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PROGRAMA MUTAÇÕES - VERSÃO DIGITAL

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Concepção e Direção André Guerreiro Lopes Dramaturgia Gabriela Mellão

Com

Direção Musical e Trilha Original Federico Puppi Cenário e Figurinos Simone Mina

Desenho de Luz Aline Santini Idealização Alex Bartelli Produção Azayah

Luís Melo, Andréia Nhur e Alex Bartelli mutacoes espetaculo

VENCEDOR EM 08 CATEGORIAS CENYM 2024

INCLU NDO MELHOR ESPETÁCULO

VENCEDOR PRÊMIO SHELL 2023

MELHOR ILUMINAÇÃO

ALINE SANTINI

INDICADO AO PRÊMIO SHELL 2023

MELHOR CENÁRIO

SIMONE MINA

INDICADO AO PRÊMIO APCA 2023

MELHOR DRAMATURGIA

GABRIELA MELLÃO

INDICADO AO PRÊMIO APCA 2023

MELHOR ATOR

LUÍS MELO

ESPETÁCULO C Ç 3 PREMIAÇÕES

PRÊMIO CENYM 2024 - Vencedor em 08 categorias, incluindo: Melhor Espetáculo do Brasil em 2024, Melhor Direção (André Guerreiro Lopes), Melhor Texto (Gabriela Mellão), Melhor Ator (Luís Melo), Melhor Direção de Arte (Simone Mina), Melhor Sonoplastia (Federico Puppi), Melhor Qualidade Técnica de Produção (André Omote, Simone Mina, Aline Santini) e Melhor Cartaz (Samuel Kavalerski)

PRÊMIO CENYM 2024 - Indicado em 05 categorias, incluindo: Melhor Qualidade Artística de Produção (André Guerreiro Lopes, Gabriela Mellão, Luís Melo Andréia Nhur e Alex Bartelli), Melhor Cenário (Simone Mina), Melhor Iluminação (Aline Santini), Melhor Trilha Sonora Original (Federico Puppi) e Melhor Fotografia para Publicidade (Ale Catan).

PRÊMIO SHELL 2023 - Vencedor na categoria Iluminação (Aline Santini) e indicado a melhor Cenário (Simone Mina).

PRÊMIO APCA 2023 - Indicado a melhor Dramaturgia (Gabriela Mellão) e melhor Ator (Luís Melo).

PRÊMIO MELHORES DO TEATRO 2023, por Miguel Arcanjo - Ganhador da Melhor Dramaturgia (Gabriela Mellão) e melhor Performance em Teatro (Luís Melo).

PRÊMIO ZESCAR 2023, por José Cetra Filho - Eleita como melhores peças em Dramaturgia (Gabriela Mellão) e Ator (Luís Melo)

UM MERGULHO NAS REFLEXÕES SOBRE A VIDA

A temática da passagem do tempo e ciclo da vida é universal e atemporal, permeando diversas formas de arte, especialmente o teatro. MUTAÇÕES explora essas questões de maneira profunda e poética, convidando o público a refletir sobre as suas escolhas, desejos e anseios, ou seja, a sua própria existência.

O espetáculo MUTAÇÕES traz em cena um jogo cênico vigoroso, com uma marcante assinatura de encenação, desenvolvida pelo diretor André Guerreiro Lopes, o espetáculo é um convite a um mergulho profundo na poética e na filosofia do oráculo I CHING, a mais consagrada obra milenar oriental, que serviu de inspiração para dramaturgia original de Gabriela Mellão, especialmente desenvolvida para o espetáculo.

SINOPSE

O Ancião, o Jovem e Ela, três personagens em um jogo constante de transformação, em que nada parece ser o que aparenta. Desenvolvido a partir do processo investigativo de um grupo de artistas criadores, o espetáculo é livremente inspirado nas simbologias do I Ching, o histórico Livro das Mutações.

Conhecido no Ocidente como um oráculo e um tratado filosófico, o I Ching é, na verdade, a matriz da civilização oriental, base de um conhecimento vasto que inclui matemática, poesia, alquimia, ciência, artes, medicina e meditação. É a raiz do taoismo e do confucionismo.

VENTO SOBRE TERRA NO JOGO DAS MUTAÇÕES

Dentre as inúmeras perspectivas possíveis para se abordar o I Ching - social, histórica, metafísica - a que mais me interessou na encenação foi o que o livro tem de mais teatral: a própria ideia de jogo, um jogo de mutações, de alternância dinâmica de polaridades. A obra milenar é antes de tudo um código, uma simbologia para acessarmos as forças dinâmicas da natureza que regem o mundo, dentro e fora de nós. O conceito central é o da mudança permanente, o que estabelece um paradoxo. Se absolutamente tudo está em constante transformação, há algo completamente imutável: a própria lei universal da mutação. É o fluxo dinâmico das nossas vidas, é o fluxo reinventado no palco.

No espetáculo as personagens e situações são fragmentadas, estão em estado de instabilidade, mesmo quando há aparente imobilidade. No jogo dos atores a roda das mutações começa a girar. Oposições, harmonias, espelhamentos. As cenas justapostas ora se complementam, ora se contradizem, como versos de um grande poema em movimento. O vazio é o ponto de partida, espaço de todas as possibilidades. “Antes do espetáculo o vazio existe, durante o vazio coexiste, depois o vazio persiste”, são palavras de Wu Jyh Cherng, um dos principais mestres taoistas contemporâneos, usando a analogia teatral para explicar o conceito de vazio no I Ching. Novamente o teatro é a grande metáfora.

Em nosso palco o vento é o signo principal. O vento sobre terra, que inclusive é um hexagrama do I Ching, a “Contemplação”. A beleza do vento é justamente sua natureza: ele não se vê, ele se sente, ou vemos o efeito dele sobre as coisas. É o invisível movimentando o visível. O vento incita, dispersa, gera o caos. É também suave, penetrante, é a própria ideia da comunicação, palavras e sentidos que se espalham, encontrando suavemente seu pouso sobre a terra. E a terra há que estar preparada, aberta, porosa para receber o vento. Para que ele adentre lentamente, como raízes, para que a integração se faça. O palco é o vento, a plateia a terra? É esse o sentido? Ou o contrário, a plateia vento alimenta o palco terra? É em algum lugar dessa dança dos ventos, desse encontro de sentidos e sensibilidades, que o teatro se faz, que a poesia ganha forma. Para então tudo se desfazer e recomeçar novamente. O vazio, cheio de vida, persiste. André Guerreiro Lopes, diretor artístico.

SOBRE A VIRTUDE DO VAZIO E SEUS MISTÉRIOS

Como o vazio, a página em branco não se preenche, se gesta. Abri espaço para o vazio se engravidar de rompantes de transformações, de poesia, de intuição. E as palavras brotaram. E com elas metamorfoses, reinícios sem finais, emoção, mistério, milagre. As polaridades entre um ancião e um jovem se manifestaram, assim como a figura por vezes mítica da personagem feminina que se relaciona com a realidade e aquilo que a ultrapassa. Os três personagens se apropriaram do conceito de mutação que está na base do livro I Ching para viverem a impermanência da vida, interagindo entre si em um constante jogo de transformação.

Me pergunto como as palavras vieram. Foi o vento que as trouxe? O acaso? A perfeição da sincronicidade? O acaso é o eco do mistério. E o mistério é um mistério. São muitos, estão em todos os lugares em que não se pode ver. São tão concretos como esta peça, tão intangíveis como o invisível no campo da irracionalidade. Não há posição intelectual mais incômoda do que flutuar na névoa da possibilidade que não se pode tocar, no entanto, flutuamos, nos maravilhamos, e tocamos. É o espetáculo da vida, com toda sua magia.

Gabriela Mellão - Dramaturga

A música é, por sua própria natureza, em constante mutação, em fluxo. Ela só existe na sutil relação entre o presente, o instante passado e o imediato futuro, um presente estendido.

A música, assim como o I Ching, reflete a natureza da vida e expressa a dicotomia entre o fluxo de mudança e a estabilidade, entre o som e o silêncio, a concretude e o sonho.

Nesse espetáculo, a música mostra essa essência e, por isso, dialoga com os princípios do I Ching.

Federico Puppi - Diretor Musical

Espaços moventes entre o vazio e a materialidade. Roupas como peles expandidas de cada intérprete. Objetos como matrizes. Espaços, roupas e objetos que emergem da imersão na subjetividade dos textos, com suas rotas e equações que sugerem novas formas de vida e de cena. A partir de ações como a de Francis Alys, artista belga residente na Cidade do México que viajava em busca de ciclones para, literalmente, ir ao encontro da calma no olho do furacão, radicalizamos o vento como um novo personagem. A parceria com o diretor

Desenhar a luz no espaço e o tornar um lugar. Usar a luz como técnica, que trafega e inscreve no ar etéreo, para preencher o espaço vazio e então fazê-lo cheio, ou até mesmo revela-lo cheio de vazios, nos valendo da sua característica mais poética que é o fato de podermos vê-la e não toca-la, a característica de imaterialidade que é vista. A Luz gera sombra. As luzes geram sombras que povoam a imaginação humana há muitos milênios.

A luz sendo pensada aqui com camada dramatúrgica e de composição e recomposição do espaço físico do palco abrindo possibilidades no espaço psicológico do espetáculo criando camadas no âmbito da sutileza e em outros momentos mais contundentes e eloquentes.

Aline Santini - Iluminadora

André Guerreiro Lopes sempre preza pelo hibridismo de linguagens, num processo onde as contaminações favorecem um espetáculo que nunca sabemos onde exatamente uma ideia começa e a outra termina. Somos todos corpos de passagem atravessados pelos quatro elementos. A experiência cênica então é transformada numa cartografia colaborativa que se estabelece numa poética em estado de copoiesis entre os participantes e, mais tarde, estendida ao público. Simone Mina - Cenógrafa e Figurinista

CONCEPÇÃO E DIREÇÃO ARTÍSTICA

ANDRÉ GUERREIRO LOPES

DRAMATURGIA

GABRIELA MELLÃO

ELENCO

LUÍS MELO

ANDRÉIA NHUR

ALEX BARTELLI

DIREÇÃO MUSICAL E TRILHA ORIGINAL

FEDERICO PUPPI

CENOGRAFIA E FIGURINOS

SIMONE MINA

ILUMINAÇÃO

ALINE SANTINI

ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO

E CARTAZ ORIGINAL

SAMUEL KAVALERSKI

CONSULTORIA “I CHING”

WAGNER CANALONGA

IDEALIZAÇÃO E PRODUÇÃO

AZAYAH

FICHA TÉCNICA

PRODUÇÃO EXECUTIVA

JOANA PEGORARI

RAFAEL BICUDO

OPERAÇÃO DE LUZ

MARCEL RODRIGUES

OPERAÇÃO DE SOM

ANDRÉ TELES

TÉCNICOS DE PALCO

DANIEL SOUSA

QUINHO GONÇA

DESENHO DE SOM

ANDRÉ OMOTE

ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO MUSICAL

RÁAE

CENOTECNIA

WANDERLEY WAGNER

FERNANDO ZIMOLO

ALÍCIO SILVA

ASSISTÊNCIA DE CENOTECNIA

DANDHARA SHOYAMA

IGOR B. GOMES

MARIANA MASCHIETTO

EBROM BARBOSA

ASSISTÊNCIA DE CENOGRAFIA

VINICIUS CARDOSO

RICK NAGASH

CONFECÇÃO DE FIGURINOS E OBJETOS

AMANDA PILLA

HELLIGE SANT’ANA

ASSISTENTES DE FIGURINOS

NIKA SANTOS

RICK NAGASH

FOTOS DE DIVULGAÇÃO ALE CATAN

TRATAMENTO DE IMAGENS

CARLOS MESQUITA

VISAGISMO

ROGER FERRARI

VIDEOMAKER

DENNY NAKA

ASSESSORIA DE IMPRENSA

NEY MOTTA

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS

Roberto Leme, Wagner Canalonga, Djin Sganzerla, Eduardo Figueiredo, Paulo Travassos, Rafael D'avila, Neiva Varone, Maria Helena Varone, Kiko

Rieser, Vanda Lima, Marly Segreto, Beatriz Hack, Valdir Rivaben, Marcus

Moren, Isaura Regina Parente Cunha, Maria Tendlau, Tusp Butantã, Tryp

Paulista Paraíso, Estúdio Lusco-Fusco, Campo das Artes, Vinícius

Santos, Daniele Stupp, Hilda Santos, Nerli Terezinha e a toda equipe

Sesc e Sesc Consolação.

O c é u s i t u a - s e n a c a b e ç a

A t e r r a s i t u a - s e n o v e n t r e

O t r o v ã o s i t u a - s e n o p é

O v e n t o s i t u a - s e n a c o x a

A á g u a s i t u a - s e n o o u v i d o

O f o g o s i t u a - s e n o o l h o

A m o n t a n h a s i t u a - s e n a m ã o

O l a g o s i t u a - s e n a b o c a

Concepção e Direção André Guerreiro Lopes Dramaturgia Gabriela Mellão

Luís Melo, Andréia Nhur e Alex Bartelli mutacoes espetaculo
Direção Musical e Trilha Original Federico Puppi Cenário e Figurinos Simone Mina
Desenho de Luz Aline Santini Ideal zação Alex Bartelli Produção Azayah
Com

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