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Desde 2006 - Edição 218 - Sábado, 3 de Julho de 2021 - Barroso/MG - Distribuição Gratuita

Adeus

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BARROSO SE DESPEDE DE MARQUINHOS DUTRA Os festivais da canção nunca mais serão os mesmos. Quando o apresentador chamar: “décima quinta concorrente da noite”, nossa mente vai lembrar de um nome que persisitiu e existiu por muitos e muitos festivais da canção. Mas como diria Geraldo Wandré, em outra conotação, é bem verdade, a vida não se resume em festivais. Barroso perdeu, na madrugada da sexta-feira, 25 de junho, um dos principais músicos da sua história: Marquinhos Dutra. Página 4

Uma luta diária... Se a esperança tem naturalidade, ela nasceu em Belo Horizonte, mais precisamente no dia 1° de março de 2004, pelo menos para os mineiros portadores do câncer. Essa é a data de criação da Associação de Amparo a Pacientes com Câncer (Asapac), uma organização civil sem fins lucrativos, que tem por finalidade lutar por uma Política de Saúde Pública ligada ao câncer. Página 5

Alguns barrosenses não retornaram para a 2ª dose da vacina contra a Covid


Julho

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2021

Editorial Ontem, ou então março de 2020, a gente, egoísta e ambicioso como sempre na história, queria tanta, mais tanta coisa, que não se dava conta de que já tinha tudo. Me lembro como se fosse ontem, ou então naquele triste março: a gente sentou para almoçar, falou sobre a vida, lavou as vasilhas, ligou a TV e… e então nossas vidas nunca mais foram as mesmas e, lamentavelmente, acho que não mais serão. Mas a culpa não é e nem nunca será da TV! Como é o mundo! Como é a vida! Como a vida é! Ontem a gente queria tudo. Hoje a gente só quer aquele ontem. Aquele simples ontem quando o número era zero. Sim, hoje, neste frio julho de 21, pouco tempo depois daquelas águas de março, com a sensação de que lá se foram 10 anos, a gente, pelo menos aqui em casa, não quer mais nada: somente tudo antes daquele março. Trágico março que começou com um e hoje são 500, 500 mil! A gente quer abraçar de manhã, quer se beijar, se despedir e ir para o trabalho. A gente só quer ver os amigos do trabalho e jogar conversa fora na cozinha cheia de gente, muita gente, apenas lutando por um gole de café. A gente quer muito trabalho, mas a gente quer ir para o trabalho. Aliás, a gente só quer sair para comprar pão como se fosse simplesmente ir comprar pão e não para uma guerra. Ah, a gente, como a gente quer bater na porta, em um dia de semana qualquer, visitar aquele amigo e dizer: – Saudade docê, caramba! Só queremos beijar a mão da mãe e dizer “bença”. Queremos abraçá-la! Queremos dar os parabéns de verdade àquele amigo, mas abraçando mesmo, tirando ele do chão com força e segurando-o pela cintura! Queremos falar no ouvido, queremos ouvir aquele povo na fila, te encostando, queremos bocejar no meio da praça cheia, sem medo, sem nenhum medo! Queremos espirrar e ouvir: – Deus te cria! Isso, sem medo! A gente quer ver Deus, ir à igreja, orar, apertar a mão, as mãos! Rezar juntos! Quer sair para jogar bola, quer o abraço depois do gol! Quer sair para beber, comemorar qualquer coisa, qualquer, e abraçar de novo o amigo dizendo: – Saudade docê, seu filho da mãe! Pois é, que saudade daquele ontem! Da casa cheia, da piada sem graça, daquele parente que errou a mão, mas acertou seu coração. Que saudade de tanta coisa, tanta coisa! Como é a vida, como é o mundo! Em dinheiro mesmo, quanto custava cada coisa dessas? Cada gesto desses? Nada, né! Nada. E a gente não dava valor! Ou não dava o valor devido!

Atualidades

Gian Brandão

Orgulho e Compaixão! Beto Guedes, em uma de suas lindas canções, nos ensinou: “Vamos precisar de todo mundo, pra banir do mundo a opressão. Para construir a vida nova, vamos precisar de muito amor...” Músicas sobre amor são sempre muito belas e cantadas por todos nós. Lembradas em vários momentos e fases da nossa vida. Mas será que, de fato, colocamos o amor em prática? No último dia 28 de junho, comemoramos o dia mundial do Orgulho LGBTQIA+. Tive a honra de visitar, com um maravilhoso casal de amigos gays¸ o exato lugar onde, em 1969, os homossexuais que frequentavam o interessantíssimo bar Stonewall Inn, em Manhattan, iniciaram o manifesto contra policiais que os oprimiam há tempos. Lá, várias fotos, frases e célebres personagens daquele momento histórico. E o que o amor tem a ver com o movimento LGBTQIA+? Tudo... A falta de compaixão e de empatia para com o próximo é absurdamente mostrada todos os dias nos meios de comunicação, atacando, ofendendo e diminuindo pessoas pela sua opção sexual. Incontáveis pessoas são ofendidas e agredidas anualmente em nosso país por serem gays. Os números mostram que somente no ano de 2020, 237 pessoas foram mortas em virtude de sua opção sexual. É lastimável tal situação. E fica a pergunta, o que cada um de nós temos com a sexualidade do próximo? Se a pessoa se sentir bem em ser homo, hétero, pan ou assexuada, o que mudará em nossa vida? É como diz minha querida e doce Bibica: “com quem a pessoa dorme, é problema dela, e não meu.” Não se quer aqui defender uma sociedade gay. Não estamos defendendo a ausência de gênero (os “e” ou “x” - Isso até podemos falar em outra oportunidade). Não se trata de desejar ter um filho. Não se pretende aquilatar vantagens ou desvantagens em não ser hétero. O que temos que ter em mente é o respeito, o amor, a compaixão para com o próximo. Quantas e quantas pessoas se escondem atrás daquilo que não são por medo da sociedade e de sua família? Será que, de fato, estamos amando o nosso próximo quando não aceitamos que ele seja o que ele quiser ser? De fato, não me importa, com toda pureza d’alma, que meus filhos sejam homo ou heterossexuais, sendo gente, sendo pessoa, sendo honesto, e, principalmente, estando felizes, já está bom demais. Um exemplo absurdo ocorreu quando da morte do humorista Paulo Gustavo. Várias pessoas, em rede social, afirmaram que a morte dele era um “castigo de Deus” por ser gay. A homossexualidade, no entender dessas pessoas, seria pecado... Pobres cristãos ignorantes... Não aprenderam com as palavras de Cristo, que a compaixão, o respeito e caridade é o que, de fato, importa. Logo Cristo, que perdoou a adúltera, o leproso, o ladrão e tantos outros. E ainda disse “não julgueis para não ser julgado”... Respeito, compaixão para com o próximo É isso o que precisa a comunidade LGBTQIA+. Não precisa de adoração. Não precisa que você goste de ninguém. Apenas os respeitem como pessoa, como ser humano. Nada mais. Os tempos são tão tenebrosos que vimos comemorações sobre a morte de Lázaro. Não o personagem bíblico, que Jesus trouxe à vida, mas aquele possível criminoso de Goiás. Não vamos entrar no mérito se merecia ou não pena de morte, já que isso é incabível no Brasil. Mas quando um ser humano comemora a morte de um seu semelhante é sinal que algo está errado. Ainda que seja ele criminoso... E citando um símbolo dessa luta pelo amor e pelo respeito, termino com as palavras de Renato Russo: “Acho que gosto de São Paulo, gosto do São João. Gosto de São Francisco e São Sebastio. E eu gosto de meninos e meninas...” Que tais palavras sirvam de lição, e que este gostar seja visto como respeitar, amar e não, necessariamente, se relacionar sexualmente, que é coisa totalmente diferente. De fato, devemos gostar de todos simplesmente por serem gente.

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Esse Barrosão doido tá ficando muito chique, uai! Zé Orlando virou Esquinão, o irmão dele Bergão, agora só falta o Trailler do Ronaldo passar de Mc Ronald para Mc Donald´s. A nois tá chique uai! Tudo se tranformando na cidade. O prefeito pelo jeito vai ser o Presidente Bozonaro! Quer saber de fechar ada não. Tá ok? Outra coisa chique são as estações de metrô que começaram na época do Gambá e continuam agora com o Andão. Já tem a estação Rodoviária e agora está sendo construída a Estação Correios! Barroso tá ficando chique rapaz! Tô falando, esses gordinhos são espertos. Com medo das ruas afundarem com eles, estão investindo em obras debaixo da terra, nos metrôs. Tem que pensar grande! Grande e largo.

João?

Outro monumento bonito, histórico, que tem em Barroso é aquele outro trailler parado ali na praça. É lindo, né?! Fica enfeitando a praça! Muito bonito, lindo! E a Lotação agora também tá chique no úrtimo é a LFB - Lema: Fora Bolsonaro. Canal limpo, nem minha dentista limpa um canal tão bem quanto aquele! Mas cá pra nós: Gambá gostar de rato eu até entendo, mas estes gordinhos gostarem de praça cheia de ratos, aí num dá. A praça tá cheia de ratos, de novo. Ah não! Por falar em rato, tava mais fácil achar a Japa que o sujeito lá, hein! Ô louco! Pra esconder daquele jeito assim só a Japa mesmo no meio do mato! E sinceramente acho que a Prefeitura de Barroso tá fabricando vacina por conta própria! Só pode, de onde, graças a Deus, chega tanta vacina assim pra Barroso? E ó, nota 10 pra organização tá! Estive em São João e lá se chegar com uma figurinha de chicletes como documento você vacina. Ô bagunça aquela terra. Mas ó, Prefeitura tá é certa, exigindo documento de todo mundo, porque se tiver alguém falsificando documento aí, e eu já tô sabendo, que se entenda com a Polícia. Isso é crime! Falsificar documento para receber vacina é cadeia. Estou de olho aqui! Ahhhh e tô de olho também nos Bolsominion tipo a jogadora de vôlei Fernanda Venturini. Fala que é contra a vacina e tava lá no Ceclans vacinando. Olho de peroba na cara! Só tô procurando uma foto, porque a hora que encontrar, que seja a cópia do cartão, vou postar o antivacina que vacinou aqui. E tem gente escolhendo vacina. Era só essa que me faltava! Filhote, a melhor vacina é a AQT - A Que Tiver! Arregassa a manga, fecha o olho e cala a boca! Vacina no povo e máscara na cara, mesmo que já seja de pau!

Sessão Flash

Day Campos vem conquistando o Rio Dayara Campos, agora é Day, Day Campos, mas ela ficou menor só no nome artístico, porque na carreira, a barrosense deslanchou, cresceu e vem se destacando no Rio de Janeiro, onde já está há sete anos. “Fui atrás da minha irmã, que é atriz, tentar a vida de cantora no Rio e… deu nisso! É o que conta em entrevista ao Programa Em Pauta, do Barroso EM DIA, a cantora mineira de 28 anos de idade. Day, que se encontrou no sertanejo, fala deste sonho de correr atrás de uma oportunidade na cidade grande. Veja a entrevista completa ao jornalista Bruno Ferreira. Basta escanear o QR Code ao lado! EXPEDIENTE - PÁGINA DE OPINIÃO

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Co-fundador: Antônio Marcos Pinto (in memoriam) Editor Chefe/Jornalista responsável: Bruno Ferreira - 11.558/MG CNPJ: 12.772.555/0001-30 (E.I.) - Tiragem: 1.000 exemplares Colaborador: Gian Brandão E-mail: barrosoemdia@yahoo.com.br facebook.com/barrosoemdia twitter/@barrosoemdia Instagram: @jornalbarrosoemdia


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Imunização incompleta Mais de 100 pessoas não tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid

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lém do desrespeito às normas, regras e leis impostas durante a pandemia, aliado ao negaciosmo evidente por parte do Presidente da República, Jair Bolsonaro, que inclusive recentemente incentivou a retirada da máscara, um outro problema enfrentado nesta Pandemia tem sido o retorno dos idosos que já receberam a primeira dose da vacina e precisam ainda receber a segunda dose. De acordo com levantamento da Prefeitura Municipal de Barroso, 45 pessoas não retornaram para receber a segunda dose da vacina AstraZeneca e outras 68 pessoas também não tomaram a 2° dose

da Coronavac. Ao todo, são 113 pessoas que não estão com a imunização completa. “Importante ressaltar que, entre as possibilidades do não comparecimento até o momento, podem estar casos de óbitos, doenças que impedem a aplicação da 2ª dose, entre outras”, diz nota do executivo que investiga o ocorrido. “No entanto, a equipe de Imunização realiza uma busca ativa junto a essas pessoas para que elas possam completar a imunização contra a Covid-19. ÓBITOS Perto de atingir a triste marca dos 50 óbitos no município (Até o fechamento desta edição - 1 de

julho - eram 49 óbitos), barrosenses e profissionais da saúde esperam que o pior momento já tenha passado. “Esperamos não ter mais um maio como aquele foi: até agora, o momento mais crítico do enfrentamento à doença. Foram cenas tristes e fortes no Hospital”, diz uma profissional que trabalha na entidade e prefere não se identificar. Foram 21 mortes por decorrência da doença somente no mês de maio de 2021, o mês que mais tirou vidas em Barroso. Para se ter uma ideia, o segundo mês que mais registrou óbitos foi março, com nove mortes no total. Em seguida vem janeiro com seis óbitos e depois, junho, com

quatro mortes por Covid. Ainda foram quatro em abril, três em fevereiro e duas referentes ao ano passado, em setembro de 2020. Aliás, o primeiro óbito registrado foi no feriado de 7 de setembro de 2020, com a morte de uma senhora de 68 anos. “A gente dizia naquela época que isso não aconteceria em Barroso, mas depois nos acostumados com as mortes e hoje estamos próximos de 50 perdas, 50 famílias que nunca mais verão seus familiares”, diz uma outra moradora que também não quer se manifestar. “Não coloca meu nome no jornal, mas faça questão de ressaltar que a gente acha que nunca vai acontecer na nossa família”, diz.

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“Décima primeira concorrente da noite...” Nossos festivais da canção não serão mais os mesmos

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radicionalmente, julho é o mês em que a trilha sonora das violas dos músicos dos inúmeros festivais da canção que já aconteceram por aqui embala os barrosenses. Mas, lamentavelmente, nossos festivais da canção não serão mais os mesmos. Barroso perdeu na madrugada da sexta-feira, 25 de junho, um dos principais músicos da sua história: Marquinhos Dutra. Em um post no Facebook, sua irmã, Sandra Dutra, se despediu do cantor e o chamou de poeta. Na postagem, Sandra cita os antepassados que já habitam o céu e que o cantor iria encontrar. Marquinhos era irmão do também músico Júlio Dutra que morreu ainda muito jovem e era o autor da canção Isabelinha, sucesso dos festivais da região nos anos 80. Marquinhos Dutra tinha 57 anos e, assim como o irmão, participou durante quase toda a sua vida dos festivais da canção de Barroso e região. Ele também era um dos puxadores da Escola de Samba Santa Maria e foi por muitos anos professor de música em Barroso. MORTE As causas da morte não foram divulgadas na postagem que foi publicada.

Marquinhos tinha 57 anos

CARREIRA Apesar da escassez de dados históricos nos arquivos do município, algumas informações puderam ser apuradas. Em 1997, Marquinhos venceu o prêmio na categoria melhor música local com a melodia “Coração da América”. Nas edições seguintes destacou-se com várias canções, entre elas: ”Isabelinha”, ”O quê que há,”em 2005, “Canção pela paz,” em 2007, “Sem medo de ser feliz”, em 2011 e ”Tô forte que nem um menino”, em 2012. Marquinhos também lançou alguns trabalhos e o seu último projeto foi a gravação de um disco ao vivo na Bahall, ao lado de amigos e grandes músicos locais. “Que

pena! Marquinhos Dutra sempre foi e será uma das fortes e marcantes “caras” da Cultura barrosense, seja nas conquistas dos bares, seja na paixão pelo carnaval e pela Escola de Samba do Santa Maria, seja pela paixão pela música popular, seja pela presença constante no Festican. Triste! Barroso perde um ser humano incrível, amante da cultura e apaixonado por Barroso”, diz Elaine Brandão, Subsecretária de Governo da Prefeitura Municipal. No âmbito do samba, ele compôs o samba enredo de 2012 do Santa Maria, cujo o tema foi a memória do fundador de Barroso, Antônio da Costa Nogueira. Aliás, a composição foi enviada

à terra natal de Nogueira, Portugal, difundindo a cultura e o talento local. “Barroso perde um dos expoentes da cultura local. Marquinhos Dutra foi presença marcante nos festivais da canção, assim como no carnaval, emprestando sua voz e talento às composições”, diz Wellington Tibério, historiador barrosense que lamentou a perda. Scaneie o QR Code e ouça a música Isabelinha na interpretação de Marquinhos Dutra.

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Dr. Frederico se encontrou novamente com o ministro da infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas Parlamentar segue trabalhando por melhorias na BR 265, além de outras importantes demandas Na quarta-feira, dia 10 de junho, em Brasília, o deputado federal Dr. Frederico se encontrou novamente com o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. O parlamentar estava acompanhado pelo professor Carlos Lindomar, um grande líder da cidade de Lavras. “Apresentamos ao ministro projetos importantes para o impulsionamento da rede ferroviária na região dos municípios de São João del-Rei e Lavras. Além disso, mantivemos a cobrança e reforçamos a demanda por melhorias efetivas na BR-265, focando especialmente na segurança dos usuários. Ao discutir o futuro da Infraestrutura com o ministro Tarcísio, que é tão propenso ao trabalho e às realizações, renovamos a esperança pelo desenvolvimento de Minas Gerais e do Brasil”, destacou o parlamentar.

Acesse as redes sociais do Deputado Frederico


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A esperança a poucos quilômetros Barrosenses acreditam e se apoiam na Associação Asapac na espera por dias melhores

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e a esperança tem naturalidade, ela nasceu em Belo Horizonte, mais precisamente no dia 1° de março de 2004, pelo menos para os mineiros portadores do câncer. Essa foi a data de criação da Associação de Amparo a Pacientes com Câncer (Asapac), organização civil sem fins lucrativos que tem por finalidade lutar por uma Política de Saúde Pública ligada ao câncer, atuando efetivamente pela melhoria do atendimento ao portador, apoiando-o durante todo o processo do seu tratamento que, como todos sabem, é uma luta diária e árdua. E com o tempo, lá se vão mais de 17 anos. Essa esperança cresceu e ganhou braços e pernas por boa parte de Minas Gerais. Ao todo, são mais 12 associações em algumas regiões do estado. E entre elas, no Campo das Vertentes, destaque para Barbacena e São João del Rei, cidades vizinhas que possuem a Casa de Apoio e vem ajudando a promover e articular ações de defesa e garantia de direitos, prevenção, orientação, prestação de serviços, atendimento e apoio aos pacientes com câncer e seus familiares, valorizando cada segundo da vida, amenizando o sofrimento e lutando pelo tratamento, cura e manutenção da qualidade de vida. É nesta esperança, tão próxima da realidade barrosense, que se apoiam muitos dos portadores de qualquer tipo de neoplasia que lutam, todos os dias, para continuarem respirando. Entre essas dezenas de guerreiros, está Alexsander Teixeira, ou simplesmente Leleko, como é conhecido

Asapac de São João del Rei fica no Centro da cidade

não só no bairro Jardim Europa, mas em Barroso e Dores de Campos, onde trabalha como Supervisor de Vendas na empresa Marluvas. “Eu descobri a doença em abril de 2020. Com isso, procurei um médico que me pediu um ultrassom do abdômen onde apareceu uma alteração. Fui procurar um nefrologista que pediu uma tomografia e apareceu um tumor, muito avançado no rim direito. Neste mesmo dia, o Dr. Alexandre Nunes me encaminhou para Juiz de Fora para um oncologista, Dr. Alexandre Ferreira, que já marcou a cirurgia na mesma semana, porque não poderíamos esperar mais”, conta Leleko que fez a cirurgia retirando o rim direito e o tumor. “Foi um sucesso, graças a Deus. Então fui encaminhado para SJDR para fazer o tratamento com radioterapia, quimio e imunoterapia com o Dr. João Paulo. No decorrer desse tratamento, foram

surgindo outros tumores contra os quais estou lutando. Mas mesmo com isso tudo, eu acredito na força do nosso poderoso Deus que não desampara seus filhos”, conta Leleko sobre a descoberta da doença. E foi diante desta realidade que Leleco também descobriu a Asapac de São João del Rei de onde vem recebendo orientações em relação à prevenção e ao tratamento do câncer, tais como concessão de benefícios, serviços e atendimentos que contribuem para minimizar o sofrimento e desgaste dos pacientes. “Eu conheci a Associação através de uma amiga aqui do Jardim Europa que fez tratamen-

to do câncer e teve ajuda deles em todo o processo. Assim, fiz o cadastro e no mesmo dia já consegui os medicamentos, além de me oferecerem nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo e advogado para acionar a justiça e conseguir medicamentos que custam caro”, explica Leleko. “Sou muito grato à Asapac e à minha família, que está a todo tempo comigo, aos meus amigos, que são muitos, pois eles me dão tanta força para lutar contra essa doença e ajudam a aliviar o fardo. Então vou vivendo um dia de cada vez, com muita força, fé e esperança por dias melhores”, conta o barrosense que é muito religioso.

BARROSO Com o objetivo primordial de atender crianças, adolescentes, adultos e idosos portadores do câncer e dar total atenção aos familiares dos pacientes, é comum ver no “corre” do dia-a-dia os motoboys que, debaixo de sol ou chuva, passam pelas ruas

de Barroso, de porta em porta, arrecadando contribuições financeiras. A Associação de São João del Rei tem hoje cerca de 370 pacientes que são assistidos com cestas básicas, medicamentos, exames, fraldas geriátricas e qualquer outro tipo de apoio que não conseguem através do Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento. “Destes 370 de São João e região, mais ou menos 30 são de Barroso. A gente vive hoje somente de doações e qualquer paciente com câncer que precisar de ajuda é só entrar em contato conosco”, diz Valdeci Braga, Gerente da Associação de São João. A Asapac arrecada aproximadamente R$4 mil por mês através de cerca de 400 contribuintes. DOAÇÕES Para contribuir com a Asapac, basta entrar em contato pelo WhatsApp (32) 3372-1913 ou fazer transferência bancária com os dados que estão na imagem ao lado. É possível também fazer um Pix através do código QR.

Leleko está na luta há cerca de dois anos


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Edição de Julho de 2021  

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