Circulação Nacional
Uma visão popular do Brasil e do mundo
Ano 6 • Número 280
São Paulo, de 10 a 16 de julho de 2008
R$ 2,00 www.brasildefato.com.br
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U.S. Air Force/Louis A. Arana-Barradas
EUA apostam na “economia da guerra”
FICA 2008 Em sua 10ª edição, o festival goiano continua a debater cinema e a temática ambientalista em todo o mundo. Pág. 12 Fernando Donasci/ Folha Imagem
O empresário Naji Nahas, preso no dia 8 de julho, é conduzido por agentes da Polícia Federal ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer exame de corpo delito
Daniel Dantas e quadrilha são presos O banqueiro Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity, foi preso por formação de quadrilha e crimes financeiros internacionais. Além dele, outras 23 pessoas foram detidas pela operação Satiagraha
da Polícia Federal, entre elas o ex-prefeito paulistano Celso Pitta, o investidor Naji Nahas e a cúpula do Banco Opportunity. A operação da PF teve início há quatro anos e desvendou o funcionamento de duas
quadrilhas que agiam entre si, uma comandada por Dantas, outra por Nahas. Dantas foi um dos principais articuladores da privatização da telefonia, da qual se beneficiou diretamente. Pág. 5
Movimento MST inaugura Negro Unificado novo modelo de completa 30 assentamento anos de luta
Conta de luz cara origina pedido de CPI na Câmara
Baseada na preservação ambiental e na produção agroecológica, a Comuna da Terra Dom Tomás Balduíno, em Franco da Rocha (SP), funcionará como um espaço de construção da sociabilidade dos exsem-teto e sem-terra, hoje assentados em um terreno de 619 hectares que pertencia a uma fazenda improdutiva da União. Apresentações musicais de Pereira da Viola e Pedro Munhoz marcaram, no dia 5, a inauguração das 61 casas. Pág. 6
Criado em 1978, durante manifestações contra as práticas racistas da ditadura militar, o Movimento Negro Unificado (MNU) completa 30 anos de história, ciente da persistência do racismo. A permanência da discriminação nessas três décadas pode ser observada na crônica do militante do MNU, Hamilton B. Walê, que relata o assassinato de um jovem negro, promovido pela Polícia Militar da Bahia. Em artigo, Reginaldo Bispo, coordenador do MNU, traça um panorama das lutas da organização nesses anos. Pág. 8
A política de segurança da economia estadunidense tenta oprimir, mais uma vez, os povos do Sul. “Guerra contra o terror” dos EUA na África e “derramamento” do Plano Colômbia por toda a América Latina marcam a geopolítica do Império. Pág. 9
Diante dos altos preços das tarifas de energia, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) reuniu 293 assinaturas na Câmara para instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), com vistas a esclarecer o porquê dos valores abusivos. O número é suficiente para implementar a comissão, sendo que a CPI é a sexta na fila da Mesa Diretora. Um dos objetivos é investigar a atuação da Agência Nacional de Energia Elétrica na autorização dos reajustes e reposicionamentos tarifários. Pág. 4
Resgate de reféns reforça a política militarista de Uribe Na Colômbia, embora seja cedo para afirmações a respeito de quais serão as conseqüências da libertação de Ingrid Betancourt e de outros 14 prisioneiros, já há duas certezas. Primeira: o resgate não acaba com o conflito armado dentro do país ou com as Farc. Conflito este no qual Estado e forças
paramilitares de extremadireita jogam um papel preponderante. Segunda: o presidente Álvaro Uribe sai fortalecido eleitoralmente e praticamente garante o continuísmo de seu grupo político, seja através de um terceiro mandato, seja por meio da indicação de um candidato governista. Págs. 2, 10 e 11 Antônio Cruz/ABr
Espetáculo midiático: para a imprensa corporativa, Uribe é responsável pelo resgate de Ingrid Betancourt Fábio Nassif
Ato repudia decisão do MP gaúcho A notícia de que o Ministério Público do Rio Grande do Sul solicitou a dissolução do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) alertou as organizações de esquerda sobre a necessidade de organizar o apoio ao movimento e o repúdio à ofensiva lançada pela instituição. Em um ato na Faculdade de Direito da USP, debatedores consideraram que a decisão do MP foi inspirada por um viés de classe. Pág. 3
Ato de solidariedade ao MST realizado em São Paulo, dia 4 de julho