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Automotive

JULHO DE 2016 ANO 8 • NÚMERO 39

OS 13 ELEITOS DO PRÊMIO REI 2016 RECONHECIMENTO PELA EXCELÊNCIA E INOVAÇÃO NA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA

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ÍNDICE

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CAPA | PRÊMIO REI 2016

MERCEDES-BENZ É A EMPRESA DO ANO

LUIS PRADO

PHILIPP SCHIEMER É O PROFISSIONAL DE MONTADORA E PAULO BUTORI O DE AUTOPEÇAS

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LETICIA PEREIRA

10 CARREIRA 12 NEGÓCIOS OS 40 ANOS DA FIAT BETIM As novidades da planta DIVULGAÇÃO / FIAT

32 LANÇAMENTO VOLARE APOSTA NO CINCO Aporte é de R$ 250 milhões 36INDÚSTRIA 4.0 SETOR AUTOMOTIVO EM EBULIÇÃO Evolução tecnológica é rápida

42 F ÓRUM DE RH LUIS PRADO

AGENTE DE TRANSFORMAÇÃO RH deve acompanhar evolução da indústria 22 PREMIAÇÃO HONDA DESTACA 24 FORNECEDORES Reconhecimento tem oito categorias 24 PREMIAÇÃO MERCEDES CONTEMPLA PARCEIROS Montadora pede resistência 26 PREMIAÇÃO PSA AVALIA CADEIA DE FORNECEDORES Empresa investe em conteúdo local

48 INAUGURAÇÃO JAGUAR LAND ROVER JÁ PRODUZ EM ITATIAIA Investimento é de R$ 750 milhões

28 PREMIAÇÃO TOYOTA RECONHECE FORNECEDORES Melhor foi a Kautex

DIVULGAÇÃO / TOYOTA

54 Aço 56 Plásticos 58 Alumínio 60 Vidros 62 Borracha 63 Pneus 64 Tintas 65 Fibras

PISCO DEL GAISO

52INSUMOS A MATÉRIA-PRIMA DO FUTURO Sustentabilidade e reciclagem na ordem do dia

30 AUTOPEÇAS TOYOTA PRODUZ MOTORES EM PORTO FELIZ Portfólio traz propulsores do Etios

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EDITORIAL

REVISTA

www.automotivebusiness.com.br

Paulo Ricardo Braga Editor paulobraga@automotivebusiness.com.br

O ANO DA MERCEDES-BENZ

A

Mercedes-Benz foi eleita a Empresa do Ano na indústria automobilística pelos leitores e participantes de eventos de Automotive Business. Mais do que isso: seu presidente Philipp Schiemer foi escolhido o Executivo de Montadora e o Actros o Veículo Comercial do ano. O anúncio ocorreu dia 15 de junho, pouco mais de um mês depois de a Mercedes-Benz comemorar, com extensa programação na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), os 60 anos de atividades no País. Este é um ano de diferentes realidades para a empresa no Brasil que, ao lado das celebrações históricas, deu partida também à fábrica de automóveis em Iracemápolis, no interior paulista, com aporte de R$ 500 milhões. De início estão no portfólio o Classe C e o GLA. A Mercedes-Benz garante que o investimento de R$ 3,2 bilhões para o período 2010 a 2018 é o maior já anunciado no segmento de veículos comerciais para a linha de caminhões, ônibus, vans e automóveis. A festa toda só seria melhor se a empresa alemã não estivesse vivenciando um dos piores momentos da indústria de veículos comerciais no Brasil, na qual a ociosidade das linhas de montagem superou os 70%. A FCA também se destacou no Prêmio REI, que reconhece as melhores iniciativas no setor automotivo sob o ponto de vista da excelência e da inovação. O grupo recebeu três troféus: Veículo Leve (para o Jeep Renegade), Marketing e Propaganda e Manufatura e Logística. Os 65 finalistas do Prêmio REI 2016 foram escolhidos por 22 jurados convidados por Automotive Business, que analisaram mais de 200 cases. Esta edição destaca ainda outras premiações promovidas por montadoras, entre elas a Honda, Toyota, PSA e Mercedes-Benz, sempre com o intuito de estimular os parceiros da cadeia de suprimentos. Por meio do editor Pedro Kutney a revista participou também da inauguração da fábrica de motores da Toyota, em Porto Feliz (SP), e da abertura da unidade da Jaguar Land Rover, em Itatiaia (RJ), que já iniciaram a produção. O repórter Mário Curcio foi conhecer o Cinco, micro-ônibus da Volare, que dá um novo fôlego à marca e cuja análise está também nesta publicação. Boa leitura e até a próxima edição.

Editada por Automotive Business, empresa associada à All Right! Comunicação Ltda. Tiragem de 10.000 exemplares, com distribuição direta a executivos de fabricantes de veículos, autopeças, distribuidores, entidades setoriais, governo, consultorias, empresas de engenharia, transporte e logística e setor acadêmico. Diretores Maria Theresa de Borthole Braga Paula Braga Prado Paulo Ricardo Braga Editor Responsável Paulo Ricardo Braga (Jornalista, MTPS 8858) Editora-Assistente Giovanna Riato Redação Mário Curcio, Pedro Kutney e Sueli Reis Editor de Notícias do Portal Pedro Kutney Colaboradores desta edição Alexandre Akashi e Ricardo Panessa Design gráfico Ricardo Alves de Souza Josy Angélica RS Oficina de Arte Fotografia Estúdio Luis Prado Publicidade Carina Costa, Greice Ribeiro, Monalisa Naves Atendimento ao leitor Patrícia Pedroso WebTV Marcos Ambroselli Comunicação e eventos Carolina Piovacari Impressão Margraf Distribuição Correios

Administração, redação e publicidade Av. Iraí, 393, conjs. 51 a 53, Moema, 04082-001, São Paulo, SP, tel. 11 5095-8888 redacao@automotivebusiness.com.br

Filiada ao

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OMAR PAIXÃO

CARREIRA

ANTONIO MEGALE TRAZ LARGA EXPERIÊNCIA PARA OS ÂMBITOS DA ANFAVEA EXECUTIVO QUE PASSOU POR DIVERSAS MONTADORAS QUER UMA GESTÃO FOCADA EM RETOMADA DO CRESCIMENTO

ASSISTA À ENTREVISTA COMPLETA E EXCLUSIVA DE ANTONIO MEGALE NA ABTV

AUTOMOTIVE BUSINESS – O senhor tem uma longa trajetória de 36 anos na indústria automobilística. Como iniciou sua carreira no setor? ANTONIO MEGALE – Apesar de ser de uma família de médicos, sempre tive gosto por mecânica e isso gerou uma vontade de trabalhar no setor, até que deixei Minas Gerais e fui para o Rio de Janeiro, onde estudei engenharia mecânica com especialização em automóveis. Formado, mudei para São Paulo e em 1981 entrei na Ford, na área de engenharia experimental. Fiquei por lá 17 anos, período em que também conheci a área de planejamento da Volkswagen por meio da Autolatina. AB – E nas outras montadoras, quais foram as experiências? AM – Ainda na Ford surgiram oportunidades. Fui para planejamento de produto. Também passei pelo marketing e, quando migrei para a área de picapes, recebi proposta da Chrysler para liderar Dodge, Jeep e a própria Chrysler no Brasil. Três anos depois, em 2000, fui para a Renault, onde assumi o marketing e ajudei

na criação da área de relações institucionais. No fim de 2007, aceitei o convite da Volkswagen para integrar a área de assuntos governamentais, onde estou até hoje. AB – E agora, à frente da Anfavea, como conduzir a entidade em um momento como este? AM – É um desafio enorme que temos pela frente, mas tenho um orgulho e uma satisfação muito grande. Espero conseguir ter a competência de um bom mandato e quero lá na frente entregar a Anfavea com um mercado muito mais significativo, já brigando para voltar a recordes de produção. Essa é minha esperança. AB – Em meio a uma rotina intensa, como fica a vida pessoal? AM – Eu tenho um imóvel no litoral e como hobby gosto de caminhar na praia. Também gosto de conhecer coisas novas, outros países. Tenho uma esposa extraordinária, estamos juntos há 40 anos, tenho dois filhos adultos e, sempre que podemos, estamos juntos. De vez em quando volto para minha terra, gosto de estar entre as montanhas mineiras, mexer com as coisas agrícolas. (Sueli Reis) n

JOHANES DUARTE

GILSON CARVALHO é eleito novo presidente da Anef, associação dos bancos de montadoras, para o triênio 2016-2019. Ele sucede a Décio Carbonari, que ocupava o cargo desde maio de 2010.

RICHARD CHRISTIAN SCHWARZWALD substitui Amin Alidina no cargo de diretor de qualidade da Fiat Chrysler Automobiles para a América Latina.

DIVULGAÇÃO / FCA

DIVULGAÇÃO / CHERY

LUCIANO RESNER assume a vice-presidência operacional da Chery no Brasil. Ele acumula o cargo de diretor de qualidade.

CARLO MARTORANO assume a diretoria de compras da CNH Industrial América Latina em substituição a Osias Galantine, que deixou o grupo.

DIVULGAÇÃO / CNH

EXECUTIVOS

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NEGÓCIOS

FÁBRICA DE BETIM

CHEGA AOS 40 ANOS A MAIOR PLANTA DA FIAT NO MUNDO UNIDADE CRIOU O POLO AUTOMOTIVO DE MINAS GERAIS E JÁ FEZ ALI CERCA DE 15 MILHÕES DE VEÍCULOS

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DIVULGAÇÃO / FIAT

hega aos 40 anos a fábrica da Fiat na cidade mineira de Betim. A unidade foi inaugurada em 9 de julho de 1976 e, naquela época, deu início ao bem-sucedido processo de mineirização da produção automotiva brasileira, com a criação de um novo polo automotivo. Atualmente a FCA – Fiat Chrysler Automobiles – replica este processo em Pernambuco, com a planta da Jeep no município de Goiana. Bons números não faltam para a fábrica quarentona de Betim. Com mais de 2,25 milhões de metros quadrados de área construída, a unidade é a segunda maior operação de veículos do mundo em capacidade produtiva. Ali podem ser feitos até 800 mil carros por ano. Desde a inauguração cerca de 15 milhões de veículos saíram daquelas linhas de montagem, que demandam serviços e componentes de cerca de 300 fornecedores – a maioria deles instalada no entorno do complexo industrial da Fiat que geram 19 mil empregos.

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O primeiro carro a ser feito na unidade foi o Fiat 147. Ao longo de sua história a fábrica passou a ser referência em conduzir ampliações e modernizações sem precisar interromper as atividades durante as reformas, conduzindo a operação e a atualização simultaneamente. A primeira delas aconteceu em 2011, com o início da operação da área de prensas com duas linhas de alta cadência capazes de dar 16 golpes por minuto. Outro mérito da planta da Fiat em Betim está na flexibilidade. Segundo a empresa, a unidade é capaz de responder rapidamente às oscilações na demanda. Cada linha de montagem faz diversos modelos. A empresa aponta que a operação é responsável atualmente por produzir 15 modelos, entre automóveis e comerciais leves. No total são mais de 70 versões, algumas delas voltadas ao mercado internacional. A complexa estrutura exige o manuseio diário de 60 mil peças diferentes que chegam à unidade em 1,4 mil caminhões. O complexo industrial de Betim também tem

FIAT BETIM EM NÚMEROS •40 anos de história •2,25 milhões de m2 de área total •Capacidade para 800 mil veículos/ano •Mais de 15 milhões de carros fabricados

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capacidade instalada para fabricar 670 mil motores e 650 mil transmissões por ano. Entre os propulsores, são feitos ali o Fire Evo 1.0 e 1.4 e a família Fire 1.0 e 1.4. Desde 2007 a complexa operação aplica os conceitos World Class Manufacturing (WCM), sistema de produção que busca aumento da eficiência e a eliminação de desperdícios. O método passa por pilares técnicos e gerenciais que envolvem qualidade, organização, logística, gestão ambiental e segurança. INVESTIMENTOS O aniversário de 40 anos marca ainda a conclusão de extenso processo de modernização da fábrica de Betim, que recebeu investimento de R$ 7 bilhões da FCA entre 2011 e 2016. O aporte deu conta da atualização da planta e do desenvolvimento de novos produtos. Com o montante, foi construído novo prédio de pintura, com equipamentos mais modernos que prometem elevar a eficiência do processo. A empresa aponta que a linha de produção ficou mais automatizada para garantir precisão. Cerca de 500 robôs atuam na área de funilaria, 195 deles instalados para atender a produção do Fiat Mobi.

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NEGÓCIOS

PONTO DE VISTA O nível de produção é de 2004, mas o de emprego é de 2010, então existe uma defasagem. Há um claro esforço por parte das empresas pela manutenção dos postos de trabalho a fim de ter mão de obra qualificada quando tivermos a retomada do mercado” ANTONIO MEGALE, presidente da Anfavea, ao alertar que a produção de veículos segue contraída, com previsão de queda de 5,5% em 2016

SATISFAÇÃO DO CONSUMIDOR

HYUNDAI CAOA QUER SER A PRIMEIRA EM PÓS-VENDA

BETO LIMA

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Hyundai Caoa quer destronar a Toyota da posição de líder em satisfação do consumidor com os serviços no pós-venda. O primeiro sinal desse esforço ocorreu há um ano, quando investiu R$ 25 milhões na construção do Hyundai Premium Services, em São Paulo (SP), centro de serviços responsável por implementar as boas práticas e padrões que a companhia quer espalhar em sua rede de concessionárias. A empresa tem outras ações no horizonte, como o lançamento de um aplicativo, que está em fase final de testes. Por ele os clientes poderão receber alertas quando chegar o momento de fazer uma revisão e agendar o serviço. A experiência com o centro de serviços foi tão boa que a Caoa estuda levar para outras regiões. Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS) e Recife (PE) estão entre as capitais que poderão sediar um empreendimento do gênero no futuro. (Giovanna Riato)

PLANO ADIADO

FÁBRICA DE MOTOS DA BMW SÓ FIM DO ANO fábrica de motos da BMW em Manaus será inaugurada só no último trimestre deste ano. Com isso, a produção atual será transferida da planta da Dafra, que cede parte de seu espaço, para a nova instalação. Quando confirmou a unidade própria, em maio último, a montadora havia apenas citado que a inauguração ocorreria no segundo semestre. “Dependemos de licenças ambientais”, afirma a diretora de assuntos governamentais do Grupo BMW no Brasil, Gleide Souza. (Mário Curcio)

JÖRG KÜNSTLE

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NEGÓCIOS

FOCO NA EXPORTAÇÃO

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nquanto as montadoras enxugam o quadro de funcionários, a Renault contrata 550 pessoas para trabalhar na planta de São José dos Pinhais, no Paraná. As vagas temporárias têm como foco atender a demanda por exportações, com encomendas de 8 mil unidades dos modelos Sandero, Logan e Duster Oroch para Argentina, Chile, Colômbia e Peru. Para dar conta, a produção da unidade paranaense foi ampliada de 43 para 60 carros por hora em dois turnos.

DIVULGAÇÃO / NISSAN

RENAULT CONTRATA 550 FUNCIONÁRIOS NO PARANÁ LANÇAMENTO

NISSAN VENDE MARCH E VERSA CVT

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Nissan decidiu equipar seus carros populares com câmbio CVT. O preço das novas versões ficou alto, começa em R$ 54.090 para o March e em R$ 57.990 para o Versa. A transmissão é oferecida como opcional nas configurações 1.6 topo de linha dos modelos, com valor de R$ 4,8 mil. O argumento da fabricante para convencer o consumidor a pagar o preço maior está na tecnologia atualizada, que garantiria mais conforto, pois não há trancos nas trocas de marchas, e consumo menor trazido pela aceleração linear, sem altos e baixos na rotação do motor. Com a chegada de March e Versa automáticos, todo o portfólio da marca japonesa no País tem agora a opção CVT. A empresa espera que a novidade responda por 35% a 40% das vendas do hatchback e cerca de 60% dos negócios do sedã. (Pedro Kutney)

J.D. POWER

TOYOTA É A QUE MAIS TEM CLIENTES SATISFEITOS NA VENDA

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DIVULGAÇÃO

Toyota lidera pelo quarto ano consecutivo o Sales Satisfaction Index (SSI) 2016, índice apurado pela J.D. Power do Brasil que mede a satisfação ao longo do processo de venda de veículos novos. A montadora alcançou pontuação de 839 em uma escala de 1 mil, seguida pela Hyundai-Caoa, com 831 pontos. A Jeep, que aparece pela primeira vez no índice, e a Chevrolet pontuaram 817 e 811, ocupando terceiro e quarto lugares, respectivamente, enquanto a Nissan apresentou melhora, saindo da 11a posição em 2015 para a quinta neste ano. A pesquisa foi realizada entre março e abril de 2016 com base nas avaliações de mais de 3,6 mil proprietários que compraram um carro nos últimos 12 meses.

INVESTIMENTO

ZEN AUMENTA A PRODUÇÃO DE TENSIONADORES

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ZEN, fabricante de impulsores de partida e polias de alternador, anuncia investimento da ordem de R$ 3 milhões para ampliar a linha de tensionadores e garantir cobertura maior do mercado. O aporte acontece para apoiar o crescimento da companhia que, em 2015, ampliou o faturamento em 13%, com vendas que somaram 9 milhões de componentes. “Esperamos repetir esse crescimento em 2016, com aumento de 12% a 14%”, aponta o presidente, Gilberto Heinzelmann. O resultado, segundo ele, será impulsionado pelas exportações. (Giovanna Riato)

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NEGÓCIOS

ISABELA SENATORE

CONTRA A MARÉ

NGK NACIONALIZA VELA DE ALTO DESEMPENHO

A

RECONHECIMENTO

NGK decidiu produzir velas de alto desempenho, com eletrodo central de platina, na fábrica de Mogi das Cruzes (SP). A tecnologia oferece benefício similar ao garantido pelo uso de velas de irídio, cada vez mais aplicadas pelas montadoras. Inicialmente, a novidade será vendida apenas no mercado de reposição com o nome G-Power. (Pedro Kutney)

BOSCH ELEGE OS MELHORES FORNECEDORES

FIQUE DE OLHO

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PIVOTAL RECEBE INVESTIMENTO DA FORD

Bosch entregou o prêmio Magneto de Ouro aos melhores fornecedores do biênio 2014/2015 durante cerimônia realizada em sua sede em Campinas (SP). Nesta terceira edição do prêmio, a sistemista reconheceu dez empresas em três categorias: Peças e Componentes, Produtos e Serviços e Destaque. Foi considerado o desempenho nos quesitos qualidade, competitividade, entrega, logística, parceria comercial, gestão de projetos, pontualidade, inovação, gestão social e ambiental.

CONHEÇA OS VENCEDORES: PEÇAS E COMPONENTES Arim Componentes Artestampo Indústria Metalúrgica Ltda Bins Indústria de Artefatos de Borracha Qualitrafo Industrial Meditec Tecnologia em Usinagem CATEGORIA PRODUTOS E SERVIÇOS Rápido Luxo Campinas Transdotti Transporte Rodoviário Westrock Corporation DESTAQUE Empresa de Transporte Covre Tessin Indústria e Comércio

AS STARTUPS QUE OFERECEM TECNOLOGIA E SERVIÇOS RELACIONADOS AO SETOR AUTOMOTIVO

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Pivotal vai aprofundar a parceria com a Ford. A montadora investirá US$ 182,2 milhões na empresa especializada em software baseado na nuvem para a criação de aplicativos e serviços relacionados à mobilidade. A Ford aponta que a iniciativa faz parte do plano de acelerar a sua transformação em uma empresa automotiva e de mobilidade.

ARRUMAÍ QUER FACILITAR MANUTENÇÃO DO CARRO Uma nova plataforma, a Arrumaí, pretende ajudar os consumidores na tarefa de encontrar oficinas confiáveis para a manutenção de seus carros. A empresa encontra o estabelecimento mais próximo do usuário, que é classificado pelos outros motoristas da plataforma com base em qualidade do serviço, custo e tempo. A ferramenta mantém ainda o histórico de manutenções do carro.

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PREMIAÇÃO

HONDA DESTACA DESEMPENHO DE 24 FORNECEDORES

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divisão de automóveis da Honda no Brasil premiou os parceiros de negócios que apresentaram o melhor desempenho em 2015. No 18o Encontro de Fornecedores Honda, realizado no fim de abril, foram entregues 25 troféus de reconhecimento às 24 empresas que mais se destacaram nas metas anuais em oito categorias. Segundo a Honda, as diferentes categorias de premiação dos fornecedores levam em conta o desempenho em qualidade, atendimento, custos, desenvolvimento de produtos para novos modelos e preservação do meio ambiente. A Honda informa que, desde 2014, quando foi inaugurado o centro de pesquisa e desenvolvimento na planta de Sumaré (SP), intensificou a busca pela nacionalização de itens, aumento da competitividade e o investimento em capacitação técnica e comprometimento conjunto com os fornecedores, para o desenvolvimento de novas ideias e produtos que superem as expectativas dos clientes. Uma das categorias da premiação foi a Excelência em Atendimento BR100, nome de um projeto criado pela Honda Brasil para incentivar a nacionalização dos carros feitos no Brasil com competitividade. As duas empresas premiadas nessa categoria este ano foram escolhidas pelo desempenho conjunto no atendimento a três metas: localização de conteúdo importado, redução de custos e melhoria de eficiência.

MARCO FLAVIO

DIVISÃO DE AUTOMÓVEIS RECONHECE OS MELHORES DE 2015 EM OITO CATEGORIAS

OS PREMIADOS EXCELÊNCIA EM QUALIDADE E DELIVERY (LOGÍSTICA) Basf Bridgestone do Brasil Maxion Wheels (rodas de aço Limeira, SP) NGK NSK Pentosin Yachiyo EXCELÊNCIA EM QUALIDADE 3M JSP Brasil Indústria de Plásticos Litens Automotive SNR Rolamentos EXCELÊNCIA EM DELIVERY (LOGÍSTICA) Bleistahl Brasil Metalurgia KSPG Automotive Pionner Yutaka

DESTAQUE EM DELIVERY (LOGÍSTICA) G-KT EXCELÊNCIA EM DIVISÃO DE PEÇAS (DISTRIBUIÇÃO) Honda Lock São Paulo EXCELÊNCIA EM CUSTOS Elring Klinger Michelin Panasonic Trimtec EXCELÊNCIA EM REDUÇÃO DE CO2 NS São Paulo Componentes Automotivos FBA Fundição Brasileira de Alumínio EXCELÊNCIA EM ATENDIMENTO BR100 AS Brasil Litens Automotive

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PREMIAÇÃO

MERCEDES-BENZ CONTEMPLA FORNECEDORES E PEDE RESISTÊNCIA FÁBRICA PRECISA DE CADEIA DE SUPRIMENTOS PREPARADA PARA VOLTAR A CRESCER PEDRO KUTNEY FOTOS: DIVULGAÇÃO / MERCEDES-BENZ

A

Mercedes-Benz realizou em 3 de maio a 24a edição do Prêmio Interação, com o reconhecimento de seus dez melhores fornecedores em seis categorias. Na cerimônia, a fabricante repisou que o momento é de extrema dificuldade, especialmente para quem atua no segmento de veículos comerciais, mas pediu resistência aos seus parceiros responsáveis por suprir de componentes as linhas de produção, para que fábrica e cadeia de suprimentos estejam prontas para a volta do crescimento econômico no País. “O momento é difícil e os últimos dois anos têm colocado grandes desafios. Mas a retomada virá porque o Brasil tem enorme potencial. O País vai voltar a crescer e temos de estar preparados para isso”, defendeu Erodes Berbetz, diretor de compras da Mercedes-Benz do Brasil, em sua mensagem aos fornecedores. “Nós aqui fizemos a lição de casa. Mantemos todos os investimentos com muito custo e esperamos que vocês consigam fazer o mesmo, ainda que agora precisamos nos adaptar para trabalhar com volumes baixos”, pediu. Outra oportunidade, lembrou Berbetz, é a nova fábrica de automóveis inaugurada pela Mercedes-Benz em Iracemápolis (SP) há

ERODES BERBETZ: a retomada virá

OS PREMIADOS INOVAÇÃO TECNOLÓGICA  Continental (sistemas eletrônicos e hidráulicos de freios, auxílio ao motorista, controle de suspensão a ar, gerenciamento de motor, alimentação de combustível, cluster de instrumentos, sensores, atuadores)

EXCELÊNCIA OPERACIONAL EM LOGÍSTICA Yazaki (chicotes elétricos) Tupy (componentes fundidos)

EXCELÊNCIA OPERACIONAL EM CUSTOS Wabco (sistemas de freios, ABS, ESC)

EXCELÊNCIA EM MATERIAL INDIRETO E SERVIÇOS Voith Serviços Industriais (limpeza e manutenção industrial, gerenciamento de resíduos) Cosan Lubrificantes e Especialidades (óleos lubrificantes) Accenture (tecnologia da informação)

EXCELÊNCIA OPERACIONAL EM QUALIDADE Eaton (transmissões) Kongsberg Automotive (sistemas de acionamento de embreagens, barras estabilizadoras, acoplamentos)

PRÊMIO ESPECIAL Iochpe-Maxion/Maxion Structural Components (componentes estruturais) Reconhecimento à multinacional brasileira que iniciou suas atividades no Brasil em 1918 e contribuiu para a instalação da Mercedes-Benz no País.

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pouco mais de um mês. “Já estamos trabalhando com alguns fornecedores locais, alguns são velhos parceiros e outros são novos, mas existe a possibilidade de localizar mais componentes”, conta. O diretor de compras admite que a capacidade ociosa alcança os 80% nas fábricas de caminhões e ônibus, como é o caso da Mercedes-Benz. Por isso seu departamento vem monitorando constantemente a situação dos parceiros de negócios e muitas vezes precisa oferecer ajuda direta, para evitar o risco de abrir buracos na cadeia de suprimentos, com o fechamento de empresas que poderão fazer falta no futuro. “Mas por enquanto são situações pontuais”, ressalta Berbetz, que tem cerca de 400 empresas atualmente em sua base de fornecedores.

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OS DEZ MELHORES parceiros da montadora receberam troféus molestir

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PREMIAÇÃO

PSA PREMIA PARCEIROS E INVESTE EM CONTEÚDO LOCAL

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Grupo PSA, dono das marcas Peugeot, Citroën e DS, GRUPO PSA premia melhores está revisando o valor do fornecedores e reforça parcerias investimento de t 70 milhões para elevar o conteúdo local de seus veículos na América Latina, dos quais t 50 milhões serão aplicados no Brasil e os demais t 20 milhões na Argentina. Anunciado no ano passado durante a premiação dos fornecedores, o investimento para aumento de conteúdo local pode superar a cifra graças aos novos projetos da companhia previstos para ser produzidos na região, conforme o planejamento do novo programa estratégico global Push to Pass, anunciado em abril pelo CEO mundial, Carlos Tavares. OS PREMIADOS “Para a América Latina estão reservados 16 novos proPRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI jetos e a ideia é que já nasçam com 90% de conteúdo Aethra (Brasil) – pelo trabalho de codesign e sinergia local. Já iniciamos os trabalhos, por isso estamos revitécnica, com resultados expressivos sando estes valores de localização”, disse Antônio Carlos QUALIDADE Vischi, diretor de compras do Grupo PSA para América Michelin (Brasil) e Ferrosider Parts (Argentina) Latina, durante a cerimônia da quinta edição do prêmio de fornecedores Supplier Awards Latin America 2016, ECONOMIA DE CUSTOS dia 6 de junho, na sede da empresa em São Paulo. Simoldes (Brasil) Vischi destaca que para os novos produtos o grande LOGÍSTICA desafio está em criar soluções locais que atendam as exNexteer (Brasil) e Testori (Argentina) pectativas e as características do mercado latino-ameriMATERIAIS INDIRETOS, MAQUINÁRIOS, EQUIPAMENTOS cano. “Os fornecedores são parte desse processo como E SERVIÇOS codesenvolvedores”, lembrou. Verzani&Sandrini (Brasil) e Fourwinds (Argentina) Foram 16 as empresas condecoradas em seis categorias, mais um prêmio especial concedido pelo júri. O PÓS-VENDA desempenho dos fornecedores ao longo de 2015 receJohnson Controls (Brasil) e Sogefi (Argentina) beu avaliação dentro dos padrões de análise mundial MELHORES PLANTAS do Grupo PSA. NO BRASIL: Pilkington (Caçapava/SP), Mahle Metal Leve “Reconhecemos hoje o excelente desempenho dos nos(Itajubá/MG), Maxion Wheels (Limeira/SP), Thyssenkrupp sos fornecedores durante o ano de 2015, o que nos per(Campo Limpo Paulista/SP) mitiu manter um alto nível de qualidade, inovação, comNA ARGENTINA: Pirelli Neumaticos (Buenos Aires) e petitividade e custos, alcançando assim maior satisfação Macchiarola Bartolome (Córdoba). do nosso cliente final”, completou Vischi. (Sueli Reis)

DIVULGAÇÃO / PSA

COM T 70 MILHÕES, 16 NOVOS PROJETOS JÁ DEVERÃO NASCER SOMANDO 90% DE PEÇAS FEITAS NA REGIÃO

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PREMIAÇÃO

PARA TOYOTA, MELHOR FOI A KAUTEX

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Toyota do Brasil realizou dia 28 de abril, em São Paulo, a 14a Suppliers Conference. A tradicional premiação reconhece as empresas que atingiram ou superaram as expectativas da montadora no fornecimento de serviços e produtos. Steve St. Angelo, CEO da Toyota para América Latina e Caribe e chairman da companhia no Brasil, comandou a entrega dos troféus pelo reconhecimento em Excelência e Certificado nas categorias Qualidade, Logística e Custo. Foram contemplados 45 fornecedores. Na categoria Qualidade as empresas premiadas em Excelência obtiveram 0 PPM (partes por milhão), ou seja, nenhum defeito apresentado na qualidade das peças entregues, além de não terem nenhuma reclamação grave sobre seu desempenho durante o ano de 2015. Os Certificados em Qualidade foram

FOTOS / AGNES SOUZA

45 EMPRESAS FORAM RECONHECIDAS PELOS SERVIÇOS PRESTADOS NAS CATEGORIAS QUALIDADE, LOGÍSTICA E CUSTO

KAUTEX foi apontada como melhor fornecedor da Toyota

entregues às empresas que tiveram, no máximo, 15 PPM (partes por milhão). Empresas premiadas em Qualidade: Excelência: Aisin Automotive, Budai, Cestari, Elring Klinger, Enertec (JCI), GKN Brasil, Jedal, NSK, Panasonic, Rassini, Sanko, Schaeffler, Sumidenso, Thyssenkrupp e ZF. Certificado: Baros-

FUNDIÇÃO REGALI, Maxion Wheels, Olsa e ZF foram premiadas por excelência em logística

si, Basf, Benteler, Bosal, Casco, Cobra, Delga, G-KTB, JCI, Mueller Plásticos, Nitto Denko, Pecval, Pilkington, Pirelli, Stanley, TRBR, Triospuma e Tyco. Na categoria Logística foram premiados por Excelência os fornecedores que respeitaram e atingiram o prazo (considerando dias e horários marcados) na entrega de todas as peças, sem nenhuma divergência do que havia sido solicitado. Os fornecedores que entregaram as peças encomendadas com pequenas divergências receberam o Certificado em Logística. Fornecedores homenageados: Excelência: Olsa, Regali Fundição, Maxion e ZF. Certificado: 3M, Dana, Fujitsuten, Pioneer, Sanko, Stabilus e TRBR. O prêmio de Excelência na categoria Custos foi entregue aos fornecedores que excederam em 2% as expectativas da Toyota a partir de ideias já implementadas para redução de custos. O Certificado foi concedido às empresas que tiveram 2% de ideias de redução de custos, porém ainda não as implementaram. Premiados: Excelência: Olsa, Stanley, Tenneco. Certificado: Bosal, G-KTB, JCI, Pirelli, Sanoh, Takata, TRBR e Pioneer. MELHOR DO ANO A Toyota do Brasil reconheceu também a Kautex, responsável pelo fornecimento do tanque de combustível do sedã Corolla, como melhor fornecedor de 2015. A empresa foi homenageada por obter os resultados mais expressivos nas categorias Qualidade, Logística e Custo.

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POWERTRAIN

TOYOTA JÁ FABRICA MOTORES EM PORTO FELIZ ENTRARAM EM PRODUÇÃO OS PROPULSORES 1.3 E 1.5 PARA O ETIOS; COROLLA FICA PARA DEPOIS PEDRO KUTNEY | DE PORTO FELIZ (SP)

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DIVULGAÇÃO / TOYOTA

o início de maio a Toyota começou a produzir motores pela primeira vez na América Latina em sua fábrica de Porto Feliz, no interior paulista, a meio caminho das unidades de montagem final da empresa em Sorocaba, onde é feito o Etios, e Indaiatuba, que faz o Corolla. A montadora investiu R$ 580 milhões na nova planta para avançar na nacionalização de seus produtos no Brasil, reduzindo assim a exposição ao câmbio, ao mesmo tempo em que atende parte das exigências do

programa Inovar-Auto, que concede isenções fiscais para incentivar o maior volume de compras no País e localização de processos industriais. A inauguração oficial da fábrica de Porto Feliz foi feita em 10 de maio, mas a unidade já estava em operação para atender a recém-lançada versão 2017 dos Etios hatch e sedã. Inicialmente, entraram em produção os novos motores VVT-i de 1,3 e 1,5 litro, que passaram a equipar o Etios com economia em torno de 9% maior na comparação com a geração anterior dos mesmos propulsores – a

maior eficiência energética também é uma das metas do Inovar-Auto. Quando a construção da planta foi anunciada, em 2012, também estava prevista, em uma segunda etapa, a fabricação de motores para o Corolla. Contudo, com a retração das vendas e a queda dos volumes de produção, a Toyota deverá esperar mais para colocar esse projeto em andamento. A fábrica de Porto Feliz nasce com capacidade para 108 mil motores/ ano, a mesma instalada em Sorocaba para fazer o Etios. “Vamos

TOYOTA investiu R$ 580 milhões na fábrica de propulsores

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seguir a demanda, quanto mais Etios vendermos, mais motores vamos produzir. Por isso fizemos uma planta extremamente flexível, capaz de operar com diferentes níveis de produção. Mas, se for necessário ex-

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DIVULGAÇÃO / TOYOTA

ST. ANGELO: “Temos bastante espaço para crescer”

pandir, também podemos fazer isso rápido, temos bastante espaço aqui para crescer”, diz Steve St. Angelo, CEO da Toyota para a América Latina e Caribe e chairman da Toyota do Brasil. A planta, instalada em um

terreno de 872,5 mil metros quadrados, tem 320 empregados e opera em dois turnos. A Toyota garante que instalou no Brasil sua mais moderna, eficiente e completa fábrica de motores no mundo. Como poucas, a planta agrega todas as três etapas de produção, incluindo a fundição dos blocos e cabeçotes de alumínio, usinagem e montagem final. Para reduzir o tamanho da área normalmente ocupada pela fundição e aumentar a eficiência do processo, o forno de fusão que derrete o alumínio teve as dimensões diminuídas para que pudesse ser instalado ao lado da moldagem, eliminando assim o transporte do metal derretido dentro da fábrica. A solução trouxe ganhos de segurança e produtividade.

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DIVULGAÇÃO / VOLARE

LANÇAMENTO

VOLARE CINCO tem Peso Bruto Total de 5 toneladas

VOLARE APOSTA R$ 250 MILHÕES NO

CINCO

COM CHASSI PRÓPRIO E PBT DE 5 TONELADAS, NOVO MODELO SE BENEFICIA DA LINHA FINAME MÁRIO CURCIO

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Volare já produz o miniônibus Cinco, um novo modelo que consumiu cerca de R$ 250 milhões entre o projeto e a modernização da fábrica de São Mateus (ES). Meio van, meio micro-ônibus, o Cinco recebe este nome pelo Peso Bruto Total (PBT) de cinco toneladas, característica que o enquadra na categoria M3 e permite a aquisição pela linha Finame. O novo veículo utiliza chassi concebido pela própria Volare em vez de ser montado sobre uma base fornecida por fabricantes de caminhões. “O que orientou essa decisão

não foi a economia no custo do chassi, mas a necessidade de uma base específica para o transporte de passageiros”, afirma Francisco Gomes Neto, CEO da Marcopolo, proprietária da Volare. Parte dessa estrutura é feita dentro da fábrica. O quadro é fornecido pela Maxion. Do investimento total, R$ 130 milhões foram utilizados na atualização da planta capixaba, que se tornou a mais moderna do grupo Marcopolo. O Cinco é feito numa nova área de 20 mil metros quadrados. A montagem do chassi é monito-

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LANÇAMENTO

A NOVA SÃO MATEUS Segundo a Volare, o diferencial da nova fábrica é o conceito adotado. Os veículos são produzidos em linhas contínuas de montagem e pintura. Toda a construção da estrutura da carroceria é feita em duas células de pré-montagem e sete módulos. Os funcionários utilizam manipuladores pneumáticos dedicados para que haja maior precisão e ergonomia nas montagens mais difíceis. O método de produção adotado utiliza os chamados AGVs, transportadores autônomos com sensores de presença e aproximação. A área de pintura é uma das mais modernas da fábrica e garante qualidade típica de carros de passeio. Os prédios têm ventilação permanente, telhado e laterais duplos, iluminação natural com placas prismáticas e artificial por LEDs.

FOTOS: DIVULGAÇÃO / VOLARE

O CINCO EM NÚMEROS O novo miniônibus tem 6,7 metros, altura interna de 1,93 m e externa de 2,74 m. O acesso interno é feito por uma grande porta com abertura por controle remoto na chave. O motor é o Cummins ISF 2.8 de

SEÇÃO DE PINTURA garante acabamento típico de automóvel

MÁRIO CURCIO

rada eletronicamente e a fixação da carroceria sobre ele é feita por equipamentos semiautomáticos.

VERSÃO EXECUTIVA PLUS do Cinco para 13 passageiros

140 cavalos. A transmissão é manual de cinco marchas. A carroceria do Cinco utiliza diferentes materiais, como aço estampado na tampa do porta-malas, alumínio nas laterais e plástico SMC na dianteira e em parte da traseira. A sigla vem do processo Sheet Mouldind Compound (SMC), que faz a pré-conformação a quente da resina, das fibras de reforço e de outros componentes empregados. O método resulta em peças mais leves e bem-acabadas que as de fibra de vidro convencionais.

O Cinco é vendido em três versões: Escolar (R$ 169 mil, para 20 estudantes); Executiva (R$ 195 mil, 16 passageiros) e Executiva Plus (R$ 208 mil, 13 passageiros). No segundo semestre começam as exportações. O primeiro mercado externo a recebê-lo será o Chile. Em 2017 o Cinco passa a ser enviado a países que utilizam motores Euro 3 e também para os que adotam mão inglesa, com o volante à direita. A Volare está presente em 25 países. No Brasil, o Cinco vai concorrer com Fiat Ducato, Iveco Daily, Mercedes-Benz Sprinter e Renault Master. A Volare já estuda uma opção automatizada do novo modelo. Mais à frente pode haver opções 4x4 e Furgão. Por causa da retração de mercado, que reduziu as vendas da Volare em 58% no ano passado e fez baixar sua produção no primeiro trimestre de 2016 em 25%, a fábrica de São Mateus está produzindo apenas o Cinco e em um único turno, com capacidade de dez veículos por dia. Com a retomada do mercado e algum investimento é possível elevar esse volume para 40 unidades diárias. n

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FOTOS: LUIS PRADO

INDÚSTRIA INDÚSTRIA4.0 4.0

SETOR AUTOMOTIVO EM EBULIÇÃO EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA É RÁPIDA E MODIFICA O ECOSSISTEMA EMPRESARIAL PEDRO KUTNEY

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Na mesma linha, Paulo Cardamone, diretor da Bright indústria automotiva mundial se encontra no limiar de um estágio de transformação profunda, que muda a Consulting, avalia que as empresas do setor automotivo relação com seus clientes e fornecedores e transfor- precisam “olhar o futuro, para voltar ao presente e tomar ma a maneira de desenvolver, fazer e vender seus produtos, decisões para influenciar esse futuro”. Ele aponta que hoje vistos na forma de veículos conectados em rede móvel existe uma revolução tecnológica do automóvel em curso de dados, com introdução de sisteque está transformando a indústria mas automáticos e direção autônoma. rapidamente, com exigências cada Ao mesmo tempo em que esse novo vez maiores de aumento de seguranecossistema desafia empresas tradiça, mais conectividade e redução do cionais e lentas para promover muconsumo e emissões. Isso também danças em seu modelo de negócios, muda a relação com os consumidotambém significa que existem novas res, cada vez mais conectados, que oportunidades de mercado que podeexigem o aumento das relações virrão ser aproveitadas pelas montadoras tuais. “Nesse cenário, as montadoras que adotarem uma postura de liderantêm de reduzir as margens e mança nesse processo. Essa foi a principal ter os preços, mas também podem mensagem de Ricardo Bacellar, diretor aproveitar novas fontes de receita de relacionamento com o setor autoque surgem com o tráfego de damotivo da consultoria KPMG, em pados”, pontua. Bacellar alerta que não se trata lestra durante o workshop Indústria de exercício de futurologia, mas de 4.0 e a Revolução Automotiva, reaBACELLAR, DA KPMG: indústria realidade atual, à qual a indústria lizado em São Paulo por Automotive precisa se adaptar rapidamente precisa se adaptar rapidamente, Business dia 2 de maio.

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sob o risco de ficar para trás e perder clientes e faturamento. “É preciso estar preparado para as transformações e mudar, mas um passo em falso pode custar muito caro. Um exemplo são as empresas de telecomunicações, que não aproveitaram diretamente inovações que surgiram em seu meio, como Facebook ou Whatsapp”, diz o consultor. “Os ciclos de renovação hoje são mais curtos e constantes. É como um smartphone, que fornece o máximo de inovação em todo o seu tempo de vida. Os automóveis também precisam seguir essa velocidade evolutiva para conquistar o novo consumidor”, avalia.

AS MONTADORAS TÊM DE REDUZIR AS MARGENS E MANTER OS PREÇOS, MAS TAMBÉM PODEM APROVEITAR NOVAS FONTES DE RECEITA QUE SURGEM COM O TRÁFEGO DE DADOS PAULO CARDAMONE, diretor, Bright Consulting

BRASIL PATINA PARA ENCONTRAR SEU PAPEL NA ATUAL REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NOVA LÓGICA DOS NEGÓCIOS PODE FAZER PAÍS FICAR PARA TRÁS OU GANHAR COMPETITIVIDADE

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stá em curso no mundo uma nova revolução industrial que já está mudando a lógica do desenvolvimento e dos sistemas de produção e que afeta em cheio o setor automotivo. A denominada Indústria 4.0 – ou manufatura avançada – veio para ficar e será realidade den-

tro do escopo da mobilidade. Esse foi o tema central do workshop A Indústria 4.0 e a Revolução Automotiva. Para Rodrigo Custódio, diretor da consultoria Roland Berger, esse processo de transformação acontece em ritmo acelerado e terá como resultado mudanças disrup-

ESTAMOS ATRASADOS NA AUTOMAÇÃO, MAS A INDÚSTRIA 4.0 NÃO SERÁ MAIS UM MODELO QUE IMPORTAREMOS DE FORA RODRIGO CUSTÓDIO, diretor da Roland Berger

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INDÚSTRIA 4.0

tivas em contraste com as habituais evoluções graduais. Ele avalia que há oportunidades para que os países ocupem posições de destaque nesse novo contexto, que reúne internet das coisas, automação, softwares, análise de dados nas fábricas e em toda a cadeia produtiva, incluindo logística e armazenamento. Com esses recursos são formadas redes que integram empresas, linhas de montagem, homens e máquinas. Com tudo conectado, robôs de uma linha de produção podem trabalhar com manutenções preditivas automatizadas, por exemplo. Os ganhos atingem toda a cadeia logística que, em rede, ganha expressivos índices de eficiência. Um dos principais objetivos de trabalhar com a nova plataforma é a produtividade. Enquanto na Alemanha essa evolução está baseada na participação impressionante de robôs nas linhas de montagem (são mais de 400 mil), no Brasil o caminho ainda não está claro. “Estamos atrasados na automação, mas a Indústria 4.0 não será mais um modelo que importaremos de fora. Ela vai exigir muita ação para que cheguemos a um formato próprio, com conheci-

ROGÉRIO ALBUQUERQUE, executivo de vendas da Siemens PLM

O MUNDO DIGITAL TRANSFORMA ATITUDES E SUA HIPERCOMPLEXIDADE DESAFIA VELHOS PARADIGMAS MIGUEL DUARTE, sócio-diretor da Ernest & Young

mento desenvolvido localmente. O Brasil pode dar um salto ou perder o bonde”, avalia. Kai Probst, diretor de desenvolvimento de negócios da divisão digital da T-Systems, concorda. No evento ele citou que cada empresa e mercado chegarão ao seu modelo ideal. “A Indústria 4.0 pressupõe que a gente abra a cabeça, não feche a atuação em busca de uma solução única. Não é destruir o antigo, mas pensar em como evoluir e adaptar para a nova realidade”, observa. CAMINHOS PARA O BRASIL Segundo Rogério Albuquerque, executivo de vendas para o setor automotivo da Siemens PLM, no caso do Brasil, além de diferentes modelos de negócio, vale as empresas se debruçarem no universo digital, uma vez que ele ajuda a simular sistemas de manufatura, entre outras situações, para definir o que será feito na realidade do chão de fábrica. “É fato que existem iniciativas no Brasil, as montadoras estão mais empenhadas neste sentido, mas quando olhamos para tiers 2 ou 3, a realidade ainda é bem trágica em se tratando desse tipo de modernização”, alerta.

De acordo com Ivar Berntz, sócio-diretor da Deloitte, um dos grandes desafios que a indústria nacional encontrará será formar e contratar multiprofissionais que atendam as novas necessidades para lidar com a manufatura avançada. Em uma pesquisa da Deloitte realizada com 550 executivos de 40 países sobre os principais fatores alavancadores da competitividade, o primeiro item que aparece na lista por importância é “talento”, seguido por “custos”. “Produtividade e força de trabalho” aparecem como

KAI PROBST, diretor de negócios da divisão digital da T-Systems

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terceiro item para esses CEOs ouvidos pela consultoria internacional. Já para Miguel Duarte, sócio-diretor da Ernest & Young, “o mundo digital transforma atitudes e sua hipercomplexidade desafia velhos paradigmas”. Com essa constatação ele define que há caminhos táteis e possíveis para diferentes mercados, valendo-se de planejamento. “Automóvel e mobilidade não significam a mesma coisa e o impacto dessa ruptura é o que está provocando uma mudança de paradigmas”, afirma. Duarte cita exemplos que mostram outra face das montadoras, que já mergulham no mundo novo da era

IVAR BERNTZ, sócio-diretor da Deloitte

digital, como o da General Motors que comprou recentemente a Lyft por US$ 500 milhões. A empresa que opera nos Estados Unidos é especializada em transporte privado e de compartilhamento de veículos – concorrente do Uber, este último já conhecido no Brasil. Ele lembra também da Ford que lançou no Texas, nos Estados Unidos, um programa piloto de leasing compartilhado, no qual grupos de três a seis pessoas têm a posse comum do mesmo carro, dedicado a consumidores que não precisam de um veículo em tempo integral, mas que gostariam de dispor do carro em algumas ocasiões. (Giovanna Riato e Sueli Reis)

FORNECEDORES DE AUTOPEÇAS E SERVIÇOS SE ADAPTAM À NOVA ERA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO É ÁREA CADA VEZ MAIS RELEVANTE NA CADEIA PRODUTIVA

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base de parceiros e fornecedores da cadeia produtiva do setor automotivo se movimenta para atender as necessidades impostas pelo avanço da Indústria 4.0. O tom da nova era para as fábricas de veículos será ditado por maior cooperação entre as empresas de autopeças, concorrentes e montadoras, que terão relacionamento mais próximo do que meras relações comerciais. Outro pilar importante é o aumento do peso da área de tecnologia da informação dentro das companhias. Estas foram as principais conclusões apresentadas em debate durante o workshop. “Vai surgir o que eu chamo de ‘coopetição’, uma mistura de competição com cooperação”, acredita José Rizzo Hahn, presidente da Pollux Automotion, ao falar da linha cada vez mais tênue que diferencia um con-

corrente e um parceiro. O executivo aponta que há duas vertentes de Indústria 4.0. A primeira, alemã, tem a automação e o aumento do uso de robôs nas fábricas como base. “É um sistema mais conservador, muito planejado e organizado, que conta com a participação do governo e da academia”, esclarece. A outra vertente é a vista nos Estados Unidos, onde a revolução da indústria está concentrada em softwares e no empreendedorismo, com grande participação de jovens e startups na oferta de soluções. Para Hahn, o Brasil terá de encontrar um caminho no meio desse contexto. O importante, ele enfatiza, é correr atrás de um formato adequado. “É suicídio deixar de pensar na Indústria 4.0”, avisa, lembrando que as transformações acontecem em ritmo acelerado. O executivo de-

fende que as empresas devem investir em tecnologia da informação ao ampliar seus times com profissionais dessa área ou manter internamente especialistas no assunto, muitas vezes terceirizados. Besaliel Botelho, presidente da Bosch, concorda. Ele conta que há crescente preocupação com os profissionais que atuarão nessa indústria. “O homem continuará a ter papel essencial, mas com outras competências, mais especializado.” Para o executivo, a inteligência usada em processos produtivos comuns é muito diferente da necessária para a Indústria 4.0. Hahn lembra que o processo de transformação para o novo modelo deve vir acompanhado de consolidação na cadeia de fornecedores automotivos. No longo prazo ele aponta que a tendência é por diminuição

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INDÚSTRIA 4.0

do número de fornecedores de autopeças, com fusões em busca de soluções mais eficientes e flexíveis para os clientes. A ideia é gerar valor. Outra influência é a chegada de novos players ao mercado. “A Tesla, por exemplo, já vai muito bem nos Estados Unidos”, aponta, destacando o sucesso da jovem fabricante de carros elétricos. De mãos dadas com a indústria 4.0 está a evolução dos produtos e da conectividade dos veículos. Os executi-

vos que participaram do debate fazem coro ao falar de uma tendência que ganha espaço rapidamente: a customização em massa. A ideia é que, com fábricas flexíveis e conectividade, as companhias entendam o desejo dos consumidores e possam oferecer produtos únicos e adequados, mesmo que fabricados em série. Wilson Bricio, presidente da ZF América do Sul, destaca que as empresas têm de romper a inércia para

que consigam superar a crise atual e se preparar para entregar a inovação que o cliente pede e a solução que os parceiros da cadeia produtiva precisam. “Temos de manter o radar sempre ligado: ver onde estão a tecnologia e a necessidade e fazer o match. Não podemos ter vergonha de buscar parceiros e pedir ajuda”, explica, dando sinais de que já trabalha dentro da nova lógica da colaboração. (Giovanna Riato)

VW CRIA SEU MODELO DE REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NOVOS PROJETOS PARA AS QUATRO FÁBRICAS NO PAÍS NASCEM ANTES NO MUNDO DIGITAL

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pesar de ainda estar engatinhando no que se refere à quarta revolução industrial, denominada Indústria 4.0, o Brasil já conta com exemplos de manufatura avançada, que consiste em linhas de produção inteligentes com flexibilidade, gerenciamento eficiente, ergonomia e integração digital com fornecedores. No workshop A Indústria 4.0 e a Revolução Automotiva, realizado por Automotive Business dia 2 de maio, em São Paulo, o diretor de manufatura da Volkswagen do Brasil, Celso Placeres, apresentou as ações que a empresa adota em busca dessa nova era da industrialização. “O conceito de Indústria 4.0 busca não só produtividade e redução de custo, mas trazer benefícios também para o cliente, que procura um produto cada vez mais personalizado, diferenciado e que atenda seus requisitos”, ressalta. Para isso, a empresa vem se adequando a uma nova maneira de produzir no Brasil com base em uma manufatura que converse o tempo todo com as carteiras de pedidos. Desde 2008 os novos projetos para as quatro fábricas da empresa no Brasil – Anchieta, São Carlos, Taubaté (SP) e São José dos Pinhais (PR) – já nascem de um modelo digital. Isso significa que antes de entrar em produção, tanto a linha de montagem quanto o novo produto foram concebidos no mundo virtual, por meio de softwares de simulação em ambiente 3D. “Isso é fundamental para elevar a produtividade e a qualidade, além de garantir nossa participação em projetos

globais, manter nosso conhecimento técnico e aumentar nossa competitividade”, ressalta Placeres. A Volkswagen investiu R$ 31 milhões entre 2006 e 2015 com a aquisição de softwares, hardwares e também em treinamento para profissionais começarem a lidar aqui com a nova realidade da Indústria 4.0. Segundo Placeres, os investimentos deram novo ar de modernização e flexibilidade às unidades, em especial a de São Carlos, que se preparou já sob os conceitos da revolução industrial para a introdução dos novos motores EA 211. “Garantimos um índice de 99% de acerto nos projetos”, afirma. Ele acrescenta que outro exemplo foi o investimento de R$ 427 milhões que a Volkswagen aplicou na unidade de Taubaté para a modernização da área de pintura entre 2012 e 2013. Na ocasião, a empresa contou com 52 fornecedores para os quais pediu que entregassem antes seus projetos em formato totalmente digital. Apesar de contar com bons exemplos de manufatura inteligente, Placeres concorda que ainda há alguma dificuldade na cadeia de fornecedores em adotar novos processos, embora defenda as parcerias para dar continuidade à revolução que a VW vive em suas fábricas. “Nem todos têm recursos para investir em novos processos, especialmente quando olhamos fornecedores de segundo e terceiro níveis na cadeia”, pondera. (Sueli Reis) n

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FÓRUM DE RH

AGENTE DE TRANSFORMAÇÃO ESPECIALISTA EM RECURSOS HUMANOS DIZ QUE RH DEVE ACOMPANHAR A EVOLUÇÃO DA INDÚSTRIA GIOVANNA RIATO

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sejo de consumo de jovens que acabavam de se formar na universidade era um carro. Hoje a preferência é por um bom smartphone”, aponta. Para ele, os sindicatos e funcionários também têm de entender as mudanças. A fórmula para trabalhar nesse novo cenário, de acordo com Witt, é inovar. Para ele, é papel do RH fazer com que a inovação integre a cultura da empresa. “O profissional dessa área precisa sair um pouco da sua operação, ver o que acontece ao redor e implementar a inovação. Caso contrário ficaremos obsoletos muito rápido”, defende. Ele lembra que, ao ficar focada apenas na parte operacional, em cumprir a legislação, a área de RH despreza parte importante de seu potencial. “A CLT é de 1930 e a inovação bate à nossa porta”, lembra. Para o executivo, o profissional do amanhã é flexível, conectado, ligado ao negócio e um ativista, ou agente de transformação.

FOTOS: LUIS PRADO

indústria automotiva passa por processo intenso de transformação e, para acompanhar esse movimento, as áreas de recursos humanos precisam evoluir também. Esta é a conclusão de Ivan Witt, diretor de RH e de compras da Caoa. “Temos de sair do modo de relações trabalhistas para ser agentes de transformação”, afirmou o executivo em palestra no IV Fórum de RH na Indústria Automobilística, realizado por Automotive Business dia 16 de maio em São Paulo, no Milenium Centro de Convenções. Como caminho para a mudança, ele sinaliza a necessidade de manter transparência total nas relações sindicais e com os funcionários. A solução, segundo Witt, é mostrar a transformação que a indústria automotiva enfrenta e fazer com que os trabalhadores acompanhem todos os desafios. “As pessoas já não querem comprar automóvel como antes. Há alguns anos o principal de-

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Reconhecimento e conquista Eaton

A Eaton é premiada pela Mercedes-Benz como empresa de Excelência Operacional em Qualidade e Responsabilidade Ambiental.

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Estamos orgulhosos por termos sido premiados pela Mercedes-Benz pelo nosso comprometimento em atender as suas necessidades, pela confiabilidade dos nossos produtos, busca do melhor desempenho, busca dos melhores processos produtivos, excelência em qualidade e por nossa jornada na responsabilidade ambiental. Nossa busca e comprometimento são contínuos.


FÓRUM DE RH

AUTOPEÇAS DEMITEM 50 MIL EM DOIS ANOS APÓS PERDER UM QUARTO DA FORÇA DE TRABALHO, EMPRESAS BUSCAM ESTABILIDADE

PAINEL COM DIRETORES DE RH de empresas de autopeças discute as dificuldades do emprego no setor

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fetada diretamente pela crise econômica que derrubou a produção de veículos no País, a indústria nacional de autopeças já demitiu mais de 50 mil trabalhadores nos últimos dois anos e assim perdeu cerca de um quarto de sua força de trabalho. Foram 19 mil demissões somente em 2014, o maior número de desligamentos desde 1998, que fizeram o setor encerrar o ano com o menor contingente desde 2009. Mas 2015 foi ainda pior, somando outros 30 mil cortes. Com o aprofundamento da queda das vendas, reduções adicionais de pessoal são esperadas este ano e podem fazer o total de empregados nos fornecedores de componentes cair abaixo das 170 mil pessoas pela primeira vez nesta década. Esse resumo da situação crítica do emprego nas fábricas do segmento foi apresentado por Fernando Tourinho, diretor de recursos humanos da Bosch, que coordenou o painel de diretores de RH das empresas de autopeças durante o IV Fórum de RH na Indústria Automobilística. Tourinho destacou que o setor pre-

cisa agora de mais mecanismos de flexibilização da produção para evitar demissões. “Houve avanços na legislação, como a criação do PPE (Programa de Proteção ao Emprego), que nem sequer existia um ano atrás, mas existem muitas limitações e dificuldades para adotar o programa, que hoje parece insuficiente diante do cenário de incerteza atual”, disse. Para os participantes do painel existem duas grandes dificuldades em adotar o PPE nas empresas. A primeira é a falta de previsibilidade sobre quando o mercado vai se recuperar, pois ao aderir ao programa de redução da jornada de trabalho e salários as empresas se comprometem a manter estabilidade no emprego aos afetados por mais seis meses após o término do período. A outra preocupação é sobre receber a parte do governo, que cobre com o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) até 50% da remuneração reduzida dos trabalhadores. “Recebemos a primeira parcela, mas a segunda ficou atrasada”, contou Edson Carvalho, diretor de RH da Valeo, que em dezem-

bro passado adotou o PPE em sua fábrica de Itatiba (SP) com redução de 20% da carga horária. “Mas agora vamos cancelar o programa e voltar ao ritmo normal. Não deveremos demitir na unidade porque já fizemos ajustes anteriores”, explica. Outros fabricantes de autopeças não quiseram adotar o PPE. “Não aderimos por falta de previsibilidade do mercado e também porque já antecipávamos que haveria alguma dificuldade em receber os recursos do governo”, disse Sandra Mariani, diretora financeira (CFO) e de RH da Navistar Mercosul, fabricante dos motores MWM e dos caminhões International. A ZF também preferiu não adotar o PPE por falta de previsibilidade do mercado. “Atuamos principalmente com o fornecimento para a indústria de caminhões e ônibus e este mercado foi duramente afetado pela crise, sem nenhum sinal de recuperação. Por isso usamos alternativas como antecipação de férias e até transferências de pessoal para outras unidades nos Estados Unidos e Alemanha, para evitar ao máximo perder talentos”, conta o diretor de RH Marcel Oliveira. Ana Carolina Gonçalves, diretora de RH da TRW – comprada pela ZF há cerca de dois anos –, afirma que na planta de Limeira (SP) não foi necessário adotar o PPE porque existiam diferenças entre as linhas de produção, algumas com aumento do ritmo por causa do fornecimento para novos veículos, enquanto outras que forneciam para modelos mais antigos tiveram cortes. “Reduzimos muito o quadro e fizemos tudo que foi possível para não demitir, como férias e transferências.” (Pedro Kutney)

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FÓRUM DE RH

TOYOTA TRAZ EXEMPLO DE POLÍTICA SUSTENTÁVEL MONTADORA CRIA CONCEITO DE PRÁTICAS CONTÍNUAS PARA MELHORIAS DE PROCESSOS GESTORES

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nspirada na ideia de que toda proposta e ação têm de ser boas para as próximas gerações, a Toyota adotou um conceito de cultura corporativa baseada em princípios de melhorias contínuas a partir do relacionamento entre as pessoas. Denominada Toyota Way, a política sustentável criada em 2001 parte dos 12 princípios da visão global da companhia, que inclui desde o compromisso com a qualidade, futuro da mobilidade e inovação constante até respeito ao planeta e formas mais seguras de transportar pessoas. Segundo Roberto Yanagizawa, diretor de RH corporativo da Toyota do Brasil, o Toyota Way pode ser considerado o DNA da montadora, pregando que o nível de qualidade – de produtos e processos gestores – deve ser igual em todo o mundo. Ele explica que essa cultura corporativa tem dois grandes pilares: “O de melhoria con-

ROBERTO YANAGIZAWA, diretor de RH da Toyota do Brasil

tínua, com ações que convidam o empregado a trazer e propor a inovação; e o respeito pelas pessoas, que enaltece a capacidade individual trabalhando o coletivo a fim de criar o espírito de confiança mútua.” A partir de sequências e métodos definidos, há duas maneiras de concretizar esses aspectos: o TPS (Toyota Production System), que adota as técnicas kaizen, conjunto de ações cujo objetivo é eliminar situações indesejadas e resolver problemas; e o TBP (Toyota Business Practices), voltado aos empregados das áreas administrativas e de liderança, cujo

treinamento visa ao aprimoramento das suas competências a partir da solução de problemas. Por estes meios a empresa estabelece padrões e identifica anormalidades, gerando a capacidade de corrigir problemas e criar novos padrões. Embora o conceito do Toyota Way seja bastante disseminado na companhia, Yanagizawa revela que o processo no Brasil exige maior atenção à sua aplicação: “Aqui temos uma enorme variação cultural pela multidescendência e para aplicar as palavras do Toyota Way é necessário voltar-se para as próprias histórias, porque ensinar é um ciclo infinito de transmitir conhecimento e experiências de vida a alguém, de orientar sobre o caminho a seguir.”

INOVAÇÃO PASSA A SER URGÊNCIA TAMBÉM NO RH ISVOR RELATA A EXPERIÊNCIA NO GRUPO FCA PARA A INOVAÇÃO DO CONHECIMENTO

I

novação é o fator-chave de ordem no cenário mundial em diferentes aspectos, tanto no que diz respeito a produto quanto em toda a sua cadeia e ciclo de vida, mas o conceito também é um dos principais mecanismos para a evolução de uma empresa enquanto organização de pessoas, resumiu Márcia Lúcia Andrade dos Anjos Naves, superintendente da universidade corporativa Isvor, em palestra durante o IV Fórum de RH na Indústria Automobilística. “Inovação deixou de ser uma palavrinha da moda e passou a ser urgência na busca pelo resultado do negócio”, afirma. “Economicamente, sabemos que o mundo vive em ondas, mas por trás dela há uma muito maior e que diz respeito a mudanças de conceitos, analogias e metáforas. A pergunta a fazer é: “Como empresa, estamos preparados

para tais mudanças?’ Acredito que o setor automotivo já está vivendo isso”, analisa Márcia “Antes, o futuro chegava a cavalo. Hoje vem por wireless”, ilustra ao falar sobre a velocidade das transformações globais na sociedade. Ela apresentou o exemplo do Grupo FCA Fiat Chrysler Automobiles, que tem o Isvor como uma das divisões de negócio e cujo objetivo é acelerar o processo de desenvolvimento de competências para atender os desafios dentro da empresa. No Brasil, em sua sede localizada em Betim (MG), próxima à fábrica da Fiat, a unidade já funciona há 20 anos e tem atualmente 376 profissionais que utilizam diferentes metodologias para desenvolver seu público-alvo: funcionários da Fiat e CNH Industrial, mas também os interessados de outras companhias. (Sueli Reis) n

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“NUNCA DEU MANUTENÇÃO.”

“O VEÍCULO NÃO PARA.” Gilmar Henrique Ferreyra, frotista Inova Logística

Cinto de segurança salva vidas.

Leonel Iaroz, motorista Transprimo

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FOTOS: ROGERIO LORENZONI / STUDIO 3X

INAUGURAÇÃO

JAGUAR LAND ROVER ABRE A FÁBRICA BRASILEIRA LINHA DE MONTAGEM COMEÇA A OPERAR EM RITMO LENTO COM O EVOQUE PEDRO KUTNEY | DE ITATIAIA (RJ)

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ois anos e meio após anunciar investimento de R$ 750 milhões para construir sua primeira unidade industrial própria fora do Reino Unido, a Jaguar Land Rover (JLR) inaugurou oficialmente na terça-feira, 14, sua linha de montagem brasileira em Itatiaia – a quarta planta de veículos na região sul-fluminense, que já conta com MAN, PSA Peugeot Citroën e Nissan. Instalada no belo ce-

nário emoldurado pela cadeia de montanhas das Agulhas Negras, a primeira fabricante britânica a fazer automóveis na América Latina é a última da leva de marcas premium a fixar operação local depois que o governo brasileiro criou, em 2012, o Inovar-Auto. Construída em pouco mais de um ano em terreno de 60 mil metros quadrados, é uma operação ainda pequena, com capacidade para montar

24 mil unidades/ano, credenciada no regime especial do Inovar-Auto, que permite a instalação de plantas de baixo volume que trabalham com maior quantidade de componentes importados – Audi, BMW e Mercedes-Benz já operam da mesma maneira no Brasil. De início, só a linha de montagem final de Itatiaia está operacional em enorme área com muitos espaços ociosos de 600 metros quadrados,

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ROGERIO LORENZONI / STUDIO 3X

INAUGURAÇÃO

DE INÍCIO, só a linha de montagem final está operacional

mostrando que as ambições futuras são bem maiores do que o lento ritmo inicial de produção de apenas um veículo por hora em um único turno de oito horas de segunda a sexta-feira. A capacidade é bem maior, de nove unidades/hora. “Claro que planejamos a fábrica pensando em pelo menos mais cinco anos adiante, quando esperamos que o mercado brasileiro volte a crescer, aí poderemos aproveitar todo o potencial que instalamos aqui”, afirma Frank Wittemann, presidente da JLR América Latina e Caribe. Com a demanda retraída, não foi dado prazo para que as áreas de soldagem e pintura entrem em operação, embora já exista espaço suficiente para isso. No momento, as carrocerias chegam da Inglaterra armadas e pintadas, em sistema de kits SKD. Ao caminhar pelos 150 metros de comprimento da linha de montagem brasileira da JLR, fica nítida a grande quantidade de componentes importados usada na produção do Range Rover Evoque, o primeiro Land Rover nacionalizado, a quem o Discovery Sport deve se juntar até o fim de julho. Por enquanto, já são comprados no Brasil vidros da Pilkington, bancos e baterias da Johnson Con-

trols, escapamentos da Benteler, que também faz a montagem do conjunto motor e seus periféricos, radiador e suspensão – parte do serviço é feita na vizinha unidade da Benteler em Porto Real e a finalização no interior da fábrica da JLR em Itatiaia. OPERAÇÃO IMPORTANTE Apesar da modesta operação inicial em um mercado retraído, a JLR garante que este é um passo importante em sua estratégia mundial. “Seguimos o princípio que a produção deve seguir o mercado. A abertura de novas instalações no Brasil representa o mais recente marco na nossa expansão global”, afirmou Wolfgang Stadler, diretor-executivo de manufatura global da JLR, que tem seis plantas no Reino Unido, uma joint venture com a Chery para produção na China e outra linha de montagem na Índia com a empresa controladora Tata Motors, que comprou a JLR da Ford em 2007. “Este é um mercado importante para nós, porque lideramos aqui um terço das vendas de SUVs premium. Não estamos preocupados com os altos e baixos da economia porque quando fazemos um investimento dessa magnitude olhamos para os próximos 20 a 30 anos”, destaca Stadler.

A pequena operação industrial brasileira da JLR foi viabilizada pela concessão de incentivos tributários. A montagem local também evita o pagamento de imposto de importação de 35% de dois modelos Land Rover que respondem por 70% de suas vendas no mercado brasileiro, o Range Rover Evoque e o Discovery Sport. Mais recentemente, também foram concedidos pelo governo federal ex-tarifários, com redução da alíquota de importação para 2%, de importantes itens importados usados na produção, incluindo os motores. Não serão reduzidos os preços dos veículos montados em Itatiaia em relação aos importados. A ideia é usar a nacionalização para reduzir a exposição cambial e compensar com a redução de impostos já obtida a depreciação do real, que torna mais caros os componentes importados. Mesmo com preços que giram acima dos R$ 200 mil, a meta é assegurar a liderança de vendas de SUVs de luxo no mercado brasileiro, onde um a cada três modelos vendidos no segmento é Land Rover. Ao menos por enquanto as exportações estão fora dos planos. A fábrica é flexível, tem ambas as marcas do grupo, Jaguar e Land Rover, estampadas na entrada, pode fazer outros modelos, mas no momento não há planos para expandir o portfólio montado no Brasil. MERCADO PROMISSOR Apesar de as vendas da Land Rover no Brasil terem caído 6,5% de 2014 para 2015, com 8,8 mil emplacamentos, com nova queda de 8% anotada de janeiro a maio deste ano na comparação com o mesmo período de 2015, com pouco mais de 3 mil unidades vendidas, os negócios acabaram sendo compensados pelo crescimento acima de 70% nas vendas da Jaguar este ano, mas com volume ainda modesto de 224 carros. n

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MATERIAIS

| CADERNO ESPECIAL

OS VEÍCULOS MODERNOS E A MATÉRIA-PRIMA DO FUTURO MATERIAIS FERROSOS DOMINAM A FABRICAÇÃO DOS VEÍCULOS ATUAIS, ENQUANTO SUSTENTABILIDADE E RECICLAGEM SÃO PALAVRAS DE ORDEM NA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA MUNDIAL RICARDO PANESSA

A

LEO LARA

indústria automotiva continua fortemente baseada na cultura do aço. Esse material ainda predomina na construção da grande maioria dos veículos, mas sustentabilidade, respeito ao meio ambiente e reciclagem estão cada vez mais se tornando palavras-chave na indústria automobilística de hoje. Tecnologias para melhorar o desempenho dos motores e diminuir o peso dos veículos vêm resultando no emprego crescente de alumínio, termoplásticos, polímeros de alta resistência e outros materiais alternativos nos projetos automotivos. Em contrapartida ao avanço do DIVULGAÇÃO / SAE

LINHA DE MONTAGEM DA FIAT EM BETIM (MG) utiliza diferentes materiais renováveis

FRANCISCO SATKUNAS, conselheiro da SAE Brasil

alumínio e dos polímeros, as aciarias desenvolvem aços de alta resistência e mais leves, conhecidos como HSS (High Strength Steel) e UHSS (Ultra Strenght Steel). No Brasil esses itens já correspondem a cerca de 20% na média dos aços empregados nas carrocerias. O tradicional aço inoxidável é usado mais nos sistemas de exaustão e escapamento. O alumínio apresenta cada vez mais aplicações e seu uso se torna cada dia mais acentuado. Apesar de mais caro que o aço, é mais leve, melhor condutor de calor e reciclável, entre outras vantagens. Dados da SAE Brasil, a sociedade dos engenheiros da mobilidade, indicam que uma carroceria

inteiramente de alumínio reduz o peso em 40% em comparação a uma similar de aço. Hoje no Brasil o alumínio soma pouco mais de 70 kg (em média) por veículo, com tendência de crescimento gradativo. A Europa já utiliza o dobro desse peso e os Estados Unidos quase o triplo. POLÍMEROS E PLÁSTICOS Segundo o engenheiro Francisco Satkunas, conselheiro da SAE Brasil, os polímeros vêm crescendo muito em aplicações nos veículos. Há um predomínio do plástico rígido (polipropileno) em para-choques, painéis de instrumentos e molduras laterais. Convivendo com os plásticos oriundos do petróleo

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FIAT UNO, com parte do painel em destaque, onde é aplicada a resina Ecomold

ADEILDO SILVA

STUDIO CERRI

surgem materiais ecologicamente corretos como matérias-primas sustentáveis obtidas a partir da cana-de-açúcar, ainda em estágio prematuro. A indústria de plásticos faz interessantes combinações de resinas com materiais naturais, como fibras diversas e até palha de arroz calcinada que torna os painéis mais leves, podem ser pintados e cromados, têm preço razoável na reposição e ainda podem ser facilmente reparados. A Ford destaca-se como grande incentivadora do uso de materiais naturais e a empresa Plascar tem desenvolvido aqui no País combinações de plásticos e outros materiais, como o woodstock, resultado de madeira triturada com polipropileno. Segundo o departamento de engenharia experimental da Ford Brasil, os materiais mais utilizados pela montadora são principalmente poliméricos de alta performance combinados com fibras naturais (de coco ou sisal) e espumas de PU com óleos vegetais. Há também peças com matriz polimérica reciclada. Ao lado desses materiais são utilizados

JÚLIO SOUZA, analista de engenharia do produto na FCA

aços de ultra alta resistência, como os ligados ao boro, martensíticos e dual phase, que diminuem o peso e consumo de combustível e aumentam a segurança dos passageiros. O Grupo FCA também utiliza diversos materiais renováveis nos automóveis que produz em todo o mundo. Um deles é o Ecomold, nome comercial para uma mistura de fibra de juta e polipropileno, usada no acabamento do painel do Uno e das portas do Renegade. “Todos os veículos produzidos em Betim têm bancos feitos com 5% da espuma derivada de óleo de soja. O Uno e Palio empregam woodstock na fabricação dos painéis de porta e tampa do porta-malas”, explica o analista de engenharia de produto da FCA, Júlio Souza. OUTROS MATERIAIS Os vidros continuam sendo utilizados em larga escala, mas vêm sendo substituídos pelos plásticos em algumas aplicações. Os elastômeros, ou borrachas, ainda predominam nos pneumáticos mas já se combinam com novos materiais ecologicamente amistosos, como sílica de palha calcinada. O poliuretano expandido é utilizado nos estofamentos. As tintas tiveram grande evolução com base aquosa. Os selantes e juntas líquidas reduzem o peso das tradicionais juntas sólidas. O magnésio já é utilizado em conjunto com o alumínio. O lítio é a bola da vez no que diz respeito à produção de baterias. A ferrita tem

preço mais competitivo do que o lítio. Os catalisadores usam metais especiais como platina, paládio e ródio. IMPRESSÃO 3D Para Celso Morassi, supervisor de modelação de design workshop da FCA, a impressão 3D já deixou de ser ficção, embora ainda esteja longe de ser aplicada para produções em escala. Implantada há pouco mais de dois anos no Polo de Pesquisa e Desenvolvimento Giovanni Agnelli, na fábrica da FCA em Betim (MG), a impressora 3D é capaz de imprimir em 12 horas um modelo que, antes, pelos processos tradicionais, poderia demorar alguns dias para ficar pronto. O modelo é impresso com grande precisão em náilon altamente resistente e leve, que pode ser livremente lixado e pintado. O resultado é uma peça em tamanho real visualmente idêntica à original que será produzida. “Exceto para veículos de muito baixo volume e para alguns componentes muito específicos que não justificam ferramental, não vemos no futuro próximo o uso extensivo dessa tecnologia aqui no País”, afirma Satkunas. “Entretanto, a prototipagem com auxílio de impressoras 3D pode ser uma ferramenta extraordinária, caminhando lado a lado com a realidade virtual e a técnica de elementos finitos. Isso tudo traz enorme economia de custo e de pessoal, além de dar maior velocidade aos projetos”, finaliza.

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MATERIAIS

| AÇO

EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA À VISTA INDÚSTRIA DEVE USAR CADA VEZ MAIS MATERIAIS DE ALTA RESISTÊNCIA E PROCESSOS DE CONFORMAÇÃO A QUENTE EM BUSCA DE LEVEZA E SEGURANÇA

A

té mesmo em pleno olho do furacão, com a crise que acertou em cheio as vendas de veículos, o caminho para o uso de aço no setor automotivo é de evolução tecnológica. Essa é a opinião de André Munari, gerente geral de vendas para o segmento da ArcelorMittal Tubarão: “Ainda não temos elementos suficientes para projetar uma recuperação de mercado em volume, mas consideramos irreversível a tendência de inovação tecnológica para redução de peso e melhoria de performance em segurança.” O executivo aponta que, entre as tendências, estão matérias e processos que facilitem a estampagem independentemente do design da peça. É a chamada conformabilidade. Além disso, ele destaca que há busca cada vez mais intensa por aumento da resistência mecânica que permita redução de peso das carrocerias com melhor desempenho em segurança veicular. “Duas grandezas antagônicas no passado são atualmente atingíveis com aços de alta resistência”, conta. Munari calcula que atualmente o uso desse tipo de material tem participação de 6% a 8% no Brasil. A expectativa dele é que esse porcentual aumente para 10% nos próximos cinco anos, impulsionado pela legislação e

DIVULGAÇÃO / ARCELORMITTAL

GIOVANNA RIATO

ANDRÉ MUNARI, da ArcelorMittal, aponta tendência por materiais e processos que facilitem a estampagem

regulamentações do Inovar-Auto, que impõe melhoria da eficiência energética dos carros. O programa já estimulou os negócios de aços de alta resistência para a companhia. Entre os exemplos estão o desenvolvimento de soluções com o Usibor e o Ductibor em peças veiculares estruturais. A ArcelorMittal vem trabalhando também com outras possibilidades, como o Fortiform, aço de terceira geração estampado a frio que promete aumento de resistência mecânica e redução da ordem de 10% no peso. Frederico Hirota, gerente de desenvolvimento de produto da Benteler, concorda que a evolução tec-

nológica dos materiais metálicos no carro é um caminho sem volta. “Além da legislação, as pessoas estão cada vez mais preocupadas com segurança e eficiência. Elas estão vendo os resultados do Latin NCAP e querendo carros melhores”, avalia. Por causa disso, o executivo também aposta que crescerá o uso de aços de alta resistência no País. Para ele, outra evolução é a conformação a quente, o hot stamping, usado atualmente em poucos componentes. “Essa tecnologia permite redução de massa do veículo e aumento da segurança, com possibilidade de melhorar a absorção de energia em caso de colisão. Muitos ainda não sabem, mas podemos chegar também a uma redução de custos em alguns casos”, conta. A aposta na solução é tão grande que a Benteler deve instalar mais uma linha de conformação a quente no Brasil além das duas que já tem. EXEMPLOS DAS MONTADORAS Ao desenvolver o HR-V, a Honda precisou abrir mão dos aços de alta resistência usados no carro vendido no Brasil, diferentemente do que acontece com a versão oferecida nos Estados Unidos. “Na época do projeto não tínhamos muita oferta dos fornecedores no Brasil. Então, decidimos adaptar”, esclarece André Ramos, gerente de pesquisa e desenvolvimen-

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DIVULGAÇÃO

to da Honda. Ele admite que o carro ganhou algum peso, mas ainda assim foi menos do que o esperado, já que a empresa investiu em menores espessuras. “Também conseguimos um bom padrão de segurança, com cinco estrelas no Latin NCAP”, conclui. A Volkswagen destaca o caso do Golf, modelo global montado desde o ano passado na planta de São José dos Pinhais (PR). “Fizemos um esforço muito grande para reduzir peso, porque 25% do consumo de combustível de um carro vem daí”, calcula Pedro Almeida, gerente de desenvolvimento da companhia. O executivo conta que uma série de inovações foi incorporada ao modelo, com uso intenso de aços de ultra-alta resistência, além de conformação a quente.

Outra solução foi a laminação flexível, que permite ter aço de várias espessuras em uma só chapa. O reforço da coluna B, por exemplo, ficou dois quilos mais leve com a técnica. Combinadas, as tecnologias permitiram chegar a um car-

ro mais de 100 quilos mais leve do que a geração anterior, apesar do alto volume de equipamentos, como os nove airbags incorporados no Golf 7. “Reduzimos custos com aumento da qualidade e da segurança”, assegura Almeida. n

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MATERIAIS

| PLÁSTICOS

CARRO PESO-PENA EM PLENA CRISE, A INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS AUTOMOTIVOS ENCONTRA OPORTUNIDADES GRAÇAS À BUSCA CONSTANTE DAS MONTADORAS POR VEÍCULOS MAIS LEVES

F

DIVULGAÇÃO / SABIC

ornecedores garantem: o uso do plástico na indústria automotiva tem sido alavancado mundialmente pela busca por peças mais leves e, ao mesmo tempo, com menor complexidade de produção e custos reduzidos. “No Brasil não é diferente”, garante Carla Camilo, chefe de produto da área de polímeros acrílicos da Evonik América do Sul. A companhia é uma das líderes mundiais em especialidades químicas e fornece produtos para aplicações automotivas como plásticos de alto desempenho. “O mercado automotivo é um dos segmentos de grande importância para os nossos negócios”, diz a executiva, desta-

SCOTT FALLON, da Sabic, aponta a necessidade de trabalhar ao lado dos clientes para criar soluções

cando que 2016 tem se apresentado bastante desafiador. Scott Fallon, diretor global automotivo da Sabic, concorda com a estratégia de manter o ânimo mesmo na crise. Ele comenta que novas regulamentações para a segurança, economia de combustível e emissões têm guiado as necessidades de soluções e recursos materiais. “Assim, continuamos comprometidos em ajudar nossos clientes a lidar com esses desafios”, diz. Terceira maior empresa química do mundo, a Sabic tem a indústria automotiva como um segmento estratégico. “Somos um dos principais fornecedores para esse mercado, com polímeros diferenciados e termoplásticos especiais e compostos, como polipropileno e policarbonato”, explica. INOVAR-AUTO Os desenvolvimentos da indústria de plásticos estão, assim, alinhados às necessidades das montadoras, que este ano devem apresentar ao governo os primeiros resultados de eficiência energética do programa Inovar-Auto. “Temos visto ainda mais foco na redução de peso em nosso trabalho com as montadoras e cadeia de fornecedores e isso certamente é favorável para os negócios”, afirma Fallon. O executivo comenta que a pedido da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), a empresa desenvolveu um reforço de piso para o Jeep Rene-

ALEX SILVA

ALEXANDRE AKASHI

CARLA CAMILO, da Evonik, destaca investimentos em pesquisa e desenvolvimento para driblar a crise

gade com solução híbrida plástico-metal. “O componente tem flanges de metal e geometria em colmeia de plástico feito com a resina Noryl GTX, uma fórmula que tem baixa densidade mas resistência ao impacto”, diz. Segundo o executivo, a peça substitui várias outras feitas de aço e garante até 45% de redução de peso. Já a Evonik desenvolveu um composto especial para moldagem de janelas automotivas, para substituir o vidro convencional. À base de Plexiglas e Acrylite, o novo produto confere alta resistência à radiação ultravioleta e a intempéries, além de suportar impacto até 30 vezes maior que o vidro e ser reciclável ao fim da vida útil. n

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MATERIAIS

| ALUMÍNIO

SUPERAR A BARREIRA DO CUSTO AINDA É DESAFIO APESAR DISSO, MONTADORAS NÃO DEIXAM O BRASIL DE FORA AO ADERIR ÀS NOVAS APLICAÇÕES SUELI REIS

É

O QUE VEM POR AÍ Apesar de todo o cenário desafiador – dos empecilhos do custo e do mercado em baixa – as montadoras têm aderido às novas ondas de aplicação do material. Edison Marcelo Serbino, consultor do centro tec-

nológico de materiais da Volkswagen, indica que a suspensão deve receber as próximas novidades em alumínio, embora aponte outras possibilidades. “Acredito que a nanotecnologia é uma saída. Em 5 anos, deveremos ter surpresas fantásticas neste sentido, inclusive no Brasil, onde já existem pesquisas a respeito”, afirma. Outras tendências também vêm sendo antecipadas por alguns modelos aqui no País, desta vez em para-choques e capô, caso do Jeep Renegade, cujos para-choques são de alumínio, lembra Giuliano Michel, gerente de novos produtos, mercado e inovação da CBA, responsável pelo fornecimento ao Grupo FCA. O executivo conta que, impulsionada pelos próximos lançamentos, a CBA inseriu

recentemente em seu portfólio ligas estruturais de alumínio de alta resistência. “A partir desse material, estaremos presentes nas novas gerações de modelos com lançamentos previstos para este segundo semestre”, revela. Michel reafirma que o custo do insumo é fator determinante em alguns casos, mas o ganho com o processo industrial, muito mais simplificado quando comparado com o aço, compensa na balança final. “Além disso, o alumínio tem o atrativo da segurança: com sua característica mecânica de alta capacidade de absorção de energia gerada por impactos, impede a transmissão dessa força para o resto da estrutura, garantindo proteção em níveis excelentes”, conclui. n

PISCO DEL GAISO

fato que a adoção do alumínio em veículos continua crescente, tanto em escala global quanto no âmbito nacional. Apesar disso, a substituição de materiais consolidados, como o aço, ainda esbarra no fator custo, principalmente aqui no Brasil. É preciso lembrar também que características do mercado acabam por direcionar as preferências dos clientes. “No fundo sempre tem uma demanda do consumidor: se fazemos carros mais baratos é para atingir esse consumidor; se fazemos um carro excelente em consumo, é para o consumidor que quer isso. Esse é o drive da nossa indústria”, afirma Ricardo Albuquerque, supervisor de arquitetura de veículos e sistemas da Ford. Ronaldo Jogi Ito, supervisor de projetos e de P&D na Aisin Automotive, reforça que o custo ainda é fator limitante: “Nos veículos compactos o uso é mais complicado. A presença do alumínio tem sido mais relevante nos médios e SUVs”, comenta. “Para competir, a indústria brasileira precisa investir em alta performance do alumínio”, aponta.

PRODUÇÃO DE ALUMÍNIO pela CBA no município de Alumínio (SP)

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MATERIAIS

| VIDROS

MERCADO EM MARCHA LENTA INDÚSTRIA DE VIDROS SOFRE COM A CONTRAÇÃO DAS VENDAS, MAS APOSTA QUE ISSO PODE MUDAR EM BREVE ALEXANDRE AKASHI

o conjunto de componentes de luzes e até a eliminar alguns deles. É possível, por exemplo, simplificar os chicotes elétricos e a capa plástica de proteção da luz de freio. “Como se trata de um produto pioneiro, estamos nos certificando de que todos os testes e processos apresentem a mesma confiabilidade dos produtos que já fornecemos às montadoras”, afirma. Além disso, ainda há uma série de tecnologias que já são utilizadas em mercados maduros como Estados Unidos, Europa e Japão, mas no Brasil atualmente só existem nos segmentos premium de mercado, onde os baixos volumes ainda são uma barreira para localizar a produção. “O Japão busca inovação nos vidros relacionada às funções de controle solar, de temperatura e proteção aos raios UV, além da projeção de informações no para-brisa com o head-up display, enquanto na Europa existe bastante interesse em câmeras, sensores, vidros com design arrojado e a adaptação para o futuro com o carro autônomo, mesmo interesse apresentado nos Estados Unidos, inclusive com empresas fora do meio automotivo investindo pesado nessa tecnologia, como Google, entre outras”, explica Kameyama. n FOTOS: DIVULGAÇÃO / PILKINGTON

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Pilkington trabalha continuamente em projetos que visam atender as demandas de aumento de eficiência energética com redução da espessura dos vidros e oferta de produtos inovadores que possam substituir componentes de maior peso no veículo. “A expectativa para 2016 era inicialmente de pequena queda na comparação com 2015, mas essa perspectiva não está se concretizando, com retração muito acentuada e sem perspectivas de melhora no curto prazo”, afirma Fabricio Kameyama, diretor comercial da divisão Automotive OE da Pilkington Brasil. Kameyama comenta que em 2015 o resultado da empresa acompanhou o ritmo de toda a indústria automotiva, com redução acentuada dos volumes de vendas e custos acima dos projetados em razão da alta do dólar e da escalada da inflação. “Investimentos futuros serão feitos em virtude da melhora de algumas linhas de produção, já que, com a queda de mercado, temos capacidade instalada para a retomada da indústria no longo prazo”, diz. Enquanto isso, para contornar a queda drástica dos negócios no mercado doméstico, a Pilkington enxerga na exportação uma alternativa. “Estamos trabalhando fortemente para compensar uma

FÁBRICA DA PILKINGTON em Caçapava (SP) tem capacidade instalada para acompanhar recuperação das vendas

parte do volume perdido localmente. Esperamos aumentar ainda mais nosso mix de vendas de 2016 para o mercado externo, mas grande parte desse volume representa exportação para empresas do mesmo grupo, o que ajuda apenas na diluição dos custos fixos”, afirma. PANORAMA TECNOLÓGICO Segundo o executivo da Pilkington, há perspectiva de melhora, uma vez que a empresa está bem próxima de fechar o primeiro contrato para fornecer uma nova tecnologia, que traz iluminação de LED integrada nos vidros. Segundo a fabricante, a inovação permite simplificar todo

KAMEYAMA, da Pilkington, admite que desempenho do mercado frustrou expectativas

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MATERIAIS

| BORRACHA

ESPERANÇA DE RECUPERAÇÃO MUDANÇA DE GOVERNO, MERCADO DE REPOSIÇÃO E EXPORTAÇÕES ALENTAM INDÚSTRIAS DO SETOR MÁRIO CURCIO

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DIVULGAÇÃO / ZANAFLEX

abricantes de componentes de borracha e de matérias-primas para esse segmento alimentam alguma esperança para o setor a partir das trocas de comando ocorridas no governo. “Acreditamos que vamos melhorar em médio prazo”, afirma o presidente da Produflex, Edgar Marreiros. “A mudança era necessária, mas se não ocorrerem ajustes fiscais e uma reestruturação da economia, não veremos grandes alterações”, diz Jair Zanandrea, diretor comercial da Zanaflex, empresa que fornece compostos técnicos de borracha. “Nossa expectativa é positiva e apostamos na retomada gradual da economia. Os desafios na esfera federal são enormes e exigem atuação precisa e rápida”, afirma a gerente

de negócios da Evonik, Camila Pecerini. A empresa é fornecedora de matérias-primas para a indústria de transformação de borracha, incluindo fabricantes de pneus. Este ano a Evonik vai inaugurar no Brasil a primeira unidade de produção de sílicas de alta dispersão da América do Sul. O produto é usado principalmente em pneus de baixa resistência ao rolamento. Como fornecedora de matérias-primas também para solados e outros artefatos de borracha, a Evonik tem seu desempenho atrelado aos resultados desses segmentos no mercado nacional. “Em alguns deles é parcialmente compensado pelo aumento das exportações. No setor automotivo, apesar da queda registrada no volume de pneus no-

MÁQUINA produz composto à base de borracha natural com SBR

vos (vendidos para as montadoras), o desempenho do mercado de reposição ajuda a diminuir a queda das vendas”, recorda Camila. Marreiros, que também preside o Sindibor, relatava antes do fechamento de maio um quadro mais crítico: “A queda no mercado está em 23% em relação a 2015 e em 38% ante 2014.” De acordo com o executivo, as exportações tiveram um crescimento da ordem de 3% em relação a 2015, “insignificante para gerar expectativa”. O Sindibor é a entidade que reúne fabricantes de artefatos de borracha no Estado de São Paulo. Ainda de acordo com Marreiros, o setor de borrachas fechou 15% das vagas ao demitir 7,8 mil dos 52 mil trabalhadores. Na Zanaflex os cortes foram mais acentuados: “Reduzimos o quadro de funcionários em 37%”, revela Zanandrea, que teve de encerrar a produção de um dos três turnos de trabalho. “Outras áreas como logística de materiais (recebimento e expedição) e controle de qualidade também foram ajustadas conforme a demanda”, diz. De acordo com o executivo, em 2014 a queda nas vendas físicas foi de 11,9% e em 2015 se acentuou para 33,2%. Para a Zanaflex, o mercado de reposição recuou com menor intensidade. No caso das exportações, Zanandrea acredita num cenário pouco melhor do que Marreiros e nota por seus clientes que o mercado externo tem ajudado na recuperação de volumes.n

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MATERIAIS

| PNEUS

ETIQUETA OBRIGATÓRIA FABRICANTES SE PREPARAM PARA A ADOÇÃO DO SELO DO INMETRO A PARTIR DE 27 DE OUTUBRO MÁRIO CURCIO

Pneus Mercosul, Renato Sarzano. A Goodyear, outra fabricante ouvida, também está pronta: “A estrutura no Brasil foi qualificada para atender às exigências e todos os testes relacionados à etiquetagem serão feitos no Brasil”, garante o diretor-presidente da Goodyear Brasil, Henry Dumortier. As melhores notas obtidas por um pneu estão ligadas à atualização da indústria local e da matéria-prima utilizada nos pneus “verdes”, que conciliam boa aderência e baixa resistência ao rolamento, colaborando com aumento da segurança e a redução de consumo e emissões: “Em razão do programa Inovar-Auto, que prevê aumento da eficiência energética dos automóveis, a indústria de pneus se modernizou para atender às montadoras”, recorda Mayer.

MÁRIO CURCIO

A

RENATO SARZANO, diretor-superintendente da Continental Pneus Mercosul

MOMENTO DIFÍCIL Por causa da retração no mercado de veículos, os fabricantes de pneus já haviam demitido nos primeiros meses do ano 1,5 mil de um total de 30 MÁRIO CURCIO

indústria de pneus começa a aplicar o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) em todos os componentes produzidos ou importados a partir de 27 de outubro. O item atribui notas de A a G nos quesitos resistência ao rolamento e frenagem em piso molhado, além de informar o nível de ruído de passagem, medido fora do veículo. Fabricantes, distribuidores e lojistas terão prazos razoáveis para lidar com estoques até que em abril de 2018 todos os itens no varejo tenham a etiqueta. “Apoiamos o selo porque ele trará ao consumidor uma conscientização maior”, afirma Alberto Mayer, presidente Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip). “Por ser alemã, a Continental viveu a implantação do programa na Europa e traz seu know-how para a adoção no Brasil. Traçamos uma estratégia para que até outubro nossa linha esteja adequada à nova regulamentação”, diz o diretor-superintendente da Continental

TESTE DA GOODYEAR, em Americana (SP)

mil funcionários. “No acumulado até abril produzimos 1,5 milhão de pneus a menos que no mesmo período de 2015”, diz Mayer. Num ano em que até o segmento de reposição vem recuando, ocorre um esforço extra para as exportações: “Elas tiveram alta de 23,2%”, comemora Mayer, especialmente pelo restabelecimento com a Argentina. “Há um grande esforço em aumentar as vendas no exterior, sobretudo para a América Latina. A fábrica da Continental em Camaçari (BA) nasceu com a dupla vocação de abastecer o mercado interno e externo, em particular os mercados do Nafta e da América Latina”, diz Sarzano. O executivo recorda, contudo, que os elevados custos operacionais e tributários limitam a competitividade no exterior. E a desvalorização cambial também, porque a produção brasileira depende de muitos insumos importados. n

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MATERIAIS

| TINTAS

INOVAR ALÉM DAS CORES MONTADORAS ESTUDAM AS NOVIDADES NA ÁREA DE PINTURA E SUA RELEV��NCIA PARA O BRASIL SUELI REIS

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DIVULGAÇÃO / PPG

pós o ano 2000, as áreas de pintura das montadoras instaladas no Brasil começaram a ganhar maior relevância nos planos das empresas, em parte para acompanhar as novas tendências que surgiram no exterior. Com isso, as cabines receberam investimentos para tornar-se mais eficientes em um movimento não tanto tecnológico, mas de adequação dos processos de aplicação, como a adoção de robôs, por exemplo. Mas essa evolução não parou: com o início das operações de novas fábricas, o País está alinhado com o que há de mais moderno no mundo em ciclos de pintura. “A fábrica da Jeep em Pernambuco foi a primeira do Grupo FCA a adotar o processo primerless”, lembra Luiz Fernando Mioto, gerente-geral automotivo para América do Sul da PPG. O processo elimina a aplicação do primer, gerando economia no consumo de materiais e de energia. “A partir do sucesso verificado pela montadora na planta de Goiana, a companhia utilizará o mesmo processo em uma nova fábrica na China”, conta. O executivo elenca parte das novidades que podem chegar ao Brasil, como a etapa insonorizante, para

Outra novidade é o revestimento de proteção de alta resistência à abrasão para caçambas de picapes aplicado na fábrica, que também vem sendo adotado pela Nissan norte-americana e pela Volkswagen na Europa. Esta última já usa o processo também em sua planta argentina para modelos destinados ao mercado europeu. “No Brasil há um movimento no sentido de testar a viabilidade do produto na Fiat Toro”, revela. O executivo aponta ainda que com a chegada de marcas como a própria Jeep, BMW ou Mercedes-Benz, que figuram em patamares premium, as montadoras têm buscado pacotes tecnológicos mais avançados: “O segmento automotivo está logicamente em um ano difícil, mas essas oportunidades nos ajudam a atravessar este período de turbulência de forma mais atenuada. As novas tecnologias que chegaram nos últimos anos permitem aplicar um maior valor agregado não só pelo processo em si, mas também pela nossa capacidade de desenvolvimento. Com o primerless, por exemplo, estamos vendendo mais LUIZ FERNANDO do que no ano passado. MIOTO, gerente-geral automotivo para América A boa notícia é que os do Sul da PPG novos negócios continuam crescendo.” n

isolamento acústico, que consiste em revestimento pulverizável à base de água, que pode substituir o processo tradicional feito com manta asfáltica. “Além de ser amigável ao meio ambiente, é totalmente aplicável por robô, reduzindo custo em material e mão de obra”, enfatiza. Na Europa, empresas como Audi, FCA e o Grupo PSA já utilizam desse artifício, além de Chrysler, nos Estados Unidos.

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MATERIAIS

| FIBRAS NATURAIS

LEVE RESISTÊNCIA PARA ATENDER ÀS EXIGÊNCIAS DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA, AS MONTADORAS RECORRERAM À REDUÇÃO DE PESO. BOM PARA A INDÚSTRIA DE FIBRAS NATURAIS, QUE GARANTIU ATÉ O INÍCIO DESTE ANO BONS RESULTADOS GRAÇAS A NOVOS PROJETOS ALEXANDRE AKASHI DIVULGAÇÃO / DPA MOLDADOS

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pesar da crise, fornecedores de componentes de fibras naturais para o mercado automotivo não têm do que reclamar. “O Inovar-auto está sendo um grande impulsionador do uso de fibras naturais em componentes automotivos, pois a utilização dessa tecnologia permite uma expressiva redução de peso das peças e melhora na eficiência energética dos veículos”, afirma José Carlos Ricciardi, diretor industrial da DPA Moldados. Criada em 1998 com objetivo de atender à indústria automobilística, a DPA Moldados é uma empresa 100% brasileira, voltada ao desenvolvimento e produção de peças moldadas para acabamento interno, dutos de ar e isoladores termoacústicos para automóveis e caminhões. “Nos últimos dois anos, desenvolvemos novos produtos em substituição a tecnologias importadas e de alto custo”, comenta Ricciardi. Entre os projetos de que a DPA Moldados participou, ele destaca a nacionalização do teto do Kia Bongo, a substituição do woodstock (polipropileno mais madeira) no acabamento central das portas do Jeep Renegade (para reduzir peso), os insertos de painel de instrumentos do Fiat Uno e a nacionalização da peça estrutural do cargo box do Fiat Mobi, em substituição à tecnologia que seria importada.

“Há outros produtos em desenvolvimento visando à substituição de importação, em lançamentos que não podem ser divulgados”, afirma. Com tudo isso, 2016 tem sido um bom período para a empresa. “Nos primeiros três meses tivemos um volume de produção semelhante ao de 2015. Foi um bom primeiro trimestre”, afirma Ricciardi. Porém, o executivo comenta que após abril o cenário mudou. “Passamos a sofrer também com a queda das vendas dos itens por nós produzidos”, revela. Para o segundo semestre, Ricciardi acredita em queda no faturamento, uma vez que a empresa acompanha o mercado das montadoras, e isso prejudicará investimentos. “Os investimentos necessários para ganhos de produtividade foram postergados”, diz o diretor ao comentar que a empresa

tem política contínua de aportes em novos produtos e processos, na escala de 3% a 5% do faturamento. ALTERNATIVAS Como forma de expandir negócios, a DPA Moldados tem trabalhado o mercado externo, com objetivo de homologar os conceitos patenteados pela empresa, para que sejam empregados nos projetos das montadoras no exterior. “Estamos desenvolvendo parceiro para produção utilizando os conceitos que estamos homologando e desta forma termos uma participação nestes mercados. Estes trabalhos podem gerar frutos aos nossos fornecedores de fibras naturais com a exportação e também alavancarão faturamento para empresas locais na fabricação de ferramentais para a produção”, afirma Ricciardi. n

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PRÊMIO REI

OS MELHORES DE 2016

MONTADORA VENCEU TAMBÉM NAS CATEGORIAS PROFISSIONAL DO ANO, COM PHILIPP SCHIEMER, E COMERCIAL PESADO, COM O ACTROS. A FCA FOI OUTRO DESTAQUE, LEVANDO OS TÍTULOS DE VEÍCULO LEVE (RENEGADE), MARKETING E PROPAGANDA E MANUFATURA E LOGÍSTICA

FOTOS: LUIS PRADO

MERCEDES-BENZ É A EMPRESA DO ANO

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PROFISSIONAIS DA MERCEDES-BENZ receberam três troféus no Prêmio REI 2016

voto dos leitores e participantes dos eventos de Automotive Business apontou os vencedores em 13 categorias da sexta edição do Prêmio REI – Reconhecimento à Excelência e Inovação. A grande revelação foi a Mercedes-Benz, que foi eleita a empresa do ano e teve ainda selecionados Philipp Schiemer, presidente, como executivo de montadora, e o Actros, como caminhão do ano. A FCA também emplacou três troféus: veículo leve, marketing e propaganda e manufatura e logística. Os 65 finalistas do Prêmio REI 2016 haviam sido selecionados por 22 jurados convidados por Automotive Business, que analisaram mais de 200 cases focados na indústria automobilística, relativos ao período compreendido entre 1o de fevereiro de 2015 e 1o de fevereiro de 2016. A entrega dos troféus aos vencedores ocorreu dia 15 de junho, em festa promovida no bufê Dell’Orso, em Moema, São Paulo (SP). Os finalistas e os eleitos são apresentados nas páginas seguintes.

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LUIZ CARLOS SENRA, gerente executivo de vendas, Carlos Daroit, gerente de tecnologia, e Mauro de Mello Franco, gerente de marketing, com Paulo Braga, editor de Automotive Business (segundo da esquerda para a direita)

PROFISSIONAIS DA BOSCH E COSAN/MOBIL prestigiaram a entrega dos troféus aos vencedores do Prêmio REI na edição 2016, patrocinada pela Cosan/Mobil

FLAVIA PIOVACARI, consultora, entre Gino Montanari, diretor de P&D da Magneti Marelli Powertrain, e Olivier Philippot, presidente da Magneti Marelli Mercosul

PAULO BRAGA, editor de Automotive Business, entre Kai Hohmann, gerente executivo de powertrain, e José Loureiro, gerente executivo de desenvolvimento do veículo completo, da Volkswagen

RAFAEL BONATO, gerente de contas corporativas da Cosan/ Mobil, e Paulo Butori, expresidente do Sindipeças

PAULO BRAGA, editor de Automotive Business, e Gleide Souza, diretora de relações governamentais do BMW Group

EMPRESA DO ANO

MERCEDES-BENZ

60 ANOS DE BRASIL – MOVENDO O FUTURO

No ano em que completa 60 anos, a Mercedes-Benz do Brasil construiu uma relação sólida com o País e os brasileiros. Nos últimos dois anos a empresa anunciou investimento de R$ 730 milhões para modernização e ampliação de suas fábricas de São Bernardo do Campo (SP) e Juiz de Fora (MG), que produzem caminhões e ônibus. Com isso, o aporte chega a R$ 3,2 bilhões aplicados no período de 2010 a 2018 – o maior já realizado no segmento de veículos comerciais no Brasil. Na divisão de automóveis premium, a Mercedes-Benz investiu R$ 500 milhões na construção de sua nova fábrica em Iracemápolis (SP), de onde já sai o Classe C e sairá o GLA. Com a nova unidade, a Mercedes-Benz será a única empresa do setor automotivo a produzir na América Latina caminhões, ônibus, vans e automóveis.

FINALISTAS BMW Construção e implementação da fábrica de Araquari, em Santa Catarina FCA Liderança e investimento no Brasil HONDA Crescimento recorde em 2015 HYUNDAI MOTOR Ano de conquistas MERCEDES-BENZ 60 anos de Brasil – movendo o futuro

FÁBRICA DA MERCEDES-BENZ, em São Bernardo do Campo, SP, com o símbolo dos 60 anos no topo do edifício principal

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PRÊMIO REI

PROFISSIONAL DE MONTADORA

PHILIPP SCHIEMER MERCEDES-BENZ

PHILIPP SCHIEMER, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO para a América Latina

Há três anos como presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO América Latina, Philipp Schiemer trouxe importantes novidades para o mercado brasileiro. Entre as iniciativas estão o lançamento de 40 inovações no portfólio de caminhões, o aumento da participação dos ônibus da marca em projetos de mobilidade urbana e a ampliação da oferta de serviços de pós-venda com foco nas necessidades dos clientes. Schiemer anunciou, ainda, em apenas um ano e meio de sua gestão, importantes investimentos para o setor de veículos comerciais, como também a construção da fábrica de automóveis premium em Iracemápolis (SP), já inaugurada. Os resultados mostram que, sob seu comando, a Mercedes-Benz liderou as vendas de veículos comerciais no Brasil, com quase 33 mil caminhões, ônibus e vans comercializados em 2015. No segmento de automóveis premium, a empresa bateu recorde de vendas também em 2015, atingindo mais de 17 mil unidades, volume 47% maior que o registrado em 2014.

FINALISTAS ISSAO MIZOGUCHI Presidente da Honda South America JOERG HOFMANN Presidente da Audi do Brasil PHILIPP SCHIEMER  Presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO para a América Latina ROBERTO CORTES Presidente e CEO da MAN Latin America STEFAN KETTER Presidente da FCA América Latina

PROFISSIONAL DE AUTOPEÇAS

PAULO BUTORI SINDIPEÇAS

PAULO BUTORI, ex-presidente do Sindipeças – Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores

O engenheiro Paulo Butori foi presidente, várias vezes reeleito, do Sindipeças e da Abipeças. Durante sua gestão, mudanças profundas foram experimentadas pelo setor de autopeças, que se desnacionalizou e passou a enfrentar a concorrência internacional de mercados maiores e economicamente mais poderosos. Com inteligência de líder e experiência de empresário “muito nacional”, como gosta de brincar, num contraponto a “multinacional”, ajudou as empresas associadas de médio e pequeno portes a atravessar duras transformações e mostrou aos fabricantes de capital estrangeiro que era necessário trabalhar pelo fortalecimento de toda a cadeia. “O gigante não fica em pé se seus pés de barro estiverem quebrados.” Os “pés de barro” a que Butori se refere são as empresas de segundo e terceiro níveis na produção de autopeças. Paulo Butori conseguiu manter os associados do Sindipeças sempre unidos, projetou o setor e concluiu seu mandato em março deste ano.

FINALISTAS

DELFIM CALIXTO Presidente regional da Divisão Automotive Aftermarket da Bosch América Latina LOURENÇO ORICCHIO Diretor-geral da Sabó Américas MARCO RANGELI Presidente da FPT Industrial PAULO BUTORI Ex-presidente do Sindipeças WILSON BRICIO Presidente da ZF América do Sul

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OS MELHORES DE 2016 VEÍCULO LEVE

JEEP RENEGADE

FCA

Grande sucesso de vendas em um ano sem muitos acontecimentos para celebrar, o Jeep Renegade vem frequentando a lista dos dez automóveis mais vendidos no país e catapultou a Jeep para a nona posição no ranking de marcas com mais emplacamentos. O SUV compacto produzido na nova fábrica da FCA em Pernambuco chegou com uma série de novidades para o segmento. A maior delas, o fato de não derivar de nenhum carro de passeio, o que dá o tom de sua autenticidade e faz o Jeep chamar muita atenção nas ruas. Ele foi o primeiro carro nacional a obter cinco estrelas no teste do Latin NCAP e continua sendo o único da categoria com opção de motor diesel (2.0 Multijet turbo de 170 cv) e tração 4x4 com reduzida, entre outros equipamentos típicos para o uso off-road. Outras inovações são o câmbio automático de nove marchas (só na versão diesel), o freio de estacionamento eletrônico e as duas opções de teto solar – um panorâmico, outro removível. As versões de preço mais acessível contam com motor 1.8 flex de 132 cv, acoplado a transmissão manual de cinco marchas ou automática de seis.

ROGÉRIO VILLAÇA, diretor da Jeep para a América Latina

FINALISTAS BMW  X3 Nacional

FORD  Focus Fastback HONDA HR-V FCA/JEEP  Renegade VOLKSWAGEN UP! TSI

COMERCIAL PESADO

MERCEDES-BENZ

CAVALO MECÂNICO ACTROS DE 510 CV E CÂMBIO AUTOMATIZADO

O cavalo mecânico Actros, já com acesso a 100% do Finame, inicia 2016 fazendo mais sucesso no mercado brasileiro de caminhões. Os veículos passam a oferecer o novo motor nacional OM 460 de 13 litros com potência de até 510 cv, câmbio automatizado otimizado para as condições das estradas brasileiras, eixos sem redução nos cubos e freios a tambor, tudo para incrementar a produtividade e reduzir o consumo de combustível e o custo de manutenção do veículo. Os novos tanques de alumínio de 1.080 litros, que garantem a maior autonomia do mercado, e o novo modelo com suspensão metálica asseguram que o veículo esteja preparado para qualquer tipo de aplicação. O conforto do motorista também foi priorizado com a introdução de uma nova cama, climatizador e um novo painel totalmente interativo.

FINALISTAS

DAF CAMINHÕES IVECO MAN LATIN AMERICA MERCEDES-BENZ SCANIA

CF85 Chassi 170S28 Constellation 30.330 V-Tronic Cavalo mecânico Actros Cavalo mecânico 8x2

ROBERTO LEONCINI, vice-presidente de vendas e marketing da Mercedes-Benz do Brasil

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OS MELHORES DE 2016

PRÊMIO REI

MARKETING E PROPAGANDA

FCA

RELANÇAMENTO DA MARCA JEEP NO BRASIL

FÁBIO LOPES, assessor de imprensa institucional da FCA

Para relançar a marca Jeep no País, a FCA deu início no Salão do Automóvel de 2014 a um planejamento de ações integradas de comunicação. A estratégia foi criar uma campanha utilizando paisagens e músicas brasileiras para retomar a identificação do País com a marca. O primeiro filme, chamado Poema, teve mais de 1,2 milhão de visualizações no YouTube. Em fevereiro de 2015 foi lançado o filme Nome, com versões de 1 minuto (3,4 milhões de visualizações no YouTube) e 30 segundos (quase 7 milhões de visualizações). Um aplicativo foi oferecido nas redes sociais para que cada pessoa pudesse fazer o próprio filme. Em março entrou no ar a campanha My Brazil (7,8 milhões de visualizações). Pela primeira vez no País uma marca automotiva ficou entre os três vídeos mais assistidos no YouTube. A campanha chegou ao ápice com os eventos de lançamento do Renegade, no fim de março, e da inauguração do Polo Automotivo Jeep, no fim de abril. O resultado pôde ser visto nos dois meses seguintes, quando todas as unidades do Renegade que chegaram às lojas foram vendidas.

FINALISTAS

FCA Relançamento da marca Jeep no Brasil GKN  Valorização da marca por programas estudantis HONDA  HR-V, a revolução na sua garagem HYUNDAI MOTOR 2015, o ano da superação MITSUBISHI MOTORS New Outlander 2016

MANUFATURA E LOGÍSTICA

FCA

40 ANOS DA PLANTA DA FIAT

VEÍCULO PRODUZIDO na fábrica da Fiat em Betim (MG) recebe a identificação

A fábrica da Fiat em Betim, MG, completa, em 9 de julho, 40 anos. A data vem coroar um intenso processo de modernização da planta, considerada a 2a maior do mundo em capacidade produtiva e a 1a da América Latina. Os investimentos são de R$ 7 bilhões entre 2010 e 2016. Modernizar-se sem interromper a produção de 16 modelos em quatro linhas de montagem fez a FCA desenvolver know-how para realizar simultaneamente grandes mudanças de processos, incorporação de novas tecnologias e um robusto programa para desenvolvimento de pessoas. Robôs estão sendo inseridos na linha de produção, trazendo tecnologia de ponta e mais precisão. O número de robôs passou de 238 em 2013 para quase mil em 2016. A fábrica terá novo prédio para pintura, com equipamentos modernos e mais produtivos e início de operação em 2016. A pintura vai acontecer ao longo dos quatro andares, que totalizam 88 mil m2. Outro desafio foi fazer da fábrica uma referência em gestão ambiental, alcançado com o “Aterro Zero” o pioneirismo na ISO 50001 (eficiência energética) e o recorde de 99,4% de reúso de água.

FINALISTAS CNH INDUSTRIAL Gestão antecipada com minimock-up 3D e simulações FCA 40 anos da planta da Fiat MAN LATIN AMERICA Smart Feeding PSA PEUGEOT CITROËN Nova logística traz uma revolução nos fluxos e processos ZF Programa de desenvolvimento de fornecedores

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Advanced-PFI Somar tecnologias faz toda diferença na redução de consumo e emissões

Advanced-PFI é o sistema que combina as tecnologias DECOS, Twin Injection, PFI scavenging e injeção com válvula aberta (OVI) para você ter resultados que fazem a diferença: melhor performance do motor, até 12% de redução no consumo de combustível e até 20% menos emissões. Para somar ainda mais benefícios, o sistema Advanced-PFI atende às exigências do programa Inovar-Auto para conteúdo local. www.bosch-mobility-solutions.com.br

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PRÊMIO REI

ENGENHARIA, INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

MAGNETI MARELLI POWERTRAIN

PRIMEIRO LABORATÓRIO PARA ANÁLISE DE EMISSÕES DE VEÍCULOS HÍBRIDOS E 4X4

GINO MONTANARI, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Magneti Marelli Powertrain, e OLIVIER PHILIPPOT, presidente da Magneti Marelli para o Mercosul

A Magneti Marelli demostra a sua preocupação com a inovação e com a oferta de soluções pioneiras aos seus clientes ao anunciar novidades relacionadas ao Centro Tecnológico instalado na unidade Powertrain, em Hortolândia (SP). O espaço, que já contava com laboratórios de emissões (veículos e motos) e de motores, recebe agora espaço de 618 m² para aumentar a capacidade de atendimento no que diz respeito aos veículos 4x4 e híbridos, tornando-se o primeiro da América Latina a atender esse tipo de especificidade. A iniciativa busca atender as legislações nacionais e internacionais. O investimento no novo laboratório foi de R$ 16 milhões. O novo espaço conta com tecnologia de última geração, constituído de analisadores, sistemas de amostragem e dinamômetros de chassi para atender o desenvolvimento de programas como os de transportes híbridos, além de outras fontes de matriz energética, em veículos de até 5,4 toneladas. Desde 2010 a empresa vem investindo na atualização tecnológica dos laboratórios para ensaios de veículos e motores e na implementação do laboratório para motos.

FINALISTAS

AXALTA Pintura altos sólidos para a Ford Brasil BORGWARNER  Primeiro turbo para carro de passeio flex no Brasil DELPHI Novas soluções de conectividade automotiva MAGNETI MARELLI POWERTRAIN Primeiro laboratório para análise de emissões de veículos híbridos e 4x4 NEW HOLLAND Forrageira comprova bom rendimento na colheita de plantações energéticas de eucalipto

SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

TOYOTA

PROJETO EDUCACIONAL TRAZ ECONOMIA DE ÁGUA E ENERGIA

As coordenadoras de projetos da Fundação Toyota do Brasil, DENISE GOTO, ELAINE MARQUES e THAIS GUEDES, junto ao presidente da entidade, RICARDO BASTOS

Realizado desde 2008 em Indaiatuba (SP) e, mais recentemente, em Guaíba (RS) e Sorocaba (SP), o projeto Ambientação desenvolve estudantes e comunidades usando ferramentas de solução de problemas socioambientais, com base em práticas industriais, o Toyota Business Practices. A metodologia pode ser aplicada em qualquer área. Entre os benefícios estão menor custo e a economia de recursos naturais (energia e água) nas cidades onde a montadora atua. A ação já envolveu mais de 415 mil pessoas, entre alunos, professores e servidores públicos, que agem como multiplicadores para a comunidade. Em 2015, em Indaiatuba, as 46 escolas municipais reduziram 25% do consumo de água. Já em Sorocaba (SP), o Zoológico Quinzinho de Barros reduziu gastos pela metade. Em Guaíba (RS), 18 escolas participantes registraram uma economia de 15% na energia e 34% em água. Também foram implementados 100% do gerenciamento de resíduos em todas as unidades. Desde 2011, a Toyota do Brasil já contratou sete jovens participantes do projeto Ambientação para o programa Menor Aprendiz.

FINALISTAS CUMMINS BRASIL Projeto de Gota em Gota para captação da água da chuva

FCA Empoderamento feminino com o Cooperárvore HONDA Redução nas emissões de CO2 supera 7 mil toneladas PIRELLI Primeiro pneu fabricado no Brasil com ecoetiqueta TOYOTA Projeto educacional traz economia de água e energia

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OS MELHORES DE 2016 AUTOPEÇAS

BOSCH

E-CLUTCH: SISTEMA ACIONA ELETRONICAMENTE A EMBREAGEM

A Bosch, por ser uma empresa de vanguarda, está sempre buscando oferecer soluções automotivas integradas que visam a tornar o presente e o futuro da mobilidade ainda mais seguros, limpo,s eficientes e confortáveis. Neste sentido, a empresa apresenta ao mercado a tecnologia e-Clutch: electronic Clutch System. O sistema aciona eletronicamente a embreagem, além de proporcionar mais conforto ao usuário, possibilitando ainda a economia de combustível, que pode chegar a um índice de até 5% em um circuito misto entre cidade e estrada. Com o e-Clutch, a operação da embreagem é eletronica e a troca da marcha é realizada de forma manual. Assim, o sistema apresenta características de conforto similares às de um câmbio automático.

FINALISTAS AETHRA  Unidade de protótipos e desenvolvimento de produtos

BOSCH E-Clutch, sistema que aciona eletronicamente a embreagem GESTAMP  Novos conceitos em aços de estampagem a quente para estruturas veiculares MAHLE METAL LEVE Camisas com níquel - maior controle térmico e maior eficiência THYSSENKRUPP Eixos de comando integrados à tampa do cabeçote

CARLA MALTEMPI, chefe de marketing, e GERSON FINI, vice-presidente da Divisão de Sistemas a Gasolina da Bosch América Latina

POWERTRAIN

VOLKSWAGEN

NOVO MOTOR 1.0 TSI TOTAL FLEX

O motor 1.0 TSI Total Flex da família EA211 é o mais moderno fabricado pela Volkswagen no Brasil, oferecendo excelentes resultados de desempenho e consumo de combustível para sua categoria. Produzido em São Carlos (SP), é o primeiro motor com injeção direta, turbocompressor e flexível feito no Brasil. A sigla TSI representa injeção direta de combustível, combinada ao turbocompressor, que permite o downsizing. A potência máxima é de 101 cv (74 kW) a 5.000 rpm, com gasolina, e de 105 cv (77 kW) à mesma rotação, com etanol. O torque máximo é de 16,8 kgf.m, com gasolina ou etanol, disponíveis já a partir de apenas 1.500 rpm. O valor é próximo do entregue por motores maiores. Combinado ao baixo peso do Up! (951 kg), o motor TSI colabora para que o modelo tenha eficiência energética sem precedentes, consagrando-se como o mais econômico entre todos os equipados com motor flexível avaliados no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro, obtendo a classificação A, com a marca de 1,44 MJ/km.

FINALISTAS

DELPHI 30 milhões de bicos injetores produzidos no Brasil FPT INDUSTRIAL  Motor 10,3 litros, leve e com materiais nobres para elevar a eficiência MITSUBISHI MOTORS Outlander PHEV NISSAN Motor de três cilindros com mais economia e desempenho VOLKSWAGEN Novo motor 1.0 TSI Total Flex

JOSÉ LOUREIRO, gerente executivo de desenvolvimento do veículo completo, e KAI HOHMANN, gerente executivo de powertrain da Volkswagen

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OS MELHORES DE 2016

PRÊMIO REI

INSUMOS

GERDAU AÇOS ESPECIAIS

AÇO MICROLIGADO PARA PINO-BOLA DO SISTEMA DE DIREÇÃO

CARLOS DAROIT, gerente de tecnologia, MAURO DE MELLO FRANCO, gerente de marketing, e LUIZ CARLOS SENRA, gerente executivo de vendas da Gerdau Aços Especiais

O processo de fabricação do pino-bola do sistema de direção baseia-se no circuito “forjamento a frio + têmpera + revenimento + endireitamento + medição de empeno + inspeção + usinagem”. Este fluxo ocorre em regra com aços como o DIN 41Cr4, com temperabilidade capaz de adquirir as propriedades mecânicas necessárias à peça pelas transformações de fases oriundas do tratamento térmico. Porém, esse mecanismo gera um nível de tensões que ocasiona o empenamento do pino, sendo necessário um processo de desempeno das peças nem sempre eficaz. A inovação proposta pela Gerdau é o uso de aço microligado, que combina outros mecanismos de endurecimento para garantia das propriedades mecânicas que dispensam o tratamento térmico e, por consequência, o desempeno do produto. Com o novo processo tem-se a redução de energia elétrica e efluentes (oriundos do tratamento) que levam a uma redução de custos em torno de 25% e uma queda no lead time de produção de até 50%.

FINALISTAS ARCELORMITTAL Aços de alta resistência produzidos no Brasil EVONIK PMMA especial para janelas automotivas GERDAU AÇOS ESPECIAIS Aço microligado para pino-bola do sistema de direção SABIC Reforço do assoalho híbrido plástico-metal USIMINAS  Aço para conformação a quente com revestimento zinco-ferro

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E SOFTWARE

BMW

CONNECTEDDRIVE

GLEIDE SOUZA, diretora de relações governamentais do BMW Group Brasil

O BMW ConnectedDrive possui as funcionalidades mais avançadas do mercado brasileiro em termos de conectividade. A solução oferece mais conveniência e conforto, segurança e entretenimento para os clientes BMW, transformando completamente a experiência a bordo. Os veículos com o ConnectedDrive são equipados com um SIMCard embutido, responsável por conectá-los à internet. Algumas funcionalidades que podem ser destacadas são: 1) Chamada de Emergência Inteligente sem a necessidade de pareamento de aparelhos móveis; 2) Concierge: serviço exclusivo 24 horas por dia para pesquisar pontos de interesse, programação de cinema, restaurantes; 3) informações de trânsito em tempo real; 4) BMW Remote: o cliente tem acesso ao status de alguns sistemas do veículo e também pode acionar algumas funções como trancar portas e ligar o ar-condicionado.

FINALISTAS BMW Sistema Connecteddrive FLEXYS SISTEMAS E FEEDER INDUSTRIAL Gestão sistêmica da produção e qualidade MWM MOTORES DIESEL Software de otimização de produção e logística NISSAN  Central multimídia traz tablet ao painel de March e Versa SMARTTECHL Revolução no desenvolvimento de produtos plásticos

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Revista Automotive Business | edição 39