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ASUG NEWS 44 - ANO 12

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Tenente-Coronel Telhada

FOTO: VALDECI JÚNIOR

ENTREVISTA

Líder nato O novo comandante da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), o tenente-coronel Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada não se considera um líder nato. Acredita que a experiência de 31 anos na Polícia Militar e a sua transparência foram fundamentais para receber essa missão. Aos 47 anos, o tenente-coronel recebeu, no ano passado, das mãos do Secretário da Segurança, Antônio Ferreira Pinto, a tarefa de liderar 650 homens no 1º Batalhão da Polícia de Choque – Rota, que atende a Grande São Paulo, as cidades do interior e do litoral paulista, em operações específicas. Em entrevista exclusiva à ASUG News, Telhada conta sua trajetória de liderança dentro da Polícia Militar, que começou aos 22 anos, quando saiu da Academia de Polícia Militar do Barro Branco, passando por vários batalhões da capital e a participação na criação do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE).

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EVEREIRO MARÇO 2010

ASUG NEWS – Como é comandar a Rota? Paulo Adriano Lopes Telhada – É o 1º Batalhão de Choque da Polícia Militar, sendo também o Batalhão mais antigo. Construído em 1891, o prédio fez 118 anos em dezembro e é um batalhão de referência porque a tropa é, além de disciplinada, extremamente vibrante com o serviço policial. Por isso, requer um comando especial e tem de ser pelo exemplo. Na Polícia Militar temos um regulamento disciplinar, um código penal militar que é severo e rígido. Aqui o soldado é obrigado a cumprir as ordens, não tem de questionar o regulamento. Hoje tenho um efetivo de 650 homens e capacidade para 800, ou seja, ainda tenho vaga para mais 150 homens e o Secretário de Segurança do Estado nos prometeu completar o quadro até o meio deste ano, quando também receberemos 100 viaturas novas e vamos terminar a reforma do batalhão todo. A Rota foi criada para ser uma tropa de confronto ao crime organizado e, por isso, muita gente fala que a Rota é violenta. Ela foi criada em 1970 e hoje combate desde assaltos a banco até os demais delitos do crime organizado. Então, a probabilidade de confronto é grande porque atendemos chamados que tenham, no mínimo, indivíduo armado. Nossa tropa é treinada para isso, mas evitamos a todo custo o confronto porque quando um policial da Rota morre, quem perde é a sociedade, que paga seus impostos e precisa de um policial bem treinado nas ruas. AN – O que a equipe espera do líder? Telhada - Na minha opinião, a tropa tem de ter o oficial à sua frente comandando. Ao mesmo tempo o líder tem de ser humilde naturalmente, para conquistar a tropa, porque o fato de ser coronel não me faz melhor que um soldado. Só tenho mais estrelas, mais cursos e experiência, mas temos a mesma capacidade de lutar pela comunidade. Liderança está


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