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ANO 3 - Nº 9

ANO 3 - Nº 9

Carlinhos Brown A versatilidade de um artista múltiplo

Decoração • Turismo • Gastronomia • Arte • Cinema

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Em atenção às leis federais nº 4.591/64 e nº 8.078/90 (CDC), informamos que todas as imagens apresentadas neste material publicitário são meramente ilustrativas a serem construídas. Memorial de Incorporação Registrado - R-3 da matrícula nº 2073 - Cartório de Registro Geral de Imóveis de Ipojuca - PE, em 08/12/2010. *De acordo com as especificações da construtora.

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Em atenção às leis federais nº 4.591/64 e nº 8.078/90 (CDC), informamos que todas as imagens apresentadas neste material publicitário são meramente ilustrativas a serem construídas. Memorial de Incorporação Registrado - R-3 da matrícula nº 2073 - Cartório de Registro Geral de Imóveis de Ipojuca - PE, em 08/12/2010. *De acordo com as especificações da construtora.

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INFORMAÇÕES

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INCORPORAÇÃO

Para morar. Para viver.

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Expediente Queiroz Galvão Diretor-presidente: Diretores:

Frederico Pereira Administrativo: Arno Stupp Engenharia: Henrique Suassuna Fernandes Financeiro: Fernando Roberto Bitu Moreno Produtos / Projetos: Ricardo Costa Carvalho de Gusmão Regional PE: Mucio Pires de Souto Regional SP: Carlos Roberto Morais Coimbra Regional BA: Carlos Andre Hiltner Almeida Regional RJ: Pedro Gomes da Cunha Regional DF: Claudia Simone Moreiras

Editora

JB Pátria Editora Ltda.

Presidente: Diretor: Administrativo / Financeiro: Jornalista:

Jaime Benutte Iberê Benutte Gabriela S. Nascimento Kelly Souza

Premium Magazine Publisher: Conselho editorial:

Editora: Projeto Gráfico e arte: Diretor de arte: Assistentes de arte:

Colaboradores: Impressão:

Jaime Benutte Carol Boxwell, Carol Neves, Christiana Guimarães, Christiane Fonseca, Cintia Carneiro, Germana Monte, Marcos Baptista e Michaella Baratz Suze Smaniotto Belatrix Ltda. Marcelo Paton Gabriel de Moraes Luiz, Camilla Stoian e Vanessa Hamazaki Alexandre Staut, Jonas Furtado, Margarete Storto, Marina Monzillo e Waldemir Filetti Gráfica Santa Marta Empresa filiada à Associação Nacional dos Editores de Publicações, Anatec.

A Revista PREMIUM QUEIROZ GALVÃO é uma publicação trimestral da JB Pátria Editora Ltda. www.patriaeditora.com.br Fale Conosco:

Queremos fazer uma revista cada vez melhor para você. Mande seus comentários, sugestões e críticas pelo e.mail revistapremium@queirozgalvaoincorporacao.com.br Os textos assinados são responsabilidade dos seus autores, que não estão autorizados wa falar pela revista.

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Editorial

QUEIROZ GALVÃO

Sempre que paramos para idealizar uma nova edição da revista Premium, procuramos pensar naquilo que traduz o conceito de viver bem, na sua concepção mais ampla – moradia, estilo, lazer, cultura e todas as formas que justificam a alegria nossa de cada dia. Em decoração e arquitetura, falamos do prazer de transformar a casa em uma pequena galeria de arte, com objetos garimpados em viagens e exposições. Temos uma matéria sobre um ambiente cada vez mais aproveitado pelas famílias brasileiras: a varanda, que ganhou notoriedade e novos usos nos últimos anos. Para quem curte embelezar a casa, nada como conhecer dicas preciosas de especialistas para facilitar a tarefa. Quando o assunto é estilo, torna-se óbvio dizer que os artistas escolhidos para esta edição são donos de características bem peculiares. Hebe Camargo, na seção Perfil, é um exemplo de carisma, vitalidade e alegria incomuns. Já Carlinhos Brown, que ilustra a capa, faz história com seu ritmo musical inconfundível e abraça causas ainda mais nobres. Para aguçar o desejo de explorar novos ares, apresentamos Saint Barthélemy, ilha do Caribe descoberta e muito bem explorada por ricos e famosos. Fernando de Noronha é igualmente linda e ainda tem a vantagem de estar logo ao lado. Também não muito distante está Buenos Aires, com as grandes atrações e a beleza arquitetônica do recém-reformado Teatro Colón. Mas fácil mesmo é encontrar diversão no cotidiano, por isso a seção Gourmet traz uma matéria sobre churrasco, com as dicas do especialista István Wessel. Afinal, confraternizações corriqueiras podem conter porções de verdadeira alegria, que fazem valer a pena todo o resto.

Frederico Pereira Diretor-presidente

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Sumário Edição 09 Maio DE 2011

30 Capa Um dos mais autênticos músicos brasileiros, Carlinhos Brown se divide entre sua arte e trabalhos sociais

08 Spot Objetos de Desejo Móveis e acessórios que dão um toque especial à decoração

14 Perfil A sempre surpreendente Hebe Camargo vence desafios, encanta seu público fiel e retoma carreira musical

22 Decor Galeria em Casa O prazer de transformar a casa em galeria de arte 26 Decor Paisagismo Varandas para que te quero: ampliar os horizontes Capa: Carlinhos Brown Foto: João Meireles 06

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36 Destino Saint Barthélemy

52 Decor Estilo

A exuberante ilha do Caribe esbanja beleza natural e reúne ricos e famosos

Dicas para acertar na hora de decorar a casa ou o apartamento

40 Destino Fernando de Noronha

64 Queiroz Galvão Pernambuco

Encantadora por natureza, a ilha brasileira também oferece luxo e conforto

A praia de Muro Alto vai receber o Malawí Muro Alto Beach Houses

44 Gourmet Os segredos para se fazer um bom churrasco, a confraternização que é a cara do Brasil

Brasil Animado é o primeiro longa brasileiro em 3D e apresenta o país com humor, através de animação e cenas reais

48 Bem Viver Home Office

76 Art Cultura

Preparar a casa para se transformar em escritório exige cuidados essenciais para um ambiente não invadir o outro

Reformado e sempre imponente, Teatro Colón retoma posto de um dos maiores teatros do mundo

58 Queiroz Galvão São Paulo

82 Habitar

Aquarela Paulistana será lançado no bairro do Bom Retiro

Exposição A Casa da Rua Guadelupe revela acervo importante e mistura de estilos

70 Art Cinema

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Fotos: divulga ção

Spot

Cozinha na moda Conhecido pelos trabalhos que realiza como estilista, Ronaldo Fraga lançou moda também na decoração. São sete linhas de cama, mesa e banho assinadas por ele, entre itens como louças, portacopos, jogo americano, cortinas e bolsas. Os desenhos vieram de coleções passadas do estilista, como as estampas Biscoito e Festa, extraídas das roupas infantis. A linha Chuva, com nuvens que remetem a lágrimas de sangue, foi inspirada na coleção Quem matou Zuzu Angel (verão 2001/2002), em homenagem ao trabalho da estilista contra a ditadura. Em Céu de Pássaros, uma revoada de andorinhas – alusão à vista de varandas das casas do interior brasileiro – traz o folk nacional para a cozinha. A música também está presente na criação de Ronaldo. A coreógrafa alemã Pina Bausch serviu de exemplo para as estampas de bailarinas vistas de cima e que foram parar nas peças de Valsa. À venda na Tok&Stok (www.tokstok.com.br)

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Beatles em casa Os trinta anos da morte de John Lennon e os shows que o ex-Beatle Paul McCartney fez no Brasil em 2010 evidenciaram ainda mais a banda mais famosa de todos os tempos. Não à toa eles foram parar em itens de decoração. A bancada de três portas Liverpool é feita em lâmina natural de freijó e tem como estampa os rostos dos cantores. Medidas: 1,56 metro de largura X 81 centímetros de altura X 40 centímetros de profundidade. À venda na Desmobília (www.desmobilia.com.br)

Leveza Para quem gosta de dar um toque na casa com a cara da estação, a marca By Kami lançou versões de tapetes próprias para o calor. Feito com resto de tecidos como algodão e cetim, o Tear Samba é indicado tanto para áreas internas quanto externas. Tem o aspecto rústico de tapetes feitos com fibras, e desenhos coloridos que dão delicadeza para a peça. (www.bykamy.com)

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Spot

Arte para descansar Criada em 1962 para uma exposição na Oca do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, a poltrona Chifruda, de Sérgio Rodrigues, foi reeditada em série limitada e numerada. É a primeira vez que a peça, considerada obra de arte pela ousadia e raridade, é comercializada. Na Dpot (www.dpot.com.br)

Música para relaxar Reconhecida por priorizar o conforto em seus produtos, a marca Stressless traz para o Brasil a poltrona reclinável Jazz, que une design e funcionalidade. Feita para acomodar ergonomicamente o pescoço, costas e pernas do usuário, a peça tem funções que são acionadas por meio dos movimentos do corpo, sem a necessidade de alavancas. À venda na Ekornes (www.ekornes.com.br)

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Trabalho de artesão Especializada em fazer móveis sob medida, a marca Linea Mobili agora fabrica também peças complementares. A mesa de centro Wave faz parte dessa nova coleção. É um produto feito à mão, com uso de maquinário apenas em funções como corte e filete. A matéria-prima é a madeira chiaro e o acabamento em poliuretano é na cor caramelo. Linea Mobili – www.lineamobili.com.br

Multifuncional Para manter o clima da casa agradável no frio ou no calor, o multiclimatizador Komeco tem quatro funções: umidifica, aquece, climatiza e purifica o ar dos ambientes. O aparelho possui o chamado alerta inteligente, que ajuda a direcionar o ar de cima para baixo ou vice-versa e sistema de auto-reinício, que mantém o ambiente refrigerando após o stand by. Boa opção para áreas sem saída de ar. (www.komeco.com.br)

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Spot

Exclusivas A iluminação da casa não precisa ser algo apenas útil. A coleção de luminárias pintadas à mão pela artista Isabelle Tuchband comprovam isso. Misto de arte, decoração e funcionalidade, as peças únicas têm desenhos alegres das deusas gitanas, mulheres de traços imperfeitos. Os abajures têm base de porcelana e cúpulas de tecido. À venda na Dominici (www.dominici.com.br)

Boas energias Os supersticiosos agora têm mais uma forma de exteriorizar suas crenças. Criada pelo designer Alfio Lisi, a poltrona Bonfim tem estrutura de madeira e é composta pelas famosas fitinhas do Nosso Senhor do Bonfim. Nela, o designer resumiu a simplicidade estrutural e se apropriou de forma criativa desse item que todo brasileiro conhece. Disponível na Dpot (www.dpot.com.br)

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Revestimentos Além do mobiliário, as paredes e pisos da casa também interferem na decoração. Para fazer a diferença, a marca Occo.k tem quatro coleções de revestimentos, em dimensões e materiais diferentes. Os assoalhos de madeira de demolição dão um toque rústico aos ambientes. Já quem prefere uma decoração mais ousada, a linha Itaforte tem o revestimento cimentício Light Floor, com material fluorescente. À venda na OCCO.k. (81) 3325-5290 www.occok.com.br

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Foto: divulgação Sony Music

Perfil Hebe Camargo

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o início de 2010, milhões de brasileiros ficaram apreensivos. Hebe Camargo, madrinha da televisão brasileira e apresentadora mais antiga em atividade, era internada em São Paulo. Diagnosticada com câncer no peritônio – membrana que envolve os órgãos do abdômen –, ela passou por uma cirurgia para a retirada do tumor e iniciou um tratamento de quimioterapia que durou quase quatro meses. Apesar de tudo, Hebe nunca abandonou a fé e o bom humor. Incentivada pelo carinho de milhões de fãs, a diva se curou e, como forma de agradecimento, decidiu brindar a sua recuperação com a retomada da carreira de cantora, profissão que a consagrou nas décadas de 50 e 60. No CD Hebe Mulher, lançado no final de 2010 pela gravadora Sony Music, Hebe interpreta um repertório bem eclético, composto por sucessos de grandes artistas, como “Eu Preciso de Você”, de Roberto Car-

los – que também canta a faixa de abertura do álbum –, “Tocando em Frente”, de Almir Sater, “Universo do teu Corpo”, de Taiguara, “Saúde”, de Rita Lee, e “Lenha”, de Zeca Baleiro. Além do CD, Hebe lançou seu primeiro DVD, Hebe Mulher e Amigos. O material é resultado de dois shows que a cantora e apresentadora realizou em 2010 em São Paulo e no Rio de Janeiro, nos quais dividiu o palco com convidados como Alcione, Ivan Lins, Fábio Jr., Daniel, Leonardo, Maria Rita, Chitãozinho & Xororó e Bruno & Marrone. Nascida em 8 de março de 1929, na cidade de Taubaté (interior de São Paulo), Hebe começou sua carreira artística ainda bem nova, aos 11 anos. Participou de vários programas de calouros imitando Carmem Miranda. O pai era músico e tocava violino na época dos filmes mudos. Ao se mudarem para a capital paulista, ele foi contratado pela orquestra da Rádio Difusora. 15

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Fotos: Lourival Ribeiro

Perfil Hebe Camargo

Música presente desde sempre Hebe fez parte, junto com a irmã Stela e as primas Helena e Maria, do Quarteto Dó-Ré-Mi-Fá, que chegou a firmar contrato com a Rádio Tupi. Pouco depois, ela e a irmã formaram a dupla sertaneja Rosalinda e Florisbela. Não demorou muito para que seguisse carreira-solo e fosse contratada pelas rádios Tupi e Difusora. Acabou conquistando o público ao interpretar sucessos como “Moreno Lindo” e “Dora Dora”. Em 1952, seguiu para a Rádio Nacional. Pouco tempo depois, gravou vários compactos e se tornou a “Estrela de São Paulo”. Entre 1960 e 1966, gravou outros seis LPs.

O título de “Madrinha da Televisão Brasileira” se deve, entre outros acontecimentos, ao fato de Hebe ter participado, no início dos anos 50, do grupo que, liderado por Assis Chateaubriand, participou da solenidade que marcou a chegada dos equipamentos para a implantação da TV no Brasil. A estrela também foi convidada para cantar o Hino Nacional durante a primeira transmissão em 1950, mas acabou tendo que ser substituída de última hora por Lolita Rodrigues, que se tornou uma de suas melhores amigas.

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Atuação desde os primórdios da TV brasileira

Convidados ilustres: Hebe em entrevista com Ivete Sangalo e o ator americano Patrick Dempsey

Sua estreia oficial na TV aconteceu em 1955, através do primeiro programa feminino da TV brasileira, O Mundo é das Mulheres, assinado por Walter Forster, onde Hebe recebia as maiores personalidades do Brasil e do exterior. Pouco antes desse trabalho, substituiu Ary Barroso em seu famoso programa de calouros. Casou-se em 1964 com o empresário Décio Capuano, com quem viveu até 1971 e teve o filho Marcelo. Dois anos depois, se uniu a Lélio Ravagnani, relacionamento que durou até a morte dele, em 2000. Após um intervalo durante o qual quis se dedicar apenas à vida pessoal, Hebe voltou ao ar em 1966 no programa Hebe Camargo, na TV Record, que alcançou rapidamente recorde de audiência – atingindo pico de 70% dos telespectadores – e a consagrou como apresentadora. A atração chegou a migrar para a TV Bandeirantes e, de 1986 a 2010, foi transmitida pelo SBT. Em março deste ano, a apresentadora estreou Hebe na RedeTV!, mantendo as conversas no famoso sofá e inovando ao realizar entrevistas externas. 17

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Perfil Hebe Camargo

Estilo próprio e versátil

Foto: Rogério Albuquerque/Folha Imagem

conjunto de seu trabalho. A multidisciplinar Hebe chegou a emprestar sua voz à personagem Baylene, personagem da animação Dinossauro (2000), da Disney, e participou de filmes como Zé do Periquito (1960), dirigido e estrelado por Mazzaropi, Quase no Céu (1949), de Oduvaldo Viana, e mais recentemente de Xuxa e o Mistério da Feiurinha (2009). E Hebe parece sempre ter fôlego e disposição para muito mais. Aos 82 anos, continua apresentando seu programa semanal noturno às terças-feiras, e certamente não vai parar por aí.

Foto: Publius Vergilius/Folha Imagem

Fotos: Folha Imagem

Em seu palco, Hebe, que não tem papas na língua para discutir assuntos polêmicos, em especial relacionados à política, já recebeu, além de personalidades brasileiras, atrações internacionais como Julio Iglesias, Shakira e o ator americano Patrick Dempsey, o Dr. Derek Shepherd do seriado Grey’s Anatomy, que por aqui vai ao ar no canal fechado Sony. Dempsey não escapou do selinho, marca registrada da apresentadora desde 1997, quando entrevistou Rita Lee em seu programa. A versatilidade de Hebe Camargo vai além, o que explica o Grammy Latino que recebeu em 2010 pelo

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Foto: Marlene Bergamo/Folha Imagem

Hebe em foto de 1973. Nessa época, a apresentadora estava afastada da TV

Com Gilberto Gil, durante comemoração aos 18 anos do seu programa no SBT, 60 anos de vida artística e 75 anos de vida

2009

Foto: Fred Pontes

Durante o prêmio Contigo!, Hebe recebe o prêmio por sua carreira

2010

Hebe canta no show “Elas cantam Roberto Carlos”

Foto: divulgação SBT

2007

Foto: Edilson Dantas/Diário de S. Paulo

2004

Foto: José Patrício/Folha Imagem

2001

Foto: Folha Imagem

Carnaval no Rio de Janeiro: Hebe no carro Troféu Imprensa

Hebe recebe Grammy Latino pelo conjunto de seu trabalho 19

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Objetos de valor artístico saem das paredes de feiras e exposições e ganham espaço dentro de casa

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Fotos: Waldemir Filetti

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Na sala principal, reprodução de móveis dos anos 1960 integram-se a quadros, esculturas e fotografias. No detalhe, fotografia adquirida no Istanbul Museum of Modern Art

s móveis são reproduções de mobiliários dos anos 1960. As paredes claras evidenciam as fotografias, os quadros e as peças de artesanato étnico. Pelas bancadas, objetos que vieram de feiras de arte de Curitiba, Rio de Janeiro, Vale do Jequitinhonha, Dinamarca, Indonésia e Nepal. Últimas a chegar, as gravuras monocromáticas adquiridas numa exposição em São Paulo ocupam temporariamente a parede principal. Não se trata de uma galeria de arte, menos ainda de um museu: a decoração do apartamento do jornalista Eduardo Logullo é um misto de lembranças de viagens com gosto por arte. “É um cenário que foi criado aos poucos, não é uma coleção”, diz ele. Assim como Logullo, muitos apreciadores de arte transportam para as paredes de casa itens que encontram pelas feiras e galerias, para alegria dos arquitetos. “As obras fazem diferença, é uma espécie de identificação do espaço por meio do gosto pessoal de quem compra”, afirma o arquiteto Romero Duarte, que utilizou obras do artista paraibano João Câmara para decorar o living da Casa Cor Pernambuco 2010. 23

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Decor Obras de arte

Quadros e esculturas trazidos de feiras de arte da Europa decoram parte do escritório

Móveis e iluminação em harmonia com as obras De acordo com Duarte, quem pretende decorar a casa com itens relacionados à arte deve levar em consideração quanto quer investir e qual o espaço disponível para as obras. Uma dica é começar por gravuras feitas em série e desenhos em pastel seco e nanquim, por serem mais baratos. “O importante é saber que não são somente quadros e esculturas que têm valor artístico”, frisa. Se o espaço for criado para receber as obras, fica mais fácil fazer o planejamento de iluminação e das cores e texturas utilizadas nos móveis, paredes e re-

vestimentos. “Deve haver um diálogo entre o espaço e os elementos”, pondera Duarte. A maneira como as obras serão dispostas também tem de ser considerada para que todas tenham a devida visibilidade. “Uma peça não pode anular a outra. Os quadros, por exemplo, têm uma força muito grande. Devem ficar distantes de outras obras, como gravuras e esculturas”, ensina o arquiteto. “A casa é um espelho. A pessoa é aquilo, tem que ser original. E esse é o trabalho maior: garimpar peças que se encaixam no gosto do proprietário e que formam uma boa composição com os demais objetos e móveis”, diz Duarte, alertando que o grande desafio é adaptar espaços já existentes.

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Nos painéis, a Optical Art do artista Felipe Caetano

Obras em todos os ambientes da casa

Javali de ferro da Indonésia tem a “missão” de trazer bons fluídos para a casa

Para quem acha que obra de arte só combina com a parede da sala principal, o apartamento de Logullo prova o contrário. Até mesmo a decoração do banheiro tem apelo artístico. “Os trabalhos me lembram momentos da minha vida. E como eu ouvi e vivi muita coisa, acabo sendo excessivo. Minha cozinha é quase uma sala, cheia de peças”, revela. Romero concorda: “Todos os ambientes podem ter objetos de valor artístico”. Para o banheiro ou suíte, o arquiteto indica esculturas. No hall de entrada, quadros. “Esculturas de parede bem grandes ficam bem na sala principal”, ensina. “Meus clientes gostam tanto que falta até parede”. 25

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Decor Paisagismo

Mais do que um lugar para apreciar uma boa vista, a varanda se integra Ă s paisagens

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eceber amigos, montar um jardim e até mesmo fazer refeições na área externa da casa são atitudes cada vez mais comuns hoje em dia. E isso se reflete na estrutura do ambiente. Se antes bastava uma mesa de centro e algumas cadeiras para incrementar a varanda, hoje em dia é adaptada com plantas, mesas e poltronas confortáveis e churrasqueira, dependendo da utilidade que o morador pretende dar a ela. Na opinião da paisagista Gigi Botelho, esse ambiente tem uma relevância indiscutível nos edifícios. “A varanda é um espaço muito importante em apartamentos. É refúgio para quem mora no meio da cidade, a oportunidade de ter um pedacinho de verde em casa”, acredita. Para quem gosta de ter a natureza por perto, os jardins verticais e as plantas em vasos são bons recursos. “Plantas e flores dão vida ao ambiente”, diz o arquiteto Marcelo Rosset. Em um de seus projetos, Rosset utilizou uma cercaviva feita com murtas para fechar parte da visão da varanda e trazer um pouco de verde para a área. Até mesmo as plantas frutíferas, como as jabuticabeiras, já compuseram os projetos assinados por ele.

Foto: Rômulo Fialdini

Espaço aproveitado com plantas que crescem verticalmente

Plantas com crescimento vertical otimizam o espaço

Para compensar uma possível restrição de espaço, Gigi recomenda o uso de plantas que fiquem próximas das paredes ou das grades. “Um vaso bonito no canto do ambiente, com uma planta alta, que não cresça tanto horizontalmente”, indica Gigi. Já os pequenos vasos com flores não são boas opções para varandas, segundo a paisagista. “Dão muito trabalho, porque as flores morrem e têm que ser trocadas com frequência”, diz. A melhor opção seria colocar a mão na massa e plantar algo. “É mais fácil e barato, é só regar e cuidar bem. Além de ser muito legal acompanhar o crescimento de algo que você mesmo deu início”, defende. 27

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Foto: Rômulo Fialdini

Decor Paisagismo

Varandas ampliam o horizonte dos apartamentos

Foto: Denílson Machado

Equipamentos e móveis adequados transformam a varanda em espaço gourmet (projeto Débora Aguiar)

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Durabilidade de móveis e objetos Para evitar que o vento, a chuva e a sujeira invadam o espaço, a arquiteta Elaine Gonzalez indica fechar o local com vidro, que por ser transparente não modifica a estética do prédio e nem compromete a iluminação natural. “Dependendo da posição da incidência solar do edifício, indicamos o uso de persianas tipo rolo”, diz Elaine. Para deixar um clima aconchegante, uma sugestão da arquiteta é utilizar espetos de iluminação de jardim fixados nos vasos.

Churrasqueira transforma ambiente em varanda gourmet Para dar um ar despojado para a varanda de um de seus clientes, a arquiteta Débora Aguiar aproveitou a churrasqueira do espaço e criou um ambiente convidativo. A linguagem sofisticada da decoração do apartamento foi estendida até a área externa por meio de materiais nobres como mármore e madeira. “A intenção foi criar um local de integração da família”, revela. O isolamento térmico e o uso de tijolos refratários na lareira ajudam a impedir que o calor seja expandido. Além dos materiais que compõem a churrasqueira, itens como exaustor de fumaça, torneiras e revestimentos das paredes e piso – para evitar acúmulo de gordura – também devem ser levados em consideração na hora de montar uma varanda gourmet.

Fotos: Esdras Guimarães

Projeto de Mario Baô para Casa Cor Pernambuco 2010, realizado no edifício Maria Ângela Lucena da Queiroz Galvão

Se a opção for manter a varanda aberta, sujeita às ações da natureza, é importante escolher objetos e mobiliários feitos com materiais resistentes. “Uma opção é utilizar móveis com estrutura interna de alumínio e revestidos com fibras sintéticas que imitam a aparência das fibras naturais. Nas mesas, tampo de vidro ou de pedra”, sugere o arquiteto Marcelo Rosset. Os tecidos acrílicos evitam que acessórios como almofadas apodreçam ou desbotem por causa da chuva e do calor. Se a opção for acrescentar matéria-prima natural na decoração, o arquiteto indica a madeira Teka, por ser mais resistente. “A varanda tem que ter uma harmonia com os demais ambientes da casa e dá para deixar toda a área social integrada. Mas no espaço externo podemos abusar de móveis rústicos”, indica Rosset.

Varandas abertas devem receber móveis e objetos resistentes às intempéries (projeto de Mario Baô) 29-

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Capa Carlinhos Brown

Fotos: Tiago Lima

Todas as cores de

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Cantor, compositor, instrumentista, pintor, voluntário social e agitador social - o artista que é a cara do Brasil

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ite o nome de Carlinhos Brown em uma conversa e instantaneamente surgirão as mais diversas opiniões. Os fãs defendem com ardor. Já quem não gosta, detona. Ninguém fica neutro. Pergunte sobre Brown para alguém que o conheça, pessoalmente. Boa-praça, gente fina e papo fácil são algumas das respostas que certamente surgirão. Então, o que faz este baiano, nascido há 48 anos, no bairro do Candeal Pequeno de Brotas, uma das mais antigas comunidades de Salvador, causar tanta polêmica, se polêmica, definitivamente, não é a praia dele? Talvez seja o fato de ele sempre se mostrar de peito aberto, coerente com seu trabalho, sem se orientar pelos modismos ou mudando de direção conforme as críticas. Porque o Brown de hoje é uma evolução natural do adolescente que, nos anos 80, aprendeu com Osvaldo Alves da Silva, o Mestre Pintado do Bongô, a marcar os primeiros ritmos que vinham dos terreiros de candomblé e integrou, como percursionista, as bandas de Luiz Caldas e Caetano Veloso. Aliás, os trabalhos com os dois famosos conterrâneos de origem em comum e destinos distintos na música contribuíram fundamentalmente na formação multirrítimica de Brown. Com Caldas, aprendeu os segredos da comuni-

cação com as massas e técnicas de gravação, nos estúdios WR. Pela voz de Veloso, emplacou seu primeiro sucesso nacional como compositor (“Meia Lua Inteira”, trilha da novela Tieta) e inspirou-se para consagrar, em letras e ao seu modo, prosa e poesia. O talento despontado de Brown seria confirmado ao longo da década de 90, com o sucesso do esperado primeiro disco solo, “Alfagamabetizado”, onde fez as vezes de cantor, compositor e instrumentista, e a consolidação da Timbalada como um dos grupos regionais mais influentes do País. Com alcance internacional, o grupo é o projeto mais bem-sucedido de sua carreira. Apesar de não tocar mais regularmente com a Timbalada, Brown continua a ser o mentor de seus integrantes e produziu todos os 14 CDs que a banda lançou até hoje. Em 2002, o álbum gravado com os amigos Arnaldo Antunes e Marisa Monte lançou o músico baiano ao topo de todas as paradas daquele ano. Sob a alcunha de Os Tribalistas, o trio cravou hits como “Já Sei Namorar” e “Velha Infância”, ultrapassou a marca de um milhão de discos vendidos e gerou uma expectativa descomunal quanto a um segundo disco - que nunca chegou sequer a ser esboçado. 31

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Capa Carlinhos Brown

Turnê Romântico Ambiente - Teatro Castro Alves/Salvador 2010

Multicultural Talvez as polêmicas em torno da obra de Brown surjam do fato de ser um artista múltiplo. Como uma versão moderna do homem-banda, ele se arriscou por campos diferentes do fértil universo cultural em que foi criado. No Brasil, artistas que se promovem em ofícios distintos dificilmente são bem resenhados, com raríssimas exceções. Brown é cantor, compositor, instrumentista, pintor, voluntário social e agitador cultural – sem contar eventuais trabalhos como modelo e designer. Além dos anteriormente citados parceiros Caetano Veloso e Marisa Monte, Maria Bethânia, Gal Costa, Nando Reis, Cássia Eller, Herbert Vianna e até os metaleiros do Sepultura são alguns dos nomes de destaque de diferentes épocas do nosso cenário musical que contam com composições de Brown em seus trabalhos. Já em 1985, ele contabilizava 25 canções de sua autoria e interpretadas por variados artistas veiculadas ao longo do ano nas rádios de Salvador. Pelas mãos de Brown, foram formados mais de 5.000 percussionistas que hoje se destacam tocando pelo Brasil e pelo

mundo. Como uma forma de reconhecimento das raízes, todos os grupos criados pelo músico sempre tiverem em sua formação crianças e jovens carentes de Salvador, com uma atenção especial aos oriundos do Candeal Pequeno. No bairro onde nasceu, implementou o projeto “Tá Rebocado”, de urbanização e saneamento. Em 2002, a iniciativa recebeu o certificado de Melhores Práticas do Programa de Assentamentos Humanos das Nações Unidas/UN-Habitat. Também na região funciona a Associação Pracatum Ação Social, uma escola infantil e centro de referência que oferece cursos de formação profissional em moda, costura, reciclagem, além de promover cursos de idiomas e oficinas de capoeira, dança e de temáticas ligadas à cultura afro-brasileira. Por essas realizações, em 2008, Brown foi agraciado com o “12 meses, 12 causas”, prêmio promovido pelo Telecinco, um dos mais importantes canais de TV da Espanha. O sucesso no Exterior contempla do mesmo modo a sua vertente musical. Dentre os shows mais recentes, destacam-se o Brazilian Day, em Nova York; o Festival Olé Brasil, em Madri; o Festival Mawazine, em Rabat (Marrocos); além de apresentações em vários outros países como China, Portugal, Uruguai, Argentina, França e Itália.

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Fotos: Divulgação

Abaixo, a primeira-dama na capa de dois dos seus CDs

Foto: divulgação

Modelo bem-paga nos anos 1980, Carla Bruni namorou com roqueiros e atores antes de se casar com Sarkozy

Sarau du Brown 2008: participação dos Tribalistas

Diminuto e Adobró Em outubro de 2010, Carlinhos Brown lançou seu mais novo trabalho. Foram dois álbuns apresentados simultaneamente, ambos patrocinados pela Natura e chancelados pela Sony. Diminuto traz dez faixas recheadas de sambas, bossas e sons do sertão. Sonoramente caracterizado pelo uso de violões, pianos, cordas e algumas percussões mais delicadas, o CD tem letras autorais de Brown que falam de relacionamentos, amor e natureza, e participações especialíssimas, como a de Chico Buarque que, pela primeira vez, declama um texto de autoria de Brown. Em tempo: Carlinhos é casado com Helena, uma das filhas de Chico. Adobró, por sua vez, reforça o caráter diversificado de Carlinhos Brown, mas também é um retrato fiel do compositor melódico. Os discos estão sendo divulgados em uma série de dez shows pelo Brasil. A turnê Romântico Ambiente já passou por Salvador, Recife e Rio de Janeiro. Em 2011, o artista retoma os trabalhos com apresentações em São Paulo, Fortaleza, Brasília, Belém, dentre outras capitais. Parale-

lamente, Brown continua sua rotina de viagens para fora do País. Foi a caminho do aeroporto de Salvador, antes de embarcar para o continente africano, que o bom baiano concedeu esta entrevista exclusiva para Premium. Você lançou dois álbuns. São muitas músicas. De onde vem tanta inspiração? Eu não tenho essa compreensão de inspiração, simplesmente acontece. Algumas são composições minhas de algum tempo, outras são parcerias novas. Queria fazer dois discos, um de canção, outro mais rítmico. Na época das gravadoras, me prendia muito a um desejo de resultado comercial, terminava embolando um pouco o cancioneiro com o ritmista. São dois discos que não têm nenhuma pretensão, apenas o intuito de aproveitar a oportunidade para registrar a obra. Fale sobre a parceria com a Natura. Foi a primeira vez que você teve um disco patrocinado por uma empresa. A Natura é um parceirão. Patrocinou os discos e mais dez concertos, e em nenhum momento me disse o 33

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Capa Carlinhos Brown que fazer ou como fazer. Às vezes a gente consegue entrar nas leis de incentivo, mas não consegue captar (o dinheiro). Uma empresa como a Natura dá ênfase e força nesse aspecto. Procurei devolver o trabalho da melhor maneira possível e uma forma de agradecimento foi de administrar o orçamento e transformar em dois o que era para ser um álbum. Não foi mágica, não: tenho meu próprio estúdio e alguns de meus amigos que participaram das músicas não quiseram cobrar nem para gravar. “Você já compôs tantas músicas para gente”, disseram. Tudo bem: para uns, paguei um jantar (risos).

Diminuto e Adobró foram concebidos como obras complementares ou completamente distintas? São complementares. É um disco do Brasil e outro do mundo, eletrônico. Em ambos, há um desejo de estar ligado à raiz profunda – a África não morre nunca em mim – que também está muito ligado a fugir de tudo o que seja puramente comercial. Minha crença é que estamos nos comunicando e que cada um tire o melhor disso. Adobró significa usar a sobra de materiais de construção para reconstruir coisas. Não que sejam sobras de músicas: são composições inéditas de ideias amadurecidas ao longo de uma década. Dentre as atividades que desenvolve, a música é a base de todas as demais? Sem dúvida. A musica é pura, é uma fonte que nasce em mim, muito forte. É um desejo de colaborar, de fazer o melhor de mim, me manter tradicional e educar, para que a música possa ser um diferencial de raiz.

Fotos: Melinda Lerner

Gravar um disco já como artista consagrado é muito diferente da gravação do primeiro disco? O que mudou nesses 30 anos de carreira quanto a métodos de trabalho e sensações de estar num estúdio? Eu não me acho consagrado, não! (risos). Longe disso. Mas o processo é parecido, é uma continuidade, como uma roça que você vai plantando. Às vezes está verde, no outro dia tem que colher. Gravar esta mais associado a colher do que a plantar. Claro, tem uma experiência trazida pelo tempo. A rotina de gravações não se torna mais estressante? Para mim, é normal. Minha família está presente em tudo o que faço. Os músicos, a turma da produção, também são meus familiares. Foram quatro meses de gravações, os dois álbuns foram gravados ao mesmo tempo. Descansava um dia e agia no outro. Durante as gravações, estive na China, Europa, América. As viagens ajudaram a tomar decisões. Enquanto estava longe dos estúdios, abandonei uns conceitos, assumi outros. Usava bastante o Skype no contato com os produtores, para irmos tocando os acertos, mesmo à distância.

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Agora, a pergunta que não podia faltar: e os Tribalistas? De 0 a 10, quais as chances de um novo disco, uma nova reunião do trio? Eu acho que... (faz longa pausa). Rapaz, sei lá, a gente quer. Mas é difícil se encontrar para fazer. E também não sei se os Tribalistas teriam o mesmo efeito agora. Foi algo tão espontâneo, não havia categorias. Foi um start que deu nos três, que é o que acontece quando estamos tocando. Quando percebíamos, a música estava pronta. Tem um certo tempo que não nos reunimos. Tá todo mundo no pique, nas suas coisas. Um dia a gente vai se reunir novamente, se Deus quiser. Você é tido como um representante da cultura brasileira no exterior. Algum dia, quando criança, imaginou ou esperava ser um símbolo brasileiro? Até fico lisonjeado com você dizendo isso. Se eu fosse (um símbolo brasileiro) não enfrentaria as dificuldades para fazer tudo o que faço, seria tudo mais fácil. Cada passo que dou é sempre com muita batalha. Não fico esperando que as coisas aconteçam, vou trabalhando. Se me chamam para trabalhar fora do Brasil, eu vou. Muita gente da alta sociedade ‘gringuística’ me liga procurando outras referências. Mas realmente não me vejo como um representante do País. A música brasileira é uma fonte inesgotável, poderíamos dar um retorno maior para o País, mas não há investimentos. A música do Brasil na memória dos gringos ainda é a maravilhosa Bossa Nova. Quantos meses por ano você passa na Europa? De seis a oito meses, sempre fazendo shows. Não é direto: vou e volto. Depois do Carnaval é que começa. Vou em busca do meu pão de cada dia. Confesso que gostaria muito que o Brasil me visse mais, visse os meus shows. Serão dez concertos agora. Esse ano será bem especial. Fui convidado para compor parte da trilha para o novo filme do Carlos Saldanha (diretor da trilogia A Era do Gelo), uma animação chamada Rio. Também fiz a trilha de Capitães de Areia, para a qual tive um espaço muito mais amplo para criar, em cima de um conceito mais aberto. Cinema é sonho. É só sonhar e seguir. A questão dos direitos autorais tem sido muito debatida pela classe artística, especialmente pelos músicos. Como você se posiciona nesse tema? Eu vou acreditar mais no download (de músicas) quando eu conseguir baixar um quilo de feijão. Por enquanto, é só venha a nós; ao nosso reino, nada. Qualquer trabalho tem que ser remunerado. Vou chegar no dentista e dizer: “baixe um dente aí” ? Ou pegar um táxi e dizer “dá um download até o aeroporto” ? Estão confundindo comunicação com direito autoral. Vão acabar com os artistas. É uma profissão, não um brinquedo. Seria importante resolver a questão do direito autoral. Ficar baixando música de graça na internet está instalando a ilegalidade, todo mundo é um pouco pirata. 35

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Destino Saint Barthélemy

Saint Barthélemy reúne natureza exuberante, infraestrutura e muito glamour 36

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St. Jean (à esquerda) e Gustavia (abaixo): praias agitadas em Saint Barthélemy

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jogador Ronaldo alugou uma mansão na pequena ilha caribenha de Saint Barthélemy para o Réveillon 2011. Um ano antes, um show exclusivíssimo de Beyoncé e Usher animou os vips, como a atriz Lindsay Lohan e o cantor George Michael, que passavam o Ano-Novo por lá. Achou pouco? Pois são raros os lugares do planeta onde é possível encontrar num mesmo deck de iate o cineasta Steven Spielberg, o ator Denzel Washington, a top model Linda Evangelista e o pop star Jon Bon Fernando de Noronha: Jovi. Tal cena aconteceu há cerca de dois anos, quannatureza preservada é do St. Barth (ou St. Barts,atração como preferem os americaturística nos) caiu de vez no gosto dos ricos e famosos.

Mas o trecho de terra mais chique e exclusivo deste lado do Atlântico não é um destino glamouroso só pela reunião de celebridades. Com apenas 24 quilômetros quadrados, a ilha mistura o incrível cenário de mar turquesa e areias brancas do Caribe com o charme dos balneários europeus, como Saint-Tropez. Isso porque St. Barth pertence à França - a língua oficial é o francês e a moeda é o Euro. Há também um leve toque escandinavo na arquitetura porque, no século 18, os suecos dominavam o território. Não à toa, a capital chama-se Gustavia, uma homenagem ao Rei Gustav II da Suécia. 37

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Destino Saint Barthélemy Saline e Gouverneur (à direita): paisagens de tirar o fôlego

Praias para todos os gostos

Pousada Zé Maria: mordomia e natureza exuberante

Com pouco mais de 8 mil habitantes, St. Barth é tranquila. Caminhar, passear de barco e mergulhar são programas indispensáveis. Suas duas dezenas de praias oferecem diversão para todos os tipos de turista. Colombier, por exemplo, é um dos trechos mais bonitos e prato cheio para quem gosta de trilhas com cavernas e penhascos. Cul de Sac é o melhor lugar para a prática de esportes aquáticos, como windsurf. Quem prefere o surfe tem de procurar Anse des Cayes ou Toiny. O agito rola em Gustavia e em St. Jean, enquanto os paraísos do sossego são Marigot e Lorient. Com estátuas naturais de sal, Saline também é um passeio imperdível. Além do sol e do mar, St. Barth tem outros atrativos: livre de impostos e com lojas do mundo todo, é um destino perfeito para quem gosta de boas grifes. A gastronomia também tem seu espaço. O restaurante Maya’s, por exemplo, serve comida tradicional caribenha e é um dos mais badalados da região. Já o Do Brazil, um bistrô e bar de propriedade de Yannick Noah, o ex-jogador de tênis, tem um ar familiar para os brasileiros e é o lugar para se ouvir reggae e ver o pôr-do-sol. Para agitar para valer, o endereço é o Casa Nikki, clube noturno dos mesmos proprietários do famoso Nikki Beach, com matriz em Saint-Tropez e filial em Marrakech. As festas, regadas a champanhe, costumam ir até o amanhecer.

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Para quem não é milionário Visitar St. Barth significa provar um pouco desse estilo de vida luxuoso, mas quem não pode – ou não quer - pagar diárias de US$ 700 em hotéis boutiques, também tem chance de passar férias na ilha. Até porque a temporada do ver-e-ser-visto é curta - começa no Natal, experimenta o auge no Réveillon e vai murchando aos poucos até desaparecer depois da Páscoa. Por outro lado, os meses de outubro e novembro costumam ser evitados, pois é o período de furacões no Caribe. Em qualquer outra época do ano, inclusive durante o verão, St. Barth pode ser frequentada pelos mortais que não possuem barcos luxuosos nem jogo de malas Louis Vuitton. Não existem grandes resorts, prédios verticais ou estrutura para receber navios de cruzeiros, mas é possível encontrar hos-

pedagens no estilo Bed & Breakfast e hotéis que não são exatamente pé na areia, mas que ficam a poucos minutos de carro das principais praias e custam menos de 100 euros.

Informações práticas A duas horas de Miami (EUA), Saint Barthélemy tem um aeroporto pequeno. Chega-se via Saint Maarten, a ilha holandesa vizinha, após 15 minutos de voo em hidroavião. Outra opção é fazer a travessia de lancha, que leva 45 minutos. Recentemente os brasileiros foram dispensados pelo consulado da França da exigência de visto de entrada. Além de euros, dólares americanos são aceitos no comércio. Paralelamente ao francês, o inglês é amplamente falado na ilha. Para percorrer todos os pontos de St. Barth, alugar um carro é essencial.

Saint Barthélemy: luxo e beleza em área restrita 39

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Destino Fernando de Noronha

O rĂşstico que virou

Foto: Luis Gustavo Lucena/SXC

Se St. Barth ĂŠ o destino exclusivo e chique do Caribe, Fernando de Noronha desempenha esse papel na costa brasileira

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Foto: Mari Groth/SXC

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Fernando de Noronha, em Pernambuco: natureza preservada é atração turística

arquipélago descoberto por Américo Vespúcio em 1503 – três anos após a chegada de Pedro Álvares Cabral a Porto Seguro – faz parte do imaginário coletivo nacional como sinônimo de paraíso há vários anos. Porém, foi há menos de uma década que o destino, tido então como rústico e ecológico, ganhou uma boa infraestrutura turística. E se ainda não chegou aos pés de um sofisticado balneário caribenho, por outro lado mantém-se fiel ao seu jeitão descontraído ao mesmo tempo em que oferece luxos antes inimagináveis, como pousadas superconfortáveis, spas e alta gastronomia. Foi-se o tempo que uma temporada em Noronha significava hospedagem em casa de pescadores, banho frio e o forró como única opção de diversão noturna. Com esse novo perfil, é claro que as celebridades também elegeram o lugar como point. O casal de atores espanhóis Penélope Cruz e Javier Bardem, por exemplo, escolheu a ilha para comemorar o Réveillon de 2010. Na mesma época, estavam por lá Rodrigo Santoro, Bruno Gagliasso e a modelo Isabeli Fontana. A Pousada Solar dos Ventos, que recebeu tais celebridades, divide com a Pousada do Zé Maria e a Maravilha os turistas mais vips. Enquanto a primeira opta pela simplicidade e se esmera em mimos para os hóspedes, as outras investem em mordomias como camas king size, televisores de tela plana e banheiras de hidromassagem. Todas possuem políticas de preservação ambiental, que não afetam, entretanto, o conforto oferecido. 41

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Destino Fernando de Noronha

Fotos: Divulgação

Pousada Solar dos Ventos: mimos para encantar os hóspedes

Esse também é o caso da Pousada Ecológica Teju-Açu, outra perfeita tradução do novo estilo noronhense: seus bangalôs estão sobre palafitas para diminuir o impacto ambiental, e o material usado na construção veio, predominantemente, de madeira de reflorestamento. Entretanto, os proprietários não abriram mão de televisão a cabo, ar-condicionado e de acesso à internet nos quartos.

Beleza exuberante Mas o melhor de tudo é que a paisagem arrebatadora de Fernando de Noronha, sua natureza rica e bem preservada e, principalmente, as praias desertas, continuam lá, alheias a toda a sofisticação, conquistando tanto aventureiros como os turistas mais exigentes. O deleite para quem viaja ao arquipélago começa antes mesmo do avião aterrissar. A maioria dos pilotos faz um voo panorâmico que deixa os passageiros grudados na janelinha. Uma vez em terra, na ilha principal, de apenas 17 quilômetros quadrados e localizada a 545 km de Recife

(PE), a curtição acontece dentro e fora da água, com passeios de barco, mergulhos, giros de bugue (o principal meio de transporte por lá) e caminhadas em trilhas. Cartões-postais da região, as praias da Cacimba do Padre, Baía dos Porcos e Sancho ficam uma ao lado da outra, no chamado “mar de dentro” (ou seja, voltadas para o continente). Os cenários são de tirar o fôlego. Os acessos a alguns trechos não são dos mais fáceis, mas vale a pena conferir as águas transparentes repletas de peixes e apreciar a melhor vista dos morros Dois Irmãos. Uma visita a Fernando de Noronha não é completa sem um mergulho autônomo (com cilindro de ar). O mar do arquipélago é considerado um dos melhores lugares do mundo para a prática do esporte. Para deleite dos olhos, é possível ver uma variedade de cardumes coloridos, arraias, tubarões, tartarugas, moreias, barracudas, golfinhos, esponjas e corais. A visibilidade chega a 50 metros. No momento do pôr-do-sol, é hora de voltar para as praias do mar de dentro. As mais disputadas são Conceição, Cacimba do Padre e Boldró.

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Pousada Maravilha: conforto em sintonia com o meio ambiente

Gastronomia A pousada do Zé Maria, eleita diversas vezes como a melhor do Brasil por publicações especializadas, investe em jantares de alto nível para seus hóspedes. Seu festival gastronômico, que acontece duas vezes por semana, já virou uma instituição na ilha. Um sushi bar também faz parte das dependências da casa. Na Maravilha, o restaurante de cozinha contemporânea já foi considerado o melhor de Noronha. Na Teju-Açu, o chef prepara versões refinadas de clássicos nordestinos. O petit gâteau de goiabada com recheio cremoso e quente de requeijão é uma invenção sobre o clássico goiabada com queijo, e lombo de cordeiro de sol com purê de macaxeira ao queijo camembert é uma adaptação chique para a carne-de-sol.

Pousada Zé Maria: mordomia e natureza exuberante

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Formato mais democråtico de confraternização do brasileiro, o churrasco fica melhor ainda quando bem elaborado

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Gourmet

Acerte na quantidade O primeiro passo é fazer o cálculo da quantidade correta de carne que precisa ser comprada para saciar todos os convidados, sem exageros. Wessel sugere 400g por pessoa, considerando os adultos. Se optar por uma variedade de itens maior, ele propõe a seguinte porção individual: 100g de linguiça, mais 200g de costela e outras 200g de picanha. Na hora de escolher as carnes, o ideal é privilegiar as gordas e marmorizadas (entremeadas de gordura), para que se tenha segurança quanto à maciez e suculência. “Já a picanha deve ter menos de 1,4 kg, mas o importante é observar que não se leve coxão duro, só picanha. A parte do coxão duro é mais alta e mais quadrada”, ensina Wessel. István Wessel

Costelinha de porco

Equipe-se adequadamente Apesar de preferir a grelha em churrasqueira de alvenaria, ele garante que dá para fazer churrasco bom em qualquer churrasqueira. Entretanto, salienta que não podem faltar utensílios fundamentais, como facas de qualidade e uma tábua pesada, que asseguram a boa aparência do corte. E Wessel detalha qual deve ser a ordem de preparo das carnes. “Primeiro vem a linguiça, a costelinha e o frango; depois, as carnes bovinas”. O especialista alerta para alguns pecados que as pessoas costumam cometer ao preparar o churrasco. O primeiro deles é assar a carne no espeto. “Furar a carne faz com que se perca boa parte do seu suco, que escorre pelo buraco. Além disso, o espeto impede que se corte a carne corretamente, sempre contra o sentido das fibras. O ideal mesmo é a grelha”, orienta o especialista, que também condena o ato de ir tirando lasquinhas enquanto a carne assa.

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Dicas fundamentais Centro das atenções em qualquer churrasco, a picanha também não costuma ser preparada adequadamente, mesmo em churrascarias. Diferentemente do que muitos acham, a peça de picanha, quando atinge o ponto, não deve ser fatiada e assada novamente. O correto é servi-la imediatamente. Outra dica de Wessel é assar a picanha com a gordura virada para cima. Só no fim é que a gordura deve ser virada para baixo para derreter. “Primeiro, a carne é grelhada na parte mais quente da churrasqueira, tostando de todos os lados. Só então a transferimos para a parte onde o braseiro é menos intenso, permitindo que se atinja o ponto desejado”. E Wessel ensina mais um segredo: para descobrir o ponto da carne sem cortar, basta pressioná-la com as costas de um garfo. Quanto mais macia, menos passada; quanto mais firme, mais passada. E nada de salgar com a antecedência, pois a carne acabará ficando seca, já que o sal desidrata a carne. Já o rito de acender a churrasqueira deve sim ser realizado antecipadamente, de preferência uns 45 minutos antes da hora marcada. Dessa forma, haverá menos labaredas e o churrasco não ficará queimado. “Reduzir as chamas com água é outro erro, pois o fogo volta assim que a água evapora. O melhor é jogar as cinzas do churrasco anterior sobre as chamas”, ensina Wessel. Sobrou carne do churrasco anterior e você a congelou? Então, muita calma antes de usar o micro-ondas ou botá-la sob água corrente. Para não perder o sabor, Wessel indica que a peça congelada seja colocada na grelha sem tempero e, após ficar corada e descongelada por fora, salgada e devolvida ao braseiro.

Carré de cordeiro

Não erre no

churrasco

• Ao escolher as carnes, privilegie as peças gordas e marmorizadas • A picanha deve ter menos de 1,4 kg • Acenda a churrasqueira 45 minutos antes de o churrasco começar • Não salgue as carnes com antecedência • Prepare primeiro a linguiça, a costelinha e o frango; por último, as carnes bovinas • Asse as carnes na grelha, e não no espeto • Durante o preparo da picanha, só vire a gordura para baixo no final. Quando chegar ao ponto, sirva imediatamente. 47

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Foto: Romulo Fialdini

Bem viver Escrit贸rios

Ambientes de trabalho em casa devem ser funcionais e agrad谩veis

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rabalhar em casa, nos dias de hoje, passou a ser parte da rotina de profissionais de diversas áreas que, devido às dificuldades de deslocamento nas grandes cidades ou ao desejo de equilibrar trabalho e vida pessoal, criaram escritórios em seus lares. Mas, na hora de projetá-los, há pequenas regras que devem ser observadas, para que o local estimule a concentração em todos os momentos. Arquitetos e decoradores são unânimes em dizer que um home office deve ter o tamanho necessário para o tipo de tarefa que seu proprietário realiza. “Há casos em que a pessoa precisa apenas de uma mesa e um notebook. No entanto, se for um arquiteto, como eu,

Ambiente projetado por Rosa May Sampaio 49

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Fotos: Divulgação

Bem viver Escritórios

que faço do meu lar meu local de trabalho, é preciso organizar espaços, ter bancadas, locais para colocar as grandes pranchetas”, diz a arquiteta Rosa May Sampaio que, cada vez mais, tem recebido pedidos de home office de seus clientes. Para ela, um escritório em casa deve ter luz natural e uma boa iluminação para a noite. “Além disso, acredito que estes ambientes precisam estar integrados ao lar, para que não haja perda de espaço. Assim, o local de trabalho pode ser usado também como sala de TV, por exemplo”, aponta a arquiteta, que apresentou um modelo de escritório na última Casa Cor São Paulo. Rosa diz que é essencial que o espaço seja decorado de acordo com os gostos do dono da casa. “Não pode faltar uma mesa bonita, um abajur, algum tipo de decoração, sem que isso deixe o local carregado demais. Um escritório, antes de tudo, deve ser sóbrio”, completa a arquiteta. Sobriedade parece ser a palavra de ordem para os home offices sem que isso, no entanto, confunda-se com os ambientes insípidos dos escritórios corporativos. “Não dá para pensarmos num escritório em casa com mesas, cadeiras e armários para arquivos como os dos escritórios tradicionais. Você pode e deve usar a criatividade na hora de criar seu espaço de trabalho em casa”, defende Rosa.

Escritório para Roberto Justus criado por Carlos Rossi

em que a pessoa trabalha o tempo todo olhando para um computador. Mas há empresários que necessitam receber clientes”. Para estes últimos, ele sugere que seja criado um espaço reservado, como um ou mais cômodos, onde o suposto visitante não Cozinha com jardim e horta criada por invada a privacidade da casa. “Receber visitas profissionais que Renata Florezano e Myrna Porcaro entram em contato íntimo com sua casa pode ser desconfortável tanto para você quanto para elas”, acredita.

Projeto de acordo com o perfil O arquiteto Gerson Dutra de Sá diz que outro fato importante na hora de pensar no home office é levar em conta se você vai ou não receber visitas. “Há casos e profissões 50

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O arquiteto cita como exemplo um projeto que acabou de fazer numa casa de 1,5 mil metros quadrados para um grande empresário. “No caso dele, que precisava de um escritório no lar, foi necessário que pensasse até numa sala de secretária. Como a área era grande, não foi necessário otimizar o espaço”, diz o arquiteto, que apresentou o ambiente sala da secretária na última Casa Office, realizada em São Paulo. Ele diz que, antes de começar seus projetos, sempre discute muito com o cliente sobre suas reais necessidades, sem deixar de fazer uma bateria de entrevistas sobre os moradores da casa. “Caso more com pais, cônjuges ou filhos, é preciso saber se eles apoiam sua decisão do home office. No caso de uma pessoa que mora sozinha, a questão muda de figura. Aí é possível criar um escritório integrado à sala de estar”, exemplifica.

Detalhes e inspiração na personalidade Carlos Rossi, responsável pela criação do belo escritório desenhado para o apresentador Roberto Justus, apresentado na Casa Office 2010, diz que a disposição dos móveis deve fazer com que o espaço se torne aconchegante, pois transcende um ambiente de trabalho. Em tons de cinza, com móveis pretos, a ampla sala que criou ganhou leveza com prateleiras em tom claro, uma claraboia colorida e mesas de acrílico. Como supõe-se que Justus receba muitas pessoas, o ambiente reProjeto de Layde Tuono: inspiração no universo do Direito

cebeu cadeiras, poltronas, sofás de design e uma grande TV, posicionada bem em frente à mesa principal. “É preciso dar atenção aos pequenos detalhes, que conferem sofisticação ao lugar. Isso faz com que o espaço não se torne frio”, diz. Quanto às cores, ele sugere as sóbrias possíveis, mas isso vai depender da profissão que o cliente exerce. “Importante frisar que há dois tipos de home office: da pessoa que tem sua casa como único lugar de trabalho e daquela em que o lar funciona como um suporte de seu trabalho”, lembra o arquiteto, que também tem recebido inúmeros pedidos de home offices. “Uma coisa é certa: é preciso deixar o espaço aconchegante e fazer com que ofereça os recursos necessários para que o cliente possa trabalhar”, afirma. Outro projeto de home office que se destacou na Casa Office 2010 foi o da arquiteta Layde Tuono, que criou uma sala especialmente para o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, um dos advogados criminalistas mais conhecidos do país. O sóbrio e amplo espaço ganhou sofisticação com as paredes pintadas de vermelho e recebeu uma moderna mesa de vidro com pés de madeira e objetos decorativos clássicos, como cômodas antigas, que podem servir de arquivos, além de prateleira de livros e pequenas esculturas de bronze. Uma grande janela, coberta por uma cortina esvoaçante, logo atrás da mesa de trabalho, deixou o ambiente mais leve e menos sisudo. Para a arquiteta, além de unidade de estilo com os outros cômodos da casa, um escritório no lar deve ser aconchegante e trazer impressa, mesmo que em pequenos detalhes, a personalidade do seu proprietário.

Espaço assinado por Gerson Dutra de Sá

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Foto: Lucas Silva

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Dicas importantes para acertar na hora de decorar

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quipar o imóvel dos sonhos é uma tarefa maravilhosa, que consome tempo, energia e recursos, por isso precisa ser bem executada. É sempre bom estar atento às tendências, mas sem abrir mão do próprio estilo de vida, que merece estar retratado no resultado final. Esse, aliás, é o trabalho dos profissionais de arquitetura e decoração – traduzir anseios e necessidades, interpretando-os em projetos harmoniosos. Para a sala de estar, a arquiteta Danielle Côrte Real, sócia de Dayanne Cavalcanti, recomenda

selecionar sofás e demais peças volumosas em cores neutras, como branco, cinza e bege. Almofadas, quadros, obras de arte ou um tapete vão dar o diferencial. “Em cada ambiente clean, é preciso ter um ou dois objetos de destaque”, ensina. A arquiteta Margarete Iglesias também indica tons neutros nos pisos e forros. Na sua opinião, as paredes podem ter outras cores, de acordo com a personalidade do morador, com um alerta: “As tonalidades fortes entram em pequenas áreas para não cansar rápido”, pondera.

Ambiente criado por Margarete Iglesias para Casa Cor Bahia 2010, no Morro Ipiranga

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Decor Estilo

Foto: Ana Helena Pinheiro

Harmonia ganha contraste de peças marcantes em projeto da dupla Danielle e Dayanne

Luz e emoção Um bom projeto de iluminação também ajuda a valorizar a decoração em todos os cômodos da casa. Na sala de estar ou jantar, Margarete acredita que os mais indicados são os modelos pendentes, centralizados ou deslocados nas laterais. No quarto do casal, a arquiteta sugere que pontos no forro de gesso “banhem” a parede da cabeceira da cama revestida com papel de parede. Já Danielle avisa que luz branca está liberada apenas na cozinha. Nos demais ambientes, o ideal é optar pela amarela e, de preferência, com iluminação indireta, através de abajures, sancas e luminárias que irradiam para cima. Ela lembra que os projetos de automação permitem uma formatação para o dia a

Foto: Ana Helena Pinheiro

Quanto aos materiais, Margarete avalia a localização do projeto: a elegância dos veludos, couros e sedas é indicada para cidades frias; nos lugares quentes e ensolarados, linhos, lonas e tecidos de algodão caem muito bem. Ela acredita que espelhos, sofisticados e elegantes, podem ser aplicados de várias formas e tamanhos, sem contar que são os melhores “amigos” dos espaços compactos. “A madeira é sempre bem-vinda e aquece os ambientes”, completa.

Projeto de Danielle Côrte Real e Dayanne Cavalcanti para Casa Cor Pernambuco 2010, sediada no edifício Maria Ângela Lucena da Queiroz Galvão

dia e outra para receber, por exemplo. “Dá para criar diferentes cenas apenas com a luz”, acredita. Para dar um charme extra aos ambientes, Margarete costuma sugerir a seus clientes incluir móveis e objetos herdados de família. “Essas peças contam história e dão personalidade ao projeto”, defende. No mesmo sentido, ela recomenda o uso de livros que identifiquem o gosto do morador, assim como quadros e obras de arte.

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Foto:Galyson Ramos

Aconchego e estilo no home theater criado pelas profissionais

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Fotos: Marcelo Negromonte

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Espelhos e iluminação valorizam projeto assinado por Margarete Iglesias

Aproveitamento de espaços Quando o imóvel oferece espaços reduzidos, os profissionais apontam soluções para contornar o problema. A arquiteta Margarete, por exemplo, costuma usar portas de correr, deixar a rouparia separada dos armários pessoais e projetar gavetas com divisões internas para otimizar a arrumação dos itens. Ambiente criado por Margarete Iglesias

“Garantir a circulação ideal é o ponto mais importante do layout”, defende a arquiteta Danielle. “Muitas vezes, a pessoa quer ter vários móveis, então o projeto precisa prever os espaços mínimos necessários em cada ambiente”, diz. E erros são bem comuns de acontecer. “No showroom, o sofá parece adequado, mas pode ficar enorme na sala”, pondera. Ela ensina que é necessário deixar uma área de 80 centímetros entre a mesa de jantar e a parede ou outro móvel. “Assim, uma pessoa senta com conforto e ainda permite a circulação”, avalia. Já a mesa de centro deve estar a 50 ou 60 centímetros do sofá, distância ideal para ser usada como apoio para copos, por exemplo. Além da função decorativa, os tapetes cumprem o papel de delimitar os ambientes. Para acertar na escolha, Danielle explica que a peça nunca deve ser mais curta que os móveis. “Se a sala tem dois sofás em L e duas poltronas na frente de um deles, o tapete precisa cobrir a área total”, exemplifica. Outra dica da profissional: tapetes de diferentes ambientes nunca devem se tocar. Se existe algo proibido na hora de decorar? “A pessoa tem que ter cuidado com excessos, pensar na harmonia. O correto é ter um ou dois pontos de maior impacto e os demais serem harmônicos entre si”, resume Danielle.

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Fotos: divulgação

Queiroz Galvão São Paulo

Estação da Luz e Pinacoteca: referências culturais e arquitetônicas encravadas na região central

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Ilustração artística da piscina infantil e adulto com raia de 25 metros

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maior metrópole do país exerce sua pluralidade em todos os campos, confirmando seu dinamismo e constante evolução. Basta um passeio pela cidade para entender como tradição e modernidade convivem harmonicamente, dando charme ao panorama urbano. Um dos maiores exemplos dessa virtuosa combinação é o Bom Retiro, reduto de diversidade cultural, histórica e arquitetônica.

Abrigada na região, a Estação da Luz, uma das mais imponentes edificações da capital,revela a influência europeia, já que foi projetada por ingleses e construída por italianos no final do século 19. Judeus e gregos também imprimiram sua marca ao habitar o bairro, deixando como herança restaurantes e lojas de alimentos típicos. Atualmente, o bairro vive um grande ciclo de investimentos 59

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Queiroz Galvão São Paulo

na indústria da confecção, com forte presença de empreendedores coreanos. Em meio a toda essa diversidade, estão dois grandes símbolos da efervescência cultural de São Paulo: o Museu da Língua Portuguesa e a Pinacoteca do Estado, que elevam ainda mais a importância da região. Além de todos esses atrativos, o Bom Retiro apresenta um ponto forte crucial para os moradores de uma metrópole como São Paulo: a localização estra-

tégica. O bairro oferece fácil acesso às principais vias da cidade, a exemplo da Marginal Tietê, que liga as várias regiões da capital e leva a rodovias como Dutra e Ayrton Senna e ao Aeroporto Internacional de Guarulhos. É nesse cenário que será erguido o Aquarela Paulistana, o condomínio clube da Queiroz Galvão com duas torres, diversas opções de planta e completa infraestrutura de lazer.

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Ilustração artística do living com sala ampliada do apartamento de 58,11 m²

Plantas versáteis O morador do Aquarela Paulistana poderá escolher o tamanho de apartamento mais adequado às suas necessidades. Para se ter uma ideia, o projeto inclui apartamentos Garden, localizados no térreo das torres, que têm como vantagem a segurança de um edifício e as características de uma casa. As unidades possuem dois ou três dormitórios.

Ilustrações artísticas da praça da fogueira e do salão de jogos adulto

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Queiroz Galvão São Paulo

Já os apartamentos tipo variam entre 56 e 67 metros quadrados com dois ou três dormitórios. Outra opção são as penthouses, que se diferenciam pelo amplo e confortável terraço, as unidades dispõem de 73 a 124 metros quadrados com dois dormitórios. Mais espaçosos ainda e ideais para famílias mais numerosas, os apartamentos duplex oferecem 115 e 140 metros quadrados com dois ou três dormitórios. Todos os tipos dispõem de uma suíte, terraço coberto integrado e o cliente poderá optar por abrir um dormitório para ampliar a sala com cozinha americana.

Infraestrutura completa As áreas comuns do Aquarela Paulistana completam o conforto dos seus futuros moradores, que terão à disposição fitness center, salão de festas gourmet, salão de jogos, brinquedoteca e home office. A decoração é

Ilustração artística do terraço grill do apartamento de 67,87 m²

de responsabilidade de GOK e Arquitetos Associados. Na área externa, que leva projeto assinado por Mera Arquitetura e Paisagismo, haverá piscina infantil e adulto com raia de 25 metros, deck e solarium, quadra esportiva, playground e praça da fogueira. O Aquarela Paulistana dará um toque de modernidade ao bairro do Bom Retiro. O empreendimento terá estilo contemporâneo, concebido por Rubio e Luongo Arquitetura. *As vendas deste empreendimento somente serão iniciadas após a emissão do alvará de aprovação de edificação nova e registro de incorporação junto ao Registro de Imóveis.

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Ilustrações: divulgação

Queiroz Galvão Pernambuco

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Lanรงamento da Queiroz Galvรฃo em Muro Alto ocupa uma das melhores รกreas do litoral nordestino e oferece conforto e lazer

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Foto: Thiago Lubambo

Queiroz Galvão Pernambuco

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ma porção terrestre do paraíso. Essa é uma definição justa para o mais novo empreendimento da Queiroz Galvão no litoral pernambucano: o Malawí Muro Alto Beach Houses, condomínio de bangalôs e apartamentos com infraestrutura luxuosa encravado num cenário de cinema. O palco é Muro Alto, praia com piscinas naturais de águas mornas e transparentes, si-

tuada a apenas cinco minutos de Porto de Galinhas, um dos points mais badalados do litoral nordestino. E é fácil entender a razão: areia fina e branquinha, mar cristalino, perfeito para quem busca sol e diversão. Toda essa beleza natural poderá ser desfrutada com luxo e conforto. O Malawí Muro Alto Beach Houses terá 66 bangalôs, disponíveis em dois formatos. A categoria

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Ilustrações: divulgação

Praia de Muro Alto: cenário paradisíaco

Premium tem quatro dormitórios, sendo três suítes, deck e piscina privativa à beira-mar, em área total construída de 240,62 metros quadrados. As unidades Exclusive, de 209,76 metros quadrados, possuem três suítes, deck e piscina privativa. O empreendimento dispõe ainda de nove blocos de apartamentos que totalizam 162 apartamentos. As unidades da cate-

goria Garden têm 62,36 metros quadrados e as da categoria View, 60,23 metros quadrados. Já os apartamentos Sky são duplex com 118,47 metros quadrados e piscina privativa. O condomínio oferecerá 500 vagas de estacionamento, sendo uma para cada unidade e as demais, rotativas. Haverá ainda alojamento para motoristas e secretárias.

Luxo, conforto e lazer em meio à natureza exuberante

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Queiroz Galvão Pernambuco

Lazer em meio à beleza natural Ilustração da área externa do empreendimento

Com o belo cenário da praia de Muro Alto, o Malawí vai oferecer diversas opções para o descanso e o lazer de seus frequentadores. Fazem parte da estrutura, que será entregue equipada e mobiliada, parques aquáticos, piscina com raia, SPA com piscina, sala de fitness, salão de festas, kids club, playground externo, duas quadras de tênis, uma quadra poliesportiva e um minicampo gramado. Instalado em um terreno de 84 mil metros quadrados, com um imenso coqueiral à beira-mar, o condomínio tem o paisagismo das áreas comuns assinado pelo renomado Benedito Abbud. O projeto arquitetônico é de Pontual Arquitetos e o projeto de interiores, de Romero Duarte. Em todo o empreendimento, a presença da

água é marcante, transformada em tema principal. O projeto explora esse elemento natural com bom gosto, criando um efeito visualmente atrativo e, ao mesmo tempo, refrescante, graças a espelhos d’água e piscinas, sem contar o encantador mar de Muro Alto. O Malawí está confirmando o sucesso da Queiroz Galvão em Porto de Galinhas e Muro Alto. A atuação da construtora na região teve início com o condomínio Muro Alto, entregue em 2004. No ano seguinte, a empresa concluiu o Marulhos Muro Alto Resort, um dos mais charmosos do litoral sul de Pernambuco, com 292 unidades e estrutura completa de resort. Em todos eles, a união perfeita entre qualidade e beleza natural.

O me na R-

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Primeiro longa brasileiro com captação e exibição 3D mistura animação com imagens reais de vários pontos do país

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diretora Mariana Caltabiano queria mostrar em um só filme o que o Brasil tem de melhor e decidiu fazer isso usando a tecnologia 3D. Ao rodar o país em busca dos cenários para Brasil Animado, ela própria se impressionou com a beleza que encontrou. “Fiquei de queixo caído quando visitei Amazônia e Foz do Iguaçu”, reconhece. Esses e outros 16 destinos, como Rio de Janeiro, São Paulo, Ouro Preto, Porto de Galinhas, Brasí-

lia, Florianópolis e Jericoacoara, servem de palco para as aventuras de Stress e Relax, personagens principais da trama. Com personalidades opostas, os amigos de longa data estão à procura da árvore mais antiga do Brasil: o Grande Jequitibá Rosa. Sem noção alguma de onde encontrá-la, partem em busca da raridade pelo país afora. O empresário Stress é tenso e pretende fazer fortuna com a descoberta, enquanto o diretor de cine71

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Art Cinema

ma Relax quer apenas curtir a viagem. As diferenças abismais dos dois, dublados pelo mesmo ator (Eduardo Jardim), rendem situações engraçadas. “Os personagens parecem ter vida própria. O público se identifica muito com eles. É comum ouvir as pessoas falarem que conhecem alguém que é igual ao Stress ou ao Relax”, revela a diretora. Misturando realidade e ficção, o filme conta com participações especiais da ginasta Daiane dos Santos e do cineasta Fernando Meirelles, além de alguns brasileiros que fizeram história em suas áreas: Aleijadinho, Juscelino Kubitschek , Tarsila do Amaral, Tiradentes, Tom Jobim, Santos Dumont e Vinicius de Moraes.

Música e cenários emblemáticos Um filme genuinamente brasileiro merecia trazer a musicalidade nacional. Alexandre Guerra compôs mais de 20 músicas para Brasil Animado, misturando ritmos típicos de todas as regiões do país, como samba-rock, baião, frevo, xaxado e muitos outros. A canção tema é interpretada por Simoninha, e Ed Motta criou a música original para os personagens Stress e Relax. Mas a brasilidade mais óbvia do filme está nos cenários. Paisagens serão revisitadas ou apresen-

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Brasil Animado: paisagens de cidades brasileiras e situações divertidas vividas pelos protagonistas Stress e Relax em busca da árvore mais antiga do país

tadas ao público infantil graças à saga pela árvore valiosa. Os protagonistas, por exemplo, fazem um tour de ônibus por Brasília que aponta os famosos prédios da capital federal. Em outras passagens, Relax curte uma dança típica gaúcha e Stress capricha no frevo, que é a marca registrada do carnaval pernambucano. É em Brasil Animado que o cineasta Fernando Meirelles faz seu primeiro trabalho de dublador, atuando sobre si mesmo. Na trama, ele é amigo do também diretor de cinema Relax e acabam se encontrando no Festival de Cinema de Gramado, no Rio Grande do Sul.

Desafios da gravação 3D A tecnologia tridimensional está presente nas animações e nas imagens reais de Brasil Animado. Tudo foi filmado em 3D, com duas câmeras. “Cada câmera representa um olho. Quando juntamos as imagens das duas é que se forma o 3D”, explica Mariana, que encarou o desafio de roteirizar e dirigir a primeira animação brasileira em 3D. Existem situações específicas em torno desse tipo de produção. “A cada cena é preciso calcular a distância do objeto mais próximo das câmeras e o mais distante. Os cálculos têm que ser precisos para que o 3D fique bom”, revela a diretora, que já havia produzido um longa e duas séries em animação. “No roteiro, você pode pensar em situações em que as coisas pulem para fora da tela. Em Salvador, por exemplo, fizemos uma cena na qual o pé do capoeirista sai da tela como se estivesse lutando com a plateia”, diz. 73

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Palco de grandes apresentaçþes, casa retoma posto entre os melhores teatros do mundo 76

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Fotos: divulgação

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té outubro de 2006, os turistas que desembarcavam em Buenos Aires, na Argentina, tinham como passeio obrigatório, além de fotografar o Obelisco da Avenida 9 de Julho e circular pela região da Recoleta, fazer uma visita guiada pelo magnífico Teatro Colón. Em pouco mais de uma hora, era possível percorrer as extensas e luxuosas galerias de mármore, conhecer o palco, a plateia, os balcões, a impressionante cúpula

e o fosso da orquestra. Entrava-se também nas entranhas da construção, o subsolo que se estende por baixo da movimentadíssima 9 de Julho, considerada pelos portenhos a mais larga avenida do mundo. Nesse imenso porão, fica uma reprodução em tamanho real do palco para ensaios do corpo de baile do teatro. É também o local de trabalho dos costureiros, marceneiros e pintores que dão vida aos 77

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espetáculos, e onde se guarda cerca de 20 mil pares de sapatos, além de outras peças de figurinos, cenários e instrumentos musicais –o acervo mais valioso está exposto em vitrines de vidro no hall de entrada, onde há também fotografias e autógrafos de personalidades da música que por ali passaram. E não foram poucos nem desimportantes os artistas que se apresentaram no Colón, classificado como um dos melhores teatros do mundo em qualidade acústica. Desde sua inauguração, em 1908, o palco já recebeu os compositores Richard Strauss e Igor Stravinsky, os cantores Enrico Caruso, Luciano Pavarotti e Maria Callas e os bailarinos Rudolf Nureyev e Mikhail Barishnikov, entre muitos outros nomes. Há quatro anos, porém, esta que é a principal joia arquitetônica da cidade de Buenos Aires, marco da história da música lírica na Argentina, conhecida como a maior sala de ópera da América Latina, foi fechada para uma grande reforma que custou cerca de US$ 100 milhões. Sua reabertura aconteceu em 24 de maio de 2010, por ocasião do bicentenário da República Argentina.

A história O Colón é mais antigo do que seu prédio. Foi inaugurado em 27 de abril de 1857, na Praça de Mayo, com uma montagem de La Traviata, de Giuseppe Verdi. O edifício foi projetado para 2.500 espectadores por Carlos E. Pellegrini, pai do futuro presi-

Teatro Colón: arquitetura suntuosa para receber grandes espetáculos

dente da República, Carlos Pellegrini, e foi vendido em 1888 ao Banco da Nação Argentina por 950 mil pesos. A quantia foi usada para a construção da nova e atual sede, de proporções bem maiores e inaugurada 20 anos mais tarde, desta vez com a apresentação de outra obra de Verdi, Aida. O nome Colón é uma homenagem ao descobridor da América, Cristovão Colombo, e o teatro foi declarado Monumento Histórico Nacional em 1989.

A reforma Ao chegar perto de seus 100 anos de atividades, o Teatro Colón sofria com a deterioração causada pela falta de manutenção e pelo desgaste próprio do tempo. Outros grandes teatros líricos do mundo, como o La Scala, de Milão, e L’ Opera, de Paris, necessitaram de restauração quando completaram um século.

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Mais de 500 especialistas e operários trabalharam na recuperação do edifício portenho. As principais áreas foram concluídas, mas obras complementares de ampliação do complexo ainda serão feitas posteriormente. O resultado é um teatro do século 21 com todo o valor do século 19 preservado. Isso significa que foram feitas tanto a atualização tecnológica como a restauração completa das dependências do teatro. A principal premissa foi manter as características acústicas da sala, o maior tesouro do Colón.

A reabertura A reinauguração do Colón foi uma noite de gala emocionante. Uma multidão se reuniu do lado de fora e acompanhou o espetáculo em gigantescos telões. Antes das cortinas se abrirem, a plateia lotada cantou o Hino Nacional. Foram apresentados o terceiro ato do balé O Lago dos Cisnes, de

Tchaikovsky, e o segundo ato da ópera La Bohéme, de Giacomo Puccini, com acompanhamento da Orquestra Filarmônica de Buenos Aires. As atividades do teatro, desde então, estão a todo vapor. As visitas guiadas, porém, só devem ser retomadas em meados de 2011. Os monitores estão passando por treinamento, afinal, há muitas novidades a serem relatadas.

Reabertura do Colón: motivo de comemoração para os argentinos

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