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ANOS A gente vai comemorar com muito pão de queijo !!!

Desde 2006 - Edição 215 - Sábado, 3 de Abril de 2021 - Barroso/MG - Distribuição Gratuita

SORRI “Talvez na vida, ao longo de teus passos, hão de esperar-te os sonhos que tu crias, talvez encontres muitas alegrias na ventura do amor e dos abraços. Talvez, contudo, hão de estreitar-se os laços dos desenganos e das nostalgias... e apenas aches, no correr dos dias, o amargor de todos os fracassos. Apesar do que a vida te reserva, contempla o alto, e dentro em ti conserva a força irresistível de sorrir. Porque, sorrindo mesmo sobre espinhos, hás de florir do próximo os caminhos, e encher também de flores teu porvir.” (Paulo Terra - Livro Vazio Caminho da Noite e do Silêncio)

Perdemos o poeta!


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Editorial

Questão de Opinião Paulo Terra

Na fila do buffet minha amiga segurava um prato e suavemente com os dedos repicava a louça com as mãos como se fora um tamborim. Além do ritmo imposto, ela murmurava uma canção: “Sob o manto da mãe de Maria...”, bem timidamente, como alguém distraído prestes a degustar um jantar de casamento, ela cantarolava. Na sua frente, dias depois ela me contou, um senhor a olhava de cima embaixo e prestava mais atenção na canção dela do que na própria comida. Três, quatro sabores de salada depois, ela voltou a cantarolar: “Barroso, Barroso, teu calcário é de grande pureza...” O senhor, de acordo com ela, sorriu, a devorou de novo, e ficou sorrindo, não pelo iguaria, mas pela canção. Incomodada ela parou. Desistiu de cantar e foi se sentar. Degustou e de longe ficou encucada com aquele senhor sorridente. E ele não parava: sorria e a flertava durante todo o jantar. Ela então, se escondeu atrás do prato e de rabo de olho o vigiava, assustada com aquele senhor que nunca havia visto antes, apesar de estarem na mesma festa de casamento na capital. E não deu outra! Foi só ela colocar os talheres na posição final que o se-nhor, de bigode grosso, atravessou quase todo o salão ao seu encontro. – Meu Deus, ele vai vir aqui! Pensou ela, se sentido culpada por algo que nem imaginava. E ele foi. O senhor de baixa estatura atravessou o salão da capital e parou em frente minha amiga. – A senhorita estava se servindo e cantando uma música, não estava? Perguntou ele. – Sim, estava. Respondeu ela que assustada emendou: - Na verdade é um hino de uma cidade do interior. Ele então sorriu de novo, mais uma vez e disse: - Eu sei, é o hino de Barroso, fui eu quem fiz. Naquele momento minha amiga entendeu os olhares e o sorriso do senhor e confirmou assustada com a cabeça: - Nossa! Que coincidência! E então ela explicou que eu, amigo de faculdade em Belo Horizonte, toda vez que chegava atrasado na sala de aula, entrava cantando o hino de Barroso, que se tornou também o hino da minha turma de jornalismo de 2006. – Barroso, Barroso, seu calcário é de grande pureza... todos cantavam em cada atraso, que por sinal não eram poucos. E quando formamos, cantamos juntos usando, não os pratos de buffet como tamborins, mas nossos capelos e canudos de formatura. Esse episódio, ou algo parecido, aconteceu entre minha amiga belorizontina e o senhor Paulo Terra, autor não só do hino de Barroso, mas como do de Dores de Campos e Tiradentes. Episódios como esse nos deixaram mais amigos! No tempo em que o mundo ainda era mundo, senhor Paulo fazia questão, de pelo uma vez por semana, passar na redação do jornal no Beco do Formiguinha, sentar em um sofá preto desconfortável, e contar seus casos para nós jornalistas que ali trabalhávamos. Em cada palavra, cada frase, além da serenidade, uma sugestão de pauta. E aos poucos, naqueles pequenos metros, a gente era consumido por uma aula de história e cultura. Envolvido com a fábrica, mas sempre crítico em relação à empresa, Paulo Terra nos convidava a uma viagem ao passado e relembrava nomes como Severino Pereira e tantos outros. Na educação, falava com entusiasmo de Georgina, Iracema, mas nunca se esquecia dos nomes atuais, que lutavam e lutam por uma cidade melhor. Me recordo que um dia, naquela redação, quando com sua bengala já se despedia, senhor Paulo foi pego pela chuva. Ele olhou a rua, a poltrona desconfortável, ele nunca o disse, mas eu sabia, e resolveu ficar mais um pouco. Ainda bem! Neste dia ele me falou da Ortópolis, da história do nascimento da entidade e mais tarde, conforme prometido, me apresentou documentos que foram enviados à Suíça. Documentos encabeçados por ele e que tinha como único motivo, de fato, termos uma cidade feliz, melhor, uma cidade perfeita, que ele sonhava e defendia. Mas ele não precisava me mostrar documentos. Eu não precisava de provas para saber que aquele “senhor” sempre lutou por nossa cidade. Quem parou para conversar com o senhor Paulo, que fosse por um minuto, teve a certeza de que ele sempre defendeu o nosso município. De fato, um verdadeiro amor por Barroso demonstrado em gestos simples naquele olhar sereno e atencioso. Esse aí em cima - de uma foto tirada no sofá desconfortável da redação no Beco do Formiguinha. Senhor Paulo, sua coluna está aqui, hoje em especial, em forma de editorial. Seu artigo vai chegar a todo mundo e sua história jamais será esquecida por este jornal. Obrigado pela contribuição dada à comunicação barrosense ao longo destes quase dez anos aqui no Barroso EM DIA. Quando eu descer do carro na manhã deste sábado – 3 de abril – vou subir as poucas escadas da sua casa aqui no centro e colocar dentro da caixa dos Correios, como você exigia, o exemplar deste mês de abril de 2021, quando o jornal completa 15 anos, que fala da sua partida, mas que fala também da forma como você chegou a todos nós, barrosenses, através de textos, artigos, crônicas e poemas, algo tão raro hoje em dia. Hoje a chuva não veio para o senhor ficar mais um pouco, hoje as únicas águas que caíram, foram lágrimas, de dor, de saber que lhe perdemos para essa doença traiçoeira. Hoje a educação tem seus pilares estremecidos. Hoje os que gostam de ler, como o senhor nos ensinou, estão chorando as novas páginas que serão escritas sem a sua presença. Hoje, senhor Paulo, a poesia ficou pobre porque o poeta partiu. Hoje, hoje poderia ser ontem. Jamais te esqueceremos e juntos vamos continuar lutando por uma cidade melhor, como o senhor sempre quis. Bruno Ferreira

“Hoje a chuva não veio para o senhor ficar mais um pouco...”

EXPEDIENTE - PÁGINA DE OPINIÃO

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Rua Maria José Melo, 13 - Centro - Barroso/MG Telefone: (32) 9.9199-1575 - WhatsApp

Co-fundador: Antônio Marcos Pinto (in memoriam) Editor Chefe/Jornalista responsável: Bruno Ferreira - 11.558/MG CNPJ: 12.772.555/0001-30 (E.I.) - Tiragem: 1.000 exemplares Colaborador: Gian Brandão E-mail: barrosoemdia@yahoo.com.br facebook.com/barrosoemdia twitter/@barrosoemdia Instagram: @jornalbarrosoemdia

Atenção... atenção... Última página informa: “Homem toma vacina e vira Jacaré em Barroso”. É mentira, tá gente? Estamos brincando com o Gato Menega que tomou a vacina esses dias. Grande Menega! Nas minhas contas também já entraram na agulha os ex-prefeitos: Bardola e Ardelmo. E depois de tomar a vacina, o Ardelmo disse: “Serei vice na próxima”. O Ardelmo já foi mais vice que o Vasco da Gama! Tá doido uai! Ardelmo é peça rara!

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João?

Outro dia vi o anúncio do elevador lá da prefeitura: “Capacidade máxima de 4 pessoas”. Sugiro que o síndico do prédio mude lá e coloque assim: “Capacidade máxima 4 pessoas ou um prefeito em um vice”. Eu que não entro no elevador com aqueles homens... nem neném! E o momento é tão ruim que não dá nem pra fazer muita piada! Espero que o povo continue entrando na agulha e que aqui na nossa cidade tenhamos governantes melhores que este “maluco” que está à frente do Brasil! Falei ano passado e volto a repetir: Prefeitura poderia aproveitar este momento com as praças fechadas para arrumar todas elas. Neste momento cabe isso! Atenção aí! Doutor Hélio, olha isso pra nós aí Doutor Hélio! Gente e a obra do metrô, algum fato novo? Eu sei que vai ligar a Rodoviária até a Cohab! Fora isso alguém tem alguma novidade sobre o kenio, quenio, cânion, não sei como escreve essa coisa! O buraco, pronto, falei! E vamos nos cuidar, tomar sol, usar máscara e lavar a mãos e beber muita água, mas aqui o: água da Copasa não heim! Não façam isso com a vida de vocês! Por que a agua foi presa? Porque ela matou a sede. Depois dessa vou embora, tchau!

Atualidades Gian Brandão

Saudades Tristeza. Essa a palavra que dá tom a esta coluna. Uma tristeza sincera, doída, saudosa... Paulo Terra era uma pessoa ilustre. Um professor, um amigo, um parceiro. Meu companheiro de trabalho no Colégio São José, no início dos anos 2000, onde discutíamos filosofia, atualidades, religião... Auxiliou-me muito nas traduções do Inglês nos meus estudos. Meu grande parceiro musical... Ganhamos 3 prêmios no Festival da Canção de Barroso, incluindo, claro, o de melhor letra. Poeta, escritor, Professor, homem... Que pena que não pude lhe dar um último adeus, um abraço, um sorriso. Que pena você não ter uma despedida digna do grande cidadão e homem que você foi. Você fará falta, meu amigo. E a mesma causa que nos levou Paulo Terra, assola todo o país. Pelo menos, os homens e mulheres de bem e que dão um mínimo valor à vida. Tenho certeza que essa Pandemia já levou de cada um de nós um primo, um tio, um vizinho, um amigo, um conhecido. São mais de 300.000 mortes, somente no Brasil, por esse nefasto vírus. Mortes que se comparam aos piores massacres que passamos na história moderna da humanidade. E alguns ainda consideram a COVID uma gripezinha... É impossível entender a condução da Pandemia. Município, Estado e União se digladiam em busca de holofotes, cada um defendendo interesses pessoais e regionais, ao invés de pensar no bem comum. Imaginemos que no Estado de São Paulo existem cidades em lockdown há 15 dias, totalmente fechadas, enquanto outras estão tendo aulas presenciais para crianças... As vacinas já deveriam estar disponíveis em maior quantidade à população há meses, se não fosse a “queda de braços” entre Presidente da República e Governador de São Paulo. Ou seja, mais uma briga por interesses particulares, esquecendo-se do que é melhor para a população. E a população? Essa se conduz tão mal quanto nossos governantes... As aglomerações continuam existindo, principalmente entre jovens. Que alguns adultos e idosos acreditem que a “Terra é plana” e que “o vírus é uma construção da imprensa” ainda vá lá. Mas jovens continuarem fazendo festas e algazarras com aglomeração de pessoas, é o cúmulo da ignorância. Científica, social e moral... E mais: muitas pessoas não usam máscaras! Outras, usam de maneira errada. Nosso Presidente, depois de muito tempo, rendeu-se às máscaras e passou a usá-las, graças a Deus. Tomara que sirva de exemplo a seus seguidores e aos demais cidadãos que não fazem uso. O melhor meio de se evitar a transmissão é o isolamento; o segundo, o uso de máscaras. Enquanto isso, nossos Hospitais encontram-se com mais pacientes do que sua capacidade. Há relatos de médicos em Belo Horizonte sobre falta gaze, remédios e insumos básicos. Nossas cidades vizinhas, São João Del Rei e Barbacena, entraram em colapso, inclusive, a Santa Casa de Misericórdia de Barbacena publicou memorando dizendo que não iria mais atender pacientes particulares! Em Barroso, já se usam leitos da obstetrícia para cuidar de pessoas com doenças respiratórias. A crise é gravíssima. E depende de nós, todos nós, cidadãos, atitudes condignas para que o vírus não mate ainda mais amigos, pais, filhos... Que a morte do saudoso Paulo Terra seja um exemplo para que nós possamos tomar atitudes concretas, justas e fraternas para evitar outras mortes. Que do céu, nosso querido “Sô Paulo”, olhe por nós...


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Barroso perde Paulo Terra O professor morreu vítima da Covid-19 no último dia 15 de março

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orreu na tarde da segunda-feira, dia 15 de março de 2021, no Hospital Macedo Couto, em Barroso, o professor, escritor e poeta, Paulo Terra, de 89 anos de idade. Autor dos hinos municipais de Barroso, Dores de Campos e Tiradentes, senhor Paulo, como era carinhosamente conhecido na cidade, contraiu o coronavírus e não resistiu. Ele foi a décima terceira vítima da doença no município. Barroso tem 14 óbitos pela doença. (Fechamento desta edição: 31 de março de 2021, às 13h). De acordo com informações de familiares, ele deu entrada no hospital no domingo (14) e já no dia seguinte, segunda-feira, devido às complicações da Covid-19, iria ser transferido para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em São João del Rei, mas não resistiu e faleceu. Como já estava com alguns sintomas da doença, semanas antes, Paulo Terra, segun-

do informações, não pôde tomar a vacina.

em 2005, a Medalha Mário Braz, uma das maiores honrarias da Câmara Municipal de Barroso. Uma das últimas homenagens aconteceu em 2020, mais precisamente no dia 14 de fevereiro, quando Paulo Terra recebeu, no centro SER, uma sala em seu nome, que abriga o museu Histórico Geográfico de Barroso. A inauguração do museu foi no dia 5 de março de 2020, há pouco mais de um ano. VÍDEO

HISTÓRIA Por cerca de 10 anos, desde dezembro de 2002, o professor assinava a coluna Questão de Opinião no jornal impresso Barroso EM DIA. Com muita dedicação e afinco, Paulo Terra enviava os textos via e-mail. “Nunca deixou de enviar a coluna dele. Sempre que podia, ligava e confirmava se o e-mail havia chegado. Apesar de voluntário, tinha uma preocupação e dedicação sem igual”, declara o editor-chefe do Barroso EM DIA, Bruno Ferreira. Recentemente ele chegou a escrever em uma de suas colunas mensais sobre a preocupação de contrair o vírus e que, por isso, estava morando no seu sítio na região do Caetés. Sempre ligado à educação e à cultura do município, Paulo Terra, nasceu em 1 de março de 1932, na cidade de Luminárias,

Paulo e a esposa

Minas Gerais, e posteriormente veio para Barroso, trabalhar na fábrica de cimento. Ele também foi o autor do hino em honra a Sant´Ana, padroeira da cidade. Foi professor e vicediretor do extinto Colégio São José. Um baluarte da educação, Paulo também escreveu três livros, sendo o primeiro intitulado Retratos de Minha Alma e o segundo, Vazio Caminho da Noite e do Silêncio. Já em 2017, por ocasião das suas Bodas de Dia-

mante, foi casado por 62 anos com Dilce Rosimeri de Mendonça Terra, a família fez uma publicação chamada Variações do Mesmo Tema, que eram os 60 poemas escritos para a esposa durante o tempo em que estiveram juntos. Ele deixou, inacabado, o Picuá de Memórias - Paulo Poeta Pobre, que desde a morte da esposa deixou de escrever. Paulo Terra deixou sete filhos, entre eles o ex-vereador Fernando Terra,

e 12 netos. “Uma pessoa muito importante na história do nosso município, uma pessoa que prestou grandes serviços para Barroso. Tive a honra de ser aluno do Colégio São José nos tempos em que o senhor Paulo era vice-diretor e conviver bem de perto com ele me enriqueceu muito como ser humano. Nossos sentimentos à família do inesquecível Paulo Terra”, diz o viceprefeito Eduardo Pinto. Paulo também recebeu,

Para a história, ficou um vídeo em comemoração ao aniversário de Barroso, em 2016, onde Paulo Terra canta parte do hino que ele mesmo escreveu. Relembre acessando o QR Code abaixo!


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Jornalismo da Rádio Liberdade ganha reforço

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O jornalista Bruno Ferreira agora está também no Jornal das 11h

Jornal das 11, programa Jornalístico da Rádio Liberdade FM, apresentado pelo radialista e jornalista Rhonan Moreira Neto, acaba de ganhar mais um reforço na sua equipe. O repórter Bruno Ferreira, 42, que até então participava ao vivo na Rádio Atrativa FM, assinou contrato com a Rádio Liberdade de Barroso e, a partir desta segunda-feira, dia 5 de abril, estreia definitivamente no programa que vai ao ar de segunda a sexta-feira de 11h às 12h. O Jornal das 11 tem como produtores e editores Matheus Ávila e Douglas Gonçalves e é um dos programas mais ouvidos da emissora. “Um prazer voltar a fazer rádio em Barroso, onde tudo começou. Aliás, da minha época, final dos 90, o único remanescente é o amigo Valdeci Fernandes. E fazer, também, jornalismo aqui é algo especial, pois o que me incentivou a estudar a área da comunicação foi justamente um programa de jornalismo que existia na extinta Rádio Nação Jovem FM, o Canal Livre, do saudoso amigo e mestre Antônio Marcos”, declara Bruno Ferreira que acrescenta que o jornalismo nunca foi tão importante como agora na vida de uma comunidade. “O momento é de muita cautela e demanda muita in-

A partir de segunda-feira no Jornal das 11

formação, com seriedade, apuração e responsabilidade. Cada palavra apresentada ali pode fazer muita diferença em tempos de pouca tolerância. Não dá para ficar aventurando no jornalismo nessa hora. A situação exige precisão e temos que ser corretos e coerentes nas informações”, relata. Um podcast com a participação de Bruno também será publicado diariamente nas páginas do Facebook do Barroso EM DIA e da Rádio Liberdade FM. BAZAR 98 Também, na segundafeira (5), estreia o Bazar 98, um programa que será apresentado por Bruno Ferreira carregado de entretenimento, música, informação, utilidade públi-

ca, entre outras atrações. “Além da participação no Jornal das 11, com reportagens e comentários, o nosso contrato prevê o novo programa que vai ao ar de segunda à sextafeira das 17h às 19h. Estou ansioso pois é algo que imaginava fazer aqui já há algum tempo”, diz Bruno que reforça que terá a participação no esporte do radialista Matheus Ávila. “Teremos as entradas e os boletins esportivos com o Matheus Ávila, que já era parte da grade de programação da Liberdade FM através do Planeta Bola”, relata. HISTÓRIA Bruno Ferreira iniciou no rádio em 1996 na extinta Rádio Nação Jovem FM, no final dos anos 90. Foi contratado pela Rádio

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Sob a Presidência do Deputado Federal Dr. Frederico, Comissão do Idoso aprovou o aumento da pena para golpe de estelionato, principalmente contra a pessoa idosa e pessoa com deficiência. Em reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa no dia 25/03/2021, presidida pelo Deputado Federal Dr. Frederico, foi aprovado o Projeto de Lei n° 4.229/2015. De autoria do ex-deputado Marcelo Belinati e relatado pela deputada Tereza Nelma, o projeto estabelece penas três vezes maiores para crimes de estelionato contra a pessoa idosa e a pessoa com deficiência, em acréscimo ao já existente artigo 171 do Código Penal, para crimes decorrentes de golpes que causam prejuízos financeiros. O objetivo é coibir delitos como ligações telefônicas e abordagem em meios digitais, para se obter informações, senhas e códigos, que resultam não só em dívidas para as vítimas, como também em danos emocionais, desgaste físico e social. O Deputado Dr. Frederico comemorou a aprovação do PL: “Confesso minha emoção em aprovar um projeto tão especial, o primeiro na presidência da Comissão, que representa um avanço para a segurança dos nossos idosos”.

Colonial FM e posteriormente trabalhou na Jovem Pan e Transamérica de Belo Horizonte, onde estudou e se formou em jornalismo pela Universidade Fumec em 2006. Bruno também trabalhou na rádios América, de Belo Horizonte, Vertentes, de São João del Rei, e por último, antes de passar pela Atrativa FM, na Rádio Globo de Barbacena. O repórter ainda teve recentemente experiência na TV, onde atuou como produtor e repórter na TV Integração, afiliada da TV Globo em Juiz de Fora. “Tive a oportunidade de cobrir a licença maternidade de uma colega e confesso que foi tudo muito novo esse negócio de televisão, muito atrativo, mas minha paixão mesmo é o rádio”, declara o jornalista.

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Pior momento da Pandemia Superlotação no Hospital, UTIs de Barbacena e São João del Rei lotadas. Campo das Vertentes, assim como o Brasil, vive o seu pior momento da pandemia

Duas da tarde da última segundafeira, dia 29 de março de 2021, coincidentemente, um ano depois dos primeiros casos suspeitos da Covid-19 em Barroso. A reportagem do Barroso EM DIA recebe a informação de que o sistema de saúde de Barroso, assim como em toda região, começa a colapsar. “Hoje, 13h o Hospital está nesta situação: são oito pessoas internadas, sendo sete confirmadas com o coronavírus e uma suspeita”, informa a Doutora Luciana Nogueira, uma das responsáveis pelo enfrentamento da pandemia na cidade. Nas palavras enviadas pela Doutora, esta é a tensão de quem está vivendo de perto o enfrentamento e está percebendo que a maioria das pessoas não está entendendo a gravidade da situação. “Não consigo compreender o que passa na cabeça das pessoas e por que tanto desamor?! Tanto egoísmo!”, declara Doutora Luciana que quis fazer um alerta à população naquela segunda de muita apreensão no Hospital. “Devido ao aumento do número de pacientes internados, tivemos que aumentar mais uma enfermaria para tratamento da Covid. Assim, o quarto 18, que antes era para gestantes, agora está também para atendimento do Coronavírus”, diz a Doutora que reforça que o momento é de muito cuidado. Até aquela segunda, dois, dos quatro respiradores que possui o Hospital Macedo Couto estavam sendo usados por pacientes com a doença. “Estão fazendo uso inter-

ENTREVISTA

mitente de respiradores através de uma ventilação chamada Ventilação Não Invasiva (VNI), que apesar de não usar o “tubo”, depende do respirador para ventilar o paciente”, explica a profissional de saúde que está desde o início, ao lado de dezenas de outros companheiros, na luta para salvar vidas.

Doutora Luciana Nogueira falou sobre o momento crítico

REGIÃO Naquele mesma segunda, São João del Rei e Barbacena, duas das maiores cidades e referência no atendimento de Covid, também divulgaram a superlotação nos seus leitos hospitalares. Em São João, eram sete pacientes que aguardavam a disponibilidade por leitos de UTI. Todos estavam cheios. Já em Barbacena, segundo Boletim Epidemiológico, todos os leitos de UTI também estavam ocupados na cidade. CASOS E aquele era só o início da semana, por sinal Semana Santa para os fieis Igreja Católica. Ao longo dos últimos dias a situação continuou grave no Hospital e na região. Até o fechamento desta edição (quarta-feira - 31 de março de 2021) a superlotação contiuava. Em Barroso, o número de pessoas com o vírus ativo era de 31, um dos maiores desde o início da pandemia. O total de óbitos no município era de 14, se igualando à cidade de Dores de Campos. Prados tinha 10 mortes e Tiradentes 5. Barbacena continuava como a cidade com o maior número de óbitos: 113 e São Joaõ del Rei tinha 79 mortes por decorrência da Covid-19.

Rua Daniel Pantaleão, 45 - Centro

O hospital tem quatro respiradores e dois estavam sendo usados

Em entrevista ao repórter Bruno Ferreira, no Jornal das 11 da Rádio Liberdade FM, a doutora Luciana Nogueira, umas das responsáveis pelo enfrentamento da Covid na cidade, falou sobre o momento que Barroso e principalmente a região estão enfrentando. “E com relação a Barbacena e São João del Rei, não tem vaga mesmo. Não adianta o pessoal achar que é invenção da mídia e que estão fazendo sensacionlismo, mas é a pura realidade: não tem vaga nas UTIs”, diz a doutora que está à frente do combate à pandemia desde março do ano passado, há praticamente um ano. “O sentimento que mais reflete o que estamos passando é angústia. Todos nós aqui estamos angustiados. A gente vê que os quadros estão mais graves e que pessoas mais jovens também dependem cada vez mais de oxigênio. Angústia aliada a preocupação, porque a gente vê que as pessoas não estão acreditando na doença e continuam desrespeitando os protocolos”, diz Luciana. O Hospital Macedo Couto, segundo a doutora, teve que auemntar o número de quartos para atendimento a covid-19. Ainda segundo Luciana, de segunda para terça, a situação se agravou com o aumento de oito pacientes internados na segunda-feira para 10 na terçafeira. “A gente teve que pegar e fazer outra enfer-

maria. A enfermaria da obstetrícia passou então a fazer parte do núcleo de atendimento ao coronavírus. Além de tudo isso, passamos por outro problema que é financeiro. Assim como o município, o Hospital não recebe repasse desde o final do ano passado. As pessoas falam muito que o Hospital ganha dinheiro para receber estes pacientes, mas a realidade é outra. O Hospital recebe por cada paciente R$1.700, mas se o paciente ficar 3 ou 15 dias o valor é o mesmo,ou seja, não cobre, porque isso inclui tudo: serviço médico, hospitalar, exames, enfim, e os custos desses pacientes são muito altos. Para se ter uma ideia, um único paciente outro dia ficou em torno de R$6 mil. E aí? Quem vai pagar essa diferença? Então, além desta questão da doença ainda temos a situação dramática financeira. Além de tratar os pacientes com Covid, temos que lutar para manter o hospital aberto”, descreve a situação a doutora. Por fim, Luciana pediu conscientização das pessoas e lembrou que o diferencial é cada um fazer sua parte. “Não só UTI, mas poucas enfermarias estão com vagas aí fora. Chegou a hora da escolha. Temos que escolher seguir os procedimentos. Que possamos aproveitar a Semana Santa para pensar no que Cristo fez por nós e no que nós podemos fazer pelo outro”, reforça a doutora.


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Vacina EM DIA Até o momento, em comparação a outros municípios da região, Barroso é um dos que mais vacinou contra a Covid-19

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egunda-feira Santa pela igreja católica, o relógio se aproxima do meio-dia, Dona Maria, que prefere não se identificar, devota de Nossa Senhora, segura o terço e dentro do veículo que é conduzido pela filha, segue rumo ao drive-thru de vacinação que está acontecendo no Ceclans. No trajeto, oração e fé de que tudo vai dar certo. E deu! Ela e vários outros idosos, mais uma vez, são vacinados em Barroso. “A gente chega a pensar no pior, mas graças a Deus vai dar tudo certo”, vibra esperando a segunda dose que está programada para acontecer em 15 dias. Assim como Dona Maria, que teve apenas um pouco de sono como reação, centenas de barrosenses estão na chamada fila da esperança, onde carros e mais carros estão se enfileirando no Bairro Santa Maria. “É até bonito ver isso aqui. Que bênção. Estou esperando ansiosamente a minha vez”, conta uma vizinha do Centro Esportivo que de fora da sua casa olhava o movimento de car-

ros. “Estamos optando pelo drive-thru porque é a melhor forma de evitar que as pessoas se aglomerem em uma fila”, diz a Subsecretária de Atenção Primária da Prefeitura Municipal de Barroso, Vanessa Ferreira. EM DIA Em comparação a outras cidades da região, ou até mesmo a Carandaí, que tem aproximadamente o mesmo número de habitantes que Barroso - cerca de 20 mil - o município vem se destacando com a agilidade das aplicações. “Estamos imensamente felizes pela quantidade de pessoas que conseguimos vacinar sábado (27). Foram quase 400 pessoas em um único dia”, comemora Vanessa que na oportunidade da entrevista à Rádio Liberdade FM, pediu desculpas por algum percalço. A vacinação a que se refere a Subsecretária diz respeito aos idosos de 71 a 73 anos que deixou uma enorme fila próximo ao Ceclans. Depois do sábado, outras idades já foram vacinadas na cidade e até o fechamento

desta edição - 31 de março - Barroso se preparava para a vacinação de idosos com 67 anos de idade. Para se ter uma ideia, Carandaí está começando a vacinar as pessoas de 70 anos. Segundo apurou a reportagem do Barroso EM DIA, antes de marcar e divulgar a vacinação de uma determinada idade, é feito um cálculo, baseado em dados oficiais, para que os profissionais tenham uma proximidade muito grande do número de pessoas que serão vacinadas em determinado dia. Desta forma, ainda com uma margem de sobra, o executivo divulga a idade dos idosos. O formato seguro, garante que todos daquela determinada idade divulgada sejam vacinados, ou seja, ninguém daquela idade corre o risco de ficar sem vacina. “Já vacinamos mais de 2 mil barrosenses e agora estamos aguardando mais doses para darmos seguimento”, diz Vanessa que reforça que o método seguro usado por Barroso vem dando certo e sendo adotado por algumas cidades vizinhas. Até o fechamento desta edição não havia

Parte da equipe de Saúde da Prefeitura

previsão de chegada de mais vacinas para Minas Gerais e para Barroso. A expectativa agora é com

relação à chegada de novas doses dos imunizantes que a cada dia faz com que a esperança de vencer

As três amigas fizeram questão de serem vacinadas “juntas”

este vírus se renove ainda mais. “Estamos preparados para vacinar ainda mais”, diz Vanessa.

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