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Desde 2006 - Edição 219 - Sábado, 4 de Setembro de 2021 - Barroso/MG - Distribuição Gratuita

Hasteada...

NO DIA 7 DE SETEMBRO DE 1971, A BANDEIRA DE BARROSO FOI HASTEADA PELA PRIMEIRA VEZ COM O BRASÃO DO MUNICÍPIO A nova trama da Rede Globo, que vem reproduzindo histórias do Imperador brasileiro Pedro II, interpretado pelo ator Selton Mello, na nova novela das seis, durante a época do Brasil imperial, traz detalhes de trajes, usos e costumes da época e reproduz o cotidiano da corte brasileira no século XIX. Fazendo um paralelo irônico com a frase que virou marca, Isso a Globo não mostra, a reportagem apurou o que poucos barrosenses sabem: o Imperador do Brasil esteve na cidade. Página 4.

O dia que Dom Pedro II passou por Barroso

ADULTOS VACINADOS! Barroso completa vacinação da primeira dose contra a Covid em adultos

A cidade de Barroso completou, na última quinta-feira (26), a vacinação da primeira dose contra a Covid-19 em todos os cidadãos adultos, ou seja, acima de 18 anos. De acordo com o Boletim Epidemiológico da Prefeitura Municipal de Barroso, divulgado no dia seguinte, sexta-feira (27), foram vacinadas 14 mil e 805 pessoas com a primeira dose.

Como diria meu amigo: o último a sair paga a luz! Tem mais lá dentro, entra aí...


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Editorial A cena de um soldado americano, puxando pelos braços uma criança afegã, não pode ser apenas mais uma foto. Quem viu, e não parou para refletir sobre o ocorrido, deve fazer uma reflexão sobre sua própria maneira de encarar a vida. Fingir que não temos nada a ver com o que aconteceu é um ato tão covarde e cruel quanto o da história de massacre e intolerância dos talibãs. Na ocasião, um soldado americano, que está prestes a embarcar de volta para os Estados Unidos, recebe das mãos dos próprios pais o filho de poucos anos de idade. Corta o coração saber que aquele ato de desespero é uma tentativa de salvar a vida da criança, agora ameaçada por um regime que muitos encaram como retrógrado. E o que temos com esse episódio que aconteceu do outro lado do mundo? Tudo! Hoje, a intolerância religiosa e política está no Afeganistão. Amanhã, se o mundo continuar caminhando na direção de tanto ódio e armas, não sabemos o que pode acontecer. A luta pelo poder, pelo domínio do Estado, associada ao fanatismo religioso, pode levar, qualquer nação, ao retrocesso. Deus e fuzis não cabem na mesma frase. Não combinam. Amor e ódio não caminham juntos. É impossível pensar em um país melhor defendendo armas, venerando sangue e idolatrando irracionais. Nunca o mundo precisou de tanta paz, de tanto amor entre as pessoas. Seja no Afeganistão, seja no Brasil: paz!

Atualidades

Gian Brandão

História e Memória

Meados de 2013. Estávamos há poucos dias do início da Copa das Confederações, que daria seu pontapé inicial em Brasília. Evento teste para a Copa do Mundo que aconteceria no Brasil depois de longos 64 anos. E o povo resolveu se rebelar. Principalmente jovens, tomaram as ruas do país contra o aumento de passagem de ônibus urbanos. Vinte centavos, diziam alguns. Mas, de fato, a manifestação popular não se deu apenas pelo aumento do valor da tarifa de ônibus. Isto foi apenas o estopim para as manifestações, quase que totalmente ordeiras, onde jovens de todo o país criticavam o descaso com a população brasileira, principalmente pelos altos gastos com a Copa e Olimpíadas, que, a todo dia, aumentavam em milhões de milhões de reais do orçamento original. Essa foi apenas uma das inúmeras manifestações populares em nosso país contra o sistema. “Diretas Já”, “Caras Pintadas”, dentre outras, mostram manifestações populares contra o establishment, palavra hoje tão em voga no vocabulário de muitos brasileiros. Mas, de maneira estranha, e fazendo relembrar a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, estão sendo convocadas manifestações para o próximo dia 7 de setembro. E o mais estranho, convocadas muito mais para defender uma pessoa, no caso, o Presidente Bolsonaro, do que para defesa de alguma ideia. O que vemos é uma convocação estranha de caminhoneiros, latifundiários e partidários de voto impresso e contra os Ministros do STF, mas sem qualquer base ou fundamento social. O que se quer, de fato, é a defesa da pessoa do Presidente, elegendose “inimigos” para combater, ainda que ele não exista. Na “Marcha da Família”, o inimigo era o Comunismo. O Comunismo ainda continua sendo “inimigo” de alguns defensores do Presidente, mas não existe mais a Guerra Fria e um verdadeiro “perigo” de nos transformarmos em uma nova União Soviética, China ou Cuba. Então, foi preciso a “criação” de outros factóides, como a desconfiança do voto eletrônico e a competência, dignidade e caráter dos Ministros do STF. Factóide. Essa é a palavra. Criam-se “inimigos invisíveis” para justificar uma manifestação que só tem um interesse: a defesa de um homem, e não de suas idéias. Pobre povo brasileiro. Mas o pior é que a oposição parece estar ainda mais perdida, ao convocar manifestação contra o Presidente, mas também sem qualquer comoção popular ou reivindicação justa. Vão manifestar contra o quê? O preço alto dos combustíveis? As centenas de milhares de mortos pela COVID? Sinceramente, não se mostra clara qual a intenção das manifestações. Ou seja, a manipulação de nosso povo para as possíveis manifestações de 7 de setembro é claríssima. Só não vê quem não quer. Não sou a favor da liberação das armas. Acredito que a condução da política econômica não é a melhor. O meio-ambiente e os trabalhadores são tratados com descaso pelo atual governo. Mas, de modo algum, estou surpreso. Foi exatamente isso que nosso Presidente defendeu por toda a vida política. E a maioria da população quis essa condução política por 4 anos. Então, não há muito o que se questionar. O voto, no próximo ano, é que pode mudar a condução de nosso país, se essa for, de fato, a vontade da maioria. O que não dá é pra admitir essa divisão atual de nosso país. Você é contra ou a favor. Não existe meio termo. Tese e antítese. A síntese não serve mais. Ou você apoia o Presidente ou você é “esquerdista maldito” ou “petralha”. Você não pode ser apenas consciente. Ou observador. Ou cidadão para decidir seu próprio caminho. Não é questão de ser esquerda ou direita; progressista ou conservador. É tentar estar no caminho certo e saber que a vontade da maioria é a que deve prevalecer, ainda que ela não seja a nossa e mesmo que se torne equívoca no futuro. Democracia é isso: poder do povo, através da maioria. Manifestar contra o voto eletrônico é ser contra a democracia representativa, já que nossos Deputados, que são nossos representantes, já afastaram tal possibilidade, pelo menos por enquanto. Defender o porte de um fuzil como uma decisão particular, também não parece democrático, quando nossas leis e a maioria da população são contra tal situação (pelo menos foi isso o decidido no Referendo de 2005). Precisamos muito aprender com a história. Pena que esta seja cada dia mais desvalorizada. É como disse Emília Viotti da Costa: “Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado.” Tomara que estas manifestações do dia 7 de setembro, se é que vão de fato ocorrer, não tragam consequências funestas como a Marcha da Família: Ditadura, morte e Censura. Ditadura, nunca mais. EXPEDIENTE - PÁGINA DE OPINIÃO

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Rua Maria José Melo, 13 - Centro - Barroso/MG Telefone: (32) 9.9199-1575 - WhatsApp

Co-fundador: Antônio Marcos Pinto (in memoriam) Editor Chefe/Jornalista responsável: Bruno Ferreira - 11.558/MG CNPJ: 12.772.555/0001-30 (E.I.) - Tiragem: 1.000 exemplares Colaborador: Gian Brandão E-mail: barrosoemdia@yahoo.com.br facebook.com/barrosoemdia twitter/@barrosoemdia Instagram: @jornalbarrosoemdia

Agora virou atração turística em Barroso! “Vão vê os buracos!”. É cada uma! - Passa lá em casa pra gente ir ver o buraco! Aí vai no buraco da Rodoviária, depois vai no buraco dos Correios! Virou atração turística! Todo mundo vendo os buracos dos gordinhos! Por falar na rodoviária, cambada de sujismundo esse povo que larga lixo em local público! Imagina como deve ser o quarto de um pentelho deste!

João?

E já podemos falar das carretas na avenida ou ainda tá cedo? Precisamos conversar sobre isso eim! Monte de gente fugindo do assunto e depois que der uma zebra não adianta não que vai ser tarde! Tem que arrumar uma solução pra isso uai! 7 de Setembro chegando e eu aqui com saudade de desfilar com meu quixute amarrado nas canelas debaixo daquele sol de 40 e 10 graus! E na minha época era na Rua da Lagoa! Dava pra refrescar um pouco kkkkkk Por falar em 7 de Setembro, reza a lenda que montado em seu cavalo, as margens do Posto Ipiranga, Bardola teria dado um grito também: “Gasolina cara!”. A cena teria sido registrada pelo Odal! Saudade do Odal né! E vamos comemorar eim! Picanha 150, gás 125, luz 500 e desconfiometro zero! Vamos comemorar a gasolina a 7 reais o litro! Gasolina ou morte! E a Pinguela? Já pode passar? Fiquei sabendo que vai ter o teste: Se o Prefeito e o vice passarem, juntos, a população pode passar tranquila! A Ponte Rio Niterói que o Gambá construiu lá no Canal já tá funcionando. Vai ter até pedágio. Por falar no Gambá, achei que ele tava voltando uai! Que susto! A cidade tá toda de ipê amarelo! Tá linda, tirando os buracos! Mas tá limpinha mesmo! Se eu animar volto em outubro, ando meio desanimado dessa minha pova. Tô querendo ir embora de Barroso! Vou pra Dores! E tem gente que continua colocando fogo! Fogo no toba! E quem sair por último paga a luz! Combinado?

Sessão Flash

Músicos barrosenses renderam homenagens a Marquinhos Dutra. Assista! O show, que contou com a colaboração de diversos músicos barrosenses, foi realizado em formato digital no Espaço Fofocas, no Centro Ser, sem presença de público e respeitando as medidas de controle da Covid-19. A live durou pouco mais de 2 horas e teve momentos de muita emoção. O repertório contou com 21 canções, todas elas compostas por Marquinhos. Fechando o evento com chave de ouro, foram apresentados com emoção e entusiasmo dois sambas-enredos da Escola de Samba do Santa Maria, que teve Marquinhos como um dos seus fundadores.

Escaneie aqui!

COMARCA DE BARROSO – EDITAL DE INTIMAÇÃO Oficial do Registro de Imóveis de Barroso/MG, com base no art. 108 d € 3⁰ do Provimento 260/2013 e arts.10,11 e 12 e parágrafos do Provimentos 65 do CNPJ, vem intimar TODOS os herdeiros de SEBASTIÃO MOURÃO DE SOUZA, brasileiro, comerciante, casado, CPF: 019.512.976-87, os quais encontram- se em lugar desconhecido, conforme declaração de NILDA DAS DORES DOS SANTOS, brasileira, viúva, CPF 714.565.116-73, CI: MG- 10317.774 SSP/ MG com endereço a Travessa Tiradentes, n⁰43, Bairro Rosário em Barroso/MG CEP.36-212-000, para manifestar sua concordância ou discordância em relação ao procedimento de usucapião extrajudicial em andamento neste Cartório, referente à matrícula 2405 Lv 2 do 1⁰ Ofício de Registro de Imóveis de Barroso/MG. Para tanto o prazo para manifestação é de quinze dias contados a partir da publicação deste. O transcurso do prazo acima citado sem manifestação do titular do direito sobre o imóvel consistirá em anuência ao pedido de reconhecimento extrajudicial da usucapião do bem do imóvel. O endereço deste Registro de Imóveis de Barroso é Rua Bias Fortes, 118 – Centro, Barroso/MG, 16 de Agosto de 2021. A Oficial Fernanda Duarte Félix de Souza.

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7 de Setembro: um ano da primeira morte No próximo dia 7, Barroso completa um ano do primeiro óbito por Covid-19

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uitos já esqueceram, mas 58 famílias barrosenses ainda choram e lamentam a perda de seus entes queridos durante a pandemia de coronavírus. No próximo dia 7 de setembro, quando alguns se organizam para comemorar o feriado, a cidade completa um ano do primeiro óbito por decorrência da doença que já matou mais de meio milhão de pessoas somente no Brasil. São mais de 4 milhões de óbitos no mundo. Na ocasião, naquele 7 de setembro de 2020, a primeira morte era anunciada pela Prefeitura Municipal de Barroso, através do Boletim Epidemiológico. Era a tarde do feriado da Independência e a população já se preparava para o pior. A vítima era um homem de 69 anos. De lá para cá, também devido ao atraso das vacinas por parte do Governo Federal, outras 57 pessoas morreram vítimas da doença na cidade. “Tem gente que ainda ri quando passo na rua usando máscara. Tem gente que acha que a vacina não demorou. Tem gente que não quer vacinar e zomba de nós. E fazem isso porque não perderam familiares como eu perdi”, diz um leitor do jornal que prefere não se identificar e ressalta que, quando tudo isso passar, muitos seguirão suas vidas normalmente, mas ele vai ter que conviver com a dor da perda pelo resto da vida. O negacionismo se transformou em uma guerra política e acabou fazendo de maio deste ano o mês mais letal no que diz respeito ao número de óbitos em Barroso. Ao todo, foram 21 mortes somente em maio, o mês em que

Barroso completa vacinação da primeira dose

58 óbitos por Covid

mais vidas foram perdidas no município. Na cronologia das mortes - veja o quadro ao lado - também é possível verificar que os números diminuíram na cidade ao longo dos últimos meses. Em agosto, mês com o menor número de mortes neste 2021, há o registro de apenas um óbito por Covid-19. Trata-se de uma mulher de 53 anos que chegou a ficar internada por cerca de um mês em São João del Rei, mas não resistiu e faleceu no último dia 9. “Não existe outra razão para a queda das mortes em todo o Brasil e no mundo. Agradeçam à ciência, à vacina”, diz o biológo Átila Iamarino. Das 58 mortes, 31 são do sexo feminino e 27 do sexo masculino. A maioria é de idosos acima de 60 anos. A vítima mais jovem tinha apenas 26 anos e a mais idosa faleceu aos 92. O dia mais letal da doença foi 2 de julho, quando quatro barrosenses morreram vítimas do coronavírus.

A cidade de Barroso completou, na última quintafeira (26), a vacinação da primeira dose contra a Covid-19 de todos os cidadãos adultos, ou seja, acima de 18 anos. De acordo com o Boletim Epidemiológico da Prefeitura Municipal de Barroso, divulgado no dia seguinte, sexta-feira (27), foram vacinadas 14 mil e 805 pessoas com a primeira dose. “Com muita organização, esforço e dedicação de nossos profissionais de saúde conseguimos cumprir a importante meta de vacinar todo o público acima de 18 anos conforme definido pelo Plano Nacional de Imunização (PNI)”, diz trecho da nota da Prefeitura enviada à reportagem do Barroso EM DIA sobre a finalização do primeiro ciclo da vacinação no município. A primeira dose da vacina contra a Covid-19 foi aplicada no dia 19 de janeiro. Na oportunidade, a barrosense Andréia Ferreira, técnica de Enfermagem no Hospital Macedo Couto e primeira profissional da área da saúde a contrair o vírus, recebeu a dose em uma cerimonia na Câmara Municipal de Barroso. Andreia está na linha de frente do combate à Covid e, desde o início da proliferação do vírus, em março de 2020, junto com demais profissionais da saúde, vem enfrentando a doença e a resistência de algumas pessoas contra os procedimentos a serem adotados. De lá para cá, a cidade enfrentou momentos tensos e trágicos. Até o momento, 58 pessoas morreram vítimas da Covid-19 no mu-

nicípio. O Hospital viveu momentos conturbados e cerca de 30 pessoas chegaram a ficar internadas. ADOLESCENTES Com a conclusão da vacinação da primeira dose em todos os que compareceram para receber a vacina, a Prefeitura se volta agora para a imunização de adolescentes, abaixo de 18 anos que, assim como em outros estados – São Paulo, Piauí e Distrito Federal – já estão recebendo a vacina. “Agora, aguardamos o aval da Secretaria de Saúde de Minas Gerais e a disponibilidade de vacinas para avançarmos na vacinação do público abaixo dos 18 e do público que for determinado para receber a dose de reforço. Estamos preparados”, conclui a nota da Prefeitura que fala da expectativa para a vacinação dos menores de idade e dos idosos, que devem ser os primeiros a receberem a dose reforço estipulada pelo Ministério da Saúde. SEGUNDA DOSE Os números da segunda dose, apesar do atraso na vacinação em todo o Brasil, são animadores. Cerca de 45 % da população, mais de seis mil e poucos habitantes, contando com os que receberam a dose única – 436 da Janssen – já estão com a imunização completa. Até o fechamento desta edição, eram 6 mil e 122. O cronograma para a vacinação da segunda dose para o mês de setembro já está disponível para consulta. Veja nos quadros abaixo!


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Nos Tempos do Imperador

ANIVERSÁRIO

Brasão do município de Barroso completa 50 anos

O dia que Dom Pedro II esteve em Barroso

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nova trama da Rede Globo, que vem reproduzindo histórias do Imperador brasileiro Pedro II, interpretado pelo ator Selton Mello, na nova novela das seis, durante a época do Brasil imperial, traz detalhes de trajes, usos e costumes da época e reproduz o cotidiano da corte brasileira no século XIX. Fazendo um paralelo irônico com a frase que virou marca, isso a Globo não mostra, a reportagem apurou o que poucos barrosenses sabem: o Imperador do Brasil esteve na região das vertentes. De acordo com o historiador barrosense, Wellington Tibério, ele esteve aqui por duas vezes: primeiro para fiscalizar e posteriormente para inaugurar a Estrada de Ferro Oeste de Minas, a “linha do trem”, em 1881. “Ele passou pela estação de Barroso em 26 de abril de 1881 na companhia do diretor da Estrada de Ferro, Joaquim Lisboa”, conta Tibério que relata que há apenas um registro desta passagem no diário pessoal dele. O imperador na ocasião estava acompanhado da Imperatriz Tereza Cristina e de sua comitiva que tinha como itinerário a cidade de Barbacena. “Depois da rápida visita de três dias pela região, ele voltou para efetivamente inaugurar o empreendimento em

Dom Pedro II passou por Barroso

São João del Rei, em 28 de agosto de 1881. Dessa vez, sem referências no diário de passagem por Barroso. Contudo, consta uma outra informação no livro de Geraldo Napoleão de Souza, Barroso, Subsídios para a História do Município”, que mostra que o Imperador Dom Pedro II teria se hospedado na fazenda do Chiqueiro, à época pertencente ao casal João Francisco Pinto e Prudenciana Senhorinha de Meireles”, diz o historiador. A antiga fazenda,

que passou a pertencer posteriormente a Júlio Pinto e seus herdeiros, porém com nova denominação, Fazenda Boa Esperança, está localizada nas proximidades do trevo da cidade de Barroso. Outra informação da época, segundo Tibério, é que com a estação de Barroso já em funcionamento, foi inaugurado em 30 de setembro de 1880, o tráfego no polo de exportação, devido à abundante produção de cal na localidade. “Importante

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ressaltar que um dos funcionários que pertencia à primeira diretoria e aqui residia com sua família era o mestre-linha José Teixeira da Cunha, um português que veio a falecer em 1915. Já o último ferroviário que trabalhou na estação de Barroso, até sua desativação em meados da década de 1980, foi o senhor Altair Ferreira da Costa, o Sr. Tuti, como é conhecido. A ferrovia, implantada pela antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), que mudou de nome algumas vezes, perdurou por mais de 100 anos. A Companhia que a administrava realizou seus trabalhos até 1931, quando passou a ser conhecida como Rede Mineira de Viação. No último dia 28 de agosto, foram comemorados 140 anos da EFOM. Em Barroso, a ferrovia funcionou até os anos 80.

O brasão do município de Barroso completa 50 anos em 2021. Há meio século, o então Prefeito da cidade de Barroso, Baldonedo Arthur Napoleão, organizava, através do executivo, um concurso que iria eleger o brasão da cidade. Na oportunidade, o vencedor foi um barbacenense, Osmar de Souza Faria, formado pela Escola de Arquitetura e Belas Artes do Rio de Janeiro. Osmar, que faleceu cinco anos após o concurso, em 1976, ainda ganhou 800 cruzeiros na época. E o lançamento do brasão

na bandeira do município aconteceu naquele 7 de setembro de 1971, em um hasteamento da bandeira que completará 50 anos. O brasão em forma de escudo foi usado por 12 anos e passou por mudanças ao longo da história. Acima, é possível entender, através de uma breve ilustração que já foi publicada no Blog do historiador Wellington Tibério, a simbologia de cada item (Torre, bigorna, escudo, livro, as chaminés, o Rio das Mortes e as montanhas de Minas) presente no brasão barrosense.

Maria Fumaça em Barroso

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Dr. Frederico já viabilizou mais de R$ 2 milhões para Barroso Deputado federal segue trabalhando pela qualidade de vida da população barrosense O deputado federal Dr. Frederico presta contas à população de Barroso. “Neste meu mandato de Deputado Federal, procuro estar atento às demandas do povo de Barroso. Com muito trabalho, venho buscando honrar meu compromisso de ajudar a Saúde do município, além de outras áreas essenciais, como a Assistência Social, que também precisa de um suporte especial nestes tempos difíceis de pandemia. Minha parceria com o município de Barroso se fortalece a cada dia. Já destinei um total de R$ 2.333.000,00, sendo que R$ 1.133.000,00 já estão pagos. Só para a Saúde, indiquei R$ 1.433.000,00. E sigo sempre à disposição para contribuir!”, destacou o parlamentar.

Acesse as redes sociais do Deputado Frederico


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Loja Disensa é inaugurada em Barroso Na onda de inaugurações, uma nova loja de materiais de construção chega à cidade

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arroso fechou o mês de julho com saldo positivo na geração de empregos - pelo menos é o que mostram os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged. Segundo o documento, foram 149 admissões contra 85 desligamentos, ou seja, um saldo positivo de 64 empregos na cidade naquele mês. E estes números tendem a aumentar no próximo balanço. Foi inaugurada nessa sexta-feira (3), em Barroso, a Disensa, a mais nova loja de materiais de construção do município. São mais de 1800 lojas em oito países e agora em Barroso e mais uma opção para a cidade no que diz respeito a soluções em construção, com um amplo portfólio de produtos e serviços para quem deseja construir ou reformar. O novo empreendimento da empresária Dulcimara Mônica de Souza, com apoio do seu irmão, Dorivan Francisco de Souza, é um projeto antigo da barrosense. “Era algo que já imaginava e trabalhava. Assim, diante da oportunidade, mesmo perante a este momento conturbado, resolvi abraçar essa causa e trazer mais este novo empreendimento para Barroso”, diz Dulci, como é conhecida a empresária que está há 20 anos à frente da Loja Prolar, loja no ramo de movéis com cerca de 50

Disensa foi inaugurada nessa sexta-feira no “Beco do Quinzola”

anos na cidade. A Disensa Barroso faz parte da maior rede de materiais de construção da América Latina, sendo a terceira de Minas Gerais e a primeira do Campo das Vertentes. “Mas o orgulho maior é poder contribuir com o município, gerando empregos e dando às pessoas a possibilidade de variedades em produtos”, diz a empresária que herdou a veia empresarial do pai Zotte. A Disensa é líder no mercado de distribuição de vendas de materiais para construção há mais de 40 anos, sendo a pioneira no modelo de franquias nesse segmento. Além disso, a Disensa se destaca pela experiência no desenvolvimento de soluções para o mercado de construção, oferecendo

FAÇA UMA VISITA!

sempre produtos de qualidade e o melhor serviço. Além do Brasil, México, Argentina, Colômbia, Equador, El Salvador, Nicarágua e Costa Rica também trabalham com a Disensa.

ríodo de 12 meses, ou seja, um ano, o saldo também é favorável no município que vem recebendo novas empresas. São 1.237 contra 812 desligamentos, um total de 425.

EMPREGOS

O OUTRO LADO

Na onda dos empreendimentos de redes de supermercados que estão chegando na cidade, a Disensa, que é gerida por barrosenses, também contribui para os números positivos no quesito geração de empregos na cidade. Aliás, no acumulado do ano, o resultado de contratações também é positivo. São 834 admissões e 531 desligamentos para um total de 323 empregos gerados na cidade. No que diz respeito ao pe-

Se por um lado temos a inauguração de redes de supermercados e novos empreendimentos, que proporcionam preços e variedade para os barrosenses, por outro temos a triste realidade que bate à porta. Mais um empreendimento de décadas foi encerrado na cidade neste mês de agosto. Com cerca de 40 anos de história, o Açougue do Lolô, atualmente administrado pelo filho Wagner Ferreira da Silva, o Taquinho, 55,

também fechou as portas. “É muito triste, dói muito, porque tem toda uma história familiar envolvida, mas não era mais possível continuar com o empreendimento”, ressalta Taquinho que, ao lado do pai e do irmão Giovanni, trabalhou por muitos anos no açougue que ainda funcionava na Rua Coronel Arthur Napoleão, ao lado da Pastelaria Scari, e depois se mudou para a Rua Daniel Pantaleão, também no centro da cidade. “Acabei de vender todo o maquinário. Estou muito triste pelo momento”, conta o empresário que disse que foi uma luta de anos para manter o açougue aberto. “Quero agradecer a todos os clientes e amigos que estiveram conosco ao longo destes 43 anos de história. Hoje encerramos um ciclo que passou

do meu avô para meu pai e do meu pai para mim. A gente segue a vida e espero que Deus possa abrir novas portas para nós”, relata Taquinho. No mês de julho a reportagem também trouxe a informação do encerramento das atividades do Mercadinho da Sara, que tinha cerca de 50 anos de história na cidade. Coincidentemente os supermercados que recentemente chegaram à cidade trouxeram consigo uma gama de produtos e serviços nas áreas de hortifruti, açougue e padaria. Recentemente o Barroso EM DIA abriu uma caixa de pergunta nas suas redes sociais querendo saber qual empreendimento o barrosense gostaria que viesse para a cidade. A maioria respondeu Posto de Combustíveis.

Venda do maquinário do açougue


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