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3 Editorial

4 XXVIII Aniversário da Brigada Mecanizada e Dia Festivo do Campo Militar de Santa Margarida 7 Participação da Brigada Mecanizada na Operação Althea

12 Soldados de Portugal - 1º BIMec/BrigMec no Kosovo

17 SITREP

29 O Processo de Comunicação - A Comunicação nas Organizações 33 A Imobilidade de Pé

35 Educação Física e Desportos

40 Jardim de Infância 1

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Cartas ao Director ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DE MONTALVO Almoço Convívio do Idoso/2006 Relacionado com assunto em epígrafe, vimos desta forma agradecer reconhecidamente todo o apoio prestado por V/Exas. Refira-se que esse apoio se tornou fundamental para o êxito do convívio desta natureza, o qual se reflectiu na população de todo o conselho. Bem Hajam! Com os melhores cumprimentos.

CORRESPONDÊNCIA

O Presidente da Direcção João da Silva Ganhão CORPO NACIONAL DE ESCUTAS Agradecer todo o apoio que nos foi dado para que as Margaridas 2006 fossem uma realidade e os 800 jovens presentes possam regressar para o ano ainda com mais alegria e confiança. Informa-se que a ajuda foi excelente desde a autorização para acampar atrás da capela passando pela visita ao 2ºBIMec que os jovens admiraram, passando pela cedência e montagem de tenda pelo Grupo de Carros, queremos agradecer sinceramente a todos. O Chefe de Agrupamento António Joaquim Cardoso Almeida

MUNICÍPIO DE ESTREMOZ Decorridos alguns dias do enorme incêndio que deflagrou no nosso Conselho, e que devastou grande parte da “nossa” tão estimada Serra D'OSSA, cumpre-nos manifestar o nosso apreço e reconhecimento a todos os que se empenharam e disponibilizaram os meios, para proteger vidas e patrimónios alheios, muitas vezes colocando as suas próprias vidas em risco. Com os melhores cumprimentos. O Presidente da Câmara José Alberto Fateixa, Dr. MUNICÍPIO DE REDONDO É nos momentos de dificuldade e tragédia que mais valor damos à solidariedade. Passados que foram estes dias difíceis com os fogos da Serra D'OSSA e já com alguma descompressão não posso deixar de manifestar aos militares que V.Ex.ª comanda o mais profundo agradecimento pelo trabalho altamente meritório que desenvolveram nestes dias difíceis. Um forte abraço de solidariedade. O Presidente da Câmara Municipal Alfredo Falamino Barroso

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FICHA TÉCNICA

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INTERNET

PROPRIEDADE: QG/BrigMec · 2250-350 Constância Revista Militar da Brigada Mecanizada

DIRECTOR: Comandante do CMSM/BMI Major-General Valdemar José Moura da Fonte REDACÇÃO: G9/BrigMec

Design e Pré Impressão Passos de Cor Artes Gráficas e Design Gráfico, Lda Execução Gráfica: ADFA - Tipografia Escola dos Deficientes das Forças Armadas Tiragem: 500 exemplares Depósito Legal: 135479/99 Preço: 2,50


MISSÃO e TRANSFORMAÇÃO têm constituído para a Força Mecanizada do Exército, ao longo dos últimos dois anos e meio, um exercício de equilíbrio entre uma estrutura orgânica de Grande Unidade Operacional de escalão Brigada Independente, padronizada conforme a doutrina de referência que lhe serviu de modelo, e um novo arquétipo capaz de traduzir abertura para a sua modernização. É esta a intenção que se vislumbra preconizada nas directivas e declarações dos escalões superiores ao tipificar as componentes da FOPE, particularmente no que respeita à sua articulação em Força de Reacção Rápida (BRR), Força de Intervenção (Brig Int) e Força Mecanizada (Brig Mec), correspondendo a capacidades crescentes em termos de resposta a conflitos de maior intensidade. Este espectro determina naturalmente que a Brig Mec mantenha os adequados meios que lhe confiram flexibilidade de manobra, poder de fogo e de choque, protecção, sobrevivência e autonomia logística e, entre outros, lhe proporcionem capacidade de comando e controlo de todos os seus sistemas de armas, bem como a possibilidade de integração em forças multinacionais. A menos que alterações inesperadas no ambiente operacional que actualmente se perfila a nível das relações internacionais, a manutenção de uma GU com as características da Brig Mec parece justificar-se, sobretudo porque estando preparada para actuar nos piores cenários continuará a saber cumprir missões de menor exigência. Esta demonstração foi feita, pelo menos nos últimos tempos, tanto através do elevado grau de prontidão exigido para integrar Forças Multinacionais num vasto e indefinido leque de cenários, como da já normal rendição de forças nacionais no âmbito das Operações de Apoio à Paz e, sobretudo, da resposta, em tempos mínimos, à nomeação de pessoal para missões inopinadas ou à constituição de forças com características específicas, como é o caso da Força de Engenharia que em cerca de um mês e meio se preparou para a importante missão que, no âmbito da ONU, vai cumprir no Líbano. Contudo, à redução do Material Orgânico Principal da Brig Mec, porque hipotecado a missões no exterior do TN, desviado para colmatar carências pontuais de outras unidades ou em resultado do seu gradual envelhecimento, já não corresponderá a anterior orgânica que a suportava em termos de doutrina de referência e, porventura, também não se adequarão à estrutura orgânica de pessoal preconizada para o futuro. A esta consciência não serão alheios, por um lado, os indícios de que persiste uma vontade de modernização dos meios da Brig Mec e, por outro lado, a determinação em manter o mais elevado nível de instrução e treino e da operacionalidade dos equipamentos existentes. Não significa que a esta avaliação do Comandante que, sem fazer promessas, procurou manter a esperança e incutir ânimo nos Comandos subordinados, corresponda um próximo futuro sem escolhos. Olhando em redor, certamente os próximos tempos tenderão a exigir maior ponderação na determinação das prioridades e compreensão perante a adversidade, sobretudo daquela que possa resultar de restrições orçamentais. Fundamental é que, de forma alguma, as dificuldades conduzam ao imobilismo ou se traduzam em conformismo que afecte os objectivos permanentes e fundamentais para o cumprimento da MISSÃO da Brigada Mecanizada... pelo contrário, importará continuar a não acolher a inacção no quadro da continuidade do aperfeiçoamento das orgânicas e do ajustamento das missões no processo de TRANSFORMAÇÃO do Exército. Seguros da nossa vontade de bem servir o Exército e as Forças Armadas, certamente a BRIGADA MECANIZADA continuará a empenhar-se com elação para prestigiar PORTUGAL. O COMANDANTE DA BRIGADA MECANIZADA

VALDEMAR JOSÉ MOURA DA FONTE MAJOR - GENERAL

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COMEMORAÇÕES DO XXVIII ANIVERSÁRIO DA BRIGADA MECANIZADA (BrigMec) E DIA FESTIVO DO CAMPO MILITAR DE SANTA MARGARIDA (CMSM) No dia 12 de Abril de 2006, decorreu no Campo Militar de Santa Margarida a cerimónia militar comemorativa do XXVIII Aniversário da BrigMec e Dia Festivo do CMSM, presidida por Sua Excelência o General Chefe do Estado Maior do Exército (CEME), General Valença Pinto. Estas comemorações estão associ-

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adas ao aniversário da Batalha de Atoleiros (6 de Abril de 1384), onde se destacou a acção de D. Nun'Álvares Pereira, padroeiro da BrigMec. As circunstâncias da actividade operacional da BrigMec, determinaram que as comemorações do 54º aniversário do CMSM e 28º aniversário da BrigMec ocorressem em 12ABR06. A Brigada Mecanizada, evolução da 1ª Brigada Mista Independente, é herdeira das tradições e do património histórico da Divisão Nun'Álvares, que foi criada e organizada em 1952 para responder aos compromissos assumidos por Portugal na sua qualidade de membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte -NATO. Após 1974, com o final da guerra em África e o desejo de reforçar a partici-

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pação no seio da NATO, de algum modo afectada pelo conflito ultramarino no início da década de 60, aliada à necessidade de reorganizar e reequipar o Exército em termos de guerra convencional, levaram à criação de uma Grande Unidade desti-

nada a preencher a lacuna criada pela desactivação da Divisão Nun'Álvares. É assim que, em 1976, se inicia o processo de criação da 1ª Brigada Mista Independente, formalizado pelo Decreto-Lei nº 91/78 de 11 de Maio. Em 1994 a Brigada passou a ser completamente mecanizada, assumindo a designação de Brigada Mecanizada Independente (BMI); desde Janeiro de 2006 e por despacho de 23AGO05 de S. Exª General CEME, a BMI passou a designar-se por Brigada Mecanizada. A sua missão principal consiste em participar na defesa militar do Território Nacional (TN). Apronta e projecta

militares e Unidades constituídas, para participarem em Operações de Apoio à Paz, quer nos Balcãs quer em Timor--Leste e mais recentemente no Iraque. Está também preparada para desenvolver missões de interesse público nomeadamente em apoio ao Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil. No decorrer da Cerimónia militar Sua Excelência o General Chefe do Estado Maior do Exército proferiu a seguinte alocução: Militares e Civis do Campo Militar de


Santa Margarida Mecanizada:

e

da

Brigada

É com especial satisfação e orgulho que o Comandante do Exército se associa às comemorações que hoje assinalam o dia do Campo Militar de Santa Margarida e da Brigada Mecanizada, Grande Unidade de reconhecido prestígio resultante dos elevados índices de operacionalidade sempre concretizados ao longo da sua existência, bem como da qualidade e do querer dos militares que nela serviram e servem o Exército. O último ano foi de intensa actividade de planeamento, treino operacional e aprontamento de forças geradas pelas unidades da Brigada, e estou certo, que essa intensa actividade contribuiu para a elevada motivação de todos os que prestando serviço em Santa Margarida contribuem directa ou indirectamente para a afirmação do Exército através da Brigada Mecanizada. Na senda dos sucessos que têm constituído o desempenho operacional das unidades e agrupamentos que a Brigada Mecanizada tem projectado para os Teatros de Operações dos Balcãs e de Timor, destaco a forma segura, responsável e profissional como garantiu com total êxito o compromisso nacional de um Agrupamento Mecanizado para a NRF-5, cumprindo um exigente processo de certificação nacional e internacional, que permitiu comprovar nesses dois planos a capacidade operacional do Exército. Essa capacidade operacional permitiu à Brigada projectar simultaneamente duas unidades como Forças Nacionais Destacadas no início do corrente ano o que é um sinal inequívoco das suas capacidades e enorme vitalidade. Dirijo uma palavra de estímulo e considera-

ção aos militares que neste momento, na Bósnia Herzegovina e no Kosovo, cumprem com esforço e valor a sua missão no âmbito da União Europeia e da NATO e, com justiça, lhes transmito serenidade e confiança na sua capacidade operacional. O prestígio que tem sigo granjeado pelos militares que servem na Brigada, nas missões operacionais e nos exercícios nacionais e internacionais, constitui certamente motivo de orgulho para todos, contribuindo também de forma significativa para que Santa Margarida seja mais atractiva como área de prestação de serviço e como tal facilite a manutenção do efectivo. O Comando do Exército está atento e reconhece o esforço que aqui tem sido feito nessa área, ciente de que é um processo contínuo e constante que deve ser prosseguido nas suas diversas vertentes. O elevado nível de motivação evidenciado para ultrapassar as adversidades num contexto de recursos escassos, a determinação demonstrada para a implementação das medidas no âmbito da Transformação do Exército e a coesão patenteada em todos os momentos, constituem garantia para o Comando do Exército da segurança que é depositada nesta Grande Unidade, como um dos pilares da Força Operacional Permanente do Exército no presente e no futuro. A transformação em curso no Exército assenta num modelo cujo foco é a prontidão da força operacional sendo extinta a estrutura territorial do Campo Militar de Santa Margarida. A Brigada Mecanizada ficará depositária de uma vasta experiência de mais de meio século de história deste Campo Militar, sempre associado às actividades de preparação e treino de forças e mais recentemente, nos últimos dez anos, resultante das missões operacionais cumpridas no âmbito das Nações Unidas, da NATO e da União Europeia. Consolidou-se como escola de acção de comando, escola de armas combinadas e também como laboratório de novas técnicas e tácticas, bem como de mode-

los de instrução e de treino operacional, constituindo um capital de conhecimento e de prática que tem sido e, estou certo, continuará a ser potenciado em proveito das outras forças operacionais do Exército. Reitero pois, a minha satisfação pelo espírito de missão, capacidade de organização e prontidão operacional da Brigada Mecanizada e a minha convicção de que as suas unidades continuarão a ser um motivo de orgulho para o Exército, plenamente capazes de vencer os desafios do futuro. A todos exorto a prosseguir com dedicação e empenho o caminho que têm vindo a trilhar, com rigor e eficácia, cultivando em permanência a disciplina e coesão que exemplarmente têm evidenciado, desta forma honrando o Exército e Portugal. Da alocução proferida por Sua Excelência o Major General Comandante do Campo Militar de Santa Margarida e da Brigada Mecanizada, destacam-se as seguintes passagens: (…)Tal como aconteceu no ano passado com as comemorações do dia do CMSM e da BMI, ficou também já para trás o dia 6 de Abril. Consideramos que as razões que provocaram este deslizar no calendário são este ano, como o foram anteriormente, muito positivas, porquanto significam que o grau de prontidão da Brigada e a sua missão se sobrepõem aos festejos. Se em 2005 o que determinou a alteração da data foi a participação do Agr Mec da NRF 5 no exercício COHESION, em Espanha, este ano foi o empenhamento do seu Estado Maior no Exercício NOBLE LINX, no QG de Valência, que nos levou a solicitar a disponibilidade de V. Exª para alterar a sua Agenda. São circunstâncias a que nos vamos habituando e nos levam a considerar, como repetidamente afirmo, que, qualquer que seja o dia, é sempre dia da Brigada aquele em que um seu

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militar está cumprindo as suas tarefas onde quer que seja, pois é com esse somatório que se consolida a Unidade que nos permite, em qualquer momento, manifestar o orgulho de, em consciência, poder afirmar Missão cumprida. É por isso que hoje os militares da Brig Mec continuam irmanados e, com o mesmo espírito de coesão, tanto os que estão presentes neste Campo Militar como os que nos distantes TO cumprem missões no âmbito dos compromissos internacionais de Portugal, relembram aqueles que aqui serviram e procuraram, de igual forma, elevar a imagem e aumentar o prestígio das FA's e do Exército Português. Militares e civis colocados no CMSM e na BrigMec,

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É este mais um aniversário que nenhum de vós hesitará considerar como corolário de uma actividade constante e exigente. Não fizemos naturalmente mais do que aquilo que a nossa Missão comporta mas estamos cientes de que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para a cumprir em plenitude e, assim, contribuir para que o Exército conseguisse satisfazer as missões que lhe foram determinadas. Não obstante os receios e os sobressaltos, não nos deixámos afectar pela adversidade, pelo contrário, demonstrámos serenidade e confiança na hierarquia garantindo-lhe também os sinais de coesão e de disciplina

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essenciais para equacionar e encontrar soluções para problemas complexos. O espírito de entreajuda e de compreensão face às contrariedades foram porventura o nosso maior trunfo, permitindo desdobrar-nos entre as tarefas operacionais e a satisfação dos múltiplos pedidos de apoio e tarefas inopinadas. Sabendo que os orçamentos são exíguos, se por um lado foi gratificante ver aumentar os efectivos e a correspondente capacidade operacional, por outro lado tal não deixou de comportar dificuldades acrescidas, quer no que respeita à instrução e treino como no que releva particularmente no âmbito dos encargos com instalações ou da melhoria das condições de vida do pessoal. Ainda assim, elevámos durante este último ano a actividade operacional, conseguimos adaptações para alojamento do crescente número de militares femininos e melhorámos parte das instalações e equipamentos desportivos. No ano que iniciámos, vivendo com os mesmos orçamentos e vendo crescer os encargos, será mais difícil conseguir os objectivos que nos propusemos, em todo o caso não esmoreceremos e estou certo de que o nosso esforço será correspondido de acordo com as possibilidades dos escalões superiores. Cada vez mais vai crescendo a consciência ambiental e isso comporta um esforço para reduzir consumos supérfluos ou desperdícios, bem como atitudes positivas relativamente ao património que é este Campo Militar e que queremos legar aos vindouros. Essa consciência temse traduzido também nos projectos agro-florestais que temos concretizado numa perspectiva de conciliação da actividade operacional com a preservação da natureza, o que tem passado por um ordenamento das espécies plantadas, das zonas desmatadas ou dos itinerários a utilizar, entre outros aspectos. Hoje podemos afirmar que aumentaram significativamente as áreas de instrução e a sua variedade face à diversa tipologia dos exercícios, que diminuíram os riscos de incêndios e a poluição, mas também que ainda há muito por fazer e para prevenir, o que naturalmente carece de meios mas sobretudo de um comportamento actuante e vigilante de cada um.

Procurar incessantemente a excelência tem sido o timbre das Directivas internas, mas não estamos iludidos quanto ao nível dos padrões que temos conseguido. Estar permanentemente insatisfeito é, neste caso positivo, porque cria apetência para conseguir mais e melhor, contudo de nada valerá esse esforço se houver alguns de nós a contrariá-lo. Continuo por, isso a repetir-vos aquilo que referi por ocasião da entrega do EN às FN que destacámos: “ Importa que cada um tome consciência de que, com uma atitude menos cuidada ou sensata, pode por em causa o esforço de todos os outros, e que isso dificilmente será por eles perdoado “. Assim, aqueles que, de forma irresponsável, manifestem comportamentos anómalos ou de indisciplina, não terão lugar em Stª Margarida. Lastimando tais atitudes, não fecharemos os olhos, mesmo sabendo que tal afecta a nossa imagem. Pior seria a de fazer de conta que tudo vai bem e nada controlar. É a confiança que nos deve animar e ela ganha-se nas relações do dia a dia, nos actos de serviço ou nos momentos de lazer. Só confiando uns nos outros confiaremos nas nossas capacidades para cumprir a Missão e disso têm os militares que servem no CMSM e na BrigMec dado sobejas provas. Por isso o Futuro será cumprido com a mesma determinação demonstrada até agora e com alegria. Meu Gen CEME, Os receios em tempos de mudanças estruturais são naturais, porquanto traduzem incertezas. Não escamoteamos dificuldades de adaptação, mas estamos confiantes de que elas serão minoradas porque não duvidamos de que os necessários ajustamentos, se pertinentes, serão introduzidos com oportunidade. É nesta perspectiva que, reconhecendo o elevado empenhamento e espírito de missão de quantos servem nesta Brigada, posso afirmar que continuaremos a pautar o nosso comportamento pela lealdade e com a vontade de servir e de prestigiar o Exército e Portugal. É este o espírito que inspira os militares da BrigMec que estão em missão no exterior do TN e que aqui sentimos representados na força que integra esta formatura. (…)


PARTICIPAÇÃO DA BRIGADA MECANIZADA NA OPERAÇÃO

ALTHEA

1. ANTECEDENTES

Em conformidade com os compromissos internacionais assumidos pelo Estado, o Exército tem vindo a destacar forças para o Teatro de Operações (TO) da Bósnia-Herzegovina (BiH) desde o início do empenhamento da NATO naquele TO, em 1995/6, tanto no âmbito da Implementation Force (IFOR) como da Stabilization Force (SFOR). De acordo com a decisão da NATO de terminar a missão da SFOR na BiH no fim do ano de 2004 e a adopção da Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas 1551 de 09JUL04, o Conselho da União Europeia (UE) adoptou a Acção Conjunta na qual se encontra definida a operação militar na BiH, denominada “ALTHEA” que teve o seu início em 02DEC04. Os objectivos chave da UE para a Operação ALTHEA são providenciar dissuasão atingindo os objectivos especificados nos acordos de DAYTON/PARIS e contribuir para um ambiente seguro na BiH. A Operação ALTHEA é levada a cabo com o recurso a capacidades e meios da NATO conforme acordado entre as partes (“Berlin Plus”).

militar discreto, orientadas para a recolha de informações. A compreensão da situação (Situational Awareness (SA)) é conseguida, no caso português, pela presença na Área de Operações de Liaison and Observation Teams (LOT), num total de duas (em Modrica e Derventa). A SA é obtida essencialmente por patrulhamentos, ligação com as autoridades locais, Organizações Internacionais e população com a finalidade primária de recolha de informação, possibilitando um alerta atempado sobre potenciais situações críticas. As Forças de Manobra/Componente Dissuasora ao nível da EUFOR e das Task Forces, são os meios para dissuadir ou reagir às hostilidades, sendo também orientadas para a obtenção de informações (apesar de desempenharem um papel secundário a este nível), especialmente em áreas de risco de conflito, através de patrulhas ou outras actividades. Estas forças são também utilizadas para reagir a situações de menor gravidade que requeiram intervenção de emergência, facilitando o emprego das forças de reserva operacional ou estratégica.

2 . CAMP DOBOJ

Antes do início da guerra na BiH, Camp Doboj, era um depósito de material do Yugoslavian National Army. Em Janeiro de 1996 foi ocupado por forças da IFOR pertencentes à NORDIC-POLISH (NORPOL) Brigade (Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia e Polónia). Posteriormente, foi utilizado por forças da SFOR pertencentes ao NORDPOL Batle Group llideradas pela Dinamarca. Durante este período, o Campo era designado por Camp DANNEVIRKE. Desde 1 de Janeiro de 2003, os contingentes Portugueses e Eslovenos passaram a integrar o Multinational Battle Group (MNBG) (Portugal, Polónia e Eslovénia), tendo ocupado as instalações do Contingente Dinamarquês, entretanto reposicionado em Camp Eagle Base (Tuzla). Desde essa altura o aquartelamento, com uma área de 102.255 m2, passou a designar-se por Camp DOBOJ e a alojar os efectivos das FND portuguesas. O proprietário do campo é o Ministério da Defesa da República Srpska.

3. ORGANIZAÇÃO

Quanto ao objectivo operacional da força militar da UE, este visa manter a prevenção da situação nas áreas de maior tensão e risco, através de operações com forças flexíveis de perfil

Localizado em SEVARLIJE, cerca de 7 quilómetros a SUL da cidade Doboj, Camp Doboj é desde Janeiro de 2003 o local de estacionamento da Força Nacional Destacada na BósniaHerzegovina.

Através da Directiva Nº 204/CEME/05 de 19SET05 à Brigada Mecanizada (BrigMec) foi cometida a missão de organizar e aprontar a actual contribuição nacional para o esforço de estabilização da paz na BiH, designada por Componente Portuguesa (BrigMec). A BrigMec, por sua vez, cometeu ao Grupo de Carros de Combate a missão de aprontar uma Força Nacional Destacada (FND) a projectar para o TO da BiH. A Componente PRT (BrigMec)/EUFOR foi constituída por 197 militares:

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Comando e Estado Maior da Componente - 14 militares; Militares que integram o Comando e o Estado Maior do Batalhão de Manobra Multinacional - 10 militares; Um Esquadrão de Atiradores 104 militares; Um Esquadrão de Apoio - 69 militares.

4. MISSÃO

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Entre 10OUT05 e 20DEC05 decorreu a instrução e o treino operacional da fase de aprontamento, tendo sido nomeado, o TCor Cav RUI MANUEL DA SILVA FERREIRA, para Comandante da Componente PRT (BrigMec). Os objectivos a atingir nesta fase foram definidos pela directiva Nº 204/CEME/05 de 19SET05, tendo o programa sido cumprido integralmente e os objectivos cabalmente atingidos. A 20 de Dezembro de 2006 a força passou a depender sob Comando Operacional (OPCOM) do CEMGFA. Durante o mês de Janeiro de 2006, a Comp PRT (BrigMec) marchou em 3 escalões para o TO da Bósnia-Herzegovina (5, 14 e 16JAN06), tendo o grosso da força marchado a 14JAN06. A 15 de Janeiro, em Campo DOBOJ, efectuou-se a cerimónia de Transferência de Autoridade do 1º Batalhão de Infantaria da Brigada de Intervenção para a Componente PRT (BrigMec) passando o Esquadrão de Atiradores, a depender em Controlo Operacional (OPCON) do Batalhão de Manobra Multinacional (MNBn), conjuntamente com uma Componente Turca e outra Polaca. Este Batalhão foi comandado pela Polónia, durante o 1º Semestre de 2006, em resultado de um acordo estabelecido entre os país-

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es que contribuem com forças para a Multinational Task Force North (MNTF(N)). A missão da Componente PRT (BrigMec) foi “A Componente Portuguesa (BrigMec), sob OPCON do MNBn, conduz a partir de 15JAN06, operações na AOR da MNTF(N), a fim de garantir presença militar nas áreas em foco, assegurar liberdade de movimentos e continuar a estabilização da Área de Operações no sentido da criação de condições que permitam às autoridades da BiH a manutenção de ambiente estável e seguro”. Decorrentes da missão as principais tarefas atribuídas à Comp PRT (BrigMec) foram:

Norte da BiH, sendo parte integrante da AOR do MNBn, compreende uma área total de 4.423 Km2, tendo 69 km como distância máxima no sentido Norte-Sul e 83 km de distância máxima no sentido Este-Oeste. É delimitada a Norte pela República da CROÁCIA, a Sul pelas AOR do Contingente Turco e do Contingente Polaco, a Oeste com a Brigada Multinacional Noroeste (NW) e a Este novamente pela AOR do Contingente Polaco. É atravessada pela antiga Linha de Separação Inter-entidades (InterEntity Boundary Line - IEBL) num total de 150 km. De salientar que a IEBL, constitui actualmente a actual fronteira entre a República SRSPKA e

a. Conduzir patrulhas de: (1) Reconhecimento e Vigilância; (2) Dissuasão. b. Conduzir operações de: (1) Harvest; (2) QRF; (3) Recolha de Informações; (4) Apoio às autoridades locais; (5) Outras (Segurança de Camp Butmir). c. Montar Postos de Controlo de Fronteira e de Veículos; d. Executar operações de reserva fora da AOp; e. Executar Operações de Controlo de Tumultos; f. Apoiar as actividades das LOT Houses; g. Apoiar as Organizações internacionais e locais de acordo com os meios disponíveis; h. Conduzir actividades CIMIC em apoio da população local.

5. OPERAÇÕES a. Área de Operações A Área de Responsabilidade (AOR) atribuída à Comp PRT localiza-se no

Federação Croata-Muçulmana, podendo ser atravessada por qualquer pessoa sem qualquer tipo de controlo. Esta linha identifica a linha da confrontação que existiu entre as facções, sendo por isso, uma zona bastante minada. b. Avaliação da Ameaça A avaliação da ameaça foi da responsabilidade do escalão superior. Esta ameaça apresentou-se sob a forma de Terrorismo, Espionagem, Subversão, Sabotagem, Crime Organizado, Minas/UXO e Ambientais, sendo avaliada como BAIXA em todos os itens excepto na Espionagem e Minas/UXO. No que diz respeito à espionagem a


d. Actividade Operacional No âmbito da Operação ALTHEA, a Comp PRT (BrigMec) cumpriu inúmeras missões que, do ponto de vista operacional, foram agrupadas em Operações de Recolha de Armamento e Explosivos (Harvest Operations), Operações de Recolha de Informações, Operações de Apoio às Autoridades Locais, Segurança de Camp Butmir e Patrulhamentos.

ameaça foi considerada Alta porque cada Entidade vê por um lado, a EUFOR como uma possível fonte de informação sobre as restantes partes, enquanto que por outro lado pretendem assegurar-se de que não estão a ser um alvo de pesquisa/investigação por parte da EUFOR. Também as redes criminosas poderiam desenvolver acções no sentido de apurar se a EUFOR fará alguma coisa para interferir com a sua actividade. Já no que respeita às minas/UXO esta foi sempre uma ameaça considerada Alta devido ao elevado número de minas dispersas pelo território pelo que toda a Comp PRT (BrigMec) teve ordens e treino específico sobre esta ameaça. No decorrer das operações houve sempre um cuidado especial para que o risco associado às minas e outros engenhos explosivos desconhecidos fosse minimizado. c. Instrução e Treino no Teatro de Operações À chegada ao TO e logo nas primeiras semanas todos os militares da Componente foram sujeitos a um conjunto de instruções destinadas a complementar a preparação realizada no TN. Este “pacote” de treino consistiu em instrução sobre segurança em áreas minadas e engenhos explosivos, familiarização e certificação nos meios aéreos existentes no teatro, treino de MEDEVAC e familiarização com o equipamento e material NBQ existente no TO. De todas as acções de treino realizadas aquando da chegada ao TO, há que realçar o treino com Helicópteros que colmatou uma lacuna muito grande havida no aprontamento da Componente. Além deste “pacote” inicial, a Comp PRT (BrigMec), ministrou regularmente, ao nível das companhias, instrução e treino, tendo sido realizados vários testes de prontidão e de defesa do Aquartelamento. Realizaram-se também várias sessões de tiro instintivo de espingarda automática G-3, na carreira de tiro de PASA BUNAR (Tuzla) e uma sessão de treino no simulador de tiro em Camp Eagle Base.

OPERAÇÕES

JAN

WINDY ROOM JOONATAN THUNDER MAYA BIG CAVE MELODY SENTINEL 4 RUBENS LION COMMON STRENGHT WATCHFUL EYE

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INFO GATHERING

17-1

FEV

MAR

ABR

MAI

JUN

JUL

17-20 23-25 3-8 11 25-28 1-30 8-12 5-6 6-8 7-13 6-17 6-18 20-26 20-31

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5-9 15-29

(1) Operações de Recolha de Armamento e Explosivos (Harvest Operations) Foram realizadas um total de três operações (JOONATAN, MAYA e RUBENS) com a finalidade de diminuir o número de armas ilegais, munições e explosivos na posse da população local e proporcionar um ambiente estável e seguro. Verificou-se que houve uma maior recolha de armamento, munições e explosivos através do Door-toDoor do que nos pontos de recolha (Harvest Collecting Points). (2) Operações de Recolha de Informações Neste âmbito foram realizadas 8 operações de recolha de informação relativa a actividades relacionadas com o corte e tráfico de madeira (Illegal Logging), recolha de armamento e explosivos (Harvest), pontos de travessia de fronteira ilegais e actividades de contrabando, todas com vista à realização de futuras operações nas áreas onde houve recolha de dados e informações. (3) Operações de Apoio às Autoridades Locais Num total 7 (WINDY ROOM, THUNDER, MELODY, BIG CAVE, COMMON STRENGHT, LION e WATCHFUL EYE 06) as operações realizadas em apoio às autoridades locais consistiram no apoio ao controlo das fronteiras, através do aumento da presença nos BCP's e nos patrulhamentos, no controlo das actividades de contrabando, através da inspecção de veículos e patrulhamentos, no apoio à SIPA (State Investigation and Protection Agency), com a revista a 3 celas da Prisão de Doboj, no apoio à ITA (Indirect Taxation Authority) no sentido de intensificar a inspecção e detectar mercadorias

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ilegais transportadas e no apoio às Comemorações de SREBRENICA com o objectivo que as mesmas decorressem de forma segura e sem incidentes.

(5) Patrulhamentos As patrulhas, pelo menos duas por dia, foram executadas principalmente na AOR, com particular incidência para a fronteira Norte da BiH (Opstinas de Bosanski Brod, Bosanski Samac, Orasje e Brko), para monitorizar os BCP's e detectar possíveis ilegalidades cometidas na fronteira e para as áreas onde estavam a decorrer as operações de recolha de informação para a realização de futuras operações. Estes patrulhamentos também tiveram a finalidade de reconhecer áreas e itinerários, observar a reacção da população à passagem das tropas da EUFOR, recolher informação sobre as actividades das Autoridades Locais e mostrar presença.

(4) Operação SENTINEL 4 A Operação teve como objectivo garantir a segurança permanente de Camp Butimir (Quartel General da EUFOR em Sarajevo), durante o mês de Abril, com um empenhamento de uma força de Escalão Companhia. Á A-Coy (Companhia Operacional da Componente Portuguesa) foi atribuída esta missão sendo responsável pela segurança e controlo de todos os acessos a este campo e ainda por dispor de uma reserva (de escalão Pelotão) que permitisse servir de força de intervenção rápida em qualquer parte do Campo, empenhando um efectivo total de 105 militares. A força esteve organizada em três turnos tendo como meios disponíveis viaturas blindadas ligeiras (Chaimites), viaturas tácticas de 5 Ton, 2 Ton e ¼ Ton e ainda uma viatura auto-tanque de combustível.

NºPATR 356

TOTAL EFECTIVOS EMPENHADOS OF

SAR

PRÇ

INT

33

350

1456

58

Km's Comb(L) 54356 10123

6. APOIO CIMIC As principais tarefas na área do CIMIC para além do apoio prestado às autoridades locais, desenvolveram-se em torno da ajuda humanitária a instituições carecidas, na assistência médico-sanitária às populações, no apoio social às escolas, bem como no apoio técnico de manutenção de equipamentos, viaturas e instalações. Doação de Doação de Doação de Combustível Material Alimentos para aqueciEscolar mento

INSTITUIÇÕES

Orfanato Doboj

X

Jardim de Infância Maglaj

X

Jardim de Infância Doboj

X

X X

X

X X

X

Escola Primária Kotorsko

X

X

Cruz Vermelha Escola de Música “Marcos de Portugal” Centro Cultural de Doboj 10

Reparações Diversas

Outros (Dádiva de sangue) (Doação de Roupas) (Assistência Médica) (Exposição/Concerto OLE)

X X

X

X X

X X

Centro de Saúde

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Semanalmente foram fornecidos géneros alimentares ao orfanato de Doboj, e jardins de infância de Doboj e Maglaj, não existindo uma quantidade definida de artigos a entregar, mas sim o que se podia dispensar na altura, resultante

de sobras de géneros do rancho. No plano médico-sanitário, prestou-se assistência num centro de atendimento local, totalizando 209 civis assistidos e medicados. Além disto houve apoio regular em combustível para aquecimento das instalações, doação de material escolar, reparações eléctricas e de canalizações nas instalações, apoio em manutenção a viaturas, doação de sangue, actuação da Orquestra Ligeira do Exército no Centro Cultural de Doboj, Exposição “Portuguese Landscapes” e limpeza e recuperação de estradas.

É verdade que se assiste ao regresso de alguns refugiados às suas anteriores áreas habitacionais. Mas também não é menos verdade, que hoje as áreas urbanas são no todo ou em parte ocupadas por pessoas da mesma etnia. No passado recente teve lugar o processo de unificação das Forças Armadas, a criação das estruturas superiores de Defesa Nacional únicas e a abolição destas no seio das entidades, processos estes considerados de sucesso, quer pelo comandante da EUFOR, quer pelo Alto Representante da União Europeia. Também o processo de unificação das polícias foi lançado no início do ano de 2006, encontrando-se em curso, não sendo possível afirmar, neste momento, que tenha um grau de sucesso e celeridade idênticos aos da reforma da defesa. A estabilidade desta região é uma realidade, por isso é cada vez mais tido em consideração, a breve trecho, a redução da estrutura e do dispositivo da EUFOR e a assumpção de algumas das suas missões por parte da EUPM. Maj Cav Jorge Pedro 2º Cmdt e Of Op Comp PRT (BrigMec)

7. CONCLUSÕES Na Bósnia actual continua bem verdadeiro o chavão “Um país, duas entidades, três etnias”. Hoje, ao contrário de outrora, já não existem materializadas no terreno quaisquer linhas de separação e muito menos linhas de confrontação; assiste-se a uma vida em sociedade onde a livre circulação sem incidentes, de pessoas, capitais e bens é uma realidade. Também a implementação e uso corrente de uma moeda única para todo o território constitui um facto de sucesso. Assiste-se portanto ao desenvolvimento de uma sociedade civil que quer normalizar-se. No entanto e apesar de já não existirem facções armadas representativas das etnias, subsiste uma linha imaginária de “exclusão” a separar as três diferentes etnias (por exemplo o acesso à educação e ao emprego é ainda, quase exclusivamente, processado por etnias). A Bósnia de hoje é um estado onde o conflito civil armado deu lugar, por força do processo de paz e da inexistência de instituições fortes e credíveis, à proliferação de actividades ilícitas e criminais.

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Soldados de Portugal 1º BIMec/BrigMec no KOSOVO 1. ANTECEDENTES – NATO RESPONSE FORCE 5 (NRF 5)

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Neste momento em que se aproxima o fim da missão no KOSOVO, termina um ciclo que teve o seu início em Outubro de 2003. Já naquela época, mesmo antes do projecto NRF 5, a actividade operacional conseguiu sempre, ser uma prioridade no conceito e na intenção do Comandante do 1º BIMec. Foi sem dúvida esta orientação muito clara, mas difícil de manter no tempo com a intensidade e regularidade com que a praticámos nestes últimos três anos. O Exército, em meados de 2004, determinou à Brigada Mecanizada, a constituição de um Agrupamento Mecanizado (AgrMec) no âmbito da NRF 5. Este AgrMec foi constituído com base nos efectivos do 1º BIMec e com um Esquadrão de Carros de Combate do Grupo de Carros de Combate da BrigMec. Foi um desafio onde muitos de nós nos entregámos de corpo e alma, porquanto, sabíamos o esforço do Exército no projecto e o quanto de esperança poderia representar o obter da validação da Força. A Esperança, que relatamos é a que: • se vê na satisfação dos quadros em se realizarem profissionalmente; • se sente no sorriso das tropas quando podem utilizar a iniciativa concedida para produzir algo em benefício do objectivo comum que as norteia; • está associada ao sentimento de utilidade e de prestígio, resultante da excelência do dever cumprido; • vemos reflectida no orgulho em pertencer a uma Instituição que dignifica o país e que pretende continuar a fazê-lo. No âmbito do processo de validação realizou-se o exercício CHOESION 05 em Espanha onde o AgrMec projectou: • mais de 1000 toneladas de material; • pela primeira vez carros de combate para o exterior do país; • munições para os sistemas de armas. Todo o trabalho que antecedeu a projecção para este exercício, foi intenso e bastante detalhado, tendo constituído o esforço de preparação da Força. Após 4 Combat Readiness Evaluation (2 nacionais, uma durante o exercício COHESION, 1 estrangeira em Território Nacional), entrámos num período de Stand – by, onde por imperativos Nacionais a Força não foi empenhada.

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Foi com esta experiência, com este grupo de trabalho, com esta vontade e espírito de corpo que recebemos a missão “1º BIMec, Tactical Reserve, Kosovo Forces” (1º BIMec/TACRES/KFOR). A nossa BrigMec organizou no mesmo período de tempo duas forças nacionais destacadas para a Bósnia e Kosovo. Na organização destas duas forças foi dada prioridade aos militares com antecedentes associados ao NRF 5. Porém, só esse antecedente não era suficiente, necessitando cada militar de continuar a trabalhar e a dar o seu melhor para poder ser seleccionado para uma das Forças. A fase de aprontamento, pôde ser necessariamente menor, porquanto, o esforço de preparação da Força já tinha sido realizado. Todavia, orientaram-se as actividades de índole operacional e de formação para acções mais específicas e relacionadas com a missão atribuída. Em Março iniciou-se a rotação da Força. Em 16 de Março de 2006, no aeroporto de Pristina realizou-se a cerimónia de transferência de autoridade.


2• O AMBIENTE OPERACIONAL E A TIPOLOGIA DE OPERAÇÕES Chegámos ao Teatro de Operações (TO) do KOSOVO, enregelado por um dos piores Invernos dos últimos anos. À medida que o gelo desaparecia, o tráfego nas estradas aumentava, bem como, o perigo associado à condução. Algumas manifestações associadas a grupos extremistas sem larga adesão, promoviam as primeiras manifestações, junto ao Quartel-General das Nações Unidas (UNMIK), em Pristina. A população manifestava agrado com os militares da KFOR e com a nossa presença de uma forma geral. As pessoas falam na sua maioria o albanês, porém, apesar de perceberem o sérvio-croata, rejeitam-no ouvido ou falado. A língua, neste caso o albanês, revela-se como um factor que concorre para uma possível independência em relação à Ex-Republica da Jugoslávia. As instâncias estatais, ainda insuficientemente estruturadas, degladiam-se na procura de acções correctas e próprias de um Estado de Direito. É neste cenário entre o urbano e rural - com maior probabilidade de intervenção no meio urbano que desenvolvemos as nossas operações.

Com esta operação e o seu sucesso, iniciou-se uma nova fase de emprego do 1º BIMec, em todo o Kosovo. Cumprimos no total 25 operações das quais, 15 operações combinadas e 7 conjuntas e combinadas, espalhando a acção do 1º BIMec por todos os sectores das diferentes MNTF. Sobre a tipologia das operações importa descrever que as operações de patrulhamento apesar de em maior número, nem sempre se caracterizaram pela sua grande duração. As 6 operações de Intelligence, Vigilância e Reconhecimento (ISR) realizadas, além da exigência técnica física e psicológica que determinaram, permitiram revelar capacidades desta Unidade para fornecer dados ao Comando da KFOR, que mais tarde foram repetidamente utilizados. O trabalho de análise feito, permitiu desmistificar algumas situações que supostamente ocorriam nas áreas junto da linha administrativa do Kosovo.

1º BIMec em “covert” operations no Kosovo

Treino Operacional de áreas edificadas no Kosovo

Inicialmente, quase que nos sentimos presos à área de responsabilidade da Multinational Task Force Centre (MNTF – C), porquanto, as acções do 1º BIMec, como reserva táctica da KFOR praticamente se limitavam a acções de patrulhamento naquele sector. No fim do mês de Março, após contactos estabelecidos com o contingente do Reino Unido (UK), nomeadamente com a força de Intelligence, Surveillance and Reconaissence (ISR), do 1º Regimento de Gurkas, encetámos um relacionamento profissional muito próximo, o que permitiu planear e conduzir uma operação de cerco e busca, cujo resultado foi a captura de um “High Value Target”.

São de salientar as operações ao escalão Batalhão conduzidas com o apoio de Unmanned Air Vehicle (UAV). Esta capacidade de transmissão em tempo real sobre a actividade existente nas diferentes áreas de interesse determinadas (NAI), constituiu um multiplicador de potencial significativo.

Pel de UAV Alemão atribuído em Controlo Táctico (TACON) ao 1º BIMec

Operação Conjunta e Combinada de cerco e busca – Almortão

A matriz de excelência do Batalhão é constituída pelo número de operações realizadas, constituindo esse dado objectivo uma referência para o “output” do Batalhão. Como mera curiosidade, realizámos em média uma operação de Batalhão por semana! Porém para obter este desempenho, procurámos manter uma constante e regular actividade de Treino Operacional,

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para orientar o esforço para futuras operações ou para manter procedimentos técnicos inerentes ao desempenho profissional de cada militar. Foram realizadas 78 actividades de Treino Operacional, abrangendo combate em áreas edificadas, controlo de tumultos, utilização de diferentes aeronaves para helitransporte da Força, tiro e situações multi-vítimas. Sem falsas modéstias é necessário referir, que a confiança que se criou e a qualidade obtida no desempenho dos Soldados de Portugal do 1º BIMec, resulta do longo e intenso período de trabalho e selecção concretizados e especialmente, devido ao treino de aperfeiçoamento operacional, exigente, regular e real que realizámos. 3• GRAUS DE COMANDO E CONTROLO De acordo com a doutrina, ou melhor, segundo a mais recente jurisprudência, as forças nacionais após concluírem o processo de certificação nacional, ficam sob Comando Operacional (OPCOM) do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), que por sua vez, elabora a sua directiva, delegando a Força Nacional Destacada a um Comando Multinacional, em Controlo Operacional (OPCON)1.

Como demonstra o organigrama da KFOR, a KFOR TACTICAL RESERVE MANEUVER BATTALION (KTM) – neste caso enquanto se mantiver esta missão será a Força Nacional Destacada para o KOSOVO - está sob OPCON do Comandante da KFOR e encontra-se em termos de hierarquia horizontal no patamar das Multinational Task Force, com escalão correspondente ao de Brigada. De forma inteligente, o Comandante da KFOR (COMKFOR), com a finalidade de obter flexibilidade para o emprego da sua reserva KTM e sem desrespeitar a 1 Operational Control - The authority delegated to a commander to direct forces assigned so that

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the commander may accomplish specific missions or tasks which are usually limited by function, time, or location; to deploy units concerned, and to retain or assign tactical control of those units. It does not include authority to assign separate employment of components of the units concerned. Neither does it, of itself, include administrative or logistic control. AAP - 6, NATO UNCLASSIFIED DOCTRINE

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doutrina NATO, neste caso o grau de comando OPCON, determinou em variados documentos2 - alguns bem recentes – o seu emprego em dos níveis: Nível 1, correspondente a um posto de comando de Batalhão e uma unidade de manobra; Nível 2, Posto de Comando de Batalhão e as duas unidades de manobra.

KTM Nível 1 - KTM Group (12h NTM) PC Bat + 1 Companhia de Manobra Nível 2 - KTM Force (24h NTM) Nível 1 + 1 Companhia de Manobra

A consequência da aplicação deste conceito é que sempre que o comando da KFOR, pretenda delegar o grau de comando de OPCON em TACON, poderá fazêlo, desde que para isso, emita uma ordem parcelar (FRAGO) e nos coloque sob o comando directo de uma MNTF – escalão Brigada - e não de uma subunidade dessa mesma MNTF – escalão Batalhão. Parece-nos desnecessário explicar a importância deste pequeno grande pormenor. Desta forma, desrespeitar este conceito é algo que jamais deverá acontecer, sob pena da Força Nacional Destacada estar a desobedecer a uma determinação explícita do CEMGFA! Sustentados na doutrina NATO e na determinação do CEMGFA, defendemos e cumprimos com este conceito nas 25 operações conduzidas, apesar de várias tentativas frustradas em subverter o princípio, por parte de diferentes MNTF e por vezes de diferentes divisões do QG KFOR. Entendemos que a Força Nacional Destacada ganha visibilidade, protecção e eficácia com este procedimento: visibilidade, porquanto ao actuar ao nível dos comandos das brigadas, não só actuamos em maiores áreas de responsabilidade, como possuímos maior liberdade de acção para planear as operações; protecção, uma vez que a decisão de empenhamento da força no seu último rácio é sempre uma decisão nacional e porque a obtenção de informações e cedência das mesmas possui outra dimensão; eficácia, na precisão com que a força planeia e actua para cumprir a missão. 4• ACÇÃO DE COMANDO Implícito na contínua acção do 1º BIMec/TACRES/KFOR, esteve na base o conceito do Comandante, igualmente expresso no AgrMec/BMI/NRF 5: “Conduzir a Formação, Treino Individual, Treino Colectivo, Treino de Aperfeiçoamento Operacional e Operações, assegurando em permanência três princípios: Projecção; no âmbito do emprego prioritário de forças para o exterior do Território Nacional; Adaptabilidade para fazer face às contínuas alterações do Ambiente Operacional; 2 Os documentos que determinam o emprego da KTM em dois níveis são os seguintes: FRAGO 3393 KFOR/NATO, de 24MAI06; SOP 3006 e 3025 da KFOR/NATO.


Versatilidade, para agir, simultaneamente, em situações de combate próximo e de gradação da força;” Com base num planeamento centralizado e uma execução descentralizada – sustentada e reforçada pela existência de confiança, nos diferentes patamares de comando - a iniciativa a cada escalão encontrou espaço para se desenvolver, permitindo ganhos de produtividade e realização profissional excepcionais. O elemento caracterizador das unidades – o espírito de corpo – que já existia, reforçou-se, porquanto, a continuidade da acção de comando, permitiu a manutenção de um fio condutor, que possibilitou e possibilita, que os militares se revejam na Unidade a que pertencem.

Outro aspecto interessante a referir encontra-se relacionado com o estacionamento que a FND ocupa no Kosovo. Ele oferece um ambiente rústico militar. Não é com certeza um dos mais agradáveis no Kosovo. Todavia ganha na centralidade, nas condições que oferece na acomodação individual, nos espaços colectivos e na diversidade de alimentação disponibilizada. A cozinha requer uma abordagem mais delicada, porquanto, é na verdade uma cozinha multinacional (Equipa de alimentação portuguesa, inglesa com empregados kosovares albaneses).

5• A EXCELÊNCIA DO APOIO DE SERVIÇOS Falar sobre as operações, da acção de comando, de tudo e não referir o que permitiu materializar essas acções, seria algo desajustado com a realidade. A sustentação funcionou, mesmo com a precariedade dos voos da Força Aérea – substituídos com sucesso por transporte terrestre – permitindo manter em permanência um elevado índice de operacionalidade durante os 6 meses. Sentimos um apoio, interesse e dedicação de quem em Portugal nos garantia este feito, facto só possível pelo know-how já adquirido pela Instituição ao longo destes anos na sustentação de Forças Nacionais no cumprimento de operações de resposta a crises (CRO). No patamar táctico do apoio de serviços, de referir que a FND no Kosovo está dotada com equipamentos de elevada qualidade, permitindo atribuir à Força, um grau de autonomia no cumprimento de operações, que mais nenhuma Força no TO possui. É na realidade uma satisfação profissional a todos os níveis constatar este facto, bem como, o desempenho dos nossos militares, para manterem a operacionalidade dos meios referidos.

Equipa multinacional da cozinha no estacionamento de SLIM LINES

Para concluir, com excepção da alimentação e segurança, todos os restantes trabalhos de manutenção do estacionamento são da responsabilidade do National Support Element do Reino Unido (NSE UK), regendo-se pelo acordo técnico celebrado entre os dois países. Esta realidade dispõe a Força, na sua totalidade – com excepção de um pelotão – para o desempenho de operações no TO do Kosovo. Ainda relacionado com o estacionamento importa salientar a importância de desenvolver em permanência, um saudável entendimento entre os contingentes e trabalhadores locais ali inseridos: Eslovenos, Ingleses, Suecos e Kosovares Albaneses. O respeito dos princípios, valores militares e de cidadania, constituem pilares fundamentais, devendo constituir padrões normativos da conduta de todos os militares no estacionamento. O seu cumprimento é a garantia de uma legitimidade para a exigência e manutenção da honra e dignidade do País que representamos. 6• INFORMAÇÃO PÚBLICA E ASSUNTOS CIVIS

Equipa de manutenção do 1º BIMec/TACRES/KFOR

Tivemos o prazer e a honra em receber no decorrer da nossa missão, SExas: Presidente da República, Ministro da Defesa, Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, Chefe do Estado Maior do Exército, Comandante Operacional das Forças Terrestres, Chefe da Divisão de Operações do EMGFA e Chefe de Estado Maior do Centro de Operações Conjunto, Comandante da Brigada Mecanizada.

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7• O SOLDADO DE PORTUGAL O artigo que escrevemos é essencialmente sobre o desempenho do 1º BIMec/TACRES/KFOR, embora tenhamos iniciado o artigo com a explicação sucinta sobre o AgrMec/BMI/NRF 5.

Visita de SExa Prof Dr. Cavaco Silva ao 1º BIMec

No decorrer destas visitas foi possível, às entidades em visita e aos jornalistas que acompanhavam as entidades referidas, transmitir um pouco do que os Soldados de Portugal fazem, no interesse da Segurança e Estabilidade da Europa. Foi com muito agrado que assistimos por parte de todos os órgãos de comunicação social um sincero e transparente interesse pelas actividades que realizávamos. Consideramos que o resultado final transmitido em Portugal, contribuiu para enriquecer o conhecimento dos cidadãos portugueses sobre o desempenho das Forças Armadas Portuguesas além fronteiras Nacionais.

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Visita de SExa o Ministro da Defesa Nacional

Quanto às actividades de assuntos civis ou cooperação civil – militar

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(CIMIC), o 1º BIMec, lançou 3 projectos: 2 associados no apoio à construção e melhoria de infraestruturas desportivas de 2 escolas primárias e um concurso rádio. Mesmo antes de os ter terminado, consideramos que foi uma aposta ganha! Ganha, pela imagem de segurança, tolerância e desenvolvimento que transmitimos e que desejamos que se implemente no Kosovo. Estamos certos que numa perspectiva de continuidade, outras FND, com outras iniciativas continuarão com este conceito, por nós iniciado.

Soldado de Portugal

Entre as duas missões e outras que muitos de nós já tivemos a possibilidade de testemunhar há um denominador comum: o nosso SOLDADO. Na realidade ele não é apenas um composto resultante da formação e treino operacional – são indispensáveis e constituem um ponto decisivo para termos forças credíveis e competentes – é um multiplicador de potencial para a missão. A dimensão universal que nos caracterizou nos descobrimentos, hoje visualiza-se na empatia que estabelecemos com outros povos, na facilidade com que comunicamos mesmo quando a língua aparenta ser um problema e na inteligência emocional que demonstramos na resolução de problemas quando inseridos em ambientes multinacionais; tudo simplesmente por não sermos arrogantes, nem displicentes com povos, sejam eles quais forem! Este é um legado, que o nosso SOLDADO possui! O FUTURO DE NÓS DIRÁ! 1ºBiMec/TACRES/KFOR


SIIRP/QG/BMI/CMSM

A Orquestra Ligeira do Exército (OLE) deslocou-se, pela primeira vez, a um Teatro de Operações, neste caso o da Bósnia-Herzegovina para presentear os habitantes deste país com um Concerto. A actuação ocorreu no dia 11 de Abril na sala de espectáculos do Centro Cultural de Doboj, contando com a presença de cerca de 500 espectadores, na sua larga maioria habitantes locais. Este evento já havia sido objecto de agendamento em anteriores missões na BiH, no entanto, devido a diversas razões nunca chegou a ser concretizado. O seu repertório musical variado, num concerto onde a alegria, o entretenimento e a cultura se fundiram numa só manifestação, constituiu uma exce-

lente forma de promover o nome de Portugal e principalmente do Contingente Militar Português, junto da comunidade local, levando a assistência a pedir de forma calorosa e exaustiva a reentrada dos músicos por mais duas vezes em palco Os elementos da OLE mostraram-se muito satisfeitos com a forma entusiasta e hospitaleira como foram recebidos nestas paragens e saíram da BiH com a convicção que a missão foi cumprida na sua plenitude, confirmando assim o lema dessa orquestra: “QUE SE ESPALHE E QUE SE CANTE NO UNIVERSO.”

Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, Prof. Dr. Aníbal Cavaco Silva, visitou no dia 20 de Abril de 2006, o Contingente Militar Português na Bósnia-Herzegovina. Esta foi a primeira vez, desde que assumiu funções, que sua Excelência o Presidente da República Portuguesa se deslocou a uma Unidade das Forças Armadas, tornando-se por isso para os militares a prestar serviço na Bósnia, um motivo de grande honra e orgulho. A chegada de sua excelência foi “anunciada” pela aterragem do helicóptero SA-30 PUMA (também designado por Cougar), a que se seguiu uma Guarda de Honra e uma homenagem aos militares falecidos na Bósnia-Herzegovina (cinco militares, todos perecido devido a acidentes não relacionados directamente com combate). Seguiu-se uma apresentação sobre a missão, composição e actividades da Comp PRT (BrigMec) no âmbito da Operação ALTHEA, uma demonstração da prontidão operacional envolvendo todo o encargo operacional e parte proporcional de apoio de serviços, uma visita às instalações com a assinatura do livro de honra e um almoço convívio com todos os militares portugueses presentes em Camp Doboj. A visita terminou com o Office Call com o Comandante da EUFOR. Esta visita, integrada na deslocação de sua excelência ao Teatro dos Balcãs, incluiu também encontros com os mais altos representantes da EUFOR e autoridades locais, em Doboj e Sarajevo.

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Decorreu no dia 21ABR05 a visita de SExa. o Presidente da República ao 1º BIMec/TACRES/KFOR. Após a sua recepção no heliporto de SLIM LINES, encontrou-se com o SRSG, JENESEN PETERSEN, para o KOSOVO. No fim desta reunião regressou ao estacionamento de SLIM LINES, onde decorreu a cerimónia militar, exposição de material e brifingue de Batalhão. Encontrou-se com militares portugueses das Forças Armadas e Forças de Segurança, num ambiente de

convívio, onde SExa. o Presidente da República confraternizou com inúmeros militares do 1º BIMec, tornando este momento muito especial e inesquecível para toda a unidade. Com a chegada do COMKFOR, iniciou-se a última fase da visita com uma conversa reservada, entre o PR, MDN, EMGFA, CEME e COMKFOR. Com o tradicional momento de assinatura do livro de honra concluiu-se a visita.

Durante os dias 25, 26 e 27ABR06, a KFOR organizou um exercício designado BALCON HAWK, onde através de um CPX e FTX, executou com forças no terreno missões de controlo e protecção de itinerários, operações de controlo de tumultos e evacuação de elementos de Organizações Internacionais (EOI). O 1º BIMec/TACRES/KFOR participou no dia 27ABR06 na evacuação de EOI, com uma composição e articulação de forças reforçada com dois pelotões – sob Controlo Táctico (TACON) – da Multinational Specialized Unit (MSU) de nacionalidade Italiana. Foram ainda disponibilizadas duas

aeronaves (um PUMA e um SUPER PUMA), para executar o helitransporte de 1 Pelotão de Atiradores, com equipamento para controlo de tumultos (CRC) e a evacuação dos EOI. O exercício em tempo real teve a duração de 4 horas. Terminou com a evacuação completa de 15 EOI e com o deslocamento de regresso de todo o Batalhão para o estacionamento em SLIM LINES. Ao todo participaram 270 militares portugueses, 40 militares italianos e foram utilizados 15 Jeep Toyota, 9 M11, 6 V200, 11 Iveco 40.12 e 2 Ambulâncias.

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Decorreu entre 25 e 28 de Abril a Operação Melody, no âmbito do apoio que foi prestado às autoridades locais, nomeadamente o State Border Service (SBS). A Operação envolveu exclusivamente meios e efectivos da A-Coy (Companhia de Atiradores da Componente Portuguesa/EUFOR) ao longo da fronteira Norte da Bósnia-Herzegovina (BiH) com a Croácia, com o objectivo de reforçar o controlo da região fronteiriça procurando-se assim combater actividades ilegais, nomeadamente o tráfego de pessoas, artigos de contrafacção e drogas, que se suspeitam existirem nesta região. Por esta região fronteiriça que liga a BiH à Croácia processa-se o maior volume do tráfego pesado uma vez que toda a circulação económica de ligação entre a BiH e Europa da EU se realiza através do itinerário principal Sarajevo – Doboj – Derventa – Bosanski Brod. O planeamento e a execução da operação foram da responsabilidade conjunta da EUFOR e do SBS. O apoio da EUFOR materializou-se na montagem de vehicle checkpoints, conjuntamente com estabelecimento de patrulhas móveis ao longo da fronteira, reforçando desta forma o controlo fronteiriço de pessoas e bens, que se deslocam entre os dois países. Esta operação veio reforçar a credibilidade das Autoridades Locais, nomeadamente dos agentes do SBS, permitindo o controlo de um total de 1.357 veículos, não se verificando qualquer tipo de apreensão.

Decorreu no Campo Militar de Santa Margarida, no período de 2 a 5 de Maio de 2006, o Exercício com o nome de código “EFICÁCIA 06”. Os Exercícios da série EFICÁCIA são exercícios da responsabilidade primária do Comando Operacional do Exército (COE) e destinam-se prioritariamente a desenvolver a capa-

cidade operacional das Unidades de Apoio de Fogos das Brigadas constituintes do Encargo Operacional da Componente Operacional do Sistema de Forças do Exército (COSFE). Em simultâneo foram treinados os procedimentos de planeamento, coordenação de apoio de fogos, de coordenação do espaço aéreo e de emprego de diferentes meios de apoio de fogos. O Exercício foi baseado numa situação fictícia desenvolvida a partir do cenário que pretendeu materializar uma situação de conflito, onde os meios de apoio de fogos desempenham um papel determinante.

O Exercício teve como finalidade exercitar os Grupos de Artilharia de Campanha (GAC), do Sistema de Forças do Exército, no planeamento, controlo e conduta de operações terrestres e também exercitar os procedimentos

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GAC 2 – Obus M119 / 105mm (Reb) / GAC / BrigInt •

Regimento de Artilharia 5 (RA 5): Pessoal para 1 Equipa OAv Pessoal augmentee para EAF e Exercise Control (EXCON)

Escola Prática de Artilharia (EPA): Pelotão de Aquisição de Objectivos (PAO) Pessoal augmentee para EAF e SACC Regimento de Artilharia Anti-Aérea 1 (RAAA 1): Equipa de Coordenação Aérea Radar PSTAR

de coordenação de apoio de fogos, incluindo as actividades de targeting, envolvendo diferentes meios de execução de fogos. Os Objectivos propostos foram no essencial: - Efectuar o treino táctico envolvendo deslocamentos e o reconhecimento, escolha, ocupação, organização e segurança de posições; - Treinar técnicas de Tiro, incluindo diferentes sistemas de armas; - Praticar a constituição e o funcionamento de um Agrupamento de GAC (AgrGAC) e de Elementos de Apoio de Fogos (EAF) ao nível Brigada e Batalhão; - Testar e treinar a utilização do Sistema Automático de Comando e Controlo (SACC), através da utilização do AFATDS (Advanced Field Artillery Tactical Data System); - Reforçar a coesão e o espírito da camaradagem entre os militares das unidades de apoio de fogos participantes; - Praticar a integração de unidades de apoio de fogos das unidades de manobra, nomeadamente dos Pelotões de Morteiros Pesados (PelMortPes) do Batalhão de Infantaria Mecanizado (BIMec), do Batalhão de Infantaria (BI) e de Unidades de Fuzileiros;

-

Bateria de Artilharia Anti-Aérea (BAAA) / Brig Mec

Pelotão de Comando (PCmd)/2ºBIMec/BrigMec

Pel Mort Pes / 2º BIMec / Brig Mec

Pel Mort Pes / 1º BI / RI 13 / Brig Int

Observadores Aéreos

Marinha: •

Pel Mort Pes / Unidade de Fuzileiros

1 Equipa de OAv

Augmentees para EAF / Brig

O efectivo participante no Exercício traduziu-se em 42 Oficiais, 89 Sargentos e 300 Praças, num total de 431 militares.

As Forças Participantes no Exercício foram: 20

Exército: •

AgrGAC: GAC 1 – Obus M109 A5 / 155mm (AP) / GAC / BrigMec

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De 10 a 12 de Maio de 2006, o 1ºBIMec/BrigMec/KFOR recebeu a visita de SExa CALM JOÃO JOSÉ FERREIRA RODRIGUES CANCELA, com a finalidade de lhe proporcionar um contacto tão directo quanto possível com a realidade operacional vivida pelos Militares Portugueses destacados no KOSOVO, no âmbito da Operação NATO – “DECISIVE ENTERPRISE”.

manutenção de capacidades e de preparação para operações futuras. SExa CALM JOÃO JOSÉ FERREIRA RODRIGUES CANCELA, após a sua chegada ao TO foi recebido pelo Comandante da KFOR, TGen VALOTTO, onde foi possível através de um brifingue detalhado, tomar conhecimento da situação geral e particular na área de influência e de interesse da KFOR. No dia 11MAI06, no decorrer de um jantar de trabalho na messe privada de SLIM LINES, o CALM JOÃO CANCELA recebeu como convidados o MGen CUNHA, o Chefe de Estado Maior da KFOR, BrigGen ORR (US) e o seu Adjunto para as Operações BrigGen ANTONI (GER).

A visita procurou rentabilizar o tempo de permanência de SExa o CALM CANCELA junto dos militares Portugueses no decorrer das operações correntes. Foram ainda observados treinos e actividades diárias realizados no âmbito da

O Dia do Grupo de Artilharia de Campanha (GAC) comemora-se a 9 de Maio, data em que o GAC/BrigMec foi criado, em 1977, tendo sido constituída a 1.ª Bateria de Bocas de Fogo. Por razões de calendário, em 2006 as comemorações ocorreram no dia 24 de Maio, constando de uma Cerimónia Militar alusiva à efeméride, incluindo uma demonstração evocativa do passado e presente do GAC / BrigMec e um almoço de confraternização.

Realizou-se em 20JUN06, no ND/RC4/CMSM, a Reunião de Comando do CMSM/BRIGMEC, sendo a agenda da Reunião a seguinte: 1. ABERTURA PELO EXMº. MGEN CMDT DO CMSM/BRIGMEC: A. Debriefing da Reunião com S. Exª Gen CEME em 08JUN06. B. Debriefing sobre a Visita às FND (Balcãs). 2. INTERVENÇÃO DO 2º CMDT CMSM/BRIGMEC: Aquisição de CC Leopard 2A6. 3. BALANÇO DO 1º SEMESTRE 2006. 4. OUTROS ASSUNTOS: Alteração do Apêndice 3 ao Anexo F (Ciclo de Treino Operacional). 5. ENCERRAMENTO

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No âmbito do programa de treino operacional da Brigada Mecanizada (BrigMec), realizou-se no Campo Militar de Santa Margarida, de 14 a 18 de Maio, o Exercício “ROSA BRAVA 06”. Este Exercício visou desenvolver e exercitar a capacidade de planeamento, coordenação e controlo de operações tácticas e dos procedimentos de apoio de serviços e de integração do apoio de combate, numa situação táctica de uma Operação Defensiva do tipo Defesa Móvel; praticar procedimentos de cooperação aeroterrestre; treinar os procedimentos inerentes à defesa NBQ; exercitar o planeamento e as medidas de apoio de fogos nos diversos escalões; treinar o planeamento e execução de movimentos diurnos e nocturnos; treinar a análise e interpretação de notícias e o ciclo de produção de informações. O exercício da BrigMec “ROSA BRAVA 06” foi organizado nas modalidades de EXSTUDY, FTX/CPX e LFX. A preparação doutrinária (EXSTUDY) materializou-se com

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a realização de um conjunto de Palestras/Debate, subordinadas aos temas “Actualização / Discussão do Regulamento de Campanha OPERAÇÕES de SET05 (Operações Defensivas - Manobra e Apoios)” e “As unidades de Helicópteros no apoio às Forças Terrestres em Operações Defensivas”, com o objectivo de promover o debate de ideias e proporcionar informação actual aos quadros da BrigMec. O exercício com forças no terreno e de Postos de Comando (FTX/CPX), decorreu de 14 a 17 de Maio, desenvolvendose num cenário integrado na condução de uma Defesa Móvel. No dia 18 de Maio decorreu um exercício táctico, no âmbito das operações Defensivas, com execução de fogos reais (LFX) de diversos sistemas de armas que equipam a BrigMec. Neste exercício, para além do pessoal da BrigMec, participaram ainda Uma célula de resposta de Batalhão/Agrupamento da Brigada XI do Exército de Espanha, Uma Companhia de Atiradores do RI 14 (2 Pel), Um Pelotão de Reconhecimento da EPC, Um Pelotão de Aquisição de Objectivos da EPA, Um Pelotão de Stinger do RAAA 1, Um Pelotão de Defesa NBQ da EPE e Um Oficial da UALE, envolvendo um total de 1427 militares, 118 viaturas de lagartas e 191 viaturas de rodas.


O dia 30JUN93 assinalou a criação do BCS/CMSM, dia adoptado para comemorar o Dia de Unidade. Na sequência do despacho de 24 de Maio de 2006 do MDN, o Exmo GEN CEME tornou efectivo por seu despacho a extinção do BCS em 30Jun06. Com a extinção do BCS é criada a Unidade de Apoio da BrigMec que se torna por si a Unidade fiel depositária do espólio e tradições do BCS. Desta forma e devido ao feliz acaso das datas de criação e extinção do BCS, a 30 de Junho, realizou-se uma Cerimónia Militar que se revestiu de elevado significado para a história militar da Unidade, pela responsabilidade de continuar a missão agora como Unidade de Apoio que

integra a orgânica da BrigMec. Como momento alto das Comemorações, a Unidade executou uma Cerimónia Militar na Parada Brigadeiro Almeida Ribeiro, presidida pelo 2ºComandante do CMSM em representação do Comandante da BrigMec. Seguiu-se uma visita às piscinas de Oficiais e Sargentos, assinalando este acto a abertura da época balnear das mesmas, com a presença dos convidados, regressando-se à Unidade para um Almoço festivo.

Em 11 e 12 de Jul06, procedeu-se a uma avaliação da prontidão para o combate da BAAA/BrigMec. A avaliação foi conduzida em duas fases, tendo por referência os planos do escalão superior e da unidade, para tempo de paz, crise e guerra: Fase I Esta fase iniciou-se em 110930JUL06, com um briefingue realizado pelo Cmdt da BAAA, seguida de análise documental e avaliação dos planos da unidade. Fase II Esta fase iniciou-se, em 12JUL06, à ordem do Chefe da Equipa de Avaliação, com o deslocamento da Força e posterior avaliação na AAM, baseado no plano de tempo de crise ou guerra e materializado com o efectivo presente na Unidade. A CREVAL teve como principais objectivos: • Proceder à análise de planos e outros documentos; • Avaliar o grau de preparação e treino operacional; • Identificar as deficiências que possam limitar a capacidade operacional desejada; • Proporcionar dados concretos que fundamentem a adopção das medidas correctivas necessárias para superar as deficiências encontradas.

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O regresso da FND que terminou a sua missão de serviço no Teatro de Operações da Bósnia Herzegovina em Julho, foi assinalado através de uma Cerimónia Militar, que se realizou no dia 27JUL06, no Quartel da Cavalaria (QC) da BrigMec. A Cerimónia Militar foi presidida pelo Exmº TGen Comandante Operacional do Exército e assistiram Convidados de Honra civis e militares bem como convidados dos militares da FND. A Cerimónia Militar terminou com uma visita à exposição sobre as actividades da FND e um Lanche de Confraternização.

Decorreu em 28SET06 a Cerimónia de recepção do 1ºBIMec/TACRES/KFOR e de entrega do seu Estandarte Nacional à Brigada Mecanizada, presidida pelo Exmo. TGen Cmdt Operacional do Exército. Esta cerimónia marcou o fim da missão que o 1ºBIMec/TACRES/KFOR cumpriu no TO do Kosovo entre Março e Setembro do corrente ano e contou com a presença de convidados da Unidade e de familiares e amigos dos militares do Batalhão. Após a Cerimónia, foi realizada uma visita a uma exposição relativa à missão organizada para o efeito, seguida do almoço convívio.

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Na sequência da ratificação da Resolução Nº1701 de 11 de Agosto de 2006 do Conselho de Segurança das Nações Unidas por parte dos governos de Israel e do Líbano, o Conselho Superior de Defesa Nacional decidiu em 30 de Agosto de 2006, a forma de participação de Portugal na UNIFIL, através de uma unidade de Engenharia. Mediante a sua Directiva Nº 65/06, o General Chefe do Estado Maior do Exército cometeu à Brigada Mecanizada (BrigMec) a organização e o aprontamento da FND/UNIFIL. Assim, tendo como base a Companhia de Engenharia (CEng) da BrigMec, teve início em 05 de Setembro de 2006, o aprontamento da UnEng1/FND/UNIFIL para cumprir a sua missão no Teatro de Operações do Líbano entre Novembro de 2006 e Abril de 2007, sob a responsabilidade da UNIFIL. Esta Unidade, comandada pelo TCOR ENG Firme Gaspar, conta com um efectivo de 140 militares (11 Oficiais, 37 Sargentos e 92 Praças) oriundos da CEng/BrigMec (48%), de outras unidades da BrigMec (31%), de outras UO de Engenharia (14%) e de outras UEO do Exército (7%). Organicamente, a UnEng1 é constituída por: - Comando; - Módulo de Apoio de Serviços (Secção de Reabastecimento, Secção de Manutenção, Módulo Sanitário e Módulo de Transmissões); - Pelotão de Construções Horizontais; - Pelotão de Construções Verticais.

MISSÃO A UnEng1/FND/UNIFIL executa trabalhos de apoio geral de engenharia, apoio à sobrevivência e de apoio à mobilidade, de Outubro de 2006 a Abril de 2007, na sua área de responsabilidade, contribuindo para a reconstrução e desenvolvimento das infra-estruturas no Teatro de Operações do Líbano, em apoio da UNIFIL.

Cerimónia de entrega do Estandarte Nacional

O aprontamento culminou com a realização do exercício final "BEIRUTE 06" entre os dias 30SET e 03OUT06, na região deste Campo Militar, durante o qual a UnEng1 foi visitada pelo Exmo. General Chefe do Estado Maior do Exército e pelo Exmo. TGEN Cmdt Operacional do Exército. Presidida pelo General Director Honorário da Arma de Engenharia, TGEN Carlos Ferreira e Costa, teve lugar no dia 18 de Outubro no quartel da CEng/BrigMec, a entrega do Estandarte Nacional à UnEng1/FND/UNIFIL.

Ex. "BEIRUTE 06" - Pel Constr Horiz

25 Ex. "BEIRUTE 06" - Visita do Exmo. Gen CEME

Deslocação de viaturas da BrigMec para o DGME

Alguns equipamentos de Engenharia da UnEng1 (DGME)

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Neste último período de seis meses, desde a publicação da revista ATOLEIROS nº 15 em Abril de 2006, visitaram a Campo Militar de Santa Margarida, diversos cursos, instituições, escolas e antigos militares, conforme abaixo se relaciona. Todas estas visitas são gratificantes para nós, pelo facto de estes visitantes nos darem uma oportunidade para mostrar o trabalho por nós desenvolvido. Normalmente estas visitas são organizadas de formar dar a conhecer, a organização, missão e actividades desenvolvidas no CMSM, incluindo no seu programa, um Brifingue com projecção de filme do CMSM/BrigMec e visita a Unidades, em que é proporcionado o contacto com alguns dos materiais que equipam a BrigMec:

08ABR06 – Visita de Ex-Militares do Batalhão de Caçadores 1912. 05 e 12ABR06 – Visita da Escola de Futebol de Tomar. 22ABR06 – Visita do AGR 1078 do CNE ao GAC. 23 a 25ABR06 - Visita da Escola E.B 2,3/SEC. de Macieira. 02JUL06 – Visita da Rota Lezíria Clube TT de Santarém.

03MAI06 Visita do Joint Command Lisboa.

28JUN06 Visita de Estudo CPSC FAP 2ºCurso.

17MAI06 Visita da Escola Alexandre Herculano.

20JUL06 - Visita CFE Rússia.

21JUL06 Visita dos Escuteiros.

27JUN06 Visita da Escola Básica Nº1 do Entroncamento. 27JUL06 Visita da Casa do Lago.

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27JUL06 - Visita do Centro Cénico de Sela.


24FEV06 – Desfile de Carnaval. 25 a 28FEV06 – Acampamento do Corpo Nacional de Escutas. 15MAI06 – Filmagens da Estação de Televisão SIC. 08JUN06 – Doação de Sangue KFOR. 10JUN06 – Comemorações do Dia de Portugal, no Porto, na Bósnia-Herzegovina e no Kosovo. 29JUN06 - S. Pedro BApSvc. 19JUL06 – Inauguração da “Escola Fernando Pessoa EUFOR”.

16ABR06 – Apoio à Associação Cultural e Desportiva Aldeiense. 15 a 17ABR06 - Apoio à Câmara Municipal Constância. 25ABR06 – Apoio à União Jazz Malpiquense. 25MAI06 – Apoio à Produtora Braveant 23JUN06 – Apoio à Escola do 1ºCEB -S. João de Brito. 01JUL06 – Apoio ao Rancho Folclórico “OS CAMPONESES”. 01JUL06 – Apoio à JICA “Juventude Inovadora com Atitude”. 11e14JUL06 – Apoio ao ATL “Actividade de Tempos Livres”. 12 a 14JUL06 – Apoio ao Agrupamento Escolar do Tramagal. 28 a 30JUL06 – Apoio ao Agrupamento 932 Colares.

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O Coronel de Infantaria Manuel Lourenço Pires Medina de Sousa é natural de Angola, tem 47 anos de idade e 28 anos de serviço efectivo. Ingressou na Academia Militar em 1979, tendo concluído o curso no ano lectivo de 1983/84. Foi promovido ao actual posto em 31 de Dezembro de 2005. Está habilitado com o Curso de Infantaria da Academia Militar, o Curso de Promoção a Capitão da Escola Prática de Infantaria, o Curso de Promoção a Oficial Superior do Instituto de Altos Estudos Militares e o Curso de Estado Maior. Possui ainda outros cursos de que se destaca o Curso de Sapadores das Armas, Curso de Operações Irregulares, Curso de Instrutor de Tiro Desportivo, Curso de Instrutor de TOW, o ACE Staff Officer Orientation Course, o Joint Operations Planning Course (UK) , NATO Logistic Course (GER) e o EU Council Secretariat Orientation Course do Instituto Europeu de Administração Publica (NL). Ao longo da sua carreira, prestou serviços em várias Unidades, nomeadamente no Destacamento de Tavira onde, como subalterno, desempenhou as funções de

Comandante de Pelotão e de Companhia de Instrução aos CFP, CEOM e QPPE. No posto de Capitão desempenhou funções de Comandante de Companhia de Atiradores do 1º BIMoto, Oficial de Operações e Informações, Logística e Pessoal do 1º BIMoto em acumulação com as mesmas funções do Regimento de Infantaria nº 15. Como Major desempenhou funções de Chefe da Secção de Pessoal, Chefe da Secção de Logística do CMSM/BMI e de Professor do IAEM. No posto de Tenente Coronel foi Professor Chefe do Gabinete de Infantaria, Gabinete de Operações Defensivas e do Gabinete de Operações Conjuntas e Combinadas no IAEM, Director Técnico do Instituto Superior de Ensino Militar das FAA no âmbito da Cooperação Técnico-Militar com a República Popular de Angola, como Action Officer na Divisão de Operações e Exercícios no Branch de Exercícios e Treino do Estado Maior Militar da União Europeia escreveu o EU Military Training Concept, planeou e organizou o primeiro EU ESDP Orientation Course, Coproject Officer do primeiro EU_NATO Joint Exercise CME/CMX03, COS DISTAFF do exercício CME04 e Project Officer do primeiro Exercício Militar da EU - MILEX05. Desempenhou também as funções de Chefe de Estado Maior do CMSM/BMI. No actual posto foi nomeado em 25 de Julho de 2006 2º Comandante da Brigada Mecanizada. Da sua folha de serviços constam 9 louvores, dos quais 3 concedidos pelo Chefe de Estado Maior do Exército e 2 por Oficiais Generais. Possui ainda várias condecorações de que se salientam: 3 (três) Medalha de Serviços Distintos Grau Prata, Medalha de Mérito de 3ª Classe e Medalha de Prata de Comportamento Exemplar.

Of Reab/BrigMec

Cmdt BApSvc/BrigMec

CEM/BrigMec

Cmdt GCC/BrigMec

Maj SGE João Ferreira 06JUL06

TCor Inf Antonio Romeiro 17JUL06

TCor Art Pereira dos Santos 25JUL06

TCor Cav Henrique Mateus 09AGO06

G1/BrigMec

Cmdt GAC/BrigMec

G3/BrigMec

G9/BrigMec

28 TCor Art José Rocha 22AGO06

Maj Inf Santos de Azevedo 18SET06

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Maj Cav Gonçalves Pedro 25SET06

Maj Cav Jorge Gaspar 12OUT06


“O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO – A COMUNICAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES” INTRODUÇÂO Na última edição desta Revista – Abril 2006 – apresentei um pequeno trabalho sobre a “Comunicação em situações de crise”. Foi, essencialmente, uma perspectiva prática de como as Organizações – quer sejam militares quer sejam civis – devem encarar o processo de comunicação numa situação de grande impacto público e de quais as regras que devem ter presentes no relacionamento com os Órgãos de Comunicação Social. Uma Instituição Militar, dada a natureza da sua Missão, depara-se regularmente com situações de crise. Para que atinja um nível de organização ideal na gestão da comunicação com o ambiente externo, precisa, naturalmente, de definir uma estratégia de comunicação, a qual traça as directrizes a levar em linha de conta em situações delicadas e de cariz mediático relevante mas também nas situações de rotina e de normalidade. Vale isto por dizer que, qualquer Instituição tem de definir o seu processo de comunicação - a sua estratégia comunicacional! Daí que o presente trabalho pretenda contribuir teoricamente para a compreensão do processo de comunicação numa organização. Só depois de o compreendermos bem, é que poderemos delinear a estratégia que pretendemos. 1. A COMUNICAÇÃO 1.1 Algumas noções fundamentais Para falarmos de comunicação, é essencial esclarecer três questões fundamentais: - O que é a comunicação? - Quando é que há comunicação? - Qual o objectivo da comunicação? O termo «comunicar» deriva do latim «comunicare» que significa «estar em contacto com». Esta ideia de contacto implica que o fenómeno da comunicação seja, antes de mais, um acto que põe em relação duas ou mais partes. É através da comunicação que os indivíduos, à medida que vão desenvolvendo as suas capacidades sensoriais e intelectuais, aprendem a interpretar-se a si próprios, interpretar os outros e o meio envolvente. A comunicação é, também, o factor básico de toda a relação humana, na medida em que, só ela permite a transmissão e compreensão de valores, atitudes, opiniões e ideias. Uma definição bastante clara de comunicação é-nos dada pelo sociólogo Charles Cooley, o qual defende que ela é «o mecanismo pelo qual as relações humanas existem e se desenvolvem; ela inclui todos os símbolos do espírito e os meios de os transmitir através do espaço e de os manter no tempo»1. Segundo o mesmo autor, ela intervém a quatro níveis: A nível Intra-Individual - sempre que há transmissão de informação de órgãos para órgãos numa mesma pessoa, como por exemplo, de um órgão sensorial para o cérebro.

A nível Interpessoal - quando existe troca de informação entre as pessoas, através de múltiplas formas, seja verbalfalada ou escrita-gestual ou outras. A nível Intra-Organizacional - se a transmissão é feita entre grupos ou unidades de uma única organização, por exemplo, através de notas de serviço. A nível Extra-Organizacional - quando se fomenta a transmissão de informação da organização para o meio envolvente. Os níveis que se destacam num trabalho como o nosso sobre comunicação interna são o Inter-Pessoal e o IntraOrganizacional. Cabe-nos agora esclarecer quanto à questão: quando é que há comunicação? Para responder a esta questão, fundamentámo-nos nas ideias defendidas por três autores diferentes: «A comunicação existe quando uma entidade (emissor) transmite uma informação (mensagem) a uma outra entidade (receptor).»2 «Há comunicação quando aquilo que é comunicado tem um significado comum para os dois pólos, emissor e receptor.»3 «Há comunicação cada vez que um organismo qualquer, e particularmente um organismo vivo, pode afectar um outro organismo modificando-o ou modificando a sua acção a partir da transmissão de uma informação (e não por uma acção directa, como a exercida por uma força física que ponha em jogo uma energia).»4 Pegando nestas três afirmações, podemos então chegar à formulação hipotética dos factores necessários para que exista comunicação: - Existir um emissor, uma mensagem e um receptor; - A mensagem significar algo de comum entre emissor e receptor; - A mensagem transmitida pelo emissor afectar de algum modo o receptor ou o seu comportamento. Resta-nos ainda abordar uma terceira questão: Qual o objectivo da comunicação? Para determinar este objectivo, considerámos pertinente fazer referência aos três tipos de comunicação propostos por Zajone5: A comunicação incidente - na qual o emissor fornece uma informação sem ter a intenção de fazê-lo ou sem percebêlo. Não há pois formulação de uma mensagem, mas o interlocutor pode interpretar certos «indícios» portadores de uma informação que não é forçosamente consciente para o emissor. A comunicação consumatória - baseia-se em todas as trocas ligadas à expressão de um estado emocional. Essa comunicação põe em jogo as motivações dos interlocutores que a vivem e que nela estão implicados. A comunicação instrumental - corresponde a uma finalidade, a um objectivo. A mensagem procura produzir 2 3 4

1

COOLEY, Charles, in NGUYEN-THANH, Fanelly; La Communication: Une Stratégie au Service de l’Entreprise; Edi. Económica, Paris, 1991, pg. 24.

5

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NGUYEN-THANH, Fanelly, Ibidem LAMPREIA, J. Martins, Técnicas de Comunicação, Publicações Europa-América, 1982, pg. 23. AMADO, Giles; GUITTET, André, A Dinâmica da Comunicação nos Grupos, Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1982, pg. 11. ZAJONE, In AMADO, Giles; GUITTET, André, Idem, pg.14 .

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um efeito, uma reacção do receptor. Há modulação, adaptação da mensagem em função desse efeito. Neste tipo de comunicação a busca do domínio da mensagem é fundamental. A nós, interessa-nos particularmente focar o que Zajone definiu por comunicação instrumental, pois tal como ela, também a comunicação interna, tema em que se integra o nosso estudo, encontra-se direccionada para um objectivo, uma finalidade. Tendo em conta que já fizemos, por várias vezes, referência aos termos «informação» e «comunicação», convém abrir um parêntesis para esclarecer que os mesmos não se confundem, embora seja corrente passar-se o contrário. «Pelo primeiro entende-se quer a acção de informar, quer, mais frequentemente, o conteúdo (a mensagem) duma comunicação. Pelo segundo entende-se o processo que põe em relação os dois ou os vários pólos (emissores e receptores) 6 que trocam informações» . A primeira conclusão que podemos tirar desta afirmação, é a de que ao termo «informação» corresponde um conteúdo, enquanto que ao termo «comunicação» corresponde um estado. Um estado, que corresponde ao desenrolar do processo da comunicação. 1.2. O processo da comunicação: Que modelo? Definir com precisão um modelo do processo da comunicação não é tarefa fácil, até porque, vários têm sido os modelos apresentados pelos autores especialistas na matéria. Não podemos considerar que algum deles seja o modelo perfeito, pois o processo da comunicação é muito complexo. Os elementos que o compõem interagem e complementam-se de variadas formas, não seguindo forçosamente uma ordem exacta. Podemos, contudo, considerar que alguns são mais úteis do que outros e aproximam-se mais do actual conhecimento sobre comunicação. Uma das formas mais simples de abordar o processo da 7 comunicação, é a que foi sugerida por Lasswell , a partir de cinco questões fundamentais: Quem? Diz o quê? - Por que meio? A quem? - Com que efeito? O acto de comunicação resumir-se- ia então ao seguinte esquema: EMISSOR Quem?

MENSAGEM Diz o quê? RECEPTOR A quem?

MEIO Por que meio? IMPACTO

Com que efeito?

Uma definição que nos parece, contudo, mais completa e 8 actualizada, é a que nos é dada por David Berlo na sua obra «O Processo da Comunicação». Segundo ele existem cinco ingredientes que constituem este processo: 30

6 7 8

- A fonte - O codificador - A mensagem - O canal - O descodificador - O receptor Em primeiro lugar, tem que existir uma fonte (uma pessoa ou grupo de pessoas), com uma razão, um objectivo para comunicar. O que se pretende comunicar expressa-se sob a forma de mensagem, que é a tradução de ideias, objectivos e intenções num código, isto é, num conjunto de símbolos. No entanto, para que a fonte consiga traduzir num código aquilo que quer transmitir, é necessário um codificador,: o que transforma as ideias num código, exprimindo-as em mensagem. Na comunicação interpessoal esta função é desempenhada pelo mecanismo vocal, na fala, e pelo sistema muscular da mão e outras partes do corpo, na escrita e nos gestos. Após a codificação da mensagem é necessário que esta seja transportada através de um canal até ao seu destino, o receptor constituirá, assim, a outra extremidade do canal e é o alvo da comunicação. Para que o receptor compreenda e reaja ao conteúdo da mensagem é necessário um descodificador, ou seja, algo que lhe permita a decifração da mesma. Voltando ao exemplo da comunicação interpessoal, esta função é desempenhada pelo mecanismo de ouvir (na fala) e pelo mecanismo de ver (na escrita e nos gestos). No processo de comunicação, o emissor pretende transmitir um objectivo e obter uma resposta do receptor: «A transmissão da reacção do receptor de volta ao emissor, 9 designa-se por feedback.» O emissor ao aperceber-se da reacção do receptor, poderá avaliar se a sua mensagem está a ter o efeito pretendido ou não, podendo corrigi-la ou alterá-la. O feedback, tem, pois, a função de ajudar o comunicador a adaptar a sua mensagem às necessidades e reacções do receptor. Além disso ajuda o receptor a sentir-se envolvido na comunicação. Como já referimos, o emissor ao transmitir um objectivo pretende receber uma resposta. Torna-se, assim, essencial que a mensagem seja o mais fiel possível, ou seja, que lhe garanta que ele vai obter a resposta que quer. Para isso, contribui fortemente a acção do codificador, onde se pretende que ele expresse perfeitamente o que a fonte quer dizer, e a acção do descodificador, onde se pretende que ele decifre a mensagem com total exactidão. Existem, contudo, factores que provocam a distorção da mensagem emitida reduzindo assim a fidelidade da mesma. Esses factores designam-se por ruídos. Podemos definir os ruídos como sendo «todos os fenómenos parasitas que vão deturpar a mensagem e tornar difícil a sua compreensão. Esses ruídos vão da interferência entre várias mensagens pela utilização do mesmo canal, a todas as degradações da mensagem entre o momento da emissão (codificação) e o momento da recepção 10 (descodificação).» 2. AS ORGANIZAÇÕES 2.1. Algumas considerações importantes A comunicação é um elemento que faz parte integrante da vida e funcionamento das organizações. Assim sendo, seria

LAMPREIA, J. Martins, Idem, pg. 23 LASSWEL, 1948, In AMADO, Gilles; GUITTET, André, Idem, pg. 11 BERLO, David, O Processo de Comunicação, Martins Fontes Editora, S. Paulo, 1989, pg.30

9

FISKE, John, Introdução ao Estudo da Comunicação, 1ª edição, Edições ASA, Porto, 1993, pg. 38

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FISKE, John, Idem, pg. 13


incorrecto da nossa parte abordarmos os vários aspectos da comunicação, sem antes fazer-mos uma breve abordagem ao contexto em que ela aqui se inclui: o da Organização. As organizações estão sempre presentes na nossa vida, ou porque fazemos parte delas, ou porque necessitamos, por algum motivo, de recorrer a elas. Nesta medida, elas tornam-se um elemento necessário à vida civilizada. 11 Stoner aponta três razões principais para justificar a importância da sua existência: São um meio de consecução de objectivos – porque superam as nossas limitações como indivíduos, permitindo-nos atingir objectivos que, caso contrário seriam muito difíceis ou até mesmo impossíveis de atingir; São um meio de preservação do conhecimento – porque guardam e protegem quase todos os conhecimentos importantes que a nossa civilização acumulou e registou. Além disso elas próprias aumentam o nosso conhecimento, inventando maneiras novas e mais eficientes de se fazer as coisas; São uma oportunidade de carreira – porque são um meio através do qual os seus empregados ganham a vida e talvez até mesmo satisfação e auto-realização. Barnard, definiu organização como «um sistema de actividades conscientemente coordenadas de duas ou 12 mais pessoas» . Contudo, a cooperação entre essas pessoas é essencial para a existência da organização. Assim sendo, poderemos dizer que uma organização só existe quando: «Há pessoas capazes de se comunicarem e que estão dispostas a contribuir com acção conjunta, a fim de 13 alcançarem um objectivo comum» Interessa-nos particularmente o primeiro aspecto referido, pois é essa capacidade de comunicação que permite a ligação entre todas as pessoas e partes da organização permitindo a cooperação e coordenação necessárias para que os objectivos comuns sejam atingidos. O conceito de “Organização” é, contudo, muito mais complexo do que possa parecer à primeira vista. Para que possamos ter uma noção geral do mesmo, temos que 11 12 13

abordar a organização sob várias vertentes. Isto porque, por um lado, ela é, antes de mais, uma construção cultural: tem uma vida própria, uma história, uma imagem, uma cultura. Por outro lado, no campo interno, todos os aspectos e funções que lhe são inerentes são interligados e interdependentes e, no campo externo, ela mantém necessariamente relações com o meio envolvente e com a evolução global. Neste ponto, somos remetidos para a abordagem sistémica, pois só podemos estudar a organização enquanto totalidade, «como um complexo de elementos 14 em interacção», ou seja um sistema . De acordo com a perspectiva sistémica, uma organização pode ser entendida como um conjunto de elementos de vária ordem, indissociáveis e interagindo entre si, com vista à realização de determinados objectivos. Estes elementos articulam-se formando a estrutura do sistema. Esta última inclui os mecanismos, através dos quais, a rede de relações e interacções no interior do sistema é regulada, assegurando a sua sobrevivência. Como já referimos, a organização não se fecha em si mesma, ela influencia o seu meio envolvente e este também a influencia por meio de trocas ou fluxos de entradas e saídas. Ela é portanto um sistema aberto. Chegados a este ponto, consideramos importante esclarecer em que medida a comunicação interna se relaciona com alguns aspectos fundamentais da organização nomeadamente com a sua estrutura e a sua cultura. A estrutura de uma organização está directamente relacionada com a comunicação. Poderá acontecer que numa organização com uma estrutura demasiado hierarquizada, onde existem grande número de escalões entre a administração e as camadas mais baixas, a informação não circule. Assim sendo é importante que os organigramas sejam organizados por forma a estabelecer circuitos curtos de circulação de informações para um melhor escoamento destas. Determinados circuitos de informação existem independentemente das estruturas, basta dizer que o nível formal ou hierárquico das relações coexiste com um nível

STONER, James A. F., Administração, Prentice-Hall do Brasil Lda,Rio de Janeiro, 1985, pg. 7. Barnard, In Chiavenato, Idalberto, Recursos Humanos, Editora Atlas, 3ª Edição, 1994, pg. 23. Chiavenato, Idalberto, Ibibem.

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Bertalenffy, Van Ludwig, In Braconnier, Jean-jacques ; Lanniaux, Marc, L’entreprise contemporaine, Masson, 1986, pg. 26.

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informal que o simplifica ou substitui, quando ele se revela inadaptado. Para melhor compreender esta ideia, torna-se importante fazer a distinção entre organização formal e informal: A organização formal é aquela que é susceptível de ser representada num organograma e compreende as relações de autoridade e de responsabilidade, a divisão das actividades do trabalho e a forma como funções ou actividades diferentes estão interligadas. Neste sentido a comunicação processa-se com vista à realização dos objectivos da organização. A organização informal coexiste com a formal e consiste nas relações pessoais e nas linhas de comunicação que inevitavelmente surgem quando as pessoas trabalham juntas. Neste sentido a comunicação estabelecida pode favorecer, contrariar ou ser indiferente à realização dos objectivos da organização. A estrutura de uma organização resulta, assim, da interacção contínua entre organização formal e informal. Essa interacção é um elemento necessário ao sistema global e faz parte integrante do ambiente no seio do qual

De acordo com esta definição, podemos dizer que a cultura é o resultado, por um lado, da forma como regularmente a organização resolveu os seus problemas de adaptação às mudanças do seu meio envolvente, adoptando e desenvolvendo, para isso, estratégias próprias e, por outro lado, da forma como regularmente se manteve o equilíbrio na organização, através da adopção e desenvolvimento de políticas de gestão interna. Sendo a cultura um produto da forma como as organizações são geridas, ela está directamente implicada com: a forma como se tomam decisões, os procedimentos adoptados, as estruturas existentes, a organização do trabalho, a forma como se mobiliza e implica o pessoal, etc. Os sinais pelos quais essa cultura se expressa numa organização são, entre outros, os procedimentos adoptados, os acontecimentos históricos que marcaram a organização, as formações académicas mais frequentes, as anedotas de corredor, os seus heróis, etc. Numa perspectiva global, podemos dizer que a cultura organizacional envolve, por um lado, o que os sujeitos de uma organização pensam (os mitos, valores, crenças, etc.),

a organização funciona. Será inútil tentar eliminar as relações informais, na verdade a organização necessita delas para funcionar. As organizações, à semelhança de todos os grupos humanos, desenvolvem no seu interior formas comuns de pensar, sentir e agir, proporcionando aos sujeitos que as integram sentimentos de identificação e de normalização. Podemos, assim, concluir que todas as organizações produzem cultura. Essa cultura, por sua vez, permite distinguir cada uma das organizações. «Seguindo M. Thevenet e E. Schein podemos definir cultura como o conjunto de evidências e de referências desenvolvido pela organização à medida que aprende a lidar com os problemas de adaptação ao seu meio envolvente e de integração interna - que foram sistematicamente testadas para serem consideradas válidas e, portanto, serem difundidas aos novos membros da organização como a forma adequada de aprender, pensar 15 e sentir em relação a esses problemas»

e por outro, a própria organização como estrutura (as estratégias, as políticas, os procedimentos). Chegados a esta fase põe-se a questão: em que medida a comunicação interna e a cultura organizacional estão relacionadas? 16 Octave Gélinier, defende que a comunicação pode ganhar em eficácia graças à existência de um contexto cultural comum entre os diferentes actores. Para isso contribui fortemente: Um conhecimento comum da organização (conhecimento esse resultante de uma boa política de informação); Uma visão clara dos problemas de trabalho a resolver; Um conhecimento comum quanto aos métodos de trabalho; Bases de linguagem comuns.

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In Rodrigues, António Norberto, Revista Organizações e Trabalho, Nº 11, Abril, 1994 Gélinier, Octave, In Bartoli Annie, Communication et Organization, Lyon, Les Editions D’ Organization, 1991, pg. 110.

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Subintendente da PSP Alexandre Alves Coimbra Chefe de Divisão de Análises de Informações Policiais Licenciado em Ciências Policiais Pós-graduado em Gestão Estratégica de Comunicação


A IMOBILIDADE DE PÉ Quem não ouviu os lamentos sobre as dores que sentem: as mulheres após um longo período a passar roupa a ferro; os polícias depois de um serviço de sentinela de pé; os cirurgiões após uma longa cirurgia ou os militares após uma formatura de um dia festivo? Este artigo insere-se no âmbito da formação de uma melhor atitude postural preventiva. Aborda mais um dos factores que contribui para a lesão do complexo lombosacro (entre a lombar e a bacia) e sacro-ilíaco em particular. Neste caso relaciona a imobilidade de pé com a agressão da referida zona. Movimento é a expressão da vida. Existe uma relação clara entre movimento e saúde. A concepção do corpo pressupõe movimento. Pelo contrário a posição de pé parado, acrescenta à imobilidade os efeitos da reduzida superfície de sustentação do peso. A associação destes dois factores com a capacidade de deformação dos discos intervertebrais, resulta na compactação de toda a estrutura. Assim se originam zonas de forte pressão de entre as quais a mais frequentemente referida é a lombo-sacra. Vários elementos concorrem para este facto: • É uma das quatro regiões charneira na coluna que corresponde à transição entre uma pouco móvel (sacro na bacia) e outra muito móvel (lombar), o que gera maior incidência de conflitos de mobilidade. • É local de distri-

buição de forças: descendentes para um e outro membros inferiores e ascendentes assimilando as irregularidades do solo. As articulações sacro-iliacas têm mobilidade mínima nos três planos do espaço mas imprescindível para a preservação da funcionalidade desta região. A elevada incidência de hipo mobilidades ou mesmo bloqueios articulares desta zona contribui para a compreensão das estatísticas que a referenciam como uma das de maior prevalência de dor. Este facto exige mobilidade compensatória ás articulações adjacentes entre as quais e em particular L5-S1, o que degrada precocemente o disco deste nível. O disco L5-S1 recebe todo o peso dos níveis superiores. Sendo composto por um núcleo pulposo, líquido e uma teia de anéis circulares de tecido conjuntivo, está concebido para funcionar como amortecedor. Contudo se for submetido a pressão constante, o seu núcleo escapa-se para os anéis e inclusive para os corpos das vértebras diminuindo o espaço que as separa. O resultado é o compromisso radicular (compressão das raízes nervosas) que se manifesta por exemplo com parestesias (dormências) dos membros inferiores ou mesmo com diminuição de força muscular. O calçado com calcanhar duro exige uma maior absorção dos impactos. O primeiro disco a absorver esses impactos e as irregularidades do solo é o L5-S1. Logo é muito agredido. Se o calçado tiver salto acentua a curvatura natural

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lombar lombar (hiperlordose) e promove a horizontalidade do sacro “rabo em prateleira”. Isto altera com dano os naturais pontos de apoio. • Na posição de pé parado, acontece em termos articulares um encaixe excessivo das articulações posteriores de L5 em S1. Provoca sobrecarga nessas articulações. Esta é a disfunção de imbricação (encaixe excessivo) que condiciona a flexão do tronco nos níveis imbricados. Em termos cardio-circulatórios, um dos principais factores que contribui para o retorno venoso dos membros inferiores é a alternância que acontece na marcha: compressão (perna de apoio, tempo para o retorno venoso), descompressão (perna suspensa, tempo para a irrigação) e que não existe na imobilidade de pé exigindo maior trabalho cardíaco na sua função de aspiração para o retorno sanguíneo. Para os militares as formaturas previsivelmente longas são um dos seus “ossos do ofício”. O próprio Legislador militar ao conceber o RGSUE no seu Artº 36º nº 1 refere que a formatura deverá ter a duração mais curta possível, para facilitar a necessária exigência de rigorosa compostura. Este conceito expresso no RGSUE evidencia a preocupação do Legislador com a incompatibilidade entre rigorosa compostura e longa duração da formatura.

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Em termos de prevenção o mais adequado será reduzir o tempo de duração da imobilidade de pé. Não sendo de todo possível, existem algumas estratégias para diminuir a agressão: 1. Buscar com insistência a verticalidade. Pretende-se deste modo colocar o peso nos ossos e atribuir aos músculos funções apenas de reequilíbrio. 2. Horizontalizar a visão para equilibrar o peso da cabeça na coluna cervical. 3. A sensação de peso nos pés deve ser colocada nos calcanhares libertando os dedos para com movimentos auxiliarem o retorno do sangue. 4. Calçado plano facilita. Calçado com calcanhar impele ao desequilíbrio anterior e exige trabalho constante da cadeia muscular posterior. 5. Fazer rotação anterior e posterior da bacia com eixo destes movimentos nas articulações coxo fémurais, dinamiza as sacro ilíacas e a lombar e evita zonas de pressão constante nos últimos discos. 6. Nas formaturas longas fazer ordem unida a pé firme com a regularidade possível contribui para atenuar as zonas de pressão e auxilia o retorno venoso. Estes cuidados visam contribuir para evitar a inevitável compactação da estrutura vertebral causada pela imobilidade de pé. Em suma a preocupação deverá ser o facilitar a circulação de todos os fuidos do corpo. A imobilidade e as consequentes zonas de pressão são agressões a evitar.

Fernando Morgado SAj Fisioterapeuta Lic. morgado.fernando@clix.pt


Educação Física e Desporto

CAMPEONATO DE ORIENTAÇÃO - FASE REGIONAL 2006 O Campeonato foi organizado pelo 2ºBIMec e decorreu de 20 a 24 de Março de 2006. Este evento contou com a presença de 148 atletas, distribuídos pelos respectivos escalões da seguinte forma: 60 nas equipas de 1ºEscalão Masculino, 40 nas equipas de 2ºEscalão Masculino e 48 nas equipas Femininas. É de realçar, mais uma vez, o uso do sistema “SPORTident”, que permitiu continuar a dar passos significativos na aproximação às provas organizadas a nível Nacional e Internacional, revelando-se um desafio para todos os participantes e para a própria organização, havendo também, por essa razão, uma motivação acrescida. De relembrar e realçar a potencialidade do sistema que permite ao atleta quando chega ao fim da prova receber um talão com tempos intermédios, de ponto para ponto, e tempo final. Esta modalidade é, sem C L A S S I F

dúvida alguma, uma modalidade de futuro, pois na sociedade actual os hábitos de desporto e lazer viramse cada vez mais para a utilização do meio natural para a sua prática, existindo, cada vez mais, uma maior consciência da necessidade de uma utilização sustentável dos recursos naturais do nosso planeta, sendo o grande desafio que se nos coloca, o de conciliar a presença humana no meio ambiente e desfrutar daquilo que ele tem de melhor para nos dar. É justo realçar o empenho e a dedicação colocados na organização, tendo-se tal facto reflectido no excelente nível técnico das provas. Foram utilizados os 2 Mapas de Orientação de BICAS (Santa Margarida 2). As classificações individuais e colectivas por escalões foram as seguintes: I C A Ç Ã O

GERAL INDIVIDUAL

Masculino – 1ºEsc 1SAR SILVA – GCC TEN LOUÇÃO – GAC 2SAR VIDEIRA – 2ºBIMec

GERAL COLECTIVA

Masculino – 2ºEsc 1SAR NEVES – CCS/BrigMec CAP LEITÃO – 2ºBIMec CAP DOMINGUES – CEng

Feminino CAdj CARDOSO – GCC 1SAR PEREIRA – GAC 1SAR HENRIQUES – GAC

1ºEscalão 2ºBIMec GAC BCS

2º Escalão BApSvc CCS/BrigMec CEng

Feminino GAC GCC BCS

CAMPEONATO DE TIRO DESPORTIVO – FASE EXÉRCITO 2006 Decorreu nas infra-estruturas de tiro da EPI em MAFRA, no período de 27 a 31 de Março de 2006, o Campeonato de Tiro Desportivo do Exército 2006. A organização ficou a cargo da EPI que criou condições próprias para o Campeonato decorrer da melhor forma, onde houve um grande espírito de camaradagem e sã competição. Continua como não podia deixar de ser um dos desportos

de eleição dos militares, até pela própria necessidade dessa condição. Participaram no Campeonato 80 Atiradores, em representação do CMSM, GML, RMS, RMN, ZMA, ZMM e CTAT. As classificações individuais e colectivas foram as que a seguir se indicam:

C L A S S I F I C A Ç Ã O Pistola Geral Masculino Individual (Precisão/Duelo)

Pistola Geral Pistola Geral Masculino Colectivo Feminino Individual

MAJ SANTOS – Ind. GML SAj FREITAS – CTAT MAJ MADUREIRA – Ind. 2 GML

RMN ZMA GML

Pistola Geral Feminino Colectivo

2SAR PEREIRA – ZMA GML 1SAR FRETAS – GML RMN TEN FERNANDES – GML RMS

Pistola VM Colectivo Masculino

Pistola VM Individual Feminino

Pistola VM Colectivo Feminino

RMN GML RMS

2SAR PEREIRA – ZMA GML 1SAR RODRIGUES – Ind 1 GML RMN 1SAR VIDINHA – CMSM RMS

Espingarda Individual Feminino

Espingarda Colectivo Feminino

Espingarda VM Individual Masculino

1SAR OLIVEIRA – RMS 1CB PINTO – RMS CADJ VALENTE – CTAT

RMS RMN GML

1SAR FERNANDO – RMS RMS SAj TEIXEIRA – Ind 1 GML CMSM 1SAR BORRACHA – RMS CTAT

Pistola VM Individual Masculino MAJ SANTOS – Ind. GML MAJ MADUREIRA – Ind. 2 GML TEN ALMEIDA – RMN

Espingarda Individual Masculino

Espingarda Colectivo Masculino

SAJ TEIXEIRA – Ind 1 GML 1SAR BORRACHA – RMS 1SAR FERNANDO – RMS

RMS CMSM CTAT

Espingarda VM Colectivo Masculino

Espingarda 60 tiros Individual Feminino

Espingarda 60 tiros Colectivo Feminino

1SAR OLIVEIRA – RMS 1CB PINTO – RMS CADJ BATISTA – RMN

RMS RMN CTAT

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ESTAFETA D. NUNO ÁLVARES PEREIRA 2006 Em 29Mar06, inserida nas comemorações do 28º Aniversário da Brigada Mecanizada Independente, teve lugar mais uma edição da Estafeta D. Nuno Álvares Pereira. Este ano, a prova contou com a participação de 11 equipas masculinas e 11 equipas femininas representativas das unidades da BrigMec, perfazendo um total de 319 atletas. A organização da prova ficou a cargo da CCS/BrigMec, sendo digno de realce a disponibilidade, o empenho e a dedicação dos seus militares na execução desta missão. O evento decorreu com elevado espírito competitivo e sã camaradagem, contribuindo assim para o desenvolvimento do espírito de equipa e sã competição dos militares que servem nesta Grande Unidade.

1º lugar 2º lugar 3º lugar 4º lugar 5º lugar 6º lugar -

2ºBIMec (06h00m) BApSvc (06h10m) GAC (06h19m) GCC (06h23m) ERec (06h24m) CEng (06h25m)

7º lugar -CTm (06h26m) 8º lugar -BCS (06h28m) 9º lugar - CCS/BrigMec (06h39m) 10º lugar - BAAA (06h44m) 11º lugar - 1ºBIMec (07h13m)

FEMININOS

MASCULINOS

C L A S S I F I C A Ç Ã O 1º lugar 2º lugar 3º lugar 4º lugar 5º lugar 6º lugar -

2ºBIMec (01h50m) BApSvc (01h57m) BAAA (02h03m) GCC (02h05m) CEng (02h06m) 1ºBIMec (02h08m)

7º lugar -ERec (02h11m) 8º lugar -BCS (02h13m) 9º lugar - CTm (02h24m) 10º lugar - CCS/BrigMec (02h27m) 11º lugar -GAC (desclassificado)

CAMPEONATO DE PENTATLO MILITAR – FASE REGIONAL 2006 Campeonato de Pentatlo Militar Fase BrigMec, organizado pelo BApSvc, realizou-se de 29 de Maio de 2006 a 02 de Junho de 2006, contou com a participação de 64 atletas Masculinos e 34 atletas Femininos das Unidades da BrigMec. Nesta edição é de salientar a participação, pela 1ªvez, de atletas Femininos nas equipas representativas do 1ºBIMec, 2ºBIMec, GCC, BApSvc, BCS, CEng e CTm. O atractivo deste campeonato foi mesmo a participação Feminina, que esteve em bom plano, tendo superado todas as adversidades próprias da modalidade. O Campeonato decorreu de uma forma harmoniosa em que há a destacar o elevado espírito competitivo e ao mesmo tempo de camaradagem e disciplina como é apanágio dos militares que pertencem a esta BrigMec. a. As classificações Masculinas obtidas foram as seguintes:

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INDIVIDUAIS

COLECTIVA

1º - CADJ DUARTE – 2ºBIMec 2º - 2CB SANTOS – BAAA 3º - 2SAR BATISTA – 2ºBIMec 4º - 2SAR ANDRADE – 2ºBIMec 5º - SOLD ROCHA – 2ºBIMec 6º - 2SAR PIRES – GAC

1º - 2ºBIMec 2º - BApSvc 3º - 1ºBIMec

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b. As classificações Femininas obtidas foram as seguintes: INDIVIDUAIS

COLECTIVA

1º - SOLD MAIO – 2ºBIMec 2º - SOLD FIGUEIREDO – 2ºBIMec 3º - FUR JAQUES – 2ºBIMec 4º - SOLD BARREIRA – 1ºBIMec 5º - SOLD MACHADO – GCC 6º - SOLD FERREIRA – GCC

1º - 2ºBIMec 2º - GCC 3º - BApSvc


LI e LII PROVAS DA AVENIDA Realizaram-se em 23 de Junho e 22 de Setembro, do corrente ano, as LI e LII edições do Grande Prémio da Avenida, respectivamente. Prova tradicional na nossa Brigada que, para além dos objectivos de uma prova de atletismo, pretende ir mais além e contribuir para a sã camaradagem e espírito de corpo entre todos os militares e civis das diversas Unidades da BrigMec. Nestas Provas da Avenida, verificou-se mais uma vez a participação salutar de todas as Unidades da BrigMec empenhando, estas, quase a totalidade dos seus efectivos. As classificações finais das Provas da Avenida ficaram estabelecidas da seguinte forma: LI PROVA DA AVENIDA

LII PROVA DA AVENIDA

As classificações por escalões foram as seguintes:

As classificações por escalões foram as seguintes:

Escalão A Feminino 1º Clas – 2ºFUR ALEXANDRA ALVES do 2ºBIMec, com o tempo de 9’46’’56; 2º Clas – 1SAR SÁ PEREIRA do GAC; 3º Clas – SOLD ELISABETE RODRIGUES do 2ºBIMec; 4º Clas – SOLD DIANA ALMEIDA do ERec; 5º Clas – SOLD CÁTIA SANTOS do 2ºBIMec.

Escalão A Feminino 1º Clas – SOLD BRANCO do GCC, com o tempo de 9’46’’87; 2º Clas – SOLD LOPES do 2ºBIMec; 3º Clas – SOLD RODRIGUES do ERec; 4º Clas – SOLD ALMEIDA do ERec; 5º Clas – 1ºCB CARDOSO da BAAA.

Escalão A Masculino 1º Clas – 2ºCB BRUNO PAIXÃO do GCC, com o tempo de 7’08’’95; 2º Clas – CADJ ARSÉNIO SANTOS da Un Apoio; 3º Clas – SOLD DIOGO FERNANDES do GCC; 4º Clas – 2CB PEDRO ALMEIDA do ERec; 5º Clas – SOLD ANTÓNIO SANTOS da Un Apoio. Escalão B Feminino 1º Clas – 1SAR NOÉMIA MAGALHÃES da Un Apoio, com o tempo de 11’50’’56; 2º Clas – 1SAR DALILA FERREIRA do BApSvc; 3º Clas – 1SAR MARIA DELAUNAY do BApSvc. Escalão B Masculino 1º Clas – CAP DOMINGOS DA CEng, com o tempo de 8’23’’32; 2º Clas – CAP LEITÃO do 2ºBIMec; 3º Clas – 1SAR GAMEIRO da CEng; 4º Clas – TEN RODRIGUES do BApSvc; 5º Clas – MAJ OLIVEIRA da CTm.

Escalão A Masculino 1º Clas – 2ºCB BRUNO PAIXÃO do GCC, com o tempo de 7’32’’95; 2º Clas – 1ºCB CARLOS NÉVOA do GCC; 3º Clas – FUR DUARTE RIBEIRO do GCC; 4º Clas – SOLD DIOGO FERNANDES do GCC; 5º Clas – SOLD MIGUEL GANHÃO da BAAA. Escalão B Feminino 1º Clas – TEN ANDREIA ANTÓNIO da CTm, com o tempo de 10’01’’50; 2º Clas – 1SAR CARLA BARBOSA do BApSvc; 3º Clas – 1SAR MÓNICA FERNANDES do GCC; 4º Clas – 1SAR DALILA FERREIRA do BApSvc. Escalão B Masculino 1º Clas – 1SAR FERNANDO NEVES da BAAA, com o tempo de 8’20’’75; 2º Clas – MAJ ARLINDO DOMINGUES da CEng; 3º Clas – 1SAR JOÃO MADUREIRA da GCC; 4º Clas – MAJ NUNO QUARESMA da CEng; 5º Clas – MAJ EMANUEL OLIVEIRA da CTm.

Escalão C Masculino 1º Clas – 1SAR ANTÓNIO FREIRE da CEng, com o tempo de 7’33’’11; 2º Clas – TCOR MIGUEL do BApSvc; 3º Clas – SAj GAVAZZI do BApSvc; 4º Clas – CAP NOGUEIRA PINTO do BApSvc; 5º Clas – CAP GARCIA do BApSvc.

Escalão C Masculino 1º Clas – 1SAR ANTÓNIO FREIRE da CEng, com o tempo de 8’00’’83; 2º Clas – MAJ JORGE PEDRO do GCC; 3º Clas – SAj GAVAZZI do BApSvc; 4º Clas – CAP JOSÉ LEITÃO do 2ºBIMec; 5º Clas – CAP JOSÉ GARCIA do BApSvc.

Classificação Geral Individual Feminina 1º Clas – 2ºFUR ALEXANDRA ALVES do 2ºBIMec, com o tempo de 9’46’’56; 2º Clas – 1SAR SÁ PEREIRA do GAC; 3º Clas – SOLD ELISABETE RODRIGUES do 2ºBIMec; 4º Clas – SOLD DIANA ALMEIDA do ERec; 5º Clas – SOLD CÁTIA SANTOS do 2ºBIMec.

Classificação Geral Individual Feminina 1º Clas – SOLD BRANCO do GCC; 2º Clas – SOL LOPES do 2ºBIMec; 3º Clas – SOLD RODRIGUES do ERec; 4º Clas – TEN ANTÓNIO da CTm; 5º Clas – SOLD ALMEIDA do ERec.

Classificação Geral Individual Masculina 1º Clas – 2ºCB BRUNO PAIXÃO do GCC, com o tempo de 7’08’’95; 2º Clas – 1SAR ANTÓNIO FREIRE da CEng 3º Clas – CADJ ARSÉNIO SANTOS da Un Apoio; 4º Clas – SOLD DIOGO FERNANDES do GCC; 5º Clas – 2CB PEDRO ALMEIDA do ERec.

Classificação Geral Individual Masculina 1º Clas – 2ºCB BRUNO PAIXÃO do GCC; 2º Clas – 1CB CARLOS NÉVOA do GCC; 3º Clas – 1SAR ANTÓNIO FREIRE da CEng; 4º Clas – FUR DUARTE RIBEIRO do GCC; 5º Clas – SOLD DIOGO FERNANDES do GCC.

A Unidade vencedora desta edição foi o BApSvc, uma vez que somou um maior número de pontos, com os atletas classificados nos 5 (cinco) primeiros lugares dos vários escalões.

A Unidade vencedora desta edição foi o GCC, uma vez que somou um maior número de pontos, com os atletas classificados nos 5 (cinco) primeiros lugares dos vários escalões

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CAMPEONATO DE PENTATLO MILITAR – FASE EXÉRCITO 2006 Realizou-se no período de 19 a 23 de Junho de 2006 o Campeonato de Pentatlo Militar - Fase Exército, organizado pelo RI3 (Beja). A equipa representativa da BrigMec obteve, pela terceira vez consecutiva, um excelente 1º lugar em termos colectivos. A nível individual, os atletas da BrigMec obtiveram o 1º e 3º lugares do pódio. É de relevar esta prestação da equipa da BrigMec, que se entregou de corpo e alma a esta POSTO/ NOME CADJ DUARTE SOLD OLIVEIRA 2CB SANTOS 2SAR ANDRADE SOLD ROCHA 2SAR BATISTA

participação, em que muito contribuiu o grande espírito de corpo, interajuda e camaradagem criados entre os elementos da equipa. O nível da competição foi muito elevado, revelando os militares que constituíam a equipa da BrigMec uma boa preparação física, como o demonstram as classificações obtidas pela equipa e os pontos obtidos individualmente por cada atleta.

UNIDADE 2ºBIMec 1ºBIMec BAAA 2ºBIMec 2ºBIMec 2ºBIMec

PONTOS 4548.5 4219.2 4128.5 3750.2 3725.2 3678.4

LUGAR ALCANÇADO 1º lugar 3º lugar 5º lugar 11º lugar 12º lugar 14º lugar

CAMPEONATO DE ORIENTAÇÃO – FASE EXÉRCITO 2006 Decorreu nos dias 20 e 21 de Maio de 2006 o Campeonato de Orientação fase Exército, em simultâneo com o Campeonato Nacional Absoluto de Orientação 2006 da FPO, na região da Tocha – Concelho de Cantanhede. Tal só foi possível pela coordenação efectuada entre o Exército, através do Comando da Instrução, e a FPO, materializada na comissão organizadora a cargo da Ori-Estarreja. Participaram neste evento todas as Regiões/Zonas Militares do Exército, perfazendo no total 7 equipas, somando 127 atletas.

A BrigMec participou com uma equipa representativa, constituída pelos atletas que mais se destacaram na Fase II e nos treinos de preparação. De realçar a opinião dos atletas, que adoraram esta participação, apesar de ter ocorrido num fim-de-semana, pois permitiu o convívio e a partilha de ensinamentos com os civis que participaram na prova. Das classificações obtidas pela equipa da BrigMec há a destacar: A Geral Final/Troféu Cmd Inst Ex – 5º lugar

PATRULHA NUNO ALVARES 2006 Decorreu em MAFRA, organizada pela EPI, a Patrulha D. Nuno Álvares Pereira 2006. Contou este evento com a participação de 12 patrulhas que, em representação das várias unidades da Arma de Infantaria, se deslocaram à Escola Prática de Infantaria para tentar alcançar o êxito de chegar ao fim em 1ºlugar. É justo realçar o total empenho e dedicação que a organização deste evento desportivo, colocou na execução desta missão, que pela sua variedade de provas e a sua intensidade se mostra de difícil execução. É também de realçar a excelente conduta e espírito de camaradagem de todas as equipas participantes, bem como de todos os atletas e delegados que facilitaram em muito o trabalho da organização. A classificação geral final da Patrulha ficou estabelecida da seguinte forma: UNIDADE

CLASSIFICAÇÃO FINAL

EPI

37150

RG3

40952

2ºBIMec

41048

RI14

41438

RI15

44300

CTC/RI1

45124

GNR

45283

RI19

57794

1ºBIMec

62928

10º

RI13

0799

11º

CTOE

70862

12º

RI13

83080

CLASSIFICAÇÃO FINAL

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ATLETA DO SEMESTRE Neste espaço pretende-se de uma forma singela mas honrosa, homenagear o(s) atleta(s) que mais elevam o nome da BrigMec e tem por objectivos os seguintes: 1. Incentivar a prática desportiva; 2. Homenagear todos os atletas, vencedores e não vencedores, participantes em actividades desportivas da BrigMec; 3. Homenagear o atleta que mais se evidenciou no Semestre a que se refere a revista. Nunca poderemos esquecer, contudo, todos aqueles que, prova após prova, com esforço, muito querer e dedicação também dignificam as equipas representativas da BrigMec.

ATLETA EM EVIDÊNCIA NO 1º SEMESTRE DE 2006 NOME: JOSE MANUEL ESTEVES DUARTE POSTO: CADJ NIM: 03988797 DATA DE NASCIMENTO: 10/1/1979 NATURALIDADE: ENTRONCAMENTO INCORPORADO : NO DIA 6 DE ABRIL DE 1999 EM ABRANTES NO RI2 COLOCADO NO 2ºBIMEC DA BrigMec DESDE 12 DE JULHO DE 1999 ESTAFETA D. NUNO ALVARES PEREIRA FEZ PARTE DA EQUIPA DO 2ºBIMEC QUE SE CLASSIFICOU EM 1º LUGAR.

CAMPEONATO DE ORIENTAÇÃO FASE EXÉRCITO – PARTICIPOU

CAMPEONATO PENTATLO MILITAR FASE EXÉRCITO – 1º LUGAR INDIVIDUAL (CAMPEÃO DO EXÉRCITO) E 1º LUGAR POR EQUIPAS (BRIGMEC - CAMPEÃO EXÉRCITO)

CAMPEONATO PENTATLO MILITAR FASE REGIONAL – 1º LUGAR INDIVIDUAL E 1º LUGAR POR EQUIPAS (2ºBIMEC)

PATRULHA D. NUNO ALVARES PEREIRA – 3º LUGAR PELA PATRULHA DO 2ºBIMEC.

Foi eleito atleta do semestre, não só pela prestação desportiva acima discriminada, obtida neste semestre, mas também pela disponibilidade, esforço e dedicação ao treino e à prática da educação física em geral. 39

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Atoleiros Nº 16  

Revista Militar da Brigada Mecanizada

Atoleiros Nº 16  

Revista Militar da Brigada Mecanizada

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