVIMENTA MERCADO DA LOGÍSTICA E NEGÓCIOS MULTIMODAIS

De 1º a 3 de setembro Joinville se transforma na capital da logística com a realização do maior evento do setor do Sul do Brasil

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Logistique - Feira e Congresso de Logística e Negócios Multimodais de Cargas reúne de 1º a 3 de setembro, no Centro de Convenções da Expoville, em Joinville, SC, importantes players do setor para discutir o futuro da logística, apresentar práticas de sucesso e gerar negócios. O evento está em sua terceira edição e se consolidou como a maior feira e congresso de logística do Sul do país. Ao longo dos três dias, mais de 100 expositores mostrarão seus produtos e serviços a um público altamente especializado. O evento vem crescendo em abrangência e qualificação do público visitante, de seus expositores, e revelando seu potencial para expor as soluções logísticas da região. “A edição 2019 da Logistique reuniu um público com alto potencial de negócios em torno de grandes players que formam a complexa cadeia logística. A feira cresceu e ganhou corpo. As expectativas para a terceira edição são as melhores”, diz o diretor da Logistique, Leonardo Rinaldi. Seu otimismo é justificado pela retomada da economia brasileira, que vem ocorrendo de forma gradativa, e também pela projeção que a Logistique vem obtendo desde que ganhou nova roupagem, em 2018. A escolha de Santa Catarina para sediar o evento é estratégica. A soma da movimentação de cargas nos portos e terminais do Sul já é maior que a do porto de Santos, segundo a edição 2019 do Anuário Estatístico da Agência Nacio-

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nal dos Transportes Aquaviários (Antaq) 2019. Além disso, Joinville tem uma localização estratégica em relação à maioria dos portos do Sul. Juntas, estas situações proporcionam à cidade condições ideais para sediar um evento do porte da Logistique, que é referência em temas logísticos abordados na feira, no congresso técnico e na programação paralela.

A edição 2020 da Logistique já tem confirmados os patrocínios das empresas armadoras Aliança Navegação e Logística e Hamburg Süd, Porto Itapoá e a MAN Latin America - Volkswagen Caminhões e Ônibus. A feira é organizada pela Zoom Feiras & Eventos, uma empresa com mais de 10 anos de tradição no mercado catarinense.


QUALITY TRANSPORTE,

EXCELÊNCIA EM SOLUÇÕES PARA TRANSPORTE RODOVIÁRIO E ARMAZENAGEM DE CARGAS Trata-se de uma empresa jovem, porém, que vem em constante crescimento, acompanhando as tendências do mercado e buscamos fortalecer sua frota, com o objetivo de disponibilizar um serviço de maior qualidade e padronização.

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strategicamente instalada entre os portos de Itajaí e Navegantes, a Quality Transportes despontou no mercado para cobrir uma importante lacuna na cadeia logística da região e estado: fazer a logística de transportes de uma forma diferenciada, prestando um serviço dentro dos mais elevados padrões de qualidade nossa e, dessa forma, suprir alguns gaps deixados por clientes. Premissa que fez da Quality um prestador de serviço referência no seguimento do transporte rodoviário de cargas, atuando incessantemente para garantir a segurança e qualidade dos serviços disponibilizados. O fato de sua matriz estar praticamente inserida no Complexo Portuário do Itajaí faz ainda com que as operações da empresa partam desse canal e atendam todo o mercado brasileiro. Opera ainda com uma filial no Rio Grane do Sul, que atende ao mercado gaúcho, e mantém parcerias estratégicas nas principais cidades portuárias brasileiras, que garantem a marcante presença da Quality nos grandes portos do país. Para garantir esse grau de excelência a empresa vem investindo constantemente em tecnologia, dentro da perspectiva de que, como o mundo está hoje extremamente conectado, “a velocidade da informação é crucial para tomada de decisões. Em vista disso, o quadro funcional da Quality é treinado para entrega a sua clientela a melhor experiência, busca-

mos estar sempre atenta às necessidades do mercado. Isso faz com que a empresa atue visando a redução dos custos aliada aos altos padrões de qualidade e produtividade e mantenha sua clientela sempre munida de informação. Outro diferencial da empresa está no relacionamento com seus clientes. Pela filosofia da Quality, todos os clientes [independentemente do porte das empresas] são de suma importância, pois são o alicerce para que a empresa possa crescer com força e solidez. Ainda segundo os gestores da Quality, a construção de laços é crucial para que o desenvolvimento em conjunto seja produtivo e satisfatório. Entre os serviços disponibilizados ela Quality estão as soluções logísticas que englobam o transporte rodoviário de cargas para as operações de exportação e importação para carga geral e contêineres com a utilização de frota própria de 18 veículos pesados que contempla caminhões porta contêineres, sider e baú, além de outros veículos que são terceirizados pela empresa, de acordo com a de-

manda do mercado, sempre de acordo com as rígidas normas de segurança e qualidade da Quality Transportes. A empresa agregou também ao seu portfólio de serviços a armazenagem geral, atendendo uma demanda que se mantém crescente na região. Com mais esse serviço, a empresa hoje pode hoje entregar a seus clientes a solução logística de forma integrada, com qualidade, agilidade e informação. E vem mais novidade por aí. A empresa vem trabalhando no sentido de obter licenciamento no maior número de órgãos [ISO 9001, Sistema de avaliação de saúde, segurança, meio ambiente e qualidade (Sassmaq), transporte de cargas perigosos, entre outros].

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WOLFF CARGO, MUITO MAIS QUE UM AGENTE DE CARGAS A empresa oferece soluções personalizadas em comércio exterior e a garantia de agilidade, segurança e confiabilidade no agenciamento de cargas

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Wolff Cargo, uma agência de cargas especializada em soluções logísticas completas para operações de comércio exterior, surgiu no mercado de Itajaí e região há quatro anos. No entanto, traz a expertise de cerca de 30 anos de seu sócio fundador e CEO, Jackson Emiliano Wolff, adquirida nos mais diversos segmentos do comex [terminais de cargas, agências marítimas, armadores, entre outras empresas, nacionais e internacionais, que formam a complexa cadeia logística das importações e exportações]. “Somos uma empresa praticamente nova, mas trazemos um know-how de mais de três décadas no agenciamento e cargas”, diz o executivo. Inclusive, Jackson vivenciou as principais mudanças no mercado de agenciamento nesse longo período, o que possibilita à Wolff Cargo oferecer hoje soluções completas, personalizadas e que atendem as necessidades de sua clientela, formada por empresas de pequeno, médio e grande porte. “Não oferecemos simplesmente um produto ou serviço pronto, mas a solução que nosso cliente necessita naquele determinado momento”, acrescenta o CEO. Essa versatilidade na customização e adequação dos serviços são vistas hoje pelo mercado como o grande diferencial da Wolff Cargo, que ao contrário de muitas concorrentes [que atuam em apenas uma das vias do comex] atende os segmentos de importação e exportação. Outro grande diferencial, segundo o executivo, é o atendimento diferenciado que a empresa tem condições de oferecer. “A atenção que damos hoje aos nossos parceiros o armador deu no passado, quando eles tratavam o cliente de forma muito personali-

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zada. Hoje a Wolff Cargo trabalha dessa forma, enquanto os serviços oferecidos pelos grandes agentes estão cada vez mais sistematizados, automatizados.” Jackson acrescenta ainda que o mercado de agenciamento vive um constante processo de mudanças e a Wolff Cargo está atenta a isso, buscando sempre se adequar e visando a melhoria dos seus serviços. Inclusive, a empresa está atenda às possiblidades de mercado e vem estudando possibilidades de aumentar seu share por meio e parcerias estratégicas. Entre as soluções oferecidas pela empresa estão alianças estratégicas com os principais transportadores marítimos, aéreos e rodoviários de cargas, o que garante à Wolff Cargo operar com uma infraestrutura global; agilidade, segurança e facilidade de acesso; além de garantir a segurança, competitividade e o controle total das operações. “Exemplo disso é que, no caso das importações, a empresa faz a prontidão da carga na origem, posiciona aqui no Brasil e ainda posiciona os pedidos, ou seja, acompanhamos desde a produção da mercadoria no exterior, os estoques no mar, transit-time das cargas, liberações nos portos brasileiros, até a destinação final. Esse e um serviço bem pontual, que nem todo mundo assume”, diz Jackson. No caso das exportações, informa o executivo, a empresa oferece serviço semelhante, podendo assumir o controle da carga da indústria ao destino final. Para garantir essa grande gama de serviços a Wolff Cargo conta hoje com representantes em todos os portos e aeroportos do Brasil, além de uma ampla rede de agentes de cargas que presentes em todos os

continentes. Isso possibilita o atendimento a mais de 500 portos e aeroportos, em mais de 100 países, e a garantia de que todas as cargas que passam agenciadas pela Wolff sejam manuseadas por empresas experientes e profissionais capacitados em qualquer ponto do planeta. Em sua matriz, em Itajaí, conta com uma equipe de colaboradores altamente qualificada e em constante atualização. Tudo para oferecer aos seus clientes soluções rápidas, econômicas e seguras, além de suporte integral durante o ciclo completo de cada operação. Fator que garante a Wolff Cargo uma fidelização de 70% de projeção de crescimento de 125% de 2019 para 2020, ante um avanço de 115% entre 2018 e 2019.

Jackson Emiliano Wolff,

managing director da Wolff Cargo


MODALLPORT APRESENTA O PROJETO MODALL 2020 NA 26ª INTERMODAL

As soluções Modallport hoje estão em praticamente todos os complexos logísticos-portuários brasileiros

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om mais de 25 anos de mercado, a Modallport Sistemas apresenta na edição de 2020 da Intermodal South America o Projeto Modall 2020, que é uma plataforma nova dos sistemas da empresa, que integra uma série de soluções para o mercado logístico. O objetivo é agregar agilidade e economia aos segmentos de navegação [armadores, agências marítimas, terminais portuários privados, NVOCCs, terminais de cargas e contêineres, entre outras do segmento no qual está inserida]. A Modallport tem sua matriz em Itajaí e é uma das grandes expressões no desenvolvimento de soluções integradas no cenário nacional. Mantém parcerias estratégicas em diversos países da América do Sul e África e opera com a expertise adquirida no decorrer de uma trajetória sólida e marcada pela confiabilidade e interação empresa e cliente. O Modall 2020 é uma plataforma que integra tanto a parte desktop [que hoje já está no mercado] quanto soluções em smartphones, internet e toda a parte WEB] em uma única solução multiplataforma. “Com o Modall 2020 o usuário poderá escolher, entre o utilizar sistema online ou local e inserir os aplicativos que quiser utilizar. Hoje a Modallport já disponibiliza todas essas soluções, porém, com o Modall 2020 vai integrar tudo isso em uma única plataforma”, diz Luiz Carlos Bonetti, diretor da empresa. Os primeiros módulos com esta nova tecnologia deverão estar disponíveis no mercado a partir de 2021. Bonetti complementa que o primeiro passo foi dado. Os estudos iniciais já estão concluídos, assim como as análises de plataforma e tecnologia. Agora o projeto está em fase de desenvolvimento. “Trata-se de uma plataforma multimo-

dal que vai atender tanto o segmento de gestão portuária e retroportuária, quanto agentes marítimos, soluções de armazenagem e transporte de contêineres, além de agregar projetos especiais, como operação logística, rastreamento de cargas, monitoramento de contêineres e cargas. Enfim, uma série de aplicativos com as mais modernas tecnologias, que estarão inseridas em uma única plataforma”, acrescenta. A plataforma Modall 2020 também pode ser adequada às necessidades de qualquer empresa, independentemente de seu porte e de suas necessidades. “Como nossa filosofia é sempre oferecer ao cliente o que ele precisa, a solução pode ser customizada de acordo com a realidade de cada empresa. A Modallport não está oferecendo um produto pronto, mas uma solução específica para cada cliente”, completa Bonetti. “São ferramentas com grande verticalidade, ou seja, soluções que atendem do operacional a gestão e não soluções horizontais, que atendem apenas uma camada.” Aliado a tudo isso a plataforma Modall 2020 vai baratear os custos de instalação para as empresas, que poderão optar pelo armazenamento de informações em nuvem, provedores externos e sistemas de banco de dados compartilhados, podendo reduzir substancialmente os investimentos em infraestrutura. Isso possibilitará à Modallport atingir empresas que também operam com restrição de investimentos. Para o mercado significa uma opção mais acessível e mais abrangente para o pequeno player, mas que também busca a excelência.

ABRANGÊNCIA As soluções Modallport hoje estão instaladas de Rio Grande a Manaus, basicamente nas cidades portuárias, com a cobertura de praticamente todos os complexos logísticos-portuários brasileiros. A empresa tem ainda seus sistemas operando no porto de Namibe, em Angola, além de clientes com suas matrizes no Brasil, mas que usam as soluções corporativas no exterior. Os escritórios de armadores parceiros da Modallport, que estão em várias partes do mundo, são um claro exemplo disso. A carteira de clientes da Modallport é formada por empresas de pequeno, médio e grande porte, [incluindo algumas das principais empresas dos setores logístico e portuário do Brasil] e a fidelização é uma das marcas da desenvolvedora de sistemas, graças a expertise adquirida. A empresa tem clientes que se mantêm fiéis há mais de 20 anos, que nasceram praticamente junto com a Modallport, o que comprova o grau de satisfação. “Além de tecnologia, a empresa investe em relacionamento e os resultados são extremamente positivos”, conclui Bonetti.

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PRIME LOG, 25 ANOS Fotos: Prime Log/Divulgação

DE SERVIÇOS AO COMERCIO EXTERIOR EM ITAJAÍ E REGIÃO

Emerson V Silva e esposa e sócia Simone Geremias recebendo homenagem da Associação Empresarial de Itajaí pelos 25 anos de fundação da Prime Log Transportes e Soluções em Comércio Exterior.

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Prime Log Transportes e Soluções em Comércio Exterior, de Itajaí, completou 25 anos de operações oferecendo ao mercado uma completa assessoria em operações nacionais e internacionais. Pautada pela seriedade e transparência nos serviços que disponibiliza, a empresa atua com a missão de sempre Elaborar ideias e Planejamentos a fim de garantir à sua diversificada carteira de clientes a tranquilidade necessária para que todos os processos de exportação, cabotagem e importação sejam efetivados com responsabilidade e agilidade, identificando suas necessidades e buscando melhores soluções com os melhores custos. A empresa surgiu da necessidade de uma estrutura capaz de oferecer aos seus clientes completa assessoria em operações nacionais e internacionais. Seu sócio fundador já era experiente no mercado e conhecia plenamente as necessidades que o mercado apresentava na época. Entre os serviços oferecidos pela Pri-

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O gerente da Prime Log Lincoln Oliveira e esposa Leticia na homenagem de 25 anos de atuação da Prime Log.

me Log estão o completo apoio aos clientes na definição de estratégias e na consolidação das operações em todos os regimes aduaneiros de importação e exportação [inclusive especiais e atípicos], planejamento e desenvolvimento de estratégias para processos como Trânsito Aduaneiro, Drawback, Admissão Temporária e Entreposto Aduaneiro. A empresa ainda oferece assessoria na classificação fiscal de mercadorias, elaboração e acompanhamento de requerimentos, petições, defesas, ou quaisquer outros processos administrativos e fiscais. “Dispomos ainda de assessoria especializada em importações de Bens de Capital Usado [com obtenção da Licença de Importação no DECEX em Brasília], assessoria especializada em processos de Drawback, assessoria em importações de automóveis novos ou antigos, assessoria normativa e jurídica e assessoria administrativa, além do apoio na gestão da exportação e importação”, acrescenta Emerson V. Silva, CEO da Prime Log.

Homenagem de 25 anos da ACII para Prime Log.


RELAÇÃO DE CONFIANÇA No decorrer de sua trajetória a Prime Log Transportes e Soluções em Comércio Exterior mantém com seus clientes e parceiros uma relação duradoura e, para que isso ocorra, defende a filosofia de que a confiança e a satisfação de desejos entre cliente e empresa deve ser percebida como crucial para que haja sucesso na conquista. “Apoiamos nossos clientes na definição de estratégias e na consolidação das operações em todos os regimes aduaneiros de importação e exportação, oferecendo assim toda a tranquilidade e confiança para que possam elaborar e efetivar suas operações de comercio exterior com a garantia de que todos os procedimentos logísticos, aduaneiros e documentais sejam efetivados sem qualquer interferência e custos adicionais”, diz Emerson

Prime Log presente na Intermodal South America, em São Paulo.

AS MUDANÇAS NO COMÉRCIO EXTERIOR “Nestes 25 anos que temos vivenciado o segmento de comercio exterior as exportações brasileiras, apesar de praticamente total informatização dos processos, estão sujeitas a mais de 40 procedimentos diferentes ou desconhecidos, com impedimentos que dependem de anuência de mais de 10 órgãos, que além de não alavancarem e fomentarem a balança comercial brasileira, também afetam diretamente mais de 20% das vendas ao exterior realizadas nos últimos anos”, diz o executivo.

Serviço de inspeção de armazéns executado pela Prime Log.

Se abordadas as importações, fica ainda pior, pois são inúmeras as restrições e exigências a serem cumpridas e que envolvem também muitos órgãos de anuência do governo. E toda esta Burocracia também causa um impacto de mais de 50% de negócios que deixam de serem efetivados devido as duras restrições e inflexibilidades dos órgãos controladores e anuentes. Na opinião de Emerson, trata-se de um conjunto de custos e encargos que continua travando o desempenho do comex. “Com certeza uma melhor transparência e fácil disponibilidade das informações contribuiria para um melhor desempenho no mercado internacional, pois sabemos que a grande parte da falta de competitividade da indústria brasileira é provocada pela grande quantidade de burocracia e pelos altíssimos custos logísticos e aduaneiros.” No entanto, muita evolução vem ocorrendo desde que a Prime Log entrou no mercado, em 1994. Antes de 1997, segundo Emerson, para se importar no Brasil era necessário preencher de forma manual diversas guias e formulários, posteriormente dar entrada com os pedidos em órgãos anuentes de “estruturas literalmente precárias” e esperar que os respectivos anuentes com seu carimbo, data e assinatura manual, concedessem a anuência para devido

operação de comercio exterior. “A partir de 1997 tivemos a grande satisfação de ter grande parte da burocracia manual e de papeis, bem como formulários, substituídos pelo documento eletrônico. O Siscomex passou a ser uma ferramenta de alto investimento na fomentação das importações assim como foi para as exportações na implantação deste sistema de comercio exterior. Mas tem muito ainda para melhorar”, relata.

Fachada escritório da Prime Log em Itajaí. MARÇO, 2020

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EXPECTATIVA DE AUMENTO NAS IMPORTAÇÕES E EXPORTAÇÕES MOVIMENTA SETOR DE SEGUROS O mercado de seguros, especialmente o de Transporte de Cargas, está otimista para esse ano. Segundo algumas previsões, as importações devem crescer em torno de 6,6% em comparação a 2019. Isso significa que o volume de negócios alcançaria mais US$ 191 bilhões, ligeiramente acima dos US$179,248 bilhões registrados ano passado. De acordo com a Secretaria de Inteligência e Estatística de Comércio Exterior (Secex), por exemplo, o aumento das importações de bens de capital e bens de consumo refletem o processo de recuperação econômica ora em curso. Já as exportações, apesar de alguns analistas preverem um impacto negativo de até 3% por causa da epidemia de coronavírus na China, os números de produção no Brasil são animadores. O setor de petróleo e gás calcula um aumento de 7,8% na produção em relação a 2020; enquanto a produção de minério de ferro deve aumentar em 9,1%, após a recuperação de minas na parte norte do país. Além disso, é provável que a pro-

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dução agrícola aumente 3,6%, principalmente devido ao crescimento da produção de soja e proteínas. Atento a todo esse cenário, o mercado de seguros brasileiro oferece condições comerciais – tanto em coberturas, como em taxas - iguais ou melhores às encontradas em qualquer país no mundo. Um bom exemplo dessa capacidade é a Argo Seguros, uma das principais seguradoras de Transportes do país e uma das poucas que oferece soluções em formato digital, o que agiliza os procedimentos em todas as etapas do seguro. “Nós conseguimos aliar o nosso know-how no setor de seguro de transportes com a tecnologia. Em poucos minutos realizamos a cotação, a contratação e a emissão da apólice, tudo de forma bastante simples e prática”, garante Salvatore Lombardi, diretor Executivo Brasil e Head Marine Latam da Argo Seguros. Segundo o executivo, como todo o processo é eletrônico, o agente de carga ou o despachante pode estipular uma apólice de seguro para o real exportador e

importador. “Hoje nós temos condições de atender toda a cadeia do comércio exterior, de ponta a ponta, com produtos inovadores e modernos, sempre suportados pela tecnologia”. O produto que ilustra bem essa condição é o seguro de Cargas da Argo. Desenvolvido para atender quem precisa de agilidade no processo de cotação e contratação, esse seguro atende empresas que exportam e importam mercadorias regularmente, com limite máximo por embarque de até US$ 1 milhão. Já para empresas maiores, com outras necessidades de atendimento, a Argo oferece outros diferenciais para garantir maior agilidade. Entre eles estão a “Assistência Documental Digital”, com resposta em até quatro horas; a conversão automática do câmbio em dólar para pagamento do boleto em até cinco dias já em reais; e a facilidade da “Carta Protesto com Certificação Digital”, um serviço via e-mail que valida o documento inteiro e sua assinatura como prova de entrega, dispensando desta maneira a burocracia.


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Juliano Victorino, CEO Grupo Trust

GRUPO TRUST

SOLIDEZ A SERVIÇO DO COMEX

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Grupo Trust chega aos seus 15 anos com uma coleção de conquistas. Sua atuação abrange o universo do mercado de Comex e seus mais variados segmentos, e o destaque maior reside no valor agregado do seu pacote de serviços que envolve assessoria e consultoria aduaneira e tributária administrando a cadeia de suprimentos de ponta a ponta, além da operação logística nacional. O grupo abriga em sua estrutura as empresas TTL Brazil, responsável pelas relações de negócio e a operadora logístocaTaglog. A organização sediada em Itajaí, Santa Catarina, atua com transparência, agilidade e compromisso, aplicandoexpertise diferenciada em todos os processos. É dessa forma que converte seus esforços em vantagens aos seus clientes evitando custos

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ocultos e adaptando-se a novos cenários sociais e econômicos com versatilidade e resiliência. O grupo oferece assessoria por meio de profissionais que são experts em comércio exterior, com acompanhamento de ponta a ponta, além do diferencial de ter estrutura própria para armazenagem e logística. A aplicação de estratégia de terceirização na cadeia de suprimentos também integra o rol de soluções. Em tempos de operações de alta performance, a TTL Brazil é detentora de incentivos fiscais (ICMS)em Santa Catarina, Pernambuco e Rondônia, com redução de custos e simplificação do comércio internacional, o que inclui importação, exportação, agenciamento e serviços acessórios ao comércio exterior. Com certificação ISO 9001 e Sassmaq, a TTL Brazil também possui todas as li-

cenças exigidas pelos dos órgãos reguladores para importação e distribuição de produtos diversos, como químicos, farmacêuticos e alimentícios. Nisso se incluem os certificados de licenciamento do Ministério do Exército, Ibama, Polícia Federal, Anvisa e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). “Está em nossa essência sermos agentes transformadores, impulsionando nossos clientes a serem maiores, melhores e globais. Atuamos para que acreditem que somos a extensão das suas empresas, que sintam segurança e confiança em nossos serviços. Somos uma organização que customiza soluções com inteligência de negócio para que nossos clientes reduzam seus custos e conquistem lucro extraordinário”, explica o CEO do Grupo Trust, Juliano Victorino.


COMEX LOVERS

NOVOS PRODUTOS NO MERCADO

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ogística, supplychain, globalização, importação, exportação, Incoterms, agenciamento, business. Os profissionais que vivenciam a não-rotina do comércio exterior estão acostumados com esses termos e tudo o que representam para os negócios do trade. Taxas de câmbio flutuantes, o mercado global, os impactos do COVID-19 nos índices de produtividade da China, incentivos fiscais, licenças, certificados são apenas alguns dos temas em pauta no mundo dos negócios internacionais. Com sua antena calibrada, o Grupo Trust lança neste mês de março dois novos produtos: o ComexSummit 2020 e o Radar Comex®. O Comex Summit será um grandeencontrode profissionais e palestrantesem25 demarço, no Hotel Bourbon, em São Paulo. Oportunidadeimperdível que reedita o sucesso do eventopromovidoem 2019, com profissionais de importantesempresas, palestrantes e muitoconhecimentoenvolvido.

DE OLHO NO RADAR Um programa semanal com convidados especiais, profissionais do comércio exterior, se veste de podcast para universalizar o acesso ao debate sobre o tema. Nas principais plataformas e redes sociais, o Radar Comex inova na forma e no conteúdo, tendo como tema o comércio exterior e tudo o que o segmento representa para o equilíbrio da balança comercial brasileira. “Embora seja uma iniciativa do Grupo Trust, trabalhamos com toda liberdade na produção dos podcasts do Radar Comex; um verdadeiro exemplo de democracia, principalmente porque entre os convidados estão empresários que, como nós, atuam no mercado”, explica Nícolas Reig, consultor de Marketing do Grupo Trust e produtor do programa. “Temos como host o especialista Jonas Vieira, que propõe temas superatualizados, enriquecendo o debate”, completa o consultor.

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