Edição 230 Julho

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Desde 2006 - Edição 230 - Julho 2022 - Barroso/MG - Distribuição Gratuita

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BASÍLIO DE MAGALHÃES ESCRITOR, PESQUISADOR, PROFESSOR, EDUCADOR, LITERATO, POETA, POLIGLOTA, HUMANISTA, ILUSTRE, BARROSENSE E...

ESQUECIDO

A CARA DE BARROSO


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Editorial Há três mil anos, muitas pessoas, a grande maioria, realizam o ato de bater uma mão na outra em sinal de aprovação. A atitude, que tem origem desconhecida, provoca um som que muitos chamam de palmas. A princípio, segundo estudiosos, era um gesto essencialmente religioso, popularizado em rituais pagãos de diversos povos como um barulho destinado a chamar a atenção dos deuses. Milhares de anos depois, poderíamos concluir que se trata de uma reverência, de um sinal positivo, de uma aprovação: Sim, gostamos. O grande problema, pelo menos no nosso interior, é que anos depois, muitos ainda são relutantes ao tal ato. Na nossa Barroso, por exemplo, aplaudir, é quase um sacrifício. “O povo de Barroso não aplaude”, a frase, forte e direta é do saudoso Padre Fábio José Damasceno, que acreditava que a população barrosense tem dificuldades de aplaudir. É forte, mas é fato! E a verdade, nua e crua, é que se pararmos para analisar, seja em eventos religiosos, culturais, esportivos, é notório um temor pelas palmas entre os barrosenses. Porquê? Não sabemos, apenas constatamos no dia a dia, ao longo destes tantos anos de cobertura jornalística, a dificuldade de enxergar a capacidade alheia. Não podemos dizer que são todos, que é a maioria, que se refere à cidade, não temos dados e números sobre a afirmação, mas que o ato é infrequente, em muitas ações de barrosenses, é uma verdade que temos que engolir a seco, sem aplausos.

Atualidades

Gian Brandão / brandaogian@gmail.com

Eleições à vista! A disputa eleitoral começou pra valer. Neste mês de julho iniciam-se as convenções partidárias para definição de chapas aos Governos Estaduais e Federal, Senado e a grande “lista” de candidatos a Deputado Federal e Estadual. Ao que parece, tanto para o Palácio do Planalto quanto para o Palácio da Liberdade, as candidaturas estão bem definidas. Dois candidatos se destacam nas pesquisas nas duas eleições, com ideias bastante diversas. Espero que assim como ensina Hegel, essas tese e antítese de cada lado sejam levadas a um discurso dialético para que o vencedor possa fazer uma síntese das proposições e aplique o que for melhor para o Brasil, sabendo que governará a todos, e não só a seus correligionários. Contudo, o que gostaríamos de discutir nessa coluna é a eleição para Deputados Estaduais e Federais. A essa, damos menos importância, mas, na verdade, o que vemos é um enorme poder crescente nas mãos de Deputados, inclusive com poder de dificultar em muito a administração do chefe do Executivo. Sempre vejo na cidade faixas agradecendo a deputados pela “doação” de verbas para instituições. Hospitais, Escolas, Prefeituras são entidades que sempre merecem essas “benesses” dos nossos legisladores. Um tosco desvirtuamento do papel do Legislativo e da Tripartição dos Poderes doutrinada por Montesquieu. Não devemos ser ingênuos de acreditar que os Deputados “doam” algo. Nada sai do bolso deles. É verba pública derivada de nossos tributos. O que ocorre são “indicações” ou “emendas parlamentares” que, de maneira pouco republicana, divide a fatia da arrecadação do Estado e da União para que os Deputados encaminhem para seus distritos eleitorais (ou seriam currais?) referidas verbas. Fico entristecido ao ver na imprensa ou, repetindo, em faixas, a ocorrência de doação desse ou daquele deputado. É mentira! Nada foi doado pelo Parlamentar. Apenas indicado. Se realmente quisesse fazer o bem para a população, e não para si próprio, não precisaria, o parlamentar, dar publicidade a seu ato. É bíblico: Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita. Mas esse ensinamento parece não valer para nossos parlamentares, seja ele Padre, Pastor, Cristão ou ateu... A indicação de emendas é um nefasto golpe à democracia e à alternância de Poder, já que os que ocupam as Cadeiras do Parlamento fazem política com o dinheiro público, utilizando-se verbas públicas como “palanque” eleitoral. Pior, esquecem seu papel principal, que é de ser legislador. Estamos em uma discussão nacional sobre a instauração de uma CPI no MEC. E o que os parlamentares decidiram? Deixar para depois das eleições. Cumprir seu papel de fiscal do Executivo, discutir leis que garantam melhoria de vida para a população, isso fica pra depois. Temos que ter cuidado com a escolha de nossos representantes. Deputados e Senadores são tão importantes quanto os chefes do Executivo. Temos que escolher bem. Não pela “bondade” dos candidatos, mas por seu caráter, suas idéias e suas escolhas. São eles que elaborarão as leis que regerá nosso país e nosso Estado. Não podemos deixar que pessoas de mau caráter continuem a nos representar. E não é de se esquecer a existência do bilionário fundo eleitoral aprovado pelos Deputados e Senadores, mesmo havendo fome em nosso país... O custeamento público de campanhas é uma realidade, mas 5 bilhões de reais é um farra com nosso dinheiro. Pensem bem, caros cidadãos. Indicações parlamentares, a princípio, podem demonstrar a preocupação do candidato com a nossa cidade. Mas será que a preocupação não é com ele mesmo, através de uma “troca de votos”? Será que esse candidato esteve aqui nos últimos quatro anos? Sabe dos problemas da cidade? Vota no Congresso ou na Assembleia de acordo com nossos interesses e pensamentos? Será que sabemos quais são os votos de tal candidato no exercício de sua função? Precisamos deixar de ser passivos, e analisarmos melhor nossos votos. Não podemos deixar a regulação de nossa vida na mão de pessoas que não nos representam com seus votos, opiniões e palavras. Essa é uma obrigação nossa com a sociedade. Ps.: Há alguns meses, nossa coluna tratou sobre o tema “obras debaixo da terra”. Mais uma vez, a vontade popular ecoada foi respondida pela Administração Pública Municipal, que já iniciou a obra para reforma da rede pluvial no centro da cidade. Parabéns aos envolvidos. E que os alagamentos na parte central da cidade sejam passado. EXPEDIENTE - PÁGINA DE OPINIÃO

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Co-fundador: Antônio Marcos Pinto (in memoriam) Editor Chefe/Jornalista responsável: Bruno Ferreira - 11.558/MG CNPJ: 12.772.555/0001-30 (E.I.) - Tiragem: 1.000 exemplares Colaborador: Gian Brandão E-mail: barrosoemdia@yahoo.com.br facebook.com/barrosoemdia - Instagram: @jornalbarrosoemdia

Tudo voltando: motos, jipes, festas e a Covid! E o povo fingindo que não tem mais nada! Adoro o Barroso nosso! Barroso bão sô! Parabéns pro pessoal que resgatou o Woodstock ai o... Só que vai chamar Rodovistock... que rodoviária louca aquela nussa senhora... fumaça subindo pra todo lado! Que loucura! Viva Woodstock...

João?

Mas ficaram boas as festas ali, tem mais espaço e a gente não precisa ficar perto dos peidorreiros e nem de gente espirrando. Tem uns aí que tá numa inhaca que nussa senhora! É cheiro de inveja sabia?! Inveja fede! E logo agora que eu ia abrir uma loja de barcos perto da ponte a Prefeitura vai arrumar os alagamentos no centro! Me dei mal! Vou abrir uma loja de patuá agora. Ô povo que tem inveja esse de Barroso! Torce contra, santíssima, nussa senhora! Povo torce contra tudo: Camarada vai pro MasterChef eles falam: Ele não sabe cozinhar, alguém inventa algo gostoso eles dizem: mas isso é mentira! Na boa, será se fomos condenados a ser mesquinhos! Acorda, credo em cruz! E um passarinho, do bico grande, me contou que não vai poder ter bebida alcoólica na festa Sant´Ana. Com todo respeito a nossa padroeira, mas ai comprica tá! Eu só sei pescar tonto! Mas já tenho um jeito de ficar tonto: só ficar olhando o porquinho da Índia a noite toda, não tem erro! Álcool só nos postos e sem redução do preço... Barroso tem cartel demais, até pra não baixar os preços eles combinam... nussa senhora! Nem o cartel de Medelin era sincronizado assim!!! E o Bozo heim, faltando três meses pra eleição baixou tudo, até a popularidade dele baixou ainda mais! Bem feito! Eu pra ele o: E daí?! Por falar em coisa errada, a puliça de Barroso tá esperando o que pra meter a caneta bic nesse povo que estaciona em cima da calçada, que para em local proibido, a puliça tá esperado o quê? Volta Robocop! Sardade do Robocop!!!

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Um filho ilustre... e esquecido Basílio de Magalhães é parte da história barrosense que poucos conhecem

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uem passa tranquilamente pela Rua da Lagoa, no Centro da cidade, muita das vezes não dá conta de que o interior esconde grandes histórias. A tal Rua da Lagoa, que na realidade é a Rua Ladislau Artur de Magalhães, leva o nome do padrinho, segundo o registro de batismo, de Basílio de Magalhães, nascido, no dia 1º de junho de 1874, na cidade de Barroso. As informações são do estudante de história Emerson Carlos de Melo, que recentemente fez o uso da Palavra do Cidadão na Câmara Municipal de Barroso. No texto apresentado a população, Emerson fala da vida e obra de Basílio, que, por muitos, foi esquecido na história. O registro de batismo de Basílio está no Livro de Batismo nº 1 da Paróquia de Sant’Ana de Barroso, na página 44. Conforme levantamento do estudante, ainda pequeno, Basílio mudou-se para a cidade de São João del-Rei, matriculando-se na Escola João dos Santos. Nesta escola, ele recebeu, em 15 de abril de 1884, o primeiro prêmio “Reginaldo de Barros” – medalha de ouro – pelo seu desempenho escolar. Ele também fez parte da imprensa regional, passando por grandes jornais da cidade histórica até se mudar para São Paulo. Já em terra paulista, Basílio se tornou advogado e continuou trabalhando na área da comunicação. Ele também lecionou em Campinas e Rio de Janeiro onde foi Diretor Interino da Biblioteca Nacional.

DEMOROU, MAS CHEGOU! Vem aí Sucesso Cast, o Podcast no barrosoemdia

Estudante de história

Basílio voltou para São João no ano de 1919 e se deparou com uma prática política conservadora e contrária à sua postura e a seus ideais liberais. “Não existem mais no mundo agregamentos étnicos puros, não há raças inferiores e superiores porém sim atrasadas e adiantadas”, disse Basílio em um dos seus textos e discursos. Mas foi em 1922

Ficou por pouco tempo na política e retornou a área da educação, onde foi autor de cerca de mais de 100 obras. Ele era um poliglota e pertenceu a 26 associações culturais, sendo 17 brasileiras e nove estrangeiras. Sua biblioteca chegou a possuir cerca de 27 mil volumes. Em 14 de dezembro de 1957, aos 83 anos de idade, Basílio de Magalhães faleceu em

“Em Barroso, por exemplo, quase ninguém sabe sequer que ele existiu”. Emerson Carlos de Melo que ele entrou para política e foi eleito Senador Estadual Mineiro e, em 1923, Presidente da Câmara de São João del-Rei e Agente Executivo Municipal (cargo atual de prefeito). Também, ainda na política, em 1924, elegeu-se para Deputado Federal sendo reeleito para o mesmo cargo no ano de 1927.

Lambari –MG, vítima de hemorragia cerebral. Seu nome foi dado ao Salão Nobre da Prefeitura Municipal de São João del-Rei. RECONHECIMENTO O que muito se debate nos dias atuais é o quão Basílio deixou de ser valorizado. De acordo com pesqui-

sadores da sua obra, ele poderia ser muito mais valorizado por seu trabalho em prol da história e da política brasileira. “Em Barroso, por exemplo, quase ninguém sabe sequer que ele existiu”, comenta o estudante Emerson que faz questão de relembrar o barrosense ilustre. “Poderia ser mostrada sua história para incentivar outros a trilharem o caminho acadêmico”, diz o estudante que reforça que mesmo tendo nascido longe dos grandes centros urbanos, Basílio construiu uma história de vencedor. Relembre o discurso do estudante Emerson na Câmara Municipal de Barroso. Leia o código QR abaixo.

Em parceria com a empresária Daise Ferreira, nasce nesta próxima quarta-feira (13), às 20h, o Podcast do barrosoemdia. Intitulado pela empresária como SucessoCast, o programa de entrevista já estava no ar no canal Daise Ferreira, Diretrizes do Sucesso. Porém, agora, em um formato mais robusto e com um leque mais aberto para o quadro de entrevistados, o podcast ganha uma nova roupagem, além da produção de Fabrício Henrique e Richard Neves, da DM Produções. “A ideia é cada um contribuir com o seu potencial. Juntos, podemos dar um pontapé inicial em um projeto de muito sucesso. Espero que os internautas possam apreciar”, diz o jornalista Bruno Ferreira, que ao lado de Daise vão receber os convidados. “Têm muitas histórias na nossa cidade e todas elas têm sua importância. Vai ser um prazer dividir isso com os nossos leitores”, conta Bruno. Já Daise, que deu início no projeto baseado nos seus estudos, acredita que todos tem uma história de sucesso para contar. “Minha expectativa com o projeto Sucesso Cast é que, através de um bate-papo informal e descontraído, possamos

apresentar histórias inspiradoras de pessoas de vários segmentos como cultura, empreendedorismo, esporte, entre outros”, diz a empresária barrosense que também fala da parceria com o barrosoemdia. “E em paralelo, acredito que a parceria será como uma chancela deste projeto que faz parte do meu trabalho na área do Desenvolvimento Pessoal e Profissional”, ressalta. ESTREIA O programa será ao vivo e será exibido no canal do Youtube do barrosoemdia sempre às quartas-feiras às 20h. Para acompanhar a estreia do SucessoCast leia o código QR abaixo! E o primeiro convidado deste novo formato será o dentista e participante do programa MasterChef da Tv Bandeirantes, Bruno Nogueira. Vale a pena conferir!


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É nosso... Conheça a história da barrosense que criou este prato tradicional Ana Gabriela

Repórter Estagiária

UFSJ

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uando chega o frio, como agora, e o “relógio central” da cidade anuncia a temperatura cada vez mais recorde, os ouvidos pedem toca, as mãos pedem luvas e o estômago pede um caldo. E se tem uma iguaria que combina com o frio é o tal Chico Paio. O feijão branco, o frango, o bacon, a calabresa e as várias outras combinações casam perfeitamente com o friozinho. Destaque no site de Turismo da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, o Chico Paio, prato tipicamente barrosense, vem ganhando visibilidade em todo o Brasil. O caldo, que normalmente é associado com o tempo gelado do inverno, tem marcado presença em diversos eventos no município, sendo servido em jantares, festas e nos principais bares da cidade. Mas onde nasceu e quem criou o tal Chico Paio, aliás, quem deu esse nome

Ché, a barrosense que criou e batizou o Chico Paio

que consegue unir o popular com a comida? Pois saiba você que ele tem data, local de nascimento e uma mãe. Sim, uma mãe, que por sinal, tem orgulho, muito orgulho do filho que nasceu, cresceu e ganhou o mundo. Cirlene Terezinha de Souza Lopes, ou simplesmente a Ché da Loja, como é conhecida na cidade, revelou recentemente, através de um vídeo no YouTube do barrosoemdia, que o

Chico Paio foi criado por acidente, quando ela fazia caldos para os clientes da Academia e Sauna Lopes, em 1979. “Eu comecei a fazer a dobradinha com feijão branco, que eu comia muito no Rio de Janeiro, para os clientes da academia. Foi bem aceito, até que um freguês pediu algo diferente, sem a dobradinha”, contou ela que resolveu fazer uma feijoada branca, mas não era bem o que queria. “Tudo

aconteceu quando eu decidi colocar bacon e o paio na tal feijoada”, diz Ché. A partir daquela ideia, tudo mudou, Ché encontrou e conquistou paladares. “Mas tinha um problema, o pessoal que frequentava a Sauna estava achando muito caro, eles me perguntavam assim: o que tem nesse prato que tem que ser caro assim?”, relata a criadora da guloseima que vem conquistando corações. E

o alto preço estava relacionado ao custo do paio, a linguiça defumada usada no prato que na época era rara e muito cara. “Alguns clientes ironizaram o prato, por causa do preço chamavam de “chique paio”. Me dá um desse chique paio ai, diziam eles”, conta Ché. , Diante do dilema, com o aval dos pais, que eram os cobaias da época, Ché resolveu trocar, meio que sem querer, o paio pela linguiça calabresa defumada, mantendo o sabor e saindo pela metade do preço. “Eu cheguei no supermercado e vi aquela linguiça que eu nem conhecia e perguntei o que era, quando o vendedor me disse que era calabresa e custava a metade do preço do paio, eu falei: vou levar”, diz a barrosense que passou usar calabresa no lugar de paio. E o nome nasceu no erro de pronuncia de um cliente do povoado do Bananal. “Chegaram uns motoristas do Bananal na Sauna e pediram um tal de Chico Paio, falaram assim. Naquele momento eu pensei: isso é muito bom, Chi-

co é um nome popular e também tira aquela ironia de chique, vai ser assim agora, coloquei o nome no cardápio: Chico Paio”, descreve emocionada Ché que tem orgulho de ter batizado um dos pratos mais tradicionais da culinária mineira. NASCIMENTO E BATIZADO Assim nasceu o Chico Paio, em 1979, há 43 anos na Sauna Lopes, onde funcionou posteriormente a Cabana e hoje é uma loja de Som Automotivo. “E por ironia do destino, hoje ele leva o nome de Chico Paio e não tem o Paio”, brinca Ché. Assista o vídeo acessando o código QR abaixo!

Bruno Nogueira no MasterChef Barrosense foi a atração da cidade nos últimos meses Foi com emoção que o mineiro Bruno, 34, deixou o MasterChef Brasil na noite da última terça-feira (5). Na prova do chankonabe, tradicional prato japonês, o dentista serviu um caldo saboroso, mas pecou no preparo dos ingredientes, apresentando camarão e legumes sem cocção. O detalhe fez diferença na degustação dos chefs, que não perdoaram a falha. “Está saboroso, está bom, mas está tudo cru”, lamentou Helena Rizzo. Em entrevista ao Band.com, o dentista se mostrou orgulhoso da participação. “Eu me considero um vencedor. Ainda tem muita coisa para ser vivida, mas cheguei no top 9, né? Estou em nono lugar em meio a milhares de pessoas que se inscreveram, isso é muito animador. É uma resposta de que devo continuar sonhando”, celebra. Ainda assim, ele admite que

não estava preparado para sair hoje. Ao longo da prova, sua calma na cozinha mostrou que o resultado foi inesperado. “Tenho estudado muito, estou tão dedicado. Foi uma surpresa, mas mereci. Agora a minha energia pode os-

cilar, mas abaixar nunca. Sigo firme.” Bruno revela que, além de toda a experiência no comando do fogão, ganhou no programa relações que espera manter por toda a vida. Talvez por isso, estar na berlin-

da ao lado de Lays, Rafael e Melina tenha sido tão desafiador. Além do risco da eliminação, muitos sentimentos estavam envolvidos. “Eu acho que todos nós aguentamos tão bem até hoje, em questão de jogo, por causa da nos-

Barrosense vai contar um pouco no Sucessocast do barrosoemdia - quarta-feira - 20h

sa união. Fizemos a prova dançando, sorrindo e cozinhando felizes. E eu sigo assim. Gostei do que ouvi dos chefs e deu para sentir, principalmente no Fogaça, que era muito verdadeiro o que ele estava dizendo.”Para o mineiro, as amizades são seu troféu particular da 9ª temporada. “Isso ninguém tira de mim. Dinheiro acaba, fama vai embora, mas respeito e admiração permanecem”, diz, ao afirmar que deixa a disputa amigo de todos os outros participantes. “Não tenho desavenças nem mesmo com pessoas com quem tive dificuldade de convívio, como o Fernando. Eu sempre tento estender uma mão e cultivar o bem”, reflete. Antes de deixar o MasterChef, Bruno revelou que, há dois anos, superou um câncer e falou do quanto é importante a valorização da vida. Agora eliminado, ele planeja

seguir em paz, conquistando uma meta por vez e sendo feliz. O sonho? “Gostaria de sair, fazer jantares, quem sabe trabalhar em um restaurante e, no futuro, ter algo meu em Tiradentes (MG)”. Barroso e todo o Brasil estará contigo, Bruno. Sucesso! REPESCAGEM De acordo com os amigos que acompanham de perto a participação de Bruno Nogueira no MasterChef, ele vai disputar uma repescagem na próxima semana. As gravações já terminaram e ele já está em Barroso. Ele também participa na próxima quartafeira, 13 de julho, da estreia do SucessoCast no Canal do Youtube do barrosoemdia. Comandado por Daise Ferreira, o programa será ao vivo às 20h. Te esperamos lá!


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Um sonho realizado aos 82 anos CARA DE BARROSO

DONA NEDIR

A paixão do senhor Sebastião Labaço sempre foi pelo Vasco da Gama, seu time de de um sonho. Um sonho que estava distante apenas cerca de 200 km, mas pendencoração. Entre tantos nomes explosivos, acreditamos que Roberto Dinamite tenha te há quase 82 anos. No seu tempo, com seu jeitinho e sua lucidez, Nedir adentrou sido o mais pronunciado entre ele e a família. E até que a Dona Nedir herdou do o Gigante da Pampulha, subiu os degraus da arquibancada, bateu palmas e gritou pai a paixão do futebol, mas o Vasco foi por apenas Zêro! Pronto, 80 anos depois o sonho atravessou um tempo, um namoro de verão ou namorinho de a garganta e pairou sobre o Mineirão. Se alguém portão. Quando Dona Edir olhou para o céu e seus tem prova disso? Sim, 60 mil pessoas que naquela “Me chamaram de vovozinha... olhos enxergaram as cinco estrelas que formavam tarde acompanharam Foi lindo, nunca imaginei que estaria alí um Cruzeiro, não teve outra: amor à primeira vista. mais uma vitória do e consegui ver o Cruzeiro. Um amor verdadeiro, pelo Cruzeiro! Edir hoje é uma time celeste que está Foi lindo, foi demais”. cruzeirense, que como tantos outros enfrenta um dos voltando para o seu momentos mais difíceis da sua história, mas coleciolugar: a primeira dina, ao longo dos seus bem vividos 82 anos, títulos, visão e o coração de filhos, sorrisos, netos, lágrimas e bisnetos. E foi dos pés, ou das mãos e do coração todos os torcedores. Viva o Cruzeiro, viva o futebol, viva Dona Nedir! Mais um sonho realizado! da família, mais precisamente do neto Bruninho, bão de bola, que Dona Nedir recebeu um passe na entrada da área e marcou um golaço! No último feriado, a bisa, acompanhada das filhas, embarcou na caravana Reduto Del Rei rumo à realização Assista ao vídeo acessando o Código QR ao lado!