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•EMPREENDIMENTOS NEGOCIAM HABILITAÇÃO AO INOVAR-AUTO

•COM TRW, A ZF É TERCEIRA NO RANKING DE SISTEMISTAS

•FÓRUM DE PLANEJAMENTO MOSTRA AGENDA DE 2016

Automotive

AGOSTO DE 2015 ANO 7 • NÚMERO 34

AUTOPEÇAS

O ESFORÇO PARA ESCAPAR DO FUNDO DO POÇO COM MAIS DE 50 MIL DEMISSÕES E QUEDA DE 18% NA RECEITA, EMPRESAS TENTAM ARRUMAR A CASA PARA FUGIR DA CRISE E GANHAR EFICIÊNCIA

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LUIS PRADO

ÍNDICE

62

CAPA

AUTOPEÇAS O ESFORÇO PARA ESCAPAR DO FUNDO DO POÇO

08 F  ERNANDO CALMON ALTA RODA Avanço com o TSI 12 NO PORTAL

DIVULGAÇÃO / FORD

COM QUEDA NO FATURAMENTO E MAIS DE 50 MIL DEMISSÕES, A CADEIA DE SUPRIMENTOS UNE FORÇAS PARA GANHAR EFICIÊNCIA E FUGIR DA CRISE

14 CARREIRA 16 NEGÓCIOS

DIVULGAÇÃO / FCA

38 R  ECONHECIMENTO FORD CONTEMPLA FORNECEDORES Grob e Maxion Wheels em destaque

40 C  ADEIA DE SUPRIMENTOS VW PREMIA KURASHIKI E MAXION As duas estão entre as melhores globais  RÊMIO 42 P FCA ENTREGA O QUALITAS Foco na qualidade

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44 T ECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NEGÓCIOS COM O CARRO CONECTADO Eventos traçam agenda de serviços online

58 PLANEJAMENTO

RETOMADA PODE VIR EM 2016 As diferentes faces da crise

46 INOVAR-AUTO METAS SÃO MANTIDAS Empresas habilitadas confirmam investimentos 50 INDÚSTRIA OCIOSIDADE BEIRA OS 50% Crise afeta marcas de forma diferente FOTOS: LUIS PRADO

DIVULGAÇÃO / AUDI

52 T ECNOLOGIA ZF CRESCE COM A TRW Sistemista é a terceira do ranking

JOE VITALE, sócio líder global da Deloitte

 REMIUM 56 P AUDI REATIVA PRODUÇÃO LOCAL Montagem no Paraná começa com A3 sedã

DIVULGAÇÃO / MERITOR

66 CADERNO DE AUTOPEÇAS BALANÇO SETORIAL 66 Fundidos 67 Forjados 68 Estampados 70 Interiores 72 Rolamentos 73 Transmissões 74 Turbos

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EDITORIAL

REVISTA

www.automotivebusiness.com.br

Paulo Ricardo Braga Editor paulobraga@automotivebusiness.com.br

DE OLHO NA RETOMADA E

mbora algum alívio para a crise dos negócios na indústria automobilística possa surgir até o início de 2016, como antecipa a Anfavea, a associação dos fabricantes de veículos, há indicações de que uma retomada efetiva dos negócios só ocorra em 2017 ou 2018. Pelo menos foi o que demostrou a pesquisa eletrônica entre os 360 participantes do workshop de planejamento automotivo promovido por Automotive Business dia 17 de agosto, no hotel Sheraton WTC, em São Paulo. Você pode conferir os resultados por meio do QR Code impresso na página 12 desta edição. O workshop, que se firmou como fonte de insights para a revisão do planejamento estratégico e do budget, evidenciou as diferentes faces da crise na cadeia de suprimentos e produção, reunindo nas palestras e debates profissionais da indústria, entidades de classe e consultores. Um dos pontos de destaque nas sessões foi a situação crítica enfrentada pelas pequenas e médias empresas de autopeças, muitas delas abatidas pelas dificuldades provocadas com a queda de atividade e crescentes problemas financeiros. Tendo em vista essa realidade na cadeia de suprimentos, fomos conferir mais de perto a situação dos fornecedores de componentes e serviços para as montadoras, tarefa realizada pela jornalista Giovanna Riato, que deu origem à matéria de capa desta edição. O cenário é pouco alentador para essas empresas que, desde o fim de 2013, já dispensaram mais de 50 mil trabalhadores e se preparam para um prolongado período de vacas magras. Segundo o Sindipeças, que representa os fornecedores de autopeças, o faturamento de suas associadas deve recuar 18% em 2015, para R$ 63 bilhões, enquanto a participação relativa das montadoras nas compras de componentes deve recuar de 69,5% em 2014 para 57% este ano. Estarão representando um volume porcentualmente maior nas compras os segmentos de reposição (subindo de 14,1% em 2014 para 18% em 2015) e exportação (de 12,4% para 20%). Assim, o avanço do aftermarket e das vendas externas representará um pequeno alívio para os fabricantes de autopeças. Dentro desse cenário, estão em queda os investimentos das filiadas ao Sindipeças, que fizeram aportes de US$ 1,38 bilhão em 2014 e este ano projetam investimento de apenas US$ 650 milhões, volume que deve se repetir em 2016. Não se trata de bom sinal, tendo em vista as necessidades de aplicações em pesquisa, desenvolvimento, engenharia e inovação para atender a evolução do Inovar-Auto, programa que também merece atenção especial nesta revista. Boa leitura e até a próxima edição.

Editada por Automotive Business, empresa associada à All Right! Comunicação Ltda. Tiragem de 12.000 exemplares, com distribuição direta a executivos de fabricantes de veículos, autopeças, distribuidores, entidades setoriais, governo, consultorias, empresas de engenharia, transporte e logística e setor acadêmico. Diretores Maria Theresa de Borthole Braga Paula Braga Prado Paulo Ricardo Braga Editor Responsável Paulo Ricardo Braga (Jornalista, MTPS 8858) Editora-Assistente Giovanna Riato Redação Mário Curcio, Pedro Kutney e Sueli Reis Editor de Notícias do Portal Pedro Kutney Colaboradores desta edição Alexandre Akashi, Edileuza Soares e Ricardo Panessa Design gráfico Ricardo Alves de Souza e Josy Angélica (RS Oficina de Arte) Fotografia Estúdio Luis Prado Publicidade Carina Costa, Greice Ribeiro, Monalisa Naves Atendimento ao leitor Patrícia Pedroso WebTV Marcos Ambroselli Comunicação e eventos Carolina Piovacari Impressão Margraf Distribuição Door to Door

Administração, redação e publicidade Av. Iraí, 393, conjs. 51 a 53, Moema, 04082-001, São Paulo, SP, tel. 11 5095-8888 redacao@automotivebusiness.com.br Filiada ao

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ALTA RODA

FERNANDO CALMON

LUIS PRADO

AVANÇO COM O TSI FERNANDO CALMON é jornalista especializado na indústria automobilística fernando@calmon.jor.br

Leia a coluna Alta Roda também no portal Automotive Business PATROCINADORAS

C

om a chegada do Up! TSI, o Brasil tem pela primeira vez um automóvel mais avançado tecnologicamente em termos de motor que o mesmo modelo comercializado na Europa. Em regra o País vai a reboque de nações centrais ou, em alguns poucos casos, até recebe primeiramente um novo modelo com alguns meses de antecedência. No caso do produto de entrada da Volkswagen, além de reconhecido como primeiro turboflex fabricado no Brasil (os da BMW e PSA Peugeot Citroën são importados), nem na Europa essa motorização – no caso apenas a gasolina – está, por ora, disponível. Na realidade, a própria VW já produziu motor 1-litro turbo (gasolina), a exemplo deste, para Gol e Parati entre 2000 e 2002 focado em desempenho. Entretanto, o TSI faz o casamento perfeito entre injeção direta e turbocompressor (antes a injeção era indireta) dentro do conceito moderno de aumentar o desempenho e simultaneamente obter menor consumo de combustível. De maneira simplificada, oferece potência 28% maior, 105 cv, e torque 61% superior, 16,8 kgfm (ambos os

valores com etanol). Ainda assim, consegue economia de etanol e gasolina de cerca de 6% e se transformou no modelo de menor consumo do País. Aliás, só perde para automóveis híbridos com motores a combustão e elétrico. O desempenho deste 3-cilindros na prática equivale ao de um motor comum aspirado de 1,8 l, só que na estrada supera 20 km/l com gasolina a 120 km/h. Motor a apenas 2.900 rpm garante silêncio a bordo. Diferencial foi alongado em nada menos de 26% para o máximo de economia e ainda assim acelera de 0 a 100 km/h em 9,1 s (etanol). Sua elasticidade impressiona porque o torque máximo se mantém entre 1.500 e 4.500 rpm. O número de vezes que se troca de marchas é bem menor. A Volkswagen oferece o novo TSI para todas as versões (menos a de entrada, Take up!) por R$ 3.100, sendo que nas mais caras, incluída a nova Speed Up!, é de série. Preços vão de R$ 43.490 a R$ 49.900. Para reconhecer o modelo, além do emblema com o “I” vermelho, a tampa do porta-malas é sempre pintada de preto (não reconhecível na cor preta, claro)

e o para-choque dianteiro é 4 cm mais pronunciado por abrigar radiador maior. Quem roda dentro da média nacional de 12 mil km/ano obteria retorno do valor pago a mais em pouco mais de dez anos. Para se ter ideia, um Renegade diesel, caso existisse versão equivalente mecanicamente à de um motor flex, levaria mais de 20 anos para se pagar com a economia de combustível. Só que o prazer ao dirigir é incomparável: muito mais ágil do que qualquer outro de seu segmento (inclusive de modelos de maior porte e potência), fácil de estacionar (apenas 3,64 m de comprimento) e comportamento em curvas irrepreensível em razão de suspensões mais firmes. Conceito de subcompacto não foi, até agora, de todo absorvido pelo motorista brasileiro. Tanto que a GM descartou tal produto no plano adicional de investimentos. VW, Fiat e Chery pensam diferente. Ainda assim o Up! alcançou 2,4% do mercado de compactos hatches e sedãs no primeiro semestre do ano e com a versão TSI pode chegar a 3%. Meta-alvo bastante razoável para um hatch moderno.

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ALTA RODA

FERNANDO CALMON

RODA VIVA

NISSAN chegou a cogitar e desistiu de trazer do México o Note para não prejudicar cota de importação do Sentra. Também não vai produzi-lo em Resende (RJ) pela má fase do mercado brasileiro, apesar da mesma arquitetura do March. Guarda forças para o crossover Kicks. Fit manterá, então, domínio de 50% dos monovolumes pequenos, embora pareça mais um hatch de teto alto. DEFINIDOS os preços do Jaguar XE, sedã médio-grande inglês para atuar na faixa mais disputada de modelos de alta gama (A4, Classe C e Série 3, em especial). Começa em R$ 169.900 (2 litros turbo/240 cv) e vai a R$ 299 mil (3 litros V6 compressor/340 cv). Meta de 600 unidades nos primeiros 12 meses, com plano especial de financiamento nas 33 concessionárias. ENTRE os aspectos relevantes das pesquisas frenéticas em torno da tecnologia de carros autônomos ou mesmo semiautônomos está a diminuição de prejuízos em acidentes. Nos

RENEGADE BÁSICO com motor 1.8 flex e câmbio manual de cinco marchas custa a partir de R$ 68.900

EUA, com frota gigantesca de mais de 255 milhões de veículos, ocorrem 6 milhões de acidentes por ano ao custo de US$ 160 bilhões. Redução de 10% (potencial é bem maior) traria grande impacto econômico. OS VEÍCULOS de baixo custo no Brasil sofrem resistências. Indiano Tata Nano, um dos mais baratos do mundo, poderia ser vendido aqui, caso produzido localmente e com os impostos escorchantes de sempre, em torno de R$ 12 mil. Como convencer as pessoas de que se trata de um carro de verdade? Percepção de qualidade estaria abaixo desse preço. Até no país de origem... FCA cumpriu o prometido. Já oferece Renegade básico, motor 1,8 flex e câmbio manual de cinco marchas por R$ 68.900. Saíram alarme, comandos de som do volante, faróis de neblina e sensores de estacionamento. Substituíram-se rodas de liga leve pelas de aço com calotas. No Honda HR-V, básico é só 1% das vendas do modelo. Pode alcançar pelo menos 5% no caso do Jeep. GENERAL MOTORS dobrou a aposta no Brasil ao anunciar aporte adicional de R$ 6,5 bilhões até

DIVULGAÇÃO \ FCA

TANTO na versão de topo Titanium (2 litros/178 cv), quanto na de entrada (1,6 litro/135 cv), o Focus hatch 2016 mantém qualidades dinâmicas ainda melhores que antes. Em avaliação no cotidiano, motor de menor potência com câmbio manual dá conta do recado. No mais potente, câmbio automatizado (6 marchas) podia ter trocas mais rápidas. O carro é bem silencioso.

2019. Significa 40% do total para China, México e Índia. Família de seis modelos compactos visa apenas a países emergentes. Para a Coluna, serão substituídos em quatro anos Onix, Prisma, Cobalt, Spin e Montana. E um crossover no lugar do Tracker. INTERESSANTE é a estratégia oposta à da Ford, que alinhou seus produtos aos produzidos em mercados maduros. Carro subcompacto (em torno dos R$ 30 mil) estaria fora dos planos, afirma a GM. Investimento inclui motores de três e quatro cilindros novos (inclusive turbos), além de câmbios e expansão de conectividade em toda a linha. JETTA tem qualidades para avançar no disputado mercado de sedãs médios-compactos. Na versão básica (Trendline) e intermediária (Comfortline), esta produzida em parte no Brasil, os retoques de estilo e bom acabamento são pontos positivos. Motor de 2 L/120 cv não anima no uso cotidiano, apesar do ótimo câmbio automático (6-marchas). Já versão de topo Highline, motor turbo de 211 cv deixa qualquer rival para trás. n

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PORTAL

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AS NOVIDADES QUE VOCÊ ENCONTRA EM WWW.AUTOMOTIVEBUSINESS.COM.BR RETOMADA VAI DEMORAR DE 2 A 3 ANOS Pesquisa eletrônica com os 360 participantes do Workshop Planejamento 2016 mostra que a expectativa é de retomada dos negócios no setor automotivo apenas nos próximos dois ou três anos. Esta foi a opção escolhida por 79% das pessoas que participaram da pesquisa. Confira o levantamento completo.

DS CRIA DIVISÃO ESPORTIVA A DS, marca premium do Grupo PSA Peugeot Citroën, ganha nova divisão, a DS Performance, dedicada a motores esportivos elétricos para contribuir com sua experiência em pesquisa e desenvolvimento na Fórmula E, competição entre veículos elétricos. A unidade ficará baseada no centro da PSA em Satory, na França, e será dirigida por Yves Matton.

DAF AFINA ESTRATÉGIA COMERCIAL A DAF ajusta sua atuação no mercado brasileiro para acelerar as vendas. A primeira providência de Luis Gambim, quando assumiu a diretoria comercial da companhia no País, foi acabar com o estoque de 365 caminhões que estavam no pátio da fábrica de Ponta Grossa (PR) e nas 20 concessionárias.

WEB TV www.automotivebusiness.com.br/abtv PERSONALIDADES

ENTREVISTA

MARIANA ADENSOHN, diretora de gente e gestão do Grupo Caoa, fala sobre sua trajetória profissional

NOTICIÁRIO

ALCIDES BRAGA, da Anfir, aponta as perspectivas para o segmentos de implementos rodoviários

EXCLUSIVO QUEM É QUEM A ferramenta exclusiva e gratuita traz os contatos de quem comanda o setor automotivo. automotivebusiness.com.br/ quemquem.aspx

BALANÇO SEMANAL dos acontecimentos mais importantes do setor automotivo

REDES SOCIAIS ESTATÍSTICAS Acompanhe a evolução das estatísticas das principais organizações do setor. automotivebusiness.com.br/ estatisticas.aspx

MOBILE WEBSITE Formato leve e adequado para quem acompanha as notícias pelo smartphone ou tablet. m.automotivebusiness.com.br

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Para rodar com mais segurança, nosso país tem a força do aço Gerdau. A força da transformação.

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e

os CARREIRA

DIVULGAÇÃO / FPT

MARCO RANGEL

ACEITA CONVITE PARA PRESIDIR FPT INDUSTRIAL NA AMÉRICA LATINA APÓS 23 ANOS NA CUMMINS SUELI REIS

AUTOMOTIVE BUSINESS – Como encarar uma mudança de companhia após tantos anos em uma mesma empresa? MARCO RANGEL – É uma transição natural, por serem fabricantes da mesma área. Enxergo como um novo desafio a oportunidade de desenvolvimento da FPT na região latino-americana, como empresa de grande potencial de crescimento baseado em tecnologias globalmente reconhecidas e que está inserida em um grupo de alta credibilidade como o CNH Industrial. AB – Qual deve ser seu maior desafio nesta nova etapa profissional?

MR – Acredito que o de crescer cada vez mais na região, onde a FPT Industrial já é uma marca consolidada. E conduzi-la dentro do contexto regional, que é bastante diversificado. AB – Como será essa condução em um cenário tão difícil? MR – O nosso foco neste momento desafiador está relacionado com a ampliação da capacidade de desenvolvimento em novas aplicações: adequar os produtos existentes no portfólio para atender novas demandas e necessidades dos mercados latino-americanos. n

FOTOS: DIVULGAÇÃO

 R  UY MEIRELLES (foto 1) assume a presidência da Volvo Financial Services no Brasil, no lugar de Márcio Pedroso, designado para a presidência da divisão nos Estados Unidos e a quem Meirelles se reportará.



JOSÉ EDUARDO LUZZI (foto 2) é nomeado novo presidente e CEO da Navistar Mercosul, sucedendo a Waldey Sanchez, no cargo há 15 anos e que continuará na empresa como conselheiro.

LUIS PRADO

EXECUTIVOS

 A Peugeot tem DOMINGOS BORAGINA (foto 3) como seu novo diretor comercial após 15 anos de atuação na parceira de grupo Citroën. RICARDO REIMER (foto 4) ingressa nas Empresas Randon para assumir a diretoria administrativa e financeira da Fras-le.  A DAF anuncia LUIS ANTONIO GAMBIM (foto 5) para a diretoria comercial no Brasil, no lugar de Michael Kuester, que assumiu a presidência da empresa em março deste ano. PAULO SOLTI (foto 6) assume a direção geral das marcas Citroën e DS no Brasil.

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FOTOS: DIVULGAÇÃO

EXECUTIVOS 7

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9

LUIZ CARLOS ANDRADE JUNIOR (foto 7), antes vice-presidente comercial e corporativo da Toyota, passa a ser coordenador-chefe para a América Latina e Caribe. HIROYUKI UEDA (foto 8) assume a vice-presidência de vendas e pós-vendas no Brasil e MIGUEL FONSECA (foto 9), a vicepresidência executiva de marketing, planejamento de vendas e produto, relações públicas e assuntos governamentais no País.

 H  OLGER MARQUADT (foto 10) é nomeado diretor geral de vendas e marketing da Mercedes-Benz Automóveis no Brasil, no lugar de Dimitris Psillakis, promovido a CEO e presidente da montadora na Coreia do Sul.

11

CARLOS VISCHI (foto 11) assume a direção de compras da PSA Peugeot Citroën na América Latina, sucedendo a German Mairano, que retorna para a Argentina. 12

 Jaime Ardila, vice-presidente executivo e presidente da General Motors América do Sul (GMSA), anuncia a aposentadoria no fim deste ano. Será sucedido por BARRY ENGLE (foto 12), ex-presidente da Ford Brasil e Mercosul entre 2005 e 2006.

13

FABRICE CAMBOLIVE (foto 13) é o novo presidente da Renault no Brasil. Sucede a Olivier Murguet, nomeado vice-presidente sênior e presidente do conselho da região Américas.

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NEGÓCIOS

O AD

LU IS

PR

PONTO DE VISTA Não se pode ignorar uma boa crise ASSISTA À ENTREVISTA EXCLUSIVA COM JOE VITALE

JOE VITALE, sócio líder global da Deloitte para o setor automotivo, ao destacar as possibilidades de rever os negócios e corrigir erros que um momento desafiador traz

ESTRATÉGIA

INVESTIDA LOCAL

PORSCHE DÁ A PARTIDA EM SUBSIDIÁRIA BRASILEIRA

A

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Porsche começou a atuar com sua subsidiária no Brasil que também é a primeira operação de importação própria da companhia na América Latina. Com isso a empresa aumenta a sua presença mundial para 18 operações. Com sede em São Paulo, unidade é joint venture entre a organização alemã e a Stuttgart Sportcar, que até então era representante e importadora da marca no Brasil, além de proprietária das sete concessionárias espalhadas pelo País. O primeiro veículo, um 911 GT3, foi importado quatro meses antes do previsto.

GM QUER FAZER MOTOR DIESEL NO BRASIL

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General Motors confirmou que vai encerrar no início do próximo ano o acordo que mantinha com a MWM para a fabricação no País do motor diesel 2.8 que hoje equipa versões da picape S10 e do utilitário esportivo Trailblazer. A intenção é fazer o propulsor em uma das fábricas brasileiras da empresa.

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NEGÓCIOS

PLANO CANCELADO

T

erminou a aventura brasileira da fabricante chinesa de caminhões e ônibus Yunlihong. Em 2012 a empresa anunciou investimento de US$ 100 milhões no País para construir fábrica em Camaquã (RS), que deveria ter entrado em operação em 2014. Sem evolução do projeto, no último julho a prefeitura do município gaúcho retomou o terreno de 22 mil hectares que havia doado para o empreendimento.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

YUNLIHONG DESISTE DE FÁBRICA NACIONAL

BÁSICO

ENXUGAMENTO

JEEP LANÇA VERSÃO DE ENTRADA DO RENEGADE

DELPHI REDUZ OPERAÇÃO LOCAL

A

Jeep cumpriu a promessa de acrescentar versão básica à gama do Renegade. Agora são sete opções, partindo de R$ 68,9 mil. Visualmente, a única diferença externa da configuração Flex 1.8 são as rodas de aço pintadas de preto, no lugar das de liga leve que equipam as versões mais caras, a partir de R$ 71,9 mil. A opção de entrada do modelo será vendida só com tração 4x2 e câmbio manual de cinco marchas, acoplado ao motor 1.8 bicombustível que desenvolve 132 cavalos usando etanol. O único opcional do Renegade 1.8 Flex é a pintura metálica, que custa mais R$ 1,3 mil. Para reduzir o preço foram retirados itens de série como faróis de neblina, sensor de estacionamento e controles do sistema de som no volante.

C

om a forte retração da produção de veículos no País e venda de uma unidade de negócios, a Delphi reduziu seu tamanho no Brasil de 11 para 7 fábricas em 2015. A baixa mais recente é a planta de Cotia (SP), dedicada à produção de bombas e outros componentes para motores diesel, justamente o segmento da indústria automotiva mais impactado pela recessão econômica no momento. Para cortar custos a empresa decidiu no fim de julho unificar as operações da divisão de powertrain em Piracicaba (SP), onde atualmente está concentrada a fabricação de sistemas de injeção para motores flex gasolina-etanol. “A transferência das linhas de Cotia para Piracicaba será realizada de forma gradual, com conclusão prevista para 2016”, declarou a empresa em nota oficial.

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NEGÓCIOS

DUAS RODAS

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s fabricantes de motos instaladas em Manaus mostram novidades importantes. A Honda renovou parte da linha CG, trocando os motores de 150 para 160 cc. Mudou também a antiga Pop 100, que agora traz injeção eletrônica em vez de carburador e um novo propulsor de 110 cc. A KTM começa a atuar no segmento urbano com a 390 Duke. A moto é montada dentro das instalações da Dafra, que controla a operação da marca austríaca no Brasil desde 2014. Já a Yamaha nacionalizou a YZF R3, uma pequena esportiva de 320 cc com motor de dois cilindros, 42 cavalos e desempenho surpreendente. Todos os modelos citados já estão adequados à segunda fase do Promot 4, que entra em vigor em janeiro de 2016. O Promot é o programa de controle de emissões por veículos de duas rodas. (Mário Curcio)

FOTOS: DIVULGAÇÃO

SETOR DE MOTOS TRAZ LANÇAMENTOS

CONTRATAÇÕES

TOYOTA ANUNCIA 500 NOVOS EMPREGOS

E

m tempo de queda da atividade econômica, enquanto a maior parte das fabricantes de veículos enxuga o quadro de funcionários, a Toyota segue em caminho inverso. A companhia anunciou a contratação de 500 trabalhadores para duas fábricas de São Paulo: em Sorocaba e em Porto Feliz, unidade que será inaugurada em 2016.

CAMINHÃO

SCANIA COMEÇA A VENDER R440 8X2

A

Scania passou a vender nova versão de caminhão extrapesado R440, com tração 8x2 e dois eixos dianteiros direcionais, configuração que promete se tornar tendência entre grandes transportadores de grãos no País. A ideia é que o modelo sirva como substituto, com custos significativamente menores de combustível e pneus, para as composições bitrem de seis eixos e PBTC de 57 toneladas, que por força da legislação atual precisam ser tracionadas por caminhão 6x4. Apesar de o 8x2 custar mais caro que um 6x2 ou mesmo um 6x4, o diretor de vendas Victor Carvalho destaca que o cliente economiza no implemento: “Calculamos que o conjunto 8x2 com carreta seja em torno de 5% mais barato do que o 6x4 bitrem. Também não é necessário gastar para emplacar as duas composições do bitrem”, lembra.

ASSISTA À ENTREVISTA COM VICTOR CARVALHO, DIRETOR DE VENDAS DE CAMINHÕES DA SCANIA

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NEGÓCIOS

LEGISLAÇÃO

INDÚSTRIA COMPÕE FRENTE INOVAR-AUTO

P

FOTOS: DIVULGAÇÃO

ara garantir o futuro do Inovar-Auto, os sete maiores fornecedores da indústria automotiva se unirão com o Sindipeças para formar a Frente Inovar-Auto. “O objetivo é propor soluções de apoio à evolução tecnológica e ao aumento da eficiência energética dos veículos”, detalha Ricardo Abreu, diretor de tecnologia da Mahle, uma das apoiadoras da iniciativa. (Pedro Kutney)

OFENSIVA

NISSAN QUER EXPANDIR OFERTA NO BRASIL

A

restrita gama de produtos da Nissan no Brasil deve ganhar fôlego nos próximos anos. A empresa prepara expansão da oferta de carros. “Com apenas quatro produtos [March, Versa, Frontier e Sentra] conseguimos aumentar de 2,1% para 2,5% nossa participação no último trimestre e estamos presentes em 63% dos segmentos do mercado. March e Versa ainda não têm opções automáticas, mas com [câmbio] CVT até o fim do ano devemos subir [o porcentual] para 70%”, informou Ronaldo Znidarsis, vice-presidente de vendas e marketing da Nissan do Brasil. Além do aumento das versões dos carros já presentes no mercado local, a empresa não descarta a importação de produtos europeus. O executivo admite que Qashqai e Juke, fabricados no Reino Unido, estão entre as possibilidades.

CRÉDITO

BANCOS PÚBLICOS SOCORREM CADEIA PRODUTIVA

P

ara amenizar o efeito da crise no setor automotivo os bancos públicos anunciaram medidas para facilitar o crédito às empresas de autopeças. Banco do Brasil e Caixa criaram programas semelhantes que antecipam para as fabricantes de componentes receitas de contratos de fornecimento já firmados. A ideia é ajudar as pequenas e médias empresas que compõem os elos mais distantes da cadeia produtiva, do tier 2 em diante, que não têm tanto acesso a crédito. A ideia é que as encomendas das montadoras e de sistemistas sirvam de segurança adicional para que o banco conceda o empréstimo com melhores condições: taxas menores e prazos mais longos. “O envolvimento de todas as entidades é essencial para abreviar o momento difícil do mercado. Será possível reduzir o custo do crédito porque as montadoras e sistemistas serão espécie de fiadoras destes empréstimos”, declarou Luiz Moan, presidente da Anfavea, durante o anúncio do programa do Banco do Brasil. “Isso faz com que as grandes companhias, de certa forma, se responsabilizem pelo crédito recebido pelas menores, facilitando o acesso”, avalia Paulo Butori, presidente do Sindipeças.

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NEGÓCIOS

ANFIR

IMPLEMENTOS ENTRAM NO PROGRAMA MAIS ALIMENTOS

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cordo entre a Anfir, associação dos fabricantes de implementos rodoviários, e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) vai permitir que os equipamentos sejam financiados por agricultores cadastrados no Mais Alimentos. O programa oferece crédito com juros mais competitivos, que variam de 2,5% a 5,5% ao ano. “O setor de implementos até então tinha deficiência em acessar esse tipo de financiamento. É uma alternativa que a gente vem conversando com o MDA desde 2013”, conta Alcides Braga, presidente da Anfir. (Sueli Reis)

JAGUAR QUER DOBRAR VENDAS COM XE

A

Jaguar Land Rover lança no Brasil o Jaguar XE, sedã que chega com a missão de dobrar o volume de vendas da marca no Brasil nos próximos 12 meses. A expectativa da empresa é vender 600 unidades do modelo no período e alavancar o volume total de emplacamentos para cerca de 1,2 mil unidades por ano. A principal ferramenta para isso está nos preços e na estratégia de marketing que pretende mostrar ao consumidor que a Jaguar já não é mais uma marca inatingível dentro do segmento de luxo. São quatro configurações. A de entrada, XE Pure, parte de R$ 169.900. A mais cara, XE S, começa em R$ 299 mil. É luxo acessível, mas para poucos. A gama tem duas opções de motor: 2.0 Si4 turbo, de 240 cv de potência, e o 3.0 V6 Supercharged, de 340 cv, que garante velocidade máxima limitada eletronicamente a 250 km/h. As duas configurações têm transmissão automática ZF de oito velocidades com possibilidade de trocas sequenciais no volante. A fabricante garante que o XE é o Jaguar mais leve, com 75% da estrutura da carroceria feita de alumínio. (Giovanna Riato)

FINANCIAMENTOS

CARROS DE ENTRADA LIDERAM VENDAS A PRAZO FOTOS: DIVULGAÇÃO

LUXO

O

s carros de entrada foram a principal opção no primeiro semestre entre os consumidores que optaram pela compra parcelada de um zeroquilômetro. Já os hatches pequenos perderam participação nos primeiros seis meses. A conclusão é da Cetip, que opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG), base que reúne o cadastro das restrições financeiras de veículos dados como garantia em operações de crédito. Os números consideram vendas por Crédito Direto ao Consumidor (CDC), consórcio e leasing. Apesar da melhora da participação dos carros de entrada no mercado de financiamentos em 2015, a presença dos modelos diminuiu ao longo dos anos. A representatividade caiu de 35% em 2011 para os atuais 26%. Ao mesmo tempo, os hatches pequenos passaram, neste mesmo intervalo, de 16% para 25%.

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www.automotivebusiness.com.br/forummktautomotivo2015.html

PROGRAMA Estratégias para enfrentar a crise. Insights para profissionais de montadoras, autopeças, agências de propaganda e de serviços

Comunicação e Marketing na Era Pós-Digital Sérgio Prandini, Vice-Presidente Executivo, Grey Brasil Os Avanços na Conexão com o Consumidor Guilhermo Bressane, Head of Automotive Industry BR, Google Brasil O Reposicionamento de Autopeças em Marketing Carlos Abdalla, Gerente de Marketing e Comunicação Corporativa, Bosch América Latina Michel Haddad, Gerente Regional de Marketing, ZF América do sul Thomas Püschel, Diretor de Vendas e Marketing, MWM Motores Diesel Os Novos Desafios das Mídias Digitais Gil Giardelli, Professor de Pós-Graduação da ESPM e CEO da Gaia Creative

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Estratégias para Vencer em Tempos de Crise Jaime Troiano, Presidente, Grupo Troiano de Branding As Lições da Toyota Palestrante a ser confirmado Como o Marketing das Montadoras Enfrenta a Crise Claudia Campos, Gerente de Marketing e Comunicação, Caminhões, Mercedes-Benz Oswaldo Ramos, Gerente Geral de Marketing, Ford Brasil As Novas Parceria Entre Cliente e Agência Renata Bokel, Vice-Presidente de Planejamento, Isobar As Inovações na Campanha da Jeep Marcella Campos, Diretora de Comunicação da Marca Jeep, FCA

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NEGÓCIOS

TESTES FORD

250.000.000 KM SÓ EM TATUÍ

A

Ford superou os 250 milhões de quilômetros rodados em testes em seu campo de provas em Tatuí (SP), único da fabricante na América do Sul. A distância equivale a mais de 6,2 mil voltas ao mundo. O complexo opera de segunda a sábado, 24 horas por dia, e tem laboratórios de dinâmica veicular, qualidade sonora, conforto de rodagem e controle de emissões, com capacidade para realizar mais de 100 tipos de testes diferentes. A estrutura tem 800 funcionários e faz experimentos com veículos de toda a América Latina. (Mário Curcio)

PREMIUM

FOTOS: DIVULGAÇÃO

AUDI Q3 RECEBE OPÇÕES 1.4 A PARTIR DE R$ 127.190

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Audi Q3 2016 trouxe como novidade o motor 1.4 TFSI, que tem turbo, injeção direta de gasolina e 150 cavalos. O carro ainda vem da fábrica de Martorell, na Espanha, mas passa a ser montado em São José dos Pinhais (PR) no primeiro semestre de 2016 ao lado do A3 sedã e também do VW Golf e da linha VW Fox. O Q3 é o menor utilitário esportivo da Audi. Para o motor 1.4 há duas versões, Attraction, de R$ 127.190, e Ambiente, de R$ 144.190. “As opções 1.4 deverão responder por 40% a 50% do mix de vendas do Q3”, estima o gerente de marketing de produto, Gerold Pillekamp. O câmbio utilizado é o S-tronic com seis velocidades e aletas para trocas de marcha atrás do volante. A tração é dianteira. Start-stop, faróis bixênon, sensores de chuva, de luminosidade e de estacionamento na parte traseira são itens de série. As versões 2.0 do Q3 permanecem à venda, têm agora entre 180 e 211 cv e são sempre equipadas com tração integral Quattro. Pillekamp não divulga a estimativa de vendas para o modelo, mas diz que os emplacamentos de todos os Audi no Brasil vão somar 15 mil unidades. A Audi fez mudanças discretas no carro. A grade dianteira, o conjunto de iluminação e o parachoque são novos. Os faróis principais são do tipo bixênon desde a versão mais em conta e incorporaram as luzes de neblina que ficavam na base do para-choque. (Mário Curcio)

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NEGÓCIOS

CRISE ABRE ESPAÇO PARA REFORMAS ESTRUTURANTES

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ctavio de Barros, economista-chefe e diretor do departamento de pesquisa econômica do Bradesco, entende que o Brasil tem enormes chances de sair melhor da atual recessão econômica do que entrou. “O aprofundamento da crise favorece a adoção de uma agenda positiva de reformas para o País, com o uso de medidas que jamais seriam tomadas em tempos de bonança econômica. Nesse sentido, a crise pode ser uma bênção disfarçada”, avaliou em palestra no Workshop Planejamento 2016. Para ele existem quatro grandes reformas no horizonte com boa chance de prosperar: governança orçamentária para cessar os gastos descontrolados do governo, redução da taxa de juros nacional hoje em patamares “intoleráveis”, aumento de produtividade com reformas tributária e trabalhista e, por fim, a volta dos investimentos em infraestrutura. “Se 80% disso tudo for implementado, o País ressurge como potência econômica com crescimento mínimo do PIB de 3,5% ao ano”, garante. (Pedro Kutney)

FOTOS: DIVULGAÇÃO

ECONOMIA

CHINÊS

LIFAN TRAZ X60 2016 E INVESTE EM LOGÍSTICA E PÓS-VENDA

A

Lifan já vende a linha 2016 do utilitário esportivo X60. O modelo é montado no Uruguai com kits trazidos da China. O SUV tem motor 1.8, câmbio manual de cinco marchas e manteve o preço inicial de R$ 59.990. A grade dianteira e as lanternas traseiras são novas, assim como a transmissão, mas ainda não há opção automática. A Lifan espera vender cerca de 500 unidades por mês. No meio do ano a fabricante começou a operar um novo Pre Delivery Inspection (PDI) em Santa Catarina, com capacidade para 6 mil carros e investimento de R$ 3,5 milhões. Também aumentou a área de seu centro de peças em Salto (SP) de 3,5 mil para 4 mil metros quadrados. Além do X60 são produzidos na unidade uruguaia o utilitário Foison e o sedã LF 530. De janeiro a julho de 2015 a marca vendeu 2.925 unidades no Brasil. (Mário Curcio)

PRODUÇÃO

BMW CHEGA A 10 MIL CARROS BRASILEIROS

E

m agosto a BMW alcançou a marca de 10 mil veículos montados no Brasil. O volume é alcançado menos de um ano depois de a companhia ter inaugurado sua fábrica nacional, em Araquari (SC). São feitos ali Série 3, X1, Série 1 e X3. Até o fim de 2015 a companhia começará a montar também o Mini Countryman.

MANUFATURA

MERCEDES PROMOVE TREINAMENTO NA ÍNDIA

A

Mercedes-Benz levará um grupo de colaboradores da futura fábrica de Iracemápolis (SP) à Índia para receber treinamento. No país a companhia produz o sedã Classe C e também o utilitário esportivo GLA, modelos que serão montados no Brasil. Os brasileiros ficarão cerca de quatro semanas por lá e serão treinados nas diversas áreas de produção, desde a pré-montagem até a montagem final.

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NEGÓCIOS

GENERAL MOTORS APLICA R$ 13 BILHÕES NO BRASIL O

momento conturbado no mercado nacional não intimidou a General Motors, que vai dobrar seu investimento no Brasil, chegando a R$ 13 bilhões entre 2014 e 2019. A empresa anunciou aporte adicional de R$ 6,5 bilhões, que complementará o pacote já confirmado, de R$ 6,5 bilhões. Os novos recursos são parte importante dos US$ 5 bilhões que a empresa investirá no desenvolvimento de nova plataforma modular destinada aos mercados emergentes, com produção prevista na China, Índia, México e Brasil. Localmente, a estratégia dará origem a seis novos modelos Chevrolet que se encaixarão nos segmentos de maior demanda de mercado. “O primeiro deles será lançado em 2019 e os demais ao longo de um ano e meio”, detalhou Santiago Chamorro, presidente da GM Brasil. “Acreditamos que o crescimento vai acontecer fora dos mercados maduros, nos emergentes, e o Brasil tem papel importante nesse cenário. Mesmo que a situação atual não represente o melhor momento do País, acreditamos que existe grande potencial aqui. Vimos muitas mudanças nesses mercados nos últimos anos, com consumidores que procuram carros com mais conectividade, segurança e economia”, complementou Dan Ammann (foto), presidente mundial da GM, que esteve no Brasil para anunciar o investimento. Com isso, o aporte não prevê expansão da capacidade produtiva. A companhia defende que o atual potencial produtivo que tem no Brasil é o suficiente para atender as projeções de crescimento para os próximos anos. A GM trabalha com a expectativa de que as vendas alcancem 2,8 milhões de unidades em 2015, número que deve se repetir em 2016. A empresa só conta com recuperação a partir de 2017, com volta do crescimento em 2018. O programa de investimento deve impactar todas as plantas da fabricante de veículos no Brasil, com exceção da fábrica de São José dos Campos (SP), no Vale do Paraíba. Por causa de conflitos constantes com o sindicato local de trabalhadores, a unidade passa por esvaziamento desde 2012, quando foi fechada a linha de montagem de veículos leves que fazia a antiga família Corsa, Zafira e Meriva. Hoje são produzidos ali o SUV Trailblazer e a picape S10, além de motores, transmissões e componentes. (Pedro Kutney)

FOTOS: DIVULGAÇÃO

INVESTIMENTO

EXPANSÃO

SUBARU QUER DUPLICAR VENDAS

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Subaru deve chegar perto de dobrar suas vendas no Brasil este ano, com 2,2 mil emplacamentos. Em 2014 a marca já registrou crescimento de 52,5%, para 1,1 mil unidades de apenas três modelos. A estratégia para alcançar a expansão é acelerar os negócios com a abertura de quatro concessionárias, chegando a 14 revendas, além da ampliação do portfólio de produtos com quatro novos carros: os já lançados WRX, WRX STI e os novos Legacy e Outback.

LANÇAMENTO

HYUNDAI COMEÇA A VENDER O NEW I30

A

Hyundai Caoa abriu as vendas do New i30, que traz renovação visual concentrada na dianteira, nos faróis e na grade. São duas versões: a mais barata tem preço sugerido de R$ 85.990 com lista de equipamentos que inclui teto solar, pedais de alumínio, piloto automático e sistema multimídia completo. O lançamento é marcado ainda por uma edição limitada a 40 unidades que traz recursos adicionais como regulagem elétrica da posição dos assentos, assinatura de LED nos faróis de milha e lanternas traseiras, aquecimento e resfriamento dos bancos dianteiros, freio de mão eletrônico e Start-Stop.

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MARCHA LENTA DOS CAMINHÕES ATÉ 2016

O

mercado saturado e o baixo índice de confiança do consumidor manterão em baixa as vendas de caminhões durante este ano e no também no próximo. Essa foi a conclusão dos executivos que participaram do Workshop Planejamento 2016. “Realizamos uma pesquisa com 350 decisores de compras das principais empresas de transporte dos segmentos de grãos, logística e construção civil. A maioria afirmou que não pretende renovar a frota, preferindo esperar o que vai acontecer em curto e médio prazos”, diz o diretor da Carcon Automotive, Carlos Reis. “O segmento de caminhões deve mesmo fechar o ano com 75 mil a 80 mil unidades”, afirma o diretor de vendas

LUIS PRADO

PESADOS

Carlos Reis, João Pimentel, Gilson Mansur e Ricardo Alouche

e marketing de caminhões da Mercedes-Benz do Brasil, Gilson Mansur. “Vai haver demissões. Se não for agora será mais adiante”, adverte o executivo, que não espera reação do mercado nem em 2016. O diretor de operações da Ford Caminhões, João Pimentel, também crê em um 2016 bastante similar a 2015. “Os anos de 2017 e 2018 serão mais fortes; 2018 terá cerca de 100 mil unidades”, antecipa. Sobre a possibilidade de o mercado voltar ao patamar recorde de 2011, quando foram emplacados 172,6 mil caminhões, o vice-presidente de vendas, marketing e pósvenda da MAN Latin America, Ricardo Alouche, ponderou: “Os números de 2011 voltarão a se repetir, mas não nos próximos três ou quatro anos.” (Mário Curcio)

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NEGÓCIOS

RENOVAÇÃO

FORD FOCUS ARGENTINO AGORA É GLOBAL FOTOS: DIVULGAÇÃO

estampadas no país vizinho. Xeretando no hatch, porém, foi possível achar componentes de vários lugares, como cintos de segurança da República Tcheca, pneus Pirelli argentinos e Michelin franceses, mais estepe temporário Maxxis taiwanês: “Como é um carro global, posso ver uma lista de peças do mundo inteiro e escolher o que é melhor para nós”, diz Rodriguez. Sobre os pneus franceses, ele garantiu que seriam trocados por Michelin locais. Além do novo desenho, as carrocerias receberam modificações para aumento da rigidez à torção e melhora da dirigibilidade. A plataforma, porém, permanece a mesma. Tem 2,65 metros de distância entre eixos, o que resulta em bom espaço para quem vai nos bancos dianteiros ou no de trás. A versão hatch mais acessível, SE 1.6, utiliza motor Sigma flex com até 135 cavalos e transmissão manual de cinco marchas. O conjunto é fabricado em Taubaté. O propulsor 2.0 turbo com injeção direta de combustível vem do México. Também é flex, produz até 178 cv e trabalha em conjunto com a transmissão automática sequencial alemã. Essa mesma dupla equipa todas as versões do Focus Fastback trazidas da Argentina. O gerente-geral de marketing da Ford, Oswaldo Ramos, chama a atenção para uma mudança no mix da linha: “O comprador de hatches médios quer um carro cada vez mais completo. Em 2011, 52% das vendas eram das versões de entrada. Em 2015 essa participação caiu para 10%, enquanto os carros mais completos saltaram de 4% para 42%.” Durante o lançamento, Ramos lembrou que tanto hatch como Fastback eram os únicos à venda no Brasil com a opção de sistema de auxílio de estacionamento e assistente ativo de frenagem por menos de R$ 100 mil. (Mário Curcio)

A

Ford renovou o Focus fabricado em Pacheco, Argentina, alinhando o projeto à geração vendida hoje na Europa. O hatch tem preço inicial de R$ 69,9 mil e o sedã, agora rebatizado Fastback, parte de R$ 77,9 mil. Os valores iniciais são os mesmos da linha 2015. Em ambos, o desenho dianteiro segue agora a identidade mundial da marca, com a grade semelhante às que se veem no Fusion, EcoSport, Fiesta e Ka. “Só foi possível manter os preços de entrada por causa do aumento de conteúdo local e da maior eficiência da engenharia. Algumas das reduções de custo foram programadas durante a produção da geração anterior. Observamos o que poderia ser mudado e aplicamos na atual”, afirma o diretor de marketing, vendas e serviços da Ford Brasil, Guy Rodriguez. Parte dessa localização ocorreu com as peças da carroceria, que antes vinham da Europa e agora são

SUV

ECOSPORT 1.6 AUTOMÁTICO VEM AÍ

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ara driblar o aumento do número de concorrentes no mercado brasileiro, a linha 2016 do Ford EcoSport trará novidade importante: a chegada da versão 1.6 automática. A informação foi confirmada pelo presidente da companhia para a América do Sul, Steven Armstrong. A transmissão será a mesma PowerShift já aplicada no EcoSport 2.0 e em outros modelos da marca vendidos no Brasil, com dupla embreagem e seis marchas. (Mário Curcio)

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NEGÓCIOS

TURBINADO

VW INVESTE R$ 460 MILHÕES E FAZ MOTOR TSI PARA O UP! Volkswagen produz o primeiro motor turbo flex nacional na planta de São Carlos, no interior de São Paulo. A companhia investe R$ 460 milhões de 2015 a 2018 na unidade para nacionalizar a gama de propulsores TSI. O primeiro carro a receber o novo motor foi o Up!. A versão turbinada do compacto é 28% mais potente, com 105 cavalos, tem torque 62% maior, 16,8 kgfm, e chega com a missão de melhorar o desempenho do carro em todos os sentidos, na estrada e no mercado. Ao oferecer poder extra de aceleração em quase toda a gama, a fabricante espera que o turbocompressor eleve as vendas do Up! em cerca de 20%, o que representaria algo como 700 a mil unidades extras por mês no atual cenário. Com preços que vão de R$ 43,5 mil (a partir da versão Move Up!, que ficou R$ 3 mil mais cara do que o MPI aspirado) a cerca de R$ 50 mil, a estimativa é que o TSI represente 30% dos emplacamentos do Up!, já levando em conta que a opção turbo deve roubar alguns negócios do resto da linha. Na definição de Jorge Portugal, o novo vice-presidente de vendas e marketing da empresa, a Volkswagen quer vender o Up! TSI “como um chocolate que emagrece”. A mistura de potência com a eficiência trazida pelo turbocompressor torna possível a figura de linguagem. “Conseguimos juntar o melhor de dois mundos”, afirma o executivo. Com isso, ele estima que o mix de vendas do modelo também se desloque para cima. Hoje, 60% dos emplacamentos estão concentrados na versão de entrada Take Up!, que não terá a opção turbo.

DIVULGAÇÃO

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A chegada do TSI, portanto, tem potencial para aumentar a demanda a partir do intermediário Move Up!. Por enquanto, a companhia não confirma em quais outros modelos os motores da família TSI devem ser aplicados, mas as possibilidades para a linha vendida no Brasil são amplas. O Jetta, que será fabricado em São Bernardo do Campo (SP), utiliza propulsores da gama. O Golf, que será feito em São José dos Pinhais (PR) ainda este ano, também deve ser equipado com uma versão 1.4 flex do motor TSI. O “primo” do modelo, Audi A3 sedã, construído sobre a mesma plataforma do Golf e com início da produção programado para a unidade paranaense, também deve ser equipado com o novo propulsor brasileiro. Por enquanto, no entanto, a Audi confirma apenas que o propulsor nacional do carro será flexível e feito por uma “fábrica do Grupo Volkswagen no País.” (Pedro Kutney)

PICAPE

GENERAL MOTORS RENOVA LINHA S10

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General Motors renovou a linha 2016 da Chevrolet S10 criando quatro versões. Duas já estão na rede: Freeride, de R$ 95.340, e High Country, por R$ 163,8 mil. Em seguida vêm as opções Advantage e Chassis Cab. A High Country passa a ser a versão topo de linha. “Percebemos que havia espaço para uma opção mais completa porque o valor médio gasto com acessórios vinha subindo”, afirma o

diretor de marketing da GM, Samuel Russell, que espera vender 250 unidades por mês da novidade. A picape tem motor turbodiesel de 200 cavalos, câmbio automático de seis marchas e tração 4x4. O lançamento tem santo-antônio exclusivo, instalado em conjunto com capota marítima e outros itens de acabamento que mudam muito a aparência da picape. (Mário Curcio)

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RECONHECIMENTO

FORD DESTACA FORNECEDORES EM PRÊMIO ANUAL

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Ford América do Sul entregou o prêmio Top Supplier 2015 aos seus fornecedores que se destacaram na parceria de negócios entre julho de 2014 e julho deste ano. A cerimônia realizada no dia 21 de julho no Centro de Convenções Milenium, em São Paulo, reconheceu 15 empresas, duas delas com o World Excellence Awards. Entre os critérios da premiação foram avaliados itens como qualidade, entrega, custo, relacionamento comercial, condições de trabalho e atendimento das necessidades de desenvolvimento do produto, manufatura e logística. Durante o encontro com os principais parceiros da América do Sul a Ford apresentou os resultados e promoveu o alinhamento de estratégias de negócios. Além de Steven Armstrong, presidente da Ford América do Sul, e Roxana Molina, diretora de compras da região, também estiveram no evento Hau Thai-Tang, vice-presidente global de compras, Birgit Behrendt, vice-presidente de programas e operações globais de compras, e os diretores globais Sue Leone, Greg Hamel, Robin Wright, Ermal Faulkner e Julie Lodge-Jarrett. Também ocorreu na ocasião o reconhecimento de dois fornecedores premiados com o World Excellence Awards, promovido em maio na América do Norte: Grob do Brasil e Maxion Wheels do Brasil.

DIVULGAÇÃO / FORD

TOP SUPPLIER 2015 TAMBÉM LEVOU AO PALCO GROB E MAXION WHEELS PELO WORLD EXCELLENCE AWARDS

MONTADORA reconheceu os melhores parceiros na América do Sul

VENCEDORES DO TOP SUPPLIER 2015 HC  ARROCERIA & EXTERIOR

Albano Cozzuol HC  HASSIS

Pirelli Pneus HE  NGENHARIA DE SISTEMAS

ELÉTRICOS E ELETRÔNICOS Valeo Sistemas Automotivos H I NTERIOR

Magna do Brasil HC  OMPONENTES DE POWERTRAIN

GKN do Brasil H I NSTALAÇÕES DE POWERTRAIN

Kautex Textron do Brasil

HM  ATÉRIAS-PRIMAS E ESTAMPARIA

Metalúrgica Nakayone HS  ERVIÇO AO CLIENTE

Plastic Omnium do Brasil HC  AMINHÕES

Randon HM  ATERIAL INDUSTRIAL

Iturri Coimpar HM  ÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

Durr Brasil HS  ERVIÇOS

MSX International HT  RANSPORTE

Terminal Zarate

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CADEIA DE SUPRIMENTOS

GRUPO VOLKSWAGEN PREMIA KURASHIKI E MAXION BRASILEIRAS ESTÃO ENTRE OS 26 MELHORES FORNECEDORES MUNDIAIS DA COMPANHIA

A

s empresas brasileiras Kurashiki Chemical Products e Maxion Wheels estão entre os 26 melhores fornecedores internacionais do Grupo VW, revelados em 15 de julho em Neuburg, Alemanha. O Prêmio Volkswagen Group foi entregue pelo presidente do conselho administrativo, Martin Winterkorn, e pelo membro do conselho responsável por compras, Francisco Sanz. Esta foi a décima terceira vez que a companhia reconheceu o desempenho dos melhores fornecedores

com o Prêmio Volkswagen Group. As companhias foram eleitas pelo seu poder de inovação, qualidade do produto, competência de desenvolvimento, sustentabilidade e gerenciamento de projeto. “Para fazer ótimos carros, é preciso contar com ótimos parceiros – e nós certamente temos”, disse Winterkorn durante a cerimônia de premiação, acrescentando: “Nos próximos anos, quase todos os aspectos da indústria automobilística vão mudar. Na era da digitalização, precisamos manter

nossos pontos fortes e desenvolver novas forças. Estaremos trabalhando nesta direção com nossos fornecedores em uma nova e importante parceria voltada para a inovação.” Sanz citou a importância dos fornecedores no desenvolvimento da arquitetura modular e dos carros elétricos. Recentemente, o Grupo VW lançou o programa Fast, iniciais de Future Automotive Supply Tracks, que representa as necessidades futuras para a cooperação entre fornecedores e a montadora.

FORNECEDORES HOMENAGEADOS HA  ISIN AW CO.

Japão HA  LERIS ALUMINIUM DUFFEL BVBA Estados Unidos HB  RIDGESTONE CORPORATION Japão HB  ROSE FAHRZEUGTEILE GMBH & CO. KG Alemanha HC  HONGQING SANAI HAILING INDUSTRIAL CO. China HD  ELPHI AUTOMOTIVE PLC Reino Unido HG  ESTAMP AUTOMOCIÓN S.A. Espanha HG  RUPO ANTOLIN Espanha HG  RUPO SIMOLDES Portugal

H I SI AUTOMOTIVE

Áustria HK  IEKERT AG Alemanha HK  LEIN AUTOMOTIVE República Tcheca HK  LIPPAN SAFETY AB Suécia HK  URASHIKI CHEMICAL PRODUCTS DO BRASIL LTDA. Brasil HK  WANGJIN Coreia do Sul HM  AGNETI MARELLI S.P.A. Itália HM  AXION WHEELS Brasil HM  UBEA CARBO TECH Áustria HN  EUE ZWL ZAHNRADWERK LEIPZIG Alemanha

HP  ASDEC AUTOMOTIVE

TECHNOLOGIES África do Sul HP  LASTIC OMNIUM França HS  AMVARDHANA MOTHERSON GROUP Alemanha HS  CHNELLECKE GROUP AG & CO. KG Alemanha HT  HYSSENKRUPP AG Alemanha HV  ALEO S.A. França. HY  ANFENG AUTOMOTIVE TRIM SYSTEMS CO. China

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PRÊMIO

FCA ENTREGA QUALITAS

AOS MELHORES PARCEIROS DIVULGAÇÃO / FCA

COM FOCO EM QUALIDADE, GRUPO REFORÇA PARCERIAS VISANDO AOS PRÓXIMOS 5 ANOS ANTONIO FILOSA (esquerda) e CLEDORVINO BELINI (direita) entregam troféu Qualitas 5 Estrelas para ROBERTO RUOPPOLO, diretor de equipamento original da Pirelli para a América Latina

N VENCEDORES DO QUALITAS 2015 HQ  UALITAS METALLIC

Maxion Wheels HQ  UALITAS POWERTRAIN Feeder H QUALITAS CHEMICAL Pirelli HQ  UALITAS ELECTRICAL: Johnson Controls HQ  UALITAS CAPEX Schuler HQ  UALITAS SERVICES Pro Produtores HQ  UALITAS TECHNICAL COST REDUCTION Basf HQ  UALITAS MOPAR: Mann+Hummel  Q H  UALITAS 5 STARS Pirelli

a 26a edição do Prêmio Qualitas, realizado dia 30 de junho, em Belo Horizonte, MG, a FCA Fiat Chrysler Automobiles reforçou o compromisso com os fornecedores premiando os melhores pelo desempenho em 2014, segundo os critérios de qualidade, inovação, competitividade e nível de serviço. Foram reconhecidos parceiros da montadora em oito categorias e houve também premiação para a Pirelli, que conquistou troféus por cinco anos consecutivos. A cerimônia de entrega teve como tema “Qualidade em primeiro lugar”. Na ocasião o dirigente mundial de relacionamento com fornecedores da FCA, Sigmund Huber, reforçou a importância da parceria com os parceiros dentro do plano estratégico de crescimento do grupo para os próximos cinco anos. “Há uma ambiciosa estratégia de crescimento para os próximos cinco anos. Com a padronização de plataformas globais, queremos elevar o volume de compras e a eficiência dos investimentos, criando oportunidade de negócios para fornecedores de todo o mundo. Para isso, qualidade é fundamental, acompanhada de inovação, eficiên-

cia de custos e forte relacionamento”, enfatizou. O diretor de compras da FCA para América Latina, Antonio Filosa, apresentou aos 500 convidados do Prêmio Qualitas as prioridades de sua área para este ano, sobre os pilares da qualidade, eficiência operacional e financeira e capacitação de pessoas. Uma das oportunidades que serão criadas pelo grupo ainda em 2015 é o projeto de capacitação e desenvolvimento de fornecedores, que será realizado em parceria com o MDIC, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A iniciativa pretende capacitar técnica e gerencialmente as empresas da cadeia de valor da FCA em requisitos como qualidade, eficiência e inovação. Foram selecionadas 35 empresas, baseadas em Minas Gerais, para participar do programa, com atividades de agosto a abril de 2016. “Precisamos nos preparar para o futuro. O mercado brasileiro de automóveis passa por um momento de retração nas vendas, mas tende a retomar o crescimento nos próximos anos. Temos ainda uma baixa motorização na comparação com mercados mais maduros, o que demonstra um enorme potencial de expansão no longo prazo. Em momentos como este precisamos unir forças e nos preparar para tirar o máximo proveito das oportunidades que surgirão nos próximos anos”, concluiu Cledorvino Belini, presidente da FCA para América Latina.

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Parceria de qualidade mundial em estamparias A Prensas Schuler sente-se honrada com o Prêmio Qualitas CAPEX e agradece a FCA pela confiança e parceria no grandioso projeto da nova planta Jeep, para o qual forneceu equipamentos de ponta para as estamparias Jeep e Supplier Park.

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TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

BRASIL BUSCA MODELO DE NEGÓCIOS PARA

CARRO CONECTADO EVENTOS EM SÃO PAULO TRAÇAM AGENDA DE SERVIÇOS ON-LINE PARA A NOVA GERAÇÃO DE VEÍCULOS EDILEUZA SOARES

O

s desafios para a produção de carros conectados no Brasil e a agenda que o setor precisa traçar para aproveitar oportunidades de negócios no País com as

inovações trazidas pelos veículos autônomos estão no centro das discussões de dois eventos de tecnologia da informação e comunicação (TIC), que serão realizados no mês de outubro em São

Paulo. Ambos reúnem representantes de montadoras e agentes de todo o “ecossistema” envolvido na fabricação do automóvel inteligente. Um dos encontros em que a indús-

POTENCIAL PARA NOVOS SERVIÇOS

Y

FOTOS: DIVULGAÇÃO

eswant Abhimanyu, consultor para o mercado automotivo da Frost & Sullivan na América Latina, avalia que a região tem grande potencial para negócios com conectividade veicular. Entretanto, ressalta que as empresas precisam buscar soluções de baixo custo para incrementar receita com as inovações tecnológicas. Ao olhar para o mercado brasileiro, ele observa que, independentemente da determinação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para consolidação do emplacamento eletrônico pelo Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav), adiado para janeiro de 2016, os serviços para carro conectado vão dar um salto no País.

Estudos da Frost & Sullivan projetam que os serviços de comunicação para carros no Brasil por telemetria alcançarão 1,3 milhão de usuários até 2020, com aumento de 122% ao ano, em comparação com os 4,8 mil assinantes registrados em 2013. Pelas previsões da consultoria, 28% dos novos veículos terão essa tecnologia nos próximos cinco anos, impulsionadas pela popularização dos dispositivos móveis e expansão das redes de banda larga de terceira e quarta gerações. “A telemetria oferece muita oportunidade, mas é preciso vencer desafios como ter infraestrutura de telecomunicações para suportar a demanda dos novos serviços e modelos certos de negócios”, afirma o consultor, um dos participantes da Conferência Telematics Brasil & Latam, de 19 a 20 de outubro, em São Paulo. Promovido pela TU-Automotive, o evento vai abordar desde integração de smartphones e infoentretenimento até a gestão remota de frotas, passando por integridade do veículo, regulações e o Contran 245. Haverá também apresentação de projetos bem-sucedidos na região por empresas como MAN, Volvo, BMW, Zurich, Arval BNP Paribas e Renault.

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tria automotiva marca presença, a Futurecom 2015, maior evento da América Latina sobre TIC, de 26 a 29 de outubro, reservou espaço para discutir o futuro da conectividade veicular. Sob o tema “O fascinante mundo dos carros – revolucionando o mercado automotivo”, o painel agendado para o último dia tem participação confirmada de representantes da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), Ford, GM, PSA Peugeot Citroën, Bosch, Delphi, Telefônica (Vivo) e da Qualcomm, desenvolvedora de chips para dispositivos móveis. “É a primeira vez que reunimos todos os agentes do ‘ecossistema’ para discutir sobre o carro conectado em um grande evento de TIC no Brasil”, informa Ricardo Bacellar, diretor de relacionamento da consultoria KPMG para o setor automotivo e coordenador

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RICARDO BACELLAR, diretor da KPMG

do painel. Sua expectativa é que o assunto desperte na Futurecom o mesmo interesse gerado pela Consumer Electronics Show (CES), de Las Vegas, nos Estados Unidos, onde as montadoras ocupam espaço expressivo. O painel vai abordar temas como segurança, serviços que podem ser oferecidos aos consumidores, integração com a cadeia automotiva, convergência entre os modelos de negócios das montadoras e empresas de TIC, entre outros assuntos. “Hoje um carro topo de linha tem mais circuitos integrados do que um jato comercial”, diz Bacellar. Ele acredita que a internet das coisas (IoT), impulsionará o uso das tecnologias embarcadas nos veículos, com destaque para a telemetria, para prestar inúmeros serviços on-line. n

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AÇÃO DIVULG FOTOS:

INOVAR-AUTO

BMW, de Araquari (SC) , opera há cerca de um ano

MERCADO TURBULENTO NÃO ALTERA METAS EMPRESAS HABILITADAS MANTÊM INVESTIMENTOS, MAS ESPERAM AJUSTES NO PROGRAMA RICARDO PANESSA

A

caminho de completar o seu terceiro ano de vigência, o Inovar-Auto, Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores, avança em meio à crise econômica apresentando bons resultados e perspectivas animadoras. Instituída com o objetivo de criar condições para o aumento de competitividade no setor automotivo e promover a produção de veículos mais econômicos e seguros, a iniciativa promete estimular a concorrência e os investimentos na cadeia de fornecedores, engenharia, tecnologia industrial, pesquisa e desenvolvimen-

to e capacitação de fornecedores. O principal estímulo às empresas habilitadas como fabricantes no Inovar-Auto é o desconto da alíquota adicional de 30 pontos no IPI para os carros vendidos localmente. Mas outros ganhos podem ser obtidos também como resultado de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação e, em especial, do atendimento das metas de eficiência energética. Em vigor desde janeiro de 2013, o Inovar-Auto registrou avanços, mas algumas regulamentações complementares e ajustes ainda estão em curso. Para o MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Co-

mércio Exterior, o programa está apresentando bons resultados, mas deve seguir se aprimorando. Segundo a assessoria de comunicação do MDIC, no período 2013/2014 foram habilitadas 46 empresas, sendo 20 fabricantes, 13 importadoras e 13 projetos de investimento. A entidade afirma que os objetivos estão sendo atingidos. Primeiro, em relação aos investimentos, tanto em novas plantas de produção e linhas montagem quanto em aplicações em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e engenharia. Novas fábricas já foram inauguradas, como a da Chery, em Jacareí (SP), DAF, em Ponta Grossa (PR), e BMW, em Araquari (SC).

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Outras estão em andamento, como Honda, em Itirapina (SP), Audi, em São José dos Pinhais (PR), Jaguar-Land Rover, em Itatiaia (RJ), e Mercedes-Benz, em Iracemápolis (SP). Segundo, em relação à movimentação das empresas habilitadas, no sentido de desenvolver seus produtos visando a atingir as metas de eficiência energética exigidas, com pelo menos 12% de melhoria até setembro de 2016. Este ano, até o fim do primeiro semestre, 32 empresas renovaram suas habilitações, enquanto as demais seguem em processo de análise por possuírem vigência até o fim de 2015. Portanto, há 40 empresas habilitadas atualmente no Inovar-Auto. Para a Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, os investimentos previstos para o setor entre 2012 e 2018, principalmente em novas fábricas e ampliações das existentes, vão resultar em um aporte de mais de R$ 81 bilhões, dos quais R$ 12 bilhões serão destinados para P&D e engenharia, áreas especialmente incentivadas pelo programa. Desse total, espera-se que cerca de R$ 5,5 bilhões sejam em decorrência direta dos incentivos do Inovar-Auto. O presidente da Anfavea, Luiz Moan, destaca que apesar da recessão setorial, nenhuma montadora decidiu adiar ou cancelar os investimentos já anunciados, o que indica confiança na recuperação do setor no longo prazo. “Os dois principais focos do Inovar-Auto, aprimoramento da engenharia de desenvolvimento e melhoria da eficiência energética, estão produzindo resultados. Apesar do cenário difícil para as montadoras, o setor deve se estabilizar a partir do fim do segundo trimestre do próximo ano e continuar se beneficiando dos incentivos e resultados do programa”, acredita Moan.

NOSSA META É VENDER 10 MIL UNIDADES DO CELER BRASILEIRO ATÉ O FIM DO ANO LUIS CURI, CEO da Chery Brasil

PRIMEIROS RESULTADOS Das empresas habilitadas ao Inovar-Auto como investidoras, apenas BMW, Chery e DAF estão com suas novas plantas em operação. O BMW Group, que já trabalhava para instalar fábrica no País, adaptou-se para atender aos requisitos exigidos pelo programa. Os investimentos anunciados ao mercado em dezembro de 2013, durante o evento que marcou o assentamento da pedra fundamental da fábrica em Araquari (SC), de T 200 milhões, continuam em curso conforme previsto.

Segundo Gleide Souza, diretora de relações governamentais do BMW Group Brasil, a conclusão da construção e instalação de equipamentos da unidade fabril ocorrerá em setembro deste ano, com as áreas de solda, pré-tratamento e pintura plenamente operantes. “Estamos seguindo o cronograma para implementar a produção de dois novos modelos em nossa linha de montagem. Com isso, serão cinco modelos em produção no Brasil. Montamos no momento cerca de 60 veículos por dia.” Luis Curi, vice-presidente da Chery

FÁBRICA DA CHERY, em Jacareí (SP), foi inaugurada em agosto de 2014

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INOVAR-AUTO

COM O NOVO MODELO, A MARCA PRETENDE ALCANÇAR 3,5% DE FOTOS: DIVULGAÇÃO

MARKET SHARE LUIS GAMBINI, diretor comercial da DAF no Brasil

Brasil, elogia o Inovar-Auto mas ressalta que ajustes ainda devem ser feitos. “O balanço é positivo. Somos a prova da concretização do compromisso com a iniciativa. Estamos trabalhando dentro do que havíamos planejado, mas entendemos que há necessidade de alterações no programa”, afirma. A Chery investe US$ 400 milhões na fábrica de automóveis e US$ 130 milhões na unidade de motores, em Jacareí (SP), e já vem produzindo o novo Celer, nas

A

versões hatch e sedã, desde janeiro. “Nossa meta é vender 10 mil unidades do Celer brasileiro até o fim deste ano. E anunciamos recentemente o aporte de mais R$ 400 milhões para expansão da planta, para produzir o compacto QQ e a nova geração do SUV Tiggo”, disse Curi. Do novo investimento, US$ 100 milhões serão aplicados pela Chery para nacionalizar os novos modelos. Os outros US$ 300 milhões virão dos 25 parceiros da companhia que integra-

rão o parque de fornecedores que será construído no entorno da fábrica. A DAF, fabricante de caminhões de origem holandesa e integrante do Grupo Paccar, continua fazendo dois caminhões pesados XF105 por dia em sua fábrica de Ponta Grossa (PR). Instalada em área de 2,3 milhões de metros quadrados, a maior do grupo em todo o mundo, a unidade fabril, com 270 mil m2, pretende elevar a produção em breve, com a inclusão de mais um modelo, o CF, em sua linha de montagem. Segundo Luis Gambini, diretor comercial da DAF no Brasil, com o novo modelo a marca pretende alcançar 3,5% de market share, dobrando a produção de duas para quatro unidades por dia. “Temos capacidade instalada para produzir até 10 mil caminhões por ano; com a liberação de financiamento pela linha Finame do BNDES para nossos produtos, as vendas vão aumentar. Há 20 concessionários da marca atualmente, mas chegaremos a 25 até janeiro do próximo ano”, esclarece.

PROJETOS AINDA SEM DEFINIÇÃO

JAC Motors manteve entendimentos para instalar uma unidade fabril no Polo Industrial de Camaçari, na Bahia, mas o projeto não evoluiu. A empresa chegou a realizar, em 2012, a cerimônia de assentamento da pedra fundamental, que tradicionalmente marca o início da construção dos empreendimentos. Embora não conste da lista de empresas que atualizaram suas habilitações no Inovar-Auto, a companhia, que já importa diversos modelos de automóveis, segue aguardando a liberação do financiamento da Desenbahia, Agência de Fomento do Estado da Bahia, para dar início à construção de seu complexo industrial. Metro-Shacman e BYD, que também anunciaram projetos de instalação de fábricas no País, não constam da lista de

habilitados atualmente no Inovar-Auto e não deram retorno às solicitações da reportagem para atualizar o estágio de seus planos. Caso desistam de projetos para os quais já receberam crédito presumido de IPI para importar veículos, as empresas teoricamente estarão endividadas com o governo federal e precisarão devolver os benefícios recebidos. A Sinotruk Brasil reiterou em comunicado que o projeto da fábrica no Brasil, a ser construída em Lages, SC, permanece inalterado. A empresa entrou com pedido de prorrogação do prazo referente ao início da obra no MDIC e seu presidente, Joel Anderson, garante que o projeto brasileiro é prioritário para a marca neste momento. O início da operação da linha de montagem está previsto para o primeiro trimestre de 2017.

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INOVAR-AUTO RECEBE AJUSTES S egundo o MDIC, o Programa Inovar-Auto deve se aprimorar gradativamente. Para isso, algumas regulamentações complementares e ajustes ainda estão sendo realizados. Ainda em 2015 deverão ser desenvolvidas novas medidas e atividades voltadas à gestão do programa, tais como publicação do manual de auditoria, seleção de entidades auditoras e estabelecimento de

metas de eficiência energética para veículos de nicho e comerciais leves. Além disso, deverá ser publicado decreto determinando a troca de requisitos na renovação da habilitação, conta corrente de P&D e engenharia, detalhamento da produção por encomenda e uso do saldo das cotas de 2014 no ano-calendário 2015.

INAUGURAÇÕES COM DATA MARCADA A

Audi volta a ser fabricante nacional. Com investimento da ordem de R$ 500 milhões, passa a produzir o compacto A3 na planta de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR). O modelo, equipado com motor flex 1.4, será o primeiro veículo da marca no mundo com motorização bicombustível. De acordo com Bernd Martens, membro do board da marca para compras e produção, um dos principais incentivos para retomar a produção no País foi a adesão ao Inovar-Auto, que prevê a dedução de 30 pontos porcentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos fabricados no Brasil. “A capacidade produtiva da nova planta será de 26 mil unidades por ano. Em março de 2016 começaremos a fazer também o utilitário esportivo Q3”, explica. A Mercedes-Benz é outra que mantém o cronograma de construção fábrica de automóveis nacional, em Iracemápolis (SP), que deve ser inaugurada em meados do próximo ano. A montadora está regularmente habilitada no Inovar-Auto, confirma investimentos da ordem de R$ 500 milhões e vai cumprir todos os requisitos do programa, desde as etapas de produção e compras locais até as metas de eficiência energética, para produzir o sedã Classe C e o SUV GLA. A chinesa Foton Aumark é outra fabricante habilitada no Inovar-Auto em via de iniciar operações no País. Com planos de investimentos relativamente modestos, de cerca de R$ 250 milhões, a montadora segue erguendo sua planta em Guaíba (RS), onde pretende fabricar caminhões leves e médios, com capacidade entre 3,5 e 10 toneladas, a partir do primeiro trimestre de 2016. Segundo Bernardo Hamacek, CEO da Foton Caminhões, o benefício mais relevante do programa à instalação da montadora no Brasil foi a isenção da alíquota do

MERCEDES-BENZ: futura fábrica de Iracemápolis (SP)

adicional de 30 pontos no IPI sobre uma cota determinada de unidades a ser importadas, no caso 8,5 mil veículos. “As regras do Programa são bastante rígidas e a renovação da habilitação só foi obtida depois de fiscalização por parte do MDIC do andamento do projeto estabelecido”, disse o executivo. “A isenção tributária durante os dois anos do programa nos permitiu importar um número relevante de unidades que foram comercializadas durante o período de formação e desenvolvimento da rede de distribuição. Com nossas 26 concessionárias já cobrimos uma enorme parte do território nacional e atingimos 3% de market share no segmento até 3,49 toneladas de PBT (peso bruto total). Esse volume anualizado viabiliza a fábrica que entrará em funcionamento no próximo ano”, esclarece Hamacek. De olho no crescimento do mercado de carros premium, a Jaguar Land Rover segue a mesma receita de outros fabricantes de modelos de luxo que decidiram instalar fábricas no Brasil, como Audi, BMW e Mercedes-Benz. Com investimento de R$ 750 milhões, a montadora de origem britânica ergue a fábrica na cidade de Itatiaia (RJ), onde vai produzir dois modelos, sendo um deles o recém-lançado Land Rover Discovery Sport, que deve ser nacionalizado já em 2016, e um outro, ainda a decidir. n

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INDÚSTRIA

OCIOSIDADE NAS LINHAS DE MONTAGEM BEIRA OS 50% CRISE AFETA AS MARCAS DE FORMA DIFERENTE: AS TRÊS MAIORES MONTADORAS ASIÁTICAS OPERAM COM CARGA DE 90%

A

taxa média de ocupação nas linhas de montagem de veículos leves no Brasil está alguns pontos abaixo de 50% e pouco avançará até 2020, segundo análise feita para Automotive Business por Jomar Napoleão da Silva, consultor sênior da Carcon Automotive. O cenário indica que nos próximos anos haverá pressão muito grande entre as montadoras na definição de estratégias e preços e revela que a realidade afeta as marcas de maneira diversa: enquanto as quatro fabricantes tradicionais (Fiat, Ford, GM e VW) atuam perto da metade de sua capacidade instalada, Hyundai, Honda e Toyota operam no patamar de 90%.

Jomar explica que em função dos investimentos ocorridos na região, a maior parte concentrada no País, chegou-se em 2015 a uma capacidade instalada no parque produtivo acima de 7 milhões de veículos leves na América do Sul. Já no Brasil o potencial de produção hoje é de 5,4 milhões de automóveis e comerciais leves. Contribuiu para a situação de ociosidade das linhas de manufatura no País, ao lado dos expressivos aportes em novas instalações feitos pela indústria automobilística, o recuo nas vendas internas, derrubando a produção. Levantamento do portal Automotive Business indica a aplicação de R$ 45 bi-

lhões por montadoras tradicionais e R$ 5,28 bilhões pelas estreantes entre 2011 e 2024. Boa parte desses investimentos já foi realizada, atendendo a expansão de linhas existentes, o lançamento de novas operações, localizações e novos modelos. A figura abaixo aponta que a capacidade brasileira crescerá até 5,7 milhões de unidades em 2020. No cenário indicado, a projeção para a produção no Brasil em 2015 é da ordem de 2,4 milhões de veículos leves, com um crescimento moderado até atingir 3,1 milhões de unidades em 2020 – longe, portanto, da meta de 5 milhões de veículos e do pico de 3,5 milhões de unidades de 2013. n

CAPACIDADE INSTALADA NA AMÉRICA DO SUL X BRASIL PRODUÇÃO DE VEÍCULOS LEVES E TAXA DE UTILIZAÇÃO

MILHÕES DE UNIDADES

10

100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0%

8 6 4 2 0

2012

2013

PRODUÇÃO - AMÉRICA DO SUL PRODUÇÃO - BRASIL

2014

2015

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CAPACIDADE OCIOSA - AMÉRICA DO SUL CAPACIDADE OCIOSA - BRASIL

2018

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UTILIZAÇÃO - AMÉRICA DO SUL UTILIZAÇÃO - BRASIL Fonte: LMC/Carcon

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TECNOLOGIA

COM TRW, ZF TORNA-SE A TERCEIRA SISTEMISTA DO MUNDO COMPANHIA AMPLIA O PORTFÓLIO E QUER REDUZIR DISTÂNCIA DOS CONCORRENTES GIOVANNA RIATO | de Postdam, Alemanha

A

ZF fez sua primeira apresentação à imprensa global após a compra da norte-americana TRW, concluída em maio deste ano, que tornou o grupo o terceiro maior fabricante de autopeças do mundo, atrás apenas da Bosch e da Continental. A companhia foi bastante cuidadosa ao falar dos planos para o futuro e procurou não detalhar as estratégias para essa nova etapa, mas deu sinais de que pretende evoluir rapidamente. “Para nós, um mais um não será igual a dois. Queremos multiplicar, trazer mais do que isso”, apontou Peter Lake, vice-

-presidente de vendas e desenvolvimento de negócios. Somados os faturamentos das duas companhias, o resultado de 2014 chegou a t 30 bilhões, com t1,6 milhão aplicado na área de pesquisa e desenvolvimento. São 134 mil funcionários espalhados pelos 40 países onde as empresas têm operação. A aquisição teve valor estimado em US$ 12,4 bilhões. No aftermarket, o conglomerado já é o segundo maior do mundo. A compra da TRW foi estratégica para que a ZF permaneça competitiva no fornecimento de tecnologia

PROTÓTIPO mostra aplicação do sistema de 52 • AutomotiveBUSINESS estacionamento inteligente

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APOSTAS PARA O FUTURO O

encontro da empresa com a imprensa mostrou o fortalecimento da gama de produtos depois da fusão. Assim como outras sistemistas, a companhia quer desenvolver e fornecer às montadoras parte expressiva das inovações vistas nos automóveis que chegam ao mercado e, principalmente, oferecer estrutura para o carro autônomo. A fusão trouxe claro reforço na oferta de dispositivos nessa área e também em sistemas de segurança. As novidades mais interessantes foram apresentadas no protótipo Advanced Urban Vehicle. O modelo resume as tendências enumeradas por Peter Lake: “eficiência, segurança e automação”. O carro elétrico tem entre suas principais ousadias o eixo dianteiro, com ângulo de esterçamento de até 75o. Segundo a empresa, a novidade permite manobrar o veículo com facilidade, algo cada vez mais útil nas grandes cidades. No protótipo o comando era dado por meio de um relógio. De dentro ou de fora do automóvel o condutor pode acionar a função. O carro identifica vagas e estaciona sozinho, sem que o motorista precise fazer qualquer manobra. Para isso a central eletrônica do carro recebe informações de 12 sensores instalados na dianteira, traseira e laterais. As manobras são feitas em velocidades baixas, próximas de 10 km/h, permitindo, por exemplo, que o motorista desça do carro no estacionamento de um shopping e deixe com o Smart Parking Assist a ingrata tarefa de procurar vaga e estacionar. Mais uma possibilidade é controlar o carro por meio de um tablet, que possibilita ao condutor indicar, de fora do veículo, as manobras que o automóvel deve fazer para, entre outras possibilidades, entrar em uma vaga apertada, que não permitiria a abertura da porta. Outro protótipo apresentado pela ZF-TRW mostra o sistema PreVision Cloud Assist. A tecnologia busca garantir ao veículo mais eficiência e, principalmente, segurança. O dispositivo coleta informações dos trajetos percorridos pelo carro. Assim, da próxima vez que o veículo passar pela via, o sistema acessa dados armazenados na nuvem e informações do GPS para fazer com que o automóvel rode da maneira mais

ADVANCED URBAN VEHICLE é vitrine para as inovações da ZF

eficiente possível em cada trecho. Caso o motorista entre em uma curva rápido demais, a tecnologia reduz a velocidade para garantir a segurança. Mesmo quando o motorista pisa forte no pedal do acelerador, o carro reduz a velocidade nas curvas. Dessa forma, na descida de uma serra, por exemplo, o condutor pode ativar o dispositivo e concentrar a maior parte dos esforços em controlar o volante, já que a velocidade será limitada pelo sistema em cada volta. Quando o assunto é carro autônomo, o sistema que a ZF mostrou indica que a companhia atua para se equiparar às concorrentes. O protótipo reúne a tecnologia ACC de piloto automático ao sistema que reconhece e troca de faixa de rodagem, o Highway Driving Assist. Na prática, a tecnologia permite que o carro ande sem que o motorista precise colocar o pé no acelerador ou as mãos no volante. Apesar da comodidade, mesmo sem estar de fato dirigindo, o condutor precisa estar vigilante, com olhos na estrada. Os sensores do carro ficam instalados apenas na dianteira. Cada vez que a alavanca da seta é acionada para a direita ou para a esquerda, o carro muda de faixa. O problema é que, sem sensores na lateral, é o motorista o responsável por verificar se há outro carro no caminho e evitar uma colisão.

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para a indústria automotiva. Com o negócio a empresa acrescentou ao portfólio soluções cada vez mais demandadas, como sistemas de frenagem, de segurança ativa e passiva e de assistência ao motorista, essencial para a evolução dos carros autônomos. A integração completa dos negócios levará de três a cinco anos. Inicialmente, a TRW será a quinta divisão da ZF, especializada em dispositivos de segurança. As outras unidades de negócio permanecerão as mesmas: chassis, powertrain, veículos comerciais e tecnologia industrial. “Vamos manter a marca TRW, que é muito forte no mercado”, explica Lake. Na segunda etapa do processo de integração aumentará a colaboração entre as duas companhias. Para a terceira e última fase está prevista a integração total dos negócios. MERCADO Durante as demonstrações, engenheiros da companhia garantiram que as tecnologias estão em estágio avançado de desenvolvimento e po-

DIVULGAÇÃO

TECNOLOGIA

VAMOS MANTER A MARCA TRW, QUE É MUITO FORTE NO MERCADO

PETER LAKE, vice-presidente de vendas e desenvolvimento de negócios

deriam ser instaladas em veículos de produção. Ainda assim, a empresa é bastante esquiva quando se trata de estimar o prazo para a chegada desses sistemas ao mercado. A justificativa é que, por causa da compra recente da TRW, concluída em maio deste ano, há limitações para falar dos planos futuros, o que pode influenciar o valor das ações da companhia na bolsa de valores. Outro entrave são as legislações

que determinam que os veículos precisam ser guiados por pessoas. O mais provável é que a ZF siga o fluxo ao lado de suas concorrentes, que também trabalham intensamente para fazer com que o carro atue de forma cada vez mais independente do motorista, tendência que deve ganhar força nos próximos dez anos, à medida que as legislações que exigem que um condutor esteja ao volante forem atualizadas. n

ZF-TRW mostra caminho para a automação, mas ainda deixa decisões nas mãos do motorista

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PREMIUM

AUDI

COMPANHIA PRETENDE FABRICAR 1,5 MIL CARROS NACIONAIS ESTE ANO GIOVANNA RIATO

FOTOS: DIVULGAÇÃO / AUDI

REATIVA PRODUÇÃO NO BRASIL EXECUTIVOS DA AUDI acompanham a evolução da fábrica brasileira

C

erca de nove anos separam o fim da produção do antigo Audi A3 hatch no Brasil e o começo do novo ciclo da marca no País, que em setembro passa a fabricar o A3 sedã justamente na planta de São José dos Pinhais (PR), aquela mesma que abrigou a operação da companhia no passado. A etapa atual começa com a simbologia merecida. Pouco antes de dar a partida na nova linha de montagem paranaense, a empresa recolocou seu logotipo no complexo industrial. A Audi já semeou o mercado brasileiro para receber os modelos nacionais. A rede de concessionárias

está em expansão. Deve chegar a 50 casas este ano e alcançar 70 revendas até 2020. Tudo isso é concretizado com aporte de R$ 300 milhões dos grupos empresariais que fazem a distribuição dos carros da Audi. A expansão já traz resultados. De janeiro a julho a companhia vendeu mais de 9 mil carros, superando em 30,4% o alcançado um ano antes. “Devemos ultrapassar a marca de 15 mil unidades em 2015”, almeja Jörg Hofmann, CEO da companhia no Brasil, ao apontar que este seria um novo recorde. Parte desse volume virá da fábrica brasileira. Com investimento de

R$ 500 milhões, a unidade foi construída com capacidade anual para fazer 16 mil unidades do A3 sedã e 10 mil do Q3, que entra em linha em 2016. Este ano devem ser montados ali apenas 1,5 mil carros, número que saltará para 15 mil unidades no próximo, 5 mil delas do Q3. Pelo menos seis empresas já estão homologadas para fornecer os componentes dos veículos. Entre as partes que são locais desde o começo da operação estão vidros, bancos, revestimento do compartimento de bagagem, tanques, eixos e chicote elétrico. Há ainda outras companhias envolvidas principalmente no

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CONCESSIONÁRIA EM TERESINA (PI) inaugurada em abril faz parte da investida na expansão da rede

fornecimento de componentes para o motor flexível. Os propulsores da família TSI são feitos na fábrica do Grupo Volkswagen em São Carlos (SP). “Vamos cumprir as exigências do Inovar-Auto desde o início da produção”, assegura Bernd Martens, membro do conselho de administração da companhia e um dos executivos com grande envolvimento no projeto da fábrica. Segundo ele, o cronograma de localização de componentes seguirá a pleno vapor por 12 meses após o começo da operação local, com aumento gradativo da presença de autopeças brasileiras. A companhia pretende aproveitar o parque de fornecedores que a Volkswagen já tem no Paraná, onde estão instaladas SMP, Johnson Controls, SAS Automotive, Formtap e Pirelli. Mesmo que já sejam parceiras do grupo alemão, as fabricantes de sistemas e componentes precisam fazer ajustes para alcançar o nível de qualidade exigido pela Audi. “Visitamos fornecedores em Curitiba e vimos o esforço deles para se adequar”, exalta Martens, que diz estar satisfeito com o que encontrou localmente. Outro resultado que o executivo aprovou foi o dos carros brasileiros. Ele andou em unidades pré-série e

garante que a qualidade dos modelos nacionais está no mesmo nível dos veículos produzidos em outras fábricas globais. “Está tudo em andamento conforme planejamos”, indica. Assim como fez a concorrente BMW, a Audi vai manter os preços mesmo com a produção local dos veículos que hoje são importados. A ideia para atrair os consumidores é agregar conteúdo e ampliar a oferta de versões, tornando os carros mais competitivos. A empresa espera que a incorporação do motor flex por si só aumente a atratividade do A3 sedã, garantindo potência de 140 cv. Hoje o propulsor 1.4 a gasolina que equipa o carro oferece 122 cv. REESTRUTURAÇÃO A estratégia de aumentar o nível de equipamentos sem grande escalada nos preços parece uma das chaves do sucesso recente da Audi. Jörg Hofmann aponta que, com o crescimento da classe média nacional nos

últimos anos, aumentou a demanda por modelos de entrada do segmento premium. Justamente neste período a Audi fez sua investida para elevar a oferta. O resultado disso é que a companhia terminou 2014 como a marca que mais cresceu no mercado nacional, com 12,4 mil emplacamentos ante 6,6 mil no ano anterior. Com novo recorde previsto para 2015, a aparente ilha de crescimento em que a companhia está no turbulento mercado nacional reflete a profunda reestruturação pela qual passa há alguns anos. Além de ampliar a oferta de carros e ajustar os preços, há forte trabalho de expansão da rede de concessionárias e melhoria do pós-venda. Em maio deste ano a empresa inaugurou centro de treinamento em São Paulo (SP), alvo de investimentos de R$ 10 milhões até 2016. A companhia também duplicou a capacidade de seu centro de distribuição de peças em Jundiaí (SP). n

FÁBRICA NACIONAL INVESTIMENTO: R$ 500 milhões CAPACIDADE: 16 mil carros/ano PRODUÇÃO: A3 sedã a partir de setembro de 2015 e Q3 a partir de 2016 FORNECEDORES HOMOLOGADOS: Pirelli Goodyear Maxion Wheels Johnson Controls Tenneco ThyssenKrupp

VERSÃO NACIONAL DO A3 SEDÃ trará mais equipamentos

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FOTOS: RUY HIZA

WORKSHOP PLANEJAMENTO 2016

ENCONTRO trouxe insights para a finalização do planejamento e do budget

RETOMADA PODE VIR EM

2016

EVENTO DE AUTOMOTIVE BUSINESS APRESENTA AS DIFERENTES FACES DA CRISE GIOVANNA RIATO E SUELI REIS FOTOS DE LUIS PRADO

“P

ensei que estávamos no fundo do poço, mas aí descobri que ainda tinha o porão”, declarou Luis Moan, presidente da Anfavea, a entidade dos fabricantes de veículos, na palestra de abertura do Workshop Planejamento 2016, promovido por Automotive Business em São Paulo no dia 17 de agosto. Ele explicou que é neste patamar que a indústria local está agora. A boa notícia, segundo ele, é que não há mais como descer. A expectativa de Moan é de estabilidade para os próximos meses até o fim do ano em relação à média mensal de vendas registrada até julho. Na sua opinião há possibi-

lidade de suave crescimento no último trimestre do ano, indicando a tendência para 2016. “Teremos mais dificuldade na produção por causa da necessidade de ajuste de estoque”, pondera. A Anfavea mantém a projeção de que o mercado interno encolherá 21% em 2015 na comparação com 2014. A produção deve recuar 18%. Enquanto isso a expectativa para as exportações é de alta de 1,1%, com faturamento estável. É justamente nas vendas externas que a entidade aposta para compensar ao menos parte das perdas registradas no mercado interno.

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WORKSHOP PLANEJAMENTO

Moan aponta que o setor tem se empenhado em promover medidas estruturais e em estimular ações no varejo para amenizar a contração do mercado. Uma delas é o PPE, o Programa de Proteção ao Emprego. Outra iniciativa importante é o Plano Nacional de Exportação, anunciado recentemente com o objetivo de estimular as vendas internacionais. Para incentivar o interesse do consumidor final, a Anfavea, em parceria com outras entidades, promoveu também o Festival do Consorciado Contemplado e o Salão Auto Caixa. Vitor Klizas, presidente da Jato Dynamics do Brasil, projeta queda de 26,6% das vendas de veículos no Brasil em 2015, com relação ao ano passado, para algo perto de 2,44 milhões de unidades. Para ele, deverá se encerrar em breve o ciclo de contração do mercado nacional iniciado em 2014. O mercado doméstico, segundo a consultoria, deve beirar a estabilidade, com leve crescimento de 0,9% em 2016 sobre 2015.

AGIR SEM ESPERAR GOVERNO

P

ara a consultora Letícia Costa, sócia-diretora da Prada Assessoria, a indústria automotiva nacional perde muito tempo esperando por políticas, proteções e incentivos do governo, por isso perdeu a oportunidade de tornar-se mais global e competitiva e agora sofre com a retração do mercado interno, do qual é excessivamente dependente. “O que assusta não é a crise, já passamos por muitas e essa promete ser demorada. O que de fato preocupa é a falta de rapidez e assertividade do empresariado em responder aos fatos, que deixa de tomar decisões inevitáveis de reestruturação e não traça estratégias necessárias para o futuro”, ava-

O QUE DE FATO PREOCUPA É A FALTA DE RAPIDEZ E ASSERTIVIDADE DO EMPRESARIADO LETÍCIA COSTA, consultora sócia-diretora da Prada Assessoria

liou Letícia na palestra que encerrou o Workshop Planejamento 2016. Letícia constata que se usa a crise “como desculpa para não buscar o aumento necessário de produtividade e competitividade”. Para ela, coloca-se foco excessivo na crise e perde-se a perspectiva de longo prazo. Ela lembrou que no momento de aquecimento do mercado, a partir de 2006 até 2012, perdeu-se a oportunidade de ganhar escala e produtividade internacional. A consultora aconselhou que todo o foco, agora, deve ser em ganhos de produtividade e competitividade, porque a reestruturação já deveria ter sido feita. (Pedro Kutney)

UMA BOA CRISE NÃO DEVE SER IGNORADA

N

ão se pode ignorar uma boa crise. Esse foi um dos alertas de Joe Vitale, sócio líder global da Deloitte para o setor automotivo. Ele

analisou a crise americana de 2008 a fim de ilustrar quais lições podem ser aprendidas e aplicadas na realidade brasileira. “Entre 2008 e 2010, a indústria automobilística norte-americana acentuou problemas que não eram novos, mas que eram ignorados. Naquele momento, todos os agentes do setor, incluindo CEOs, federação dos concessionários e sindicato dos trabalhadores, reconheceram que era difícil, mas estritamente necessária uma reestruturação rápida.” Vitale ressalta que é muito clara a importância do mercado brasileiro para as marcas globais, o que justifica a aposta delas no potencial nacional. No curto prazo, ele cita a necessidade de lidar com o câmbio flutuante e com o excesso de capacidade produtiva. Ele lembra que, a exemplo do que aconteceu nos Estados Unidos, os investimentos não devem ser esquecidos: “As empresas que naquela ocasião mais investiram – em inovação e produtos adequados – foram as que melhor saíram da crise.” Por sua vez, Ivar Berntz, sócio líder da Deloitte para o setor automotivo, aposta que o caminho para a indústria brasileira pode estar na otimização das cadeias globais de produção e em sua capacidade de ser flexível para desenvolver veículos que mais demandam no mercado nacional. (Sueli Reis)

INVERNO SERÁ LONGO, PREVÊ SINDIPEÇAS

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Sindipeças, Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores, não tem projeções animadoras para 2015 e 2016. “O inverno em que entramos será longo”, disse o conselheiro da entidade e presidente da Freudenberg-NOK, George Rugitsky. Os dados estatísticos da entidade indicam que

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o faturamento deve cair 18% (de R$ 76,7 bilhões para R$ 62,9 bilhões), os investimentos serão 52,9% menores (de US$ 1,38 bilhão para US$ 650 milhões) e o número de postos de trabalhos diminuirá 15,3% (de 194,7 mil para 165 mil) em relação a 2014. “Temos de ser realistas”, afirmou Rugitsky. Apesar dos números negativos, o Sindipeças acredita em leve recuperação para 2016, com pequenos ganhos em faturamento (2,1%), investimentos (1,5%) e empregos (0,1%). “Existem chances de a produção crescer, mesmo que as vendas não avancem”, disse Rugitsky, referindo-se à substituição de componentes importados por nacionais promovida pelas montadoras para compensar a alta do dólar. O presidente da Navistar Mercosul, José Eduardo Luzzi, o diretor de vendas do Grupo Continental no Brasil, Manoel Henrique Mota, e o presidente da ZF América do Sul, Wilson Bricio, debateram a competitividade em

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ENTRE 2008 E 2010, A INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA NORTE-AMERICANA ACENTUOU PROBLEMAS QUE NÃO ERAM NOVOS, MAS QUE ERAM IGNORADOS JOE VITALE, sócio líder global da Deloitte

autopeças, abordando temas como câmbio, empregabilidade e investimentos. Para Luzzi, a lição da crise é a flexibilidade. “Vivemos em um país em que as regras mudam o tempo todo e isso nos obriga a ser flexíveis. Não existe estabilidade”, comentou. Em relação aos investimentos, que segundo o Sindipeças somarão apenas US$ 650 milhões em 2015 (metade de 2014), os participantes do debate foram unânimes em afirmar que é preciso gerar receita para voltar a investir. A superação da crise está, no entanto, longe para os executivos, que criticaram a falta de reformas estruturais básicas para o País voltar a crescer. “A estabilidade só vai ser alcançada com reformas estruturais. Não vimos adoção de valor ao País. Temos muito a fazer ainda”, comentou Bricio. “Deixamos nos iludir com os altos volumes e pagamos uma conta alta porque não fizemos investimentos estruturais”, afirmou Mota. (Alexandre Akashi) n

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AUTOPEÇAS|CADERNO ESPECIAL

EMPRESAS

UNEM FORÇAS PARA ENFRENTAR A CRISE COM MAIS DE 50 MIL DEMISSÕES E PROJEÇÃO DE QUEDA DE 18% NO FATURAMENTO, AUTOPEÇAS QUEREM ARRUMAR A CASA, GANHAR EFICIÊNCIA E ESCAPAR DO FUNDO DO POÇO

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DIVULGAÇÃO / SINDIPEÇAS

GIOVANNA RIATO

E

REUNIÃO NO SINDIPEÇAS debate as dificuldades das associadas

mos no nosso primeiro grupo”, conta Butori. A entidade desenvolve ainda um programa específico voltado a estamparias em parceria com o Sebrae. “A ideia é semelhante, mas atende apenas a empresas desse segmento.”

DIMENSÃO DA QUEDA O esforço do Sindipeças pretende amenizar o cenário de dificuldades que os fabricantes de autopeças enfrentam. Com grande presença de empresas familiares de pequeno e

(-15,3%)*

(-18%)*

BALANÇA COMERCIAL

POSTOS DE TRABALHO

INVESTIMENTOS

PROJEÇÕES PARA AUTOPEÇAS (2015) FATURAMENTO

nfrentar a profunda retração das vendas e da produção de veículos este ano não será tarefa fácil e há indícios de que só poderá ser feita coletivamente. O Sindipeças admite que muitos integrantes da cadeia produtiva não serão capazes de superar o momento desafiador. “Já vemos empresas abrindo falência”, revela Paulo Butori, presidente da entidade. Para evitar que o impacto devastador se espalhe, a entidade que representa os fabricantes de autopeças investe em programas de apoio às suas associadas. “Sabemos que, comparadas ao tamanho do problema, as iniciativas são pequenas, mas é o que precisamos fazer neste momento”, diz Butori. Um dos trabalhos voltados ao amparo dos fornecedores fragilizados é feito pelo Conselho da Pequena e Média Empresa do Sindipeças, formado por ex-presidentes de grandes fabricantes do setor. O objetivo é que esses profissionais usem sua experiência para traçar diagnóstico dos problemas das fabricantes de autopeças que se inscrevem no programa, indicando também soluções. O mapeamento abrange diversas áreas, como a financeira, de produção, tecnologia e gestão. Constatados os ajustes que devem ser feitos, cabe à empresa decidir se quer contratar os conselheiros do Sindipeças para que eles executem o projeto. A organização estuda a possibilidade de usar fundo do Inovar-Auto para custear um terço do programa. O regime automotivo prevê apoio aos fornecedores. O plano de Butori é acessar essa verba e dividir o resto do custo entre o próprio Sindipeças e as empresas que participarem. O programa foi anunciado em outubro, mas só no primeiro semestre de 2015 o trabalho começou de fato. “Esta-

DÉFICIT DE US$ 7,23 BILHÕES

165 MIL

R$ 62,9 BILHÕES

(-52,9%)* US$ 650 MILHÕES *Sobre 2014 - Fonte: Sindipeças

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médio portes, o setor precisa superar problemas de gestão e falta de capacidade de investimento para sair bem da crise que afeta a indústria automotiva e que, ao menos na visão de Butori, não dá sinais de quando vai acabar. A entidade prevê que as fabricantes de componentes cheguem ao fim de 2015 com queda de 18% no faturamento na comparação com o ano passado, com receitas de R$ 62,9 bilhões. O efeito da desvalorização do real em relação ao dólar faz com que o tombo seja ainda maior quando a expectativa é traçada em dólares: de 39,7%, para US$ 19,7 bilhões. O volume de investimentos do setor é outro sintoma importante dos problemas. A expectativa é de que os quase 500 associados da entidade diminuam seus aportes em expressivos 52,9%, para US$ 650 milhões. “Ninguém vai gastar o que não tem com o que não precisa”,

A

DIVULGAÇÃO / SINDIPEÇAS

AUTOPEÇAS|CADERNO ESPECIAL

PAULO BUTORI, presidente do Sindipeças

declara Butori ao ser questionado se as fabricantes estão investindo para nacionalizar peças e componentes. Segundo ele, com o mercado desaquecido, a demanda por produzir localmente deixa de ser tão urgente. O saldo na balança comercial do setor tende a melhorar com o pata-

PARCERIA ENTRE SISTEMISTA E PARCEIROS

Bosch figura entre os bons exemplos de apoio aos elos mais fracos da cadeia produtiva. Um grupo voltado ao desenvolvimento de fornecedores trabalha na área de compras da companhia. Ali eles desenvolvem projeto de incentivo aos parceiros com custos divididos entre o fornecedor que participa do programa e o governo federal por meio de incentivos. Para a Bosch, o investimento está em oferecer o time de cerca de seis profissionais dedicado ao programa. Foram selecionadas 25 empresas para o projeto, que será realizado em etapas. A primeira começou no início de 2015 e envolve cinco fabricantes de autopeças e componentes. Cada um deles ficará por nove meses no programa, que conta com três pilares: manufatura lean, liderança e a área financeira e de custos. “Nossa meta é desenvolver a base de fornecedores e ajudá-los a enfrentar essa fase difícil”, conta Giulianno Ampudia, diretor de compras da empresa. Ele explica que, para a Bosch, além de manter os fornecedores vivos e saudáveis, o programa promove melhora do relacionamento. “As empresas começam a nos ver como parceiros, não só como uma relação comercial. Nos tornamos clientes preferenciais. Há ganhos visíveis no médio e longo prazos.”

mar cambial mais adequado às exportações e a redução das importações por causa da queda da demanda no Brasil. Ainda assim, o resultado tende a permanecer deficitário. A projeção é de que o saldo do ano seja negativo em US$ 7,23 bilhões. Butori explica que os efeitos do dólar valorizado não vão muito além da balança comercial. A situação estimula as exportações, mas o aumento da inflação no Brasil neutraliza esse efeito positivo. “Há correção de todos os custos, como energia, insumos e mão de obra, mas sem correção dos preços. As montadoras congelaram as compras”, conta o presidente da entidade. Ele espera que a inflação encerre 2015 com alta de 10,5% a 11%, bastante acima da meta do governo. Na visão de Butori a melhor notícia para o setor seria alta ainda mais acentuada do dólar. “Precisamos deixar o câmbio livre para que aconteça. Isso corrigiria a competitividade. Desse jeito teríamos a fagulha necessária para o setor voltar a exportar”, analisa. SEM AJUDA Os severos efeitos da crise na indústria ganham ainda mais intensidade com a perspectiva de retirada de algumas políticas voltadas às fabricantes de autopeças. Uma delas é o Reintegra, que repõe custos tributários embutidos nos preços de venda para exportação. O programa tinha previsão de encerramento para o fim de 2013. Atendendo a pedidos do setor, o governo federal manteve a iniciativa em 0,3% em 2014, apenas para sustentar o mecanismo vivo, como pediu Butori. Antes das eleições presidenciais de 2014 chegou a ser prometida a permanência do programa. Apesar disso, este ano, com a necessidade de ajuste fiscal, a promessa de manter o Reintegra foi descumprida: o programa foi reduzido mais

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DIVULGAÇÃO / KPMG

uma vez e a expectativa é de que ele termine no fim do ano. “Temos 5,5% de custos tributários embutidos em nossos preços para exportação. O Reintegra não é um benefício, é uma necessidade”, reclama o presidente do Sindipeças. Outra medida ameaçada é a desoneração da folha de pagamentos, que também não deve chegar a 2016 por causa do corte de gastos do governo. “Seremos tributados novamente por uma coisa que já tínhamos colocado nos nossos preços, inclusive nos internacionais”, afirma Butori sobre a provável retirada da medida. Segundo o executivo, o setor de autopeças já sofre com encargos elevados. A desoneração da folha, anunciada em 2012, atendeu a um pleito do Sindipeças. Na época o benefício foi estendido a outros

CHRISTIAN MARAYAMA, da área de reestruturação da KPMG

dez setores. Butori conta que, com o tempo, a iniciativa chegou a 150 segmentos. “O governo abriu muito e acabou ajudando setores que não tinham tanta necessidade quanto

nós, por isso ficou insustentável.” Já o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), regulamentado pelo governo federal em julho, veio tarde demais na opinião de Butori. Segundo ele, a criação de um projeto que garantisse mais flexibilidade às empresas e seus funcionários em tempos de crise era uma demanda da organização desde 2012. “Naquela época, acho que o governo não acreditava que era necessário fazer isso num futuro próximo. Deixaram isso guardado”, lembra Butori. Para ele, o anúncio do PPE em meio à crise não traz vantagem tão expressiva porque o setor já realizou uma série de cortes. Levantamento do Sindipeças mostra que foram demitidos 50 mil trabalhadores das empresas de autopeças entre dezembro de 2013 e junho de 2015.

KPMG DESENVOLVE PROGRAMA PARA FORTALECER FORNECEDORES

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iante do cenário econômico pouco promissor e da ausência de apoio governamental, a solução para a sobrevivência de muitas empresas é receber a ajuda de seus parceiros. Um dos serviços oferecidos pela KPMG no mercado brasileiro é justamente a consultoria para empresas de autopeças, muitas vezes financiada pela montadora. “Em pesquisa detectamos tendência grande de aumento dos pedidos de falência na indústria automotiva. Temos um time multidisciplinar preparado para minimizar esse tipo de problema. A montadora precisa que o seu fornecedor esteja saudável financeiramente e com bons indicadores de desempenho”, conta Ricardo Bacellar, diretor de relacionamento da empresa para o setor. A equipe responsável por esse trabalho analisa em diversos níveis a companhia que passa pelo programa. Bacellar conta que os problemas não se concentram apenas no fluxo de caixa, mas chegam também ao chão de fábrica e à área de recursos humanos. “Não existe receita do bolo, cada empresa é de um jeito”, aponta o consultor. A empresa explica que o crescimento acentuado da indústria automotiva nos últimos dez anos trouxe fornecedores para outro patamar de faturamento. Essa

evolução exigia também profissionalização e aumento da qualidade da gestão, algo que em muitos casos não aconteceu. “As empresas que investiram nessa fase boa sofreram menos, mas quem não investiu ficou em dificuldade muito grande”, avalia Bacellar. O sócio da área de reestruturação da KPMG, Christian Marayama, acrescenta que a mudança do cenário é muito intensa. “Depois do período longo de expansão, muitos não sabem mais conviver com a queda, principalmente por ela ser tão profunda.” Na análise da consultoria, é hora de rever processos e cortar excessos. “Chamo de momento de purificação em busca de um novo equilíbrio. Não temos garantia de que voltaremos ao patamar de quase 4 milhões de veículos no mercado interno. Pode acontecer um período de consolidação em busca de ganho de escala e chegarmos no futuro com número menor de empresas, mas com mais eficiência”, projeta Bacellar. Ele enfatiza que, com o dólar valorizado, aumenta o interesse das companhias estrangeiras em comprar empresas nacionais, que ficaram mais baratas. Segundo o especialista, mesmo com a atual queda, o mercado automotivo brasileiro ainda é grande e muito atraente. n

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AUTOPEÇAS|FUNDIDOS

EM FOGO BRANDO COM 60% DA PRODUÇÃO DESTINADA AO SETOR AUTOMOTIVO, INDÚSTRIA DE METAIS FUNDIDOS TEME PERDER COMPETITIVIDADE ALEXANDRE AKASHI

ri, diretor comercial da empresa, mostra-se otimista. “Houve uma retração da produção inferior à média do mercado, uma vez que temos um volume significativo de exportação e também lançamos novos produtos, na fundição de ferro e na de alumínio”, diz Cucchiari. Ele revela que não acredita em piora do mercado. João de Deus também aposta em

porque a indústria de fundição é grande consumidora de energia elétrica e, segundo João de Deus, o potencial hídrico do País deveria oferecer uma situação privilegiada diante dos competidores internacionais em relação à energia elétrica. “Mas por diversas razões não é o que acontece”, afirma. Vale lembrar que este ano as tarifas aumentaram quase 50%. Cucchiari lembra que nos últimos anos o mercado apresentou crescimento pujante e toda a cadeia do setor automotivo se preparou para volumes bem mais altos do que o atual. “O grande desafio é manter níveis mínimos de rentabilidade neste hiato do mercado e estar pronto para quando houver a retomada”, afirma. Em 2013, a empresa anunciou investimentos de R$ 250 milhões para elevar a capacidade de produção de cabeçotes de motor de alumínio de 800 mil para 1,4 milhão de peças por ano, e também para iniciar a produção de blocos de alumínio. “Além disso, estamos investindo na fundição de ferro para manter nossa competitividade no mercado com a aquisição de um novo forno fusor que começa a operar em setembro. Não houve cortes nos investimentos devido à atual situação do mercado”, garante Cucchiari. n DIVULGAÇÃO / TEKSID

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queda nos negócios de veículos automotores tem refletido negativamente na indústria de metais fundidos, uma vez que, de acordo com a Abifa, a Associação Brasileira de Fundição, o setor automotivo consome cerca de 60% de toda a produção. “Este ano estamos com uma produção acumulada, nos cinco meses iniciais, de 10,2% a menos em relação ao mesmo período de 2014”, afirma Roberto João de Deus, secretário executivo da entidade. Porém, por atender outros segmentos da economia, como ferroviário, mineração e alimentício, João de Deus acredita em retração na produção menor do que a prevista pela Anfavea, de 17,8%, para 2015. “Outros clientes da fundição estão atravessando por esta crise com resultados até positivos em determinados momentos”, comenta, ao explicar que o mercado de peças fundidas representa um faturamento de cerca de US$ 10 bilhões anuais, com exportações de aproximadamente US$ 1,2 bilhão por ano. Na Teksid, os números estão aquém do esperado, uma vez que 70% da produção da fundição de ferro e 100% da fundição de alumínio são destinadas ao fraco mercado interno. Ainda assim, Raniero Cucchia-

um segundo semestre melhor, por causa de novos projetos. “Nós somos otimistas. Existem muitos projetos e vários estão em andamento. Não se desenvolve um novo veículo sem a intenção de colocá-lo no mercado. Não existe crise sem fim. Elas são cíclicas e somos experts em sair de crises. A inflação atual, que se aproxima de dois dígitos no ano, no passado já foi de dois dígitos ao mês”, analisa. DESAFIOS Com o atual cenário, o setor de fundição teme perder competitividade. Isso

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AUTOPEÇAS|FORJADOS

PELA METADE RESPONSÁVEL PELO CONSUMO DE 80% DA PRODUÇÃO DE AÇOS FORJADOS, INDÚSTRIA AUTOMOTIVA EMPURRA SETOR LADEIRA ABAIXO ALEXANDRE AKASHI

DIVULGAÇÃO / VILLARES METALS

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decepcionante resultado de produção e vendas de veículos automotores no Brasil tem afetado diretamente setores como o de metais forjados, mais precisamente os produtos de aço, que segundo o Sindiforja, Sindicato Nacional da Indústria de Forjaria, acumulam queda de consumo de aproximadamente 50% nos últimos 12 meses. Segundo Harry Kahn, presidente da entidade, o consumo atual das forjarias associadas é de aproximadamente 250 mil toneladas por ano de aço. “Nosso volume em épocas normais chega a 500 mil toneladas”, afirma. A indústria automotiva responde por 80% do volume. Os outros 20% incluem tratores agrícolas e industriais, ferramentas manuais, ferragens elétricas, indústria naval e motos, entre outros itens. O presidente do Sindiforja espera um segundo semestre de recuperação. “Nossa expectativa é ter um pequeno crescimento sobre os primeiros seis meses do ano”, diz, lembrando os baixos resultados do setor automotivo anunciados pela Anfavea. “A indústria de caminhões e ônibus caiu aproximadamente 40%, automóveis e caminhões leves recuaram 21% e os tratores tiveram queda de 20%. Colheitadeiras caíram mais e temos ainda os tratores industriais com redução importante pela inexistência de obras de infra-

estrutura”, explica. A atuação em nichos de mercado com características bastante variadas tem sido a salvação da Villares Metals, que também está presente no segmento automotivo com negócios globais. A empresa fornece matérias-primas para a produção de componentes como válvulas de motor, bicos injetores e eletrodos de velas, e investe constantemente no desenvolvimento de novas ligas como o VAT36, capaz de atender requisitos mais exigentes de motores cada vez mais compactos e eficientes. Além dos componentes, a Villares Metals produz uma linha de aços para ferramentas industriais, para a fabricação de matrizes e moldes para estampagem de chapas, forjamento de peças, fundição de li-

gas não ferrosas e processamento de plásticos. “Sentimos a redução nos volumes para as forjarias e na linha de moldes para plástico. O lançamento de modelos movimenta as ferramentarias independentemente do volume de produção de peças. Não estamos imunes e buscamos alternativas para reduzir os impactos da crise por meio do desenvolvimento contínuo de novos produtos e tecnologias” diz Paulo Haddad, da engenharia de aplicação. Haddad comenta que o ano de 2015 tem sido um desafio – as dificuldades não começaram agora e está difícil fazer previsões. “Há uma crise de confiança. É muito difícil fazer previsões de forma responsável. Otimismo pode ser ingenuidade e aumentar nossa exposição. O pessimismo costuma ser contagiante. Estamos mantendo os planos, buscando resultados necessários para a sustentabilidade do negócio”, afirma. Grande consumidor de energia elétrica, o setor de metais forjados tem como desafio, segundo Kahn, ultrapassar a fase crítica do mercado e aproveitar a desvalorização do real para competir melhor com produtos importados. “Buscamos constantemente reduzir desperdícios, melhorando nossa produtividade e a oferta ao mercado com maior nível de inovação e produtos de maior valor agregado”, explica Haddad, da Villares Metals. n

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AUTOPEÇAS|ESTAMPADOS

CRISE É OPORTUNIDADE PARA REVER EFICIÊNCIA PRODUTIVA EMPRESAS MANTÊM PLANOS PARA ATENDER FUTURAS DEMANDAS SUELI REIS

pre foi o engajamento ainda nos estágios iniciais de desenvolvimento de novas plataformas, para maximizar a possibilidade de aplicação das soluções tecnológicas, tanto para produto quanto para processo”, argumenta. A empresa mantém firme o trabalho de seu centro de desenvolvimento, baseado em São Paulo e responsável pela região do Mercosul, para atender a demanda das montadoras com novas soluções a ser aplicadas nas futuras carrocerias. “Projetos que devem atender o difícil trinômio: redução de massa, para melhoria do consumo, mais a melhoria da resistência estrutural e um custo competitivo. Continuamente investimos em novas tecnologias para o mercado e isso não mudou”, ressalta Paegle. Tais investimentos, segundo ele, servem ainda para reduzir a defasagem técnica entre as plataformas produzidas no Brasil e Argentina e as do restante do mundo, tornando o produto nacional passível de exportação quando o mercado solicitar.

OPORTUNIDADE NA CRISE Para o diretor de vendas da Tower Automotive, Marcelo Almeida, que também atua na área de estruturas de carrocerias e chassis, apesar de 2015 estar dado como um ano de encolhimento no mercado automotivo, o que traz muita dificuldade para tomadas de decisões futuras com relação a investimentos, o desafio é encarado como uma oportunidade para buscar uma indústria mais eficiente e produtiva. “Temos investido em processos mais produtivos e competitivos e estamos em constante avaliação da capacidade de nossos processos com relação à evolução dos materiais”, conta. Já sobre tornar o produto nacional apto para brigar na selva do mercado internacional, uma vez que as exigências locais estão se nivelando com as de fora, a partir das plataformas globais, Almeida alerta para a necessidade de planos de ação mais abrangentes e que não dependam só da questão cambial. “Será preciso uma estruturação da cadeia produtiva da indústria como um todo, incluindo vários setores, leis e pesados investimentos em infraestrutura no País. Uma única ou poucas empresas eficientes não fazem o mercado brasileiro mais competitivo.” n DIVULGAÇÃO / GESTAMP

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egmentos mais sensíveis às oscilações do mercado se viram como podem para driblar as dificuldades impostas por um cenário de retração, como se vê desde o início deste ano e consolidado com o fim do primeiro semestre. Encontrar o ponto de equilíbrio tem sido o principal desafio das empresas do setor de autopeças, que, assim como as montadoras, também se encontram em processo de adaptação dos volumes de produção a partir da fraca demanda, ação considerada extremamente necessária pela maioria maciça das indústrias. Por outro lado, medidas duras como a redução das jornadas de trabalho e até de salários se mostram por ora uma alternativa para a manutenção da saúde das companhias – e da mão de obra tão disputada em tempos de atividades mais vistosas. Com tais medidas, essas empresas miram no que veem mais adiante, um novo panorama de crescimento, ainda que lento e muito gradativo, apostando na tradição de ciclos econômicos da indústria nacional. Caso da Gestamp, que atua na área de estampados e seus subconjuntos. Para Jesse Paegle, gerente de pesquisa e desenvolvimento, novos projetos ganharam uma importância ainda mais vital: “Aí está a chave para o futuro: os novos projetos. A estratégia da Gestamp sem-

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ECONOMIA E EFICIÊNCIA PARA CHEGAR MAIS LONGE.

A Votorantim Metais CBA é uma das maiores produtoras de alumínio da América Latina, com ampla participação em diversos segmentos, sendo grande parceira no fornecimento para o mercado automotivo: de caminhões e estruturas de ônibus a rodas, folhas para trocadores de calor e juntas de vedação. A qualidade, a leveza e a durabilidade do nosso alumínio garantem maior economia, desempenho e eficiência a veículos de todos os portes em todo o continente americano.

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AUTOPEÇAS|INTERIORES

FASE DE AJUSTES PARA ENCARAR O FUTURO AMBIENTE DESFAVORÁVEL PROMOVE A CRIAÇÃO DE ESTRATÉGIAS E PREPARA AS EMPRESAS PARA AS PRÓXIMAS DEMANDAS

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DIVULGAÇÃO / LEAR

juste é a palavra de ordem em tempos de ambiente econômico desfavorável como o atual. Empresas de todos os segmentos de autopeças, sem exceção, têm todos os dias a árdua tarefa de tentar resolver a equação de como manter as operações adequadas aos níveis atuais da demanda do mercado sem afetar a produtividade e qualidade, além de conferir saúde ao caixa e, principalmente, não reduzir drasticamente a mão de obra. “Estamos seguros de que temos profissionais muito capazes e que sabemos trabalhar em time. O grupo de gerenciamento da Lear na América do Sul tem adotado medidas de forma sensata e alinhadas com o senior management da Lear dos Estados Unidos de forma a atravessarmos este momento”, conta Tiago Pagotto,

DIVULGAÇÃO / LEAR

SUELI REIS

TIAGO PAGOTTO, vicepresidente de vendas da Lear para a América do Sul

vice-presidente de vendas da Lear para a América do Sul. Nesta complexa equação, não se pode ignorar o fato de que o próximo ciclo será o de retomada, uma vez que a indústria teve queda expressiva. Com isso, as empresas estão atentas às necessidades das montadoras, promovendo importantes reformas e investimentos a fim de modernizar sua estrutura e atender as novas demandas que virão, não só em termos de volume, mas de novos produtos. “Um exemplo disso é a recente inauguração da nossa planta em Goiana (Pernambuco), na qual investimos em equipamentos de última tecnologia para a produção de espumas e corte e cos-

tura das capas para montagem dos bancos em sistema just in time”, lembra Pagotto. A operação foi instalada no parque de fornecedores do complexo industrial da FCA, Fiat Chrysler Automobiles, para dar suporte ao início da produção do Jeep Renegade em fevereiro deste ano. Para o executivo, a manutenção dos mais altos padrões de atendimento e qualidade é o fator primordial para que a Lear se mantenha como uma das empresas benchmarking de seus clientes. “Em julho, a Lear também foi honrada ao ser escolhida pela Mercedes-Benz para produzir os bancos para os modelos Classe C e ainda tivemos diversos projetos em andamento, os quais permitem à empresa manter-se atualizada e pronta para absorver novos negócios”, revela Pagotto. Atualmente, a Lear, focada na produção de assentos automotivos e chicotes elétricos, possui nove fábricas na América do Sul dedicadas à BMW, FCA, Ford, General Motors, PSA Peugeot Citroën e Volkswagen. A partir de 2016, a Mercedes-Benz também integrará essa relação. Além disso, a empresa conta com outras unidades no mundo que apoiam as operações locais da divisão de chicotes elétricos, com a produção de terminais e conectores que demandam maior nível tecnológico, ainda não existente no País. n

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AUTOPEÇAS|ROLAMENTOS

MOMENTO RUIM NÃO IMPEDE AVANÇOS GUERRA PARA REDUÇÃO DE ATRITO TRAZ EVOLUÇÃO EM VEDAÇÕES, MATERIAIS E TRATAMENTO DE SUPERFÍCIES MÁRIO CURCIO

DIVULGAÇÃO / NSK BRASIL

CARLOS STORNIOLO, COO da NSK Brasil, 72 • AutomotiveBUSINESS

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Carlos Storniolo, COO da NSK Brasil, recorda que a empresa produz rolamentos de terceira geração no País e os entrega para fabricantes locais: “Em 2014 começamos a fornecer para Toyota Corolla e Etios. Estamos em entendimento com outras montadoras e novos carros da Toyota”, diz. A empresa investiu cerca de R$ 10 milhões em um sistema de tratamento dos componentes que reduz o atrito e dobra a vida útil das peças. O gerente comercial da SNR, Leonardo Araújo, destaca a necessidade de aplicação de novas tecnologias por causa da introdução de plataformas globais. “O mercado brasileiro se alinha à tendência mundial de rolamentos de terceira geração por causa da redução de massa (por integrar cubo e rolamento numa só peça) e aumento da robustez”, afirma Araújo. Ele também cita a necessidade de evolução nas vedações, em que o desafio é melhorar a estanqueidade sem que isso aumente a resistência ao movimento: “Hoje aplicamos juntas do tipo low tork também em rolamentos de primeira geração”, recorda o executivo da SNR. Nesse contexto, a gerente do setor de vendas OEM automotivo da Koyo, Mariana Di Monte, afirma que o Grupo Jtekt (que detém a marca Koyo) tem desenvolvido tratamentos térmicos especiais e outras tecnologias aplicadas aos rolamentos, obtendo

avanços importantes como a redução do atrito entre os componentes e a melhora na qualidade superficial das pistas: “Esses desenvolvimentos melhoram o desempenho e aumentam a vida útil dos rolamentos.” RETRAÇÃO DE MERCADO Sobre o momento da indústria, Mariana afirma que a conquista de novos clientes pela Koyo compensa a situação atual do mercado. Araújo, da SNR, informa queda de 10% a 15% em relação ao plano traçado. O declínio é percebido também no mercado de reposição e nas exportações, neste caso pela queda do mercado argentino. “O momento crítico vai perdurar, com uma retomada possivelmente em 2017 (...). Temos no Mercosul uma retração de 1 milhão de veículos e tendência no cenário macroeconômico pouco animadora”, conclui Araújo. n DIVULGAÇÃO / JTEKT

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s empresas especializadas em rolamentos enfrentam um momento difícil como em regra ocorre com fornecedores da cadeia automotiva. No entanto, elas mantêm o foco na redução de atrito e aumento da durabilidade. “Temos alguns avanços nas vedações. As maiores evoluções ocorrem nos materiais empregados e em seus perfis”, recorda o diretor executivo de pesquisa e desenvolvimento da Schaeffler para a América do Sul, Cláudio Castro. O executivo destaca também progresso nos cálculos numéricos para reduzir o contato dos corpos rolantes e a melhoria dos lubrificantes. “O ganho mais difundido ocorre no rolamento de roda de terceira geração, que traz grande redução de atrito”, recorda Castro. O maior rigor no controle das dimensões especificadas também é uma conquista citada.

MARIANA DI MONTE, gerente do setor de vendas OEM da Koyo

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AUTOPEÇAS | EIXOS E TRANSMISSÕES

A COMPLEXA ENGRENAGEM DO MERCADO SETOR VIVENCIA QUEDA COMO TODA A CADEIA, MAS PERSPECTIVAS CONTINUAM OTIMISTAS PARA 2016 RICARDO PANESSA

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á mais de 50 anos acompanhando os passos da indústria automotiva nacional, o setor de autopeças segue as mesmas tendências do mercado: produção e vendas em queda, mas perspectivas moderadamente otimistas para o segundo trimestre de 2016, com investimentos e lançamento de produtos à vista. No segmento específico de eixos e transmissões, o cenário não é diferente. Duas das maiores empresas fornecedoras de eixos e sistemas para o drivetrain de veículos de passeio e comerciais pesados, a Meritor e a Eaton, acenam com dificuldades e perspectivas semelhantes. Para Luís Maurício Marques, gerente de vendas e marketing da Meritor do Brasil, a estimativa da empresa para este ano é de uma queda de produção de 45% para o mercado de caminhões e 20% para o segmento de ônibus. Para o executivo, trata-se de uma “readequação” de mercado. “Parte do crescimento desse setor ocorreu pelo programa Finame PSI iniciado em 2009, com juros altamente subsidiados, o que gerou uma venda acima da necessidade de mercado em torno de 20%. A redução desse subsídio, aliada à crise política e econômica atual, impactou severamente nosso mercado provocando readequação do nível de emprego e de investimentos”, explica.

A Meritor possui duas fábricas voltadas para a produção de eixos e cardãs no centro de Osasco, SP, e uma unidade em Resende, RJ, no parque de fornecedores da MAN Latin America. “Nosso maior mercado está no segmento de veículos pesados, o mais afetado na atual conjuntura. A produção de eixos tandem na configuração 6x4, por exemplo, diminuiu como resultado desse efeito, mas mesmo assim conseguimos manter participação acima de 50% no mercado brasileiro”, comemora Marques. Como a maioria da produção nacional de eixos e transmissões atende o mercado local, com algumas exceções, a queda de produção de veículos atingiu naturalmente a fabricação desses componentes. Na Eaton, uma das gigantes do setor, a produção de transmissões caiu 14% no primeiro semestre de 2015 com relação ao mesmo período de 2014, considerando todos os segmentos de mercado para os quais a empresa fornece, ante uma queda da produção de veículos de mais de 18%. Ainda assim, a empresa considera o mercado brasileiro promissor. Segundo Ricardo Dantas, diretor de vendas e marketing do grupo veículos da Eaton na América do Sul, a empresa vai continuar investindo em

novas tecnologias, produtos e processos de produção. “Além da otimização dos componentes já em aplicação, como as transmissões automatizadas, que deverão se tornar cada vez melhores e mais eficientes, a Eaton tem como meta no curto prazo ampliar a oferta de produtos no mercado de reposição, como transmissões e embreagens remanufaturadas”, explica. O mercado independente de reposição de autopeças movimenta cerca de 90% da frota de veículos automotores e mais de R$ 90 bilhões por ano. São mais de 35 mil varejistas, 120 mil oficinas e 935 mil empregos diretos, responsáveis pela produção e comercialização de mais de 200 mil itens para 400 modelos de veículos. Ainda assim, segundo o Sindipeças, entidade que reúne fabricantes do setor, as maiores perdas no primeiro semestre deste ano foram nas vendas para as montadoras do mercado nacional, que chegaram a recuar 24%. n

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AUTOPEÇAS|TURBOCOMPRESSORES

TURBOS VIVEM NOVA ERA NO PAÍS

TURBO BorgWarner do VW Up!

ITENS LOCAIS PASSAM A EQUIPAR CARROS DE PASSEIO BICOMBUSTÍVEIS MÁRIO CURCIO

A Master Power vive a expectativa de fornecimento a montadoras de automóveis: “Neste momento estamos em processo de troca de informações e negociações”, afirma o diretor comercial da empresa, Ricardo Borghetti. SOLUÇÕES À CRISE Grande parte da receita dos fabricantes de turbos no Brasil provém das encomendas de montadoras de veículos comerciais, as mais afetadas pela crise. Dessa forma, a Honeywell apostou no aftermarket para enfrentar o FOTOS: BORGWARNER/DIVULGAÇÃO

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s fabricantes de turbocompressores entram em um novo momento na indústria local, fornecendo itens para carros de passeio bicombustíveis. A BorgWarner já produz em Itatiba (SP) o turbo da série B01, que equipa o novo VW Up! TSI e pode ser utilizado em outros motores entre 0,8 e 1,6 litro. “Estamos negociando com três montadoras além da Volkswagen”, afirma o diretor de engenharia da BorgWarner, Lauro Takabatake. A nova linha tem capacidade para produzir 500 mil turbinas por ano. “A B01 foi desenvolvida para ser montada diretamente no bloco do motor, permitindo sua instalação em motores menores”, diz Takabatake. A Honeywell, fabricante dos turbos Garrett, se aproxima dessa nova era: “O lançamento de um carro 1.0 flex com uma de nossas turbinas ocorre no começo de 2016. A nova linha de turbos para carros de passeio terá grande concentração em motores até 1,4 litro”, afirma o diretor-geral da Honeywell, Christian Streck. O executivo recorda que a utilização dos turbos será realmente expressiva entre 2018 e 2019 por causa da segunda fase do programa Inovar Auto.

LAURO TAKABATAKE, diretor de engenharia da BorgWarner

momento ruim. “Investimos em uma nova linha de turbos remanufaturados, a Garrett Reman. Reformamos um galpão no primeiro semestre e já estamos abastecendo nossos distribuidores”, diz Streck. As turbinas têm garantia de um ano. Takabatake, da BorgWarner, comemora o crescimento das exportações: “Tivemos alta de cerca de 15% no primeiro semestre”, diz. A Master Power também apostou nas vendas ao mercado externo: “Desenvolvemos distribuidores em seis novos mercados neste ano e estreitamos a relação com os já existentes”, diz Borghetti. A Master Power também ampliou negócios no pós-venda: “No primeiro semestre deste ano conseguimos crescer 7,3% sobre o mesmo período do ano passado. No início de 2015, em razão do cenário negativo na economia, optamos por protelar o reajuste de preços e o diluímos durante o ano, enxugamos despesas e investimos em ações comerciais, conseguindo resultados satisfatórios. A BorgWarner informa alta de 10% no segmento de reposição, enquanto a Honeywell alega desempenho semelhante ao da primeira metade de 2014. n

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Revista Automotive Business | edição 34  

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