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Director: Hermínio Santos

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Mensal

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Ano I

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O novo agregador das comunicações

Woosoon Park, presidente da Samsung Electrónica

Portugal é um país inovador Pág. 30

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Angola é a nova aposta da Mainroad, a empresa de outsourcing de tecnologias de informação da Sonaecom. O director-geral, Nuno Homem, explica que é “um mercado extremamente apetecível e com potencial de crescimento”. E em crescimento está a Mainroad: com 130 clientes, no primeiro semestre deste ano já cresceu acima dos 10 por cento

Os hackers estão mais profissionais, expondo a vulnerabilidade dos sistemas informáticos. E, numa era em que informação é negócio, informação comprometida significa negócio comprometido. Abre-se, pois, uma janela de oportunidade para as empresas de segurança informática, laboratórios de soluções cada vez mais sofisticadas. Serão os hackers bons para o negócio?

Nuno Homem, director-geral da Mainroad

Crescer em Angola

Hackers são bons para o negócio?


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Destaques

EDITORIaL

O mundo é dos smartphones O novo agregador das comunicações

Director-geral João David Nunes jdn@briefing.pt Director Hermínio Santos hs@briefing.pt Directora de Arte Patrícia Silva Gomes psg@briefing.pt Editora Executiva Fátima de Sousa fs@briefing.pt Coordenador Online Filipe Santa-Bárbara fsb@briefing.pt Redacção Av. Infante D. Henrique, 333H, 44 1800-282 Lisboa Directora de Marketing Maria Luís T. 961 571 629 ml@briefing.pt Distribuição por assinatura Preço: 85€ (12 edições) assinaturas@briefing.pt Tiragem média mensal: 2.500 ex. Depósito legal: 321206/10 N.º registo ERC: 125953 Editora Enzima Amarela - Edições, Lda Av. Infante D. Henrique, 333H, 44 1800-282 Lisboa T. 218 504 060 • F. 210 435 935 fibra@briefing.pt • www.fibra.pt

Mobilidade e acessibilidade são dois palavrões que definem o cidadão do século XXI, a geração das redes sociais. Há que ter capacidade de movimento e de adaptação, ser móvel, e fácil acesso às tecnologias que permitem a comunicação instantânea. É por causa deste frenesim – toda a gente contactável em todo o lado a toda a hora – que os smartphones e as suas aplicações estão a triunfar. É também por isso que a Google comprou a Motorola Mobility e a Microsoft pode comprar a Nokia. São os EUA e a Ásia a darem cartas na nova febre móvel e a Europa, a pioneira do GSM, a perder o protagonismo. Assim se compreende a aposta da Samsung Portugal neste sector dos smartphones. Woosoon Park, presidente da filial portuguesa, afirma neste número do Fibra que a empresa continuará posicionada como líder da indústria com os seus dispositivos de gama baixa, média e alta no segmento dos smartphones. Em 2010, a Samsung foi a marca de maior crescimento em Portugal, com uma subida superior a 10 por cento. No segmento dos smartphones, sobretudo através do Galaxy S, a Samsung tornou-se num novo player a ter em conta, conclui Park. Se existissem dúvidas sobre o triunfo dos smartphones, bastava dar o exemplo do Samsung Galaxy S II, que ultrapassou a marca dos cinco milhões de unidades vendidas a nível mundial em apenas 85 dias, o que representa menos 40 dias comparativamente ao tempo que o Galaxy S original levou para alcançar o mesmo número de vendas.

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EmPREsas

PME resistem à Internet

As Pequenas e Médias Empresas portuguesas ainda andam arredadas da Internet. É o que conclui um estudo da Google, segundo o qual apenas quatro em dez daquelas empresas têm presença online. É um número baixo para uma era em que os consumidores já se habituaram a obter informação, fazer compras e partilhar opiniões no meio digital.

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PaSSEIO PÚBLICO

Digital é com ele

Propriedade Boston Media – Comunicação e Imagem, SA Impressão: Sogapal, Rua Mário Castelhano, Queluz de Baixo 2730-120 Barcarena

Comunicação, Design e Multimédia Av. Marquês de Tomar, 44-7 1050-156 Lisboa Tel: 217 957 030 geral@motioncreator.net

PRODUTORA DE AUDIOVISUAIS Rua Luis Simões, 14 | 2745-033 Queluz Tel: 214 348 010 www.comsom.tv

RAMONDEMELO PHOTOGRAPHY

www.ramondemelo.com

Rua Luz Soriano, 67-1º E Bairro Alto 1200-246 Lisboa - PORTUGAL www.who.pt// contacto@who.pt O novo agregador das comunicações

O mundo do digital não parece ter segredos para Paulo Querido. Jornalista de profissão por três décadas e autor de livros vários, o digital é a paixão que tem alimentado a fundo nos últimos anos. É a paixão de uma vida, desde que, na década de 70, teve o seu primeiro encontro com o mundo dos computadores. Hoje, aos 51 anos, acompanha com a mesma avidez a evolução tecnológica

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O mUnDO à mInHa PROCURa

Nilton, grande fã de gadgets

Se Nilton conseguia viver sem gadgets? Conseguia, mas não era a mesma coisa… Espreita sempre o iPad antes de se deitar, não vá ser surpreendido pelos acontecimentos. Também não abre mão do iPhone, para navegar na net e das redes sociais e para ouvir música. Mas não se rendeu por completo ao digital: anda sempre com um caderno para apontar ideias e desenhar. Qualquer um serve, tem é de ser de papel reciclado Setembro 2011

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nEw mEdia

A estratégia inevitável As empresas já perceberam que têm de estar onde os clientes estão e isso, hoje em dia, significa estar em todo o lado. A aposta nos serviços new media, além de estratégica, é algo inevitável Enquanto escrevia este artigo consultei a internet pelo menos duas vezes. Uma para confirmar os dados que vou partilhar de seguida e outra para verificar a minha caixa de correio electrónico. Ambos os acessos foram efectuados através do computador portátil, no trabalho, mas também o poderia ter feito na esplanada ou na sala de espera do dentista. Bastava um telemóvel com acesso à internet e hoje em dia não é difícil possuir um. Segundo um estudo da Deloitte, a venda global de smartphones, tablets e netbooks vai superar, este ano, a de computadores, correspondendo a mais de metade do mercado de dispositivos, entre pc e “não-pc”. O mesmo estudo refere ainda que os tablets vão ganhar o status de ferramenta indispensável para as empresas. Mas provavelmente nem precisávamos deste estudo para chegarmos à mesma conclusão. Trata-se de uma realidade que vemos formar-se a cada lançamento de um novo dispositivo ou de um serviço de internet móvel. Mais interessante é o impacto que este tipo de tecnologias tem sobre o comportamento dos utilizadores. Citando outro estudo, desta vez da Ericsson ConsumerLab, mais de um terço dos utilizadores de smartphones Android e iPhone usam uma aplicação do seu gadget ainda antes de sair da cama e a utilização do dispositivo (fora do serviço de voz) revela-se consistente ao longo de todo o dia. Analisado do ponto de vista dos negócios, este cenário é extremamente frutífero e apresenta possibilidades infindáveis em termos de disponibilização de serviços e acções de marketing. As empresas já perceberam que têm de estar 4

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“No caso da Páginas Amarelas, os dispositivos móveis representam uma oportunidade para chegar a mais consumidores e oferecer novas vias de acesso a conteúdo local”

“Independentemente das inovações que o futuro nos traga, há um aspecto que não muda, as empresas têm de acompanhar as exigências dos consumidores e neste momento eles pedem-nos uma coisa: mobilidade”

onde os clientes estão e isso, hoje em dia, significa estar em todo o lado. A aposta nos serviços new media, além de estratégica, é algo inevitável. A Páginas Amarelas, por exemplo, começou por existir apenas em formato impresso, posteriormente passou para o online e agora está a apostar num serviço multiplataformas com o desenvolvimento de novas aplicações para iPhone, Android, sistemas de navegação GPS e mais recentemente para o iPad, bem como diferentes versões do site paginasamarelas.pt para mobile e web. No entanto, desenvolver aplicações não significa copiar o modelo existente no site, este deve servir apenas como base para a actualização e uniformização das plataformas móveis. A experiência de utilização em mobilidade terá de ser adaptada a cada funcionalidade e equipamento. O touchscreen, por exemplo, veio revolucionar a forma como interagimos com os dispositivos e as aplicações retiram partido desta forma de interacção única. No caso em particular da Páginas Amarelas, os dispositivos móveis representam uma oportunidade para chegar a mais consumidores e oferecer novas vias de acesso a conteúdo local. A máxima “quem tem boca vai a Roma” continua actual, mas quem tem internet no telemóvel chega lá muito mais facilmente. De acordo com a localização geográfica é possível pesquisar restaurantes, hotéis e inúmeros serviços na proximidade do utilizador, visualizar imediatamente num mapa onde fica, aceder a números de telefone e partilhar nas redes sociais. Além disso, são desenvolvidos conteú-dos especialmente interessan-

João Carvalho, online business analyst da Páginas Amarelas

tes para estas plataformas como vídeos dos anunciantes e dos seus produtos. Estas são apenas algumas das funcionalidades que temos ao nosso dispor através de uma plataforma móvel. Estamos a viver a época do conhecimento à la carte e dos serviços on demand e independentemente das inovações que o futuro nos traga, há um aspecto que não muda, as empresas têm de acompanhar as exigências dos consumidores e neste momento eles pedem-nos uma coisa: mobilidade. O novo agregador das comunicações


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EnTREVISTa

A nova aposta da Mainroad, empresa de outsourcing de tecnologias de informação do universo Sonaecom, chama-se Angola porque “a Sonae vai para lá mas também porque é um mercado extremamente apetecível e com potencial de crescimento”, explica Nuno Homem, 42 anos, director-geral de uma empresa que já cresceu 10 por cento no primeiro semestre deste ano

Nuno Homem, director-geral da Mainroad

Ramon de Melo

“Angola é apetecível”

Fibra | Quais são as principais áreas de actuação da Mainroad? Nuno Homem | Temos essencialmente três grandes áreas: a primeira tem a ver com data center (tudo o que está relacionado com alojamentos de servidores, virtualização e cloud, que não é algo de novo para nós porque já o fazíamos embora sem esse nome), a segunda é 6

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a área de managed services (gestão de sistemas, de base de dados) e a terceira é a de implementação de projectos, que é gestão de serviços para IT (sistemas de helpdesk, monitorização de performances e sistemas). Esta última é a área que tem mais projectos. As outras duas são essencialmente de serviços contínuos.

Fibra | Dessas três áreas qual é a que tem mais peso na actividade da empresa? NH | A que tem próximo de 60 por cento do peso é a parte de gestão de sistemas e base de dados. Fibra | Qual é a facturação da Mainroad? NH | No ano passado foi cerca de 14

milhões de euros e este ano esperamos que seja melhor. Fibra | Em termos percentuais qual é a importância que as empresas do grupo Sonae têm na actividade e facturação da empresa? NH | Ainda têm um peso relativamente alto. Cerca de metade dos nossos serviços são para dentro do O novo agregador das comunicações


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grupo Sonae. É um valor que se tem mantido estável no ano passado e neste. Fibra | A empresa tem actualmente mais de 100 clientes no seu portefólio. São empresas nacionais ou multinacionais? NH | Neste momento já devem estar perto dos 130. Vão desde o cliente com o qual apenas temos um serviço muito pequeno, que pode ser, por exemplo, um ou dois servidores de cloud, até grandes contratos. Temos algumas multinacionais entre os nossos clientes. Fibra | Essas multinacionais têm servido para projectos de internacionalização da empresa ou segue-se outro caminho? NH | Até ao ano passado a internacionalização esteve muito focada em Espanha, por uma questão de proximidade e de termos os parceiros certos, e estivemos muito focados na implementação de projectos no mercado internacional. Em Espanha, fizemos muitas implementações de sistemas de monitorização, de apoio ao cliente, de helpdesk e monitorização de performance. Esse foi o principal motor de crescimento. Desde o ano passado tem-se mudado um pouco a forma como temos vindo a fazer a internacionalização, passou a estar associada à prestação de serviços às empresas a quem também damos suporte em Portugal. À medida que crescem para o exterior precisam dos mesmos serviços que nós lhes prestamos aqui e, portanto, esse acompanhamento acontece de forma natural. Neste momento, existem operações em países tão diversos como o Brasil, onde já temos um conjunto de serviços significativo, Turquia, Grécia e Alemanha, onde estamos a apoiar os nossos clientes, que são, essencialmente, multinacionais portuguesas. Fibra | Angola é também uma das prioridades. Isso acontece porque o grupo Sonae também vai para lá? NH | Acontece porque a Sonae vai para lá e porque é um merO novo agregador das comunicações

“Neste momento, existem operações em países tão diversos como o Brasil, onde já temos um conjunto de serviços significativo, Turquia, Grécia e Alemanha, e onde estamos a apoiar os nossos clientes, que são, essencialmente, multinacionais portuguesas”

cado extremamente apetecível, com potencial de crescimento. A Sonae irá arrancar com as operações em particular na área da distribuição e nós queremos apoiá-la, mas iremos estar em Angola integrados na parte das SSI (software e sistemas de informação – engloba a Mainroad, a Bizdirect, a Saphety e a WeDo) da Sonaecom, que abrirá quatro empresas e nós seremos uma delas. Estaremos no país não só para suportar o crescimento da Sonae Distribuição, mas para atingir outros mercados e angariar outros clientes. Fibra | Há alguma estratégia de crescimento em vista? Será por aquisições, parcerias? NH | Não pomos de parte eventuais aquisições desde que essas empresas tenham complementaridade face ao que nós prestamos ou como uma forma de acelerar o crescimento noutros mercados. No entanto, o nosso foco é o crescimento orgânico com recursos nossos que estarão, por exemplo, deslocados em Angola a suportar várias operações. Já temos feito projectos neste país e, portanto, temos a capacidade de deslocar equipas para implementar ou suportar sistemas. À medida que formos ganhando escala vamos ter equipas locais e, eventualmente, gerir data centers localmente.

“Não pomos de parte eventuais aquisições desde que essas empresas tenham uma complementaridade face ao que nós prestamos ou como uma forma de acelerar o crescimento noutros mercados”

“Desde o ano passado tem-se mudado um pouco a forma como temos vindo a fazer a internacionalização, passou a estar associada à prestação de serviços às empresas a quem também damos suporte em Portugal”

Fibra | A empresa recebeu a distinção de melhor Managed Services Data Centre da Europa. O que é que isso significou? NH | Antes de mais, um reconhecimento pelo trabalho que temos vindo a fazer. Tal como lhe disse, o nosso focus hoje em dia está muito na área de managed services e, portanto, sermos reconhecidos por uma organização europeia de prestadores de serviços na área dos datas centers é, obviamente, um momento-chave para nós. Esperemos que isso também contribua para, junto dos nossos clientes, aumentar o leque de serviços. Tem sido um pouco essa a expectativa e já se tem concretizado.

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EnTREVISTa

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Fibra | Como é que, em termos de gestão, se prepara uma empresa para ganhar um prémio como este? NH | Obviamente que não é um trabalho só meu. Iniciei funções na Mainroad este ano, portanto é uma consequência do trabalho que tem vindo a ser feito a nível da empresa, com um grande foco no serviço que prestamos aos clientes, em todo o processo de qualidade, na criação de processos rotineiros para atender e dar resposta às várias necessidades e know-how técnico. Ou seja, saber fazer e querer fazê-lo. Do ponto de vista da gestão há só que criar as condições para que isso aconteça.

“Sermos reconhecidos por uma organização europeia de prestadores de serviços na área dos datas centers é, obviamente, um momento-chave para nós”

“Tem havido algumas ocasiões em que temos sido contactados para suportar trabalhos ou estágios. Mas eu diria que é uma área um pouco incipiente”

alunos uma grande procura. Estão mais interessados na área do desenvolvimento aplicacional e não tanto nos aspectos de gestão. Denoto agora alguma mudança até por causa de todo o hype que está associado ao tema de cloud. Tem havido algumas ocasiões em que temos sido contactados para suportar trabalhos ou estágios. Mas eu diria que é uma área um pouco incipiente. Fibra | Como é que funciona o processo de outsourcing com as empresas nesta área das IT? NH | É um processo para o qual temos tido uma maior apetência por parte dos nossos clientes. Em muitos casos é um processo muito moroso. Começamos por alguns serviços pontuais e gradualmente vamos estendendo esses serviços à medida que as empresas ganham confiança, porque no fundo estão a colocar em nós a informação core para o seu negócio. Precisam de ganhar essa confiança e à medida que a vão ganhando alargam-se os serviços. Noutras ocasiões, que acontecem com menor frequência, há uma decisão por parte da equipa de gestão da empresa no sentido de ex-

Fibra | Qual é o envolvimento da Mainroad com a I&D nacional? Há trabalho feito nessa área? As universidades procuram a Mainroad? NH | Através da Sonaecom temos alguma ligação a universidades no sentido de proporcionar estágios a alunos finalistas, contribuindo para a sua integração no mercado de trabalho. Não temos sido muito procurados pelas universidades, pois não é uma área que tenha por parte dos

PERFIL

Do Spectrum à Inteligência Artificial Desde 1997 que Nuno Homem é um… homem Sonae. Foi nesse ano que se estreou na Optimus e desde então assumiu várias funções no grupo, tendo estado dez anos na WeDo, uma outra tecnológica da Sonaecom. Há cerca de um ano aceitou o desafio de ser o director-geral da Mainroad. Por outras palavras, trocou a área do desenvolvimento pela gestão das tecnologias de informação. “Esta é uma área diferente mas que também aprecio e conheço”, afirma. A Sonae é conhecida pela sua política de rotação de quadros e, por isso, Nuno Homem considerou normal a sua mudança e um novo desafio dentro do grupo. O flirt com a informática começou com um arcaico Spectrum e acabou no curso de Engenharia Electrotécnica, do Instituto Superior Técnico (IST), concluído em 1992. Iniciou a sua carreira profissional na Xerox, tendo depois passado pela Solsuni e HP. Vai concluir em Setembro o doutoramento em Inteligência Artificial, também no IST.

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Um objectivo pessoal e uma forma de aprender coisas novas é como o director-geral da Mainroad explica a sua aposta no doutoramento. “A área em que estava, o desenvolvimento aplicacional, obrigava a estar sempre a par das novas tecnologias e novos desenvolvimento e a ligação à universidade traz-nos coisas novas”, afirma. Na Mainroad, crescer, internacionalizar e tornar a empresa mais rentável são os seus principais desafios. Em 2010, cresceu cerca de nove por cento e no primeiro semestre deste ano já cresceu acima dos dez por cento. O que, tendo em conta a actual conjuntura, é “notável”, diz Nuno Homem. É que o tipo de serviços prestados pode conduzir a poupanças nos clientes e isso acaba por funcionar com factor de crescimento. Com duas filhas, uma vida profissional intensa e um doutoramento, o tempo livre é escasso e não há espaço para muitos hobbies. Mesmo assim, é um leitor frequente de romances históricos.

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“Não há nenhum milagre. O que se trata é de ir fazendo o nosso trabalho todos os dias. Um esforço contínuo”

ternalizar uma determinada função e, então, aí somos postos perante o desafio de assegurar toda a função. Fibra | Considera que as empresas estão mais sensíveis a externalizar esse tipo de funções? NH | A perspectiva de redução de custos é, muitas vezes, o driver que faz a gestão de topo tomar essa decisão. Por outro lado, há também uma vontade de terem um maior conhecimento dos custos que a função de IT tem. Ou seja, muitas organizações acabam por ter um conjunto de custos que não são directamente imputados a IT, são partilhados pela organização e muitas vezes acabam por ser mais do que a própria gestão supõe. O querer tornar toda a operação mais accountable, responsável ou mais controlada leva-os a dar esse passo da externalização. O novo agregador das comunicações

“O mercado sempre esteve em evolução, já não é uma novidade. Esta área caracteriza-se exactamente por isso. A tecnologia evolui e se, por um lado, as coisas se tornam mais complexas, por outro, são também mais fáceis de gerir, o básico faz-se de uma forma mais simples”

As coisas tornam-se mais claras: existe um contrato, um nível de serviços que está contratado, uma expectativa muito clara de como as coisas devem acontecer. Essa expectativa muitas vezes não existe com uma organização interna. Por outro lado, há também uma clareza em relação ao custo e que dá à gestão de topo um controlo nessa componente de custos que hoje é fundamental. Fibra | O mercado global das IT está sempre em evolução. Como é que uma empresa como a Mainroad se adapta a estas novidades que surgem todos os dias? NH | O mercado sempre esteve em evolução, já não é uma novidade. Esta área caracteriza-se exactamente por isso. A tecnologia evolui e se, por um lado, as coisas se tornam mais complexas, por outro,

são também mais fáceis de gerir, o básico faz-se de uma forma mais simples - obviamente que nós somos confrontados diariamente com coisas complexas e não apenas com o básico. A adaptação faz-se com formação contínua das nossas equipas para ir acompanhando a evolução das várias tecnologias, integrando novas pessoas, o que vai refrescando o conhecimento, e com algum investimento. Penso que não há nenhum milagre. O que se trata é de ir fazendo o nosso trabalho todos os dias. Um esforço contínuo. Fibra | Quantos trabalhadores é que tem a Mainroad? NH | Incluindo os externos são cerca de 200, que se distribuem pelos escritórios de Lisboa e do Porto e também pelos clientes. Setembro 2011

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BarómEtro TWITTER

Joana Carravilla E.Life country manager

A Google mantém a liderança nas conversas do Twitter monitorizadas pela E.Life para o Fibra na semana de 15 a 21 de Agosto; o Facebook ficou em segundo lugar, logo seguido das televisões nacionais RTP e SIC

Google continua líder A Google foi a marca mais falada no Twitter na semana de 15 a 21 de Agosto, muito devido à notícia da compra da Motorola, com os comentários a debruçarem-se também sobre os testes com os motores de busca do gigante das pesquisas. Na monitorização da E.Life para o Fibra, o Facebook foi a segunda marca mais falada, com os internautas a partilharem links, promoções, passatempos e fotos. As actividades na maior rede social do mundo são anunciadas e publicadas no Twitter, ampliando a divulgação. O terceiro e quarto lugares são ocupados pela RTP e pela SIC, respectivamente. Os comentários sobre a televisão pública prenderam-se sobretudo com notícias como a queda de um helicóptero em Malange, o primeiro jogo do Benfica na Liga e a privatização da empresa. No caso da SIC, o buzz relacionou-se com a programação, mas também tocou a SIC Notícias e a SIC

Radical. A hashtag #SIC foi a mais usada no início da semana. A meio da tabela ficou a Apple com vários comentários sobre a nova sede e a boa situação económica da empresa. Os internautas comentaram, ainda, a actualização para corrigir bugs e a compra da Motorola pela Google e consequente concorrência à Apple. Na sexta posição posicionou-se a Zon, com comentários em torno das notícias referentes aos serviços prestados, novas cadeiras dos cinemas Zon Lusomundo e, ainda, resultados da Liga Zon Sagres. A marca Skype continuou a ser a número 7, com as conversas a destacarem a sua funcionalidade de ponto de encontro. Os internautas tweetaram, sobretudo, sobre as conversas que estavam a manter no momento. A nova aplicação para o sistema operativo da Apple também foi comentada. No número 8 destacou-se a HP, cujos comentários recaíram, na maioria, sobre a decisão de separar a

TOP 10: As 10 marcas mais citadas

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área de computadores pessoais e de comprar uma empresa de software britânica. Falou-se, também, da baixa de preço e da venda dos Touchpad. Logo abaixo ficou a Samsung. Os comentários centraram-se no regresso às lojas do Galaxy 10.1 devido à “guerra” de patentes entre a Apple e a Samsung. Destacaram, também, a situação da Samsung face à disputa entre a Apple e o Google motivada pela compra da Motorola por esta última. No final da tabela continuou a Nokia, com os comentários a relatarem a situação económica da empresa e respectivas acções. Destacou-se, também, a divulgação da possibilidade da existência de um Nokia com sistema operativo WindowsPhone7. As conversas ocorreram sobretudo entre o turno da tarde e noite, com extensão até de madrugada, com os comentários provenientes, na sua maioria, das cidades de Lisboa, Porto e Coimbra.

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01 A notícia da compra da Motorola gerou enorme quantidade de buzz. Foram ainda divulgados testes relacionados com os motores de buscas do gigante das pesquisas. O Google Chrome, o Maps e o Google + foram também comentados

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06 A Liga Zon Sagres mereceu o maior destaque, com os internautas a divulgarem os resultados de jogos. Comentários sobre serviços prestados também foram encontrados, tal como sobre as novas cadeiras nos cinemas Zon Lusomundo

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Este estudo será publicado mensalmente no jornal Fibra. Caso tenha alguma questão, não hesite em contactar-nos para joana@elifemonitor.com Para conhecer melhor o Tweetmeter aceda ao vídeo em http://www.youtube.com/watch?v=guyzU4HmucY Para mais informações sobre esta plataforma entre no nosso site: www.elifeportugal.com

AS MARCAS ANALISADAS Accenture, Acer, Adobe Systems, AEG, Alcatel, Altitude Software, ANACOM, Anubis Networks, APDC, Apple, APRITEL, Arsoft, AR Telecom, Asus, AT&T, Biodroid, BitDefender, Bizdirect, Cabovisão, Cannon, Capgemini, Cardmobili, CeBIT, Cisco, Compta, Compuware, Construlink, Critical Software, CSC, Dell, Devolo, Ericsson, Everis, Facebook, Flesk Telecom, Fundação para a Ciência e Tecnologia, Fundação para a Computação Científica Nacional, Fujitsu, Glintt, Google, HP, HTC, Huawei, IBM, IDC, Information Builders, InnovAgency, Intel, Invisible, JP Sá Couto, Lenovo, LG, Link, Loewe, Logica, Mainroad, Maksen, McAfee, MarketWare, Medtronic, MeiosTec, MEO, Microsoft, Motorola, NDrive, NEC, NET, Nintendo, Novabase, Nokia, Oi, Oki, Oni, Opensoft, Optimus, Oracle, Orange, Outsystems, Packard Bell, Panasonic, Panda Secutiry, PHC, Philips, Playstation, Primavera Business Software, PT, Quidgest, Reditus, RIM – Research in Motion, ROFF, RTP, Sage, Samsung, SAP, Sapo, Seara.com, SIC, Siemens, Skype, Soft, Softlimits, Sonaecom, Sony, Syncrea, Tech Data, Telefónica, TMN, Toshiba, TVI, Unisys, Viatecla, Vilt – sistemas de informação, Vodafone, WeDo Tecnhologies, X Box, Xerox, Yahoo, YDreams, YouTube, ZON

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02 Partilhas de links, promoções, passatempos e fotos mantiveram o Facebook no segundo lugar. As actividades na maior rede social do mundo são ampliadas no Twitter, fomentando as visitas dos internautas

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07 O skype é visto como ponto de encontro. Os internautas divulgam no Twitter com quem estão a conversar. A nova aplicação desenvolvida para o sistema operativo Apple foi igualmente divulgada

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03 Muitas notícias divulgadas pela RTP foram retuitadas pelos perfis, com destaque para a queda de um helicóptero em Malange e o jogo do Benfica. A privatização da empresa foi também retuitada

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08 A notícia relacionada com a decisão da HP de separar a área de computadores pessoais e de comprar uma empresa de software britânica provocou um aumento no buzz sobre a marca. Falou-se também da baixa de preço e a venda dos Touchpad

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04 A maioria do buzz relacionou-se com a programação do canal. Destaque para a SIC Notícias, novelas, filmes, documentários e a SIC Radical. A hashtag #SIC foi a mais usada no início da semana

05 Os internautas comentaram a compra da Motorola pela Google e a concorrência à Apple. A nova sede da empresa também foi divulgada, bem como a actualização para corrigir bugs. A situação económica da empresa foi bastante retuitada

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09 Abundaram os comentários sobre os Galaxy. Alguns questionaram a situação da Samsung face à disputa entre a Apple e a Google motivada pela compra da Motorola. O regresso às lojas do Galaxy Tab 10.1 foi também comentado, face à “guerra de patentes com a Apple

10 A situação económica da empresa e as respectivas acções dominaram os tweets. Mereceu também destaque a divulgação da possibilidade da existência de um Nokia com sistema operativo WindowsPhone7

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SErviço

Marcar consultas online Vivemos na era tecnológica, onde cada minuto conta. Pela internet marcamos voos, hotéis, fazemos as nossas compras do supermercado e acedemos ao nosso banco. Porque não marcar uma consulta na área da Saúde? Não temos tempo a perder e a forma mais usual para procurar um consultório médico é através da Internet Quem nunca se deparou com o drama de marcar consultas médicas? Qual o melhor especialista? Ou é a telefonista que não atende, ou nos transferem a chamada e ficamos em espera com música ambiente, ou o médico só tem vagas disponíveis para pelo menos daqui a dois meses! Conheço bem esta realidade porque eu próprio, após ter sofrido um acidente rodoviário, necessitei de fazer regularmente marcações de consultas médicas e encontrar os especialistas mais indicados. Foram estes motivos que me fizeram ter a ideia de criar um local onde fosse possível marcar consultas médicas de forma rápida e eficaz, a qualquer hora do dia e da semana para o especialista mais indicado ao meu caso. Vivemos na era tecnológica, onde cada minuto conta. Pela internet marcamos voos, hotéis, fazemos as nossas compras do supermercado e acedemos ao nosso banco. Porque não marcar uma consulta na área da Saúde? Não temos tempo a perder e a forma mais usual para procurar um consultório médico é através da Internet, muitas das vezes já em casa, e durante a noite. De forma a colmatar esta lacuna nasceu o primeiro portal em Portugal que permite fazer a marcação online e instantânea de consultas médicas, disponível em www.ConsultaClick.com, onde o paciente pode, de forma segura, rápida e totalmente gratuita, encontrar o especialista adequado à sua necessidade, pesquisando por especialidade, zona do país, curriculum vitae do especialista, agenda de consultas disponí12

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“O ConsultaClick.com partiu de um investimento inicial de 500 mil euros e foi lançado no início do mês de Junho, mas já conta com a agenda de mais de 200 profissionais de saúde das mais diversas especialidades clínicas, incluindo alguns bem conhecidos de toda a gente”

“Ao ver a agenda do especialista de saúde, o paciente pode automaticamente marcar a sua consulta para uma hora que lhe convém, em apenas três clicks, a qualquer hora do dia e da semana”

veis e até por seguro de saúde. Ao ver a agenda do especialista de saúde, o paciente pode automaticamente marcar a sua consulta para uma hora que lhe convém, em apenas três clicks, a qualquer hora do dia e da semana, com a garantia que, se houver um atraso na sua consulta, será de imediato avisado pelo seu especialista, via e-mail e SMS no seu telemóvel. Ao paciente é oferecida uma área pessoal onde ficam registadas todas as consultas agendadas e efectuadas, para um maior controlo do seu percurso clínico, os seus médicos favoritos e muito mais. Esta funcionalidade é extremamente útil e motiva o paciente a marcar as suas consultas online. Por outro lado, o ConsultaClik.com permite aos profissionais de saúde aderentes a gestão da sua agenda online, podendo receber e gerir a qualquer hora e em qualquer lugar as marcações dos pacientes para os seus consultórios. Os médicos têm oportunidade de criar um perfil, publicar os seus currículos, disponibilizar as horas exactas nas quais querem atender os pacientes, avisar facilmente os pacientes de eventuais atrasos ou imprevistos e manter automaticamente uma lista actualizada dos seus pacientes e respectivas consultas. O ConsultaClick.com partiu de um investimento inicial de 500 mil euros e foi lançado no início do mês de Junho, mas já conta com a agenda de mais de 200 profissionais de saúde das mais diversas especialidades clínicas, incluindo alguns bem conhecidos de toda a gente, como é o caso

Duarte Champalimaud chief executive officer do ConsultaClick.com

do cardiologista e ex-bastonário da Ordem dos Médicos, Professor Dr. Fernando de Pádua. O ConsultaClick.com conta com uma equipa de 10 pessoas em Portugal que têm o objectivo comum de, em menos de dois anos, vir a disponibilizar a agenda de mais de 4.000 médicos e já se está a internacionalizar para Espanha, Brasil e Europa de Leste, onde conta com mais 12 pessoas. O novo agregador das comunicações


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Como é trabalhar em...

É sob os valores de simplicidade, agilidade, inovação, integridade e confiança que a empresa Sage Portugal fomenta a proximidade com os colaboradores e os clientes. Está inserida no Grupo Sage, líder mundial no desenvolvimento e comercialização de software de gestão, fundado em 1981

“Proporcionar experiências extraordinárias” é o slogan e missão da Sage, uma empresa de desenvolvimento de software de gestão para pequenas, médias e grandes empresas, com uma ampla oferta de produtos e serviços desenvolvidos para o mercado nacional, sempre a pensar nas necessidades dos clientes. A sede está no Porto, mas é, segundo Sara Machado, marketing and aliances manager, “uma espécie de back office”. Em Lisboa, num primeiro andar do moderno complexo de edifícios Art’s Business Centre, no Parque das Nações, está o front-end da empresa, o escritório onde há dois anos funcionam as áreas comercial e de marketing. “É uma empresa muito jovem e dinâmica, com um ambiente muito saudável e descontraído”, explica Sara Machado. O escritório é em open space e a as únicas salas fechadas são as de reuniões e de formação. “Apesar de ser em open space, por fomentarmos a proximidade entre os colaboradores, o escritório está organizado por áreas de negócio, para promover sinergias, brainstorming e o trabalho de grupo”, esclarece. A Sage começou por ser uma pequena empresa que cresceu à base de aquisições, mas hoje é uma multinacional com cerca de 100 mil clientes e, desses, metade são clientes activos. “São pessoas com quem interagimos e comunicamos regularmente”, esclarece Sara Machado. O dress code para quem trabalha na área comercial é formal, mas quem exerce funções de escritório pode adoptar um visual mais descontraído, “sempre com bom senso, claro”, frisa. No total, a Sage Portugal conta com cerca de 150 colaboradores e em Lisboa estão perto de 70. “São os nossos colaboradores que nos tornam diferentes das outras empresas”, garante. As palavras-chave simplicidade, agilidade, inovação, integridade e confiança espelham os valores que a Sage procura e estimula nos colaboradores. “A qualidade dos produtores é um factor muito importante, mas a chave do nosso sucesso é a atitude”, assegura Sara Machado. 14

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Ramon de Melo

Uma questão de atitude

Portefólio de produtos Sage para pequenas empresas e empresários em nome individual

Alguns colaboradores da equipa de Telesales e Product Marketing, segmento pequenas empresas da Sage, em reunião (Natércia Lopes, Ana Leitão e João Assude) O novo agregador das comunicações


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Exemplos de peças de comunicação da Sage Portugal (Bundle SNC - Produto, formação e Serviço)

Mural em open space com principios da cultura Sage: Agilidade, Simplicidade, Integridade, Confiança e Inovação

Ambiente Sage (open space) departamento de marketing - Cláudia Gomes e Sara Machado

Algumas peças de comunicação Sage (divulgação da formação IES)

Reunião entre consultores - médias e grandes empresas na coffee station da Sage (Rui Fernandes e João Aguiar) O novo agregador das comunicações

Céu Mendonça, responsável pelo segmento das PME da Sage, em reunião com um dos seus directores comerciais (Paulo Andrade Santos)

Formação interna a consultores Sage ERPX3, segmento médias e grandes empresas Setembro 2011

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EmPRESaS

As Pequenas e Médias Empresas (PME) portuguesas ainda não se renderam à comunicação digital: apenas quatro em cada dez têm presença online. E dois terços das que estão ausentes nem sequer consideram a hipótese de marcar posição na Internet. E, se o fizessem, o máximo que estariam dispostas a pagar por um site seria 100 euros. A boa notícia é que há potencial para crescer

PME ainda offline

A Internet está longe de ser reconhecida pelas Pequenas e Médias Empresas (PME) portuguesas como uma ferramenta indispensável ao negócio. Um quarto delas – 26 por cento – não tem sequer acesso à rede. Das restantes, há 13 por cento que têm acesso mas não usam para fins comerciais. As que estão mais familiarizadas com a net são as do sector financeiro – 16

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todas elas têm Internet e 99 por cento usam-na para o negócio. A conclusão pertence ao estudo “Pequenas e Médias Empresas – Oportunidade online em Portugal” promovido pela Google e que traçou o retrato da relação das PME nacionais com o meio digital. Para verificar desde logo que o acesso à Internet é proporcional à dimensão da empresa: isto significa que os empresários

Das PME com acesso à net e com orçamento para publicidade, cerca de metade admitem pagar para estarem presentes nas páginas de resultados dos motores de busca, como o Google. No entanto, só 14 por cento o fazem

em nome individual são os que andam mais arredados da rede. Assim, apenas sete em cada dez têm acesso à net e menos ainda – cinco em dez – a utilizam para o negócio. Quantos mais funcionários, maior a utilização da Internet – nas PME com 20 a 49 colaboradores a taxa de acesso é total e a de uso é de 96 por cento. Não é só a dimensão que deterO novo agregador das comunicações


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mina diferentes níveis de utilização da Internet – o sector de actividade também parece ter influência. Na agricultura, indústria e distribuição há uma menor propensão para estar online, por oposição à aviação e às finanças. Das PME que têm presença digital, as preferências dividem-se entre um site próprio (27 por cento) e a presença numa rede social (23 por cento), sendo que há 18 por cento online num directório de negócios e cinco por cento optaram por criar um blogue. E também o uso destas ferramentas oscila em função da dimensão: oito em cada dez PME com mais de 20 funcionários possuem site, contra menos de um quarto dos empresários em nome individual. E quem pretendem atingir estas empresas com a presença online? O estudo da Google concluiu que 39 por cento visam apenas os consumidores e 21 por cento pretendem apenas fazer negócio: mas 37 por cento das PME propõem-se conquistar este duplo público. É nas finanças, seguros e imobiliário que há esta preocupação de atingir consumidores e fazer negócio: é o que pretendem 73 por cento das empresas destes sectores. Já nos transportes e comunicações, o alvo principal de oito em cada dez empresas são apenas os clientes. Mais uma vez, são também os empresários em nome individual que usam a net para chegar somente aos seus consumidores: as empresas maiores dirigem-se quer a consumidores, quer a potenciais parceiros comerciais. Das empresas com presença na Internet, oito em cada dez não possuem orçamento para publicidade e/ou marketing. Só 16 por cento reservam uma fatia do orçamento para esse fim e o mais provável é que integrem os sectores das finanças, seguros e imobiliário (42 por cento destas têm um orçamento próprio para a promoção). A publicidade online é o destino do investimento de 32 por cento das PME com acesso à Internet O novo agregador das comunicações

e orçamento para promoção. Outras 27 por cento investem tanto no online como no offline. E há 30 por cento que, apesar do acesso à net, só investem no offline. Metade das PME com acesso à net e com orçamento para publicidade, cerca de metade admitem pagar para estarem presentes nas páginas de resultados dos motores de busca, como o Google. No entanto, só 14 por cento o fazem. O canal mais usado é o mail: é assim que 25 por cento das empresas estudadas comunicam com os seus potenciais clientes. As redes sociais integram a estratégia de marketing de 15 por cento destas PME, mas são muitas mais – 42 por cento – as que equacionam recorrer a este meio. Não obstante estarem online, muitas destas empresas continuam a apostar na publicidade offline e aqui os jornais e os outdoors são os canais mais comuns: 65 por cento anunciam na imprensa e 53 por cento no exterior. Comparando com as empresas que estão ausentes da net, verifica-se que estas têm uma preferência maior pelos jornais – 72 por cento escolhem-nos para fazer publicidade – em detrimento dos outdoors, só utilizados por 28 por cento. Num caso e noutro, contudo, é a imprensa que concentra a maior parte do orçamento para promoção oflfine. A televisão tem uma expressão residual. Só 13 por cento recorre aos serviços de uma agência de comunicação ou publicidade. E o que pretendem as empresas com a presença na Internet? Sobretudo (em 84 por cento dos casos) apresentar-se e disponibilizar o seu perfil comercial. Mas também apresentar o catálogo de produtos (69 por cento). E, em 40 por cento dos casos, vender esses mesmos produtos ou serviços. Tendo em conta que há muitas PME sem presença online, a Google foi à procura das razões. E começou por perceber que 67 por cento das que não estão na Internet nunca consideraram se-

Há dois sectores que absorvem quase metade das PME portuguesas: a Agricultura e Indústria (27 por cento) e o Comércio (22 por cento). A menor fatia pertence aos serviços de Educação e Saúde

Vinte e seis por cento das PME não têm acesso à Internet. Das que estão online, 27 por cento têm um site e 23 por cento marca presença nas redes sociais

AS PME que fazem negócio nos domínios das Finanças, Seguros e Imobiliário são das que mais tiram partido da Internet: no outro extremo, ficam as que actuam na Distribuição, no Comércio e na Agricultura e Indústria Setembro 2011

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EmPRESaS

Das empresas que não estão online, 67 por cento não consideraram sequer essa possibilidade, 22 por cento equacionaram-na mas nada fizeram, nove por cento estão em processo de criação de um site e três por cento já tiveram um, mas desistiram

quer essa hipótese. Das outras, 22 por cento admitiram essa possibilidade, mas nunca a concretizaram. E três por cento chegaram a ter um site mas desistiram. Pela positiva, há nove por cento que, à data do estudo, estavam em pleno processo de construir uma página própria. Os menos interessados em estar na net são os empresários em nome individual: 72 por cento dos que não têm presença online não estão a pensar mudar de atitude; 18 por cento pensaram mas ainda não avançaram. Das empresas que não consideraram a hipótese de estar online, 31 por cento não sentem necessidade de ter uma página para comunicar os seus produtos e serviços, 17 por cento não acreditam que daí venha um aumento das vendas, 15 por cento sustentam que as pessoas não usam a Internet para pesquisar o seu tipo de empresa, 14 por cento não se consideram suficientemente fa18

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miliarizadas com as ferramentas digitais. Um entrave significativo foi o custo: 26 por cento das PME que estão offline não criaram ainda um site porque o consideram demasiado caro, enquanto outras 22 por cento receiam que implique demasiado esforço e tempo para o manter activo. Na análise da relação entre a presença na Internet e o orçamento para publicidade, o estudo verificou que a grande maioria das PME que não está online também não possui uma verba específica para promoção. Só oito por cento têm orçamento. E, apesar de o custo ter sido um argumento invocado para justificar a ausência do digital, a grande maioria destas empresas desconhece quanto custa criar uma página: foi o que responderam 75 por cento. Mas, entre os que fizeram uma estimativa, o custo médio é de 435 euros: 12 por cento não vão além dos 200

Quatro em cada dez PME admite vir a usar o Google Adds no futuro: para a Google constitui um significativo potencial de crescimento, tendo em conta que o uso desta ferramenta não ultrapassa os oito por cento

Das empresas que não consideraram a hipótese de estar online, 31 por cento não sentem necessidade de ter uma página para comunicar os seus produtos e serviços, 17 por cento não acreditam que daí venha um aumento das vendas

euros, dois por cento calculam que custe entre 200 e 400 euros, sete por cento vão até aos 600 euros e três por cento arriscam um custo entre os 600 e os mil euros. E há ainda um por cento que orçamenta um site em mais de mil euros. A este desconhecimento acresce o facto de quatro em cada dez PME sem presença online não estarem dispostas a pagar para ter um site: e as que admitem pagar não vão além dos 116 euros (valor médio indicado), ou seja, um quarto do valor estimado para a criação de uma página. E se tivessem a oportunidade de beneficiar de um site gratuitamente? Mais de metade não revelaram qualquer interesse e apenas seis por cento disseram estar muito interessadas. A matéria-prima para este estudo foram dados do Instituto Nacional de Estatística e da Dunn and Bradstreet, a par de contactos telefónicos com as empresas. O novo agregador das comunicações


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TEndÊncia

Reinterpretar o progresso Estaremos a conduzir os nossos esforços no sentido certo? Estaremos a acelerar a adopção de soluções que tragam economias significativas de recursos? Onde podemos reduzir consumos, anular desperdício? Que medidas podemos pôr em prática para sermos energeticamente eficientes, trazer valor para as economias e para o equilíbrio dos ecossistemas naturais? A Cimeira da Terra trouxe-nos a Agenda 21, …’um poderoso instrumento de reconversão da sociedade … que exige a reinterpretação do conceito de progresso, contemplando maior harmonia e equilíbrio holístico… promovendo a qualidade, e não apenas a quantidade do crescimento’. Estaremos a conduzir os nossos esforços no sentido certo? Estaremos a acelerar a adopção de soluções que tragam economias significativas de recursos? Onde podemos reduzir consumos, anular desperdício? Que medidas podemos pôr em prática para sermos energeticamente eficientes, trazer valor para as economias e para o equilíbrio dos ecossistemas naturais? Existem três pontos introdutórios sobre os quais é importante sermos uníssonos. São questões de fundo, culturais, e que se prendem com a nossa capacidade de avaliarmos, em consciência, a disponibilidade de enfrentar o curso que demos ao que chamamos progresso; a disponibilidade em assumirmos o nosso imperativo para trazer soluções alternativas; e o compromisso em deixar um legado de qualidade para as gerações futuras. Comecemos pela nossa responsabilidade enquanto gestores, dispostos a investir em soluções inteligentes e em estruturas de gestão energética que utilizem as energias renováveis. A SYNCREA dispõe de soluções que nos permitem uma gestão proactiva e que procedem automática e inteligentemente para uma maior O novo agregador das comunicações

“Portugal importa cerca de 90 por cento da energia que consome, uma factura pesada que asfixia a nossa economia e que nos deixa dependentes do exterior – para produzirmos um mesmo bem que a Finlândia gastamos duas vezes mais”

“A SYNCREA dispõe de soluções que nos permitem uma gestão proactiva e que procedem automática e inteligentemente para uma maior eficiência nos consumos energéticos”

eficiência nos consumos energéticos. Soluções de virtualização e soluções para a cloud têm verificado uma procura crescente por parte dos decisores. A gestão centralizada das infra-estruturas, suporte e manutenção simplificados, a segurança melhorada, a compatibilidade total com as aplicações corporativas, as economias dos espaços físicos, reduções significativas nos consumos energéticos apresentam-se, entre muitos outros, como os principais benefícios que estão a dar palco a estas soluções. Já falámos de energias renováveis e da adopção de soluções inteligentes que melhoram a eficiência dos consumos nas várias indústrias e serviços. Temos ainda a incorporar a gestão que fazemos dos processos e procedimentos produtivos. A sua normalização, conforme processos integrados de gestão, fecha os pilares fundamentais, sendo a principal receita para a introdução de uma política energética sustentável. Em resumo, quando de início levantei algumas questões sobre gestão e eficiência energética fi-lo por acreditar conhecermos parte das respostas. Sabemos que já o começámos a fazer, sabemos que temos de ganhar maior músculo para fazer mais e melhor e sabemos que é imperativo e urgente. Portugal importa cerca de 90 por cento da energia que consome, uma factura pesada que asfixia a nossa economia e que nos deixa dependentes do exterior – para produzirmos um mesmo

Martinho Dutshcke presidente/ceo da Syncrea

bem que a Finlândia gastamos duas vezes mais; para produzirmos um euro de riqueza, consumimos cerca de 2,5 vezes mais energia que França e cerca de 1,5 vezes mais que Espanha. São dados importantes a reter. Enquanto gestores temos de impor maior ritmo na adopção das soluções e continuar a ganhar patamares nesta construção. E tudo construído em sintonia com os compromissos assumidos pelo Governo para a Política Energética Nacional: reduzir até 2020 o consumo de energia em 20 por cento, reduzir a dependência energética face ao exterior para 74 por cento e 60 por cento da electricidade produzida terá de provir de fontes renováveis. Contem connosco! Setembro 2011

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IntErnEt

A proliferação dos ciberataques ao Pentágono e a empresas como a Sony veio demonstrar que não há sistemas invioláveis. Os hackers estão cada vez mais sofisticados, obrigando as empresas de segurança informática a responderem também com mais agressividade, leia-se sofisticação

António Valjean Gonçalves/WHO

À prova de hackers

A segurança digital está na ordem do dia. Os ciberataques sucedem-se com um grau de sofisticação invulgar: é que os hackers já não se divertem apenas, têm motivações financeiras – já não são amadores, integram verdadeiras redes criminosas. A vulnerabilidade dos sistemas informáticos tem sido exposta publicamente, obrigando indivíduos e corporações a reforçar os dispositivos de protecção de dados. É aqui que entram as 20

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empresas de segurança informática: à sofisticação dos ciberataques respondem com uma maior sofisticação das soluções que oferecem. Será caso para dizer que os hackers são bons para o negócio? João Beato, da Symantec Portugal, Francisco Leitão, da Panda Securiy, Miguel Pinto, da Anubis Network, e Catalin Cosoi, da BitDefender, mostram como as suas empresas têm sabido responder a este fenómeno. O novo agregador das comunicações


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Uma tarefa difícil Como garantir o acesso seguro à informação quando ela é mais necessária? Como impedir o acesso não autorizado ou inseguro à rede e à informação corporativa? Como gerir todos os dispositivos com acesso a dados? Como gerir e proteger os dados em ambientes e dispositivos diferentes? A expansão da Internet permite hoje uma partilha de informação e dados sem paralelo. O potencial da Web é enorme e as empresas têm procurado explorar todo esse mundo. No entanto, os riscos também são muitos, e a segurança informática ganha importância à medida que os ataques e as perdas de dados se tornam mais frequentes. Ao longo do último ano, ocorreram vários ataques e fugas de informação que mereceram destaques de “primeira página”. Ataques mediáticos são a ponta do icebergue O malware Stuxnet foi detectado em 2010 e o seu grau de sofisticação sem precedentes surpreendeu o mundo. Suspeita-se que visava afectar o programa nuclear iraniano, o que o torna num caso de ciberterrorismo. Especialistas da Symantec descobriram que o Stuxnet é um dos mais complexos malwares existentes e que foi pioneiro no emprego de várias técnicas, componentes e funcionalidades integradas para executar a sua missão, entre as quais a utilização de quatro vulnerabilidades de dia zero (algo nunca antes feito), um Windows rootkit, o primeiro PLC rootkit, técnicas avançadas de evasão contra antivírus, rotinas avançadas de infecção em redes e aplicações e inclusive recorrendo a componentes assinados digitalmente (através de certificados digitais roubados a dois fabricantes). Recentemente, grupos de hackers como os Anonymous ou os LulzSec ganharam protagonismo com a sua surpreendente capacidade de mobilização para ataques simples, como os ataques de DDoS à Visa, à Mastercard e à Paypal. No entanto, estes grupos também revelaram perícia para ataques mais O novo agregador das comunicações

“Os ataques mediáticos são apenas a ponta visível do icebergue: na mais recente edição do Relatório de Ameaças à Segurança na Internet, a Symantec apurou que, em 2010, os ataques Web aumentaram 93 por cento, com mais de seis mil novas vulnerabilidades detectadas”

“Hoje, a informação é o negócio – como tal, informação comprometida significa negócio comprometido. Por isso, as empresas de segurança informática têm um papel particularmente importante a desempenhar na gestão da informação, na prevenção de ataques e na reacção a perdas”

complexos, que resultaram em roubos de dados a empresas de segurança e a instituições governamentais. Ainda mais mediático, porém, foi o ataque por hackers anónimos à PlayStation Network da Sony em Abril, comprometendo os dados de acesso de muitos utilizadores. Casos como estes mostram a fraqueza de muitos sistemas de informação e como a Web está longe de ser segura. Os ataques mediáticos são apenas a ponta visível do icebergue: na mais recente edição do Relatório de Ameaças à Segurança na Internet, a Symantec apurou que, em 2010, os ataques Web aumentaram 93 por cento, com mais de seis mil novas vulnerabilidades detectadas, mais 14 vulnerabilidades de dia zero e, em média, 260 mil identidades comprometidas por cada fuga de informação. A segurança não é luxo, é prioridade Estes números indicam que a segurança online é prioritária para qualquer indivíduo ou organização. Hoje, a informação é o negócio – como tal, informação comprometida significa negócio comprometido. Por isso, as empresas de segurança informática têm um papel particularmente importante – e cada vez mais complexo – a desempenhar na gestão da informação, na prevenção de ataques e na reacção a perdas. O volume de dados armazenados cresce descontroladamente, dificultando o armazenamento e a gestão da informação. Esta informação, por outro lado, é armazenada em diversos suportes, desde servidores a ambientes virtualizados e sistemas de cloud. Para além disto, a massificação de portáteis, tablets e smartphones tornou os dados em-

João Beato country manager da Symantec Portugal

presariais acessíveis em qualquer lugar. Esta diversidade de ambientes e formas de acesso suscita questões cada vez mais pertinentes: Como garantir o acesso seguro à informação quando ela é mais necessária? Como impedir o acesso não autorizado ou inseguro à rede e à informação corporativa? Como gerir todos os dispositivos com acesso a dados? Como gerir e proteger os dados em ambientes e dispositivos diferentes? Como assegurar que a perda de um dispositivo móvel não implica a perda de informação sensível? A resposta a estas (e outras) questões é justamente a missão das empresas de segurança como a Symantec. Com a sua tecnologia inovadora e a sua capacidade de detecção e análise de ameaças em tempo real em todo o mundo, a Symantec procura fornecer a melhor segurança para prevenir os ataques e as perdas de dados e as melhores soluções para mitigar potenciais danos. Setembro 2011

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Atenção à segurança É essencial que abordemos cada vez mais a temática da nossa segurança digital de uma forma séria e pensando nas consequências que os nossos actos possam ter em termos da exposição de dados pessoais na Internet RSA, Sony, Sega, Citigroup... Todas estas grandes organizações sofreram ciber-ataques este trimestre, assim como o FMI e a Agência Espacial Europeia. Foi um trimestre desastroso, alimentado pelo anonimato e proximidade que a Internet proporciona, tornando-a um meio preferencial para este tipo de ataques. O ataque à RSA resultou em 40 milhões de utilizadores afectados, com prejuízos avultados para a empresa ao ter que substituir os seus tokens a milhões de clientes, o do Citigroup divulgou dados bancários de 360.000 clientes e o da Sony ultrapassou os 77 milhões, com acesso a números de cartões de crédito, tornando-se o maior roubo online de sempre. O sentimento de insegurança cresceu globalmente, ensinando a todos uma importante lição pelos piores motivos. A adopção de um sistema de segurança evoluído e eficaz é imperativa, mesmo em organizações que não desfrutem da notoriedade destas. É essencial que abordemos cada vez mais a temática da nossa segurança digital de uma forma séria e pensando nas consequências que os nossos actos possam ter em termos da exposição de dados pessoais na Internet. As consequências de não se levar esta necessidade a sério podem ir da simples perda de produtividade e perdas financeiras pessoais, a graves danos na imagem corporativa das empresas, provocados por fugas de informação competitiva e dados de clientes e parceiros de negócio, que, por sua vez, se podem traduzir em enormes perdas financeiras. É importante ter em mente que o malware deixou de ser amador. É desenvolvido por organizações criminosas com motivações pura22

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“É importante ter em mente que o malware deixou de ser amador. É desenvolvido por organizações criminosas com motivações puramente financeiras, que funcionam como qualquer outra empresa, com especialistas em cada área e posição”

“É imperativo que se entenda que ter uma password como “123456” ou “Benfica” ou “Ana” é ineficaz e pode ter sérias consequências. Despendermos 40 ou 50 euros por ano num bom antivírus pode sair bem mais barato do que um ataque em que nos possam retirar da conta quantias superiores”

mente financeiras, que funcionam como qualquer outra empresa, com especialistas em cada área e posição. Só o ano passado foram identificadas mais de 20 milhões de novas espécies, que representam um terço de todo o malware identificado desde sempre. É um negócio de milhões, extremamente lucrativo, e que não parece abrandar. Relativamente à perspectiva das empresas de segurança, é natural que uma maior proliferação de ataques traga uma maior conscencialização aos utilizadores e que, por isso, existam cada vez menos utilizadores desprotegidos. Mas com esse aumento de clientes é notório também, desde há alguns anos, um significativo aumento no número de empresas que fornecem segurança. Este aspecto, em si, é também um factor de insegurança, pois muitos dos produtos actualmente existentes, muitas vezes gratuitos, não têm a qualidade suficiente para manter um sistema seguro e, por isso, transmitem uma falsa sensação de segurança aos utilizadores. Por isso, o nosso trabalho na Panda Security passa pela oferta das melhores soluções possíveis a cada momento e é por esse motivo que anualmente investimos um terço dos lucros em pesquisa e desenvolvimento. Mas passa também pela criação de uma cultura de segurança pessoal e empresarial, para contribuirmos para um mundo digital mais seguro. Qualquer uma destas vertentes exige tempo e recursos que talvez fossem menos necessários se a escala dos ataques não fosse tão grande. A escala gigantesca de ataques a que temos assistido traz mais clientes e uma maior urgência na protecção,

Francisco Leitão marketing manager da Panda Securiy

mas obriga a maiores investimentos especialmente na qualidade e capacidade de resposta dos produtos. Há 20 anos, um bom antivírus tinha que ter capacidade para lidar com 100 ameaças. Hoje, para oferecermos uma segurança competente, temos que lidar com mais de 20 milhões por ano. Cepticismos à parte, o desenvolvimento tecnológico oferece-nos inúmeras potencialidades, mas, para podermos beneficiar de todo este progresso, existem regras a cumprir e é essencial estarmos protegidos e de alguma forma transpormos a nossa segurança no mundo físico para o mundo digital. É imperativo que se entenda que ter uma password como “123456” ou “Benfica” ou “Ana” é ineficaz e pode ter sérias consequências. E, no fundo, despendermos 40 ou 50 euros por ano num bom antivírus pode sair bem mais barato do que um ataque em que nos possam retirar da conta quantias superiores. O novo agregador das comunicações


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Hackers à distância Caixas de correio impenetráveis podem ser uma utopia, mas uma coisa é certa: é possível dificultar em muito a vida aos hackers que se tentam intrometer nas nossas comunicações, tanto na intercepção de mensagens, como na entrada na nossa caixa de e-mail É um dos grandes objectivos dos hackers, juntamente com a entrada forçada no nosso computador através de trojans e rootkits: conseguir invadir a nossa caixa de correio para ter acesso aos e-mails que trocamos com os nossos contactos. Esta situação é tanto mais grave se se tratar de informação confidencial que pode representar uma ameaça grave se cair nas mãos erradas. Caixas de correio impenetráveis podem ser uma utopia, mas uma coisa é certa: é possível dificultar em muito a vida aos hackers que se tentam intrometer nas nossas comunicações, tanto na intercepção de mensagens, como na já referida entrada na nossa caixa de e-mail. O utilizador tem aqui um papel fundamental, em primeiro lugar: assegurar-se de que todas as normas de segurança de autenticação estão activas e determinar uma password forte e dificilmente reproduzida através de programas que os hackers possuem para fazer ataques de brute force às caixas de correio. Em seguida, o papel das empresas que têm produtos para aumentar a segurança é bastante importante. Não só têm as ferramentas para deixar o utilizador ainda mais descansado, como têm a experiência necessária para blindar de forma mais eficaz a conta de e-mail. A AnubisNet-works tem como preocupação diária a segurança de plataformas de correio electrónico e trabalha de forma eficaz para que as caixas de e-mail estejam cada vez mais seguras dos ataques dos hackers. É preciso notar que, à medida que os fornecedores de serviços e as organizações governamentais (os principais alvos de hackers) O novo agregador das comunicações

“O utilizador tem um papel fundamental, em primeiro lugar: assegurar-se de que todas as normas de segurança de autenticação estão activas e determinar uma password forte e dificilmente reproduzida através de programas que os hackers possuem para fazer ataques de brute force às caixas de correio”

“As soluções de software de topo da AnubisNetworks, das quais o Mail Filtering Engine é o principal trunfo, garantem que os clientes têm uma solução que combina as tecnologias de IP Reputation e de Email Filtering num único produto”

aumentam as suas capacidades, é necessário que tenham a certeza de que as suas redes estão protegidas contra a intrusão e a corrupção. Estes fornecedores não pretendem que a sua reputação seja atingida pela crescente sofisticação das acções dos hackers, empresas fraudulentas e malware, que tentam penetrar nas suas redes. Os requisitos actuais de sistemas de cibersegurança, detecção e prevenção de intrusão, intercepções legais de informação para análise, retenção e logging de dados, firewalling de alta-velocidade, bloqueio de downloads P2P, protecção DDoS, reputação IP, segurança no e-mail, análise e shapping de tráfego requerem uma nova abordagem. As soluções de software de topo da AnubisNetworks, das quais o Mail Filtering Engine é o principal trunfo, garantem que os clientes têm uma solução que combina as tecnologias de IP Reputation e de Email Filtering num único produto. Este recurso pode ser em produtos, plataformas ou dispositivos já existentes, enquanto a API monitoriza todo o tráfego na caixa de correio. A tecnologia IP Reputation analisa as ligações e determina se as aceita ou bloqueia – caso aceite, o conteúdo do e-mail é analisado para detectar eventuais traços de spam ou malware. De acordo com testes conduzidos pela AnubisNetworks, verificamos que esta tecnologia consegue remover mais de 98 por cento do spam e tira partido de um algoritmo de fingerprinting, consumindo o mínimo de recursos no servidor. A encriptação das mensagens é naturalmente outra das preocupações da AnubisNetworks, que

Miguel Pinto marketing manager da Anubis Network

já este ano assinou uma parceria com a Echoworx para aumentar as suas potencialidades neste campo. Todas as organizações e empresas necessitam de sistemas de monitorização na caixa de saída dos seus serviços de e-mail para garantir que a informação confidencial está a ser encriptada antes de ser enviada para os destinatários. O Echoworx Encrypted Mail Gateway tem a capacidade de associar regras ao conteúdo dos e-mails enviados, para ajudar a proteger as empresas no que diz respeito às responsabilidades decorrentes das leis de privacidade e segurança dos dados. Mantendo os hackers à distância e a sua caixa de correio muito mais segura, como é óbvio. Setembro 2011

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Mais sofisticação Olhando para a evolução que os ataques online têm vindo a sofrer nos últimos meses, é possível prever que estes se tornem cada vez mais frequentes, mais sofisticados, mais generalizados e mais devastadores As últimas décadas foram fundamentais para a proliferação da Internet e das novas tecnologias, acompanhando não só o aumento da sua utilização, mas também a sofisticação das suas ferramentas. Em dez anos, a face da Internet mudou drasticamente, passando de uma ferramenta para os especialistas a uma das aplicações mais fundamentais para o quotidiano dos utilizadores, seja através dos tradicionais computadores pessoais, seja através de sistemas móveis e Android. A par com esta evolução assistimos, sobretudo no último ano, não ao incremento dos ataques de hackers, mas sim à sofisticação dos mesmos e respectiva mediatização. Se, no início, os cibercriminosos eram movidos pela curiosidade e até por um factor lúdico da sua actividade, observámos nos últimos meses uma necessidade crescente de obter algum tipo de receita monetária pelo trabalho realizado, o que leva a que grande parte da informação que é roubada online venha parar a mercados ilegais de informações confidenciais. Este novo paradigma leva a que os utilizadores, as empresas e até as entidades governamentais estejam mais e mais alerta para a segurança da sua informação, levando à necessidade, por parte dos hackers, de encontrarem maneiras cada vez mais elaboradas não só de entrarem nos sistemas, mas também, e acima de tudo, de o conseguirem fazer sem serem detectados. Assim sendo, é cada vez mais comum encontrarmos ameaças que se baseiam em padrões de comportamento dos utilizadores ou que aproveitem contas pessoais dos indivíduos para conseguirem adquirir informação confidencial não só do próprio, mas 24

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“Se, no início, os cibercriminosos eram movidos pela curiosidade, observámos nos últimos meses uma necessidade crescente de obter algum tipo de receita monetária pelo trabalho realizado, o que leva a que grande parte da informação que é roubada online venha parar a mercados ilegais de informações confidenciais”

“A BitDefender procura estar o mais a par possível das ameaças que vão surgindo, elaborando soluções para sistemas como os equipamentos móveis e fixos, mas também procurando desenvolver aplicações para redes sociais e afins - um dos principais alvos dos cibercriminosos”

também como porta de acesso às empresas para as quais trabalham - uma tendência cada vez mais flagrante com o aumento do número e das utilizações das redes sociais e das apps para os sistemas Android e móveis. As tendências que vêm sendo observadas não são, de todo, indiferentes às empresas de segurança online, como é a BitDefender, mas sim condicionantes das estratégias de negócio da empresa. De um modo geral, estes novos e sofisticados ataques levam a que o trabalho desenvolvido pela empresa tenha que ser em prol de uma resposta mais efectiva e rápida às necessidades dos nossos utilizadores, ao mesmo tempo que procura antever o próximo passo dos cibercriminosos de modo a responder eficientemente às ameaças, independentemente da plataforma utilizada para a sua proliferação. Neste sentido, a BitDefender procura estar o mais a par possível das ameaças que vão surgindo, elaborando soluções para sistemas como os equipamentos móveis e fixos, mas também procurando desenvolver aplicações para redes sociais e afins - um dos principais alvos dos cibercriminosos. Soluções essas que são, na medida do possível, constituídas por suites o mais adaptáveis e personalizáveis possível, de modo a dar resposta às necessidades específicas de cada utilizador. Neste sentido, a actividade dos hackers não influencia necessariamente as estratégias de placement no mercado dos produtos das empresas, mas é sim fundamental na hora de desenvolver sistemas e aplicações de segurança actuais e sofisticadas que sejam eficazes contra as ameaças - influenciando deste modo as estratégias desenvolvidas no seio da

Catalin Cosoi director de Laboratório de Ameaças Online da BitDefender

empresa aquando do lançamento de novos produtos, exigindo uma maior capacidade de resposta. Olhando para a evolução que os ataques online têm vindo a sofrer nos últimos meses, é possível prever que estes se tornem cada vez mais frequentes, mais sofisticados, mais generalizados e mais devastadores - atacando cada vez mais entidades governamentais e companhias que manuseiam dados confidenciais e sensívies - o que exigirá por parte de todos uma maior cautela e necessidade de segurança. O novo agregador das comunicações


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passeio público

Dora Assis jornalista

É jornalista e consultor em novos media e TIC. É também autor de vários livros e projectos, como o Certamente!, o seu webzine. Já está na net desde 1989. Um pioneiro, portanto. A tecnologia fascina-o, gosta de perceber como funcionam os webservices, fazer alguns e o digital é a paixão que trata por tu. Numa conversa real a proposta é um passeio pelo mundo virtual de Paulo Querido

Querido digital

Paulo Querido tem 51 anos. Exerceu a profissão de jornalista por quase três décadas, até 2009. Desde então mantém actividade nos jornais, tanto como articulista, como produzindo aplicações web e produtos de data journalism para as redacções. Nasceu e cresceu em Faro e foi aos 18 anos, quando veio trabalhar para Lisboa, que entrou pela 26

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As grandes diferenças que assinala são mais ao nível do perfil sociológico de quem faz jornalismo

primeira vez num jornal. “Comecei no Nação, dirigido pelo Carlos Pina e que tinha o José Manuel Teixeira como chefe de redacção”, relembra. Muito embora fosse também no Nação que publicaria os seus primeiros textos, na altura entrou para estafeta. “Comecei por baixo, aliás como o Paulo Jorge Dentinho, actualmente correspondente da RTP em Madrid, e o seu irmão. O novo agregador das comunicações


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Entrámos na mesma altura os três e todos como estafetas! Era o percurso normal na época.” Mas não se pense, por isso, que o encontro com as letras e com o jornalismo foi acidental. Já vinha de miúdo “o sonho de ser escritor” e é com um sorriso que recorda que se preparava para esse dito futuro “escrevendo imenso numa máquina antiga que tinha, uma Royal!”. Contudo, depressa percebeu que aquela talvez não fosse a melhor opção. Tinha um primo que era jornalista e, pela proximidade com o Carlos Pina e com o Paulo Dentinho, a ideia de desenvolver uma actividade também ligada à escrita, mas como jornalista, começou a ganhar forma e depois corpo. A veia de escritor estava lá e os livros acabariam por chegar, sim, é verdade, mas muitos anos depois. A evolução tecnológica, em especial na última década, tem sido espantosa, na sociedade em geral e no jornalismo em particular. E o nosso interlocutor recorda que, antes do offset, ainda chegou a trabalhar no chumbo. Era o tempo em que o telex era uma tecnologia moderna e ainda nem se falava em telefax. “Fazíamos as peças por telex e por telefone! Depois veio o fax, que foi a primeira grande revolução, mais tarde o desktop publishing, a entrada dos primeiros computadores nas redacções e, de então para cá, a evolução tem sido imparável”. Provavelmente até Gutemberg ficou surpreendido com as mudanças na velhinha Imprensa quando começou a ouvir palavrões como web journalism e web publishing! Mas nada disto surpreende Paulo Querido. Reconhece que as coisas mudaram muito, mas isso “é normal, é a evolução”. “E a evolução acontece em todas as épocas”, enfatiza. O ritmo a que tudo acontece é que é muito mais acelerado. As grandes diferenças que assinala são mais ao nível do perfil sociológico de quem faz jornalismo: a formação universitária superior, que na O novo agregador das comunicações

“Hoje, faz muito mais sentido falar de transparência. Contudo, parece-me que no plano ético não se evoluiu. E isso não se ensina na escola, aprende-se no dia-a-dia, no terreno, por osmose. Como se vive num ambiente extremamente concorrencial há muito menos tempo para essas questões, que de alguma forma têm vindo a diluir-se na última década”

época era inexistente, a entrada posterior das mulheres nas redacções, então uma imensa minoria, o início da personalização do jornalismo, quase inexistente nos anos 70... “O que o jornalismo ocidental ganhou aqui, acabou por perder noutras coisas”, nomeadamente um certo espírito comunitário e até mesmo gregário. Objectividade e independência eram valores muito importantes na altura. “Hoje, faz muito mais sentido falar de transparência, por exemplo. Contudo, parece-me que no plano ético não se evoluiu. E isso não se ensina na escola, aprende-se no dia-a-dia, no terreno, por osmose. Como se vive num ambiente extremamente concorrencial há muito menos tempo para essas questões, que de alguma forma têm vindo a diluir-se na última década. Em contrapartida, há uma pressão sobre a produtividade - hoje tudo se mede - que na época não existia”. Queremos saber o que faz nos tempos livres. Mas a verdade é que não se lhe conhecem hobbies. O portátil, o iPhone e

Não se pense que o encontro com as letras e com o jornalismo foi acidental. Já vinha de miúdo “o sonho de ser escritor” e é com um sorriso que recorda que se preparava para esse dito futuro “escrevendo imenso numa máquina antiga que tinha, uma Royal

PERFIL

O fio condutor Quando e como foi o primeiro encontro com a sua paixão? Onde é que tudo começou? Na década de 70 o computador era comummente encarado com desconfiança, sentido como uma ameaça que se aproximava e Paulo Querido também pensava assim. Com os Spectrum e a evolução da micro-informática interessou-se pelo tema, que tinha tudo a ver com informação. Comprou um Spectrum, aprendeu Basic, a linguagem de programação, e nunca mais parou. A integração plena no seu trabalho aconteceria ainda na “Gazeta dos Desportos”, onde estava na altura. Com um amigo desenvolveu um programa no Spectrum para fazer a classificação das equipas de futebol, um processo ainda manual. Em meia hora tinham aquilo que até então levava seis horas a fazer: a classificação da jor-

nada de todas as equipas nacionais de futebol. A internet veio mais tarde, mas muito mais cedo do que para a maioria dos portugueses. Talvez pelo seu espírito empreendedor e pelo seu carácter de pioneiro. No final dos anos 80 tem pela primeira vez na mão um modem. Na altura era preciso ligar à Compuserve, nos Estados Unidos. Foi marcante a entrevista que fez na altura em alto mar a João Cabeçadas, que estava a participar numa regata de volta ao mundo. Tratar a tecnologia e o digital por tu passou a ser natural na vida de Paulo Querido, que também, pelo seu espírito arguto e curioso, sempre esteve um pouco mais à frente, iniciando percursos inexplorados ainda pela maioria. Não sabemos, nem Paulo Querido sabe, o destino desta viagem.

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passeio público

“Fazíamos as peças por telex e por telefone! Depois veio o fax, que foi a primeira grande revolução, mais tarde o desktop publishing, a entrada dos primeiros computadores nas redacções e, de então para cá, a evolução tem sido imparável”

o iPad que estão em cima da mesa da sua sala, onde visivelmente se encontrava a trabalhar, dizem tudo. A paixão é mesmo aquela! O visível e o que lhe está subjacente. A vontade de ser escritor continuava lá. A uma primeira aventura em livro no início dos anos 90, um manual de CorelDRAW, seguiram-se outros sobre a Sociedade da Informação. “Homo Conexus” foi na época de lançamento, há mais de uma década, uma obra singular. “A minha bola de cristal brilhava muito mais na altura do que hoje”. Concretizou a intenção: fazer o leitor mergulhar no futuro, maravilhar-se com as possibilidades, reflectir sobre 28

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“Homo Conexus” foi na época de lançamento, há mais de uma década, uma obra singular. “A minha bola de cristal brilhava muito mais na altura do que hoje”

“Homo Conexus” foi na época de lançamento, há mais de uma década, uma obra singular. “A minha bola de cristal brilhava muito mais na altura do que hoje”. Concretizou a intenção: fazer o leitor mergulhar no futuro, maravilhar-se com as possibilidades, reflectir sobre as mudanças que aí vinham”

“Amizades virtuais, paixões reais” antecipou o que veio a ser o dia-a-dia dos cibercidadãos na web social. Um livro que deu muito trabalho a escrever”

as mudanças que aí vinham”. Em 1999, Paulo Querido escrevia sobre o “O futuro da Internet”, uma obra que inaugurou em Portugal a venda de livros digitais através da net, sendo o primeiro adquirível em formato pdf. Seguiu-se “Blogs”: “Foi um livro divertido de fazer” e a “reaproximação de dois amigos que não se viam há mais de 20 anos”. “O Luís Ene é um dos pioneiros da blogosfera e decidimos ver se éramos capazes de escrever o primeiro livro português sobre blogues. Isto em 2003. Foi, aliás, na sequência da recolha de material para o livro que surgiu o weblog.com.pt, o primeiro alojador português de blogues

aberto ao público, que lancei em Junho de 2003. Foi vendido ao AEIOU em Fevereiro de 2006, sendo hoje parte do grupo Impresa”, lembra. “Amizades virtuais, paixões reais” antecipou o que veio a ser o dia-a-dia dos cibercidadãos na web social. Um livro que deu muito trabalho a escrever”, como salienta. E agora? E o futuro? Próximos desenvolvimentos e projectos? Se os lábios ameaçaram uma resposta, as palavras não foram cúmplices. Vingou o silêncio da reflexão. Paulo Querido não tem resposta. Mas tem tido sempre a atitude certa. Alimentada a curiosidade, nunca fica sereno o seu pensamento. Vai um tweet? O novo agregador das comunicações


LIVENING N.º 7 PRIMAVERA Spring • VERÃO Summer 2011

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EnTREVISTa

Hermínio Santos jornalista hs@briefing.pt

A área de negócio dos smartphones é estratégica para a Samsung em Portugal, revela Woosoon Park, presidente da empresa no nosso País, um dos primeiros mercados onde a marca atingiu a liderança nos telemóveis. O Galaxy S II, à venda desde 8 de Junho, ultrapassou as expectativas mais optimistas

Woosoon Park, presidente da Samsung Electrónica Portuguesa

Ramon de Melo

Smartphones são estratégicos

Fibra | Qual é a área de negócio mais importante para a Samsung em Portugal? Woosoon Park | Em Portugal, a Samsung está dividida em várias áreas de negócio: telemóveis, electrónica de consumo (televisões, leitores de blu-ray, sistemas de cinema em casa e câmaras/camcorders digitais), ar condicionado, electrodomésticos e sistemas de informação (portáteis, impressoras, 30

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monitores, projectores e dispositivos de armazenamento). Embora todas as áreas de negócio tenham uma importância crucial ao nível da presença da Samsung no mercado, os telemóveis e as televisões representam uma grande fatia do nosso negócio em termos de dimensão. Mas a Samsung ocupa uma posição de topo em todos os mercados onde está presente e está a aumentar o esforço e o

investimento noutros mercados, como nos electrodomésticos e nos produtos tecnológicos. Em termos globais, isto significa que todas as áreas de negócio são importantes para a empresa. Fibra | E quais são os factores que contribuem para essa liderança? WP | A estratégia global da Samsung é tornar-se líder em todos os mercados onde opera. A Samsung O novo agregador das comunicações


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Portugal é líder na electrónica de consumo, essencialmente porque trabalha no sentido de ter os melhores produtos e porque responde às necessidades dos clientes. Também procuramos oferecer os produtos mais inovadores de sempre com o melhor design. Além disso, os consumidores sabem que fomos os primeiros a lançar o 3D em 2010 e a tecnologia Smart TV em 2011. No mercado dos telemóveis, a Samsung começa a fazer valer a sua liderança. De acordo com dados fornecidos pela GFK, a Samsung alcançou uma quota de mercado máxima de 37,1 por cento em duas semanas do mês de Julho. No competitivo segmento dos smartphones, a Samsung manteve a liderança em valor pela quinta semana consecutiva em Julho, beneficiando do lançamento do Samsung Galaxy S II, um dos equipamentos de maior sucesso da história da empresa, com vendas superiores a cinco milhões de unidades em todo o mundo. A Samsung também atingiu a liderança do mercado nacional das câmaras compactas no segundo trimestre. Com base na excelência dos nossos produtos inovadores e numa estratégica focada na liderança, atingimos o nosso objectivo. Em 2011, vamos manter o marketing agressivo no mercado das câmaras digitais. Os novos modelos vão ao encontro das necessidades dos consumidores, desde as câmaras mais básicas às de topo de gama. Para reforçar a imagem da Samsung enquanto marca de câmaras fotográficas, a empresa vai continuar a investir em câmaras sem espelho e, ao mesmo tempo, vão estar sempre a ser apresentadas novas e úteis funções aos consumidores portugueses. Fibra | De que forma a Samsung pretende promover a investigação efectuada em Portugal nos seus produtos? A empresa possui algum tipo de cooperação com as universidades portuguesas? WP | A mudança permanente e os produtos e serviços de qualidade superior são vitais para o crescimento sustentado, que, por sua vez, garante o futuro da empresa. Para reforçar a base do nosso crescimento O novo agregador das comunicações

“O desempenho no primeiro semestre de 2011 no mercado português foi o seguinte: manutenção do primeiro lugar destacado nas televisões, aumento significativo da quota de mercado nos telemóveis e um crescimento mais elevado do que o esperado no negócio dos electrodomésticos”

“Temos protocolos com algumas universidades, como a Universidade de Aveiro, o ISCTE e a Universidade Católica de Lisboa. Mas a cooperação local com a I&D baseia-se principalmente nas aplicações”

sustentado, a Samsung Electronics faz um grande investimento em I&D, ao mesmo tempo que mantém uma gestão estratégica de patentes. Em 2010, a Samsung investiu 6,1 por cento das vendas consolidadas em I&D. Actualmente, empregamos cerca de 50.084 empregados ligados à I&D, o que equivale a 26 por cento da nossa força de trabalho global. Em Portugal, a Samsung é uma empresa de marketing e vendas e estamos sobretudo focados em fornecer as melhores experiências aos consumidores. Temos protocolos com algumas universidades, como a Universidade de Aveiro, o ISCTE e a Universidade Católica de Lisboa. Mas a cooperação local com a I&D baseia-se principalmente nas aplicações. Melhorámos os nossos produtos e trabalhamos para apresentar as melhores e mais completas soluções aos nossos clientes. Os conteúdos são cruciais para enriquecer a vida das pessoas e a Samsung trabalha de perto com as entidades locais, como universidades e empresas privadas, para fornecer as experiências mais completas aos consumidores.

“A Samsung Portugal é líder na electrónica de consumo, essencialmente porque trabalha no sentido de ter os melhores produtos e porque responde às necessidades dos clientes”

Fibra | Como analisa as vendas do Samsung Galaxy II em Portugal? É possível saber quantas unidades já foram vendidas? WP | O Samsung Galaxy S II ultrapassou a marca dos cinco milhões de unidades vendidas a nível mundial em apenas 85 dias, o que representa menos 40 dias comparativamente ao tempo que o Galaxy S original levou para alcançar o mesmo número de vendas. Estes números vão continuar a crescer, já que a Samsung acaba de lançar o Galaxy S II na China, o maior mercado do mundo. Não podemos revelar o número de unidades vendidas em Portugal, mas podemos dizer que o Galaxy S II está a demonstrar-se imbatível em termos de quota de mercado e ao nível de aceitação por parte dos consumidores nacionais. O Galaxy S II, à venda desde 8 de Junho, ultrapassou as expectativas mais optimistas e cedo ocupou um lugar de referência no segmento dos smartphones. >>>

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“Em 2011, vamos manter o marketing agressivo no mercado das câmaras digitais. Os novos modelos vão ao encontro das necessidades dos consumidores, desde as câmaras mais básicas às de topo de gama”

Fibra | Como define o mercado das telecomunicações em Portugal? WP | É um mercado muito competitivo. Os consumidores são cada vez mais exigentes e temos de procurar satisfazer estas exigências da melhor forma possível, com produtos inovadores e diferentes da concorrência em termos de qualidade, características e funcionalidades. Por exemplo, em 1998, Portugal foi o mercado escolhido para receber o primeiro equipamento GSM e, em 2004, recebeu o primeiro dispositivo móvel 3G da Samsung. Estamos a aumentar a nossa presença neste mercado e consideramos estar preparados para os desafios futuros, porque trabalhamos constantemente no desenvolvimento de novos produtos que vão ao encontro das necessidades dos clientes.

Fibra | Quais são as ambições da Samsung no que respeita ao crescimento do negócio dos smartphones e dos tablets em Portugal? WP | Em Portugal, é certo que a Samsung continuará posicionada como líder da indústria com os seus dispositivos de gama baixa, média e alta no segmento dos smartphones. Sendo esta uma área de negócio estratégica para a Samsung em Portugal, a nossa expectativa em termos de resultados é sempre atingir o melhor possível. Em 2010, a Samsung foi a marca de maior crescimento em Portugal, com um crescimento superior a 10 por cento. De acordo com os dados da GFK sobre vendas de telemóveis em 2010, somos certamente a marca com maior crescimento no mercado, com uma quota a rondar os 30 por cento. No segmento dos smartphones, sobretudo através do Galaxy S, a Samsung tornou-se num novo player a ter em conta. Fibra | E nas restantes áreas de negócio? WP | Temos a ambição de estar na linha da frente em todas as áreas de negócio.

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“Em Portugal, é certo que a Samsung continuará posicionada como líder da indústria com os seus dispositivos de gama baixa, média e alta no segmento dos smartphones”

Fibra | Qual é a importância de Portugal para uma empresa com a dimensão da Samsung, que emprega aproximadamente 190.500 pessoas em 68 países? WP | O nosso esforço é no sentido de apresentar produtos que vão ao encontro às necessidades da nossa diversificada base de clientes em todo o mundo. Cada subsidiária tem um papel importante na estratégia global da Samsung, uma vez que cada país possui uma estratégia própria e todos juntos somos o sucesso da Samsung Electronics. Portugal é um país inovador com os seus problemas específicos. Dou o exemplo do Samsung Galaxy Tab, que foi apresentado em primeiro lugar aqui e só depois foi lançado na Europa. Este foi um dos primeiros mercados onde atingimos a liderança nos telemóveis, por isso é um bom exemplo da importância local para a empresa em termos globais. Fibra | Quais foram os resultados da Samsung Portugal em 2010 e que previsões têm para 2011? WP | Embora não possamos revelar os dados locais, podemos dizer que o primeiro semestre de 2011 para a Samsung em Portugal foi positivo devido à manutenção da liderança em segmentos de mercado chave e ao aumento da divulgação e da preferência da marca em termos de inovação e tecnologia. O desempenho no primeiro semestre de 2011 no mercado português foi o seguinte: manutenção do primeiro lugar destacado nas televisões, aumento significativo da quota de mercado nos telemóveis e um crescimento

perfil

Uma vida na Samsung Woosoon Park assumiu a presidência da Samsung Electrónica Portuguesa em Janeiro de 2009, ficando responsável pela gestão estratégica da empresa em Portugal. Licenciado em Literatura Francesa, está na Samsung há 30 anos. Foi responsável pelo planeamento de produto da área de telemóveis e de marketing e vendas de telemóveis.

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“O Galaxy S II, à venda desde 8 de Junho, ultrapassou as expectativas mais optimistas e cedo ocupou um lugar de referência no segmento dos smartphones”

mais elevado do que o esperado no negócio dos electrodomésticos, tendo alcançado a liderança no segmento dos frigoríficos side by side. Contudo, considerando as condições gerais do mercado, esperamos o padrão de receitas tradicional de um segundo semestre de 2011 mais fraco. Fibra | Quais são os princípios da política de responsabilidade social empresarial da Samsung no nosso País? Pode dar alguns exemplos? WP | A Samsung acredita que a integração da responsabilidade social empresarial nas actividades de negócio é essencial para o crescimento sustentado e esforça-se por ouvir opiniões de dentro e de fora da empresa e incorporá-las nas iniciativas de responsabilidade social. O novo agregador das comunicações

“Inspire the world, Create the Future” é o nosso compromisso e a nossa missão. Localmente, promovemos várias acções de apoio a algumas instituições. Através dos nossos produtos, podemos promover e pôr em prática um estilo de vida melhor. Demos apoio a algumas instituições como a Casa Sol e as Aldeias SOS. Também somos parceiros do ISN e o nosso apoio é dado através de equipamento de segurança para as praias. Apoiámos igualmente a Floresta Unida para promover um ambiente mais verde. Além disso, participamos em dois programas globais chamados Planet First e Hope for Youth. O Hope for Youth é o programa global da Samsung de 2011 criado para proporcionar melhores oportunidades de saúde e educação a crianças carenciadas de todo o mundo.

“A Europa tem de se adaptar às inovações que estão a surgir e apresentar novos produtos adaptados às necessidades dos clientes. Não diria que a Europa está fora do mercado, mas terá certamente de evoluir para poder competir com a América e com a Ásia”

O Planet First é um compromisso global para se tornar numa das empresas do mundo mais amigas do ambiente em 2013. Fibra | O que é o projecto SIM e qual a sua relevância para a Samsung Portugal? WP | A Samsung Portugal definiu como estratégia para 2011 e para os próximos anos focar-se na criatividade e nas indústrias criativas. Neste sentido, criou o SIM – Movimento pela Criatividade em Portugal, um projecto que pretende promover e incentivar o desenvolvimento da criatividade em Portugal. Com este projecto, a Samsung pretende transmitir a sua essência (inspirar e enriquecer a vida das pessoas) através das indústrias criativas. O objectivo desta iniciativa é criar uma relação com os consumidores >>>

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através da tecnologia Samsung. O Movimento SIM pretende modificar as manifestações de criatividade existentes, através do uso da tecnologia e dos produtos da Samsung. Trata-se de um movimento catalisador que quer melhorar a experiência dos eventos tal como os conhecemos e que podem melhorar ainda mais através da nossa inovação. Claro que também vamos criar os nossos próprios eventos.

“O mercado global das telecomunicações está sempre em evolução. É um mercado sempre aberto a novas tecnologias e inovações”

Com este projecto, a Samsung esteve na Who Gallery com André Sier, no IndieLisboa, nas Marchas de Lisboa, na exposição 2FACES, os nossos produtos serviram de tela à arte de Paulo Arraiano, SP e Catarina Wallenstein deram voz ao nosso hino e lançámos um prémio de empreendedorismo. O vencedor do Prémio SIM será conhecido em Novembro, após todos os projectos serem avaliados por um prestigiado júri.

MOVIMENTO SIM

Criativos procuram-se

“O Samsung Galaxy S II ultrapassou a marca dos cinco milhões de unidades vendidas a nível mundial em apenas 85 dias, o que representa menos 40 dias comparativamente ao tempo que o Galaxy S original levou para alcançar o mesmo número de vendas”

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Comercial), Storytaillors (estilistas), João Nobre O que é que o IndieLisboa, as Marchas Popu(Teratron), Beatriz Batarda (actriz) e Gonçalo Walares de Lisboa, o sistema operativo Android, o ddington (actor). Uma das outras iniciativas ligaartista de street art Paulo Arraiano e a Fundação das ao Movimento SIM é o “Power to the logo”, de Serralves têm em comum? Todos eles estão em que três artistas nacionais são convidados a ligados ao Movimento SIM, um projecto da Safazer isso mesmo: power to the logo. O primeimsung que procura promover e impulsionar o ro artista é Paulo Arraiano, que criou a sua indesenvolvimento da criatividade em Portugal. terpretação do SIM em graffiti utilizando como Conta com o apoio de diversas entidades culpano de fundo produtos Samsung integrados no turais e personalidades criativas e prevê a atriskyline de uma cidade: frigoríficos, máquinas de buição de um prémio SIM. Segundo a Samsung, lavar roupa, máquieste prémio tem “a nas de lavar louça e ambição de dinamicroondas. Paulo mizar projectos naArraiano, também cionais e pretende conhecido como não só promover Yup, é um dos mais a produção criatidestacados artisva nacional como tas de street art em também estimular Portugal. Segundo a economia portua empresa, o resulguesa contribuindo tado não podia ser para a afirmação mais surpreendente da Identidade de e inesperado: “Pauum Portugal criatilo Arraiano transvo”. O vencedor reformou electrodoceberá um prémio mésticos Samsung de 25.000 euros. Artista Paulo Arraiano - interpretação do SIM em graffiti utilizando numa verdadeira Os projectos serão como pano de fundo produtos Samsung integrados obra criativa atraavaliados por um no skyline de uma cidade vés de um procesjúri que reúne perso performativo que resultou da inspiração do sonalidades com talento reconhecido no sector artista naquele momento”. No âmbito do SIM, das indústrias criativas: António Câmara (CEO a Samsung foi parceiro tecnológico do IndieLisYDreams Portugal), Carlos Oliveira (presidenboa’11, proporcionou uma nova forma de ver as te da Associação Portuguesa de Profissionais Marchas de Lisboa, desenvolveu uma aplicação de Marketing), Marta Costa (arquitecta), Guta mobile para o sistema operativo Android que vai Moura Guedes (presidente da Experimenta Depermitir ao utilizador compor ilustrações divertisign), Francisco Maria Balsemão (presidente da das e originais e tornou-se parceiro tecnológico Associação Nacional de Jovens Empresários), da Fundação de Serralves. Pedro Ribeiro (director de programas da Rádio

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CRONOLOGIA

A Samsung em Portugal

1982

1983

1985

Assinatura do contrato para formação da Joint-Venture; Estabelecimento da fábrica de televisores e início de produção em Alcoitão; Concessão da licença PAL; Primeira exportação de televisores para a Holanda e Dinamarca; 200.000 televisores a cores produzidos na fábrica de Alcoitão;

1986

Valor de vendas de quatro milhões de dólares/mês;

1989

Um milhão de televisores a cores produzidos na fábrica de Alcoitão;

1992

Transferência da fábrica para Inglaterra. Produção total de 1650 K unidades; Estabelecimento de unidade comercial de Electrónica de Consumo para mercado nacional;

1993

Entrada no mercado de Sistemas de Informação e Telecomunicações;

1994

Aquisição dos 10% da MRI (100% SAMSUNG);

1996

Nomeação do Director-Geral Ibérico Sang-Jin Park;

1997

“A Samsung Portugal definiu como estratégia para 2011 e para os próximos anos focar-se na criatividade e nas indústrias criativas. Neste sentido, criou o SIM – Movimento pela Criatividade em Portugal, um projecto que pretende promover e incentivar o desenvolvimento da criatividade em Portugal”

Nomeação de Presidente Local Jung Bog Lee; Volume de vendas atingido: 100 milhões de dólares;

2001

Mudança de instalações para Queijas;

2006

Mudança de instalações para o Lagoas Park (Porto Salvo);

2009

Nomeação do novo Presidente da SEP – Mr. Woo Soon Park.

Fonte: Samsung Electrónica Portuguesa

Fibra | Globalmente, o mercado das telecomunicações enfrenta grandes alterações com novos produtos a aparecerem todos os dias e com a luta implacável pela conquista de novos clientes. Como vê a evolução deste mercado globalmente? WP | O mercado global das telecomunicações está sempre em evolução. É um mercado sempre aberto a novas tecnologias e inovações. Este movimento constante é muito positivo, porque as marcas têm de trabalhar na pesquisa e no desenvolvimento de novas abordagens para ultrapassarem os desafios que surgem e, desta forma, apresentarem produtos O novo agregador das comunicações

“Embora não possamos revelar os dados locais, podemos dizer que o primeiro semestre de 2011 para a Samsung em Portugal foi positivo devido à manutenção da liderança em segmentos de mercado chave e ao aumento da divulgação e da preferência da marca em termos de inovação e tecnologia”

cada vez melhores. A Samsung continuará a trabalhar neste sentido para fornecer os melhores produtos. FP | O negócio dos smartphones é dominado pelas empresas norte-americanas e asiáticas. Isto significa que a Europa já está fora da corrida ou ainda tem uma palavra a dizer neste sector? WP | A Europa tem de se adaptar às inovações que estão a surgir e apresentar novos produtos adaptados às necessidades dos clientes. Não diria que a Europa está fora do mercado, mas terá certamente de evoluir para poder competir com a América e com a Ásia. Setembro 2011

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Consumo

Do Groupon ao Planeo Além de reunir todas as ofertas num só lugar, uma das grandes mais-valias do wOne.pt é a possibilidade de subscrever uma newsletter diária que reúne todos esses descontos. Melhor do que isso, é ser possível escolher apenas as áreas de maior interesse para cada utilizador, seleccionando-as previamente Foi lançado recentemente o wOne.pt, um agregador de compras colectivas. Gerido pela Wone – projectos online, Lda., o wOne.pt foi criado com o objectivo de reunir os descontos dos vários sites deste género, economizando tempo e permitindo conhecer as ofertas mais facilmente. Com o crescimento do número de sites de compras colectivas tornou-se difícil acompanhar todas as oportunidades. Uma viagem para o México com desconto de 40 por cento na Letsbonus, 84 por cento de desconto em pressoterapia na Goodlife, ou uma massagem para dois por apenas 30 euro no Odisseias, não eram nada fáceis de ter conhecimento, até porque não é muito agradável receber dezenas de emails com os descontos, um por cada site. Assim, com a ausência de tempo e paciência para consultar diariamente todos os sites, desperdiçavam-se bons descontos. Além de reunir todas as ofertas num só lugar, uma das grandes mais valias do wOne.pt é a possibilidade de subscrever uma newsletter diária que reúne todos esses descontos. Melhor do que isso, é ser possível escolher apenas as áreas de maior interesse para cada utilizador, seleccionando-as previamente. Deste modo, o consumidor não receberá um email com descontos em desporto, por exemplo, se não estiver interessado nessa área. Ou seja, além de receber todas as promoções reunidas num só email, recebe as que realmente lhe agradam. Além das vantagens evidentes para os utilizadores, o wOne.pt possibilita aos sites que oferecem descontos colectivos chegar ao 36

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“No que diz respeito à aparência e funcionalidade o site permite escolher entre duas formas de visualização: uma opção que permite observar as promoções com uma descrição e um outro modo mais resumido e sucinto no qual as promoções surgem aos pares no ecrã”

“O sector das compras colectivas está em franco crescimento em Portugal existindo já dezenas de sites que oferecem este tipo de serviços”

seu público alvo de uma maneira mais directa e eficiente. No que diz respeito à aparência e funcionalidade, o site permite escolher entre duas formas de visualização: uma opção que permite observar as promoções com uma descrição e um outro modo mais resumido e sucinto no qual as promoções surgem aos pares no ecrã. A simplicidade e o poder de escolha foram sempre tidos em conta no estudo do projecto wOne.pt. Mas afinal o que são compras colectivas? Os sites de compras colectivas oferecem anúncios diários com descontos normalmente superiores a 50%. O utilizador pode então adquirir um serviço/ produto com um desconto bastante convidativo, recebendo depois do pagamento um voucher que lhe permite usufruir da sua compra. O sector das compras colectivas está em franco crescimento em Portugal existindo já dezenas de sites que oferecem este tipo de serviços. Inicialmente o modelo usado por grande parte dos sites era baseado no desconto de quantidade, segundo o qual atingindo um número estabelecido de compradores era conseguido um desconto. Este conceito original tem vindo a desvanecer-se, actualmente a grande parte destes sites estão concentrados em disponibilizar serviços com descontos bastante interessantes, a preços acessíveis para o grande público e quase imediatamente activos. Depois de uma primeira desconfiança, por parte das empresas prestadoras dos serviços, ao aparecimento deste modelo de negó-

Bruno Machado gerente da wOne.pt

cio, este conceito é agora mais facilmente aceite podendo ser uma oportunidade para escoar os produtos nas épocas baixas, conseguindo assim criar algum dinamismo ao negócio e claro sendo um investimento publicitário com resultados muito directos e claros. Estando o sector das compras colectivas a crescer em Portugal e sendo já muitos os sites que oferecem este serviço, perspectiva-se que o wOne.pt seja cada vez mais útil. O portal inclui a maior parte dos sites que oferecem descontos em grupo no nosso País: desde o pioneiro global Groupon até ao mais recente Planeo. O novo agregador das comunicações


FinanCial Portugal.com

Consultoria Global de ComuniCação FinanCeira O mercado português de Operações Financeiras conta agora com a presença de uma das “majors” mundiais de Conselho em Comunicação e Public Relations. A Hill & Knowlton está presente em 44 países com uma oferta disponível em 80 escritórios e 50 associados. Uma equipa dos seus escritórios de Nova Iorque, Londres e Hong Kong, sob a responsabilidade directa de reputados especialistas Andrew Laurence e Cesare Valli, apoia a oferta de Privatizações e outras operações financeiras do Estado e das principais companhias nacionais. Financial Portugal integra os recursos reconhecidos da LPM Comunicação, a consultora líder do nosso mercado, e da Nextpower, a referência de Consumer Generated Marketing. Com o centro de decisão em Portugal, a experiência da equipa e a relevância da rede asseguram uma resposta única aos grandes desafios estratégicos e económicos que os decisores políticos e as companhias portuguesas enfrentam.

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Lisboa, Nova iorque, LoNdres, HoNg KoNg Conselho em Comunicação em operações financeiras, nacionais e internacionais: privatizações, fusões, aquisições e reestruturações empresariais

LPM Comunicação SA Edifício Lisboa Oriente - Av. Infante D. Henrique, n.º 333 H, 49 | 1800-282 Lisboa - Portugal T. +351 218 508 110 | F. +351 218 530 426 | lpmcom@lpmcom.pt | www.lpmcom.pt


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Oito empresas portuguesas em ranking de investimento As empresas portuguesas PT, Bial, Caixa Geral de Depósitos, EDP, Crédito Agrícola Financial, Novabase, Martifer e Brisa fazem parte do ranking europeu das mil maiores investidoras em Investigação e Desenvolvimento, em 2009. A Portugal Telecom foi a companhia nacional que mais investiu, com um total de 213 milhões de euros. No topo da lista estão a Volkswagen, a Nokia e a Sanofi-Aventis. Prevê-se que o investimento para 2011/2013 aumente cinco por cento, mais do que o dobro previsto nas previsões para o ano passado.

Vodafone é a que mais factura por cliente A Vodafone é a operadora móvel que mais factura por cliente em Portugal, com cerca de 15,1 euros mensais, face aos 12,6 da TMN e da Optimus. A receita média por cliente das três operadoras concorrentes continua, no entanto, a registar quebras, seguindo a tendência dos últimos trimestres. Os tarifários que permitem comunicações ilimitadas entre clientes da mesma rede telefónica obrigam a uma redução dos preços, podendo, por isso, estar na origem das descidas, que levam as empresas a adoptar políticas de redução de custos e investimento.

HP abandona tablets e smartphones A HP anunciou duas medidas que podem representar uma das maiores transformações da empresa nos últimos anos. Além de estar à procura de alternativas para a divisão de PC, considerando um eventual spin off, vai também descontinuar o fabrico de dispositivos com o sistema operativo WebOS. O término do WebOS vai levar ao abandono do tablet TouchPad, dos smartphones Pre e de outros produtos baseados no sistema operativo móvel. A HP comunicou também o investimento de cerca de sete mil milhões de euros na empresa de desenvolvimento de software empresarial Autonomy.

Google compra Motorola A Google comprou a fabricante de telemóveis Motorola, por 8,7 milhões de euros. O negócio teve um grande impacto para os consumidores devido à expectativa de uma reviravolta no mercado móvel. A aquisição da Motorola é mais um passo da Google no sector das comunicações móveis, depois da criação do sistema operativo Android, em 2007. Além de software, a empresa vai poder agora desenvolver também o hardware. Espera-se que a Google aproveite esta potencialidade não só para smartphones e tablets, mas também para o fabrico do suporte físico da futura Google TV.

Receitas do LinkedIn crescem 120% As receitas da rede social profissional LinkedIn aumentaram mais de 120 por cento no segundo trimestre de 2011, superando as expectativas dos analistas após a entrada da empresa na bolsa. Os serviços e as subscrições premium, como a publicidade, renderam mais de 121 milhões de dólares, cerca de 84,5 milhões de euros. O valor das acções também aumentou, de quatro para sete cêntimos. A rede social conta, neste momento, com 115,9 milhões de utilizadores. 38

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pessoas Steve Jobs já não é ceo da Apple. O fundador da empresa mais valiosa do mundo comunicou a decisão ao conselho de administração da Apple e cedeu a liderança executiva da empresa ao número dois, Tim Cook, que desempenhava funções de chief operating officer. “Sempre disse que se chegasse o dia em que não conseguisse cumprir com as minhas funções e expectativas como presidente executivo da Apple, seria o primeiro a informar-vos. Infelizmente, esse dia chegou”, declarou Steve Jobs, agora chairman da empresa. O agravamento do estado de saúde de Jobs, devido a um transplante de fígado, em 2009, e uma possível reincidência de cancro no pâncreas, já fazia prever o afastamento. António Crespo foi nomeado vice-presidente e director-geral da HP para a Região Ibérica. Nos últimos dois anos, o executivo foi responsável pela unidade de negócio Enterprise Services em Portugal e na Espanha e conquistou importantes projectos, novos clientes e um crescimento significativo da quota de mercado da HP na região. António Crespo, há 23 anos na empresa, ocupou posições na área financeira e chegou a desempenhar o cargo de director financeiro da HP Ibéria. Priya Narasimhan vai liderar um dos dois novos centros de pesquisa Intel Science, nomeadamente na área de sistemas incorporados. O outro centro, na área do cloud computing, fica ao cargo de Gregory Ganger, professor da Carnegie Mellon University. Priya, também professora na mesma universidade, é investigadora, em conjunto com João Paulo Cunha, do projecto Vital Responder, no âmbito do programa Carnegie Mellon Portugal, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. O novo agregador das comunicações


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Malware no Android aumenta 76% O Android é o sistema operativo que mais cresceu em termos de ameaças de segurança, com 76 por cento, segundo o último relatório trimestral da McAfee. Ainda de acordo com a mesma pesquisa, o aumento do número de ameaças deve reflectir a crescente popularidade do sistema. A McAfee alerta para o facto de os hackers poderem ameaçar a segurança de um smartphone através de várias funções, como “aplicações de calendário, aplicações de comédia, mensagens SMS e actualizações falsas ao Angry Birds”.

Farto de informação negativa que só lhe provoca mal-estar, ansiedade e stress? A melhor terapia é assinar o Fibra. Porque, neste caso, a informação dá-lhe prazer. A assinatura do Fibra inclui um programa gratuito de relaxamento e diversão na Odisseias. É uma oportunidade única para, gratuitamente, melhorar a saúde física e mental.

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Donos de BlackBerry querem iPhone Um estudo da Piper Jaffray avança que 67 por cento dos donos de smartphones BlackBerry querem trocar para um iPhone, da Apple. Dos 216 utilizadores inquiridos, apenas 26 por cento pretendem manter o aparelho da Research in Motion. O contraste relativamente aos adeptos da Apple é evidente, já que 94 por cento de donos de iPhone não pensam mudar de marca. O novo agregador das comunicações

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McAfee denuncia ciberataques A empresa de segurança informática McAfee identificou uma nova onda de ataques informáticos que lesou os sistemas de 72 organizações públicas e privadas de todo o mundo. Alguns especialistas chegam a atribuir a um governo a responsabilidade dos ataques, que ocorreram durante, pelo menos, cinco anos. O relatório publicado pela McAfee, da autoria de Dmitri Alperovitch, apresenta uma lista com os alvos, onde constam vários governos, organizações internacionais como a ONU ou a Associação Nações do Sudeste Asiático, entidades desportivas e empresas com negócios em vários sectores.

Nexus 3 pode chegar em Outubro A fuga de informação do roadmap de lançamentos da Samsung veio reforçar os rumores sobre o lançamento do próximo smartphone da Google. A imprensa internacional avança que o modelo GT-I9250 será o sucessor na linha Nexus e que pode chegar ao mercado em Outubro. O smartphone deve ser equipado com o sistema operativo Android 4.0 Ice Cream Sandwich, um ecrã Super AMOLED de 4,65 polegadas, 720p de resolução e processador dual core de 1,5GHz.

Vendas de PC em queda As vendas de computadores pessoais estão em queda na Europa. No segundo trimestre deste ano, os fabricantes enviaram para as lojas 12,7 milhões de unidades, menos 18,9 por cento face ao período homólogo de 2010. Os dados foram avançados pela consultora Gartner, que concluiu que o mercado sofreu “com a fraca procura, tanto no sector profissional como no doméstico, ao mesmo tempo que enfrentou as consequências do excesso de inventário de 2010”. A Apple foi a excepção à regra.

Vinci Genius cria tablet para crianças A empresa Vinci Genius criou o Vinci Tab, um tablet para crianças até aos três anos que já está à venda no site Amazon. O equipamento apresenta características adaptadas à utilização pelos mais novos, como o ecrã táctil de sete polegadas protegido por uma moldura num material macio. O produto foi construído com materiais não-tóxicos e não tem ligação Wi-Fi ou 3G, a pensar na segurança dos pequenos utilizadores, já que os pais podem assim controlar totalmente os conteúdos a que as crianças podem aceder.

240 mil usam smartphones em Portugal Já são 240 mil os portugueses que utilizam smartphones, representando 2,8 por cento do total de residentes em Portugal, a partir dos 10 anos, que possuem telemóvel. Os números foram avançados pela Marktest, no Barómetro das Telecomunicações, e dizem respeito ao quadrimestre móvel de Junho de 2011. A análise revela também que 28 por cento dos indivíduos com telemóvel utiliza um terminal 3G e que 23,9 por cento usa um equipamento que, não sendo 3G, permite aceder ao portal do operador. 40

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Chip da IBM aprende com cérebro humano A empresa americana IBM anunciou o desenvolvimento de um chip que imita o funcionamento do cérebro humano. O dispositivo permite fabricar computadores capazes de aprender com a experiência do utilizador, que vão consumir menos energia e serão mais compactos do que os actuais. Já foram fabricados dois protótipos do chip, que actualmente ainda estão a ser testados.

22% dos lares portugueses falam pela net Cerca de 530 mil lares em Portugal utilizam a Internet para fazer chamadas de voz, de acordo com o Barómetro de Telecomunicações de Junho de 2011. Os dados da Marktest especificam que 22,2 por cento dos lares portugueses, número que se traduz para 528 mil casas com Internet, utiliza este meio para contactar com terceiros.

Windows 8 vai ter app store O futuro sistema operativo da Microsoft, o Windows 8, vai ter uma loja de aplicações associada. O anúncio foi feito por Steven Sinofsky, presidente do Windows e do Windows Live, no blogue Building Windows 8, dedicado ao desenvolvimento do novo sistema. O desejo da Microsoft de competir com a Apple no mercado dos conteúdos já era conhecido. O novo agregador das comunicações


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SÉRIES

©2007-2008 Twentieth Century Fox Film Corporation

Fernando Saraiva é fã d’Os Simpsons

Numa tentativa de procurar momentos de descontracção, gosto de ver alguns episódios dos Simpsons nas manhãs do fim-de-semana. Aprecio a forma como constantemente nos proporcionam momentos de boa disposição com algumas gargalhadas à mistura. O estilo de apresentação de temas, assim como a forma aparentemente inacabada dos desenhos, fazem desta série um caso raro de sucesso. “Os Simpsons” têm um impressionante histórico. Está em exibição desde 1987, o que a torna a série com a maior longevidade nos Estados Unidos da América. Conta com 22 temporadas num total de 486 episódios e diversos prémios, tendo-lhe sido concedida uma estrela no famoso Hollywood Walk of Fame. Um curriculum impressionante se tivermos em conta que os desenhos são pouco mais do que esboços feitos inicialmente pelo autor da série. Sem dúvida um sucesso e uma capacidade de reinvenção e adaptação aos novos tempos, que podem ser muito inspiradores tanto em termos pessoais como profissionais.

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Fernando Saraiva Pre-Sales Manager na ROFF, onde está desde 1997. Já desempenhou funções de coordenador de consultoria SAP e gestão de projecto em diversos projectos nacionais e internacionais. É licenciado em Gestão e detém uma pós-graduação em sistemas de informação

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hoBBy

Pedro Silveira

Tudo começou quando Pedro Silveira, com 21 anos, comprou a sua primeira Playstation e a ligou na casa de um amigo. Depois de todos os cabos ligados, começaram a jogar Doom um contra o outro e, a partir desse dia, Pedro percebeu que a adrenalina da competição eletrónica era algo muito entusiasmante. Cresceu com o ZX Spectrum e com todas as consolas que foram saindo durante a sua juventude. Os videojogos e a competição passaram a fazer parte da sua vida e um dia, num encontro, descobriu que um dos jogadores da sua equipa (que só conhecia pelo nick) de Unreal Tournament 99 era o seu professor de matemática da altura. Este hobby acabou por dar origem à sua empresa de entretenimento tecnológico, a E2Tech, que organiza o maior festival de videojogos em Portugal - o MEO XLPARTY. Hoje, muito devido aos seus três filhos, Pedro tem alguma dificuldade em praticar, mas consegue sempre dedicar um pouco das suas noites de fim-de-semana a dar uns tiros no Counter Strike ou a marcar uns golos no PES 2011. Mas Pedro não joga só com o rato e o teclado: também pratica futebol de 11 no relvado sintético do Quintajense, em Palmela, com os amigos todas as semanas. E, sempre que possível, acompanha ao vivo o seu clube, Sporting Clube de Portugal.

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Pedro Silveira Nasceu no dia 3 de Junho de 1975 e especializou-se em Desporto no Ensino Secundário. Formou-se depois em Gestão de Equipas de Vendas pelo GIEM. Iniciou o seu percurso profissional na Minolta Portugal, em 1998, como gestor de grandes contas. Em 2000, ingressou como director comercial na Media Capital Outdoor e, em 2007, fundou em sociedade a E2Tech, Lda, onde ocupa o cargo de ceo.

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Restaurante

Manuel Falcão director-geral da Nova Expressão

Há culpa no prazer? Guilty

Em resumo, o local cumpre nas propostas que apresenta, muitas das vezes, há que reconhecer, com imaginação e brio na manutenção da qualidade dos ingredientes. Isto é fast food feita por quem gosta de saborear.

Rua Barata Salgueiro, nº 28. Lisboa Tel. 211 913 590 http://www.facebook.com/pages/ Restaurante-Guilty/200564859976128 Segunda a Domingo: 12h00 - 15h00 Domingo a Quinta: 19h00 - 01h00 Sexta e Sábado: 19h00 - 02h00

E quem está?

Nesta Lisboa da segunda década do segundo milénio poucos sabem fazer um restaurante com glamour, qualidade e sucesso como Olivier. A Avenida da Liberdade e seus arredores estão a ser prova disso mesmo. A mais recente aventura de Olivier chama-se Guilty e fica na Rua Barata Salgueiro, onde em tempos já muito idos esteve um dos precursores dos hambúrgueres em Lisboa, o Great American Disaster. O Guilty também tem hambúrgueres de variada forma, mas não é esse o principal tema da conversa. Antes de mais, a geografia. Depois do D’Oliva e do Sushi Café, o Guilty completa a oferta da Barata Salgueiro, tornando-a na artéria da cidade com maior número de restaurantes abertos em 2011.

recta. Com vários bancos por perto e até operações de Bolsa a curta distância, poder-se-ia pensar que o PSI 20 estava em alta – no entanto, como se sabe, não é nada disso que se passa. Seja como for, o Guilty não se sente culpado de nada disto e, desde que abriu, em Abril passado, está a ser um êxito. A decoração, de Sofia Costa, deu ao local um ar entre o armazém e a instalação industrial, metade tapada e a recato, parte a descoberto quando o tempo o permite e um belo bar central, de onde se pode observar quase tudo. Nas noites de sexta e sábado, a cozinha fecha mais tarde e um DJ residente aquece os ânimos quando a temperatura exterior está de molde a lembrar a crise.

O conduto? Em termos gastronómicos, o Guilty apresenta-se como casual food with a twist. O tal twist aparece, por exemplo, no calzone de alheira, nos papardelle de leitão e ervilhas tortas ou na pizza branca com trufas pretas. O leque de entradas é vasto, mas a tábua mediterrânica é sempre uma boa opção a qualquer hora, fim de tarde incluído. De resto, há saladas apetitosas, predominantemente consumidas pelas clientes, hambúrgueres de boa qualidade, predominantemente consumidos pelos clientes, e pizzas variadas consumidas democraticamente por todos – destaque para a finíssima e bem cozida massa da pizza e a mão comedida que evita os exageros de mozzarella.

Politicamente incorrecto?

BANDA SONORA

Nestas noites de Verão, a Barata Salgueiro deve ser a rua com maior animação da cidade e, seguramente, pelo menos a partir da noite de quinta-feira, a que tem estacionados maior número de Porsches, Ferraris e descapotáveis de várias raças. Nesta época de crise não é uma rua particularmente dada a poupanças e um visitante dogmático poderia até achar a vizinhança muito pouco politicamente cor-

Ora aqui está um grande disco para cocktails de fim de tarde. O pessoal de “Mad Men” deve ter ouvido isto um par de vezes. Oscar Peterson foi um dos grandes pianistas do jazz e deixou o seu estilo muito próprio bem marcado na série de discos que fez dedicados aos grandes compositores norte-americanos do pós-Guerra. Entre 1954 e 1959, Peterson revisitou quase todo o repertório conhecido como “The Great American Songbook”. Este disco, dedicado à obra de Jerome

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A frequência do almoço é completamente profissional, dos numerosos escritórios em redor, a do fim de tarde é a mesma mas mais descontraída, já com uns rapazes a olharem para umas raparigas, umas raparigas a olharem para uns rapazes e todas as outras permutações de que se lembrem entre os 30 e 40 anos. A da noite é outra conversa, mais virada para o início de uma jornada de prazer – digamos que, se há local hedonista em Lisboa, neste momento o Guilty encaixa que nem uma luva. O chá frio é muito celebrado, a imperial é bem tirada, o vinho a copo é regular, o serviço é brasileiramente simpático e a carta de vinhos é mediana – muito mais modesta do que a bela parede forrada a tampas de caixas dos melhores vinhos portugueses de todas as regiões deixaria adivinhar. Custo da operação: 20 a 25 euros ao almoço, 30 a 40 euros ao jantar. Ao fim de tarde fazem-se todas as loucuras, portanto não registo o preço.

Oscar Peterson revisita Jerome Kern Kern, foi gravado em 1959 e inclui temas como “I Won’t Dance”, “The Song Is You” “Ol’ Man River”, “Smoke Gets Into Your Eyes” e “The Way You Look Tonight”. Já agora o disco é a prova de que um intérprete sabe dar a volta às canções, mostrando o que estava escondido. É o que Oscar Peterson faz, muito bem, a estes temas de Jerome Kern.

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Viajantes

Israel

A cúpula da Rocha no topo do Monte do Templo, com o monte Zion por trás

Fiéis junto à pedra da unção na Igreja do Santo Sepulcro

Família lê a Tora junto ao Muro das Lamentações

A flutuar no Mar Morto

Israel surgiu na sua vida através de um projecto da Compuware em que pediam um voluntário para lá trabalhar durante 15 dias. Visitar uma cidade como Jerusalém e a curiosidade sobre o Mar Morto fizeram com que Pedro Jacinto se oferecesse para o cargo e deixasse de lado o “receio em relação à instabilidade política do país”. Quando chegou, constatou que facilmente se encontravam seguranças armados em simples bares ou restaurantes (basicamente qualquer local público) e a atitude receosa voltou. No entanto, a atitude das pessoas com quem se cruzava era tão descontraída que rapidamente adoptou essa mesma postura e simplesmente ignorava a segurança. “Aliás, em conversas com pessoas locais apercebi-me de que provavelmente estava mais seguro ali do que em Lisboa. Quando lhes mencionei o receio de ser assaltado que sentira numa madrugada, ao passear pelo parque da cidade com a minha máquina fotográfica e sem ninguém por perto, olharam para mim com espanto e perguntaram-me ‘mas porque é que alguém iria fazer isso? É normal isso acontecer de onde vens?’”, recorda Pedro Jacinto. “Saber que pouco mudou em mais de 1000 anos, e que certas ruas existem mesmo há mais de 2000 anos, que provavelmente andei a pisar as mesmas pedras que Jesus, Maomé, o Rei David ou mesmo Salomão, tornou a experiência algo mágico, algumas vezes mesmo irreal”, conta. Pedro Jacinto recomenda o Mar Morto, onde “é obrigatório ir à água boiar um pouco (mergulhos são difíceis e desaconselhados por causa do ardor nos olhos)”. Para comer e beber, sugere a german colony, uma zona “pejada de pequenos restaurantes e bares acolhedores”, frequentados principalmente por gente jovem. 44

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O deserto da Judeia

Pedro Jacinto Licenciado em Engenharia Eletrotécnica, saiu directamente do ISEL para a Compuware como técnico de helpdesk em 1999, a tempo do “bug do milénio”. Um ano depois, era consultor pré-venda na área de software mainframe, que trocou recentemente pelo ambiente distribuído, mas mantendo-se na Compuware

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montra

Chilli Beans em madeira e bambu A Chilli Beans apresenta uma linha especial criada por um dos mais importantes nomes da moda brasileira: o estilista Alexandre Herchcovitch. A parceria com o estilista brasileiro resultou em modelos exclusivos e inovadores, cujas texturas simulam a madeira e o bambu: é o caso de um modelo inspirado nuns aviator – um entre os seis primeiros óculos criados pelo estilista – que possuem a armação em bambu.

Tempo com glamour A Eletta reforçou a sua linha Glam com três novos modelos, num design mais sofisticado com detalhes de excelência e glamour. Os modelos Glam, com caixa de aço de 43 mm, braceletes em pele e indexes prateados ou dourados, possuem funções de cronógrafo, horas, segundos e data, tendo sido desenvolvidos para estarem em sintonia com as tendências do mercado.

Um cenário de elegância A colecção Outono/Inverno 2012 do estilista Miguel Vieira é baseada em dois temas, que retratam ambientes de requinte e sofisticação: “O Perfeito Anfitrião”, em que o cenário seria uma sumptuosa mansão aristocrática; e “Uma Noite na Ópera”, o prestigiado evento social onde predomina a elegância. As jóias, ornamentadas e ilustres, fundem-se com as peças de vestuário, num estilo quase poético, mas moderno.

Literary Art Deco A Paperblanks – marca de agendas e notebooks – lançou uma colecção inspirada na Art Déco, trazendo de volta movimentos artísticos dos anos 20 e 30, através dos padrões em mosaico, delicadamente ornamentados em pele pintada a dourado. Serenade e Ballad são os blocos que, para já, constituem a colecção, inspirados na ópera Contes d’Hoffman e no livro Les ballades françaises, respectivamente.

Vodafone Music Com uma interface simplificada e extremamente apelativa, a loja Vodafone Music possui uma completa oferta de música online no mercado nacional e, com a sua renovação, faculta agora o acesso a mais de seis milhões de músicas das principais editoras nacionais e internacionais. A Vodafone Music permite adquirir faixas mp3, para ouvir em qualquer computador, telemóvel ou leitor mp3 (incluindo iPod). O novo agregador das comunicações

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O mundo à minha procura

iPad É provavelmente o gadget que mais utiliza, especialmente para se informar: “Não me deito sem saber o que se passou no mundo. Sou um bocadinho fanático e irrita-me que aconteçam coisas sem ninguém me avisar.” Ser cronista do Diário Económico também o obriga a “estar sempre atento ao que se passa no mundo todos os dias”. Usa o iPad em casa, em espectáculos, apresentações e conferências

iPhone 4 Da operadora Optimus, é um gadget obrigatório para Nilton. Nele consulta emails, navega na Internet e nas redes sociais, capta fotografias e vídeos. Também usa o iPhone “como iPod” e nele ouve de tudo, desde “as coisas mais estranhas, como Wim Mertens ou Balanescu Quartet, até Seu Jorge ou Racionais MC”. Considera-se bastante eclético, mas dá especial atenção aos artistas portugueses

Nixon Usa sempre relógio, desde que seja grande, e a americana Nixon é a marca de eleição: “Para mim é um gadget, não sou capaz de sair de casa sem relógio”

Wi-fi da Kanguru Já que pode ser ligada a cinco periféricos, usa-a para todos os gadgets. “É útil porque viajo muito e assim tenho sempre Internet, tanto no iPhone, como no iPad e no computador”, explica Nilton

Portátil Tem um Samsung Série 9 e um Mac, que usa para edição de vídeo. O PC é “o segundo melhor amigo”, pelas muitas horas que passa a escrever. “Deve ser a coisa com que passo mais tempo”, brinca 46

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Nilton Nilton, 39 anos, natural de Nova Lisboa, Angola. Apelido, não se conhece, mas dispensa-se. Humorista há 10 anos, “quase a fazer 11”, começou a escrever comédia quando tinha 18. O sonho, esse, já não era novidade: “Em miúdo escrevia e enviava coisas para o Herman.” Quando percebeu que os textos “não iam chegar a lado nenhum”, decidiu progredir e abraçou a stand-up comedy. Numa noite, durante um espectáculo no teatro “A Barraca”, apareceu Júlio César, “talvez a pessoa mais importante” da sua carreira, que o contratou e “pagou o suficiente” para que pudesse apostar na comédia como profissão. “Não conseguir viver sem gadgets parece-me demasiado forte”, explica. Não é viciado, mas é um grande fã.

Cadernos Na tentativa de “manter o analógico”, porque “hoje em dia é tudo tão digital, que parece que não se dá valor ao papel”, Nilton anda sempre com um caderno, mania que quer manter. Usa-o para apontar ideias para piadas ou sketches e desenhar. “Antes havia aquele charme em torno da marca Moleskine, mas agora qualquer coisa serve, desde que seja de papel reciclado”, explica

Máquina fotográfica Tem duas, uma Nikon D300s e uma Sony NEX5. Apesar de ter material profissional, a fotografia é apenas um hobby para quando a inspiração aparece e um gosto que herdou do avô

Hobby Tem vários modelos de helicópteros e aviões telecomandados, tanto eléctricos, como a nitrometano, o combustível usado neste tipo de motores. É dono de dois aviões, um Piper Cup e um Alpha 40, e de helicópteros RC e RC Heli 2 O novo agregador das comunicações


Fibra, 9  

Jornal Fibra, Nº 9

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