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Número 30, set. 2017/jan. 2018

s e Escola d o t n e m VIRA O,50 Agrupa rreia - TA o C o t s u Aug Dr. Jorge BIBLIOTECA ESJAC

Rotary Clube de Tavira premeia mérito escolar

ALUNOS DE EXCELÊNCIA

José Baía, diretor do Agrupamento de Escolas Dr. Jorge Augusto Correia, Jorge Botelho, presidente da Câmara Municipal de Tavira, Carolina Pereira, prémio de mérito 9.º ano, Escola Básica 2/3 Dom Paio Peres Correia, Teresa Lopes, prémio de mérito 12.º ano, Escola Secundária Dr. Jorge Augusto Correia, Diogo Soares, prémio de mérito 9.º ano , Escola Básica Dom Manuel I, Isabel Lopes, presidente do Rotary Clube de Tavira, Duarte Custódio, diretor do Agrupamento de Escolas Dom Manuel I e Vítor Teixeira, presidente do Clube de Tavira.

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er um aluno de excelência ao longo do ano letivo é já um grande desafio e, depois, submeter-se a exames nacionais mantendo esse nível de desempenho é um triunfo que merece ser reconhecido publicamente. O Rotary Clube de Tavira, de entre as suas variadas atividades culturais, desportivas e de âmbito social, não esquece o quão relevante esse reconhecimento é para os premiados, pelo que, anualmente, organiza uma cerimónia de entrega de Prémios de Mérito Escolar. Assim, no dia 22 de setembro de 2017, pelas 18h30, no Clube de Tavira, foram revelados os nomes dos

alunos que, no ano letivo 2016/2017, tinham concluído o ensino básico com a melhor média final em cada um dos agrupamentos escolares do concelho de Tavira e, ainda, a aluna que alcançara a melhor média de conclusão do ensino secundário. Diogo Soares, Escola Básica Dom Manuel I, Carolina Pereira, Escola Básica 2/3 Dom Paio Peres Correia, e Teresa Lopes, Escola Secundária Dr. Jorge Augusto Correia, foram os distinguidos. Todos subiram ao palco, receberam o seu prémio e, vencendo a timidez, proferiram um pequeno discurso de agradecimento. O presidente da Câmara Municipal de Tavira, Jorge Botelho, e os diretores dos dois Agrupamentos,

José Baía e Duarte Custódio, também estiveram presentes e manifestaram o seu contentamento por continuar a haver tão bons estudantes. Isabel Lopes, presidente do do Rotary Clube de Tavira, encerrou a cerimónia, dando os parabéns aos alunos, às suas famílias e aos professores que os acompanharam. Por fim, destacou que um elevado nível de desempenho só é possível quando estes três elementos se conjugam harmoniosamente: os jovens com o seu empenho, método e disciplina de estudo, os pais com o seu amparo e os professores com os seus ensinamentos e desafios, levando o aluno ao seu máximo rendimento. Nesta edição: Prémios de Mérito Projetos Ciências Experimentais Educação Especial Ciências Sociais e Humanas Cidadania Eco dos Espaços Teatro Artes Visuais Matemática Escrita Criativa Línguas


PROJETOS Prémio de Mérito e Excelência, melhor média de conclusão do ensino secundário, 2016/2017, Escola Secundária Dr. Jorge Augusto Correia:

Teresa Vargues de Brito Feijão Lopes

«Connect your Learning Por Fátima Martins, Coordenadora de Projetos

Da Secundária à Universidade, de Tavira a Lisboa — um turbilhão de mudanças

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Escola Secundária Dr. Jorge Augusto Correia encontra-se envolvida num novo projeto europeu, «Connect your Learning» (20172019), em que participam duas outras instituições: Centrum Edukacyjne EST, uma fundação para a educação polaca, e Srednja škola Dalj, uma escola profissional croata. O objetivo deste novo projeto, no qual não estão previstas mobilidades de alunos, é , em conjunto, criar práticas pedagógicas inovadoras na era digital e, em consequência, reforçar o perfil do professor. As novas estratégias desenvolvidas pela parceria serão testadas e os resultados divulgados. Para o efeito, foi criada uma plataforma digital: A

www.youthart.eu/connect A Esperamos que através da cooperação se possam criar alunos mais motivados e com melhores competências para os desafios que os esperam no Página 2 futuro .

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e repente, há uma mudança radical nas nossas vidas, com a passagem de uma cidade calma, como Tavira, em que tudo é muito próximo, para Lisboa, a capital, em que a deslocação para qualquer lado exige planificação de transporte e de tempo, para que cheguemos a horas. Passar da escola secundária à universidade é um passo gigante, é como ir até ao outro lado do mundo. Quando entrei para o ensino secundário, estava muito reticente, não gostava nada da ideia; agora, a situação é praticamente idêntica, entrei para a universidade e estou, ainda, reticente em relação a esta situação e sinto grandes saudades da escola secundária. Esta foi-se tornando ao longo do tempo um lugar importante para mim, fui conhecendo novas pessoas, novos assuntos. Durante o ensino secundário, fui crescendo e mudando. Contudo, só me apercebi dessa mudança no final. Foi, porém, uma mudança muito positiva. A Escola Secundária Dr. Jorge Augusto Correia deu-

me várias oportunidades, como aprender com a ajuda dos colegas, professores e outros docentes, não só em termos de disciplinas teóricas, mas também a lidar com pessoas e situações diferentes. Tive também oportunidade de desenvolver capacidades que, sem esta, muito provavelmente, nunca teria desenvolvido, de partilhar momentos em equipa, de participar em projetos vários que contribuíram para o meu desenvolvimento físico e intelectual. A única coisa, relativamente a esta etapa, que, se pudesse voltar atrás, talvez mudas-


PRÉMIOS DE MÉRITO se, seria ter tido uma mentalidade mais aberta quando aí cheguei, porque, com o receio do choque da mudança, não aproveitei o início, tanto como poderia ter aproveitado. A mudança não deve ser encarada como um risco, mas como uma oportunidade. Apesar dos receios da mudança, sempre me mantive focada nos meus objetivos, em dar o meu melhor em tudo e, simultaneamente, obter os melhores resultados que conseguisse, tentando não ser egoísta, ao ponto de pensar somente em mim, mas também nos outros e ajudar naquilo que conseguia. Não nos basta pensarmos em nós, uma vez que vivemos das relações com os outros. Até ao final do ensino secundário, segui sempre o mesmo método de estudo: tirar apontamentos das aulas, daquilo que os professores transmitiam, porque nem tudo está nos livros, mas também sublinhava as partes importantes dos manuais, fazia resumos, lia em voz alta e apontava as dúvidas para esclarecer, posteriormente, com os professores. Algo que foi determinante na minha aprendizagem foi a relação direta com os professores, que apresentaram sempre disponibilidade para me ajudar. Quanto à vida universitária, uma expressão que a define é: “Virar a vida de patas para o ar”. Antigamente, quando pensava em ir a Lisboa, era uma alegria para mim, simbolizava conhecer um novo lugar, fazer coisas diferentes. Agora, o sentimento é estranho, pois a questão que se coloca repetidamente é, “Quando é que voltamos para casa?”. Esta mudança é muito drástica, especialmente para quem muda de cidade e não tem família direta com quem possa viver. A nova vida implica uma enorme inde-

Cerimónia de entrega dos Prémios de Mérito Escolar , atribuídos pelo Rotary Clube de Tavira, no Clube de Tavira, no dia 22 de setembro de 2017.

pendência, que é requerida num curtíssimo espaço de tempo: a comida tem de ser feita, a roupa e a loiça lavadas, o chão limpo e ainda temos de estudar e organizar tudo o que a Universidade exige. Já não é chegar a casa, ter tudo pronto pelos papás, sentar no sofá e, quando nos apetece, estudar. A Universidade é muito diferente da Escola Secundária: a maior parte de nós entra sozinho na universidade e é muito comum sentirmo-nos um pouco perdidos, porque passávamos a maior parte do nosso tempo com os mesmos amigos; nas aulas teóricas, em vez de estarmos numa sala com 30 pessoas, partilhamos um auditório com 200 pessoas, pelo que é fácil concluir que a relação com os professores é muito distante; passamos às práticas e precisamos de saber, de cor e salteado, o conteúdo da aula, mesmo que não tenhamos tido aula teórica acerca do tema. Relativamente ao método de estudo, estive habituada a fazer resumos durante todo o meu percurso escolar e, claro, é difícil

mudar um método tão incorporado em mim. É importante refletir sobre o que é possível manter para algumas cadeiras, mas há que introduzir novos métodos de estudo mais adequados a outras cadeiras. Temos de saber o que é adequado a cada uma. Como podem ver, uma mudança exponencial. Em resumo, a vida universitária é uma grande barreira, um daqueles obstáculos que olhando de repente parece intransponível, contudo, desistir não é a opção. Finalmente, queria apenas dizer que, ao seguir o meu caminho e tentar alcançar os meus objetivos, o meu esforço e empenho foi reconhecido, o que nem sempre acontece a todos, por isso, gostaria de agradecer não só ao Rotary Clube de Tavira, por ter reconhecido este trabalho, mas a todos os que contribuíram, de algum modo, para que pudesse entrar em primeira opção no curso que escolhi (Medicina) e na Universidade pela qual optei (Nova de Lisboa). Teresa Lopes, ex-aluna do 12.º A1

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PRÉMIOS DE MÉRITO Prémio de Mérito e Excelência, melhor aluno do 9.ºano, 2016/2017, Escola Básica Dom Manuel I:

Diogo Miguel Gonçalves Soares

Vida sem objetivos é desinteressante

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o passado dia 21 de setembro, fui receber o prémio de melhor aluno da Escola D. Manuel I. Para mim, foi muito importante e senti-me bastante bem e recompensado por todo o esforço que fiz no nono ano. Gostava também de voltar a agradecer outra vez a quem esteve envolvido na atribuição do prémio, o Rotary Clube de Tavira, a minha família, e também todos os professores que me acompanharam desde o quinto ano até ao nono.

estar concentrado nas aulas e ouvir tudo o que os professores dizem; assim estou sempre um passo à frente. Depois, como é óbvio, também tenho de ver a matéria em casa e não estudar só na véspera. Sinto-me mais confortável a fazer resumos do que a estudar só pelos livros. A Escola D. Manuel I vai deixar -me muitas saudades, aliás, foi lá que conheci a maior parte de todos os meus amigos. Também eles passaram de ano e vieram todos comigo para a Escola Secundária Dr. Jorge Augusto Correia.

Espero que o décimo ano me Muitos perguntam: qual o segre- corra bem em todos os aspetos, do do sucesso? Para mim, é sim- que consiga, assim, alcançar os Página 4 ples: apenas tenho de meus objetivos e tentar voltar a ser

o melhor aluno, mas desta vez da Escola Secundária de Tavira. Aliás, uma vida sem objetivos é uma vida desinteressante e sem graça. Já falando no décimo ano do Curso de Ciências e Tecnologias que estou a frequentar, estou a gostar imenso. A coisa que mais me surpreendeu foram os professores, porque se preocupam connosco e estão sempre prontos para nos ouvir. Além disso, temos uma ótima sala de convívio para nos entretermos nos intervalos. Despeço-me agora, desejando muito sucesso a todos os alunos. Diogo Soares, 10.ºA2


PRÉMIOS DE MÉRITO Prémio de Mérito e Excelência, melhor aluno do 9.ºano, 2016/2017, Escola Básica 2/3 D. Paio Peres Correia:

Ana Carolina Carvalho Gonçalves Pereira

“Há sempre um terceiro caminho”

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meu caminho na D. Paio Peres Correia como aluna acabou no ano letivo passado, estando agora a começar um novo na Escola Secundária de Tavira. Devido aos meus resultados escolares - que não foram obtidos com estudo, mas, sim, a tomar atenção nas aulas e a fazer o máximo de trabalhos de casa possível -, e por ter recebido o prémio de mérito do Rotary Clube Tavira, tenho agora a oportunidade de os relatar um pouco. Os meus anos na D. Paio nem sempre foram fáceis, visto que tive de fazer amigos do zero no quinto ano, o que não foi muito fácil para mim. Por outro lado, devido a esta dificuldade, passava grande parte do meu tempo na biblioteca. Daí ter criado tanta afinidade com o local. O meu 3º ciclo marcou-me para a vida, pois foi devido às dificuldades que ultrapassei nesse tempo que sou a pessoa que sou hoje. Para além disso, o conjunto de professores que tive o privilégio de ter, ajudaram-me a crescer como estudante e pessoa. Com um simples comentário, conselho ou aula, deram-me força para continuar e

ultrapassar qualquer pedra no caminho. No meu oitavo ano, trabalhei com um grupo de amigas na biblioteca para que esta se mantivesse aberta durante a hora do almoço. Foi um trabalho árduo que me fez aperceber da quantidade de esforço que qualquer funcionário tem diariamente e de como a maioria dos alunos os trata de forma injusta (mesmo estando apenas a fazer o seu trabalho). Com o fim do meu último ano na D. Paio, sinto que mudei, já não sou a menina tímida com medo de ser ela própria e de dar a sua opinião. Acabo esta etapa com grandes amigos e com professores que para sempre ficarão na minha memória, e aos quais estou especialmente grata. Logo nos primeiros dias na escola secundária, notei muitas diferenças no comportamento dos alunos, professores e funcionários, e na quantidade de trabalho que, sem nos apercebermos, se acumula em montanhas. Não vou mentir, o meu tempo aqui não tem sido fácil, especialmente porque ainda não sei se Ciências e Tecnologias é a área certa para mim. Há muitas pessoas, tal como eu, que mesmo estando na escola secundária não sabem qual é a área que querem. Do meu ponto de vista, isto tem a ver com o desconhecimento e a falta de ofertas, porque existem muito mais alternativas do que pensamos. Há sempre um terceiro caminho, só temos de tirar as vendas dos olhos e continuar à procura até descobri-lo. Ana Carolina Pereira, 10ºA3

Cantiga de Amigo

Gotas de orvalho Por Ana Carolina Pereira, 10.º A3

Gotas de orvalho, Sabem do meu amado, Aquele que anda perdido E que me está destinado? Que canto o esconderá? Gotas de chuvisco, Sabem do meu amigo, Aquele que anda afastado E que me está prometido? Que canto o esconderá? Sabem do meu amado? Aquele que fugiu, Zangado e irritado, Apenas por um beijo eu ter roubado. Que canto o esconderá? Sabem do meu amigo? Aquele que partiu, Zangado e enraivecido, Apenas por um desejo ter vencido. Que canto o esconderá? Aquele que fugiu Ao som da verdade. E eu que dizia: - Amor, perdoa-me esta maldade. Que canto o esconderá? Aquele que partiu Ao som da igualdade. E eu que pedia: - Amor, dá-me liberdade. Que canto o esconderá? Ao som da verdade, Ele me abandonou. Perdoei-lhe por todas E por um me deixou. Que canto o esconderá? Ao som da igualdade, Ele me deixou. Perdoei-lhe infinitas E por um me abandonou. Que canto o esconderá?

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CIÊNCIAS EXPERIMENTAIS A importância do magnésio

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magnésio foi descoberto por Joseph Black nos arredores da cidade grega “Magnésia”, daí o seu nome. Este mineral regula aspetos fundamentais do metabolismo celular, tais como a síntese do DNA, mas o seu efeito no organismo só é potenciado ser for tomado em simultâneo com as vitaminas D3 e K2. Este mineral regula de forma decisiva o sistema nervoso, a atividade do coração e o controlo muscular, nomeadamente as cãibras. Controla, igualmente, a entrada e saída do cálcio na célula. Uma boa parte do magnésio está presente nos ossos, sendo, assim, aconselhável que, antes de

ser tomado, se pesquise, numa análise ao sangue, as dosagens do cálcio, do fósforo, da vitamina D e do magnésio, nomeadamente quando o quadro clínico é de osteoporose. Existem várias doenças associadas à carência de magnésio, tais como, arritmia cardíaca, insuficiência cardíaca, epilepsia, glaucoma e enxaquecas, entre outras. Como forma de prevenção destas doenças, a nossa alimentação deve ser variada e incluir os alimentos ricos em magnésio, como são os casos dos espinafres, brócolos, nabiças, aipo cru, tomate, sementes de linhaça, amêndoas, nozes, caju, abacate, grão de sésamo e abóbora. O magnésio só deve ser tomado como complemento alimentar após uma análise ao sangue, de acordo com o referido anteriormente, porque não existem receitas

universais (cada pessoa é um caso) e não se justifica tomar este mineral se não existir carência comprovada por análise. Na necessidade de tomar magnésio, as melhores formas de suplemento são: citrato de magnésio, magnésio di-malato, magnésio bis-glicimato e carbonato de magnésio. Já as formas menos aconselháveis de magnésio são: óxido de magnésio, glutamato e aspártico de magnésio.

A resposta à quantidade está nas mãos

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m dos problemas da nossa alimentação, para além da qualidade, está na quantidade daquilo que se come. Se se comparar o diâmetro dos pratos atuais com o dos nossos avós, existe uma substancial diferença, para mais, atualmente. Existem fatores psicológicos que explicam por que muitos de nós não temos capacidade para regular o que comemos. Por exemplo, “Se vou a um sítio e pago, então vou comer até ao fim”. Esta situação é um reflexo instintivo. Um estudo recente, de investigadores da Universidade de Cambridge e de Oxford, publicado no British Medical Journal, em 2015, indica que se utilizarmos um prato ligeiramente mais pequeno, o número de calorias a menos varia entre 150 a 200. Página 6

Queres saber as quantidades certas?

Usa as MÃOS …... Assim, a dose indicada de um “bife” são cerca de 100gr, o que equivale à palma da mão.

Duas mãos cheias é a porção certa em relação aos “vegetais”.

O “chocolate”, cerca de 20gr (100 calorias), o equivalente ao teu indicador é a porção certa.

Já a porção de “peixe” corresponde à mão inteira (dedos incluídos). A quantidade de “hidratos de carbono” não deve exceder um punho. Artigos enviados por Luís António Silva, ex-coordenador de projetos do 1.º/2.º/3.º ciclos/PES


EDUCAÇÃO ESPECIAL “Ensina-me de várias maneiras, pois assim sou capaz de aprender.” Cintia Leão Silva

Por Cátia Chatinho, professora de Educação Especial

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Natal chegou e com ele chegou a vontade de vivenciar novas experiências com a comunidade escolar e local. Neste sentido, entre os dias 11 e 15 de dezembro de 2017, realizámos a feirinha de natal, onde vendemos artigos que, temos a certeza, brilharam em cada lar onde tiveram a sorte de entrar, assim como deliciámos todos que nos adquiriram os docinhos confecionados pelos nossos alunos.

Nos dias 11 e 12 de dezembro, os alunos realizaram diversas atividades culinárias, com o intuito de desenvolverem capacidades referentes à vida do dia a dia. O produto final foi, como mencionado, para vender na feirinha de natal. No dia 13 de dezembro, vivemos a experiência única de ser pizzaiolo, na melhor pizzaria de Tavira. Com a D. Maria (proprietária do estabelecimento), aprendemos esta arte e, melhor ainda, pudemos provar o resultado da nossa aprendizagem. Deixamos aqui o nosso agradecimento públi-

co à pizzaria “Fenícia”, foi uma manhã fantástica. Fantástico foi igualmente o nosso passeio a Vila Real de Santo António, no dia 15 de dezembro. Com o objetivo de visitarmos o presépio gigante, utilizámos o comboio como meio de transporte. Mais uma vez, contámos com uma receção calorosa. A pastelaria “Real” presenteou-nos com um pequeno-almoço digno de Realeza! Muito obrigada pela gentileza!

De seguida, dirigimo-nos para aquele que é o presépio gigante mais bonito que alguma vez vimos. Vale mesmo a pena visitar, ficámos encantados com todos os pormenores que observámos. Destacou-se, nestas experiências, o relacionamento entre adultos e jovens e entre os próprios jovens. Através desta forma tão eficaz de socialização, os nossos alunos desenvolvem e experienciam momentos enriquecedores, e a escola assume o seu papel de agente promotor e facilitador de processos sociais e culturais, processos esses tão essenciais no desenvolvimento global dos nossos alunos.

E assim terminámos mais um ano. Em 2018, esperam-nos mais momentos de partilha, aprendizagem e diversão. É bom estarmos juntos nesta caminhada. Antes de terminarmos, queremos agradecer à Pizzaria “Fenícia”, que nos proporcionou esta experiência tão enriquecedora, “Pizzaiolo por um dia”, ao Município de Vila Real de Santo António, pela entrada gratuita no magnífico presépio, e à Pastelaria “Real”, pela grande simpatia e delicioso pequeno-almoço. Desta forma, acreditamos que proporcionámos sorrisos e, com certeza, criámos memórias felizes! Página 7


CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS Aula no exterior do 11.º TTur

Rochas e minerais

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o dia 25 de outubro de 2017, a turma do 11º ano, Curso Profissional de Técnico de Turismo (TTur), da ESJAC, visitou o Centro Ciência Viva de Tavira, na companhia da professora de Geografia, Soledade Ferreira, com o objetivo de realizar uma oficina subordinada ao tema “Rochas e Minerais”. Ali, a turma recebeu uma explicação mais aprofundada sobre a origem, a formação e a constituição das rochas existentes no território português, destacando as predominantes no Algarve. Após esta interessante apresentação, foram realizadas algumas atividades experimentais que permitiram ao alunos ver e sentir os diferentes tipos de rochas e distinguir as propriedades físicas dos minerais, tais como, a cor, o traço, o brilho, a dureza e o magnetismo. As diferentes rochas, pelas suas características distintas, constituem recursos diversificados que, se aproveitados de forma sustentável, contribuem para o desenvolvimento da região e para a melhoria do bem-estar da população. Para nós, alunos de turismo, esta aula prática foi bastante esclarecedora e motivadora, pois, para além de ter facilitado a aprendizagem dos conteúdos da disciplina, fez-nos olhar para a geologia do Algarve como uma potencialidade turística! Agradecemos ao Centro Ciência Viva de Tavira a simpatia e o profissionalismo Página 8 com que nos recebeu

e esperamos que esta aula no exterior da escola tenha sido, apenas, a primeira de muitas, ao longo deste ano letivo!

Texto orientado pela professora do Grupo Disciplinar de Geografia, Soledade Ferreira.


CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS Aula no exterior do 11.º TTur

O Algarve acima e abaixo de terra

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final, o Algarve, não é apenas sol e mar! Quando pensamos em turismo no Algarve, imediatamente associamos a praias e verão. É inquestionável a importância que este produto turístico tem na economia regional e nacional, atraindo milhares de nacionais e estrangeiros ao sul de Portugal. No entanto, o problema da sazonalidade da atividade fragiliza a região e, principalmente, quem nela trabalha. É urgente procurar ofertas alternativas, para épocas e públicos diferenciados, para que nós, estudantes de turismo, possamos, no futuro, dedicar-nos a uma profissão mais segura e valorizada. Na disciplina de Geografia, do 11º ano, do Curso de Técnico de Turismo, ministrada pela professora Soledade Ferreira, estudámos o quadro natural de Portugal, destacando a importância do relevo, do clima e da água como potencialidades turísticas do nosso país. Nesse sentido, e perante a pergunta, “Que características naturais apresenta o Algarve, para além da paisagem litoral, suscetíveis de apro-

veitamento turístico?”, surgiu a ideia de explorarmos o Barrocal e o subsolo da nossa região! Contactámos o Centro Ciência Viva do Algarve que, em parceria com a Geonauta, nos proporcionaram um dia extraordinário de exploração de uma gruta calcária e de descoberta da riqueza vegetativa tão característica do nosso clima mediterrânico. A atividade de espeleologia realizou-se no dia 27 de novembro de 2017, na gruta de Vale de Telheiro, em Loulé, mais conhecida por gruta-labirinto, devido à sua grande extensão e às suas inúmeras salas, escavadas pela água, ligadas entre si. Foi uma atividade incrível! Não foi fácil circular por entre calcários e argilas, sem escorregarmos e sem nos sujarmos completamente! Descidas e subidas, agarrados às paredes, na escuridão da gruta… valeram-nos os capacetes e as lanternas! A exploração do Barrocal foi também muito enriquecedora. Alfarrobeiras, medronheiros, carrascos, aroeiras, palmeiras Anãs… São as características do solo e do clima do Algarve que tornam possível o desenvolvimento da incrível

riqueza da biodiversidade do Barrocal. Mostrar esta paisagem aos turistas que nos visitam, associando as espécies vegetais à Dieta Mediterrânica e ao artesanato local, será certamente um passeio muito apreciado. Como não podia deixar de ser, a professora de Comunicar em Inglês, Teresa Leal, também nos acompanhou nesta visita. Sim, porque os nossos turistas não são todos portugueses, sendo necessário aprender este vocabulário específico em inglês! É um gosto aprender fora da sala, pelo que agradecemos à Câmara Municipal de Tavira o transporte disponibilizado. Texto orientado pela professora do Grupo Disciplinar de Geografia, Soledade Ferreira. Página 9


CIDADANIA Os direitos humanos Por Mariana Nascimento, 9.º E Artigo 2.º Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou outra, origem nacional ou social, fortuna, nascimento ou outro estatuto. Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania. Artigo 3.º Todas as pessoas têm direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Artigo 4.º Ninguém pode ser mantido em escravidão ou em servidão; a escravatura e o comércio de escravos, sob qualquer forma, são proibidos.

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s direitos humanos são direitos que todos os seres humanos

devem ter. A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi criada em 1948, após a Segunda Guerra Mundial, tendo sido muito importante para o Homem, uma vez que se estabeleceram direitos universais que exigem o respeito pela vida. Não deverá haver discriminação, violência, não devemos ser escravos de ninguém, temos direito a ter uma nacionalidade, devemos ter uma habitação, temos direito ao emprego, alimentação, sistema de saúde, viver em democracia, ter liberdade religiosa, liberdade de expressão. No seu preâmbulo e no Artigo 1.º, a Declaração proclama inequivocamente os direitos inerentes de todos os seres Página 10 humanos:

“Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos humanos conduziram a atos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do Homem […], a Assembleia Geral proclama a presente declaração Universal dos Direitos: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.” Os Estados Membros das Nações Unidas comprometeram-se a trabalhar uns com os outros para promover os trinta artigos de direitos humanos. Aqui recordamos os dez primeiros: Artigo 1.º Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Artigo 5.º Ninguém será submetido a tortura nem a punição ou tratamento cruéis, desumanos ou degradantes. Artigo 6.º Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento como pessoa perante a lei. Artigo 7.º Todos são iguais perante a lei e, sem qualquer discriminação, têm direito a igual proteção da lei. Todos têm direito a proteção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação. Artigo 8.º Todas as pessoas têm direito a um recurso efetivo dado pelos tribunais nacionais competentes contra os atos que violem os seus direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição ou pela lei. Artigo 9.º Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado. Artigo 10.º Todas as pessoas têm direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e pública julgada por um tribunal independente e Artigo orientado pela professora de Educação Especial, Patrícia Anica


CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS Semana da Filosofia

A mãe da sabedoria

A arte de saber pensar Por Ana Cristina Matias, professora bibliotecária

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urante a semana de 13 a 17 de novembro, a Biblioteca ESJAC dedicou a sua ação à promoção da Filosofia: a arte de saber pensar. Além da atividade noticiada nesta página, a nossa mesa de destaques encheu-se de obras desta área do saber, selecionadas por mais um membro da equipa de professores da Biblioteca, Carla Sardinha, professora de Filosofia. Esta professora está disponível para o apoio à aprendizagem aos alunos de Filosofia que queiram dedicar a hora das 16h às 17h, de todas as segundasfeiras, para esclarecer as suas dúvidas sobre os conteúdos em processo de aprendizagem. A professora Carla Sardinha também tem disponibilizado vários textos produzidos por alunos seus sobre temas da Filosofia. Quem desejar conhecer esses textos, úteis para a preparação para os testes ou exames nacionais, basta aceder à Página Eletrónica de Filosofia, associada ao nosso blog, Biblioblogue ESJAC: https://estbiblioblogue.blogspot.pt/ p/filosofia.html

Claro que no espaço da Biblioteca também poderá aceder a esses textos impressos, basta solicitá-los junto ao balcão de atendimento. Aproveitamos para informar que, além da professora Carla Sardinha, a equipa de professores da biblioteca é constituída por outros professores que também têm estado disponíveis para o apoio à aprendizagem. Por isso, visitem-nos.

Por Alberto Gomes, professor de Filosofia

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o dia 16 de novembro de 2017 celebrou-se mais um Dia Mundial da Filosofia. Implementado pela UNESCO no já distante ano de 2002, e sendo desde então celebrado todos os anos na terceira quinta-feira do mês de novembro, o Dia Mundial da Filosofia tem como objetivo principal realçar a importância da ‘Mãe da sabedoria’ na vida do Homem e na vida em Sociedade. Como não poderia deixar de ser, o Grupo de Filosofia da Escola Secundária Dr. Jorge Augusto Correia, coordenado pela professora Edite Azevedo, e em parceria com o professor Alberto Gomes, celebrou a data, realizando, na biblioteca da ESJAC, uma atividade de reflexão e debate sobre a sua importância. Com efeito, foram convidadas duas turmas de níveis diferentes (11ºB e 10ºE), tendo os alunos sido repartidos por vários grupos (alunos mais novos com alunos mais velhos), que, em face da leitura de uma seleção de máximas de diversos filósofos, distribuídas aleatoriamente, tentaram chegar a um consenso sobre a definição e importância desta disciplina nos dias que correm. Após este primeiro momento, todos os alunos tiveram oportunidade de apresentar as conclusões a que chegaram, tendo

culminado numa mais do que positiva ‘mixórdia de reflexões’, devidamente registadas num placard. A atividade foi muito estimulante e enriquecedora, onde a partilha e a diversidade de opiniões saíram reforçadas. Página 11


eco dos espaços Festa dos Anos de Álvaro de Campos, 2017 A Festa dos Anos de Álvaro de Campos, da iniciativa da Partilha Alternativa - Associação, e ao abrigo do Programa 365 Algarve, decorreu, em Tavira, entre 1 de outubro e 30 de novembro de 2017. Entre os diversos parceiros do evento, orgulhamo-nos de, mais uma vez, alunos da ESJAC terem sido protagonistas de diversas atividades no âmbito da comemoração de mais um aniversário de Álvaro de Campos, heterónimo pessoano, que o seu criador, Fernando Pessoa, imaginou ter nascido em Tavira. Roteiro Poético de Álvaro de Campos

1.ª etapa

O programa de Português do 12.º ano foca o trabalho poético de Fernando Pessoa, tanto do próprio, o ortónimo, como dos três principais heterónimos: Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro, e do semi-heterónimo Bernardo Soares. Como é do conhecimento comum, o primeiro heterónimo referido aqui nasceu em Tavira, no dia 15 de outubro de 1890. No sentido de haver maior articulação entre os estudantes de Tavira e os projetos sobre o poeta nascido na cidade, no dia 12 de outubro, as turmas B e E, do 12.º ano, sob orientação da professora de Português, Ana Cristina Matias, realizaram o Roteiro Poético de Álvaro de Campos, em Tavira, visitaram a exposição documental Pessoa (s) de Tavira, no Clube de Tavira, e a exposição de arte In Citações, na Casa Álvaro de Campos.

A primeira paragem foi na Escola Básica, Página 12 n.º 1, ao pé da estação ferroviá-

ria, onde se encontra um painel com o poema “Notas sobre Tavira”. Seguindo a distribuição prévia dos poemas pelos alunos que estavam a realizar esta aula de Português no exterior, Nuno Mártires e João Silva, leram este poema.

Já na esplanada do café Quinito, foi a vez de Ivone Penteado e Rodrigo Viegas recitarem o poema “Estou cansado da inteligência”, onde até alguns transeuntes lhes deram a sua atenção, curiosos.

Antes de chegar à baixa da cidade, em frente ao Clube Tavira, foi a vez de Matilde Falcão, Catarina Mangas e Mariana Correia interpretarem “Tabacaria”.

Aproveitou-se o momento e a proximidade e entrámos no Clube de Tavira. Aí, as turmas puderam observar documentos e fotografias de Pessoa e dos seus familiares, numa exposição de celebração do aniversário de Campos.

Poucos metros depois, em frente do café Tavirense, o poema “Começo a conhecer-me” foi excelentemente interpretado por Mariana Correia e Matilde Falcão, e até tiveram direito a uns pequenos “palcos” improvisados. Texto e fotos por Brígida Fernandes e Joana Gromicho, 12.º B


eco dos espaços 2.ª etapa

Na segunda parte do Roteiro Poético de Álvaro de Campos, as turmas dirigiram-se à Caixa de Crédito Agrícola, onde Cláudia Sequeira e Andreia Almeida leram um excerto do poema "Ode Marítima". De seguida, caminhámos rumo à Casa Álvaro de Campos, passando pela Rua Jacques Pessoa e pela Travessa Jacques Pessoa, tio-avô de Fernando Pessoa que viveu e morreu em Tavira. Atravessámos a “Ponte Romana” e na chegada à Casa Álvaro de Campos, Andria Pontes e Joana Viegas recitaram um excerto do poema "Opiário". Já dentro da Casa Álvaro de Campos, a turma foi recebida pela coordenadora da casa, Fernanda Guerra, que guiou os alunos e a professora Ana Cristina à sala onde estava, e esteve até dia 30 de novembro, a exposição de artes visuais de Isabel Macieira e Matthijs Warner, denominada IN CITAÇÕES. Os alunos puderam, então, apreciar a exposição e guardar algumas fotos para recordação. Feito isto, foi concedido um intervalo de 10 minutos para beber um café ou comer qualquer coisa e foi depois retomada a recitação de poemas de Álvaro de Campos. Rui Ramos e Beatriz Jesus declamaram o poema "Ai, Margarida" e, de seguida, houve uma leitura a três vozes do poema "Todas as cartas de amor", por Bruna Monteiro, Rafael Tubal Ramos e Edna Wolf. Seguidamente, a dupla Rúben Paulino e Ricardo Pereira recitou um fragmento do poema "Saudação a Walt Whitman". Foi, então, a vez da professora Ana Cristina dizer um excerto do poema "Lisbon Revisited" (1926). Estava acabada a visita à Casa Álvaro de Campos, mas ainda houve tempo para Mariana

Texto e fotos por Tiago Lucas Gonçalves e Zhenlong Guo, 12.º B

Tomás e Mariana Rodrigues recitarem parte do poema "Passagem das Horas", junto ao restaurante A Ver Tavira. E foi assim que terminou o Roteiro Poético de Álvaro de

Campos, uma forma diferente e motivadora de melhor conhecer a poesia deste heterónimo pessoano. Página 13


TEATRO Festa dos Anos de Álvaro de Campos, 2017

Poemas Encenados Por Ana Cristina Matias, professora bibliotecária

A

parceria com a Associação Partilha Alternativa estava formalizada, o patrocínio do Programa 365 Algarve estava assegurado, as datas dos ensaios e das apresentações públicas acordadas com a Associação Semente Alfarroba e o seu encenador Luís Luz, mas uma dúvida assaltava-nos: Será que conseguiremos angariar o número suficiente de alunos dispostos a sacrificar quatro sábados para pôr em cena uma representação exclusivamente com poemas de Álvaro de Campos? O professor Luís Gonçalves, determinado e insistente, não tardou em angariar voluntários junto dos membros do Clube de Teatro da ESJAC de que é responsável, bem como junto das suas turmas. Eu, menos convincente, lá fui abordando alunos Página 14 meus e outros

que já tinham dado provas de gostar de poesia e de a saber dizer, como a Inês Preza de Carvalho (12.ºA2). Entretanto, o professor Luís Gonçalves fez uma seleção de poemas de Álvaro de Campos menos conhecidos por muitos e lá os íamos sugerindo aos alunos. O empenho imediato de alguns dos alunos foi tão notável que no primeiro ensaio, a 14 de outubro de 2017, já tinham optado por um poema e sabiam-no de cor. Dois ou três, porém, com todo o direito, abandonaram este projeto de atividade extracurricular ao fim do primeiro ensaio. Mau, haverá mais desistências? Não valeu a pena apoquentarmo-nos, porque o entusiasmo do grupo foi partilhado no seio escolar. E, para nosso regozijo, antes do segundo ensaio, já tínhamos uma aluna, Maria Neves (11.º A3) que por sua livre iniciativa deixara recado na Biblioteca ESJAC que queria participar no evento Poemas Encenados. Assim, além da Inês Carvalho e da Maria Neves, o grupo era constituído por Ana Catarina Marques ( 12.º C2), Angela Onuorah (12.º

C2), Emren Muradov (10.º B), Francisco Santos (10.º C2), Manuel Machado (10.º B), Sarah Rapenne (12.º C1) e Vladyzlava Shoturma (12.º A2). Por altura do terceiro ensaio, o encenador, Luís Luz, fez-nos saber que estava muito satisfeito com o trabalho do grupo. As nossas expectativas para o primeiro espetáculo eram, agora, maiores. E as mesmas não foram goradas quando, no dia 4 de novembro de 2017, pelas 17H, no Auditório da ESJAC, pudemos testemunhar como todos sabiam bem o seu poema, bem como todas as marcações em palco. A segunda apresentação de Poemas Encenados ocorreu na abertura da exposição “Do meu Álvaro de Campos”, com trabalhos de alunos do Curso de Artes Visuais da ESJAC, na Casa das Artes, no dia 13 de novembro de 2017. Quão admirados estavam pais, professores e restante público por ver “miúdos” do ensino secundário a recitar com tanta alma e naturalidade poemas de Álvaro de Campos. A muito boa prestação desta grupo de alunos não se ficou por aí, uma vez que todos acederam a voltar a dizer os seus poemas na Festa de Natal, organizada pelo professor Luís Gonçalves. Nesta ocasião, e agora no Cineteatro António Pinheiro, no dia 12 de dezembro de 2017, quem lhes deu muitas palmas foram os seus colegas do ensino secundário. É com estes sucessos gratificantes que encontramos motivo para, todos aos anos, abraçar novos projetos, ou os mesmos mas com novos alunos.


ARTES VISUAIS Festa dos Anos de Álvaro de Campos, 2017

Workshop de gravura na Oficina Bartolomeu dos Santos Por Edna Wolf Seabra, 12.º E

D

urante a comemoração do 127.º aniversário do [talvez] mais relevante heterónimo de Pessoa, aquele que é verdadeiramente um reflexo do seu alter-ego, realizou-se, de 3 a 5 de novembro de 2017, na Oficina Bartolomeu dos Santos (OBS) o segundo workshop de gravura em chapas de metal, recorrendo à técnica de água-forte e à técnica do chine-collé. Foram convidadas a participar nesta aprendizagem em tempo extracurricular as turmas do 11º e 12º anos do Curso de Artes Visuais da Escola Secundária Dr. Jorge Augusto Correia, Tavira. Acederam ao convite e concluíram com sucesso a oficina eu própria, Edna Wolf (12.º E) , e Ana Rita Santos, Cláudia Martins, Inês Duarte, Joana Correia, Maria Isabelle Santos e Rafael Gonçalves, todos do 11.º E. O workshop decorreu em três dias, com um horário das 10h às 18h e pausa para almoço num local à escolha. Os vários estágios, desde a preparação das chapas à tintagem

e impressão, foram usufruídos com tranquilidade, proporcionando momentos de concentração e harmonia. Geraram-se conversas em redor dos mais variados assuntos e momentos de autocrítica e de indecisão...”Qual a prova de estado mais intensa?” ou “Devo desistir desta chapa

e começar uma nova?”, “Com qual fico? E para oferecer? Vai ser...?” O tempo foi distribuído de uma forma funcional e também descontraída, pondo à prova não só o talento artístico (das artes plásticas) como também o musical, com “performances” de dança totalmente improvisadas nas horas de almoço ou nas pequenas pausas ao longo do dia… nas escadinhas. Uma síntese dos três dias? Técnicas foram aprimoradas, novos conhecimentos partilhados, os resultados foram satisfatórios, e o que sucedeu? Uma exposição na Casa das Artes, de 13 a 30 de novembro de 2017, onde o equilíbrio e a simplicidade foram protagonistas... Ah! E as coreografias, memorizadas! Página 15


ARTES VISUAIS Casa das Artes Exposição: Do meu Álvaro de Campos Por Beatriz Paiva Rauer, 10.º E

Momento de descontração dos alunos do 11.º E (foto da esquerda) e do 12.º E (foto da direita), na companhia do seu professor de Artes Visuais, Reinaldo Barros, após a conclusão da montagem da Exposição «Do meu Álvaro de Campos», na Casa das Artes, em Tavira.

N

o dia 22 de novembro de 2017, por volta das 9h30, eu, os meus colegas da turma de Artes Visuais do 10.º ano, e o nosso professor de Desenho, Luís Nunes, fomos ver a exposição “Do meu Álvaro de Campos”, na Casa das Artes, constituída por trabalhos feitos pelos estudantes do 11.º e 12.º anos do Curso de Artes Visuais da nossa escola. A exposição, integrada na Festa dos Anos de Álvaro de Campos, tinha como tema a ilustração de poemas de Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa. Os alunos usaram diversas técnicas, como colagem em papel e grafite, e diferentes tipos de materiais, como aguarela, guache, lápis de cor, caneta de ponta fina, pastel, café, entre outros. Eles também aprenderam uma outra técnica, gravura em água-forte: faz-se um desenho numa placa, que pode ser de materiais diferentes, embora neste caso tenha sido usado o zinco, que é gravado para o papel. Página 16

Na minha opinião, os quadros foram bem

trabalhados e conseguiram demonstrar e exprimir de uma maneira diferente e bela os sentimentos dos aprendizes de pintores. Adorei a forma como misturaram as diferentes técnicas e materiais, mostrando como um poema pode ser diferente a partir dos olhos de cada pessoa. Eu gostaria imenso de conseguir passar para o papel aquilo que eu penso e sinto, tal como eles fizeram. Imagino que as pinturas devem ter levado imenso tempo e exigido esforço para chegarem ao ponto certo. O resultado foi incrível e admiro profundamente o talento desses alunos.

[…]

O uso de materiais encontrava-se numa grande variedade de obras, com maior destaque para o lápis de cor, grafite e aguarelas. A obra pertencente a Matilde Falcão (12.º E) destacou-se, neste parâmetro, devido à sua realização com café. Muitos dos desenhos possuíam ou aparentavam possuir duplo sentido, dos quais se destacaram, quanto a mim, quatro obras pertencentes a alunos do 12.º E: Catarina Mangas, Margarida Carrusca, Rafael Tubal Ramos e Rui Ramos. […] Laura Hou Lourenço, 10.º E

Textos orientados pelo professor do grupo Disciplinar de Artes Visuais, Luís Nunes.

Alunos do 10.º E num momento da sua visita à Exposição, «Do meu Álvaro de Campos». +


CIÊNCIAS E MATEMÁTICA Semana da Cultura Científica Pelas professoras Ana Cristina Matias e Helena Bartolomeu

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uma cooperação entre a Biblioteca ESJAC e o Departamento de Ciências Experimentais e de Matemática, decorreu, de 24 a 30 de novembro de 2017, a Semana da Cultura Científica. Foram nossos parceiros a Universidade de Algarve e o Centro Ciência Viva. de Tavira. Obras em destaque

Ao longo de toda a semana, as obras em destaque no espaço da Biblioteca estavam estreitamente articuladas com as disciplinas de Biologia e Geologia, Física e Química e Matemática.

Cartaz informativo «Microfones e Altifalantes», elaborado por Diogo Valadares, João Teixeira e Pedro Sousa, 11.º A2

Exposição de Física e Química A

Em simultâneo, decorreu uma exposição de Física e Química A, organizada pela professora Helena Bartolomeu, com os seus alunos do 11.º A2.

Os temas tratados pelos grupos Palestra de trabalho foram variados, desde A Física do Som e da Música cartazes informativos sobre os Trabalhos de Hertz, Microfones e altifalantes, Contributos de Maxwell para o eletromagnetismo clássico, Lei de Faraday, Produção industrial e transporte de energia elétrica: geradores e transportadores, Leis da refração da luz, a livretos sobre Efeito de Doppler: aplica- No dia 24 de novembro, o Proções tecnológicas, Experiência de fessor Jorge Semião, da UAlg, deu Oersted, Reflexão e suas leis e A uma palestra sobre A Física do fibra ótica, entre outros. Som e da Música que incluiu experiências que ajudam a entender algumas características do som audível, bem como outra sobre a estimulação de várias luzes, a ritmos diferentes, por uma fonte sonora ligada a um circuito eletrónico. Continua na página seguinte

Cartaz informativo «Trabalhos de Hertz» , realizado por Joana Lourenço e Joana Ferreira, 11.º A2

Cartaz informativo «Contributos de Maxwell para o eletromagnetismo clássico» , da autoria de Pedro Ferreira e Pedro Martins, 11.º A2

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CIÊNCIAS E MATEMÁTICA Formação na Biblioteca ESJAC

Já no dia 28, houve lugar a duas sessões de formação, orientadas pela professora bibliotecária, Ana Cristina Matias, e a professora de Física e Química, Helena Bartolomeu. Os alunos do 10.º A3 ficaram a saber consultar o catálogo online da biblioteca ESJAC, tomaram conhecimento dos guias de apoio ao registo de bibliografia e a utilidade da funcionalidade “Referências”, disponibilizada pelo programa Microsoft Office Word. Depois prosseguiram as suas pesquisas para a realização de um trabalho no âmbito da Cidadania e do Desenvolvimento.

Grupo de alunos do 12.º A2 responsável pela apresentação do trabalho «Fratais», acompanhado pelos professores Telma Costa e José Mesquita.

suprimir as necessidades alimentares da população; e duas sessões da palestra Sedimentos: a memória dos oceanos, por Teresa Drago, investigadora do IPMA e do Instituto D. Luiz (FCUL). Aí foi abordada a importância dos sedimentos no estudo da história da Terra. Palestra de Matemática

Palestras de Biologia Centro Ciência Viva de Tavira

Seguiram-se, nos dias 29 e 30, palestras organizadas pelo Centro Ciência Viva, e em articulação com conteúdos da disciplina de Biologia e Geologia: Aquacultura, por um investigador do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que focou a importância da produção em Página 18 aquacultura para

Por fim, ainda houve lugar a uma palestra interpares da área da Matemática: Fratais. Orientados pelos professores Telma Costa e José Mesquita, o grupo constituído por Afonso Ruas, André Silvestre, Diogo Romeira, Henrique Lopes, Ian Hou e Paulo Pereira, todos do 12.º A2, enfrentaram, com segurança, a plateia constituída por colegas seus dos 10.º e 11.º anos que encheram o Auditório da ESJAC. O seu discurso foi claro, coerente e em tom audível para todos. No final da sua apresentação, desafiaram os colegas a resolver um problema. Aí, sim, houve intenso burburinho com a troca de ideias

sobre como resolver a questão colocada. Por fim, a solução e a explicação do raciocínio a seguir foram apresentadas pelos membros do grupo. A retribuição que tiveram foi uma sonorosa salva de palmas, logo seguida pelo toque de saída. Tudo correra bem, até o total controlo do tempo para a sua palestra: 50 min. E, assim, se cumpriu mais uma Semana da Cultura Científica em que todas as turmas do Curso de Ciências e Tecnologias foram, de uma maneira ou de outra, envolvidas. Resta, ainda, registar que o trabalho “Fratais” foi cedido pelo grupo para figurar na Página Eletrónica da Matemática, permitindo o livre acesso a todos: http:// estbiblioblogue.blogspot.pt/p/ matematica.html Alguns dos trabalhos que figuraram na Exposição de Física e Química A também irão ser disponibilizados na Página Eletrónica de Física e Química: http:// estbiblioblogue.blogspot.pt/p/ fsica.html .


ESCRITA CRIATIVA Cantiga de Amigo Ai prado, ai prado do verde levado, Se sabedes novas do meu amado! Ai vida, onde m´o levaste? Ai prado, ai prado do verde antigo, Se sabedes novas do meu amigo! Ai vida, onde m´o levaste? Se sabedes novas do meu estimado, Aquele que me roubou o coração amado! Ai vida, onde m´o levaste? (- Vós me preguntades pelo voss´amigo, E eu bem vos digo que é bem vívido. Ai vida, onde m´o levaste?) Set. 2017 Laura dos Reis José Silva, 10.º A3 (Professora de Português: Lina Correia)

Se recordar é viver, Então esquecer é morrer. Perder a memória É perder a glória.

Há que relembrar Para não morrer. Mesmo que faça sofrer, Recordar é viver! Rui Lopes, 12.º A2 (Professora de Português: Paula Pereira)

A Amizade A amizade é tudo Para o mundo! Se assim for, Vou para a escola Aprender para ser Um Homem no futuro. Para ter a minha segunda casa, E ter o meu próprio trabalho. As amizades na escola são muito importantes Para nós, no futuro. Na escola, aprende-se a respeitar. E um dia havemos de nos lembrar Da escola para sempre. Aqueles que não aprenderam Vão arrepender-se! E os que aprenderam vão ter um ótimo futuro. É por isso que a escola existe Para termos um futuro muito melhor e importante! João Jesus, 7ºC (Professora de Educação Especial: Patrícia Anica)

" E agora? Onde estará o que foi prometido estar? Do discurso mais velho de nós, jovens; - Não prometas nada que não possas cumprir! E, ainda assim, numa potência enorme, Prometemos o mundo, Prometeram-nos o mundo. Será que falhámos nós? Ou eles? Dizendo então: - "Tu podes ser o que tu quiseres". E agora sei que não posso, das mais tristes formas. Infelizmente, Não serei aquilo que prometi. Mentiram, Menti." Catarina Gonçalves, 11º ano (Professora de Filosofia: Edite Azevedo)

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LÍNGUAS Inglês

Film reviews “The Hundred–Foot journey” The film I watched in class, “The Hundred-Foot Journey” by Lasse Hallstrom, narrates the journey of a young Indian cook, Hassan, and his family. They moved to a small village in France where they opened a restaurant. The Kadam family was a target of discrimination and racism because of their culture and traditions. In the beginning people didn’t accept them, they were judged.

In my opinion, we shouldn´t judge people based on their culture or traditions, we should accept them and learn from them. I think that discriminating and being racist to others is the most horrible thing. We are all different, after all, so we should accept everyone and respect one another. Alexandra Silva, 10.º A1

“Your name”

“Your Name” (original title: Kimi no na wa, 2016) is a Japanese animated film – in short “anime” – directed by Makoto Shinkai. It features Mitsuha (Nagasawa) a smallvillage girl and Tokyo boy Taki (Kamiki) who switch bodies overnight. As they try to deal with the body swap, they begin this journey

of getting to know one another and slowly start to fall in love, until one major twist happens. The characters have their own differences and what is difficult for them, is not only the fact they are a whole other person, but Mitsuha has to adapt the metropolitan city, while being very traditional. Meanwhile the high school boy in the girl’s body attempts to live the country life and fulfil the traditions her ancestors have established in that village. In this beautifully crafted and visually pleasing animation, Shinkai

is careful enough to play with colours and building monochromatic frames. He also doesn’t disappoint on the animations themselves, as he is able to serve us with breathtaking and very detailed shots of the green landscapes of the rural side of Japan. This film seems like your typical teen love story at first but surprises you with its unpredictable plot twists and beautiful scenarios that make you not wanting to blink your eyes to enjoy every second of it. Francisca Palma e Catarina Marques, 12.º C2

“The Untouchables” “The Untouchables” is a biographic film, a dramatic comedy, written and directed by Oliver Nakache and Éric Toledano. François Cluzet and Omar Sy are starring. Philippe is a millionaire who was paralysed from the neck down in a para-gliding acciPágina 20 dent.

Driss applies for the job of Philppe’s caregiver only so he can be rejected and get a signature on his application form unemployment benefit. As Philippe interviews one boring applicant after another, we began to understand that he needs not only physical help but someone to cheer

him up. Driss’s cheeky irreverence is refreshing, and Philippe astonishes him and his own household staff by offering him the job. The cast is brilliant, the jokes lovely, the story and idea is beautiful. One of the best French film ever. Brígida Fernandes, 12ºB, Inês Machado, 12ºC2, e Angela Onuorah 12ºC2 Textos orientados pela professora de Inglês, Margarida Beato.


LÍNGUAS Português Ninguém ganhou a última guerra, ninguém ganhára a próxima

As pessoas estão a ser trocadas por qualquer tecnologia Por Catarina Cruz, 10.º C2

Por Leonor Ribeiro, 10.º A1

Uma coisa é certa… a guerra traz mais perdas do que ganhos e a prova disso foi a situação mundial vivida entre 1939 e 1945, designadamente a Segunda Guerra Mundial. Normalmente, o gerador de todas as guerras são as divergências entre países, que têm pontos de vista diferentes e opiniões diversificadas e divergentes acerca de certos assuntos. A nível mundial, são os impactos negativos que mais se notam. Há milhares de mortos, há crise económica, a população passa, por vezes, períodos de fome, as doenças começam a alastrar significativamente, dando origem a epidemias mortíferas. Atualmente, os Estados Unidos da América e a Coreia do Norte estão em divergência, fazem testes nucleares e lançam ameaças constantemente! Esperemos que não passe disso… ameaças!

Todos temos obrigação de mudar o mundo

Por Leonor Abrantes, 10.º A2

Na minha opinião, o flagelo da fome e da miséria só está longe de terminar se não fizermos nada contra isso. A sociedade em que vivemos está hipnotizada pelo consumismo e materialismo, e parte da

Vivemos num mundo onde as pessoas estão a ser trocadas por qualquer tecnologia, onde se prefere mandar uma mensagem ao invés de comunicar diretamente com a pessoa. Na imagem apresentada, podemos observar um suposto casal a dar o seu primeiro beijo, mas, em vez de se beijarem um ao outro, fazem-no com o seu telemóvel. Principalmente nos jovens, as novas tecnologias estão sempre presentes, o que nos está a fazer perder inúmeras experiências, e está a afastar-nos uns dos outros.

Atualmente, os jovens até namoram através das tecnologias e não convivem entre si. Perante as perguntas: “Apesar de todas vantagens que a tecnologia nos traz, vale a pena ter que lidar com as desvantagens da mesma?” e “Será que o facto de as tecnologias nos afastarem perde a importância em contraste com o facto de as mesmas nos facilitarem a vida?”, a minha resposta é, não. Por mais vantagens que a tecnologia tenha, existem valores mais importantes, valores esses que estão a ser destruídos.

culpa desta hipnose deve-se à informação implementada no cérebro humano diariamente pelos média. Um bom governo, uma boa religião, um bom princípio humano, do meu ponto de vista, nunca permitiria que isto acontecesse. Todos nós temos obrigação de mudar o mundo, caso contrário, qual seria o nosso propósito de

vida? Sem querer retirar o mérito às Organizações que realmente se importam, é dever também das grandes massas, que realmente podem fazer o necessário, de agir o mais rapidamente possível. Textos orientados pelo professor de Português, Luís Gonçalves.

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LÍNGUAS no chão, tomei banho de mangueira e água fria. Durante a semana, «Cinegirasol» Por Rui Ramos, 12.º E trabalhámos com um lar de idosos, uma instituição para pessoas com deficiência e um ATL local. Participámos nas Eucaristias, no terço, realizámos uma vigília, uma sessão de cinema e ainda uma pequena festa de convívio para a comunidade. A primeira vez que fui ao lar, senti-me desamparada. À minha frente estavam pessoas que tinham passado a sua vida a trabalhar e diferente das personagens. Por outro lado, o vídeo musical naquele momento estavam ali dei“Cinegirasol” tem aspetos negati- xadas ao abandono. Aqueles idovideoclipe inspirado vos, como a velocidade da música sos com quem chorei, cantei, danna música “Cinegirasol”, interpre- e do vídeo, o que é muito diferen- cei e sorri até ao último dia. Havia tada pelo grupo musical “Os Azei- te, sendo o desenrolar da história idosos que dependiam completatonas”, apresenta tanto aspetos no vídeo mais lento que o ritmo da mente dos funcionários e isso fezpositivos como negativos, tal como música; a escolha de fazer o vídeo me pensar: “A que ponto pode o ser humano chegar?”. qualquer outro vídeo musical. em animação que, apesar de ser No ATL, as crianças adoraram o Por um lado, este videoclipe original e dar trabalho a fazer, apeapresenta certos pontos positivos, la a um público mais jovem, ou tempo que passaram connosco e, pelo facto de conter características seja, o público adulto já não vai ter acima de tudo , perceberam o que que comprovam a inspiração na tanto interesse, não propiamente fomos lá fazer. Isso dá-me espemúsica: a presença de três persona- pelo facto de ser animação, mas rança para que, um dia, simplesgens distintas - um jovem de ócu- pelos materiais usados, como a mente, façam a diferença com o los, um rapaz loiro e uma rapariga plasticina e o cartão, que conferem mais pequeno gesto. A melhor experiência foi estar ruiva -, tal como na música, onde à animação um aspeto mais rude e com os deficientes. É incrível ver há referência a três figuras, um simples. que mesmo tendo sido abandona“xerife”, um “ladrão” e uma rapaPesando, num balanço final, os dos pelos familiares por causa da riga chamada “Conceição”. Além pontos positivos e negativos, con- sua deficiência, eles têm uma vondisso, há a presença de elementos sidero que o vídeo complementa a tade enorme de amar o próximo, visuais que, por sua vez, estão inte- música d’Os Azeitonas, acabando de sorrir, só porque sim, de cantar, grados na música, como, por por atrair mais público quando de gritar, de correr, de saltar, e isso exemplo, os “altifalantes” e a ouvida e inserida no videoclipe. foi o que mais me encheu o cora“tela”, e a diferença entre realidade ção, perceber que Deus esteve ali e ficção pela dimensionalidade sempre nos sorrisos, nas lágrimas, em tudo. Na minha memória No final daquela semana incrível, Por Margarida Carrusca, 12.º E percebi a sorte que tive em conhecer aquelas pessoas incríveis que mudaram a minha vida. Aqueles aqueles dias. dias transformaram-me completaste ano arrisquei e fui Depois de muitas horas de via- mente, quebrei as minhas fronteipara a minha primeira gem, cheguei a Marrazes. À minha semana missionária. espera estava um padre que nos ras, cumpri um objetivo, semeei Deixei tudo para ir até Marrazes, acompanhou durante aquela sema- sorrisos e aprendi a dar valor à Leiria, onde estavam 12 jovens na. Ficámos alojados na antiga vida. Por isso, só posso dizer obrivindos de toda a parte do país e igreja onde tínhamos os bens gada por tudo o que deixaram no que me acompa- essenciais: comida, cozinha e salas meu coração. Página 22 Textos orientados pela professora de Português, nharam durante para as nossas atividades. Dormi Ana Cristina Matias. Apreciação crítica

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LÍNGUAS As primeiras memórias de um fogo-de-artifício Por Mariana Correia, 12.º E

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onfesso que nunca fui muito de reviver o passado. Não sei se é por melancolia, se por nostalgia, mas o futuro sempre me pareceu muito mais brilhante, cheio de sonhos por realizar. Apesar de tudo, navego nas ruas infinitas da minha cabeça à procura de algo que me tenha marcado e que seja de alguma relevância para ser falado, escolhendo assim a minha memória mais inocente, pura e transparente como o vidro... Naquele dia, a chuva escorria das nuvens e vinha aterrar na estrada em frente à minha janela. Tinha talvez um pouco mais de três anos e recordo os casacos e cobertores onde me enrolava para manter o calor. Suponho que fosse um dia bem frio de inverno. Curiosamente, naquele dia não estava interessada no que os brinquedos me pudessem oferecer: a chuva do lado de fora chamava-me mais à atenção. Uma atitude estranha, já que não era a primeira vez que via água a cair das nuvens. No entan-

to, a minha mente de criança quis ceder ao instinto e decidi sentarme perto dessa mesma janela e observar o que a natureza oferecia ao mundo. Desconheço pormenores, visto que para mim nada mais me importava senão aquele "fogode- artifício" no céu que fazia as nuvens brilhar. Para esclarecer, não eram mais do que comuns relâmpagos acompanhados por trovões, mas aquela tempestade tornou-se algo de fascinante para mim... As luzes brancas caídas dos céus batiam com força na superfície do mar e os meus olhos não puderam deixar de se

Silêncio

maravilhar com algo tão modesto e imponente em simultâneo. Sentime pequena de mais perante a Mãe Natureza que se apresentava diante de mim e devo ter-me deixado levar por esse sentimento. Passados todos estes anos, as sensações ainda aparecem vagamente no meu cérebro e vagueiam pelo coração que carrego no peito. Razões lógicas? Nenhumas, no entanto, deixam-me com estas memórias, das quais eu absorvo uma energia revigorante que me ajuda a seguir em frente com este momento presente onde habito...

Por Ana Catarina Neves, 10.º A1

Silêncio. Não o suporto. Não faz sentido. Como é que algo que não é nada pode de certa forma realçar tudo? O seu nome não encaixa com a sua personalidade de todo. Ele não é calmo, é barulhento. É perigoso, é como o trovão que faz as crianças esconderem-se de medo. Ele é a razão pela qual perco o sono à noite apenas com súbitos pensamentos, acompanhados de recordações vivas daquele que me devia ter criado, mas, em vez disso, fugiu quando já tinha idade suficiente para sofrer. Ele é a razão da dor que sinto no peito, que me faz apertar o punho e formular inúmeras perguntas que nunca terei a coragem de fazer. Ele é a razão pela qual me afogo na minha própria vulnerabilidade. Mas é, também, a única pessoa que me faz sentir eu mesma, faz-me sentir normal. É o meu melhor amigo. Texto orientado pelo professor de Português, Luís Gonçalves.

Página 23


e-mail: biblioblogue@gmail.com

olas to de Esc AVIRA n e m a p u Agr reia - T usto Cor g u A e g Dr. Jor

BIBLIOTECA ESJAC http://www.estbiblioblogue.blogspot.com/

Ficha Técnica Chefe de Redação: Ana Cristina Matias Conselho de Redação: Ana Rita Diniz, Antonieta Couto, Helena Bartolomeu, Paula Pereira, Margarida Beato e Soledade Ferreira Redação: Alunos e Professores do AEJAC Paginação: Ana Cristina Matias

https://www.facebook.com/www.bibliotecaESJACTavira/

Festa de Natal Bem-vindos a esta Festa do Natal, no Cineteatro António Pinheiro, neste dia 12 de dezembro de 2017. Eu, professor Luís Gonçalves, e o Grupo de Teatro da ESJAC preparámos dois espetáculos, um às 10h30, outro às 20h30, para os pais, encarregados de educação e restante público.

Começamos com a declamação de poemas de Álvaro de Campos pelos alunos Manuel Machado, Catarina Marques, Valdyslava Shoturma, Angela Onuorah, Sarah Rapenne, Inês Carvalho, Maria Neves e Francisco Santos .

Depois do Sketch, com a Vlada e o Hugo, sobre o que o lixo diz sobre nós, chamamos ao palco a Associação de Estudantes…. Que grupo numeroso, será que cabem todos no palco?

Gostaram deste momento cheio de ritmo com um grupo da Associação de Dança do Algarve? Elas são a Margarida, a Ana, a Mónica, a Marta, a Bruna e a Beatriz Ramos. E continuamos com música, mas agora com a Carolina Pereira e a Ana Jesus a cantarem, e o Paulo Pereira na guitarra.

E os atores da peça, “O Natal das Bruxas”, foram: Angela, Sarah, Guilherme, Hugo, Francisco Santos, Catarina, Francisco Grilo e Vlada. Um agradecimento também à Lurdes Horta, responsável pelo apoio técnico. Até à próxima festa da escola.

Jornal ecoestudantil esjac jan 2018  

Jornal editado pela Biblioteca da Escola Secundária Dr. Jorge Augusto Correia

Jornal ecoestudantil esjac jan 2018  

Jornal editado pela Biblioteca da Escola Secundária Dr. Jorge Augusto Correia

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