Dez olhares

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DEZ OLHARES Coordenação Editorial

Roberto Cecato Edição, Concepção e Textos

Roberto Cecato Camila Serradourada • JPGO 01822 Projeto Gráfico

Paulo Khalil Revisão

Camila Serradourada Maria da Graça Ferreira Impressão P+E / São Paulo ISBN 978-65-994928-0-8 1ª Edição - 400 exemplares 2021

Permitido compartilhamento e utilização de parte da obra para fins não-comerciais, desde que atribuído crédito pela criação original.


DEZ OLHARES

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Dez vezes dez

Em março de 2020, começamos duas turmas de mentoria na Fotoweb Academy. Ao fim de três meses, encerrou-se o projeto, mas surgiu a vontade de prosseguir, pois a nossa integração e harmonia eram perfeitos e os trabalhos alcançaram um nível muito bom. Surgiu assim a ideia deste livro. Avaliamos juntos essa possibilidade e a disponibilidade de todos. Das duas turmas, fizemos uma fusão, que chamamos de “Passo 2”, para desenvolver esse novo projeto. A ideia do livro era muito excitante, porque transformava algo que estava sendo desenvolvido somente on-line, em um produto material, um objeto real, como era originalmente o destino da fotografia fotoquímica. Seguimos então com dez participantes dispostos a empreender esse novo desafio, que tinha características bem diversas do primeiro. Isso porque, enquanto temos fotos editadas apenas no computador, sempre podemos mudar. Mas, quando as fotos são impressas em um livro, não há mais como modificá-las. É muito curioso como a dimensão deste segundo projeto trouxe uma nova perspectiva para todos. Da mesma forma como durante o processo de mentoria vimos emergir possibilidades que nem os próprios alunos imaginavam, nesta segunda etapa vimos despontar um amadurecimento, uma reflexão que levou os fotógrafos a um novo patamar, a uma nova consciência do seu trabalho. Muitas vezes os nossos limites são os nossos maiores aliados. Compactar a própria produção em dez páginas obrigou-nos a um aprofundamento nas escolhas já feitas e a assunção de uma responsabilidade diferente com o próprio trabalho. Evitamos a ideia de um tema comum, pois parecia óbvio que os trabalhos destinados a esta publicação deveriam seguir os resultados individuais da primeira mentoria. O projeto da mentoria é na verdade um processo de conscientização, no qual, pela análise e revisão das produções individuais, cada um descobre o melhor caminho a seguir. Este livro representa assim um marco no desenvolvimento fotográfico de cada um dos participantes, e ao mesmo tempo um relato de experiências e possibilidades da linguagem fotográfica.

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Durante o processo ocorreram algumas singularidades: - quem fotografava somente em preto e branco e desenvolveu um trabalho inteiramente em cor; - quem fotografava habitualmente em estúdio, mas resolveu editar o próprio trabalho de rua produzido em anos precedentes; - a descoberta de uma vocação e uma sintonia no que era apenas a documentação de uma atividade paralela; - quem teve que optar entre linhas de trabalho diferentes para escolher aquela que melhor o representava; - quem assumiu posições mais radicais em relação ao próprio trabalho, publicando um ensaio experimental; - quem havia renunciado a publicar e encontrou dentro dos seus limites uma nova perspectiva, publicando um trabalho notável. Como orientador e coordenador deste volume, sinto-me lisonjeado e recompensado em face do resultado alcançado, pois acredito que ele representa algo bem mais profundo e significativo do que um simples exercício de conclusão de curso. Atualmente, fazer um livro, é uma uma atitude corajosa e necessária. Vivemos cada vez mais no mundo virtual onde tudo é evanescente e as imagens se sucedem como um caleidoscópio em eterna mutação. O livro, como objeto estático e imutável, traz consigo uma característica de objetividade. Constitui um manifesto de que a fotografia ainda existe no seu caráter contemplativo, na sua profundidade, como um instrumento de conhecimento, reflexões e prospecção, abrindo novos horizontes para quem produz e para quem observa. Esses dez olhares, tão diferentes entre si, têm em comum o fato de representar um percurso interior, visões de mundo que se expressam por meio da fotografia como forma de contato, interação e comunicação. Desse ponto de vista, esta publicação é também o documento de um caminho que fizemos juntos. Cada um tem clareza quanto à contribuição preciosa dessa interação harmônica e frutuosa para todos. Agradeço aos dez fotógrafos que, com dez páginas, cada um, brindam-nos aqui com suas imagens. Foi um privilégio poder acompanhar a evolução de seus trabalhos. Roberto Cecato

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Beautiful Strangers A série traz rostos que se destacam na multidão. Eles variam, do primorosamente bonito ao estranhamente maravilhoso, no olhar da fotógrafa, que os encontrava pelas ruas do mundo. Depois de tirar o retrato, dizia “obrigada” e continuava andando. Não perguntava seus nomes, de onde vinham ou o que faziam, porque queria que os espectadores os vissem como ela os via: como lindos estranhos.

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Isolamento, Caos e Beleza A série combina a prática de ikebana* com ensaios de autorretratos realizados durante a pandemia. As imagens, ao tempo que mostram certa desordem – típica do momento vivido - também evidenciam o lúdico, a poética, a territorialidade, o bom humor e a conexão com a natureza. *A ikebana é uma arte incorporada à cultura japonesa, baseada na simbologia, assimetria, simplicidade e na impermanência. Por meio dela, compreende-se “a efemeridade que rege a vida, resumida na beleza pouco duradoura da flor.”

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Fragmentos de tempo, cor, luz e sombra fugidias, como flashes da memória. As imagens remetem às origens conceituais da fotografia. Impressões que provocam os sentidos, evocam lembranças e sonhos.

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…Andar por aí observando a refração das luzes e suas sombras, nas caminhadas pelo pantanal da Nhecolândia, Serra do Amolar, Serra do Cipó, Jalapão, Serra da Canastra, Serra da Araras no sul da Bahia e outros parques nacionais, onde ainda se pode sentir a força e a suavidade da terra mãe...

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a praia é o prédio o preto é o branco a bola é o corpo o corpo é o prédio o branco é a bola a praia é o preto.











Luz da lua, luz do sol, luz das estrelas, luz de vida. Capturada em tempos diversos, ao longo do dia, ela enquadra o amanhecer, o entardecer, a noite, de todo e qualquer lugar. Em Piumhi ou na Lapinha – interior das Minas Gerais - ou outro ponto do Brasil, a luz em sua maestria, o belo na singeleza dos detalhes. Seria pintura? Quão simples pode ser a realidade? Como bem disse o poeta Caio Fernando de Abreu, “e nessa estrada quero achar gente doce, límpida, verdadeira e disposta. Quero topar com luz, desapego e paz.”

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Tudo que existe e pulsa está, de forma intrínseca, interligado. As impressões digitais e as linhas nos troncos das árvores, os desenhos dos raios no céu e as rugas ao redor dos olhos, a parte interna do pulmão e os corais do fundo do mar. Repara bem: o desenho é o mesmo. Micro e macro cosmos sendo o que são e vão ser, arte. É o que dizem as imagens produzidas para o ensaio “Abstrato apetitável”. Pequenos universos feitos de luz natural. E vida em movimento.

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As imagens registram uma expedição náutica realizada no Estreito de Magalhães e proximidades, no sul do Chile, em fevereiro de 2017. As paisagens, luzes e atmosferas do local impressionam, bem como a exuberância da fauna marinha. Locais grandiosos tendem a colocar o ser humano em seu devido lugar, criaturas insignificantes diante de uma natureza que se impõe com toda sua força e beleza.

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Datação O abandono de ambientes construídos pelo homem aliado ao sertão do Nordeste. É neste cenário – em meio às ruínas - que o fotógrafo encontra sua inspiração maior e sua narrativa. Diz-se que “onde foi casa, sempre será tapera”, representação do imaginário do povo segundo o qual, embora inabitado, o lócus continua guardião da memória dos que lá viveram. As intempéries da natureza encarregam-se de mudar, de marcar; o tempo testemunha e data.

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Ar-lene* Ou um respiro em meio ao caos. Como as crianças sentem o luto? Vivem o tempo do instante. São tormenta, casulo, voo livre de borboleta. Enquanto dura a tempestade, criança não é barca, mas janela. E, na pureza de sua resposta, “é a vida, é bonita e é bonita”, criança é cura. *Homenagem a Arlene Alves de Souza Rios, vítima de um AVC no dia 1º de abril de 2020. Durante a pandemia da Covid-19,Vovó Nêne virou constelação.

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São Paulo -- SP / 1967

Com 25 anos de carreira, atua em fotografia de moda, beleza, publicidade, música e fine art. No portfólio, trabalhos realizados para revistas de moda, nacionais e internacionais, como W, Máxima, Harper´s Bazaar, Elle, entre outras. No segmento publicitário, clientes como BBDO, Leo Burnett, WOP, JWT. Foi fotógrafa oficial do Rock in Rio Lisboa nas edições de 2004, 2006 e 2008, e do Rock in Rio Madrid 2008. Formada em Publicidade e Propaganda pela PUC-Campinas e em Fotografia pela Escola Panamericana de Arte e Design (EPA) e pelo Senac-SP. Tem pós-graduação em Comunicação e Artes Visuais pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, em Portugal, e cursou Fotografia no Instituto Português de Fotografia (IPF). Desenvolveu trabalhos em parceria com a Medicins Sans Frontieres – Médicos Sem Fronteiras - e The Sole of Africa. Realizou, também, o trabalho fotográfico intitulado “O nosso olhar - O menor carente visto por ele mesmo”, em parceria com a extinta Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem).

Contatos www. andriete.com.br +55 (11) 98959-8465 andriete@andriete.com.br @andrietelesecq

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Boa Vista -- RR / 1958

É sócia-fundadora da Associação Roraimense de Fotografia e tem trabalhos aceitos em concursos fotográficos e exposições coletivas. Teve Menção Honrosa no 3º Photo Nature Brasil 2019. Natural de Cuiabá, reside em Roraima, desde 1982. É engenheira eletricista, fotografa há oito anos e se dedica à arte da ikebana. Durante o período de isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19, em 2020, imergiu na pesquisa fotográfica, participando de oficinas digitais, incluindo a de autorretratos.

Contatos https://www.facebook.com/conceicao.escobar/ +55 (95) 99112-4108 desantanabarros@yahoo.com.br @escobarconceicao

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Rio de Janeiro -- RJ / 1960

De hobby a fotografia profissional. Foi a partir de 2019 que Sergio Graça comprometeu-se por inteiro com a fotografia e deu início à participação em diferentes concursos e a compartilhar seu trabalho. No mesmo ano, teve imagens selecionadas para a Galeria da Competição Concurso LensCulture, Art Photography Awards. Destaque para a participação na Mostra Coletiva Fotografia Arte Plural - 5ª edição, na Icon Artes Galeria da Fábrica Bhering e para a Menção Honrosa no Budapest International Foto Awards 2020. O primeiro contato com a fotografia foi no final dos anos 1970, em um curso na escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ). Naquela época, o foco era a fotografia analógica, especialmente P&B. Sergio Graça ampliava e revelava as próprias fotografias, sem intenções artísticas. É formado em Tecnologia da Informação pela Universidade Estácio de Sá (RJ).

Contatos http://sgphoto.art.br +55 (21) 98828-4294 sergiogracaphoto@gmail.com @sergiogracaphoto_bw @sergiogracaphoto_clr

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Pouso Alegre -- MG / 1962

A fotografia sempre esteve presente no transcorrer dos anos de vida deste fotógrafo. Começou na infância, quando foi fazer sua primeira foto ¾ em um estúdio simples no interior paulista. A máquina Rolerflex fixada em um tripé, de olhar por cima com uma das lentes para fazer o foco, o deixou bastante curioso... Estudou Engenharia na Escola Federal de Engenharia de Itajubá (EFEI-MG). Especializou-se em caldeiras a vapor e, então, fotografa as máquinas térmicas e seus vapores. Participou, recebendo menção honrosa, de vários concursos de fotografia, como Shoot by the frame, Color Award, International Photo Award do qual foi segundo lugar com uma foto de onça na água. Fez parte também de um concurso de fotografia cultural da Colômbia, com uma foto de índios africanos em congada de rua no sul de Minas Gerais. Sua foto foi exposta no museu daquele país.

Contatos https://www.facebook.com/conchal.leonel/ +55 (35) 99917-3896 conchalles@gmail.com @conchalles behance.net/conchal

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Rio de Janeiro -- RJ / 1963

Artista livre de escolas de muros altos e intransponíveis, que transita por estilos, sem se preocupar com fidelidades estéticas. Leo Além é um poeta da luz. Um marginal, que entra em qualquer festa sofisticada pela porta da frente, com toda reverência que apenas os grandes artistas recebem. Cada foto entrega uma paixão pelo momento. E, ao mesmo tempo, um amor eterno pelo efêmero.

Poesia e texto: Anderson Guimarães

Contatos +55 (21) 99818-8594 leoalem@gmail.com @leoalemalem

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Piumhi -- MG, / 1960

Forte são suas origens e a paixão pela natureza. Sempre teve o gosto pela fotografia, registrando paisagens, viagens e momentos da família, amigos e trabalho. Teve como primeira inspiração, a beleza de sua terra natal: os contornos da Serra da Canastra e as águas do Lago de Furnas. A Serra do Espinhaço apurou seu olhar e tem no contraforte, que abraça a lagoa da Lapinha da Serra, o seu cenário atual. Participou do projeto “Fotografias por Minas”, uma ação solidária para apoiar entidades sem visibilidade social durante a pandemia da Covid-19. É vencedora do concurso de fotografia “Águas de Minas”, nas categorias “Águas Gerais” e “Águas da Cultura”. “Dedico à memória do meu querido pai Tote, que nos ensinou a ser o que quisermos, na busca incessante de fazer o melhor e à minha querida mãe Francisca, que nos mostrou o gosto pela arte e a arte de viver. À minha família, todo meu amor!”

Contatos +55 (31) 99981-1711 miriamrezende@uol.com.br @miriamrezende

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São Paulo -- SP / 1984

Uma fotografia é um pequeno fragmento de luz. Um pedaço do tempo, que ao ser mirado por alguém em estado de presença, se ressignifica. Passa a ser não um instante já vivido e sim poema, arte, sonho, desejo. E se te conto tanto é pra que saibas: é por isso que Carol Gherardi fotografa. Para acrescentar camadas de delicadeza em momentos que acontecem em torno da mesa. Seus ensaios são atos criativos que levam quem os vê a co-criar histórias. Quem foi o apaixonado que mordeu esse picolé? Como é a mulher que comanda o fogo, de que vó essa taça foi herdada, quem teve a ideia de colocar ramos de alecrim no dourado do azeite? Seu coração vai saber responder.

Textos: Cris Lisbôa @acrislis Tratamento de Imagens: Regis Panato @regispanato Agradecimento Flair Coletivo @flaircoletivo

Contatos + 55 (11) 99522-8615 carolgherardi@gmail.com @carolgherardi

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São Paulo -- SP / 1961

Fotógrafo amador, economista de profissão, tem como principal atividade fora de sua área de trabalho a fotografia de pessoas, animais e paisagens feitas durante viagens e expedições. Dedica-se, também, com frequência, a ensaios femininos. É apaixonado pela natureza e artes de modo geral, como literatura, cinema, artes plásticas e música.

Contatos www.betoleite.com +55 (11) 99986-8333 rcmlf2014@gmail.com @betoleitefotografia @betoleitefotos

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Natal -- RN / 1948

A fotografia e a literatura se fundem na história de Mardone França, esse cearense que mora em Natal (RN) há mais de 40 anos. Em 2017, lançou o livro “Histórias de menino”, em que narra fatos e experiências de suas memórias afetivas da infância e pré-adolescência. Por ocasião do lançamento, realizou a exposição individual “De volta pra casa”, na cidade de Coreaú (CE). No ano seguinte, participou da exposição coletiva “Consequências”, com ensaio de fotos conceituais e curadoria de Numo Rama, em Natal. Já, em 2019, exibiu o ensaio “Anatomia do abandono”, em evento promovido pelo Coletivo da Foto – grupo do qual participou com a publicação do livro “Autorretratos”, em 2021. Desde 2013, dedica-se à fotografia. É professor aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde lecionou Estatística e Demografia. Mestre pela USP e doutor pela UFRN, é membro da Academia Palmense de Letras de Coreaú.

Contatos + 55 (84) 98869-8367 mardone22franca@gmail.com @mardonefranca_foto

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Goiânia -- GO / 1982

Escutar e contar histórias é o que move a jornalista, formada pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com MBA em Gestão da Comunicação Empresarial pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje-SP). A fotografia é parte de sua vida desde criança, muito por influência de seu pai, engenheiro e fotógrafo de natureza. Ainda na faculdade de Comunicação Social, foi monitora de Fotojornalismo – entusiasta do laboratório de fotografia analógica – e integrou o Núcleo de Pesquisa em Teoria da Imagem (NPTI), cadastrado no CNPq. Dedica-se a avaliar os processos de comunicação e planejar seu papel estratégico nas organizações corporativas. Após dez anos de experiência no terceiro setor com comunicação pública, fundou em 2014 a Dezoito22 Comunicação, onde atua na gestão do relacionamento com a imprensa, comunicação digital e imagem. Contatos + 55 (62) 98114-0028 caserradourada@gmail.com @caserradourada @acasacomtempo

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A Fotoweb Academy é uma plataforma digital de difusão de ensino e cultura fotográfica, responsável pela edição deste livro. Com o propósito de compartilhar conhecimento, disponibiliza conteúdos exclusivos em seus canais, que destacam o olhar e a linguagem fotográfica como os mais importantes instrumentos do fotógrafo. Foi fundada em 2019 pelo fotógrafo Roberto Cecato para orientar outros fotógrafos a educar seu olhar e atingir seus objetivos, obtendo mais reconhecimento e satisfação com seus resultados. Na Fotoweb Academy, a fotografia é tratada como forma de expressão e instrumento de comunicação. Roberto Cecato tem 45 anos de carreira, sendo 21 anos com um estúdio em Milão, na Itália. Trabalhou para o mercado de luxo, cinema e editorial. Já realizou inúmeras exposições individuais em diversos países europeus, tendo suas obras em acervos como o MASP e a Biblioteca Nacional da França.

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