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Boletim Informativo de

osasco

ANO VII -N° 62 ACOSTO-1996

Tiqui estou, Senhor, como Saulo no caminho de Damasco; e te digo sem rodeios: Senhor, que queres que eu /aça.7 Aqui estou, Senhor, como Samuel durante a noite; e te digo: f ala, que teu servo escuta, qui estou, Senhor, como Mana quando era jovem; e te digo: eis aqui a escrava, que se/aça segundo tua Palavra. Aqui estou, Senhor, com o coração disponíveí como oteu; e te digo: quero fazer tua vontade.


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INFORMANDO ASSEMBLEIA O Regional Sul 1 realizará a Assembleia das Igrejas, em Itaicí, de 20 de setembro (almoço) até 22. Participarão da Assembleia, o Bispo Diocesano, o Coordenador de Pastoral, o representante dos Presbíteros, o (a) coordenador do núcleo da CRB e dois leigos da comissão diocesana do projeto "Rumo ao Novo Milénio". A Assembleia estudará o anteprojeto Regional "OGRANDE JUBILEU". Objetivo geral do Grande Jubileu: Preparar o Regional Sul 1 para o Jubileu do ano 2000 do nascimento de Cristo e dos 500 anos de evangelização do

DAS

IGREJAS

Brasil, dentro da perspectiva do documento pontifício "Tertio Millennio Adveniente" e da CNBB "Rumo ao Novo Milénio", tendo por tema central a Evangelização. Objetivos particulares: • Descobrir e aperfeiçoar o rosto da Igreja do Regional Sul 1 • Com um frutuoso intercâmbio animar as dioceses na realização do Projeto. O Ante-projeto apresenta, também, uma metodologia (organismos, atuação, pesquisa, tarefas) e a programação para os 3 anos que antecedem ao Grande Jubileu. XVI CONGRESSO SACERDOTAL BRASILEIRO

XX SACRA SOM Festival de Música Sacra, realizada anualmente na Diocese de Osasco, terá sua abertura este ano no dia 28 de setembro de 1996 às 17 horas. O Sacra Som criado pelos Padres Salesianos é uma realização à nível estadual, que congrega compositores, músicos e cantores de muitas cidades. A Comissão Central do Sacra Som está no Butantã à Rua Poema dos Olhos, 247 - Regional Osasco. VI FESTIVAL DE MÚSICAS CRISTÃS "CÂNTICO DOS CÂNTICOS" Este Festival será realizado pela Diocese de Campo Limpo - SP dia 17 de agosto, e reunirá bandas cristãs de todo o Brasil. FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDAS A Diocese de Santo Amaro será a sede do Festival Internacional de Bandas, que acontecerá no dia 25 de agosto às 8:00 h no estacionamento do SHOPPING SP MARKET CENTER Av. das Nações Unidas, 22.540 1996 - Agosto

Integrantes dos Serras Clubes estarão reunidos de 22 a 24 de agosto em Franca,celebrando o XVI Congresso Sacerdotal Brasileiro. No empenho de ver multiplicadas as vocações sacerdotais tão necessárias e os leigos suficientemente motivados a valorizar a vocação sacerdotal, os organizadores têm a grande esperança de que este Congresso represente um significativo marco renovador na história da Igreja em nossa Pátria.

COMO FALAR COM OS MCS DA IGREJA Livro da autoria de Monsenhor Arnaldo Beltrami, Vigário Episcopal da Comurv cação da Arquidiocese de São Pauto (SP. O livro apresenta a experiência de Comunicação desse Vicariato. Contérr zêdos, histórico e endereços de revistas = jornais, editoras e livrarias, programas D= rádio e televisão, centros de produçár e organizações de comunicação, r=s pastorais e dos agentes da Igreja na > dade de São Paulo. Embora aprese-i a experiência da Arquidiocese, c poderá ajudar outras Dioceses a c"i ^ nizar sua Pastoral da Comunicação

CF 98 FRATERNIDADE E EDUCAÇÃO é : tema da Campanha de 1988 e o ler-a é "A serviço da vida e da esperança A escolha do tema, segundo a CEr Coordenadores Regionais da CF e Assessores nacionais justifica-se pé -precariedade da educação em noss: país, em todos os níveis e aspectos 4* ROMARIA ESTADUAL DA TERRA

NOTÍCIAS DO EPISCOPADO Dom Aldo Mongiano renunciou ao governo pastoral da Diocese de Roraima (RR) em 26/06. Dom António Mesquita renunciou ao governo pastoral da Diocese de São João dei Rei (MG) em 26/06. Dom Waldemar Chaves de Araújo, até então Bispo de Teófilo Otoni (MG) foi nomeado Bispo de São João dei Rei em 26/06 Dom Carmo João Rhoden, SCJ será Ordenado Bispo e tomará posse da Diocese de Taubaté (SP), dia 17/08/96. Dom Apparecido José Dias, SVD tomará posse da Diocese de Roraima (RR) no dia 15 /09, na Catedral de Boa Vista. MUSEU DE ARTE SACRA A cidade de São Roque estará em festa no dia 04/08 com a comemoração do 8S aniversário da Fundação do Museu de Arte Sacra que leva o nome do Padre Belchior de Pontes, SJ. A programação consta de queima de fogos e a parte musical está a cargo das Corporações: 7 de Setembro e Lyra Unênse. O museu está situado na Avenida das Palmeiras, 1466 -Chácara São Roque.

No dia 18 de agosto de 1996 às 8:OC acontecerá em Andradina - SP a Romaria da Terra, organizada pels CPT (Comissão Pastoral da Terra). Na terra dividida, vida para todos ENCONTRO DE PADRES E BISPOS NEGROS No Monte Tabor, em Mogi das Cruzes (SP), padres e bispos negros estará: reunidos, de 20 a 25 de agosto, no 8? Encontro Nacional. Ali acontece = partilha, a celebração e a reflexão c: tema: "Africanidades Brasileiras liturgia, Corpo e Simbologia Afros"


^(CAMINHANDO COM O PASTORv IS/IMOS

\SiNMf1

O mês de agosto é dedicado à reflexão sobre o sentido da vocação na vivência da fé cristã e no fortalecimento da vida comunitária. O Santo Padre, o Papa João Paulo II na sua "Exortação Apostólica" dedicada "À VOCAÇÃO E À MISSÃO DOS LEIGOS NA IGREJA E NO MUNDO" e chamada em latim "CHRISTI FIDELES LAICI", começa com a parábola de Jesus contada por São Mateus (20,3-4). O Senhor da vinha saiu à praça da cidade, lá pelas nove horas da manhã e vendo O convite de que muitos estavam ociJesus continua, osos, disse-lhes: "Ide traao longo balhar na minha vinha. E da história dos assim em vários momenhomens. tos do dia, o Senhor voltou à praça e convocou outros, dizendo-lhes: "Ide, também vós, trabalhar na minha vinha. Esse convite de Jesus continua, ao longo da história dos homens e em todos os continentes da terra, a dirigir-se a todo homem e mulher que vem a este mundo. Este chamado não é apenas dirigido aos sacerdotes, aos religiosos e às religiosas. Ele se estende a todos os cristãos balizados e inseridos na comunidade dos discípulos de Jesus que é a Igreja.

Os servi cos que prestamos à comunidade porque, convocados por Jesus, através da escolha da comunidade, exigem de nós sentimentos de humildade, de acolhimento e de responsabilidade que nos levam a prestá-los como instrumentos da glória de Deus e testemunhas da solidariedade humana e cristã. Agradecemos a Deus o sem número de ministros, catequistas, evangelizadores anónimos que anunciam Jesus Cristo e constróem com todos os demais irmãos e irmãs o REINO DE DEUS em nossa Diocese. Agradecemos a Jovens ouvem o Deus os jovens e as jovens convite do Mestre que, deixando de ter uma Á para assumir pequena família, ouvem m a grande o convite do Mestre para il Família de Deus. assumir a paternidade e a maternidade da grande Família de Deus que é a sua Igreja, presente em todas as partes do mundo. Assim nos congratulamos com todas as jovens que, animadas pelo Divino Esposo a Ele se consagram pela vida religiosa. Assim nos alegramos com os jovens que assumem o sacerdócio de Cristo pela ordenação sacerdotal.

São Gregório Magno, ao pregar ao povo, comentava assim a parábola dos trabalhadores da vinha: "Caríssimos irmãos. Considerai o vosso modo de viver e vede se já sois trabalhadoConvocados à vinha do Senhor, na Diocese res do Senhor. Cada qual avalia o de Osasco, teremos, neste mês de agosto, no que faz e veja se trabalha na vinha E o Espírito Santo dia 25 às 16 horas em Cotia a ORDENAÇÃO do Senhor." que suscita novas SACERDOTAL do Diácono Luiz António É o Espírito Santo que rejuenergias de santi- Soch/are///. E no fina/ do ano, no dia 7 de dezemvenesce continuamente a sua Igredade, apostolado bro, na Catedral, teremos a ORDENAÇÃO SACERja, suscitando novas energias de e participação DOTAL dos outros três (3) diáconos de nossa Diosantidade, de apostolado e de parcese: VALMIRÁS, UBIRAJARAeGILVAM. jcipaçào em tantos cristãos espalhados pela Todos convidados a trabalhar na vinha do Senossa querida Diocese de Osasco. nhor sejamos capazes de atendê-lo com lealdade de Em todos os momentos de nossa vida e de modo coração e com decisão apostólica fazendo-o conheciíspecial neste mês de agosto, devemos dedicar-nos do e amado por toda a humanidade e por todas as i oração e à reflexão sobre a vocação ao ministério gerações. iue realizamos em nossas comunidades, + Francisco


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BI

.í*-1 í LlVfíO i>€ JÓ: Ç>U€STIONfífí O Livro de Jó não foi escrito para ser estudado. Não é um livro de doutrina. Seus autores desejavam fazer o povo da época abrir os olhos para uma nova realidade. Se parece mais com uma peça de teatro. Tem introdução, desenvolvimento e conclusão. Preocupa-se em definir bem os personagens principais. Tem narrador, cenário (terra de Hus, corte celeste, lixão), até efeitos especiais (38,1; 40,6). A explicação que os amigos de Jó dão para sua miséria é muito antiga. Vinha desde o tempo da vida nas tribos (Livro dos Juizes). Naquela época, o povo hebreu foi estruturando sua religião de acordo com as normas da convivência comunitária. Quando vivemos em grupo, tudo o que uma pessoa faz atinge acomunidade inteira. Na tribo, por exemplo, ninguém cavava um poço só para uso individual. As tribos ajudavam umas às outras em suas guerras. Não havia muita noção sobre a individualidade: a pessoa só tinha sentido se estivesse encaixada dentro de um grupo. Assim, o povo foi percebendo que o bem ou o mal que uma pessoa fazia, atingia a toda a comunidade, às vezes, por várias gerações. Começaram a explicar, a partir daí, o sofrimento dos inocentes: só podiam estar sofrendo o efeito do mal feito por outra pessoa.

LlVfíO

JO: <?U€M €

Descobrir quem são os personagens principais da história: #Jó; era um "homem íntegro e reto, que temia a Deus e evitava o mal" (1,1). Jó era admirado, não só pelos homens mas pelo próprio Deus {1,8). Não pertencia ao povo hebreu. É uma figura lendária do Oriente, que aparece na cultura de vários povos. Jó é um sábio. Não nega os ensinamentos tradicionais, apenas lhes questiona a partir de sua própria experiência de vida. A gente pode entender melhor quem é Jó, conhecendo as desgraças que lhe aconteceram (1,13-19;-2,7) e ouvindo o que ele tem a dizer (3; 6-7; 19). *Javé; no livro, é um personagem, representado como um rei em sua corte. Mesmo quando permite o sofrimento, é com o objetivo de colocar em evidência a Verdade e a Vida (1,12; 2,6). Não devemos ler o livro de uma maneira fundamentalista, dando às palavras de Javé um sentido "mais sagrado" que às dos outros personagens.

n TfífiDiÇfíO f>fí€S€NT€

PfittTIfí

Na época de Jó, a situação já era be~ diferente. O povo estava fazendo u"-= nova experiência de vida: percebia q ^ cada indivíduo tem uma existência a_ tônoma em relação aos outros (indí, dualidade). Ninguém pode pagar pec mal feito por outra pessoa. Diante dessa nova situação, como fica o antic: ensinamento^ O autor do livro aproveitou-se de uma história poética para questionar se_ povo. Através da história de Jó, o livre fala de uma situação que o povo de sua época vivia: seu sofrimento, na luta pela sobrevivência, era enorme. Ainda mais que o ensinamento recebido já nác combinava mais com o que sentia na carne: dizia que eles mesmos eram eupados de seu sofrimento. O ensinamento ficou como roupa de criança: nác entra no adulto de jeito nenhum! O povo tinha crescido, mas a tradição permaneceu do mesmo tamanho. Mas não era case de andar nu: era preciso confeccionar vestes novas. Trabalhando em grupo ensinamentos recebidos de nossos pais, nós percebemos que não combinam com nossa realidade atual? -^Como conservar a essência dos ensinamentos tradicionais. sem se prender às coisas próprias de épocas passadas?

N€SSfí

No livro, Javé fala com Jó de igual para igual (38,1-3). Mas não responde às suas perguntas. Sabe que Jó precisava, não de respostas, mas da experiência do Deus vrvo, que dá sentido a todos os mistérios da vida (42,1 -6). *Saíá: está aí para revelar o segredo dos corações e desmascarar os hipócritas (1,9-10; 2,4-5.7). Mas, cai do cavalo com Jó (1,20-22; 2,3-10; 42-7). VMulher de Jó: não suporta a companhia do marido doente (19,17). Mesmo sem perder a saúde, desiste da vida e convida Jó a desistir também (2,9). + Elifaz, Baldad e Sofar: amigos que vêm de longe para ver o sofrimento de Jó. São solidários e sofrem em silêncio com ele (2,11-13). Mas, a solidariedade deles tem um limite: não aceitam o questionamento de Jó (4,1-2). Cobram coerência dele (4,1 -6), mas eles mesmos não conseguem ver sua própria incoerência (13,2-10). São repreendidos pelo próprio Deus, por terem fechado os olhos para a vida (42,7). Criticavam Jó (4-5; 8; 20). Comparar seus

HISTOfílfí?

discursos com os de Jó, para termos uma ideia da diferença das posições *£//ú; aparece de repente para dar ur novo rumo ao debate. É um jovem que assiste às interrogações dos mais velhos que acaba servindo de ponte entre : passado e o presente (32,6-10), ou seja entre o ensinamento tradicional e a novidade dos fatos. É como o catequista de hoje, que procura iluminar os fatos a partir da fé. No capítulo 33, temos uma ideia da posição que ele defende.

Trabalhando em grupo •^Conhecer, através dos textos indicados, quem são os personagens envolvidos. ^Escolher, em grupo, dois ou três trechos que dêem uma boa ideia do assunto do livro. Preparar duas ou mais pessoas para declamar os textos, respeitando a forma poética deles e preparando bem o ambiente (luz, cenário, gestos). -^Discutir: com qual dos personagens a gente se identifica mais?


5 - Página - BIO

fí €Xt*€fíi€NCIfí Nós nos identificamos um pouquinho com cada personagem. Ora parece que Jó tem razão, ora parece que seus amigos é que estão certos. Que opção fazer? - pela tradição, que pelo menos é testemunho de um encontro verdadeiro com Deus no passado? - ou pela realidade presente, que nos questiona e envia a procurar novos caminhos? Em meio a essa polémica, Javé vai se revelando aos poucos. Primeiro, acompanha a vida de Jó, sem perder um detalhe (1,8; 2,3). Depois, assiste à ação de Satã, sem deixar o controle da situação (1,12; 2,6). Não é o primeiro a falar no debate, mas o último. Primeiro, dá a palavra a Jó, que está experimentando de maneira mais radical as contradições da vida. Quando os três amigos desistem de impor suas posições, é a vez de Eliú, o jovem que assiste calado ao debate dos mais velhos. Ele repete algumas coisas que Jó tinha dito, assim como algumas afirmações dos três amigos. Mas, a novidade de Eliú não está nas coisas que diz. Está em redescobrir a tradição antiga, sem jogá-la fora, mas começando a misturá-la com o novo. Eliú fala a partir de uma nova sabedoria, não aquela aprendida da tradição religiosa, mas a que vem de dentro do coração (32,18-20). Não fala para se mostrar ou para agradar ninguém, mas porque é impelido pela justiça (32,21 -22; 33,3). Eliú percebe que a razão não está, nem com os defensores da tradição, presos ao passado (32,9-13), nem com o defensor, só do presente (33,8-14). Por isso, tem liberdade para questionar os dois lados. Javé começa a dar seu ponto de vista a partir das palavras de um jovem. Prepara sua chegada através de Eliú. Por fim, Javé acaba tomando a palavra, e falando com Jó por meio da tempestade {38,1; 40,6). As próprias criaturas dão testemunho do Mistério de Deus (38-41). A experiência do Deus vivo não é brincadeira. Primeiro, Jó se sente perdido. Cheio de medo e perplexo, parece querer pular

HiSTÓfílfí

DO t>€US VIVO

fora, dando por encerrado seus questionamentos (40,3-5). Mas, quando Javé se revela, não tem mais volta. No fim, Jó se rende plenamente ao Mistério infinito de Deus, e declara: "Eu te conhecia só de ouvir. Agora, porém, os meus olhos te vêem". (42,5) Javé não responde às perguntas feitas ao longo do debate. Ao contrário, acrescenta várias outras perguntas (38,3; 40,7)Javé não responde a partir da tradição, mas da realidade presente. Convida Jó a olhar para si mesmo (38,4s) e para o restante da Criação (40,15; 41,1). Contudo, a última palavra ainda é de Jó. As perguntas de Javé nem precisam ser respondidas, falam por si. Mas Javé ainda quer ouvir o que Jó tem a dizer, Só após, dá o debate por encerrado (42,7a). No fim de tudo, apenas Jó faz a experiência direta do Deus vivo, ao contrário dos amigos, que continuam fazendo uma experiência indireta. Javé coloca Jó na posição de intercessor, ou seja, de ponte entre ele Javé, e os três amigos (42,8). Trabalhando em grupo: ^Qual a diferença entre a atitude de Jó e a de seus amigos? Como Jó se posiciona frente à vida? •^Como se abrir à experiência do Deus vivo, a partir dos desafios do dia-a-dia?

r>€ JÓ fÍCONT€C€NI>O HOJ€

Diariamente, nos vemos frente a frente com: - desempregados; - excluídos da sociedade; - gente sem voz e sem direito a opinião; - doentes e sofredores; - crianças e idosos abandonados; - famílias inteiras morando nas ruas... A pergunta que nos fazem é a mesma de Jó: por quê? O que fizeram de tão grave para merecer tais sofrimentos? Percebemos que 3/4 da humanidade está vivendo excluída da economia, da política, da alfabetização, até mesmo da religião. Milhares de pessoas vão buscar, nos balcões de cura e milagres, um alívio para tão grande sofrimento. Mas, essas pessoas, apesar de estarem excluídas da economia, não estão excluídas do Projeto de Deus. Ao contrário, representam o centro desse Projeto, que, para acontecer, é preciso primeiro ser conhecido. É necessário que, em primeiro lugar, 0 povo mais sofrido faça a sua experiência de Deus. 1 _ anto ao 1 /4 da humanidade que ainda consegue um lugar na vida económica do caneta,e que tem condições mínimas de uma vida digna, o que fazer diante do excluído? Vottando à história de Jó. Dercebemos aue ele fez sua exoeriéncia do Deus vivo a oartir

de seu próprio sofrimento. Teve a mesma sabedoria do povo que observa a vida sem descanso, de olhos sempre abertos para o novo. No fim, Deus o constitui intercessor entre si e os demais. Se não temos a mesma sabedoria do povo sofredor, é preciso então nos colocarmos, humildemente, diante do povo pobre, e "emprestarmos" seus "óculos da sabedoria", para que possamos ver a face de Deus (42,5).

Trabalhando em grupo <-Medítar sobre a própria vida e descobrir algum sofrimento, notório ou profundo, que nos impede de sentir a alegria dos filhos de Deus. •^Assumir o sofrimento dos irmãos mais próximos da comunidade, como caminho para uma experiência do Deus vivo.


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(SEMANA CATEQUÉTICA 1996 PARTICIPAÇÃO RECORDE

Com participação em torno de 2500 catequistas e agentes de pastoral, a Semana Catequética 1996 chega ao fim deixando alegria e saudade. Durante todo o mês de julho, a Diocese de Osasco participou, apoiou e aproveitou para festejar com alegria sua vocação de evangelizadora.

Seis Semanas em uma - ou uma Semana em seis? A Semana Catequética, desta vez, foi mais "missionária": saiu pelas Regiões Pastorais, caminhando na direçáo dos catequistas, que puderam participar das palestras e apresentações com mais facilidade. As próprias Regiões prepararam suas equipes de animação e acolhida. Não faltou também o cafezinho... Cada noite foi aberta com encenações, danças e cantos, sempre a partir do tema de cada assessor. Para realizar cada apresentação, foi necessário estudo prévio, pesquisa e muita dedicação nos ensaios, que tornaram as danças e encenações momentos realmente significativos, ricos em conteúdo e criatividade.

Fenómeno Religioso: o tema. Para tratar do tema geral, "o Fenómeno Religioso", contamos com a colaboração de diversos assessores especializados. Primeiro tema: "A religião na Bíblia", ficou a cargo do biblisía Pedro Vasconcellos Lima, que esteve nas seis Regiões Pastorais. De acordo com suas colocações, percebemos que a essência da religião está na prática da justiça (cf. Tg 1,27), e que o culto do Deus vivo e verdadeiro só é aquele que traz vida ao povo (1Rs 17-18). Por outro lado, segundo o biblista, é fundamental não desprezarmos as manifestações religiosas diferentes das nossas: o povo da Bíblia aprendeu com seus vizinhos a ver na natureza o retrato de Deus(cf. Gn 18,1; Ex3,1-2; 1Rs 19,1-13). Porfim, lembrounos que ser cristão consiste em seguir a Jesus, realizando a justiça do Reino, e que a-Verdade não é propriedade de grupo religioso algum (cf. Mc 9,38-40). Segundo tema contou com três assessores: Sandra Ferreira Ribeiro (Vargem Grande e Itapevi), Pé. João Trinta em (Santo António e Remédios) e Pé. José Bizon (Carapicuiba). Cada um em seu estilo, os três falaram a respeito do Fenómeno Religioso atual, cujos sintomas são o pluralismo religioso.

a indiferença, e o fundamentalismo. Terceiro tema ficou a cargo de D. Francisco, que na: perdeu um momento da Semana Catequética nas seis Regiões. Em suas colocações, nos ajudou a compreence melhor nossa identidade cristã, que se manifesta em nc ~sã adesão e participação na Assembleia dos discípulos cf Jesus (Igreja). Como católicos, é importante que, corr è força do Espírito, possamos ser sempre fiéis ao desejo c: Pai, manifestado no Filho Jesus (cf.Jo 17,1-3 Encontro de Liturgia e Catequese Mas os catequistas não ficaram sem o seu ; i de encontro diocesano. Foi o 1° Encontre Diocesano de Liturgia e Catequese Colégio N. S. da Misericórdia. Nos d-as 13 e 14 de julho, com a assessc- •da Ir. Lourdes Pess cerca de 300 cstequistas ca-taram, dançaram e rezaraMuita mus.ca e expres corpora para ST usada ~= catequese em todas =; í idades. Todas as = r giõesPastc-i: estavam rep-esentadas. No c:mingo à tarde, os cateq_ r tas, com faixas, canções e rm> ta animação, dirigiram-se em car> nhada à Catedral. Ali, o encontre *: encerrado com a Celebração EL :.=• cística, presidida por D.Fran: quando foi comemorado o Dia o: Catequista.

Agora, é regar a semente É importante que os grupos de catec_:i tas apresentem uma avaliação do evento, para c_-r em 1997, a alegria e a participação sejam redobram As avaliações podem ser encaminhadas para a coorae-r cão da catequese em cada Região Pastoral, ou para c tro Catequético Diocesano. Fazer a avaliação é regar a ^ mente que a formação plantou!

Día do Catequista - 25 de agosto Queridos (as) Catequistas! Parabéns, pela passagem de seu dia. Mais, especialmente queremos abraçá-los (Ias) pele serviço catequético evangelizador que realizarna comunidade, para o bem do Reino. Que Deus os guarde sempre em seu coracã:


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•fENCONTRO PE CASAIS COM CRISTO] DIOCESE DE OSASCO Atividades programadas para o 2° Semestre de 1996 Encontros ETAPA

JUL 1 1

1* 2? 32

NOV

AGO

SET

OUT

5

10

9

25

1

1

3

6

DEZ

TOTAL

1

Diocesano TOTAL

2

11

6

12

1

1

Pós-Encontro

Formações para Coordenadores de Equipe >05 para futuros Dirigentes >05 para Palestristas >05 para Coordenadores de Círculos

> 2.150 casais deverão trabalhar nos Encontros >1.100 casais participarão como Encontristas >810 casais partiparão das formações > Total de 4.060 casais serão envolvidos diretamente. VMais de 10.000 casais serão envolvidos indiretamente.

1

1

33

Eventos Serão realizados 33 eventos para arrecadação de verba para custear os Encontros.

Deverão ser realizadas 520 Reuniões de Pós-Encontro

Número de Casais Envolvidos

1

São casais líderes, que meditam o Evangelho, que o levam às suas famílias, que o multiplicam no seu meio e que o convertem em obras para a transformação do mundo.

7° CONGRESSO NACIONAL DE PASTORAL FAMILIAR

VAMOS A BELÉM Preparando o 3° Milénio: a inculturaçáo do evangelho na realidade familiar pós-moderna. De 06 a 08 de setembro de 1996

C R B - Osasco Todos os religiosos (as) estão convidados para mais um Encontro de estudo e confraternização, no dia 28 de agosto às 14:30 h. O assessor Pé. Victor Hugo tratará do tema "Psicologia da Vida Religiosa" O Encontro acontecerá no Mosteiro Santa Gema à Av. Dr. Altair Martins, 169 - Via Raposo Tavares, Km 20,5.

PRIORIDADE SAÚDE Continuamos nossas reflexões sobre a Cartilha dos Direitos do Paciente. Art. 42: "O paciente tem direito a identificar o profissional, por crachá preenchido com o nome completo, função e cargo'. Num mundo burocrático e anónimo precisamos educar-nos ao respeito recíproco, ao relacionamento pessoal. A necessidade de mostrar a função e o cargo deriva do direito de saber quem nos atende, e qual é seu nível profissional. Infelizmente acontece que

atendentes exercem funções que competem a profissionais de outro nível. Art. 59: "O paciente tem direito a consultas marcadas, antecipadamente, de forma que o tempo de espera não ultrapasse a 30 minutos", Salvo os casos imprevistos, deve darse ao paciente o direito de marcar antecipadamente o horário de atendimento. Uma margem de trinta minutos é bem aceitável. Mas como justificar espera de murtas horas? Como exinir

do paciente estar no local bem cedo, quando o atendimento não tem previsão de tempo? Art. 69: "O paciente tem direito de exigir que todo o material utilizado seja rigorosamente esterilizado, ou descartável e manipulado segundo normas de higiene e prevenção". É frequente que o ambiente de saúde seja foco de infecções. Por isso é necessário todo cuidado em relação ao material usado diretamente no narionta


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(ASSOCIAÇÃO PE PRESBÍTEROS]^ De 15 a 19 de julho, aconteceu em Nova Iguaçu, RJ, um encontro que reuniu 80 padres de todo o Brasil. Eles pertencem à Associação Nacional de Presbíteros do Brasil (ANPB), uma entidade criada há quatro anos para promover, assistir, ajudar e defender os padres. Foi a 2a Assembleia Nacional Eletiva, da entidade.

municações de São Paulo refletiu sobre o Padre e os Movimentos Populares. Padre Edson Damian apresentou uma síntese do "Projeto rumo ao novo milénio" da Igreja no Brasil. E o padre José António de Almeida apontou alguns objetivos que devem motivar a caminhada de uma associação de padres.

Com o lema 'Juntos como irmãos", a assembleia teve três momentos importantes.

O segundo momento da assembleia, foi dedicado a modificação de alguns artigos do estatuto para que a ANPB seja registrada no Conselho Nacional de Assistência Social. Finalmente os padres escolheram a nova diretoria para o próximo biénio. Foi um momento muito tenso mas que chegou a bom termo. A nova diretoria ficou assim composta:

O primeiro foi dedicado à reflexão sobre a conjuntura nacional e eclesial e sobre os objetivos de uma associação de padres. O deputado padre Roque Zimmermann, discorreu sobre a conjuntura política. Padre Fernando Altemeyer, do vicariato das co-

OSASCO TERÁ NOVO SACERDOTE A Diocese se alegra com a ORDENAÇÃO SACERDOTAL de Luiz António Sochiarelli dia 25 de agosto de 1996 às!6:00h Colégio Madre Iva Rua Zeus, 144 - Jd Adelina Estrada Velha de Itapevi

Parabéns Luiz António! Que seu sacerdócio seja um serviço fiel e alegre à construção do Reino e disponibilidade aos irmãos.

Presidente Padre Manoel Henrique de Me : Santana (Maceió, AL) Vice-presidente Padre Eduardo Rodrigues Coe~; (São Paulo, SP) Primeiro secretário Padre Agostinho Pretto (Nci» Iguaçu, RJ) Segundo secretário Padre António Aparecido Pe-e • = (Sáo Paulo, SP) Primeiro tesoureiro Padre José Severino da Silva F -; (Campina Grande, PB)

Segundo tesoureiro Padre José Pimenta da Silva (Lag: = da Prata, MG)

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-

O Papa pede aos jovens: "Sede generosos em dar a vida ao Senhor. Não tenhais medo. Cultivai sentimentos de solidariedade. Deus espera muito de vós." ^

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®l° ÂcftLGNDfimo pnsTonnL - Í=ÊGOSTO - 199* \1 - Q 02- S - Conselho da Região Pastoral Carapicuíba - 20h 03- S - Reinicio do Curso de Teol. Past. de Osasco - Escola Catequética - ECO - São Roque - 14h 04- D - 1 89 DOMINGO - TEMPO COMUM - Dia do Padre - P Vocacional Reg. Pastoral S. Roque - 14 às 17h 05- S - Passeio e Confraternização dos Padres 06- T - FESTA DA TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR - Conselho da Região Pastoral Sto António - 20h 08- Q - PR Região Pastoral Sto António - 9h - PP Região Pastoral Barueri 09- S - MISSA DA FAMÍLIA - Catedral - 20h - Reunião Conselho Deliberativo da Caritas - 9h 10- S - Equipe Dioc. de CEBs - Catedral - 14:30h 1 1 - 0 - 1 9 ° DOMINGO -TEMPO COMUM - DIA DOS PAIS 14- Q - PP Região Pastoral Cotia - 9h - PR Região Pastoral Bonfim - PP Região Pastoral Sáo Roque 15- Q - ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

- Cons. Past. Setores S. Família e Imaculada - 20h 16- S - FESTA DE SÃO ROQUE -Prioridade Moradia - Igreja N.Sra. Aparecida Carapicuíba - 20h 17- S -Equipe Diocesana Prioridade: "Saúde" - Escola Catequétia - ECO - Osasco - 9 às 16h 18- D - FESTA LITURGICA DA ASSUNÇÃO DE N. S RA - Retiro para Ministros da Celebração da Palavs Reg. Past. Cotia e S. Roque - Cotia - 9 às 16h 20- T - Conselho de Presbíteros - Sem. S. José - 9h - Conselho do Setor N. Sra. das Graças - 20h 23- S - Comissão Dioc. de Administração - CEO - 8:30^ 25- D - 213 DOMINGO - TEMPO COMUM -DIA DO CATEQUISTA - COLETA EM FAVOR DO SEMINÁRIO DIOCESANC - Conselho da Região Pastoral Barueri 28- Q - Núcleo CRB - 14 às 17h 30- S - Conselho da Região Pastoral Cotia - 20h - Conselho da Região Pastoral S. Roque - lgre.= S. Benedito - 20h


62 bio agosto 1996