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MORADIA ESTUDANTIL EM CONTAINER

Fernanda Aguiar Innocencio


CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC

FERNANDA AGUIAR INNOCENCIO

MORADIA ESTUDANTIL EM CONTAINER

SÃO PAULO 2018


AGRADECIMENTOS

Agradeço a todos que de alguma forma colaboraram para a minha formação, mas principalmente aos meus pais, que me incentivaram desde o inicio a fazer o que eu gosto e me deram a oportunidade de concluir essa etapa da minha vida. A minha mãe Sônia por toda preocupação e compreensão com as dificuldades percorridas ao longo do curso. Ao meu pai Claudio que sempre me ensinou a ter força de vontade e compartilhou toda sua sabedoria e conhecimento. À minhas irmãs Renata e Natalia que estão sempre ao meu lado, e a toda a minha família. À Profª. Draª Valéria Fialho e ao meu orientador Prof. Gabriel Pedrosa, por toda a ajuda, atenção, disponibilidade e compreensão. Agradeço aos profissionais do curso que contribuíram para a minha formação. Aos meus amigos que cultivei ao longo desses anos, mas em especial a Mariana Lira, Leticia Pestana, Gabriela Lira, Murilo Urbaneto, Roberto Nepomuceno, Caroline Yuki, Giovanna Farias e Vanessa Ramos, por toda ajuda, conselhos, troca de conhecimento e experiencias compartilhadas durante esses 5 anos. Um agradecimento em especial ao meu companheiro Paulo, pela compreensão, suporte e amor ao longo desse trajeto. E por fim, e principalmente a Deus, por me permitir fazer o que eu gosto e conseguir concluir essa etapa da minha vida.


RESUMO

Esse trabalho consiste na viabilização do projeto de moradia estudantil, atendendo os estudantes da Unifesp campus Osasco, tendo o container como elemento construtivo de destaque e tomando o concurso de projeto realizado em 2015 como base para a proposta. Busca-se propor um projeto que se adeque facilmente às diversas tipologias pedidas, tendo como premissa a acessibilidade, podendo atender aos diferentes estudantes que habitarão estas moradias. Para sua realização, foram estudadas as características do container e suas possibilidades de utilização na arquitetura. Palavras-chave: container; moradia estudantil; modulação.

ABSTRACT

This work consists in the feasibility of the student housing project, attending the students of Unifesp Osasco campus, having the container as a prominent constructive element and taking the project contest held in 2015 as the basis for the proposal. It is proposed to propose a project that is easily adapted to the different typologies requested, based on the accessibility, being able to attend the different students who will inhabit these houses. For its accomplishment, the characteristics of the container and its possibilities of use in the architecture were studied. Keywords: container; student house; modulation.


LISTA DE FIGURAS

Fig. 1 - Container Dry Standard

Fig. 8 – Aberturas internas container

Disponível em: http://www.bestwaymidway.com/container_specs.html

Disponível em: https://www.treehugger.com/modulardesign/montainer-makes-shipping-container-architecture-easy.html

Fig. 2 - Container High Club

Fig. 9 – Tratamento da superfície do Container

Disponível em: http://www.logic-transportes.com.br/containers

Disponível em: www.minhacasacontainer.com/pintura-de-containerdicas-e-cuidados-para-se-ter-uma-protecao-anticorrosiva-e-eficiente

Fig. 3 - Container Refeer Fig. 10 – Pintura do Container Disponível em: https//cargostore.com/blog/what-are-reefercontainers/

Disponível em: www.minhacasacontainer.com/pintura-de-containerdicas-e-cuidados-para-se-ter-uma-protecao-anticorrosiva-e-eficiente

Fig. 4 - Wahaca Mexican Restaurant Fig. 11 – Instalação elétrica/hidráulica Disponível em: https://minhacasacontainer.com/2015/07/30/wahaca-orestaurante-container-mexicano-em-londres/

Disponível em: www.mirandacontainer.com.br/acabamento-internopara-container

Fig. 5 – Galeria Container

Fig. 12,13 e 14 – Acabamentos Internos

Disponível em:http://www.rodrigokirck.com.br/ptbr/projetos/comerciais/rodrigo-kirck-arquitetura-container

Disponível em: https://www.guiacasacontainer.com/isolamentotermico-em-container

Fig. 6 – Casa Container

Fig. 15 e 16 – Container City II

Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/800283/casacontainer-granja-viana-container-box

Disponível em: Container Atlas, A practical Guide to Container Architecture. Pag. 168 - 170

Fig. 7 - Container High Club

Fig. 17,18 e 19 - Vila Estudantil Keetwonen

Disponível em: http://www.logic-transportes.com.br/containers

Disponível em: Container Atlas, A practical Guide to container architecture. Pag. 172


LISTA DE FIGURAS

Fig. 20, 21 e 22 - Concurso moradia estudantil Unifesp Osasco

Fig. 33 – Vista frente do terreno pela Alameda Parque

Disponível em: www.archdaily.com.br/primeiro-lugar-no-concursopara-moradia-estudantil-da-unifesp-osasco-herenu-plus-ferroniarquitetos

Imagem/fotografia feita pela autora

Fig. 23, 24 e 25 - Cité A Docks Student Housing

Imagens/fotografias feitas pela autora

Disponível em: http://aspastilhascoloridas.blogspot.com/2010/10/cite-docksstudent-housing-moradia.html

Fig. 36 – Cruzamento entre Alameda Parque e Rua General Newton

Fig. 26, 27 e 28 – Comunidade Residencial, Joanesburgo

Fig. 37 – Vista frente do terreno pela Alameda Parque

Disponível em: https://www.designboom.com/architecture/lot-ekdrivelines-studios-shipping-containers-johannesburg-

Imagem/fotografia feita pela autora

Fig. 34 e 35 – Lateral terreno – Rua General Newton Estilac Leal

Imagem/fotografia feita pela autora

Fig. 38 – Acesso pela Rua General Newton Estilac Leal Fig. 29 – Uso e Ocupação do Solo Imagem/fotografia feita pela autora Disponível em: Google Maps, adaptado pela autora

Fig. 39 e 40 – Desenhos de estudo de modulação Fig. 30 – Fluxos e Acessos Desenhos/croquis feito pela autora Disponível em: Google Maps, adaptado pela autora Fig. 41 – Dormitório Individual Fig. 31 – Acesso Alameda Parque Desenho feito pela autora Imagem/fotografia feita pela autora Fig. 32 – Acesso pela Rua General Newton Estilac Leal Imagem/fotografia feita pela autora


SUMÁRIO

1. Introdução ____________________________________________________10 2. Container: uma nova prática construtiva_____________________________12 2.1 Montagem e dimensionamento_______________________________13 a 14 2.2 O container na arquitetura_______________________________________15 2.3 Aberturas ____________________________________________________16 3. Habitação em Container__________________________________________17 3.1 Tratamento do container para reuso_______________________________ 18 3.2 Conforto ambiental_____________________________________________19 4. Estudo de caso_________________________________________________20 4.1 Container City I e II ____________________________________________ 21 4.2 Vila Estudantil Keetwonen_______________________________________22 4.3 Primeiro lugar no concurso Moradia Estudantil Unifesp Osasco__________23 4.4 Cité A Docks Student Housing____________________________________24 4.5 Comunidade Residencial________________________________________25

5. Projeto_______________________________________________________26 5.1 Localização___________________________________________________27 5.2 Uso e Ocupação do Solo e Gabarito________________________________27 5.3 Fluxo e Acessos _______________________________________________27 5.4 Levantamento Fotográfico___________________________________28 a 29 5.5 Concurso Moradia Estudantil Unifesp Osasco________________________30 5.6 Programa de Necessidades______________________________________30 5.7 Projeto Moradia Estudantil em Container_______________________31 a 73 6. Considerações finais_____________________________________________75 7. Bibliografia____________________________________________________77


1. INTRODUÇÃO


1. Introdução

O projeto teve como objetivo inicial pensar a inclusão de novas práticas e de novos métodos construtivos na arquitetura residencial. Para isso, buscou mostrar como uma nova tipologia flexível e modular pode ser aplicada em vários tipos de projetos, desenvolvendo a proposta de uma moradia estudantil a partir do uso de contêineres. Discute-se quais os tipos de contêineres podem ser utilizados para habitação, e como devem ser tratados e revestidos para este uso, garantindo uma construção mais rápida e limpa. Aponta-se também aspectos relativos ao conforto ambiental, uma etapa importante para iniciar-se um projeto. A proposta de moradia estudantil surgiu tendo em vista a facilidade que o container tem em ser empilhado e por seu caráter modular, facilitando aberturas e vazios com contêineres em balanço, além de sua imagem de inovação e sustentabilidade. O trabalho foi organizado por pesquisas de dados e referências que são fundamentais para a compreensão do uso do container na arquitetura, para, por fim, apresentar o projeto de moradia estudantil em container, com base no concurso de projetos realizado em 2015 para a moradia estudantil do campus de Osasco da Unifesp.

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2. CONTAINER: UMA NOVA PRÁTICA CONSTRUTIVA


2. Container: uma nova prática construtiva

2.1 Montagem e Dimensionamento Um container de transporte é feito de aço Corten 75% mais resistente às ações climáticas que o aço convencional. um tipo de aço resistente à corrosão e a variadas ações climáticas, podendo ser mantido a céu aberto, sem comprometer a sua estrutura. Possui portas, escotilhas e aberturas. O container não só suporta as condições climáticas, mas também possibilita o empilhamento de 9 recipientes totalmente carregados. Os containers de transporte são absolutamente reutilizáveis. Existem vários tipos de Container, porém apenas três são indicados e utilizados na Arquitetura:

Fig. 1: Container Dry Standard

Container Dry Standard Esse container é destinado a cargas gerais, usado para importação de carros e considerado o mais usado para arquitetura e construção. Os produtos que geralmente são transportados nele são alimentos, roupas, móveis , usado também como almoxarifado e depósito e com algumas modificações (aberturas e escotilhas menores) ele pode armazenar carga a granel e produtos químicos, esse container é chamado modificado é do tipo dry mas chamado de Container Bulk .

40' Refeer

20' Dry Dimensões

Largura

Comprimento

Altura

Largura

Comprimento

Externa

2,438 m

6,06 m

2,59 m

2,438 m

12,192 m

Interna

2,352 m

5,9 m

2,39 m

2,352 m

12,03 m

Fonte: Container Atlas, A practical Guide to Container Architecture. Pag. 23 www.grupoirs.com.br/containers/tipos-de-container

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2. Container: uma nova prática construtiva

Container High Club

Container Refeer (Refrigerado)

O container High Cube é muito parecido com o container Dry, pela estrutura e largura, a única diferença é que esse container é 30cm mais alto, conseguindo comportar mais carga. É muito utilizado com mercadorias refrigeradas e também na habitação, pois por ele ser mais alto, possibilita maior pé.

Um container Reefer é também parecido ao container dry (standard ou high cube), com relação às medidas. O que o diferencia é que ele possui 10 cm de isolamento térmico, feito com poliuretano de alta densidade. Suas portas e painéis são reforçados com aço inoxidável. Este container fornece refrigeração para manter a temperatura da carga do container entre -25º e +25ºC, de acordo com o produto transportado.

Fig. 2: Container High Club

20' HC Dimensões Largura Comprimento Externa 2,438 m 12,192 m Interna 2,352m 12,03 m

Fig. 3: Container Refeer

Altura 2,89 m 5,69 m

20' Refeer Dimensões Largura Comprimento Externa 2,438 m 6,06 m Interna 2,285 m 5,45 m

Altura 2,59 m 2,26 m

40' Refeer Largura 2,438 m 2,285 m

Comprimento 12,192 m 11,57 m

Fonte: Container Atlas, A practical Guide to Container Architecture. Pag. 23 www.grupoirs.com.br/containers/tipos-de-container

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2. Container: uma nova prática construtiva

2.2 O Container na Arquitetura Não é de hoje que o container é utilizado na construção e na arquitetura. Seus primeiros usos estavam relacionados a alojamentos temporários, lugares para armazenar materiais, abrigos de emergência e alguns escritórios. Os primeiros a utilizarem o container como estruturas permanentes foram os agricultores na América do Norte, especialmente por conta do seu baixo custo. Hoje, arquitetos, construtores e proprietários de imóveis veem como o container é vantajoso por permitir uma construção modular, pré-fabricada, rápida, limpa e mais barata. Contêineres marítimos em desuso aproveitam o material descartado e ainda geram economia de recursos naturais e de materiais industrializados que seriam necessários para a estrutura de uma casa convencional, como areia, tijolo, cimento, etc, deixando a obra mais limpa, com menos entulho e menos materiais. Além disso, o container apresenta vantagens significativas ao invés da construção de alvenaria, como: durabilidade, resistindo a diversas ações climáticas e suportando grandes cargas; flexibilidade, podendo ser montada e desmontada em outros terrenos; característica modular, permitindo varias configurações e facilitando também a construção; flexibilidade nas passagens de canos hidráulicos e elétricos; reduz 40% do tempo de execução; redução de materiais e mão de obra; estrutura leve que reduz 30¨% de custo das fundações; obra com ambiente mais limpo, como já dito; reaproveitamento de estruturas e etc.

Hoje em dia, podemos ver várias construções feitas em container, como bares, restaurantes, residências, galerias, centros culturais entre outros, o que já é muito comum na Europa, principalmente na Holanda e Inglaterra. "Já se tornou uma prática consolidada que atende a uma grande diversidade de usos. No Brasil, o conceito ganhou força por meio da apresentação de protótipos em eventos de arquitetura e decoração”, afirma Túlio Tibúrcio, professor adjunto do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Viçosa.

Fig.4: Wahaca Mexican Restaurant, em Londres

Fig.5: Galeria Container, Santa Catarina

Fig.6:Casa Container , Cotia, São Paulo Fonte: www.metalica.com.br/container-city-um-novo-conceito-em-arquitetura-sustentavel https://www.archdaily.com.br/br/800283/casa-container-granja-viana-container-box https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/container-e-estrutura-sustentavel-e-economica-para-construcao-civil

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2. Container: uma nova prática construtiva

2.3 Aberturas Quanto mais aberturas, menos resistente se torna a estrutura do container, e com isso torna-se necessário instalar reforços para reestruturá-lo. Outra questão importante é que o container, originalmente, é sustentado apenas com 4 pontos de apoio no chão. Se sua estrutura for muito alterada pela quantidade de aberturas (cortes), é preciso aumentar os pontos de apoio, fazendo com que aumente também a fundação.

Aberturas internas entre dois containers

As Longarinas superiores e inferiores e os Postes fazem parte da estrutura principal do container e são as áreas que não se pode cortar ou alterar. Cortes no piso, geralmente feitos para escadas, devem ser moderados, para não enfraquecer a estrutura principal.

Longarina superior e inferior Postes

Fig.8 : aberturas internas Fig.7: Container High Club Fonte: www.minhacasacontainer.com/cuidados-que-devemos-ter-na-hora-de-transformar-um-container

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3. HABITAÇÃO EM CONTAINER


3. Habitação em Container

3.1 Tratamento do Container para reuso Primeiramente, o container deve possuir um tratamento especial para evitar corrosão, um tratamento que recupera todo o metal com zinco, criando uma camada que deve ter no mínimo 40 microns, sendo o ideal acima de 70 microns. Após o tratamento com zinco, o próximo passo é a lavagem do container, um processo onde são removidos todos os materiais da superfície que são prejudiciais para a pintura, como óleos, graxas, poeiras etc. Essa lavagem é feita com detergente biodegradável, mas, em alguns casos são usados produtos químicos. Por isso é muito importante que a lavagem seja feita em uma área apropriada, para não gerar nenhum dano ao meio ambiente.

Fig.9: tratamento da superfície do container

Após a lavagem, o próximo passo é a remoção da corrosão da chapa. Esta remoção é essencial para a pintura funcionar. Depois da remoção de corrosão, precisa-se criar uma superfície sobre a chapa do container para uma boa adesão da pintura. Em seguida, é preciso limpar novamente o container, eliminando toda poeira que fica na chapa e nos cantos, utilizando ar comprimido. Essa segunda limpeza ajuda ao aço não corroer tão rapidamente sem precisar refazer todo o tratamento e pintura novamente.

Fig.10: pintura do container

Sistema elétrico e hidráulico O sistema hidráulico e elétrico é igual ao de uma obra comum: embutido nas paredes.

Acabada a ultima lavagem do container, aplica-se a tinta, sendo necessário utilizar tinta de maior durabilidade, anticorrosiva e de alto desempenho que possui flexibilidade, aderência e impermeabilidade.

Fig.11: Instalação elétrica/hidráulica Fonte: www.minhacasacontainer.com/pintura-de-container-dicas-e-cuidados-para-se-ter-uma-protecao-anticorrosiva-eeficiente

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3. Habitação em Container 3.2 Conforto Ambiental O estudo do conforto ambiental é essencial para um projeto de arquitetura ser realizado. “Conhecer as condições ambientais e visitar o local do projeto são fundamentais para ter uma noção correta de todas as particularidades como percepção dos ventos, percurso do sol, ruídos acústicos e vegetação, por exemplo. Conhecer as condições ambientais e visitar o local do projeto são fundamentais para se ter uma noção correta de todas as particularidades como percepção dos ventos, percurso do sol, ruídos acústicos e vegetação, por exemplo. Posteriormente, com as simulações feitas em softwares a partir dos dados obtidos no local, temos como ter uma visão bem próxima da realidade e, assim podemos fazer os ajustes necessários antes que a obra seja executada”. Virgínia Araújo, professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFRN

Devem-se considerar os aspectos climáticos do local, a luz natural e a eficiência energética como medidas principais de projeto. O container precisa de manutenção, mesmo sendo resistente às ações climáticas. Além disso, o isolamento térmico é essencial para tornar seu interior habitável.

Revestimentos termo acústicos Os revestimentos mais utilizados, inseridos no interior das paredes e tendo como finalidade reduzir a entrada de ruído externo para o ambiente interno e amenizar sua temperatura, são: Lã de pet (feita a partir de matéria prima reciclada, substituindo a lã de vidro e a lã de rocha, o que contribui para construções ecológicas); Lã de Vidro (é um material isolante feito de fibra de vidro produzido em rolos, tubos ou em placas, com diferentes propriedades térmicas, acústicas e mecânicas); Isopor e Lã de rocha (fabricada a partir de rochas basálticas especiais e outros minerais, capaz de suportar o frio e o calor). Além disso, existem pinturas que diminuem a absorção de calor, ajudando no melhor desempenho térmico do container.

Acabamento Interno

Figs.12,13,14: acabamentos internos

Fonte: www.mirandacontainer.com.br/acabamento-interno-para-container www.mirandacontainer.com.br/revestimento-termo-acustico-container Fala Virginia Araújo, disponível em : www.forumdaconstrucao.com.br

Os revestimentos internos têm uma função decorativa, pois eles escondem os isolantes termo acústicos e dão um acabamento final às paredes e teto do container. Eles também podem ajudar a diminuir o barulho e a controlar a temperatura. Existem muitos produtos que podem ser utilizados como acabamento, mas os mais utilizados são: Drywall; OSB; PVC; e Compensado Naval . O mais vantajoso para esse projeto é o Drywall, porque além de ser também um bom isolante termo acústico, o drywall possui uma espessura muito fina, aumentando os espaços internos, também aguenta qualquer acabamento, como azulejos, mármores, tintas etc.

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4. ESTUDO DE CASO


4. Estudo de caso

4.1 Container City I e II Londres, Inglaterra Container City I e II são dois projetos executados por Urban Space Management Ltd, que utilizam containers ligados em conjunto, proporcionando alta resistência a partir de módulos de aço préfabricados e com uma grande variedade de formas de construção. Como toda construção que utiliza esse material, o tempo de execução é reduzido em até metade daquele necessário em técnicas tradicionais, além de minimizar os barulhos no local e ser significativamente mais sustentável. Container City I e II ficam localizados no Trinity Buoy Wharf, no centro das Docklands, em Londres. Concluído em 5 meses, no ano de 2001, a Container City I era, originalmente, um edifício de 3 andares com 12 estúdios de trabalho e 445 m² no total.

Com o interesse gerado após seu término, um quarto andar foi acrescentado em 2003, com mais três apartamentos . Cerca de 80% dos edifícios foi criado a partir do container, em um sistema modular totalmente flexível, com qualidade e elegância, mas acessível, com alojamentos para vários usos. O projeto Container City I e II é bem elaborado no uso da modulação. É muito interessante a forma como os contêineres se resolvem e se encaixam em várias posições (em crescimento vertical e horizontal), resolvendo também aberturas para varandas, feitas apenas com as portas do container abertas, ou criando coberturas para áreas externas utilizando o próprio container. A circulação vertical é resolvida também com o uso do container, ligando-se aos blocos com passarelas também feitas de aço. As cores utilizadas nas fachadas, parecendo Legos, remete à lógica modular do conjunto. A possibilidade de ampliar ambientes apenas cortando paredes e pisos para aumentar a área das unidades cria espaços adaptáveis, conforme a necessidade. A aparência original do container foi preservada, lembrando a origem do lugar onde o projeto está localizado, uma região portuária.

Fig.15: Container City II

Fig.16: Container City I

Fonte: Container Atlas, A practical Guide to Container Architecture. Pag. 168 - 170

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4. Estudo de caso

4.2 Vila Estudantil Keetwonen Amsterdã, Holanda A Vila Keetwonen é considerada um dos maiores complexos para moradia estudantil do mundo construído com contêineres. Executado pela empresa Tempohousing, está localizado em Amsterdã, na Holanda. A obra iniciou no final de 2005 e na metade de 2006 estava concluída. As unidades são muito populares entre os estudantes, que disputam para conseguir uma vaga. Cada apartamento modular possui banheiro, cozinha, sala-quarto e varanda, além de haver nos edifícios diversos ambientes sociais também construídos com os contêineres. Entre os serviços incluídos estão: estacionamento seguro para bicicletas, ventilação automática, aquecimento através de caldeira com gás natural central e água quente fornecida por um tanque de 50 litros por apartamento.

Fig.18: Vila Estudantil Keetwonen

A Vila Estudantil conta com um café, supermercado, espaço de escritórios e área de esportes. As unidades são organizadas em blocos e cada bloco contém uma unidade de serviço com eletricidade centralizada, internet e sistemas de rede. Os blocos têm uma área fechada interna para estacionamento de bicicletas. Fig.19: Vila Estudantil Keetwonen

O que é mais interessante nesse projeto é o uso do térreo para as áreas coletivas, e, por ser um conjunto grande, os usos coletivos (supermercado, café, escritórios, etc) precisam atender a várias necessidades de todos seus moradores, sem que eles precisem sair da vila para trabalhar ou até mesmo para fazer compras. Outro ponto de destaque é o fato de cada apartamento ter seu próprio banheiro e cozinha, deixando o uso mais privativo. Fig.17: Vila Estudantil Keetwonen Fonte: Container Atlas, A practical Guide to container architecture. Pag. 172

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4. Estudo de caso 4.3 Primeiro lugar do concurso Moradia Estudantil Unifesp Osasco Desenvolvido pelo escritório paulistano Hereñú + Ferroni Arquitetos, este projeto participou do Concurso Nacional para Moradia Estudantil da Unifesp em Osasco em 2015, conquistando o primeiro lugar. O que é mais interessante nesse projeto, desenvolvido para o mesmo terreno em que estou trabalhando, é a disposição dos blocos habitacionais, formando uma praça interna para uso privado, além da resolução da topografia acentuada, com a criação de múltiplos níveis para acessar os térreos, gerando um sistema de áreas livres públicas. Destaco, também, a localização do uso coletivo geral nos térreos dos blocos, configurando o perímetro de contato entre o espaço público e o privado.

Fig.20,21,22: concurso moradia estudantil Unifesp Osasco Fonte: www.archdaily.com.br/primeiro-lugar-no-concurso-para-moradia-estudantil-da-unifesp-osasco-herenu-plusferroni-arquitetos

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4. Estudo de caso 4.4 Cité A Docks Student Housing Le Havre, França O "Cité A Docks Student Housing“ é um projeto de moradia estudantil feito pelo escritório Cattani Architects, e fica localizado em Le Havre, na França. São 100 apartamentos de 25 m², feitos com containers marítimos estruturados por peças metálicas, que formam espaços para circulação e varandas para os usuários nos quatro pavimentos do complexo. O projeto foi construído em um terreno cedido pela Câmara Municipal e financiado pelo Estado, para ser uma moradia estudantil com aluguéis reduzidos. Cada apartamento possui 24m² e inclui banheiro e cozinha. O que eu tomo como referência neste projeto é a maneira como os contêineres foram distribuídos, criando espaços vazios e áreas comuns entre os apartamentos. Além disso, destaco as paredes equipadas em ambas as extremidades com vidro, permitindo a iluminação natural dos dormitórios e a integração dos espaços coletivos entre os dormitórios, o que cria áreas de convivência para os estudantes.

Fig.23: Cité A Docks Student Housing

Fig.24: Cité A Docks Student Housing

Fig.25: Cité A Docks Student Housing

Fonte: http://aspastilhascoloridas.blogspot.com/2010/10/cite-docks-student-housing-moradia.html

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4. Estudo de caso 4.5 Comunidade Residencial Joanesburgo, África do Sul Desenvolvido pelo escritório LOT-EK, de Nova York, o projeto foi implantado numa área de recente renovação e transformação urbana no distrito de Maboneng, em Joanesburgo. Os dois edifícios estão ligados por um bloco central que contém as escadas, a torre do elevador e as passarelas que ligam todos os níveis de ambos. Os caminhos que dão acesso às residências abrem-se ao espaço externo e criam espaços de interação entre os moradores. Os contêineres foram empilhados e cortados no local, antes de serem combinados para formar as unidades, e seus cortes diagonais para formar as aberturas criam um interessante desenho de fachada. Fig.27: Comunidade Residencial, Joanesburgo

Fig.26: Comunidade Residencial, Joanesburgo

Fig.28: Comunidade Residencial, Joanesburgo

https://www.designboom.com/architecture/lot-ek-drivelines-studios-shipping-containers-johannesburg-

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5. PROJETO


5. Projeto 5.1 Localização Com a proposição inicial de projetar habitação estudantil, para a escolha do terreno, defini como um dos critérios principais a proximidade a faculdades públicas, que têm muitos estudantes de outras cidades e estados, com maior necessidade de alojamento. Pela disponibilidade e organização das bases, optei por desenvolver o projeto seguindo o programa e o terreno do concurso realizado pela Unifesp, Campus Osasco, para Moradia Estudantil em 2015. O terreno em questão abrange 10.051m² e fica localizado na Vila Militar, no bairro Jardim das Flores, no município de Osasco, no cruzamento da Rua General Newton Estilac Leal com a Alameda Parque, em frente ao Campus Unifesp.

5.2 Uso e Ocupação do Solo e Gabarito O terreno localiza-se em uma área próxima a regiões exclusivamente residenciais, com alguns pontos de uso misto. Possui relação direta com a Unifesp, que se encontra em frente ao terreno da Moradia Estudantil. O projeto prevê uma verticalização moderada, de no máximo 5 pavimentos, para não ficar tão desigual ao gabarito encontrado na região, predominantemente baixo.

Fig 29: Uso e Ocupação do Solo

5.3 Fluxos e Acessos O local possui 2 acessos, um deles pela Avenida Parque (entre o terreno da Moradia Estudantil e a Unifesp), com fluxo moderado de veículos e pedestres e ciclovia. O outro acesso é pela Rua General Newton Estilac Leal, de fluxo intenso. Ambos contêm pontos de ônibus em frente ao terreno, facilitando o deslocamento dos moradores.

Acessos Fluxo moderado Fluxo intenso Fig 30: fluxos e acessos

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5. Projeto 5.4 Levantamento Fotogrรกfico

2

1

3

7 6

8 4 5

Fonte: Google Maps, adaptado pela autora

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5. Projeto

5.4 Levantamento Fotogrรกfico

1 Fig.31: Acesso Alameda Parque

2 Fig.32: Acesso pela Rua General

5 Fig.35: Lateral Terreno - Rua

6 Fig.36: Cruzamento entre Alameda

General Newton Estilac Leal

Newton Estilac Leal

Parque e Rua General Newton Estilac Leal

3 Fig.33: Vista frente do terreno pela Alameda Parque

7 Fig.37: Vista frente do terreno pela Alameda Parque

4 Fig.34: Lateral Terreno - Rua General Newton Estilac Leal

8 Fig.38: Acesso pela Rua General Newton Estilac Leal

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5. Projeto

5.5 Concurso Moradia Estudantil Unifesp Osasco Promovido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o Departamento de São Paulo do IAB e com o CAU/SP, o concurso nacional de projetos para moradias estudantis buscava as melhores propostas de habitação universitária para os campi da Unifesp na cidade de Osasco. Segundo a organização do concurso, “projetar a moradia de uma universidade pública em crescimento ultrapassa o desafio de projetar um espaço residencial. A moradia é um lugar que constrói identidades, novas redes de sociabilidade e pode ser entendida como um espaço de fortalecimento da autonomia estudantil.”

5.6 Programa de Necessidades De acordo com o programa a ser seguido, o projeto contará com áreas coletivas gerais associadas ao térreo das moradias e também de uso privado dos moradores do conjunto. Essas áreas são preenchidas com Hall de entrada, Espaço Multiuso, Biblioteca, Sala de Jogos, Cozinha central, Lavanderia compartilhada, Academia e Auditório. Serão previstas áreas de uso coletivo intermediário, espalhadas entre os pavimentos e dormitórios, espaços de estar para os respectivos moradores de cada pavimento (área de estar, lazer, espaço de convivência etc.). O projeto das unidades de dormitório feitas em container contará com formas variadas. A cada pavimento os dormitórios serão de tipologias diferentes (dormitórios individuais, compartilhados e acessíveis). Cada dormitório sendo compartilhado ou não, contém cama, armário, área de estudo, cozinha e banheiro.

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Fonte: http://iabsp.hospedagemdesites.ws/concursounifesp Fonte: http://iabsp.hospedagemdesites.ws/concursounifesp/index.php/campus-osasco


5. Projeto 5.7 Projeto Moradia Estudantil em Container O projeto de moradia estudantil busca atender a grande parte dos futuros estudantes do Campus Osasco da Unifesp. Interferindo minimamente no terreno, a proposta anterior era a implantação de 5 blocos de habitação, possuindo um único térreo que não seria construído por contêineres, e onde ficariam todas as áreas de uso coletivo geral. Com o decorrer do trabalho, vi que não seria necessário 5 blocos para atender ao número de habitações necessárias para o projeto. Verifiquei, também, que a idéia de um térreo unificado numa cota única era inadequada à topografia muito acidentada do terreno. Fig 39: desenho de estudo de modulação

Com isso, implementei 3 blocos com 4 pavimentos de dormitórios feitos em container, com térreos livres e seus embasamentos em estrutura metálica contendo os usos coletivos dos estudantes e usos coletivos abertos ao público (ateliê comunitário, biblioteca e auditório), todos com acessos às praças internas. Como a topografia do terreno é bem íngreme, a disposição dos blocos e das entradas para os usos coletivos nos embasamentos não era simples. Resolvi interferir moderadamente no terreno, projetando 6 platôs, com intervalos de 3 metros de altura. Para o acesso de um platô a outro, foram projetadas escadas/rampas. O objetivo central do projeto, com a disposição dos blocos, é criar, ao longo do eixo determinado pelos dois acessos ao terreno (na Rua General Newton Estilac Leal e na Avenida Parque), uma sequência de praças internas, formando áreas de estar e de convivência, algumas ensolaradas e outras mais sombreadas, para o uso dos estudantes e dos frequentadores dos equipamentos públicos, como a biblioteca e o auditório.

A cota 771 dá entrada ao conjunto pela Avenida Parque, a principal em frente à Unifesp. Deste platô é possível acessar o Hall de entrada do 2° bloco, posicionado ao lado esquerdo do terreno. A cota 774 dá acesso ao Espaço Multiuso do 2° bloco e à Cozinha Central, no 3° bloco, no lado direito da entrada principal. A cota 777 dá acesso à Biblioteca e Ateliê comunitários e à Sala de Jogos do 2° bloco, bem como à Academia e à Lavanderia para os estudantes, no 3° bloco. A cota 780 é a principal, porque está localizada no meio do terreno e além de ter os pilotis do 2° e do 3° bloco, pensados como áreas de convívio, ela dá acesso ao Auditório, no 1° bloco, e à quadra poliesportiva do conjunto. A cota 783 dá acesso à área administrativa e de serviços do conjunto residencial, localizada no 1° bloco. Na cota 786 localiza-se a entrada pela Rua General Newton Estilac Leal, e o térreo livre do 1° bloco, pensado como um mirante de onde se pode ver todo o conjunto.

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5. Projeto

Cada dormitório, tanto nos individuais quanto nos coletivos, já contaria com o mobiliário mínimo para o uso dos estudantes. Dormitório Individual 1 cama de solteiro, 1 armário, mesa para estudos, cozinha completa e banheiro completo. Dormitório Coletivo 2 camas de solteiro, 2 armários, 2 mesas para estudos, cozinha e banheiro completo para o uso de 2 pessoas.

Fig 40: desenho de estudo de modulação

Dormitório Adaptado/Coletivo 2 camas de solteiro, 2 armários, 2 mesas para estudos, cozinha e banheiro completo para o uso de 2 pessoas com mobilidade reduzida.

Os apartamentos serão feitos em contêineres sobrepostos, sem precisar de nenhum reforço estrutural, já que o empilhamento poderia atingir até oito pavimentos. Os pavimentos ficam acima do nível do chão, para que os apartamentos tenham mais privacidade. Em cada pavimento de dormitórios, há áreas coletivas e de convivência para o uso dos estudantes, localizadas em frente às circulações verticais, com vista para a praça central. Essas áreas também dão acesso à cobertura de alguns contêineres, criando varandas de uso comum. Fig 41: dormitório individual

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5. Projeto

dormitรณrio adaptado escala 1:75

dormitรณrio individual escala 1:75

dormitรณrio coletivo escala 1:75

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IMPLANTAÇÃO ESCALA 1:500


COTA 771 ESCALA 1:500


COTA 774 ESCALA 1:500


COTA 777 ESCALA 1:500


COTA 780 ESCALA 1:500


COTA 783 ESCALA 1:500


COTA 786 ESCALA 1:500


BLOCO 1 ESCALA 1:200


5. Projeto BLOCO 1

A

pavimento cota 780 – auditório

B

pavimento cota 783 – área administrativa e de serviço

A

B

51


5. Projeto BLOCO 1

C

52

C

pavimento cota 786 – térreo livre


5. Projeto BLOCO 1 O bloco 1 é composto por 96 dormitórios individuais e 16 dormitórios adaptados coletivos. 1° pavimento – cota 790 D 3° pavimento – cota 795,18 E

2° pavimento – cota 792,59 4° pavimento – cota 797,77

Individual

Adaptado

D

E

53


BLOCO 2 ESCALA 1:200


5. Projeto BLOCO 2

A

pavimento cota 771 – hall de acesso

B

pavimento cota 774 – espaço multiuso

A

B

57


5. Projeto BLOCO 2

C

D

58

C

pavimento cota 777 – sala de jogos, biblioteca e ateliê comunitário

D

pavimento cota 780 – térreo livre


5. Projeto

BLOCO 2 O bloco 2 é composto por 48 dormitórios individuais e 24 dormitórios coletivos (para 2 estudantes). E F

1° pavimento – cota 782,59 3° pavimento – cota 787,77 2° pavimento – cota 785,18 4° pavimento – cota 790,36

Individual

Coletivo

E

F

59


BLOCO 3 ESCALA 1:200


5. Projeto

BLOCO 3

A

pavimento cota 774 - cozinha

B

pavimento cota 777 – lavanderia e academia

A

B

63


5. Projeto

BLOCO 3

C

64

C

pavimento cota 780 – térreo livre


5. Projeto BLOCO 3 O bloco 3 é composto por 48 dormitórios coletivos (para 2 estudantes).

D E

1° pavimento – cota 782,59 3° pavimento – cota 787,77 2° pavimento – cota 785,18 4° pavimento – cota 790,36

Coletivos

D

E

65


CORTE AA E ELEVAÇÃO BLOCO 2 ESCALA 1:250


CORTE AA

ELEVAÇÃO – BLOCO 2 67


CORTE BB E ELEVAÇÃO BLOCO 3 ESCALA 1:250


CORTE BB

ELEVAÇÃO – BLOCO 3

69


CORTE CC E ELEVAÇÃO BLOCO 1 ESCALA 1:250


CORTE CC

ELEVAÇÃO – BLOCO 1

71


CORTE DD E ELEVAÇÃO 4 ESCALA 1:250


CORTE DD

ELEVAÇÃO 4 73


6. Considerações Finais

Esse trabalho buscou pesquisar informações importantes sobre a utilização do container na arquitetura, levantando alguns aspectos sobre a estrutura, os modelos de container que podem ser utilizados para habitação, seus tipos de tratamento e como o container ajuda na hora da construção da habitação, além de uma proposta de moradia estudantil em container.

A pesquisa analisa exemplos da utilização do container na arquitetura, abordando a variedade disponível no mercado, seu tratamento termo acústico que é um dos principais problemas apresentados nesse tipo de construção. Durante todo o desenvolvimento do projeto buscou-se apresentar soluções criativas para o uso do container na arquitetura principalmente num conjunto de moradia estudantil e para que pudesse favorecer esse material no mercado.

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7. Bibliografia

1. Livro - Container Atlas: A Practical Guide to Container Architecture. Editora Gestalten – Hardcover. 2010

2. TCC Gabriela Andrade Koski - A adaptação do container na arquitetura residencial: o estudo de tipologias flexíveis e modulares. 2014

3. TCC Priscila Dias Fernandes – Uma nova proposta de moradia estudantil para a cidade de Vila Velha utilizando containers marítimos. 2015

4. Concurso Moradia estudantil Unifesp Campus Osasco, Disponível em: http://iabsp.hospedagemdesites.ws/concursounifesp. Acesso: fevereiro de 2018

5. Tratamento do container para reuso. Disponível em: https://minhacasacontainer.com. Acesso: Abril de 2018

6. Tipos de container. Disponível em: https://mirandacontainer.com.br. Acesso: Fevereiro de 2018

7. Pintura do container. Disponível em: www.minhacasacontainer.com/pintura-de-container-dicas-e-cuidados-para-se-ter-uma-protecaoanticorrosiva-e-eficiente. Acesso: Março de 2018

8. Primeiro lugar no concurso moradia estudantil Unifesp Osasco. Disponível em: www.archdaily.com.br/primeiro-lugar-no-concurso-paramoradia-estudantil-da-unifesp-osasco-herenu-plus-ferroni-arquitetos. Acesso: Março de 2018

9. Cite a Docks Student Housing. Disponível em: http://aspastilhascoloridas.blogspot.com/2010/10/cite-docks-student-housing-moradia.html

10. Comunidade Residencial em Joanesburgo. Disponível em: https://www.designboom.com/architecture/lot-ek-drivelines-studios-shippingcontainers-johannesburg. Acesso: Outubro de 2018

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Moradia Estudantil em Container_Fernanda Aguiar  

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