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Desde 2006 - Edição 217 - Sábado, 5 de Junho de 2021 - Barroso/MG - Distribuição Gratuita

QUASE 50% DO PÚBLICO ALVO VACINADO EM BARROSO Os números mostram que Barroso tinha exatamente 47,52% do público-alvo vacinado ou pronto para ser vacinado até a última quarta-feira, 2 de junho. Ao longo dos últimos meses, a cidade aplicou mais de 5 mil das primeiras doses da vacina e mais de 2 mil da segunda. Veja todos os dados! Página 3

ESPERANÇA

A Dama da Rodoviária CONHEÇA A HISTÓRIA DE “RAPOSINHA” QUE HÁ 15 ANOS VIVE NAS DEPEDÊNCIAS DA RODOVIÁRIA DE BARROSO. PÁGINA 4 Entre tristes e comoventes histórias de pessoas que se despedem e chegam rapidamente na Rodoviária Severino Pereira da Silva, em Barroso, está Raposinha, uma cadela vira lata que está há pelo menos 15 anos no local e já pode ser considerada a Dama da Rodoviária.

NOVE TRABALHADORES DA MARLUVAS MORRERAM VÍTIMA DA COVID Entre as 46 mortes, até o momento, registradas na cidade de Dores de Campos, está a de cinco ex-trabalhadores da Marluvas que moravam na cidade. Página 5

TAXA DE LETALIDADE EM DORES DE CAMPOS É COMPARADA À MÉDIA NACIONAL A pequena e pacata cidade de Dores, a cerca de 5km de Barroso, tem a maior taxa de letalidade da Covid-19 do Campo das Vertentes. Página 5


Junho

barrosoemdia.com.br

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Editorial Estamos perdidos! Filosófica e literalmente escrevendo. Estamos perdidos! Em meio ao caos, sem saber para onde e com muita saudade de ontem, com o coração partido, a gente segue, como muitos querem, marchando para o nada, sem convicção! Desconfiados, ressabiados e sem entender o que é verdade, com pouca informação e quase nenhuma orientação. A gente segue nessa guerra sem ao menos saber em qual direção o inimigo está. Tresloucados, embaralhados, cercados, acoados, a gente tenta sobreviver no meio de máscaras, poeira, pó de cimento, álcool e uma solene confusão que se inicia a cada dia ou a cada F5. E a gente, pelo menos boa parte, abaixa a cabeça e segue seguindo, sem querer saber a voz de quem chama. Agora, muitos, por mais absurdo que seja, resolveram que tem que opinar em tudo, que é preciso discordar de tudo, de todos e a todo momento. A cada enter começa uma nova guerra. Tem sido assim os dias “em casa”. Muitos seguem criando um conflito por dia, por hora que seja. No grupo da família ou nos Supremos Tribunais das Redes Sociais. E nessa onda, sem se preocupar com a verdadeira onda com a qual deveríamos de fato nos preocupar, a gente segue discordando, toda hora, a todo momento. O importante parece ser sempre discordar. Seria imposível um pouco de racionalidade, de sensibilidade, empatia que seja? Seria possível parar e pensar antes de partir para a guerra nossa de cada dia? Que mundo louco, perdido, sujo. Que momento difícil. Por fim, enquanto países se imunizam e seus líderes dão exemplo, a gente segue para a trincheira, liderados pelo soldado que ainda, mesmo depois de tudo, acredita estar adotando a estratégia certa. E o pior, convencendo e mentindo para novos aliados de que estão certos, quando a única certeza que temos visto são as mortes, mais de 465 mil e cada uma, aqui mesmo do nosso interior, não parecessem tem seu valor. Estamos perdidos!

Atualidades Gian Brandão

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Seria cômico se não fosse trágico, mas é verdade: o que tem de gente comendo pra poder ser vacinada não tá no Gibi. Caraca! É gordura pra dentro pra ultrapassar o tal dos 40 lá do índice de massa corpórea. Jesus! Nunca vi tanto gordinho numa cidade assim, mas também pudera, né?! Gordinho elege gordinho! E agora se preparem tá: o que vai aparecer de professor nessa cidade vocês não tem ideia! Anotem aí!

João?

E a verdade tem que ser dita, né gente! O Gambá fez mais pra combater a Epidemia que o Andão! Muito paradão no combate à pandemia em Barroso. Pouco, ou quase nada se vê! No que diz respeito ao combate, vai me desculpando Andão, mas não dá pra você ir pra linha de frente não tá! Muito devagar, repito: parado, imóvel, enfim, é o que eu acho! Tem que exercitar Andão. Mas com a academia fechada... eu te entendo. Num dá! Aliás, no que diz respeito à pandemia, tá meio Bozonaro esse Prefeito! Por falar em Bozo, meteram uma faixa contra o Presidente em plena Coronel! Na Coronel hein! Os caras ficaram P da vida. Agora eu acho que tinha estrela naquela faixa. Ah acho que tinha! Mas que tinha verdade eu acho que tinha tá! Muita! Por falar nisso, uma dúvida: Robocop toma vacina, precisa? Outra coisa: eu como Prefeito dessa cidade ou de qualquer outra, não tinha nomeado secretários de cultura e nem de esporte. Faria economia com esse dinheiro que tá parado! É só pensar um pouco, né gente! Vão falar o que é! Outra coisa, ainda: quem é a Marluvas pra ter um controle e um combate contra a Covid tão eficaz quanto o da Fábrica! Nunca serão! E outra, ainda, de novo: nesse ponto o Andão tá em cima da Fábrica hein?! Por isso que a Fábrica estragou, muito pesado, né?! Aguenta não uai! Também nunca vi: gasta 1 bilhão pra ter que vir gente da Polônia arrumar quando estraga. Chama o TiZeca lá e resolve isso gente! Cada uma... 2 minutos Renatinho, Roni, resolve. Esses dias lembrei do amigo Odal! Vou ver se consigo acesso aos arquivos dele e começar a publicar umas fotos legais aqui! O problema vai ser fulano com ex, ex com fulano, ciclano, vai dar certo isso não!

Mesmo do mesmo?

Beijos pra todos e mandem sugestões para barrosoemdia@yahoo.com.br

Certa feita, Cazuza vociferou: “Não me convidaram pra esta festa pobre. Que os homens armaram pra me convencer...” É assim que me sinto ao ver as manifestações populares nas ruas, com aglomerações, contra e a favor do Presidente Bolsonaro. Pelo menos, as manifestações contrárias, mostravam pessoas com máscaras. Mas, de todo modo, não dá para entender. A Pandemia está aí a todo vapor. Cada dia, milhares de pessoas contraem a doença. Pior, milhares morrem pela doença. No mundo todo, o isolamento social e a vacinação em massa são as medidas recomendadas. Mas, no Brasil, as pessoas se aglomeram para protestar. Aí eu fico com uma enorme dúvida: Não se pode aglomerar para festejar um aniversário... Não se pode aglomerar para um espetáculo musical, um jogo de futebol, ou em um bar... Mas é permitida a aglomeração para protestar a favor ou contra o Presidente? Muito difícil de entender. Não estamos questionando a legitimidade de manifestações. Não estamos fazendo juízo de valor quanto aos motivos da manifestação. Mas, neste momento de “guerra”, precisamos nos unir. Direita e esquerda. Liberais e Conservadores. Novos e idosos. Ou seja, todos num mesmo passo para sairmos dessa odiosa situação. Mas, preferimos quebrar as regras sanitárias para protestar, com manifestações claramente políticas e ideológicas. É, no mínimo, estranho se defender o lock down em algumas cidades, como Ribeirão Preto/SP, por exemplo, e se admitir que em outras próximas sejam realizadas manifestações com aglomeração de pessoas. Muito simples dizer que é necessário fechar comércio e bares, se vamos para rua sem máscara para protestar com centenas ou milhares de pessoas. Não podemos ir à missa, cultos, bares, casa de parentes, mas podemos ir para a rua protestar contra ou favor do Presidente. No mínimo, estranho. Pobre Brasil.. Essa “festa brasileira”, realmente, deve ser só para alguns. É um despropósito fazer manifestações políticas com aglomerações neste momento, ainda que a “vacina” seja o pano de fundo. E, dessa vez, falo com “conhecimento de causa”. No fim do mês de abril fui acometido pela COVID. Não tenho cormobidades graves e ainda estou na casa dos quarenta... Mas eu sofri horrores. Vi a morte de perto, pelo menos em minha cabeça. Só quem sofreu com as consequências da COVID sabe quão avassalador é este vírus. Só quem não viu as consequências que esse vírus provoca é que não se preocupa com aglomerações, andar pelas ruas sem máscaras ou sair de casa sem necessidade. É uma sensação horrível. Uma dor insuportável. Uma febre que não passa. Mas muitos preferem se aglomerar e continuar não seguindo as recomendações de saúde pública que são tão simples: lavar as mãos, usar máscaras e não se aglomerar. Não se preocupam consigo. Mas o pior, não se preocupam com os seus. Enquanto isso, nosso Presidente usa máscara em cerimônia de posse de Chefe de Estado no Equador, mas nunca é visto com máscara no Brasil... Difícil cobrar dos brasileiros o seguimento das medidas sanitárias se nosso Chefe Maior não as segue. É um desalento para os de mínima inteligência. Tomara que tenhamos dias melhores... EXPEDIENTE - PÁGINA DE OPINIÃO

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Rua Maria José Melo, 13 - Centro - Barroso/MG Telefone: (32) 9.9199-1575 - WhatsApp

Co-fundador: Antônio Marcos Pinto (in memoriam) Editor Chefe/Jornalista responsável: Bruno Ferreira - 11.558/MG CNPJ: 12.772.555/0001-30 (E.I.) - Tiragem: 1.000 exemplares Colaborador: Gian Brandão E-mail: barrosoemdia@yahoo.com.br facebook.com/barrosoemdia twitter/@barrosoemdia Instagram: @jornalbarrosoemdia

Poemas

Em memória - Paulo Terra

Transformação No princípio havia o brejo... E o brejo dormia o sono comprido das coisas sem esperança. A capituba crescia verde nas margens emaranhadas. Traíras quentavam sol na sesta preguiçosa dos dias desocupados. Jararacuçus de mais de metro e meio encaracoladas nas moitas Espreitavam a presa preferida. Quando a tarde chegava, na repetição monótona do tempo sem progresso a vaca de focinho porejante mandava para longe o berro demorado, em mensagem cifrada ao bezerro apartado. E à noite, quando a lua sorrateira espiava os mistérios do brejo, os sapos lhe faziam serenatas. Depois... O homem se atolou no brejo. Rasgou nele feridas de progresso. Plantou no chão colunas de concreto. Ergueu do barro o barro dos tijolos na forma altiva das altas chaminés. Onde as cobras se enroscavam, se enroscam fios. Deixaram de existir os dias de preguiça. Os barulhos do dia e os rumores da noite de ontem tornaram-se o zunido das máquinas de hoje. (Publicado no Jornal Losango, ed. maio/junho de 1973)

EDITAL DE CONVOCAÇÃO - Pelo presente edital ficam convocados todos trabalhadores associados ou não, da Empresa CECOTRAL COMERCIO TRANSPORTE MINERAÇÃO E SERVIÇOS LTDA, para participarem da Assembléia GERAL EXTRAORDINÁRIA – CECOTRAL a realizar-se no dia 10/06/2021 (quarta-feira) ás 17h00min, em primeira convocação, à Rua Tiradentes nº 78, Bairro Nossa Senhora do Rosário Barroso-MG, e não havendo quorum, em segunda convocação, uma hora após, ou seja, respectivamente, no mesmo dia e local, com qualquer número de trabalhadores presentes, a fim de deliberar e votar por escrutínio secreto a seguinte ordem do dia: 01. Leitura e aprovação da ATA da Assembléia Anterior; 02. Reivindicações salariais, condições de trabalho e saúde segurança do trabalhador para os integrantes da categoria da profissional e aprovação da pauta de reivindicações para data-base 1°DE JULHO DE 2021, para os empregados abrangidos por este ACORDO COLETIVO, REFERENTE À 2021/2022; 03. Autorização a Diretoria do Sindicato para negociar, assinar acordos coletivos, contratos coletivos, convenções coletivas e Aditivas a estes, assim como ajuizar Dissídios coletivos ou quaisquer ações que sejam necessárias à defesa do interesse da categoria; 04. Autorização para a diretoria do sindicato sobre a instalação, em caráter permanente da presente Assembléia; 05. Discussão e aprovação da pauta de reivindicação da campanha salarial 2021 a ser apresentada e discutida com a empresa em separadas; 06. Discussão e deliberação sobre contribuição assistencial, de fortalecimento do sindicato dos integrantes da categoria profissional a favor da ENTIDADE SINDICAL; 07. Deliberações conseqüentes. Barroso, 10 de Junho de 2021. Presidente João Luiz Aparecido da Silva.


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Cresce o sopro de esperança

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esde que a primeira Técnica de Enfermagem, Andréia Ferreira, recebeu a primeira dose em 19 de janeiro de 2021, lá se vão quase cinco meses, período em que a Secretaria de Saúde vem vacinando, na sua maioria através de drive thru, no Ceclans, os cidadãos barrosenses. E os números são um alento, aliás, uma conta que eleva a auto estima.Se levarmos em conta o público alvo, a cidade de Barroso tem até o momento cerca de 50% dos cidadãos vacinados contra a Covid-19. Isso porque de uma população estimada de 20 mil habitantes, segundo dados do Instituto de Geografia e Estatística, o IBGE de 2010, cerca de 5 mil pessoas, que têm entre 1 e 18 anos, não serão vacinadas. (Veja a pirâ-

Barroso tem cerca de 50% do público-alvo vacinado mide etária ao lado). Dessa forma, cai para cerca de 15 mil a meta de cidadãos que devem ser vacinados na cidade. Considerando os números de vacinação até a última quarta-feira (2), data do fechamento desta edição, 5 mil e 499 pessoas já haviam recebido a primeira dose da vacina e mais 1.630 seriam vacinadas com as novas doses que já estariam sendo aplicadas. Assim, o total seria de 7 mil e 129 habitantes vacinados, o que corresponde a 47,52% do públicoalvo. A segunda dose foi aplicada em 2 mil e 534 pessoas, ou seja, 16,89% do grupo prioritário. “Estamos trabalhando para que o máximo de vacinas sejam aplicadas, mas sempre ponderando e calculando o público-alvo para que não falte vacina para ninguém naquele deter-

Dados do IBGE de 2010, ou seja, 5 mil barrosenses não estariam entre o público-alvo

minado dia”, conta a Chefe da Atenção Primária, a Subsecretária Vanessa Ferreira, responsável pela vacinação em Barroso. “O objetivo é não deixar vacina parada. Chegou e foi feito o cálculo, logo vamos vacinando a população, seja dia de semana ou até mesmo nos finais de

semana”, explica. Para trabalhar com um número estimado de pessoas que serão vacinadas em uma determinada idade, a Prefeitura se apoia nos dados obtidos pelos PSF. A média é sempre calculada com uma margem de sobra para a vacinação daquela determinada faixa etária.

Até o fechamento desta edição, Barroso estava acima da média nacional de vacinação, que se aproximava dos 30%. IMUNIDADE Uma reportagem exibida no Programa Fantástico, da TV Globo, mostrou no último fim de sema-

na um estudo que foi feito na cidade de Serrana, interior de São Paulo, que traz à tona dados que mostram que com 75% de vacinados em uma cidade, a pandemia de coronavírus pode ser controlada. No quadro abaixo não constam as 1.630 doses que estãos sendo aplicadas.


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Raposinha: a Dama da Rodoviária Exposta na prateleira, ela não está à venda, mas conquista o coração de quem passa

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primeira vista, quase não dá para perceber. Imóvel, como se fosse realmente um artigo de presente na prateleira da lojinha, ela quase nem pisca, nem mesmo para as fotos. Talvez o tempo e o conhecimento do local lhe dão o direito de se sentir tão à vontade. Entre tristes e comoventes histórias de pessoas que se despedem e chegam rapidamente na Rodoviária Severino Pereira da Silva, em Barroso, está Raposinha, uma cadela vira lata que lá está há pelo menos 15 anos e já pode ser considerada a Dama da Rodoviária. “Ela deu cria aqui atrás e, depois disso, foi castrada. Desde então, vive aqui entre nós que, de uma forma ou de outra, ajudamos a alimentar e a cuidar da Raposinha”, conta Ângelo Nascimento, 50, que trabalha há cerca de 30 anos como auxiliar administrativo no guichê da Transur. “Todo mundo aqui ajuda um pouquinho trazendo ração, levando no veterinário quando precisa, enfim, o pessoal da lojinha, os taxistas, todos a tratam como uma dama mesmo”, diz o casal de irmãos Sérgio e Dinha, proprietários da lojinha da rodoviária que contam ainda que todos os dias ela os recebem e os levam até a porta da

Ela descansa na prateleira e dorme no banheiro

loja, onde o seu lugar já está garantido. “Ali embaixo não podemos colocar nenhum artigo de presente na prateleira, está reservado para ela”, conta Sérgio que também calcula que ela esteja ali há pelo menos 15 anos. Diante das obras que estão sendo realizadas desde o início do ano na rampa que dá acesso à rodoviária, até mesmo a Raposinha, que muitos garantem não ser torcedora do Cruzeiro, uma das lanchonetes é reduto de atleticanos, tem sentido o vazio do lugar.

muitos homens também são grandes amigos dos cães. Entre os cuidadores, é impossível não ver caminhar pela rodoviária Raposinha e sua fiel escudeira Timinha, que faz questão de ir à rodoviária duas ou três vezes ao dia para alimentar a cadela.

Quem também dá atenção merecida à Raposinha é Leandro, taxista da rodoviária, que faz questão de ajudar a cuidar da Dama, que eles levam para tomar banho de vez em quando. Ela continua enfeitando o cartão postal de Barroso.

AMIGOS Vale a máxima de que o cachorro é o melhor amigo do homem, mas também é bem verdade que

São 15 anos de Rodoviária

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Dr. Frederico presidiu Audiência Pública determinante para novas ações de combate à pandemia em Minas Gerais. Parlamentar segue seu trabalho nesta grande luta contra o coronavírus Na Comissão de Seguridade Social e Família, o deputado federal Dr. Frederico participou na segunda-feira (24/05) de uma importantíssima Audiência Pública, com o objetivo de unir e pactuar o Ministério da Saúde, a Secretaria Estadual de Saúde, além das Secretarias Municipais, pelo combate ao coronavírus no estado de Minas Gerais. “Em razão do momento crítico em muitas regiões mineiras, deixamos o apelo por uma rápida solução das demandas mais urgentes, como autorização de novos leitos Covid, medicamentos para intubação, sequência da vacinação e logística para a vacina da Pfizer. Como resultado imediato, o Ministério da Saúde acolheu a solicitação da Secretaria Estadual, com aporte de 33 mil doses da Coronavac para suprir carências de segunda dose, com entrega em até 15 dias”, destacou o parlamentar, completando em seguida: “Agradeço muito pela participação e colaboração do Secretário Executivo do Ministério da Saúde, Dr. Rodrigo Cruz, do Secretário Estadual de Saúde, Dr. Fábio Bacchereti, e do Presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems - MG), Eduardo Luiz da Silva. Seguirei participando ativamente nesta luta e cobrando ações rápidas e efetivas”, finalizou o parlamentar.


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Dores de Campos tem alta taxa de letalidade da Covid Com 47 mortes, até o momento, a pequena cidade de Dores de Campos, tem taxa de letalidade da doença comparada à média brasileira

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pequena e pacata cidade de Dores de Campos, a cerca de 5 km de Barroso, tem uma das maiores taxas de letalidade da Covid-19 do Campo das Vertentes, quiçá de Minas Gerais e do Brasil. Enquanto a média nacional, segundo dados do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde, (Conass) está em 4,4% (cerca de 465 mil mortes), Dores tem quase os mesmos números com taxa de letalidade: 4,2%. De acordo com o último Boletim Epidemiológico divulgado pela Prefeitura da cidade, são 47 óbitos até o momento para 1028 casos positivos. A data de fechamento desta edição foi dia 2 de junho, às 13h. Para calcular a taxa de letalidade, que é diferente da taxa de mortalidade, multiplica-se o número de óbitos de uma determinada cidade por 100 e divide o resultado pelo número de casos positivos do coronavírus, ou seja, quantas pessoas contraíram o vírus e vieram a óbito por decorrência dele naquele município. No caso de Dores, até o dia 2 de junho os números eram os seguintes: 47 mortes multiplicadas por 100: 4.700 divididos por 1.028, número de casos positivos, resultado: 4,57. OUTRAS CIDADES A taxa de Dores causa espanto quando é comparada, por exemplo, a outras cidades do Campo das Vertentes como Prados, que tem uma das menores taxas da região: 2,36 com 17 óbitos e 719 casos confirmados. Já São João del Rei aparece com 160 mortes e 6.466 casos confirmados, ou seja, taxa de 2,47. Outros dados

COVID-19

Nove trabalhadores da Marluvas morreram vítimas da Covid

Empresa informou que segue protocolo

Dores de Campos tem a maior taxa de letalidade da doença na região

que também assustam é a taxa de Barroso, que é maior que a de São João del Rei. Barroso tem 45 óbitos e 1.579 positivos. Taxa de 2,84. As que mais se aproximam de Dores de Campos são Barbacena e Tiradentes com 3,30 e 3,36, respectivamente. São 6.933 positivos e 229 mortes em Barbacena e 14 mortes e 416 positivos em Tiradentes. NÍVEL NACIONAL E os dados de Dores de Campos continuam assustadores mesmo quando comparados ao nível nacional, em que os números de óbitos, cerca de 460 mil, são multiplicados por 100 e divididos por cerca de 16 milhões de positivos, resultando em 4,2%. Uma das cidades com a menor taxa de letalidade da doença no Brasil era Blumenau, em Santa Catarina, que tinha 1,0%. O que a reportagem reforça é que a taxa

de letalidade se refere à quantidade de pessoas que morreram por uma doença em relação à quantidade de infectados por ela que é diferente do conceito de taxa de mortalidade que trata da quantidade de pessoas que morreram por uma doença em relação à população total de um lugar.

PREFEITURA DE DORES DE CAMPOS A reportagem fez contato com a Prefeitura da cidade Dores de Campos, mas não recebeu nenhuma resposta com relação aos questionamentos que foram feitos ao executivo no que se refere ao combate à Covid.

TAXA DE LETALIDADE DORES DE CAMPOS - 4,57 TIRADENTES - 3,36 BARBACENA - 3,30 BARROSO - 2,84 SÃO JOÃO - 2,47 PRADOS - 2,36

ATÉ DIA 2 DE JUNHO

Entre as 47 mortes, até o momento, registradas em Dores de Campos, estão as de cinco ex-trabalhadores da Marluvas que moravam na cidade. E mais, além dos dorenses, mais três barrosenses e um pradense também morreram vítimas da Covid-19. No total, até agora, são nove vítimas do coronavírus na empresa. A informação é da própria Marluvas que foi questionada pela reportagem do Barroso EM DIA e afirmou que todos os colaboradores já estavam afastados de suas atividades. “Ao todo, nove colaboradores da Matriz faleceram desde o início da pandemia. Cinco destes moravam em Dores de Campos, três em Barroso e um em Prados. A empresa lamenta cada morte e se solidariza com as famílias”, diz trecho da nota que foi enviada com exclusividade ao jornal. A multinacional também aproveitou para afirmar que segue com um protocolo rígido de combate ao coronavírus, com ações coordenadas e monitoramento constante. Veja os itens detalhados acessando a matéria no site www.barrosoemdia. com.br Questionada sobre a realização de testes, a Marluvas declarou que a empresa segue com aplicação em colaboradores sob suspeita ou contactantes, seguindo os protocolos internos. E mais, segundo a empresa, os testes são aplicados diariamente, sob demanda, conforme orientação médica. Somente no mês de março, segundo a Marlu-

vas, cerca de 70 pessoas foram afastadas de suas atividades na Matriz por confirmação ou suspeita de Covid. “Destacamos que alguns foram afastados diretamente por postos de saúde, apresentando à empresa os atestados médicos”, diz a nota. O Barroso EM DIA, que recebeu denúncias sobre trabalhadores que eram obrigados a trabalhar mesmo com suspeita da doença, questionou a Marluvas. “Todos os colaboradores com a confirmação da doença foram imediatamente afastados de suas atividades, como também aqueles com quadro suspeito”, diz. Sobre os ônibus que saem de Barroso, segundo fontes, lotados, a empresa informou que contratou ônibus extras exatamente para evitar a lotação dos coletivos, que circulam apenas com um colaborador em cada banco. COLABORAÇÃO A Marluvas também informou em nota que, como forma de contribuir no combate à pandemia, fez voluntariamente a doação de calçados profissionais, insumos hospitalares e medidores de temperatura para diversas instituições. Foram, segundo anota, insumos hospitalares para o Hospital de Barroso, insumos hospitalares para o Hospital de Prados, mais de 3 mil pares de calçados para cerca de 50 hospitais e instituições de apoio à saúde e termômetros para instituições públicas de Minas Gerais.


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Tirando o sossego da população Barulho de motos e som de carros vêm “tirando o sono” dos barrosenses

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uando chega o fim de semana e você pensa que vai descansar depois de muitos dias de trabalho, seu merecido sossego é interrompido pelos motores das motocicletas e sons de carro que trafegam pelas ruas de Barroso. Esta é uma realidade cada vez mais presente na cidade, principalmente nos últimos meses, durante a pandemia de coronavírus. “Moro com minha mãe, idosa, na chamada Rua da Brasileira, onde as casas são bem próximas da rua e o som ecoa muito forte. E justamente por causa disso, esses “moleques baderneiros”, que andam de moto e querem aparecer, passam acelerando e causando transtorno”, conta a filha que precisa tranquilizar a mãe, que vive acamada, toda vez que uma moto entra na rua acelerando. “Eles entram aqui, passam o primeiro quebra-molas e aceleram como se fossem os donos

era proibido aqui em Barroso. A Polícia chegava e multava, agora parece que é liberado. Os carros passam e deixam os vidros das casas tremendo e ninguém faz nada”, relata uma outra moradora. CÂMARA MUNICIPAL

Rua Joaquim Ferreira é um dos alvos preferidos dos “baderneiros”

da verdade, como se não houvesse lei”, diz a mulher que prefere não se identificar. O mesmo transtorno encontrado na Rua Joaquim Ferreira relatado pela moradora, é vivido também por outros barrosenses que moram próximo a vias rápidas e propícias para a chamada “esticada” que dão os

motociclistas que querem mostrar suas motos para a população. “Aqui na Francisco de Paula Souza é a mesma coisa. Eles começam a acelerar lá em baixo e só param aqui em cima, próximo da minha casa, onde fazem questão de acelerar um pouco mais”, contra outra moradora do Bairro Joaquim Gabriel de Souza, o Gue-

de, que já enviou vídeos e fotos à reportagem do Barroso EM DIA. E nem só do barulho “infernizante” dos motores das motos vivem os barrosenses. Se esses não bastassem, o som de carros, acima dos decibéis permitidos, também tira o sono, nas madrugadas ou até mesmo à luz do dia. “Antigamente isso

Diante de inúmeras reclamações de perturbação do sossego, que vão contra a lei, a Câmara Municipal de Barroso, através do Presidente Luiz Moreira, o Luizinho, ao lado dos demais vereadores, conversou essa semana com o Tenente do 2º Pelotão da Polícia Militar de Barroso, Thiago Dhaer. “Estamos aqui em nome da população reforçando para que a nossa Polícia Militar possa agir para coibir essas motocicletas barulhentas e carros de som que trafegam pela cidade sem respeitar o espaço do próximo”, diz Luiz Moreira que reafirma que o problema é maior nos finais de semana. “Principalmente nos finais de

semana e em ruas que propiciam o barulho dos motores. Estes condutores estão exagerando e trazendo transtorno para as pessoas de bem”, reforça Luiz. Com a presença dos demais vereadores, as autoridades presentes também discutiram diversos assuntos relacionados à segurança pública do município, entre elas, fiscalização por parte da PM com relação às aglomerações durante a pandemia. Na última terça-feira (1), a Prefeitura Municipal chegou a afirmar que o Prefeito Anderson de Paula (DEM) pediu reforço de fora para coibir as aglomerações em Barroso neste final de semana de feriado. POLÍCIA MILITAR O Tenente Dhaer ouviu atentamente as reivindicações e prometeu reforçar a segurança e fiscalização dos problemas apontados pelos vereadores de Barroso.

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Edição Junho de 2021  

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