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oletim nformativo de Osasco

ANa VI - NQ 53 SETEMBRO - 1 995

Jesus, o Filho de Deus, se encarnou na terra e na história concreta do povo de Israel, assumindo sua história, tradições, cultura e religião. Fez do Antigo Testamento a inspiração e a norma de sua palavra e atividade: realizar o projeto do Pai. A mesma tarefa cabe a nós: ler e meditar o Antigo Testamento, a fim de compreender a pessoa de Jesus e continuar a sua palavra e ação na história.


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INFORMANDO CELAM ESTABELECE OBJETIVOS E DEFINE PROGRAMAÇÃO

O Conselho Episcopado Latino-Americano (GELAM) definiu as linhas gerais de sua atuação nos próximos quatros anos. No centro das atenções esteve a preparação do Jubileu do início do Terceiro Milénio, conforme a proposta do Papa. Outro acontecimento que vai merecer participação especial do CELAM será o Sínodo para as Américas. Os objetivos se orientam ainda pelo esquema de Santo Domingo, mas com

a influência do COMLA 5, que fez emergir com mais força a dimensão missionária da Igreja na América Latina. O CELAM se coloca a serviço das Conferências Episcopais, incentivando a Igreja na América Latina a ser "decididamente missionária e solidária", com a disposição de "Evangelizar promovendo a cultura da vida", com a intenção de colaborar para que "todos tenham vida plena".

FALECEU PE. MIGUEL ARCANJO PEDROSO Durante muitos anos foi Assistente Eclesiástico da Associação dos Servos e Servas de Jesus Crucificado, localizada em Vargem Grande Paulista, depois de ter sido Pároco e Vigário Cooperador em diversas Paróquias na Arquidiocese de São Paulo. Filho de Arlindo António Pedroso e Maria Carolina Pedron Pedroso, nasceu em São Roque no dia 08 de maio de

1914. Fez o curso primário no Externato Santana em São Roque e o Seminário Menor em Pirapora. Terminou seus estudos no Seminário Central do Ipiranga, tendo sido ordenado sacerdote em 08 de dezembro de 1942, em São Paulo. Pé. Miguel Arcanjo faleceu no dia 08 de agosto de 1995 depois de ter dedicado 53 anos de sua vida sacerdotal em favor dos irmãos.

7 DE SETEMBRO A celebração do "Grito dos Excluídos" parte de um evento já garantido pela tradição dos últimos anos, a Romaria dos Trabalhadores a Aparecida do Norte, que sempre contou com o apoio da CNBB, e que agora já ultrapassa os limites das pastorais organizadas pela Igreja porque assumida espontaneamente por muita gente. Realizando no dia 7 de setembro o "Grito dos Excluídos" se liga à identidade católica do povo brasileiro, num dia especialmente significativo de nossa histó-

ria, uma expressão que vem se firmando na opinião pública, como foram os "gritos" da Amazónia, da Terra, e outros. O "Grito dos Excluídos" quer preservar a identidade religiosa da Romaria dos Trabalhadores sendo um grito de fé (todos incluídos no amor de Deus, na solicitude da Igreja, na solidariedade do povo), um grito de denúncia (contra as diversas formas de exclusão) e um grito de esperança: um grito pela vida, com sinais de esperança que podem animar o povo.

ATENÇÃO: MUDANÇA NOS PREFIXOS DE TELEFONES DE NOSSA REGIÃO Antes de fazer qualquer ligação telefónica para Barueri, Carapicuiba, Cotia e Osasco, preste atenção para a mudança de prefixo. Os prefixos passaram de 3 para 4 algarismos e os 4 números restantes continuam os mesmos. As mudanças de prefixos foram em: Barueri de 722 para 7282 Carapicuiba de 727 para 7287 Cotia de 721 para 7281

Osasco 1995 - Setembro

de 709 para 7209

ASSEMBLEIA DOS BISPOS REGIONAL SUL 1 - CNBB

A Assembleia dos Bispos (Régio Sul 1 - CNBB) está marcada para ac tecer nos dias 19, 20, 21 e 22 de tembro, em Itaici, SP. Os padres C( denadores Diocesanos de Pastoral i presença garantida nesta Assembl conforme o Estatuto do Regional Si Assembleia das Igrejas do Regic Sul 1 - CNBB Acontecerá nos dias 22, 23 e 24 de tembro, logo após a Assembleia Bispos, a 18§ Assembleia das Igre A Comissão Representativa determt cinco (5) representantes por DÍOCÉ divididos pelo seguinte critério: (1) pó Diocesano, (1) Padre Coordene de Pastoral e mais três (3) leigos gás ligadas à esfera da Coordena de Pastoral (Conselho de Pastoral, missão etc...). 11° ENCONTRO ESTADU/ DAS CEBS

Nos dias 15, 16 e17 de setembro, Ribeirão Preto, terá lugar o Enco Estadual das CEBs, Foram confec nados subsídios para grupo-de-n cartaz de divulgação. O material c ser solicitado junto ao Regional Sul ÓBOLO DE SÀO PEDRO A Coleta realizada no dia 2 de ju em todas as Paróquias e Comun dês, na celebração litúrgica da Fi de São Pedro e São Paulo teve ci resultado: RS 8.553,01 (oito mil nhentos e cinquenta e três rea um centavo). O cheque foi enviado para a Nuncis Apostólica no Brasil. Essa contribuição, de todas as Igr Particulares, é encaminhada ao F para que ele possa atender às ne sidades das Igrejas em Missão. NOTÍCIAS DO EPISCOPAC

Dom Paulo Lopes de Faria no di de agosto, foi tranferido de Itab (BA) e nomeado Arcebispo Coad de Diamantina (MG). Dom Xavier Gilles de Maup d'Ableiges foi nomeado Bispo Au de São Luis (MA) no dia 02 de agi Francês de nascimento, veio pá Brasil como missionário, em 196; mesmo ano em que foi ordenado.


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CAMINHANDO COM O PASTOR BÍBLIA : SERVIÇO À UIDA A Bíblia deve ser para o cristão a feliz descoberta, a cada dia, a cada momento de sua vida. Mas, para que seja assim valorizada, a Igreja dedica o mês de setembro à Bíblia. Isto significa que todas as comunidades cristãs devem incentivar, neste mês, de modo todo especial a leitura da Bíblia, levando, tanto as pessoas como as próprias comunidades a viverem a experiência de Deus que caminha conosco.

Deus, ao criar o universo e tudo o que nele existe, o fez dentro de um projeto de sabedoria e de amor.

A Bíblia, através da narração histórica do povo de Israel e dos povos circunvizinhos, nos transmite a existência do Deus da vida. Deus, ao criar o universo e tudo o que nele existe, o fez dentro de um projeto de sabedoria e de amor, traçado em sua mente divina desde toda a eternidade.

e o fez exultar de alegria com a presença de Jesus de Nazaré, Filho de Deus, que, livremente, aceitou a ignomínia da morte e morte de cruz para vencê-la por completo e definitivamente como o senhor da Vida, pela Ressurreição. O ensinamento da Bíblia continua hoje, através dos acontecimentos históricos em que somos envolvidos.

Há um projeto de Deus não obedecido pelo homem, mas restaurado pela obediência de CrisReuniu aqueles to Jesus. Esse projeto de Deus é um proque lhe eram jeto de Vida, de plena Felicidade. Ele se fiéis e com eles fundamenta na solidariedade dos homens que se unem e constituem um constituiu o povo, uma comunidade. seu povo.

Para assegurar a realização desse plano entre as criaturas, Deus criou o homem e a mulher a sua imagem e semelhança. Dotados de inteligência, a eles fora concedido também o dom da liberdade para observar ou desobedecer o que Deus tinha planejado para a sua felicidade. Assim, pela liberdade do homem, foi introduzida a morte no plano que era unicamente organizado para a vida. Mas Deus não abandonou o homem no seu projeto. Acompanhou-o, através de patriarcas e profetas. Reuniu aqueles que lhe eram fiéis e com eles constituiu o seu povo. Permitiu que esse povo experimentasse os frutos da morte e sofresse o vexame das derrotas, frente a povos ímpios. Permitiu que o abatimento da desolação e da ruina de suas cidades e templos consagrados lhe marcasse a história por anos de sofrimento e de lágrimas. Mas a presença de Deus junto ao seu povo o fez experimentar também a alegria da fé no Deus da vida; o fez sentir a esperança, alimentada e conduzida por Moisés, através do deserto, rumo à terra prometida;

O projeto de Deus se desenvolve na prática dos valores que incentivam e desenvolvem a vida em todas as suas expressões humanas: sociais, religiosas, económicas, etc. Aproveitemos deste mês de setembro para a leitura ainda mais assídua da Bíblia. E, ao considerarmos a história do povo de Deus, façamos um sério propósito: estejamos atentos à realidade social dos homens.

O ensinamento da Bíblia continua hoje, através dos acontecimentos históricos em que somos envolvidos.

Notemos, firmemente e sem temor, onde há a evidência do plano do homem, onde impera o pecado e a violência e o denunciemos como fruto da morte. Estejamos atentos ao plano de Deus que se mostra radiante e feliz pelas suas manifestações de justiça e de fraternidade, frutos da vida. Pela leitura da Bíblia vemos que Deus está conosco. Façamos um propósito: sejamos sempre solidários com a Vida, participantes do projeto de Deus. + FRANCISCO Setembro - 1995


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1 a CELEBRAÇÃO - TEMPO DE VIVER O COMPROMISSO MISSIONÁRIO SÍMBOLOS: Cartazes da Campanha Missionária 1995, vela ou lamparina, cruz, pano branco, pano vermelho. ACOLHIDA: Sejam todos bem vindos a esta primeira Celebração Missionária. Canto: Agora é tempo de ser Igreja. Animador: Unidos a todos os irmãos e irmãs que, como nós, se reúnem e, unidos a todos os missionários e missionárias, rezemos a Oração Missionária. Animador: Estamos no mês dedicado às missões! Queremos louvar e agradecer a Deus os grandes acontecimentos celebrados em 1994 e 1995: o Ano Missionário e o 59 Congresso Latino-Americano COMLA 5. Leitor 1: A Igreja no Brasil aprovou o Ano Missionário, como tempo especial de renovação do compromisso missionário. Leitor 2: Com o Ano Missionário, a Igreja queria,convocar a todas as comunidades eclesiais do Brasil para despertar a vocação missionária de todo o povo de Deus. Leitor 1: Constatamos a necessidade de mais missionários e missionárias para evangelizar aqui e alémfronteiras. Animador: O que foi vivido no Ano Missionário e no COMLA 5 não pode ser "coisa do passado". Precisamos dar mais um passo na caminhada. Animador: A vela acesa - traz presente - a grande luz de Cristo Ressuscitado. Agradecendo cantemos:

Canto: Porque Ele é Luz Verdade, Justiça Bem Perdão, Paz, esperança, amo e redenção. Leitor 3: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas (4,14-21) PARTILHA:

O Ano Missionário

1. Qual a boa nova que Jesus veio trazer? 2. A partir da missão de Jesus, como entendemos nossa missão, hoje?

Animador: Jesus disse que sua missão era fazer a vontade do Pai. Revelou a ternura de Deus, restabelecen do as relações fraternas entre as pessoas para que ninguém seja excluído. Alguém ergue a cruz. Leitor 1: Jesus, o Missionário do Pai, doou sua vida para salvar a todos, sendo pregado numa cruz. Canto: Salve cruz libertadora! Animador: Simbolizando a alegria e doação dos missionários e missionárias, coloquemos sobre a cruz o pano branco Todos: Senhor, dai aos missionários alegria e coragem. Leitor 2: Lembremos nomes de pessoas que dedicaram sua vida testemunhando e anunciando a Boa Nova. Animador: Simbolizando o martírio, todo o sangue derrama do por causa da fé, em tantas partes do mundo coloquemos sobre a cruz o pano vermelho. Canto: Vitória, tu reinarás...

GESTO CO/venero Como tarefa do Ano Missionário: Organizar em todas as paróquias e comunidades uma equipe de animação missionária.

3a CELEBRAÇÃO - CONFIRMAR O COMPRO SÍMBOLOS: Mala ou sacola de viagem e os objetos trazidos pelos participantes. ACOLHIDA: Saudamos com alegria a todos vocês que vieram fortalecer o compromisso Missionário. Reafirmemos nossa fé, na Trindade Santa, cantando: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Animador: Para que possamos realizar uma boa Celebração Missionária peçamos as bênçãos de Deus, rezando a Oração Missionária. Animador: A fé que nós recebemos é um presente que deve ser partilhado. Ela somente se fortifica quando assumimos a missão de construir o Reino de Deus, Reino de justiça, igualdade e fraternidade onde estamos ou onde formos. Leitor 1: Olhando para as situações de injustiça, de corrupção e de miséria existentes entre nós e na América Latina, África, Haiti e, em tantos outros países, vemos povos destruídos que clamam por socorro e justiça.

Leitor 2: Encontramos, especialmente, nas grandes cidades, crianças e velhos jogados nas ruas, sem aparência humana. Leitor 1: Aumenta o número de jovens enganados pelas drogas e cresce dia a-dia o número de aidéticos. Animador: Diante disso devemos nos pergunta1) Que tipo de missionários e missionárias hoje, o mundo necessita para reconquistar a confiança e esperança no Deus ca vida e no homem sadio e feliz? 2) Onde buscar e encontrar missionários e missinárias atender a tantas situações e locais? Animador: Busquemos na Palavra de Deus luz para compra ender e agir diante destas necessidades. Aclamemos com o canto: Canto: A tua boa nova alegra e convida do mundo os e> cluídos, do Reino os preferidos. Leitor 3: Leitura da carta de São Paulo aos Romanos 10,11 - >"

Vai, vai missionário

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2a CELEBRAÇÃO - MISSÃO COM NOVO ARDOR SÍMBOLOS: Bíblia, Cartaz e Texto-Base do COMLA 5, uma estrela e as tiras de papel com frases que expressam o que significou o COMLA 5. ACOLHIDA: Acolhemos, com alegria, a todos vocês que vieram para esta Celebração a fim de refletir sobre o "Assumir a Missão com Novo Ardor e Entusiasmo". Canto: Quando o Espírito de Deus soprou. Animador: Peçamos, na Oração Missionária, a Deus Pai as graças necessárias para assumirmos e realizarmos a missão de seu Filho Jesus: que o nome de Deus seja conhecido e o pão seja repartido. Leitor 1: Durante o Ano Missionário, refletiu-se sobre o sentido e a necessidade da Missão para tornar conhecido o Plano de Deus e anunciar Jesus ressuscitado que nos abre caminhos de vida e esperança. Leitor 2: Realizou-se em Belo Horizonte, de 18 a 23 de julho de 1995, o 5Q Congresso Missionário Latino-Americano com o tema: "O EVANGELHO NAS CULTURAS - CAMINHO DE VIDA E ESPERANÇA"! Animador: Vamos trazer mais perto de nós este acontecimento eclesial, colocando sobre o mapa do cartaz do COMLA 5 uma estrela. Ela simboliza a grande luz que o Congresso trouxe para toda a Igreja da América Latina. Também vamos colocar as frases que trouxemos sobre o significado do COMLA, enquanto cantamos. Canto: Sim, eu quero que a luz de Deus... Leitor 1: O COMLA foi também um testemunho vivo de que somos Igreja em Missão, realizando o mandado de Jesus: "Ide e anunciai".

Leitor 2: Os participantes do COMLA 5 acolheram com muito carinho a mensagem de esperança e encorajamento do Papa João Paulo II. Leitor 1:O 5e Congresso Missionário trouxe uma visão nova de missão. Mostrou rostos desfigurados e tantos irmãos e irmãs excluídos, que ainda não conhecem Jesus e sua mensagem. Animador: Estendendo nossa mão em direção à Bíblia digamos todos juntos: "Divino Espírito Santo / abri nossos olhos para enxergar a dor de nossos irmãos / abri nossos ouvidos para escutar vossa Palavra/. Iluminai nossa mente e coração/para compreender a mensagem do Pai/, vivida e ensinada por Jesus". Canto: Vem, vem, vem. Vem Espírito Santo de amor. Leitor 3: Leitura do Evangelho de São Mateus 25, 31-45.

O COMLA 5

(10 PARTILHA: 1) O que diz São Paulo sobre a fé? 2) O que é necessário para ter mais fé e tornar-se missionário? 5 > Por que necessitamos de missionários e missionárias. Animador: 1) O que tem a ver essa sacola com a missão? 2) O deve levar o missionário quando parte? Coloquemos, agora, na sacola (ou mala) os objetos que trouxemos, dizendo por que eles são importantes para o missionário que parte. Vmador: Vamos lembrar e dizer o nome de pessoas que ensinaram a mensagem do Evangelho para nós e de outras que partiram para terras distantes. Canto: Há um barco esquecido na praia. Leitor 1: O COMLA 5 foi um momento de olhar as formas de fazer missão: VINDE, VEDE E ANUNCIAI o Evangelho a todos os povos e culturas para que haja vida, fraternidade e paz. GESTO CONCRETO: -azer uma pesquisa no meio dos jovens e crianças para - se há alguém que gostaria ser missionário. Por que?

PARTILHA 1. O que tem a ver nossa missão com a mensagem do texto? 2. O que podemos fazer para que o nome de Deus seja conhecido e que o pão seja repartido? Animador: O COMLA 5 foi como uma luz, no alto da montanha. para recordar que a Palavra de Deus e seu amor, estão presentes em todas as culturas e povos. GESTO CONCRETO - Conhecer as prioridades e compromissos Missionários estabelecidos no COMLA 5 e comprometer-se na sua concretização. - Visitar algum doente ou ajudar pessoas desamparadas

A COMUNIDADE EM MISSÃO CELEBRA E LOUVA O SENHOR Cada grupo se reúne e partem em procissão até o local da Celebração comunitária, levando os símbolos utilizados nas Celebrações dos grupos. Cada família coloca na "mala do missionário", "comes e bebes", para a confraternização. ORAÇÃO MISSIONÁRIA Senhor Jesus, Bom Pastor e nosso Irmão, viestes habrtar no meto oe nós, para ser caminho de vida e esperança para todos. Renovai nossa esperança Derpertai, em todos os cristãos o desejo de conhecer-vos sempre mas e a disponibilidade para seguir-vos. Renovai nosso ardor pelo Reino de Deus Dai-nos vossa luz para encontrar-vos nas diferentes culturas e acolher-vos nos pobres e excluídos. Renovai nossa esperança Derramai sobre nós e sobre todas as comunidades edesiais os Dons do Vosso Espírito, despertando muitas vocações missionárias. Renovai nosso ardor pelo Reino de Deus Tomai-nos fortes na fé para anunciar em todas os ambientes vossos planos de justiça e de amor. Renovai nossa esperança e ardor pelo Reino de Deus Abençoai todas as nações, raças e línguas, e suscitai em nossas comunidades muitos discípulos e discípulas 'dispostos a colaborar na construção de Vosso Reino. É o que vos pedimos, mais uma vez. rezando confiante a oração que nos ensinastes. PAI NOSSO... Setembro - 1995


BIO - Páqina - 6

BIO BIO Datada de 26/06 e apresentada dia 10/ 07, pelo Cardeal Pirônio, Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos. A Conferência Mundial da ONU sobre a MULHER, em Pequim, neste mês de setembro, é a motivação imediata da carta. A finalidade: partilhar e manifestar gratidão a todas as mulheres. Expressa reconhecimento à ONU pela iniciativa da Conferência. Oferece a contribuição da Igreja na defesa da dignidade, papel e direitos das mulheres, dirigindo-se diretamente ao coração e à mente de todas as mulheres. Dá graças a Deus pelo mistério da mulher, pela mulher mãe, sorriso de Deus para a criança, pela mulher trabalhadora, pela participação na construção de uma cultura capaz de conciliar razão e sentimento, de estruturas económicas e políticas

mais humanas. O Papa assinala que, no passado, a mulher foi esquecida em suas prerrogativas, frequentemente marginalizada e inclusive reduzida a escravidão. Pergunta: que dizer dos obstáculos que, em tantos lugares, impedem plena inserção das mulheres na vida social, política e económica? Condena as formas de violência sexual de que são alvo as mulheres. Expressa sua admiração às mulheres que lutam pela dignidade da condição feminina pela conquista de fundamentais direitos sociais, económicos e políticos. Referindo-se às bases antropológicas, inspiradas na Bíblia, diz: "mulher e homem são seres complementares". Observando que na valorização do progresso, se utilizam categorias científicas e técnicas, diz que mais importante é a dimensão ética e

social, que diz respeito às relações humanas e os valores do espírito. Nesta, a sociedade é devedora, em grande parte, à índole da mulher, particularmente às mulheres comprometidas nos diversos setores da atividade educativa, no campo da saúde... Referindo-se a Maria, diz que a Igreja vê nela a máxima expressão da índole feminina e nela encontra fonte de contínua inspiração. Maria foi esposa e mãe colocando-se a serviço. Neste horizonte do serviço é possível acolher, sem desvantagens para a mulher, certa diversidade de funções, na medida em que emanam do caráter peculiar do ser masculino e feminino. Deseja, por fim, que na próxima Conferência da ONU, em Pequim, seja clareada a plena verdade sobre a mulher.

Realizou-se nos dias 30 de junho, 01 e 02 de julho, em Ibaté, São Roque o Retiro da Pastoral de Fé e Política, cujo tema foi: "Jesus e os Excluídos". Todo enfoque foi direcionado por dinâmicas que envolveram os participantes na realidade geradora presentes nas situações de sentimentos de vergonha, preconceito, medo, humilhação, solidariedade e resistência. Percebeu-se a grande barreira existente entre os

excludentes e os excluídos. Os primeiros, tendo uma ótica voltada para sua própria condição, não respeitam os excluídos, como alguém que possui uma caminhada, um passado, uma experiência. Os excluídos se acomodam, por não participar do sistema social. Dessa forma, as posições opostas não possibilitam um diálogo. Cabe a nós, agentes de Pastoral, descobrir como nos relacionar e como tratar os excluídos e não pensarmos que a solução está em retirá-los da situação em que estão e integrá-los ao meio

social do qual foram expulsos. Devemos estar conscientes da necessidade da aproximação, do diálogo, do conhecer-se sem a pretensão de ter soluções prontas, gerando desta forma, respeito e compreensão pelo excluído. Ajudá-lo a que retome a sua história e experiência de vida, para que readquira sua dignidade e seu direito de ser humano. O 3- Encontro da Pastoral de Fé e Política será nos dias 27, 28 e 29 de outubro, na Kolping do Jd. Novo Osasco. Aberto a todos os interessados.

PASTORAL DA SAÚDE

PARABÉNS PE. LUÍS CEGLAR

A Pastoral da Saúde promoverá dois eventos, nos meses de setembro e outubro. O primeiro será o XVI Congresso de Pastoral da Saúde, a realizar-se de 07 a 09 de setembro, em São Paulo (SP). Tema central do Congresso: A saúde e os excluídos. Serão desenvolvidos os seguintes subtemas: 1) Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 1995/ 1998 e a Pastoral da Saúde; 2) Realidade da saúde no País; 3) Jesus e os excluídos; 4) Pastoral com os portadores do vírus HIV; 5) O grito dos deficientes e portadores de patologias crónicas; 6) Bioética e exclusão; 7) Pastoral da Saúde na América Latina e Caribe. Participantes de países da América Latina, Caribe e Europa. O segundo evento é a Assembleia Geral da Pastoral da Saúde - CNBB. Acontecerá de 10 a 12 de outubro, em São Paulo (SP). Participarão os coordenadores diocesanos de Pastoral da Saúde. Consta na pauta da Assembleia a elaboração de um programa trienal de ação à luz das Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, fortalecimento da Pastoral da Saúde nas Dioceses e indicação de represe n tantesparaacopj^enaçãonacipnal _^

Pé. Luis Ceglar Grozni nasceu no dia 13 de novembro de 1917, na cidade de Metlika na Slovenia - lugoslavia onde fez seus estudos eclesiásticos. Sua Ordenação Sacerdotal foi celebrada na Áustria, na cidade de Gurk, no dia 19 de maio de 1945. Exerceu seu ministério na Áustria, no Chile e em 1956 chegou ao Brasil, para fazer desse país sua segunda pátria. Em 1960 veio para a Arquidiocese de São Paulo exercendo o ministério de Capelão na Santa Casa de São Roque. Após a criação da Diocese de Osasco passou a pertencer a essa Diocese. Em maio deste ano, Pé. Luis teve a alegria de celebrar seu Jubileu de Ouro de Sacerdócio. Pedindo a Deus que conceda muitas bênçãos e graças para a vida de Pé. Luis, a Diocese se une à sua Ação de Graças neste Ano Jubilar.

1995 - Setembro


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VISITA PASTORAL

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A VISITA PASTORAL NO SETOR SÁO ROQUE: UM CONSTITUIÇÃO DO SETOR SÃO ROQUE

O Setor São Roque é constituído de 5 municípios e 6 ftróquias: São Roque sede do Setor, São João Novo, Ibiuna, •brinque, Araçariguama e Alumínio. Estas 6 paróquias esãc dentro da Diocese de Osasco, cujo Bispo é Dom Francisco Manuel Vieira. Para animá-las e coordená-las pastoralmente o Bispo realizou no mês de agosto de 5 a 19 a Visita Pastoral •n nível setorial, e a seguir começou a visita em cada comu•dade paroquial ou seja, cada cidade deste setor. O QUE É VISITA PASTORAL

A visita pastoral é um acontecimento da Igreja que consiste na presença do pastor junto às comunidades ccfesiais para: avaliar e planejar a caminhada da Igreja, «timular as comunidades eclesiais, agradecer a dedicaçào de tantas pessoas inseridas na evangelização da Igreja. A visita pastoral é um evento da Igreja católica, que acon»ce de 5 em 5 anos nas paróquias e comunidades eclesiais. A visita pastoral é como a chuva que Deus derrama do céu sobre a terra. A chuva que cai na terra preparada, taz nascer a semente que o semeador semeou, faz crescer a planta que nasceu e faz a planta produzir os frutos. A presença do Bispo, que é a presença de Cristo no mundo, fará nascer em nossas comunidades eclesiais, uma nova vida de Deus. A visita pastoral, realizada em São Roque percorreu três etapas da vida eclesial: nascer de novo oara Deus. Crescer cada dia na vida de Deus. Produzir frutos 100% , outros 50% e outros 30%. O importante é que estejamos no processo da produção: produzir é nossa meta. Colher os frutos é meta de Deus. CONSTATAÇÕES E CONCLUSÕES

Durante esses 15 dias de visita pastoral em São Roque, nós padres do setor e agentes de pastoral, chegamos a algumas constatações e conclusões:

do para conhecer a caminhada do Povo de Deus nesta região pastoral. O VER nos levou a conhecer a realidade a partir dos acontecimentos pastorais. O "ver" retratou a situação concreta e a vida eclesial de nossas comunidades. O JULGAR nos levou a examinar a realidade à luz dos princípios e valores evangélicos. O AGIR nos levou ao planejamento e estimulou a Pastoral a sair da teoria para colocar na prática o planejamento. Só podemos realizar uma pastoral de conjunto, depois de termos a realidade na mão, para podermos fazer o julgamento dessa realidade à luz da Palavra de Deus para concretizar a pastoral em nossas comunidades eclesiais. Na realização pastoral, o planejamento tem um papel muito importante. A pastoral é o caminho para que a Igreja realize o Projeto de Deus no mundo. A visita pastoral foi este acontecimento de Deus na vida de nossas comunidades eclesiais que vibraram e se fortaleceram. FORMAÇÃO DAS EQUIPES DE PASTORAL

A visita pastoral levou a definir e estruturar, as equipes de coordenação a nível setorial. As equipes constituídas para executar sua tarefa pastoral receberam do bispo um mandato de três anos. Na missa de encerramento o bispo fez o envio para exercerem esta missão junto com o coordenador do setor Pé. Francisco, da Paróquia de Alumínio. Foram constituídas as seguintes equipes de coordenação em nível de setor: Pastoral Familiar; Pastoral da Juventude; Pastoral da Saúde; Pastoral da Moradia; Pastoral dos Adolescentes; Promoção Humana; Pastoral Vocacional; Catequese; Liturgia e Associações e Movimentos como: RCC, LEGIONÁRIAS, APOSTOLADO DA ORAÇÃO, CARITAS, PROJETO CAMPO-CIDADE, CLUBES DE MÃES E MOÇAS. Cada coordenador de pastoral, terá a missão junto à sua equipe, de estimular, ajudar, planejar junto para desenvolver a pastoral da qual é responsável.

A essência da Igreja é ser no mundo comunhão de 1S - Foi o conhecimento fraterno entre o pastor e suas ovelhas. Eu sou o bom pastor: conheço minhas ovelhas e pessoas, filhos do mesmo Pai que é Deus, irmãos em Crisatas me conhecem, assim como o Pai me conhece e eu co- to, unidos pelo mesmo Espírito "Que eles sejam um, como nheço o Pai (João 10,14-17). A visita pastoral foi um momen- nós somos um" (Jo 17,22). 13 para concretizar o desejo fundamental de Jesus: que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti (João 17,21). ALEGRIA E RECONHECIMENTO PELO BOM 2a - Definição das equipes de pastorais setoriais, a tm de que elas possam ajudar no crescimento eclesial do «banho de Cristo. Estas equipes irão auxiliar, assessorar e promover a vida eclesial de nosssas paróquias e comunidades. A força do rebanho está no trabalho organizado. A pastoral deve ser sempre uma pastoral de conjunto.

RESULTADO DA VISITA PASTORAL

Neste Setor São Roque a Visita Pastoral nos ajudou a organizar melhor a pastoral, assumir os diversos serviços que vão possibilitar o melhor desempenho da pastoral para o crescimento do Povo de Deus. Vamos assumir com entusiasmo e alegria a tarefa de fazer o reino de Deus acontecer nesta realidade de nossas comunidades. Todo homem comCONHECERA CAMINHADA DO POVO prometido com o projeto de um mundo novo, mundo de justiça no qual todo o ser viva com mais dignidade e tenha vida A visita pastoral, foi sem dúvida o diagnóstico da reaplena, está realizando o Projeto de Deus. toade pastoral. O ver, o julgar e o agir foi o método utilizaSetembro 1995


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OBJETIVO GERAL DA CRB

Nós, Superiores e Superioras Maiores dos Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica reunidos na XVII Assembleia Geral Ordinária da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), realizada em São Paulo de 24 a 28 de julho de 1995, refletimos sobre o tema "Modernidade Brasileira e Novos Rostos da Missão". Consideramos as repercussões da modernidade na Vida Religiosa e os desafios daí decorrentes. Reconhecemos os benefícios e ganhos da modernidade, tais como: a busca da eficiência, o avanço tecnológico, o desenvolvimento da subjetividade, o incentivo à criatividade. Identificamos também limites e patologias: a crescente exclusão das maiorias, o descaso da ética, a destruição dos valores, a perda do sentido de transcendência. Sensibilizamo-nos com os novos rostos da pobreza e o fenómeno da exclusão, propondo-nos a romper as barreiras que dificultam nossa presença junto aos caídos à beira do caminho. Tivemos diante dos olhos a situação de nosso país: o crescimento numérico dos pobres, a deterioração de suas condições de sobrevivência, o menosprezo de valores fundamentais - vida, convivência cordial, ecologia - a falta de ética na política, o desmonte das conquistas sociais e dos projetos populares, e outras sequelas do neoliberalismo no cotidiano de nosso povo. A esperança, no entanto, se mantém viva ao vermos a solidariedade , a capacidade de acolhimento, a força de resistência, a alegria no festejar. Acolhendo os resultados da IX Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, sobre "A Vida Consagrada e sua Missão na Igreja e no Mundo", e na expectativa da Exortação Apostólica pós-sinodal, reafirmamos nossa confiança no futuro de uma Vida Religiosa que procure res-

ponder aos desafios do tempo atual, em fidelidade criativa aos carismas fundacionais. Em comunhão com a Igreja latino-americana e sob o impacto do COMLA 5, recebemos felizes a Mensagem Final deste Congresso e nos deixamos contagiar pelo espírito missionário. Sintonizamos com as recentes "Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil", desejosos de sempre mais nos inserirmos na comunhão eclesial, através do diálogo sincero, da transparência nas relações, da disponibilidade para o serviço. Unidos aos demais Religiosos e Religiosas da América Latina, fazemos nossas as linhas inspiradoras do Plano Global da CLAR 1994 - 1997: inculturação, opção preferencial pelos pobres, comunhão eclesial, a mulher e o feminino, espiritualidade inculturada. Neste contexto, confiantes na presença e ação maternal de Maria, assumimos para o Triénio 1995 - 1998, o seguinte Objetivo Geral: DINAMIZAR A VIDA RELIGIOSA - em fidelidade criativa ao Evangelho e aos carismas fundacionais, - em comunhão com todo o Povo de Deus e seus Pastores, - incentivando, segundo a imagem do Deus Trino e à luz da opção pelos pobres, - atitudes, ações e projetos de solidariedade, - em parceria com as forças promotoras de vida, - nas diferenças de género, etnia, cultura e faixa etária, - indo ao encontro dos novos rostos da missão.

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SETEMBRO 01 -S 02 -S 03 -D 05 -T 07 -Q 08 -S 10 -D 13 -Q 14 -Q 15 -S 16 -S -

Núdeo Sagrada Família e Núcleo Espírito Santo -20h Reunião do Setor Carapicuiba - 20 h Escola Catequética (ECO) - 8:30 h - CECAD 22° DOMINGO - TEMPO COMUM Visita Pastoral - Araçariçjuama até dia 9 Coordenadores Pastoral - CEO - 9 h Conselho de Pastoral - Setor Santo António - 20 h DIA DA INDEPENDÊNCIA NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA 23° DOMINGO - TEMPO COMUM Visita Pastoral - Ibiúna até dia 17 Pastoral da Família - Setor São Roque - 14 h PP. Setor Barueri - 8:30 h PP. Setor Bonfim - 9 h PR Setor São Roque - 9 h EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ PP. Setor Cotia - 9 h PR Setor Santo António - 9 h Comissão Dioc. de Administração - CEO - 8:30 h Escola Catequética (ECO) - 8:30 h - CECAD

1995-Setembro

17 -D 19 -T 20 -Q 21 -Q 22 -S 24 -D 25 -S 26 -T 27 -Q 29 -S -

1995 24e DOMINGO - TEMPO COMUM Visita Pastoral - São Roque Escola Catequética (ECO) - 14 h - Cotia Escola Catequética (ECO) - 14:30 h - São Roque Conselho de Presbíteros - Sem. São José - 9 h Núcleo Novo Osasco - 20 h ASSEMBLEIA DOS BISPOS - Reg. SuM - 8 h PP. Setor Carapicuiba - 14:30 h Agentes de Pastoral - Setor Santo António - 20 h ASSEMBLEIA DAS IGREJAS - Reg. SuM - 16 h | 25C DOMINGO - TEMPO COMUM Visita Pastoral - Mairinque até dia 30 ASSEMBLEIA DAS IGREJAS - Reg. SuM - até 12 h Pastoral da Juventude - Setor São Roque - 14 h PLANEJAMENTO PASTORAL - IBATÉ PLANEJAMENTO PASTORAL - IBATÉ PLANEJAMENTO PASTORAL - IBATÉ até às 16 h Past. Criança e Adolescente - C. Pastoral - 20 h Conselho de Pastoral - Setor Cotia - 20 h Conselho de Pastoral - Setor São Roque - 20 h


53 bio setembro 1995