Brasil de Fato - Edição 60

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2 | Opinião

EDITORIAL

‘Pacotaço’ de Greca não melhorou a vida da população

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pacote de ajuste fiscal, aplicado pelo prefeito Rafael Greca (PMN), havia postergado para o dia 31 de outubro de 2017, terça-feira, o reajuste salarial do funcionalismo público. Mas nessa data, a prefeitura de Curitiba anunciou reajuste zero, com o argumento de manutenção da crise financeira. Porém, sabe-se que novos impostos passam por aumento, caso do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) que pode reverter até R$ 16,8 milhões para o município. A prefeitura também garantiu novos recursos com o aumento da alíquota da previdência dos servidores.

OPINIÃO

Desde que assumiu a prefeitura, Greca joga a crise nas costas da população

Nas costas do povo Desde o início da gestão Greca a população enfrenta problemas, entre os quais o estudo para aumento do número de crianças nas creches, enquanto diminuiria o número de professores. O outro é a insu-

ficiência de vagas para a população em situação de rua nos abrigos. Surgiu ainda a denúncia da oposição na Câmara Municipal sobre o monopólio de duas empresas no controle da alimentação escolar, com um gasto de R$ 67 milhões, referente ao contrato vigente até março de 2018. Com o monopólio, a prefeitura perde a chance de gerar mais empregos e melhorar a qualidade na educação. O prefeito, com isso, escancara que administra de acordo com o interesse das elites e em nome da própria propaganda, jogando a crise nas costas da população.

EXPEDIENTE Brasil de Fato PR Desde fevereiro de 2016 O jornal Brasil de Fato circula em todo o país com edições regionais em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Ceará e Paraná. Esta é a edição nº 60 do Brasil de Fato PR, que circula sempre às quintas-feiras. Queremos contribuir no debate de ideias e na análise dos fatos do ponto de vista da necessidade de mudanças sociais. EDIÇÃO EDIÇÃOEdnubia EdnubiaGhisi GhisieePedro PedroCarrano Carrano REPORTAGEM Daniel Giovanaz, REPORTAGEM Daniel Giovanaz,Franciele Franciele Petry Rohden e Carolina PetrySchramm, Schramm Júlia e Carolina Goetten Goetten COLABORARAM NESTA EDIÇÃO COLABOROU NESTA EDIÇÃO João Pedro Júlio Carignano e João Pedro Stédile Stédile ARTICULISTAS RogerARTICULISTAS Pereira, Marcio Roger Pereira, Marcio Mittelbach e Cesar Mittelbach e Cesar Caldas REVISÃO Maurini Caldas REVISÃO Maurini Souza e Priscila Souza e Priscila Murr FOTOGRAFIA Leandro Murr FOTOGRAFIA Wellington Lenon Taques ADMINISTRAÇÃO Clara Lume ADMINISTRAÇÃO Clara Lume DIAGRAMAÇÃO Vanda Moraes CONSELHO DIAGRAMAÇÃO VandaErwin Moraes CONSELHO OPERATIVO Gustavo Kuss, Daniel OPERATIVO Gustavo Erwin Kuss, Daniel Mittelbach, Luiz Fernando Rodrigues, Fernando Mittelbach, Luiz Fernando Rodrigues, Marcelino, Naiara Bittencourt e Robson Fernando SebastianMarcelino, Naiara Bittencourt e Robson Sebastian TIRAGEM TIRAGEM SEMANAL 20 mil SEMANAL exemplares20 mil exemplares REDES SOCIAIS www.facebook. REDES SOCIAIS www.facebook.com/bdfpr com/bdfpr redacaopr@brasildefato. CONTATO CONTATO redacaopr@brasildefato.com.br com.br IMPRESSÃO Grafinorte IMPRESSÃO Grafinorte (Nei) (Nei)

O escárnio dos golpistas

João Pedro Stedile,

integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

T

Brasil de Fato PR

Paraná, 1 a 8 de novembro de 2017

odos conhecemos a articulação que se formou com forças do poder Judiciário - Supremo Tribunal Federal, Operação Lava Jato, entre outros -; do Ministério Público, com Rodrigo Janot e colegas; do empresariado oportunista que queria apenas salvar suas empresas da crise econômica, que atinge a todos. A ampla maioria dos congressistas, que já haviam sido financiados regiamente pelos empresários (gastou-se R$ 6,2 bilhões na última campanha, nada semelhante em qualquer República do planeta Terra); continuam ávidos por seguir se apropriando de recursos públicos e manu-

Quando as massas se levantarão? O certo é que algum dia o povo brasileiro terá que julgar toda essa corja de golpistas tenção de mordomias escandalosas. Deram um golpe! Destituíram a presidenta Dilma, sem nenhum crime cometido, ainda que tenham seguido um rito novelesco. Na economia cumpre-se o verdadeiro objetivo do golpe: estão entregando o Pré-sal, a Petrobras, as terras, os minérios e os setores mais lucrativos do país. O último ataque foi nas reservas do Pré-sal. Segundo a Associação de Engenheiros

da Petrobras (AEPET), foram entregues trilhões de dólares em reservas conhecidas de petróleo para quatro empresas estrangeiras, por apenas R$ 6,1 bilhão. E ainda comemoraram nos jornais como sucesso. De fato, foi um sucesso para o capital estrangeiro que vai exportar petróleo cru para suas matrizes enquanto, por aqui, destruíram a indústria naval, a petroquímica e o setor de distribuição da Petrobras. E milhões de empregos…

As massas desanimadas assistem a tudo quietas, porém, indignadas! Quando se levantarão? Ninguém sabe! Se vingarão apenas nas eleições de 2018, recolocando Lula no Planalto? Também ninguém sabe! O certo é que algum dia o povo brasileiro terá que

julgar toda essa corja de golpistas, presentes nos bancos, no empresariado, no STF, no Ministério Público e na imprensa burguesa brasileira. Espero que, como diz o ditado, a “a Justiça (do povo) tarde, mas não falhe!”.


Brasil de Fato PR

Reprodução Youtube

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FRASE DA SEMANA

“É a 1ª vez que sou impedido de cantar no período democrático”,

Protesto de Miss Mais do que beleza, as 23 candidatas a miss Peru 2018 esbanjaram atitude. Elas aproveitaram o tradicional quadro em que apresentariam suas medidas (altura, peso) para fazer um protesto contra a violência sexual. As participantes destacaram estimativas de feminicídio, agressões e assédio sexual contra a mulher: “Minhas medidas são: 82 feminicídios e 156 tentativas neste ano”, declarou Karen Cueto, que representa Lima. Ricardo Stuckert

Lula segue na frente Uma nova pesquisa nacional do Ibope, divulgada no dia 30, traz Lula com 35% a 36% das intenções de voto se as eleições presidenciais fossem hoje. Na sondagem espontânea, o ex-presidente aparece com 26%. Em segundo vem o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), com 13% a 15% na estimulada e 9% na espontânea.

diz Caetano Veloso sobre proibição a show que seria realizado em uma ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em São Bernardo do Campo (SP), no dia 30. Os artistas Sônia Braga, Criolo, Emicida, Letícia Sabatela e Marina Person também estavam no local, em apoio as mais de 6 mil famílias sem-teto que ocupam o terreno. O movimento cobra a desapropriação da área para a construção de moradias populares.

Divulgação

Ameaça de despejo mobiliza 430 famílias do MST no norte do Paraná Júlio Carignano,

Porém.net, Curitiba (PR)

A fazenda Brasileira, área de 10,5 mil hectares nos municípios de Faxinal e Ortigueira, no norte do Paraná, está ocupada desde 2003 por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). No local, cerca de 430 famílias constituíram o acampamento Maila Sabrina. A comunidade está ameaçada por uma eventual reintegração de posse autorizada pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ), o que acarretará no despejo de uma população estimada de duas mil pessoas, entre crianças, jovens, adultos e idosos. “As famílias estão produzindo há quase 15 anos na área, além de terem construído toda estrutura para atendimento da saúde e educação. É uma área que já tem totais condições de se constituir em assentamento. Essa é a nossa luta”, comenta José Damasceno, da coor-

denação estadual do MST no Paraná. Damasceno lembra que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) já fez três ofertas aos proprietários da área, a família Petrilli. Apesar do interesse em vender a fazenda, os Petrilli em 2008 pediram intervenção federal na situação; pedido esse acatado pelo STJ que autorizou o despejo. A operação policial estaria sendo preparada nas últimas semanas. Conforme relatos dos acampados, helicópteros têm sobrevoado a fazenda nos últimos dias e a Polícia Militar já teria feito estudos sobre a logística e mapea-

mento do local junto às prefeituras. Apesar disso, o assessor de Assuntos Fundiários do Governo do Paraná, Hamilton Serighelli, afirma que a reintegração está temporariamente suspensa, pois o Incra e governo estariam novamente em negociação com os proprietários. Vida em comunidade Nos últimos 14 anos, a comunidade Maila Sabrina organizou toda a infraestrutura do acampamento que conta com borracharia, açougue, bar, unidade de saúde, mercado, além de equipamentos de lazer como campo de futebol e um centro de convivência comunitário. Wellington Lenon

3 | Geral

R A DA R DA LUTA Pedro Carrano

Contra a reforma trabalhista Dia 10 de novembro, sexta-feira, haverá mobilização conjunta dos trabalhadores. A data foi escolhida por ser a véspera da entrada em vigor da reforma trabalhista (Lei 13.467/17). As centrais sindicais definiram ações anteriores à mobilização. Até lá, coletas de assinaturas estão programadas para um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que revogue a reforma. Para isso, são necessárias 1 milhão e 300 mil assinaturas. Para se mobilizar, acesse o site da Central Única dos Trabalhadores (CUT): www.anulareforma.cut.org.br

Violações das empresas transnacionais Mais de 200 representantes de movimentos sociais e comunidades da Ásia, África e América Latina se reuniram em Genebra, Suíça, para participar de grupo de trabalho intergovernamental para elaboração de um Instrumento Internacional Legalmente Vinculante sobre Corporações Transnacionais (ETNs). Os participantes vêm de 80 países, afetados por exploração do trabalho e extração de mineradoras. O objetivo do encontro é limitar a atuação e o desrespeito das grandes empresas contra os direitos humanos.


4 | Cidades

Brasil de Fato PR

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Economia solidária e fé em um mundo diferente

Parada da Diversidade LGBTI acontece neste domingo em Curitiba

A espiritualidade de Luís Alves Pequeno enche de vida sua atuação por um planeta mais coletivo

Relembre casos de homofobia no Paraná e confira o andamento das investigações

PERFIL

Curitiba (PR)

A

os 18 anos de idade, Luís Alves Pequeno saiu de Loanda, no interior do Paraná, para estudar Filosofia na capital do estado. Até 1993, foi também seminarista – formação que deixou de lado para se dedicar a compartilhar seus saberes com o povo, e aprender junto enquanto ensina. “Mas levo comigo o entendimento sobre a importância da relação entre a fé e a vida das pessoas”, destaca. “No seminário, percebi que atuar mais perto da população poderia fortalecer meu trabalho social e torná-lo mais autêntico”. Em 2014, após anos na rotina de educador popular, Luís Pequeno passou a se interessar pela economia solidária. Este é o nome dado a um conjunto de atividades que não se voltam ao lucro, mas à melhora da vida humana, e segue princípios essenciais: solidariedade, cooperação, autogestão, respeito às mulheres e o enfrentamento cotidiano. A

maior parte dessas iniciativas acontece em bairros mais pobres, para ajudar na geração de renda das famílias. “A economia solidária quer resgatar o que nós perdemos em meio ao consumismo exacerbado. É um novo jeito de a gente se ver, viver, produzir e partilhar o que existe”, define o educador. Para ele, o ser humano não é uma ilha. Somos, essencialmente, coletivos.

Na prática solidária Luís Pequeno põe em prática os princípios da economia solidária em seu trabalho junto à Sinergia Alimentos. Por meio do site sinergiaas. com.br, ele comercializa produtos fabricados por redes e empreendimentos da economia solidária, cooperativas e associações. Uma das principais parceiras é a Rede Paranaense de Padarias Comunitárias Fermento na Massa, que reúne, em sua maioria, mulheres que produzem e vendem coletivamente pães, bolos e biscoitos. O ex-seminarista entrega as encomendas pessoalmente, de bicicleta, pela fé no Franciele Petry Schramm que faz. “A economia solidária não é a resposta; é um caminho. Ela propõe outros pontos de vista, outra forma de vivência no Planeta. É mais uma mola propulsora para a consciência social”, diz ele. E relembra um ensinamento trazido do Seminário, que preserva a cada gesto e em todo passo: o milagre de Jesus da multiplicação dos pães. “Quando acumulo, eu mato. Quando partilho, eu vivo e renasço”.

Carolina Goetten, Curitiba (PR)

A

Parada da Diversidade LGBTI acontece neste domingo (5) e espera reunir 60 mil pessoas na praça 19 de Dezembro, em Curitiba. A intenção do ato é conscientizar a população sobre o respeito à diversi-

dade e também combater a homofobia, que mata todos dos dias: 340 LGBTIs foram mortos no Brasil em 2016, segundo a Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais. O Brasil de Fato resgatou três casos emblemáticos no Paraná e verificou o andamento das investigações. Relembre:

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Ednubia Ghisi

Carolina Goetten,

PANFLETOS HOMOFÓBICOS

Em abril deste ano, o casal João Pedro Schonarth e Bruno Banzato foi surpreendido com folhetos à porta da casa para onde eles se mudariam dentro de alguns dias, no bairro Água Verde, em Curitiba. O texto preconceituoso tentava amedrontá-los e afastá-los dali. Na época, os jovens registraram um boletim de ocorrência por crime de injúria. Hoje, a polícia já terminou as investigações: com base em evidências e testemunhas, encaminhou-se o nome de um suspeito ao Ministério Público. Agora, o casal aguarda o parecer do MP – caso o órgão aceite a denúncia, o suspeito passa a ser réu e a sofrer processo criminal.

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QUEIMADURA DE ÁCIDO

Um vendedor homossexual de 40 anos de idade saiu de casa, em maio deste ano, para comprar um lanche, no bairro Alto da XV, em Curitiba. Na volta à sua casa, foi abordado por um rapaz, que exigiu o celular do homem e disparou ofensas homofóbicas. Em seguida, jogou ácido em seu rosto. Encaminhado ao Hospital Evangélico, a vítima foi internada em estado grave e sofreu queimaduras em seu rosto, tórax e braço. A Polícia Civil informou que o agressor ainda não foi identificado, mas que a investigação segue em andamento na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa.

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ESPANCAMENTO EM PONTA GROSSA

No município de Ponta Grossa, o massoterapeuta Sandro Murilo Pedrozo foi espancado por três homens em frente a uma casa noturna. Após quase um mês em coma, ele não resistiu aos ferimentos e morreu, no dia 13 de julho. Um dos agressores foi condenado a 20 anos de prisão. O advogado responsável pelo caso, Fernando Madureira, diz que o crime foi tipificado como “latrocínio” – roubo seguido de morte. “Mesmo assim, o réu confessou ter pedido para fazer sexo com a vítima antes do homicídio”, ressaltou Madureira.


Franciele Petry Schramm e Júlia Rohden,

Curitiba (PR)

A

pesar de mais da metade dos habitantes do país ser negros 54% da população, segundo o IBGE - são os brancos que ocupam as maiores parcelas nos índices econômicos e sociais. Nos últimos anos, houve importantes avanços que diminuíram as diferenças

em diferentes áreas. Segundo dados do IBGE, o percentual de negros no nível superior mais que dobrou entre 2005 e 2015. Programas sociais como o Programa Universidade para todos (Prouni) e a política de inclusão racial que destina parte das vagas dos vestibulares para negros contribuíram para esse resultado. Mesmo assim, ainda há muito a avançar: apenas 12,5% das pessoas negras cursam alguma faculdade,

28,5%

enquanto 26,5% dos brancos chegam ao nível superior. Durante todo o mês de novembro, você poderá conferir conteúdos especiais que denunciam aspectos que acentuam essa desigualdade ou que destacam a importância da população negra no desenvolvimento do estado. E as diferenças não param por aí: ao mesmo tempo em que tem menos renda que as pessoas bran-

cas, os negros também são as maiores vítimas da violência policial. No Paraná, onde quase 4 milhões de pessoas são negras, o cenário não é muito diferente: apesar de serem uma parcela menor da população, os dados são altos no que se refere a violações, e baixos no quesito representatividade. Algumas das situações que evidenciam essa disparidade são trazidas no material abaixo.

32,7%

da população do Paraná são negros ou pardos

da população carcerária do Paraná são pessoas negras

5,5%

dos magistrados do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná são negros

19,7%

da população da Curitiba são negros ou pardos

35,3%

das mulheres mortas no Paraná são negras

48,5%

das pessoas em situação de rua em Curitiba são negras

48,6%

das pessoas mortas em confronto com a polícia no Paraná são negras

“A democracia real tem que ser entendida como a possibilidade de os cidadãos exercerem seus direitos e deveres. Mas para população negra do Brasil isso ainda está distante de ser concretizado. Entre aqueles que constituem o grupo dos 10% mais pobres com renda de 130 reais por pessoa, da família, a população negra segue sendo majoritária”.

Arquivo Pessoal

Franciele Pereira do Nascimento, integrante da Rede de Mulheres Negras do Paraná

“Esses dados ajudam a explicar que o racismo ainda permanece muito presente no cotidiano da população negra. Existem muitos mais profissionais com nível superior na população branca do que na negra. Mas mesmo os negros que concluíram a graduação têm mais dificuldade de inserção no mercado de trabalho do que uma pessoa branca que tenha a mesma formação. Isso por causa do que chamamos de ‘racismo institucional’”. Lucimar Rosa Dias, Coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) da Universidade Federal do Paraná

Arquivo ArquivoPessoal Pessoal



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Brasil de 8 Fato PR

Paraná, 1 a 8 de novembro de 2017

Empresas oferecem salário de R$ 4,45 por hora trabalhada Legalização do trabalho intermitente representa “insegurança absoluta” para trabalhador, diz especialista Reprodução

Júlia Dolce,

São Paulo (SP)

U

m anúncio de vagas da empresa Sá Cavalcante, que opera franquias das redes Bob’s, Spoleto e Choe’s Oriental Gourmet, chamou a atenção nas redes sociais nos últimos dias. Isso porque a oferta de emprego destaca um salário de R$4,45 por hora trabalhada, em uma jornada de cinco horas nos finais de semana. Trata-se do chamado tra-

balho intermitente, possível no país com a aprovação da reforma Trabalhista, que entrará em vigor no dia 11 de novembro. Para a vice-presidenta da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, Ana Claudia Bandeira Monteiro, o contrato intermitente é um dos mais graves e lesivos aos trabalhadores, e dificulta a garantia dos direitos: “[...] Então, a partir dessa mudança [a reforma Trabalhista], o trabalhador intermiten-

te viverá sempre a incerteza de ter trabalho ou não, e de quanto ele ganhará em razão disso”, afirmou. Adriana Marcolino, pesquisadora do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), aponta que uma das maiores responsáveis pela aprovação da medida dentro da Reforma Trabalhista é a indústria de Fast food: “Já está pipocando anúncios desse tipo. E é para o setor de Fast food, que mais jogou peso na aprovação do trabalho intermitente. Até chamavam a proposta de “proposta Mcdonald’s”, porque essa empresa sofreu processos por funcionários que trabalhavam nesse regime”, afirmou. O trabalhador terá o prazo de um dia útil para responder ao chamado, se não, fica presumida a recusa da oferta. Caso o trabalhador não compareça ao trabalho, deverá pagar ao empregador uma multa de 50% da remuneração. Procurada pela reportagem, a empresa Sá Cavalcante não retornou contato.

Papa recebe denúncia sobre fim da política nacional de combate ao trabalho escravo Redação,

Curitiba (PR)

A Comissão Pastoral da Terra (CPT), entidade ligada à Igreja Católica, enviou uma denúncia ao Papa Francisco em que aponta as irregularidades da portaria n°1129, que altera as regras para o combate à escravidão contemporânea. De acordo com a CPT, as no-

Ligada à Igreja Católica, entidade critica portaria divulgada pelo governo Temer que dificulta fiscalização

vas definições do que é considerado trabalho escravo “acabam” com o livre exercício do Estado na fiscalização e punição desse tipo de crime. Na carta destinada ao Papa, a entidade lista quatro pontos críticos da portaria. Entre eles está o rebaixamento da definição do que seria trabalho escravo, uma vez que foi restrita a competência dos auditores fiscais do trabalho na qualificação dessa violação.


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“MP do Fies é desmonte do programa, e não reforma”, denuncia UNE Medida foi aprovada nesta terça-feira (31), na Câmara dos Deputados Cristiane Sampaio, Brasília (DF)

A

Medida Provisória (MP) 785, que altera regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), foi aprovada nesta terça-feira (31), no plenário da Câmara Federal, por 255 votos a 105. Agora a MP segue para votação no Senado. A medida vence no dia 17 de novembro e, parar entrar em vigor, precisa ser sancionada até essa data. Uma das principais mudanças diz respeito à criação de três diferentes faixas de renda familiar em que serão classificados os estudantes. Anteriormente, todos eles pertenciam a uma única faixa, que era de alunos com renda familiar de até três salários mínimos. Além disso, a MP altera as formas de pagamento, o modelo de gestão e as fontes de recurso do Fies. As modificações são motivo de preocupação por parte de movimentos estudantis e parlamentares de oposição. A diretora de Políticas Edu-

cacionais da União Nacional dos Estudantes (UNE), Júlia Lozada acredita que a MP irá reduzir o número de alunos atendidos pelo programa, em especial os estudantes de baixa renda, comprometendo a função social do Fies: “É um processo de desmonte, e não de reforma. Perpassa não só o desmonte dessa política educacional, mas o desmonte da universidade brasileira e do acesso e da permanência do povo brasileiro nas universidades, retomando aos anos 1990, quando a universidade era um espaço extremamente elitizado, pros filhos das classes mais abastadas”, diz. Outro problema apontado pelos opositores da medida é que a MP não fixa taxa de juros e pode deixar essa definição a critério dos bancos, beneficiando o

“É um processo de desmonte, e não de reforma”, Júlia Lozada

Tomaz Silva | Agência Brasil

setor. Atualmente, o Financiamento se baseia em taxas baixas, para viabilizar o pagamento por parte dos estudantes. Para o líder do Psol na Câmara, Glauber Braga, do Rio de Janeiro, apesar de o governo garantir que seriam baixos os juros, não é possível acreditar nessa previsão. “O que são juros baixos, por exemplo, pra um governo que estabelece como prioridade o atendimento ao sistema financeiro? Não se pode saber, então, você pode ter

um juro cobrado muito acima daquilo que seja considerado razoável”, avalia. Outro apontamento feito pelos críticos da proposta é que o Fies deixa de ser gerido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação para ser administrado pela Caixa Econômica Federal, passando a ser uma política mais de caráter fiscal do que educacional, segundo aponta o deputado Pedro Uczai, do PT de Santa Catarina. Ele critica ainda a liberação do uso de verba de fun-

dos constitucionais - entre eles, o FGTS - para financiar os estudantes de duas das três faixas de renda criadas pela MP: “É não incentivar os mais pobres a estudar, tirar dinheiro público para os mais ricos, com fortalecimento do setor rentista financeiro brasileiro. Deixou de ser o aluno mais pobre o centro da estratégia da política pública do governo e passou a ser o centro transferir dinheiro público para o setor financeiro”, argumenta.

PEC quer permitir cobrança de mensalidade em universidades públicas Cristiane Sampaio, Brasília (DF)

Uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que passou a tramitar este mês na Câmara Federal vem causando reações porque prevê a cobrança de mensalidade nas universidades públicas. Batizada de PEC 366/2017, a matéria propõe o paga-

mento de valores proporcionais ao nível socioeconômico do estudante, admitindo a possibilidade de cobrança por meio da prestação de serviço por parte do aluno. Para a presidenta do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Eblin Farage, a iniciativa descaracteriza a educação pública, que, na avaliação dela, deve contar com financiamento 100%

estatal. A dirigente considera que a medida caminha no rumo da privatização das universidades. “Estão querendo jogar sobre os trabalhadores a responsabilidade e o ônus da crise que a gente vive no país”, completa. O texto da PEC prevê gratuidade apenas para estudantes que tenham cursado o ensino médio completo em escola pública ou como bolsistas integrais em unidades particulares.

A PEC 366 não fixa valores específicos para a cobrança. Entre outras coisas, o texto da proposta afirma que a medida não cobriria todos os custos das universidades, mas poderia representar uma “importante contribuição” para o custeio das instituições. Para o militante Caio Teixeira, da União Nacional dos Estudantes (UNE), a PEC modifica o prisma sob o qual precisa ser vista a educação.


10 9 | Cultura

Paraná, 1 a 8 de novembro de 2017

Daniel Viglietti, poeta uruguaio da canção de protesto

Batalha Cultural de breaking acontece domingo, no Portão

Cantor e compositor uruguaio Daniel Viglietti morreu nesta segunda-feira (30) Pedro Carrano,

Curitiba (PR)

O cantor uruguaio Daniel Viglietti deixou sua marca de poesia e luta nas suas canções. Ele percorria sempre, do México até o sul do continente, apresentando-se para movimentos sociais, onde houvesse organização popular, no campo e na cidade. Sempre com o seu violão clássico, mas com canções populares. Viglietti faleceu no dia 30 de outubro, aos 78 anos, em Montevidéu (Uruguai), enquanto passava por uma cirurgia. Sua carreira iniciou na década de 70, quando o autor e cantor uruguaio combateu a ditadura militar no seu país de origem. Na mesma época, regimes autoritários também se instalaram no Brasil, Argentina, Chile e Paraguai. Uma de suas mais boni-

Ednubia Ghisi,

Curitiba (PR)

tas canções homenageia Soledad Barret, bailarina paraguaia que atravessou vários países do continente até ser assassinada pela ditadura militar no Brasil, nos anos 70. “Que a pátria não é um só lugar”, diz um trecho da música dedicada à paraguaia. O artista simboliza o que há de melhor na chamada “canção de protesto”, com conteúdo político e poesia cortante. Foi coerente e se manteve um lutador do povo até o fim da vida. TVE

A cultura hip hop ganha a cena no Auditório Antônio Carlos Kraide, no Portão Cultural, neste domingo (5), entre 12h e 20h. Será a 46ª Batalha Cultural, que tem como objetivo “resgatar a raiz do hip hop, levar entretenimento, diversão e cultura para nossa cidade”, como explica Riccardo Gomes de Almeida, conhecido como Caxaria, um dos organizadores do evento. O breaking, o estilo de dança de rua da cultura hip hop, vai estar no centro das batalhas. Também está prevista uma competição entre MC’s. A programação do encontro prevê ainda apresentações do Dj Baqueta, Selectta Kbc, Banda Vozez e Raciocínio Frio. Caxaria e Guilherme Melloni (Grillo Black), também organizador, serão os mestres de cerimônia da Batalha. Dos gramados do MON A Batalha Cultural nasceu em outubro de 2011, no gramado do Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curi-

tiba. E já rodou bastante: praça, pistas de skate, teatros. “Queremos ocupar os espaços públicos que temos por direito, levando a cultura do hip hip, que é e sempre foi muito descriminada, mostrando um ponto de vista diferente sobre o movimento”, explica Caxaria. Como participar Para participar é só chegar uma hora antes do evento. O valor da inscrição é um livro em bom estado. Caixaria conta o destino do material arrecadado: “Os livros que arrecadamos ficam como parte da premiação dos competidores. Outra parte é doada para participantes ou grupos que se apresentam no evento”.

Ƥ Onde: Auditório Antônio Carlos Kraide, Portão Cultural, Av. República Argentina, 3430, ao lado do terminal do Portão, em Curitiba. Quando: Dia 5, domingo, das 12h às 20h. Saiba mais em: facebook.com/ batalhadaculturaa

FOLCLORE | Camila Salmazio

Saci representa os três povos que formaram o povo brasileiro Moleque levado, negrinho de uma perna só, que usa gorro vermelho. Conhecido por suas travessuras, como dar nó na crina do cavalo, salgar a comida e assustar os bichos com assobio. Fuma cachimbo e faz redemoinho. O saci-pererê é uma das figuras mais emblemáticas do folclore brasileiro e tem seu dia comemorado em 31 de outubro. Mouzar Benedito, contador de causos e sócio-fundador da Socidade dos Observadores do Saci (Sosaci), explica de onde vem este personagem famoso: “Ele surgiu na Mata Atlântica, no Sul do Brasil, ali na fronteira com Argentina e Paraguai, mas se espalhou pelo Brasil todo. Em qualquer lugar que a gente for, eu já estive em Roraima fazendo bate-papo, Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais, Bahia, e não precisa explicar quem é o Saci. Ele é o nosso personagem mais conhecido, mais popular mesmo”.

Wikipedia


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Paraná, 1 a 8 de novembro de 2017

Boqueirão recebe festival de teatro EnCena

AGENDA CULTURAL

Gonzaga – De pai pra filho

Serão mais de 20 apresentações até 19 de novembro Redação,

Curitiba (PR)

Algo raro acontece em Curitiba até o dia 19 de novembro. Nove espetáculos teatrais estão em cena na capital, e desta vez o palco não está na região central da cidade. O anfitrião do EnCena é o bairro Boqueirão, que recebe cerca de 20 apresentações, distribuídas entre os dias 27 de outubro e 19 de novembro. Entre as peças da programação está “Macho não ganha flor”, construída a partir da obra de Dalton Trevisan, e “O doente ima-

Mostra de Filmes Japoneses O quê: A Mostra celebra o mês da cultura nipônica. Serão cinco comédias e duas animações, todas com áudio original em japonês e legendas em português. Um dos destaques é o filme “Key of life”, nomeado em quatro categorias do Japan Academy Prize de 2012 e ganhador da estatueta na categoria de roteiro. Quando: De 31 de outubro a 3 de novembro. Programação: www. fundacaocultural decuritiba.com.br Onde: Cinemateca de Curitiba, R. Presidente Carlos Cavalcanti, 1174, São Francisco. Quanto: Gratuito.

ginário”, que mistura elementos da comédia dell’arte e a estética do rock pesado. O encerramento terá palco aberto com apresentações de bandas da região, e também será servida a tradicional polenta com frango do Boqueirão.

O evento teve a primeira edição em 2012, com realização do Centro Cultural Boqueirão em parceria com a MRG Produções Artísticas, a partir do apoio da Fundação Cultural de Curitiba e de outras organizações.

Ƥ Onde: Centro Cultural Boqueirão, rua José Guercheski, 299, Boqueirão. Quanto: Ingressos e estacionamento serão gratuitos. Ao Ƥ ǡ ï qualquer valor que puder. Saiba mais em: www.culturalboqueirao.com.br

COLORS: Cinema + Diversidade

Reprodução

O quê: É a primeira edição de um festival que veio pra ficar! O Colors une cinema e diversidade, com filmes políticos, corpos políticos, vivências políticas. O festival tem sessões competitivas de longas e curtas, além de mostra regional e infantojuvenil. Quando: De 31 de outubro a 4 de novembro. Programação completa aqui na página facebook.com/colorscd Onde: Cine Guarani, Av. República Argentina, 3430, Portão, e na Cinemateca, R. Presidente Carlos Cavalcanti, 1174, São Francisco. Quanto: Gratuito – Os ingressos serão distribuídos 30 minutos antes de cada sessão. Confira a classificação etária. Reprodução

11 | Cultura 11

O quê: Baseada em conversas realizadas entre pai e filho, essa é a história do cantor e sanfoneiro Luiz Gonzaga, também conhecido como O Rei do Baião ou Gonzagão, e de seu filho, popularmente chamado de Gonzaguinha. O drama é brasileiro, lançado em 2012. A exibição faz parte do projeto “Vivências e Convivências”, que oferece cinema mediado para Reprodução maiores de 60 anos. Quando: Dias 4 e 7 de novembro, sábado e terçafeira, às 14h. Onde: Cine Guarani, no Portão Cultural, Av. Rep. Argentina, 3430 Portão, Curitiba. Quanto: Gratuito.

CineNerd – Ficção científica e fantasia O quê: É a mostra anual do fã-clube Federação dos Planetas Unidos. Nesta edição, a seleção dos filmes ficou por conta dos fãs da saga The Lord of The Rings (Senhor dos Anéis). A programação inclui 11 filmes, entre eles A Caçada a Gollum, O Guardião e Dagor Dagorath. Reprodução Quando: Dia 4 de novembro, sábado, das 14 às 20h, com exibições uma atrás da outras! Onde: Cinemateca de Curitiba, Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174, São Francisco. Quanto: Gratuito.

Elena O quê: Ao viajar para Nova York, Elena segue o sonho de se tornar atriz de cinema e deixa no Brasil uma infância vivida na clandestinidade, devido à ditadura militar implantada no país. É um documentário brasileiro, dirigido por Petra Costa e lançado em 2013. A exibição faz parte do Cineclube do Cinema Brasileiro, do Cine Guarani. Quando: Dia 4 de novembro, sábado, às 18h. Onde: Cine Guarani, no Portão Cultural, Av. Rep. Argentina, 3430, Portão, Curitiba. Quanto: Gratuito – Classificação indicativa: 12 anos.


12 | Esportes

Brasil de Fato PR

Paraná, 1 a 8 de novembro de 2017

Wilson faz história Por Cesar Caldas O primeiro filme do cultuado diretor alemão Wim Wenders a ganhar destaque internacional foi “O Medo do Goleiro Diante do Pênalti”, premiado do Festival de Veneza de 1973. O enredo nos mostra como é possível um sujeito tido como passivo e inerte, quase anônimo na maior parte do tempo, tornar-se de repente protagonista, agente e fio condutor de uma história. Em uma palavra: decisivo. Assim é Wilson, único ídolo do elenco de atletas do Coritiba desde a aposentadoria de Alex. O goleiro alviverde é reconhecido pelos torcedores como responsável direto por muitos triunfos do time do Alto da Glória. No último domingo, duas vezes diante de Diego Souza em cobranças de pênalti, não teve medo: impediu em ambas que o jogador da Seleção Brasileira desse a vitória ao Sport em Recife. A vitória (4x3) foi fundamentalmente dele.

Adeus terça-feira Por Marcio Mittelbach O jogo com o Oeste pode ter sido o último jogo na Vila Capanema em uma terça. Se o Paraná concretizar o acesso, adeus submundo do futebol. Depois de dez anos, adeus esquecimento em nível nacional, adeus trevas. É lamentável, mas no país do futebol, com mais de 200 milhões de habitantes, apenas 20 clubes apareçam em 99% dos noticiários. Os jogos até que são transmitidos, mas em TV fechada, em horários nada convidativos, como as 21h30 de terça. Restam cinco rodadas para saber se vamos enfim nos juntar ao grupo dos privilegiados, aos domingos, aos horários nobres. Ou vamos seguir com um calendário alheio, de meio de semana, que só faz dobrar a jornada futebolística dos apaixonados por futebol.

Goleiro do Chapecoense será homenageado em novo filme O longa-metragem “Goleiro” conta a história de Marcos Danilo Padilha Curitiba (PR)

A

história do goleiro Danilo, o Marcos Danilo Padilha, da Chapecoense, vai virar filme. O atleta é uma das 71 vítimas fatais do acidente aéreo ocorrido em 29 de novembro do ano passado. Sua trajetória de infância humilde, vida e superação será contada na cinebiografia “Goleiro”, dirigida por Thiago di Melo. O ator global Klebber Toledo interpretará o camisa 1, Danilo também jogou nos times de Paranavaí, Engenheiro Beltrão, Nacional, Operário, Arapongas e Londrina. Ele foi destaque na Cha-

Curitiba (PR)

Por Roger Pereira O Atlético é, disparado, o melhor clube paranaense no cenário nacional. De todos os times do estado, é o único que temos certeza que estará na elite do futebol brasileiro em 2018. Está numa tranquila nona posição da Série A, sem tomar grandes sustos, enquanto os rivais ainda lutam para estarem entre os 20 melhores do país no ano que vem: o Coritiba, para se manter na primeira divisão e o Paraná para subir. Mas a nona posição do Atlético é a cara do ano que o clube fez: sem graça. Enquanto o Paraná faz sua melhor temporada nos últimos 10 anos, e até o Coritiba envolve sua torcida na dramática luta contra o rebaixamento, o Atlético cumpre tabela, não empolga em campo e, muito menos, fora dele. Diretoria e torcida seguem rompidas, arquibancadas (no caso, cadeiras nominadas) seguem vazias, e mais um ano vai se passando. Mais um ano que nada aconteceu para o Atlético.

pecoense quando o time disputou a Sul-Americana, em 2016. Naquele mesmo ano, a aeronave da LaMia levava a equipe até Medellín, na Colômbia, para disputar a primeira partida da final do torneio. Por falta de combustível, o avião caiu perto de Rionegro e

levou a vida de 71 dentre as 77 pessoas a bordo. O filme começa a ser gravado logo após a Copa do Mundo na Rússia. A expectativa é lançá-lo no Brasil em 29 de novembro de 2018, para homenagear as vítimas após dois anos do acidente aéreo.

Jogos Abertos Paradesportivos do Paraná chegam à fase final Redação,

Não empolga

Aguante Comunicação

Redação,

O Ginásio de Esportes Valdir Pinheiro, em Maringá, recebe nesta quarta-feira (01 de novembro) a fase final do 6° PARAJAPS – os Jogos Abertos Paradesportivos do Para-

ná 2017. O evento segue até o dia 5 e a maior parte das competições acontece na Vila Olímpica de Maringá, onde se localiza o ginásio. O PARAJAPS 2017 vai reunir mais de 1,6 mil pessoas de 46 municípios, disputando 14 modalidaSeed

des esportivas. São elas: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha adaptada, ciclismo, futsal DI, goalball, golf 7, handebol DI e handebol na cadeira de rodas, natação paralímpica, parabadminton, paracanoagem, tênis de mesa em cadeira de rodas, vôlei sentado e xadrez. Em entrevista à Secretaria do Esporte e Turismo, o medalhista de prata na bocha nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, Marcelo dos Santos, ressaltou a importância de prestigiar esses atletas. “Esperamos a presença de todos os admiradores do paradesporto”, disse.


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