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ano 14 · nº 32 · dezembro 2013

destacável PROJETOS EDIFÍCIOS METÁLICOS – PROTEÇÃO DE BATERIA DE FORNOS COQUE

DIRETÓRIO 2013

CONSTRUÇÃO METÁLICA E MISTA


Coleção de manuais técnicos da ECCS “ECCS Eurocode Design Manuals”: “Design of Cold-formed Steel Structures”, “Design of Steel Structures”, “Fire Design of Steel Structures”, “Design of Plated Structures” e “Fatigue Design of Steel and Composite Structures”.

ECCS Eurocode Design Manuals

Design of Steel Structures Autores: Luís Simões da Silva (Portugal), Rui Simões (Portugal) e Helena Gervásio (Portugal) Publicado por ECCS / Ernst & Sohn, 454 páginas PVP*: 70 euros | Preço Membro CMM*: 56 euros

Design of Cold-formed Steel Structures

Fire Design of Steel Structures Autores: Jean-Marc Franssen (Belgium) e Paulo Vila Real (Portugal) Publicado por ECCS / Ernst & Sohn, 452 páginas PVP*: 70 euros | Preço Membro CMM*: 56 euros

Autores: Dan Dubina, Viorel Ungureanu e Raffaele Landolfo Editora: ECCS, 674 páginas | 2012 PVP*: 70,00 euros | Preço Membro CMM*: 56,00 euros

* Ao preço indicado acresce o IVA à taxa aplicável.

Este manual aborda o dimensionamento das estruturas metálicas enformadas a frio em edifícios, baseado no Eurocódigo 3, em particular na norma EN 1993-1-3. Com este propósito, o livro contém o essencial dos conhecimentos teóricos e as regras de projeto para secções e placas metálicas enformadas a frio, assim como os respetivos elementos e ligações para a aplicação em edifícios. O livro inclui figuras e exemplos de dimensionamento, num total de 600 páginas. Estão expostos, em mais de 200 páginas, exemplos relevantes de trabalhos realizados, o que permite ao leitor uma melhor compreensão.

Design of Composite Structures (disponível em 2014) Autores: Markus Feldman (Germany) e Benno Hoffmeister (Germany)

Design of Connections in Steel and Composite Structures (disponível em 2014) Autores: Jean-Pierre Jaspart (Belgium) e Klaus Weynand (Germany)

Design of Plated Structures Autores: D. Beg (Slovenia), U. Kuhlmann (Germany), L. Davaine (France) e B. Braun (Germany) Publicado por ECCS / Ernst & Sohn, 285 páginas PVP*: 55 euros | Preço Membro CMM*: 44 euros

Fatigue Design of Steel and Composite Structures Autores: Alain Nussbaumer (Switzerland), Luís Borges (Portugal) e Laurence Davaine (France) Publicado por ECCS | Ernst & Sohn, 317 páginas PVP*: 55 euros | Preço Membro CMM*: 44 euros


editorial

Neste número da metálica é apresentado o anuário da CMM. Destacam-se também o artigo técnico sobre a estrutura metálica de uma aplicação industrial na Alemanha e os habituais artigos de opinião, que contam com um novo espaço dedicado a grandes obras no Brasil. No artigo técnico descrevem-se os pormenores mais interessantes da construção de uma estrutura metálica para proteção de uma bateria de fornos em Dillingen, Alemanha, cujo projeto, fabrico e execução foram realizados em Portugal. Neste artigo são elencadas as principais condicionantes: do projeto, que teve em consideração um específico faseamento construtivo; do fabrico, de onde se salienta o controlo de qualidade; do transporte; e da montagem.

Nuno Lopes Diretor

Neste anuário, os conteúdos do Diretório 2013 foram agrupados com uma nova organização. Este novo formato proporcionará uma procura mais rápida e eficiente dos contactos das empresas e instituições que fornecem serviços ou produtos no setor da construção metálica. Os contactos foram divididos nos seguintes tópicos: fontes de informação; projeto e engenharia; execução e montagem; acabamento; proteção e tratamentos térmicos; fiscalização; inspeção e ensaios; produtos para a execução e montagem de estruturas metálicas; equipamentos e manutenção; e por fim exportação. Neste número, faz-se também um balanço do IX congresso da CMM que teve lugar no passado mês de outubro no Porto. Esta edição do congresso foi realizada em conjunto com o I Congresso Luso-Brasileiro de Construção Metálica Sustentável e com a feira internacional “International Steel Construction Exhibition”. Os diferentes eventos foram um sucesso, que com mais de 230 participantes favoreceram o intercâmbio de conhecimento e experiências entre os vários intervenientes no desenvolvimento de projetos de construção metálica sustentável em Portugal e no Brasil.

Revista da Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista Dep. de Engenharia Civil Universidade de Coimbra Polo II . Rua Luís Reis Santos 3030-788 Coimbra - Portugal tel.: +351 239 09 84 22 tlm.: +351 96 50 61 249 fax: +351 239 40 57 22 internet: www.cmm.pt e-mail: cmm@cmm.pt

Por último, mas não menos importante, destaca-se a atribuição do prémio Personalidade de 2013 em Engenharia, dos Prémios Construir, ao Professor Luís Simões da Silva. Este prémio corresponde a um merecido reconhecimento dos enormes esforço e contributo que o Professor tem dado, também por intermédio da CMM, para o desenvolvimento do setor da construção metálica. A somar a este galardão, o Professor recebeu também recentemente a medalha de Prata da ECCS.

sumário

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editorial

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notícias

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projetos edifícios metálicos – proteção de bateria de fornos coque Dillingen Saar, Alemanha

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opinião arquitetura legislação soldadura grandes obras de construção metálica no Brasil

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atualidades formação e eventos cmm publicações notícias ECCS

nº 32 - Dezembro de 2013 Diretor Nuno Lopes Conselho Editorial António Matos Silva, Américo Dimande, Altino Loureiro, Avelino Ribeiro, Dinar Camotim, Filipe Santos, João Almeida Fernandes, José Guilherme Santos da Silva, Leonor Côrte-Real, Luis Figueiredo Silva, Luis Simões da Silva, Nuno Silvestre, Paulo Cruz, Paulo Vila Real, Pedro Vellasco, Ricardo Hallal Fakury, Rui Simões, Tiago Abecasis, Valdir Pignatta e Silva, Vítor Murtinho Propriedade cmm – Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista Redação, Design e Impressão Engenho e Média, Lda. ISSN 0874-3738 Depósito legal 128899 Tiragem 1500 exemplares

50 anos de construção metálica e mista na europa 38 parte 18 – 2007 CMM 40 em destaque – EME SINGULAR 42 lista de membros agenda 44 calendário de eventos

Imagem da capa DR

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notícias

Prémio Personalidade do Ano Engenharia dos Prémios Construir 2013 para o Professor Luís Simões da Silva, Presidente da CMM Decorreu no passado dia 14 novembro, em Lisboa, a entrega dos Prémios Construir 2013, galardões que voltam a distinguir a excelência do que é feito nas áreas da Construção, Arquitetura, Engenharia e Imobiliário. A CMM – Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista tem a honra de informar que este ano o Professor Luís Simões da Silva, presidente da CMM, foi eleito “Personalidade do Ano” na área da Engenharia.

O Professor Luís Simões da Silva é Professor Catedrático no Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra e, para além de presidente da CMM, é Vice-Diretor do ISISE – Institute for Sustainability and Innovation in Structural Engineering, Unidade de Investigação financiada pela FCT e classificada com VERY GOOD (avaliação 2008, melhor classificação na área de Engenharia Civil e Minas). Desde 2007 até outubro último, o Prof. Simões da Silva assumiu o cargo de Chairman do Technical Management Board do ECCS – European Convention for Constructional Steelwork, por altura em que terminou o seu mandato como Presidente da ECCS, cargo que assumiu de setembro de 2011 a 2013. Atualmente é Membro do Executive Comittee do ECCS, participando ativamente nos Comités Técnicos. O Professor Luís Simões da Silva foi nomeado, e votado pelo público, pelo reconhecimento do esforço e contributo desta associação para o setor da construção metálica, numa altura em que o setor da construção metálica em Portugal se desenvolve a contraciclo, bem como pelo trabalho que o Professor Luís Simões da Silva desempenha na Universidade de Coimbra no campo da investigação e desenvolvimento e pela visibilidade que

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tem dado a Portugal e ao setor, quer através da CMM, quer pela Universidade. Apesar da reconhecida conjuntura nacional, o Professor Simões da Silva incorporou toda a sua experiência e liderança extraordinária na promoção e dinamização técnica do setor da Construção Metálica e Mista, desenvolvendo uma série de atividades e projetos inovadores e impulsionadores deste setor, sendo o projeto Portugal Steel e os Congressos Nacionais e internacionais as faces mais visíveis do trabalho da ascensão da CMM. Este prémio é o também reconhecimento do trabalho desenvolvido pela CMM nos últimos anos, instituição que, através da promoção do setor, de consultadoria e formação técnica, tem fomentado o conhecimento técnico dos profissionais da área e as capacidades produtivas e técnicas das empresas deste setor, o que tem permitido dar uma resposta válida, eficaz e eficiente num contexto de globalização, destacando o setor da construção metálica português como uma referência internacional, pela qualidade do seu trabalho e das soluções técnicas que apresenta.


notícias

Frisomat com novo modelo Omega em enformado a frio

A Frisomat lançou um novo conceito do modelo Omega que, de acordo com a empresa, melhora as características desta construção prefabricada modular.

As principais alterações destacadas pela Frisomat deram-se ao nível estrutural, sendo que as vigas, anteriormente fabricadas em IPE e ligadas por madeira tratada, foram substituídas por duplos perfis C300 e madres Z120 galvanizados. A estrutura pré-fabricada para o Ω + é composta por oito segmentos direitos que, juntos, mantêm a aparência semicircular. Cada segmento é constituído por perfis duplos C300. A espessura dos perfis depende do cálculo estático executada para cada projecto e varia entre 1,5 mm e 3 mm. A altura vai de 6m até 7 m. De acordo com a Frisomat, isto possibilita obter edifícios economicamente mais competitivos e com maior qualidade, pelo mesmo preço.

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notícias

II Ciclo Seminários Portugal Steel – Universidade Nova de Lisboa, Universidade do Algarve e ISEP O Ciclo de Seminários Portugal Steel - 2ª fase, passou pela Universidade Nova de Lisboa/FCT no Campus da Caparica, Universidade do Algarve e terminou no ISEP no dia 4 de Novembro.

> Universidade Nova de Lisboa/FCT

> Universidade do Algarve

O Ciclo de Seminários Portugal Steel iniciou a 2ª fase no passado dia 2 de outubro na Universidade Nova de Lisboa/FCT no Campus da Caparica. Este seminário contou, no seu programa, com as intervenções “Durabilidade de estruturas metálicas”, pela Eng.ª Leonor Côrte Real, da Hempel; “Projetos de reabilitação de pontes metálicas e mistas desenvolvidas pelo Departamento de Obras de Arte da Direção de Projetos da EP”, pelo Eng.° Carlos Pimentel, das Estradas de Portugal; “Processos construtivos de edifícios mistos aço-betão”, “Ponte pedonal de acesso ao Oceanário de Lisboa” & “Estação Ferroviária de Alverca”, pelo Eng.° António Póvoas da AP Bridge Construction Systems; “Controlo de deformações e esforços em viadutos mistos”, uma apresentação dos Eng.os António Segadães Tavares e João Filipe Tavares; e “Controlo ativo de estruturas de fachadas sujeitas à ação do vento”, dos Profs. Filipe Santos e Corneliu Cismasiu da DEC/FCT/UNL. A segunda ação deste Ciclo teve lugar no Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve, no dia 8 de novembro, e foram abordados temas como “Casos de recuperação de estruturas metálicas em ambiente marítimo”, pelo Eng.º David Santos da JOMAL; “Contributo do Pré-esforço Orgânico para a sustentabilidade de estruturas metálicas”, pelo Eng.º António Morgado André, Consultor BERD, S.A.; “Uma P.M.E. na perspetiva da sua internacionalização”, pelo Eng.º Rui Andrade, da AFIL; “Análise comparativa entre os métodos simplificado e geral de dimensionamento de pilares mistos”, pelo Eng.º Vítor Barreto, Prof. Adjunto UAlg; “Un caso de

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> ISEP

transferência tecnologica – losas mixtas”, de Fernando Medina Encina, Prof. Titular da Universidade de Sevilha; e “Internacionalização GRUPO FERPINTA – Reciclabilidade, versatilidade e enquadramento normativo”, pelo Eng.º Bruno Marques, da Ferpinta. A terminar o Ciclo de Seminários Portugal Steel 2013, decorreu no ISEP - Instituto Superior de Engenharia Porto, no dia 04 de dezembro, mais uma ação bemsucedida. Com um número de participantes próximo das 180 pessoas, o seminário, que decorreu no Auditório E do ISEP, contou com a presença dos oradores António André, da BERD, com a apresentação “Conceção, projeto e execução de cimbres autolançáveis", Pedro Proença, do ISQ, com o tema “Estruturas em aço e alumínio unidas por soldadura - Inspeção e ensaios não destrutivos de acordo com a EN 1090-2”, Adérito Igreja, da O Feliz, com “Projeto Internacional da Conceção à Montagem Arenas Namibe e Malanje – Campeonato Mundial de Hóquei em Patins 2013”, Rodrigo Falcão Moreira, do ISEP / Sopse, apresentou a comunicação“Conceção e projeto de estruturas metálicas sustentáveis”. Rui Alves, da empresa Soares da Costa, dedicou a sua apresentação ao tema “Projeto de pontes pedonais metálicas e mistas” e José Carlos Lino, da Newton, apresentou “A aplicação da metodologia BIM ao projeto, fabrico e montagem de estruturas metálicas”

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notícias

1090: faltam 6 meses

A EN 1090 define os requisitos de conformidade e técnicos aos quais as estruturas metálicas de aço/ aluminio devem obedecer. Introduzida em Portugal desde 2011 vive um período de coexistência até final de Junho de 2014, data a partir da qual se tornará LEGALMENTE OBRIGATÓRIA. A Marca CE é uma exigência legal para a execução de estruturas metálicas

Definição da Equipa do Projeto

Identificação dos Requisitos do Projeto

Execução e Controlo

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A CMM Indústria colabora consigo na análise e adaptação do seu Sistema de Gestao, identificando o que necessita para obter a certificação na EN 1090. Estabelecemos um Plano de Acções, orientando-o para o cumprimento dos requisitos necessários para o Controlo de Produção em Fábrica.

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projetos

edifício metálico – proteção de bateria de fornos coque

edifícios metálicos – proteção de bateria de fornos coque Dillingen Saar, Alemanha

1. Introdução

ficha técnica

José Bessa Rodrigues Engenheiro Civil J.B.R. Consultores de Engenharia, Lda.

Edifício metálico para proteção de uma bateria de fornos coque Dillingen Saar, Alemanha Promotor DILLINGER HUTTE Produção e Execução Lopes & Gomes, S.A. – Leiria, Portugal Engenharia de Estruturas J.B.R. Consultores de Engenharia, Lda. / Eixo Neutro, Engenharia Civil, Lda. Quantidade de aço 750 toneladas

> Fig.1 Vista global do interior do edifício.

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A região de Dillingen Saar, na Alemanha, é uma zona bastante industrializada particularmente ligada à produção de aço. As baterias de fornos coque em material refratário necessitam de ser protegidas do clima (em geral bastante agressivo nesta zona geográfica) durante as fases de montagem e aquecimento dos fornos, as quais se processam ao longo de vários meses. Para isso há necessidade de construir edifícios provisórios que comportem as diversas fases, desde a construção dos fornos, passando pela fase de aquecimento até à desmontagem e reconstrução noutro local para voltar cumprir funções idênticas. As estruturas destes edifícios, para além de terem de vencer grandes vãos, devem ainda ter a capacidade de se adaptar às diversas fases de utilização e ainda respeitar um conjunto de condicionantes locais bastante exigentes, como seja a pré-definição dos pontos de apoio, os valores limites e direções admissíveis das reações. Estas condicionantes devem-se ao facto de estas estruturas serem executadas sobre plataformas de betão armado (bases dos fornos) com muitas tubagens (instalações elétricas, gás, etc…) e galerias técnicas no seu interior. Nestas condições, a solução estrutural que melhor se adequa é naturalmente a solução em estrutura metálica. Neste artigo descreve-se a construção de um edifício metálico (Figura 1) para proteção de uma bateria de fornos coque (ver Figura 2) em Dillingen Saar, sendo o projeto o fabrico e a execução da estrutura metálica

> Fig.2 Cobertura da bateria de fornos coque.


projetos

edifício metálico – proteção de bateria de fornos coque

> Fig.3 Planta da estrutura ao nível da cobertura.

realizados em Portugal. Para além da descrição geral do projeto da estrutura metálica, apresentam-se as principais condicionantes relativas ao fabrico e execução de uma estrutura fabricada em Portugal e montada a muitos quilómetros de distância, num mercado bastante exigente como é o da Alemanha.

2. O Projeto 2.1. Principais condicionantes Qualquer projeto estrutural deve ser desenvolvido de forma a cumprir um conjunto de condicionantes, desde o respeito pelo projeto de arquitetura, passando pelo requisitos de segurança, de utilização e de sustentabilidade, não esquecendo naturalmente a componente económica, que, no caso das estruturas em aço depende não só das quantidades de material utilizadas mas também da otimização dos processos de fabrico, transporte e montagem. Na estrutura objeto deste artigo houve ainda que respeitar um conjunto de condicionantes adicionais impostos pelas condições de apoio locais e pelo faseamento construtivo: fase 1 – execução dos fornos e fase 2 – reformulação do edifício e aquecimento dos fornos. Contratualmente, foi fornecido pelo dono de obra a localização dos apoios e um mapa de reações para as ações a considerar em ambas as fases, cujos valores máximos teriam de ser imperativamente respeitados. As condições de apoio, o modelo estrutural e as situações de carga foram significativamente alteradas entre a fase 1 e a fase 2 da obra. As condições de montagem levaram

a que o projeto fosse desenvolvido de modo a reduzir ao máximo as soldaduras em obra. Para isso o edifício foi projetado com ligações aparafusadas, muitas delas concebidas apenas por razões de transporte. O projeto foi integralmente desenvolvido de acordo com os eurocódigos estruturais (exigência da entidade promotora), nomeadamente os Eurocódigos 0, 1 e 3, nas suas partes aplicáveis. As ações consideradas, para além do peso próprio dos materiais estruturais e não estruturais, incluiu um conjunto extenso de ações variáveis: sobrecargas na cobertura, sobrecargas resultantes do processo construtivo dos fornos (armazenamento de materiais em plataformas, elevadores de roldanas, etc…), neve, vento e variações uniformes e diferenciais de temperatura. Toda a estrutura foi concebida e dimensionada de forma a limitar as deformações a valores bastante baixos, de forma a facilitar os trabalhos de desmontagem e também para não inviabilizar a reutilização de todos os componentes estruturais. Todas as exigências de projeto normalizadas e impostas foram verificadas e avaliadas por um revisor de projeto na Alemanha, designado pelo dono de obra.

2.2. Fase 1 O edifício projetado e executado (ver Figura 3) tem um comprimento de 80.17 m (entre os eixos A e O), uma largura de 23.16 m (entre os eixos 2 e 8) e uma altura de 21.00 m. Adicionalmente foi projetado e construído um 7 metálica 32 . dezembro 2013


projetos

edifício metálico – proteção de bateria de fornos coque

< Fig.4 Pórtico transversal tipo - fase 1.

< Fig.5 Pórticos transversais de topo sob as paredes de betão armado.

edifício anexo de apoio para stock de materiais, com cerca de 40.56 m de comprimento por 14.00 m de largura e uma altura máxima de 11.00 m. O edifício principal é constituído por 15 pórticos transversais apoiados nos eixos 2, 6, 7 e 8. Entre os eixos 6 e 8 foram projetadas plataformas de apoio à construção dos fornos (ver Figura 4). Os pórticos extremos apoiam ainda nos eixos 3, 4 e 5 em cima de paredes de topo já existentes, construídas em betão armado com cerca 1.50 m de espessura (ver Figura 5). O edifício, ao longo das paredes de fachada e cobertura, é totalmente revestido em chapa metálica. Em todo o desenvolvimento do projeto, uma das grandes condicionantes foi a limitação dos valores das reações (forças e momentos) nos apoios existentes. Para cumprimento desses limites, as ligações na base dos pilares bem como as ligações viga-pilar tinham de ser bastante flexíveis, próximo do comportamento rotulado, o que tornava o modelo bastante flexível na direção 8 metálica 32 . dezembro 2013

< Fig.6 Pormenor da estrutura da cobertura e pórticos de topo.

transversal. Para contornar esta dificuldade, a solução adotada passou por conceber a estrutura da cobertura com um sistema em treliça apoiada nos pórticos extremos (estes com grande rigidez transversal) executados sob as paredes de betão armado (ver Figuras 3, 5 e 6). Nestas condições, a cobertura, para além de suportar as cargas verticais e transmiti-las aos pilares, funcionava como uma viga treliçada, com um vão igual ao comprimento do edifício, para suporte das ações horizontais (vento atuante nas fachadas e efeitos dinâmicos resultantes dos equipamentos sobre as plataformas) transmitidas ao nível do topo dos pilares. Nos pórticos transversais principais foram usados perfis HEA 500 nos pilares e perfis HEA 650 nas vigas, ambos em aço S 275 JR (norma EN 10025-2). Nas triangulações foram usados perfis tubulares laminados a quente (norma EN 10210) com vários diâmetros e espessuras, sendo a secção de maior porte do tipo CHS 244.5 x 10 mm. Tratando-se de uma estrutura para posterior desmontagem e também para simplificação


projetos

edifício metálico – proteção de bateria de fornos coque

> Fig.7 Detalhe da ligação viga-viga na cumeeira.

a) Ligações nas plataformas

b) Imagem de um nó da cumeeira > Fig.8 Detalhe das ligações de base dos pilares dos pórticos principais.

do processo de transporte de montagem, no projeto foi dada preferência às ligações aparafusadas. As ligações principais são do tipo aparafusado com chapas de topo ou com chapas cobre juntas. Foram usados parafusos de classe 8.8 e 10.9, com diâmetros até M30 (norma EN 15048-1). Nas Figuras 7 a 9 apresentam-se desenhos de detalhe e imagens de algumas das ligações mais relevantes.

> Fig.9 Imagens de ligações executadas.

2.3. Fase 2 Após a finalização da execução dos fornos e início da fase de aquecimento, o edifício anexo, bem como as plataformas e os pilares dos eixos 6 e 7, foram removidos (ver Figura 10). Esta fase foi condicionante para o dimensionamento dos elementos principais da estrutura (vigas, pilares e ligações e apoios), por um lado porque os

> Fig.10 Alteração dos pórticos transversais da fase 1 para a fase 2.

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projetos

edifício metálico – proteção de bateria de fornos coque

> Fig.11 Tirantes para suporte da cobertura devido à ação ascendente do vento.

pilares dos eixos 2, 6 e 7 foram removidos (os pilares do eixo 2 passaram para o eixo 1) aumentando o vão da cobertura na direção transversal, e por outro lado porque as ações térmicas resultantes das elevadas temperaturas dos fornos implicaram a introdução de libertações ao nível de alguns apoios de forma a respeitar os limites impostos. Na fase 2 foram tidas em conta ainda duas situações distintas de projeto: i) uma situação transitória, onde, por razões de reformulação da estrutura, o revestimento das paredes do edifício foi removido, ficando este durante algum tempo sob novas condições de vento; nesta fase transitória, uma parte das ações ascendentes do vento sobre a cobertura foram suportadas por um conjunto de tirantes apoiados nos pilares da estrutura dos fornos (ver Figura 11) e ii) uma fase definitiva (até à desmontagem) com o edifício novamente fechado, onde os pórticos transversais são suportados apenas nos eixos 1 e 8 e os fornos entram em aquecimento (ver Figura 12).

3. O Fabrico, Transporte e Montagem

> Fig.12 Pórticos transversais - fase 2.

> Fig.13 Montagem da estrutura.

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As atividades relacionadas com o fabrico, transporte e montagem foram de especial importância tendo em conta os custos associados que se revelaram de especial significado. O fabrico e controlo de qualidade, por imposição contratual, seguiu as orientações da norma DIN 18800-7, classe de execução D, tendo a empresa fabricante a necessidade de se certificar especificamente para esta norma, apesar de já estar certificada para as normas correntes no mercado. Todo o plano de inspeção e ensaios foi preparado com intervenção direta do dono de obra, seguindo todos requisitos da norma e outros definidos pelo cliente. Os processos de soldadura utilizados foram o MAG (135) e o arco submerso (123), sendo os ensaios não destrutivos executados pelo ISQ e Qualend por solicitação da Lopes & Gomes S.A., e também por um Instituto de Soldadura Internacional por solicitação do dono de obra.


O critério transporte acabou por se refletir no projeto, em particular no que se refere ao número e localização das ligações, uma vez que a estrutura teve de ser totalmente concebida de forma a que as peças estruturais não ultrapassassem os 15 m de comprimento. Em particular, os pilares com dimensões na ordem dos 19.20 m foram concebidos e fabricados em duas peças, sendo para isso necessário prever ligações intermédias de continuidade. Foram necessárias 32 viagens com veículos pesados para transportar a estrutura, embora sem nunca haver necessidade de recorrer a licenças especiais. A montagem e desmontagem foram condicionadas, essencialmente, pelos prazos contratuais. Deste modo, uma vez que o edifício comportava várias fases de montagem e desmontagem, também aqui se revelou importante a opção por ligações aparafusadas. Para cada fase foi realizado um plano de execução, contemplando os meios humanos e equipamentos necessários, tendo por base o projeto de engenharia e a interdependência com a produção, respeitando o cronograma de trabalhos contratado. Como a Unidade Fabril não podia interromper a produção, o planeamento considerou como crítica a tarefa que incluía as condições disponíveis para estaleiro, espaço e acessos em obra. Para ultrapassar estas dificuldades, optou-se por usar gruas de 350 toneladas, plataformas de 40 metros, entre outras soluções que foram estudadas caso a caso. Na Figuras 13 apresentam-se algumas imagens relativas à montagem da estrutura da bateria 3. É de particular importância referir que a estrutura foi montada em 2007 com todas as fases envolvidas, e desmontada após conclusão dos fornos da bateria 3. Ficou armazenada e voltou a ser usada, repetindo-se o processo em 2010 para os fornos da bateria 1, com ligeiras adaptações, em particular para permitir a introdução de uma ponte rolante que, posteriormente, já foi reciclada.

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arquitetura

uma obra de aço

Siegbert Zanettini: uma obra de aço

por Prof. Vítor Murtinho Universidade de Coimbra

A nossa ideia da arquitetura brasileira é, circunstancialmente, marcada por um naipe brilhante de arquitetos, que, dada a sua importância no contexto desta arte, ofuscam totalmente muitos outros. O mesmo acontece também em Portugal, onde a notoriedade que alguns destes têm tido no enquadramento internacional faz com que, em determinados contextos, outras práticas e modos de fazer em termos de produção arquitetónica não tenham a merecida evidência ou destaque. No caso concreto brasileiro, a crítica, de um modo geral, tem dado enorme protagonismo à arquitetura feita através da utilização dominante do betão armado, e quase ignorado outros mestres que, tendo noutros domínios técnicos uma obra absolutamente fascinante, tenham sido sistematicamente ignorados e visto passar para segundo plano um exercício profissional que nalguns aspetos roça a exemplaridade.

As dificuldades definem-se como uma obra prévia do autor, são o produto do seu ideal. O trabalho interior antecipa, obsta, coloca em suspenso, lança um repto à obra sensível, à obra dos atos. Paul Valéry in Apontamentos

Se, no início da sua carreira nos finais dos anos 50 e 60, Siegbert Zanettini (nascido em 1934), reflete uma influência de grandes mestres da arquitetura, como por exemplo Le Corbusier ou Oscar Niemeyer, durante a década de 70 vamos descobrir um arquiteto mais descomprometido, embrenhado na procura de um percurso e linguagem própria, com tendências racionalistas e muito sensível à realidade que o cerca. Uma das particularidades que paulatinamente se foram afirmando como traço peculiar deste arquiteto, formado pela prestigiada Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) tem a ver com o modo como foi conciliando nos seus projetos a utilização do aço com diferentes materiais, desde madeira, betão armado ou vidro. Independentemente da complexidade programática, este mestre brasileiro tem sabido orquestrar as suas obras em domínio pleno e absoluto da pormenorização construtiva, conseguindo resultados que aparentam notáveis performances, indiciando um rigor que suscita o uso de uma tecnologia de ponta, mas que na sua essência é executado com recursos parcos e de inacreditável artesania. De facto, quer tratando-se da simples moradia ou de um enorme complexo hospitalar, a abordagem rigorosa e quase obsessiva que Zanettini coloca em cada um dos seus 12 metálica 32 . dezembro 2013

> A arquitetura como encontro entre o mundo racional e o mundo sensível segundo Zanettini.


arquitetura

projetos leva-o a, ciclicamente, questionar-se sobre cada técnica construtiva ou sistema estrutural, advindo como resultado uma obra tão peculiar como inovadora. Tendo uma perceção clara de que a conceção de qualquer edifício é um exercício geométrico muito exigente, onde estão em evidência as perceções do espaço e o entendimento da tridimensionalidade, este arquiteto paulista reinventa-se em cada intervenção, como se cada uma delas fosse simultaneamente a primeira e última. Esta particularidade, que não renega todo o processo de aprendizagem obtido em cada processo fértil de experimentação, centrado na maximização de recursos e no uso adequado do potencial de um operariado que nem sempre, na conjuntura nacional, se apresenta como o mais oportuno para o fim em causa. No entanto, apesar destes constrangimentos intrínsecos, este não se roga de promover, deliberadamente, a potenciação de processos em série e que fomentam uma inevitável industrialização. Tendo tido uma lecionação continuada na FAU-USP, este arquiteto sempre soube exaltar a larga experiencia pedagógica para o centro da sua laboração projetual. Os ensaios produzidos pela prática da arquitetura souberam colher com sapiência e rigor os intermináveis subsídios especulativos e conjeturais que certamente o ensino, principalmente o de projeto, tem como potenciador de criatividade. Na conciliação e convergência de uma atividade escrita continuada, de uma atividade pedagógica profícua e de um trabalho projetual intenso, resulta uma obra cruzada e transversal que, atingindo laivos de peculiaridade nos domínios do teórico e da prática, traduz certamente uma imagem muito holística da arquitetura. Das múltiplas distinções de obra granjeadas por Zanettini, importa salientar a recente distinção em São Francisco, Califórnia, com o prémio David Gottfried Global Green Building Entrepreneurship Award (2012) promovido pela World Green Building Council e que é formado por mais de noventa agremiações de outros tantos países e que constitui um dos galardões mais prestigiados na área da sustentabilidade arquitetónica. A perceção dos diferentes domínios onde se joga a arquitetura, quer no uso regulado das formas e das proporções, quer no conhecimento do mercado e dos agentes da construção civil, quer através da posse de uma cultura arquitetónica e teórica muito acima da média, tornaram exequível reflexões críticas e produções que, resultando de um projeto individual, apresentam resultados surpreendentes e originais. A boa prática em arquitetura é uma consequência, nem sempre direta, da convergência de múltiplos fatores que incidem principalmente sobre questões históricas, técnicas, estéticas, sociais, ambientais e políticas. Nesse sentido, a abordagem zanettiniana faz-se através duma dimensão plena na arte, numa consciência crítica da modernidade, sabendo que nem tudo deve satisfazer a função no espaço e que no domínio da forma algumas materialidades possibilitam experimentos desvinculados que legitimam causas e dão plasticidade a uma arquitetura que se reconhece como sua. A procura e posterior construção de um estilo identitário,

uma obra de aço

> Montagem da estrutura da Sede do Escritório Zanettini São Paulo, 1987

> Sede do Escritório Zanettini.

contestando o caminho de práticas com espaços homogeneizados e formas totalmente racionalistas e abstratas, consumado-o na dependência do contexto geográfico e histórico é, marcadamente, um aspeto que dá ênfase e corpo a toda a sua já longa prática. Tão importante como a resposta ao programa, qualquer proposta deve estruturar-se numa lógica que permita retirar dela uma ideia consistente de contemporaneidade. Qualquer projeto, por mais simples que seja, deve refletir e preconizar um método eficaz de resolução dos problemas e, simultaneamente, encarnar uma súmula do conhecimento que em cada momento e em cada intervenção fazem a apologia do novo e do tecnologicamente mais apropriado e evoluído. O Fio de Ariadne para o sucesso projetual de Zanettini tem a ver com o modo como trabalha a questão do espaço, num processo de domínio das formas através de instrumentação geométrica espacial. E, em paridade, transporta para o interior do projeto vivências, cultura e ciência, reforçando, cada vez mais, a interdisciplinaridade da sua produção arquitetónica. A natureza desta arquitetura, que certamente motiva a mente e faz despertar um particular deleite estético, é desenvolvido segundo os mais rigorosos preceitos construtivos e técnicos, existindo a consciência de que 13 metálica 32 . dezembro 2013


arquitetura

cada resultado não constitui um somatório de partes, mas antes a necessária convergência de múltiplas valências e saberes técnicos. A sua obra tem subjacente um princípio norteador e estrutural, onde a sua visão de conceção tem sempre uma lógica regenerativa e fundacional permanente da arquitetura. Em cada intervenção, este apresenta como matriz fundacional o preceito de “imprimir ao projeto a visão de processo que nunca se esgota, com o contínuo aprimoramento das linguagens arquitetónicas no uso das tecnologias do concreto, do aço, da madeira, da alvenaria estrutural, da argamassa armada, do solo-cimento e outras tantas”.1

uma obra de aço 1 Zanettini Siegbert, A Obra em Aço de Zanettini, J. J. Carol Editora, São Paulo, 2011, p. 12.

Na realidade, as exigências crescentes ao nível do desempenho dos edifícios, principalmente as questões relacionadas com automatismos e aproveitamento energético, são fatores que quotidianamente definem novas matrizes e caminhos de pesquisa. Os sucessivos processos de normalização e certificação de métodos analíticos seguros que resgatam a qualidade arquitetónica têm evoluído no sentido da minimização do desperdício e da maximização do uso do potencial de reciclagem, com preocupação deliberada sobre os impactos atmosféricos das edificações e dos processos construtivos ou de fabrico que a elas conduzem. A generalização do recurso à tecnologia constitui um facto incontornável, tendo como meta a qualidade do edifício, a condensação dos tempos de obra, a diminuição dos custos de construção ou a durabilidade dos materiais. Tendencialmente, no estaleiro da obra, processa-se cada vez menos à produção de materiais ou à aplicação de rebocos e alvenarias. A fiabilidade da nova arquitetura é agora e frequentemente o local de montagem dos componentes, deixando menos reduto para a falha ou a imperfeição. Todos estes e outros aspetos têm, certamente, como domínio, uma preocupação evidente com o legado passado desta arte milenar da construção, mas, sobretudo, porque essa é uma das essências da arquitetura, deixar marca indelével para o futuro. E, se em múltiplos aspetos, alguns arquitetos se preocupam somente com o coser

das tessituras existentes, em Zanettini subsiste um enorme desejo de deixar lastro visível no porvir. O cadinho fértil que constitui a tecnologia, e em especial o potencial intrínseco ao uso exploratório do aço, com as suas geometrias variáveis e ampla disseminação espacial, constitui uma fonte inesgotável em termos de recurso linguístico ou programático, um manancial tão sedutor como libertino. Para Siegbert, a arquitetura vem avolumando fundamentos que colocam na sua esfera de obrigações novas contingências que passam pelo aproveitamento maximizado das condições climatéricas naturais, incorporando formas de energia menos poluentes e, se possível, geradas no próprio edifício. Essa lógica passa, sobretudo, pela correta integração no meio onde se insere a arquitetura, com a criação de ambientes utilizando ventilação e luz natural, de modo ecoeficiente e com sustentabilidade. Nesse contexto, na obra de Zanettini, subsiste uma persistência deliberada do uso de elementos sombreadores, de painéis termoacústicos para dispersar

< Início da demolição da estrutura da Sede do Escritório Zanettini.

< Demolição da estrutura com aproveitamento dos componentes em aço.

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a reflexão e reverberação acústicas, a abertura de vãos potenciando o aproveitamento de ventos dominantes, introdução de painéis fotovoltaicos, aproveitamento de águas pluviais, incorporação de espaços verdes, etc. Para além disso, reiteradamente, promove edifícios livres de barreiras e com acessibilidade, denotando uma preocupação ímpar para com pessoas condicionadas fisicamente e com as questões da segurança.

2 Siegbert Zanettini proferiu em 24 de outubro uma conferência denominada “Abordagem sistémica e evolutiva do uso do aço na Arquitetura Brasileira”, na Exponor, em Matosinhos, no âmbito do IX Congresso de Construção Metálica e Mista & I Congresso Luso-Brasileiro de Construção Metálica Sustentável, tendo oportunidade para apresentar o modelo teórico que preside a toda a sua produção arquitetónica.

boa e adequada construção. Nesta sua caracterização, Siegbert, considera que, no mundo das ideias, fluem determinados sentimentos e efeitos. Estes são, essencialmente, a emoção, o encantamento, o espanto, a invenção, a magia, o mistério, o sonho, a surpresa, a paixão, e o prazer. Pelo que, no campo sensório, para este autor, a arquitetura remete para o campo das intuições e das perceções. Em contrapartida, no domínio mais racional evidencia o saber relacionado com a ciência da construção, mas também as ciências humanas, biológicas e, como não poderia deixar de ser, as exatas. Nesse âmbito, a arquitetura

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Conforme explicitou, novamente, Zanettini em conferência recente2, a arquitetura, enquanto disciplina, proporciona o encontro equilibrado entre o mundo racional e o mundo sensível. Na realidade, a arquitetura é o resultado da conjugação de situações e respostas que tendo subjacente um princípio de satisfação ou resolução de uma determinada necessidade, ela incorpora, na sua génese, um universo relacionado com o conhecimento e um outro universo relacionado com a criação. Ou seja, na aparência a obra zanettiniana respeita uma espécie de dualidade, marcada pelos aspetos referidos, mas, por sua vez, no modo como surgem concretizados, metamorfoseiam-se em um só. De facto, este arquiteto paulista faz constantemente, nas suas obras, uma síntese consciente e deliberada daquilo que concerne à criatividade humana, elevando a sua produção a arte, com aquilo que tem a ver com a cientificidade, tornando a sua arquitetura um corolário normativo da

uma obra de aço

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uma obra de aço

> Escola Panamericana de Arte. Maqueta geral.

> Escola Panamericana de Arte, São Paulo, 1989.

> Interior da Escola Panamericana de Arte.

pressupõe uma busca contínua de perfeição, utilizando para isso fatores, intrínsecos ou endógenos, tais como racionalização, ordenação, aplicação e desempenho. E, é precisamente neste entrecruzar de valências e objetivos que se estabilizam critérios de aferição de qualidade, correspondendo à adequação cultural, ambiental e sustentável, fazendo com que a arquitetura reflita a evolução científica de cada época, satisfaça usos, costumes e necessidades, tendo sempre como superior desígnio a razão e a emoção do homem. Nesta senda, um dos materiais de eleição de Zanettini é claramente o aço, devido à sua capacidade para vencer grandes e amplos vãos e a sua grande adaptação modular e facilidade de produção industrial. Uma das obras mais sedutoras deste peculiar arquiteto brasileiro é, provavelmente, a sede do seu gabinete de projetos. O edifício, construído em São Paulo, em 1987, foi concebido num sistema e estrutura de aço com subsistemas montados encadeadamente, de modo a poder ser construído rapidamente (foi somente preciso

3 Ver Zanettini, Siegbert, Arquitetura razão sensibilidade, edusp, São Paulo, 2002, p. 226 a 231, sobretudo p. 229 para a citação.

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menos de um mês para a montagem das estruturas que já vinham com pintura final de fábrica e dos painéis de fachada, tendo a obra demorado, no total, 5 meses, segundo o próprio) e de maneira a apresentar custos de construção bastante baixos. O edifício era composto por duas grandes treliças onde as lajes faziam de contraventamento, cuja solução faz dele uma das obras arquitetónicas mais inovadores à época, resultando, por isso, um espaço amplo, versátil, muito flexível e mutante. Os tempos curtos necessários para a construção só foram possíveis graças a um planeamento rigoroso, sendo muitas das tarefas realizadas previamente. No caso das estruturas e dos múltiplos painéis, este limitaram-se a ser montados e aparafusados em obra, obrigando a calculados encadeamento de tarefas e de interações. Especificamente para uma obra de 5 meses, foram gastos previamente 6 meses com o projeto, fazendo jus a uma máxima de Zanettini de que “quanto mais se disseca o projeto, menos tempo consome a obra”.3 Cumprida a função do edifício e depois de 25 anos de uso pleno, este foi desmontado em apenas 10 dias, com preservação das estruturas em aço, com o objetivo de ser montada noutro local, demonstrando-se, assim, a sustentabilidade da construção. A resposta pela arquitetura está certamente nos problemas que dela emergem. No caso da nova Escola Panamericana de Arte (1989), em São Paulo, a dificuldade estava na necessidade de funcionamento da escola


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uma obra de aço

existente e da sua compatibilização com o decurso e processo de obra, bem como na preservação das 196 espécies de árvores existentes no local. A estratégia adotada foi o recurso a estruturas metálicas que, sendo possíveis de implementar rapidamente e de modo faseado, ofereceram a solução para o problema. A escola foi concebida em três corpos separados, garantindo interstícios suficientes para a manutenção do arvoredo. O faseamento por partes permitiu o normal funcionamento do estabelecimento, fazendo a compatibilização de aulas com as obras, sendo as casas existentes demolidas nas férias escolares. Este projeto, com influências quer do novo museu do Louvre (de I. M. Pei) quer do Centro Georges Pompidou (de Renzo Piano), tornou-se uma das obras mais emblemáticas brasileiras da década de 80.4 Aqui, subsiste uma unicidade entre estrutura e arquitetura, com uma ímpar racionalidade estrutural, materializada com estruturas em aço e pré-lajes de betão, devidamente tratadas através de detalhe minucioso de componentes e de junções. Como sombreamento, foi aproveitada a densa vegetação existente, tendo um caráter natural e, simultaneamente, oferecendo-se como fonte inspiradora para os estudantes.

< Ampliação do Centro de Pesquisas – CENPES – Petrobras, Ilha do Fundão, Rio de Janeiro, terminado em 2010. Vista geral.

4 Sobre esta obra consultar Zanettini Siegbert, A Obra em Aço de Zanettini, pp. 24 e 25.

< Cobertura das áreas de convivência e circulação principal do prédio central durante a obra.

< Ampliação do Centro de Pesquisas – CENPES – Petrobras. Cobertura das áreas de convivência e circulação principal do prédio central durante a obra.

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Não se pretendendo fazer historial da inúmera e excelente obra de Zanettini, prazer que deixamos em aberto para fazer através da visita in loco ou pelas publicações que tratam extensamente a sua produção, dado o contexto, pareceu importante dar nota de algumas das suas realizações, com especial evidência sobre as que preconizam a utilização intensiva de aço. Já neste século, é incontornável a referência à Ampliação do Centro de Pesquisas – CENPES – Petrobras, situado na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, terminado em 2010. Este complexo está implantado num extenso terreno e tem uma área de construção de cerca de 125.000 m2. Composto por um total de 20 edifícios, trata-se não somente de uma proposta edificada, mas também de uma proposta com delineamento urbano, dada a sua dimensão. Este conjunto incorpora sistemas naturais de conforto ambiental e de eficiência energética, verificando-se uma tentativa de recomposição dos ecossistemas naturais. Para esse efeito, procede-se ao aproveitamento das águas de chuva provenientes das

< Ampliação do Centro de Pesquisas – CENPES – Petrobras. Cobertura das áreas de convivência e circulação principal do prédio central durante a obra.

< Ampliação do Centro de Pesquisas – CENPES – Petrobras. Vista exterior do prédio e Centro de Realidade Virtual.

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uma obra de aço


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coberturas e dos pisos de estacionamento para rega ou águas sanitárias, a produção de energia elétrica através de painéis fotovoltaicos, entre outros aspetos, numa preocupação determinada da minimização do impacto ambiental da intervenção. Este notável conjunto, com uma arquitetura apelativa, limpa, segura e ecoeficiente, constitui um dos ícones brasileiros de arquitetura contemporânea sustentável.5

uma obra de aço

Cada obra, para Zanettini, é um pretexto para a reflexão, fazendo com que esta se transforme numa espécie de livro aberto sobre a teoria da prática e, simultaneamente, a prática da teoria. O rigor construtivo colocado enfaticamente em cada edificação, acrescentado ao esforço sistemático de inovação, fazem com que cada intervenção seja a revelação permanente de um ato ciclicamente reconstrutor de uma ideia de modernidade e de consumação presente de um futuro que permanentemente está em ebulição. Em cada experiência, Zanettini reinventa o lugar, já que a ambientalidade criada através de cada obra, segundo preceitos lógicos e visuais, enuncia uma justa e indisfarçável beleza, uma intervenção que exalta a forma e com isso constitui um hino mudo de arquitetura. Perante tal desempenho harmonioso, onde cada material e detalhe construtivo, tal instrumento no contexto de orquestra, exaltam ordens estéticas com um silêncio tão avassalador, tão absorvente, que coloca a sua arquitetura como algo que marca o tempo e se define exemplarmente sob a sensibilidade da luz.

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5 Ver Zanettini Siegbert, A Obra em Aço de Zanettini, pp. 96 a 107.

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legislação e normalização

risco e reabilitação

risco sísmico e reabilitação estrutural

por Prof. Nuno Silvestre Professor Associado, Instituto Superior Técnico

A regulamentação que obriga ao cálculo sísmico dos edifícios existe desde 1958, foi atualizada em 1983 e, novamente, com a entrada em vigor dos Eurocódigos. Os edifícios projetados antes de 1958, em geral, não foram calculados para resistir a sismos. Segundo Mário Lopes, da Sociedade Portuguesa de Engenharia Sísmica, não há legislação atual que torne obrigatória a aplicação do reforço sísmico aos edifícios. Com exceção da região dos Açores, não existem recomendações técnicas. Na realidade, em muitas obras, ditas de reabilitação urbana, reduz-se a resistência sísmica dos edifícios. Na situação atual, e na eventualidade de ocorrência de um sismo, seria o colapso destes edifícios antigos a maior causa de vítimas. Na região da grande Lisboa, cerca de 22% da população vive em edifícios não construídos para resistir a sismos. É mais de meio milhão de indivíduos, mais dos que os residentes por volta de 1755. Ou seja, um sismo menos intenso que o de 1755 poderá ter efeitos semelhantes. Segundo Mário Lopes, a comunidade técnica (Sociedade Portuguesa de Engenharia Sísmica) tem alertado e feito inúmeras sugestões transmitidas ao poder político (incluindo ao nível da UE) em numerosos contactos diretos desde o início do século XXI. Em 2010, a Assembleia da República aprovou por unanimidade a Resolução nº 102/2010 (pontos 6 e 7).

Na região da grande Lisboa, cerca de 22% da população vive em edifícios não construídos para resistir a sismos. É mais de meio milhão de indivíduos, mais dos que os residentes por volta de 1755.

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No último número da revista Metálica, apresentou-se um conjunto de vetores sobre a reforma assente no novo Regime de Reabilitação Urbana, de 2012. Um desses vetores (vetor B) apontava a necessidade de cumprir integralmente regras de construção adequadas à segurança estrutural e sísmica. As operações urbanísticas de reabilitação abrangidas pela Lei n.º 32/2012 devem, cumulativamente (Artigo 77.º -A, 2(d)) “… não reduzir a resistência estrutural do edifício, designadamente ao nível sísmico, e observar as opções de construção adequadas à segurança estrutural e sísmica do edifício.” Com isto, existe “força de lei” para exigir resistência sísmica em edifícios antigos. Uma vez que o aço é um material dúctil por excelência, com propriedades únicas do ponto de vista da resiliência, abre-se aqui uma janela de oportunidade para o reforço metálico de estruturas de edifícios antigos. Daqui advirão vantagens óbvias para a construção metálica e mista.


soldadura

fissuração a frio

fissuração a frio induzida pelo hidrogénio

por Prof. Altino J. R. Loureiro DEM, Universidade de Coimbra

A fissuração a frio induzida pelo hidrogénio (FFIH) era, ainda há poucos anos, um fenómeno praticamente desconhecido dos construtores nacionais de estruturas metálicas de edifícios e pontes. Esse desconhecimento resultava em grande medida da pouca necessidade que os construtores sentiam em se preocupar com o fenómeno. De facto, o aço mais usado na construção de estruturas metálicas resumia-se ao S275 e S355, segundo a parte 2 da norma EN 10025:2004, e destinava-se maioritariamente a estruturas a operar no território nacional, onde raramente a temperatura de serviço vem abaixo de 10ºC negativos. A evolução recente do mercado nacional empurrou os construtores para mercados externos, muitas vezes do norte da Europa, onde a temperatura ambiente é, frequentemente, muito mais baixa. Por outro lado, a busca de soluções construtivas cada vez mais exigentes, quer em termos de materiais mais resistentes quer em termos de espessuras mais elevadas, aumentou significativamente a probabilidade de ocorrência do fenómeno. Acresce que é um fenómeno silencioso, que ocorre durante a fase de construção, e que é muito difícil de detetar. Surgem naturalmente duas perguntas:

temperatura elevada (ZAC – Zona Afetada pelo Calor). Esta fissuração é, por vezes, designada por fissuração a frio, precisamente por ocorrer a baixa temperatura. A característica que torna estas fissuras muito perigosas é serem muito finas e difíceis de detetar sem meios auxiliares. A Figura 1 ilustra diversas morfologias desse defeito na zona afetada pelo calor. Além disso, este defeito pode ocorrer habitualmente até dois dias após a realização da soldadura. Excecionalmente, pode ocorrer para tempos mais longos. Por tal motivo, a norma EN 1090-2 [1] recomenda que a inspeção das soldaduras com ensaios não destrutivos se faça apenas algumas horas ou dias após a realização das soldaduras. Este período de tempo, de alguns minutos a 48 horas, é função da espessura dos elementos soldados (aumenta com a espessura), da família do aço (aumenta para os mais resistentes) e da energia adicionada no processo de soldadura (aumenta com a energia adicionada). A fissuração induzida pelo hidrogénio ocorre normalmente quando se conjugam os seguintes fatores:

A primeira é: em que consiste então a FFIH?

a) Presença do hidrogénio; b) Tensões de tração atuando na junta; c) Presença de microestrutura suscetível; d) Temperaturas baixas.

A fissuração induzida pelo hidrogénio ocorre quando a soldadura está já a baixa temperatura (geralmente inferior a 300º C), quer na zona fundida (ZF) quer na zona adjacente que não foi fundida mas sujeita a

O hidrogénio pode ser introduzido no metal fundido da soldadura a partir de humidade existente no revestimento de elétrodos ou nos fluxos ou da contaminação dos elementos soldados, com tintas,

Fig. 1 Morfologias de fissuração induzida pelo hidrogénio: 1 – Fissuração na raiz; 2 – Fissuração na ligação; 3 – Fissuração em subcamada. [2].

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soldadura

massas lubrificantes, óleos, etc. Estes elementos são decompostos na atmosfera do arco e o hidrogénio é introduzido no metal fundido no estado atómico ou iónico. Um dos procedimentos recomendados para reduzir o nível de hidrogénio introduzido na soldadura consiste na utilização de elétrodos básicos limpos e secos, ou processos de soldadura que introduzam pouco hidrogénio (TIG – Tungsten Inert Gas e MAG – Metal Active Gas) e ainda na limpeza dos elementos a soldar. As tensões de tração existentes na soldadura resultam do próprio processo de aquecimento e arrefecimento heterogéneo induzido pela operação de soldadura e são tanto mais importantes quanto maior o calor adicionado no processo e a rigidez da junta soldada. Normalmente, quanto maior a espessura dos elementos soldados maior a rigidez da junta e o nível de tensões instaladas. Pode dizer-se que a existência dessas tensões é praticamente inevitável em elementos soldados.

expressão de carbono equivalente (CE). Quanto maior o CE do aço maior a tendência à formação de estruturas duras e frágeis nas zonas referidas.

CE = C +

Mn 6

+

Cr + Mo + V 5

+

Ni + Cu 15

(1)

Na norma dos aços estruturais para construção metálica, EN 10025 [3] é apresentado o teor de CE para cada família de aços. As temperaturas baixas contribuem também para a ocorrência do fenómeno, pois reduzem a ductilidade do aço, além de outro efeito que será referido mais abaixo. Para que o fenómeno tenha lugar é necessário que todos fatores ocorram em simultâneo no mesmo local. Vejamos então por que é que o fenómeno ocorre preferencialmente na ZF ou na ZAC, e por que ocorre diferido no tempo. A Figura 2 representa esquematicamente a distribuição de dureza e tensões residuais numa soldadura. As tensões residuais acima da linha de eixo horizontal são de tração, e abaixo da mesma linha de compressão. A figura mostra que as únicas zonas onde podem coexistir

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As estruturas suscetíveis são estruturas duras e frágeis, que têm pouca capacidade de deformação e, portanto, tendem a fraturar. Estas estruturas ocorrem normalmente na ZF e/ou na ZAC, principalmente quando se soldam os aços mais resistentes. Essa tendência pode ser avaliada através da composição química do aço, recorrendo a expressões como a expressão 1, que se designa por

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soldadura

fissuração a frio

Fig. 2 Soldadura com curvas sobrepostas de distribuição de dureza (amarelo) e tensões residuais (vermelho).

as três condições – hidrogénio, estruturas duras e tensões de tração – em simultâneo, são a ZF ou a ZAC. O hidrogénio é introduzido na ZF e tenderá a deslocar-se (difundir-se) para o material base (MB). De facto, o átomo de hidrogénio é muito pequeno e pode movimentarse facilmente entre os átomos de ferro, para zonas de menor concentração de hidrogénio. A velocidade a que ele se desloca é tanto maior for a temperatura a que o aço se encontra. A razão pela qual esta fissuração aparece muitas vezes diferida no tempo tem a ver com a mobilidade destes átomos. Eles só vão atingir a zona onde provocam a fissuração, na ZAC por exemplo, ao fim de um certo tempo. A segunda é: como pode ser evitada a FFHI? Esta fissuração pode ser evitada removendo uma das condições acima referidas. As tensões residuais são difíceis de controlar e a existência de estruturas duras nas soldaduras é determinada pela composição química do material a soldar, o qual, na generalidade, já foi escolhido previamente, e pela energia adicionada na soldadura, a qual varia dentro de limites relativamente estreitos. Várias estratégias, aplicadas em conjunto ou separadas, são utilizadas para prevenir a FFHI.

é sempre cara, pelo que deve ser realizada à temperatura mais baixa e apenas quando necessária. O cálculo da temperatura de pré-aquecimento é regulado pela norma EN 1011 [4]. O aumento da energia adicionada na soldadura* prolonga também o tempo de arrefecimento, proporcionando a evacuação do hidrogénio da zona crítica, mas tem inconvenientes relacionados com a alteração da estrutura da soldadura, o que, entre outros efeitos, altera as propriedades de tenacidade da soldadura. Outra estratégia consiste na utilização de elétrodos de aço inoxidável austenítico, por exemplo, que tem boa capacidade para dissolver o hidrogénio à temperatura ambiente, evitando que este se difunda, provocando a FFHI. Esta solução só se utiliza na soldadura de materiais mais resistentes, pois é uma opção cara. Em resumo, do que foi dito conclui-se que a prevenção da FFHI passa essencialmente pela redução do teor de hidrogénio introduzido na soldadura e pela realização de pré-aquecimento, quando necessário.

*E = A primeira consiste na redução do teor de hidrogénio introduzido na soldadura, à custa da utilização de consumíveis e processos com baixo teor em hidrogénio e da limpeza das superfícies a soldar. Esta estratégia é útil, mas muitas vezes insuficiente. Recorre-se, então, ao pré-aquecimento, ao aquecimento entre camadas e ao pós-aquecimento para prevenir a FFHI. Estes procedimentos mantêm a soldadura quente durante um período prolongado, permitindo que o hidrogénio chegue ao MB, onde não é muto pernicioso. A temperatura de pré-aquecimento varia entre 50ºC e 250ºC no caso dos aços, dependendo essa temperatura da composição química do material soldado, da espessura, da energia e do teor de hidrogénio adicionados na soldadura. É claro que a operação de pré-aquecimento 24 metálica 32 . dezembro 2013

¬ ¬ ¬ ¬

VxI v

x 10-3

E – Energia adicionada (KJ/mm) V – Tensão (V) I – Current (A) v – Velocidade de soldadura (mm/s)

BIBLIOGRAFIA [1] EN 1090-2, Execution of steel structures and aluminium structures – Part 2: Technical requirements for steel structures. [2] http://eng.sut.ac.th/metal/images/stories/pdf/06_%20 Weldability%20and%20defects%20in%20weldments.pdf, acesso em 29/10/2013. [3] EN 10025, Hot rolled products of structural steels. [4] EN 1011:2009, Welding – Recommendations for welding of metallic materials.


grandes obras de construção metálica no brasil

uso do aço no projeto e construção

o uso do aço no projeto e construção dos estádios de futebol para a copa do mundo de 2014 no Brasil por J. G. Santos da Silva1* e S. A. L. de Andrade2 1 * Departamento de Estruturas e Fundações – ESTR, Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, jgss@uerj.br 2 Departamento de Engenharia Civil, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio, andrade@puc-rio.br

1. Introdução Considerando-se os doze estádios de futebol brasileiros que irão sediar os jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014 da FIFA, nomeadamente Estádio Mineirão, Belo Horizonte/MG; Estádio Nacional Mané Garrincha, Brasília/ DF; Arena Pantanal, Cuiabá/MT; Arena da Baixada, Curitiba/PR; Estádio Castelão, Fortaleza/CE; Arena da Amazônia, Manaus/AM; Arena das Dunas, Natal/RN; Estádio Beira-Rio, Porto Alegre/RS; Arena Pernambuco, Recife/PE; Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro/RJ; Arena Fonte Nova, Salvador/BA e Arena Corinthians, São Paulo/SP, em todos os projetos foi feita a opção pelo emprego de estruturas de aço, especialmente no que diz respeito às respectivas coberturas [1-3]. No desenvolvimento destes projetos inovadores, a utilização do aço foi feita com base em parâmetros associados à velocidade construtiva, segurança, sustentabilidade, flexibilidade e boa arquitetura [1-3]. Estas obras, de grande relevância para o Brasil, apresentam o uso do aço como escolha de grandes arquitetos, projetistas e incorporadores. Isto significa que, no projeto destas novas arenas, o aço será utilizado como elemento estrutural [1-3]. Assim sendo, ao longo do texto procura-se descrever os ganhos com a escolha feita pelo material aço em tipologias estruturais distintas [4,5], tais como a das

Fig.1 Vista geral do novo estádio do Maracanã após a reforma.

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novas arenas brasileiras que serão utilizadas como sedes dos jogos da Copa do Mundo de 2014. Desta forma, este trabalho tem por objetivo a apresentação dos aspectos principais de um projeto inovador correspondente à arena mais conhecida mundialmente e a mais importante de entre todos os estádios de futebol que serão utilizados como sedes da Copa do Mundo de Futebol de 2014 no Brasil: Estádio do Maracanã.

2. O novo Estádio do Maracanã O palco da final da Copa do Mundo de Futebol de 2014, localizado na cidade do Rio de Janeiro/RJ, região sudeste do Brasil, passou por uma grande reforma que trouxe mais conforto e segurança para os torcedores. Contando com 78.838 lugares, o novo estádio do Maracanã oferece inovações que promovem uma melhor interação entre o público e o próprio estádio. Ao final da reforma, o Maracanã ficou ainda maior, aumentando de 189 mil m2 para 240 mil m2 sua área útil, Figura 1. Um montante da ordem de 4.600 toneladas de perfis de aço e assentos pré-moldados de concreto possibilitou um aumento considerável na velocidade de construção da arquibancada do estádio, em cumprimento dos prazos estabelecidos. A nova arena conta com uma cobertura do tipo tenso estruturada de lona e um


grandes obras de construção metálica no brasil

uso do aço no projeto e construção

Fig.2 Vista geral da arquibancada do estádio durante a montagem das arquibancadas (fonte: CBCA [1]).

Fig.3 Arquibancadas compostas por perfis de aço e degraus em concreto pré-moldado (fonte: CBCA [1]).

sistema de amortecimento construído com rejeitos de demolição para atenuação das vibrações induzidas pelo público. No total, 7.200 toneladas associadas ao emprego de estruturas metálicas (arquibancada + anel de compressão) foram empregadas na construção do novo estádio do Maracanã, Figura 1.

desta demolição foi utilizado para compor o sistema de amortecimento do novo estádio.

O primeiro passo importante na obra do novo estádio foi a demolição uma parte expressiva das arquibancadas, pois a estrutura possuía alguns pontos cegos que dificultavam a visibilidade total do campo para parte dos torcedores. Por outro lado, a estrutura destas arquibancadas também apresentava vários pontos de corrosão, os quais poderiam vir a colocar em risco a segurança do público. Após a retirada de todos os assentos das antigas arquibancadas do estádio, a demolição dos setores superior e inferior em concreto armado, substituídos na sequência por estruturas metálicas, foi realizada com a utilização de fios diamantados compostos por aço inox do tipo flexível (fios torcidos e pérolas diamantadas separadas por anéis de borracha) [1]. O material rejeitado

Objetivando o cumprimento dos prazos para a reforma do novo Maracanã, foi feita a opção por substituir as arquibancadas antigas de concreto armado por uma estrutura metálica e assentos pré-moldados. Na base de concreto do contraforte (sistema de amortecimento) foram fixados os perfis metálicos que estruturam a nova arquibancada. Com 4.600 toneladas de perfis metálicos, a nova arquibancada do Maracanã foi transformada em um anel único, ao contrário dos dois anéis da antiga arquitetura. A estrutura metálica é composta por perfis de aço e vigas-jacaré e suporta os degraus de concreto pré-moldado das arquibancadas, Figuras 2 e 3. As Figuras 4 e 5 ilustram o detalhe da estrutura metálica das arquibancadas com as vigas-jacaré, as divisões dos pavimentos internos do estádio, bem como a ligação de todo o sistema estrutural destas arquibancadas no sistema de amortecimento desenvolvido para atenuar as vibrações induzidas pelo público. Os perfis das arquibancadas receberam lajes do tipo steel deck para acelerar o cronograma da obra do novo estádio. Considerando-se a proteção passiva de que a estrutura necessita para a segurança contra ação de incêndios foi colocada uma armadura de reforço sobre o steel deck, para que a laje ganhasse uma estrutura de concreto e o steel deck fosse utilizado apenas como fôrma, Figura 6.

Sistema de amortecimento

Fig.4 Detalhe da estrutura de aço: vigas-jacaré onde são montados os degraus das arquibancadas (fonte: CBCA [1]).

Fig.5 Estrutura metálica das arquibancadas fixada ao sistema de amortecimento (fonte: CBCA [1]).

Fig.6 Lajes de steel deck fechando os perfis metálicos das arquibancadas (fonte: CBCA [1]).

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grandes obras de construção metálica no brasil

uso do aço no projeto e construção

Fig.7 Vista interna da cobertura da nova arena Maracanã.

Fig.8 Vista interna do sistema estrutural da nova cobertura do Maracanã: cabos e membrana.

A área coberta da nova arena Maracanã aumentou de 24.354 m2 para 47.350 m2, o que possibilita que aproximadamente 95% dos assentos sejam cobertos, ficando apenas uma pequena área descoberta devido à arquitetura do estádio, que apresenta um formato ovalado, Figura 7. A antiga cobertura de concreto foi substituída por uma nova, formada por uma estrutura metálica composta por cabos e membrana tensionados. Respaldado por um tempo de vida útil de mais de 50 anos, este moderno sistema de cobertura oferece plena flexibilidade para a instalação de equipamentos. A membrana autolimpante e translúcida possibilita condições de luz uniforme, inclusive nas áreas superiores das arquibancadas, Figura 7.

na cobertura do estádio. Os painéis cobrem toda a superfície das arquibancadas, da ordem de 2,5 mil m2, no que tange a captação de energia solar, que posteriormente será convertida para energia elétrica por transformadores [1]. O sistema será capaz de gerar 670 mil kW/h por ano. Esta instalação é um projeto financiado pela Light e Eletricité de France (EDF), sendo suficiente para abastecer o equivalente a 25% da energia necessária para o funcionamento da nova arena Maracanã.

3. Considerações Finais

A nova cobertura do Maracanã foi instalada com base no emprego de cabos tensionados e uma membrana de PVC com Teflon PTFE que cobre um vão de 68,4 m. A cobertura é apoiada em um anel e o sistema estrutural funciona como se fosse uma “roda de bicicleta”. Deste anel externo saem os cabos que são tensionados, num processo construtivo denominado de big lift [1]. A cobertura do Maracanã foi montada na área do campo de futebol e depois içada com os cabos, Figura 8.

Este artigo apresentou um breve resumo acerca da utilização do aço no projeto inovador correspondente à arena mais conhecida mundialmente e a mais importante de entre todos os estádios de futebol que serão utilizados como sedes da Copa do Mundo de Futebol de 2014 no Brasil: Estádio do Maracanã. O desenvolvimento do projeto da arena Maracanã comprova que é possível projetar e construir de forma rápida, eficiente, de modo sustentável, inteligente e econômico.

Na cobertura do novo estádio também foram instalados dispositivos para agregar eficiência energética ao projeto, Figura 9. Deste modo, foram instaladas placas fotovoltaicas, ligadas aos anéis de compressão fixados

Destaca-se, neste artigo, o emprego do aço como uma escolha bastante atrativa para as grandes obras, tais como estádios de futebol, arenas esportivas, pontes, aeroportos, etc., as quais devem funcionar

Fig.9 Iluminação noturna e vista geral interna do novo estádio: arquibancadas, cobertura e gramado.

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grandes obras de construção metálica no brasil

pontualmente e também perdurar, integrando-se à paisagem e à realidade brasileiras [1-5]. Evidentemente, os aspectos de sustentabilidade são perfeitamente incorporados pelo material aço de forma eficiente, conforme demonstrado no projeto da nova arena Maracanã. Ressalta-se, também, que o aço oferece aplicações estruturais eficientes para estruturas de cobertura e projetos com grandes vãos, tal como o novo estádio do Maracanã [1-3].

Deste modo, fica a certeza de que capacidade produtiva do aço no Brasil está preparada para atender às muitas obras que invadirão as cidades brasileiras por conta da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Inicialmente, a Copa do Mundo de 2014 no Brasil surge como uma grande oportunidade para a expansão da construção em aço no Brasil. O projeto inovador da arena Maracanã, além de várias outas arenas espalhadas pelo Brasil, somente vem a comprovar este fato.

4. Referências Bibliográficas [1] Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA) (http://www. cbca-acobrasil.org.br), 2013. [2] Revista Arquitetura & Aço. Edição Especial: Copa do Mundo 2014. Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA) (http://www. cbca-acobrasil.org.br), 2010. [3] Portal 2014 (ver em: http://www.portal2014.org.br), 2013. [4] Andrade, S.A.L. de; Vellasco, P.C.G. da S.; Silva, J.G.S. da. Concepção e Projeto Estrutural do Palco Principal do Rock in Rio III. Construção Magazine, Porto, Portugal, vol. 6, pp. 4-11, 2003. [5] Andrade, S.A.L. de; Vellasco, P.C.G. da S.; Silva, J.G.S. da. Sistema Construtivo e Montagem do Palco Principal do Rock in Rio III. Construção Magazine, Porto, Portugal, vol. 7, pp. 30-55, 2003.

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Convém chamar a atenção do leitor para o fato de que, no presente momento, o Brasil encontra-se em pleno desenvolvimento nas mais diversas áreas do conhecimento humano e a cidade do Rio de Janeiro apresenta-se como cenário ideal para o crescimento econômico, tendo em vista a realização da Copa do Mundo de Futebol em 2014 e, logo em seguida, os Jogos Olímpicos de 2016. Certamente, a tendência é que estes dois eventos esportivos contribuam para um legado grandioso em termos de obras de infraestrutura para a cidade (estádios de futebol, arenas esportivas, aeroportos, mobilidade urbana, etc.).

uso do aço no projeto e construção

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formação e eventos

IX Congresso de Construção Metálica e Mista & I Congresso Luso-Brasileiro de Metálica Sustentável O congresso bienal da CMM – Associação Portuguesa da Construção Metálica e Mista, decorreu nos dias 24 e 25 de outubro de 2013, no Centro de Congressos da Exponor - Porto. O IX Congresso de Construção Metálica e Mista contou, nesta edição, com o apoio institucional do Instituto Superior Técnico.

A este congresso associou-se a realização do I Congresso Luso-Brasileiro de Metálica Sustentável, respondendo às exigências do setor, que verifica um potencial de exportações bastante relevante, verificando-se um crescimento sustentado, tendo mesmo, nos últimos 2 anos, duplicado o volume de exportações do para 300M€, perspetivando-se a manutenção desta tendência.

> Sessão de abertura IX Congresso de Construção Metálica e Mista e I Congresso Luso-Brasileiro de Construção Metálica Sustentável

> António Adão da Fonseca, ADÃO DA FONSECA – Engenheiros Consultores

A aposta nesta realização conjunta procurou, através da presença dos principais intervenientes do setor da construção metálica do Brasil, promover a troca de experiencias entre a realidade portuguesa e a realidade brasileira do setor da construção em aço. Contou-se ainda com a presença de empresas de ambos países que demonstrarem o que fazem e a competitividade dos seus produtos, quer ao nível do consumo interno, quer ao nível da exportação. Participaram também algumas personalidades do setor de relevo a nível mundial, que trouxeram ao congresso o que de melhor se faz no mundo neste setor.

O congresso correspondeu inteiramente às expectativas da organização e contou com mais de 230 inscritos, vivenciando-se um ambiente privilegiado de intercâmbio de conhecimento e experiências entre os vários intervenientes, no desenvolvimento e implementação de projetos de construção metálica sustentável e da realidade portuguesa e brasileira

> Siegbert Zanettini, FAU-USP

> John da Silva, Silva Group Holdings

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Nas palestras principais os temas abordados foram BRASIL – Vivências de um grupo de Engenheiros de Pontes, António Adão da Fonseca, ADÃO DA FONSECA – Engenheiros Consultores; Contributo do setor da


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construção metálica para a economia nacional, Carlos Martins, Martifer; The scramble for Africa, doing business in Africa – a key global 21st century opportunity for business growth, John da Silva, Silva Group Holdings; Building sustainably in steel, John Dowling, British Constructional Steelwork Association; Structural stainless steel: research and design, Leroy Gardner, Imperial College London; Abordagem sistémica e evolutiva do uso do aço na Arquitetura Brasileira Contemporânea, Siegbert Zanettini, FAU-USP; The design of steel bridges: examples of redesign of places, Enzo Siviero, University IUAV of Venice. Ao longo das várias sessões foram abordados temas nas áreas específicas de Arquitetura e aço, Pontes metálicas e mistas, Eficiência energética e sustentabilidade de edifícios metálicos, Soluções industrializadas para a construção de edifícios, Grandes projetos, Segurança estrutural e desempenho de novos materiais e produtos, Execução e gestão da qualidade da construção em aço, A construção em aço na indústria petrolífera, mineira e na produção de energias renováveis.

o curso técnico CMM de Marcação CE - EN 1090. Execução de Estruturas Metálicas. As 5 etapas para a elaboração do CPF, ministrado pela Eng.ª Filipa Santiago da CMM. A CMM assumiu, mais uma vez, um posicionamento ativo no desenvolvimento e promoção da inovação do setor da construção metálica a nível internacional, ações que continuará a incrementar no futuro devido ao elevado grau de aceitação e ao sucesso destes eventos.

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Em simultâneo com o congresso decorreu o seminário sobre Vidro Estrutural, com organização do Prof. Paulo Cruz, Workshops Frame-Up, com os coordenadores Rui Simões e Milan Veljkovic, e DiSTEEL com coordenação dos Profs. Carlos Rebelo e Timothy Sullivan, bem como

> Eng.º Pedro Duarte, Martifer

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formação e eventos

International Steel Construction Exhibition 2013, Exponor, Porto

O ISCE 2013 – International Steel Construction Exhibition, promovido pela CMM, decorreu entre 23 e 26 outubro 2013, e foi a primeira grande exposição internacional dedicada em exclusivo ao setor da construção metálica e mista a ser realizada em Portugal, tendo acontecido em simultâneo com a Concreta, na Exponor.

Ao contrário da tendência nacional da construção tradicional, o setor da construção metálica regista um crescimento no volume de negócio, tendo as empresas deste setor verificado tendências de crescimento, investimento e aumento das exportações, em especial para os países de expressão portuguesa, o que representa mais de 300M€ de vendas nacionais ao exterior no que se refere à produção e fabrico de estruturas metálicas, empregando mais de 16 mil profissionais.

Centro de Congressos da Exponor, contando com mais de 230 participantes.

Este evento contou também com a realização do IX Congresso de Construção Metálica e Mista e o I Congresso Luso-Brasileiro de Construção Metálica Sustentável, que decorreu nos dias 24 e 25 de outubro no

Esta primeira edição do International Steel Construction Exhibition contou com participação de cerca de 25 das principais empresas e referências nacionais e internacionais desta área de negócio.

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O ISCE2013 propôs-se promover a construção metálica e mista num contexto internacional e demonstrar as opções estratégicas das empresas deste setor que optarem por investir na modernização, tornando-se competitivas a nível internacional e mantendo uma perspetiva de industrialização, que é o futuro do setor da construção metálica.


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formação e eventos

Formação técnica CMM 2013 O Plano de formação CMM 2º semestre 2013, iniciou-se com a ação de formação “Marcação CE - EN 1090. Execução de Estruturas Metálicas. As 5 etapas para a elaboração do CP” que decorreu no dia 24 de outubro, integrada no âmbito do XI Congresso de Construção Metálica e Mista, que decorreu na Exponor – Porto. Esta ação foi ministrado pela Engª Filipa Santiago da CMM Indústria e teve como principais objetivos uma abordagem aos requisitos da EN1090-1 e EN1090-2 e a ligação com os procedimentos internos da organização, bem como a apresentação de um exemplo de um manual CPF - Controlo de Produção em Fábrica. Esta ação serviu para despertar consciências e identificar necessidades de formação para a ação que teve lugar nos dias 29 e 30 de Novembro sobre “Marcação CE - EN1090: Execução de Estruturas de Aço e de Estruturas de Alumínio, Parte 1 e Parte 2 - 2ª Edição”, que decorreu igualmente na cidade do Porto. Esta ação, de 16h, procurou dar a conhecer a norma EN 1090-2, preparando os formandos para aplicação futura desta norma bem como permitir aos formandos adquirirem conhecimento detalhado acerca da aplicação da norma EN 1090 Parte 1 e Parte 2, e contou como Coordenador com o Professor Rui Simões da Universidade de Coimbra e teve como formadores a Engª Filipa Santiago, CMM, o Professor Rui Simões da UC, o Engº Adriano Santos, Professor Altino Loureiro - UC, e a Engª Leonor Corte-Real da Hempel.

formação técnica em 2014 Projeto de estruturas em aço-leve Data e Local: 7 e 8 de fevereiro de 2014, Lisboa Horário: 9:00 às 13:00 e 14:30 às 18:30 Coordenação: Prof. Nuno Silvestre (coordenador científico), Eng.º Luís Figueiredo Silva Formadores: Prof. Nuno Silvestre, Prof. Dinar Camotim, Eng.º António Santos, Eng.º Filipe Santos Preços: Geral – 400 € | Membros CMM – 320 € | Membros OE – 360 € | 3º formando e seguintes da mesma empresa – 250 € (só membros coletivos da CMM)

Execução de estruturas metálicas, projeto, detalhe, fabrico e montagem Data e Local: 14 e 15 de março de 2014, Lisboa Horário: 9:00 às 13:00 e 14:30 às 18:30 Coordenação: Eng.º Filipe Santos (coordenador científico), Eng.º Luís Figueiredo Silva Formadores: Eng.º Filipe Santos, Eng.º Miguel Pontes Preços: Geral – 400 € | Membros CMM – 320 € | Membros OE – 360 € | 3º formando e seguintes da mesma empresa – 250 € (só membros coletivos da CMM)

Marcação CE – EN1090: Execução de Estruturas de Aço e de Estruturas de Alumínio, Parte 1 e Parte 2 Data e Local: 28 e 29 de março de 2014, Lisboa Horário: 9:00 às 13:00 e 14:30 às 18:30 Coordenação: Prof. Rui Simões (coordenador científico), Eng.º Luís Figueiredo Silva Formadores: Prof. Rui Simões, Prof. Altino Loureiro, Eng.ª Leonor Corte Real, Eng.º Adriano Santos, Eng.ª Filipa Santiago Preços: Geral – 400 € | Membros CMM – 320 € | Membros OE – 360 € | 3º formando e seguintes da mesma empresa – 250 € (só membros coletivos da CMM)

Dimensionamento sísmico de estruturas metálicas Data e Local: 11 e 12 de abril de 2014, Lisboa Horário: 9:00 às 13:00 e 14:30 às 18:30 Coordenação: Prof. José Miguel Castro (coordenador científico), Eng.º Luís Figueiredo Silva Formadores: Prof. José Miguel Castro, Eng.º Luis Macedo, Eng.º Carlos Rebelo, Eng.º Tiago Abecasis Preços: Geral – 400 € | Membros CMM – 320 € | Membros OE – 360 € | 3º formando e seguintes da mesma empresa – 250 € (só membros coletivos da CMM)

Dimensionamento de estruturas metálicas Data e Local: 8 a 11 de maio de 2014, Lisboa Horário: 9:00 às 13:00 e 14:30 às 18:30 Coordenação: Eng.º Tiago Abecasis (coordenador científico), Eng.º Luís Figueiredo Silva Formadores: Eng.º Tiago Abecasis, Prof. Nuno Silvestre, Eng.º Miguel Pontes, Eng.º Adriano Santos Preços: Geral – 400 € | Membros CMM – 320 € | Membros OE – 360 € | 3º formando e seguintes da mesma empresa – 250 € (só membros colectivos da CMM)

Nos dias 8 e 9 de Novembro decorreu em Lisboa o curso de “Conceção e Dimensionamento de Ligações em Estruturas Metálicas e Mistas -5ª Edição”. Este curso tem como objetivo dar a conhecer a norma EN 1993-1-8, preparando os formandos para o projeto de ligações metálicas e mistas, e dotando-os de capacidade para conceber e dimensionar ligações em estruturas metálicas e mistas. O curso tem com coordenador o Eng.º Tiago Abecasis e como formadores o Prof. Dr. Rui Simões da UC, o Prof. Dr. Altino Loureiro da UC, o Eng.º Filipe Rodrigues da Refer, o Eng.º Matos Silva da Martifer e o Eng.º Tiago Abecasis da Talprojecto. www.cmm.pt

Conceção e Dimensionamento de Ligações em Estruturas Metálicas e Mistas Data e Local: 23 e 24 de maio de 2014, Lisboa Horário: 9:00 às 13:00 e 14:30 às 18:30 Coordenação: Prof. Rui Simões (coordenador científico), Eng.º Luís Figueiredo Silva Formadores: Eng.º Tiago Abecasis, Prof. Rui Simões, Prof. Altino Loureiro, Eng.º Filipe Rodrigues, Eng.º Matos Silva Preços: Geral – 400 € | Membros CMM – 320 € | Membros OE – 360 € | 3º formando e seguintes da mesma empresa – 250 € (só membros colectivos da CMM)

INFORMAÇÕES CMM - Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista Departamento de Engenharia Civil da FCTUC – Pólo II Rua Luís Reis Santos - 3030-788 Coimbra Telefone: 239 095 568 | Fax: 239 405 722

para mais informações consulte: www.cmm.pt

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publicações

destaques

Preliminary European Recommendations for The Design of Sandwich Panels with Openings

European Recommendations on The STABILIZATION OF STEEL STRUCTURES BY SANDWICH PANELS

– A STATE OF THE ART REPORT MANUAL Nº 134

MANUAL Nº 135

Este manual inclui informações atualizadas sobre a influência das aberturas no comportamento e na resistência de painéis de sandwich. Com este manual, pretende-se complementar as instruções dadas na norma Europeia EN14509 de produto para painéis sandwich, a qual estuda exclusivamente painéis sandwich completos, não dando qualquer orientação para a conceção ou corte das aberturas. Este manual apresenta também informações técnicas, tais como modelos de cálculo e experimentais sobre a influência das aberturas, bem como orientações práticas úteis com base na experiência e orientação de empresas. O manual destaca, também, informações de base acerca das regras, expressões e conhecimentos práticos.

Painéis sandwich podem também funcionar como suporte a elementos em aço contra flexão, torção e encurvadura lateral. Os painéis sandwich conferem rigidez contra deslocamentos no plano dos painéis e contra a rotação em torno do eixo transversal dos painéis. Este documento fornece informações sobre o uso de painéis sandwich como elementos estabilizadores para elementos em aço, tais como vigas ou colunas. O documento estende, assim, a gama de aplicação dos painéis sandwich em construção para a classe II, de acordo com a EN 1993-1-3, ampliando a sua aplicação para as áreas fora do âmbito da EN 14509. Este documento faz a introdução à avaliação da rigidez de rotação e rigidez de cisalhamento, fornecida por painéis sandwich individuais instalados numa parede ou telhado de um edifício.

Manual de Conceção de Edifícios em LSF – Light Steel Framing

Livro de Atas do IX Congresso de Construção Metálica e Mista e I Congresso Luso-Brasileiro de Construção Metálica Sustentável Editores: Luís Simões da Silva, Nuno Silvestre e Filipe Santos Editora: CMM 1028 páginas Outubro 2013 PVP: 45,00 euros Preço Membro CMM: 36,00 euros Acresce IVA à taxa em vigor

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Esta publicação reúne todas as comunicações apresentadas no IX Congresso de Construção Metálica e Mista e I Congresso LusoBrasileiro de Construção Metálica Sustentável, organizado pela CMM, que teve lugar nos dias 24 e 25 de outubro de 2013, no Porto. O livro reúne mais de 95 artigos, entre comunicações e palestras.

Autores: Nuno Silvestre, João Pires e António Santos Editora: CMM 234 páginas Dezembro 2013 PVP:35,00 euros Preço Membro CMM: 24,00 euros Acresce IVA à taxa em vigor

Este livro visa clarificar as bases do processo construtivo em “aço leve” (“Light Steel Framing” – LSF) para o grande público e aos vários agentes da construção (arquitetos, engenheiros, construtores, metalomecânicas, donos de obra), procurando explicar alguns aspetos menos claros na sua aplicação. Tendo em atenção o interesse crescente que os agentes da indústria da construção civil têm dedicado recentemente ao LSF, o presente livro visa disponibilizar os princípios da conceção e processo construtivo de estruturas e edifícios em LSF.

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European Steel Design Awards 2013

© ECCS | ACAI

A cerimónia de entrega dos prémios European Steel Design Awards decorreu este ano em Itália e foi o término de uma semana inteira dedicada à pesquisa nas áreas técnicas, projeto e construção em aço.

© ECCS | ACAI

O “Giornate Italiane dell’Acciaio” começou no dia 30 de setembro com o CTA 2013 - Convegno dei tecnici dell’Acciaio, congresso sob a orientação do Prof. Raffaele Landolfo, da Universidade de Nápoles, tendo sido submetidos à comissão organizadora mais de 150 trabalhos. O congresso ofereceu sessões paralelas dedicadas à investigação e aplicações para estruturas de aço, tendo atraído mais de 150 especialistas e profissionais da área. A convenção foi aberta ao público em geral no terceiro dia, com uma conferência sobre arranha-céus, intitulada “A conquista da verticalidade” de Mark Sarkisian, diretor de engenharia estrutural no Studio SOM (Skidmore, Owings & Merrill), de San Francisco. Mark Sarkisian fascinou o público com uma apresentação eloquente para um auditório repleto com cerca de 500 ouvintes, incluindo professores e estudantes da Universidade Politécnica de Turim. Este sucesso mostra o grande interesse da comunidade técnica europeia no potencial de estruturas metálicas para os conceitos urbanos atuais e futuros e os objetivos das medidas de segurança sísmica e eco-sustentabilidade na construção. As universidades europeias, instituições e empresas de construção são conhecidos pela excelência do seu ensino técnico e por transformar a teoria em prática.

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Este potencial foi comprovado novamente na comemoração dos “European Steel Design Awards 2013”. A cerimónia de entrega de prémios ECCS Steel Design Awards decorreu durante a feira de MADEexpo em Milão, organizada pela associação italiana UNICMI, em colaboração com a European Convention for Constructional Steelwork (ECCS). Foram apresentados e homenageados projetos extraordinários na área da construção em aço de 13 países europeus, todos os membros da ECCS, e desta forma trazidos para o conhecimento do grande público, sendo o caso de grandes projetos como a Estação Central de Salzburg, o Estádio de Lille, em França, ou a Estação Porta Susa, em Turim, mas também os projetos mais pequenos, como o Hans Wilsdorf Bridge em Genebra, dedicada ao fundador da Rolex. No jantar de gala, com mais de 150 participantes, foram anunciadas as equipas dos projetos europeus premiados, bem como os alunos do ECCS Student Awards. Os projetos Prémios Europeus de aço podem ser vistos no site da ECCS. www.steelconstruct.com


notícias eccs

www.steelconstruct.com

Para Portugal, o prémio veio através da Martifer Construções Metálicas, Lda., pela construção do Arena Fonte Nova Stadium, em Salvador da Bahia, Brasil, 2013.

descrição do projeto

Ao otimizar o consumo de aço em função das características de resistência de materiais, a estrutura de aço da grande cobertura do telhado da Arena Fonte Nova, em Salvador, oferece uma solução muito elegante e leve. A maior extensão desta estrutura é 258 metros de comprimento e com um peso total de 1800 toneladas, que oferece cobertura para 50 000 espetadores de futebol. A estrutura é composta por um anel de compressão externo e um anel tracionado interior, que são ligados por uma estrutura de aço secundária para asnas e suporte de tecido. Além disso, a construção da estrutura de aço foi realizada por um processo também muito interessante, o levantamento de uma só vez de todo o anel tracionado pela ligação por cabos ao telhado.

Localização Salvador da Bahia, Brasil Cliente Fonte Nova Negócios e Participações S/A- FNP, Salvador, Bahia Arquitetos Schulitz + Partner Architekten BDA, Braunschweig (D) Engenheiros RFR Ingenieure GmbH, Stuttgart (D) Construtora Consórcio Arena Salvador, formado pela Odebrecht e OAS, Salvador, Bahia Construção Metálica Martifer Construções Metálicas, Lda. Data de conclusão 30 março 2013 Dimensões 258 m x 216 m Tonelagem 1.800 t Estrutura principal Estrutura de aço com cabos carregados Segurança contra incêndio Nenhuma proteção necessária Sustentabilidade Construído com tecnologia de engenharia avançada, a Nova Arena terá um avançado sistema de segurança com câmaras de circuito interno, telas e equipamentos eletrónicos para controlar o acesso.

ECCS Medalha de Prata atribuída ao Professor Luís Simões da Silva © ECCS | ACAI

A medalha de prata ECCS é o maior prémio de reconhecimento da ECCS e é reservado para pessoas que tenham prestado serviços extraordinários a esta associação europeia. Através desta medalha, a ECCS homenageia personalidades de destaque desde 1964. Este ano, o Professor Luís Simões da Silva, Presidente da CMM, foi agraciado com a Medalha de Prata ECCS pelos inúmeros serviços que prestou à ECCS durante os seus mandatos como presidente TMB, cargo que ocupou desde 2007, e como presidente da ECCS, cargo que assumiu de setembro de 2011 a 2013. O percurso do Prof. Luís Simões da Silva na ECCS não tem equivalente, tendo tido dois mandatos de três anos como presidente do TMB muito bem-sucedidos, liderando os trabalhos dos comités técnicos, tem sido uma força motriz para todos, amigos e colegas, tendo também alcançado um sucesso excecional nos seus dois mandatos como presidente da ECCS.

> Prof. Luís Simões da Silva, Raffaelo Landolfo (Presidente ECCS) e Volkmar Bergmann

Em todos os seus mandatos na ECCS, o Professor Simões da Silva incorporou toda a sua experiência com uma liderança extraordinária, apreciada por todos, e deu início a uma série de atividades inovadoras nesta associação. 37 metálica 32 . dezembro 2013


50 anos de construção metálica e mista na europa

parte 18 – 2007

Royal Air Force Museum Cosford, Reino Unido (2007)

© Feilden Clegg Bradley Studios / Architizer

Este imponente edifício comemora o fim da Guerra Fria e o seu formato retangular dividido por uma diagonal reflete a cisão entre as superpotências na segunda metade do século XX. Este grande espaço, com uma altura de 25 metros, possui uma cobertura parabólica apoiada numa estrutura metálica. O ambiente é duro e não comprometedor, com caibro suportado por metal não pintado sob a cobertura, proporcionando um conjunto económico.

Dono de obra Royal Air Force Museum Arquitetura Feilden Clegg Bradley LLP Engenharia Michael Barclay Partnership LLP Metalomecânica S H Structures Ltd

© ECCS

Floating roof, Vällingby Centre Estocolmo, Suécia (2007)

Esta mega estrutura expandida sobre um complexo de ruas e quarteirões é um tipo de edifício novo na malha urbana. Mostra como uma estrutura bem desenhada, usando suportes de aço Vierendeel que carregam uma camada de painéis de vidro, podem contribuir para o caráter geral do ambiente urbano, ao mesmo que mantém a sua identidade como marco da cidade.

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Dono de obra AB Svenska Bostäder Arquitetura KHR Rundquist arkitekter Engenharia WSP Byggprojektering Metalomecânica Dem-Verk, Normek, VSAB


50 anos de construção metálica e mista na europa

parte 18 – 2007

Center Paul Klee Berna, Suíça (2007) onde a luz é fornecida através de delicadas paredes de vidro suspensas por um sofisticado sistema de cabos distribuído pelos arcos.

© Baikonur

As curvas suaves da cobertura deste centro de exposição de arte, dedicado à coleção da Fundação Paul Klee, enquadra-se na paisagem montanhosa suíça. As arestas metálicas definem volumes interiores variados,

Dono de obra Maurice E. and Martha Müller Foundation Arquitetura Renzo Piano Building Workshop Engenharia Ove Arup and Partners International Ltd. Metalomecânica Zwahlen & Mayr (arcos), Tuchschmid AG (fachada)

Izmir Adnan Menderes Airport International terminal and car park Izmir, Turquia (2007) Esta espetacular nova entrada pela costa ocidental da Turquia é uma sinfonia ao aço, apresentando uma série de variadas mas coerentes estruturas, desde pontes envidraçadas a longas estruturas tubulares na cobertura. A cobertura em arco semi-circular, as três cúpulas e o minarete são uma homenagem à Basílica de Santa Sofia e à arquitetura clássica turca.

© ECCS

Dono de Obra Tav Izmir A.S. Arquitetura Yakup Hazan Mimarlik Ltd. Sti. Engenharia Tesem Ltd. Sti. Metalomecânica IC Ictas A.S.

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cmm

membros em destaque

membros cmm EME Singular

Daniel Costa Direção-Geral

Faça uma resumida apresentação da EME Singular A empresa EME SINGULAR, Lda. é uma empresa portuguesa com o capital social de 600.000 €, sediada no Loteamento do Feital em Frossos Braga. Emprega 50 trabalhadores, entre os quais 11 Engenheiros e técnicos. A EME SINGULAR é uma empresa que pertence ao grupo Alexandre Barbosa Borges. Conscientes da evolução do mercado, nasce, em 2006, mais um Departamento na empresa Alexandre Barbosa Borges S.A – a Metalomecânica, criado com o intuito de garantir atempadamente as necessidades do cliente, com um grau de qualidade e eficácia elevado. Para tal, possui material e pessoal qualificado, composto por um quadro técnico que planifica, projeta e produz soluções em diversas áreas da construção civil, nomeadamente estruturas metálicas, gradeamentos em ferro e todo o tipo de caixilharias de alumínio, entre outros. Como forma de autonomizar a empresa e como estratégia de negócio foi alterada a designação social da empresa a 18.09.2010, passando então a designar-se por EME SINGULAR, Lda. (estruturas metálicas e engenharia). Investe fortemente no aperfeiçoamento constante dos meios técnicos e humanos que resultam num quadro técnico apto para planificar, projetar e produzir soluções em diversas áreas da construção, nomeadamente: ¬ Fabricação e montagem de estruturas metálicas (Naves industriais, Pontes, Parques de estacionamento, edifícios de habitação, etc.; ¬ Fabricação e montagem de portas e janelas de ferro; ¬ Fabricação e montagem de portas e janelas e fachadas em alumínio; ¬ Engenharia e projetos; ¬ Soluções industriais. 40 metálica 32 . dezembro 2013

As empresas que conseguirem superar esta crise tornar-se-ão mais fortes, mais competitivas, com capacidade e qualidade para operar em qualquer mercado.

A Empresa EME SINGULAR procura a melhoria constante nos seus serviços. Desta forma, obtém a certificação no sistema de Gestão da Qualidade com base na NP EN ISO 9001:2008; no sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho com base nas OSHAS 18001: 2007/ NP 4397: 2008 e no sistema de Gestão Ambiental com base no referencial normativo NP EN ISO 14001:2004, efetuado pela APCER no âmbito da conceção, desenvolvimento, produção e montagem de estruturas em ferro e alumínio. Em que áreas se têm destacado a EME SINGULAR? A EME SINGULAR tem tido especial destaque na diversidade e complexidade do tipo de obras que vem realizando, tanto ao nível estrutural como ao nível arquitetural. A nível estrutural, destaca-se a ampliação e o reforço estrutural do antigo cineteatro Luisa Todi em Setúbal, e a nível arquitetural as novas Instalações da empresa Alexandre Barbosa Borges. Esta versatilidade tem sido um trunfo na conquista de novos mercados e fidelização de clientes. Como se diferencia a EME SINGULAR dos seus concorrentes? A EME SINGULAR diferencia-se em vários pontos, como a sua política comercial, direcionada para a necessidade do cliente e não para a especificidade de um produto. Diferencia-se também pela excelente qualidade do serviço prestado e pela sua organização, a par das suas competências técnicas, pelo rigoroso cumprimento dos prazos, pela excelência do pós-venda, pela competência e qualificação dos nossos técnicos,


cmm

pelo constante investimento em novas infraestruturas e em novos equipamentos produtivos, na formação constante dos recursos humanos, na implementação de novas ferramentas de gestão, tornando-nos assim mais competitivos e uma referência num mercado global em permanente evolução e extremamente exigente. Que projetos de relevo distinguem o trabalho da EME Singular? Existem vários, quer no mercado nacional como no internacional. Em Portugal destacaria: ¬ A sede da empresa Alexandre Barbosa Borges, em Barcelos ¬ O cineteatro Luisa Todi, em Setúbal ¬ O parque de estacionamento da Trindade, no Porto ¬ A construção da central de tratamento mecânico e biológico de resíduos urbanos, GESAM, em Évora. ¬ O edifício de cafetarias em Santarém ¬ O parque industrial e edifício de escritórios na Maia ¬ O complexo desportivo de Vila Pouca de Aguiar. Em Angola destacaria: ¬ O condomínio Residencial Morabeza, em Luanda ¬ O empreendimento “Imoluanda“, em Luanda ¬ A embaixada do Brasil, em Luanda ¬ A Casa da Cultura do Brasil em Angola, Luanda Em França destacaria: ¬ O Centro Cultural de Bastia ¬ O Centro de investigação agrícola, ¬ A central termoelétrica LUCCIANA B, Eletricidade de França, ¬ Construção de um “Pôle Communal” ¬ Centro de manutenção para TGV Que desafios futuros aguardam a EME SINGULAR? Apesar da conjuntura económica atual, a EME SINGULAR investiu, no ano de 2013, 3.200.000,00 € + IVA em novas instalações e em novos equipamentos produtivos, tendo criado 10 novos postos de trabalho, e a admissão prevista para 2014 é de mais 20 novos postos de trabalho. O nosso maior desafio passa por cimentar cada vez mais a nossa presença nos mercados externos que estamos a operar, angariando e fidelizando os clientes, numa aposta permanente na modernização dos processos produtivos e na inovação, mas assente, impreterivelmente, num crescimento sustentado da empresa. Como vê o estado atual do mercado da construção metálica e mista? Em Portugal, em termos de construção está estagnado. Nos mercados externos em que operamos, nomeadamente Angola e França, cada vez mais se verifica a utilização da construção metálica em detrimento do betão. As vantagens da utilização da construção metálica são imensas e muitas vezes a única solução viável. A nível mundial este setor está em crescimento, por isso devemos posicionar e direcionar as nossas empresas para operar num mercado global, pois só assim poderemos augurar um futuro promissor.

membros em destaque

A sobrevivência do setor estará numa cooperação entre os diversos concorrentes, ou numa competição capaz de elevar e superiorizar os players mais competitivos? A competição, desde que seja saudável, deverá ser sempre encarada como um meio para o desenvolvimento dos nossos sistemas produtivos, da inovação dos nossos produtos e serviços, tornando-nos, assim, mais competitivos e ”habilitados” para operarmos em mercados mais exigentes, e permitindo às empresas ter uma oferta mais ampla. As empresas que conseguirem superar esta crise tornarse-ão mais fortes, mais competitivas, com capacidade e qualidade para operar em qualquer mercado. A cooperação entre os diversos concorrentes deverá ser sempre considerada num contexto global, porque grande parte das nossas empresas não têm dimensão para fazer face à envergadura dos imensos projetos que existem nesses mercados e, nestes casos, a cooperação é a única solução. Quais os objetivos da EME SINGULAR para os anos de 2014 e 2015? Consolidar a nossa presença nos mercados internacionais em que operamos com sucesso, posicionarmo-nos nos novos mercados onde já temos obras adjudicadas, conquistar novos mercados mas, fundamentalmente, procurar constantemente a fidelização dos clientes e continuar a ser para eles um parceiro e uma solução. Com as novas instalações, com os novos equipamentos e com o volume de obras em carteira esperamos, em 2014, crescer 30%. Como perceciona o papel CMM no contexto nacional do setor da construção metálica e mista? A CMM tem feito um trabalho notável na divulgação e promoção do setor da construção metálica e mista em Portugal. Tem conseguido uma proximidade entre todos os intervenientes da indústria metálica, permitindo uma partilha de know-how e aumentando, assim, o reconhecimento do setor tanto a nível nacional com internacionalmente. A CMM tem sido um apoio imprescindível ao nível da consultadoria para a implementação da norma EN 1090. É de realçar, também, o trabalho que vem sendo desenvolvido na promoção e divulgação do setor em África, contribuindo significativamente para a implementação das empresas portuguesas neste mercado, com incidência nos países lusófonos. Em que mercados estrangeiros a EME SINGULAR pretende atuar? Atualmente, estamos com obras em França e Angola. Recentemente, foi-nos recentemente adjudicada uma obra na Guiné Equatorial, que será iniciada em finais de 2014. Esperamos operar no Brasil em 2015, para uma grande construtora brasileira que já é nossa cliente em Angola. A nossa estratégia comercial visa os mercados do centro da Europa, África, Magrebe e América Latina. www.emesingular.pt 41 metálica 32 . dezembro 2013


cmm

membros

metalomecânica

Arcen Engenharia, S.A. www.arcen.pt

Arestalfer, S.A. www.arestalfer.pt

Bysteel, S.A. www.bysteel.pt

Constálica – Elementos de Construção Metálicos, S.A. www.constalica.pt

EME Singular, Lda. www.emesingular.pt

Faststeel, S.A. www.faststeel.pt

Faustino & ferreira www.faustinoeferreira.com

Frisomat, S.A. – Comércio e Indústria de Materiais de Construção www.frisomat.pt

GARSTEEL – Construções Metálicas, Lda. www.garsteel.pt

Intertelha, Lda. www.intertelha.com

j.f.metal www.jfmetal.pt

Martifer – Construções Metalomecânicas, S.A. www.martifer.pt

METALOCAR – Indústria de Metalomecânica, S.A. www.metalocar.pt

METALOCARDOSO – Construções Metálicas e Galvanização, S.A. www.metalocardoso.com

Metalogalva – Irmãos Silvas, S.A. www.metalogalva.pt

MetaloViana – Metalurgia de Viana, S.A. www.metaloviana.pt

Perfisa – Fábrica de Perfis Metálicos, S.A. www.perfisa.net

SEVEME – Indústrias Metalúrgicas, S.A. www.seveme.com

TEGOPI – Indústria Metalomecânica, S.A. www.tegopi.pt

UEM – Unidades de Estruturas Metálicas uem@normetal.com

importadores e armazenistas de aço

NORFERSTEEL – Construções e Metalomecânica, S.A. www.norfer.com

O Feliz Metalomecânica, S.A. www.ofeliz.pt

acabamento e proteção

Antero & Cª, S.A. www.anteroeca.com

FAF – Produtos Siderurgicos, S.A. www.faf.pt

Florêncio Augusto Chagas, S.A. www.fachagas.pt

CIN – Corporação Industrial do Norte, S.A. www.cin.pt

EUROGALVA – Galvanização e Metalomecânica, S.A. www.eurogalva.pt

J. Soares Correia – Armazéns de Ferro, S.A. www.jsoarescorreia.pt

Parfel – Sociedade de Equipamentos Indústriais, Lda. www.parfel.pt

PECOL – Sistemas de Fixação, S.A. www.pecol.pt

HEMPEL (Portugal), Lda. www.hempel.pt

SIKA Portugal, S.A. www.sika.pt

produtores de aço

Ferpinta – Ind. de Tubos de Aço de Fernando Pinho Teixeira, S.A. www.ferpinta.pt

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equipamentos e manutenção

HEJAMARA - Comércio e Serviços de Equipamentos Industriais, S.A. www.hejamara.com


cmm

membros

projeto e consultadoria

A 400 – Projectistas e Consultores de Engenharia Civil, Lda. www.a400.pt

A2P Consult, Lda. www.a2p.pt

Armando Rito Engenharia, S.A. www.arito.com.pt

Berd – Projecto, Investigação e Engenharia de Pontes, S.A. www.berd.eu

Betar – Consultores, Lda. www.betar.pt

C.G.F. – Coordenação, Gestão e Fiscalização de Obras, Lda. www.cgf.pt

Civi4 – Projectistas e Consultores de Engenharia Civil, Lda. www.civi4.pt

Construsoft – Software para a Indústria de Construção, Lda. www.construsoft.pt

COOL HAVEN – Habitações Modulares e Eco-Sustentáveis, Lda. www.coolhaven.pt

Dendro – Engenharia e Arquitectura, Lda. www.dendro.pt

DhPro – Serviços de Engenharia Civil, Lda. www.dhpro.pt

EDM – 3D, Lda. www.edm–3d.pt

FCGAB www.fcgab.pt

GOP – Gabinete de Organização de Projectos, Lda. www.gop.pt

GRID – Consultas, Estudos e Projectos de Eng., Lda. www.grid.pt

GWIC www.gwicgroup.com

JETSJ Geotecnia, Lda. www.jetsj.pt

J.L. Câncio Martins – Projectos de Estruturas, Lda. www.jlcm.pt

LCW Consult, S.A. www.lcwconsult.com

LEB, Lda. www.leb.pt

Lusomanu, Lda. www.lusomano.com.pt

LUSOMELT – Fornecimento de Bens e Serviços, Lda. www.lusomelt.pt

Mecanotubo – Construção e Estruturas, S.A. www.mecanotubo.pt

MUTO Consultores www.muto.pt

Omega – Serviços de Engenharia, Lda. www.omega.com.pt

Perry da Câmara e Associados, Consultores de Engenharia Lda. www.pcaengenharia.pt

PPSEC – Engenharia, Lda. www.ppsec.pt

PROAFA, Serviços de Engenharia, S.A. www.afaconsultores.pt

PROCIFISC – Engenharia e Consultadoria, Lda. www.procifisc.pt

Proengel – Projectos, Engenharia e Arquitectura, Lda. www.proengel.pt

Safre Estudos e Projectos de Engenharia, Lda. www.safre.pt

SISCAD – Tecnologias de Informação, Lda. www.siscad.pt

TALPROJECTO – Projectos, Estudos e Serviços de Engenharia, Lda. www.talprojecto.pt

TRIA – Serviços, Materiais e Equipamentos, Lda. www.tria.pt

Trimétrica Engenharia Lda. www.trimetrica.com.pt

VESAM Cold–Form, Lda. www.vesam.pt

Instituto Superior Técnico – DECivil – ICIST www.civil.ist.utl.pt

LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil www.lnec.pt

Universidade de Aveiro – Departamento de Engenharia Civil www.civil.ua.pt

instituição de ensino

Escola Superior de Tecnologia de Viseu – I.P.V. www.estv.ipv.pt

Escola Superior de Tecnologia e Gestão – IP Bragança www.estig.ipb.pt

Instituto Politécnico da Guarda www.ipg.pt

Universidade de Coimbra www.uc.pt

Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências e Tecnologia www.fct.unl.pt

Universidade de Trás–os–Montes e Alto Douro www.utad.pt

Todos os contactos e informações sobre produtos e serviços dos membros da CMM podem ser consultados em www.cmm.pt, sendo a informação disponibilizada da responsabilidade de cada membro.

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calendário de eventos

evento

organização

local

data

informações

SteelFab 2014

Expo Centre Sharjah

Sharjah, EAU

20 a 23 janeiro 2014

www.steelfabme.com

Imtex Forming 2014

Indian Machine Tool Manufacturers’ Association

Bangalore, Índia

23 a 28 janeiro 2014

www.imtex.in

Global Steel 2014

Critical Mass Multilink Limited

Nova Deli, Índia

13 a 15 fevereiro 2014

www.globalsteel.in

2014 NASCC The Steel Conference

AISC – American Institute of Steel Construction

Toronto, Canadá

26 a 28 março 2014

www.aisc.org

Metal & Steel Saudi Arabia 2014

Arabian German for Exhibitions & Publishing Co Ltd.

Riade, Arábia Saudita

7 a 10 abril 2014

www.metalsteelsaudi.com

Metal & Steel Middle East 2014

Arabian German for Exhibitions & Publishing Co Ltd.

Cairo, Egito

15 a 17 maio 2014

www.metalsteeleg.com

Eurosteel 2014

University of Napoles Frederico III

Nápoles, Itália

10 a 12 setembro 2014

www.eurosteel2014.it

III Congresso Luso-Africano de Construção Metálica Sustentável

CMM – Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista

Luanda, Angola

novembro 2014

www.cmm.pt

formação

coordenação

local

data

horário

Projeto de estruturas em aço-leve

Prof. Nuno Silvestre (Coordenador Científico)

Lisboa, Portugal

7e8 fevereiro 2014

9:00 às 13:00 e 14:30 às 18:30

Execução de estruturas metálicas, projeto, detalhe, fabrico e montagem

Eng.º Filipe Santos (Coordenador Cientifico)

Lisboa, Portugal

14 e 15 março 2014

9:00 às 13:00 e 14:30 às 18:30

Marcação CE – EN1090: Execução de Estruturas de Aço e de Estruturas de Alumínio, Parte 1 e Parte 2

Prof. Rui Simões (Coordenador Científico)

Lisboa, Portugal

28 e 29 março 2014

9:00 às 13:00 e 14:30 às 18:30

Dimensionamento sísmico de estruturas metálicas

Prof. José Miguel Castro (Coordenador Científico)

Lisboa, Portugal

11 e 12 abril 2014

9:00 às 13:00 e 14:30 às 18:30

Dimensionamento de estruturas metálicas

Eng.º Tiago Abecasis (Coordenador Científico)

Lisboa, Portugal

8 a 11 maio 2014

9:00 às 13:00 e 14:30 às 18:30

Conceção e dimensionamento de ligações em estruturas metálicas e mistas

Prof. Rui Simões (Coordenador Científico)

Lisboa, Portugal

23 e 24 maio 2014

9:00 às 13:00 e 14:30 às 18:30

44 metálica 32 . dezembro 2013

cursos de formação CMM

agenda


técnica

pontes rodoviárias mistas

Consultoria EN1090 e  Sistemas de Gestão da Qualidade

Gestão

Sustentabilidade

Inovação e Normalização

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