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MIMI com Mayumi Sasamori

MEL, com Clara Furquim da Silva

LILI, com Ivania Dreifke

SAMMY, com Laura Streb de Avila

BRIDA, com Cláudia Laux

RALPH, com Simoni Siebel

Novembro 2015 - Ano 1 - Nº 1 - Distribuição gratuita - Circulação mensal

SOL, com Rafael e André Mallmann

CACAU, Manoela Petry e Maicon Weber

CUSCO, com Jana Medeiros

BILLIE, com Shelly Feller

LILICA, com Alana Carpes Hermes

BENJAMIN, com Edemar Nodari

NINA, com Érica Ferreira

THOR, com Ana Clara Albring

SUSI, com Paulo de Deus Maciel

AFONSO, com Mônica dos Santos

APOLLO, com Marcos Souza

LUCK, com Patrícia Paulus


PROTETORES

Protetores lutam pelo respeito à vida dos animais Ser PROTETOR é realmente uma missão árdua, na qual se recebe muitas críticas, como: “Com tantas crianças precisando de ajuda você fica se preocupando com bichos”, “ Você não tem mais o que fazer”, “Sei bem o que são essas ONGs, só rola dinheiro”, “Mas se você não recolhe os animais então o que você faz?” e muitas outras barbaridades. Mas, após um momento e outro de desânimo, estamos novamente de cabeça erguida, prontos para mais uma batalha, pois nossos amados amiguinhos contam com nossa mão amiga para apoiá-los e defende-los. Ser protetor é... respeitar os animais, independente de raça ou estado em que se encontra, lutar pela defesa dos direitos dos animais, pela castração, pela adoção, por leis mais rígidas e que os defendam, pela conscientização das pessoas, contra a exploração animal em todas as suas formas, contra o comercio de animais…e por aí vai!! Um Amor incondicional… Leandro Mello - Presidente da Ondaa

Encontrar um animal abandonado pode ser uma dádiva a quem quer se tornar um protetor de animais, seja através de uma Organização Não Governamental (ONG) ou mesmo independente. O procedimento de ambos, de modo geral, é o mesmo: recolher e resgatar o animal e levar para clínicas veterinárias e, posteriormente, trabalhar pela sua adoção. Respeitar toda a forma de vida é o mantra do Protetor de Animais. Ele passa a lutar pelos direitos dos animais, pela castração, pela adoção e por leis que os defendam e os protejam. Esta postura fará com que os protetores dediquem boa parte de seu tempo aos animais e à conscientização da população contra a exploração animal em suas formas mais variadas. Em Novo Hamburgo, existem entidades, independentes ou não, cujas atuações são reconhecidas em exposições e eventos comunitários. A ONDAA – ORGANIZAÇÃO PELA DIGNIDADE DOS ANIMAIS ABANDONADOS que possui hoje uma dúzia de colaboradores, tem por objetivo primordial a proteção aos animais, de um modo geral, e em especial àqueles que se encontram em situação de abandono ou de sofrimento. Presidido por Leandro Mello, a entidade obtém os recursos financeiros através de doações esporádicas de simpatizantes á causa, recursos próprios dos voluntários, venda de camisetas e participação em brechós. A organização pode ser contatada através de www.facebook.com/OndaaNH. Com o objetivo de auxiliar os protetores de animais de Novo Hamburgo, o projeto FUÇUS LINDUS oferece hospedagem para os animais resgatados, a baixo custo. O Fuçus Lindus é composto por um grupo de pessoas

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que se uniram a fim de proporcionar um ambiente onde todos podem trocar ideias, opiniões e ajudar os animais em situação de risco. Com um número reduzido de quatro colaboradores, o casal Edson e Mara Berti busca com este projeto a conscientização tanto da população quanto dos administradores para os problemas de abandono, maus tratos e superpopulação dos animais de rua, objetivando assim, a adoção e posse responsável dos animais de rua de Novo Hamburgo. A obtenção de recursos financeiros é feita através de eventos organizados pelo projeto, como a realização de brechós comunitários, participação em feiras e outras ações, além de parcerias com empresas. Contatos pelos telefones 9139.2103/ 9137.9865 ou pelos e-mails adoção@fucuslindus.org e contato@fucuslindus.org. PATAS E PELOS é outra entidade, sem fins lucrativos e que busca castrar cães e gatos de rua. Quatro colaboradores e quatro veterinários ajudam Daniela Staudt e Shelly Feller no atendimento aos animais que foram resgatados e aguardam adoção. Elas promovem mensalmente um brechó, rifas eventuais e outras ações para obtenção de recursos. Estão elaborando um calendário onde cada mês estampará um dos cães que está à espera de adoção ou que já foi adotado. Pode-se contatar a entidade: projetopatasepelos@gmail.com ou www. facebook.com/projetopatasepelos. Os felinos que estão em situação de risco e de abandono também tem seus protetores através do projeto ALÉM DAS 7 VIDAS. Com o objetivo de dar atendimento, carinho e condições de vida digna aos felinos. Os contatos podem ser feitos pelo e-mail alemdas7vidas@ gmail.com ou pelo facebook/alemdas7vidas. O projeto custeia tratamentos, castrações, ração seca e areia para gatos com recursos financeiros advindos de doações, rifas, brechós e um chá anual.

Bichos de Estimação | Novembro de 2015

KENYA, com Rozane Gronitzky


Toxoplasmose DICAS DE SAÚDE

LAICA, com Karen Eduarda Lopes

PIPER, da Vitória Szulcsewski Ladipo

BELINHA, com Ana Júlia Stumm

Toda mulher que engravida pensa, ou é induzida a pensar, se tem gato, em Toxoplasmose. Existem muitas lendas sobre esta doença, e principalmente a acusação de uma espécie muito querida pára nós: os gatos. Todas as pessoas que eu converso na clínica me perguntam sobre os riscos de se contrair a Toxoplasmose ao entrarem em contato com seus gatinhos. Ou ainda, se engravidar o que deverá acontecer com seu gatinho? Neste texto vou procurar desmistificar esse inconveniente para meus pacientezinhos miantes. Em primeiro lugar, o que é Toxoplasmose: é uma doença infecciosa causada por um protozoário (toxoplasma gondii) que afeta a maioria dos animais de sangue quente, porém somente os felinos domésticos e selvagens apresentam seu ciclo biológico completo. No homem pode causar doença grave atingindo especialmente fígado, olhos e sistema nervoso central. Os gatos podem transmitir o toxoplasma nas fezes secas, e não nas úmidas ou frescas, pois é preciso 4-5 dias para o ovo do toxoplasma ficar infectante, eliminando em apenas uma fase de sua vida (de 6 a 14 semanas de idade), no máximo em 1-2 semanas, após isso o gato torna-se refratário a eliminação dos oocistos do toxoplasma, portanto não eliminando mais em sua vida. Sabe-se hoje em dia que menos de 1% dos gatos eliminam os oocistos. Os testes sorológicos negativos ao toxoplasma em gatos indicam falta de exposição mas susceptibilidade á infecção, enquanto os testes positivos indicam que o animal provavelmente eliminou oocistos anteriormente e que portanto, não vai mais eliminá-los num futuro do que um outro felino soronegativo. Dito isto está claro concluir a inocência de nossos gatinhos, o que também não significa não tomarmos medidas para evitar o contágio desta doença. Para isso siga algumas dicas abaixo: Lave bem frutas e verduras; Cozinhe bem carne suína e bovina; Recolha sempre as fezes de seu gatinho após feitas; Faça periodicamente a vermifugação de seu bichano e sua também.

E lembrem-se: Não há riscos de contaminação com a manipulação de gatos; O gato que lambe o pêlo e ingere os oocistos frescos não tem perigo de contágio; Mexer com terra ou areia onde gatos defecam tem riscos, não deixar crianças brincarem nestes locais; O cão também contrai a toxoplasmose, porém não elimina o oocisto, portanto não há risco de contágio. Resumindo, os gatinhos tem menos chance de passar a toxoplasmose que uma folha de alface mal lavada ou alimento mal cozido.

Dr. Flavio Fernandes – CRMVRS7398 Novembro de 2015 | Bichos de Estimação

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AS ORIGENS

Cão doméstico: de predador a companheiro

Embora surjam novas pesquisas a todos os momentos, com o desenvolvimento de novos estudos genéticos e arqueológicos, defendendo o aparecimento dos cães há pelo menos 30.000 mil anos, a teoria mais aceita pelos cientistas é outra: o planeta dava adeus à última Era do Gelo e os lobos buscavam comida pelas aldeias pré-históricas. As duas espécies, homens e lobos, foram se aproximando e os filhotes dos lobos foram se diferenciando de seus ancestrais, pois acabaram sendo criados pela mão do homem. Nessa aproximação dos lobos, o homem reconheceu a utilidade desta espécie, pois davam o alarme da presença de outros animais selvagens. Eventualmente, alguns filhotes foram capturados e levados para os acampamentos humanos onde foram criados e finalmente domesticados. O parecer de que todos os cães domésticos descendem do lobo cinzento eurasiano (Canis lupis) deixa a dúvida, entretanto, de quando e onde os nossos melhores amigos passaram de predadores a companheiros. Enquanto isso, surgem no mundo científico, pesquisadores que desenvolvem novos argumentos, criando novas teorias e as abordagens científicas apontando para resultados, por vezes, diferentes quanto a isto. Não há dúvida, entretanto, que com o passar do tempo, os animais que atingiam a idade adulta, se mostrando ferozes e não aceitando a presença humana, eram descartados ou impedidos de acasalamento. Deste modo, houve uma seleção de animais dóceis e obedientes. Já na idade adulta, auxiliavam na caça e na guarda do acampamento, o que levou à criação dos cães domésticos. Diz-se que muitas das características dos cães, como a lealdade ao dono e o instinto de caça e de seu território foram herdados do comportamento dos lobos. Os cães também aparecem nas pinturas pré-históricas das cavernas e através da arqueologia foram encontrados vários utensílios tendo cães como objetos de decoração, tais como cabos de faças entalhados com desenhos identificando a raça canina. As diferenças entre as raças de cães já eram visíveis na antiguidade. No Império Romano, por exemplo, os grupos caninos já tinham as suas características básicas muito similares às de hoje em dia. Os animais já eram classificados por suas aptidões e estrutura. Na antiga cidade de Pompéia foram encontradas placas em algumas casas, com a inscrição cave canem (cuidado com o cachorro), explicitando assim que os cães já eram utilizados como guardiões.

LILY, com Giovana Negri

RUDOLF do Leandro Mello wall.alphacoders.com

LUCKY, com Daniela Lauermann

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Bichos de Estimação | Novembro de 2015


Aprenda aqui a calcular a idade de seu cão CURIOSIDADES

JADE, com Silvana Bonalume

LANA, da Denise Mazzali

Para que possamos compreender melhor nossos incríveis amigos de quatro patas e possamos cuidar deles, é importante conhecer a relação de idade que existe entre eles e nós. Cachorros não ficam velhos na fisionomia como nós e por isso podemos acabar negligenciando suas necessidades e limites. A velha regra de que um ano-cão equivale a sete anos de uma vida humana não é precisa. A proporção é maior com cães jovens e diminui um pouco com a idade do cachorro. Dependendo da raça, o cachorro entra na adolescência por volta dos oito meses aos dois anos de vida. Por exemplo, um cachorro de médio porte, com cerca de seis anos, já envelheceu tanto quanto um ser humano de 45 anos de idade. Aos dez, ele é como um ser humano de 60 anos, aos 12 anos, um homem de 75, e aos 15 anos, um homem de 90. O amadurecimento do cachorro é muito mais rápido durante os dois primeiros anos, mas poderá variar dependendo do porte ou peso. Cachorros de grande porte amadurecem mais rápido e tendem a ter vida mais curta. No momento em que chegam aos seis anos de idade, são considerados cães sênior. Cachorros de porte médio levam cerca de sete anos antes de se tornarem sênior, enquanto as raças pequenas e toy se tornam sênior apenas ao completarem nove anos de idade. Infelizmente, o tempo de vida de um cachorro é apenas uma fração do tempo médio de vida do ser humano, o que significa que o cachorro envelhece muito mais rápido. Veja o gráfico ao lado, ele poderá ajudá-lo a identificar a idade de um cachorro, comparando-a com a nossa. Verifique à esquerda a idade do seu cachorro e compare com a idade humana, localizada nas quatro colunas à direita. Note que a idade relativa dos cachorros varia de acordo com o peso dele. Portanto, localize o peso do seu cachorro na parte superior e compare à idade do seu amigão. Novembro de 2015 | Bichos de Estimação

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O seu bichinho, como você, adora novidades.

Pensando nisso as, Pet shops estão sempre à

VITRINE PET

procura - para oferecer a você e seu amiguinho, de uma infinidade de produtos com forma, cor, som e até sabor, numa diversidade incrível. Escolha os mais adequados

ao tamanho e

energia do seu

parceirinho e se

FIONA, com Cristine Welter

surpreenda com

sua interação. Mas não esqueça, nada substitui o seu envolvimento

afetivo com ele e nem seu

passeio diário.

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CADU, com Maria Eduarda Spier

Bebedouros

Brinquedos diversos

Pratos para refeições

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Bichos de Estimação | Novembro de 2015

Estas novidades você encontra na Bichos & Cia.


Meus bichos de estimação COISAS DE CRIANÇA

FÍGARO, com Mainê Louise Cardoso da Silva

Tenho dez bichos que se chamam Nenê, Flor, Urso, Plutinho, Lili, Marley, Pluto, Susi, Louro e Chumbinho. Foram todos adotados. O Nenê é o mais brabo, briga por tudo, pelo banho, pelo remédio que tem que tomar, com pedras que encontra no caminho. Ele não pode ver uma pedra que fica chorando, quer pegar e quando não consegue, chora e tenta arrastar ela. A Flor é meiga, doce, mas adora mordiscar um calcanhar quando você não dá atenção prá ela. O Urso é pequeno e peludo, tem um sorriso lindo, mas é ciumento. Quando era pequeno chamava ele de bola de pelo. Plutinho é preto, meigo, quieto, querido, um amor. Na Lili botei apelido de Gisele Bünchen, é magra, alta, olhos verdes e corre muito. As pessoas dão comida prá ela, achando que é magra por que não ganha comida, mas come muito bem. Marley é o terror, apronta de tudo, corre atrás dos carros e motos e quando saímos de carro, nos acompanha até na ponte e às vezes espera a gente voltar e sempre quer ser o primeiro na corrida de volta. Pluto, doce de cachorro, adora tomar banho de açude, adora colo, apesar do tamanho e adora ir na feirinha, onde fez bastante amizades. A Susi é mãe da Flor, do Urso e do Plutinho. É querida, meiga, pequena, adora andar de carro e faz cara de coitadinha para ganhar colo. O Louro, nosso papagaio, adora cantar, come tudo que vê pela frente, adora assaltar a fruteira, não deixa o queijo escapar e adora um pão com mumu. Ciumento, quando tá com meu pai, não deixa ninguém chegar perto, que ataca. Ah, ele não tem gaiola, é livre, assim como o Chumbinho, uma cocota. O Chumbinho caiu do ninho na nossa vida, é meio burrinho, se joga da árvore quando quer descer e nunca conseguiu voar, mas é muito fofo. Adora subir na minha cabeça e me descabela toda. Adoro todos os meus bichos não consigo viver sem eles não sei como tem gente que abandona eles, pois são tudo de bom. Amo demais eles, cada um do seu jeito. Apresentei meus bichinhos a vocês, espero que tenham gostado e que amem seus bichinhos, um igual ao outro, sendo de raça ou não.

BUD, com Valquíria de Souza

Letícia Caroline Weber – 10 anos

CRIANÇA FAZENDO ARTE

Desenho feitos por alunas da Turma Pré 2 da Escola Germano Dauernheimer de Estância Velha e enviados pela professora Janaína Medeiros Graziela Santos Vargas - 6 anos Sofia Brunes Ferreira - 6 anos Taís Carolina Klein - 6 anos Novembro de 2015 | Bichos de Estimação

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Gostou da nossa galeria? Mande a foto de seu amiguinho para nós. Vamos adorar! E-mail: bichosdeestimacao@outlook.com NICKY, com Suelen Spaniol

NESCAU, com Alexandre Koch

KELLY, com Mariele Wichinheski

ESTRELINHA, com Daniela Bickel

BINHA, com Tábata Camargo

BILLY, com Ana Paula Oliveira

THEVIS, com Vanderléia Finger

LARA, com Samy Tietze

LOLA, com Fábio Pires

LUKY, com Ângela Robinson

KITY, com Cindy Fleck Ramm

BRANQUINHA, com Márcia Paffrath

DARWYN, com Brenda Baum Spellmeier

AYLA, com Katia Hack

ARIEL, com Thyelle Hack

DUNNER, com Ana Paula Kleemann

BUD, com Leonardo F. de Vasconcelos

BELA, com Ana Cláudia Pereira

Redação e imagens: Gilberto Winter Luiz Pedro Guerreiro Criação e Arte-final: Sandra C. Alcantara E-mail: bichosdeestimacao@outlook.com Facebook: Bichos de Estimação Fotos: Arquivos pessoais

Bichos de estimação nov 2015  
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