

6 meses de Ásia
BRUNO SALMONI

Capítulo 6
DENTRO

Do amplo salão no alto da torre do edifício Siamscape, em Siam, Bangkok, é possível ver o mar-de-prédios modernos.
Um dos vários mirantes no alto da pagoda principal do templo Kek Lok Si, em Georgetown, Malásia.
Este é um capítulo um pouco esquisito. Ao montar este livro, um punhado de fotos muito interessantes estavam separadas, mas não cabiam em nenhuma das categorias que eu havia pensado. As fotos não eram fotografias de rua, não tratavam diretamente de religião, comida, ou pessoas. Elas envolvem coisas como eventos e pedaços serenos (mas às vezes não tanto) no interior de lugares. O que elas tinham em comum era representarem exatamente isso - o interior de alguma coisa. Uma vez que se cruza uma porta ou portão a gente entra, e das ruas passamos a estar no interior de uma casa, de um estabelecimento ou de uma área comum como museu ou parque. Certamente é uma nova perspectiva da cidade ou da vila.
E, parando para pensar, esse é um tipo de ambiente que é importante na nossa experiência em culturas diversas - é um nível a mais de profundidade do que apenas apreciar as fachadas.
É no interior dos lugares que muitas vezes conseguimos apreciar algo muito específico, como por exemplo um museu ou jardim, certas comidas ou conversar com certas pessoas. Em alguns casos, é só estando dentro que conseguimos apreciar eventos ou espetáculos.


Perto de Bangkok existe um museu a céu aberto que reúne réplicas de edifícios e templos famosos da Tailândia. Não são centros de oração e iliminação, mas uma ode de um milionário à cultura tailandesa que ele estava vendo desaparecer nos tempos modernos com a ocidentalização.



Assim como a gente observa muitas diferenças no lado de fora, o lado de dentro das coisas tem características muito distintas dependendo do tipo de lugar. À esquerda, as escadarias de um moderno centro de design no coração de Seoul. Acima, a entrada de um cortiço apertado no centro histórico de Hanoi.

Neste momento, a partir de uma das salas do Museum of Siam, no centro de Bangkok, enquanto víamos uma exposição interessante sobre o conceito de thainess (ou, quais os elementos que definem a Tailândia e sua cultura) uma bela luz entrou pela porta de vidro, e ao olhar para ela vi esta mulher - uma das monitoras do museu - em um momento pacífico no canto da sala.


Diferente do movimento rápido e caótico da comida de rua, os restaurantes podem ser centros interessantes de apreciação da culinária, em outro estilo. Um diferencial sendo o ambiente, em que a arquitetura, decoração, e outros elementos visuais passam a fazer parte da experiência gastronômica.
Acima, área dos restaurantes chiques do shopping Icon Siam, em Bangkok. À direita, bar / restaurante em Georgetown com decoração mista entre quadros modernos e elementos tradicionais chineses.


Mesmo uma sala de projeção de vídeo tem temas tipicamente japoneses neste museu de Kyoto.


O pátio deste templo em Hanoi lembra mais o quintal de uma casa do que um centro de oração propriamente dito.


Os templos asiáticos são muito parecidos com as nossas igrejas católicas no sentido que existem áreas comunais dedicadas a atividades além de oração e culto. Neste templo taoísta em Melaka, um grupo prepara a organização do espaço e empacota pequenos docinhos que serão distribuídos em um evento da cidade ao cair da noite.


Membros da guarda perfilam em seus trajes tradicionais coloridos para a cerimônia da troca de guarda no pátio do palácio Gyeongbokgung, em Seoul.



No palácio Gyeongbokgung, em Seoul, os visitantes ganham desconto se entrarem em trajes tradicionais.
Isso faz com que a ambientação ganhe ares de uma viagem no tempo, como se os visitantes estivessem voltado séculos ao passado.

Por vezes, conseguimos encontrar galerias de arte em lugares inusitados. Em um passeio casual pelas ruas de Chiang Mai, de repente um centro moderno com artes visuais e música surgiu em uma rua no caminho do centro histórico.

tentativamente neoclássica em um edifício junto ao Rio Chao Phaya, em Bangkok.



Espetáculo de luzes e água, em um tipo de atração muito comum em cidades da Ásia. Os chafarizes em movimentos sincronizados dão forma aos jatos d’água, e tudo é iluminado por projeções coloridas e acompanhado de temas musicais.


A floresta artificial em meio ao parque Gardens at the Bay em Singapura, já é fantástica por si só. À noite, ganha um espetáculo de luzes e música.
