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Riviera de São Lourenço

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Beach&Co nº 108 - Junho/2011

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ao leitor Foto Pedro Rezende

ANO IX - Nº 108 - junho/2011 A revista Beach&Co é editada pelo Jornal Costa Norte Redação e Publicidade Av. 19 de Maio, 695 - Bertioga/SP Fone/Fax: (13) 3317-1281 www.beachco.com.br beachco@costanorte.com.br Diretor - Presidente Reuben Nagib Zaidan Diretora Administrativa Dinalva Berlofi Zaidan

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Social 44 marketing@costanorte.com.br Depto. Comercial Aline Pazin aline@costanorte.com.br Fotos: Pedro Rezende Revisão: Adlete Hamuch Colaboração Bruna Vieira, Edison Prata, Flávia Souza, Fernanda Lopes, Gabriela Montoro, Luciana Sotelo, Luci Cardia, Karlos Ferrera Circulação Baixada Santista e Litoral Norte

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Velas em Ilhabela O início de temporada de inverno no litoral paulista é marcado por um evento imperdível. Ele ocorre na belíssima Ilhabela, no litoral norte, para onde afluem aficionados de várias partes do país e do mundo. Fala-se, aqui, do tradicional Rolex Ilhabela Sailing Week, a maior competição de vela oceânica da América Latina, em sua 38ª edição. Na primeira semana de julho, o colorido deste requintado esporte invade águas, ruas, e faz fervilhar o centro da cidade, a charmosa Vila, com o vaivém de atletas, turistas e imprensa nacional e internacional. Uma verdadeira festa do esporte, responsável pelo aquecimento de parte da economia ilhabelense, já que, nesse período, hotéis e pousadas têm ocupação máxima, com consequente movimentação do comércio. De carona no evento esportivo, a Beach&co desta edição traz uma reportagem sobre alguns esportes náuticos, como o kitesurf, o windsurf e o iatismo, que, inclusive, contam com escola especializada na cidade, com cursos para amadores de diversas idades. Nossa proposta: que tal aproveitar a visita à cidade para se iniciar na prática de um esporte náutico? Os benefícios para a saúde são muitos, pois trabalham as musculaturas das costas, pernas, braços, glúteo e abdômen, além da deliciosa sensação de liberdade que o contato com o mar proporciona. É como diz o velho e sábil ditado: unir o útil ao agradável. Eleni Nogueira. Beach&Co nº 108 - Junho/2011


Muito além do contêiner.


Foto Flรกvia Souza

22 A pesca agora em novo espaรงo

Foto Luciana Sotelo

28 รreas verdes santistas, um regalo

E mais... Esportes nรกuticos

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Porto 36 Gastronomia 48 Reims 52 Moda 56

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Coluna Chic

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Flashes 62 Celebridades em foco

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Destaque 66


Foto Flรกvia Souza

40 Arqueologia conta a histรณria vicentina

Capa

Foto Flรกvia Souza

44 Aeromodelismo resgata sonhos

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O voo do windsurfista, em um dia inspirador Foto Age Fotostock / Keystock

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esportes

Os belos, saudáveis e prazerosos

esportes náuticos No mês em que Ilhabela recebe dois grandes eventos de vela, que tal se aventurar pelos esportes náuticos? O quesito principal para aprender a velejar é querer. Desejar movimentar o corpo. Experimentar o novo. Em troca, você terá doses extras de adrenalina, energia e muita emoção

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Fotos Rolex Carlos Borlenghi

De 3 a 9 de julho, a cidade receberá barcos e velejadores de várias partes do mundo

Por Bruna Vieira Contagem regressiva para começar a “Fórmula 1” dos eventos náuticos. De 3 a 9 de julho, a Capital da Vela é palco das regatas da 38ª Rolex Ilhabela Sailing Week, que reúne a nata de velejadores do Brasil, Argentina, Catar, Chile e Uruguai. Eles colorem os mares do belo arquipélago com 150 embarcações. E o ponto de encontro é o charmoso Yacht Club de Ilhabela. O calendário de provas do maior evento de vela oceânica da América Latina começa na manhã do dia 3, com as regatas Alcatrazes por Boreste - Marinha do Brasil, Ilha de Toque-Toque por Boreste e Renato Frankenthal - HPE 25. As classes inscritas são: S40, ORC, HPE 25, J24 e BRA-RGS. A agitação não para por aí. Em seguida, de 15 a 17 de julho acontece a 38ª Semana Internacional da Vela de Monotipos de Ilhabela, na Praia do Pequeá. O evento é um celeiro de talentos. Conta com a partiBeach&Co nº 108 - Junho/2011

cipação de cerca de 400 velejadores amadores e profissionais que vêm de outras regiões do Brasil e da América do Sul. De fato, em julho, Ilhabela torna-se o centro das atenções. Seu nome é projetado internacionalmente. Momento no qual alguns velejadores caiçaras podem mostrar o que aprenderam nas escolinhas de vela municipal. O secretário de Esportes Nuno Gallo confirma que, dos 400 atletas que participam da Semana Internacional, 60 são ilhabelenses e competem sem pagar taxas, bem como os participantes oriundos de projetos sociais. Assim, o inverno no arquipélago esquenta com as competições. Hotéis, pousadas, restaurantes e comércio faturam o mês de média temporada. Djane Vitoriano, secretária municipal de Turismo, comemora: “Temos alegria de ter um roll de velas e barcos no canal de São Sebastião. Ainda temos montanha, trilha, 11


esportes

Praticantes e amantes do esporte movimentam o comércio da Ilha Cerca de 150 barcos participam da 38ª Rolex Ilhabela Sailing Week praia e sol. Bela o ano todo”. E para dar mais tempero ao inverno ilhabelense, neste período, o centro da cidade, mais conhecido como a Vila, abriga o Espaço Veja e a exposição de quadros de Romero Brito. Mário Sérgio Perrechil, da Associação Comercial de Ilhabela, diz que os comércios localizados entre o Perequê e a Vila são disputados por turistas, competidores e familiares. “Os preços são convidativos: até 40% abaixo da alta temporada”, afirma. Os hotéis e pousadas, por sua vez, fecham pacotes para abrigar os velejadores. Segundo Edilson Moretto, da Associação de Hotéis e Pousadas de Ilhabela, todos ganham com o efeito cascata. “As pousadas localizadas perto da Vila são as primeiras a lotar. As demais são ocupadas gradativamente”.

Todos ao mar

Quem não se contenta em apenas apreciar as competições, pode ir além. Durante o ano todo, Ilhabela abriga projetos e escolas que ensinam vela, vela oceânica, kitesurf, windsurf. Isso mesmo, todos estes esportes podem ser praticados nas belíssimas paisagens do litoral norte paulista. Veja os detalhes a seguir: 12

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Kitesurf

Mistura de surfe, esqui, wakeboard e voo livre, o kitesurfe é um esporte apaixonante, tanto para quem pratica, quanto para quem aprecia. “Kite” é a pipa, que atua como uma asa impulsionada pelo vento, presa com linhas num cinto acoplado na cintura do praticante, que ainda tem sob os pés uma prancha. O instrutor Miler Morais, da Escola BL3, de Ilhabela, afirma que na temporada de verão chega a ministrar até 10 horas aula por dia: “A emoção está na velocidade. O praticante pode atingir até 50 quilômetros por hora. É só deslizar sobre o mar e executar altas manobras”. Para iniciar neste esporte é preciso ter mais de 45 quilos, saber nadar e fazer aulas com um instrutor qualificado. As normas de segurança devem ser rigorosamente seguidas, independentemente do nível técnico do atleta. As primeiras voltas na água acontecem sem a prancha, para que o iniciante controle o equipamento, aprenda os procedimentos de resgate

e os comandos de parar e estacionar o kite. Depois que o praticante assimila a força de “direcionar” o kite, é hora de colocar a prancha nos pés e enfrentar o desafio das ondas e do vento. As três principais manobras no kitsurf são as de transição (mudanças de direção feitas pelo atleta), de salto (feitas no ar e visualmente as mais bonitas) e as feitas na onda (adaptadas do surfe). Nos campeonatos, para cada uma das três opções existem termos e pontuações diferentes. O advogado paulistano Celso Grisi, 33 anos, despertou para o mundo do kitesurf em uma viagem recente de férias a Natal, capital do Rio Grande do Norte. Lá ele fez 12 aulas sob um vento que bate forte. “Em Ilhabela, o vento é mais fraco e, por isso, fica fácil de aprender. O melhor desse esporte é o contato com a água e o ar, e o equipamento não tem motor que agride o meio ambiente. O kite é mais barato e mais leve do que o wind. A sensação é de voar-flutuar rente ao mar”, revela.

Foto Bruna Vieira

O kitesurf alia técnicas do surfe, do esqui, do wakeboard e voo livre

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esportes O personal trainer Diego Torres, 30 anos, e sua esposa Janine Seibel, 30 anos, moram em Ilhabela e amam kitesurf. “Quando estou no meio do mar com o kite, é o momento que agradeço a Deus por tudo. Viajo, relaxo, esqueço dos problemas do dia a dia. A ilha vista do mar para o continente fica ainda mais bonita. Como moro aqui, sempre que tenho um almoço mais prolongado aproveito para praticar kite. Nos finais de semana é sagrado”. Janine diz que o grande incentivador foi o marido. “No começo, ele me jogou na água e, como eu já sabia surfar, não parei mais. Além de exercitar o corpo, o kite serve como terapia. O dia em que entro no mar de mau-humor, saio completamente zen”, afirma a assistente social. Ela dá a dica para as mulheres que queiram aprender kite: precisa ter coragem, garra e resistência; com o tempo vem o aperfeiçoamento. Este esporte chegou ao Brasil em 1998 e de lá para cá houve uma evolução nos equipamentos que são: kite (pipa), linhas de voo (medem de 20 a 40 metros), barra de controle (para direcionar o kite) e a prancha (do tipo de surfe com alças para os pés). Também é necessário usar capacete, colete flutuador (que funciona como se fosse o cinto de segurança) e barra com sistema de desengate rápido. O kitesurf se diferencia dos demais esportes náuticos porque só nele é possível velejar, planando em ventos mais fracos do que no windsurfe; dar saltos nas ondas, atingindo alturas que não são possíveis na prática do snowboarding e wakeboarding; fazer manobras de wake sem precisar de lancha; dar saltos e loops em lagoas e rios, com ventos fracos e sem precisar de ondas; surfar ondas de verdade e fazer manobras de surfe como se tivesse um motor para tornar tudo mais radical. É, ou não, um esporte dos sonhos, para quem gosta de fortes emoções?

Windsurf

Vento soprando no rosto. Corpo confortavelmente equilibrado em cima do equipamento e uma pista para lá de emocionante: o mar. No windsurf, o se-

No windsurf, o praticante plana sobre a água ao sabor dos ventos 14

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Escola de emoções A BL3, além de ser uma escola de esportes náuticos, é também um clube atualmente com cerca de 300 sócios, dentre eles windsurfistas e velejadores que deixam o equipamento alocado na escola. São duas bases da BL3, uma na praia de Armação e a outra na praia do Engenho d’Água, sendo a mais tradicional escola de iatismo da cidade. A escola utiliza o método de aprendizagem inglês da RYA - Royal Yachting Association nos cursos de veleiro, windsurf e vela oceânica para adultos e crianças, do nível básico ao avançado. No curso básico de windsurf, o aluno conhece as partes do equipamento, faz a montagem básica, aprende a se equilibrar (posição fundamental), orçar e arribar e as manobras bordo e jibe. A duração destes dois cursos é de 12 horas e o aluno já sai velejando

Foto Luiz Doro /Adorofotos

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na primeira aula. Para participar, basta saber nadar. Já o curso básico de kitesurf é ministrado na praia da Armação. As aulas têm a duração de 50 minutos no mar e são acompanhadas pelo instrutor, que orienta o aluno dentro de um bote. É aconselhável não fazer mais de 2 horas/aula por dia, porque o esforço físico no início é grande. No caso do kitesurf, 5 a 6 aulas bastam para aprender o ofício. O segredo é comprar o próprio equipamento (cerca R$ 3 mil) e praticar sempre que possível, mesmo que seja só nos finais de semana. Quem já pratica algum esporte de prancha terá mais facilidade. Contatos com a escola BL3 podem ser feitos pelos fones: (12) 3896 5885 e (12) 3896 1034. E-mail: engenho@bl3.com.br ou Skype: bl3_engenho

gredo é conseguir planar sobre a água, utilizando a força do vento. Também conhecido como esporte da “prancha à vela”, pois, para praticá-lo basta unir uma prancha idêntica à de surfe com uma vela entre 2 e 5 metros de altura. Agrada tanto os surfistas, que podem ir ao mar em dias de ondas fracas, como os velejadores, que podem praticar o wind em dias de pouco vento. O médico Luiz Sá, 49 anos, trocou o hipismo da capital paulista pelo windsurf de Ilhabela. O gosto pelo esporte ele divide com os filhos Lucas, de 17 anos, e Eduardo, de 14, que sempre o acompanham nas escapadas de final de semana para o litoral. “É melhor que meus filhos estejam aqui praticando esportes do que fechados dentro de um shopping center. Por meio do windsurf eles aprendem que é preciso se dedicar, batalhar, treinar para ter êxito no esporte, assim como tudo na vida”. O filho Lucas Sá confirma o amor da família pelo esporte. “É preciso ter força de vontade e saber que sempre posso melhorar. Mesmo quando estou na capital, quando sinto uma brisa, já penso logo em vir para cá praticar wind”. 15


esportes Criado na década de 1960 e patenteado oito anos depois no Brasil, o windsurf se tornou “febre” na década de 1970. As mudanças no design e os avanços tecnológicos nos equipamentos de windsurf deram mais estabilidade e leveza às pranchas.

Vela

Os benefícios dos esportes náuticos para a saúde são muitos, pois trabalham as musculaturas das costas, pernas, braços, glúteo e abdômen. O instrutor Kleyton da Silva explica que a porta de entrada dos interessados em aprender um esporte náutico é o iatismo (vela). Esporte mais fácil do que o kite e wind. O iatismo é praticado sentado dentro da vela, uma embarcação estável para 2 ou mais pessoas. No curso básico de veleiro, o aluno conhece todas as partes do barco, aprende a montá-lo, sair e chegar, manobras de bordo e jibe, virar e desvirar, além de velejar nos três tipos de vento (contravento, través e popa). O curso de vela oceânica é realizado em Ilhabela a bordo de um veleiro Delta 32 durante dois dias, totalizando 12 horas. No barco-escola, todos aprendem a identificar os principais componentes do veleiro, os nomes de todos os cabos, velas, noções de navegação etc. Antes mesmo de sair para o mar, o instrutor simula as manobras mais frequentes, como bordos, jibes e troca de velas. Durante o trajeto, os alunos se revezam nas funções, aprendendo a cumprir todos os papéis exigidos numa velejada. As aulas devem ser marcadas com antecedência. No curso intermediário para cruzeiro, os alunos vivenciam uma imersão de 3 dias e 2 noites, a bordo de um veleiro. Introdução e prática em planejamento e navegação em alto mar; leitura prática da carta náutica; uso do GPS; traçar rotas; utilização da bússola; navegação noturna; noções de ancoragem. A prefeitura de Ilhabela disponibiliza professores de vela na Praia Grande, sul da Ilha, que ministram aulas gratuitas com duração de 2 horas. Os interessados podem se inscrever na praia, pouco antes da aula.

A vela é considerada como a porta de entrada dos esportes náuticos 16

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Fotos Márcio França / PMG

investimento

Guarujá em

ALTA

Destino preferido de muitos turistas, o município vive novo momento focado no desenvolvime nto portuário e nas atividades relacionadas à cadeia de petróleo e gás

Por Wanda Fernandes Guarujá sempre teve uma importância relevante no cenário turístico da região, pelas belezas naturais. E não é para menos, afinal, abriga 27 praias de areias claras e águas cristalinas. Dentre elas, a do Tombo, única da América Latina com o selo de certificação em excelência ambiental, a Bandeira Azul. A cidade, com mais de 300 mil habitantes, e que completa 77 anos de emancipação político-admi18

nistrativa no dia 30 de junho, também é referência quando o assunto é investimento, sobretudo na área portuária e na cadeia de petróleo e gás. Esta última, em decorrência da exploração da camada de pré-sal na Bacia de Santos. A expansão desses setores, sem dúvida, impulsiona o município a um caminho sem volta: o do desenvolvimento. Assim, a cidade prepara-se Beach&Co nº 108 - Junho/2011


Praia do Tombo, a única da América Latina a ter selo Bandeira Azul

O sistema viário já começou a ser remodelado para separar fluxo de caminhões do setor urbano para o crescimento do setor naval e do pré-sal, e se consolida, a cada dia, em importante ponto de atração da atividade portuária da região e do estado de São Paulo. Neste novo cenário, a instalação de uma unidade operacional logística da Petrobras no Núcleo da Base Aérea de Santos já é certa. As projeções da empresa para a base offshore, que funcionará em Guarujá em uma área compartilhada com a prefeitura e a Aeronáutica, são animadoras. As principais atividades serão relacionadas aos serviços portuários e de transporte. A implantação da base offshore de petróleo e gás na área militar também serve de alavanca para tornar um sonho antigo em realidade: a viabilização do Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá. A Petrobras financiará todos os estudos ambientais necessários para a implantação do modal aéreo no Beach&Co nº 108 - Junho/2011

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meio ambiente

Geração de empregos

O setor portuário também impulsionou a criação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Portuário, já prevendo que entre os impactos positivos com a ampliação das atividades portuárias no município sejam gerados cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos na região, sendo 12 mil apenas em Guarujá.

Ampliação das atividades retroportuárias deverá atrair indústrias

município. Além de custear os serviços topográficos/planialtimétricos, o estudo hidrogeoquímico completo e o EIA-Rima, a estatal também analisa a possibilidade de contribuir com outras demandas focadas na capacitação técnica e infraestrutura, como melhorias no entorno do empreendimento. A prefeitura já concluiu o projeto conceitual/ básico. Isso permite o início imediato dos estudos ambientais. “Após a elaboração desses levantamentos, será possível obter a licença para instalação na nova área e, na sequência, dar início às obras do aeroporto”, ponderou o assessor estratégico para assuntos aeroportuários de Guarujá Dario Lima. O município também ampliará as atividades retroportuárias em uma área de 4 mil metros quadrados. O local conta com infraestrutura de acesso, energia, água, além de tratamento de esgoto

e efluentes. O objetivo é atrair indústrias de alto valor agregado tecnológico, serviços de apoio às bases offshore e ao setor naval, além de armazenamento e logística em geral. Entre as ações para impulsionar o setor de forma ordenada está a separação do fluxo portuário de caminhões da malha urbana. Além da construção da perimetral, que separará o porto da cidade, o sistema viário da cidade já começou a ser remodelado. Dentre as intervenções previstas, está a construção de viadutos e rotatórias. Com a implantação do Aeroporto Civil Metropolitano e da base offshore de petróleo e gás em Guarujá, o turismo e os negócios ganharão um novo impulso no município e na região. “Este projeto será, sem dúvida, um grande estruturante de Guarujá e de toda a Baixada Santista”, frisou a prefeita de Guarujá Maria Antonieta de Brito.


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turismo

Pescaria (quase) em alto mar Quer descobrir a sensação de pescar em alto mar, sem sentir o balanço do barco? Então visite a plataforma de pesca de Mongaguá, excelente equipamento turístico reaberto após oito anos de reformas Por Flávia Souza Dia 27 de maio de 2011, a aposentada Ana Maria Mesquita, de Praia Grande, emocionou-se durante a reinauguração da Plataforma de Pesca de Mongaguá. Ao lado dos filhos, noras e netos ela fez questão de presenciar o evento, uma vez que o local faz parte de sua história de vida. Ana Maria, de 87 anos, esteve na inauguração da plataforma em 1977 e, desde então, vivenciou importantes momentos na área. “Há décadas vinha com meu marido, que adorava pescar. Foi ele quem passou esse gosto para toda a família. Hoje todos pescam e até meus tataranetos gostam de vir aqui. Para as pessoas de idade não tem coisa melhor”. Tida como a maior plataforma de pesca da América Latina, a reinauguração era aguardada ansiosamente, tanto pela 22

população local, quanto por turistas. Com funcionamento ininterrupto, o local recebeu, somente no primeiro final de semana após a reabertura, mais de 25 mil pessoas - 15 mil a mais do que a quantidade esperada por mês. A plataforma se constitui num grande T, cuja haste de 400 metros avança para o mar; seus dois braços possuem 86 metros cada. O equipamento proporciona uma sensação inigualável aos seus frequentadores, a de estar pescando em alto mar. “Aqui só ouvimos o barulho das ondas e das gaivotas. É realmente como estar em alto mar, com a vantagem de não ter o balanço do barco”, afirma a dona de casa de Praia Grande, Rosa Maria Mesquita Ciferi. Mesmo quem não pesca, aprecia o local. “Vinha aqui antes e estou muito feliz com essa reinauguração; é o esBeach&Co nº 108 - Junho/2011


Fotos Flávia Souza

Tida como a maior plataforma de pesca da América Latina, equipamento constitui-se em mais um atrativo turístico para a região

paço ideal para quem quer relaxar e descansar. Todas as cidades deveriam ter uma área como essa”, diz a aposentada Maria Lúcia Mesquita, de São Paulo. A segurança é um dos itens que atraem os frequentadores. Caso de Alberto Stephan, professor de educação física, de Guarulhos: “As crianças também gostam de pescar e aqui é o lugar ideal para trazê-las, já que é seguro e limpo”. A limpeza da Plataforma de Pesca de Mongaguá, aliás, é assegurada pelas lixeiras existentes em todo o espaço e pelos funcionários que atuam no local. À noite, a iluminação também chama a atenção, pois são usadas lâmpadas de vapor de sódio - mais apropriadas para visualização até mesmo com nevoeiro. Depois de pescar, os frequentadores podem limpar seus pescados no próprio local, assim como lavar seus materiais de pesca. E quando acaba a isca - ou precisam de algum novo material de última hora -, podem adquiri-los em um dos quiosques instalados no entorno. “Não estamos aqui apenas para vender lembrancinhas e materiais de pescaria. Muitas vezes, temos que ensinar o turista sem experiência a pescar”, diz o quiosqueiro Antônio Carlos Berto. Beach&Co nº 108 - Junho/2011

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turismo

Limpeza, segurança e serviços prestados por quiosqueiros oferecem conforto aos usuários

Como melhoria, ele sugere que profissionais da cidade atuem, até como voluntários, dentro da área: “Estamos do lado de fora e sentimos falta de um contato maior com as pessoas que estão na plataforma e, muitas vezes, precisam de ajuda e orientação, para não voltarem frustradas para casa.”

Movimento

A expectativa dos gestores da cidade é de que a reabertura da plataforma atraia investidores. A diretora municipal de Cultura e Turismo de Mongaguá, Luciana Trizzini Refundini, espera que os empresários voltem a investir na região, com a instalação de novos empreendimentos, pousadas e hotéis. Os comerciantes locais, porém, já estão satisfeitos. “Aqui era um deserto. Olhávamos para o estacionamento e só víamos os carros dos próprios quiosqueiros. Hoje, nos alegramos de ver que quase não há lugar para estacionar carros na orla. Estamos vendendo mais e o público também está mais selecionado, já que agora as famílias frequentam o local”, comemora a responsável pelo

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quiosque Estrela do Mar, Regina Pizarro de Oliveira. “O movimento aumentou 100%”, segundo o comerciante Edson Luiz Perin, para quem será necessário contratar pelo menos três novos funcionários. Igual expectativa tem Maria Gorete Stumpf: “Aqui está maravilhoso. Precisarei contratar oito novos empregados, sendo quatro para cada turno”. A reabertura da Plataforma de Pesca, por sua vez, incrementou a movimentação de outro local, o Parque Ecológico A Tribuna, localizado a poucos metros da área. O local, que conta com extensa área verde e muitos animais, recebeu público recorde de visitantes no primeiro final de semana de junho. “Ao todo, 322 pessoas estiveram no parque. Nem em dias de alta temporada conseguimos um resultado desse”, comemora a diretora de Turismo. Serviço: localizada na Avenida Governador Mário Covas Júnior, 10.181, a Plataforma de Pesca funciona ininterruptamente. A entrada custa R$ 5,00; crianças entre três e dez anos pagam R$ 3,00. Beach&Co nº 108 - Junho/2011


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Bertioga e o Gerenciamento Costeiro O Gerenciamento Costeiro (GERCO) é uma política nacional que foi criada em 1988 através de lei federal com o objetivo de planejar e racionalizar a utilização dos recursos naturais da Zona Costeira. A principal motivação para a criação dessa política pública é que aproximadamente 70% do PIB – Produto Interno Bruto do país é produzido nessa faixa de 8,5 mil quilômetros de extensão, largura variável e quase 390 mil Km2. Nela vivem cerca de 43 milhões de pessoas e estão 13 das 17 capitais de estados litorâneos. A Zona Costeira abrange áreas terrestres e marinhas, com diversos ecossistemas associados: praias, dunas, mangues, restinga, ilhas e costões rochosos. Na busca por conciliar a conservação desse patrimônio natural com o desenvolvimento das cidades litorâneas, o então Governador Mário Covas, com base na política nacional, criou, em 1998, o Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro. Esse plano prevê instrumentos de planejamento e gestão territorial que devem ser desenvolvidos de forma participativa, ou seja, com Prefeituras, associações civis e o próprio Governo do Estado.

Um dos instrumentos previstos é o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), que tem a finalidade de disciplinar o quanto se pode usar das propriedades (taxa de ocupação) e as atividades que podem ser exercidas (indústria, mineração, pesca, marinas, loteamentos). Isso, a partir das características naturais e das potencialidades econômicas. Também fazem parte do Gerenciamento Costeiro, o Plano de Ação e Gestão, o Sistema de Informações (mapas e dados sócio/econômico/ambientais) e o monitoramento e controle, que é a avaliação da aplicação dessas políticas, que seguem uma subdivisão geográfica no litoral paulista: Vale do Ribeira, Litoral Norte, Complexo Lagunar Iguape/Cananéia e Baixada Santista. Bertioga está inserida, junto com Santos, Guarujá, São Vicente, Cubatão, Peruíbe, Mongaguá, Praia Grande e Itanhaém, no setor Baixada Santista. O processo de discussão do zoneamento ecológico-econômico da baixada, também chamado de macrozoneamento, iniciou-se entre 1993 e 1994, antes da Lei Estadual do GERCO. Desde essa época são constituídos grupos setoriais que se reúnem regularmente e até hoje não se chegou ao entendimento para a

regulamentação através de um Decreto do Governador. Ao longo desses quase 20 anos, audiências e consultas públicas foram realizadas, discussões foram feitas em conselhos municipais e no CONSEMA - Conselho Estadual do Meio Ambiente e enquanto isso, Bertioga fez seu Plano Diretor, vieram novas restrições territoriais através de resoluções federais e estaduais e Unidades de Conservação foram criadas (Parque Estadual, Municipal, RPPNs). Com isso, Bertioga conservou seu patrimônio natural e sua área de expansão urbana foi reduzida à aproximadamente 2% do território municipal. Ainda está sendo discutida uma proposta de zoneamento ecológico econômico para a Baixada Santista e consequentemente para Bertioga. Impor mais restrições urbanísticas a esse município “verde azul”, é retirar do Poder Público local a capacidade de lidar com os problemas da cidade relacionados às perspectivas de desenvolvimento econômico regional: Pré-Sal, ampliação das atividades portuárias, investimentos do governo estadual na melhoria dos acessos e o fluxo migratório natural para a região em franco desenvolvimento. Nas áreas urbanas que sobraram depois da criação do Parque Estadual da Restinga de Bertioga, é importante substituir o discurso do “NÃO PODE NADA” para a discussão com a sociedade bertioguense e com o sistema de meio ambiente de “COMO PODE?”.¯


Fotos Luciana Sotelo

meio ambiente

Verde

que te quero verde

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meio ambiente Por Luciana Sotelo Junho é o mês oficial do meio ambiente. Comemorada em todos os países, a data se faz importante para conscientizar os povos sobre a necessidade de se conservar os recursos naturais e o papel de cada um de nós nessa missão. Um trabalho de formiguinha, em que todos fazem um pouco. Não desperdiçar água, reciclar o lixo, não poluir e proteger os ambientes naturais estão entre as atribuições recomendadas. Nos centros urbanos, as áreas verdes desempenham papel fundamental na qualidade de vida da população. Elas são responsáveis pela refrigeração dos espaços construídos, mantêm o ar puro, absorvem ruídos e o excesso de águas pluviais e, de quebra, deixam a paisagem ainda mais bonita. Em Santos, estes espaços constituem alguns dos principais pontos de lazer de moradores e turistas,

a exemplo do maior jardim frontal de praia em extensão do mundo, dos centenários canais margeados por árvores frondosas, da bela Avenida Ana Costa e suas palmeiras imperiais, e mais o Orquidário, o Jardim Botânico, a imensa e bela área verde do Morro da Nova Cintra, as praças Mauá e dos Andradas... São mais de 200 espaços, entre praças, jardins e parques; cerca de 35 mil árvores de 105 espécies distintas. Por mês, são plantadas quase 200 novas mudas no perímetro urbano, segundo o engenheiro agrônomo João Luiz Cirilo Fernandes Wendler, chefe do Departamento de Áreas Verdes da prefeitura de Santos.

Jardim da Praia

A maior área verde é, sem dúvida, a mais conhecida: o jardim da praia. Com mais de 5 quilômetros

Foto Fernando Garcia

Praça Mauá, uma das muitas que colorem e refrescam a cidade de Santos

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Canais valorizados por árvores de variadas espécies. Na avenida Ana Costa, destaque para as palmeiras imperiais

de extensão (5.335 metros), possui quase mil canteiros de plantas ornamentais que dão um colorido especial, durante todo ano. Reconhecido pelo Guinness World Recordes (Livro dos Recordes) como o maior jardim frontal de praia em extensão do mundo, abriga alamedas de palmeiras, e cerca de 72 espécies de flores, com predominância de lírios amarelos e brancos, além dos biris vermelhos e crisântemos brancos e amarelos.

Canais

Construídos por Saturnino de Brito há mais de cem anos, os canais de Santos foram projetados para drenar os terrenos alagadiços e conduzir as águas pluviais para o mar. Hoje, são pontos de referência entre os bairros, corredores de trânsito e, o melhor, servem de passarela para os amantes do pedestrianismo. A beleza dos canais é garantida pelas árvores de várias espécies que margeiam toda a sua extensão, e que abrigam uma gama variada de pássaros, inclusive de grande porte, como as garças brancas que enfeitam as copas das árvores.

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De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente (Semam), em 2007, ano do último levantamento, foram identificados 2051 exemplares. Em cada trecho, há características paisagísticas peculiares. No canal 1, por exemplo, a presença marcante é do ingazeiro; no canal 2, do guanandi e chapéu-de-sol; no canal 3, o destaque fica por conta do chapéu-de-sol e jamboleiro; no canal 4 prevalece o ingazeiro, presente também no canal 5, dividindo espaço com o flamboyant. Já no canal 6, reinam o Ingazeiro e o chapéu-de-sol.

Avenida Ana Costa

A vegetação também finca raízes profundas na avenida símbolo da cidade. A parte central da Avenida Ana Costa, em toda sua extensão, é agraciada pela gigantesca imponência das palmeiras imperiais. São cerca de 290 exemplares, plantados na década de 1920. Atualmente, uma ciclovia está sendo construída no local. O projeto foi concebido mantendo as características originais da via, além disso, pretende valorizar ainda mais este importante corredor verde da cidade. 31


meio ambiente Jardim Botânico

Educação Ambiental pela Internet

Até o final de 2011, o Jardim Chico Mendes integrará o site da prefeitura de Santos (www.santos. sp.gov.br). Trata-se de um projeto inovador segundo o engenheiro agrônomo Paulo Marco de Campos Gonçalves, chefe da Coordenadoria de Parques Ambientais. Ele explica: “O programa possibilitará ao internauta visualizar todas as mudas do jardim botânico. Através de um passeio virtual, a pessoa clica em determinado ponto e fica sabendo que tipo de espécie é e quais as suas principais características”.

Além dos emblemáticos pontos de turismo, Santos possui um espaço de referência no quesito botânica. O Jardim Botânico Chico Mendes possui 90 mil m2 e corresponde à segunda maior área verde do município. Situado na Zona Noroeste, é o local com a maior variedade de espécies. São mais de 100 tipos somente nos canteiros de produção. Uma das principais características são as coleções botânicas existentes: árvores da Amazônia (mogno, seringueira e pau mulato); troncos ornamentais (paineira, melaleuca); em extinção (palmito e jacarandá); madeira de lei (pau-brasil); palmeiras (pritchardia, dendê), a coleção da Mata Atlântica (jerivá e olho de cabra), entre outras. Com uma média de 3 mil visitantes por mês, o Jardim é dividido por alamedas, uma delas dá acesso a uma trilha ecológica pela Mata Atlântica. Em 200 metros de percurso, o caminhante encontra espécies como o jatobá, palmeira juçara e o famoso pau-brasil, todas ameaçadas de extinção. Um atrativo que já fez parte da rotina da professora Kátia Regina Rodrigues, que hoje aproveita o espaço para apresentar a natureza ao filho Fernando, de 5 anos. “Aqui é um lugar maravilhoso, gostoso e fresquinho para ele brincar e aprender um pouco sobre o meio ambiente”, diz. A advogada Patrícia Giordani Ribeiro se desloca do bairro da Pompéia só para mostrar à pequena Sofia, de 4 anos, a importância dessas áreas verdes. A filha aprendeu tão bem a lição que já deixa a mãe orgulhosa ao expressar sua opinião. “Aqui é bem legal e grande. Gosto de olhar para as árvores e para as florzinhas. É melhor brincar aqui do que em casa”, diz a sorridente menina. Dentre as demais áreas verdes espalhadas por Santos, destaque para o Parque Zoobotânico Orquidário Municipal de Santos, com 45 mil m2, e o Parque Roberto Mario Santini, o Emissário Submarino, localizado numa área de 10 mil m2.

Jardim Botânico recebe média de 3 mil visitantes por mês 32

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Fotos Luciana Sotelo

porto

Apesar do grande aumento na movimentação de carga do porto santista, a mão de obra especializada não acompanhou o ritmo crescente 36

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Qualificação e

salários em queda Estudo revela que a oferta de mão de obra nas grandes cidades da região é maior do que a procura; o agravante, porém, é que a baixa qualificação dos candidatos induz o mercado a reduzir os salários pagos

Por Luciana Sotelo A partir da Lei 8.630/93, de Modernização dos Portos, as operações no porto de Santos entraram numa trajetória de ascensão. O salto quantitativo foi de 28 milhões de toneladas de cargas movimentadas para precisos 96 milhões. Um progresso atrelado aos altos investimentos do setor privado e da implantação gradativa de tecnologia. A mão de obra, por sua vez, teve que se adequar aos novos tempos sem, obrigatoriamente, ter como consequência um salário mais elevado. O diagnóstico vem de um estudo preliminar sobre a dinâmica do mercado de trabalho na Baixada Santista, realizado pelo economista e professor da Faculdade de Tecnologia de Praia Grande (Fatec PG) João Carlos Gomes. Com foco no 1º quadrimestre de 2010, o especialista descobriu algo preocupante no porto de Santos: mesmo com a excelente performance das atividades portuárias, com recordes e mais recordes contabilizados, o nível salarial dos trabalhadores admitidos - com idade entre 18 a 24 anos -, é inferior, na média, ao dos que estão sendo desligados. A queda se dá na maior parte das atividades do segmento, garante o professor. “Existe uma grande rotatividade de mão de Beach&Co nº 108 - Junho/2011

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porto obra com prevalência dos trabalhadores mais jovens e sem formação adequada, deixando de lado os mais experientes”. Tendo como base os dados do Observatório do Emprego e do Trabalho, o pesquisador destaca que, de janeiro a abril de 2010, o salário médio dos trabalhadores que operam equipamentos de movimentação de carga no cais santista caiu de R$ 1 535 para R$ 1 244. Redução ainda maior atinge os salários dos técnicos em transportes por vias navegáveis e operações portuárias. Os profissionais desligados ganhavam, em média, R$ 3 822; já os admitidos passaram a receber R$ 2 744, ou seja, quase 40% a menos. “O mercado trocou salário mais alto por mais baixo durante o ano”, aponta João Carlos. A constatação, segundo a pesquisa, deve-se a dois fenômenos que não são excludentes entre si. Primeiro, a oferta de mão de obra nas grandes cidades da região é maior que a procura; segundo, a baixa qualificação induz o mercado a reduzir o salário médio.

“A inversão tecnológica operada no complexo santista implica num tipo de trabalhador que, além de qualificação formal (da universidade/escola), apresente novas competências baseadas no ‘saber’, ‘saber fazer’, ‘saber ser’, ‘saber estar’”, afirma. A falta de qualificação é um dos principais responsáveis por essa estatística. Outro fator agravante é a falta de políticas públicas que articulem os empresários, as universidades, secretarias de educação e trabalhadores. “É preciso que se crie um foro permanente de debate sobre o planejamento estratégico do crescimento da Região”.  

Necessidades portuárias

Com esse histórico em mãos, o professor doutor João Carlos Gomes, em parceria com a professora mestre Vivia Ester de Souza Nascimento, vai elaborar um estudo completo sobre o tema. A meta da Fatec é identificar que tipo de mão de obra o empregador precisa, e qual a qualificação adequada para o trabalhador portuário a partir das transformações do trabalho no porto de Santos e das características de sua nova estrutura organizacional e tecnológica. João Carlos diz: “Contamos também com a participação de alguns alunos dos cursos de Tecnologia em Comércio Exterior e de Informática com Foco em Gestão de Negócios, que realizam trabalho de iniciação científica vinculado ao projeto”.  

Metodologia aplicada

O estudo da Fatec PG vai se concentrar nos setores de granel sólido, granel líquido e carga geral. De acordo com o pesquisador, serão selecionadas de sete a oito empresas portuárias que representem 70% da movimentação de cargas, medida nos dois últimos anos. “Falaremos com gerentes, gerentes de RH e profissionais da área técnica que vão falar sobre as novas tecnologias e como operá-las. Queremos fazer uma leitura sobre o que os empresários pensam sobre os requisitos de capacitação necessários para suprir a demanda do comércio internacional de mercadorias, e como os trabalhadores estão se comportando para atender as novas exigências de formação”, diz. O professsor João Carlos explica, ainda, que haverá a participação dos trabalhadores, desde o nível braçal até o técnico.

Pesquisa da Fatec pretende identificar que tipo de mão de obra o empregador precisa e qual a qualificação mais adequada por setor 38

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história

Uma pedra é uma pedra,

mas não esta Trata-se da mais antiga pedra com inscrição religiosa do país, raríssima prova material da colonização de São Vicente

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Fotos Flávia Souza

Exposição apresenta vestígios de civilizações antigas que habitaram a região

Por Flávia Souza

A data nela inscrita é de 1559. O frontispício já foi afixado na entrada principal da segunda edificação da Igreja Matriz de São Vicente Mártir e é considerada pelos pesquisadores como a mais antiga pedra com inscrição religiosa do país. Ela reúne, numa única peça, diversas informações históricas. “Normalmente, os objetos falam por si só, mas é preciso unir as datas, o autor e a finalidade, dados que estão espalhados, para poder recriar um cenário. Esta pedra tem tudo isso lapidado nela mesma”, explica o arqueólogo Manoel Gonzalez, da Universidade de São Paulo USP, referindo-se ao texto inscrito na pedra: “Pero Colaço Vilela me mandou fazer na era de 1559”. Vilela era o procurador da vila e a pedra ornava a segunda Igreja Matriz de São Vicente. A primeira foi destruída pelo mar e a segunda, por ataques piratas. Enterrada durante duzentos anos, a pedra foi achada em 1880. Beach&Co nº 108 - Junho/2011

Para apresentar o artefato à população, resgatar a memória do município e enfocar sua importância arqueológica, a prefeitura criou a exposição “São Vicente Arqueológico”, que pode ser vista até o dia 31 de julho, na Casa Martin Afonso. Para o historiador Marcos Braga, coordenador da Casa Martim Afonso, ter essa pedra exposta em São Vicente é uma honra. “Existem poucas provas materiais da história da cidade, então, sua vinda é uma maneira de reforçar a importância histórica do município”. A pedra foi encontrada durante reformas no entorno da construção da atual Igreja Matriz. Aos cuidados de Benedito Calixto, a peça foi doada para o Museu Paulista da USP (Museu Ipiranga) em 1917 e, desde então, não voltou mais para São Vicente. Diz Braga: “Foi necessário um ano de negociações 41


história com a USP e a viabilização da exposição para que pudéssemos ter esse importante artefato conosco”.

Exposição

Voltada para questões históricas e culturais, a exposição conta, ainda, com descobertas recentes do Sítio Bacharel, localizado nos fundos da Casa Martim Afonso, e no Boulevard Anna Pimentel. A mostra também apresenta vestígios de antigas civilizações que habitaram a região. Entre as peças expostas estão ossos humanos, quadros de artistas antigos e atuais, incluindo obras de Benedito Calixto, louças e garrafas de eras passadas, partes do pêndulo e do sino da Igreja Matriz do século XVIII, objetos feitos de pedras por homens sambaquis e índios tupis, mapas antigos de São Vicente, além de livros históricos. De acordo com Braga, são “itens garimpados em sítios, e que passaram por uma profunda pesquisa arqueológica antes de ser apresentados ao público”.

Sítio arqueológico

podem observar a vala subterrânea de 2m10 de profundidade, por dez metros de comprimento e três metros de largura, local onde pesquisadores trabalharam entre os anos de 2009 e 2010. Conchas, ossos de animais e humanos, vestígios de sambaquis datados de cerca de 3 mil anos, além de pedaços de cerâmica de 800 anos são algumas das 883 peças encontradas. A descoberta é considerada excepcional porque reúne em um único local quatro sítios arqueológicos (cada um de uma época). São eles: os de sambaquis, com cerca de 3 mil anos; o de ocupação tupi, de 800 anos; o de miscigenação e transição de povos, no caso específico de negros com índios (século XV) e de núcleo colonial (séculos XVI a XVIII). Serviço: a exposição “São Vicente Arqueológica” é gratuita e pode ser visitada de terça a domingo, das 10h00 às 18h00. A Casa Martim Afonso fica na Praça 22 de Janeiro, 469 - Centro. Informações adicionais pelo telefone (13) 3568 8948, ou pelo blog www.cmartimafonso.blogspot.com.

A visita à exposição proporciona, também, uma boa oportunidade de conhecer outros aspectos da história de São Vicente. No que seria o quintal da casa, literalmente, fica o Sítio Arqueológico Bacharel. Nele, encontram-se escavações arqueológicas coordenadas por Gonzalez -, nas quais as pessoas

Casa Martim Afonso, sede da exposição tem ao fundo o Sítio Bacharel

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comportamento

Sem idade para

r a o v

Nas tardes de sábado, principalmente, pessoas de todas as idades resgatam um sonho infantil na prática de um hobby comum: o aeromodelismo. A pista de Praia Grande, adaptada, colore-se com as belas réplicas das aeronaves

Por Flávia Souza Apesar de antiga, a prática desse esporte ainda não conta com muitos adeptos na Baixada Santista. Porém, seus poucos praticantes garantem que os pequenos aviões são frutos de sonhos infantis, que perduram pela vida toda. Filho de um piloto da Força Aérea Brasileira, o jornalista aposentado Francisco Ferraro cresceu com os olhos voltados para o céu. Admirava os aviões, 44

e imaginava como seria se estivesse lá, ao lado do pai, no comando de uma aeronave. Seu desejo de ser aviador era tamanho que, já aos sete anos, voava. Mas com os pés no chão, pilotando aeromodelos que ele mesmo construía. A partir de então, a paixão pelo aeromodelismo só aumentou e, até hoje, dedica pelos menos dois dias da semana à prática do Voo Circular Controlado (VCC), numa área destinada Beach&Co nº 108 - Junho/2011


exclusivamente ao esporte no Complexo Esportivo Vanderlinde, ao lado do Kartódromo Municipal de Praia Grande. Ferraro afirma que a dedicação vai além da pista de aeromodelismo. “Quando não estou praticando o VCC, estou nas lojas especializadas, comprando peças para confeccionar ou terminar novos modelos”, diz. A paixão teve que ser aceita pela família, pois, além de tomar seu tempo livre, também ocupa cada vez mais espaço dentro de sua casa. “Tenho 22 aviões prontos dentro de casa, além de 25 motores. Em Jundiaí, onde também tenho residência, guardo outros seis e, na casa da minha mãe, abrigo quatro. Minha esposa tem ciúmes desse meu hobby. Mas, acostumou-se com isso e, hoje, até me acompanha em algumas competições”. Aos 11 anos, Geovanni Battistini é outro exemplo da paixão pelo esporte. Suas manobras costumam impressionar até os mais antigos pilotos, tanto que levou o segundo lugar numa prova chamada Corrida Maluca, em que competiu com pilotos de todas as idades. “Minha experiência é porque estou sempre praticando, pois é maravilhoso manobrar estes aviões”.

O estudante João Leal Filho, de 13 anos, é outro aficionado pela modalidade. “Faz apenas alguns meses que pratico esse esporte, que conheci por meio do meu tio, também praticante. Conhecedor da minha paixão por aviões, me trouxe até a pista e não saí mais. A sensação que temos quando estamos pilotando é de liberdade total, sentimos o vento batendo no rosto e não pensamos em mais nada, só em voar”, diz João, que faz coleção de plasticomodelismo – miniaturas plásticas de aviões reais. Arlete Alfaro destaca-se na pista praiagrandense também por ser a única piloto no grupo. “Há cerca de cinco anos me envolvi com o aeromodelismo, e isso aconteceu por conta do grupo de escoteiros, onde atuo como coordenadora da modalidade do ar. Hoje pratico o esporte, e o transmito aos escoteiros, que também treinam na pista de Praia Grande”, diz. Arlete já perdeu a conta de quantos aviões construiu. Orgulha-se por seu mais recente feito: a participação no Domingo Aéreo 2010, evento realizado no Parque Ambiental de Material Aeronáutico de São Paulo, em comemoração à Semana da Asa.

Fotos Flávia Souza

Réplicas perfeitas de aviões, muitas das quais feitas pelos próprios praticantes

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comportamento

Um aeromodelo pode medir entre 85 cm e 1,20 m, e pesar até 1 quilo; já o motor de 0.60 cc (cilindros cúbicos) mede 14,5 cm. A construção de um avião deste porte pode durar até quatro meses e são necessários cerca de R$ 200,00 de investimento em peças para a sua fabricação caseira. Além de gostar de todo o processo que envolve o esporte (da confecção à pratica), Ferraro sente satisfação em transmitir seus conhecimentos sobre o assunto. “Gosto muito de ensinar aeromodelismo. Tanto que, anualmente, acampo por dois dias com os Escoteiros do Ar, onde dou aulas sobre a aerodinâmica dos aeromodelos, ensino a construir um avião com caixa de madeira, dessas simples usadas para acondicionar frutas, e instruo sobre como voar. As atividades sempre se encerram com uma competição chamada prova do caixote, na qual colocamos no ar, os aeromodelos construídos pelos escoteiros”.

Aeromodelismo no Brasil

Sem dados históricos precisos, sabe-se que, em 1936, uma loja situada na Rua Direita, em São Paulo, a Casa Sloper, vendia material de aeromodelismo. Desde 1941, a firma Almeida & Veiga importava kits de modelos americanos. Em 19 de julho de 1942, foi realizado o I Campeonato Paulista de Aeromodelismo, no Campo de Marte. Em 1959 ocorreu o I Campeonato Brasileiro de Aeromodelismo, e a participação de brasileiros no I Campeonato Sul-Americano, tendo como vencedor nas categorias planadores A2 e motor FAI, Paulo Marques. Em 1987, o aeromodelismo foi reconhecido como esporte no Brasil. Em 1996, a delegação brasileira de aeromodelismo Voo Circular Controlado consegue o 6º lugar no Campeonato Mundial da Suécia, e novamente em 1998, dessa vez na Ucrânia. Fonte: Confederação Brasileira de Aeromodelismo. 46

Fotos Flávia Souza

A arte de confeccionar

Paixão pelo esporte vai da confecção à prática

Acrobacias e velocidade

Promovidas pela Confederação Brasileira de Aeromodelismo, as competições da modalidade acontecem anualmente em várias cidades do país. Nessas provas, levam os troféus os melhores em acrobacias e velocidade. Já o Clube de Aeromodelismo de Santana, na Capital, é o principal responsável pela Prova do Caixote, em que o competidor tem seis horas para montar seu avião com caixas de frutas e verduras e colocá-lo para voar. Vence o avião mais bonito e o que ficar mais tempo no ar. Apesar de hoje ser usada apenas para a prática de aeromodelismo, a área de 2.570m2 no complexo esportivo no bairro Tude Bastos, em Praia Grande, não é oficialmente uma pista de voo. A boa notícia para os adeptos da modalidade é que a prefeitura local planeja implantar o equipamento com medidas oficiais para a prática de VCC, conforme afirma o secretário municipal de Juventude, Esportes e Lazer (Sejel), José Carlos de Souza. “O projeto está pronto e deverá ser implantado no ano que vem. Nosso objetivo é beneficiar não só nossos moradores, como frequentadores das demais cidades da Baixada Santista e, até, do interior de São Paulo”. Beach&Co nº 108 - Junho/2011


gastronomia

O rei das festas juninas Além de gostoso e nutritivo, o milho é superversátil, já que pode ser a estrela principal tanto de receitas doces, quanto de salgadas

Por Fernanda Lopes Em outros países das Américas, há tipos exóticos nas cores roxa, vermelha e até azul, com sabores mais adocicados ou fortes. No México, a cultura do milho é de grande importância, pois, em lugar do trigo, como nós, usa-se o milho para fazer pão. Acredita-se que seja uma planta originária da América Central, cultivada desde o período pré-colombiano, sendo ingrediente-base na alimentação das civilizações inca, asteca e maia. Segundo o departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção mundial ultrapassa 800 milhões de toneladas. No Brasil, entretanto, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

Foto Stock

Junho, mês de quermesse e quadrilha. Mas também de muitos quitutes feitos com milho: curau, pamonha, bolo, pudim, sorvete. São tantas as delícias, que esquecemos até que o milho verde cozido, somente com sal, já é delicioso. Isso sem contar suas variantes que são a pipoca e o milho branco, mais conhecido como canjica.

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somente cerca de 5% da produção são destinados para consumo humano. O restante vira ração animal. Ainda assim, o milho aparece com grande diversidade de região para região. Em Minas Gerais, o milho amarelo é a matéria-prima do fubá, usado para fazer o angu, mas, na Bahia, o milho branco também

tem vez. É a base do acaçá, um mingau feito com o milho azedo, endurecido e embrulhado em folhas de bananeira. Tem ainda o munguzá, conhecido como canjica no sul do país. Veja, a seguir, algumas delícias que você pode fazer com milho:

Fotos Fernanda Lopes

Bolo de curau

Ingredientes 5 espigas de milho ou 1 lata de milho verde; 2 copos de leite; 3 ovos inteiros; 2 xícaras de açúcar bem cheias; 1 xícara de farinha de trigo; 1 e ½ colher (sopa) de manteiga; 1 xícara de queijo parmesão ou meia-cura ralado; 1 colher (sopa) de fermento. Modo de preparo Bata todos os ingredientes no liquidificador e coloque em uma assadeira redonda (número 1) e leve ao forno a 200 graus por cerca de 50 minutos. Dicas: o bolo fica bem cremoso e com uma casquinha suave por fora. Polvilhe açúcar com canela para dar o toque final.

Biscoitinho de amido de milho Ingredientes 1 xícara de farinha de trigo; 1 xícara de amido de milho; 1 xícara de manteiga; ½ xícara de açúcar;

Modo de preparo Misture todos os ingredientes e amasse bem até soltar das mãos. Estique a massa em superfície enfarinhada e corte com cortadores. Leve para assar em forno a 200°C por 5 a 10 minutos (até dourar levemente). Espere esfriar, passe geleia de seu gosto e cubra com outro biscoito.

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gastronomia Arroz rico

Ingredientes 2 xícaras de arroz agulhinha; 4 xícaras de água quente; 2 dentes de alho picados; 1 cebola média picada ou ralada; 1 colher (sopa rasa) de sal; 6 damascos secos picados; 3 colheres (sopa) de uva-passa branca; 4 colheres (sopa) de amêndoas fatiadas ou filetadas; 1 lata de milho verde; 1 xícara de cenoura ralada; 4 ninhos de macarrão cabelo de anjo (aletria); 3 colheres (sopa) de manteiga. Modo de preparo Derreta uma colher de manteiga e refogue o alho e a cebola. Junte o arroz, o sal e mexa por cerca de 1 minuto. Adicione o damasco picadinho, o milho, a cenoura. Mexa e junte a água quente. Abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar por cerca de 15 a 20 minutos ou até a água secar (como no preparo normal). Desligue o fogo e deixe a panela tampada por mais uns 10 minutos para que fique bem soltinho. Enquanto isso, doure as amêndoas em uma frigideira antiaderente em fogo baixo. Reserve. Derreta duas colheres de manteiga e coloque o macarrão cabelo de anjo quebradinho para fritar. Deixe ficar dourado (mas cuidado para não queimar). Misture este macarrão e as amêndoas ao arroz. Coloque o arroz em uma forma de furo no meio, comprima bem e depois desenforme em um prato e salpique mais amêndoas para enfeitar. Acompanhe com um filé de frango ou peixe grelhado.

Dicas • Ao comprar espigas frescas, prefira as que estiverem refrigeradas ou ao abrigo do Sol; • As melhores espigas são aquelas que têm palha verde e não totalmente seca;

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• Aperte levemente alguns grãos; se soltarem um líquido esbranquiçado, é sinal de que estão frescos; • Não coloque sal na água de cozimento para que a espiga de milho não endureça; espere que a água esteja fervendo para adicionar a espiga.

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ilhabela

A paixão pelo mar e a emoção o ano inteiro da competição nascem cedo

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A gente se encontra na ilha

Ilhabela em julho é uma verdadeira festa para os olhos, com muita gente bonita, embarcações fantásticas e agito o dia inteiro. Neste ano, além das competições, o visitante vai encontrar exposições, apresentações musicais, performances e muito mais. Programe Ilhabela você também!

informações no site: www.ilhabela.sp.gov.br


Fotos Renata Inforzato

turismo internacional

Catedral Notre-Dame de Reims, na qual foram coroados 25 reis 52

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Maisons de

Champagne Uma região bela e preciosa, cujas terras servem de berço para o mais famoso e um dos mais deliciosos vinhos - o único que pode ser chamado de champanhe. Nelas fica também Reims, a cidade preferida dos reis de França

Por Renata Inforzato O champanhe é sinônimo de comemoração. Em qualquer ocasião importante das nossas vidas, lá está o delicioso vinho. Mas o autêntico origina-se de uma só região: Champagne, localizada a 144 km de Paris. Se a viagem for feita nos TGVs, os trens velozes, uma boa opção de descida é Reims, a maior cidade da região. Reims data dos tempos do Império Romano, mas, a exemplo de várias cidades francesas, desenvolveu-se na Idade Média. Em 498, a catedral da cidade, construída em 407 por São Nicaise, foi palco para a coroação de Clovis, considerado o Beach&Co nº 108 - Junho/2011

primeiro rei da França. A partir de então, quase todos os reis franceses serão coroados ali, inclusive Charles VII, conduzido a Reims por Joana D’Arc. A cidade era uma das preferidas de Napoleão Bonaparte que, não só a poupou nas suas investidas guerreiras, como a visitou em diversas oportunidades para saborear, direto da fonte, o líquido dos deuses. A Primeira Guerra Mundial quase destruiu a cidade, que foi reconstruída, com todos os seus traços e monumentos originais preservados. Na Segunda Guerra, ela foi poupada, mas não deixou 53


turismo internacional

As antigas caves guardam exemplares raros de champanhe, algumas com mais de um século. Visita às maisons inclui degustação dos diferentes tipos da bebida

de ser palco de um acontecimento muito importante: a assinatura da rendição de Wehrmacht (a rendição do exército alemão), em 7 de maio de 1945, que ocorreu dentro da catedral. A tradição do vinho na região vem desde os tempos do Império Romano. Mas é a partir do século XVII que surge o champanhe. Em 1670, Dom Pérignon desenvolve a técnica de podar as vinhas, além de combinar os diferentes vinhos da região, destacando a efervescência natural de cada um. Como Reims era a cidade da monarquia, não demorou muito para que a bebida passasse a ser associada aos reis, o que lhe conferiu todo o glamour que conhecemos hoje. A partir do século XVIII, começam a surgir as Maisons de Champagne, muitas existentes ainda hoje.

Maisons

As Maisons de Champagne, onde o precioso líquido é produzido, podem ser visitadas o ano 54

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inteiro, mas a melhor época é de abril ao final de outubro. O passeio dura cerca de uma hora e tem início com a projeção de vídeos explicativos, que mostram, principalmente, os vinhedos e os tipos de champanhe. A seguir, desce-se aos subterrâneos da maison, às caves propriamente ditas, onde a bebida é fermentada e armazenada. O roteiro inclui explicações sobre as diversas etapas de fabricação da bebida e degustação. Em seguida, os visitantes ficam livres para perambular e comprar na loja da marca, que geralmente possui preços interessantes. Uma boa dica é degustar o biscoito rosa (biscuit rosé). A guloseima é feita com baunilha, a cor rosa é para disfarçar as manchas pretas que ficam na massa. É uma delícia provar esse biscoito mergulhando-o na taça de champanhe. Algumas maisons oferecem visitas com monito-

res que falam português, mas o usual é que sejam feitas em francês, inglês ou espanhol. Por isso, é recomendável agendar a visita.

Monumentos

Não perca a oportunidade de visitar a Catedral Notre-Dame de Reims, classificada como Patrimônio da Unesco. Trata-se de uma primorosa edificação em estilo gótico, na qual foram coroados 25 reis. Destaque para os vitrais de Marc Chagall. Outro endereço imperdível é o do Palais du Tau. Essa antiga residência dos arcebispos de Reims localiza-se ao lado da Catedral e, hoje, é um museu que abriga os tesouros da igreja e das coroações, assim como esculturas e imagens antigas que faziam parte da catedral e foram substituídas nas restaurações e reconstruções. O Palais também faz parte da lista de Patrimônio da Unesco.

Principais Maisons

Veuve Clicquot Ponsardin - Uma das mais conhecidas mundialmente. E-mail: visitscenter@veuve-clicquot.fr Site: www.veuve-clicquot.com/fr/visites-caves/caves

G.H. MUMM - Marca muito conhecida na França, oferece visitas em francês, inglês e espanhol. E-mail: guides@mumm.com Site: www.mumm.com Taittinger - Não é necessário reservar com antecedência, embora no verão seja aconselhável fazê-lo. Visitas em inglês e francês. Site: www.taittinger.fr Charles de Cazanove - Essa visita é mais informal, e as instalações são mais modestas. O preço é bom: 10 euros pela visita e degustação de 3 diferentes tipos de champanhe. Visitas em inglês e francês. E-mail: boutique@decazanove.com Site: ww.champagnedecazanove.com

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moda

O velho e bom tricô é o curinga da estação

Tendência no mundo da moda, os vestidos de tricô são sinônimo de elegância e beleza, aliados a conforto e bom gosto. Ah! Também são quentinhos

Golas altas, canoa ou em V, modelos também contemplam mangas curtas ou compridas 56

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Por Karlos Ferrera Apontados como as melhores opções para o inverno 2011, os vestidos de tricô são confortáveis, elegantes, femininos e, o melhor, quentinhos. Ideais para esta época do ano, adaptam-se com facilidade às temperaturas brasileiras. Em versões feitas à máquina ou a mão, em pontos largos ou suaves, os vestidos de tricô surgem em variadas modelagens e texturas, como malhas e tranças, tramas grandes, lãs grossas e finas, e pontos delicados e gigantes. Peças mais pesadas, feitas em maxitricô, fazem contraponto com comprimentos mini para não carregar no visual. Os tons tendem para os neutros e sóbrios, mas há também coloridos, com listras e estampas. As peças podem ser tanto com mangas curtas, quanto compridas; os tipos de gola variam entre gola alta, decote canoa e decote em V. Além de botas de cano curto e alto, os vestidos de tricô podem ser usados com meias-calça lisas, coloridas, rendadas, estampadas e também leggings; usar cinto marcando a cintura é outra tendência que vem com tudo e combinado ao vestido, o visual fica bem feminino e charmoso. Abuse das combinações com acessórios como bolsas e sapatilhas, polainas, cachecóis, luvas e casacos compridos. Também vale montar um look com sobreposições. Vestido de tricô é um item coringa para se ter no guarda-roupa, já que proporciona um toque artesanal e rústico ao visual. Para quem é sensível a lãs, a dica para não ficar fora da tendência é optar por peças que possuam uma porcentagem maior de acrílico na composição do tecido.

As cores sóbrias predominam nos vestidos confortáveis e elegantes, que ficam mais charmosos combinados com meias-calças Beach&Co nº 108 - Junho/2011

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Coluna Chic // Gabi Montoro

Foto Debora Fell

Foto Debora Fell

Um giro outonal pela sociedade santista

Maura Cabral  entre os filhos Taluana e Felipe Adjunto, no dia de seu aniversário em festa animadíssima

Guilherme Novaes

Bernardo e papai Vinicius Parisi

Carolina Ferramenta Ferrari e a pequena Mariana

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Juliana Munoz e Nathalia Barbieri

Carol e Paulinho Mendes

Daniela Lunardelli Camargo, feliz da vida na festinha de 1 aninho da filhota Manuela

Mario Guadalupe

Gabi Pozzi comemorou aniversário no Guadalupe, numa festa mexicana regada a tequila e entre convidados especiais como o jogador Neymar

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Coluna Chic // Gabi Montoro

Fotos Leandro Amaral

Chá de bebê moderno

Lara e Priscila Abdala, Graziela, Gabi Montoro , Manuela e Aline Guimarães

Aili Fernandes e a arquiteta Irene Torre

As amigas Veridiana  Sá Ferreira e Renata Amaral

Luiza com Claudinha Duarte e Fabiana Suleiman

Cristina Guedes

Graziela e Thalita Nascimento

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Evaldo e Regina Bolívar

Eliane Tauyl Barreiro trará a Santos uma novidade, a Dança Solta, que promete ser a nova moda entre as mulheres

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Flashes Os noivos Lucas e Luciana Batista recepcionaram família e convidados em uma bela festa, na Capital Disco, em Santos, dia 11 deste mês. Parabéns ao casal

Os noivos Lucas e Luciana Batista

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Arnaldo e Selma Barreto

Adriana e Rodrigo Barreto

Adriana e Pablo Barreto

Normando, Márcia, Maria e Arnoldo Barreto

Bechara e Luiza Abdala

José Hernandes e Rodrigo Barreto

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Flashes

Flávia e Roberto Haddad

Zaidan, Osmar Santos e Haddad

César e Luciana Floriano

Matheus Floriano e Fabiana de Jesus

Os casais Nilton e Silmara Mota, Gérson e Fanny França

Família Biondo, Sérgio e Rose Aragon

O casal João e Regina Fernandes e Dionísio Vida

Rosa Maria, Elias Vieira, Marta e Sérgio Cardoso

Roberto Haddad, Flávia, Rosa Maria e Elias Vieira

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Flashes

No mês de Junho, políticos regionais marcam presença em eventos na Baixada

Bruno Covas e Otávio Okano, na inauguração da estação de medição da qualidade do ar, em Santos, dia 07 deste mês

Bruno Covas comemora o título de cidadão vicentino ao lado de seu pai Pedro Aluisio

Aluisio Mercadante durante o MegaPolo 2011, em Cubatão

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Carlos Sergio, Secretário do Meio Ambiente Bruno Covas e Luiz Carlos Rachid

Vereador Marcelo Del Bosco e Rodrigo Marcos Notari

Prefeito Mauro Orlandini recebe Luiz Augusto Pereira de Almeida, da Sobloco, em seu gabinete

Valéria Bento com o deputado Baleia Rossi, na Assembléia Legislativa

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“Celebridades em Foco” // Edison Prata Evento beneficente

Carlos Alberto, presidente da Associação de Amigos do Lar do Menor Assistido, a secretária da Educação de Guarujá Priscilla Bonini e o marido Rodrigo Moreira

O diretor de imprensa da prefeitura de Guarujá Luiz Augusto e Renata Fialho, do Salão Estudio 53

Carlos Alberto Guimarães e a mulher Kelly Valter Suman, sua mulher Edna e o amigo Simone Ferreira Ricardo Itano

Corredores

Guarujá foi representada nos ‘10 Km A Tribuna’ pelos atletas Marcelo e Marcelo Bárbara (à frente) e Lenira, Sueli, Marcos e José Carlos (acima)

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A amiga Carla de Souza, da CVC

Rogélio Rodrigues, advogado da Câmara Municipal, e sua mulher Aline Ferreira Heleno

Rotarianos

Os corredores bertioguenses José Rodrigues da Silva e sua filha Juliana Picolli

Recentemente, o rotariano Antonio Dantas e sua mulher Maria Rosa (centro) visitaram o Rotary Club Guarujá. Na foto, ladeados pelo presidente Valberto Souza e Admilson Neves

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“Destaques” // Luci Cardia

Bela cerimônia de casamento de Eduardo e Monica Sarack, dia 21 de Maio, organizada pelo competente Luiz Eduardo Palomares, no Hanga Hoa

Toninho Carvalho, Marcos Varah, a colunista e Jõao Veríssimo

Dr. Maurício Ramos e mulher Heloisa

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O empresário  Domenico Valente, o filho Renan (campeão de kart de São Paulo) e a mulher Valéria

Em São José do Rio Preto, a nova sensação do inverno: Boutique do Café, dos empresários Rafael Matos e Antonio Leite

Adenir Zuchini comemorou mais um ano de vida ao lado do marido Edvaldo e do netinho querido Jõao Pedro

A equipe de talento que compõe a diretoria do Hanga Hoa

Parabéns ao nosso querido Luiz Carlos, ao lado da esposa Lucineide Rachid, que neste mês de maio completou mais um ano de vida 

Parabéns à diretoria do Hanga Hoa pela belíssima festa árabe, no ultimo dia 29. Presentes os irmãos Palomares: Andreia, Luiz Eduardo, Luiz Fernando, Sueli e o casal Josita e Ely Palomares

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COMPROMISSO COM O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Desenvolvimento sustentável é conquistar o crescimento econômico com responsabilidade social e preservação e conservação do meio ambiente. A Riviera é assim. Há mais de 30 anos sendo implantada, tornou-se referência mundial de uso e ocupação do solo, sendo o seu Sistema de Gestão Ambiental o primeiro em todo o mundo a receber a Certificação ISO 14001. Riviera, porque é assim que a vida deve ser.

Planejamento e realização global:


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