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Ramon de Melo

Televisão

Ninguém fica indiferente à ficção, é a força deste conteúdo. Quem o diz é José Amaral, director de planeamento e novos negócios da SP Televisão, produtora que, em quatro anos, fez 14 produções, internacionalizou-se, ganhou um prémio em Moscovo e arrebatou um Emmy com “Laços de Sangue”. A próxima aposta é levar as marcas a passarem a sua mensagem na ficção

A força da ficção É uma espécie de product placement mas feito de uma forma mais cirúrgica. Trata-se de convencer as marcas a divulgarem a sua mensagem através dos conteúdos produzidos pela SP Televisão. “Vivemos rodeados de marcas e portanto não faz sentido concebermos uma mercearia com tudo ficcionado. Por que não assumir claramente a marca”, diz José Amaral. A partir 38

Dezembro de 2011

A SP Televisão quer focar-se num novo segmento de negócio: potenciar a introdução da marca no conteúdo que produz

desta ideia a SP Televisão quer focar-se num novo segmento de negócio: potenciar a introdução da marca no conteúdo que produz. Como a ficção nacional é vista diariamente por entre 1 a 1,5 milhões de pessoas – só o futebol é que bate estes resultados mas não é diário – nada melhor do que colocar este potencial à disposição das marcas, até

porque a era dos grandes blocos publicitários está a chegar ao fim. A SP Televisão tem feito um trabalho especialmente focado nas direcções comerciais dos canais, que já estão “mais despertos para esta realidade”, afirma o responsável da produtora. Trata-se, no fundo, de abrir novos campos às marcas na área da ficção. Nascida em 2007, a SP Televisão www.briefing.pt


Nascida em 2007, a SP Televisão teve um dos seus momentos de glória no dia 21 de Novembro deste ano, quando a telenovela “Laços de Sangue”, uma co-produção da SIC e da TV Globo, ganhou um Emmy na categoria de telenovela

materializar outras produções. Sobre a privatização da RTP, José Amaral afirma que vai configurar inevitavelmente outro cenário, quanto mais não seja na distribuição das receitas publicitárias. Mas a SP acredita que a ficção de qualidade é algo de incontornável e que os canais têm de a ter como produto-âncora. A SP tem também apostado na venda das suas produções para o estrangeiro. Um distribuidor turco-holandês comprou “A Cidade Despida” e está em fase de negociação a venda da série “Velhos Amigos” para um país do Médio Oriente. José Amaral esteve recentemente em iniciativas em Budapeste e Nairobi e a receptividade às produções da SP foi boa. Sobre a evolução do sector da produção em Portugal, o mesmo responsável é cauteloso. “O mercado é exíguo e a margem de erro é cada vez menor”, diz José Amaral. A qualidade tem de continuar a existir pois os canais de televisão só comprarão os produtos se se “mantiver a bitola qualitativa”, refere. A razão da criação da SP foi fazer mais e melhor produção nacional e os prémios ganhos são o reconhecimento nacional e internacional da qualidade do trabalho, afirma o mesmo responsável. Para além do Emmy que distinguiu “Laços de Sangue”, a SP Televisão ganhou ainda um prémio num festival internacional de Moscovo, com “Cidade Despida”, protagonizada por Catarina Furtado.

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O mercado lusófono, principalmente o angolano, é “um caminho a seguir” pela produtora, diz o mesmo interlocutor. Já existem contactos com países de expressão portuguesa para materializar outras produções

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teve um dos seus momentos de glória no dia 21 de Novembro deste ano, quando a telenovela “Laços de Sangue”, uma co-produção da SIC e da TV Globo, ganhou um Emmy na categoria de telenovela. Com direcção de argumento de Pedro Lopes, da SP Televisão, supervisão de Aguinaldo Silva e direcção-geral de Patrícia Sequeira, “Laços de Sangue” foi exibida pela SIC, entre Setembro de 2009 e Outubro de 2010. No primeiro trimestre de 2012 arranca outro projecto Globo/ SIC com a participação da SP, a telenovela “Dancin Days”. A colaboração entre as três empresas seguirá o modelo de “Laços de Sangue”. “O triângulo SIC/ Globo/SP é de sucesso e em equipa que ganha não se mexe”, diz José Amaral. A parceria com a SIC foi iniciada em 2008. Um dos primeiros clientes da SP foi a RTP. O responsável da produtora recorda que a empresa iniciou a sua actividade com a gravação de 120 episódios da “nova” Vila Faia. Depois trabalhou na segunda fase do programa “Conta-me como foi”. Foi também com a televisão pública que produziu “Voo Directo”, uma série que envolveu uma colaboração com a produtora angolana Semba. O mercado lusófono, principalmente o angolano, é “um caminho a seguir” pela produtora, diz o mesmo interlocutor. Já existem contactos com países de expressão portuguesa para

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