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Aurora da minha humanidade

Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009, a turma do 11º A2 visitou a exposição intitulada “Aurora da Minha Humanidade”, de Francis Tondeur. A exposição tinha como objectivo transmitir aos seus visitantes momentos marcantes da sua infância. Ao entrarmos na sala de exposição, ficámos decepcionados uma vez que nos deparámos com três esculturas cobertas por panos brancos e não entendemos o seu significado. A nossa guia explicou-nos então que, enquanto criança, Francis Tondeur chegava a casa da avó e deparava-se com inúmeros vultos cobertos por panos brancos. Estes revelavamse então grandes mistérios sempre que chegava a essa casa. Francis Tondeur ao percorrer os corredores cobertos de branco sentia uma enorme magia que envolvia todo aquele ambiente de mistério, que se perdia cada vez que destapava todos aqueles vultos e se deparava apenas com móveis velhos protegidos do pó. De seguida, avançámos para a sala seguinte, onde observámos mais esculturas, tendo sido estas fabricadas aos pares, onde uma feita de madeira estava coberta pelo pano branco, e o seu par era feito de bronze e pintado de preto. Nessa sala demos especial atenção a uma certa escultura, que representava a mão de um trabalhador, segurando um bloco com firmeza. Esta mão estava pintada e reflectia-se no espelho sem impressões digitais, dando a ideia de que a identidade da pessoa tinha sido apagada. Dirigimo-nos depois para uma sala onde passava um vídeo que mostrava como Francis Tondeur elaborava as suas esculturas, fazendo sempre diversas tentativas e vendo qual seria a mais adequada para transmitir as suas recordações. A nossa guia chamou-nos a atenção para o facto de Francis Tondeur não ter escolhido nenhuma música de fundo para acompanhar aquele vídeo, mas sim fazê-lo ao ar livre, com os sons da Natureza: vento, pássaros, cigarras, etc., uma vez que são sons mais tranquilos, mais naturais e que também se adequariam mais às recordações da sua infância. Esta visita deu-nos a perceber um pouco melhor a beleza da arte abstracta e a perguntarmo-nos sempre o porquê de o escultor ter posto isto ou aquilo, desta ou daquela maneira. Mesmo na arte abstracta tudo tem uma razão de ser, uma lógica a seguir e uma perspectiva. Daniela Ramos nº5; Marta Lourenço nº 17; 11º A2 15 Novembro, 2009

Escola Secundária Dr. Jorge Augusto Correia Disciplina: Filosofia

Professora: Maria Alberta Fitas


Relatório da visita à exposição Aurora da minha Humanidade, palácio da galeria, tavira, 2009