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A REGIÃO GANHOU UMA NOVA VIDA!

#02 DEZEMBR0’10 Publicação Mensal 1€

ZÉ MIGUEL

« CONCORRI À CASA DOS SEGREDOS PARA PROMOVER A MINHA TERRA E A MINHA GENTE »

NATAL

COMO AS DIFERENTES RELIGIÕES VIVEM O DIA 25 DE DEZEMBRO

FAMÍLIAS NUMEROSAS

A CORAGEM DE QUEM TEM MUITOS FILHOS

PARKOUR

A ARTE DO DESLOCAMENTO

MODA

AS TENDÊNCIAS PARA O ÚLTIMO DIA DO ANO


a d n A e t r o n o A bib . . . a r u c o r p à tua ma paixão? u ti a r a p é a fi a r g to A fo uma revista? a r a p r e v e r c s e s e b Achas que sa um modelo? te s te n e s e , a d o m Gostas de tua onda? ção são a

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TALENTOS ENVIA O TEU CV OU UM PORTFÓLIO PARA: BIBONORTE, AVENIDA PROFESSOR DOUTOR CARLOS MOTA PINTO, Nº122, 1ºANDAR, 4630-208 MARCO DE CANAVESES OU UM E-MAIL PARA BIBONORTE@BIBONORTE.COM

04 EDITORIAL 05 ENFOQUE. As últimas novidades

de literatura, ensino, desporto...

06 OFEREÇA. Sugestões para

ofe

recer este Natal.

07 MODA. As tendências para a es

tação Outono/Inverno e as cores para o último dia do ano.

08 PROJECTO. Uma casa onde as

opotunidades acontecem.

10 REPORTAGEM. A arte de saltar

com o corpo.

16 REPORTAGEM. Os Anjos

20 TRADICIONAL.. A mais antiga

da Paz esquecidos pelas cha mas do Verão. loja de socos em Penafiel.

24 BRILHO

Loureiro recorda o tempo que viveu no Marco de Canaveses. Uma mistura de cores pintada no céu.

25 REPORTAGEM. Os Natais

15 EU SOU. A jovem enfermeira que

vividos pelas diferentes religiões.

28 ALMA E CORAÇÃO. As

tendências, a moda, o glamour.

melhores festas, as exposições, os concertos.

35 GASTRONOMIA. Receitas que

22 ENTREVISTA. A modelo Raquel

sociedade

34 ACONTECE ESTE MÊS. As

quem tem uma família numerosa.

33 OPINIÃO. Reflexões da

12 REPORTAGEM. As histórias de

deixou Amarante por Bristol.

puderá degustar nos melhores restaurantes da região.

36 COORDENADAS. Aproveite

para descansar num ambiente de bem-estar. Penafiel Park Hotel.

39 DIRECTÓRIO. As lojas que

procura.

43 ASSINA. Receba a Bibonorte

em casa.

BIBONORTE . DEZEMBRO . 2010

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FICHA TÉCNICA Director BRUNO PINTO brunopinto@bibonorte.com

Brinde

Colaboradores Ana Silva, Diogo Nogueira, Joana Vales, Juliana Afonso, Maria Teresa Pires, Sónia Mendes. Fotografia Manuel Madureira, Ângela Azevedo, Bruno Pinto. Edição e Propriedade Joana Isabel Vales REDAÇÃO, PUBLICIDADE E ADMINISTRAÇÃO Rua Manuel Pereira Soares 4630-296 Marco de Canaveses ASSINATURAS bibonorte@bibonorte.com PUBLICIDADE geral@bibonorte.com tlm. 931 147 023 IMPRESSÃO Publigraff Av. Professor Doutor Carlos Mota Pinto, nº122 4630-208 Marco de Canaveses Preço (iva incluído) €1,00 Periodicidade Mensal Tiragem: 8000 DEPÓSITO LEGAL 319061/10

Dezembro é mês de magia, de espírito natalício, de cheiros e sabores. Dezembro é também mês de juntar a família e os amigos, de brindar com champanhe e pedir desejos com uvas passas. Vamos rever a lista de desejos para 2010 e colocar um ‘feito’ nos realizados. Em 2011 há mais. Nascemos no penúltimo mês do ano e esperamos viver por muitos e bons anos. Na segunda edição da Bibonorte damos a conhecer Natais diferentes, jovens que fazem do salto uma arte, os anjos da paz, as tradições e o brilho pintado no céu. Levantem as taças e brindemos ao ano que passou e ao que há-de vir. Que a crise não deixe afectar os corações nem os sorrisos no rosto. Porque a vida também pode ser cor-de-rosa, aproveitemos da melhor maneira. Aos nossos leitores desejamos um Feliz Dezembro e um 2011 ainda melhor. Bruno Pinto (Director)

REGISTO ERC 125971


ENFOQUE

DESPORTO

Subaquático No Clube de Actividades Subaquáticas de Paredes pode entrar no mundo desconhecido do alto mar. Com cursos de mergulhador socorrista, administração de oxigénio, salvamento, mergulho nocturno, navegação subaquática, pesquisa e recuperação, compressores e estações de enchimentos pode viajar por entre os peixes e viver a beleza subaquática. Av. Dr. Francisco Sá Carneiro, nº 229, 4580-104 Paredes E-mail.: casp@casp.pt

LITERATURA

A Profecia de Istambul Depois do sucesso do livro “A Escrava da Córdova”, Alberto Santos volta a surpreender com o Livro “A Profecia de Istambul”, lançado a 11 de Novembro pela Porto Editora. Com A Escrava de Córdova, publicado em 2008, Alberto S. Santos saiu do anonimato enquanto escritor e atingiu um patamar de grande sucesso, comprovado pelos mais de 15 mil livros vendidos. Preço: €18,90

AMBIENTE

RESINORTE

INOVAÇÃO

Educação A empresa Nautilus, com unidade fabril em Castelo de Paiva, foi distinguida com o prémio Internacional de Inovação para a Educação Worlddidac 2010. Este é o galardão com maior prestígio e reconhecimento no sector. Tel.:224 507 420 E-mail.: geral@nautilus.pt www.nautilus.pt

A empresa Resinorte vai desenvolver um conjunto de iniciativas de incentivo à prevenção da produção de resíduos com destaque para um projecto piloto na área da compostagem doméstica e uma iniciativa de promoção do uso de fraldas reutilizáveis. No seguimento do projecto “Fraldinhas” os bebés nascidos na área de intervenção da Resinorte vão receber kit´s com fraldas reutilizáveis. Codessoso 4890-166 Celorico de Basto. Tel. 255 320 280

EDUCAÇÃO

30 Anos de Jardim de Infância O Jardim de Infância da Quinta do Casal assinalou 30 anos de existência com uma exposição que reuniu pais e filhos que frequentaram o jardim. Uma data que foi assinalada com grande nostalgia e repleta de recordações que juá estavam no baú das memórias.

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OFEREÇA


MODA

Katty Xiomara Qual é a sua peça de roupa favorita? O vestido; é uma peça bastante feminina e acaba por ser uma solução prática para qualquer situação. Qual é a característica fundamental da sua roupa? Existe um cunho pessoal, e isto é sempre difícil de descrever, mas acho que a feminilidade, o romantismo arrojado, e os detalhes são os aspectos que dominam com mais teimosia. Como é a sua colecção Outono/Inverno 2010? É uma colecção composta por blocos de cor, como um Tangram onde as peças compõe e descompõe variados coordenados, os aspectos no geral são mais geométricos e os materiais mais estruturados embora contrastem sempre com alguma fluidez nas formas. Quais são as cores que predominam nesta estação? Cores fortes, tendo como base o preto; o amarelo, o azul, o lilás e o cinza. Quais são as suas influências? Variadíssimas, desde a arquitectura, a banda desenhada, a música, o cinema, as cidades, as

Estilista luso-venezuelana, Katty Xiomara nasceu a 7 de Março de 1974, em Caracas, na Venezuela, e só veio para Portugal com 18 anos. É no Porto que tem a sua loja, um espaço que reúne moda e feminilidade. Uma das maiores promessas nacionais, Katty Xiomara apresenta regularmente as suas colecções no Portugal Fashion e na Moda Lisboa.

pessoas, os movimentos sociais… Onde foi buscar inspiração para esta colecção? No Tangram, um quebra-cabeças de origem chinês composto por 7 figuras geométricas que conseguem reproduzir diversas outras figuras. Quando desenha, em que tipo de mulher pensa? Numa mulher com atitude, que consegue definir um estilo próprio sem esquecer a natureza sensível da mulher. Quais as peças-chave para este Inverno? Os casacos e claro os vestidos. Estando a Passagem d´ano a aproximar-se que

tipo de peças aconselha a usar nesta noite? Sem dúvida o vestido é a peça mais adequada e com variadíssimas propostas. E que cores ficam melhor no último dia do ano? As cores neste último dia do ano são sempre uma questão difícil, entre as superstições e os que apelam as cores geradoras de energia pode ser complicado definir qual a melhor, terá de ser o espírito da pessoa a declarar o seu interesse, mas eu aconselho algum brilho, nada ofuscante pelo contrário elegante. Que projectos tem para o futuro? O maior projecto é continuar a evolução natural da marca e acompanhar os desafios inerentes a este crescimento. PUBLICIDADE

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PROJECTO

C AERUS

Mais do que um projecto, uma opor tunidade.

FORMAÇÃO, EMPREGO E VOLUNTARIADO. AS JANELAS DAS OPORTUNIDADES por Joana Vales fotografia Bruno Pinto

No Marco de Canaveses existe uma casa onde as oportunidades acontecem. O Caerus é um projecto que pretende desenvolver actividades em várias áreas.

O

emprego, formação e qualificação são algumas das valências do Projecto Caerus. «Temos um gabinete de apoio ao empreendedorismo em que orientamos a pessoa a ver qual a viabilidade do projecto», explica Liliana Teixeira, técnica do Caerus. Actualmente, existe um promotor que levou o processo até ao fim e conseguiu abrir uma loja de roupa. Em mãos, o Caerus tem 11 pedidos de apoio para a criação do próprio emprego. «Esta é uma forma de fugir ao desemprego e muitas vezes é a realização de um sonho. Nós não fazemos o trabalho pelas pessoas mas apoiamos e esclarecemos as dúvidas e os procedimentos legais», afirma a técnica. Numa altura em que a procura de emprego é cada vez maior e os resultados nem sempre são os pretendidos, o Caerus tem um serviço de mediação de emprego em que encaminha as pessoas para as ofertas locais. Ajuda ainda

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na elaboração de currículos e dá dicas de como se apresentar numa entrevista de emprego. Mas a área de actuação do Caerus vai para além deste eixo. Os jovens são uma das preocupações destes técnicos. «O gabinete de apoio a jovens é uma área que já é trabalhada nas escolas por isso, nós trabalhamos com aqueles jovens que não vão à escola», disse Judite Freitas, técnica do eixo relacionado com a intervenção familiar e parental. No “nós” trabalham a actividade de educação parental através de acções de preparação para maternidade à qual deram o nome ‘já somos pais’. Através de uma parceria com os Jardins de Infância desenvolvem a actividade ‘pais à séria’. Aqui são realizadas sessões que ajudam os pais a compreender e a lidar com os filhos. E por fim, os ‘pais a dobrar’ destinados aos avôs. ‘ O meu quintal’ é outra actividade desenvolvida no sentido de ajudar na gestão doméstica. «As pessoas que têm um


6 TÉCNICOS ecidos

Actua em territórios envelh

Financiamento de 450.000 para 36 meses

MORADA Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro, 514 Tuías 4630 Marco de Canaveses. Tel. 255 580 990 Fax. 255 580 999 geral@projectocaerus.org www.projectocaerus.org

pequeno espaço aprendem a cultivar com a ajuda da Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Marco de Canaveses». A realização de uma agenda de eventos para o Marco é também uma função do Caerus. «A ideia é dinamizar a vida das associações. Criar um centro de recursos virtual em que as associações publicam as actividades que desenvolvem», explica Catarina Santos, Coordenadora do Projecto. O campo de férias para jovens é já uma actividade com bastante sucesso. « Em 2009 tivemos cerca de 120 crianças e em 2010 o número aumentou para os 226», disse a Coordenadora. Na era das novas tecnologias crianças, jovens e idosos têm acesso a um mundo novo. Com as crianças criam blogues entre os Jardins de Infância para que os mais pequenos comecem a tomar contacto com as Tecnologias de Informação.

Com os jovens fazem acções de sensibilização com o objectivo de alertar para os perigos da Internet e com os Idosos promovem a comunicação pela internet com outras instituições. «Recentemente adquirimos uma consola wii para que os mais velhos se divirtam e ao mesmo tempo pratiquem algum exercício», disse Catarina Santos. O caerus é um programa que tem um prazo de 36 meses acabando assim em Março de 2012. O trabalho desenvolvido por estes técnicos certamente não morrerá na praia havendo parceiros para dar continuidade a um projecto que pretende combater a pobreza e a exclusão social.

«Nós orientamos as pessoas para que consigam realizar alguns sonhos»


REPORTAGEM

parkour rte de saltar

a a

O parkour está na moda. A arte de ultrapassar obstáculos usando apenas o corpo tem cada vez mais adeptos no nosso país. Nascido na década passada em Lisses, nos subúrbios de Paris, França, o parkour é arte e desporto, ou mesmo um modo de vida. por Sónia Mendes fotografia Manuel Madureira

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C

arlos Monteiro usa como nickname Jackie, tem 29 anos e é traceur, nome dado aos praticantes desta modalidade, há cinco anos. Para este traceur, o parkour é uma “óptima maneira de fugirmos da rotina”, permitindo-lhe sentir-se “livre”. Jackie define o seu desporto de eleição como “a maneira mais rápida e eficaz de ir de um ponto A a um ponto B, ultrapassando todos os obstáculos”. Um amigo foi o responsável por se ter iniciado quando lhe falou de “um documentário em que homens saltavam prédios apenas com o corpo”. Daí até descobrir que em Portugal já havia pessoas a fazerem o mesmo foi um instante e a identificação foi imediata. Desde então nunca mais parou e só as lesões o fazem interromper o treino. Mas Jackie encara o facto com naturalidade, uma vez que estas “fazem parte da modalidade”.

em O parkour está a crescer Portugal e a região do Tâmega e Vale do Sousa não fica atrás. tes. São dezenas os pratican Correm, saltam e chegam aos pontos mais altos.


A rua é o pavilhão improvisado e o meio envolvente a ferramenta de trabalho, embora seja necessária uma preparação extra para melhorar a condição física. O ginásio torna-se um aliado indispensável para diminuir a dureza do treino. Saltar de uma parede para outra, ou “salto de braços” e o “salto de gato”, quando os traceures se lançam para a frente são os movimentos preferidos de Jackie. No entanto, os maiores obstáculos são muitas vezes as próprias pessoas, que os confundem com “marginais”. Há locais onde ouvem “aplausos” e outros “raspanetes”, porque “as pessoas acham que estamos a fazer algo de errado”, revela. Enquanto o corpo permitir Carlos pretende continuar a ser traceur e espera ser forte o suficiente a nível mental para não “bloquear” quando algo não correr tão bem como desejado. A experiência de Jackie contrasta com a ansiedade de

crescer de Vítor Silva, mais conhecido por Barradas, que se iniciou na modalidade há um ano e meio. Aos 15 anos já demonstra jeito e muita vontade de evoluir. No começo o treino era feito por imitação. “Comecei a ver truques e a fazer igual, não fazia nada muito avançado, depois fui evoluindo”, confessa. A sensação de liberdade evidenciada por Carlos é partilhada por Vítor. “É como se não houvesse regras, podemos fazer o que quisermos”, diz Barradas. Devido à tenra idade a dificuldade é sentir o total apoio dos pais, que “aceitam, mas têm algum receio”. Jackie e Barradas partilham o sonho e as sensações. Diferentes níveis, mas ambições iguais, de quem procura libertarse e usufruir do espaço que os rodeia da melhor maneira possível, superando os desafios que aparecem pela frente.


REPORTAGEM

ÍLIASS FAM EROSA

NUM

A CORAGEM DE QUEM TEVE MUITOS FILHOS Longe vão os tempos em que ter sete ou oito filhos era normal. Hoje a maioria dos casais não se aventura a ter mais do que um ou dois filhos. Os motivos são vários: investir na profissão, a falta de tempo, o dinheiro que não chega, a casa que é pequena e por aí fora. Mas a verdade é que ainda existem resistentes. A Bibonorte foi saber como vivem os casais que optaram por ter uma família numerosa. por Ana Silva fotografia Bruno Pinto

O

dia-a-dia numa casa cheia nem sempre é fácil. Dormem dois ou três em cada quarto, fazem fila para a casa-de-banho, falam todos ao mesmo tempo, herdam a roupa e os brinquedos dos irmãos mais velhos, fazem birras, riem ao mesmo tempo. Mas com boa disposição tudo se compõe. Aqui o “um por todos e todos por um” é o lema da casa.

NOVE FILHOS, 6 NETOS

Lídia de 49 anos e Manuel Esteves de 59

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têm nove filhos, 4 netos e mais dois a caminho. As duas mesas de madeira são pequenas para as 21 pessoas que se juntam diariamente para almoçar. Entre filhos, netos, genros e noras, a casa fica cheia. Casados há 35 anos dizem ser um «casal feliz». Lídia tem 11 irmãos e deu seguimento a uma geração numerosa. «O meu marido queria muito ter um rapaz mas primeiro vieram as raparigas», diz com um sorriso. Teve nove. Elisabete, 33 anos, Andreia, 32, Liliana, 30, Catarina, 29,Eva, 26, Ângela, 23, Fernando, 19, Diogo, 17, e Ruben de 15 anos. «Passei

parte da minha vida grávida e não me arrependo nada», afirma. Confessam que a vida não foi fácil, passaram por algumas dificuldades mas foram superando. Manuel reformou-se quando tiveram o primeiro filho. Problemas de saúde assim o obrigaram. Dormiam quatro e cinco numa cama. Partilhavam os quartos, a roupa e os livros. Depois passaram a ter quatro quartos com cinco camas de casal. Hoje o casal continua a ter os filhos em casa. Os solteiros e duas casadas já que os maridos estão a trabalhar em Espanha.


TRÊS RAPARIGAS E 1 RAPAZ Sofia Amorim, 36 anos, Farmacêutica. Álvaro Amorim, 44 anos, Delegado de Informação Médica. Vivem em Baião. Casaram e os projectos de vida foram surgindo. Ter filhos fazia parte desse plano traçado mas «não tantos». Têm a Mafalda, 12 anos, o João de 9 e as gémeas Inês e Marta de 8 anos. «Sempre achei piada a famílias grandes mas não era nossa intenção ter quatro filhos. Aconteceu, foi surgindo», confessa Sofia. O João tinha apenas cinco meses quando Sofia soube que estava novamente grávida. No inicio «foi um choque, ainda por cima por serem gémeos. Depois passou e fomo-nos organizando», confessam. Quando eram mais pequenos «era muito complicado porque eram quase todos bebés». Hoje ainda continua a ser. «As manhãs são bastante difíceis. Têm aulas às 8h30 e acordá-los não é nada fácil». Mafalda, a mais velha, diz que «às vezes era melhor ser filha única», mostrando

que sente alguns ciúmes dos irmãos. Quando vão na rua «fica toda a gente a olhar e a perguntar se são todos nossos. As crianças até acham piada». A família foi crescendo e as necessidades também. A casa tornou-se pequena e o carro insuficiente para tantas ‘cadeirinhas’. «Mudamos de casa há três meses e agora eles já têm um quarto para cada um. Tivemos também que comprar uma carrinha de sete lugares», dizem. Quanto à alimentação… «Tenho que ir às compras todos os dias e o frigorífico parece que está sempre vazio ou semi-vazio», conta Sofia com um sorriso. Não querem pensar no dia em que os filhos ganharam asas. «Para já ainda são muito pequenos. Mas quando isso acontecer ficaremos à espera dos genros, das noras e dos netos», ri. O Natal é «a época mais gira porque juntamo-nos todos, com os avos e os tios». Um casal feliz que optou por ter a casa cheia.

Família Amorim

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Entidade Autorizada

MEDICINA NO TRABALHO Família Esteves

O «Natal é a festa mais bonita que temos», dizem as filhas. «Reunimo-nos todos, ficamos à lareira e trocamos apenas lembranças. O ano passado fiz croché para todos, este ano já não vou fazer porque ando a ver mal», confessa Lídia. O maior sonho do casal é poder ter algum dinheiro para ajudar os filhos. «Não queremos ter dinheiro para sermos ricos mas para ajudar. Queríamos muito poder dar um casamento bonito às duas filhas que ainda estão solteiras. Demos às outras e queríamos Sonho poder fazer o mesmo», dizem. «O que mais queria Se a vida ajudasse também as filhas era ter dinheiro para gostariam de ter muitos filhos. Para já fazer um casamento ficam por um ou dois mas quem sabe a às duas solteiras» família não volta a aumentar.

OUTRAS ESPECIALIDADES


SETE FILHOS, 2 NETOS Helena Costa, 38 anos, e António Monteiro, 40 anos, conheceram-se em Bragança num bailarico. Apaixonaram-se e ela fugiu com ele. Os pais não perdoaram mas Helena seguiu o coração. Para trás deixou uma vida de outras oportunidades. Ao lado de António, em Soalhães, Marco de Canaveses, encontrou o amor de sete filhos. Aos 18 anos teve a primeira filha, Patrícia. Da Patrícia tem agora dois netos, o Nuno de 1 ano e o Daniel de 3. Vivem todos juntos. Depois de Patrícia, Helena e António estiveram seis anos sem ter filhos. Mas a pintura do quadro de família mudou. Nasceu o Luís de 14 anos, as gémeas de 12, o João de 9, a Estrelinha de 7 e o Samuel de 5 anos. Quem passa pela casa encostada numa estreita ruela, com escadas de pedra e um simples portão verde parece silenciosa. É Domingo, cá fora a chuva não dá tréguas e lá dentro a família está reunida. «Isto de Inverno é mais complicado. Não podem ir lá para fora e como a casa é pequena fica logo uma bagunça. Mas estão ali no quar-

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to a estudar», diz Helena. Mal entro a agitação acontece. Todos querem tirar uma fotografia. «Olhe aqui nesta fotografia da comunhão também estávamos todos juntos», diz Alice, uma das gémeas, com um sorriso rasgado. Pela casa estão espalhadas fotografias ora de quando nasceram ora dos aniversários ora porque sim. A mesa de madeira é grande para quem olha mas pequena quando está cheia. Helena diz que ter “sete filhos é uma alegria”. Se é difícil é mas «com amor, carinho e educação tudo se faz». O pai, António, trabalha na construção civil em Bragança. Vem ao fim-de-semana e o barulho que os miúdos fazem até lhe sabe bem. «É muito bom ter a casa cheia. Aqui nunca há tristeza». Andam todos na escola, menos a mais velha. Quando chegam a casa a rotina já está estabelecida. «Entram, tiram as sapatilhas, lancham, vêem um bocadinho de televisão

e depois fazem os trabalhos de casa». Já está tudo coordenado. As festas são vividas com intensidade. O Natal, apesar de não ser rico em brinquedos, é celebrado em família. «Estamos aqui em casa todos à lareira, conversamos e depois as crianças vão para a cama. Normalmente pomos uma saquinha de rebuçados para cada um. Para brinquedos não há dinheiro», conta Helena. «ComiAos pares da sim, tem que ha«Quando algum ver sempre para os precisa de sapatos, meus meninos». Quando pergunto se junto algum dinheiro e compro para todos. É gostam de ter muiuma alegria» tos irmãos a resposta é dada prontamente: «Sim, gostamos muito. Porque assim brincamos uns com os outros», dizem em coro. Estrelinha diz que partilhar o quarto com as irmãs é «muito chato» e que gostava de ter um quarto só para si. Para já a partilha terá que continuar. Uma família numerosa onde o calor humano aquece o coração e a alma de quem não sabe o que é estar sozinho.


BáNribcoalarua B

árbara Nicolau vive em Bristol, Inglaterra, há cerca de um ano. Partiu à procura do sonho de ser enfermeira e é em Inglaterra que vive a sua primeira experiência profissional. Mas, foi em Amarante, em Abril de 1986, que Bárbara nasceu. Regressar a Portugal e a Amarante é um projecto para um futuro não muito próximo e só a mãe a faria adiantar esta volta.

teresse em vir para cá. Surgiu uma oferta para um hospital em Bristol e vim. Como foi a adaptação à cidade de Bristol? Não vou dizer que foi difícil, o hospital foi bastante prestativo em tudo, alojamento inicial, documentação, só isso é um alívio. Uma jovem num país estranho, com um nível inglês suficiente, mas não perfeito, a enfrentar as realidade e as responsabilidades, assusta, portanto todo esse apoio inicial, do hospital e da família foi bastante importante. Em que área de especialidade trabalha actualmente? Actualmente encontro-me a trabalhar em Ortopedia, Cirurgia Geral e Oftalmologia. Quais as principais diferenças na profissão entre os dois países? Em Portugal o curso é de 4 anos, que abrange um pouco as diferentes áreas de saúde, e é também muito técnico, com muitas horas passadas em sala de aula, mas também no hospital. Aqui o curso é de 3 anos e é difícil encontrar um recém-licenciado com uma carga horária em hospital tão grande e claro com um histórico de experiências e competências tão alargado. Quais as vantagens e desvantagens de trabalhar aqui? Em Inglaterra existe oferta de emprego, actualmente tenho óptimas condições de trabalho, mas claro que isso varia de hospital para hospital. A nível monetário, penso que é ligeiramente melhor trabalhar aqui.

As vivências em Amarante: Que recordações tem dos tempos que viveu em Amarante? As recordações são várias, em especial, dos meus passeios pela margem do rio, pela zona do Rossio com os amigos do secundário, dos nossos piqueniques à beira rio. Longe ou perto, é uma cidade que me fascina e que me dá grande alento, é a terra onde eu cresci. Até que idade lá viveu? Vivi em Amarante até aos meus 23 anos. Gostava de exercer a profissão na sua terra natal? Para já não, mas futuramente sim. Para constituir família Amarante é sem dúvida a melhor cidade, tem as facilidades e tem aquela tranquilidade que ajuda bastante no dia-a-dia. O curso de enfermagem e a ida para Inglaterra: Porque escolheu o curso de enfermagem? A área da saúde cativava-me, principalmente obstetrícia e saúde materna. Como surgiu a oportunidade de trabalhar em Bristol? Durante a faculdade, decidi que queria começar a carreira de enfermagem no exterior. Talvez também, pela situação do país, a falta de emprego, as injustiças dos concursos, as cunhas. Por isso, assim que terminei o curso, enviei um email para uma empresa de recrutamento a mostrar o meu in-

VIDAS

«AMARANTE É UMA CIDADE QUE ME FASCINA»

O regresso a Portugal: Com que frequência vai a Portugal? Este ano vão ser um total de 3 visitas com duas semanas cada. Do que tem mais saudades? Dos que têm saudades de mim, custa muito essa parte. O que a faria voltar a Portugal? A minha mãe. Prevê um regresso a Portugal em breve? Para breve não. Mas sim, pretendo regressar. PUBLICIDADE

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REPORTAGEM

Os Anjos da paz

Há quem lhes chame ‘Soldados da Paz’, nós vamos-lhes chamar ‘Anjos da Paz’. Arriscam a vida vezes sem conta. Esquecem tudo e concentram-se apenas numa missão: salvar vidas. Têm como lema “vida por vida” e regem-se por esse princípio. São Bombeiros de coração, são Bombeiros de orgulho, são Bombeiros dedicados. por Joana Vales fotografia Ângela Azevedo

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M

aio, Junho, Julho, Agosto, Setembro. As sirenes tocam. Não é novidade. São os incêndios. O fogo destrói tudo por onde passa. Eles tentam controlar, evitar e proteger casas e pessoas. Todos falam neles, no trabalho que fazem, nos heróis que são. Outubro, Novembro, Dezembro, Janeiro, Fevereiro, Março, Abril. Esquecidos pelo tempo frio. Lembrados por poucos, muito poucos. Mas o trabalho dos Anjos da Paz não se resume a incêndios. Estão prontos a actuar quando as situações assim o exigem. Socorrem, salvam, acarinham.

O INÍCIO

Mariana Silva está há oito anos nos Bombeiros Voluntários do Marco de Canaveses. Na altura veio com uns amigos e por cá ficou. É socorrista profissional e faz todo o trabalho de voluntariado necessário. «O quartel é a minha segunda casa, ou melhor, é a primeira já que passo mais tempo aqui do que em casa», diz Mariana. Na altura, quando começou, tinha «pavor a sangue, quase desmaiava». Com o tempo essa impressão passou e hoje está no socorro às vítimas. Pelo caminho foram várias as situações complicadas e marcantes. «Tudo o que implique crianças é muito complicado. Tivemos uma vez um miúdo de 4 anos que caiu de um muro com mais de 5 metros. Essa imagem nunca mais me saiu da cabeça», desabafa. Mas também existem

«OS MELHORES MOMENTOS SÃO QUANDO CONSEGUIMOS SALVAR VIDAS» momentos de alegria. «Sempre que conseguimos salvar e ajudar as pessoas. Uma vez uma senhora quase dava à luz na ambulância, mas felizmente conseguimos chegar a tempo ao hospital», diz. Se tem medo? «Antes de chegar aos sítios penso mas depois de lá estar esqueço tudo. Só depois é que dou comigo a pensar como consegui entrar num determinado sitio ou fa-

zer determinada coisa», conta Mariana. Os Bombeiros fazem parte da vida desta jovem de 28 anos e os projectos para o futuro estão definidos: continuar a fazer parte deste corpo de bombeiros.

era bombeiro e o irmão mais velho também. Sérgio entrou com 11 anos. Hoje também o irmão mais novo faz parte desta família de Anjos da Paz. Chefe de equipa, Sérgio sente «responsabilidade por ter os irmãos no corpo de bombeiros» e tenta sempre «assegurar a segurança deles». O dia-a-dia é sempre inesperado. Quando são chamados nunca sabem o que os espera. A adrenalina «está no máximo» e tudo passa por salvar vidas. «Uma altura ocorreu um acidente em que a senhora estava presa entre o seu banco e o de passageiros. Estava a falar connosco, a dizer quais os sintomas. Dizia que sentia muita falta de ar. A costela furou o pulmão e de um momento para o outro a senhora sucumbiu. Isso marcou-me muito porque não a conseguimos salvar e quando é assim dói muito», conta. Em 25 anos Sérgio já viveu algumas situações complicadas. «Uma altura arrebentaram seis garrafas de gás, duas à minha frente. Aí foi fugir», conta. Mas a vida de Bombeiro é «das mais gratificantes». Anjos que dão paz e lutam pela paz.

PROFISSIONAIS No Marco de Canaveses existem 141 Bombeiros no quadro activo. Todos recebem formação.

DUAS GERAÇÕES

Sérgio vestiu o uniforme pela primeira vez em 1985. O pai

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A

lbino Loureiro, comandante dos Bombeiros Voluntários do Marco de Canaveses, está no comando há um ano. Sempre teve uma ligação de afinidade com estes soldados de fogo. O que o move são «o espírito de missão e o bem-estar dos outros». Lançou a campanha para Angariação de Novos Bombeiros para o Quartel através de um curso que se inicia em Janeiro. Dos 6 aos 35 anos, com formação de 350 horas e escolaridade mínima obrigatória. «Estamos a precisar de sangue novo porque isso é a garantia de continuidade do corpo de bombeiros pelos tempos fora», afirma o comandante. Neste momento, existem 141 Esperamos por ti! bombeiEscola para novos ros no bombeiros quadro arranca em Janeiro activo. com cursos para Para Alinfantes, cadetes e bino estagiários. Loureiro «os Bombeiros são autênticas escolas de virtudes onde as pessoas crescem com ma-

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turidade». «Neste momento os bombeiros significam tudo. A seguir à minha família, são a razão da minha existência», confessa. Albino diz-se «extremamente honrado e orgulhoso de estar num cargo como o de comandante. Estar a trabalhar em prol dos outros enche-nos a alma e a auto-estima sobe substancialmente. É muito grato» Em 2010 ocorreram 650 ignições, 28 das quais no mesmo dia e 10 incêndios em simultâneo. 31 de Julho será um dia difícil de esquecer. 5 Homens ficaram feridos e o camião no qual seguiam bastante danificado. A necessidade de adquirir uma nova viatura de combate a incêndios florestais levou ao desenvolvimento de uma campanha de solidariedade denominada “Vamos conseguir”. O concelho do Marco de Canaveses é um dos mais atingidos do distrito do Porto, onde, ano após ano, a necessidade de mais meios é evidente. O valor é elevado podendo variar entre os 80 mil e os 175 mil euros.

C

láudio Ferreira é o presidente de direcção mais novo do país. Com apenas 35 anos, abraçou esta instituição com o objectivo de «ajudar na gestão». Ao longo de três anos foram muitos os objectivos traçados e os conseguidos. A remodelação total do quartel é um passo que se aguarda com ansiedade. «O investimento é de 360 mil euros, conseguimos 70 por cento do QREN e 30 por cento é nosso e conta com a ajuda da Câmara Municipal», afirma Cláudio Ferreira. Conseguir duas ambulâncias de socorro, dois camiões pesados e um programa que garanta a sustentabilidade financeira dos Bombeiros são metas a alcançar. O carinho pelos Bombeiros sempre existiu apesar de não ter nenhum familiar na corporação. Mas agora que

faz parte desta grande família de Anjos da Paz é que se apercebe «do trabalho destas pessoas». «Entrei com amigos e quando sair sairei com muitos mais», afirma. No final do ano Cláudio tem de decidir se continua ou não. Tudo depende «da família, da equipa e dos Bombeiros». Agora que o frio aperta e as chamas estão debaixo de gelo há mui«Vamos Conseguir» to mais Dos 80 mil euros para os necessários para o Anjos da camião, apenas foram Paz. Inangariados 20 mil. felizmente, acidentes, incêndios urbanos e muitas outras situações continuam a ocorrer. Felizmente, os Anjos da Paz continuam atentos e prontos actuar. Porque não é só no Verão que ganham vida.


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TRADICIONAL

SOCOS, CHANCAS E TAMANCOS

A Tradição feita à mão

A ARTE DE TRABALHAR A PELE CONTINUA VIVA NO NÚMERO 60 EM PENAFIEL. JOSÉ COUTO ABRIU-NOS AS PORTAS NUMA VIAGEM PELO PASSADO. por Ana Silva fotografia Ângela Azevedo

É

no largo da Ajuda, em Penafiel, que o Sr. José Couto trabalha há 53 anos. O negócio veio do pai e o gosto surgiu aos 10 anos. Chancas, tamancos e socos saem das mãos de José com naturalidade. Os tempos mudam e o negócio também. As prateleiras exibem o material construído e as ferramentas que ajudaram a dar forma a um objecto que está a cair em desuso. Nos tempos que já passaram, bastava olhar para o chão e via-se socos, chancas, tamancos em grande número. Hoje, são as pessoas mais velhas, fiéis a estas

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formas de calçar, e os ranchos folclóricos quem procura a arte de José Couto. Fala com gosto daquilo que faz. Explica ao pormenor os passos para a concretização. Uns «bons socos demoram bem meia hora» isto, claro está, se o “material estiver preparado”. «Começamos desde a madeira que deve ser de amieiro porque é melhor, depois a pele de celeiro que tem que ser molhado e depois solamos com pneus e tachas», explica ao mesmo tempo que manuseia os tamancos. A loja está aberta há 63 anos. Os clientes, alguns com mais de 20 anos de casa, continuam a procurar. Vem cá uma senho-

ra há muitos anos. Leva sempre um par de chancas e um par de socos». Em média, têm a duração de 3 anos. O negócio já teve melhores dias mas a paixão pela pequena loja não deixa o Sr. Couto desistir. Único na cidade de Penafiel tenta manter a tradição. A filha não vai SOCOS COM MODA Estilista Nuno Gama comprou 15 pares de socos para um desfile.


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HÁ 53 ANOS A MANTER A TRADIÇÃO seguir as pisadas do pai mas para que o negócio tenha continuidade, José ensinou a várias pessoas como se faz a sua arte. «Ensinei porque isto tende acabar e assim é uma forma de tentar que os socos continuem no tempo», confessou. Quando lhe pergunto quais as melhores recordações do tempo em que o negócio era áureo, responde sem hesitar: «Não tenho recordações muito boas. Era muito trabalho, tínhamos que ficar de noite a fazer tamancos porque vendíamos muito para Trás-dos-montes e Lamego». Hoje já não existem encomendas para essas bandas.

Faz um sorriso tímido e diz-me que uma situação caricata foi « quando um senhor levou um par de sapatos com números diferentes. Um era o 41 e o outro o 44. Levou-os logo calçados». Olhamos à volta e os olhos sentem necessidade de captar tudo. «Olhe para cima. Já viu esses tamancos? São o número 50». Do lado direito, está um lote de Carolinas para Senhora e Chinelas. O preço marca €12,5. «São em verniz e todas feitas à mão», acrescenta. Os tamancos rebelos rondam os 17,5 euros e os baixos 15 euros. No passado, as chancas em preto eram exclusivas dos fei-

tores. Hoje, qualquer pessoa pode usar. O estilista Nuno Gama já procurou José Couto. Levou 15 pares para usar num desfile. «Fiquei muito contente, até pensei que ia virar moda», diz bem-disposto. Com o S.Martinho, sabe que vende mais. «Vem muita gente de fora que gosta muito de andar de tamancos». A loja dos Tamancos está aberta e promete ficar assim por mais uns anos. As mãos vão continuar a moldar os socos e os tamancos ainda usados por muitos. José Couto continua a usar a sua balança antiga e as peças com mais de 100 anos para trabalhar.


ENTREVISTA

ZÉ MIGUEL SAIU DA CASA DOS SEGREDOS, REALITY SHOW DA TVI, MAS COLOCOU IRIVO, EM PENAFIEL, NO CENTRO DO MUNDO. por Sónia Mendes fotografia Manuel Madureira

Z

é Miguel tem 34 anos, é de Irivo, Penafiel, e ficou conhecido por ter participado no programa Casa dos Segredos. Já se candidatou a Presidente da Junta de Freguesia e apesar de não ter ganho não põe de parte uma nova candidatura. No programa, colocou o nome de Irivo no mapa como forma de promover a terra e as pessoas. É o verdadeiro homem dos mil ofícios: inscrito num mestra-

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do, é professor de matemática, mediador, consultor financeiro e formador de cursos para adultos. Ainda tem tempo para dançar num rancho folclórico. Apesar do que foi escrito sobre a sua possível homossexualidade, Zé Miguel reage com naturalidade e garante que não o é. A Bibonorte foi conhecer o Zé Miguel no primeiro dia em que chegou a Irivo.


OS BOATOS «É normal que algumas pessoas duvidem da minha orientação sexual. Mas não sou gay»

A decisão de concorrer ao reality show Casa dos Segredos

Porque decidiu concorrer à casa dos segredos? Tudo começou por brincadeira. Estava em casa sem fazer nada, vi o anúncio na Televisão e decidi inscrever-me mesmo por impulso. Depois o questionário tinha imensas perguntas e até tive para desistir a meio. Seguiu-se o primeiro casting e notei logo que gostaram de mim. Vieram os outros castings até que fui chamado para entrar. Não fui à procura de fama foi mesmo para eu testar as minhas capacidades. Que balanço faz da sua participação no programa? É como digo, não fui à procura de fama até porque não gosto nada disso. Fui para promover a minha terra, a minha gente e consegui. Ao longo do tempo que estive na casa falei das dificuldades de Irivo e de Castelo de Paiva e fui fazendo apelos às entidades públicas e privadas.

Mudaria alguma coisa no comportamento que teve enquanto esteve na casa? Faria tudo novamente. Não voltava a concorrer a um programa destes porque acho que é para ser vivido apenas uma vez. O que aprendeu com esta experiência? Esta experiência serviu para eu conhecer os meus limites. Fui a mesma pessoa que sou cá fora. Algumas pessoas que não me conheciam tão bem ficaram agora a conhecer melhor. Dentro da casa fui 95 por cento daquilo que sou aqui. Os 5 por cento eram apenas o facto de ter consciência de que estava a ser filmado e tentava controlar algumas emoções de forma a não magoar ninguém. Onde usaria o prémio caso se sagrasse vencedor? O dinheiro era para ajudar o Clube e o Rancho Folclórico de Irivo. Mas pode ser que se consiga algum apoio. Fazia também uma viagem, talvez pelos países da Europa de Leste. Como está a ser o regresso

ao dia-a-dia? Ainda estou um bocado “atordoado”. Os primeiros dois dias estive basicamente “preso” no hotel a dar entrevistas e a tirar fotografias. Na rua já noto o feedback das pessoas e estar aqui em Irivo com estas pessoas todas é maravilhoso. Qual o segredo que mais o surpreendeu?

O do António, sem dúvida. Lá dentro é muito complicado adivinhar os segredos porque aparecem tantas pistas que acabam por nos desorientar e por perderem o sentido. Como reage às notícias que afirmam que é homossexual? Em relação a isso eu sou uma pessoa muito aberta. É natural que algumas pessoas pen-

Zé Miguel com o amigo Tino de Rans

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sem isso talvez pela minha forma delicada de ser mas não sou homossexual. Dentro da Casa dos Segredos usei isso, um bocadinho, para desviar do meu segredo e também como forma de desmistificar o preconceito que ainda existe em relação aos homossexuais. Achei giro dar a entender que era sem o ser. Se fosse gay assumia a sua condição? Obviamente que sim. Sem qualquer tipo de problema ou preconceito. É verdade que teve 250 relacionamentos? Esse é um dos segredos que ainda falta descobrir. Não posso ainda revelar se é esse ou não. Do que sentiu mais saudades quando estava no reality show? Para mim o tempo em que estive dentro da casa foi umas férias. O meu dia-a-dia é normalmente muito ocupado e estar lá foi mesmo encarado como uma pausa. O que senti menos falta foi do telemóvel. (risos) Fez amigos para a vida durante o tempo em que lá esteve? Sim, vários. O António será um amigo para a vida. Gostava muito de ter ido com ele à final. Era o meu sonho. Durante o período em que esteve dentro da casa, o nome de Irivo e de Castelo de Paiva foi constantemente lembrado. Sentiu essa necessidade? Senti. Esta é uma região com muitas necessidades. Castelo de Paiva vive o flagelo do desemprego e é conhecida pelas piores razões. Eu quis falar

das coisas boas destas terras e também alertar as entidades públicas e privadas para esta realidade. Nas eleições concorreu à Junta de Freguesia de Irivo. Pensa voltar a concorrer? Ainda faltam três anos até novas eleições. Se nessa altura as pessoas acharem que eu tenho perfil para voltar a concorrer é claro que não ponho essa possibilidade de lado. Estou sempre disponível para ajudar Irivo.. O que mudaria se chegasse a Presidente da Junta? Apostava mais na área social, na educação, na juventude. Porque nem sempre é preciso muito dinheiro para mudar alguns aspectos. É preciso unir as pessoas em alguns aspectos como, por exemplo, a nível cultural. Pensa algum dia sair de Irivo ou, pelo contrário, quer estabelecer vida aqui? Quero ter a minha vida aqui em Irivo. Trabalhar cá, ficar cá. E se um dia surgir um convite para ir para Lisboa? Venho dormir a Irivo na mesma (risos). Tem o curso de gestão, está a fazer o mestrado, é presidente da associação cultural de Irivo… podemos dizer que é o verdadeiro homem dos sete ofícios. De facto, tenho bastantes actividades. Gosto e tenho essa necessidade de estar sempre ocupado.. Qual é o seu maior sonho? Continuar a ser a pessoa mais feliz do mundo.

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oriana, ex concorrente da Casa dos Segredos, fez questão de estar em Irivo no dia da recepção a Zé Miguel. A jovem modelo falou-nos da sua curta experiência dentro da casa, do amigo Zé Miguel e da claque de Irivo. Como surgiu esta amizade com o Zé Miguel? Foi amizade no primeiro minuto. Olhei para ele e senti logo que nos íamos dar bem. O Zé é super inteligente e muito carinhoso. É lindo. Não há palavras para o descrever. Ele e a Jade foram as pessoas que mais me marcaram.

Hoje, no dia em que o Zé Miguel chegou a Irivo, fez questão de cá estar. Porque? Fiz porque esta claque é impressionante. Enquanto estive na casa não tive tempo para ter claque porque saí quase logo. E a claque do Zé Miguel dava-me muita força. Fui muito acarinhada por eles. E estar no Porto e não vir a Irivo não tinha lógica. Tinha que cá estar hoje.

Achava que o Zé Miguel ia chegar à final? Fiquei com imensa pena de ele ter saído. Estava muito confiante de que ele ia chegar à final.

« O ZÉ MIGUEL SERÁ SEMPRE UM AMIGO PARA O RESTO DA VIDA. NUNCA VOU ESQUECER O APOIO DA CLAQUE DE IRIVO »


REPORTAGEM

Natais diferentes

As noites começam a ser mais luminosas, as músicas natalícias ficam no ouvido, o cheiro a rabanadas e a bolo-rei criam paladar. É época de Natal, de prendas, de reunir a família, de doces e fé. Mas, nem todas as pessoas vivem o Natal da mesma maneira. A Bibonorte foi conhecer o Natal de quatro pessoas bem diferentes. por Joana Vales fotografia Ângela Azevedo

-se,

Chega o Natal e os contrastes notam-se. As religiões manifestam

nem que seja de forma silenciosa. Nem todos vivem o Natal

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TRADIÇÃO CATÓLICA Tiago Lopes tem 19 anos e é de Penafiel. Vive o Natal com intensidade. O feriado de dia 1 de Dezembro é reservado para o presépio. «Tenho que começar com alguma antecedência porque o meu presépio é bastante grande, tem cerca de 600 peças e todos os anos aumento um bocadinho», disse com ar de ansiedade. Nasceu numa família católica e a devoção a Deus manteve-se ao longo dos anos. Afirma que «Deus é quem nos criou», lê a bíblia e tem o quarto decorado com mais de 100 figuras de Santos. O Natal passa em família já que «é esse o verdadeiro significado da época natalícia». Afirma ainda que o Natal «é a festa mais importante do catolicismo». Os presentes também não faltam apesar de Tiago considerar «que o mundo está demasiado consumista» e se tenha perdido «o verdadeiro significado dos presentes». «O Natal é o aniversário de Jesus e isso é que não pode ser esquecido», afirma com convicção. Em casa de Tiago, o Natal sabe a afecto, a convívio e a fé. A missa do galo não é esquecida e todos os anos Tiago participa. Árvores de Natal enfeitadas, muitos presentes, bolas coloridas, pisca-piscas e presépio. Tudo isso faz parte da tradição católica. Mas todos esses elementos têm significados especiais: a árvore representa a vida, as bolas penduradas no pinheiro substituem as frutas, que simbolizavam todo gesto concreto de fraternidade que se fazia no advento do Natal, e o presépio é uma representação artística do nascimento de Jesus.

TRADIÇÃO JEOVÁ Pedro Carvalho, de Baião, e Manuel Coelho, do Marco de Canaveses, são Jeovás desde os 16 anos. Não comemoram o Natal por considerarem que «é um costume pagão». Acreditam que «25 de Dezembro não é a data do nascimento de Jesus, que evidentemente ocorreu em Outubro». Pedro Carvalho tem 45 anos e teve contacto com as testemunhas de Jeová através dos pais. «Comecei a ver que o que bíblia dizia era diferente do que a religião que eu conhecia [católica] dizia». Pedro é casado e não celebra o Natal. «Não celebramos o Natal, não por não gostar de festas. Apreciamos a diversão, a reunião da família e as vivências familiares mas o que faz as pessoas celebrarem esse dia não está de acordo com o que Jesus nos ensinou». O dia em que a maior parte das pessoas vive o espírito natalício,

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Manuel Coelho e Pedro Carvalho

Pedro não se sente isolado. «Fazemos diversas actividades que ajudam a manter viva a perspectiva em que acreditamos. Costumamos falar com as pessoas, ir porta a porta tentando mostrar o que Jesus nos ensinou». Para os Jeovás a origem das festividades importa. «Por exemplo, suponhamos que você via um doce no lixo. Será que o pegaria para comer? Naturalmente que não, pois ele estaria sujo e impuro. Assim como esse doce, certas festividades podem parecer boas, mas têm origem impura». Manuel Coelho nasceu numa família católica mas aos 16 anos aproximou-se das Testemunhas de Jeová. Acredita que «Deus é o criador» Também ele não comemora o Natal. Em Amarante existem 270 Testemunhas de Jeovás, em Baião 30, no Marco de Canaveses 180, em Paredes 100 e em Penafiel cerca de 160.


TRADIÇÃO JUDAICA À semelhança dos Jeovás também os Judeus não comemoram o Natal. António Novais é Judeu, a esposa e os filhos católicos. No dia 24 de Dezembro, a casa canta músicas de natal, troca-se presentes e celebra-se o nascimento de Jesus Cristo. Apesar de «ser um dia como outro qualquer» está com a família e oferece presentes. «Eu sem prejuízo da minha opção dou prendas. Não pelo aniversário do nascimento de Cristo mas sim pelos meus filhos e pelos meus netos», salienta. Na noite do mesmo dia 24 de Dezembro, em que os cristãos celebram o nascimento de Jesus Cristo, os judeus comemoram o Hanukah, que do hebraico significa festa das luzes. Esta data marca a vitória do povo judeus sobre os gregos conquistada, há dois mil anos, em uma batalha pela liberdade de poder seguir sua religião. Novais, cedo sentiu curiosidade pela

religião Judaica e o amor a Israel foise manifestando. Foi no Porto que descobriu a Sinagoga e entrou para a comunidade Judaica. Ao seu lado tem sempre a bandeira de Israel. Sabe que é um «pobre judeu» dado que nem sempre consegue cumprir o aspecto religioso no entanto, sente-se um «magnífico israelita». «Cristo para mim foi um reformador infeliz já que os romanos o levaram à morte», afirma este Judeu do Marco de Canaveses. «Na minha solidão [já que existem poucos judeus em Portugal] sinto-me feliz a pensar como penso. Se eu não tivesse vivido o amor a Israel acho que era um falhado, sentia-me muito banal», confessa. Seja qual for a religião é difícil ficar indiferente à magia do Natal. As luzes pisca-pisca e as músicas chamam atenção das pessoas num dia em que as famílias se juntam.

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ARTIGOS DE OPINIÃO

Como Crescer Saudável Com A DIABETES! A Diabetes Mellitus é um síndrome de distúrbio do metabolismo energético causado por deficiente secreção de insulina, ou por deficiente actuação da insulina a nível celular, que resulta numa homeostase alterada, afectando os hidratos de carbono, proteínas e gordura. Para além dos problemas da própria diabetes esta pode apresentar complicações crónicas ao nível do Sistema Nervoso, dos Grandes Vasos, dos Olhos e do Sistema Renal, ou complicações agudas como a Hipoglicemia e a Cetoacidose diabética. Deste modo, os objectivos do tratamento da diabetes consistem em manter o bom controlo glicémico de modo a estabilizar a glicemia, mantendo uma boa qualidade de vida e crescimento da criança, prevenindo e retardando o aparecimento de complicações graves. A alimentação das crianças com diabetes não é muito diferente das restantes sem patologia. Esta deve ser completa, variada e equilibrada, várias vezes ao dia e pouco de cada vez, segundo os princípios fundamentais da Roda dos Alimentos. As refeições devem ser feitas a horas certas, obede-

Chave do sucesso

A aprendizagem enquanto tema, tem sido alvo, ao longo de várias gerações, de diversos tipos de teorização por parte de intelectuais e cientistas, bem como de filósofos e leigos. Desse modo várias correntes explicativas foram surgindo ao longo dos tempos na tentativa de melhor explicar o fenómeno de aquisição de conhecimento por parte de um indivíduo, mas qual o factor comum a todas elas? O que leva alguém a querer a aprender a tocar determinado instrumento musical e não se interessar tanto pela História Universal? Quais são os atractivos existentes num feixe de luz que levam cientistas a dedicarem vidas inteiras ao seu estudo e compreensão abdicando de uma vida social e familiar activa? A meu ver a palavra-chave é a motivação! Este conceito, utilizado habitualmente no nosso quotidiano, deriva do termo Latim movere, que em termos práticos significa direccionar a acção para determinado objectivo. Quando então assim

cendo os esquemas de insulina e repartindo-se ao longo do dia. De modo a controlar os níveis de açúcar no sangue é importante ter em conta a quantidade de comida ingerida em cada refeição. Esta deverá compreender cereais completos, fruta, hortícolas, leguminosas e lacticínios magros. Dentro do grupo dos hidratos de carbono é importante comer os mais complexos (já que têm um tempo de digestão maior), tais como o pão escuro, o arroz, a massa, as leguminosas e os hortícolas tais como os bróculos, couves e espinafres, entre outros. Os doces não devem ser excluídos obrigatoriamente, devendo ser consumidos com moderação, já que apresentam açúcares de absorção rápida, aumentando o nível de glicemia. Para além da alimentação, é importante realizar uma actividade física regular e diária, para que a sua criança cresça saudável!

Ana Vaz

( Nutricionista )

acontece, quando nos imbuímos desse tal impulso motivacional, quando o ser humano canaliza toda a sua força, energia e inteligência para determinado objectivo, alcança, sem dúvida, feitos extraordinários. Como escrevia há mais de um século Ralph W. Emerson «Faz o máximo de ti, porque isso é tudo quanto há de ti.» É esse potencial, esse poder que reside no interior de cada um de nós, que pode e deve ser trabalhado, estimulado e consagrado. Por outro lado, o alcance de determinado objectivo recompensa moralmente o indivíduo, mais do que materialmente, dá a recompensa pessoal do saber-se capaz. Para que de feito em feito suba a difícil escalada da realização pessoal, profissional, familiar e social, para que no fim de tudo se sinta mais imprescindível, mais útil, mais único e mais humano.

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ACONTECE

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Dia Internacional da Deficiência Colóquios e debates sobre casos de sucesso.

AMARANTE 1 de Dezembro 156 ANOS DE BANDA DE MÚSICA Comemoração do aniversário 09h00 às 18h45 4 de Dezembro Arevista “A nova Águia” Lançamento do número 6 16h00 Biblioteca Municipal Albano Sardoeira 11 de Dezembro prémio teixeira de pascoaes Entrega do prémio de poesia 15h00 Biblioteca Municipal Albano Sardoeira 12 de Dezembro concerto de natal Orquestra do Norte 22h00 Igreja S. Gonçalo 11 a 15 de Dezembro Escolhas de portas abertas “Projecto de percursos integrados” 16h00 Biblioteca Municipal Até 9 de Janeiro exposição Entre a pintura e as palavras” de Joana Rego Museu Municipal

BAIÃO 12 e 19 de Dezembro festa de natal senior Cidadãos com mais de 60 anos moradores no concelho. Entrada livre mediante inscrição Pavilhão Multiusos 19 de Dezembro festa de natal Escola de Música da casa do povo de Campelo Entrada livre 21 de Janeiro festa de natal Santa Casa da Misericórdia de Baião Entrada livre, Auditório Municipal

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BIBONORTE . DEZEMBRO . 2010

MARCO DE CANAVESES 3 a 5 de Dezembro mostra, sabores, saberes verdes Workshop de Vinhos 14h30 Auditório Municipal 3 a 31 de Dezembro inauguração exposição postais de Natal reciclados 14h30 Espaço Municipal da Juventude 3 de Dezembro comemoração do dia internacional do cidadão com deficiência Conferência “D´EFICIENCIA - casos de sucesso” 14h30 Auditório Escola Secundária de Alpendorada 4 de Dezembro desfile de moda Crianças e jovens portadoras de deficiência do Marco de Canaveses 15h00 Shopping Dolce Vita Porto 5 de Dezembro estágio de karate de inverno 09h00 às 13h00 Pavilhão Bernardino Coutinho 7 e 8 de Dezembro festas em honra da nossa senhora da conceição Paredes de Viadores 11 de Dezembro festa de natal da associação humanitária dos bombeiros 16h00 Salão de festas dos Bombeiros Voluntários 14 de Dezembro exposição “Mãos com arte” 15h00 Museu Municipal Carmen Miranda 21 e 22 de Dezembro torneios da juventude Espaço Municipal da Juventude

27 de Dezembro workshop fotografia 15h00 Espaço Municipal da Juventude 28 de Dezembro workshop dança contemporânea 15h00 Espaço Municipal da Juventude Até 7 de Janeiro Inscrições para 5º Concurso de expressão plástica “carmen miranda” www.cm-marco-canaveses.pt

PAREDES 4 de Dezembro Aniversario da biblioteca Espectáculo de dança juvenil e peça de teatro 15h30 5 de Dezembro programa famílias Palhaço?Eu? produção de teatro Saltos Altos 16h00 Casa da Cultura de Paredes 11 de Dezembro espectáculo de ballet Pirmin Treku 11 de Novembro exposição Caricaturas de Escritores por André Carrilho 11 de Dezembro itinerancia Associação Social e Cultural de Lordelo 21h30 Auditório do Centro Social de Cête 12 de Dezembro itinerancia Associação Social e Cultural de Lordelo 16h00 Salão da Associação para o Desenvolvimento de Bustelo- Recarei

PENAFIEL Dezembro Hora do conto

“Simão e o noite de Natal” 2f às 14h30, 3f a 6f às 10h00 3 de Dezembro Apresentação do livro “vidas” Filomena Silva e Nuno Garcia por Fernanda Ferreira 21h00 Auditório da Biblioteca Municipal 4 de Dezembro Concerto da orquestra do norte 21h30 Igreja da Misericórdia 4 de Dezembro palestra “Senhor da Honra de Barbosa e parentes”, proferida pelo Engº Eurico Malafaia 16h00 Museu Municipal 5 de Dezembro 2ªmaratona ADRAP. APDG 09h00 Sede da Associação para o Desenvolvimento de Galegos (junto ao pavilhão desportivo municipal de Galegos) 11 de Dezembro atelier “Em familia fazemos o presépio” 11h00 às 16h00 na Biblioteca Municipal 12 de Dezembro Jogos no museu “Uma tarde divertida brincando com a matemática” 15h00 no Museu Municipal 15 de Dezembro A bela e o mostro O Natal Encantado 14h30 Auditótio Biblioteca Municipal 22 de Dezembro especial natal BABAR 14h30 Auditótio Biblioteca Municipal 29 de Dezembro santo buddies A lenda do patas Natal 14h30 Auditótio Biblioteca Municipal


GASTRONOMIA

PENSÃO BORGES Rua de Camões, Campelo Baião Tlf. 255 541 322

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Um espaço renovado a pensar em si.


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Entre os dois rios... ENTRAMOS E LOGO SE SENTE O AMBIENTE. CALMO, DESCONTRAÍDO, APETECÍVEL. A DECORAÇÃO DO ESPAÇO CONVIDA A DEGUSTAR. O MENU APRESENTA OS SABORES DA REGIÃO. por Ana Silva

SÃO TRÊS ANDARES DE REPOUSO PERCORRIDOS EM LONGOS CORREDORES QUE NOS LEVAM PARA QUARTOS QUE UNEM O CONTEMPORÂNEO A UM MOBILIÁRIO DE LINHAS RECTAS.


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ão os tons que lhe dão um toque especial. Na cidade mas também em harmonia com a natureza. Com conforto mas decorado a requinte. Moderno mas luxuoso. Ideal para lazer, para eventos mas também para negócios. Uma boa opção para casar e para imortalizar uma experiência. O Penafiel Park Hotel, convida a entrar e a ficar por 1,2, 3 ou quantos dias o nosso desejo quiser. São três andares de repouso percorridos em longos corredores que nos levam para quartos que unem o contemporâneo a um mobiliário de linhas rectas. Cheiram a requinte, a simplicidade e transpiram detalhes. Aqui tudo é pormenor, nada escapa.

GPS PENAFIEL PARK HOTEL Quinta das lajes 4560-232 Penafiel Tel. 255 710 100

O TRABALHO...COM PRAZER Reuniões intermináveis. Ambientes fechados. Luz branca, artificial. É sem dúvida um corta-interesse. Mas porque não sair do escritório, dos auditórios ou de qualquer sitio sem alma? Há alternativa. No Penafiel Park Hotel o espaço está garantido. São 400 m2 de espaços flexíveis para reuniões, congressos e eventos empresariais. PARE NO TEMPO Esqueça o relógio. A correria do dia-a-dia. O trânsito, o barulho, o stress. Pare. Relaxe. No Spa o ambiente é de lazer, repouso, tranquilidade. O lema é bem-estar. Deixe o corpo ceder. Não resista. Um ritual chá, um duche vicky, um banho turco, sauna a dois, duches sensações… Difícil escolher? Não escolha. Experimente. DEGUSTAÇÃO Entramos e logo se sente o ambiente. Calmo, descontraído, apetecível. A decoração do espaço convida a degustar. O menu apresenta os sabores da região. Não deixe escapar a oportunidade de provar o arroz de lampreia ou ainda o bacalhau. No lobby está o bar onde pode relaxar enquanto, acompanhado de uma bebida, ao som do piano, desfruta das magníficas vistas que se estendem pelo horizonte.

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“Pijaminhas”Solidariedade Este Natal pense em quem mais precisa. Porque ajudar também aquece a alma apoie a campanha de solidariedade “Movimento Pijaminha”, promovida pelo Instituto de Oncologia. O objectivo é angariar pijamas, pantufas, chinelos, meias, robes e fatos de treino para as crianças que se encontram no IPO em tratamentos de quimioterapia. Esta campanha a nível local conta com o apoio da Câmara Municipal de Amarante e com a colaboração do ProPUBLICIDADE

jecto TEIA que coloca ao dispor o seu Centro de Recursos “ReUtilizar. Para ajudar esta causa deixe os “pijaminhas” na Divisão de Dinamização Local da Câmara Municipal de Amarante. Rua Dr. Miguel Pinto Martins, Casa da Portela, 35, Amarante das 10h00 às 12h30 e das 15h00 às 17h30


DIRECTÓÓORIO AMARANTE Crucineli 255432366 Drogaria do Arquinho 255432366 FVForm 255441144 Momel 255410140 Pastelaria Pardal 255432019 Peixoto & Peixoto 255431315 Perfumaria Paris 255423819 Restaurante Largo do Paço 255410830 Restaurante Zé da Calçada 255426814 Tâmega Formação 255433232 Tasquinha da Ponte 255433715 Villasport 255735251 Moda Fidelis 255431169 Rochelle 255732818 Pinóquio- Boutique de criança 255431285 BAIÃO A Lareira 254881705

Estalagem Pai Feliz 255540200 Fundação Eça de Queiroz 254882120 Galeria Comercial de Baião 255541574 O Gastronomico 255541739 Restaurante Pensão Borges 255541332 Ourivesaria Isabel Miranda 255541853 Retiro das Noveleiras 255441616 Servisaúde 255542045 Solimenta 255542231

Korpus Gabinete de Estética 255532936 Latina Boutique 918150103 Less 255119549 Perfumaria Barreiros Faria 255532666 Prove e Leve 255532741 Restaurante Tanoeiro 255532611 Restaurante Vasco da Gama 936888451 Sofia Ribeiro 255534124 Tv Marco 255521946

MARCO DE CANAVESES Beleza sublime 917010880 Centro de Explicações Academia de Estudos 925288688 Charme Citylab 255539230 Classic Casa das Malas 255522005 J.P.S Informática 255522015 Doce Lazer 255523280 Encosta do Moinho 255571159

PENAFIEL Carlos Moura- comércio de vestuário 255718470 Churrascaria Central de Penafiel 255720439 Fatinela 255215284 Loja do Policia 255612580 FuturSport 255213327 Peixoto Casanova 255711497 Restaurante Bolinhos de Amor

255720761 Restaurante Miradouro 255613422 Sapataria Manely 255214806 PAREDES Belmoda 255776569 Desgaste 255215850 Fashion Store 255782128 Jeans Kooper 255781383 Olímpica loja de Desporto 255781086 Óptica Nova 255783333 Perfumaria Ana Neves 255781806 Sapataria Ideal Sport 255777046 Thina´s Perfumaria e Cosmética 932226922 Confeitaria Costa Nova 255785880 Churrasqueira Central de Paredes 255785363

Movimento Variações

e

A apresentação da Revista BIBONORTE fezse com música e animação de rua. Em conjunto com a Escola Movimento e Variações demos a conhecer o primeiro número de uma revista que quer apostar na região, na cultura, na música, nas artes, na sociedade. Os alunos da Movimento e Variações deram música a quem passou mostrando os conhecimentos de piano, flauta transversal, guitarra, acordeão e gaita-de-foles . Um momento que fica registado no primeiro dia de vida da BIBONORTE.

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BRILHO

O céu

numa palete de cores

Dizem que «o céu é o limite» mas nem sempre chega para mostrar todos os encantos de um espectáculo pirotécnico. A passagem d´ano aproxima-se e com ela a magia pintada no céu. por Joana Vales

A

Macedo´s Pirotecnia está sediada na Lixa e conta já com 76 anos de actividade. Já ganharam praticamente tudo o que há para ganhar. Correram mundo e pintaram os céus com paletes de todas as cores. Do avô passou para o filho e do filho para os quatro netos. São eles que estão à frente do negócio de família e foram eles que acompanharam a evolução dos tempos. Os prémios são muitos mas o mais marcante foi o «prémio de maior espectáculo de fogo-de-artifício do mundo». Fernando Macedo é um dos quatro irmãos que está à frente do negócio e explicanos como tudo se processa. «O contacto com o cliente é o primeiro passo. Enquanto esperamos o contracto, a fábrica

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está sempre em produção e com um stock razoável de produtos assim, podemos aceder a qualquer pedido. Quando há a ordem para avançar por parte do cliente começamos com o desenho em estúdio três meses antes do evento», explica. 66,326 peças é o record do mundo. Normalmente, este é o número usado nos espectáculos de fim de ano da Madeira. No dia 31 de Dezembro trabalham em conjunto 320 pessoas para um espectáculo de oito minutos. O preço pode variar. Em dez minutos pode-se fazer um espectáculo com 500 ou 1000 euros como oito minutos podem ficar por 1 milhão de euros. Tudo depende do número de peças. «Vemos qual é o orçamento que o cliente tem e depois

elaboramos o espectáculo de acordo com o que pretendem». O sonho de Fernando Macedo é que «a empresa se consolide mais a nível internacional e que isso passe pela venda de produtos de Portugal para o mercado externo». Ao longo dos anos Amarante, Baião, Marco de Canaveses, Paredes e Penafiel também têm sido espectadores de uma exposição de efeitos e cores pintados no céu. No dia 31 de Dezembro certamente que vai olhar para o céu e ver cascatas, repuxos, rodas voadoras, foguetões de cores, um verdadeiro bailado de fogo-deartifício.


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Na 2ª edição da BIBONORTE fomos conhecer o ex-concorrente da Casa dos Segredos, Zé Miguel. Mostramos a Arte do deslocamento (PARKOUR), a úni...

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