BDF_389

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Circulação Nacional

Uma visão popular do Brasil e do mundo

Ano 8 • Número 389

São Paulo, de 12 a 18 de agosto de 2010

R$ 2,80 www.brasildefato.com.br José Cruz/ABr

Eleições nos estados não refletem disputa PT x PSDB Enquanto a disputa entre José Serra e Dilma Rousseff se acirra, no âmbito estadual o jogo não segue a mesma lógica, já que PT e PSDB cederam a cabeça de chapa a aliados. Para o sociólogo Rudá Ricci, a situação reflete a falta de estrutura do sistema político brasileiro. Pág. 3

Governos mais progressistas devem ser o modelo na AL “Mais democracia, qualidade de vida, soberania e integração”. Assim Valter Pomar, secretário-executivo do Foro de São Paulo e militante do Partido dos Trabalhadores (PT), avalia os resultados da presença de governos progressistas na América Latina. Em entrevista, ele comenta a perda de terreno da direita na década de 1990, comparada com a anterior, e descarta a possibilidade de um conflito armado hoje. Pág. 11

Militantes do MST protestam diante do Congresso, em Brasília, pela aprovação da PEC do Trabalho Escravo

“Temos a obrigação política de derrotar Serra”, afirma Stedile Em entrevista, João Pedro Stedile defende que a campanha de José Serra (PSDB) representa o núcleo central dos interesses da burguesia e a volta do neoliberalismo no Brasil. Nesse sentido, o membro da direção nacional do MST avalia que, “como militantes sociais, temos a obrigação política de derrotar” o tucano

nas eleições de outubro. Ainda que o MST não defenda abertamente nenhuma candidatura, Stedile entende ser preciso casar a luta social e a institucional. Na entrevista, ele ainda comenta a conjuntura política internacional e latino-americana, a crise econômica, a situação da esquerda brasileira e o governo Lula. Págs. 4 e 5

Airton Dantas

Southbank Centre

Cuba,

US Army

Venezuela

na mira dos EUA

ontem e hoje

Pág. 9

Pág. 10

Festival Brazil reforça estereótipos

Pelo controle social da publicidade Setores da sociedade exigem fiscalização mais rígida

ISSN 1978-5134

A legislação brasileira para a publicidade ainda sofre de uma desregulamentação que permite um “liberou geral” no setor. De acordo com especialistas, a publicidade pode exercer um papel nefasto na vida das pessoas, estimulando o consumo supérfluo e vendendo imagens enganosas. “Alguém que está com

problema na área afetiva vê o comercial de cerveja no qual a pessoa bebe e encontra a sua cara-metade. Isso vai produzir alguma influência na saúde emocional daquela pessoa”, exemplifica a psicóloga Noeli Godoy, do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro. O órgão responsável por fiscalizar o setor no Brasil

é o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), que é composto por entidades patronais. O Conar é alvo de críticas de especialistas por sua permissividade. Os anúncios considerados mais críticos são os de remédios e alimentos e os direcionados ao público infantil. Págs. 6 e 7

Reprodução

Pág. 8


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