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P U B L I C A Ç Ã O M E N S A L | 2 0 8 | M a r ço ’ 1 4

FARMÁCIA para o seu bem-estar

Incontinência

Pingos indesejados

Contracepção

Prevenir uma gravidez

Alergias

Espirros de Primavera


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FARMÁCIA para o seu bem-estar

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PERDAS EMBARAÇOSAS

editorial

OLHOS NOS OLHOS

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DIÁLOGO DO CONSUMIDOR

produtos

O embaraço associado à incontinência urinária é ainda sentido por muitas pessoas.

Espelho da nossa alma e da nossa saúde, é fundamental estarmos atentos aos nossos olhos.

Empreendedorismo sinérgico

A dor de ouvidos no bebé e na criança pequena.

34 inspire, expire O Dia Mundial da Tuberculose.

22 08 CONTRACEPÇÃO

Há muitas formas e métodos de contracepção para prevenir uma gravidez.

Espirros de primavera

A época primaveril traz espirros, comichão nos olhos, obstrução nasal e tosse. Nada mais, nada menos que os sintomas da doença alérgica. A revista Farmácia Sáude respeita as regras anteriores ao acordo ortográfico.


Incontinência urinária

Como se trata? OS TRATAMENTOS DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA DEPENDEM DO TIPO, SENDO A PROBABILIDADE DE CURA ELE VADA. O TRATAMENTO DA IU DE ESFOR ÇO PODE SER CIRÚRGICO, ENQUAN TO O DA IU POR IMPERIOSIDADE É FARMACOLÓGICO, NA MAIORIA DOS CASOS.

PERDAS EMBARAÇOSAS O embaraço associado à incontinência urinária é ainda sentido por muitas pessoas. Mas há cada vez menos razões para vergonhas face às soluções terapêuticas que hoje existem e às opções para proporcionar conforto a quem sofre desta condição. A incontinência urinária afecta mais as mulheres e tem sérias implicações no dia-a-dia. Os episódios de perda involuntária de urina, que caracterizam a incontinência urinária (IU), provocam algumas limitações na capacidade de trabalho, desempenho social e sexual dos doentes. E, como se não bastassem as corridas à casa-de-banho, que aumentam o risco de queda, normalmente, as pes-

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soas que sofrem de IU tendem a ter várias infecções urinárias, bem como lesões da pele perineal. Mais difícil ainda de superar é o seu impacto psicológico. A maioria das pessoas que sofre de IU refugia-se em casa e isola-se, com medo e vergonha que lhe ocorra uma situação incómoda na rua ou durante um momento de convívio social. A gravidez, o envelhecimento e a menopausa são os principais factores de risco para o aparecimento da incontinência urinária feminina. Mas existem outras causas que originam uma maior laxidão do tecido conjuntivo, tais como a obesidade, algumas doenças neurológicas ou o trabalho relacionado


TRATAR É POSSÍVEL! com o manuseamento de objectos pesados. Existem, portanto, vários tipos de IU conforme a sua origem, sendo os mais frequentes IU de esforço; a incontinência urinária por imperiosidade, associado a uma vontade urgente para urinar; IU mista, que associa os dois tipos anteriores. Logo, para cada tipo de incontinência há um tratamento específico. Enquanto se pode recorrer à cirurgia no caso da IU de esforço, na incontinência por imperiosidade o tratamento mais eficaz é farmacológico, por isso deverá aconselhar-se junto do seu farmacêutico sobre as diferentes alternativas. Mas a fisioterapia para o fortalecimento dos músculos pélvicos é também uma ajuda valiosa no tratamento da incontinência de esforço, tanto nas situações ligeiras como nas moderadas. O que também é comum nos homens, sobretudo se foram submetidos a cirurgias para tratamento do cancro da próstata. Quando se trata da incontinência urinária total, pode ser necessário recorrer

a um esfíncter artificial. É, no entanto, uma intervenção mais delicada.

Sofre de incontinência urinária, se tiver

Perdas de urina involuntárias | Urgência em ir à casa-de-banho e com receio de não chegar a tempo | Perdas de urina ao tossir, espirrar ou levantar um objecto pesado | Necessidade de recorrer a pensos ou fraldas para absorver perdas de urina | Limitar as actividades diárias com receio de sofrer perdas de urina | Perdas de urina durante o caminho para a casa de banho, por incapacidade de adiar a micção | Necessidade de ir várias vezes à casa-de-banho, para evitar perdas de urina | Dificuldade em começar a urinar | Libertação de algumas gotas de urina, após a micção | Necessidade de urinar mais do que duas vezes por noite.


Editorial

Dr. paulo duarte Pelo punho do farmacêutico

“Prémio João Cordeiro – Inovação em Farmácia”

Empreendedorismo sinérgico Nos anos que se seguiram ao 25 de abril de 1974, o sector das farmácias reinventou-se. Resgatou das profundezas o seu orgulho profissional e fê-lo com tamanha garra, tamanha veemência e dedicação, que rapidamente se viu nos lugares fronteiriços, reservados apenas àqueles que empurram os limites e alargam a realidade conhecida. No seu progresso, as farmácias foram, efetivamente, pioneiras em muitas áreas. Provavelmente o leitor é um dos muitos e muitos portugueses cuja primeira vez que viram um computador foi na farmácia! E possivelmente também foi aí que viu um robot! Também foram as farmácias o primeiro sector a providenciar e financiar a sua própria formação contínua, assim como foram o primeiro a criar e desenvolver um centro de estudos sobre a economia do medicamento, entre tantas outras situações que na maioria das vezes passam despercebidas na sua matéria à generalidade da população, mas cuja essência fez e faz a diferença na altura de classificar a prestação do seu serviço entre os melhores na área da saúde. Foi sempre esse, aliás, o objetivo perseguido: a excelência na sua actividade ao serviço dos seus utentes. As farmácias nunca se contentaram, por isso, com inevitabilidades: quando não há faz-se por haver, trabalha-se para ter… Empurram-se os limites! O pioneirismo não nasce, portanto, fruto do acaso nem tão pouco alguma vez foi encarado como um fim em si mesmo. Resulta do seu empreendedorismo. Entre as muitas particularidades deste sector importa des-

tacar três: a sua insatisfação crónica, que o impulsiona a procurar aperfeiçoar-se continuamente; a sua humildade, necessária à permeabilidade à inovação; o seu espírito colaborativo, factor profundamente inscrito no seu ADN. Neste ano em que celebram 40 anos sobre o seu renascimento e homenageiam a criatividade e o trabalho árduo desenvolvido ao longo do seu percurso, as farmácias resolveram promover uma iniciativa que conjuga estas três características e que pretende apoiar e premiar projectos originais que as ajudem a ser melhores. Ao mesmo tempo, fazem público reconhecimento ao seu líder histórico, João Cordeiro, e ao seu espírito visionário tão pessoal. E como não poderia deixar de ser, o “Prémio João Cordeiro – Inovação em Farmácia” tem, ele próprio, um perfil inédito, porque não tem o intuito de recompensar realizações passadas, mas antes de patrocinar projectos a concretizar, valorizando o impacto prático no universo das farmácias. Qualquer pessoa pode concorrer, vinda de qualquer sector profissional. Todas as ideias são válidas, vencendo as que se destaquem das demais em função do seu carácter de inovação e excelência, da estimativa de impacto em eficiência, eficácia e produtividade nas farmácias, e da sua viabilidade e sustentabilidade económica. O galardão será o apoio à sua materialização! As farmácias voltam a ser novamente pioneiras, desta feita enaltecendo e dando o seu apoio, efectivo, ao empreendedorismo nacional. Procure mais informações em www.premiojoaocordeiro.pt.


Eu posso sentir -me bem por fazer parte de uma equipa empenhada de funcionários, todos igualmente responsáveis por garantir a , qualidade dos nossos produtos não importa em que parte do mundo são fabricados.

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porque, o controlo de qualidade da Mylan cumpre ou excede os padrões da indústria. As nossas equipas conduzem revisões contínuas por forma a assegurar a qualidade e integridade dos nossos medicamentos do princípio ao fim do processo, assim como assegurar a melhoria contínua para optimização da qualidade e consistência.

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Especial Alergias

A ESTAÇÃO DOS ESPIRROS A época primaveril traz espirros, comichão nos olhos, obstrução nasal e tosse. Nada mais, nada menos que os sintomas da doença alérgica. É, no entanto, possível controlar os sintomas e, desse modo, conseguir qualidade de vida. Nesta época do ano, para além das variações de temperatura, surgem substâncias que podem desencadear reacções alérgicas, designadas alergénios. Os pólenes são os alergénios mais frequentes. Desta forma, na estação polínica predominante, como constituem os meses que coincidem com a Primavera, as elevadas concentrações de pólenes na atmosfera podem despoletar o aparecimento de sintomas que perturbam a qualidade de vida das pessoas. Todavia, muitas pessoas são polissensibilizadas, isto é, a sintomatologia pode ser desencadeada por diversos factores ao mesmo tempo. Tal facto deve-se a diversas condicionantes ambientais, pelo que, nestes casos, a Primavera é apenas mais uma das diferentes alturas do ano em que o quadro clínico se agrava. 8

A Prima v anunc era não bom te ia apenas o mpo. Ta m estaçã o cara bém é a cte r pelo ap arecim izada ou agr ento av sintom amento dos as d alérgic a doença a. Ou s espirro eja, s, tosse , comichã ocular , obstr o u entre o ção nasal, utros.


Especial Alergias

QUANDO AS ALERGIAS SE MANIFESTAM As manifestações mais frequentes de doença alérgica são rinite alérgica, conjuntivite alérgica, asma brônquica e, a nível cutâneo, eczema e urticária. Também podem ocorrer alergias alimentares e medicamentosas, bem como alergia a venenos de insectos. >Rinite alérgica: Nariz tapado, comichão, espirros e pingo no nariz, logo que o alergénio entra no nariz levado pelo ar. >Conjuntivite alérgica: Inchaço, vermelhidão e comichão de ambos os olhos, num determinado ambiente, local ou época do ano. >Asma: Tosse, falta de ar, chiadeira no peito, que surge subitamente, em determinados locais, após constipações, com o exercício ou no local de trabalho. >Dermatite atópica: Também chamada eczema, surge com vermelhidão, comichão, descamação da pele, p.ex. na face, dobras dos cotovelos ou joelhos. >Urticária: Outra alergia da pele, com manchas e pápulas que dão muita comichão. Os episódios são muitas vezes desencadeados por infecções, certos alimentos, medicamentos e stress. >Anafilaxia: É a forma mais aparatosa e grave da alergia. Surge em poucos minutos após o contacto com o que provoca a alergia (alimentos, penicilina, picada de abelha ou vespa, contacto com borracha - látex, etc.), com inchaço, calor, urticária, espirros, falta de ar e sensação de desmaio. Se não tratada imediatamente com adrenalina injectável pode levar à perda de consciência, choque e acabar por ser fatal! >Sinusite e otite média: Apesar de por si não serem doenças alérgicas, com muita frequência associam-se e complicam a rinite. A inflamação aguda ou crónica das cavidades em volta do nariz, atrás das maçãs do rosto, e dos ouvidos, é muitas vezes uma extensão da inflamação alérgica que, pela sua cronicidade, facilita as infecções. Fonte: Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia 10

DOS PÓLENES AOS PÓS Após uma exposição repetida a um alergénio resulta uma reacção exagerada. Existem diferentes tipos de alergénios: >domésticos (ácaros do pó, pêlos dos animais de companhia, insectos, entre outros); >exteriores (pólenes) ou ocupacionais (detergentes, pó da madeira, farinha de cereais; >factores inespecíficos, como os poluentes ou as variações climáticas.


Especial Alergias

APRENDER A VIVER COM AS ALERGIAS A asma, a rinite alérgica ou o eczema atópico, geralmente, não têm cura. Todavia, podem ser controladas, para que as rotinas do seu dia-a-dia não sejam afectadas. Segundo recomendações internacionais, controlar uma doença alérgica implica uma optimização da qualidade de vida. Como? Dormir bem, poder estudar, trabalhar, ter uma vida social normal, incluindo a prática de exercício, avaliando-se ainda a medicação necessária que possibilita todas estas actividades. Contudo, estes objectivos nem sempre são alcançados. Com frequência, a mesma pessoa tem várias manifestações. A título de exemplo, quase todos os asmáticos têm rinite e muitos indivíduos com rinite têm asma. Em muitos casos, as mesmas queixas eram já sentidas pelos pais, irmãos, avós ou tios, traduzindo o carácter hereditário da doença alérgica. Em situações crónicas, a melhor atitude é aprender a lidar com a doença e controlá-la. Por isso, sempre que as alergias se manifestem deve seguir a medicação prescrita pelo médico, se esse for o caso, ou seguir o conselho do seu farmacêutico.

Em muitos casos, a solução terapêutica passa por evitar o contato com os alergénios, mas quando isso não é possível, o melhor a fazer é recorrer a terapêuticas que atenuam os sintomas. Os anti-histamínicos são os medicamentos mais usados no tratamento da doença alérgica. Mas se o seu médico ou um imunoalergologista assim o prescrever, também pode recorrer às vacinas antialérgicas. Por norma, são injectadas, mas podem ser aplicadas debaixo da língua, sempre em doses crescentes da substância responsável pelas reacções alérgicas. Podem, ainda, ser prescritos descongestionantes nasais. Aliás, da terapêutica pode fazer parte o uso combinado de diferentes medicamentos para diminuir os sintomas e, sobretudo, a inflamação crónica. Sempre que seja aplicável, os fármacos devem ser utilizados localmente, junto do órgão que está mais envolvido ( nariz, pele, olhos). Qualquer dúvida sobre o tratamento, deve aconselhar-se junto do seu farmacêutico.

UMA VIDA LIVRE DE ALERGÉNIOS Os sintomas da doença alérgica podem ser atenuados, através de simples medidas que pode aplicar nas tarefas domésticas e no dia-a--dia.

acumulam muito pó, e lavá-los com regularidade;

> Evitar o contacto com os alergénios;

> Lavar os cortinados, pois também acumulam pó;

> Manter o interior da casa limpo; > Promover a ventilação da habitação; > Aspirar o colchão com regularidade, visto que acumula ácaros. O uso de capas de revestimento não é de descurar;

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> Evitar alcatifas e tapetes pesados, porque são difíceis de lavar;

> Evitar os arranjos de flores secas como elementos decorativos, porque libertam muito pó;

>Optar por lençóis de algodão;

> Se existirem animais de companhia, deve promover-se a ventilação da habitação, assim como a aspiração;

>A colcha e as almofadas devem ter materiais sintéticos, porque facilmente se lavam;

> Se estiver vento, evitar os passeios no campo, onde há maior concentração de pólenes;

>Limitar o número de bonecos de peluche, pois

> Usar óculos escuros, para proteger os olhos.


Olhos

OLHOS NOS OLHOS Espelho da nossa alma e da nossa saúde, é fundamental estarmos atentos aos nossos olhos. Afinal, os olhos podem sofrer, a qualquer momento, de pequenos males, pelo que a visão deve ser vigiada… bem de perto. Os olhos encarnados são um dos problemas que afectam a nossa visão. Uma condição tão comum que representa, por si só, um vasto capítulo da oftalmologia. O olho vermelho pode ter várias causas mas, na sua maioria, não representam um motivo de preocupação, uma vez que se pode resolver espontaneamente. Contudo, é preciso estar atento e contar sempre com o aconselhamento do seu farmacêutico, que o pode ajudar a identificar as situações em que é necessária uma consulta médica. Uma das causas mais frequentes de olho vermelho é a conjuntivite, ou seja, a inflamação da conjuntiva, um fino tecido transparente sulcado por inúmeros pequenos vasos sanguíneos. Pode ter uma origem infecciosa ou alérgica e é caracterizada por uma impressão desagradável, como se tivéssemos grãos de areia nos olhos, além de um lacrimejo abundante. Na conjuntivite infecciosa o grande perigo reside no elevado risco de contágio, pelo que é recomendável o doente não partilhar com ninguém os seus objectos de higiene. A hemorragia subconjuntival é outra situação bastante frequente, que consiste na ruptura de um pequeno vaso sanguíneo por baixo da superfície transparente do olho, a conjuntiva. É fácil perceber quando ocorre: ma14

nifesta-se pela aparição repentina de uma mancha de coloração encarnada na conjuntiva, muito localizada e contrastando com o branco do olho. Felizmente, não se sente qualquer dor, e a pequena hemorragia é absorvida por si mesma no período de uma a duas semanas. Preservar e tratar os nossos olhos, tão complexos e delicados, é, assim, uma obrigação de todos nós.

E O COMPUTADOR? É uma preocupação comum: trabalhar tantas horas no computador prejudica a saúde dos meus olhos? A resposta é tranquilizadora: a sua utilização, mesmo quando prolongada, não vai atacar fisicamente os nossos olhos. Quando se está muito tempo a olhar para um ecrã, há tendência para piscar menos vezes os olhos, aumentando a secura ocular e a sensação de cansaço visual. É fundamental manter uma distância razoável entre a face e o écran, cerca de 50 a 60 centímetros, bem como fazer pausas regulares para olhar para cima ou para outro lado da sala.


REVISTA MARÇO 2014

N.3 powered by

cuidar

c PT

A S A Ú D E N U N CA É D E M A I S

Higiene Os conteúdos da Cuidar.Pt são da inteira responsabilidade da Omega Pharma

no feminino A importância

da amamentação

bebés felizes

sem cólicas

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DICAS

PARA TRATAR

O INCHAÇO ABDOMINAL


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c

higiene íntima

CUIDAR DE SI SEM tabus

EQUILÍBRIO NATURAL

LACTACYD®®

Lactacyd® possui uma vasta gama de produtos para a higiene íntima, à base de ácido láctico, que funcionam como reguladores do pH da zona íntima, proporcionando uma defesa natural. A gama Lactacyd® tem produtos específicos adaptados a cada fase da vida da mulher: Lactacyd® Íntimo (higiene íntima diária), Lactacyd® Sensitive (adolescência), Lactacyd® com Antiséptico (gravidez), Lactacyd® Hidratante (menopausa) e Lactacyd® Suavizante (irritações e infeções vaginais).

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CONSCIÊNCIA CORPORAL A higiene é um tema que ocupa grande parte da nossa rotina diária. Nas mulheres, deve haver uma atenção redobrada no que diz respeito à higiene íntima, pois a zona genital feminina é muito sensível e, com as alterações hormonais que surgem ao longo da vida, é necessária uma higiene e cuidados específicos. A mucosa da vulva está em contacto com secreções da vagina, urina, menstruação e suor, bem como com numerosas substâncias originárias de tecidos, toalhas de produtos de limpeza, espermicidas e medicamentos. O equilíbrio natural da sua zona íntima é sustentado por um balanceado, porém frágil, ecossistema. Uma zona vaginal saudável possui vastas colónias de bactérias (lactobacilos) produtoras de ácido láctico. O ácido láctico estabelece na zona íntima um ambiente ligeiramente ácido, com um pH entre 3,8 e 4,5. Ao longo da vida da mulher, devido ao ciclo menstrual, gravidez e menopausa, a flora vaginal sofre alterações. Estas alterações no equilíbrio interno são normais, mas podem, indiretamente, favorecer a colonização por agentes patogénicos. Devido a estes fatores, é necessário dar a devida atenção e cuidar desta área tão delicada do corpo. 2

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SAÚDE ÍNTIMA Sabia que os sabonetes usuais podem destruir a camada natural protetora da sua zona íntima e alterar o equilíbrio do pH natural?


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Uma boa higiene íntima

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MOMENTOS em que a higiene íntima deve ser reforçada, diAriamente, com um produto adequado

›› Durante a menstruação

›› Se existe incontinência urinária

›› Durante a gravidez

›› Após fazer desporto ou se existe excesso de suor

›› No pós-parto, especialmente no puerpério, que é o período de 6-8 semanas após o parto

›› Antes e depois de ter tido relações sexuais

›› Na menopausa ›› Durante tratamentos ginecológicos e outros tratamentos médicos (por exemplo, a toma de antibióticos que afetam a nossa flora vaginal)

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O mais importante é realizar uma higiene íntima diária adequada e com os geles íntimos específicos, que respeitam o pH natural. Os geles de banho corporais, normalmente, não são adequados para a zona vaginal, pois podem provocar irritações ou infeções. Além disso, em estados como a menopausa, a gravidez ou a menstruação, deve dar-se uma especial atenção à manutenção do pH vaginal, uma vez que as alterações hormonais alteram o pH, o que favorece o aparecimento de infeções. É preferível usar água mais fria do que água quente, e colocar de parte as esponjas de banho. Após realizar a higiene, seque-se muito bem, uma vez que as bactérias e os germes que causam as infeções vaginais se desenvolvem melhor em condições de calor e de humidade.

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inchaço abdominal

Quando o ar fica nos intestinos O ar que ingerimos quando comemos, a ingestão de alimentos muito ricos em fibras, proteínas ou de difícil digestão podem causar os desconfortáveis gases, que resultam, muitas vezes, numa distensão abdominal. Este inchaço abdominal está ligado à acumulação dos gases no intestino, que é provocada pela fermentação de açúcares no cólon. A existência de gases é uma reação normal do corpo humano, e um sinal de que o intestino se encontra em atividade. No entanto, se for excessiva, pode indicar que existe algum problema e que o organismo não está a funcionar corretamente.

Procure a causa na sua alimentação

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Pessoas que falam enquanto comem, ou que comem muito depressa, são mais propensas a ter flatulência, devido à ingestão do ar. Mas há outras causas, aqui ficam as mais comuns: comer em excesso; fazer uma alimentação muito rica em lacticínios, açúcares, carboidratos; ingestão de carnes e alimentos muito ricos em proteínas (como ovos ou tofu). O uso de alguns medicamentos (como antibióticos, anti-inflamatórios, laxantes) e a obstipação também podem levar à produção de gases. Redugas® é um dispositivo médico certificado. Para mais informações, leia atentamente a rotulagem e instruções de utilização.

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redugas ®

Redugas® é uma solução única e completa que combina ingredientes que proporcionam um alívio rápido e eficaz do inchaço abdominal e restauram a flora intestinal saudável, evitando a formação de novos gases. Não é agressivo para com o sistema gastrointestinal, e está indicado para adultos a partir dos 18 anos.

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dicas

de Prevenção e tratamento

›› Coma com moderação e devagar. Mastigue bem os alimentos, para que sejam melhor digeridos ›› Reduza os alimentos que favorecem as fermentações intestinais como os produtos lácteos, açúcares, alimentos ricos em amido (batatas ou feijão) e alguns frutos ricos em frutose (ameixas, uvas, etc.) ›› Evite mastigar pastilhas elásticas e bebidas gaseificadas ›› Para o tratamento, o ideal é ir para além do alívio dos sintomas, e prevenir simultaneamente a formação de novos gases. O simeticone é o princípio ativo mais utilizado no alívio dos gases, uma vez que destrói fisicamente as bolhas de gás. Já os prebióticos, nomeadamente a inulina, ajudam a restabelecer a flora intestinal saudável, inibindo as bactérias produtoras de gás.


amamentação c

A amamentação é a forma natural de uma mãe alimentar o filho. O leite materno é a principal fonte de fonte de nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento saudável do bebé, nos seus primeiros meses de vida. O leite materno vai reforçar o sistema imunitário, ainda imaturo, do recém-nascido, através da transferência de anticorpos presentes no organismo da mãe. E o ato de amamentar não é importante apenas para o recém-nascido, o aleitamento materno favorece também a saúde da mãe. Amamentar é criar laços para a vida. É um gesto muito íntimo, que une a mãe e o bebé, e reforça a afetividade entre ambos.

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Criar laços para a vida

pregnacare ®

Pregnacare® é um suplemento alimentar indicado para ajudar a garantir um cuidado nutricional especializado desde que a mulher começa a tentar engravidar, bem como durante toda a gravidez e amamentação.  Reúne nutrientes essenciais à grávida e ao desenvolvimento do feto, em dosagens adequadas e seguras. Contém zinco, selénio, cobre e beta-caroteno.

Como amamentar?

Pregnacare® é um suplemento alimentar. Os suplementos alimentares não devem ser utilizados como substitutos de um regime alimentar variado e equilibrado e de um modo de vida saudável.

A preparação da gravidez, o período de gestação e a amamentação exigem que a nutrição da mulher seja adequada, pelo que se torna essencial um suplemento que ajude a garantir um cuidado nutricional especializado. Os mais indicados reúnem os nutrientes essenciais à mulher e ao correcto desenvolvimento da criança em dosagens adequadas e seguras.

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No momento da amamentação, surgem algumas dúvidas. Qual a posição ideal da mãe? Como segurar o bebé? Deixamos algumas indicações. Antes de mais, mãe e bebé devem estar confortáveis. A mãe deve ter as costas direitas e os pés apoiados; o bebé deve estar em contacto com a mãe (barriga com barriga), e a sua cabeça ombros e nariz devem estar alinhados. A mãe vai saber que está a dar de mamar corretamente quando sentir o bebé sugar o leite e conseguir ouvi--lo a engolir.

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CÓLICAS INFANTIS

Porque chora o seu bebé?

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Durante os primeiros três ou quatro meses de vida, muitos bebés passam por períodos em que parecem estar nervosos e choram sem uma razão aparente. É um choro vigoroso, prolongado, persistente, que pode deixar os pais angustiados e sem saber o que fazer, sem saber como podem ajudar o filhote. Quando o bebé é saudável e não se encontra um motivo clínico para o seu desconforto, as cólicas podem ser a causa. São dores de barriga causadas por gases, e quando um bebé tem estas dores, esta pode ser a pior dor que seu pequeno corpo já sentiu. E por que motivo surgem as cólicas? Não há uma justificação única. Podem surgir devido à ingestão de ar, quando o bebé se alimenta, ou mesmo durante um ataque de choro prolongado. A intolerância ao leite infantil também pode causar cólicas. Apesar de todos os esforços de consolo, o choro parece persistir. Não desespere, embale o bebé, falando com ele ou cantado, porque isso vai ajudá-lo a ficar mais tranquilo. Simicol® é um dispositivo médico certificado. Para mais informações, leia atentamente a rotulagem e instruções de utilização.

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SIMICOL®

Simicol® são gotas orais para o alívio das dores de barriga, cólicas infantis ou gases. Simicol® contém uma seringa doseadora com a quantidade correta a administrar, o que permite dar a dose exata. Além disso não contém álcool, nem açúcar, nem corantes. Simicol® está indicado para recém nascidos e ajuda o bebé a relaxar.

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dicas

PARA Aliviar as cólicas do SEU bebé

›› Uma massagem com movimentos firmes e suaves pode ser uma boa maneira para acalmar o bebé ›› Segure os pés do seu bebé e faça “movimentos de bicicleta” alternados, de modo a que os joelhos toquem na barriga. ›› Com as palmas das mãos, massaje o abdómen do seu bebé com movimentos circulares no sentido dos ponteiros do relógio ›› Com os polegares, massaje a barriga com movimentos longos e suaves de cima para baixo, para ajudar a digestão e o fluxo sanguíneo


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Contracepção

Evitar uma gravidez indesejada Há muitas formas e métodos de contracepção para prevenir uma gravidez. Mas é importante saber que o único método 100 por cento seguro e eficaz é só mesmo não ter relações sexuais, ou seja, optar pela abstinência. Com maior ou menor grau de protecção, todas as outras opções incluem sempre o risco de ocorrer uma gravidez. E apesar da maioria dos métodos serem de uso feminino, a responsabilidade é sempre partilhada entre os parceiros. Factos são factos e, convém sublinhar, uma gravidez pode ocorrer em qualquer relação sexual vaginal sem controlo, mesmo que ocorra só uma vez ou só na primeira vez. Para uma vida sexual realizada, saudável e responsável, o primeiro passo é uma visita regular ao ginecologista e às consultas de planeamento familiar. Todas as dúvidas devem ser esclarecidas e nada deve ser escondido por pudor. Os profissionais de saúde estão sempre disponíveis para aconselhar sem julgar. 24

Assim como outros medicamento s, a utilização de anticoncepc ionais traz benefício s pa saúde da mulhe ra a r, mas também pode ter efeitos secundários e riscos.

Da pílula ao preservativo De prescrição médica, bastante comum é o uso das pílulas anticoncepcionais, assim como o DIU (dispositivo intra-uterino) e os contraceptivos hormonais injectáveis. Há também a contracepção de emergência (pós-coital) que pode actuar de várias formas para prevenir a gravidez, consoante a altura do ciclo menstrual – pode inibir a ovulação, impedir a fertilização ou evitar que o ovo fertilizado se implante no útero. A pílula de emergência pode ser tomada nas primeiras 120 horas e o dispositivo intra-uterino pode ser aplicado até 5 dias após a relação sexual não protegida e deve, preferencialmente, ser colocado por um técnico de saúde especializado. Há, no entanto, outros métodos que não requerem prescrição médica e podem ser recomendados pelo seu farmacêutico. São eles: espuma contraceptiva, cremes, cones ou comprimidos vaginais (que são introduzidos na vagina antes da relação sexual). Estes métodos contêm geralmente pro-


MÉTODOS CONTRACEPTIVOS dutos químicos (espermicidas) que eliminam a mobilidade dos espermatozóides mas não danificam o tecido vaginal. Por outro lado, o diafragma, o preservativo masculino e o feminino, são membranas que retêm os espermatozóides. Quanto aos tipos de preservativos, o masculino adapta-se ao pénis, previne a gravidez ao conter o esperma durante e depois do homem ejacular, bem como o líquido pré-ejaculatório que também pode conter espermatozóides. Já o preservativo feminino é um contraceptivo à base de silicone, com um anel flexível na extremidade, e que é introduzido na vagina. O preservativo feminino contém o sémen durante e depois da ejaculação, impedindo-o de entrar em contacto com a mucosa vaginal. Há ainda outro tipo de método, mas mais drástico, pois é irreversível, e que requer intervenção cirúrgica: é a esterilização voluntária. No caso das mulheres implica a laqueação das trompas e para os homens é a vasectomia.

Seja qualquer for a sua opção, esta deve ser uma decisão voluntária e esclarecida sobre a segurança, eficácia, custos, efeitos secundários e reversibilidade dos métodos disponíveis. > Pílula contraceptiva: O método mais conhecido e utilizado é a pílula contraceptiva. A pílula impede a ovulação e, desta forma, evita a gravidez. A pílula deve ser receitada por um médico e tomada de acordo com as recomendações posológicas previstas na embalagem (ciclos de 21 dias com uma semana de intervalo ou ciclos de 28 dias, sem intervalo), não sendo necessário haver “períodos de descanso”. Uma mulher que tome a pílula deve ir regularmente a uma consulta médica. É um método contraceptivo altamente eficaz. A pílula pode também diminuir o risco de desenvolver algumas formas de cancro. No entanto, não evita um possível contágio de doenças sexualmente transmissíveis.


Contracepção > Contracepção hormonal injectável: Trata-se de um método contraceptivo que consiste numa injecção intramuscular profunda de uma solução aquosa contendo acetato de medroprogesterona (DMPA). A solução vai-se introduzindo lentamente na corrente sanguínea e, à semelhança da pílula, previne a ovulação. Cada injecção tem um efeito até 3 meses (12 semanas). A utilização da contracepção hormonal injectável deve ser indicada quando é necessário um método de elevada eficácia e, por razões médicas, não é recomendado o uso da contracepção oral (pílula) ou o Dispositivo Intra-uterino (DIU). Este método é bastante discreto e prático na sua utilização, uma vez que não interfere na relacção sexual e não obriga à toma diária, como sucede com os métodos de contracepção orais. > Adesivo: Trata-se de um adesivo fino, quadrado, confortável e fácil de aplicar. O adesivo transfere uma dose diária de hormonas, o estrogéneo e progestagéneo, através da pele para a corrente sanguínea. Estas hormonas são similares às produzidas pelos ovários e usadas também nas pílulas contraceptivas. O adesivo funciona de duas formas: impede a ovulação (libertação do óvulo), torna mais espesso o muco do colo do útero, dificultando a entrada dos espermatozóides no útero. Apesar de não haver ainda muita informação, estima-se que a taxa de eficácia se aproxime dos 98%. > Dispositivo Intra-Uterino (DIU): Conhecido muitas vezes por “aparelho”, o DIU é um pequeno dispositivo de plástico, revestido a fio de cobre, que é introduzido no útero da mulher, evitando uma gravidez através da alteração das condições uterinas e funcionando também como uma barreira aos espermatozóides. A introdução do DIU é feita numa consulta médica e funciona durante vários anos. É um método contraceptivo muito eficaz mas não previne o contágio de doenças sexualmente transmissíveis e não deve ser usado por mulheres que nunca tiveram filhos. > Anel vaginal: O anel vaginal é um método contraceptivo hormonal feito de plástico, transparente e flexível. É colocado pela própria mulher na vagina e deve ser mantido durante 3 semanas, parando durante 1 semana (ciclo de uso), período durante o qual vai libertando estrogéneo e progestagéneo, hormonas que ao entrar na corrente sanguínea inibem a ovulação, à semelhança da pílula. Quando usado correctamente, o anel vaginal oferece um elevado grau de eficácia: 0,4 a 1,2 gravidezes por ano em cada 100 mulheres

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Contracepção

> Preservativo: Existem preservativos masculinos e femininos e podem ser comprados sem receita médica nas farmácias, supermercados, discotecas, etc. e são fornecidos nos centros de saúde. Evitam uma gravidez ao impedirem que o esperma entre em contacto com a vagina da mulher. Quando correctamente utilizados e de boa qualidade os preservativos são métodos contraceptivos muito eficazes e previnem também o contágio de doenças de transmissão sexual como a SIDA, Hepatite B, Sífilis e outras. A sua eficácia é maior quando utilizado simultaneamente com um produto espermicida. > Métodos cirúrgicos: Quando está segura ou seguro que não pretende mais filhos, a mulher pode fazer a laqueação de trompas ou o homem pode fazer a vasectomia. A laqueação de trompas é um pequeno corte ou bloqueamento das trompas de falópio que impede que o óvulo seja «encontrado» pelos espermatozóides. A vasectomia é um pequeno corte ou bloqueio dos canais deferentes, impedindo assim a saída de espermatozóides numa ejaculação. Qualquer um dos métodos é, em princípio, definitivo e não interfere com a vida sexual dos homens e das mulheres. 28

> Espermicidas: São substâncias que se introduzem na vagina antes de uma relação sexual, na forma de creme, gel, espuma ou comprimidos vaginais, e que eliminam a mobilidade dos espermatozóides. Quando utilizados como único método contraceptivo têm uma eficácia limitada, mas se utilizados com um preservativo podem, em conjunto, ser bastante eficazes. > Métodos de abstinência periódica: São métodos em que se calcula o período fértil de uma mulher, evitando ter relações sexuais nesse período. São métodos muito falíveis, uma vez que o nosso corpo não funciona exactamente como uma máquina ou relógio. > Contracepção de emergência: Se se teve uma relação sexual não protegida ou se houve um acidente com um método contraceptivo, é ainda possível agir nas primeiras 120 horas (5 dias) a seguir a esse acontecimento, tomando uma pílula de emergência. É um recurso de emergência e não deve ser uma forma regular de contracepção. Para mais informações sobre a contracepção de emergência consulte o seu médico de família ou ginecologista. Fonte: Associação para o Planeamento da Família.


Foto: Nuno Antunes

Diálogo do consumidor

Para a prevenção, não hesite em pedir aconselhamento ao seu farmacêutico Mário Beja Santos

A DOR DE OUVIDOS NO BEBÉ E NA CRIANÇA PEQUENA É uma dor muito comum nas crianças (especialmente entre os três meses e os três anos de idade) e a sua causa mais frequente chama-se otite, infecção do ouvido. Em geral, manifesta-se como uma complicação de uma constipação comum, dor de garganta ou outras infecções do trato respiratório e ocorre sobretudo nos meses de Inverno, especialmente entre Janeiro e Março. Para entender o porquê desta dor comum nas crianças temos de falar com algum pormenor destes órgãos tão sensíveis que são os ouvidos. Como não se fecham, os ouvidos estão pouco protegidos, o que os torna mais atreitos à entrada de vírus, bactérias e poluição. O ouvido é constituído por três partes: o ouvido externo (a orelha e o canal auditivo), o ouvido médio (tímpano e uma câmara de ar) e o ouvido interno (órgãos da audição e do equilíbrio). Ora, a que se deve a dor de ouvidos? É motivada pela acumulação de líquido e por aumento da pressão no ouvido médio. Mas a causa da dor de ouvidos pode não ser necessariamente uma doença do ouvido: infecções e outros problemas do nariz, boca, garganta e articulação do maxilar também podem causar dor. Outra causa da dor de ouvido pode ser a otite externa, devido a processos inflamatórios na orelha, canal auditivo externo ou superfície exterior da membrana do tímpano. Contudo, é a infecção do ouvido médio – otite média - a causa mais frequente da dor de ouvidos na criança. Mas porquê a importância do ouvido médio? O ouvido

médio está ligado à nasofaringe através da trompa de Eustáquio, o que assegura o equilíbrio da pressão entre o ouvido médio e o ambiente exterior. Dito de outro modo, do ouvido médio sai um canal (a trompa de Eustáquio), através do qual os fluídos são drenados para o nariz. Muitas vezes o desconforto começa quando este canal fica entupido. Nos fluídos acumulados, proliferam bactérias ou vírus que podem causar otites. Como é evidente, há sintomas da otite a que se deve estar atento: dor no ouvido persistente e forte (chamada otalgia), febre, vómitos e diminuição da audição. Em crianças de idade inferior a um ano, a otite pode manifestar-se por irritabilidade, prostração, rejeição dos alimentos, febre (até 40º C), vómitos e diarreia. Importa ter em conta a particularidade de que nas crianças a trompa de Eustáquio é mais curta e mais estreita do que nos adultos: daí se compreender a maior vulnerabilidade da criança à otite.

E há situações de maior risco quando a criança: > Tem menos de dois anos > Tem antecedentes familiares de doenças respiratórias ou alérgicas > Tem uma alergia e/ou constipa-se com frequência > Partilha espaços fechados com muitas crianças


> Está exposta a ambientes poluídos, (basta pensar no tabaco). > Não é amamentada (durante esta fase da vida o leite materno possui anticorpos que ajudam a prevenir infecções).

> Se após três dias de tratamento médico a criança continua com dores, febre ou supuração de ouvido; > Em crianças com idade entre os 4 e os 24 meses, os pais devem estar atentos, sobretudo após uma constipação, se a criança dorme bem, apresenta irritabilidade ou falta de apetite por mais de um dia.

Qual a prevenção da otite externa na criança

Use e abuse do aconselhamento farmacêutico

> Durante o banho (ou duche), o champô e o sabão devem ser mantidos fora do canal auditivo já que podem provocar irritação e prurido favoráveis à infecção; > Os ouvidos devem ser mantidos tão secos quanto possível. Após tomar banho ou duche ou mesmo nadar, deve-se abanar a cabeça para remover a água do canal auditivo, e secar os ouvidos suavemente com uma toalha; > O canal auditivo limpa-se por si só, deslocando as células cutâneas mortas desde o tímpano até ao exterior. Recorde-se que o ouvido tem um sistema de autolimpeza, como tal não se deve utilizar nada que empurre a matéria residual para o tímpano, onde se acumula. Os resíduos acumulados e a cera tendem a reter a água que entra no canal quando a criança toma banho ou nada. E a pele molhada e macia do canal auditivo está predisposta a contrair infecções bacterianas ou fúngicas.

Quando a dor de ouvidos é muito frequente, pode causar perda auditiva e, na criança, afectar até o desenvolvimento da fala e da linguagem. Por isso, há que zelar pela saúde dos ouvidos da criança com a ajuda do seu farmacêutico. Com este aconselhamento pode prevenir infecções e tratar a dor de ouvidos mais ligeira. O farmacêutico dir-lhe-á que a dor de ouvidos não deve ser aliviada mediante a aplicação de gotas, excepto se for receitada pelo médico, mas sim com analgésicos tomados por via oral, como o paracetamol (está absolutamente proibido o uso da aspirina até aos 12 anos). São poucos os casos de afecção dos ouvidos que podem ser tratados com recurso à automedicação, mas o aconselhamento farmacêutico é indispensável nestes casos restritos. A prevenção é fundamental: o cerúmen não deve ser removido mecanicamente com cotonetes; no ouvido não se introduz nenhum objecto, os cotonetes só servem para secar ou limpar as orelhas. Informe-se com o seu farmacêutico sobre os pormenores da aplicação de gotas nos ouvidos, se o médico lhas tiver receitado; no caso de dor provocada por variações de pressão pode preveni-las mantendo o nariz da criança descongestionado; se a criança manifesta sintomas de “otites do nadador” (motivada geralmente pela entrada de água no ouvido externo após exposição prolongada do ouvido a água doce ou salgada, na praia ou piscina), é recomendada a utilização de tampões nos ouvidos. Conversando com o seu farmacêutico, ele também alertará para o facto das otites médias agudas serem infecções que requerem observação do especialista e tratamento com antibióticos tomados por via oral e durante o tempo recomendado pelo médico. Contudo, se o ouvido não estiver infectado ou se a infecção for causada por um vírus, a toma do antibiótico não vai resolver o problema. Há ainda outras circunstâncias em que é recomendável a consulta médica, em todos os casos em que não se registe alívio ou cura depois de um tratamento adequado. Sempre que houver necessidade de remover corpos estranhos do ouvido, o farmacêutico recomendará a ida pronta ao médico, já que qualquer tentativa que seja feita para a remoção de um corpo estranho pode provocar agressões na pele do ouvido e predispor para infecções e outros problemas futuros.

Qual a prevenção da otite média aguda na criança Não se pode completamente evitar um quadro de otites, no entanto o risco pode ser atenuado quando se tomam vários cuidados: > Amamentar, pelo menos até aos quatro meses, pois existe comprovadamente uma menor incidência de otites nos bebés amamentados, já que o leite materno confere imunidade; > Não alimentar as crianças na posição deitada; > Manter a criança longe de fontes poluidoras, como é o caso do fumo do tabaco; > Vacinar a criança contra influenza e pneumococos

Quando procurar o médico > Se a criança tem menos de dois anos, dor de ouvidos e febre, deve levá-la ao médico nas primeiras 24 horas; > Se tem mais de dois anos e tem dor e febre, deve levá-la se não melhorar com o tratamento indicado pelo médico depois de 48 horas; > Se tem vómitos e a criança está muito prostrada; > Se sai líquido ou sangue pelo ouvido;

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USO AD EQ MEDIC UADO DOS AMENT OS Os ute nte cuidad osame s devem ler nte as cons in extern tantes da em formações a ou d b alage o e, em caso d folheto infor m mat ed o méd ico ou úvida, cons ivo quand o farmacêu ultar tico o pe os sinto rsistem mas.

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O Dia Mundial da Tuberculose Há cento e trinta e dois anos, em 1882, no dia 24 de Março, o medico alemão Robert Koch, numa reunião da Sociedade de Fisiologia de Berlim, apresentou uma comunicação em que demonstrava que tinha descoberto o agente responsável pela tuberculose, doença temível que então dizimava os povos europeus. Muitos anos mais tarde, a Organização Mundial da Saúde aproveitou a efeméride para declarar o dia 24 de Março como o Dia Mundial da Tuberculose. Desde então, nesse dia, um pouco por todo o mundo, a doença é lembrada, falada e faz-se o ponto da situação, quer a nível global quer a nível nacional. Contudo, a esperança então criada de que aquela descoberta pudesse por cobro à enorme mortalidade provocada pela doença não foi cumprida e, ainda hoje, apesar de termos uma vacina, ferramentas diagnósticas rápidas e terapêuticas eficazes, e até termos descodificado o genoma da bactéria responsável – o Mycobacterium tuberculosis –, todos os anos, mais de um milhão e duzentas mil pessoas morrem com tuberculose. A tuberculose integra a actual lista das dez doenças mais mortíferas para a Humanidade. Na viragem do milénio a Organização Mundial da Saúde definiu os principais factores associados a esta infecção e, entre eles, referiu os seguintes: pobreza, subdesenvolvimento, falta de estruturas adequadas no combate à doença, as migrações a partir dos países em desenvolvimento, a infecção VIH/SIDA e a falta de investimento em novos métodos de diagnóstico e de tratamento, mais eficazes que os actuais. Se, no mundo, sobretudo nos países mais pobres, a tuberculose regista anualmente números que impressionam – cerca de 14 milhões de casos activos e 9 milhões de casos novos, no nosso país, nas últimas décadas, tem-se assistido a um declinar persistente na incidência da doen-

ça, não tendo sido, porém, atingida a mítica fasquia dos 20 novos casos por cem mil habitantes, taxa definidora de países com baixa incidência. Somos, pois, um país de média incidência, e aquele que, na Europa ocidental, regista os níveis mais elevados de tuberculose. Por isso, entre nós, a tuberculose continua a ser um significativo problema de saúde pública. De entre as várias preocupações que a tuberculose suscita nos profissionais da saúde, duas destacam-se: a primeira é saber se a actual crise social irá ou não ter repercussão desfavorável nos níveis da doença; a segunda é prever qual o impacto que a tuberculose multi-resistente terá no futuro. Relativamente à primeira, sabendo da relação directa entre tuberculose e a pobreza, tememos que o actual momento em que muitos portugueses estão a viver em condições socioeconómicas mais desfavoráveis, seja favorável a um recrudescimento da doença. O recente aumento do número de casos que se verificou na região Norte pode ser o primeiro marcador deste problema. Relativamente à tuberculose multi-resistente, definida pela resistência do bacilo infectante aos principais antibióticos disponíveis, ela é a principal preocupação actual nos países desenvolvidos. Requer um investimento sério da estrutura dedicada, um elevado nível de peritos e um controlo epidemiológico muito rigoroso dos doentes afectados. Esperemos que os cortes que vivemos em todas as estruturas do Estado não afectem os serviços dedicados ao combate à tuberculose, velha e temível companheira da espécie humana. A luta contra a tuberculose, para além da sua componente técnica, tem muito a ver com o desenvolvimento soció-sanitário. No mundo, os países desenvolvidos têm níveis muito mais baixos de tuberculose do que aqueles que se verificam nos países que ainda o não são.



Farmácia Saúde nº 208 | março 14