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AXÉ CAMPINAS

revista

AXÉ CAMPINAS www.axecampinas.com.br / ano 01 - edição 02 - maio de 2014

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9 Festa em Homenagem a

São Jorge BAZAR POLI-CASTRO Umbanda - Candomblé - Esotérioco - Católico

Miguel / Betinha Policastro Fone: (19) 3233-5085 miguel.policastro@gmail.com / www.bazarpoli-castro.com.br

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Destaque

"Qualquer País do mundo, somente será grande, quando seus habitantes estiverem alimentados do saber, e livres da ignorância do analfabetismo". Pesquisador / Historiador Valdir Oliveira, cidadão negro Editorial É agora ... Em um momento onde se busca códigos que definam a Umbanda. Onde Candomblé e Umbanda não são reconhecidos como religião, por alguns menos esclarecidos. Bananas são jogadas aos irmãos, para provocar reações que já estão fora de moda. Talvez tudo isso seja a dica para que esta união já proposta em outros tempos, ser fortificada e praticada. Chegou a hora de todo povo do Axé conquistar seu lugar, ou seria reforçar seu lugar? dentro do contexto político, religioso e social. É hora de seguirmos em frente, com a cabeça erguida e passar por cima de picuinhas entre irmãos, para somar ao invés de dividir. De promover a religião ao invés de denegrir. Enfim, é a hora de decisão, reconhecimento e respeito aos nossos ancestrais que fizeram com que a cultura afro-brasileira sobrevivesse, a duras penas, até os nossos dias. "É nesta hora de mudanças que a Revista Axé Campinas se põe em novos caminhos, com o olhar no futuro e na renovação de energias para se somar a todo este movimento’’.

Redação

Expediente Uma públicação de: internexxus inf. com. & serv. ltda-me cnpj 05.656.501/0001-44

Tiragem: 5.000 exemplares Periodicidade: mensal Conselho Editorial Alessandra Ribeiro Ana Diva Giraldi Corrêa Eric Ramos Duque de Freitas Mãe Emília t’ Ayra Okun Olola Pai Joãozinho Galerani

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QUEM TEM FÉ TEM TUDO Minha história com samba vem de longas datas quando eu ainda era uma criança de 6 anos de idade, me lembro do Jonas, afilhado dos meus pais, que sempre vinha nos visitar e trazia junto consigo fitas cassetes de vários intérpretes do samba e ficávamos ali horas ouvindo. Lembro-me bem das lindas vozes dos Sambistas Roberto Ribeiro e Agêpê que eram o que ele mais ouvia. Com 16 anos de idade fui convidado para participar de um grupo de samba formado por amigos do bairro, onde sempre participávamos das festas que havia ali, e como tudo que você acredita e busca acontece, esse meu apreço pelo samba foi crescendo cada vez mais. Em 1995 comprei o meu primeiro cavaquinho e fui me aperfeiçoando a cada ano até que em 1997 compus o meu primeiro samba e gostei muito dessa arte de passar o sentimento para uma canção e hoje possuo várias composições, inclusive uma em que eu homenageio a todos os Orixás (Batuca aí Batuqueiro).

Diretor Executivo Eric Ramos Duque de Freitas

Editora Responsável Ana Diva Giraldi Corrêa Diagramação | Editoração Fernando Silveira (Okun Olola) Redação e Revisão Ana Diva Giraldi Corrêa Colaboradores da Edição 02 Alexandre Tarlei Okun Olola

Atualmente vivo em função da música e cada vez mais conquistando o meu espaço e realizando meu sonho, de ser um sambista de êxito, mas sem nunca me esquecer de sempre agradecer a Deus e a São Jorge Guerreiro por tudo. Sempre fui uma pessoa de muita Fé e muito ligado a São Jorge e em uma fase turbulenta da minha vida obtive uma graça em seu nome e fiz uma tatuagem no meu braço esquerdo em devoção a ele, que é sincretizado na forma de Ogum nas religiões afro-brasileiras. Acredito muito na força dos Orixás e sei que Ogum está sempre me guiando e protegendo nas adversidades do caminho, a Fé é o combustível para alcançar o sucesso. Quem tem Fé tem tudo e consegue alcançar o impossível ! Salve o Samba! Salve todos os Orixás!!! André Oliveira, sambista. Contato: (19) 3276-4155 (19) 99168-8338 Id:89*112539 Facebook: André Oliveira E-mail: andreoliveirasamba@hotmail.com.br

O Conselho Editorial da Revista Axé Campinas não se responsabiliza por textos de anúncios e matérias assinadas, sendo de responsabilidade dos autores. ANUNCIE NA REVISTA AXÉ CAMPINAS

axécampinas@gmail.com 19 2511-3341 Fotos dos eventos cobertos pela revista, encontram-se no site: www.axecampinas.com.br e na nossa página no facebook: facebook.com/axecampinas


Artigo Lançamento do selo especia: ‘‘ Umbanda - Sincretismo Religioso Brasileiro ‘‘ No último dia 15/05, foi lançado em Sessão Solene, no Plenário Presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira, Assembléia Legislativa em São Paulo, com a mesa composta por Gerson Bittencourt (Deputado Estadual do P T)Presidente, Leci Brandão (Deputado Estadual do PC do B), Luiz Claudio Marcolino (Deputado Estadual do PT e como convidados, Vicentinho (Deputado Federal do PT) e Wagner Pinheiro da Silva, Presidente dos Correios. O plenário foi ocupado totalmente por representantes da Umbanda e Can-

domblé, contando com figuras de grande importância na história da Umbanda, como Pai Ronaldo Linares, Sandra Santos e outros . De Campinas, foram também vários representantes de comunidades tradicionais como Mãe Corajacy, Edna Lourenço. Apresentações artísticas Miro Cardoso, Aldeia de Caboclos e Núcleo de Curimba Tambor de Orixá completaram o brilho da noite. O selo, sobre um fundo vermelho, traz a imagem do fundador da Umbanda, Zélio Fernandino de Moraes, representado por uma pintura, de autoria do artista Claudio Gianfardini.

Tolerância? Não! Queremos e precisamos de RESPEITO

A peça filatélica pode ser adquirida nas agências dos Correios, na loja virtual e na Central de Vendas a Distância pelo site : (centralvendas@correios.com.br).

ÈMI NFÉ ÒNÒN RERE FÚN O ! Desejo um bom Caminho para você !!

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Quantas vezes nós Umbandistas e Can- sive meus amigos que puderem, levarem domblecistas não nos pegamos com essa palestra às suas casas, pois são fatos comentários maldosos ou criticas a ir- históricos que nos ajudam a entender o mundo atual. Pois bem, a palestra em um mãos de outras religiões? Terreiro de Umbanda, falamos sobre as Mas nas nossas rodas de conversas os Santas da Igreja Católica, a operadora do outros que são preconceituosos não computador , minha amiga querida nós... Errado, muitos de nós somos sim, e Viviane Resende, evangélica, o fotografo, nem percebemos. Essa mudança tem meu amigo querido Pastor Marcelo que partir de dentro de cada um, o res- Resende e na plateia mais de 50 peito a crença de cada um, não tolerar, Umbandistas, todos se confraternizando, e sim respeitar... muito diferente uma se respeitando e trocando saberes. Foi uma prova de que coisa da outra. O que adianta em nossas casas pregar- podemos e precisamos mos isso e não colocarmos em prática. evoluir nesse caminho, A Religião é para unir os homens, mas lutar juntos pelas Artigos Religiosos & Esotéricos hoje nós mesmo a usamos para nos causas em comum e Umbanda - Candomblé - Encantaria respeitar e apoiar as distanciarmos. VELAS P/ KILO - IMAGENS - INCENSOS Dia 06 de Maio no Terreiro da Vó Be- que são mais particulaLIVROS - CAMISETAS - CDs / DVDs nedita, tivemos uma prova simples de res, pois no fim a intencomo isso tudo pode acontecer sem ne- ção será sempre ajudar TUDO EM 3X S/ JUROS ao próximo ao nhum problema. NOS CARTÕES VISA E MASTERCARD . Rua Barão de Cascalho, 61 Tivemos uma palestra interessantíssima n e c e s s i t a d o com o Sr. Fabio Custodio da Secretaria Sarava! Centro - Limeira - px rodoviária de Cidadania da Prefeitura de CampiJoão Carlos Galerani Junior nas, que faz um estudo histórico sobre Sacerdote do Terreiro da Vó Benedita mirongaartigos@hotmail.com (19) 3039-4807 / (19) 98378-1073 / (19) 98378-1079 «As Virgens Negras», aconselho inclu-

AXÉ CAMPINAS

MIRONGA

Membro do Grupo Saravaxé

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Artigo aparece é de Invisibilidade Negra na TV Quando forma discriminatória

Esta avaliação foi apresentada pela jornalista Andréia Marques, em debate com o tema ‘O Racismo e a Mídia’, na Câmara Municipal, no último dia 13 de Maio, Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo. O evento integra a campanha permanente de combate ao racismo ‘É Racismo. Não É Um Mal Entendido!’, Realizada pelo mandato do vereador Carlão do PT e militantes do Movimento Negro. Segundo Andréia, além da quase invisibilidade do negro na TV,

14 de Maio Eu sofri e apanhei no porão do navio.Acorrentado viajei.Meu corpo forte e ferido desembarcou. Mas minha alma na África ficou. Quando na Bahia desci, eles não falavam, só batiam. Meus irmãos capturados nada entendiam daquilo, e para não apanhar, o que mandavam faziam. Mas nada em troca recebiam, a não ser os golpes de covardia. Eu não era nada, não tinha nada, era produto barato que o traficante vendia ou leiloava.Quando da Mãe África me lembrava, girava na capoeira e dançava saudando meus Orixás.

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na maioria das vezes. A jornalista também criticou a quase ausência do negro à frente das câmeras no telejornalismo brasileiro e, em especial, e m Campinas. “Tenho colegas negros na TV, mas atrás das câmeras. Temos repórter negro, mas não como

Apresentador” Com o Plenarinho lotado, algumas pessoas tiveram que assistir ao debate em pé. Andréia Marques agradeceu a oportunidade e elogiou a iniciativa de Carlão com ações de combate ao racismo, uma das principais linhas de atuação de seu mandato, e questionou o motivo do não envolvimento de outros parlamentares da Casa. “Cadê os outros Vereadores? Só o Se

E eles que nada sabiam (das negras verdades) na ponta do cipó meu canto calavam. Os anos foram se passando e os quilombos se formando, alguns negros ficaram nas fazendas, nos cafezais e canaviais, sem culpa, com a escravidão já haviam se acostumado. Havia negro Jêji, Nagô e Yorubás, festavam para Xangô, Ogum, Oxóssi e Iemanjá. Foi quando ouvi o grito dos quilombos e vi a luta dos guerreiros, Ganga, Zumbi e Dandara, que fizeram com seus sangues a liberdade chegar. Corremos livres sem saber pra onde,sem roupa, com fome. Crianças, homens, mulheres, jovens e velhos.

nhor se interessa pelo assunto?”, questionou ela. Também participaram da Mesa de Debate a historiadora Alessandra Ribeiro e o professor Wilson Queiroz, membros do Fórum Permanente de Educação e Diversidade das Relações Étnico Raciais de Campinas. Após a apresentação do tema, por iniciativa de Edna Lourenço e Deputado Carlão, foram homenageadas todas as comunidades tradicionais que compareceram à 9ª Festa em Homenagem a São Jorge/ Ogum, realizada dia 27/04/2014. A Revista Axé Campinas foi também homenageada, pela iniciativa e pioneirismo na criação de um canal de comunicação acessível a todos os interessados em assuntos das comunidades afro e afro-braileiras de Campinas e e n t o r n o . . (Reportagem: Blog do Vereador Carlão PT vereadorcarlaopt@gmail.com)

A noite chegou, era 14 de maio e sem eira nem beira optamos pelo morro. Era perto do asfalto, do suposto emprego e da cidade, mas o tempo passou com velocidade e nada mudou. Eu não me calei, mas a sociedade me exilou no morro e tudo começou de novo.Só que agora o Senhor de Tudo tem farda. A senzala tem outro nome, é favela; o nosso sangue ainda jorra, mas por tiros de escopeta. E todos fingem que não vêem, só eu sinto o tempo passar como um raio, na livre senzala criada no morro sem lei, cravada nas minhas lembranças do dia 14 de maio .

Ogã Alexandre Tarlei


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Artigo

9 Edição da Festa em Homenagem a São Jorge - Campinas Festa de São Jorge no Município de Campinas. São Jorge é o santo padroeiro em diversas partes do mundo: Inglaterra, Portugal (santo secundário), Geórgia, Catalunha,Lituânia, Sérvia, Montenegro, Etiópia, das cidades de Londres, Barcelona, Génova, Reggio di Calabria. Edna Lourenço. facebook.com/edna.almeidalourenco

Instituída no Município de Campinas, por força da Lei 13.814/2010, de autoria dos Vereadores Ângelo Barreto e Josias Lech, mas desde 2006 a Homenagem a São Jorge é realizada. São Jorge, considerado como um dos proeminentes Santos Militares, sua memória é celebrada no dia 23 de Abril, quando em várias localidades é comemorado o Santo Guerreiro, dono dos Caminhos, o Deus do Ferro, Patrono da Tecnologia. As Comunidades Tradicionais de Terreiros, Umbanda e Candomblé, reunidas constituíram o Grupo de São Jorge e organizam a Festa ao longo destes anos. Comunidades da Região Metropolitana de Campinas fortalecem a Festa comparecendo com seus filhos de santo e de fé. O reconhecimento da Câmara Municipal possibilitou a representatividade da

Saravá Meus Grandes Mestres,neste mês que comemoramos sua Libertação! A toda linha de pretos velhos deixo aqui o meu respeito e gratidão. Me pego pensando que queria ter em minha vida um pouco das atitudes e características desses ilustres ancestrais, vejam: eles foram retirados de sua terra raiz, foram subjulgados, torturados, escravizados, eram tratados piores do que os animais, eram vendidos como objeto etc. e mesmo assim, eles se uniram, mantiveram a base de suas crenças, formaram famílias, achavam tempo para homenagear suas raízes e ajudar a todos os necessitados. Hoje são espíritos protetores, de luz, psicólogos dos seus filhos, cheios de sabedoria, humildade e amor. "Peço que eu tenha a bondade, sabedoria, perseverança e humildade desses meus velhos africanos, para que mesmo por mais maltratado eu for pela vida, eu possa levar a cada um que me procurar, o amor e a cura de suas aflições. Sou filho de Pemba, sou filho preto velho, coroado por preto velho, que eu saiba respeitar e usar seus ensinamentos". Adorei as almas. Adorei meu Pai Cipriano. Axé saravá!!! Fernando Silveira Okun Olola

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Artigo Parte I

O QUE É O CULTO DA JUREMA?

Não é um culto direcionado só a cabocla que leva esse nome, embora seja cultuada dentro desse ritual, Jurema é o nome dado a um arbusto de folhas miúdas e espinhoso oriundo do nordeste e por ser uma àrvore sagrada tanto para os índios como para os mestres os discípulos resolveram homenagear a árvore sagrada dando seu nome ao culto. . O culto Jurema abrange práticas oriundas do espiritismo, Catolicismo, da Umbanda, da Pajelança, das magias européia e orie n t a l . . A Jurema era denominada originalmente de CAATIMBÓ (fumaça do cachimbo) hoje em dia não se usa, pois, o termo foi deturpado e é generalizado como feitiçaria, bruxaria e malefício. A Jurema busca o contato com o mundo espiritual através da ciência do Caatimbó. A ciência, para o discípulo de jurema é uma sabedoria que toda pessoa possui e que foi dada por Deus, mas que esta adormecida na maioria das pessoas, quando a pessoa desperta essa sabedoria adormecida, através de rituais de confirmação, consagração, e cimentação se diz que essa pessoa tem ciência. . Essa ciência permite ao Juremeiro entrar em contato com o mundo invisível e desse contato promover significantes modifica-

ções em destinos e auxiliar a modificações nos destinos de outras pessoas, tais como: restabelecer a saúde, prosperidade financeira, felicidade amorosa e desenvolvimento da espiritualidade que cada pessoa possui em sua essência. . O juremeiro vê além da forma material que as coisas possuem. Ele sabe que todas as coisas e acontecimentos possuem a sabedoria divina e passa a aprender conscientemente a lidar com elas obtendo a chamada felicidade interior. O chão, os rios, as lagoas, as fontes de águas, as matas, os animais, a chuva, o vento, o mar, o ar que respira, o alimento que ingere, os antepassados, e as pessoas vivas são sagrados para o j u r e m e i r o . . Um autêntico juremeiro se torna uma seta no caminho das pessoas indicando uma vida melhor no meio de tanta contradição que existe no mundo. O catimbozeiro não interfere na vida das pessoas, mas quando é solicitado pode colaborar no bem estar que as pessoas procuram. O que simboliza o caatimbó é a arvore jurema, que para os catimbozeiros é um símbolo de força e de energia e poder. Da árvore jurema se retira sementes para a cimentação de novos discípulos, o tronco para levantar no mundo material a representação do mestre do invisível e prepara-se com a raiz uma bebida de força cha-

mada , dependendo do lugar , de: CAUIM , JUREMA , MESTRE , e CIÊNCIA. Um Discípulo de Jurema passa por vários graus de desenvolvimento para se tornar um padrinho mestre, que é o grau que um juremeiro pode chegar, Os graus são os seguintes: 1º) Discípulo Apontado. 2º) Discípulo Consagrado. 3º) Mestre. 4º) Padrinho. 5º)Padrinho Mestre. Continua ...

Mãe Emília de Ayrá Iyálorisá do Ilê Asé Ayrá Túnjí Madrinha Mestra de Jurema da Raiz do Acáis

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Artigo

Linha dos Malandros e Seu Zé Pelintra

O mundo vem evoluindo, e a nossa querida Umbanda também, enquanto por muito tempo encontrávamos a entidade Zé Pelintra e outros malandros nas linhas de baiano, preto velho ou exu, hoje não é difícil chegar a um terreiro e a linha dos MALANDROS estar em terra prestando a caridade. Mas Malandros? Quem é? O Que podem ajudar a terra? Vamos falar dessa linhagem espiritual, pouco conhecida, mas de muito auxilio aos encarnados.

A Linha dos Malandros da Umbanda traz para dentro dos terreiros os espíritos que em alguma encarnação, por conta do preconceito racial, foram considerados pessoas que não fizeram seu papel social e marginalizados pela sociedade, mas ao mesmo tempo simbolizam a aproximação com o mundo superior. Os malandros, vem nos ensinar a capacidade de adaptação aos obstáculos terrenos, ensina aos filhos de Umbanda o “jogo de cintura”, a dançar conforme a musica, ensina que é necessário ir desapegando e abrindo mão de ideias antigas, para nos renovarmos a cada dia; encarar a vida com leveza, sem guardar rancores, não perder o humor e estragar um dia por causa de um obstáculo, o bom humor que lhe traz a terra ajuda a seus filhos passar pela encarnação com mais tranquilidade. Mas, como todo equilíbrio espiritual, malandros não são apenas espíritos masculinos, dentro da Linha existem também as manifestações femininas, das quais Maria Navalha, Maria do Baralho e Maria do Cais são os exemplos mais conhecidos. Como regra geral, os Malandros não são Exus. São Entidades que integram Linhas de Trabalho distintas. Podendo se manifestar nas sessões de Esquerda, junto com

os Exus.Uma figura mais conhecida dentro desta Linha é Seu Zé Pelintra. Seu Zé, como carinhosamente é conhecido, é uma entidade peculiar pois pode trabalhar em todos os lugares, se manifestando na direita ou na esquerda. Ele vem como Malandro, Preto Velho, Baiano e Exu. A flexibilidade do Malandro permite que ele seja um instrumento da luz independente da linha de trabalho. Zé Pelintra é o verdadeiro malandro, com seu chapéu de lado, sua bengala na mão, traz a verdade ao mundo em forma de “brincadeiras”, quando é preciso é sério e faz a lei permanecer dentro das casas de axé, como diz o ponto: “ Ele trabalha sério, ele trabalha brincando”. Salve a Malandragem, Salve seu Zé! Pai Felipe D´Xangô Sacerdote do Templo de Umbanda Luz de Aruanda facebook.com/felipe.paris.7

ÒWE-IFÁ

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PROVÉRBIOS DE IfÁ

BI ONI TI RI, OLA KI IRI BE. É pouco provável que amanhã as coisas estejam como hoje.

AXÉ CAMPINAS 07


ABEAFRO E COPA DO MUNDO: GOL DE CABEÇA A Associação Brasileira de Escritores Afro-religiosos (Abeafro) reúne escritores, blogueiros, editores, pesquisadores e leitores interessados na cultura das chamadas religiões de matriz africana de todo o país. Fundada em 24 de dezembro de 2013, tem como vicepresidente Giovani Martins (Florianópolis – SC), secretária Joice Piacente (São Paulo – SP) e como diretor de relações institucionais João Carlos Galerani (Campinas – SP). Em parceria com diversos órgãos e instituições, a Abeafro busca fazer valer, conforme a legislação em vigor, o direito de assistência espiritual (popularmente conhecido como capelania) aos adeptos das religiões de matriz africana que estejam em hospitais, presídios, casas de acolhimento (qualquer faixa etária) e outros. Também dialoga para que as bibliotecas dessas instituições disponibilizem livros escritos por autores afro-religiosos, pois, se por um lado, nas religiões de matriz africana predomina a oralidade, por outro, existem diversas publicações que servem de alimento espiritual não apenas a seus adeptos, mas a todos os que nelas buscam conforto e autoaperfeiçoamento. . A Abeafro estimula e apoia a criação de bibliotecas em casas religiosas de matriz africana, colocando-se à disposição para assessorar a implementação, a organização etc. e contatar editoras e autores, dentre outras ações. Ainda são poucas as casas que possuem uma biblioteca constantemente alimentada e aberta à população, como a da Tenda de Umbanda Pai Joaquim d´Angola e Exu Tiriri, de Limeira – SP, coordenada por Pai Evandro Fernandes, e da qual eu sou sócio. Dentre os principais eventos da Abeafro para o 1º. semestre de 2014 estão a palestra “Novo Dicionário de Umbanda: ‘Levando ao mundo inteiro a Bandeira de Oxalá!”, que ocorrerá no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo no dia 31 de maio, às 09h, e

o 1ºCongresso da Abeafro, que acontecerá na Fazenda Roseira, em Campinas, no dia 14 de junho, e foi incluído na série de eventos de recepção à Seleção da Nigéria, que se hospedará em Campinas para participar da Copa do Mundo. . Para nós, associar a Abeafro à acolhida à Seleção da Nigéria tem um sabor especial, pois em território nigeriano localiza-se o que se chama carinhosamente de Iorubalândia, de onde migrou o culto da maioria dos Orixás conhecidos no Brasil, bem como homens e mulheres que constituíram em nosso país diversas Nações de Candomblé, dentre elas Ketu, Nagô e Efon. Todos nós, umbandistas, candomblecistas de diversas Nações (não apenas as originárias da Iorubalândia, mas também Angola, Jeje e as demais) e religiosos de matriz afri.

cana de outros segmentos (como Catimbó, Vale do Amanhecer, Culto a Ifá etc.) receberemos os irmãos nigerianos de braços e corações abertos.Na riquíssima cultura, mitologia, teologia e espiritualidade iorubá, Ori é a cabeça humana, receptáculo do conhecimento e do espírito. É tão importante que cada Orixá tem seu Ori. Trata-se da consciência presente em toda a natureza e seus elementos, guiada pelo Orixá (força específica). Aliás, uma possível e simplificada tradução para o vocábulo “Orixá” seria “Senhor da Cabeça”. Ter a oportunidade de participar da acolhida à seleção nigeriana, ajudando-a se sentir em casa, para nós, da Abeafro, é marcar nosso primeiro gol. De cabeça. De Ori. Ademir Barbosa Júnior (Dermes) Presidente da Abeafro Escritor / Pesquisador

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4 Caminhada em Defesa da Vida e Liberdade Religiosa O Babalorixá Walter Oliveira foi o organizador da Caminhada que teve como tema “A união para sair da zona de conforto e assumir a religião”. A caminhada contou com aproximadamente 100 participantes, contando com: Tata Ubirajara, Ogã Rodrigo, Ogã Jamaica, integrantes do Maracatu, Mãe Marilene de Oya, Pai Betão. Mãe Claudinha, Mãe Clara, Pai Renato, Pai Michaell (Aldeia Caboclo Pedra Preta – Hortolândia), Pai Orlando (Francisco Morato), Pai Eric (Casa de Caridade Itapuã – Campinas). Representantes políticos que estiveram presentes: SEPIR – Prefeitura, Conselho Municipal da Igualdade Social (PT) e outros. O evento foi abrilhantado pelos Ogãs, Tata n’ingomas e Maracatu. Redação

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axécampinas@gmail.com Fotos dos eventos cobertos pela revista, encontram-se no site: www.axecampinas.com.br e na nossa página no facebook: facebook.com/axecampinas

Ed02  

Lançamento da segunda edição da revista com cobertura da 9º festa em homenagem a São Jorge

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