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Jornal do São Francisco

(77) 3628 5855 LEM E BARREIRAS

ESPECIAL

Ed. 128, de 1o a 15 de maio 2013

Contas de março fecham o verão

De 1o a 15 de maio de 2013 • Ano 7 • Edição 128

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JOIAS E SEMI-JOIAS, CONSERTO E FABRICAÇÃO DE JOIAS

JORNAL DO

jornaldosaofrancisco.com.br • 77 3612 3066 • R$ 2,00

São Francisco A VOZ DE INTEGRAÇÃO DO OESTE BAIANO

Fiol começa a entrar nos trilhos Cidades da Bahia pelas quais passam a ferrovia: Barreiras, Correntina, Jaborandi, Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Bom Jesus da Lapa, Carinhanha, Coribe, Guanambi, Malhada, Palmas de Monte Alto, Riacho de Santana, Santa Maria da Vitória, Santana, São Félix do Coribe, Serra do Ramalho, Aracatu, Brumado, Caetité, Dom Basílio, Ibiassucê, Ituaçu, Lagoa Real, Livramento de Nossa Senhora, Pindaí, Rio do Antônio, Barra da Estiva, Contendas do Sincorá, Iramaia, Jequié, Manoel Vitorino, Maracás, Mirante, Tanhaçu, Aiquara, Aurelino Leal, Barra do Rocha, Gongogi, Ibirapitanga, Ilhéus, Ipiaú, Itabuna, Itacaré, Itagi, Itagiba, Jitaúna, Ubaitaba, Ubatã e Uruçuca.

TO Fogueirópolis

BA

Luís Eduardo Magalhães Barreiras

Ilhéus

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Contra o boicote à imprensa regional

Editorial questiona motivo que leva algumas autoridades a preterir veículos de comunicação da capital e com insignificante circulação na região PÁGINA 02

AGRONEGÓCIO

ENTREVISTA

Maurício Aguiar quer Barreiras com mais qualidade de vida PÁGINA 7

Bahia Farm Show projeta expansão para a 9a edição

Tocantins e Bahia encerram litígio de terras

Estiagem e lagarta Helicoverpa não são consideradas ameaças

O acordo fixa como irrevogável a linha traçada pelo IBGE

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2 Ed. 128, de 1 a 15 de maio 2013

Jornal do São Francisco

o

OPINIÃO

Dois Pesos, Duas Medidas

O

PÉRICLES MONTEIRO

ditado vale para a forma como alguns assessores de autoridades tratam a imprensa local. Preterem os representantes da mídia regional em favor de jornais e emissoras de rádio e de televisão dos grandes centros. Isso ficou claro no seminário da Fiol, realizado no Bartira Fest, no último dia 26 de abril. A todo instante o jornal A Tarde era citado, como se fosse o único representante da imprensa presente ao evento. Não. Não era. Parecia que os jornais e rádios de Barreiras e região eram invasores em uma festa destinada a somente amplificar pela mídia da capital um projeto que carece, ainda, de autorizações e desafios. Como se o evento servisse tão somente para a divulgação aos eleitores de outras regiões da Bahia, o que está sendo feito pelo Oeste, o que é um sofisma. Obra é obrigação e não um favor. O curioso e irônico é que nas semanas anteriores os recém empossados ministros da Agricultura e dos Transportes, Antônio Ferreira e César Borges concederam entrevistas exclusivas ao Jornal do São Francisco, sem questionar onde era a sede do jornal. Pelo contrário. Os assessores fizeram questão de atender qualquer telefonema da equipe do Jornal do São Francisco. Não houve discriminação. Na solenidade, com o cerimonial azedado

Ministro César Borges confere as notícias da região no Jornal do São Francisco

pelo desencontro de interesses políticos, em nenhum momento o mestre de cerimônias improvisado, o deputado federal João Leão lembrou dos profissionais da imprensa de Barreiras e de Luís Eduardo. No estacionamento, estavam parados vans e ônibus, possivelmente arrendados com o dinheiro que não

financia atos democráticos. A discriminação ficou evidente quando um dos integrandes da organização convidou representantes do jornal da capital baiana e de outros veículos eletrônicos de informação para participarem de um almoço no restaurante do Hotel Morubixaba. O Jornal de São Francisco não tem como política participar de eventos para os quais não é chamado, ainda mais quando é nitidamente ignorado por quem os organiza. O fato acontecido é contumaz. Ultrapassa a linha entre a liberdade de expressão e a influência política. Confunde-se privilégio com censura, apesar das semelhanças. Preterir é uma das formas mais indignas de censurar a imprensa. Conceder privilégios também. Como está descrito na obra O Príncipe, de Maquiavel, que tem exatos 500 anos. Não é novidade manipular a realidade. O Jornal do São Francisco repudia qualquer privilégio de acesso à informação feito por profissionais, empresas ou partidos políticos. O Jornal do São Francisco agradece, ainda, à equipe do Jornal A Tarde presente em Barreiras que, por ironia, forneceu algumas informações não repassadas a este jornal. Mostraram-se jornalistas e não manipuladores. Dois pesos, duas medidas. Será assim em 2014? Apostamos que não. ■

ARTIGO

*Xico Graziano Surgiu uma nova praga na agricultura brasileira. A pequena lagarta, do gênero Helicoverpa, arrasou plantações de soja e algodão, especialmente no oeste baiano. Ninguém sabe ao certo como ela chegou, nem descobriu como combatê-la. Parece castigo na roça. Há meses, ainda na fase inicial das lavouras, imaginou-se que o bichinho, devorador de folhas e botões florais, fosse o mesmo encontrado nos milharais, a conhecida lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea). Por alguma razão, teria a praga, supostamente, trocado sua predileção alimentar. Enquanto a agronomia destrinchava a questão, as lagartas mostravam sua voracidade: roças de algodão no município de Luís Eduardo Magalhães (BA) tiveram perdas de 50%. O problema espalhou-se. Estragos foram relatados em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Paraná. Os prejuízos na safra estimam-se em R$ 1 bilhão. Terminou a incredulidade quando os técnicos da Embrapa descobriram que a famigerada lagarta representa outra espécie, a Helicoverpa armigera, até então desconhecida no Brasil. Tratando-se de praga exótica, acabou enquadrada na classificação denominada "quarentenária A1", permitindo ao Ministério da Agricultura liberar, emergencialmente, a importação e o uso de inseticidas eficazes no controle do bicho. Tais produtos químicos se utilizam há tempos nos Estados Unidos, no Japão, na Austrália, na União Europeia. Curiosamente, porém, os técnicos do Ibama e da Anvisa tentaram impedir a medida governamental. Dane-se o agricultor, devem pensar. Larvicidas biológicos (Bacillus thuringiensis) e outros defensivos já registrados no Brasil, embora utilizados para combater distintas lagartas, também foram liberados para uso imedia-

JORNAL DO

São Francisco jornaldosaofrancisco.com.br

Lagarta exótica to nas lavouras. A Embrapa, preocupada com as futuras safras, pois esta, bem ou mal, já foi colhida, definiu um programa de ações emergenciais para conter o avanço da nova praga. Locais com elevada infestação devem realizar nos próximos meses um "vazio sanitário" de, no mínimo, 60 dias, período durante o qual nenhuma lavoura de soja, algodão ou milho poderá ser plantada na área. O objetivo é reduzir a capacidade de multiplicação do inseto. Como se sabe, as lagartas logo se encasulam, depois sofrem a metamorfose e se transformam em borboletas, ou mariposas, e estas saem a botar nas folhas seus ovos, de onde nascem as famintas lagartinhas. Pois bem, a técnica do vazio sanitário procura interromper esse ciclo vital, contínuo, das pragas. Ajuda, mas não resolve tudo. Há muito os cientistas pesquisam a razão do surgimento das pragas agrícolas. No Brasil, Adilson Paschoal tratou do assunto em seu pioneiro livro intitulado Pragas, Praguicidas e a Crise Ambiental (FGV/1979). O professor da Esalq/USP já mostrava, naquela época, o incessante aumento do número de pragas agrícolas, atribuindo tal fenômeno ao desequilíbrio biológico causado pelo avanço da agricultura sobre áreas naturais, somado ao efeito perverso dos inseticidas químicos de então. Tal combinação promoveu à categoria de pragas, insetos antes considerados inofensivos. "Um fato esquecido pelos erradicadores de pragas", escreveu Paschoal, "foi que os insetos

estão neste mundo há cerca de 400 milhões de anos, e o homem (Homo) há apenas dois milhões." Fantástico isso. Em decorrência, a capacidade de adaptação e a resistência genética dos insetos são incríveis. Mesmo que os agrotóxicos clorados, por serem persistentes no ambiente, bem como os produtos fosforados, muito tóxicos e abrangentes, tenham sido proibidos, substituídos por defensivos agrícolas mais seletivos e degradáveis, novas pragas teimam em irromper nas lavouras. Acontece que, nas condições tropicais de agricultura, com calor e umidade elevada, a diversidade de espécies e as interações dos organismos vivos são tremendamente maiores que no clima temperado. Nos Estados Unidos ou na Europa quando chega o inverno os vegetais perdem as folhas, o solo gela, a neve paralisa a evolução das cadeias tróficas. Existe por lá um "vazio sanitário" natural, de origem climática. No Brasil, ao contrário, o tempo quente amaina, mas nunca cessa: plantam-se duas a três safras no mesmo local; insetos, fungos e bactérias reproduzem-se continuadamente. Potencializa o desequilíbrio ecológico. Patógenos desconhecem as fronteiras geográficas. Basta verificar a história mais recente da agricultura nacional para verificar a incessante chegada de novas encrencas biológicas. O bicudo do algodoeiro, voraz besourinho, desembarcou no Brasil em 1983, causando grande desastre na cotonicultura. Na bananeira, o mal da sigatoka negra, a mais temida doença

chefia-edicao@jornaldosaofrancisco.com.br redacao@jornaldosaofrancisco.com.br Praça Dr. Augusto Torres, 38 - Centro Histórico Barreiras - Bahia - CEP 47.805-230 FONE/FAX: (77) 3612-3066

fúngica do mundo, surgiu em 1998, adentrando pela Amazônia, apavorando os fruticultores nacionais. Na citricultura, a doença do amarelinho, também conhecida como clorose variegada dos citros (CVC), apelidada de aids da laranja, constatou-se nos pomares paulistas pela primeira vez em 1987. Na Bahia, a terrível doença da vassoura-de-bruxa, descoberta em 1991, quase destruiu a cacauicultura nacional. Variedades geneticamente resistentes, métodos de cultivo alternativos, novos defensivos químicos - em cada caso, a pesquisa agronômica acabou encontrando boas soluções para proteger a capacidade produtiva no campo. Mas a defesa fitossanitária, para ser eficiente, exige laboratórios de categoria, técnicos preparados, recursos financeiros. Nem sempre foi fácil superar as adversidades. Muito menos recuperar os prejuízos dos agricultores. Gafanhotos fazem parte das dez pragas bíblicas do Egito. Rezas se justificam. Mas a História mostra que somente o conhecimento científico enfrenta a lagarta Helicoverpa. *Xico Graziano é agrônomo e foi secretário de Agricultura e do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. E-mail: xicograziano@terra.com.br.

CORREÇÕES Na edição anterior, na página 2, não foi publicado o balão com as falas da charge. O homem da charge, dirigindo-se à mulher, aponta para a cela e diz: “O que achou amor? É bem mais segura do que nossa última casa, né”? Pedimos desculpa pelo erro.

Editora: Heloíse Steffens | Repórteres: Ivana Dias, Virgília Vieira, Raul Marques, Luciano Demetrius | Diagramador: Nicélio Ramos | Colunistas: Durval Nunes, Carlos Augusto, Tizziana Oliveira e Romênia Mariani | Publicidade: Angélica Rambo e Aline Mello Secretária: Priscila Pereira | Impressão: Imprima Gráfica | Tiragem: 15 mil exemplares


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ECONOMIA

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Cesta básica subiu 7,25% em março Maiores altas foram do tomate e do açúcar; compradores passaram a substituir produtos de valores elevados RAUL MARQUES

Raul Marques

variação de preços no mercado interno. “Este mês, por exemplo, o preço do óleo de soja está em queda livre. Há muita oferta no mercado, o que gera a redução”, explica. A menor participação relativa, nos gastos totais da cesta básica, ficou com o óleo de soja, apenas 0,96% do total.

P

rimeiro, foi o tomate. Depois, a banana, seguida da farinha, do feijão... Quem vai ao supermercado no Brasil, percebe que os preços de diferentes itens estão mais caros. As explicações são sempre as mesmas: seca, excesso de chuva, clima e demanda, entretanto, ninguém nega que esteja havendo um processo especulativo nos produtos que estão na chamada entressafra. Por causa destas explicações, ainda que fundamentadas em fatos isolados, o morador de Barreiras ou quem fez compra na região, pagou 7,25% a mais no preço da cesta básica em março, no confronto com o mês anterior - percentual que equivale a quase toda a variação dos seis primeiros meses de 2012, que foi de 7,22%. No ano, até março, a cesta acumulava alta de 2,83%. Foi o que apontou o levantamento realizado mensalmente pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb) – Campus IX, de Barreiras, sob a coordenação do economista Carlos Alberto Ferraz, aos principais supermercados da cidade. O estudo de preços segue a metodologia utilizada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) para acompanhamento da Cesta Básica Nacional, definida com base no Decreto Lei Nº 399, de 30 de abril de 1938, que regulamenta o salário mínimo. A Ração Mínima definida para a Região 2 onde se situa o Estado da Bahia, compreende 12 produtos alimentares: carne, leite, feijão, arroz, farinha, pão francês (pão de sal), tomate, café, banana, açúcar, óleo de soja e manteiga. Segundo o economista, os produtos têm apresentado alta em função de problemas de clima, como chuvas e seca, mas as elevações exageradas são frutos de processo especulativo. “Há um grupo que tem interesse na alta de preços, e a vontade de que os preços subam acaba se aliando, ainda que só factualmente, com a elevação da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom), para o controle da inflação. Cada ponto percentual mais alto da Taxa Selic representa custo muito maior para o consumidor final e para a cadeia produtiva”, disse. O consumidor sentiu na prática este custo maior. De acordo com a pesquisa da Uneb, em março deste ano, a cesta básica custou aos barreirenses R$ 278,09 - o que representa 90 horas e 14 minutos de trabalho para quem ganha salário mínimo, quase quatro dias de trabalho ininterruptos, se a jornada fosse de 24 horas. Levando-se em conta que são oito horas diárias de trabalho, significa que foi preciso trabalhar 11 dias, mais que um terço do mês para comprar a cesta básica. De acordo com a pesquisa, os produtos que apresentaram maior alta de preços em relação a fevereiro de 2013 foram carne bovina, com 14,40%; leite, 2,79%; tomate, 23,36%; pão, 1,39%; banana prata, 10,68% e, açúcar, 21,39%. A carne praticamente recuperou-se da forte baixa que havia tido no mês anterior por conta da seca e da lagarta, que levaram os pecuaristas a antecipar a venda. O campeão em elevação, o tomate, é um dos mais sensíveis a qualquer adversidade climática. “O tomate, as

Consumidor prevenido

Rosangela Fagundes de Brito

CESTA BÁSICA* Barreiras – Bahia

PRODUTOS

QUANTIDADES

PREÇO MÉDIO(R$)

Carne Leite Feijão Arroz Farinha (de mandioca) Tomate Pão francês Café moído Banana da prata Açúcar cristal Óleo de cozinha Manteiga

4,5 kg 6 l 4,5 kg 3,6 kg 3 kg 12 kg 6 kg 300 g 7,5 dz 3 kg 900 ml 750 g

14,06 2,58 4,46 1,75 4,37 5,28 7,29 3,60 3,73 2,27 2,68 11,73

CUSTO TOTAL

63,27 15,48 20,06 6,31 13,10 63,32 43,71 3,60 28,02 6,81 2,68 11,73

HORAS DE TRABALHO NECESSÁRIAS

20 h e 31min. 5h e 1min. 6 h e 30 min. 2 h e 2 min. 4 h e 17 min. 20 h e 32 min. 14 h e 10 min. 1 h e 10 min. 9 h e 5 min. 2 h e 14 min. 54 min. 3h. e 48 min.

MÊS: Março/2013 MENOR LOCAL PREÇO R$ Carne (kg) 11,99 Superbom Leite (litro) 1,99 Sacola Cheia Feijão (kg) 1,99 Atacadão Arroz (kg) 1,67 Felicidade Farinha (de mandioca) (kg) 3,60 Superbom Tomate (kg) 1,95 Atacadão Pão francês (kg) 5,99 Igacenter Café moído (250 g) 2,35 Atacadão Banana da prata (dz) 1,65 Superbom Açúcar cristal (kg) 1,69 Atacadão Óleo de cozinha (ml) 2,99 Igacenter Manteiga (500g) 5,99 (500 gramas) Atacadão PRODUTOS

Fonte: *Elaboração: Professor Msc. Carlos Alberto L. Ferraz - Conforme Decreto Lei No 399, de 30 de abril de 1938. Economista Responsável: Carlos Alberto Leitão Ferraz - CRE/PE No 3.232

verduras em geral, apresentam alta sensibilidade ao clima adverso, seja pela chuva ou sol demais, condição em que amadurece muito rápido. Foi sazonal a elevação. Lembre-se que estamos em uma das mais graves secas da história”, relembra. Já o lado inverso da pesquisa realizada pela Uneb, mostra os produtos que apresentaram maiores reduções de preços. São eles: feijão (-13,06%) - apesar da forte alta no mês de abril, arroz (-21,52%), farinha de mandioca (-0,68%), café (-3,49%), óleo (-19,76%) e manteiga (-3,14%). O maior declínio aconteceu com o arroz: -21,52%. Carlos Alberto Ferraz lembra que, além das condições internas, a demanda internacional também funciona como fator de

Escaldado por diversos planos econômicos e pela tentação das falsas promoções, o consumidor brasileiro parece ter aprendido a lidar com preços elevados e a fazer a substituição de produtos. Entre os consumidores ouvidos pelo Jornal de São Francisco, na saída de supermercados da cidade, todos defendiam a pesquisa. Mas há outra unanimidade: todos reclamaram da alta exagerada dos preços de alguns produtos. A dona de casa Rosângela Fagundes de Brito é uma das amantes da pesquisa de preços como maior defensora do próprio bolso. “Eu pesquiso antes de comprar. Não há como fugir da elevação de preços. É incrível. É como aquele ditado: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, disse, reclamando dos preços dos itens de alimentação e material de limpeza. Uma família de sete pessoas desfilava com três carrinhos cheios de compra no estacionamento do mercado. Dois adultos e cinco crianças que percorrem a cada dois meses, 480 quilômetros para comprar em Barreiras, já que os produtos, segundo a empresária Tatiana Ferreira, ficam mais em conta. Ela não poupa reclamações quanto ao aumento de preços nos últimos dias. “Está tudo subindo devagarinho. A gente só percebe alta quando é exagerada. Se eu tivesse que escolher um vilão para este aumento de preços seria o feijão. Subiu demais”, reclama. Perguntada se substitui, no caso, o feijão carioquinha por outro tipo como o preto, mais barato, Tatiana diz que fez isso com todos os produtos que apresentam valores muito altos. O marido de Tatiana, Marcio Souza Fraga, conhecido como Bebeto por ser fã do jogador de futebol nos anos 90, disse que prefere comprar em Barreiras por causa dos preços muito altos em sua região. O empresário do setor elétrico-automotivo entende que a inflação está dando as caras na mesa dos brasileiros. O casal Milson Gomes do Nascimento e Jacilane Quinto dos Santos Gomes foi outro a reclamar do preço do feijão. Como costumam fazer compras semanalmente, revelaram sentir mais fortemente a alta de preços. “Só este fato de toda a semana virmos ao mercado nos dá a vantagem de saber o que subiu ou o que caiu de preço. Fujo do preço alto”, disse Jacilane. A doméstica Luzineide Pereira Ferreira sentiu a elevação de preços na farinha de mandioca. “É a alta de preços que só os baianos sentem”, evidencia, reclamando ainda acerca dos preços das verduras e dos legumes. Ela lamenta também da alta de preços da carne bovina. “Todos mês é isso. Tem sempre uma surpresa nos preços”, ressalta. A estudante Kedma de Oliveira Silva entende que a única saída para comprar mais barato é pesquisar. “É o que acontece. Além de gastar, temos que saber onde gastar”, disse. ■


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LOCAL

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Estudantes protestam por melhorias no ensino público superior FOTOS: VIRGÍLIA VIEIRA

Luciano Demetrius

C

erca de 40 estudantes do Campus IX da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), de Barreiras, protestaram durante o I Seminário Fiol (Ferrovia Integração Oeste Leste), no Espaço Bartira Fest, na sexta-feira, 26. Em silêncio, os acadêmicos seguravam cartazes pedindo apoio ao ensino público. O movimento foi organizado pelo Diretório Acadêmico (DA) com apoio dos cursos de letras, biologia, matemática, ciências contábeis e agronomia. Estrategicamente, os manifestantes se distribuíram em dois lados do auditório, para que ficassem visíveis ao público e aos integrantes da mesa do seminário. A estudante do 3º semestre de letras, Daniela Scatarregi disse que não há mais condições de frequentar as aulas. “Nós estudamos em um curral. Faltam equipamentos nos laboratórios de quase todos os cursos e, quando há algum material, a maioria está defasada”, reclama. Ela criticou ainda apenas a preocupação com a implantação da ferrovia. “Não acho justo que se preocupe com a Fiol, enquanto a educação está em caráter de miséria. A Uneb está abandonada, basta ir lá para comprovar. Mas o governador não quer enxergar esta triste realidade, do ensino que está sucateado, principalmente na região Oeste da Bahia”, lamenta. Quem também define as dependências do campus IX como “curral” é Adriele Cruz, do 3º semestre de agronomia. “A gente tem aulas em um curral. O laboratório de fisiologia é um desastre. Não há nem animais para os experimentos. O aprendizado só acontece na teoria, porque na prática não há como”, afirmou. “Isso sem contar as péssimas condições de trabalho dos professores e a falta de uma política justa de salário a eles”, completou. Nas faixas, as frases “Wagner, pague o que deve aos professores”; “Somos importantes para o desenvolvimento da região”; “Não deixemos a educação para fora dos trilhos” e “Meu ouvido não é pri-

Cerca de 40 estudantes do Campus IX da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), de Barreiras, protestaram durante o I Seminário Fiol (Ferrovia Integração Oeste Leste)

balhos) não comentam, mas veem que a comunidade acadêmica está indignada com o descaso com a educação”, disse um estudante que preferiu não se identificar. Outro lado

O movimento foi organizado pelo Diretório Acadêmico (DA) com apoio dos cursos de letras, biologia, matemática, ciências contábeis e agronomia

vada” eram algumas das escritas pelos manifestantes. Até o slogan da campanha pela implantação da Fiol (“A Bahia quer, o Brasil precisa”) foi usado ironicamen-

te pelos manifestantes: “A Bahia quer, o Brasil precisa de educação”; “(Fiol) A elite quer, a burguesia precisa”. “Eles ali em cima (apontando para a mesa de tra-

PTC quer Maria Quitéria candidata à sucessão estadual em 2014 Luciano Demetrius A pouco menos de um ano e meio das eleições de 2014, o Partido Trabalhista Cristão (PTC) anuncia que vai concorrer com candidatura própria ao Governo da Bahia. E garante o interesse pela prefeita de Cardeal da Silva e também presidente da União dos Prefeitos da Bahia (UPB), Maria Quitéria Mendes de Jesus, atualmente no PSB. “Ela representa o novo, o inusitado. E isso tem a ver com a ousadia do PTC. Ela quebrou a hegemonia masculina do coronelismo da região de Entre Rios”, defendeu o presidente estadual do partido, Rivailton Veloso, em visita à redação do Jornal do São Francisco no

último dia 26, em ocasião da realização do I Seminário Fiol. Segundo o vice-presidente da legenda no Estado, Ricardo Grey, o nome da prefeita já foi aprovado em convenção do partido. “No encontro nacional em março, em Salvador, Maria Quitéria esteve presente e a executiva estadual do partido resolveu lançá-la pré-candidata. O PSB sabe do nosso interesse e vamos lutar para tê-la em nossos quadros”, afirma. Porém, se a candidatura de Maria Quitéria não se concretizar, a legenda buscará outros nomes para concorrer ao Governo da Bahia. “Temos um quadro interno com capacidade para concorrer às eleições”, frisa

Veloso. Além da candidatura própria, o PTC pretende eleger na Bahia ao menos um deputado federal e dois deputados estaduais. “Estamos garimpando nomes de candidatos, inclusive na região Oeste”, garante Grey. A construção da ponte Salvador-Itaparica, a ampliação do metrô na capital baiana e a viabilização da federalização da educação são as principais propostas do PTC ao Governo da Bahia, em 2014. “Precisamos acabar, no ensino, com a dependência do governo federal”, diz Veloso. Em 2012, o partido elegeu na Bahia 88 vereadores e um prefeito (Acajutiba) e teve 174.206 votos (destes, 168.743 nominais e 5.463 de legenda). ■

A reportagem procurou pelas assessorias de comunicação dos organizadores do evento, mas ninguém quis se pronunciar a respeito do protesto. Em comum, disseram que o ato faz parte do processo democrático e que é válido para um evento aberto ao público. Também foram vistas faixas de um grupo solicitando agilidade da Justiça Eleitoral no caso das eleições municipais de Muquém de São Francisco e de um grupo independente contrário à implantação da Fiol. Ao final da explanação do governador Jaques Wagner, os manifestantes se aproximaram dele e, pela primeira vez, disseram palavras de ordem. O governador cumprimentou convidados, concedeu rápidas entrevistas e não atendeu a nenhum dos manifestantes. ■

SAC de Barreiras volta O posto do SAC de Barreiras retomou suas atividades na segunda-feira, 29 de abril. A unidade passou por reforma na estrutura física. O atendimento é de segunda a sexta, das 7h às 15h30, no Centro Empresarial Barreiras, na Rodovia BR-020. A unidade oferece 145 serviços de nove órgãos, entre eles a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Detran, Planserv, Previdência Estadual, SineBahia, Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Tribunal de Justiça da Bahia (TJ/ BA), Sefaz Estadual e Ouvidoria da Polícia Militar. O posto do SAC atende, em média, 8,5 mil pessoas por mês na unidade. Os serviços mais procurados são emissão de carteira de trabalho, solicitação de seguro desemprego e intermediação de mão de obra. ■


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Minha Casa Minha Vida entrega 742 unidades FOTOS: VIRGÍLIA VIEIRA

Ivana Dias

A

Caixa Econômica Federal realizou a entrega de 742 casas do Programa Minha Casa Minha Vida, no Residencial Arboreto Barreiras I e Barreiras II, situado às margens da BR 135, saída para Riachão, no último dia 26, com a presença do presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Jorge Hereda, do governador do Estado da Bahia, Jaques Wagner e do superintendente regional, Walter Luiz Siqueira, além de outras autoridades estaduais e municipais e as famílias beneficiadas. Das 742 unidades, 718 são do tipo village, com área privativa de cerca de 47m2, com dois quartos, sala, cozinha, banheiro social e área de serviço externa. As demais 24 unidades foram adaptadas para portadores de necessidades especiais e possuem todos os cômodos no térreo. O empreendimento foi entregue com infraestrutura urbana (pavimentação, iluminação externa, transporte público, energia elétrica) e sanitária (atendimento da rede de água e esgoto e drenagem), além de quiosques, campo de futebol e parque infantil. “São as primeiras unidades do Programa Minha Casa Minha Vida a serem entregues na região Oeste da Bahia, realizado em parceria com o poder público. As unidades foram construídas com o objetivo de diminuir o déficit habitacional da região”, ressaltou o superintendente regional da CEF, Walter Luiz Siqueira da Silva. Os residenciais fazem parte do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) e beneficiarão cerca de três mil pessoas. O empreendimento foi construído com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) para famílias com renda de até R$ 1,6 mil. Aproximadamente R$ 30 milhões foram investidos no empreendi-

mento e 1,2 mil empregos diretos e indiretos foram gerados. “A Bahia era o estado com a maior deficiência de moradia, principalmente, entre as pessoas mais humildes. Tudo isso aqui deu emprego a muita gente que ganhou cidadania e dignidade. Quando moramos de aluguel, não temos segurança. Pode faltar o pão, mas não falta o dinheiro do aluguel. O que é nosso nos traz tranquilidade, pois a gente sabe que daquele canto ninguém nos tira”, ressaltou o governador às famílias beneficiadas. Para Irenilde de Carvalho Klemez, 29, receber a casa é sinônimo de segurança. Inquilina no bairro Santa Luzia, ela irá morar em uma das unidades adaptadas para portadores de necessidades espe-

ciais com a sua mãe e irmãos. “Se Deus quiser eu vou mudar para a minha casa com meus irmãos e minha mãe. Estou ansiosa para mudar logo. É desconfortável e preocupante ficar morando na casa dos outros. Viver de aluguel é um futuro muito incerto. Estava muito preocupada com o meu futuro, mas agora, estou organizando tudo em minha vida”, disse. O PMCMV atende cidades de até 50 mil habitantes. De acordo com o superintendente da CEF, existe a perspectiva de construir um subprograma em municípios com o número de habitantes inferior a 50 mil, que seria chamado de Minha Casa Minha Vida Entidades, uma nova postura de contratação na superintendência. ■

Irenilde de Carvalho Klemez, habitará uma das 24 unidades adaptadas para portadores de necessidades especiais

Empresário de Barreiras morre em acidente aéreo LUCIANO DEMETRIUS

REPRODUÇÃO/FACEBOOK

Luciano Demetrius O empresário de Barreiras, Dirceu Montani Filho, 30 anos, morreu em acidente aéreo na manhã de quinta-feira, 25, no aeroporto de Luís Eduardo Magalhães. Segundo informações, o acidente teria acontecido por volta das 6h50. O empresário pilotava o modelo Elite VFR RV10, tomado por empréstimo de um amigo. Montani Filho tinha um avião próprio, que passava por revisão. No dia do acidente, ele dirigia-se a Barreiras para o embarque de outras pessoas que rumariam a uma fazenda da família no Piauí. O avião caiu a cerca de 100 metros à margem esquerda da pista, vindo a explodir em seguida. Montani Filho era casado e pai de uma menina de um ano e dois meses. No dia do acidente, a filha e a esposa dele estavam no interior do Paraná. Além de ser reconhecido como um jovem empresário bem sucedido, Montani Filho era tido como uma pessoa de fácil convivência. “Ele era maravilhoso, um coração que não cabe no peito”, disse a secretária do escritório da família Montani, Elizabeth Cristina. A presidente da Associação Baiana dos Produtores de

Dirceu Montani Filho

Ao cair, a aeronave do empresário Dirceu Montani Filho explodiu em sequida Algodão (Abapa), Isabel da Cunha, disse que o empresário “era um filho que qualquer pai gostaria de ter, um exemplo de vida a ser seguido por muitos jovens da idade dele”. Para o delegado Rivaldo Luz, da dele-

gacia de polícia de Luís Eduardo Magalhães, que investiga o acidente, o que surpreende é que o piloto tinha experiência. “Apesar da pouca idade, o piloto tinha bastante tempo de atuação na aviação”, disse. Pessoas ligadas ao empresário afir-

mam que o jovem era experiente e tinha por hábito viajar por conta própria para o Piauí. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou perícia nos restos do avião e no corpo da vítima e, até meados de maio, emitirá um laudo apontando as causas do acidente. Agentes do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) também investigarão o caso. ■


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Entrevista

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“Imagino Barreiras com mais qualidade de vida daqui a quatro anos”, diz Maurício Aguiar Há quatro meses a frente da pasta de Infraestrutura, o secretário diz conhecer todas as necessidades do município e reafirma o compromisso com as melhorias urbanas para benefício do cidadão VIRGÍLIA VIEIRA

Virgília Vieira

dos, que todos os municípios precisam apresentar até 2014. A formatação desse plano é um trabalho coletivo entre as secretarias de Meio Ambiente e Infraestrutura. De forma emergencial, a cidade foi limpa, mas ainda existem problemas seríssimos relacionados ao tratamento do lixo, que precisam ser resolvidos. A coleta seletiva, tirando alguns municípios muito pontuais, como Curitiba, é um processo muito difícil de gerenciar. Pra se ter ideia, a cidade de Porto Alegre faz a gerência da coleta seletiva e consegue retirar apenas 8% do lixo - um número baixo, que precisa ser trabalhado com Ongs, cooperativas e comunidade. Em nossa cidade, ao longo deste ano, haverá processo licitatório simplificado para coleta e destinação final. Enquanto isso, finalizaremos o processo de elaboração do Plano de Manejo, que vai definir sobre a coleta seletiva e resolver outros problemas, como a questão das pessoas que residem no lixão.

D

esde janeiro deste ano, a Prefeitura Municipal de Barreiras, na gestão do prefeito Antônio Henrique, deu início ao Programa de Reorganização e Revitalização da cidade. Há quatro meses a frente da pasta de Infraestrutura, o secretário e engenheiro civil, Maurício Aguiar comenta sobre algumas dessas mudanças. Destaque para obras de recuperação asfáltica, trânsito, estacionamento, anel viário, coleta de lixo e iluminação pública. Acompanhe. Jornal do São Francisco: Quais foram as principais iniciativas adotadas desde o início deste mandato? Maurício Aguiar: As mudanças são visíveis. Começamos com a reorganização do Centro de Abastecimento de Barreiras (CAB) e a urbanização da cidade, com a retirada do imenso volume de lixo que se acumulava há mais de três meses nas portas das casas e, a desobstrução das calçadas e ruas, com a remoção de vans e vendedores ambulantes em lugares inapropriados. Também tratamos da parte burocrática da secretaria, como trâmites de documentos, seguindo à risca o que a lei preconiza, tentando defender os interesses, tanto do município, quanto do cidadão. As mudanças iniciais foram estas. JSF: Quais são as principais metas do Programa de Reorganização e Revitalização? MA: Esse programa é dividido em partes. Atualmente, estamos finalizando o projeto “Barreiras Urgente”, apelidado de Faxinaço, que foram as medidas tomadas inicialmente, como a operação tapa-buracos, limpeza das ruas, etc. A partir deste momento, na medida do possível e dos recursos que existem, trabalharemos com a revitalização e a qualificação dos serviços públicos. JSF: Existe algum planejamento para a melhoria do trânsito e a falta de estacionamento? MA: O trânsito de Barreiras foi municipalizado, mas essa transição ainda não foi efetivada. Atualmente, o órgão que faz a gestão de multas e demais assuntos é o Departamento de Trânsito (Detran/BA), através da Polícia Militar, que realiza a fiscalização. Hoje temos um número reduzido de agentes. Estamos aguardando a transição para que a prefeitura possa gerir e ordenar o trânsito. Uma equipe de engenheiros de tráfego de Salvador chegará a Barreiras dentro de poucos dias, para iniciar os primeiros passos desse ordenamento. A cidade possui hoje uma frota de 58 mil veículos emplacados, uma média de um veículo para cada três habitantes, então é impossível que as ruas comportem todos esses carros ao mesmo tempo. Por isso, as medidas devem ser conjuntas. Não podemos esquecer que o problema

Secretário de Infraestrutura, Maurício Aguiar do trânsito hoje é mundial. É preciso pensar também em ordenamento do transporte coletivo. Hoje a concessão é precária, mas existe uma obrigação legal junto à União dos Municípios para a criação do Plano de Transportes, que será elaborado e discutido.

MA: São duas questões a serem avaliadas: tempo e dinheiro. Hoje temos tempo, mas não temos dinheiro. A cidade estará pronta quando nós conseguirmos arrecadar recursos federais e municipais, de forma suficiente, para fazemos frente ao trabalho. Não podemos precisar data, nem valores, mas o serviço não é barato e os números vão além da capacidade de investimento do município atualmente.

JSF: De que forma tem ocorrido a operação tapa-buracos? Quais são os bairros prioritários? MA: Sabemos que toda a cidade precisa de recuperação JSF: A cidade de Barreiras asfáltica, mas as ruas das livive na escuridão. Quando a nhas de ônibus são prioriprefeitura pretende mudar dade. Recuperamos alguns isso? pontos, como o Conjunto Rio MA: Eu posso afirmar que, em Grande, as Avenidas Capitão menos de quatro anos, a ciManoel Miranda e Castelo dade de Barreiras estará toda Branco. Agora estamos traba- Maurício Aguiar iluminada. Essa é uma neceslhando na Avenida José Boni- Secretário de sidade urgente, pois envolve a fácio, depois seguiremos para Infraestrutura questão da segurança. Temos as Ruas Rui Barbosa, Barão de combatido a escuridão, mas Cotegipe e bairro Vila Rica. Alguns lugares a forma ainda não atingiu a eficácia nepontuais, como o bairro Morada Nobre e cessária. Existe uma série de problemas rodoviária também já foram feitos. Temos que precisam ser solucionados dentro a consciência de que a operação de recu- do sistema de iluminação. Não é só uma peração das ruas é um trabalho contínuo questão de trocar as lâmpadas, é preciso que precisa ser aliado ao Projeto de Macro adequar às redes elétricas e combater o e Micro Drenagem, já em desenvolvimen- vandalismo constante dos padrões. São to para buscar recursos federais. Existem vários os problemas e estamos estudando lugares que, sem drenagem, a água corre a solução. morro abaixo. Nesses lugares, não há asfalto que resista. JSF: Existe algum plano de implantação da coleta seletiva do lixo? JSF: Qual o prazo para a total recupera- MA: A coleta seletiva é um dos objetos ção das ruas de Barreiras? do Plano de Manejo de Resíduos Sóli-

Conhecemos as necessidades da população e faremos de tudo para saná-las”

JSF: O que o secretário pode falar sobre as obras do Anel Viário? MA: A obra do anel viário é federal. Em relação ao prazo de finalização das obras é o Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT) que responde, e já nos adiantou que ainda neste ano deve ficar pronto. Em relação à ampliação, que chamamos de ‘Contorno Viário de Barreiras’, pleiteamos junto ao Ministério dos Transportes, com o apoio do deputado João Leão, para que o Estudo de Viabilidade Técnico, Econômico e Ambiental (EVTEA) - um diagnóstico elaborado pelo DNIT - fosse feito via município, para acelerar o processo. O órgão sinalizou positivamente e a prefeitura vai abrir o processo licitatório para a contratação da empresa que vai realizar o estudo. Hoje, passam por essa BR mais de 3,5 mil carretas por dia. O estudo vai definir o fluxo dos caminhões e de outros veículos, horário, onde se pretende passar os contornos topográfico, pedológico e geológico. Enfim, o EVTEA vai determinar a viabilidade ou não, da ampliação, para assim, a prefeitura correr atrás de emendas e projetos executivos para fazer a ampliação. JSF: Como o secretário imagina a cidade de Barreiras daqui a quatro anos? MA: Teremos uma cidade bem melhor do que a que recebemos. Imagino uma cidade mais limpa, bem iluminada, mais segura, com mais conforto, com linhas de tráfegos melhoradas. O que vai refletir em melhor qualidade de vida para a população. Eu vejo uma cidade melhor. Não adianta sonhar demais, porque todas as cidades do mundo têm problemas, mas conhecemos as necessidades da população e faremos de tudo para saná-las. Não é da minha pasta, mas sei da necessidade de um programa de arborização e este já está sendo projetado. Esperamos que o cidadão não destrua a árvore que será plantada na porta da sua casa. ■


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Revendedoras de caminhões não temem quebra da safra Embalado pela baixa taxa de juros e pela isenção de IPI, setor deve registrar crescimento de 10% nas vendas deste ano Raul Marques

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mercado brasileiro de caminhões segue em bom ritmo, com expectativa de crescimento de até 10% nas vendas deste ano, em relação a 2012 – período em que o setor enfrentou retração de quase 20% nas vendas. Profissionais de três concessionárias da região, ouvidos pelo Jornal do São Francisco, reconhecem que a projetada redução de R$ 1,67 bilhão no Valor Bruto de Produção (VBP) da atual safra no Oeste baiano pode trazer alguns problemas ao setor, mas não acreditam que venha a abalar as vendas de veículos pesados e extrapesados. Em Barreiras, as revendedoras de caminhões esperam o aumento. Isso porque, embora o crescimento do Produto Interno Bruto previsto para este ano seja de 3%, profissionais do setor lembram que há setores na economia que estão em expansão e devem compensar eventuais reduções na procura por caminhões. “O setor de construção civil e o de distribuição de alimentos e bebidas devem liderar a demanda por caminhões este ano”, disse Carlos Humberto Santana, gerente da Bravo Caminhões, revendedora Volkswagen em Barreiras, acrescentado que o setor se beneficia com a baixa taxa de juros cobrada nas operações de compra pelo sistema do Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame). Segundo ele, os recursos do programa, oriundos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e operados por instituições financeiras públicas e privadas, devem custar 3% ao ano até junho. “A partir de julho, esta taxa sobe para 3,5% ao ano, o que deve reduzir as vendas firmadas por esta linha de crédito. Mesmo assim, acredito na expansão do mercado”, disse Santana. O gerente lembra que este ano será difícil para vários setores da economia que operam com caminhões e ônibus. Como exemplo, cita o ano de 2012, quando se esperava muito do período economicamente. “O setor produtivo teve uma lição muito grande sobre expectativa, o que nos leva a entender que 2013 será um ano de cautela, mas nada que possa impedir a expansão do mercado”, avalia. Para confirmar suas projeções, explica que a concessionária trabalha com a possibilidade de crescimento na faixa de 20%, percentual no qual já está embutida a taxa de crescimento da economia. “A Volkswagen não quer que falte produto (caminhão) para o mercado. Sem fila de espera e sem transtorno para o comprador”, evidencia. No mercado do Oeste da Bahia, basicamente a região além do Rio São Francisco, na qual estão Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e São Desidério, entre outros, Carlos Humberto informou que 60% de

seu público consumidor são formados por pessoas jurídicas, 10% por pessoas físicas e 30% por fazendeiros. “A marca ajuda muito e pesa na hora de escolher o veículo a comprar. É um valor agregado”, informou. Um fato que chama a atenção de Carlos Humberto é a forma de vender caminhões. “Antes, os compradores iam até a concessionária. Agora, 90% das vendas são feitas com a ida dos nossos vendedores onde estão os compradores”, revela. Inadimplência

Embaladas também pelo Finame e pela expansão do setor de transporte de cargas, outras montadoras também projetam crescimento do mercado. O vendedor da concessionária Movesa, Paulo Victor da Silva Faustino, tem como meta colocar a Scania, a marca que representa, como líder do mercado de caminhões. Ele disse que o mercado cresce, sem qualquer sinal de retração. “As vendas estão muito boas, embora a gente saiba que possa haver problemas mais a frente na questão da adimplência, em função da quebra da safra, mas duvido muito que isso vá atingir nosso segmento”, ressalta. Faustino entende, como seu colega da Volks, que o Brasil - quarto maior mercado do mundo de caminhões e quinto na produção dos chamados veículos pesados – seguirá embalado pelas baixas taxas de juros e pela isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), prevista para durar todo o ano. O gerente de pós-venda da Gotemburgo, concessionária da Volvo, Rogério Ferreira, não crê que qualquer problema na safra possa afetar as vendas da empresa. “Temos um número bem elevado de pedidos e estamos bem confortáveis em relação às vendas nos próximos cinco meses. O que muda, talvez, com os problemas da safra, é o fluxo de caminhões nas estradas, o que faz cair o faturamento do setor que chefio”, disse Ferreira, referindo-se à manutenção. Ele informou que, em breve, a empresa deve abrir uma filial em Luís Eduardo Magalhães, aproveitando o movimento de caminhoneiros na região. “O objetivo é aproveitar o grande número de caminhoneiros parados em Luís Eduardo Magalhães, que elegeram o local como ponto de parada. Para aproveitar o descanso, o

PERCENTUAL DE PARTICIPAÇÃO DE VENDAS POR MARCAS NA REGIÃO

30,33%

21,31%

20,49%

9,02%

8,20%

6,56%

3,28%

0,82%

VW FORD

VOLVO

SCANIA

M.BENZ IVECO MAN

AGRALE

FONTE: JORNAL DO SÃO FRANCISCO


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caminhoneiro terá uma concessionária no local”, adianta. Ele prevê expansão de 10% nas vendas em 2013. Luís Eduardo Magalhães

A perspectiva para a venda de caminhões novos na loja da CCS Caminhões, em Luís Eduardo Magalhães, é de aumento em torno de pouco mais de 20%. “Em 2012, vendemos 164 caminhões, a maioria de médio porte. Para 2013, a estimativa é que consigamos atingir 200 unidades comercializadas”, informa o gerente Neilando Araújo. Em um comparativo entre o primeiro trimestre de 2013 com o ano anterior, ele diz não ter números precisos, mas afirma que não houve diferença. “Eu não tenho o fechamento das vendas deste ano, mas não apresenta diferença em relação a 2012”, destaca. Segundo o gerente da CCS, a maioria dos clientes é de Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, e diz que não há um fator específico quanto à oscilação nas vendas. “A expectativa de aumento é comum no início de cada ano. O fato de esperarmos mais vendas em 2013 não significa que no ano passado tenha sido ruim”, encerra. A matéria foi apurada antes da decisão do Copom de elevar a taxa básica de juros para 7,5%. ■

O setor de construção civil e o de distribuição de alimentos e bebidas devem liderar a demanda por caminhões este ano"

As vendas estão muito boas, embora a gente saiba que possa haver problemas mais a frente na questão da adimplência"

Carlos Humberto Bravo

Paulo Victor da Silva Fuastino Scania Movesa

Temos um número bem elevado de pedidos e estamos bem confortáveis em relação às vendas nos próximos cinco meses" Rogério Ferreira Volvo

PERCENTUAL DE VENDAS POR MUNICÍPIO NA REGIÃO OESTE DA BAHIA MUNICÍPIO AGRALE FORD HYUNDAI IVECO JBC JMC M.BENZ MAN SCANIA VOLVO VW Total geral IRECE 0,00% 60,00% 0,00% 20,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 20,00% 100,00% XIQUE-XIQUE 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 100,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 100,00% BARREIRAS 0,00% 23,53% 0,00% 5,88% 0,00% 0,00% 5,88% 5,88% 0,00% 17,65% 41,18% 100,00% LUÍS EDUARDO MAGALHÃES 7,69% 23,08% 0,00% 7,69% 0,00% 0,00% 0,00% 7,69% 7,69% 38,46% 7,69% 100,00% BOM JESUS DA LAPA 0,00% 50,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 25,00% 0,00% 0,00% 25,00% 0,00% 100,00% CORRENTINA 0,00% 50,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 50,00% 100,00% SANTA MARIA DA VITÓRIA 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 33,33% 0,00% 66,67% 100,00% SEABRA 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 25,00% 0,00% 0,00% 0,00% 75,00% 100,00% PIATA 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 50,00% 0,00% 0,00% 50,00% 0,00% 100,00% CANARANA 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 100,00% 100,00% IRAQUARA 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 50,00% 50,00% 100,00% MUCUGE 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 100,00% 100,00% SÃO DESIDÉRIO 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 50,00% 50,00% 0,00% 100,00% FORMOSA DO RIO PRETO 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 100,00% 100,00% TOTAL 1,69% 22,03% 0,00% 5,08% 0,00% 0,00% 10,17% 3,39% 5,08% 20,34% 32,20% 100,00% FONTE: JORNAL DO SÃO FRANCISCO

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Audiência discute exploração do tálio Das 22 áreas pesquisadas, uma aguarda aprovação do Pedido de Lavra e as demais estão em fase de entrega do Relatório Final de Pesquisa FOTOS: VIRGÍLIA VIEIRA

Virgília Vieira

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Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia realizou no dia 27 de abril, no plenário da Câmara Municipal de Barreiras, uma audiência pública com o objetivo de discutir a exploração do metal tálio no município. Presidida pela deputada estadual, Kelly Magalhães, o evento contou com a presença de autoridades do Poder Executivo e Legislativo Municipal, Ministério Público, órgãos estaduais, Universidades, Organizações Não-Governamentais (Ong’s), Associações, comunidade e representantes da empresa responsável pela exploração do minério – Itaoeste. A deputada estadual Kelly Magalhães justificou a realização da audiência em virtude das especulações envolvendo o minério. “Levamos a preocupação ao grupo empresarial Itaoeste e o presidente se colocou à disposição para fazer alguns esclarecimentos”, disse. Em Barreiras, o mineral foi encontrado em 2011, associado ao manganês e cobalto e, desde então, virou tema de discussão. Os questionamentos dizem respeito a sua utilidade e possíveis impactos sociais, ambientais e financeiros, além dos benefícios e malefícios que o minério poderá trazer para o município. Considerado um metal raro, é um mineral de alto valor agregado, utilizado em indústrias que adotam tecnologias de ponta. O diretor técnico da Itaoeste, Vladimir Aps, ressaltou a importância do minério na forma de Citrato de Tálio radioativado. “O tálio não é radioativo, porém, pode ser radioativado. O citrato de tálio é o melhor e mais caro contraste para exames cardiológicos, o que dará precisão aos resultados”, explicou o diretor, que também destacou a utilização do minério em ligas metálicas supercondutoras, além de ser utilizado na produção de material termoelétrico, led’s, lente, células fotoelétricas, vidros, etc. Estágio atual e perspectivas

Atualmente, a empresa Itaoeste tem 22 alvarás de pesquisas, totalizando uma área de 44 mil hectares requeridos, em torno da região de chapadão e vales. Segundo o executivo Vladimir, após a obtenção dos alvarás de pesquisas foram feitos vários levantamentos e trabalhos de sondagem. “A jazida de manganês é muito superficial, o que foi feito em termos de sondagem profunda, foi para cumprir as exigências do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Na região do Val da Boa Esperança, por exemplo, a espessura média da camada de manganês é de 0,60 centímetros, então os trabalhos de pesquisas foram poucos evasivos. Houve trabalho de abertura de poços, mas foram imediatamente fechados para evitar qualquer dano”, explicou. Feito os trabalhos de análises, a pesquisa seguiu para análises químicas – com o envio do minério para o exterior. “Com esses resultados é que passamos a fazer

A audiência teve por objetivo esclarecer as especulações envolvendo a exploração do minério o trabalho de laboratório, onde temos sobre a importância do desenvolvimento descoberto o que tem no minério, como e da preocupação com o meio ambienserá a extração, quais as formas economi- te. “Ficamos preocupados com os imcamente viáveis e outros fatores que são pactos que essa exploração possa trazer, determinantes antes da extração”, explica mas estamos dispostos a debater esse Vladimir Aps, enfatizando a dificuldade processo”, garantiu. Na oportunidade, o representante da Associação ao iniciar um estudo inédito. de Moradores do Val da Boa “Tivemos que partir do zero. Esperança, Jairo Alves, tamNinguém no mundo sabe bém externou a apreensão como separar o tálio do manda comunidade com o rio e ganês, é um trabalho difícil com a vegetação. “Este minée caro que a companhia tem rio está localizado nos vales, desenvolvido”, relata. onde passa o maior patrimôA partir dos estudos, um nio de nossa sociedade que é relatório final será feito e eno Rio de Ondas. As serras que tregue ao DNPN, que deverá o cercam emanam as nascenvistoriar, estudar, avaliar e, tes e sabemos que essa água finalmente, aprovar ou não. abastece a comunidade e a Somente depois disso é que agricultura da região. Essa é a empresa poderá solicitar a nossa maior preocupação. o Pedido de Lavra ao referiEsperamos transparência da do departamento que fará empresa para conosco”, disse as exigências das Licenças o morador. Ambientais e então liberar a Portaria de Lavra. “Depois Personalidade ilustre das licenças e implantações Em resposta às preocupações das instalações, a exploracom as questões ambienção do minério será iniciada. tais, o presidente da Itaoeste, Ao mesmo tempo, faremos a Olacyr de Moraes esclareceu recuperação das áreas lavraque o projeto de exploração das”, acrescenta. do Tálio não envolve o Rio de A respeito das áreas de exOndas. “Eu sei o valor desse ploração do Tálio em Barreirio para o seu povo, mas esse ras, apenas uma tem o Pedido projeto não tem nada a ver de Lavra que aguarda aceicom essa joia que é o Rio de tação do DNPM. Os outros Ondas. Jamais faremos qualestão em fase de entrega dos quer coisa que o possa prerelatórios finais de pesquisa. judicar. Acredito que muitos “Ainda não chegamos à fase insistem em falar mal do prode Pedidos de Licenças Amjeto, se referindo ao rio, por bientais em nenhuma das Olacyr de Moraes falta de conhecimento”, desáreas estudadas”, explica. SePresidente da Itaoeste tacou. gundo ele, o proprietário da Sobre a toxidade do tálio, o terra só passa a ter participação sobre os resultados das lavras e das empresário ressaltou que – assim como vendas do minério, após a obtenção da acontece com outros minérios e produPortaria de Lavra. “Essa é a fase em que tos, a utilização pode ser feita para o bem a empresa também passará a receber al- ou para o mal. “Se você tomar gasolina guma coisa, sendo ressarcida do investi- você vai morrer, da mesma forma se você mento e, ao mesmo tempo, o proprietário tomar tálio. Tudo depende do uso. Acredito e tenho interesse no desenvolvimento receberá a parte devida”, informa. do país. Gosto dessa região e é por isso Impactos ambientais que estou aqui. Já falei e repito, não preO prefeito Antônio Henrique ressaltou tendemos passar nem de longe por esse

Eu sei o valor desse rio para o seu povo, mas esse projeto não tem nada a ver com essa joia que é o Rio de Ondas. Jamais faremos qualquer coisa que o possa prejudicar”

rio, a não ser para fazer turismo”, enfatizou. O promotor de Justiça, Eduardo Bittencourt, assegurou que o Ministério Público do Estado da Bahia tem acompanhado todas as questões que envolvem a exploração do Tálio. “O MP está de portas abertas para contribuir e acompanhará esse processo. Acredito que a empresa vem para colaborar com o desenvolvimento da região, mas vamos avaliar e discutir junto à comunidade todos os questionamentos e impactos ambientais que envolvem esse processo”, disse. Beneficiamento

O Bispo Diocesano de Barreiras, Dom Josafá Menezes da Silva, cobrou informações acerca do processo de lavra e de beneficiamento. Em resposta, Vladimir Aps explicou que o manganês será extraído e levado para uma unidade de beneficiamento que será intensamente discutida com as autoridades envolvidas sobre a localização. “Ainda não temos nada definido, estudaremos o melhor local junto com a comunidade e definiremos de tal forma que não haja nenhuma interferência com o local de extração”, afirmou. Sobre a possibilidade de o beneficiamento acontecer fora do Estado, o geólogo da Universidade Federal da Bahia, Clayton Janoni, chama a atenção para a inviabilidade da logística, uma vez que o processo de beneficiamento atrai pequenas, médias e grandes indústrias tecnológicas, inclusive de fora do país. “Extrair e não beneficiar, não é interessante para Barreiras. O Tálio deve chegar junto com um plano de urbanidade gerando emprego e renda. A extração do minério só trará desenvolvimento para Barreiras, se o beneficiamento acontecer no próprio município. O beneficiamento é o que gera impostos, royalties, empregos, desenvolvimento e renda. Temos exemplos de cidades mineradoras em Minas Gerais, que têm os maiores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH)”, lembrou o geólogo. Além do presidente Olacyr de Moraes e de Vladimir Aps, outros dois executivos representaram a Itaoeste na audiência, sendo Andres Guzman e Carlos Cerri. ■


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Aumento da inadimplência e endividamento preocupa comércio e consumidores Raul Marques

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Basta saber que, dos cheques emitidos no Brasil, no mês de março, 2,36% foram devolvidos por insuficiência de fundos, conforme apontou o Indicador Serasa Experian de Cheques sem Fundos, divulgado no dia 22 de abril. Este percentual foi o maior desde maio de 2009, quando o índice de devoluções fora de 2,52%.

arço é um divisor de águas. Para o mercado financeiro é como se acabasse o período mais turbulento do ano e começasse nova fase na economia pessoal. Quando alguém diz que pagou as contas do mês de março significa que quitou as despesas feitas na euforia do Natal, nas festas de final do ano, nas férias, no Carnaval, na compra do material escolar, além dos impostos como o IPVA e IPTU, que costumam vencer neste período. “É um mês decisivo para as contas Não FUI afetada de qualquer um. O período entre março e pela inadimplência abril costuma ser de grande inadimplên- Se para o comércio local, o aumento da cia. Isso é cíclico. Entra ano e sai ano e é a inadimplência preocupa, a empresária mesma coisa. Falta planejar”, diz o profes- Solange Lemos da Silva comemora o fato sor de Finanças e Economia do Ibmec – de não ter havido, na sua empresa, o reRio de Janeiro, Gilberto Braga. É o que pa- gistro de acréscimo em relação ao ano rece ter acontecido na região Oeste, que passado. “Continua em torno de 3,5% do registrou forte elevação do número de total dos compradores. Não há o que reinadimplentes, embora tenham ocorrido clamar. O nível de inadimplência é bem diversas recuperações de crédito, confor- linear, exceto nos períodos que sucedem me apontou pesquisa feita pelo Núcleo o Natal e São João, pois nestas datas os de Pesquisas da Câmara de Dirigentes Lo- consumidores acabam exagerando um jistas de Barreiras (CDL). pouco nas compras”, explica. Já sabendo De acordo com o levantamento, cujo desta realidade, o segredo da empresária coordenador é o economista Ernani Sa- está na prevenção e planejamento para o bai, foram 59.644 consultas ante 11.661 período de inadimplência mais alta, no negativações no trimestre encerrado em qual precisa fazer maior volume de caixa março. Por sua vez, 5.385 CPFs foram para manter o giro de capital. “Sabemos regularizados. Com base nas tabelas for- que entre março e abril a inadimplênnecidas pelo economista, o número de cia sobe por conta do final do ano e das consultas representa, nos primeiros três despesas nestes meses iniciais; e que de meses do ano, até o dia 28 de março, que- agosto a outubro também há este auda de 20,57% frente a igual mento em função das festas período de 2013, enquanto as do meio de ano", frisa. negativações subiram 19,78% E ela parece estar certa. - percentual que é bem elevaEconomistas e comerciantes do em sua avaliação. As reguafirmam que o planejamento larizações dos CPFs tiveram é fundamental para qualquer queda de 29,88% também em segmento que atue em área relação a 2012. No primeiro cercada das chamadas vendas trimestre daquele ano, foram sazonais - dias das Mães, dos feitas 61.023 consultas, com Pais, das Crianças e Natal. “O 11.288 negativações e 6.099 comerciante tem que comregularizações. A pesquisa usa prar um mês antes para fazer como base a população ecoestoque para o mês em que a nomicamente ativa na faixa venda estará mais aquecida, etária entre 20 e 64 anos, nos com exceção do Natal, em nove municípios incluídos no que esta antecipação tem que Serviço de Proteção ao Crédito ser maior, de no mínimo dois de Barreiras, que são: Angical, meses”, evidencia o professor Baianópolis, Barreiras, Cristóde Finanças e Economia do polis, Formosa do Rio Preto, Ibmec – Rio de Janeiro, GilLuís Eduardo Magalhães, Riaberto Braga. chão das Neves, Santa Rita de Cássia e São Desidério. O total Reabilitação dos devedores desta faixa etária equivale a O comércio - setor mais atin47,22% do total residente na gido pela inadimplência eleregião. vada - vai reagir a este turbiEste aumento da inadimlhão de atrasos. Segundo o plência, segundo Ernani Sapresidente da CDL de BarSolange Lemes da Silva bai, passa a ser preocupante se EMPRESÁRIA reiras, Alberto Celestino de confrontado com a economia Freitas, a inadimplência tem atual. Ele justifica esta expansão à oferta acompanhado o crescimento da econode crédito fácil em quase todos os setores mia brasileira. “Cada ano o número tenda economia no ano passado e a má ges- de a aumentar nesta espiral de consumo tão orçamentária. “Há também casos de e inadimplência. É reflexo de um final de quem emprestou o CPF para alguém fazer ano com crédito relativamente barato e compras ou pegar dinheiro emprestado”, que levou as pessoas ao endividamento”, evidencia. A inadimplência, no entanto, avalia. O presidente informou que a CDL lembra, não é um problema apenas local. deve iniciar uma campanha de reabili-

É um mês decisivo para as contas de qualquer um. O período entre março e abril costuma ser de grande inadimplência"

A alínea 12 do Banco Central significa que o cheque foi devolvido pela segunda vez por insuficiência de fundos e não pode mais ser reapresentado. tação dos CPFs dos devedores, uma vez estar próximo de uma das melhores datas para o comércio: o Dia das Mães que, segundo os lojistas, só perde para o Natal. Em Luís Eduardo Magalhães, o presidente da Associação Comercial e Empresarial (Acelem), Carlinhos Pierozan, adianta que a entidade deve criar uma câmara de mediação para resolver os problemas com a inadimplência local. “Vamos criar um espaço destinado a acertar as contas com os compradores, com total segurança e privacidade”, disse.

ser apenas emprestadoras de dinheiro. “Hoje o banco também orienta o cliente a pegar o dinheiro da melhor forma. Nem sempre o que ele quer fazer é o ideal”, disse, citando o exemplo da compra de um automóvel. “Existem linhas de crédito adequadas para este fim. Mais baratas, com juros menores e custo final bem mais em conta”, explica. O superintendente da Caixa em Barreiras continua dizendo ainda que houve expansão de 45% no crédito ofertado pela sua instituição, nos vários segmentos e que, nem por isso, detectou aumento Grandes mudanças da inadimplência, consideno mercado financeiro rando-a um termômetro desPlanejamento. Esta é a pate índice, já que boa parte de lavra-chave no entender do sua clientela é formada por superintendente Regional da microempreendedores - os Caixa em Barreiras, Walter primeiros a sentir qualquer Luiz Siqueira da Silva, que problema de liquidez no merdestaca que 2012 foi um ano cado. “As pessoas sabem o que de grandes mudanças no merquerem e veem no banco um cado financeiro, especialmenparceiro. Esta mudança da te na área de crédito. “Houve forma de pensar do tomador uma redução histórica das de empréstimos e as próprias taxas de juros, capitaneada leis, que obrigam a informar pela Caixa, e o brasileiro está o custo efetivo total de uma se acostumando a usar o cré- Walter Luiz de Siqueira operação, acabaram por medito como forma de alavancar SUPERINTENDENTE DA CAIXA lhorar a qualidade das opeseu comércio, seu empreendirações”, analisa. Outro fator mento e aumentar suas compras”, disse que, segundo ele, contribuiu para esta dias antes do Comitê de Política Mone- melhoria foi à queda do spread bancário tária (Copom) elevar a taxa básica de ju- – diferença entre a taxa final e o custo do ros para 7,5%. Em sua opinião, o planeja- dinheiro para a instituição. Apesar disso, mento deve ser consequência desta nova reconhece que o brasileiro ainda não se realidade, uma vez que, segundo ele, o co- atém à matemática financeira e, quase merciante sabe da inadimplência cíclica sempre, está mais preocupado com valonos meses de março e abril e que as pró- res do que com os juros. prias instituições financeiras deixaram de Curiosamente, no mesmo mês de mar-

Houve uma redução histórica das taxas de juros, capitaneada pela Caixa, e o brasileiro está se acostumando a usar o crédito”


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ESPECIAL

o

ço de 2013, o carro-chefe das aplicações do mercado financeiro – a caderneta de poupança – teve captação recorde, o que reforça a afirmação do superintendente de que as pessoas estão cautelosas na hora de usar os recursos para comprar ou investir. A elevação de 0,25 ponto percentual nos juros da economia influencia diretamente o custo do dinheiro para o tomador. No caso, segundo profissionais das mesas de crédito, a elevação deve ser exatamente o dobro, o que equivale a 0,5 ponto percentual. Os operadores de crédito lembram que este acréscimo é anual e não mensal. Realidade da grande maioria

Comprovando o que diz o superintendente, a redação do Jornal do São Francisco constatou em entrevista com diversos consumidores. Dos quatro entrevistados, apenas um disse que costuma fazer o cálculo não apenas da parcela, mas dos juros que deverá pagar. A caixa Cleide Néri, que estava desempregada quando ouvida pela reportagem, revelou o quê tem feito depois de perder o emprego para não ficar inadimplente nas compras que fez a prazo. “Estou desempregada e não quero deixar de pagar a conta, mas se eu posso pagar eu compro”, disse, evidenciando que calcula se a prestação é acessível, mas não os juros. Ela apenas pesquisa preços para fazer o que chamou de reserva de caixa.

Jornal do São Francisco

Outro consumidor que pesquisa bastante o preço antes de comprar é o pedreiro Valciel Rodrigues de Araújo, que adquiriu um ventilador à vista, após pesquisar bastante. Sobre as compras a prazo, Valciel falou que apenas calcula se a prestação cabe em seu orçamento e não o valor dos juros. Ao ser questionado se tinha alguma conta a vencer em pleno mês de março, Valciel foi taxativo: “Todo mês é difícil para qualquer trabalhador”. O objeto de desejo do motorista de ambulância, Rosivaldo Ribeiro Guedes, era um par de tênis. Para comprá-lo, antes de efetuar qualquer compra, pesquisa preços e condições de pagamento. “É importante pesquisar e saber, por exemplo, se a

prestação cabe no orçamento em um mês com tanto imposto para pagar. Eu comparo preços e condições”, conta. A exceção no grupo ouvido pelo Jornal do São Francisco é o comerciante William Silva Santos. “Quando eu compro a prazo, tenho que saber os juros. Não gosto de prestação, mas quando compro, vejo se cabe no orçamento. Caso contrário, não compro”, disse. Cauteloso, o empresário revela que mesmo as compras de sua loja ele reduziu em virtude do atual momento vivido pela economia local. “Este negócio de seca, lagarta... pode respingar na economia. A cidade vive a agricultura. Depende dela. Como sou comerciante, preciso manter a cautela”, analisa.

Este negócio de seca, lagarta... pode respingar na economia"

Não quero deixar de pagar a conta, mas se eu posso pagar eu compro”

É importante pesquisar e saber, por exemplo, se a prestação cabe no orçamento"

Todo mês, como março, é difícil para qualquer trabalhador”

William Silva Santos

Cleide Néri da Silva

Rosivaldo R. Guedes

Valciel R. de Araujo

Motorista de ambulância

Pedreiro

Comerciante

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professor de Finanças e Economia do Ibmec/RJ, Gilberto Braga, vê um motivo para esta onda de inadimplência cíclica permanecer ano após ano na vida do brasileiro. “Falta educação financeira ao povo brasileiro. Devia ser obrigatória esta disciplina já para os jovens entenderem como é controlar as finanças, a lidar com o dinheiro e como fazer reserva de capital para eventuais adversidades”, disse, destacando que este desconhecimento pode gerar o desequilíbrio das contas. “Pode-se consumir de duas formas diferentes. Com consciência ou cair nas armadilhas feitas por comércio, bancos e financeiras. É preciso dominar o impulso antes de comprar”, destacou. Braga lembra que o ato de comprar é contínuo e que algumas lojas já estão fazendo campanha de venda visando o Dia das Mães, prometendo o prazo de 45 dias para a primeira prestação. “O que muito comprador não percebe é que não é o prazo da primeira parcela. O pagamento é inevitável, em 30, 45 ou 60 dias”, reforça. O acúmulo de dívidas em março às vezes é um fato isolado, mas pode significar que houve um exagero no final do ano, atesta o economista. Segundo explicou, um dos sintomas mais claros que as contas de uma família não estão bem é a mensalidade escolar. “Um dos fatos que normalmente acontece quando há falta de recursos é atrasar a mensalidade da escola, que tem juros baixos e costuma ser mais fácil renegociar. É diferente de outras contas em que se cobram juros sobre juros, com percentuais bem superiores ao de uma escola”, evidencia. Nas armadilhas, além das promoções com a primeira parcela para financiar em um prazo maior, o economista cita o anatocismo – a cobrança de juros sobre juros – como um dos fatores mais graves. “A pessoa não pesquisa taxa de juros. Acaba optando pelo cheque especial, que tem juros mais elevados e que são cobrados em cima da dívida acrescida de juros do mês anterior. É outro erro”, explica. Diferenças

No caso das dívidas, lembrou, há diferenças fundamentais. Uma delas é exatamente o oposto ao de quem tem dinheiro para investir. “Se nos investimentos você deve, por proteção, diversificar as aplicações; na questão das dívidas é melhor concentrar no lugar que apresente a melhor opção de custo”, disse. Ou seja, em vez de fazer

CAIXA

Falta educação financeira REPRODUÇÃO

Um dos fatos que normalmente acontece quando há falta de recursos é atrasar a mensalidade da escola"

Gilberto Braga, Professor de Finanças e Economia do Ibmec/RJ várias dívidas com taxas de juros altos é melhor concentrar em um local que empreste dinheiro a juros menores. Em tese, seria tomar recursos a juros menores que os de multas por atraso e as taxas de outras operações de crédito, optando por uma que a quitação seja possível. No caso, um bom exemplo é o de acabar com o débito com o banco no cheque especial e fazer o parcelamento em uma linha de crédito de menor custo. Gilberto Braga, no entanto, fez questão de assinalar que é importantíssimo que o endividado confesse seu problema a todos que partilham do seu dia a dia. “Não adianta um chefe de família ficar economizando, se os outros participantes não contribuírem. Não vai haver solução. É importante que todos reconheçam o problema e passem a reduzir despesas em gasolina, táxi, academias, almoços fora de casa e tudo mais”, explica. Ele lembra que esconder da família a verdade, é uma das principais causas das dívidas assumirem proporções gigantescas. Armadilhas e truques

Há certas arapucas para quem vai tomar dinheiro emprestado ou fazer alguma

compra. De cara, dizem os especialistas, o melhor é partir do princípio que quanto mais fácil o crédito, maior é a taxa de juros. No caso, o cheque especial ganha de longe em termos de custo de longo prazo, mesmo o Governo alardeando que o brasileiro está pagando os menores juros reais – taxa menos a inflação – desde 1995. A taxa média apurada em fevereiro foi de 5,42%, o que equivale ao custo anual de 88,4%. Só que taxa média inclui os grandes clientes para quem as taxas são bem menores. O princípio do mercado de dinheiro é o de que, quem tem recursos, quando precisar pagará taxas menores. Neste ponto é que está a armadilha do cheque especial. A princípio, os juros oscilam em cerca de 66% ao ano; só que as taxas são cobradas sobre o montante devedor, acrescido de juros. Neste caso, um mês de dívida de R$ 1.000 representam R$ 1.054,20 de débito. No mês seguinte, serão cobrados juros sobre R$ 1.054,20, o que vai acabar resultando na taxa de 88,4%. Para saber a taxa anual deve-se dividir a taxa mensal por cem, adicionar um e elevar a 12. Deste resultado, subtrai-se um e multiplica-se por cem. No caso, a conta com 5,42% vai dar 88,3979%.

A pesquisa do Banco Central divulgada em 26 de março passado informa, no entanto, que a taxa média do cheque especial ficou em 138,5% ao ano, inferior a 170,1% praticados em abril. Os 138,5% equivalem a juros mensais de 7,51%; 170,1% representam 8,63% ao mês. Ou seja, se alguém usar o cheque especial para financiar um bem vai pagar 2,385 vezes o valor do bem. A taxa média do Banco Central não corresponde aos juros cobrados de um cliente novo. A taxa pode chegar a 233,48% ao ano, o que equivale a 10,56% ao mês. Esta taxa, segundo tabela no site do Banco Central, é praticada pelo Citibank. No início de abril, a taxa era de 10,3% ao mês praticada pelo mesmo Citibank, o que equivale a 224,9% em um ano. Ou seja, um bem financiado pelo cheque especial pode ter custo superior a três vezes o seu valor. Para as operações de crédito na aquisição de veículos, a taxa mais baixa era do Banco Mercedes-Benz, com 0,66% ao mês, 8,18% ao ano no início de abril; a mais elevada era da Portocred: 3,75% mensais, o que perfaz 55,61% ao ano. Um lembrete que os técnicos do mercado financeiro dão é que as operações para compra de veículos costumam ser mais baratas já que o objeto da compra representa uma garantia adicional da quitação do crédito. Quanto maior for a garantia de pagamento, menor deve ser o custo da operação. No entanto, a maioria das concessionárias tem um portfólio de financeiras e bancos com os quais operam. Por isso, é bom solicitar dois ou três financiamentos, inclusive, se for o caso do banco da própria montadora. Há uma questão adicional: verificar se não há taxas adicionais ou custos embutidos nas operações, o que muita gente batiza de produto agregado. Neste caso, dos veículos em geral, estão os seguros. Isso pode encarecer o custo de uma operação de crédito simples e deve ser acrescido aos cálculos dos juros. Outra operação bem utilizada pelos tomadores de recursos pessoa física é o crédito consignado. As operações para os pensionistas do INSS têm custo mensal que varia de 1,52% a 2,27% ao mês, 19,88% a 30,85% ao ano. Já os funcionários públicos podem captar recursos com taxas cuja diferença entre a maior e a menor é apelidada pelos operadores como ‘boca de jacaré’, de tão grande. O menor juro cobrado é 1,32% ao mês – 17,06% ao ano – e


Jornal do São Francisco a maior é de 7,38% ao mês – 135,01% ao ano. Nas taxas não estão incluídos eventuais custos adicionais como a tributação, especialmente Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e as taxas cobradas pelas instituições financeiras, em alguns casos questionáveis, como a famosa Taxa de Abertura de Crédito (TAC) e a do cadastro. Antes do crédito

Certas regras devem ser obedecidas pelo tomador de recursos antes de obter qualquer operação de crédito em uma instituição financeira. A primeira delas quase ninguém faz e acaba enrolado pelos pagamentos que têm de ser feitos no correr do ano. No primeiro semestre de qualquer ano gasta-se mais dinheiro do que no semestre seguinte, especialmente nos primeiros três meses. O mais correto, então, para evitar problemas financeiros no final do ano, seria tirar as férias de janeiro a março. Recebe-se mais justamente nos meses em que se paga mais contas. Tal fato, no entanto, acaba longe da cultura do brasileiro, que até goza férias no verão, mas não paga as contas. Opta por viajar para o litoral, o que acaba piorando o problema da inadimplência. Quando tira férias, o trabalhador recebe o salário do mês e o dos 30 dias seguintes. Ou seja: no mês

ESPECIAL seguinte ficará quase sem salário. Outra questão é negada por alguns gerentes de agências bancárias e confirmada por outros. Quando alguém tira 30 dias de férias será favorecido se optar por um mês que começa em uma quinta-feira já que o dia de sua volta cairá em um final de semana. Desta forma, quem tira 30 dias de férias em meses começados em uma quinta desfrutará de 32 dias de férias. Nas sextas, 31 dias. Sabe-se que os juros das operações de crédito são proporcionais aos dias da operação. Seguindo o mesmo princípio, as taxas dos contratos de crédito, que mudam sempre, são maiores para as operações que começam em uma quinta-feira – 32 dias – e em uma sextafeira – 31 dias. Portanto, há quem garanta que nunca se deve fechar uma operação de crédito ou sacar dinheiro dos cartões de crédito no limite de crédito rotativo nestes dias da semana. Lembrando que, por exemplo, uma taxa de 7% ao mês para 30 dias significa 7,48% em 32 dias. Ou seja, 125,22% ao ano contra 137,65% ao ano na operação por maior prazo. Um bem tem um prazo de validade. Um tempo de duração. Este tempo deve ser maior que o prazo das prestações. Não é aconselhável, no caso, que se façam financiamentos muito longos para carros, que

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acabam envelhecendo e perdendo o valor de venda. Prazos superiores a três anos para compra de carros não são aconselháveis. Pagam-se juros por um bem que está perdendo valor e não se valorizando; ao contrário, no caso, de um bem imóvel. Cartão de crédito é só uma forma emergencial e/ou disciplinada de pagamento. Deve pagar-se no mês o que foi gasto naquele mesmo mês e nunca despesas antigas. Se a fatura vier alta, evite parcelar. Pague o valor total. O parcelamento dos cartões de crédito costuma ter taxas exorbitantes. A expressão sem juros soa como atraente para o consumidor. Pois é! Só que na prática, não existe cobrança sem juros. Tudo tem juros embutidos ou os chamados custos adicionais que vão desde a estocagem até as despesas operacionais para a venda. Por isso, quem paga em dinheiro pode barganhar um desconto. A utilização da máquina de cartão de débito tem um custo para o comerciante. No pagamento em dinheiro, este custo, por exemplo, de 5% em cada venda, pode ser revertido em desconto ao consumidor, ainda que não seja em igual proporção. Utilize crédito para operações especiais, com um determinado fim. Hoje, bancos têm operações específicas desde a com-

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pra de carro até a reforma da casa. Certamente os juros serão bem menores. O crédito tido como genérico – para qualquer fim – como os CDCs – tem custo mais elevado. O tomador de dinheiro não está fazendo favor nenhum ao banco em pedir recursos emprestados. Negociar é a alma do negócio, especialmente nos detalhes, pois que 0,5% a mais em uma operação significa mais de 6% ao ano pagos de juros em uma operação de crédito. Não se deve ter vergonha na hora de negociar um contrato. Banco, mal explicando, dizem os operadores, é um vendedor de dinheiro e o tomador, um comprador de recursos. Como em uma loja. Está caro o dinheiro, não compre. Quando os juros estiveram altos, procure outra instituição com juros mais baratos. O ideal é só endividar-se até 30% do valor que se ganha por mês. No entanto, este limite deve ser o menor possível para que haja equilíbrio das contas. Uma boa solução, segundo especialistas, é fazer uma reserva em uma caderneta de poupança. Caso precise de recursos, saque da poupança e quando for repor o dinheiro na conta, calcule quanto perdeu em juros. Por exemplo, se sacou R$ 1.000 e a poupança rendeu 0,5% no período, deposite R$ 1.005,00 no mês seguinte. ■

local

Aprovada Lei que proíbe cobrança da taxa de esgoto O projeto recebeu dez votos favoráveis e aguarda posicionamento do Poder Executivo IVANA DIAS

Ivana Dias

A

Câmara de Vereadores de Barreiras aprovou em sessão ordinária do último dia 17, o Projeto de Lei 037/2009, que proíbe a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) a cobrar taxa de 80% sobre o valor do consumo de água. O assunto esteve na pauta do Poder Legislativo por quatro anos, tendo como relator do projeto, o atual presidente, vereador Carlos Tito Marques, do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Ele aproveitou a oportunidade para relembrar alguns fatos ocorridos neste período, como a realização de duas audiências públicas, nas quais a Embasa não teve representante em nenhuma das ocasiões, além de um abaixo-assinado com a adesão de 3,2 mil participações populares. Em entrevista ao Jornal do São Francisco, na edição impressa de nº 122 (Janeiro/2013), Carlos Tito reclamou quanto à negligência da atuação da Embasa com a população barreirense e apontou nu-

Discussão do tema atraiu grande número de pessoas à sessão ordinária merários que poderiam ser investidos no município. “A cada real aplicado em esgotamento sanitário, o município, o estado e a união

economizam R$ 4, imediatamente. A empresa está na expectativa de administrar por mais 30 anos esse sistema, e o município não terá nenhuma participação no re-

sultado dessa exploração. Ressalta-se que a Embasa reajusta todo dia 1º de maio, um percentual da conta de água e de esgoto em 13% a 14,5% - o que significa que o município está abrindo mão de um faturamento de 7 bilhões”, explicou. O fato questionado na sessão foi à taxa de esgoto cobrada e estende-se à prestação de serviços públicos essenciais de operação, coleta, transporte, tratamento e disposição final dos esgotos sanitários. A Lei foi aprovada com 10 votos. Dos 19 vereadores, seis abstiveram-se: Aguinaldo Junior, Graça Melo, Rui Mendes, Hipólito dos Passos, Lúcio Carlos e Ben-Hir Aires, que alegaram a necessidade de mais tempo para análise da matéria. As vereadoras Núbia Ferreira e Marileide Carvalho não estiveram presentes à sessão. O projeto foi repassado ao prefeito que pode ou não sancionar, como também fazer alterações para nova apreciação do Legislativo. O presidente da Câmara encerrou afirmando não acreditar na possibilidade de veto do projeto pelo Executivo. ■

Embasa se defende: cobrança é constitucional Ivana Dias Após aprovação do Projeto de Lei pela Câmara de Vereadores, a Empresa Baiana de Àguas e Saneamento (Embasa) afirmou em nota que o documento é inconstitucional. De acordo com a empresa, o projeto contraria determinação das leis federal e estadual que disciplinam o assunto, já que a cobrança da tarifa de esgoto está respaldada na Lei Nacional de Saneamento Básico nº 11.445 de 2007, regulamentada pelo Decreto de Lei nº 7.217 de

2010, que permite a cobrança da tarifa de esgoto pelas concessionárias autorizadas pelo poder municipal, prestadoras dos serviços de água e esgoto. A Lei Estadual nº 7.307 de 1998, de redes coletoras convencionais, com a finalidade regulamentada pelo Decreto de Lei nº 7.765 de 2000, estipula a tarifa de esgoto em 80% do valor de água consumida no mês para usuários a fim de suprir os custos de operação, manutenção, depreciação, provisão de devedores, amortização de despesas e remuneração de inves-

timentos. Ainda segundo a Embasa, em Barreiras, apenas os imóveis que contam com efetiva coleta e tratamento dos esgotos domésticos, são cobradas as tarifas. Em nota, assegura também que todas as determinações da Agência Reguladora de Saneamento Básico da Bahia (Agersa) - órgão responsável pela fiscalização das concessionárias que prestam serviços de água e esgoto no Estado - são cumpridas. Quanto à relação com o município de Barreiras, informa que está amparada pela Lei nº 975 de 2011, que instituiu o

Plano de Saneamento Básico de Barreiras, o que possibilita a assinatura do contrato de programa, celebrado no ano passado após aprovação por meio de votação na própria Câmara de Vereadores e audiências públicas com a população. Segundo a empresa, estes instrumentos reforçam a legalidade da prestação do serviço e a cobrança da tarifa, além de possibilitar a captação de recursos federais e estaduais para investir na expansão dos serviços de água e esgoto de Barreiras. ■


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Jornal do São Francisco

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MUNICÍPIOS

LUÍS EDUARDO MAGALHÃES

Inaugurada a Casa de Passagem LUCIANO DEMETRIUS

Luciano Demetrius

C

om capacidade para 44 internos – sendo quatro vagas para bebês de zero a três anos e outras 40 para crianças e adolescentes -, foi inaugurada oficialmente no último dia 30 de abril, a Casa de Passagem da Criança e do Adolescente José Vicente da Silva, no bairro Santa Cruz, em Luís Eduardo Magalhães. O local serve de abrigo temporário aos menores de 18 anos que estão em situação de risco e que, por decisão judicial ou encaminhamento pelo Conselho Tutelar, necessitam ficar distantes da família. O espaço é mantido pela Associação dos Moradores do Aracruz (AMA). O prédio está em área construída de 403 metros quadrados (930 metros quadrados total) e tem dois pisos. No inferior, estão cinco dormitórios – dois para Fachada da Casa de Passagem José Vicente da Silva meninos, dois para meninas e um berçário -, além de secretaria, sala de estar, cozinha, garagem, área de lazer, um espaço para oficinas, “Os bebês têm prazo de até oito dias para ficar no lavanderia e sala do Conselho Tutelar. No superior, es- abrigo. Já as crianças e adolescentes ficarão por tempaço para atividades com os abrigados e eventos e ou- po indeterminado, saindo somente após decisão juditro setor para as funções administrativas. Também será cial”, disse a conselheira deliberativa, Joselita Chaves. criado um espaço para instalação de tv e computadores As obras da sede começaram em janeiro de 2012 e, com e outro para a brinquedoteca. orçamento inicial de R$ 300 mil, já foram investidos R$

Feira de Negócios quer valorizar comércio Luciano Demetrius Os comerciantes de Luís Eduardo Magalhães terão a oportunidade de apresentar e vender seus produtos em espaço próprio paralelamente ao Bahia Farm Show (evento de agronegócios tradicional que entra em sua 15ª edição, em 2013). Entre 28 de maio e 1º de junho, será realizada a I Feira de Negócios e Entretenimento Carlinhos Pierozan de Luís Eduardo Magalhães (Felem), em frente ao Centro Administrativo da Prefeitura. O evento é promovido pela Associação Comercial e Empresarial de Luís Eduardo Magalhães (Acelem), Secretaria Municipal do Comércio de Luís Eduardo Magalhães, Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e Sebrae. De acordo com o projeto, serão instalados 82 estandes, praça de alimentação e palco para apresentação de artistas locais em área de 849 Ondumar Marabá metros quadrados em frente ao prédio do Centro Administrativo, no centro. O custo do evento é de cerca de R$ 200 mil.

Levando em consideração a expectativa de 70 mil participantes durante o Bahia Farm Show, os organizadores da I Feira do Comércio aguardam 50 mil pessoas para o novo evento.Também serão contratados dois artistas de renome nacional – preferencialmente um ator e uma modelo – para divulgar o evento. “O objetivo da feira não é fazer concorrência com a Bahia Farm Show. O que queremos é fazer um trabalho paralelo para mostrar aos visitantes o que é produzido em nossa cidade", disse o presidente da Acelem, Carlinhos Pierozan. Para o secretário municipal de Indústria e Comércio, Ondumar Marabá, o objetivo do evento é lançar uma alternativa para que os empreendedores locais mostrem seus produtos. “As feiras vindas de outras cidades dificultaram o trabalho dos comerciantes locais. Portanto, vamos mostrar o que parte das sete mil empresas da cidade tem a oferecer”, ressaltou, assegurando ainda que não há restrições aos empreendedores de outras localidades. ■

Novo comandante da PM toma posse Luciano Demetrius Mapear os locais com maior incidência de ocorrências policiais na cidade e estudar os números de crimes mais comuns, de acordo com os Registros de Ocorrências Policiais (ROPs), serão as primeiras ações do novo comandante da 5ª Companhia de Polícia Militar, tentente Edjean Sabino Ferreira da Silva, que tomou posse no final da tarde do último dia 25, em substituição ao capitão Cristiano Andrade da

500 mil. Destes, R$ 50 mil via financiamento do Fundesis, R$ 100 mil da Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, R$ 183 mil do Ministério Público do Trabalho e o restante das Lojas Maçônicas, dos empresários locais e de doações da comunidade. “Além do valor em dinheiro, também recebemos móveis e materiais”, disse a diretora da Casa de Passagem, Valdirene Aragão. A previsão é de que, quando o local estiver com a ocupação máxima, o custo mensal chegue, em média, a R$ 25 mil com pagamento de funcionários, combustível, energia elétrica, água e alimentos. Quinze funcionários fixos vão atuar na Casa de Passagem, sendo um casal cuidador, um auxiliar de serviços gerais, quatro vigias, uma pedagoga, um coordenador pedagógico, uma secretária, uma psicóloga, uma assistente social, um psiquiatra, uma nutricionista e um motorista. Apenas o casal cuidador, a assistente social e os profissionais de saúde terão contato com os internos. Os profissionais do setor administrativo ficarão em área à parte. O nome da Casa de Passagem é uma homenagem ao ex-conselheiro tutelar José Vicente da Silva, falecido em outubro de 2011. ■

Gama. A solenidade aconteceu na Praça Sérgio Alvim Motta (praça da Matriz), no centro de Luís Eduardo Magalhães. “A partir dos dados colhidos é que terei um panorama dos pontos com mais necessidade dos trabalhos da polícia. Mas também não vamos desguarnecer os locais com menor criminalidade, procurando atuar com rondas policiais de forma preventiva”, afirmou. O oficial já havia sido apresentado aos representantes do Conselho Comunitário de Apoio à Segurança Pública (Conseg/Lem) no último dia 18, em reunião realizada no auditório do Hotel Paranoá, no bairro Santa Cruz. Na ocasião, o tenente-coronel Osival Cardoso, do 10º Batalhão da Polícia Militar de Barreiras, explicou que a saída do capitão Gama aconteceu por mudanças internas propostas pela Polícia Militar. “Em nenhum momento a mudança de comando, em Luís Eduardo Magalhães, teve qualquer conotação política, partidária ou ideológica, conforme foi ventilado quando foram anunciadas as trocas. A Polícia Militar, como qualquer outra instituição, tem seus períodos de alterações de comando”, assegura. O antecessor de Sabino, capitão Cristiano Gama, estava à frente da 5ª Companhia da PM desde setembro de 2009 e, segundo ele, a sensação é de dever cumprido. “Nestes três anos e sete meses, eu e minha tropa conseguimos apreender 250 armas de fogo, prendemos 350 pessoas envolvidas com o tráfico de drogas, recuperamos pelo menos 100 veículos e frustramos oito tentativas de fuga da delegacia”, afirmou. Durante a solenidade de troca de comando, sete pessoas seguravam duas faixas e cartazes em apoio ao capitão Gama. ■

Troca de comando em São Desidério Ivana Dias Em uma cerimônia de passagem, o comando da 4ª Companhia da Polícia Militar transferiu o comando do Capitão PM, Ricardo Bruno Menezes de Alencar, para o capitão da PM Cristiano Andrade da Gama, no último dia 22, no Centro Cultural Celso Barbosa. Estiveram presentes à cerimônia, o Tenente Coronel do 10º Batalhão da Polícia Militar, Osival Moreira Cardoso, do sub-comandante do 10º BPM, Major PM Camilo Otávio Alonso Uzêda, vice-prefeito de São Desidério, Reginaldo Cesar, presidente da Câmara, Manoel Divio de Souza, vereadores, secretários de governo e comunidade local. O capitão Gama comandará a 4ª CIA/ PM sediada em Cristópolis, composta pelos municípios de São Desidério, Catolândia, Baianópolis, Angical, Wanderley e Distrito de Roda Velha. “É uma grande honra representar a 4ª Companhia da Polícia Militar. Usarei estratégicas em vários setores da cidade para garantir segurança à comunidade de São Desidério”, pontuou o capitão. O ex-comandante Ricardo Bruno Menezes de Alencar agradeceu a comunidade do município pelo apoio recebido. “Percebi que o município está em um bom nível de segurança, é uma cidade hospedeira e educada. Espero que a sociedade acolha o novo comandante como fui acolhido”, observou o ex-comandante. ■


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Para a Fiol entrar nos trilhos O ministro dos Transportes, César Borges, anunciou que o ministério deverá gastar R$ 1 bilhão em pendências com a ferrovia somente neste ano, ante os R$ 170 milhões desembolsados em 2012

FOTOS: VIRGÍLIA VIEIRA

Seminário no Bartira Fest reuniu ministros, governador, vice-governador, senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos e executivos de diversas empresas e de órgãos públicos Raul Marques

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projeto da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) venceu a burocracia. Os trens devem circular entre Ilhéus, Caetité e o Oeste baiano – ao sul de Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e São Desidério - até o final de 2014, após longa batalha com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e o Tribunal de Contas da União (TCU). O anúncio foi feito pelo ministro dos Transportes, César Augusto Rabello Borges, durante o I Seminário “Fiol, a Bahia Quer, a Bahia Precisa”, promovido em Barreiras no último dia 26, mediante a presença de 2 mil pessoas. Deputados, senadores, prefeitos, líderes de associações de classes e figuras públicas defenderam a construção da ferrovia como ponto de atração de empresas e companhias e pleitearam junto aos órgãos públicos, ministérios e autoridades, a realização de uma série de obras para completar a malha rodoviária e servir de suporte para a expansão da economia e o escoamento da produção. “Este é um momento de extrema importância para a Bahia. O Ministério dos Transportes garantirá recursos para a realização das obras da Fiol - sem exageros – e, também, a circulação dos trens na ferrovia até dezembro de 2014”, garantiu o ministro César Borges, acrescentando que este é um compromisso dele, do

ministério, da Valec e do Governo Dilma, bem como incentivar o modal ferroviário para ligar o Atlântico ao Pacífico, citando a integração deste com outras formas de transporte, como o marítimo. “Já estão sendo feitas as obras de melhoramento do Porto de Ilhéus”, disse, reconhecendo ainda a necessidade de melhorar o sistema viário em todo o Estado, nas regiões adjacentes à ferrovia. Ele também assegurou que, até agosto próximo, quer que todos os problemas estejam resolvidos. César Borges anunciou ainda, na ocasião, que o ministério deverá gastar R$ 1 bilhão em pendências com a ferrovia somente neste ano, ante os R$ 170 milhões executados em 2012. Isso porque, segundo fontes que trabalham nos canteiros das obras embargadas, as empresas realizadoras estão tendo gastos com a manutenção de pessoal nas regiões, especialmente, em São Desidério, por isso mesmo, havendo a necessidade de que o Ibama trate a travessia com o devido cuidado. De acordo com o ministro, já no mês de agosto, as obras de Barreiras, São Desidério e Luís Eduardo Magalhães devem estar em andamento. A licitação para o trecho que liga Belo Horizonte até Salvador, segundo ele, já foi determinado pela presidente Dilma Rousseff. Ao fazer o uso da palavra, o presidente da Valec, Josias Sampaio Cavalcanti assegurou que o trecho de Barreiras é prioridade da empresa

Jaques Wagner e César Borges conversam antes da abertura do evento da Fiol a fim de facilitar o escoamento da produção da região, lembrou que boa parte dos trechos está adiantada e que a região das cavernas, em São Desidério, está passando por uma reavaliação da área. “A expectativa é que até o final de maio tenhamos a licença de instalação. Esperamos que as obras sejam feitas já em julho”, disse. Se tivesse sido entregue em 2012, como previsto inicialmente, a Fiol custaria R$ 5,4 bilhões aos cofres públicos. O governador Jaques Wagner deixou claro que a ferrovia é também uma das prioridades do Estado e garantiu o apoio do governo,

especialmente na construção de estradas e sua manutenção, assim como facilitar a construção dos portos secos ao longo da ferrovia. “Hoje é uma data muito importante para a Bahia. Não é todo dia que se reúnem tantas autoridades, gestores de empresas, administradores e representantes dos mais diversos segmentos da sociedade para dar apoio a um projeto com dimensões como da Fiol”, disse. Ele entende que a união entre os produtores rurais e as indústrias é fundamental para assegurar o melhor desenvolvimento da região.


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JSFRURAL ária do Ministério das Minas Gerais, Carlos Nogueira da Costa Junior, destacou a importância da situação de alguns portos na Bahia, principalmente o Porto Sul, que tem ligação direta com a Fiol. “A intenção é abrir portos que comportem a oferta nacional e consigam resistir à dinâmica da demanda internacional. Não existe ferrovia sem um porto”, ressaltou preocupado com a interligação dos modais de transporte. Carta de Barreiras

Evento no Bartira Fest reuniu cerca de duas mil pessoas

Entraves superados

Os participantes deixaram claro em suas exposições que, ao que tudo indica, o consórcio e Valec, frente Ibama e o Tribunal de Contas da União (TCU), superaram os problemas ou, ao menos, farão um esforço para tal. No embate, o Ibama justifica como motivo para o atraso na concessão das licenças para as obras, o traçado da ferrovia e alega que este passa por cavernas existentes em trechos nas cidades de Barreiras, São Félix do Coribe, Santa Maria da Vitória e São Desidério, fato que exigiu a mudança. O governador Jaques Wagner e o ministro César Borges deixaram claro que o problema deve ser superado por meio da assinatura de um termo. O superintendente do Ibama na Bahia, Célio Costa Pinto, disse ao Jornal do São Francisco que há um decreto federal que classifica as cavernas brasileiras como bem da União, determinando a relevância de cada uma delas. Outro ponto é a existência de diversas espécies de morcegos e de macacos de papo amarelo. Quanto aos lotes do projeto, Célio Costa disse que não há mais entraves nos trechos de 1 a 4. “Falta apenas o plano básico ambiental dos trechos 5, 6 e 7”, informou. O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-BA), Marco Amigo, disse que não há qualquer obstáculo para o prosseguimento da obra que a engenharia não possa superar. “Se houver necessidade em se construir uma ponte, assim faremos. A sociedade quer e estamos empenhados nisso”, assegurou. A licença do Ibama é mais importante do que muita gente imagina. Como será construído um porto seco na região, e para que isso se concretize, é necessária à concessão de três principais licenças: a prévia, a de instalação e a de operação. Segundo consta nos sites das obras da Fiol, a licença de instalação permite construir cidades-alojamento para os tra-

Prefeitos de Barreiras, Antônio Henrique e, de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz balhadores, com toda a infraestrutura necessária, no caso, esgoto, água e energia elétrica. Segundo orçamentos que datam de dois anos, uma cidade deste porte tem cerca de 250 mil metros quadrados e custa cerca de R$ 3 milhões. Por causa disso, o deputado João Leão e o ministro dos Transportes, César Borges, mostraram preocupação com o entorno das cidades que vão abrigar a ferrovia. A questão da logística e dos diversos modais que darão suporte à ferrovia também preocupa o presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Cézar Busato, que defende a ampliação do trabalho de infraestrutura. “Precisamos, urgentemente, melhorar nossa logística com a construção da ferrovia e do Porto Sul, além de melhorar as estradas vicinais e sistemas de armazenamento para que possamos continuar crescendo e criar novos polos de desenvolvimento”, disse. Em seu discurso, Busato defendeu a revolução que a Fiol pode trazer à economia da Bahia, especialmente à região Oeste, como a redução de custos com o transporte da safra – que deverá cair até 70%, segundo projeções feitas por

produtores. O presidente lembrou ainda que não será apenas a região produtora de grãos (soja, farelo de soja e milho) que será beneficiada, já que a ferrovia também transportará fertilizantes, combustíveis e minério de ferro. “Este aumento da competitividade dos produtos agrícolas da região com instalação de polos agroindustriais e de exploração de minérios é outro benefício à região, com o aumento da arrecadação de impostos”, frisa. Segundo a Aiba, a conclusão da ferrovia Oeste Leste e a construção do Porto Sul são fundamentais para que a região ganhe vantagem competitiva em seus produtos. Cerca de 30% do valor das commodities é comprometido com a logística. O setor algodoeiro é um dos que mais é dependente do transporte rodoviário para sobreviver. “Hoje, mais de 95% do algodão produzido no Estado, destinado à exportação, segue de caminhão para o porto de Santos, em São Paulo. Com a Fiol conseguiremos melhorar nossa competitividade”, adiantou a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Isabel da Cunha. O secretário extraordinário da Indústria Naval e Portu-

O encontro teve como resultado, a Carta de Barreiras – documento elaborado pelas diversas entidades organizadoras do evento e que foi entregue ao ministro César Borges. A carta contém os principais pontos para a obra, finalmente, decolar, com destaque para a definição imediata das localizações dos pátios intermodais da ferrovia para a transferência das cargas de um sistema para outro, como ferroviário para rodoviário, em um maior número de cidades. Além de Barreiras, São Desidério, Caetité, Brumado, Tanhaçu e Ilhéus, a deputada estadual Ivana Bastos (PSD) defende a implantação de pátios nos municípios de Jequié, Guanambi e Bom Jesus da Lapa. No documento, também consta observação para a contratação imediata do consórcio que executará as obras do Lote 1 (Ilhéus); liberação imediata das obras do Lote 5 (Guanambi) e 5A (ponte sobre o Rio São Francisco); concessão das Licenças Ambientais dos Lotes 6 (Correntina) e 7 (Barreiras); a elaboração de estudos de alteração do traçado da ferrovia, ligando Correntina à cidade de Campinorte, no entroncamento com a Fico; concessão da Licença de Exploração da Lavra das Minas de Caetité, para a Bahia Mineração (Bamin), dentre outros. A carta ressalta, ainda, os problemas que estão impedindo que as obras da ferrovia caminhem de acordo com o cronograma, a exemplo da demora nas desapropriações de fazendas no Lote 1 e dos embargos reiterados feitos pelo Tribunal de Contas da União. Para tanto, solicita as seguintes providências: retomada das obras do Lote 1 com contratação imediata de empresas para sua execução; desapropriação imediata das fazendas Baviera e Pontal por onde passará a ferrovia; estabelecimento do processo de licitação para compra dos trilhos; liberação das obras dos Lotes 5, que estão sem pendência; concessão das licenças ambientais dos Lotes 6 e 7; garantia das condições ambientais para a manutenção da licença de instalação dos Lotes 1 a 4; realizar estudos de alteração do traçado do trecho Caitité - Barreiras, visando interligar o Lote 6 ao município de Campinorte em Goiás – opção que foi quase que descartada por fontes ouvidas pelo Jornal do São Francisco, por encarecer a obra - , e desapropriação de imóveis na área do Porto Sul. ■

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Grupo de Emergência apresenta resultados sobre lagarta Helicoverpa Após nove dias de trabalho, as primeiras ações de campo foram encerradas no dia 11 de abril. Técnicos da ADAB e da ABAPA percorreram seis municípios do Oeste da Bahia, para realizar um levantamento fitossanitário da região

N

esta primeira etapa foram priorizadas as lavouras de algodão, uma vez que o milho e a soja já haviam sido colhidos. Nas 257 propriedades visitadas, os técnicos procuraram saber se os agricultores haviam detectado a praga em suas plantações, qual o nível de infestação, quais os produtos que estavam utilizando no combate, a eficiência destes produtos, se eram assistidos por engenheiros agrônomos e quais os danos econômicos sofridos. Eles apuraram que, a lagarta que começou no milho, se fortaleceu devido aos dois anos de seca na região, além da falta ou uso equivocado do refúgio estruturado, uso errado de inseticidas não-seletivos e o plantio de milho Bt, que minimiza os efeitos da lagarta predadora da Helicoverpa spp..Com os produtores de soja sem acompanhamento técnico adequado, as lavouras não foram monitoradas e a praga se espalhou. Além disso, no Oeste da Bahia, a lagarta tem alimentação o ano todo, uma vez que não se pratica o vazio sanitário, o que facilita a permanência dela na região. Com esse panorama em mãos, a Fundação Bahia, em parceria com técnicos e consultores da região, formaram um Grupo de Trabalho para definir as estratégias de controle da praga. Coordenados pela Associação de Engenheiros Agrônomos (AEAB) e pela Associação dos Engenheiros Agrônomos de Luís Eduardo Magalhães (AGROLEM), o Grupo se subdividiu. O primeiro, é o grupo de Agentes de Controle Biológico que, em parceria com universidades e institutos de pesquisa, vai fazer testes com parasitóides, bactérias, fungos e vírus para combater a Helicoverpa spp. Já o grupo de Calendário de Plantio e Refúgio tem realizado diversas

reuniões para definir a duração e a posição do vazio sanitário; as datas de plantio e colheita das culturas; a porcentagem de refúgio para as culturas de milho e algodão e as estratégias de uso do refúgio estruturado. Este grupo tambem visitou empresas que produzem e comercializam sementes resistentes a praga, para saber o tamanho do estoque disponível e assegurar a safra de 2013/2014. Existem ainda, o grupo de Controle de Pupas, que vai monitorar a praga através de armadilhas e o grupo de Inseticidas, que já solicitou as autoridades governamentais, em caráter emergencial, a liberação de moléculas que têm ação efetiva sobre a Helicoverpa spp., além da importação de sementes de algodão (Austrália e EUA) com mais de dois eventos. Eles ainda estão trabalhando na calendarização do uso de inseticidas e validação em condições de campo da tabela de seletividade para inseticidas. Os técnicos deste grupo alertam para a importância de se usar inseticidas com mecanismos de ações diferentes, evitando, desta forma, a perda de ação dos produtos e uma consequente formação de indivíduos resistentes. No âmbito federal, a secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura reconheceu e declarou o estado de emergência fitossanitária no Oeste da Bahia, através da portaria no 42 de 5 de março de 2013. Também foi criado o Grupo de Gerenciamento Situacional de Emergência Fitossanitária para identificar, propor e articular a implementação de ações ágeis e eficazes contra a praga. “Estamos atendendo com celeridade todos os pleitos da região. O processo de registro e extensão de uso de agroquímicos que, normalmente, duraria de 3 a 5 anos, foi de apenas trin-

FUNDAÇÃO DE APOIO À PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DO OESTE BAIANO – FUNDAÇÃO BAHIA - CNPJ. 01.866.071/0001-34 ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA EDITAL DE CONVOCAÇÃO A Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento do Oeste Baiano – FUNDAÇÃO BAHIA, convoca a Diretoria Executiva, o Conselho Técnico, o Conselho Curador, o Conselho Consultivo, seus Sócios Quotistas, Produtores Associados de Sementes para participarem da ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA que se realizará no dia 10 de maio de 2013 (sexta-feira), no auditório da Fundação Bahia, localizado na BR 020/242 KM 50,7 - nesta Cidade de Luis Eduardo Magalhães - Bahia, às 9h:00 horas em primeira convocação e às 9h:30 horas em segunda e última convocação com qualquer número de Diretores, Conselheiros, Sócios Quotistas ou Produtores Associados de Sementes que estiverem presentes, com a seguinte ordem do dia: 1 - Parecer do Balanço Geral do Exercício de 2012; 2 - Situação Atual da Fundação Bahia no Primeiro Trimestre de 2013; 3 – Outros; Luis Eduardo Magalhães, 23 de abril de 2013 Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento do Oeste Baiano

ta dias.”, disse o chefe da Divisão de Defesa Agropecuária do MAPA, Paulo Reis. Além das ações da AIBA, ABAPA, ADAB, Fundação Bahia e do MAPA, os outros órgãos e associações que fazem parte do Grupo Operacional de Emergências Fitossanitárias - AEAB, DDSV, Seagri, FAEB, UNEB, EBDA, SDA, Fundeagro, Aciagri e Agrolem – também estão acompanhando e participando dos trabalhos, dando apoio e efetivando parcerias. Além do trabalho de campo, foram realizadas reuniões com produtores das áreas visitadas para falar sobre a importância da correta execução do Plano de Manejo da Helicoverpa spp para o futuro da região Oeste e esclarecer como o Plano será conduzido. “A região não pode reviver o que aconteceu na safra 2012, onde tivemos um aumento no custo de produção de 300 à 350 dólares por hectare no algodão e 50 a 80 dólares na soja. Sem falar na insegurança que o produtor viveu sobre produtividade de suas lavouras que estavam sendo

dizimadas pela praga”, disse o presidente da Aiba, Júlio Cézar Busato, que esteve presente a todas as reuniões e aproveitou para apresentar as ações da nova diretoria da Associação e explicar como serão conduzidos os trabalhos desta gestão. A segunda etapa das ações de campo está planejada para o fim do mês de abril, quando chegará ao Brasil o primeiro lote da molécula Benzoato de Emamectina. Além de dar continuidade ao levantamento fitossanitário, a ADAB será responsável pela venda do produto, orientação e fiscalização de armazenamento e aplicação na lavoura. “Estamos tomando todas as medidas para combater a Helicoverpa spp. Nosso Plano de Manejo é referência em todo o país. Combatida a praga, o produtor estará preparado para a colheita 2013-2014, com um sistema de produção mais adequado à região e com o auxílio constante de pesquisas”, afirmou otimista o coordenador regional da ADAB, Armando Sá Nascimento Filho. ■

NOTA DE ESCLARECIMENTO A MAURICÉA ALIMENTOS vem a público prestar esclarecimento sobre a Ação Fiscal ocorrida na Fazenda MF1, em 12 de abril de 2013 pelo Ministério do Trabalho e Emprego em conjunto com o Ministério Público do Trabalho e Ministério Público Federal. A referida fiscalização não aconteceu na Granja da Mauricéa e sim na propriedade de um Integrado da Empresa, parceiro na criação de frangos, que também fornece aves para outros frigoríficos. O objeto da verificação foi a atividade de “apanha de frango” realizada por uma Empresa prestadora de Serviço. A terceirização da “apanha de frangos” é uma prática comum nas empresas do ramo avícola por se tratar de atividade que exige extrema especialização em decorrência dos danos físicos que podem ser causados às aves no momento de sua coleta. A MAURICÉA ALIMENTOS exige de seus prestadores de serviços que todos os funcionários tenham carteira assinada, paguem os impostos e contribuições devidas, que forneça os Equipamentos de Proteção Individual, bem como orientação de como utilizá-los, além de respeitar a jornada de trabalho semanal e os horários de repouso e descanso. As instalações das granjas da Mauricéa e todas as demais granjas que a empresa mantém integração na Bahia estão em conformidade com a legislação trabalhista, possuindo prédio com banheiros, sanitários, sala para refeição e água potável tanto na sede da granja como em cada núcleo de aviários onde a “apanha de frangos” é realizada. Lamentavelmente, na ação da fiscalização ocorrida isto não foi evidenciado. A MAURICÉA ALIMENTOS repudia veementemente qualquer forma de trabalho que possa ser equiparado à condição análoga a escravo e ressalta que é uma das maiores empregadoras da região oeste da Bahia construindo seu trabalho baseado em uma sólida relação de respeito com seus colaboradores. A MAURICÉA ALIMENTOS informa que tomará todas as providências cabíveis para responsabilizar os envolvidos e eventuais abusos cometidos. Luís Eduardo Magalhães, 18 de abril de 2013. Atenciosamente, MAURICÉA ALIMENTOS DO NE LTDA


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Seca passa longe da Farm Show Nem mesmo a estiagem e a praga Helicoverpa - que causaram mais de R$ 1 bilhão de prejuízo aos produtores da região Oeste da Bahia - são consideradas pelos organizadores, ameaças para os negócios na feira REPRODUÇÃO

Luciano Demetrius

Apesar dos problemas enfrentados, a quebra na safra não foi tão grande na região como esperávamos. O uso da tecnologia no campo mostra que o produtor está investindo”

O

s organizadores da 9a edição do Bahia Farm Show estimam movimentação de R$ 675 milhões em volume de negócios no evento que será realizado de 28 de maio a 1º de junho, no Complexo Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães. Assim, a expectativa é de aumento em 13,44% nos negócios em relação à edição de 2012, quando foram registrados R$ 595 milhões. A previsão de público é de que 70 mil pessoas passem pela feira durante os cinco dias, contra 60 mil do ano passado – expectativa de aumento em 16,66%. O evento é promovido pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação Bahia, Associação dos Revendedores de Máquinas e Implementos do Oeste da Bahia (Assomiba) e Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães.

Julio Cesar Busato Presidente da Aiba Os números otimistas decorrem da procura dos expositores pelos estandes da feira. Até o momento foram negociados 95% dos espaços (160 expositores) e a previsão é de aumento de 20% até a véspera do evento. “Apenas um expositor que tínhamos em 2012 não acertou conosco para este ano”, disse o diretor executivo da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e coordenador da Feira, Thiago Albuquerque. O otimismo quanto ao volume de negócios tem como parâmetro, de acordo com os organizadores,

as linhas de crédito das instituições bancárias. De concreto, em termos de números, é o R$ 1,5 bilhão para investimentos e custeio agrícola por parte da Caixa Econômica Federal. “Ainda não temos detalhes de como serão feitas as ofertas, mas acreditamos que as taxas sejam as melhores do mercado”, afirmou Albuquerque. Bradesco, Banco do Brasil, BNB, Banco do Nordeste e DesenBahia também anunciaram que vão preparar linhas especiais aos produtores rurais durante os cinco dias do evento.

Já estão confirmados expositores representantes das empresas de máquinas e implementos agrícolas; sementes; pecuária; corretivos; fertilizantes e defensivos; silos e armazéns; equipamentos para irrigação, aviões, veículos utilitários e de passeio; logística; linha amarela de máquinas e equipamentos; software e hardware; peças, autopeças e pneus; ferramentas; bombas e motores; poços artesianos; sacarias e embalagens; equipamentos de comunicação rural; equipamentos de segurança/EPI; telas, arames e cercas; construções pré-fabricadas; sistemas de informação; centros de pesquisa e universidades; financiamentos; serviços financeiros e de seguros e revistas e publicações técnicas. Agricultura familiar

A agricultura familiar será fortalecida na 15ª edição do Bahia Farm, com estandes que irão fortalecer o trabalho e os negócios para os pequenos produtores ru-

rais. “A ideia é colocar na mente do agricultor que ele é um empreendedor. Vamos mostrar aos pequenos produtores exemplos daqueles que começaram com propriedades restritas e evoluíram com o passar dos anos”, afirmou o secretário municipal de Agricultura de Luís Eduardo Magalhães, Renato Faedo. Nem mesmo a estiagem e a praga Helicoverpa, que causaram mais de R$ 1 bilhão de prejuízo aos produtores da região Oeste da Bahia são ameaças para os negócios na feira. “Apesar dos problemas enfrentados, a quebra na safra não foi tão grande na região como esperávamos. O uso da tecnologia no campo mostra que o produtor está investindo. Ele sabe que não deve se limitar a fazer planejamento apenas para uma safra, mas também para as futuras. E como ele está investindo, é certo que irá aproveitar as oportunidades no Bahia Farm”, disse o presidente da Aiba, Julio Cesar Busato. ■

Cafeicultores participam de encontro técnico Luciano Demetrius Duzentos e quinze cafeicultores, técnicos e estudantes de agronomia do Oeste da Bahia e de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo participaram no sábado, 20, do Encontro Técnico do Café do Oeste da Bahia, na Fazenda Café do Rio Branco, em Barreiras. O evento foi promovido pela Associação dos Cafeicultores do Oeste da Bahia (Abacafé), Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e Cooperativa Agropecuária do Oeste da Bahia (Cooproeste). Na palestra de abertura, o engenheiro agrônomo e gerente de mercado café da Dupont, Luiz Wanderley Braga, apresentou os inseticidas, acaricidas, fungicidas e herbicidas recém-lançados pela marca. A meta do programa, segundo Braga, é proporcionar aos cafeicultores tanto a prevenção a determinadas pragas bem como contribuir com a produtividade e ter condições de melhorar a qualidade do produto. O pesquisador do Instituto Pró-Café, Roberto Santinato levantou a necessidade dos cafeicultores do Oeste da Bahia manterem o solo corrigido de saturação em 60%. Ele também destacou a importância do suo da matéria orgânica seja por esterco ou adubação verde. “Isso garante melhor qualidade do solo e produtividade”, afirmou. Ele alertou para o risco do uso de gesso no solo. “O solo arenoso e sem alumínio, como é recorrente na região Oeste da Bahia, pode provocar arrastamento de Potássio e de Magnésio”, destaca. O engenheiro agrônomo e doutor em

manejo de solo, Ronaldo Cabrera, por sua vez, destacou o desafio de se manter a sustentabilidade por parte do produtor. “Para isso, temos que saber fazer e, na maioria das vezes, os agrônomos só enxergam a fertilidade química. No entanto, é preciso conhecer, também, as fertilidades física e biológica”, disse. Ele reforçou os cuidados que os cafeicultores devem ter quando houver produção em áreas com uso de gesso. Também presente, o pesquisador Reymar Coutinho de Andrade apresentou os aspectos que beneficiam a qualidade do café. Para ele, o foco precisa ser no café tipo cereja. “É o melhor café natural e o ponto de maturação dele é que influi na qualidade”, informa. Ele ressaltou que o manejo agronômico e os tipos de colheita são essenciais, desde que observado o interesse em visar o bom resultado do produto. “Acreditar que mexer na maturação vai melhorar a colheita, é correto. Porém, é preciso verificar que isso não vai interferir na qualidade. Fazer café de qualidade ou não tem o mesmo processo. O que muda é a forma de fazer”, evidencia. Para o presidente da Associação dos Cafeicultores do Oeste da Bahia (Abacafé), Dhone Dognani, o evento é um avanço se comparado com o primeiro dia de campo realizado aos cafeicultores, até então (o último havia acontecido em 2009). “Desta vez, temos um encontro técnico, com troca de experiências entre os cafeicultores, novidades apresentadas pelos palestrantes e debatidas com os participantes, além da apresentação de produtos para o setor, tais como maquinários, insumos e defensivos agrícolas”, avalia. ■

O CAFÉ CORRE NA VEIA

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Fazenda Café do Rio Branco, local do Encontro Técnico do Café do Oeste da Bahia, é parte do complexo da família Castro que tem tradição na produção de café. O começo foi em 1973, com Antônio José de Castro, em Mogiana, região de Pedregulho (SP). Em 1977, o produtor adquiriu outra propriedade em Patrocínio (MG). Os filhos Glauber de Castro e Glaucio de Castro acompanharam o pai na cafeicultura e, em 1999, a família descobriu que o Oeste da Bahia era propício para o plantio em uma região próspera. “Fiquei aqui por três meses, avaliando as propriedades da região, até a compra da Fazenda Rio Branco, depois rebatizada de Fazenda Café do Rio Branco”, conta Glauber de Castro. Assim, cada um deles ficou responsável por uma das propriedades: o pai administra a fazenda em Pedregulho

(SP), que dedica 100 dos 200 hectares à cafeicultura. Glaucio está em Patrocínio (MG), com dedicação a 310 hectares ao café, dos 570 hectares da área total da fazenda. Já Glauber é o responsável pela área em Barreiras, onde 400 hectares dos 1.100 da propriedade são voltados ao plantio do café. A perspectiva para a safra 2013, segundo Glauber, é que sejam colhidos 20 mil sacas na Fazenda Rio Branco. “Aqui na região Oeste, especificamente, temos vantagem devido à luminosidade, topografia e irrigação”, acrescenta. O investimento da família Castro já rendeu a criação da marca, fruto do Projeto Kaff, que exporta, principalmente para a China, o que é produzido nas três propriedades administradas. “Um cafezinho sempre vai estar no cotidiano das pessoas. Trabalhamos pra isso, pois também somos bons consumidores do café”, disse Antônio Castro. ■


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JSFRURAL

Bahia e Tocantins encerram litígio de terras O acordo fixa como irrevogável a linha traçada pelo IBGE, se opondo ao parecer do Exército Brasileiro Virgília Vieira

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isando encerrar o conflito entre as divisas do Estado da Bahia e do Tocantins, os governadores fecharam um acordo acerca da disputa territorial entre os dois Estados - discutida na Ação Cível Originária (ACO) 347, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) desde 1986. O acordo fixa como irrevogável a linha traçada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estabelecendo o reconhecimento mútuo dos títulos de propriedade expedidos até a data atual. Segundo o procurador Rui Moraes, o acordo representa um marco, pois a partir de agora os conflitos existentes entre os dois estados, por conta da indefinição de fronteiras, deixam de existir. “Os estados passam a ter um parâmetro para examinar as diversas situações e podem prevenir alguns conflitos que possam ocorrer, além de tranquilizar produtores da região Oeste, que viviam sobressaltados”, disse. Para o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, o acordo favorece a Bahia. “Dentre as alternativas apresentadas dentro do processo, esta foi a que trouxe menos riscos de perda de áreas para o nosso Estado”, disse, esclarecendo que em conversa com o secretário de Agricultura do Tocantins, Jaime Café, a decisão também foi satisfatória para aquele Estado, já que desde o início das conversas entre os dois governadores, Jaques Wagner e Siqueira Campos, havia um acordo que o Estado do Tocantins não brigaria por regiões dos municípios baianos.

Com o acordo, os eventuais casos de superposição de áreas tituladas, deverão ser analisados de forma conjunta, em comissões compostas por representantes dos dois estados. As terras em litígio situam-se na região do município de Luís Eduardo Magalhães, opondo, como fundamento principal, as fronteiras traçadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e aquelas definidas por um parecer do Serviço Geográfico do Exército Brasileiro. O acordo - resultado de uma proposta de conciliação apresentada pelo relator da ação, ministro Luiz Fux, deve definir os limites de atuação das autoridades públicas, da Justiça e até da polícia de cada um dos estados. Segundo o ministro, a solução pacífica proporcionada pela conciliação deverá ter um impacto expressivo para as regiões envolvidas, porque haviam várias disputas relacionadas à indefinição territorial. “A ausência de limites gerava conflitos entre autoridades, como no caso de uma reintegração de posse determinada por juízos diferentes em relação à mesma área”, afirma. A ACO 347 tramita no STF desde 1986, mas a disputa territorial tem origem no ano de 1919 e inclui os Estados de Piauí e Goiás. Para o ministro, o resultado da audiência deverá contribuir para o desfecho da ACO 347, servindo de exemplo para os outros estados envolvidos na disputa. “A conciliação é emblemática, pois envolve um processo de 20 anos de tramitação, resolvido pelos próprios governadores. Isso comprova que a disposição para a conciliação é a melhor solução para os casos em que essa alternativa é possível”, encerra. ■

Aiba busca detalhes do acordo Conhecer os detalhes da Ação Cível Originária (ACO) 347 que definiu os limites de Bahia e Tocantins. Este foi o objetivo da viagem do presidente da Aiba, Júlio Cézar Busato, e do segundo vice-presidente, Odacil Ranzi, à Salvador, no último dia 19. Eles tiveram uma audiência com o procurador geral do Estado, Rui Moraes Cruz, que esclareceu as cláusulas do acordo firmado em Brasília no dia nove de abril. Rui Moraes Cruz explicou que o acordo fixa como irrevogável a linha traçada pelo IBGE, ou seja, a que mais se aproxima da realidade da ocupação atual. As demarcações serão feitas pelos dois estados. O procurador disse ainda que o acordo estabelece o reconhecimento mútuo dos títulos de propriedade expedidos até a data atual, sendo remota a possibilidade de perda da posse da terra para aqueles produtores rurais que lá trabalham. “Os estados passam a ter um parâmetro para examinar as diversas situações e podem prevenir alguns conflitos que possam ocorrer, além de tran-

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POLÍTICA AMBIENTAL As Fazendas Missioneira I, II, III e IV, pertencentes ao Sr. Luiz Simião do Amaral Loureiro, inscrito no CPF sob nº: 182.878.750-72, localizadas na Rodovia BA 459 (anel da soja), km 16, sentido LEM-Placas, bairro Zona Rural, Barreiras – BA, que realiza a atividade de Agricultura de Sequeiro e Armazenamento de Grãos, na busca da melhoria contínua das ações voltadas para o meio ambiente, assegura que está comprometida em: . Promover o desenvolvimento sustentável, protegendo o meio ambiente através da prevenção da poluição, administrando os impactos ambientais de forma a torná-los compatíveis com a preservação das condições necessárias à vida; . Atender à legislação ambiental vigente aplicável e demais requisitos subscritos pela organização; . Promover a melhoria contínua em meio ambiente através de sistema de gestão estruturado que controla e avalia as atividades, produtos e serviços, bem como estabelece e revisa seus objetivos e metas ambientais; . Garantir transparência nas atividades e ações da empresa, disponibilizando às partes interessadas informações sobre seu desempenho em meio ambiente; . Praticar a reciclagem e o reuso das águas do processo produtivo, contribuindo com a redução dos impactos ambientais através do uso racional dos recursos naturais; . Promover a conscientização e o envolvimento de seus colaboradores, para que atuem de forma responsável e ambientalmente correta. A DIREÇÃO

Prefeitura Municipal de Barreiras – BA

Prefeitura Municipal de Barreiras – BA

ARQUIVO

PEDIDO DE LICENÇA DE OPERAÇÃO As Fazendas Missioneira I, II, III e IV, pertencentes ao Sr. Luiz Simião do Amaral Loureiro, inscrito no CPF sob nº: 182.878.750-72, domiciliado na Av. Ahylon Macedo, nº 820, Bairro Boa Vista, Barreiras – BA, torna público que está requerendo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade – SEMMAS – Licença de Operação para a atividade de Agricultura de Sequeiro e Armazenamento de Grãos, localizadas na Rodovia BA 459 (anel da soja), km 16, sentido LEM-Placas, bairro Zona Rural, Barreiras - BA.

Em audiência com o procurador geral do Estado, Rui Moraes Cruz quilizar produtores da região Oeste, que viviam sobressaltados”, disse. As eventuais hipóteses de superposição de áreas tituladas deverão, segundo o acordo, ser analisadas de forma conjunta, em comissões compostas por representantes dos dois estados. Outros eventuais conflitos, segundo o documento, entre particulares, serão resolvidos pelo Poder Judiciário. O secretário da Agricultura, Eduardo Salles, facilitador da audiência, afirmou que esta foi a alternativa que trouxe menos

risco de perda para a Bahia. Júlio Cézar Busato e Odacil Ranzi agradeceram o empenho e a atenção do secretário de Agricultura e do procurador geral do Estado, Rui Moraes Cruz, colocando a Aiba à disposição para auxiliar no que for necessário. “Queremos que tudo ocorra de maneira harmoniosa e pacífica para que quem está produzindo alimentos e obtendo o sustento de suas famílias e gerando emprego e renda no Oeste da Bahia, permaneça em suas terras”, afirmou o presidente da Aiba, Júlio Cézar Busato. ■

Luiz Simião do Amaral Loureiro Proprietário

PEDIDO DE LICENÇA DE OPERAÇÃO A Empresa Plant Fert Indústria e Comércio de Fertilizantes LTDA – Plant Fert, CNPJ 07.646.604/0001-59 torna público que está requerendo ao Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – INEMA a Licença de Operação para a atividade de Indústria e Comércio de Fertilizantes para a unidade localizada à ROD BR 020, km 12, s/nº, Zona Rural, próximo ao Povoado do Rosário no Município de Correntina – BA. Orlando Carlos Misael Diretor


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Jornal do São Francisco

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REGIÃO

Governo do Estado apresenta metas para a Bacia do Rio Grande Dados apontam para avanços sociais significativos nos últimos dez anos na região Virgília Vieira

BACIA DO RIO GRANDE

N

BURITIRAMA

BA

MANSIDÃO

riachão das neves

COTEGIPE

WANDERLEY

ANGICAL Luís eduardo magalhaes

Barreiras

CRISTÓPOLIS CATOLÂNDIA

BAIANÓPOLIS

SÃO DESIDÉRIO

● 14 municípios ● População: 389 mil habitantes ● 13,35% do território baiano ● Área Total: 75 mil km2 REPRODUÇÃO

REPRODUÇÃO

VIRGÍLIA VIEIRA

lescentes em conflito com a Lei. Educação

Alfabetizar mais de 34 mil adultos com o Todos pela Alfabetização (TOPA), ampliação de mais de 600 vagas na Universidade Federal da Bahia (UFBA), implantação da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOBA), ampliação para mais 320 vagas em 2013, implantação em 2014 do curso de Medicina Veterinária com 50 vagas na Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e ampliação com mais 600 novas vagas para Educação Profissional em 2013.

Saúde

Para a área de saúde, foram destacadas a construção de mais 19 Unidades de Saúde da Família, ampliação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), implantação e mobilização do SUS em 100% do Território e a construção de duas Unidades Hematológicas. Infraestrutura

Pavimentação e recuperação de 632 Km de estradas, ampliação de três terminais aeroviários e um aeroportuário, acesso a internet de banda larga em três sedes municipais e mais 1.476 novas ligações elétricas.

AVANÇOS SOCIAIS Bacia do Rio Grande Extrema Pobreza saiu de 33,5% (2000) para 18,8% (2010) Taxa de Analfabetismo caiu de 24,2% (2000) para 17% (2010) Posto de Trabalho Formais - de 17,6 mil (2000) para 64,7 mil (2011) FONTE: DADOS FORNECIDOS PELO GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA

Água e Saneamento

Ampliação da oferta de água, beneficiando mais de 78 mil habitantes, realização de 25 mil novas ligações de esgotamento sanitário nas sedes municipais e ampliação da cobertura do esgotamento sanitário no meio rural, beneficiando 20 mil pessoas.

Segurança Pública

Criação de uma base comunitária de Segurança, implantação do Programa de Atendimento para 100 famílias de usuários de drogas e atendimento a 150 ado-

SANTA RITA DE CÁSSIA

Formosa do Rio Preto

VIRGÍLIA VIEIRA

o II Diálogos Territoriais que aconteceu em Barreiras, em abril, o secretário estadual do Planejamento, José Sérgio Gabrielli, apresentou ações e metas do Governo do Estado para os municípios do Território de Identidade da Bacia do Rio Grande até 2015. De acordo com o secretário, nos últimos dez anos houve avanços sociais significativos na Bacia do Rio Grande. A extrema pobreza saiu de 33,5% em 2000, para 18,8% em 2010. A taxa de analfabetismo também caiu de 24,2%, para 17%. Enquanto os números de postos de trabalho formais subiram de 17,6 mil para 64,7 mil em 2011. Composto por 14 municípios do Oeste baiano - Wanderley, Cotegipe, Cristópolis, Baianópolis, Catolândia, São Desidério, Barreiras, Angical, Luís Eduardo Magalhães, Riachão das Neves, Santa Rita de Cássia, Mansidão, Formosa do Rio Preto e Buritirama, a Bacia do Rio Grande possui aproximadamente 400 mil habitantes, com uma área total de 75 mil km², representando 13,35% do território baiano. Segundo o prefeito Antônio Henrique, a Bacia do Rio Grande precisa de atenção redobrada dos governos estadual e federal. “Esse território é composto por um povo trabalhador, rico em água e solo, porém, com inúmeros problemas que precisam ser solucionados. O município de Barreiras vai apoiar as ações da política territorial da Bacia do Rio Grande, mas o nosso colegiado precisa se movimentar para buscar e fortalecer projetos e investimentos que melhorem as condições de vida da nossa população”, disse o prefeito. Segundo Gabrielli, o Governo do Estado possui metas para até 2015 para a Bacia. “Apesar de sempre poder fazer mais e melhor, o Estado tem trabalhado e vai trabalhar muito nessa região. Será elaborado um relatório, que servirá como ponto de partida para que o Governo do Estado reoriente e ajuste suas políticas públicas, readequando-as às necessidades de cada região”, garante.

Ação Social

Secretário de Planejamento, José Sérgio Gabrielli

Inclusão Produtiva de 1,1 mil famílias do

Cadastro Único e capacitação profissional para 2,1 mil Jovens. Agricultura Familiar

Assistência Técnica de Extensão Rural para mais 5,7 mil agricultores com apoio a 1,7 mil famílias com pesca sustentável, mais 1,8 mil famílias beneficiadas com sementes e garantia safra para mais de 5 mil agricultores. ■


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CLASSIFICADOS

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FER R A M EN TA S ● LOCAÇÃO DE EQUIPAMENTOS ● ATENDIMENTO DE GARANTIA ● VENDA DE MÁQUINAS ● ASSISTÊNCIA TÉCNICA ● VENDA DE PEÇAS

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Jornal do São Francisco

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BRASÍLIA

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Audiência Pública

Seca em dose dupla P

refeitos baianos participaram de audiência pública na Câmara dos Deputados no último dia 24. Vieram discutir com os parlamentares e senadores os impactos da seca, tendo em vista os gargalos burocráticos que emperram ou protelam a realização das ações imediatas e estruturantes anunciadas pelo governo federal. A política de desoneração de tributos federais também teve destaque. Mais da metade do Estado baiano tem enfrentado graves problemas financeiros e sociais em razão da seca, considerada a maior dos últimos 50 anos. Dos 417 municípios que compõem o Estado da Bahia, 252 decretaram situação de emergência. Conforme os dados da Coordenação Estadual de Defesa Civil da Bahia (Cordec), divulgado no último dia 23, o Estado Baiano é o que mais tem sofrido com os efeitos da estiagem. Ao todo são mais de 400 mil quilômetros quadrados atingidos, com uma população de aproximadamente 2,8 milhões de habitantes na área prejudicada. Desde 2012, o governo federal tem anunciado a execução das ações de combate aos efeitos da estiagem nos estados que se encontram em situação de emergência. Somando-se recursos financeiros e maquinários, o governo federal prometeu mais de R$ 10 bilhões para a Bahia, contudo, essas promessas estão sendo viabilizadas a conta-gotas. Enquanto isso, muitas famílias vivem o drama da fome e da sede. De acordo com os números divulgados, mais de 500 mil cabeças de gado já morreram no semiárido baiano e, nos laticínios, a quebra foi em torno de 70%. Como se não bastasse o problema da seca, os recursos disponibilizados pelo governo federal aos municípios estão cada vez mais escassos. Em virtude da

brusca queda no volume de repasses, provocada pela redução do IPI dos automóveis e produtos da linha branca, tornou-se ainda mais complicado administrar o município minimamente, muito menos prover o desenvolvimento municipal. “Mais de 70% dos municípios baianos vivem apenas do FPM e, desses, mais de 80% estão em estado de emergência por causa da seca. O risco desses municípios entrarem em falência social e econômica e seus prefeitos perderem toda a capacidade de gestão financeira é eminente, se não fizermos nada emergencialmente. Muito já foi prometido e anunciado desde o ano passado para combater a seca. Mas, pouco se concretizou. Precisamos descobrir onde estão esses gargalos para saná-los e assim ajudar o povo baiano que sofre e não sabe mais a quem apelar”, sinalizou a presidente da UPB, Maria Quitéria. Os gestores municipais exigem que se faça uma compensação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O prefeito de Maracás, Paulo dos Anjos, enfatizou com propriedade: "a outra seca é a diminuição do FPM. Isso acontecia só no final do ano, mas agora está no início. Do que adianta dar máquina se não temos dinheiro para pagar funcionário para operar e para construir as barragens. Os programas do governo são bons, mas quem banca a maioria são os municípios que estão falidos". O prefeito de Cotegipe, Marcelo Mariani, também tratou do tema com veemência: "Temos que deixar de subterfúgios e partir para o núcleo da questão: resolver a situação da seca, observando os reflexos dessa realidade daqui a 2, 3 anos; o outro ponto é viabilizar o Fundo de Participação dos Municípios. Não adianta, por exem-

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plo, o governo entregar máquinas, se o governo não repassar recursos para movimentar essas máquinas. Precisamos pagar o trabalhador e fazer as manutenções devidas. A sobrecarga dos municípios tem sido muito grande. Há muitas despesas e os recursos cada vez mais minguados". É a “seca em dose dupla”: Os municípios sem chuva e sem dinheiro para sanar as mazelas, promover as melhorias. Falta água e falta pão. Os cofres estão vazios. O quadro é caótico: planta mas não se colhe, as lavouras perecem, o gado morre e o governo não descentraliza os recursos e nem desburocratiza os caminhos para atender as reais necessidades. O andamento das obras e serviços tem sido a passos de tartaruga. É preciso simplificar a relação das prefeituras com o governo para se construir um Brasil forte. Como bem colocou o presidente da Associação Baiana dos Expositores (Abexpo), Jaime Fernandes, no III Congresso Internacional da Produção Pecuária - CIPP: “a seca é um fenômeno regular para o Nordeste brasileiro, assim como o inverno o é para a Ásia, Estados Unidos ou Europa. Temos de conviver com ela, prover água, investindo em infraestrutura e comida, mesmo que chova. Só assim poderemos atravessar este período”. O Governo precisa absorver de verdade essa ideia e tomar providências pertinentes, caso contrário, os avanços não serão deflagrados. Evento:

A audiência sugerida pela União dos Prefeitos da Bahia (UPB) foi presidida pelo líder da Bancada Baiana na Câmara, o deputado Daniel Almeida, e contou também com a presença do presidente da Codevasf, Elmo Vaz, e do secretário Executivo do Ministério da Integração Nacional, Alexandre Navarro. Ao final, os prefeitos formalizaram uma carta com as reivindicações e entregaram aos deputados federais para ser lida no Congresso Nacional.

1. Aprovação de cota emergencial do FPM, através da reedição, pelo Governo Federal, da MP no 462/09 (posteriormente Lei no. 12.058/09); 2. Acompanhar, de forma efetiva, a questão da distribuição dos Royalties, através de articulações políticas objetivando a manutenção da aprovação da lei com a repartição igualitária dos recursos entre os estados; 3. Flexibilização da Lei de Responsabilidade Fiscal, principalmente no tocante ao cumprimento dos índices de gasto com pessoal; 4. Aprovação do Projeto de Emenda Constitucional – PEC no 57-A/99, que cria o fundo do semiárido, destinando 2% dos recursos do orçamento da União para os municípios do semiárido brasileiro; 5. Aprovação da PEC 212/2012 com a redistribuição de receita entre a União, Estados e Municípios, através da repartição da Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS e Contribuição Social sobre o Lucro de Pessoa Jurídica; 6. Destinação, pelos Deputados Federais, de Emendas no Orçamento para obras e serviços emergenciais e estruturantes de combate à seca; 7. Manter, de forma efetiva, constante mobilização dos Prefeitos e Deputados na busca de solução dos problemas advindo da seca e estiagem; 8. Carros pipas destinados a dessedentação dos animais; 9. Apresentação, pelos Deputados Federais, de projeto de lei de desoneração da carga tributária dos municípios, em razão da queda abrupta do FPM; 10. Desburocratização do Cartão da Defesa civil.

NOTAS

Preste atenção

O Brasil tem hoje 85% de suas prefeituras tolhidas de celebrar convênios com a União por conta de inadimplência junto ao Cadastro Único de Convênios (CAUC). De acordo com dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), a principal pendência está no comprimento de dois dos 13 itens do cadastro: o Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) e o Relatório de Gestão Fiscal (RGF).

Expectativa

A presidenta Dilma Rousseff afirmou no II Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, sediado em Brasília, no último dia 23, que pretende, com obras de infraestrutura, mobilidade, saneamento e habitação, melhorar o perfil das cidades. A presidenta ainda colocou que buscará atender os pleitos dos municípios, entre eles o de levar médicos para áreas afastadas, pequenos municípios e periferias das grandes cidades. Esperamos que as intenções sejam concretizadas e não fique apenas no discurso.

Realidade ou utopia?

A presidenta Dilma argumenta que é obrigação do Estado ajudar os municípios a manter seus programas sociais e ressaltou a importância de os prefeitos aderirem de forma rápida aos programas desenvolvidos e financiados pelo governo federal, como o Minha Casa, Minha Vida. Ela disse que é necessário que os governos, nas três esferas, tenham uma gestão cada vez mais eficiente. A presidenta está bem afiada na teoria, mas na prática não é bem o que está acontecendo.


28 Ed. 128, de 1 a 15 de maio 2013

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Mosaico Tizziana Oliveira tizzib@gmail.com

Feijoada Amigos da Patty

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conteceu no último dia 13, no Espaço de Eventos Quatro Estações, a "Feijoada Amigos da Patty" – que foi um verdadeiro sucesso. Patrícia Oshiro Brentan - que há mais de um ano luta contra leucemia linfóide aguda – agradeceu orgulhosa a solidariedade das pessoas e amigos de Luís Eduardo Magalhães. “Obrigada a todos, vocês me encheram de alegria, me emocionei”, disse Paty. A Feijoada conseguiu arrecadar no leilão mais de R$60 mil, tendo em caixa um total de mais de R$100 mil. O movimento não deve parar até que Patty melhore com o tratamento, o que ainda requer muito empenho de todos os amigos. A comissão organizadora trabalhou durante dois meses para que o evento acontecesse, e superou todas as expectativas. No dia 2 de junho, às 16h, na Gruta, acontecerá a "Ação Beneficente em Prol de Patrícia Brentan", que terá como 1º prêmio - Fiat KA zero km, 2º prêmio TV 42' LED, 3º prêmio - computador, 4º Prêmio - notebook. Não percam.

Feijoada no Lions

Gabriela Gallois e Kleber Taji

O Lions Clube Mimoso do Oeste, de Luís Eduardo Magalhães, promoveu no dia 20, a sua tradicional feijoada beneficente. Foi o 11º ano consecutivo do evento, que teve venda de 1000 convites. O presidente do Lions, Ronaldo Francisco, disse que o valor arrecadado será utilizado para a construção de um centro poliesportivo social que atenderá ao Lions e à Apae. A confraternização foi prestigiada por quem admira o trabalho da instituição. O Lions completou em abril, 15 anos de atividades no município.

Gabriela Petry Gallois e Kleber Taji se casarão no dia 4 de maio, às 18h. A cerimônia religiosa acontecerá na igreja Nossa Senhora Aparecida (Matriz), de Luís Eduardo. Os noivos receberão cerca de 250 convidados no Buffet Olavo Nascimento.

Lia Pellenz e Dhone Dognani Lia Fernanda Pellenz e Dhone Dognani casaram-se no último sábado, 27, às 17h30. A cerimônia religiosa aconteceu no Santuário Nossa Senhora Aparecida (Gruta). Após a cerimônia, os noivos recepcionaram os convidados no CTG Sinuelo dos Gerais. Os pais de Lia são Aristeu Fernando Pellenz e Irene Pellenz, e os de Dhone, Ademir Salvador Dognani e Lindanete Borges Mendonça. O casal viajará em luade-mel para Las Vegas, EUA.

Panmela santos, Karine Follmann,Juliana Grandini Remolli, Bruna Brentan, Carla Teixeira e Daniele Monteiro Firmino

Camila de Souza Carvalho e Diego Lauck Mariano

Lilia e João Antônio Franciosi

Jovi Franciosi e Mari Luza

Lucia e Jair Francisco

Bebês à vista Vivian Closs e Kenni Henke esperam a chegada de Lara. Vivian entrou no oitavo mês de gestação e a previsão do parto é para junho. O casal Roberta Ciotti Freitas e Diogo Freitas espera a chegada da primeira filha. Roberta está com 36 semanas de gestação e aguarda a chegada da pequena Fernanda para maio.

Lançamento de Blog Ocorrerá na terça-feira, 30, lançamento do blog de Carol Souza, proprietária da empresa Adoro! Produtora de Moda e Cultura. O evento acontecerá as 20h30, na Bartira Festas, em Barreiras. Dj Charles, Roberta Céu e Vitor Souza animarão a festa.

Wolmar Jorge Gross, Valter Rucker, Arlei Deichsel, Pedro Brugnera e Ronaldo Dorval Francisco Mayco Sérgio

Vanessa Prezotto e Ana Karolina Prezotto Brito

Kenni Henke e Vivian Closs

Lia Fernanda Pellenz e Dhone Dognani


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FOTOS: PÉRICLES MONTEIRO/ARERÊ

Aniversário de Bartira holanda

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o último dia 27 de abril, a empresária Bartira Valéria Cesar Holanda comemorou o seu aniversário em grande estilo e requinte. A festa aconteceu em um dos seus empreendimentos - “Bartira Eventos” e contou com a presença de aproximadamente 350 convidados. A empresária foi surpreendida com uma grande homenagem e depoimentos de amigos e familiares. Logo em seguida, Bartira e seu marido Humphrey Rabelo Coité dançaram a música “My Heart Will Go On”, de Céline Dion, para os convidados que festejaram até o amanhecer, quando foi servido um café-da-manhã com cardápio típico de boteco nordestino. Bartira atua há 14 anos no ramo de eventos, é uma das empresárias mais bem sucedidas de Barreiras. Atualmente, possui três empreendimentos na cidade de Barreiras, Bartira Festas, Bartira Eventos e Bartira Fest. Os espaços dispõem de ambientes perfeitos para casamentos, formaturas e aniversários, com capacidade de público para até sete mil pessoas, além de proporcionar decoração e buffet, com muita sofisticação.

Bartira recebe os parabéns em companhia dos pais Ormélia e Luiz, o filho Gustavo, o esposo Humphrey, e seu irmão Orlando

Bartira e convidados

Bartira e seu esposo Humphrey

Brigida, Vanessa, Tatiana e Márcia

Marcelo, Bartira, Humphrey e Marcilane

Bartira e amigas Gilka, Rosane e Rose

Rodrigo, Jean, Amarildo e Marcos Bartira e seu filho Gustavo

Bartira e seus pais, Luis Holanda e Ormélia Sandra, Alessandra, Nonô, Mercês, Roberto e Wirna

Tonhera, Mauricio, Marcolino, Wilson, Balbino, João e Jessé

Bartira e sua turma da adolescência

Ricardo e Rita

Marcilane e Bartira

Socorro, Marcia, Marlene, Ginja, Lilia e Gerson

Djalma, Luis Holanda e Antônio Henrique


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ENTRETENIMENTO

... È o tempo todo nesse vìdeo game, jÀ tentei de tudo e não sei mais o que faço. não està exagerando? duvida? vou te provar.

Amor, assumi um novo relacionamento e estou te deixando. Tà, mas se encontrar o jogo dA fifa 2013, aproveita e compra pra mim.

CRUZADAS

CAÇA-PALAVRAS ADMINISTRAÇÃO ATLÂNTICO BAHIA BARREIRAS CALENDÁRIO

CIDADANIA EGITO FRONTEIRA IDEOLOGIA INFORMÁTICA

PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

LUÍS EDUARDO MEDITAÇÃO MOCHILA NACIONAL

OESTE PAPEL CARBONO PIRÂMIDE SAFARI

SÃO DESIDÉRIO SÃO FRANCISCO SOCIEDADE TURISMO

www.coquetel.com.br

© Revistas COQUETEL 2013 Período de reajustes de salários

(?) Maia, Moeda do cantor de "Me Dê Brasil Motivo"

Temor; pavor Estudo das águas (Geog.)

Rifa (pop.) Vogal de "bis"

Aquele que faz desordem em ruas

Legume ou verdura Centro de Terapia Intensiva (sigla) A mão do destro História trágica

Ficar sem (?): empalidecer H

Colidiu (o automóvel) Vigário Mistura passada na linha de pipas Lar; moradia (?) pública: rua

Vegetalsímbolo da natureza

Cada lado da folha Policial, em inglês

Teclar (internet) Apóstolo de Cristo Sílaba de "tremer" Dei; cedi

Hortaliça também chamada "salsão"

Som da fala do bebê Convidar; convocar Puro; inocente

Fábio Assunção, ator brasileiro (?) Atlântica, reserva brasileira

Demonstração (red.) Lubrificantes

Máquina que produz tecidos Saudação jovial Senhores (abrev.)

Pronome demonstrativo masculino Intervalo entre os Jogos Olímpicos

Solução

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A R R U A C E I R O

NAS BANCAS

I S O

saudáveis

A Ç Ã O E N T R E A M I G O S

Mente e corpo

D T A L I I T A M A C B A T P A G I A S A R E T O D O C H A M O D E OL A S E A R O A N S S O

RESPOSTA

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H H O R D I R E D R A CE R O L O R G C A R V O A I P F A I C M A T A E S Q U A T G R O

9 7 1 8 4 9 1 6 8 3 6 2 1 4 8 3 1 2 3 6 9 2 1 5 5 4

BANCO

Sudoku é um quebra-cabeça baseado na colocação lógica de números. O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada uma das células vazias numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades. Os algarismos não podem se repetir na mesma coluna, linha ou grade.

Sozinho; solitário

3/cop — iso. 4/tomé. 5/casto. 9/hortaliça.

FÁCIL

Tomei uma atitude

Mato (?) do Sul, estado brasileiro

SUDOKU

Selo de qualidade total (sigla)

Alessandra Negrini, atriz brasileira


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Moda Denise Pitta Graduada em Artes Plásticas, Estilismo e Moda Editora do Fashion Bubbles - www.fashionbubbles.com

Os casacos mais bombados do inverno REPRODUÇÃO

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frio começa a chegar devagarinho em algumas das cidades brasileiras. Com isso, cresce a vontade de ousar em looks bem elaborados e cheios de informação de moda. E, para isso, o casaco é uma ótima peça, pois além de quente, é uma peça muito elegante. Para esta temporada de inverno, eles serão essenciais no guardar-roupa. Entre os shapes eleitos está o trenchcoat, mais comprido, geralmente de sarja ou lã, com abotoamento duplo e faixa na cintura. Outro modelo em alta é a parka, que faz referência ao estilo militar - uma das principais tendências da estação. Já os modelos em pelo são ótimos para dias de temperatura baixa e são super fashion. Outro destaque para o inverno 2013 são as jaquetas de couro coloridas.

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Neste inverno, destacamos looks com sobreposições e toques de cor. As calças estampadas, também estão super em alta, assim como as coloridas. Já a cor da estação é o borgonha, o novo vinho!

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ESPORTES

LUCIANO DEMETRIUS

Tabela da Copa Regional de Seleções 1a rodada - 12 de maio - domingo Santa Rita de Cássia x Santa Maria da Vitória Cocos x Luís Eduardo Magalhães 2a rodada – 19 de maio – domingo Luís Eduardo x Sta. Rita de Cássia Santa Maria da Vitória x Cocos 3a rodada – 26 de maio – domingo Cocos x Santa Rita de Cássia Santa Maria da Vitória x Luís Eduardo Magalhães 4a rodada – 02 de junho – domingo Santa Rita de Cássia x Cocos Luís Eduardo Magalhães x Santa Maria da Vitória 5a rodada – 9 de junho – domingo Santa Rita de Cássia x Luís Eduardo Magalhães Santa Maria da Vitória x Cocos 6a rodada – 16 de junho - domingo Santa Maria da Vitória x Santa Rita de Cássia Luís Eduardo Magalhães x Cocos

Caxirola não convence!

Raízes conquista VIII Copa da Soja de Futsal Luciano Demetrius

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equipe do Raízes Terra Agrícola sagrou-se campeã da VIII Copa da Soja de Futsal Feminino disputada no sábado, 20, e domingo, 21, no Ginásio Terra Agrícola, em Luís Eduardo Magalhães. Na decisão, vitória por 9 a 4 diante da equipe Terra Agrícola em jogo realizado no início da noite de domingo. O placar foi também a maior goleada da competição. Na partida preliminar da decisão, Atitude (Riachão das Neves) venceu Santa Maria da Vitória por 5 a 0 e conquistou o terceiro lugar. Das 12 equipes inscritas, somente Formosa (GO) não compareceu devido a problemas que impediram o grupo de viajar a Luís Eduardo Magalhães. Além de Raízes Terra Agrícola, Terra Agrícola, Atitude e Santa Maria da Vitória, também disputaram a competição 100% Primos (Barreiras), Real Santa Cruz (Luís Eduardo Magalhães), Avelino Lopes (PI), Posse (GO), Corrente (PI), Pé Quente (Luís Eduardo Magalhães) e Catolândia (BA). Os gols da vitória que renderam o título

da Raízes foram marcados, pela ordem, por Naiara, Gicele, Paula Rafaela (duas vezes seguidas), Raiane, Regiane, Raiane, Naiara e Regiane. Para o Terra Agrícola marcaram Fernanda, Jéssica, Elidiene e Vandelia. Este é o primeiro título da Raízes, equipe criada em 2012 e derivada da vice-campeã Terra Agrícola. “Aqui no Ginásio Terra Agrícola aumentou a procura das adolescentes e jovens interessadas em praticar o futsal. Somente uma equipe não iria comportar o número de atletas. Assim nasceu o Raízes”, explicou Wilma Ferreira, administradora do Ginásio Terra Agrícola. No local há escola e treinamento para o futsal feminino. Campanha

A Raízes estreou na competição no sábado, 20, com vitórias sobre Corrente (PI), por 4 a 2, e por WO diante de Formosa. No domingo, já pelas quartas de final, eliminou Posse com vitória por 4 a 2. Nas semifinais, goleou Santa Maria da Vitória por 6 a 2. Com cinco vitórias em cinco jogos, marcou 23 gols e sofreu sete gols. Curiosamente, as duas equipes fina-

listas foram comandadas pelo mesmo treinador. O técnico Marcos Silva, que orienta as atletas durante os treinamentos semanais, ficou entre um banco de reservas e outro, encostado em um pilar próximo ao placar. “Ao mesmo tempo em que é um privilégio ter as duas equipes que você comanda, decidindo um título, é preocupante pois você não pode perder um só lance”, disse. Ao final da partida, porém, Marcos Silva preferiu se isolar na arquibancada e só reapareceu quando foi feita a entrega das premiações. “Apesar das atletas das duas equipes estarem em harmonia, prefiro ficar distante. É meu jeito de ser”. Suelle, da Atitude (Riachão das Neves), foi a artilheira com 11 gols e também recebeu o prêmio de atleta revelação. A goleira menos vazada foi Nágila, também da Atitude, com seis gols sofridos. Terra Agrícola ainda é a maior campeã da Copa da Soja, com duas conquistas (2007 e 2010); seguida por Uziminas, de Barreiras (2006); Angels, de Barreiras (2008); Santa Maria da Vitória (2009); Irecê (2011); Força Jovem (2012) e Raízes Terra Agrícola (2013).

Reduzida, Copa Regional terá quatro seleções Luciano Demetrius Do mínimo de oito seleções previstas para disputar a Copa Regional de Seleções, apenas quatro – Cocos, Luís Eduardo Magalhães, Santa Rita de Cássia e Santa Maria da Vitória - confirmaram participação na competição que se inicia no domingo, 12. Na primeira rodada, Santa Rita de Cássia recebe Santa Maria da Vitória, no Estádio Municipal de Santa Rita de Cássia, e Cocos enfrenta Luís Eduardo Magalhães, no Estádio Municipal de Cocos. As duas partidas começam às 15h. A Sociedade Desportiva do São Francisco (Sodesf), organizadora da competição,

chegou a estender o prazo de inscrição de 15 de março para 28 de março. Até o prazo estipulado pela entidade, haviam anunciado interesse em disputar a competição as seleções de Barreiras, Cocos, Formosa do Rio Preto, Jaborandi, Luís Eduardo Magalhães, Santa Maria da Vitória, São Desidério e São Félix do Coribe. Assim que foi encerrado o segundo prazo, apenas Cocos, Luís Eduardo Magalhães, Santa Maria da Vitória e São Desidério confirmaram participação, além do anúncio do interesse de Santa Rita de Cássia, que não figurava na lista inicial. Porém, na segunda-feira, 22 de abril, após o anúncio da tabela com cinco equipes, a Sodesf confirmou a desistência de

São Desidério, abreviando a competição para quatro participantes. “A Sodesf fez o possível para favorecer as agremiações que tentavam regularizar sua situação a fim de participar da Copa Regional. Infelizmente, a maioria das pré-inscritas desistiu por falta de apoio financeiro”, disse o presidente da Sodesf, Deusdeth Villas Boas. Agora, com quatro participantes, a fórmula de disputa prevê o confronto de todas as seleções entre si, em jogos de ida e volta. As duas equipes mais bem colocadas vão disputar o título. Cada seleção poderá inscrever em seu elenco até três atletas da categoria profissional, desde que não estejam com contrato em vigor.

Corrida Tiradentes ARQUIVO/10o BPM

Raízes Terra Agrícola: Rayane; Miuka; Regiane; Jamilys (em pé); Paula Rafaela; Gicele; Naiara; Williane (agachadas), da esqueda para direita

A caxirola, instrumento criado pelo percussionista Carlinhos Brown e licenciado pela Fifa para a Copa do Mundo de 2014, já provoca antipatia maior que a vuvuzela, utilizada pelos torcedores durante a Copa da África do Sul, em 2012. O jornal inglês The Guardian publicou críticas ao pequeno chocalho feito de plástico como “aberração”. "Se você achava que as vuvuzelas eram ruins, espere até ouvir a caxirola", escreveu John Crace, em um dos blogs da publicação. "Poupem-nos do som da Copa do Mundo de 2014 no Brasil" foi a chamada para o texto. Para piorar, muitas das milhares das unidades da caxirola distribuídas aos torcedores antes do clássico Bahia e Vitória na Arena Fonte Nova, em Salvador, no domingo, 28 de abril, foram arremessadas para o gramado. A revolta partiu dos torcedores do Bahia, indignados com a péssima atuação da equipe diante do Vitória, que venceu a partida por 2 a 1. Ainda segundo o The Guardian, a caxirola nada mais é do que um pequeno instrumento de plástico, que mais se assemelha a uma granada e faz um barulho inofensivo feito um chacoalhar. O uso do instrumento está sendo reavaliado pelos organizadores da Copa do Mundo de 2014, devido ao risco de que possa ser novamente usado de maneira negativa por torcedores mais exaltados.

Atletas se preparam para a largada da III Corrida Tiradentes, realizada no domingo, 21 de abril, em Barreiras. Na classificação geral, Laelson da Silva Santana, de Miguel Calmon, foi o vencedor na categoria masculi-


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na, com o tempo de 22min17seg. Na feminina, o primeiro lugar ficou com Tainara Barros, de Bom Jesus da Lapa, que cruzou a linha de chegada em 30min57seg. A prova, com percurso de 7 quilômetros, teve largada em frente ao 10º Batalhão da Polícia Militar e seguiu pela BR242, avenidas Ahylon Macedo e Boa Vista e retorno em frente ao prédio do 10º BPM. Também foram premiados os vencedores nas categorias juvenil, veterano e master (masculino e feminino). A III Corrida Tiradentes foi promovida pelo 10º Batalhão da Polícia Militar com apoio da CPRO-Oeste, Polícia Rodoviária Federal, Prefeitura de Barreiras e Embasa.

Flamengo: Quem duvidava disso? Eliminado do Campeonato Carioca, o Flamengo foca todas as suas atenções antes do início do Brasileirão na Copa do Brasil. Mas a má fase do clube já trouxe consequências para o elenco. Uma delas é que jogador que não tiver espaço com o técnico Jorginho será dispensado para reduzir gastos com a folha de pagamento e permitir que o clube possa contratar pelo menos três reforços. A fila de dispensados já tem o zagueiro Alex Silva e o meia Ibson, pois segundo os dirigentes não havia mais clima para manter os dois atletas no grupo. Mas o motivo não é somente técnico: os salários dos dois representam uma despesa de R$ 800 mil por mês ao cofre rubro-negro. Agora, é só esperar pelo acordo que o clube vai fazer com Alex Silva e Ibson, já que os dois têm contrato em vigor com o clube e a rescisão, ao que tudo indica, não será nada barata.

Bernardo: Agressão brutal a meia do Vasco assusta companheiros de grupo! Há quem diga que foi por um milagre que o meia Bernardo do Vasco não morreu assassinado na favela da Maré no Rio de Janeiro. Espancado por traficantes, o jogador também teria sido amarrado, torturado e atingido por muitos socos e pontapés. Segundo foi apurado pela polícia carioca, Bernardo só não foi morto graças à intervenção de Wellington Silva, lateral direito do Fluminense, que implorou aos traficantes para que não matassem o companheiro de profissão, alegando que a retaliação policial seria pior, pois a favela da Maré ainda não tem uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). A investigação agora tenta descobrir os motivos do envolvimento de Bernardo com os traficantes. Suspeita-se que o atleta vascaíno teria se relacionado com a mulher de um dos líderes do tráfico na comunida-

de. Bernardo, que deve ser operado do joelho na primeira quinzena do mês de maio para resolver um problema crônico de dores e inchaço no local, só deve voltar aos gramados em dezembro, no finalzinho do Campeonato Brasileiro. Em São Januário ninguém quis falar sobre o assunto, mas de acordo com a assessoria do clube cruzmaltino, os jogadores estão muito assustados com tudo que aconteceu. Que coisa!

Cruzeiro: Novo zagueiro pode "pagar o pato" e ficar sem jogar! Vendido pelo Vasco da Gama para o Cruzeiro, o zagueiro Dedé teme que o negócio o deixe fora dos campos de futebol por um bom tempo. É fácil explicar. Por conta de uma ação da Receita Federal, a transferência do atleta foi bloqueada na justiça, até que o Vasco pague a dívida que tem com a fazenda pública. O problema é que o clube carioca garantiu já ter gasto todo o dinheiro que recebeu do Cruzeiro para saldar compromissos com fornecedores e salários atrasados de jogadores e funcionários. Dedé, que não tem nada a ver com o problema, admite que a situação tem mexido muito com a cabeça dele. O jogador garante que até para dormir está sendo difícil. É como diz o ditado: muitas vezes o justo paga pelo pecador!

Grêmio: Lateral "gordinho" perdeu contrato por causa do peso! Entre idas e vindas, mais uma vez (a terceira em menos de cinco anos) o Grêmio rescindiu o contrato do lateral esquerdo Ânderson Pico. Depois de afastar o atleta, o clube decidiu pela rescisão, pois segundo o diretor executivo Ruy Costa, Pico não conseguia entrar em forma. Quando se reapresentou no início do ano, pesava 9 kg acima do peso ideal, emagreceu um pouco, ganhou chances no time principal, mas apesar da "vigilância" das nutricionistas do clube, voltou a engordar. O desleixo deixou irritado o técnico Wanderley Luxemburgo, que pediu o afastamento do lateral. Para conter gastos e também pelo fato de ter outros três jogadores para a posição (Fábio Aurélio, Alex Telles e Guilherme Biteco), o clube gaúcho decidiu dispensar o jogador definitivamente. Pico, que está com 77 kg, sete acima do peso normal, já recebeu propostas do Goiás e da Portuguesa, mas garante que só voltará aos campos quando conseguir atingir o peso ideal. No Grêmio, o lateral recebia salários de R$ 60 mil. Com proposta do futebol catarinense, tudo indica que Pico deve acertar com a Chapecoense até o mês que vem, mas com certeza ganhando bem menos do que recebia em Porto Alegre. A gordura custou caro hein?

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Mundo da bola Carlos Augusto herock caherock@hotmail.com

Adeus programado

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hora está chegando e mesmo sem se aprofundar no assunto, o maior ídolo da história do São Paulo - Rogério Ceni - já admite o encerramento da carreira até o fim deste ano. Se os torcedores mantinham uma remota esperança de ver mais uma renovação de contrato com o clube, ao que tudo indica, podem esquecer o assunto. Questionado pela imprensa nos treinos e também após os jogos, diz abertamente que conquistou tudo o que queria dentro do campo com o clube do seu coração e que já está se acostumando com a ideia de parar. A família apoia a decisão. A esposa e os filhos cansaram de não ter o contato diário com o pai, e isto pesou muito na decisão já tomada. Falta apenas oficializar a data, e isto deve acontecer em breve. Com a sua saída, se abre uma lacuna no gol do São Paulo. A camisa 01 será eternizada, não só por ter sido vestida por um grande goleiro, mas também por ter sido com ela que o matogrossense mostrou que é um profissional exemplar, daqueles que hoje em dia estão cada vez mais raros no mundo do futebol.

Destaques regionais Futebol Society

Tênis

Em São Desidério, campeonato municipal de futebol society está movimentando os fins de semana na cidade. Na disputa, times dos bairros Juazeiro e Alto Cristo - além dos povoados de Morrão, Angico, Riacho Grande e Sítio do Rio Grande. Os jogos acontecem sempre no campo da várzea, que fica em frente ao Coliseu da Paz. Vinte equipes se inscreveram na disputa que só termina em julho. A iniciativa é da Secretaria Municipal de Cultura.

Será realizada entre os dias 16 e 25 de maio, no Castelo Sportenis, a Copa Barreiras de Tênis. Poderão participar tenistas de qualquer idade e de ambos os sexos, divididos de 1ª a 5ª classes de acordo com seu nível de jogo. A pontuação será válida para o ranking da União dos Tenistas Barreireneses (UTB). Inscrições a R$ 70 (uma classe) e 120 (duas classes). Mais informações pelo telefone (77) 9138-9813.

Vôlei O vôlei da região Oeste recebeu uma grande notícia: a Federação Baiana quer fortalecer o esporte que anda esquecido, principalmente, no interior do Estado. Para que isto aconteça, serão realizadas zonais classificatórias para o campeonato baiano, em seis regiões baianas. Aqui no Oeste, foram selecionados como sedes dos jogos, os municípios de Barreiras, Santa Rita de Cássia e Luís Eduardo Magalhães. A disputa vai até julho. Serão oito times, quatro masculinos e quatro femininos, dois em cada categoria, que se classificam para a fase decisiva que será realizada em Salvador.

Copa Futsal Três jogos abriram a Futsal Fest do Oeste no sábado, 27 de abril, na Praça dos Sentidos, em Barreirinhas: Vento em Popa/Janjar (Luís Eduardo Magalhães) 5 x 2 Central do Oeste; Roma (Luís Eduardo Magalhães) 3 x 1 Vila Brasil; Udinese (Luís Eduardo Magalhães) 4 x 1 100% Primos e Cristópolis 4 x 3 Líper Bode. A segunda rodada será disputada no sábado, 4, a partir das 17h, com os jogos Roma x Vento em Popa/Janjar; Ibotirama x Vial Brasil; Cristópolis x Udinese; MC Esportes x Liper Bode e Central do Oeste x Ibotirama. As nove equipes estão divididas em dois grupos. As duas melhores de cada grupo classificam-se às semifinais.


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Jornal do São Francisco

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PASSEIO CULTURAL

Wolverine – Imortal: Pôsteres do filme são roubados nos EUA e dão prejuízo para estúdio REPRODUÇÃO

A

parentemente, a Fox acertou mesmo nas artes dos cartazes de Wolverine – Imortal. Os pôsteres com o mutante pintado a nanquim, estilo que imita a arte japonesa, estão sendo roubados nos Estados Unidos. Tony Sella, presidente criativo do estúdio, disse ao Collider que 50% dos pôsteres colocados em pontos de ônibus foram roubados. Considerando a beleza dos cartazes, não é de se espantar que alguém queira mantê-los como item de colecionador. Só não custava nada

Duro de Matar 6 contrata roteirista e vai mesmo acontecer Duro de Matar 6 contratou roteirista. Segundo o Total Film, Ben Trebilcook, do ainda inédito Knockout, vai escrever a primeira versão da história. Depois de Moscou, a nova sequência vai retornar à Nova York, antes de seguir para Tóquio. De acordo com o roteirista, ao contrário do péssimo quinto filme, seu texto "será fiel à franquia, aos personagens e sua evolução natural. Além de contar com uma história plausível". Esse comentário seria uma cutucadinha ao mais recente filme da série? Seja como for, vamos torcer para o sexto fazer jus à franquia, que teve seu ponto mais baixo em Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer. Duro de Matar 6 ainda não tem data de lançamento, mas terá Bruce Willis de volta.

Os Mercenários 3 contrata diretor desconhecido Quem não acompanha o movimentado Twitter de Sylvester Stallone talvez ainda não saiba, mas o ator revelou que Os Mercenários 3 já tem diretor contratado, e ele se chama Patrick Hughes. Confirmando o desejo de contratar um nome desconhecido, Stallone fez o anúncio no último dia 23. Nem tente buscar o nome do jovem diretor no Google, pois ele é tão desconhecido que a ferramenta de busca retorna apenas resultados relacionados a um artista britânico de mesmo nome. Parece que chegou a hora dele vi-

rar o jogo e entrar para o time dos grandes de Hollywood. Seu único filme "grande" foi Busca Sangrenta, de 2010, lançado diretamente em DVD no Brasil. A maior parte de seus trabalhos é em comerciais e curtametragens. Além do anúncio do diretor, Sly também revelou que deseja colocar mais personagens femininas na sequência. Segundo ele, o objetivo é trazer sangue novo para a franquia. As filmagens estão previstas para começar ainda em 2013.

esperar o item começar a ser vendido ao público, não é? Os roubos começaram a incomodar a Fox pois, embora o custo da reimpressão seja baixo, a publicidade desses pontos é cobrada por dia e pagar pelo espaço e ficar sem a divulgação do filme não está sendo nada bom para o estúdio. Wolverine. Imortal é baseado na minissérie dos quadrinhos de Frank Miller e Chris Claremont sobre a jornada de Logan ao Japão. O longa estreia em 26 de julho.

Thor: O Mundo Sombrio ganha primeiro trailer REPRODUÇÃO

Thor - O Mundo Sombrio, sequência do filme do deus nórdico da Marvel interpretado por Chris Hemsworth, ganhou seu primeiro trailer. O vídeo mostra o reencontro do herói e sua amada Jane (Natalie Portman), além da batalha com os Elfos Negros. O longa trata sobre a luta para salvar a Terra e os Nove Reinos de um inimigo obscuro. O elenco conta com Christopher Eccleston (Os Outros), Tom Hiddleston (Os Vingadores) e Anthony Hopkins (Hannibal). Robert Rodat (O Resgate do Soldado Ryan) assina a segun-

da versão do texto escrito pelo falecido Don Payne (Thor). Thor 2. O Mundo Sombrio tem estreia prevista para 8 de novembro.

ESTREIAS REPRODUÇÃO

Bilheterias Brasil

UM PORTO SEGURO

Sinopse: Uma jovem com passado misterioso chega à cidade de Southport. No local, ela se envolve com um viúvo e acaba sendo obrigada a enfrentar o segredo que a persegue.

CORAÇÃO DO BRASIL

Sinopse: Cinquenta anos depois da expedição dos irmãos Villas-Bôas para demarcar o centro geográfico do Brasil, em 1958, três participantes dessa jornada - Sérgio Vahia de Abreu, o cacique Raoni e o documentarista inglês Adrian Cowell, morto em 2011 - retomam o mesmo trajeto, revisitando aldeias, reencontrando personagens e constatando a dramática evolução da condição indígena ao longo dos anos.

VEM AÍ

1. 2. 3. 4. 5.

Homem De Ferro 3 Vai Que Dá Certo Oblivion Os Croods A Morte Do Demônio (2013) 6. Um Bom Partido 7. Mama 8. O Acordo 9. Invasão À Casa Branca 10. Um Porto Seguro

RÉQUIEM PARA LAURA MARTIN

Sinopse: Famoso maestro (Anselmo Vasconcellos) divide sua obsessão pela música com o amor doentio por sua musa e amante Laura Martin (Ana Paula Serpa), com a cumplicidade de sua esposa Raquel (Claudia Alencar).

HOMEM DE FERRO 3

Sinopse: Quando o industrial arrogante, porém brilhante, Tony Stark/ Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) vê seu mundo pessoal destruído pelas mãos de seu inimigo, ele embarca em uma angustiante jornada para encontrar os responsáveis. Uma jornada que a cada reviravolta seus brios serão testados. Pressionado, Stark terá de sobreviver lançando mão dos próprios dispositivos, contando apenas com sua engenhosidade e instintos para proteger aqueles que lhe são mais próximos. Em sua luta, Stark descobre a resposta para a pergunta que o atormenta em segredo: o homem faz o traje ou é o traje que faz o homem?

UM BOM PARTIDO

Sinopse: A história de um famoso jogador de futebol aposentado (Butler) que tenta reconstruir uma relação com seu filho e sua ex-mulher (Jessica Biel), enquanto treina o time do garoto. Porém, as coisas se complicam quando o treinador é assediado pelas mães dos outros jogadores. Fonte: Cineclick

Bilheterias EUA 1. 2. 3. 4.

Suor E Glória Oblivion 42 (2012) O Casamento Do Ano 5. Os Croods 6. G. I. Joe 2: Retaliação 7. Todo Mundo Em Pânico 5 8. Invasão À Casa Branca 9. The Place Beyond The Pines 10. Jurassic Park 3d Atualizado em 01/05/2013, às 9h30


Jornal do São Francisco

Ed. 128, de 1o a 15 de maio 2013

CRÔNICA

O NEODÍMIO*

Minha Cara Mãe Calina

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DURVAL NUNES

ste lindo afloramento rochoso, numa altitude de 800 metros, batizou um pequeno município no extremo sudoeste da Bahia, na margem esquerda do rio São Francisco: estamos no topo da Serra do Ramalho. Este espinhaço se estende por 90 km e divisa o município com São Félíx do Coribe ao oeste e com Carinhanha, ao sul. Com escarpas emolduradas por frondosas árvores (cedro, peroba rosa, baraúna, aroeira, pintado, ipês amarelos e roxos), esta bela formação é o paraíso dos mocós, que ali se encontram aos milhares. Os cerros pontiagudos escondem inúmeras grutas que liberam pequenos veios d´água que vão contribuir para alimentar o Velho Chico. Mas o surpreendente, entretanto, está nas altas paredes ornadas por pinturas rupestres que denunciam a passagem do homem pré-histórico e aguardam pesquisas minuciosas para elucidação desse tesouro arqueológico. Grupos de espeleologia, como o Bambuí, já visitaram este impressionante sítio geológico e deixaram seu depoimento: “Entre os dias 03 e 11 de setembro de 2011aconteceu uma expedição espeleológica na Serra do Ramalho. Organizada pelo Grupo Bambuí de Pesquisas Espeleológicas, contou com a participação de espeleólogos franceses do Groupe Spéleo Bagnols Marcoule (GSBM). Há mais de 20 anos a Serra do Ramalho vem sendo palco de expedições do Bambu, que descobriu cavernas significativas no cenário espeleológico nacional, como a Caverna do Boqueirão, com mais de 13 quilômetros de galerias, os salões ornamentados da Gruna do Anjo e galerias gigantes do Enfurnado. Nesta excursão foram exploradas e mapeadas as impressionantes Gruna e Abismo da Figueira, a segunda com um lance vertical de 80 metros livres em corda. Também a Caverna do Chico Pernambuco, uma belíssima cavidade com profundos abismos e volumes internos. As equipes

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fotos Chico Pern

durval.chicha@hotmail.com

Salão dos degraus

Grupo de técnicos e professores no topo da serra do Ramalho brasileiras e francesas mapearam cerca de 150 metros verticais intercalados por galerias e salões em diferentes níveis até atingirem um rio subterrâneo, galeria com mais de 60 metros de altura de impressionante beleza” (Revista O Carste, volumes 13 e 14). “Simplesmente um dos lugares mais impressionantes onde já estive debaixo da terra. Uma escadaria de grandes travertinos brancos, cheios de água límpida azulada. Uma emoção encontrar esta sala, a cerca de 80 m de profundidade, em um belo abismo da região”, disse Alexandre Camargo Iscoti. A descoberta deste patrimônio colossal inquieta e preocupa pessoas conscientes da necessidade imperiosa da preservação sociocultural e ambiental do município de Serra do Ramalho que,

temerosas de um tsunami empresarial, estão criando uma ONG para se ocupar de esclarecer a comunidade, especialmente os jovens, da importância do estudo e conhecimento de espaços e questões que tangem à origem e ao futuro da humanidade, como é o caso deste inestimável tesouro. E urge que assim se faça, antes que apareça um grupo empresarial que queira, simplesmente pela força do poder econômico, mandar pelos ares este belíssimo relicário, sob o engodo da criação de empregos e geração de riquezas, em prejuízo de uma riqueza infinitamente maior que é a preservação do patrimônio que, deverá promover a exploração do turismo científico, quando a humilde Serra do Ramalho será citada nas melhores revistas cien-

Salão azul tíficas do planeta e visitada por turistas de todo o mundo. *Neodímio - elemento químico de símbolo Nd e de número atômico igual a 60 (60 prótons e 60 elétrons). À temperatura ambiente, o neodímio encontra-se no estado sólido. Representa 18% dos metais do grupo terra rara. Logo que exposto ao ar reage com o oxigênio formando óxido de neodímio, reage com ácidos HCl, HNO3 e H2SO4 diluídos vigorosa e exotermicamente, com liberação de hidrogênio, é tóxico quando em local fechado, reage com compostos presentes no ar formando gases e vapores venenosos”. Luiz Ricardo dos Santos - Técnico em Química e Tecnólogo em Processos Químicos.

LIVROs

Casagrande e Seus Demônios por Gilvan Ribeiro, Walter Casagrande Júnior

Ricamente ilustrado, com um caderno recheado de fotos, a publicação tem prefácio de Marcelo Rubens Paiva, amigo de sempre, que endossa a hipótese de que tantas coisas boas e outras tantas ruins, que permearam a vida do ex-jogador dariam um bom roteiro para um livro. “Casão faz questão de contar o inferno que viveu quando era viciado em drogas e sua internação, pois para ele é fundamental passar adiante a experiência, dividir as dores da dependência e alertar para os perigos de um vício frenético, sem preconceitos, desvios ou mentiras. A verdade ajuda a sanidade”.

Morte Súbita por J. K. Rowling

Quando Barry Fairbrother morre inesperadamente com seus 40 anos, a pequena cidade de Pagford fica em choque. Pagford é, aparentemente, um idílio inglês, com uma praça de mercado de paralelepípedos e uma antiga abadia. Mas atrás das belas fachadas encontra-se uma cidade em guerra. Ricos contra pobres, jovens contra seus pais, esposas contra seus maridos, professores contra seus alunos... Pagford não é o que parece. E o assento vago deixado por Barry no Conselho da paróquia logo se torna o catalisador da maior guerra que essa cidade já viu. Quem vai triunfar numa eleição carregada de paixão, duplicidade e revelações inesperadas? Um grande romance sobre uma pequena cidade, Morte Súbita é o primeiro romance adulto de J.K. Rowling. É o livro de uma narradora sem igual.


36 Ed. 128, de 1 a 15 de maio 2013 Mais um o

importante passo na sua formação profissional. INSCRIÇÕES ABERTAS Até: 16/05/13

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