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ao leitor Foto Aline Porfírio

ANO XIV - Nº 159 - SETEMBRO/2015 A revista Beach&Co é editada pelo Jornal Costa Norte Redação e Publicidade Av. 19 de Maio, 695 - Bertioga/SP Fone/Fax: (13) 3317-1281 www.beachco.com.br beachco@costanorte.com.br Diretor-presidente Reuben Nagib Zaidan Diretora Administrativa Dinalva Berlofi Zaidan Editora-chefe Eleni Nogueira (MTb 47.477/SP) beachco@costanorte.com.br Diretor de Arte Roberto Berlofi Zaidan roberto@costanorte.com.br Criação e Diagramação Audrye Rotta (Mtb 76.077/SP) audrye.rotta@gmail.com Marketing e Publicidade Ronaldo Berlofi Zaidan marketing@costanorte.com.br Depto. Comercial Aline Pazin aline@costanorte.com.br Revisão Adlete Hamuch (MTb 10.805/SP) Colaboração Aline Porfírio, Durval Capp Filho, Edison Prata, Fernanda Lopes, Karlos Ferrera, Luci Cardia, Marcus Neves Fernandes, Maria Helena Pugliesi, Marina Veltman e Sheila Mazzolenis Circulação Baixada Santista e Litoral Norte Impressão Gráfica Silvamarts

Sustentável leveza do ser É preciso ter equilíbrio, sempre! E não ter pressa para chegar. Estas frases têm fortes significados e devem até ser encaradas como lemas para a vida. Mas, também, são comandos imprescindíveis para quem se aventura no esporte da vez, no Brasil e, em especial, aqui no litoral: o slackline. Ele invadiu parques, praças, quintais e, claro, as praias, essas naturalmente atrações esportivas para todas as tribos. A modalidade, muito mais do que oferecer bem-estar físico, musculatura rígida ou apenas adrenalina, congrega todos estes benefícios e muitos outros, pois não apenas movimenta o corpo, como, principalmente, a mente. O objetivo é manter-se sobre uma fita de base estreita e oscilatória, afastada do solo, uma verdadeira corda bamba, e caminhar, ou fazer manobras sobre ela, num percurso determinado. O equilíbrio é trabalhado o tempo todo e, segundo educadores físicos, a constância melhora a postura, a concentração, aumenta a força muscular, melhora o equilíbrio e diminui o estresse. Mas, seu maior atrativo é mesmo a diversão e o desafio. Afinal, não é nada fácil caminhar “quase no ar”. A cada passo (ou tentativa), a ansiedade e a expectativa de chegar à outra extremidade aumentam; o coração acelera, e a força empregada para manter o corpo na corda e, ao mesmo, tempo dominar a mente para se concentrar, são tão focadas no ato em si, que você se esquece de tudo. Limpa a mente por alguns minutos. De repente, o tombo te tira daquele quase transe. O corpo se move rápido, as risadas são inevitáveis e você se depara com aquela vontade incontrolável de tentar novamente. Quando consegue, quer mais e mais. Pronto, está fechado o círculo vicioso do slackline. Deve ser por tudo isso que o esporte iniciado nos Estados Unidos em 1980, por alpinistas em treinamento, ganhou tantos adeptos e, por consequência, espaços criados para atender tal demanda. Se você se deparar com uma corda esticada por aí, pare, olhe, deixe-se seduzir por este esporte bonito e democrático. Seja para apreciar, ou, quem sabe, praticar. Eleni Nogueira


Obras em andamento WILSON CECCON a r q u i t e t o

Foto vista aerea

Bertioga, de frente para o mar. OU

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AV. TOMÉ DE SOUZA, 165 (PRAIA DA ENSEADA - BERTIOGA) w w w. v i s t a m a r e b e r t i o g a . c o m . b r Realização

Gerenciamento da construção

Informações

(13)

3317-4282 3316-3624

(13)

Incorporadora Mare SPE Bertioga Ltda. Rua Turiassú nº 390, cj. 55, Perdizes, São Paulo/SP, CEP 05005-000. Memorial de incorporação registrado na matrícula 81.781 do 1º C.R.I Santos. CRECI 18981-J.

Intermediação


Foto Marina Veltman

22 Sabor caiçara em expansão

Foto Sobloco/Divulgação

30 As muitas metas do Projeto Clorofila

E mais... Slackline 12 Decoração 42 Comportamento 46 Moda 56 Flashes 60

Foto KFPress

Destaques 62 Alto Astral

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Celebridades em foco

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Foto Dalmo Viana

46 Aventuras e desafios no exterior, depois dos 30

Foto Divulgação

52 As cores da saúde e do bem-viver

Capa

A necessária concentração do slackline Foto Aline Porfírio

Foto Brian/Stockvault

Ser sustentável pág. 28


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Fotos Aline Porfírio

esporte

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Beach&Co nº 158 - Setembro/2015


Ponto de Equilíbrio O slackline é a nova coqueluche das praias paulistas, um esporte divertido, e que beneficia também a coordenação motora, acelera as condições cerebrais, como equilíbrio, concentração e aumenta a capacidade de reconhecimento espacial Por Aline Porfírio

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esporte

A expressão “andar na corda bamba” nunca foi tão atual. De 2010 para cá, o slackline tornou-se uma febre no Brasil, tanto que o país sediará a primeira edição da copa de slackline fora do eixo América do Norte e Europa. O evento acontece nos dias 10 e 11 de outubro, em Foz do Iguaçu. O esporte, que também ganhou as areias do litoral paulista, consiste em caminhar ou fazer manobras sobre uma fita suspensa e estreita, com cerca de cinco centímetros de espessura. Quem pratica garante, o slackline vicia e tira o medo de altura. Além disso, os professores de educação física também afirmam que sua prática melhora não só o funcionamento

muscular, mas também características cerebrais e postura. O esporte nasceu na década de 1980, nos Estados Unidos, quando alpinistas buscavam novas formas de treinar para suas aventuras. Então começaram a esticar cordas de uma ponta a outra das montanhas, para superar seus medos e melhorar seu equilíbrio. No Brasil o esporte só ficou conhecido por volta de 2010, quando ganhou espaço no Rio de Janeiro e logo depois em São Paulo. O esporte divide-se em quatro modalidades: trickline, que consiste em fazer manobras e acrobacias sobre a fita; longline, cujo desafio é caminhar a maior

Foto Aline Porfírio

O esporte se divide em quatro modalidades, a mais conhecida nas praias é a trickline, na qual os atletas fazem acrobacias sobre a corda

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O highline é praticado acima de 15 metros de altura. Os morros e praias do Guarujá são destinos conhecidos pelos atletas

Fotos Acervo Lokahi

distância possível em linha reta (acima de 30 metros de distância); highline, realizado em grandes alturas, geralmente atravessando morros e penhascos (acima de 15 metros do chão) e waterline, praticado sobre a água. Outras novidades surgem, como a iogaline, a arte de praticar a concentração e o equilíbrio corporal em cima da corda. Em Santos, na praia da Aparecida, em frente ao canal 6, é possível ver um verdadeiro show de trickline aos finais de semana. A equipe Lokahi treina nas areias santistas para campeonatos e eventos ligados ao slackline. Anderson Matos, 24 anos, é um dos membros mais antigos da equipe, ele conta que tudo começou como um hobby, mas logo todos se viram contagiados pelo esporte e pelos desafios que ele proporciona. “Começamos em uma antiga escolinha no canal 2 e, depois, mesmo com o fim das aulas, decidimos nos reunir e treinar, pois os ganhos que o esporte nos proporcionou foram imensos, superamos medos e melhoramos todo o nosso condicionamento”. Anderson participa de campeonatos, conquistou o 2º lugar no regional do Guarujá e 3º em Santos e São Vicente. Além da modalidade trickline, a equipe pratica também o highline, feito nas alturas. Eles fazem travessias suspensas em morros como o do Sorocotuba, no Guarujá, e também nas praias Astúrias e Tortuga, no mesmo município. Para essa prática, os atletas necessitam de um

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esporte Foto Aline Porfírio

A Lokahi é premiada e treina para competições, além disso, a equipe dá assistência para quem passa pelo canal 6 e quer conhecer o esporte

Onde praticar Algumas cidades do nosso litoral possuem espaços dedicados à prática do slackline e também regras de conduta para a montagem dos equipamentos. Confira onde encontrar o esporte: Peruíbe: em Peruíbe o slackline é livre em sua totalidade. Grupos praticam o esporte em toda a extensão da orla. Itanhaém: lá é possível encontrar praticantes do slackline nas praias do Sonho, Cibratel, Pescadores e Centro. A montagem é livre. Mongaguá: os praticantes se reúnem esporadicamente na praia do Centro. A prática é livre. Praia Grande: as equipes praticam o esporte na

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amplo equipamento de segurança, como cordas especiais presas ao corpo, cadeirinha presa à corda, materiais mais resistentes e uma checagem minuciosa da montagem. “O highline acaba sendo uma das modalidades mais seguras, estamos cobertos de equipamentos de segurança e todos os itens são checados dezenas de vezes. É uma sensação maravilhosa estar lá em cima”. O atleta destaca que o esporte é viciante porque ele desafia nossos medos. Ele revela sofrer com o temor de altura, mas não faz disso um empecilho e, sim, um instrumento de superação. “Conversando com os praticantes do slack, você vai notar que quase todos possuem medo de altura. Mas o medo é uma barreira que pode ser superada. Eu comecei no trickline, agora já estou no highline, caminhando em mais de 60 metros de altura. O medo é só um impulso, sei que ainda vou vencê-lo por inteiro”.

praia da Cidade Ocian e Canto do Forte. Os interessados devem entrar em contato com a Secretaria de Esporte e Lazer (SEEL) e solicitar autorização para montagem do equipamento. Ainda neste ano, começam as obras de revitalização da orla da praia. No projeto, consta a criação de espaços específicos para a prática esportiva com iluminação noturna. São Vicente: não é permitida a montagem de forma que agrida o meio-ambiente. Os praticantes do slackline encontram uma estrutura para o esporte na praia do Itararé (próximo aos quiosques Brasil e Bebemorando). Santos: existe uma lei municipal que proíbe a montagem do equipamento amarrado em árvores. A prefeitura disponibiliza pontos com estaqueamento; são eles: praça das Bandeiras; canal 5; Parque Municipal Roberto Mário Santini (emissário submarinho); Com-

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Maurício Santa Anna promove a divulgação do esporte em Praia Grande. Já participou e promoveu vários campeonatos

Foto Maurício Rocha

A única menina da equipe também concorda com Anderson. Bianca Costa, de 21 anos, é um dos destaques medalhistas da equipe. Venceu o campeonato da Baixada Santista, foi 1º lugar em Santos e também subiu ao topo do pódio no regional do Paraná. A especialidade dela é o trickline, porém, já está se aventurando no highline. “Também morro de medo de altura, mas a adrenalina nos consome. Quando estou lá em cima, só quero dar mais um passo, depois outro e depois outro. Quero melhorar no high, e também estou trabalhando em uma

plexo Esportivo Rebouças; e praça Caio Ribeiro de Moraes (em frente ao Sesc). Cubatão: por não possuir praia, a cidade disponibiliza acesso ao slackline no parque Cotia Pará. Guarujá: a cidade também possui restrições para a montagem da fita em árvores. As praias Astúrias e Guaiúba costumam receber praticantes.

O esporte ajuda a trabalhar musculatura e concentração

Bertioga: ainda não há praias específicas para essa prática. Também não é permitido amarrar a fita elástica em árvores e coqueiros. Por causa disso, a prefeitura informou que irá reservar áreas para implantar este esporte nas praias, utilizando outros meios, como a instalação de pontaletes de concreto.

instaladas pela prefeitura, para evitar a montagem do equipamento em árvores.

Ilhabela: os amantes do slackline reúnem-se na praia do Perequê. O local conta com estruturas de madeira

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São Sebastião: a badalada praia de Maresias é o ponto de encontro dos amantes da modalidade. Pontos para a prática do esporte, já com instalação completa, estão à disposição do público no Canto da Barra (entrada 02) e na entrada 12.

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esporte

nova manobra no trick, quero dar um mortal em cima da corda”. Bianca disse que não é a única a temer o esporte, sua mãe prefere fechar os olhos para a prática do slackline. “Minha mãe não vai a nenhuma competição, ela nem olha eu subir na corda. Eu já caí, já torci o pé e me cortei, mas nada grave. Porém, ela não suporta me ver lá em cima”. Os atletas destacam que a grande diferença do slackline é a integração e o

incentivo do esporte para todas as pessoas. Além dos tradicionais treinos que a equipe realiza na praia, eles também montam uma fita mais baixa para quem quiser conhecer o esporte. “No slackline não somos melhores ou piores, todos começaram de forma igual, com a fita baixa e caminhando devagar. Então buscamos incentivar e ajudar a todos que quiserem conhecer as maravilhas desse esporte”, diz Anderson.

Foto Maurício Rocha

Maurício participou da Copa Mundial da Alemanha, em 2014

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O slackline possui várias vertentes, mas todas exigem alto grau de equilíbrio e concentração

Fotos Aline Porfírio

Para todos Na praia da Cidade Ocian, em Praia Grande, a população também pode conhecer mais sobre o slackline. A equipe Slack PG disponibiliza o equipamento no local para quem quiser tentar. Além disso, o grupo realiza um trabalho social na Escola Estadual Professora Sylvia de Mello, no Jardim Glória. O líder da equipe, Maurício Rocha de Barcellos Santa Anna, já teve participação em campeonatos nacionais e mundiais, como a Copa Mundial da Alemanha, neste ano. “Levamos essa prática para a escola para que as crianças se integrem com a modalidade. Elas apreciam muito, fazem tudo com muita concentração e calma, é gratificante”. O projeto acontece aos sábados das 10h às 12 horas, e é aberto para toda a comunidade do bairro. Maurício monta uma estrutura com segurança, para que todos possam aprender sem se machucar. A fita é amarrada em uma altura de média para baixa, e o chão é forrado com colchonetes, para amortecer a queda dos principiantes. Essa concentração destacada por Maurício é somente um dos benefícios que o esporte proporciona a quem pratica. Segundo o professor de educação física Marcelo Bayeux, o esporte é um trabalho completo de corpo e mente. Do ponto de vista muscular, pode-se enfatizar o desempenho do tronco, pois ele estabiliza o movimento gerado pela força dos demais membros exigidos: lombar, abdômen, glúteos e membros inferiores. Além disso, ele explora

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Fotos Maurício Rocha

esporte

A equipe Slack PG desenvolve um trabalho social para apresentar o esporte a crianças carentes

uma enorme sensibilidade de percepção espacial. “Destaco como principal benefício a propriocepção, que é a capacidade de reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação, a força exercida pelos músculos e a posição de cada parte do corpo em relação às demais sem utilizar o foco da visão. Além desse principal benefício, temos o alto gasto calórico e todas as demais vantagens que todos já ouviram falar e conhecem”. O educador ressalta que o esporte é válido para todas as idades, a partir dos cinco anos. Alguns cuidados básicos podem ser tomados para evitar peque-

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nos tombos. Solicite acompanhamento, utilize colchonetes embaixo da fita ou opte pela prática em areia. Jamais tenha vergonha de pedir ajuda, pois é dessa forma que a evolução acontece. O esporte não possui restrições graves, já que quanto maior o controle motor menor o risco de lesões articulares devido ao ganho significativo de equilíbrio. O profissional adverte que gestantes e pessoas com trauma pós-cirúrgico ou dificuldades motoras devem sempre seguir orientações médicas, fora isso, toda prática é livre, estimula o organismo e promove melhora na qualidade de vida de quem se propõe a praticar.

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Fotos Marina Veltman

comportamento

Cremosa, herbal e encorpada, cerveja artesanal de São Sebastião tem conquistado público e comerciantes da região 22

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A cerveja

artesanal caiçara

Produzida com água de cachoeira, a lager de Boiçucanga traz a personalidade e DNA da praia, combinada com a qualidade da matéria-prima europeia Por Marina Veltman

Em Boiçucanga, no fim da estrada Beira Rio, encontra-se a fábrica da cerveja artesanal Az Istenek. Produzida com água da nascente da cachoeira de Ribeirão de Itu, no mesmo bairro, localizado na costa sul de São Sebastião, a cerveja caiçara, de nome húngaro - significa ‘dos deuses’ - é o resultado do trabalho e pesquisa dos irmãos gêmeos Higor e Hiago Pires, de apenas 22 anos. Higor conta: “Nosso pai sempre gostou de cerveja e sonhou em produzir a própria bebida. Esse desejo se transferiu para nós e, quando surgiu a oportunidade, resolvemos investir na ideia”. Ele é responsável pela distribuição da bebida nos cerca de oito pontos atualmente estabelecidos em restaurantes e hotéis da região. “Nosso irmão mais velho, Evandro, que foi morar no Japão, foi quem investiu na ideia. Com esse aporte financeiro, há dois anos começamos a testar receitas, fornecedores e técnicas, até alcançarmos o resultado atual”. Lager de amargor sutil, herbal, espuma densa e muito cremosa, a Istenek assemelha-se mais com um chope do que com uma cerveja, o que causou a boa aceitação imediata do produto: dos cerca de 800 litros produzidos mensalmente, não sobra nenhum no estoque. “Não damos conta da demanda, mas a ideia é crescer aos poucos, garantindo a excelência do produto. Buscamos agora a expansão de nosso espaço físico, e aí consideraremos a expansão da produção”, adianta o cervejeiro.

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Fotos Marina Veltman

comportamento

De sabor amargo, o lúpulo utilizado é importado pelos artesãos cervejeiros, já a cevada, ao lado, possui sabor adocicado, e é a base inicial do produto. Material é cozido e fervido para adquirir o amargor, sabor e aroma desejados

Para viabilizar a fábrica, os irmãos Pires, que são do interior paulista, buscaram um terreno em Boiçucanga, bairro que sempre gostaram e almejaram para estabelecer raízes, e iniciaram a montagem da produção. A mudança foi pensada especificamente em torno da cerveja, mas a insegurança quanto à resposta local era uma incógnita constante. Segundo Higor, “sabíamos que queríamos morar em Boiçucanga, que aqui existia a água e o espaço que precisávamos, mas não sabíamos como seria a adaptação. Foi incrível, a sensação é que sempre moramos aqui”. Desde os proprietários do bar local do sertão, Da Batatinha, até restaurantes mais tradicionais, como o Sebasthiana, todos adotaram a causa dos Pires, assim como sua Istenek. “O pessoal tem orgu-

O cervejeiro Higor Pires, que mudou de cidade e vida, para se dedicar ao sonho de produzir cerveja artesanalmente

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Fotos Marina Veltman

Processo de maturação ocorre em ambiente resfriado, garantindo o aroma e sabor ideais do produto. Após resfriamento e maturação iniciais, sedimentos são retirados por saída inferior dos maturadores, ao lado, garantindo continuidade do processo sem posteriores alteração de sabor e de teor alcoólico

lho de ter uma cerveja local, caiçara, e nós fomos abraçados pela comunidade. Não me vejo saindo daqui nunca mais”, afirma o empreendedor. No momento, apenas os gêmeos estão trabalhando na produção. Porém, a expectativa é que, nos próximos anos, o irmão mais velho possa se juntar a eles, retornando de sua estadia no Japão, juntamente com sua família, e também trazer o pai e a mãe, ainda residentes no interior do estado. “Hoje a produção já arca com nossos custos e permite um fundo, para a ampliação. A etapa seguinte será juntar todos em torno desse mesmo sonho comum”.

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Produção artesanal Para alcançar o sabor encorpado e cremoso, a Istenek passa por uma série de processos em sua produção. Higor abriu as portas de sua fábrica para mostrar à reportagem o processo e seus segredos. “Primeiramente, existe a seleção do material base, o lúpulo e a cevada, ou levedura. Nós compramos material diretamente da Europa, majoritariamente da Alemanha, para garantir uma procedência bacana do material”. A cevada, de sabor adocicado, é cozida por um longo período, até liberar bastante açúcar na água. Na sequência, o conteúdo é filtrado, fervido, e adicio-

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comportamento

Onde encontrar Em Boiçucanga: nos bares e restaurantes Sebasthiana e Da Batatinha Em Barra do Sahy: no bar e restaurante Lá no Poio Em Camburi: nos restaurantes Cantinetta e Portal do Cacau Para mais informações: Az Istenek: (12) 3865 1830

Foto Marina Veltman

De processo completamente artesanal, garrafas são engarrafadas uma a uma. Após cerca de 2 meses, produto está pronto para ser rotulado e distribuído

nado o lúpulo, mais amargo. O processo seguinte é a maturação, que acontece em ambiente resfriado, para que a bebida adquira a consistência, sabor e teor alcoólico desejado. Vários dias depois, é retirado o material segmentado que se acumula no fundo do maturador, e então se chega à parte final do processo, uma nova maturação, mas essa em ambiente ainda mais resfriado, por mais alguns dias. “Depois temos a etapa de maturação externa. Quando o teor alcoólico e sabor já foram alcançados, engarrafamos e deixamos, então, as garrafas descansarem sem resfriamento, nas caixas, por mais diversos dias. Passando pela prova de teste de sabor, fazemos a rotulagem e a distribuição”. O processo total de produção é lento, cerca de dois meses entre o início e a distribuição, mas compensa pelo resultado final: um chope engarrafado com sabor de praia, Europa e interior paulista. Imperdível.

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ser sustentável

Um dia único para um evento

histórico

Por Marcus Neves Fernandes Domingo, 27 de setembro. Paris vai parar. Pelo menos em 15 dos seus 20 bairros centrais não haverá trânsito de veículos. Apenas táxis, ônibus, ambulâncias e policiais. Será uma experiência inédita. Um dia único para um evento histórico, como enfatizam os organizadores. Um dos objetivos da iniciativa é o combate à poluição. Paris, como as demais grandes metrópoles, tem um trânsito intenso, por vezes caótico, que já fez a capital francesa entrar diversas vezes no limite de segurança devido ao excesso de gases poluentes automotivos na atmosfera. Porém, a intenção dos organizadores da Paris sans Voiture (Paris sem carros), entre

eles a própria prefeitura da cidade, é ir além. Assim como em Bruxelas, na Bélgica, que realiza evento semelhante no dia 20, a ideia é que os ‘Dias sem Carro’ se tornem cada vez mais frequentes. Anne Hidalgo, prefeita da ‘Cidade Luz’, disse: “Até que ponto podemos chegar? Não sei. Mas já se constata uma mudança nas pessoas. Há dez anos seria impensável um dia sem carros. Hoje, já aceitamos planejar um futuro sem carros”. E aqui, você já acha possível pensar em um futuro sem carros no Brasil ou na Baixada Santista? Aposto que muitos de vocês já devem estar torcendo o nariz. Há, inclusive, quem acredite que é realmente impossível viver um dia sequer sem um veículo parti-

Paris vai parar dia 27 de setembro, no “Dias sem carro”

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Sem “achismos” De acordo com dados do último censo do IBGE, mais de 84% da população moram em centros urbanos. Por isso, é relevante citar uma pesquisa recém-divulgada, feita por uma multinacional do setor de seguros, aqui no Brasil. Foram entrevistadas pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Curi-

cular. E há, obviamente, aqueles que irão me acusar de pertencer a este ou àquele partido. Sim, pois esta é a forma mais simples, atualmente, para encerrar um diálogo. E o pior: uma parcela considerável da sociedade não percebe essa armadilha. Cada vez mais entrincheirados, há quem só veja inimigos. Mas em Paris, que no passado já viveu episódios e armadilhas semelhantes, há bons motivos para discutir e avançar em propostas que reduzam o uso de veículos particulares. Além dos altos índices de poluição atmosférica, a cidade possui uma ampla rede de aluguel de bicicletas e ciclovias. Possui, também, veículos elétricos que podem ser alugados e que têm preferência em vagas para estacionamento - algumas reservadas e gratuitas. Porém, mais do que simplesmente ter toda essa infraestrutura, Paris e seus moradores, diferentemente do Brasil, realmente utilizam essa infraestrutura. A bicicleta lá não é ‘transporte de pobre’. Na maioria das capitais europeias, em quase todos os admirados países do chamado ‘Primeiro Mundo’, de operários a juízes, todos pedalam, todos se servem da rede de ciclovias, todos compartilham opções de mobilidade. Faz parte do cotidiano dessas pessoas não ter o carro como parte do corpo. Em muitas cidades, inclusive, a cultura da compra do carro não está presente. E em outras, é totalmente desencorajada. Tente achar um posto de gasolina em Paris. Vai

tiba e Belo Horizonte. A pesquisa queria saber: “Como, na sua opinião, é uma cidade ideal?”. Para 82%, ela é compacta, onde moradia, trabalho e compras estão, no máximo, a 20 minutos a pé. Para 81%, o ideal é que o local de lazer seja ao ar livre e próximo de casa. E ainda pensando na cidade ideal, 55% demonstraram preferência por fazer suas compras nos

pequenos comércios de bairro, que pressupõem relacionamentos mais próximos. Por fim, 57% declararam que abririam mão de até 20% do salário, desde que isso representasse menos tempo no trânsito. Atualmente, os brasileiros perdem até 90 minutos nos deslocamentos diários entre residência, trabalho e local de estudo. Isso sim, um tempo perdido.

ser difícil. Na região central, impossível. O espaço é muito valorizado. Nele, a preferência recai sobre opções coletivas, como praças, parques, jardins. Assim, na Bélgica, os automóveis estão banidos do centro da cidade. São mais de 500 mil metros quadrados apenas para pedestres, espaço que deverá quadruplicar em 2016, caso uma consulta pública nesse sentido seja aprovada, incluindo, aliás, finais de semana também sem carro. Caso isolado? Nem pensar. Desde o início deste ano, Madri já tem quase 3 milhões de metros quadrados fechados aos veículos particulares. É a chamada ‘discriminação positiva’, presente também em cidades como Roma, Florença, Milão, Hamburgo, Amsterdã, Estocolmo, Atenas, Londres, Barcelona, Oslo, Frankfurt e muitas, muitas outras. Por isso, quem tiver o privilégio de estar em Paris no próximo dia 27 poderá, com certeza, desfrutar de uma cidade ainda mais deslumbrante. Será mesmo uma experiência inédita. Um dia único para um evento histórico, um exemplo para o mundo e para nós.

Na Europa, a bicicleta não é vista como “transporte de pobre”. Faz parte do cotidiano não ter o carro como parte do corpo

*O autor é jornalista especializado em desenvolvimento sustentável

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meio ambiente

Protagonismo

jovem Com 22 anos de atuação, o programa Clorofila de Educação Ambiental contribui decisivamente para formar uma promissora geração de jovens cidadãos comprometidos com o futuro sustentável de Bertioga Por Sheila Mazzolenis

Aos 13 anos de idade, Natália Vieira Batista pode se orgulhar de ter compreendido uma verdade que muitos ainda ignoram: “A menor ação que fazemos hoje pode ter efeitos enormes no futuro”. Com esta frase - que considera um lema de vida -, a estudante da Escola Estadual Jardim Vicente de Carvalho refere-se a atitudes e práticas ambientalistas do dia a dia, que levam em conta não só o respeito ao meio ambiente como ao ser humano, cujo objetivo é um futuro sustentável. Estas são metas de uma nova geração formada por jovens de Bertioga, que se destacam como protagonistas de suas vidas, agentes de transformação social e corresponsáveis pela construção de um amanhã realmente digno. Para os membros dessa geração, palavras muitas vezes ditas e pouco praticadas - como cooperação, diálogo e cidadania - fazem parte do cotidiano e são expressas na forma como esses jovens se comportam nos trabalhos em grupo, no relacionamento com familiares e amigos, na preservação de bens públicos e, especialmente, em suas escolas.

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Fotos Divulgação/Sobloco

Programa Clorofila estimula os jovens a pensar e agir em prol de um futuro sustentável

Uma parcela significativa dessa nova geração integra o programa Clorofila de Educação Ambiental, desenvolvido pela Sobloco Construtora S/A desde 1992, em Bertioga, com o objetivo de despertar a consciência jovem sobre a questão do meio ambiente. Desde o seu início, o programa demonstrou a que veio. Sua primeira ação foi o Prêmio Atitude Ambiental, em 1993, o qual lançou um desafio para os estudantes da cidade: a realização de um trabalho de pesquisa sobre qualidade ambiental: o homem urbano e o meio ambiente. Nos anos que se seguiram, o prêmio estimulou os jovens a desenvolver trabalhos sobre outros temas igualmente importantes como lixo, desperdício, água, consumo consciente.

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As Comissões de Meio Ambiente são formadas por alunos das 7ª, 8ª e 9ª séries, de seis escolas de Bertioga

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meio ambiente Fotos Divulgação/Sobloco

Professoras e alunos da Comisssão de Meio Ambiente do período da tarde da EE Maria Celeste

Em 1997, a Sobloco criou outra frente de trabalho, o projeto Clorofila, que propunha às escolas municipais, estaduais e particulares a implantação de hortas, jardins e composteiras nas dependências escolares. Como principal instrumento pedagógico, o plantio é feito pelos alunos, responsáveis também pelos cuidados e colheita, sob a orientação dos professores e com a assessoria técnica e o estímulo constante dos profissionais da empresa. Não demoraria muito para que novas frentes de trabalho contribuíssem para a formação dos jovens e ampliassem sua visão de mundo. O programa Clorofila chega aos dias de hoje com um currículo extenso de atividades e eventos educativos já reali-

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zados - entre eles, feiras de ciência, oficinas de culinária sustentável, passeios ecológicos, encontros, comemorações do Dia do Meio Ambiente etc. Interligados, muitos desses eventos são inspirados na Agenda 21, documento nascido das discussões sobre as condições socioambientais do planeta ocorridas no encontro internacional ECO-92. O estudo deste documento estimulou a criação do projeto Agenda 21 na Escola, promovido e organizado pela Sobloco, em 2008, e especialmente dirigido a professores e alunos representantes das instituições de ensino de Bertioga. Um dos mais importantes frutos do projeto Agenda 21 na Escola foi a criação das Comissões de Meio Ambiente

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(CMAs), para criar e organizar ações que gerem melhorias ao meio ambiente e às relações humanas dentro da escola. Implantadas em 2009, hoje as CMAs são compostas por alunos das 7ª, 8ª e 9ª séries de seis escolas públicas de Bertioga: EE Jardim Vista Linda; EE Praia de Boraceia; EE Jardim Vicente de Carvalho; EE Maria Celeste Pereira Leite; EE Maria Aparecida Pinto de Abreu Magno; EE Professor Armando Belegarde. Segundo Cristina Peres, educadora ambiental da Sobloco e coordenadora do programa Clorofila, levar os jovens a entender que eles podem ser agentes de mudanças positivas no ambiente escolar, familiar e social é um dos principais objetivos das CMAs. “Queremos desenvolver o sentimento de protagonismo em nossos jovens, fazer com que eles assumam um papel de liderança e que compreen-

dam que têm condições para transformar o meio ambiente. E por meio ambiente - é bom enfatizar - não nos referimos apenas à ecologia, mas, também ao ser humano. Não adianta ter uma natureza perfeita e relações humanas ruins!” Nas comissões, os alunos planejam e executam ações educativas dentro da própria escola, sob a coordenação do programa, e buscam mudar comportamentos e hábitos desfavoráveis ao meio ambiente e à interação entre as pessoas. Paralelamente, são apoiados pelo curso Preparando o Futuro, que, segundo Lúcia Aparecida Carvalho, diretora da EE Maria Celeste Pereira Leite, “cria hábitos e costumes conscientes”. E a vice-diretora Luciane Fernandes Salinas, da mesma escola, completa: “Os encontros são cheios de energia, num ambiente agradável, que proporciona o contato com outras pesso-

Fotos Divulgação/Sobloco

Alunos da Comisssão de Meio Ambiente do período da manhã da EE Maria Celeste

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meio ambiente

O que eles pensam A face dessa nova geração de jovens compromissados com a questão ambiental, social e humana pode ser conferida a partir de depoimentos de alunos membros das Comissões de Meio Ambiente das escolas de Bertioga: “Com o curso Preparando para o Futuro e a participação na comissão da minha escola, eu passei a entender melhor a mim mesma e ao próximo, e a perceber a importância da cooperação e do diálogo.” Lizandra de Jesus Santos, 12 anos, EE Jardim Vista Linda.

“No começo, não tinha noção dos benefícios do curso nem da comissão. Mas, aos poucos, me dei conta de que havia muita coisa que eu poderia fazer e percebi que podia influenciar os outros alunos e mesmo minha família. Por exemplo, hoje em dia, minha mãe já sabe que é bom poupar papel e evitar o desperdício”. Jacqueline Leite de Souza, 14 anos, EE Professor Armando Belegarde. “Antes do projeto, eu era bagunceira, desorganizada, sem tempo para nada. Hoje não sou mais assim e aprendi a lidar com o tempo na minha vida, a organizar melhor

Foto Divulgação/Sobloco

Professora Tania Delatonia, Cristina Peres e professora Selma Maria de Oliveira, da EE Armando Belegarde

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minhas atividades.” Alessandra de Souza Fernandes, EE Praia de Boraceia. “Descobri que todos nós podemos ser líderes e ter uma boa relação com os outros. A comissão fez com que eu me relacionasse melhor com colegas e percebi que tinha gente com quem eu não falava e que era realmente muito legal.” Anna Beatriz Araújo, EE Praia de Boraceia. “Descobri que posso fazer a diferença na escola, melhorar o meio ambiente. Hoje eu me sinto confortável entre meus colegas e professores.” Janázio de Freitas Silva, 13 anos, EE Jardim Vicente de Carvalho.

as e estimula a participação dos jovens. É um momento de troca de experiências. A cada encontro, nós temos a oportunidade de adquirir saberes, democratizamos informações, aprendemos a criar estratégias e a desenvolver ações. O curso é cooperação, união, organização, superação, amizade e oportunidade.” Os alunos participantes têm a mesma opinião. Ruthy Ferreira, 17 anos, aluna da EE Professor Armando Belegarde, diz: “Os cursos nos fazem refletir sobre nós mesmos e sobre os outros; nos fazem pensar em melhorar e acreditar que é possível envolver outras pessoas em ações ambientais”. A professora Selma Maria de Oliveira, da mesma escola, garante: “O curso Preparando o Futuro foi uma surpresa: é dinâmico, desenvolve a capacidade de liderança dos alunos, que graças à linguagem própria dos jovens, retransmitem o que aprendem e são facilmente compreendidos por todos.”

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A escola no capricho A primeira Comissão de Meio Ambiente foi formada na EE Jardim Vista Linda em 2009, após várias reuniões com alunos, coordenação e direção. Suas atividades foram iniciadas com o projeto Papel Novo, que recolhe e recicla papel descartado em sala de aula. Isto inspirou outras escolas a fazerem o mesmo e surgiram os projetos Papel Limpo, na EE Maria Celeste Pereira Leite, e o Papel não é Lixo, Escola no Capricho, idealizado pelos alunos da EE Praia de Boraceia, que tem realizado forte campanha pela disseminação da ideia de que todos os estudantes devem cuidar do ambiente da escola, incluindo limpeza, manutenção, descarte responsável. A comissão faz controle diário das salas de aula, e, no final do mês, recompensa a que cuidou melhor do seu espaço. Outras ações mobilizam os alunos das comissões. Por exemplo, a Feira de Trocas, que permite a crianças e adolescentes trocarem objetos que não utilizam mais, exercitando assim a prática do consumo e do descarte consciente; a Cantina Sustentável, que ensina a evitar o desperdício no preparo de alimentos, ao utilizar cascas, sementes, talos etc. em bolos, tortas e sucos naturais; os brechós; e a coleta de óleo de cozinha usado, base para o preparo de sabão caseiro. Mas as ações das comissões não se restringem ao aspecto ecológico. Recentemente, os alunos da EE Jardim Vicente de Carvalho apontaram a violência escolar como uma questão que precisava ser encarada e solucionada. Para isso, idealizaram o projeto Violência na Escola. Cristina Peres explica: “Baseado em relatos de violência, os alunos idealizaram uma campanha muito interessante. Eles simularam e fotografaram cenas de violência, e, com este material, fizeram banners educativos. Provaram, desta forma, a abrangência de suas preocupações e o empenho em encontrar soluções positivas e transformadoras para aquilo que os afligem. Estão sendo, de fato, protagonistas no ambiente socioambiental em que vivem.”

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Fotos Divulgação/Sobloco

Ruthy Ferreira, da EE Armando Belegarde

Jaqueline Leite de Souza, da EE Armando Belegarde

Dentre as atividades, os alunos realizam jogos cooperativos

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Foto Pixabay

comportamento

Mais do que um

cartão de visitas Você sabia que cada dente da sua boca está ligado a, pelo menos, mais seis partes do seu organismo? Com base em medicinas milenares como a chinesa, o conceito de odontologia biológica trata o paciente de forma individual, e busca a fundo a origem do problema

Por Aline Porfírio Cada vez mais aparelhos tecnológicos e medicamentos potentes são produzidos em prol da medicina mundial. Porém, velhos conceitos de saúde e tratamentos não podem ser deixados de lado, e, ainda que milenares, são importantes e eficazes nos dias de hoje. A odontologia biológica integra esses conceitos, já que ela utiliza a tecnologia para exames e diagnósticos e realiza o tratamento com base em medicamentos naturais e filosofia antroposófica, ou seja, estuda cada paciente de forma individual e humanizada. Tal conceito vem sendo aplicado no Brasil por um dos membros da família mais antiga de odontologistas do mundo. O paciente que chega à clínica do doutor Carlos Coachman, localizada em São Paulo, e pioneiro na odontologia biológica no Brasil, passa por exames como a contagem de metais pesados no orga-

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nismo, taxa de vitaminas e toxinas e também uma radiografia panorâmica da boca. A partir dai, é possível analisar e ver quais dentes estão abalados, e então fazer a ligação correspondente deles a cada parte do organismo. O estudo é feito com base na medicina chinesa, que elenca uma série de ligações no corpo humano e seus respectivos pontos. Por exemplo, os dentes do siso podem estar associados a problemas no coração, os caninos, com a visão, e os incisivos, com a parte renal ou ginecológica. O Dr. Coachman explica: “Nosso conceito valoriza esse estudo milenar; aproveitamos a medicina indígena utilizando ervas para a base dos medicamentos, e da chinesa, para entender as ligações do corpo. Esse processo respeita o paciente, e não é invasivo. Trata-

mos a causa do problema com um trabalho em grupo, que envolve demais profissionais como, nutricionista, clínico geral, ortopedista, entre outros”. Ele ressalta também que o conceito ainda é pouco difundido no Brasil, mas que luta para o reconhecimento e ampliação do método. “Pertencemos aos 5% da classe de dentistas que utilizam o conceito da homeopatia. Nosso maior desafio é integrar isso à sociedade, para que conheça seus benefícios”. O dentista trata os pacientes, em sua maioria, com medicamentos fitoterápicos, que, segundo ele, geram resultados mais rápidos e não possuem contraindicações. “Um paciente que utiliza remédios homeopáticos não corre o risco de sofrer complicações por isso. Já um que utiliza a alopatia tradicional, pode sofrer graves efeitos colaterais. É essa

Foto Aline Porfírio

Carlos Coachman é precursor em odontologia biológica no Brasil e luta para difundir o uso da homeopatia em formas de tratamentos menos agressivos

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Fotos Aline Porfírio

comportamento

A família Coachman é considerada a primeira geração de dentistas do mundo. No Brasil, foi reconhecida pelo seu trabalho pelo imperador Dom Pedro II

Reconhecida pelo Guinness O responsável pela implantação desse sistema no Brasil pertence à casta dos dentistas mais antigos do mundo. Dr. Carlos Coachman é da quinta geração da família Keyes-Coachman, a primeira geração de dentistas certificados, segundo o Guinness Book, livro dos recordes. A árvore genealógica teve origem nos Estados Unidos, em meados de 1849, quando o pioneiro da família, Dr. John Washington Keyes, recebeu o diploma de cirurgião-dentista pela Ohio College of Dental Surgery. Após a Guerra Civil dos Estados Unidos da América, a família veio para o Brasil, onde iniciou as atividades como os primeiros dentistas oficiais do país, em 1874. A família destacou-se, inclusive, por servir o imperador Dom Pedro II. As gerações seguiram, até chegar ao Dr. Carlos Coachman. Agora, a árvore genealógica entra na sexta geração, com os seus sobrinhos, que também seguiram o oficio da família. “Nunca houve pressão para que eu me tornasse dentista. Mas sempre admirei a profissão e era muito habilidoso com as mãos. Adoro meu trabalho, ainda mais quando consigo implantar filosofias das quais acredito”, diz.

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diferença que precisamos fazer com que as pessoas compreendam”. Algumas técnicas usuais feitas pelos dentistas são questionadas pela odontologia biológica. A utilização do amálgama, aquele material acinzentado usado em restaurações dentárias é, segundo Coachman, uma ameaça para a saúde do paciente. Segundo estudos, o amálgama libera doses de mercúrio, metal presente na sua composição original, que, com o passar dos anos, causa diversos danos ao organismo do portador. O conceito da odontologia biológica utiliza de recursos para desintoxicar o paciente, e também purificar seu organismo, um deles é o chamado coloide prata, um purificador do metal. A prata é reduzida a nanopartículas inseridas em uma água pura, sete vezes mais do que a

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Reprodução Aline Porfírio Fotos Aline Porfírio

Dr. Carlos pertence à quinta geração da família, reconhecida mundialmente, inclusive pela implantação do raio laser em tratamentos odontológicos

tradicional. Essa mistura, segundo o dentista, é apropriada para o consumo e aplicação na pele.

Ozonioterapia Outro método pouco conhecido na medicina tradicional é a ozonioterapia. Trata-se do gás ozônio elaborado em um oxigênio também mais puro que o tradicional, e que, em contato com a corrente sanguínea, pele ou mucosa, acelera o processo de esterilização e cicatrização. O dentista Carlos Nogales é diretor da Associação Brasileira de Ozonioterapia, e explica que os benefícios são muitos. “A aplicação do ozônio por dez segundos sobre um dente cariado elimina em até 99% as bactérias. Em feridas, a mesma coisa, aumenta o processo de cicatrização. É um resultado fantástico, que estudo há anos”. Carlos fez mestrado na Universidade de São Paulo (USP) em ozonioterapia. Durante a pesquisa, descobriu que as pessoas que receberam aplicação de ozônio tiveram cicatrização dentária e eliminação da bactéria três vezes mais rápido do que os pacientes que não receberam ozônio. Nogales destaca que a luta agora é para legalizar o uso do método em sua totalidade. “Na medicina, o uso do ozônio é regulamentado em todas as formas, inclusive a injetável. Nós, dentistas, só podemos aplicá-lo como gás ou líquido na superfície a ser tratada. Esse tipo de tratamento existe desde 1840, na Alemanha, e, atualmente, lu-

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Fotos Aline Porfírio

comportamento

Dr. Carlos Nogales é especialista em ozonioterapia, um método que acelera e elimina em até 99% as bactérias da região bucal afetada. Ao lado, o agradável ambiente da clínica, em São Paulo

tamos para explorá-lo e propagá-lo em sua totalidade. O pedido já está no Conselho Federal de Odontologia e possui 80% de aprovação”. A odontologia biológica é uma corrente que prioriza o trabalho de forma natural, utilizando o menos possível o procedimento químico. É mais uma opção que o paciente tem diante do leque que a medicina oferece. O importante é que este questione e pesquise sobre as opções de tratamento, e escolha o que melhor contribua para o seu desenvolvimento. “É importante que as pessoas conheçam, vejam que é possível tratar doenças de formas menos agressivas, que compreendam que o nosso corpo é interligado e as ações e reações causam impactos em diferentes partes dele. O conhecimento é o maior aliado de qualquer tratamento”, diz Nogales.

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decoração

Praia à vista Depois de alugar por anos imóveis distantes do mar da Riviera de São Lourenço, em Bertioga, o casal Maria Tereza e Silvio finalmente conseguiu seu lugar ao sol, e já desfruta seu novo apartamento pé na areia

Fotos Marco Antonio

Por Maria Helena Pugliesi

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Fotos Marco Antonio

Pais, irmãos, tios. Boa parte da família do executivo de banco Silvio e de sua mulher Maria Tereza tem casa ou apartamento na Riviera de São Lourenço. Para ficar perto dos parentes nas férias e nos finais de semana, o casal costumava alugar imóveis, geralmente distante da praia. Como já possuíam uma fazenda no interior de São Paulo, não tinham intenção de comprar mais imóvel de veraneio. Mas, as reclamações dos filhos, de 16 e 20 anos e da filha de 18 anos, por ficarem tão distante do mar só aumentava. Um dia, cansado de tanta discussão, Silvio entrou no estande de vendas de um prédio recém-construído na avenida beira-mar do condomínio. O sexto andar ainda estava disponível e para fisgar o comprador, o corretor levou Silvio até o apartamento. Dito e feito, a vista da grande varanda, com coqueiros em primeiro plano e a imensidão do oceano logo atrás, arrebatou Silvio. Somado ao fato de que a área de 220 metros quadrados do apartamento era compatível ao tamanho de sua família e que, por ser novo, não haveria necessidade de reforma, o executivo cedeu aos apelos dos filhos e fechou o investimento. Maria Tereza adorou a surpresa e logo convocou a arquiteta Luciana Penna para fazer alguns ajustes arquitetônicos e cuidar da decoração. Luciana conta: “Não houve quebra-quebra. A única alteração estrutural foi abrir a cozinha para a sala. O Silvio gosta de cozinhar e não queria ficar isolado enquanto prepara suas iguarias”. Para unificar os dois ambientes, ambos os pisos receberam a mesma cerâmica de 60 x 60 cm. De acordo com o inventário de itens fornecido pelos clientes, a arquiteta desenhou os armários da cozinha, garantindo lugar para tudo e facilitando, assim, a ordem e a limpeza. “Esses são cuidados fundamentais quando se está integrado ao estar”, ensina Luciana. Perto dali, fica a sala de jantar, onde a família, amigos e parentes passam horas confraternizando. “Não são apenas as refeições que eles fazem em volta da mesa. Aqui eles conversam, jogam, enfim, se divertem por horas”. Por isso, o

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A varanda, ambiente que cativou os proprietários pela vista espetacular, foi decorada com móveis confortáveis, para se ficar à vontade, até de maiô molhado

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decoração

Bicamas nos quartos dos filhos garantem lugar de sobra para os amigos convidados

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casal foi criterioso na escolha dos móveis. A mesa de madeira de demolição foi desenhada por Luciana e feita por uma marcenaria de confiança na cidade de Itu, São Paulo. Já as cadeiras, depois de testarem inúmeros modelos, optaram pelas do designer Aristeu Pires, as mais confortáveis, segundo eles. O canto do sofá também priorizou o bem-estar. Assim, os proprietários não tiveram dúvida em reformar os aconchegantes estofados trazidos da fazenda. “São peças muito boas, gostosas de sentar. Trocamos apenas os revestimentos por tecidos teflonados, afinal, lugar de praia pede essa atenção”, diz a arquiteta, que escolheu ainda um resistente pufe de palha sintética para que todos possam assistir TV com os pés sobre ele. Como Silvio e Maria Tereza curtem móveis de bom design, complementam a decoração duas poltronas Leve, assinadas por Oscar Niemayer. “O casal aprecia, ainda, obras de arte. Passeamos por galerias e eles escolheram uma tela de Cristina Sá e a série Frida Kahlo, do Estúdio Jacarandá”. Dá para ver que o ambiente fica longe das tradicionais cores praianas. Tons

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Integradas, cozinha e salas de estar e de jantar tornam a convivência nas férias e nos finais de semana mais prazerosa

Armários e criados-mudos com portas e gavetas ripadas arejam o interior dos móveis evitando bolor e cheiro de umidade nas peças de praia

terrosos e verde musgo destacam-se sobre a base branca das paredes e do piso. Até na varanda, na qual o estilo é mais descontraído, há parcimônia nos tons. Mas nem por isso o apartamento é sisudo. Bom exemplo é a cama turca de cumaru, atração do terraço. “Desenhei este móvel para os jovens se esparramarem. Com colchão e almofadas de tecido impermeável Sunbrella é possível apreciar a praia até de maiô molhado”. De fibra natural, o restante do mobiliário é outro convite ao relax, embalado pelo som e pela brisa que vêm do mar. De vez em quando, ainda bate saudades da casa no campo, mas desde que o apê na Riviera ficou pronto, o destino de férias de Silvio, Maria Tereza e os filhos tem sido o litoral. “Para a família, este é um lugar para o deleite dos olhos e do espírito”, resume Luciana Penna.

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Móveis: Dpot, Empório Beraldin, Paschoal Ambrósio (reforma estofados) e Taúna e Bretton (varanda) – Tecidos: Regatta

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comportamento

Intercâmbio depois dos

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A quantidade de intercambistas brasileiros disparou em uma década. Agora, porém, é a vez de pessoas mais maduras viverem fora do Brasil e enfrentarem os desafios de uma aventura no exterior

Fotos Dalmo Viana

Por Aline Porfírio

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Fotos Dalmo Viana

O fluxo de brasileiros que realizaram estudos no exterior aumentou 500% na última década e, apenas em 2014, cerca de 230 mil jovens estudaram fora do Brasil. Os dados são da Associação Brasileira de Organizações de Viagens Educacionais e Culturais (Belta). A mesma associação explica que, de olho nesse novo grupo de estudantes, em pesquisa realizada em 2013, quase 7% das agências de intercâmbio já oferecem pacotes para o público de 31 a 50 anos. A pesquisa é realizada a cada dois anos, e segundo a direção da Belta, a expectativa é que o número cresça no próximo resultado, que será divulgado no final deste ano. Dalmo Viana, de 34 anos, deixou de lado a usual pasta de trabalho e retornou aos velhos tempos da mochila de escola. Largou o emprego de assessor do governo do estado de São Paulo, a casa na capital, e foi estudar inglês na Irlanda. Desembarcou em Dublin há três meses, e está se adaptando novamente com a rotina de estudante. Porém, ele já notou que a decisão foi um importante passo na sua vida, e conta que nunca é tarde para tentar. “Sempre tive o sonho de morar no exterior, porém, a minha realidade era muito distante disso. Venho de uma família pobre, porém bastante solidificada. Depois de diversas lutas na área do movimento estudantil, que entrei desde muito jovem, e de me formar em ciências sociais no ano passado, consegui um bom emprego e minha sonhada formação. Mas, sabia que não poderia parar por isso”.

As experiências do intercâmbio vão além da sala de aula. A história e a cultura são grandes aliados para a vivência completa fora do país. Na foto dois, Dalmo participa de seu primeiro intercâmbio aos 34 anos, em Dublin, Irlanda

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comportamento Segundo Dalmo, quando alcançamos um bom emprego e conquistamos coisas que antes pareciam inatingíveis, fica mais propício abandonar alguns sonhos, e por isso, ele quis fazer diferente. Ele planejou a viagem por três anos. Nessa conta já estava prevista a ascensão no emprego, a formatura e os obstáculos financeiros que estavam por vir. “Comecei a estruturar a viagem em meio a muitas dúvidas e pressão de amigos e familiares. Eles não entendiam como era possível largar tudo que se construiu até agora para viver fora do país, aos 34 anos. Minha resposta a eles foi que eu acredito que as experiências e as histórias vividas são muito mais importantes que as horas extras dentro do escritório, no trânsito e no estresse do dia a dia. E quando contei para todos, a minha estrutura de viagem e de gastos já estava planejada, o que deu um certo alivio a eles”.

Pela lógica de idade, o estudante encontrou vários jovens nessa jornada, adolescentes que acabaram de sair do ensino médio e se dispuseram a fazer essa aventura. Porém, para sua surpresa, encontrou muitos casais e pessoas mais velhas como intercambistas. “Fiquei contente por encontrar brasileiros de 30, 40 anos, na minha sala de aula, e de ver casais que vieram juntos em busca de novas oportunidades e de conhecer mais desse planeta tão grande. É bom saber que não sou exceção, que os parâmetros estão mudando”. É claro que essa experiência demanda um grande esforço emocional. Enfrentar essas dificuldades cotidianas longe da família, namorada e amigos, é o que Dalmo ressalta como a pior parte do processo. “A saudade aperta bastante, vemos o tempo passar, as datas comemorativas, os aniversários, e não estamos com os que amamos.

Fotos Dalmo Viana

Os irlandeses são famosos pela cultura gaélica, descendente dos Vickings. São, em sua maioria, um povo alegre, receptivo e muito amigo dos brasileiros

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Mas todo esforço tem a sua recompensa. Sei que estou no caminho certo”. Num balanço desses meses, o estudante não se arrepende da sua decisão; diz que está disposto a superar os desafios da língua e vivenciar ao máximo essa experiência cultural, aprendendo com os novos costumes e a história de uma população tão diferente do Brasil. Para ele, a decisão foi assertiva, e ele recomenda para toda e qualquer pessoa, independente da sua idade. “Creio que devemos aproveitar e reciclar nossos conhecimentos. E, principalmente, aprender que existem coisas mais importantes do que carreira e dinheiro, e que um novo momento pode ser iniciado assim que você pisar em solo estrangeiro. Ainda não me convenceram sobre uma outra vida para fazer o que não deu tempo nessa, então, foco muito na palavra permita-se. Só vive quem se permite a isso”.

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Fotos Dalmo Viana

Dalmo pratica aula de idiomas todos os dias, além de grupos de estudos voluntários para conversação e gramática. Entre as atividades, destaca feiras e eventos para a relação pessoal com outros alunos e nativos

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comportamento Fotos Dalmo Viana

A charmosa vila fica de frente à marina de Malahide, uma cidade a 16 quilômetros de Dublin. É um tradicional roteiro para os novatos na Irlanda

Nunca é tarde para tentar Com uma vida consolidada fica mais difícil abrir mão da zona de conforto já estabelecida, para arriscar uma vida mais trabalhosa lá fora. Muitas pessoas pensam que, para ir ao exterior, é necessário ter dinheiro para conforto, luxo, festas e dinheiro. Mas, na verdade, quem vai para fora do Brasil tem em mente dois objetivos claros: estudar outro idioma e descobrir novas culturas. Para isso, é inevitável que obstáculos como mudança de clima, solidão, saudade, as dificuldades

Casa com vista para o farol de Howth, outra cidade próxima a Dublin, conhecida por suas belezas naturais, visto que antes era um reduto de pescadores nativos da ilha

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de um novo idioma e o medo do desconhecido façam parte do processo. A psicóloga Denise Rôa explica que esse processo para os adultos é bem mais difícil do que para os jovens. Questões como emprego, responsabilidades e futuro implicam nessa tomada de decisão. Muitas mudanças acontecem na vida de um intercambista na fase adulta, e essas mudanças podem significar um amadurecimento sólido em questões como independência e organização, mas, para isso, é preciso ter a mente aberta para o choque de cultura e de estilo de vida que ele levará por diante. Ela diz: “Um adulto certamente encontrará dificuldades na adaptação e ficará, consequentemente, preso à vida que tinha na terra natal. Porém, se superar isso, ele será certamente um vencedor e terá uma experiência de sucesso”. Denise reforça que o trâmite de se mudar do país não é tão fácil, e envolve estrutura

de laços com a família, amigos, autoestima e confiança. O adulto deve enxergar nisso uma janela de possibilidades. Segundo a psicóloga, um adulto tem mais consciência financeira e pode traçar melhor os objetivos para o futuro. A maturidade nos dá mais senso de aproveitamento, é possível organizar-se para aproveitar o tempo no exterior, as tarefas e os planos, e dessa forma, obter um resultado melhor no intercâmbio até mesmo quando adolescente. Denise deixa um conselho para os que ainda não decidiram qual caminho seguir: “Persistir no sonho não significa necessariamente realizá-lo daqui a duas semanas. Sonhos reais vêm acompanhados de planejamentos e dedicação e isso leva tempo, portanto, independente da idade, é fundamental que a pessoa esteja ciente dos passos que precisa seguir e que continue caminhando para realizar o que deseja”.

Fotos Dalmo Viana

Sendo uma ilha europeia, a Irlanda é repleta de belezas naturais, conhecida pelos seus penhascos e desfiladeiros com belíssimas vistas para o mar. O país possui um bom custo-benefício para o estudante, além de uma excelente qualidade de vida

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Produção e fotos Fernanda Lopes

gastronomia

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Arco-íris saudável Diz-se que um prato saudável é um prato colorido. E é verdade. A dica é variar com legumes, frutas e verduras

Por Fernanda Lopes A nutricionista Tatiana Branco explica que as cores nos alimentos são oriundas de seus pigmentos naturais. “E cada cor concentra uma variedade de nutrientes. Todos eles fundamentais para a manutenção da saúde e até mesmo prevenção de algumas doenças”. Tatiana lembra que Hipócrates, pai da medicina, já pregava a importância da alimentação para prevenção de doenças: “Que seu medicamento seja seu alimento, e que seu alimento seja seu medicamento”, disse em frase célebre. Tatiana destaca que é necessário que o consumo destes alimentos seja regular, e parte de uma dieta adequada e equilibrada. Ela detalha, abaixo, os nutrientes de cada cor, para que possamos montar um prato colorido e equilibrado. Cada cor tem o seu poder e deve ser harmonizada nos pratos e receitas, assim, os alimentos brancos são fonte de potássio e cálcio, além de provedores de energia por conter carboidratos. Eles auxiliam na contração muscular, formação de ossos e dentes, e são fundamentais na manutenção do sistema nervoso. Exemplos: banana, batata, feijão branco, arroz polido, leite e derivados. Os amarelos são ricos em vitamina C e carotenoides, que conferem a cor amarela aos alimentos. Importante na imunidade e eli-

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gastronomia

50 tons de verde Lance mão também das ervas aromáticas nas receitas. Elas dão o toque especial à boa cozinha. Usadas com imaginação, podem melhorar o sabor e o aspecto dos alimentos, transformando um prato simples em algo especial. E não se pode ter medo na hora de usá-las. É preciso arriscar, descobrir novas combinações. Claro, existem aquelas harmonizações que são até intuitivas, pois os ingredientes parecem ter sido feitos um para o outro.  O chef e consultor João Belezia classifica nessa categoria, por exemplo, o manjericão e o tomate ou o manjericão e as massas. “A mistura de azeite, alecrim, alho e sal também fica ótima em aves e carne suína. Dá para fazer e guardar na geladeira por uma semana. Mas tem de cobrir o tempero com o azeite para durar”, ensina. Também a manteiga com a sálvia é uma dessas duplas imbatíveis, que fica perfeita com massas. É um clássico, assim como orégano

minação de substâncias tóxicas no organismo. Exemplos: laranja, pêssego, pimentão, limão siciliano etc. Os alimentos de cor alaranjada têm betacaroteno, que confere a coloração laranja-amarelada em frutas e legumes. Importante no reforço do sistema imune, visão e são também antioxidantes, combatendo os radicais livres. Exemplos: cenoura, mamão, abóbora etc. O tom vermelho apresenta licopeno, pigmento que confere cor vermelha a frutas e legumes. Importante antioxidante. Exemplos: tomate, melancia, goiaba, pimentão etc. Já o marrom é a cor do alimento in natura, dentro de suas cascas naturais. Por se tratar do revestimento de sementes e grãos, é a cor que confere

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e pizza e a hortelã com o cordeiro. “O capim-limão é uma erva que tem sido mais utilizada no Brasil e remete imediatamente a pratos orientais, tailandeses. Mas, com ele, faz-se um suco delicioso com maracujá. Dá para experimentar, ousar”. Além de darem um sabor especial aos alimentos, as ervas também conferem propriedades terapêuticas. As folhas de louro são um exemplo. Elas são digestivas e deixam o feijão e as carnes com um gostinho delicioso. A hortelã, o coentro e o estragão também são digestivos. A salsa tem altas doses de vitamina C e o alecrim, a sálvia e o tomilho são considerados anti-inflamatórios. Desde a Antiguidade, o poder das ervas é difundido. Os egípcios deixaram relatos minuciosos de seu uso na culinária, medicina e cosmética. Outra vantagem das ervas aromáticas é que, com elas, podemos reduzir a quantidade de sal na comida. Como conferem tempero, são muito indicadas para quem quer reduzir o sódio. 

fibras ao prato, auxiliando no bom funcionamento intestinal e controle da saciedade. Exemplos: nozes, castanhas, soja, aveia, trigo, arroz integral etc.  A clorofila é o principal pigmento que confere a cor verde aos alimentos. Folhas, frutas e legumes, que auxiliam principalmente na remoção de substâncias nocivas do corpo, além de proverem vitamina C e fibras. Exemplos: espinafre, brócolis, couve, kiwi, abobrinha etc. O roxo, por sua vez, é a cor da longevidade, obtida das antocianinas (pigmento relacionado à vitamina B1). Potente antioxidante, protege o sistema cardiovascular e o sistema nervoso. Exemplos: beterraba, repolho roxo, mirtilos, jabuticaba, uva roxa etc.

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Receitas

Ingredientes massa: 2 xícaras de farinha de trigo integral; 1/3 de xícara de azeite; 1/3 de xícara de água gelada e 1 colher (café) de sal marinho. Ingredientes recheio: 1 colher (sopa) de azeite; 1 alho-poró (cortado em fatias finas); 1/2 brócolis (cortado em flores pequenas); 1/2 maço de espinafre; 1 dente de alho; 1 colher (chá) de sal marinho; 1 xícara de leite de soja (ou leite de vaca se preferir); 1 ovo; 100g de tofu amassado (se preferir use 100g de ricota); 1 colher (sopa) de orégano e salsinha picada a gosto.

20). Leve à geladeira enquanto prepara o recheio. Recheio: cozinhe o brócolis e pique bem miúdo. Refogue o alho e o alho-poró no azeite. Junte o espinafre picadinho e refogue. Depois, adicione o brócolis e tempere com sal. Misture o leite, o tofu e o ovo. Tempere com orégano, salsinha e sal. Se quiser, coloque uma pitada de noz-moscada e pimenta-branca moída. Sobre a massa, distribua as verduras refogadas e despeje o creme de leite de soja. Leve ao forno pré-aquecido a 180°C por cerca de 30 minutos ou até a massa estar assada e dourada.

Preparo Massa: misture tudo até ficar homogêneo e forre o fundo e as laterais de uma forma de fundo removível (aro

Dica: para que a base da quiche asse bem, na hora de pré-aquecer o forno coloque uma assadeira e depois ponha a quiche sobre essa assadeira quente.

Torta de frutas

de laranja ou damasco diluída em 2 colheres (sopa) de água quente.

Quiche integral de verduras

Ingredientes massa: 240g de farinha de trigo; 1 pitada de sal; 125g de açúcar; 130g de manteiga ou margarina sem sal cortada em cubos e bem gelada; 1 ovo grande  e 5 colheres (sopa) de água gelada. Ingredientes creme de confeiteiro: 500ml de leite; 3 colheres (sopa) de amido de milho; 1 xícara de açúcar; 5 gemas e 1 colher (chá) de essência de baunilha. Ingredientes montagem: Frutas variadas, 1 colher (sopa) de geleia

Preparo Massa: misture tudo até formar uma massa uniforme. Faça uma bola e embrulhe em filme plástico. Leve à geladeira por 30 minutos. Tire, abra com o rolo e forre o fundo e as laterais de uma forma redonda, baixa, com fundo removível e 23cm de diâmetro. Fure toda a massa com um garfo e leve ao forno pré-aquecido a 180°C por cerca de 30 minutos ou até

Produção e fotos Fernanda Lopes

estar levemente dourada. Retire e reserve. Creme: ponha o leite para esquentar. Enquanto isso, junte as gemas com o açúcar e o amido de milho. A essa mistura, adicione uma concha do leite quente e mexa rapidamente para não cozinhar as gemas. Agora, misture isso ao restante do leite e leve ao fogo médio mexendo por cerca de 3 minutos ou até engrossar como um mingau. Desligue, acrescente a baunilha e coloque o creme em uma travessa. Cubra com filme plástico aderido ao creme (isso evita que forme aquela espécie de nata por cima). Leve à geladeira. Montagem: distribua o creme sobre a massa da torta. Depois, vá dispondo as fatias das frutas, alternando as cores. Comece pelas bordas e vá completando até o centro. Em seguida, pincele a geleia diluída  em água por cima das frutas para dar brilho. No centro, coloque frutinhas vermelhas ou physalis (muito usada na decoração de pratos). Dica: se preferir, pincele geleia de brilho por cima das frutas (ela pode ser encontrada em lojas especializadas em confeitaria).

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moda

Dupla

dinâmica Conhecida pela geometria dos quadrados pretos e brancos, a estampa é leve, moderna e fácil de combinar

Fotos KFpress

Por Karlos Ferrera

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Em 1960, a grife francesa Yves Saint Laurent transformou a tendência em objeto de desejo

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Nada como adicionar uma nova estampa ao guarda-roupa. Dessa vez, a escolhida é a gridlock, conhecida como geométrica, uma estampa de quadradinhos que usa o duo básico (preto e branco) para deixar o seu look comum do dia a dia um pouco mais moderno. Muito famosa nos anos 1960, a gridlock está voltando com tudo nesse inverno e, inclusive, já é tendência em toda a Europa. A estampa é composta por dois clássicos: o xadrez e o p&b, o que possibilita montar diversas composições com propostas diferentes e ainda colocar uma pitada de cor. A dica é escolher uma peça lisa com a tonalidade que você curte, ou estampa-

da em p&b para acompanhar a gridlock. É importante que o mix de estampas tenha a mesma tonalidade, para o look não ficar pesado. As linhas proporcionais da gridlock fornecem equilíbrio para a silhueta, favorecendo o corpo e a geometria da estampa fica bem em qualquer peça. Geométrica e versátil, a estampa pode compor conjuntos que vão do clássico ao moderno. Já pensou um mix de estampa com gridlock e xadrez tradicional na mesma paleta de cores? No que depender das estampas, o momento é geométrico, e se você tem medo de errar, deixe o destaque apenas para a peça estampada, desse modo não tem perigo de ficar over.

Fotos KFpress

Em sua campanha Inverno 2015, a Chanel fez uma releitura do clássico, propondo um retorno triunfal da estampa e a tendência espalhou sua influência inclusive na moda masculina

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moda Menswear: eles aderiram

Botas over the knee 

Fotos KFpress

As botas over the knee (acima do joelho) voltaram com tudo. E se você quiser estar ainda mais na moda, não hesite em optar por modelos com cadarço e até pelo brilhante vinil.

Atenção, homens de estilo. A pulseira é o acessório da vez. Ou melhor, a tendência do pulseirismo, que permite combinações e marca presença no look dos mais estilosos. Se você ainda não usa, vale colocar uma – ou algumas – no braço ou pelo menos começar a pensar na possibilidade de experimentar o acessório do momento. A verdade é que a tendência já vem com força total; ela quebra a usual formalidade e adiciona cor às produções masculinas. E atenção: o it do momento é compor o visual misturando vários modelos. Sejam de couro, metal, cordas ou até miçangas de cores variadas, estes acessórios enfeitam pulsos de homens de todo o mundo e que não têm medo de mostrar suas personalidades.

Moletom com jeans Parece, mas não é! As peças em moletom com efeito jeans são a novidade mais quente do estilo casual, que não dispensa o conforto quando se quer produções cheias de estilo. O denim moletom apareceu, inicialmente, em calças no modelo jogging, tentando unir o universo do esporte à moda das ruas. Hoje, é possível encontrá-lo em blusões, vestidos, shorts e até mesmo nas clássicas jaquetas, provando que o material de toque macio é democrático e veio para ficar. Assim como o jeans, os acabamentos em lavanderia são os mais variados: vão do tradicional black denim a um grande leque de azuis intensos.

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Flashes

Confraternização durante a entrega do edifício Costa Amalfitana, na Riviera de São Lourenço

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Aline França, estudante de direito da PUC, completou 18 anos neste mês. O aniversário foi comemorado com festa à fantasia e um agradável almoço em Santos

Aline ladeada pelos primos Vitor França e Bruno França

A família no almoço de comemoração

Vitor França e Aline com seus queridos pais Andreia e Roque

Foto Dirceu Mathias

Foto Dirceu Mathias

Em Bertioga

Na Festa das Nações, o secretário de Turismo Pacífico Júnior, o prefeito Mauro Orlandini, e os responsáveis pela Barraca do Peru

A chegada do novo membro da família Zaidan: Samuel, o irmão Kaique, a mamãe Nathália e o papai Roberto

O presidente do Rotary Club Riviera Osmar Moura, Pacífico Junior e Mauro Orlandini

Samuel com Nathália e Kaique

Festa de comemoração dos 25 anos da Turma dos Pescadores do Pantanal

Rosa Honório e Carla Ribeiro

Expedito e Rosa

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O primeiro encontro de Samuel e Kaique

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“Destaques” // Luci Cardia Foi em Maresias, numa tarde inesquecível, que Leandro Franco da Rocha (Gee do Nx Zero) e Ana Carolina Chiocarello Favano reuniram familiares e amigos para testemunhar o amor eterno Leandro Rocha e Ana Carolina C. Favano

José Roberto Amaral e Angelina Castellani Franco da Rocha (mãe do noivo)

A médica Drª. Ana Paula Chiocarello Favano (irmã da noiva) e Dr. José Aparecido Cardia O renomado cirurgião plástico Dr. Flavio Favano (pai da noiva), Drª Mariana Favano e a empresária Ana Claudia Chiocarello Favano (mãe da noiva) 62

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Katia Helena Erbert Marino, as pequenas Nicole, Izabele, Maria Eduarda e Mariana Mota, lindas

Bruno Zantuti, Fátima Zantuti, a colunista, Katia Helena E. Marino e o marido Nicolau Marino

Reunidos em alegria total, as famílias Carreira e Favano

Dr. Flavio Favano, Sheila Cariello e Tatiane de Mello

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Leandro Rocha, Maria da Conceição Mesquita e Ana Carolina Favano

Júnior, Luci e Mariana Favano

O empresário Eduardo Mafra e sua mulher Stela Machado, Carlos e Claudia Malotti Pires, Bruna e Lara Machado Correia e Jeniffer Malotti Pires

Rosely Bueno e o desembargador Dr. Fernando Mello Coelho

José Cardia, o vocalista do NxZero Di Ferrero e Marcos Carreira

Os melhores cirurgiões de São Paulo, Dr. André Parreira de Castro e Dr. Flavio Favano, e o delegado José Cardia

Ieda Favano Carreira e Marcos Carreira, Marcos Carreira e a modelo Júlia

Ana Claudia Favano, Luci Cardia e Maria da Conceição Mesquita

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“Alto Astral” // Durval Capp Filho Registros dos acontecimentos sociais de agosto

João Bernardo Simões comemorou seus 55 anos em Alto Astral, com sua filha Maria Victória Simões, nos salões do Museu Pelé

Nicolas Capp, com seus pais Adriano Moura e Tatiana Rollo Capp, comemorou um ano de existência nos salões do Residencial Champ´s Elysées

Arnóbio Santos e Silvera Santos(hayr stylist e tricologista) no jantar da Acausa realizado no Mendes Convention Center

A empresária Cláudia Valério, diretora da Tam Viagens e Turismo, durante o lançamento da Revista Digital Mais, de Liberado Jr., na paulistana Casa Petra

Thais Baraçal durante a festa de seu enlace matrimonial realizada no Capitães Restaurante

Flávia Saorini Mazagão e sua irmã Fernanda Saorini Correia de Sousa, presidente da AEA Stella Maris, no foyer do Teatro Coliseu, no desfile de Iriana Básico e Conceito Store

O artista plástico Neno Ramos ao lado de sua Catarina na apresentação de suas obras, na Pinacoteca Benedicto Calixto com o tema Mulheres

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Este colunista, como mestre de cerimônia, e Milton Teixeira Filho, na entrega da comenda Antoine Lascani

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22 ª Festa do Camarão na Moranga em Bertioga Realizada na Praça de Eventos da praia da Enseada, ao lado do Forte São João, durante o mês de agosto, a festa dos pescadores contou com o inquestionável prato tradicional, além das irresistíveis casquinhas de siri, das patolas de caranguejos, das fresquíssimas ostras e da novidade deste ano: farofa com sementes crocantes de abóbora. Para sobremesa, salada de frutas com açaí e infinidade de doces caseiros. Um deleite.

O anfitrião da festa, o presidente da Colônia de Pescadores Z -23, João do Espírito Santo com o fantástico Camarão na Moranga

O empresário do Sistema Costa Norte de Comunicação Ribas Zaidan, o diretor da Colônia de Pescadores José Roberto Lourenço, João do Espírito Santo e o voluntário José Carlos da Silva

Saboreando a deliciosa moranga, lá estavam os vereadores Luiz Henrique Capellini e Valéria Bento

João e Ana Lúcia Bouçada e os amigos Bruno e Margareth Guazzeli curtiram as delícias da culinária caiçara

Os canoístas Priscila Sanches e Vinícius Zaidan, recentemente campeões brasileiros

Ronaldo Berlofi Zaidan e Daniele Farias

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O prefeito Mauro Orlandini e o deputado federal José Luiz Penna apreciam os camarões

Natália e Roberto Zaidan ladeiam o filho Kaique

Indaiá Praia Hotel, situado no Canto do Indaiá, em Bertioga, um excelente local frente ao mar no qual passamos o final de semana

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“Celebridades em Foco” // Edison Prata

Mais de mil pessoas conferiram o XXXI Torneio Aberto de Golfe, em Guarujá, que contou com cerca de 90 inscrições e grandes tacadas

O empresário e presidente do Guarujá Golf Club Anselmo Aragon, o empresário Douglas Delamar, o campeão do XXXI Aberto de Golfe, Caio Nascimento, o presidente da Federação Paulista de Golfe Antonio Carlos Padula e Ana Paula Volpon, do Sofitel Resort & Spa

O empresário Douglas Delamar e seu estilo todo próprio

O perfil do presidente do GGC Anselmo Aragon

A perfeição do campo do GGC tem muito do capitão João Santos

A dupla de golfistas, o desembargador Dr. Itamar Gaíno e Gabriel

A participação de Hugo Rinaldi, em mais um campeonato

O hole in one do empresário Welington Alvarez

O presidente do GGC Anselmo Aragon, Ronaldo Sachs e Daniel Sachs Silva

Em busca do hole in one, o troféu foi uma das maiores premiações em um campo de golfe: uma lancha Magnus 42

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Urbanismo

Felicidade

Comunidade

TRABALHAMOS PARA CRIAR COMUNIDADES ONDE AS PESSOAS TÊM ORGULHO DE VIVER

Equilíbrio

Trabalho

Sustentabilidade

Desenvolvimento

Segurança Família

Responsabilidade Social

Educação

Experiência

Pessoas

bem-estar

Legado

Planejamento

Investimento Transparência

W W W. S O B L O C O.C O M .B R

Profile for Dinalva Zeidan

B&co 159  

Edição 159 da Revista Beach&Co - Setembro de 2015

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