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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) De EFOA a UNIFAL - MG : memórias de 100 anos de história / organizadoras Denise Aparecida Corrêa, Cássia Carneiro Avelino. -- Alfenas, MG : Universidade Federal de Alfenas, 2014.

Vários colaboradores.

1. Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas (Minas Gerais) - História 2. Universidade Federal de Alfenas (Minas Gerais) - História I. Corrêa, Denise Aparecida. II. Avelino, Cássia Carneiro.

14-03400

CDD-378.81512

Índices para catálogo sistemático: 1. UNIFAL : Universidade Federal de Alfenas : Minas Gerais : Estado : História 378.81512


De Efoa a Unifal-MG

Mem贸rias de 100 anos de hist贸ria

Alfenas - MG 2014


Organizadoras Denise Aparecida Corrêa Cássia Carneiro Avelino Presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do Centenário Sandra Maria Oliveira Morais Veiga

Colaboradores Alzira Maria Serpa Lucho Antônio Camilo de Souza Cruz Antônio Martins de Siqueira Beatriz Garcia de Araújo Ferreira Bernadete de Lourdes Carvalho Meira Cláudio Antônio de Andrade Lima Fátima dos Reis Goiatá Geórgia Valéria Andrade Loureiro Nunes João Batista Magalhães Leandro Rivelli Teixeira Nogueira Lucas Cezar Mendonça Maciro Manoel Pereira Marcelo Armelim Pacheco Maria Antonieta Nogueira Alvarenga

Maria Betânia Tinti de Andrade Maria de Fátima Rodrigues Sarkis Maria de Fátima Sant’ana Magali Benjamim de Araújo Maria José Iunes Garcia Maria Rita Rodrigues Marília Gabriella Alves Goulart Pereira Marylúcia Prado dos Reis Soares Paulo Denisar Vasconcelos Fraga Paulo Roberto Rodrigues de Souza Rafael Tobias Moretti Neto Sebastião Meira Silsomar Massote Botelho - in memorian Vínio Barbosa Tamburini

Reitoria Reitor Prof. Paulo Márcio de Faria e Silva

Pró-Reitora de Extensão Profa. Maria de Fátima Sant’Ana

Vice-Reitor Prof. Edmêr Silvestre Pereira Júnior

Pró-Reitor de Gestão de Pessoas Júlio César Barbosa

Procuradoria Jurídica Soraya Helena Coelho Leite

Pró-Reitora de Graduação Lana Ermelinda da Silva dos Santos

Pró-Reitora de Administração e Finanças Vera Lúcia de Carvalho Rosa

Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação Prof. Antônio Carlos Doriguetto

Pró-Reitor de Assuntos Comunitários e Estudantis Prof. Alessandro Antônio Costa Pereira

Pró-Reitor de Planejamento, Orçamento e Desenvolvimento Institucional Prof. Tomas Dias Sant’Ana

Órgãos de Apoio da Reitoria Assessoria de Comunicação Social Ana Carolina Araújo

Gabinete Prof. Paulo César de Oliveira

Assessoria de Relações Interinstitucionais Prof. Masaharu Ikegaki

Secretaria Geral Adriana Teófilo Silva Vieira

Assessoria para Assuntos de Informática Paulo César de Andrade


Apresentação “A suprema santificação da linguagem humana, abaixo da prece, está no ensino da mocidade. O lavrador deste chão devia amanhá-lo de joelhos”. Estas são as palavras iniciais inscritas na ata que eternizou a sessão solene de criação da então “Escola de Pharmacia e Odontologia de Alfenas”, em 1914. A frase compõe o “Discurso no Colégio Anchieta” (1903) - uma das orações mais famosas de Ruy Barbosa; sem dúvida, uma das maiores personalidades da história do Brasil, cuja vida foi marcada por longos anos dedicados à luta por causas tão dependentes entre si, como o abolicionismo, a democracia, o federalismo e a liberdade. Não parece, portanto, fora de propósito, que ao se dar início a uma Instituição de Ensino, tenha-se citado aquele que esteve tão fortemente comprometido com um dos maiores princípios defendidos pelos educadores: a libertação do Homem pela educação. Este princípio foi, anos mais tarde, defendido ardentemente por outra importante personalidade brasileira, Paulo Freire, na perspectiva da construção de uma educação libertadora. Segundo Freire, a educação compreendida como um processo de formação humana, por sua face crítica e educativa, pode servir de importante instrumento de emancipação do homem. Portanto, podemos de fato afirmar que o processo de educar envolve muito mais do que apenas transmitir conhecimento. Educar é possibilitar a conscientização e a humanização. Educar implica, necessariamente, buscar a formação integral do indivíduo. Para tanto, é imprescindível que a Instituição Educadora “amanhando este chão”, acrescente ao vasto mundo do conhecimento, valores essenciais ao desenvolvimento humano: amor, compreensão, diálogo, respeito, dedicação, compromisso, ética e responsabilidade. Neste cenário, ao celebrarmos o Centenário de nossa tão querida EFOA/UNIFAL creio ser justo afirmar que ela vem cumprindo muito bem sua missão de educar. Por estes 100 anos dedicados a formação da “mocidade”, queremos reverenciar e reconhecer todos aqueles que construíram sua belíssima história. Certamente, dedicaram suas vidas e seus esforços nessa causa tão nobre - “a suprema santificação da linguagem humana, abaixo da prece”. Este “livro de memórias” é, deste modo, uma singela homenagem àqueles que aqui ensinaram, trabalharam e estudaram. Todos, incluindo aqueles não mencionados aqui, construíram e constroem dia após dia, este “santuário do saber”. O trabalho muitas vezes árduo, incansável e dedicado de TODOS permitiu chegar a esta tão importante data: 100 ANOS de vida. 100 ANOS educando. 100 ANOS libertando. Afinal, como também nos ensina Paulo Freire, “ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho, os homens se libertam em comunhão”. PARABÉNS A TODOS!! VIDA LONGA A UNIFAL-MG!! Obrigado a todos que participaram e que participam desta jornada! Prof. Paulo Márcio de Faria e Silva Reitor


Sumário CAPÍTULO 1 EFOA: registros históricos 1914 - A fundação da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas.....................................17 João Leão de Faria – o Fundador ................................................................................................19 1914 – Início do curso de Farmácia ............................................................................................20 1915 – Início do curso de Odontologia ......................................................................................23 1960 – A Federalização da EFOA ................................................................................................24 1961 – Primeiras nomeações após a Federalização .................................................................26 1964 – Cinqüentenário da EFOA ................................................................................................29 1976 – Criação do curso de Enfermagem ..................................................................................32 2001 – Centro Universitário Federal Efoa/Ceufe.......................................................................34

CAPÍTULO 2 UNIFAL-MG e os impactos da sua criação 2005 – Criação da Universidade Federal de Alfenas ................................................................38 A implantação da UNIFAL-MG ....................................................................................................42 Universidade: época de mudanças institucionais.....................................................................45 Estrutura universitária: transformação e criação de unidades acadêmicas ..........................47 O desenvolvimento tecnológico ................................................................................................59

CAPÍTULO 3 Infraestrutura física: a sede e os campi avançados A estrutura física ..........................................................................................................................62 A expansão da área física ............................................................................................................70


CAPÍTULO 4 Excelência no ensino superior A expansão do ensino e a diversificação das áreas de formação profissional ......................82 Pesquisa.........................................................................................................................................84 Pós-Graduação lato sensu...................................................................................................87 Consolidação da Pós-Graduação stricto sensu....................................................................89 Jornadas Científicas .....................................................................................................................93 Incentivo à formação acadêmica................................................................................................95

CAPÍTULO 5 Interação com a sociedade EFOA e Unifal-MG nas ações de extensão ...............................................................................102 Incluindo a terceira idade .........................................................................................................107 Serviços oferecidos à comunidade ..........................................................................................108

CAPÍTULO 6 Bibliotecas O sistema de bibliotecas ...........................................................................................................118


“Conheci várias universidades do mundo e aprendi a me orgulhar da minha” (Ruy Barbosa)


CAPÍTULO 1 EFOA: registros históricos


1914 - A fundação da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas

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Lei No 8.659 de 5 abril de 1911, de autoria do Ministro da Justiça, Rivadavia Corrêa, que se tornou conhecida como Lei Rivadavia ou Lei Orgânica do Ensino Superior e Fundamental da República, possibilitou a criação de instituições livres de ensino superior no país, principalmente escolas de farmácia e odontologia, dentre elas a Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas – EFOA. Idealizada pelo Farmacêutico João Leão de Faria, natural do Sul de Minas, a Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas foi criada oficialmente no dia 3 de abril de 1914, em uma sessão solene realizada no Clube XV de Novembro, localizado na Praça da Matriz, hoje Praça Getúlio Vargas. Consta na ata de fundação que participaram da reunião, presidida pelo Juiz de Direito da Comarca, Augusto de Albuquerque Cabral de Vasconcelos, diversas autoridades, funcionários públicos, professores e alunos do Grupo Escolar Coronel José Bento, e representantes do comércio e da lavoura. (...) Sentaram-se à mesa da presidência os Srs. Dr. Augusto Cabral, presidente da sessão; Dr.Augusto E. do Amaral, secretário; Cônego Lauro de Castro, Dr. José Maria de Moura Leite Júnior; Cel. José Bento Xavier de Toledo; Dr. Gaspar Ferreira Lopes; Dr. Alberto Nunes Brigagão, Dr. Donato de Mello; Dr. João Leão de Faria; Gabriel de Moura Leite, Nicolau Coutinho, José da Silveira Barroso e Affonso Ladislau da Gama (...) O Cônego Lauro de Castro era o Vigário da Paróquia de São José e Dores, José Maria de Moura Leite Júnior - Advogado, Coronel José Bento Xavier de Toledo - Presidente e Agente Executivo Municipal correspondente ao atual cargo de Prefeito, Gaspar Ferreira Lopes - Médico e Senador Estadual, Donato de Mello - Médico, João Leão de Faria - fundador da EFOA e Gabriel de Moura Leite, Nicolau Coutinho, José da Silveira Barroso e Affonso Ladislau da Gama eram Farmacêuticos. Após a abertura da sessão: (...) fallaram também os Drs. Alberto Brigagão, Gaspar Lopes, Francisco de Almeida Magalhães, Francisco Pereira da Silva, a senhorita Ermelinda Paraizo e a menina Antonieta Belloni em nome do corpo docente do Grupo Escolar Cel. José Bento. Todos os oradores mostraram as vantagens que nos vem trazer a Escola de Pharmácia e Odontologia de Alfenas, vantagens sociaes, scientificas, religiosas e moraes, segundo patenteou em seu discurso o Dr. Brigagão. Agradecendo a todos, encerrou a sessão 0 Sr. Dr. Augusto Cabral. Consta na ata de fundação, que os convidados presentes, Alberto Nunes Brigagão Diretor da Escola de Farmácia e Odontologia de Ouro Fino, Gaspar Ferreira Lopes, Francisco Freire de Almeida Magalhães, Advogado e Francisco Pereira da Silva, Advogado e Delegado de Polícia, proferiram palavras de apoio destacando as vantagens da criação da Escola. | 17 |


De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

Na primeira reunião da Congregação da EFOA, realizada no dia 5 de abril de 1914, foram distribuídas as cadeiras e definidos o estatuto e os programas de ensino do primeiro ano do curso de Farmácia. Devido à falta de matrículas para o curso de Odontologia, o seu início foi adiado para o ano de 1915. No dia 10 de fevereiro de 1915, foi realizada, em sessão extraordinária, a segunda reunião da Congregação. Naquela reunião, o Prof. João Leão de Faria comunicou que os diplomas expedidos pela Escola poderiam ser registrados, em caráter provisório, na Diretoria de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais, de acordo com a Lei Estadual No 628 de 22 de setembro de 1914, da qual tinham sido patronos no Congresso Mineiro, os Deputados José Custódio Dias de Araújo, José Ferreira de Carvalho, João Lisboa e Eduardo Vilhena do Amaral. A primeira diretoria, eleita na reunião do dia 10 de fevereiro de 1915, era constituída pelos Farmacêuticos, Prof. João Leão de Faria - Diretor, Prof. Gabriel de Moura Leite - ViceDiretor, Nicolau Coutinho - Tesoureiro e pelo Secretário nomeado pelo Diretor, José da Silveira Barroso. Os Professores João Leão de Faria e Gabriel de Moura Leite, reeleitos ininterruptamente, permaneceram nos cargos de diretor e vice-diretor, respectivamente, até 23 de janeiro de 1933, data em que o Prof. João Leão de Faria renunciou ao seu cargo. A Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas tornou-se oficialmente reconhecida pelo Estado de Minas Gerais, pela Lei Estadual No 657 de 11 de setembro de 1915, o que permitiu o registro dos diplomas, em caráter definitivo, pela Diretoria de Saúde Pública de Minas Gerais. O reconhecimento foi obtido graças ao empenho e emenda à referida Lei, apresentada pelos Senadores Estaduais, Eduardo Amaral e Gaspar Ferreira Lopes, este, residente na cidade de Alfenas. Como forma de reconhecimento aos colaboradores que apoiaram a sua fundação, a Congregação da Escola, reunida em 20 de setembro de 1915, deliberou por unanimidade, que fossem considerados professores efetivos e equiparados, em todos os direitos, aos professores fundadores, os Cirurgiões Dentistas, Adelardo Franco de Carvalho, Arlindo Pereira e Pedro Alexandrino da Silveira, e o Médico Emílio Soares da Silveira. No ano seguinte, Pedro Alexandrino da Silveira e Emílio Soares da Silveira renunciaram ao cargo de professor, e só reassumiram esta função alguns anos mais tarde. Nos primeiros seis anos de funcionamento, graduaram-se pouco mais de 50 estudantes dos cursos de Farmácia e Odontologia. Por se tratar de uma instituição de ensino de natureza privada e devido ao pequeno número de alunos formados no início do funcionamento da EFOA, os professores, em sua maioria, profissionais Alfenenses da área de saúde, farmacêuticos, dentistas e médicos, ministravam suas aulas sem remuneração fixa, em função da pouca disponibilidade de recursos financeiros. O reconhecimento nacional da EFOA como instituição de ensino superior ocorreu em 23 de março de 1932, conforme disposto no Art. 26 do Decreto No 19.851 do Ministério da Educação e Saúde. A partir deste reconhecimento, foi aprovado o novo regulamento e a Escola foi enquadrada nas disposições das leis federais.

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João Leão de Faria – o Fundador

J

oão Leão de Faria nasceu em 29 de maio de 1883, no distrito de Douradinho, município de Machado, no Sul de Minas Gerais. Faleceu em 12 de outubro de 1965, no Rio de Janeiro. Era filho de João Matias de Faria e Maria Jacintho Pereira de Faria. Fez o curso secundário no Colégio São José na cidade de Silvestre Ferraz-MG. Concluiu o curso de Farmácia, no ano de 1905, na Escola de Farmácia de Ouro Preto, atualmente integrada à Universidade Federal de Ouro Preto. Em 1912, concluiu o curso de Direito pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, hoje pertencente à Universidade Federal do Rio de Janeiro. Assim que chegou a Alfenas, montou uma farmácia. Em 1913, fundou o Colégio São José do qual foi diretor até 1916. Algum tempo depois, o Colégio São José foi vendido para o então professor da EFOA, Roque Nicolau Tamburini, e passou a se chamar Colégio de Alfenas. Aos 31 anos de idade, em 1914, fundou a Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas – EFOA e foi seu diretor até janeiro de 1933 quando, por questões políticas, renunciou ao cargo. Prof. João Leão de Faria exerceu o magistério na EFOA até 1936, como Professor Catedrático das cadeiras de Botânica Aplicada à Farmácia, Química Analítica e Química Industrial. Foi, ainda, professor substituto nas cadeiras de Bromatologia, Toxicologia, Higiene, Farmácia Galênica, Farmácia Química, Química Orgânica, Zoologia e Parasitologia. João Leão de Faria foi um importante político mineiro, eleito como Deputado do Congresso Legislativo de Minas Gerais nos anos de 1919, 1922 e 1926. Exerceu seu mandato até 1930, quando o Congresso foi dissolvido. No dia 02 de junho de 1933, fundou em Alfenas, a Faculdade de Direito de Alfenas, que funcionou no prédio planejado e construído na atual Avenida Afonso Pena, No 592, onde hoje está instalado o Colégio Anglo. Na Faculdade de Direito lecionou Economia Política e Ciências das Finanças até 1936. Apesar de possuir toda a infra-estrutura completa, a Faculdade de Direito não prosperou por questões políticas decorrentes da implantação do Estado Novo. Em 1939, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde exerceu outras atividades, como advogado e no setor bancário. Atuou nos Bancos da Lavoura de Minas Gerais, Comércio e Agrícola do Brasil, Metropolitano de Crédito Mercantil, Banco da Prefeitura do Distrito Federal e Itaú S/A. Foi Secretário, Presidente e Membro do Conselho Diretor da Associação Bancária do Rio de Janeiro. João Leão de Faria sempre permaneceu ligado à Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas. Continuou como seu Diretor Honorário e, sempre que necessário colaborava na resolução de questões administrativas que dependessem de contatos com autoridades e Ministério da Educação no Rio de Janeiro e, mais tarde, em Brasília. | 19 |


1914 – Início do curso de Farmácia

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ois dias após a fundação da Escola, na primeira reunião da Congregação da EFOA, realizada no dia 5 de abril de 1914, foram discutidos o estatuto, os programas de ensino e distribuídas as cadeiras do primeiro ano do curso de Farmácia e seus respectivos professores.

O Prof. João Leão de Faria assumiu duas cadeiras, História Natural Médica e Toxicologia. A cadeira de Física Médica ficou sob responsabilidade do Prof. Nicolau Coutinho, Farmacêutico. O Prof. Amador de Almeida Magalhães, Médico, assumiu Farmacologia 1a Parte; Prof. Donato de Melo, Médico, ficou responsável pelas cadeiras de Bromatologia e Higiene, e a Química Industrial foi assumida pelo Farmacêutico - Prof. José da Silveira Barroso. Prof. Affonso Ladislau da Gama, Farmacêutico, ficou responsável pelas cadeiras de Química Orgânica e Farmacologia 2a Parte. Outros docentes fizeram parte do curso de Farmácia, nas décadas seguintes, incluindo os Professores Américo Totti da cadeira de Química Farmacêutica, José Testa e José S. Romaneli responsáveis pela cadeira de Botânica, Maria Salomé Coutinho da Farmacognosia, Esaú A. Prado da Metalurgia e Química Aplicadas e Lucas Bento da Fonseca da Química Industrial. Apenas 18 Farmacolandos foram graduados nos anos de 1917 e 1918, todos naturais do Estado de Minas Gerais, incluindo Jovelino Navarro (Cabo Verde), João Ribeiro (Soledade de Minas), José C. Prado (Alfenas), Antônio Nicolau (Barro Preto), Antônio L. Gazolla (Três Pontas), Mário S. Barroso (Alfenas), João Barbosa Sobrinho, José Testa, Agenor Vieira e Silva, Noemia do Prado Queiroz, Avia Reis, Horacio de Pádua e Joaquim A. Rabello.

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1914 – Início do curso de Farmácia

Laboratórios do curso de Farmácia das décadas de 1940/1950

»» A trajetória do curso de Farmácia No início da década de 1960, surgiram os primeiros projetos institucionais de expansão do curso de Farmácia. No Regimento Interno da EFOA, aprovado em 1963, estava previsto a criação de três habilitações para o curso de Farmácia: Farmácia Industrial, Análises Clínicas e Tecnologia de Alimentos. Dadas às características da região e os levantamentos realizados, uma delas foi criada em 1968 e a outra, apenas em 1999. Durante a gestão do Prof. Nilo Bernardes da Silva (1965/1968), definiu-se pela implantação da Habilitação em Análises Clínicas. O parecer No 504/68 do Conselho Federal de Educação, favorável ao projeto de criação dessa habilitação, foi homologado pelo Ministro da Educação e Cultura, Tarso Dutra, no dia 2 de setembro de 1968. Em 1969, começou a habilitação Farmácia-Bioquímica com ênfase em Análises Clínicas, autorizada pelo Decreto No 63.285 de 26 de setembro de 1968. Ao concluir o curso de Farmácia, o profissional recebia 2 diplomas: o de Farmacêutico e o de Farmacêutico-Bioquímico. Em 1999, foi criada a habilitação Fármacos e Medicamentos, com 20 vagas. Pouco tempo depois, em cumprimento às recomendações estabelecidas pelas Diretrizes Curriculares definidas pelo MEC, os alunos que ingressaram a partir do segundo semestre de 2004, passaram a receber uma formação generalista, época em que as duas habilitações foram extintas. | 21 |


De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

Aula prática no Laboratório de Microbiologia ministrada pelos Professores Nilo Bernardes da Silva e Cleuton Cândido Landre (atrás) e a equipe de alunos Antônio Baquião, Antônio Batista de Carvalho, Clara Nunes Terra, Cássia Carneiro Avelino, Elisa Leila de Oliveira, 1974.

O tempo de integralização do curso de Farmácia, passou de 3 para 5 anos, e o número de vagas, de 80 para 100 vagas anuais. Importantes modificações do curso de Farmácia ocorreram nos últimos vinte anos. Introduziu-se o estágio curricular em manipulação de fórmulas farmacêuticas, reestruturouse o estágio supervisionado em Farmácia com a oferta de treinamento em assistência farmacêutica, administração e garantia de qualidade dos serviços e produtos.

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1915 – Início do curso de Odontologia

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m reunião da Congregação da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas, realizada no dia 10 de abril de 1915, foram designados os responsáveis pelas cadeiras do primeiro ano do curso de Odontologia.

Dois médicos e um cirurgião dentista assumiram as quatro matérias do primeiro ano do curso de Odontologia. Além da responsabilidade por uma cadeira do curso de Farmácia, o Prof. Amador de Almeida Magalhães assumiu também a cadeira de Anatomia Descritiva. Da mesma forma, o Prof. Donato Melo, já responsável por duas cadeiras do curso de Farmácia, ainda assumiu as cadeiras de Anatomia Microscópica e Anatomia Patológica do curso de Odontologia. As cadeiras de Fisiologia e Prótese ficaram sob a responsabilidade do Cirurgião Dentista - Prof. Urias José de Miranda. Somente oito odontolandos graduaram-se nas duas primeiras turmas, sendo apenas 3 em 1918, Jacinto Felisale (Minas), Alarico Vianna (São Paulo) e Joaquim Francisco Oliveira (Minas).

Clínicas Odontológicas nas décadas de 1940/1950

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1960 – A Federalização da EFOA

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mbora desde junho de 1950, o Diretor Prof. Pedro Martins de Siqueira e toda comunidade acadêmica manifestassem interesse em transformar a EFOA em uma Instituição Federal, o processo só foi iniciado efetivamente em 1957, ainda na sua gestão. Com a morte repentina do Prof. Pedro Martins de Siqueira, ocorrida em 15 de dezembro de 1957, o Prof. Paulo Passos da Silveira assumiu a direção da EFOA e deu continuidade ao processo de federalização, com o apoio do então ex-Diretor, Prof. Roque Nicolau Tamburini. À época, o Prof. João Leão de Faria, fundador e ex-Diretor, residia no Rio de Janeiro, então Capital da República. Ele participou ativamente das negociações entre o Diretor e professores da EFOA, o Ministério da Educação e Cultura e os parlamentares, contribuindo para o êxito da federalização. A direção da EFOA contou também com o apoio dos Deputados Manoel José de Almeida, Manoel Taveira de Souza e Tancredo de Almeida Neves, dos Senadores Auro de Moura Andrade, Filinto Muller e Cunha Bueno, do Ministro da Educação e Cultura, Prof. Pedro Paulo Penido, do diretor da DESU/MEC – Diretoria de Ensino Superior do MEC, Jurandir Lodi, do Sr. José de Souza Rodrigues, da Câmara dos Deputados, e da Sra. Judith Rodrigues, do Senado. Vários professores participaram da elaboração e do acompanhamento do processo de federalização, dentre eles, Antônio Marcial de Faria, Lamartine de Barros Duarte, e os que já haviam exercido o cargo de Diretor, Arlindo Pereira e Emílio Soares da Silveira. O projeto de Lei foi aprovado na Câmara dos Deputados em outubro de 1960 e no Senado, no dia 13 de dezembro. Em 18 de dezembro de 1960, foi sancionada e promulgada pelo Presidente da República, Juscelino Kubistchek de Oliveira a Lei No 3.854 que Federalizou a Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas transformando-a em instituição pública federal integrada à Diretoria de Ensino Superior do Ministério da Educação e Cultura. O Prof. Hélio de Souza acompanhou pessoalmente toda a tramitação do processo no Congresso Nacional e no Senado, em Brasília, e foi ele quem recebeu, em primeira mão, a notícia da sanção da Lei de Federalização da EFOA. Após a federalização, a Congregação da EFOA designou o Diretor, Prof. Paulo Passos da Silveira, e o Prof. Hélio de Souza para o acompanhamento dos processos de incorporação do patrimônio da Escola à União. | 24 |


1960 – A Federalização da EFOA

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1961 – Primeiras nomeações após a Federalização

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o Artigo 4o da Lei No 3.854/60 de Federalização da EFOA ficou estabelecida a nomeação de 24 professores catedráticos, 12 para o curso de Farmácia e 12 para o curso de Odontologia. Essa medida permitiu o fortalecimento dos cursos de graduação, tornando-se possível, pela primeira vez, regularizar o número de vagas para cada um deles: 40 para o de Farmácia e 60 para o de Odontologia. No dia 26 de junho de 1961, foi assinado um decreto coletivo, publicado no Diário Oficial da União de 28 de julho de 1961, nomeando 21 professores, sendo 12 do curso de Odontologia e 9 do curso de Farmácia. Dos 21 professores, 6 foram nomeados como Catedráticos efetivos e o demais como Catedráticos interinos.

Dos professores do curso de Odontologia que já exerciam o magistério na EFOA, antes da federalização, foram nomeados Catedráticos efetivos, Emílio Soares da Silveira para a cadeira de Fisiologia, Ibrahim Barbosa Chaves para a cadeira de Clínica Odontológica 1a Parte e Paulo Passos da Silveira para a cadeira de Técnica Odontológica. Os professores Antônio Marcial de Faria da cadeira de Prótese Buco-Facial, Arlindo Pereira - Clínica Odontológica 2a Parte, Armando Alves Borges Júnior - Anatomia, Ary Tomaz Gomes - Ortodontia e Odontopediatria, Francisco Leite Vilela - Metalurgia e Química Aplicadas, Gilberto de Souza - Higiene e Odontologia Legal, Hélio de Souza - Prótese Dentária e João Januário de Magalhães das cadeiras de Histologia e Microbiologia tornaram-se Catedráticos interinos.

Cerimônia de posse dos professores realizada no Clube XV de novembro, em 1961, com a presença, dentre outros, dos Professores Gilberto de Souza, Antônio Silveira, Francisco Leite Vilela, Arlindo Pereira e João Baptista Pereira Bastos.

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1961 – Primeiras nomeações após a Federalização

Cerimônia de posse dos professores realizada no Clube XV de novembro, em 1961, com a presença dos professores, dentre outros, Plínio do Prado Coutinho, Euclides Magalhães da Silveira, Armando Alves Borges Júnior, Vínio Barbosa Tamburini, Antônio Silveira, Afrânio Caiafa de Mesquita, Benedito Ferreira da Silva, Roque Nicolau Tamburini e Ary Tomaz Gomes.

Cerimônia de posse dos professores realizada no Clube XV de novembro, em 1961, com a presença dos Professores Francisco Leite Vilela, Nilo Bernardes da Silva, Gilberto de Souza, Hugo Bernardes da Silva, Ary Tomaz Gomes, Roque Nicolau Tamburini, Newton de Barros Duarte, José Thomé de Carvalho e Paulo Passos da Silveira.

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De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

Dos integrantes do corpo docente do curso de Farmácia antes da federalização, foram nomeados Professores Catedráticos efetivos, Amélio da Silva Gomes para a cadeira de Química Analítica, Roque Nicolau Tamburini - Química Orgânica e Biológica e Nilo Bernardes da Silva da cadeira de Microbiologia. Os professores Afrânio Caiafa de Mesquita da cadeira de Farmácia Química, Euclides Magalhães da Silveira - Física Aplicada à Farmácia, Hugo Bernardes da Silva - Higiene e Legislação Farmacêutica, Lamartine de Barros Duarte - Farmácia Galênica, Newton de Barros Duarte - Farmacognosia e Vínio Barbosa Tamburini da cadeira de Química Industrial e Farmacêutica, foram nomeados Catedráticos interinos. Como ocupavam cargos públicos na cidade de Alfenas, além do exercício do Magistério, somente mais tarde foram nomeados Catedráticos, os professores Antônio Silveira para a cadeira de Zoologia e Parasitologia, Plínio do Prado Coutinho da cadeira de Botânica Aplicada à Farmácia e José Thomé de Carvalho para a cadeira de Química Toxicológica e Bromatológica. No dia 23 de março de 1962, o Professor Antenor Franco de Carvalho, que já lecionava há 42 anos na EFOA, foi aposentado compulsoriamente por ter completado 70 anos de idade. No mesmo dia, como forma de reconhecimento aos trabalhos prestados à Escola, Antenor Franco de Carvalho foi nomeado Professor Catedrático de Patologia e Terapêutica Aplicadas do curso de Odontologia. Ainda no ano de 1962, o Prof. João Baptista Pereira Bastos ingressou por concurso de provas e títulos, como Catedrático na cadeira de Clínica Odontológica 1a Parte. Nas décadas seguintes a denominação Professor Catedrático foi substituída pela de Professor Titular. À época da Federalização, os professores do curso de Farmácia Eduardo Araújo Santos, Lucinda Tamburini e Vilma Pereira Bastos e, Benedito Ferreira da Silva do curso de Odontologia, que já lecionavam na EFOA, foram nomeados Professores Assistentes. Ingressaram na EFOA, em junho de 1962, no cargo de Assistente do curso de Odontologia, os Professores Honório Lemes Costa, Hélio Maia, José Alceu Leite Amaral e Maciro Manoel Pereira e, no curso de Farmácia, a Profa. Yvone Magnin. Dentre os servidores que trabalhavam na Escola, foram nomeados à época da Federalização, Azarias de Azevedo, Sebastião da Silveira Barroso, Luzia da Silva Barroso, Geraldo da Silveira Barroso, Sebastiana Vilela Pereira, Hildeu Pereira Gomes, Cacilda de Oliveira, Amélia Soares Fonseca e Dorvalina de Souza.

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1964 – Cinqüentenário da EFOA

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a semana de 8 a 14 de novembro de 1964 comemorou-se o Jubileu de Ouro da EFOA. As festividades incluíram missa campal, sessão de abertura e coquetel, sessão lítero musical, “palestra sobre assunto odontológico”, descerramento da placa comemorativa do Cinqüentenário, teatro, competições desportivas, “palestra sobre assunto farmacêutico” e sessão solene de encerramento seguida de churrasco e baile.

Missa campal em ação de graças pelo Cinqüentenário da EFOA, novembro 1964

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De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

Em sessão solene realizada durante as comemorações do cinqüentenário, a EFOA recebeu Flávio Suplicy de Lacerda, Ministro da Educação em 1964. Participaram da recepção, os Professores Afrânio Caiafa de Mesquita, Newton de Barros Duarte, Hélio de Souza, João Januário de Magalhães (Janjote), Armando Alves Borges Júnior, Antônio Marcial de Faria, Gilberto de Souza, Euclides Magalhães da Silveira, Nilo Bernardes da Silva, João Baptista Pereira Bastos e Sr. Adolfo Engel, Administrador Regional do Estado de Minas Gerais. Sentados, a partir da esquerda Leopoldo Mesquita, representante do Governador Magalhães Pinto, Prof. Hugo Bernardes da Silva, o Diretor da EFOA, Prof. Lamartine de Barros Duarte, o Ministro Flávio Suplicy de Lacerda e o Prefeito de Alfenas, Samuel de Vilhena Valadão.

Posicionados na entrada da EFOA, à Praça da Bandeira, os professores anfitriões do Ministro da Educação Flávio Suplicy de Lacerda, no centro, durante as comemorações do cinquentenário: João Baptista Pereira Bastos, Newton de Barros Duarte, Hélio Bernardes da Silva, Afrânio Caiafa de Mesquita, Euclides Magalhães da Silveira, Vilma Pereira Bastos, Lamartine de Barros Duarte, Samuel Vilhena Valadão, Prefeito Municipal de Alfenas, Hélio de Souza e Nilo Bernardes da Silva.

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1964 – Cinqüentenário da EFOA

Participantes das comemorações do Cinquentenário, Leopoldo Mesquita, representante do Governador Magalhães Pinto, João Januário de Magalhães, Vínio Barbosa Tamburini, Hélio de Souza, Ministro Flávio Suplicy de Lacerda, Gilberto de Souza, Hugo Bernardes da Silva, Antônio Silveira e Lamartine de Barros Duarte. Na noite do dia 8 de novembro de 1964, as luzes do centro da cidade foram apagadas e, da porta da EFOA à Praça da Bandeira, partiu a marcha - “Marche aux flambeaux” - com professores, servidores técnicos, alunos da Escola, convidados e pessoas da comunidade carregando tochas acesas pelas principais ruas do centro.

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1976 – Criação do curso de Enfermagem

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om o propósito de promover a melhoria da saúde por meio da expansão da atenção primária às populações, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou o Plano Decenal da Saúde para as Américas (1971 – 1980) com o slogan “Saúde para todos até o Ano 2000”. O projeto previa o investimento na formação do enfermeiro como profissional com o perfil para trabalhar nas ações educativas de saúde. Para cumprir as metas estabelecidas pela OMS, o Ministério da Educação autorizou a criação de 13 cursos de Enfermagem até o final da década de 1970. Em janeiro de 1976, sob a gestão do Prof. Lamartine de Barros Duarte, foram nomeados o Prof. Hélio de Souza e a Sra. Stael Fabris de Almeida Amaral, chefe do Departamento de Pessoal, para a elaboração do projeto de criação do curso de Enfermagem na EFOA. Para viabilizar a implantação do curso, foram contratadas em 1o de junho de 1976, as duas primeiras enfermeiras, Profa. Maria José Iunes Garcia e a Profa. Hédima Caetano de Carvalho, designada coordenadora do curso. No início, o curso foi estruturado em seis períodos com duração de três anos. As disciplinas eram teóricas e o estágio integrado era realizado ao final do curso nos campos de estágio, incluindo a Santa Casa de Misericórdia de Alfenas, Posto de Saúde Plínio do Prado Coutinho, Posto de Puericultura, Sarai, Colégio Estadual, Hospital Regional de Varginha, o Hospital Psiquiátrico de Pouso Alegre e a Santa Casa de Misericórdia de Poços de Caldas.

As Professoras Maria de Lourdes Locato, a primeira doutora do curso de Enfermagem, Mônica La Salete da Costa Godinho e Maria José José Iunes Garcia

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1976 – Criação do curso de Enfermagem

O Decreto No 78.949 de 15 de dezembro de 1976, autorizou o funcionamento do curso de Enfermagem e Obstetrícia na EFOA com oferecimento de 40 vagas anuais. Em janeiro de 1977, foram contratadas mais duas enfermeiras, a Profa. Henilda Maria de Carvalho e a Profa. Sônia Maria de Souza Lima, para o início das aulas no mês de fevereiro, no antigo prédio da Praça Dr. Emílio da Silveira. O curso de Enfermagem foi reconhecido em 18 de fevereiro de 1980, após a formatura da primeira turma, ocorrida em dezembro de 1979.

Primeira Turma de Enfermeiras do curso de Enfermagem, graduadas em dezembro de 1979, com as professoras Sônia Maria de Souza Lima e Janira Dias Ribeiro.

Das egressas da primeira turma, a Profa. Maria Silvana Totti da Costa, admitida como docente da EFOA, em julho de 1980, continua no exercício do magistério até hoje, assim como as professoras Lana Ermelinda da Silva e Clícia Valim Côrtes. A Profa. Carmem Lúcia Alves, também graduada em 1979, atuou como docente do curso de Enfermagem até o início da década de 1990, quando se transferiu para a Universidade Federal de São Carlos, e Maria Inez Barbosa Braga que aposentou-se recentemente. Em 1981, o tempo de integralização foi ampliado para três anos e meio e, em 1987 o curso passou a ter quatro anos de duração. Em 2009, em atendimento as novas demandas da profissão e adequando às exigências do Conselho Nacional de Educação para o curso de Enfermagem, foi implantado um novo currículo, com aumento da duração do curso para 9 semestres. O curso de Enfermagem sempre foi um dos mais atuantes da Efoa na saúde pública do município e do Estado de Minas Gerais. Sempre possuiu projetos de extensão universitária que contribuíram para a melhoria da qualidade de vida da população. Trabalhou em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Alfenas (SMSA) na implantação do Sistema Único de Saúde (SUS) e com a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES/MG) na implantação e capacitações do Programa Saúde da Família. No início de 2000, a EFOA foi qualificada como Pólo de Educação Permanente em Saúde para o SUS, o que permitiu a criação de cursos de capacitação para sediar o ProfaE (Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da Enfermagem). | 33 |


2001 – Centro Universitário Federal Efoa/Ceufe

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ntes do advento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, em 1996, o funcionamento e a organização do ensino superior do Brasil eram disciplinados pela Lei No 5.540, de 28 de novembro de 1968. Essa Lei considerava o ensino superior indissociável da pesquisa, incentivava a prática de atividades de extensão, mas não considerava a extensão universitária indissociável do ensino e da pesquisa, e limitava às universidades a prerrogativa de ministrar cursos superiores. Considerava a oferta de ensino superior por estabelecimentos não universitários uma excepcionalidade e os denominava genericamente de estabelecimentos isolados que, assim como as universidades, poderiam ser públicos ou privados. A EFOA se enquadrava nesse grupo de instituições que não gozava da prerrogativa de autonomia universitária. Por essa razão, a criação de cursos, aumento ou redução de vagas dependia de autorização do governo federal e os diplomas expedidos por essas instituições isoladas deviam ser obrigatoriamente registrados em alguma Universidade Federal. No caso da EFOA, seus diplomas eram registrados pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Em 1996, foi sancionada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (Lei No 9.394 de 20 de dezembro de 1996). Por essa lei a educação superior passaria a ser ministrada por instituições de ensino superior, públicas ou privadas, com variados graus de abrangência ou especialização. Portanto, a lei não limitou às universidades a oferta de cursos superiores. A LDB regula somente o funcionamento da universidade. Pressupõe a existência de universidade especializada por campo de saber, mas não faz qualquer referência a outros tipos de instituições de ensino superior – IES – por ela previstos. A regulamentação da Lei No 9.394/96 se deu por meio do Decreto No 2.207 de 15 de abril de 1997. Esse decreto criou outros tipos de IES previstos pela LDB, dentre elas, a figura do Centro Universitário, caracterizado pela excelência do ensino ofertado, pela qualificação do corpo docente e pelas condições de trabalho acadêmico oferecidos à comunidade escolar. O decreto estendia aos centros universitários autonomia para criar, organizar e extinguir, em sua sede, cursos e programas de educação superior, assim como remanejar ou ampliar vagas nos cursos existentes. Conferia ainda autonomia para o registro de diplomas dos cursos oferecidos pelos centros universitários. Naquela época, algumas escolas isoladas federais (ESAL atual UFLA, EPM atual UNIFESP e EFEI atual UNIFEI) pleiteavam, com base na LDB, a transformação em universidades especializadas. Essas instituições isoladas possuíam pesquisa institucionalizada, programas de pós-graduação stricto sensu consolidados e ainda contavam com forte apoio político. No final de 1997, começaram as discussões no âmbito da EFOA, sobre a oportunidade e conveniência de se pleitear sua transformação em universidade especializada. Após muita discussão, chegou-se ao consenso de que naquele momento a Escola não reunia as condições necessárias para se transformar em universidade, pois não possuía programas de pósgraduação stricto sensu e a pesquisa institucionalizada era incipiente.

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2001 – Centro Universitário Federal Efoa/Ceufe

Na 649a reunião da Egrégia Congregação da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas, realizada no dia 3 de abril de 1998, ficou decidido, por unanimidade, que seria elaborado e apresentado ao MEC o projeto de transformação da EFOA em centro universitário, preparando-a, para no futuro, pleitear sua transformação em universidade. A Congregação da EFOA, em sua 653a reunião realizada em 27 de julho de 1998, deliberou pela aprovação do projeto de conversão da EFOA em Centro Universitário e seu encaminhamento ao Ministério da Educação. Na 662a reunião da Congregação da EFOA, realizada no dia 2 de julho de 1999, foi divulgada a aprovação do projeto pelo Conselho Nacional de Educação – CNE. A publicação no Diário Oficial da União do ato de transformação da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas em Centro Universitário Federal dependia, na época, somente da homologação da Resolução do CNE pelo Ministro da Educação. Apenas em 2001 a transformação foi efetivada, com a publicação da Portaria MEC No 2.101, de 1o de outubro de 2001. Entretanto, os efeitos esperados da transformação vieram bem antes disso com a criação, ainda em 1999, dos cursos de Nutrição, Ciências Biológicas e da Habilitação em Fármacos e Medicamentos, do aumento de vagas do curso de Farmácia para 100 (cem) vagas anuais, alteração da duração do curso de Odontologia e a entrada de duas turmas anuais.

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CAPÍTULO 2 UNIFAL-MG e os impactos da sua criação


2005 – Criação da Universidade Federal de Alfenas

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transformação da EFOA em Universidade começou a ser idealizada pelo Prof. João Batista Magalhães, na sua segunda gestão 1997/2001, junto com o Vice-Diretor, Prof. Maciro Manoel Pereira, ocasião em que foi elaborado o projeto de criação do Centro Universitário.

A partir de então, avançaram as discussões de reestruturação pedagógica e organizacional da instituição com o propósito de promover a expansão dos cursos de graduação, incrementar as atividades de extensão e investir na consolidação da pesquisa e pós-graduação, requisitos fundamentais para a futura transformação em universidade.

Imbuído deste firme propósito, ao assumir a Direção da EFOA em 2001, o Prof. Maciro Manoel Pereira, passou a discutir com reitores, representantes do MEC e parlamentares sobre a viabilidade do projeto da transformação da Efoa/Ceufe em universidade. Convidados pelo Reitor da Universidade Federal de Viçosa, Prof. Evaldo Ferreira Vilela, o então Diretor da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas – Centro Universitário Federal, Prof. Maciro Manoel Pereira e o Assessor de Planejamento, Prof. Antônio Camilo de Souza Cruz, participaram no dia 17 de dezembro de 2002, de uma solenidade de outorga do Título de Doutor Honoris Causa ao Vice-Presidente da República, José Alencar, realizada em Viçosa. Naquele dia, Prof. Evaldo Ferreira Vilela apresentou o Diretor, Prof. Maciro Manoel Pereira, ao Vice-Presidente da República, José Alencar, propiciando-lhe a oportunidade de manifestar o seu interesse, e de toda a comunidade, pela transformação da Efoa/Ceufe em universidade. | 38 |


2005 – Criação da Universidade Federal de Alfenas

O Vice-Presidente da República, José Alencar, apoiou a iniciativa e comprometeu-se a acompanhar a tramitação do processo junto aos órgãos governamentais. A data, 17 de dezembro de 2002, pode ser considerada, portanto, o marco decisivo na abertura oficial das negociações que resultaram na criação da universidade. O apoio do Prof. Evaldo Ferreira Vilela foi fundamental para o êxito desta empreitada. Em outra ocasião, no ano de 2003, intermediou o encontro entre os professores Maciro Manoel Pereira e Antônio Camilo de Souza Cruz, com o Ministro da Educação, Cristovam Buarque e o Secretário de Educação Superior do MEC, Carlos Roberto Antunes, ocorrido em Viçosa-MG. Ao completar 89 anos de existência, com longa tradição no ensino, na área de saúde, a EFOA tinha sido responsável pela formação de várias gerações de profissionais, reconhecida nacionalmente pela qualidade do ensino ministrado, excelência esta corroborada pelo desempenho de seus alunos na avaliação oficial do MEC (conceito A em todos os cursos avaliados à época), ocupava posição de destaque na prestação de serviços à comunidade local e regional e estava disposta a participar de maneira mais efetiva dos problemas e desafios impostos pelo desenvolvimento local, regional e nacional. Acrescentavam-se ainda, a este panorama, a posição de destaque no “ranking” das instituições de ensino superior, a contribuição social no atendimento das demandas públicas pelos serviços de saúde, a existência de grupos de pesquisa com linhas de investigação bem definidas, a existência de programas e projetos de extensão voltados para a melhoria da qualidade de vida da população local e regional, a participação efetiva no esforço governamental em prol da melhoria do ensino fundamental e médio com a oferta dos cursos de licenciatura e as possibilidades de expandir a oferta de vagas dos cursos de graduação e do ensino de pós-graduação. Reunindo todos estes quesitos, a Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas – Centro Universitário Federal, Efoa/Ceufe, havia atingido uma situação que apontava para a sua transformação em universidade. Assim, no dia 13 de março de 2003, foi designada pela Portaria No 085, a comissão presidida pelo Prof. Antônio Martins de Siqueira, então Vice-Diretor da Efoa/Ceufe, e constituída pelos professores Erly Maria de Carvalho e Silva, Pró-Diretora de Graduação, Hédima Carvalho de Souza, Pró-Diretora de Extensão e Antônio Camilo de Souza Cruz, Assessor de Planejamento, para a elaboração do projeto para transformação da Efoa/ Ceufe em Universidade. Na 15a reunião do Conselho Superior da Efoa/Ceufe, realizada no dia 7 de maio de 2003, foi aprovado pela Resolução No 004/2013, o “Projeto para transformação da Efoa/Ceufe em Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL-MG”. O projeto apresentava uma riqueza de detalhes técnicos institucionais descritos em um volume com 232 páginas. Em 15 de julho de 2003, o projeto para a criação da universidade foi protocolado pelo Diretor, Prof. Maciro Manoel Pereira e pelo Assessor de Planejamento, Prof. Antônio Camilo de Souza Cruz, na Secretaria de Educação Superior - SESu do Ministério da Educação. A seguir, reuniram-se com o Ministro da Educação, Cristovam Buarque e com o Secretário da SESu, Carlos Roberto Antunes, em busca de apoio. No mesmo dia em que o projeto foi protocolado no MEC, um exemplar foi entregue ao Deputado Federal, Geraldo Thadeu Pedreira dos Santos, em seu gabinete em Brasília. Graduado em Odontologia pela Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas, e eleito Deputado por Minas Gerais, Geraldo Thadeu Pedreira dos Santos, participou ativamente do acompanhamento do processo em Brasília, fazendo inicialmente um pronunciamento na Câmara dos Deputados, em defesa da criação e ressaltando a importância da futura universidade. | 39 |


De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

Em outra oportunidade, o deputado intermediou o encontro entre o Prof. Maciro Manoel Pereira e o então Ministro da Educação, Tarso Genro, para discutir sobre ao andamento do processo de transformação. O apoio político do Vice-Presidente da República José Alencar e, do seu Assessor Parlamentar, Flúvio Cássio Melo e Souza, foram imprescindíveis para o êxito da transformação em universidade. Em diversas ocasiões, o Vice-Presidente compareceu pessoalmente no Ministério da Educação e no Ministério do Planejamento para se inteirar da tramitação do projeto de criação da universidade, além do diálogo que mantinha diretamente com o Prof. Maciro Manoel Pereira. Em 11 de março de 2004, o Vice-Presidente José Alencar encaminhou ao Prof. Maciro Manoel Pereira, cópia da Nota Técnica No 04/2004, emitida em 10 de fevereiro de 2004 pela Secretaria de Gestão da Casa Civil, da Presidência da República. Na correspondência enviada, o Vice-Presidente destacava a aprovação e o andamento do processo e o relevante interesse da criação da universidade para o Estado de Minas Gerais. Ressaltava ainda o avanço do processo que, naquela ocasião, seria remetido à Secretaria Executiva da Presidência da República. Na Nota Técnica No 04/2004 de análise das minutas encaminhadas pelo Ministério da Educação, relativas à Exposição de Motivos Interministerial No 143 e o Projeto de Lei de transformação da Efoa/Ceufe em Universidade Federal de Alfenas, o Gerente de Projetos, Fábio Cidreira Cammarota, a Diretora do Departamento de Fomento Gerencial, Nicoletta Viale Tavares e a Secretária de Gestão Adjunta Maria Izabel Augusta Figueiredo Mota de Almeida da Secretaria de Gestão da Casa Civil, da Presidência da República, manifestaram parecer favorável à referida transformação. Os representantes da Casa Civil alegaram em seu parecer que a Efoa/Ceufe apresentava os requisitos normativos para ascensão ao patamar universitário, em vista da titulação do seu corpo docente, da sua produção científica e do seu papel como pólo estimulador da economia local nas áreas de odontologia, farmácia, enfermagem, nutrição e química. Acrescentaram ainda que, em vista da estrutura organizacional, vigente à época, justificava-se aumentar o quadro docente com a admissão de 80 professores com o propósito de compatibilizar o montante da demanda de projetos e viabilizar o incremento na produção científica. Entre maio de 2003 e abril de 2005, a direção da Efoa/Ceufe representada pelo Diretor - Prof. Maciro Manoel Pereira, Vice-Diretor - Antônio Martins de Siqueira, Assessor de Planejamento - Prof. Antônio Camilo de Souza Cruz, Pró-Diretora de Graduação - Profa. Erly Maria de Carvalho e Silva, Pró-Diretor de Pós-graduação e Pesquisa – Prof. Paulo Márcio de Faria e Silva, Pró-Diretor de Extensão - Hédima Carvalho de Souza, Pró-Diretora de Administração e Planejamento - Jacira Campos Cabral, Pró-Diretor de Recursos Humanos - Osvaldo Pereira Duarte, Secretário Geral - Sebastião Meira, os servidores do quadro técnico administrativo, os docentes e os estudantes acompanharam a tramitação do processo de transformação em universidade, até a sua conclusão em julho de 2005. Na comemoração dos 90 anos da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas, no dia 03 de abril de 2004, a Direção e a comunidade registraram em um monumento, à frente do Pavilhão Central de Aulas, a razão da expectativa diante da possibilidade da iminente transformação em universidade: EFOA - 90 ANOS 1914-2004 “A competência do seu passado espelha a confiança em seu futuro, rumo à universidade” | 40 |


2005 – Criação da Universidade Federal de Alfenas

Além do Deputado Geraldo Thadeu Pedreira dos Santos, incansável defensor da criação da universidade, o apoio político de outros parlamentares também foi de grande importância, destacando-se entre eles, o Senador Eduardo Azeredo, relator do projeto de criação no Senado, o Deputado Federal Ildeu Araújo, o Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado de Minas Gerais - Olavo Bilac Pinto Neto e o seu Chefe de Gabinete - Wellington Pradolini Tibúrcio. A Lei No 11.154 de 29 de Julho de 2005, sancionada pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, publicada no Diário Oficial da União do dia 1o de agosto de 2005, transformou a Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas-Centro Universitário Federal Efoa/Ceufe em Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL-MG. No mesmo ato do Presidente da República, foram criados no Ministério da Educação, sob a direção do Ministro Fernando Haddad, 80 (oitenta) cargos efetivos de Professores do Magistério Superior, destinados à universidade. Faziam parte da primeira equipe integrante da Reitoria da Universidade Federal de Alfenas, o Prof. Paulo Márcio de Faria e Silva - Assessor de Planejamento, Profa. Silvana Maria Coelho Leite Fava - Pró-Reitora de Graduação, Profa. Maria de Fátima Sant’Anna - Pró-Reitora de Extensão, Prof. Marcelo Polo - Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, Jacira Campos Cabral - Pró-Reitora de Administração e Planejamento, Ângela Maria Alves Pereira - Pró-Reitora de Recursos Humanos, Soraya Helena Coelho Leite - Procuradoria Jurídica, Maria José Barbosa Karam - Chefe de Gabinete, Sebastião Meira - Secretário Geral, Vilma Marques da Silva - Chefe do Departamento de Registros Gerais e Controle Acadêmico e Nady Maria dos Santos - Chefe do Departamento de Contabilidade e Finanças.

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A implantação da UNIFAL-MG

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mpossado como Diretor da Efoa/Ceufe em junho de 2005, o Prof. Antônio Martins de Siqueira tornou-se, poucos dias depois, o primeiro Reitor da Universidade Federal de Alfenas. Em ato do Ministro da Educação, Fernando Haddad, o Prof. Antônio Martins de Siqueira foi nomeado pela Portaria No 3.190 de 16 de setembro de 2005, publicada no Diário Oficial da União do dia 19 de setembro de 2005, seção 2, página 12, para exercer o cargo de Reitor pro tempore da Universidade Federal de Alfenas, com efeito retroativo a 1o de agosto de 2005.

As solenidades comemorativas da transformação da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas em Universidade Federal de Alfenas ocorreram nos dias 19 e 20 de agosto de 2005. Na manhã do dia 19 de agosto, foi celebrada uma Missa em Ação de Graças. A seguir, em uma sessão solene, prestou-se uma homenagem ao fundador da EFOA, cujo nome foi atribuído ao Auditório do Pavilhão Central de Aulas. Representando a família do Prof. João Leão de Faria, o seu sobrinho, dentista formado pela EFOA em 1946, Francisco Assis Faria Magalhães, acompanhado de sua esposa, descerrou a placa comemorativa. Juntamente com os convidados e a comunidade acadêmica, o Reitor - Antônio Martins de Siqueira e o Vice Reitor - Roberto Martins Lourenço, participaram da cerimônia de homenagem ao fundador da EFOA, durante a inauguração do auditório.

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A implantação da UNIFAL-MG

Dentre os presentes às solenidades comemorativas da instalação da Universidade, destacaramse os ex-Diretores, Prof. Vínio Barbosa Tamburini (1981-1985), Prof. Maciro Manoel Pereira (2001-2005), Prof. Afrânio Caiafa de Mesquita (1985-1989) e Prof. João Batista Magalhães (1989-1993 e 1997-2001).

A Cerimônia Oficial de Instalação da Universidade Federal de Alfenas ocorreu às 19 horas do dia 19 de agosto de 2005, no Alfenas Tênis Clube. O Secretário Geral, Sebastião Meira, conduziu a cerimônia fazendo a leitura da ata da instalação e registrando a presença, dos membros do Conselho Superior da Universidade, dos servidores docentes e técnicoadministrativos, alunos, autoridades e convidados. Após a abertura da solenidade pelo Reitor, Prof. Antônio Martins de Siqueira, constituiu-se a mesa com o Vice-Reitor - Prof. Roberto Martins Lourenço e os convidados Prof. Antônio Nazareno Mendes - Reitor da Universidade Federal de Lavras, Profa. Mireile São Geraldo dos Santos Souza - Diretora Geral das Faculdades Federais Integradas de Diamantina, Prof. Helvécio Luiz Reis - Reitor da Universidade Federal de São João Del Rei e Representante do Presidente da ANDIFES, Maurílio Peloso Vice-Prefeito de Alfenas, e Nicolau Lupianhes Neto - Juiz da Comarca de Alfenas e Representante da Loja Maçônica Fraternidade Acadêmica Alfenense.

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De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

O Reitor Prof. Antônio Martins de Siqueira, começou o seu discurso, com a mensagem: Esta Universidade é o fruto maduro colhido da árvore da esperança que foi plantada há noventa e um anos, regada e cuidada por todos. Nas palavras dele, a criação da Universidade Federal de Alfenas foi “uma vitória de toda a comunidade acadêmica que trabalhou para que isto fosse possível, resultado da esperança e da luta de pessoas que acreditaram que os sonhos compartilhados têm o poder transformador”. Destacou a importante atuação dos parlamentares, Deputado Federal Geraldo Thadeu Pedreira dos Santos, Flúvio Cássio de Melo e Souza - Assessor Parlamentar do Vice-Presidente da República, Deputado Federal Ildeu Araújo, e Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado de Minas Gerais Olavo Bilac Pinto Neto durante a tramitação do projeto no Congresso Nacional.

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Universidade: época de mudanças institucionais

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criação da UNIFAL-MG, por ocasião da expansão das universidades e interiorização do ensino superior federal, promovida pelo Presidente da República - Luiz Inácio Lula da Silva, representou um marco significativo, histórico e estratégico para o desenvolvimento do Estado de Minas Gerais, em especial Alfenas, Varginha e Poços de Caldas. Sua implantação incrementou a educação superior ampliando o acesso de estudantes de graduação, possibilitou a estruturação e consolidação da pós-graduação stricto sensu, gerou empregos pela abertura de centenas de concursos públicos para professores e técnicos e, de forma indireta, em função da sua notável expansão física, interferiu na economia da região possibilitando a contratação de trabalhadores da construção civil. O quadro de servidores teve um aumento nunca antes observado na história da instituição. Além das 80 vagas para docentes, vinculadas à criação da Universidade em 2005, todas as unidades acadêmicas tiveram o seu quadro docente ampliado com a realização de concursos públicos para 143 professores. Ao final de 2013, a Instituição contava com 466 professores, incluindo 27 substitutos, dos quais 72% são doutores e 25% mestres. Essa evolução teve um forte impacto na oferta de novos programas de pós-graduação stricto sensu e no fortalecimento da pesquisa. Atualmente a Instituição conta com 17 cursos de pós-graduação, sendo 14 mestrados e 3 doutorados. Ao final do ano de 2013, foi registrado um total de 335 alunos matriculados nestes cursos. Embora não tão acentuada como o crescimento do corpo docente, houve uma ampliação muito expressiva do corpo técnico administrativo no período de 2005 a 2013, inclusive com a criação de inúmeros cargos, até então inexistentes na estrutura organizacional, anterior à universidade. A adesão ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI) instituído pelo Decreto No 6.096/2007 permitiu a realização de concursos para 94 vagas de técnicos administrativos em educação. Atualmente, a Universidade conta com 287 servidores técnicos, que somados aos 409 funcionários terceirizados contratados, e ao corpo docente, perfazem uma força de trabalho total de 1.162 pessoas. Até o ano de 2005, a instituição ofertava 340 vagas em cursos de graduação presenciais, sendo apenas 20 vagas (5,88%) para o período noturno. Logo após a transformação da Efoa/ Ceufe em Universidade, a sua participação no Programa de Expansão – Fase I, coordenado pelo MEC, possibilitou a criação, no ano de 2006, de 8 cursos de graduação: Ciência da Computação, Licenciatura em Física, Licenciatura em Matemática, Pedagogia, Licenciatura em Química, Licenciatura em Geografia, Bacharelado em Geografia, Biotecnologia. Com os novos cursos, foram criadas 425 vagas, representando um acréscimo de 25%, das quais 260 (61,17%) destinadas ao período noturno. Com essa ampliação a UNIFAL-MG passou a ofertar em 2007, um total de 765 vagas, das quais 280 (36,6%) foram destinadas ao período noturno. Este fato mostra que a universidade priorizou a abertura de vagas no período noturno, adotando a política de inclusão preconizada pelos programas de expansão. Um avanço quantitativo e qualitativo da universidade, evidenciados no ensino de graduação, pós-graduação, pesquisa, extensão e ampliação do quadro de servidores ocorreu a partir de 2007, como resultado da sua adesão ao REUNI. | 45 |


De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

Implementado pelo governo federal com o objetivo de prover as universidades das condições necessárias para a ampliação do acesso e permanência na educação superior, a adesão ao REUNI, aprovada pela Resolução No 057/2007 do Conselho Superior, em 07 de dezembro de 2007, possibilitou a criação da Unidade Educacional Santa Clara, o campus avançado de Poços de Caldas e o Instituto de Ciência e Tecnologia com seus 4 cursos de graduação. Na mesma época, começaram as atividades de outros 4 cursos de graduação do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas no campus avançado de Varginha, criado por ocasião da primeira expansão das universidades. A diversificação das modalidades de graduação, preferencialmente não voltadas a uma profissionalização precoce e especializada, proposta pelo REUNI, foi implementada nos cursos de graduação ofertados pelas unidades acadêmicas vinculadas aos campi de Varginha e de Poços de Caldas. Inspirada na organização da formação superior proposta por Anísio Teixeira para a concepção da Universidade de Brasília, no início da década de 1960, a UNIFAL-MG inovou o ensino de graduação ao implantar os Bacharelados Interdisciplinares em Ciência e Tecnologia e Ciências Sociais Aplicadas nesses campi. O primeiro ciclo dos Bacharelados Interdisciplinares consiste de um processo de desenvolvimento de competências, habilidades e atitudes pelo estudante, aliadas a uma formação geral de bases conceituais. A conclusão do primeiro ciclo permite ao graduado ingressar no mercado de trabalho ou, candidatar-se a um curso de pós-graduação stricto sensu. O segundo ciclo de estudos, de caráter opcional, compreende a formação profissional em áreas específicas. Em 2013, graduaram-se os alunos do primeiro ciclo dos Bacharelados Interdisciplinares e dos demais cursos criados através do REUNI. Outra inovação resultante dos programas de expansão foi o estabelecimento de parceria com a Universidade Aberta do Brasil (UAB) que viabilizou a criação dos cursos de Licenciatura em Química e Ciências Biológicas, num primeiro momento, e o curso de Pedagogia a partir do ano de 2012. Somam-se ainda os cursos de Especialização em Teorias e Práticas na Educação com início em 2009 e Gestão Pública Municipal que teve início no ano de 2013. Os cursos à distância, com 1.216 alunos matriculados, são ofertados em 21 pólos municipais credenciados pelo MEC sendo, 9 no estado de São Paulo e 12 no estado de Minas Gerais. A Instituição gerou possibilidades de mobilidade dos estudantes entre as instituições de ensino e estimulou a revisão da estrutura acadêmica, tanto que a grande maioria dos projetos pedagógicos dos cursos presenciais e a distância, foram revistos e adequados às demandas atuais. Sensível às necessidades da comunidade acadêmica, os gestores concentraram esforços para que o crescimento da Universidade fosse acompanhado pelo bem estar de seus estudantes. Corroborando para a melhoria das condições de permanência dos alunos, foram consideráveis os investimentos do governo federal com a implementação, em 2010, do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES). Graças ao PNAES foi possível adequar um espaço existente na sede para a instalação do Restaurante Universitário e construir um no campus de Poços de Caldas. Além disso, estão em fase de construção os restaurantes do campus de Varginha e da Unidade Santa Clara. Atualmente, o PNAES atende aproximadamente 1.200 alunos com auxílio alimentação, apoio pedagógico e auxílio à permanência. Esses investimentos na assistência estudantil trouxeram reflexos significativos para a dimensão pedagógica, uma vez que o programa contribui para minimizar as desigualdades sociais entre os estudantes, garantindo condições de permanência e sucesso acadêmico. | 46 |


Estrutura universitária: transformação e criação de unidades acadêmicas

A

partir da aprovação do Regimento Geral da Universidade Federal de Alfenas no dia 9 de abril de 2010 pela Resolução No 004/2010, os departamentos, até então existentes, foram transformados em unidades acadêmicas. Formadas por técnicos de laboratório, técnicos em assuntos educacionais e docentes agregados por áreas de conhecimento afins, reunidos com a finalidade de promover o desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da extensão, as unidades acadêmicas foram constituídas com as denominações de institutos, faculdades ou escolas. Na mesma reunião do dia 9 de abril de 2010, foram criadas pela Resolução No 005/2010, dez unidades acadêmicas, a partir dos departamentos pré-existentes. Em 13 de abril de 2010, foram designados os primeiros diretores e vice-diretores, pro tempore, para exercício até a aprovação dos regimentos internos dessas unidades. Constituiu um avanço em termos de estrutura organizacional, a criação das unidades acadêmicas, constituídas, conforme estabelecido pelo Art. 101 do Regimento Geral da UNIFALMG, pelo diretor, vice-diretor, congregação e secretaria.

»» Escola de Enfermagem Criada a partir do Departamento de Enfermagem, teve como primeira Diretora pro tempore, a Profa. Maria Betânia Tinti de Andrade, e Vice-Diretora pro tempore a Profa. Eliza Maria Rezende Dázio, designadas pela Portaria No 410 de 13 de abril de 2010. Na Escola de Enfermagem estão lotados docentes e servidores técnicos dos cursos de Enfermagem e Fisioterapia. Atualmente, é dirigida pelas docentes, Maria Betânia Tinti de Andrade e Érika de Cássia Lopes Chaves, respectivamente, Diretora e Vice-Diretora eleitas pela unidade.

»» Faculdade de Ciências Farmacêuticas Congrega docentes, farmacêuticos e técnicos que atuam no ensino de graduação e de pós-graduação e nas atividades de pesquisa e extensão, na área de Ciências Farmacêuticas. Essas atividades são realizadas com o apoio dos serviços prestados pela Farmácia Universitária, Laboratório Central de Análises Clínicas, Núcleo de Controle de Qualidade e Horto de Plantas Medicinais. Nos 2 departamentos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Alimentos e Medicamentos e Análises Clínicas e Toxicológicas, estão lotados 36 docentes e 30 técnicos, incluindo técnicos de laboratório e técnicos em assuntos educacionais. Os docentes, Cássia Carneiro Avelino e Amon Sério Vieira, foram designados, respectivamente, Diretora e Vice-Diretor pro tempore da Faculdade de Ciências Farmacêuticas. Atualmente, a direção é exercida pelas professoras, Magali Benjamim de Araújo e Fernanda Borges de Araújo Paula. | 47 |


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»» Faculdade de Nutrição A Faculdade de Nutrição (FANUT) foi instituída pela Resolução No 005 de 09 de abril de 2010, sob a direção inicial dos professores Cristina Garcia Lopes e Marcos Coelho Bissoli, respectivamente, Diretora e Vice-Diretor pro tempore. A FANUT possui um corpo docente com alta qualificação acadêmica, compreendendo 76% de doutores e 24% de mestres, e servidores técnicos de nível superior, que atuam no curso de Nutrição oferecido pela instituição desde o ano 1999. Sua infraestrutura física conta com Laboratórios de Tecnologia de Alimentos, Bromatologia, Avaliação Nutricional, Técnica Dietética e Análise Sensorial de Alimentos e Bebidas, Educação Nutricional, Análises Nutricionais e Toxicológicas in vivo, adequadamente equipados para o desenvolvimento de atividades de pesquisa e de extensão nas áreas de saúde coletiva, nutrição clínica e alimentação de coletividades.

»» Faculdade de Odontologia É formada pelos docentes que atuam na pesquisa, extensão, ensino de pós-graduação e de graduação em Odontologia, desenvolvendo atividades destinadas à formação de cirurgiões-dentistas que possam atuar como agentes promotores da saúde, com ênfase na prevenção e na manutenção da saúde bucal e que possuam os conhecimentos e as habilidades necessárias para o diagnóstico e tratamento das doenças bucais, empregando técnicas e materiais odontológicos adequados. Congrega 32 professores odontólogos em 2 departamentos: Clínica e Cirurgia cuja chefia é representada pela Profa. Francisca Isabel Ruela (Chefe) e João Adolfo Costa Hanemann (ViceChefe); Odontologia Restauradora com a chefia do Prof. Victor Humberto Obergoso Flores e Pedro Rehder Filho (Vice-Chefe). Os professores Mânio de Carvalho Tibúrcio e Paulo Antônio de Arantes Vieira, são os atuais, Diretor e Vice-Diretor, respectivamente, da Faculdade de Odontologia. Reconhecida nacionalmente pela formação de profissionais altamente qualificados, a Faculdade de Odontologia ofereceu, no ano de 2013, além da graduação, os cursos de Especialização em Endodontia, Dentística e Implantodontia e o Mestrado em Ciências Odontológicas.

»» Instituto de Ciências Exatas Derivou-se do Departamento de Ciências Exatas (DCE) que, desde os anos 1960, congregava os docentes das áreas de Química, Bioquímica, Física e Matemática, à época, ligados ao curso de Farmácia. O Departamento que até 2004, possuía 14 docentes, tornou-se um dos maiores da Instituição com a criação dos cursos de Ciência da Computação e das Licenciaturas em Física, Química e Matemática, chegando a congregar 66 professores e 6 técnicos em assuntos educacionais. Em abril de 2010, foi transformado no Instituto de Ciências Exatas – ICEx, dirigido pela Profa. Lira Celeste Alves e Prof. Luiz Alberto Beijo (Vice-Diretor). O atual Instituto de Ciências Exatas, dirigido pelos professores Paulo Alexandre Bressan (Diretor) e Evandro Monteiro (Vice-Diretor), é formado por 42 docentes. Agrega os cursos de Bacharelado em Ciência da Computação, Matemática e Física, e os mestrados dos Programas de Pós-Graduação em Física e Estatística Aplicada e Biometria. | 48 |


Estrutura universitária: transformação e criação de unidades acadêmicas

»» Instituto de Ciências Biomédicas Derivado do Departamento de Ciências Biológicas, o Instituto de Ciências Biomédicas – ICB, foi dirigido inicialmente pelos professores Adir Araújo (Diretor) e Tomaz Henrique Araújo (Vice-Diretor). À época da sua criação, em 2010, possuía os departamentos de Anatomia, Biologia Celular Tecidual e do Desenvolvimento, Ciências Fisiológicas, Microbiologia e Imunologia e Departamento de Patologia e Parasitologia. Foi agregado ao ICB em 07 de fevereiro de 2013, o Departamento de Bioquímica criado pela Resolução No 28/2013, com 7 professores e 2 técnicos de laboratório, originalmente lotados no ICEx. Os docentes do Instituto de Ciências Biomédicas são responsáveis por cerca de 50 disciplinas da área de Ciências Biológicas, ministradas em diversos cursos. Orientam mestrandos e doutorandos, e ministram disciplinas em cursos de especialização e nos programas de pós-graduação - Programa Multicêntrico em Ciências Fisiológicas, Ciências Farmacêuticas, Biociências Aplicadas à Saúde, Ecologia e Tecnologia Ambiental, Química e Ciências Odontológicas. Os professores Wagner Costa Rossi Júnior e Carlos Giovani de Oliveira Nascimento, são os atuais Diretor e Vice-Diretor do ICB.

»» Instituto de Ciências da Natureza Os primeiros docentes do Instituto de Ciências da Natureza - ICN foram lotados no Departamento de Ciências Biológicas posteriormente, desmembrado em outras unidades, uma delas o Departamento de Ciências Biológicas e da Terra (DCBT). Em abril de 2013, o DCBT foi transformado em Instituto de Ciências da Natureza, sob a direção dos professores Ronaldo Luiz Mincato (Diretor) e Cibele Marli Cação Paiva Gouvêa (Vice-Diretora). O ICN congrega 23 docentes graduados nas áreas de Ciências Biológicas, Engenharia Agronômica, Geografia e Geologia e 4 técnicos. Seus docentes atuam nos cursos de Geografia, Ciências Biológicas, Biomedicina, Biotecnologia, Farmácia, Fisioterapia, Odontologia, Ciências Sociais e Pedagogia. Atuam também nos programas de pós-graduação em Ecologia e Tecnologia Ambiental, Ciência e Engenharia Ambiental e Ciências Farmacêuticas. No ICN, existem atualmente 7 grupos de pesquisa e 18 laboratórios, sendo um deles de caráter multiusuário.

»» Instituto de Ciências Humanas e Letras O Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) é a primeira Unidade Acadêmica de Humanidades das IFES da Mesorregião Sul e Sudeste de Minas Gerais. O ICHL resultou da transformação do antigo Departamento de Ciências Humanas, criado em 2009, ainda na estrutura exclusivamente departamental remanescente da Efoa/Ceufe, que teve como primeiro chefe, o Prof. Fábio de Barros Silva, posteriormente substituído pelo Prof. Paulo Denisar Vasconcelos Fraga. A orientação filosófico-acadêmica do ICHL encontra-se expressa nas linhas gerais dos incisos do Art. 3o de seu Regimento Interno, que lhe atribui como finalidades políticoinstitucionais: “I - promover a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão, com viés crítico, ético e humanístico; II - primar pelo desenvolvimento crítico e reflexivo da produção do conhecimento, com compromisso acadêmico e social; III - defender a valorização da | 49 |


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cultura universal como patrimônio histórico da humanidade, reconhecendo-a em sua riqueza e diversidade; IV - contribuir para a plena afirmação e reconhecimento da UNIFAL-MG como universidade pública federal nos planos regional, nacional e internacional”. Instalado no Pavilhão V do campus sede, o ICHL, dirigido pelos professores Paulo Denisar Vasconcelos Fraga - Diretor e Sandro Amadeu Cerveira - Vice-Diretor, abriga os docentes dos cursos pertencentes às grandes áreas de Ciências Humanas e de Linguística, Letras e Artes, que são Pedagogia, História, Ciências Sociais e Letras. O ICHL congrega 60 professores lotados nos departamentos de Ciências Humanas e Letras. Seus docentes atuam no ensino de graduação em diversos cursos do campus sede e se destacam com forte presença na extensão, realizando importantes projetos institucionais apoiados pelo MEC. No campo da pesquisa, estão inseridos em grupos de pesquisa institucionais e na produção de artigos e livros. Em sua funcionalidade político-administrativa, procurando evitar o modelo burocráticogerencialista, o ICHL, seus departamentos e cursos primam pela participação e democracia internas, sendo a congregação do Instituto, as assembleias departamentais e os colegiados de cursos valorizados constantemente como instâncias fundamentais do debate público e da decisão coletiva.

Congregação do ICHL no ano do Centenário, com os professores Kátia A. S. Oliveira, Paula C. Souza, Lilian A. Santos, Wellington F. Lima, Ronaldo A. Moreira, Paulo D. V. Fraga, Sandro A. Cerveira, Paulo R. Hernandes, Adriano P. Santos, Romeu A. Silva, Paulo C. Oliveira. Fevereiro, 2014

Em 2013, foi criado o primeiro mestrado do ICHL, o Mestrado Profissional em História Ibérica, sob coordenação do Prof. Adailson José Rui. Está em fase de elaboração a criação do Mestrado Acadêmico em Educação. Com o espírito de cumprir ativamente seu papel na construção de uma universidade não apenas qualificada tecnicamente, mas crítica e reflexiva, com visão social e histórica, o ICHL teve a iniciativa de propor o primeiro evento institucional sobre a instituição universidade, denominado “Seminários Abertos - A ideia de universidade”, que já realizou duas edições. Paralelamente, com similar intuito, criou o evento “Conferências Humanísticas”, visando um espaço de excelência para debater grandes temas da sociabilidade humana, da cultura e da ciência. | 50 |


Estrutura universitária: transformação e criação de unidades acadêmicas

Primeira edição dos Seminários Abertos “A ideia de universidade”. Agosto, 2010

Prof. Ricardo Antunes da UNICAMP, ao lado do Prof. Paulo Denisar, ministra a primeira edição das Conferências Humanísticas. Outubro, 2013

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»» Instituto de Ciências Sociais Aplicadas O Instituto de Ciências Sociais Aplicadas – ICSA é a unidade acadêmica que congrega os docentes do campus avançado de Varginha. Iniciou suas atividades em março de 2009, com apenas 12 docentes, em um espaço adaptado, e provisoriamente instalado para abrigar mais de uma centena de alunos.

Primeira equipe de docentes do ICSA e reitoria da UNIFAL-MG no início das atividades acadêmicas, Março 2009

Sala de aula instalada provisoriamente para o início do semestre letivo, 2009

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Estrutura universitária: transformação e criação de unidades acadêmicas

Parte do corpo docente atual do ICSA

Formado por um corpo docente jovem, na sua maioria doutores ou em estágio final de doutoramento, o ICSA possui 54 docentes com dedicação exclusiva e 3 professores substitutos. O Instituto tem como meta constituir, em curto prazo, um quadro com 66 docentes com formação na área de Ciências Sociais Aplicadas (Administração, Economia e Contábeis). No Instituto de Ciências Sociais Aplicadas funcionam os cursos de graduação de Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Economia, Bacharelado em Ciências Econômicas com Ênfase em Controladoria, Bacharelado em Administração Pública e Bacharelado em Ciências Atuariais. No segundo semestre de 2013, encontravam-se matriculados nesses cursos, 908 alunos, a maioria proveniente de escolas públicas. O Bacharelado Interdisciplinar em Ciências Sociais Aplicadas constitui um modelo pedagógico inovador, único no país, até esta data. Os acadêmicos dos bacharelados ofertados pelo ICSA realizam outros tipos de atividades curriculares obrigatórias do Programa Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão (PIEPEX) e do Programa Tutorial Acadêmico (PTA). No Instituto também funcionam a Empresa Júnior – Empreender Júnior e a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP). São oferecidos ainda os cursos de pós-graduação lato sensu em Controladoria e Finanças, Gestão Pública e, na modalidade a distância, o curso de Especialização em Gestão Pública Municipal. Em 2013, foi implantado o primeiro curso de pós-graduação stricto sensu do ICSA Mestrado em Gestão Pública e Sociedade.

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»» Instituto de Ciência e Tecnologia

O Instituto de Ciência e Tecnologia - ICT é a unidade acadêmica responsável pelas atividades de ensino, pesquisa e extensão realizadas no campus avançado de Poços de Caldas. Até o final de 2014, o instituto contará com um quadro de 84 docentes em regime de 40 horas, com Dedicação Exclusiva. Atualmente possui 79 docentes, 18 técnicos especializados em funções laboratoriais, uma secretária executiva, além de dois bolsistas do programa PVNS (Professor Visitante Nacional Sênior).

Vista do prédio do ICT que abriga os gabinetes dos docentes, auditório, diretoria, espaço de convivência e a Central de Atendimento Integrado ao Discente - CAID.

No ICT estão lotados os docentes e servidores técnicos que atuam nos 4 cursos de graduação presenciais, Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia – BCT, Engenharias Ambiental, Química e de Minas e nos dois programas de pós-graduação stricto sensu, Ciência e Engenharia Ambiental e Ciência e Engenharia de materiais. Criado à luz das diretrizes do REUNI, concepção que primava por uma nova arquitetura curricular para a universidade brasileira, com a diversificação das modalidades de graduação, evitando a profissionalização precoce e especializada, o ICT foi estruturado com vistas a valorizar a integração entre os saberes, em detrimento da fragmentação e departamentalização do conhecimento. Nesse sentido, alinhou-se à modernidade da formação superior em ciclos, buscando fortalecer os pilares dos projetos pedagógicos dos cursos oferecidos no campus avançado de Poços de Caldas, ao favorecer o exercício da multi e da interdisciplinaridade para formar generalistas com forte fundamentação em ciência e tecnologia, além da formação humanística, capazes de estabelecer relação dialógica com a sociedade, na esteira da sustentabilidade socioambiental e, motivados para a inovação tecnológica e empreendedorismo. | 54 |


Estrutura universitária: transformação e criação de unidades acadêmicas

Vista do Laboratório das Ciências das Engenharias (Fábrica de Experimentos)

Projeto de Extensão “Calouro Cidadão” (Trote Solidário)

PIEPEX - Programa Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão. Discentes elaborando e defendendo projetos desde o primeiro semestre do curso

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Gincana Universitária e Mostra de Ciência e Tecnologia no Shopping Poços de Caldas

Visitas técnicas e aulas de campo realizadas pelos discentes dos cursos de Engenharia Ambiental, Química e de Minas

A estrutura organizacional do ICT é constituída pelo Diretor - Prof. Cláudio Antônio de Andrade Lima, Vice-Diretor - Prof. Gaël Yves Poirier, Congregação com representantes dos docentes, servidores técnicos em assuntos educacionais e discentes; secretaria e os núcleos acadêmicos da Matemática e Modelagem, Humanidades e Empreendedorismo, Física, Química, Engenharia Ambiental, Engenharia Química e Engenharia de Minas. Semestralmente são programados eventos de qualificação e integração docente e atividades de reafirmação dos pilares pedagógicos do campus de Poços de Caldas.

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Estrutura universitária: transformação e criação de unidades acadêmicas

Eventos de integração e qualificação dos docentes do Instituto de Ciência e Tecnologia

Seminários de oportunidades para maior interação com empresas

»» Instituto de Química O Instituto de Química (IQ) é a mais recente unidade acadêmica da instituição. A criação do IQ foi norteada pela busca de uma melhor gestão do conhecimento da grande área de química, com vistas ao fortalecimento do ensino, da pesquisa e da extensão, baseados em ações de interdisciplinaridade, multidisciplinaridade e da transdisciplinaridade, destacadas no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UNIFAL-MG. Criado a partir do projeto “Desmembramento do Instituto de Ciências Exatas – ICExUNIFAL e Criação do Instituto de Química – IQ UNIFAL” proposto por um grupo de professores da área de química, até então lotados no Instituto de Ciências Exatas, foi oficialmente constituído pela Resolução No 051 de 07 de outubro de 2011. Foi dirigido inicialmente pelas professoras Marisi Gomes Soares e Keila Bossolani Kiill, respectivamente, Diretora e Vice Diretora pro-tempore. Após a aprovação do Regimento Interno do IQ, que entrou em vigor no dia 25 de junho de 2012, foram eleitos os professores Alzira Maria Serpa Lucho e Eduardo Tonon de Almeida, respectivamente, Diretora e Vice Diretor do instituto.

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Atualmente, o IQ é constituído por 5 técnicos e 23 professores, dos quais, 91% possuem título de doutor. Os docentes ministram aulas das sete áreas da Química: Química Geral e Inorgânica, Físico-química, Orgânica, Química Analítica, Química Analítica Instrumental e Ensino de Química e Tecnologia nos cursos de graduação e nos Programas de Pós Graduação em Química e Ciências Farmacêuticas. O IQ conta, também, com diversos funcionários terceirizados que prestam serviços de secretaria, limpeza e de apoio laboratorial.

Parte do corpo docente e técnico do Instituto de Química, Fevereiro 2014

Em termos estruturais, o IQ possui diversos laboratórios de pesquisa e de ensino, que agregam equipamentos científicos modernos, possibilitando o desenvolvimento de projetos de pesquisa nas áreas de Química Analítica, Bioinorgânica, Estudos Cristalográficos, Eletroquímica, Fitoquímica, Química de Complexos Metálicos, Química dos Materiais, Química Medicinal, Sistemas Aquosos Bifásicos e Química Teórica. No que tange aos projetos de extensão universitária, são desenvolvidos programas de Educação Inclusiva, Ensino e Processos ligados a Aprendizagem e de Formação Inicial e Continuada de Professores de Química. Está em fase de estudos, a elaboração de um projeto de mudança do IQ para a Unidade Educacional Santa Clara, onde o mesmo poderia ser instalado em um espaço mais amplo e capaz de suprir as demandas deste instituto para os próximos anos.

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O desenvolvimento tecnológico

N

o ano de 1986, a EFOA recebeu, em regime de comodato, o seu primeiro microcomputador de 8 bits, 17000 – Itautec. Em 1988, adquiriu microcomputadores da linha IBM-PC/XT. A primeira rede com 5 microcomputadores – AMPLUS foi montada em 1990. A partir de então, foi constituída uma equipe com 3 funcionários para o desenvolvimento de sistemas e treinamento de usuários. Além daqueles lotados no Centro de Processamento de Dados (CPD), servidores de diferentes setores realizaram serviços indispensáveis para o desenvolvimento tecnológico institucional, visando à automatização de rotinas e procedimentos relacionados ao controle acadêmico, empréstimo de acervo bibliográfico, processos licitatórios, gestão patrimonial e de recursos humanos. Entre os principais sistemas instalados destacava-se, por seu porte e atualização, o Sistema de Controle Acadêmico, desenvolvido pelo Professor José Sebastião Martins. Entre 1995 e 2005, com a ampliação do quadro técnico do CPD e com a possibilidade de contração de estagiários remunerados, diversos sistemas foram desenvolvidos. Neste mesmo período, foi instituída pelo Departamento de Administração, atual Pró-Reitoria de Administração e Finanças, a Oficina de Eletrônica, para a execução de serviços técnicos em eletrônica e outros relacionados à infraestrutura de redes. Com o surgimento das redes corporativas baseadas em sistemas abertos, em 1997, a EFOA promoveu a reestruturação e expansão da infraestrutura da rede de computadores, integrando as suas diversas unidades acadêmicas e administrativas. Posteriormente, por intermédio da Rede Nacional de Pesquisa (RNP), foi estabelecida a ligação com a Internet. Também nesta época, entre as estratégias estabelecidas constavam a ampliação do número de salas de aula com recursos audiovisuais e de informática e a ampliação do número de equipamentos disponíveis aos alunos, professores e servidores do quadro administrativo. A instituição acompanhou o avanço mundial da cultura da informática equipando todas as unidades administrativas, laboratórios e salas de aula com microcomputadores, impressoras, scanners e projetores multimídia. A partir de 2012, a infraestrutura das redes interna e externa foram ampliadas e novas tecnologias incorporadas, como a implantação da rede sem fio. Devido a adesão institucional ao Programa de Expansão das Instituições Federais de Ensino Superior e ao REUNI, ocorreu um aumento significativo da demanda por sistemas baseados em tecnologia Web, para o estabelecimento do atendimento integrado às necessidades crescentes das diversas áreas da instituição, independente da localização geográfica. A ampliação do quadro de pessoal técnico do Núcleo de Tecnologia de Informação (NTI), ocorrida a partir de 2006, com a contratação de servidores efetivos para a área de Tecnologia da Informação, contribuiu para uma rápida modernização tecnológica institucional. A implantação do novo Sistema de Controle Acadêmico, em 2009, e a criação de um banco de dados institucional foram o marco inicial para o desenvolvimento de um sistema de gestão acadêmica integrado, com a agregação dos módulos adicionais Gestão de Pessoas, Almoxarifado, Patrimônio, Espaço Físico, Protocolo, Assistência Estudantil, Restaurante Universitário, Transportes, Ordens de Serviço, Reserva de Salas e Compras. Desde 2011, o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), sob a direção da servidora Beatriz Garcia de Araújo Ferreira, está funcionando no Pavilhão K, em um amplo espaço físico projetado para o desenvolvimento de sistemas, redes, segurança, suporte técnico, governança e atendimento ao usuário. | 59 |


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Instalações do Núcleo de Tecnologia de Informação no Pavilhão K

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CAPÍTULO 3 Infraestrutura física: a sede e os campi avançados


A estrutura física

N

os primeiros cinco anos após a sua fundação, a EFOA funcionou na antiga Santa Casa, na Rua Direita, atual Rua Presidente Artur Bernardes.

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A estrutura física

A segunda sede, funcionou em um imóvel adquirido do Sr. Azarias Marinho de Queiroz, no ano de 1919, pelo valor de 12 contos de réis. O prédio estava localizado na Rua Direita, atualmente Rua Presidente Artur Bernardes, No 899, cruzamento com a Rua Manoel Pedro Rodrigues. Após o encerramento das atividades da EFOA neste prédio, no final da década de 1930, passou a funcionar no local, o Grupo Escolar Minas Gerais.

A terceira sede foi adquirida no ano de 1937, pelo então Diretor Roque Nicolau Tamburini, mediante permuta com o Coronel Jonas de Figueiredo e pagamento complementar de 40 contos de réis. O prédio estava localizado na Praça Frontin, mais tarde denominada Praça da Bandeira e, atualmente Praça Dr. Emílio da Silveira, cruzamento com a Rua Presidente Artur Bernardes. O prédio, onde a Escola funcionou por cerca de 30 anos, até o início dos anos 1970, passou por reformas com modificações estruturais e arquitetônicas significativas, nas gestões dos diretores Prof. Pedro Martins de Siqueira (1948/1957) e Prof. Amélio da Silva Gomes (1963/1964).

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O prédio da terceira sede da EFOA, reformada nas décadas de 1950 e 1960

Sala da Diretoria e Inspetoria da EFOA na Praça da Bandeira, 1958

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A estrutura física

Sala de espera da EFOA na Praça da Bandeira, 1959

A partir de 1966, sob a gestão do Prof. Lamartine de Barros Duarte, iniciou-se o processo de expansão física da instituição, com a compra de um terreno na Rua Gabriel Monteiro da Silva. O primeiro prédio construído no local, o Pavilhão B, foi planejado para abrigar o Departamento de Ciências Exatas do curso de Farmácia. Após o término da construção em 1967, na gestão do Prof. Nilo Bernardes da Silva, começou de forma gradativa e definitiva, a mudança para o campus sede da atual Universidade na Rua Gabriel Monteiro da Silva, No 700. Nas gestões dos diretores, Prof. Hélio de Souza, Prof. Vínio Barbosa Tamburini e Prof. João Batista Magalhães, entre as décadas de 1970 e 1990, foram adquiridos outros lotes das imediações da sede, aos quais foram incorporados trechos da Rua João Florentino da Silva e Rua Antônio Carlos, doados pela Prefeitura Municipal de Alfenas, constituindo uma área total de 41.453 m². Desde a instalação definitiva no atual campus, todos os gestores investiram no levantamento de recursos orçamentários e financeiros e na aprovação de projetos para a construção de laboratórios, salas de aula e prédios destinados à biblioteca, setores administrativos e de suporte. Dentre as construções mais recentes estão o “Pavilhão O” onde está localizada a Biblioteca Central, as Pró-reitorias e a Reitoria, o “Pavilhão K” onde está alocado o Núcleo de Tecnologia da Informação e o “Pavilhão L”, com salas da Pró-Reitoria de Extensão e da Universidade Aberta a Terceira Idade. Nos últimos 7 anos, após a transformação em universidade, a área construída no campus sede, mais que dobrou, passando de 18.546m² para 41.697m², que representa um aumento de 125% da área total da sede.

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»» Campus Sede da Universidade Federal de Alfenas

O Pavilhão Central de Aulas – PCA – construído na gestão do Prof. João Batista Magalhães 1997/2001.

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A estrutura física

Campus sede. Fonte: “Fotografia Aérea com Pipa: uma prática lúdica na construção do conhecimento” do Projeto de Extensão do Prof. Evânio do Santos Branquinho e do Técnico em Eletrônica, Rogério Souza Bernardes. Julho 2012.

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»» A Unidade Santa Clara do Campus Sede Ciente dos benefícios que a implantação da Universidade Federal de Alfenas traria ao Município e da necessidade de ampliação do espaço físico devido a admissão de professores, servidores técnicos e, principalmente do aumento do número de discentes ingressantes nos cursos criados após 2005, a Prefeitura Municipal de Alfenas doou uma gleba de 200.000 m² para a Universidade. A área, localizada no Bairro Santa Clara, foi destinada à instalação da Unidade Educacional II vinculada ao campus sede. Atualmente, a Unidade II possui 14.540 m² de área construída, onde estão em funcionamento, desde 2013, os cursos de Geografia, Fisioterapia e Ciência da Computação.

Vista da Unidade Santa Clara. Fonte: Projeto de Extensão dos Prof. Evânio do Santos Branquinho e do Técnico em Eletrônica, Rogério Souza Bernardes. Julho 2012

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A estrutura fĂ­sica

Unidade Santa Clara

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A expansão da área física

G

raças aos recursos financeiros destinados à universidade pelo Ministério da Educação, para viabilizar a implantação de todos os cursos criados pelo Plano de Expansão I e pela adesão ao REUNI - Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, a UNIFAL-MG investiu na readequação da sua infra-estrutura, expandindo, de forma exponencial, sua área física. A Universidade Federal de Alfenas possui atualmente uma área total de 876.453 m², sendo 41.453 m² no campus sede, 200.000 m² na Unidade Educacional Santa Clara, 135.000 m² no campus avançado de Varginha e 500.000 m² no campus avançado de Poços de Caldas. A ocupação da área disponível está sendo feita de forma gradativa e de modo a atender à expansão do ensino, da pesquisa e da pós-graduação. Nos últimos sete anos, ocorreu um acréscimo de aproximadamente 67 mil metros quadrados de área construída nos campi da UNIFAL-MG. Hoje, a Universidade possui 86.418m² de área construída, sendo 48,25% na sede, 16,83% na Unidade Santa Clara, 16,15% no campus de Varginha e 18,77% no campus de Poços de Caldas.

Área / m²

Evolução e acréscimo de área contruída no período 2006-2013 90.000 80.000 70.000 60.000 50.000 40.000 30.000 20.000 10.000 0

2006

2007

2008

Acréscimo de área construída

2009

2010

2011

2012

2013

Ano Área total construída Fonte: Coordenadoria de Projetos e Obras

A criação do campus avançado de Varginha, fruto da adesão da UNIFAL-MG à política de expansão do ensino superior público federal promovida pelo MEC, “Expansão - Fase 2”, foi autorizada pela Resolução No 54 de 28 de novembro de 2007 do Conselho Superior. As atividades começaram em 02 de março de 2009, em uma sede provisória cedida pela Prefeitura Municipal de Varginha.

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A expansão da área física

Sede provisória do campus avançado de Varginha, 2009

Hoje, o campus de Varginha está instalado em sua sede definitiva, na Avenida Celina Ferreira Ottoni, 4000, no Bairro Padre Vitor. Ocupa uma área de 135.000 m² doada pela Prefeitura Municipal de Varginha, graças às negociações iniciadas em 2007 entre o Reitor, Prof. Antônio Martins de Siqueira e o prefeito, à época, Mauro Tadeu Teixeira e, mais tarde efetivadas na gestão do prefeito Eduardo Antônio Carvalho. Até o final de 2013, o campus de Varginha, apresentava uma área construída com recursos do governo federal, de aproximadamente 14.000 m². Evolução da área construída – Campus Avançado de Varginha 16.000 Área construída / m²

14.000 12.000 10.000 8.000 6.000 4.000 2.000 0 2009

2010

2011

2012

2013

Ano Fonte: Coordenadoria de Projetos e Obras

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De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

Vista aérea parcial do Campus Avançado de Varginha, 2013

Vista aérea parcial do Campus Avançado de Varginha, 2013

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A expansão da área física

Vista atual do campus avançado de Varginha, 2013

Estão em funcionamento no campus da UNIFAL-MG em Varginha, quatro prédios com diversas salas de aula, dois laboratórios de informática, 65 salas de professores, salas para as coordenações de curso, laboratórios de pesquisa, diversas salas para atendimento dos alunos, biblioteca, cantina, salas administrativas, auditório com 174 lugares e área de convivência social para servidores e alunos.

Vista do Prédio B e C (ao fundo) do campus avançado de Varginha

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De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

Vista do Prédio D do campus avançado de Varginha, onde estão instaladas a biblioteca, cantina, auditório, salas de aula e de professores

O campus avançado de Varginha foi inaugurado oficialmente no dia 7 de agosto de 2013, em uma cerimônia com a participação da Presidente da República - Dilma Rousseff, do Ministro da Educação - Aloizio Mercadante, do Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio - Fernando Pimentel, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Antônio Andrade, da Comunicação Social - Helena Chagas, servidores do campus, docentes do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, alunos e Reitoria da Universidade Federal de Alfenas.

Descerramento da placa e inauguração oficial do campus avançado de Varginha

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A expansão da área física

Prof. Paulo Roberto Rodrigues de Souza – Diretor do campus, Prof. Paulo Márcio de Faria e Silva – Reitor, Presidente da República - Dilma Rousseff, Vera Lúcia de Carvalho Rosa - Pró-Reitora de Administração e Finanças, Prof. Tomas Dias Sant’Ana - Pró-Reitor de Planejamento, Orçamento e Desenvolvimento Institucional e Prof. Paulo César de Oliveira Chefe de Gabinete.

Os professores Paulo Roberto Rodrigues de Souza e João Estevão Barbosa Neto são, respectivamente, os atuais Diretor e Vice-Diretor do campus avançado de Varginha. O corpo técnico administrativo é formado por 20 servidores, todos graduados. Destes, quatro são mestres e cinco estão cursando mestrado. Para o ano de 2014, está previsto um aumento de 10 vagas no quadro de servidores técnicos do campus, conforme pacto estabelecido entre o Ministério do Planejamento e a UNIFAL-MG.

Corpo técnico administrativo, docentes e reitoria no campus avançado de Varginha durante as comemorações dos 97 anos da Unifal-MG em 2011

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De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

O campus avançado de Poços de Caldas surgiu da adesão da Universidade Federal de Alfenas ao Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, instituído pelo Decreto No 6.096 de 24 de abril de 2007. A sua criação foi aprovada pelo Conselho Superior da UNIFAL-MG em 07 de dezembro de 2007, Resolução No 057/2007. Ao longo do ano de 2008, o Reitor, Prof. Antônio Martins de Siqueira, participou de várias reuniões para estabelecer as condições de parceria entre a Universidade Federal de Alfenas e Prefeitura Municipal de Poços de Caldas.

Assinatura do termo de parceria com a Prefeitura de Poços de Caldas, no Palace Cassino, 2008

Como resultado dessas negociações, as atividades do campus avançado iniciaram-se no primeiro semestre de 2009, com 131 discentes matriculados no curso de Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia, 15 servidores técnico-administrativos e 11 docentes, instalados provisoriamente no prédio da Autarquia Municipal de Ensino, cedido pela Prefeitura Municipal de Poços de Caldas.

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A expansão da área física

Autarquia Municipal de Ensino de Poços de Caldas, sede provisória do campus avançado da UNIFAL-MG, 2009

Pouco tempo depois do início das atividades na sede provisória, começaram, no ano de 2009, as obras para a instalação do campus avançado da UNIFAL-MG na área de 500.000 m² doados pela Prefeitura de Poços de Caldas.

Área doada para a Universidade Federal de Alfenas na cidade de Poços de Caldas, 2008.

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De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

Construção e pavimentação do campus avançado de Poços de Caldas, 2009

Assim que foi concluída a construção de uma área de aproximadamente 7.000 m², em agosto de 2010, o campus foi transferido para a sua sede definitiva localizada na Rodovia José Aurélio Vilela, 11.999, Km 533 - BR 267, Cidade Universitária. A cerimônia de inauguração da sede definitiva ocorreu no dia 25 de outubro de 2010, com a presença do Reitor - Prof. Paulo Márcio de Faria e Silva, Ministro da Educação - Fernando Haddad, Profa. Maria de Fátima Rodrigues Sarkis - Diretora do Campus, Prefeito de Poços de Caldas - Paulo César Silva, a representante dos alunos - Maria Eurenice Rocha, servidores da instituição, acadêmicos e convidados.

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A expansão da área física

Atualmente, o campus avançado de Poços de Caldas possui uma área construída de 16.000 m² com infraestrutura projetada para abrigar os servidores do Instituto de Ciência e Tecnologia e atender os cursos de Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia, Engenharia Química, Engenharia de Minas e Engenharia Ambiental. Evolução da área construída – Campus de Poços de Caldas

Área construída / m²

18.000 16.000 14.000 12.000 10.000 8.000 6.000 4.000 2.000 0 2009

2010

2011

2012

2013

Ano Fonte: Coordenadoria de Projetos e Obras

Vista aérea do campus avançado de Poços de Caldas, 2012

No início das atividades no campus de Poços de Caldas, o Prof. Cláudio Antônio de Andrade Lima respondia pela direção pedagógica e a Profa. Maria de Fátima Rodrigues Sarkis, pela direção administrativa do campus. A direção atual é exercida pelos professores Rodrigo Sampaio Fernandes e Maria de Fátima Rodrigues Sarkis, respectivamente, Diretor e ViceDiretora do campus. | 79 |


CAPÍTULO 4 Excelência no ensino superior


A expansão do ensino e a diversificação das áreas de formação profissional

A

criação do Centro Universitário Federal, em 2001, e da Universidade, em 2005, gerou um grande aumento na oferta de vagas e de cursos de graduação na instituição, indo ao encontro das políticas públicas de expansão do ensino superior.

Antes da autonomia para criação de novos cursos, foram implantados os cursos de Nutrição, Ciências Biológicas e a Modalidade Fármacos e Medicamentos do curso de Farmácia autorizados pela Portaria MEC No 1.202 de 03 de agosto de 1999.

Iniciou-se naquele ano, o primeiro curso noturno da Instituição, o curso de Ciências Biológicas, desmembrado em 2002, nas modalidades Licenciatura e Bacharelado. A vocação institucional, originalmente voltada para a área de saúde, diversificouse profundamente nos últimos anos. Em 2003, foi implantado o curso de Bacharelado em Química. No ano seguinte, foi criado o Centro de Educação Aberta e a Distância – CEAD, para gerenciamento e acompanhamento dos cursos de graduação e de especialização a distância. Nessa modalidade, a universidade oferece Licenciatura em Ciências Biológicas, Pedagogia e Licenciatura em Química. A UNIFAL-MG empenhou-se em atender às diretrizes do governo federal, de ampliação dos cursos noturnos para a formação de professores para atuação no ensino fundamental, ofertando a partir de 2006, as Licenciaturas em Física, Química, Pedagogia e Geografia. Pouco tempo depois, foram implantadas as Licenciaturas em História, Ciências Sociais e Letras. Na mesma época, a adesão ao Programa de Expansão do Ensino Superior – Fase I permitiu à universidade obter os recursos humanos e de infraestrutura para a implantação dos cursos de Ciência da Computação e dos Bacharelados em Geografia e em Biotecnologia. O perfil da instituição isolada do interior do país mudou radicalmente nos últimos 10 anos. A implantação de novos cursos, favorecida pela criação da universidade e pela adesão aos programas de expansão do ensino público, foi um marco histórico, altamente significativo no processo de crescimento da UNIFAL-MG. Ocorreu no período de 2006-2009, um crescimento de 11 para 25 cursos e, 620 para 1.529 vagas, que representam um aumento de 127% e 146%, respectivamente, no número de cursos e de vagas ofertadas. Em 2008, o curso de Bacharelado em Ciências Biológicas com ênfase em Ciências Médicas foi transformado em Biomedicina. No ano de 2009, foi criado o curso de Fisioterapia e começaram duas novas modalidades de ensino de graduação nos campi avançados: o Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia (BCT) em Poços de Caldas e o Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Economia (BICE) em Varginha. Além de se mostrar atenta às novidades do ensino superior, criando os bacharelados interdisciplinares, a UNIFAL-MG introduziu uma inovação ao implantar o Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Economia, primeiro e único do país até o momento.

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A expansão do ensino e a diversificação das áreas de formação profissional

Os Bacharelados Interdisciplinares são cursos de graduação destinados à formação de profissionais generalistas, cujos egressos obtêm o grau de Bacharel ao concluírem o primeiro ciclo. O egresso do Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia pode atuar nas áreas de ciência e tecnologia, em instituições públicas e privadas, ingressar em programas de pós-graduação ou optar pelo segundo ciclo de formação profissional, para cursar uma das modalidades de Engenharia - Engenharia Ambiental, Engenharia Química ou Engenharia de Minas. O Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Economia prepara os discentes para o mercado de trabalho ou para um segundo ciclo de formação em Administração Pública, Ciências Atuariais e Ciências Econômicas com ênfase em Controladoria. Acompanhando a política governamental de investimento na expansão do ensino a distância, foram ofertados no segundo semestre de 2013, os cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas nos Polos de Boa Esperança, Formiga e Ilicínea e Pedagogia e Química no campus sede da universidade. Até esta data, encontram-se matriculados 613 alunos nos cursos dessa modalidade de ensino. Incluindo os cursos presenciais e a distância, a UNIFAL-MG ofereceu, no segundo semestre de 2013, 30 cursos para os 6.895 alunos matriculados no campus sede e nos campi avançados de Varginha e Poços de Caldas. Em fevereiro de 2014, a Universidade iniciou a oferta, no campus sede, do primeiro curso de Medicina de Instituição Pública do Sul de Minas, com 60 vagas anuais. Como instituição pública, a UNIFAL-MG tem participado ativamente no processo de democratização do acesso ao ensino superior. Desde 2010, adota o Sistema de Seleção Unificada – Sisu, que usa o resultado do ENEM como forma de ingresso para os seus diferentes cursos de graduação. Uma parcela bastante significativa dos alunos matriculados é proveniente das escolas públicas, perfil observado antes mesmo da implantação do sistema de reservas de vagas (12,5%) determinada pela Lei no 12.711 de 2012. Porcentagem por ano/semestre dos matriculados que concluíram todo o ensino médio em escolas públicas. 60 50

%

40

51,4

48,1 33

34,4

36,3

40,5

39,3 33,3

34,7

2010-1

2010-2

41,9

41

30 20 10 0 2008-1 2008-2

2009-1

2009-2

2011-1 2011-2 2012-1

2012-2

2013-1

Fonte: DRGCA - Departamento de Registros Gerais e Controle Acadêmico

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Pesquisa

O

s professores José Renan Vieira da Costa, Vinícius Vieira Vignoli, Walter Rocha, Ana Maria Duarte Dias Costa e João Evangelista Fiorini, estão entre os pioneiros no desenvolvimento da pesquisa experimental na instituição, iniciada a partir dos anos 1970.

Entre 1977 e 2000, os resultados dos projetos de pesquisa desenvolvidos na instituição eram publicados na Revista da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas. A comissão editorial da revista, coordenada pelo Prof. José Renan Vieira da Costa, incluía dentre outros, os professores Elzi Resende Tamburini, Leyr Macedo Singi, Afrânio Caiafa de Mesquita, Hélio Milício de Souza, Maria Sinira Rocha de Oliveira e Antônio Camilo de Souza Cruz. Os trabalhos de datilografia dos artigos publicados eram de responsabilidade de Sebastião Meira e Amador da Silveira Ferreira. No ano de 2001, a aprovação do projeto “EFOINFRA – Melhoria de infraestrutura de pesquisa na Efoa/Ceufe”, submetido à FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia) pelo então Pró-Diretor de Pesquisa e Pós-Graduação, Prof. Paulo Márcio de Faria e Silva, promoveu importantes transformações no âmbito da pesquisa institucional. Naquela época, os recursos liberados pela FINEP, da ordem de 800 mil reais, foram aplicados na compra de equipamentos e construção dos laboratórios de Análise Química de Fármacos (LAQF) e Biologia Molecular de Microorganismos, coordenados, respectivamente pelos professores Pedro Orival Luccas e Marília Caixeta Franco.

Laboratório de Análise Química de Fármacos, 2003.

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Pesquisa

A criação de outros laboratórios exclusivos para pesquisa, incluindo o de Análises de Toxicantes, coordenado pela Profa. Maria Elisa Pereira Bastos de Siqueira e o de Fitoquímica coordenado pelos professores Marcelo Henrique dos Santos, Márcia Paranho Veloso e Geraldo Alves da Silva, possibilitaram o desenvolvimento de projetos de alta qualidade e o incremento da produção científica. No início de 2004, existiam 17 grupos de pesquisa. Atualmente, a UNIFAL-MG conta com 65 grupos cadastrados no CNPq, um aumento de quase 300%. Os grupos criados, credenciados pela instituição, reúnem docentes das diferentes áreas, sendo 12 das Ciências Biológicas, 14 das Ciências Exatas e da Terra, 11 das Ciências Humanas, 3 das Ciências Sociais e Aplicadas, 14 das Ciências da Saúde, 7 das Engenharias, 3 da Lingüística, Letras e Artes e 1 das Ciências Agrárias. Diversos fatores possibilitaram o expressivo crescimento da pesquisa e ciência, nos últimos vinte anos. O financiamento por agências de fomento (CAPES, CNPq, FAPEMIG) e o apoio da própria UNIFAL-MG que aporta recursos e disponibiliza a infraestrutura de pesquisa e ensino, tecnologia de informação, transporte e serviços de manutenção de laboratórios, redes de computadores e infraestrutura física. Há de se destacar o papel dos gestores – Diretores, Reitores, Pró-Diretores e Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação que, juntos envidaram esforços para que a instituição pudesse atingir o patamar qualitativo, hoje evidente na pesquisa e na pós-graduação. Acrescente-se ainda, a elevada qualificação dos professores, admissão de técnicos de laboratório qualificados, a estruturação da pós-graduação, a aquisição de equipamentos | 85 |


De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

multiusuários, a melhoria da infraestrutura dos laboratórios, o estímulo à iniciação científica com a participação de bolsistas e alunos voluntários e o crescimento da publicação científica. No período de 2006 a 2012, a Universidade foi contemplada com mais de R$ 8 milhões de reais captados por meio das chamadas CT-INFRA da Financiadora de Recursos e Projetos – FINEP, que apoia projetos de implantação, modernização, ampliação e recuperação de infraestrutura física de pesquisa em universidades. No ano de 2013, a Instituição foi contemplada com mais de R$ 2,5 milhões de reais, o maior valor até então aprovado na história da UNIFAL-MG. Um dos subprojetos, no valor de R$ 1,4 milhão, contemplará a construção de uma obra de 1000 m² do Centro de Biologia Experimental na Unidade Santa Clara. O segundo subprojeto, no valor de R$ 1,1 milhão, possibilitará a implantação do Centro de Estudos e Aplicação de Materiais para Remediação Ambiental no campus de Poços de Caldas. Nos últimos anos houve um aumento expressivo de investimentos pela FAPEMIG. Em 2013, a agência de fomento aprovou 22 projetos submetidos por pesquisadores da UNIFALMG. Somados os recursos captados pelos pesquisadores e a aprovação de outros dez projetos em 2013, a FAPEMIG concedeu à Instituição R$1.322.000 reais.

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Pós-Graduação lato sensu

S

ob a coordenação do Prof. Hélio de Souza, do Departamento de Prótese Restauradora, foi implantado o primeiro curso de Especialização na EFOA. Aprovado pela Resolução No 14/77 da Congregação da EFOA, e Parecer No 137/81 e Resolução No 12/83 do Conselho Federal de Educação (CFE), o curso de Especialização em Prótese Dentária, funcionou durante 20 anos, desde o seu início em 1982.

No mesmo ano, foi implantado o curso de Especialização em Ciências Biológicas, aprovado pela Resolução No 14/77 da Congregação da EFOA e Parecer No 456/81 do CFE. O curso coordenado pelos Professores José Renan Vieira da Costa, Walter Rocha e Vinícius Vieira Vignoli era ministrado pelos docentes do Departamento de Morfologia.

Em 1985, foi implantado o curso de Especialização em Microbiologia, aprovado pela Resolução No 12/83 do CFE, coordenado pelo Prof. João Evangelista Fiorini, do Departamento de Microbiologia e Parasitologia, até o seu encerramento em 1995. Vários cursos criados, a partir da década de 1990, tornaram-se conhecidos nacionalmente e possibilitaram a formação de inúmeros especialistas oriundos de várias regiões do país. cursos de Especialização Periodontia Endodontia Dentística Ortodontia Implantodontia

Ano de início 1990 1990 1993 1997 1998

Odontopediatria

1999

Análises Clínicas

2001

Coordenação Prof. Amauri Gabriel da Silva Prof. Carlos Roberto Colombo Robazza Prof. Mânio de Carvalho Tibúrcio Prof. Walter Alves de Araújo Prof. Ronaldo Célio Mariano Prof. Maciro Manoel Pereira Profa. Olinda Maria Barroso de Araújo Prof. Antônio Carlos da Silva

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De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

Em parceria com o Ministério da Educação e Ministério da Saúde, a UNIFAL-MG está oferecendo, pela primeira vez, cursos de residência – Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família (PSF) e Programa de Residência em Enfermagem Obstétrica – com concessão de bolsas aos alunos matriculados. Recentemente, foram implantados cursos de Especialização a Distância: Especialização em Gestão Pública Municipal, coordenado pelo Prof. Luiz Antônio Staub Mafra, do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas do campus avançado de Varginha, e Especialização em Teorias e Práticas na Educação, coordenado pelo Prof. Paulo César de Oliveira, do Instituto de Ciências Humanas e Letras. Doze cursos de Especialização foram ofertados em 2013: Análises Clínicas, Atenção Farmacêutica, Endodontia, Dentística, Farmacologia, Implantodontia, Microbiologia, Controladoria e Finanças, Docência na Educação Infantil, Residência Multiprofissional em Saúde da Família, Residência em Enfermagem Obstétrica, Teorias e Práticas na Educação e Gestão Pública Municipal.

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Consolidação da Pós-Graduação stricto sensu

O

curso de mestrado em Ciências Biológicas, com área de concentração em Farmacologia foi o primeiro curso de pós-graduação stricto sensu da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas. Implantado em 1994, sob a coordenação da Profa. Maria Elisa Pereira Bastos de Siqueira, o curso iniciou suas atividades em 1995. Em maio de 1999, foi criada a área de concentração em Microbiologia. No período entre 1995 e 2000, foram defendidas 26 dissertações de mestrado pelos alunos matriculados nesse curso. Em 1996, começou o Mestrado em Odontologia, Área de Concentração em Endodontia, coordenado pelo Prof. Carlos Roberto Colombo Robazza, com 13 dissertações defendidas. Embora não recomendados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior – CAPES, o Conselho Nacional de Educação - CNE, em 2009, emitiu parecer favorável a convalidação dos estudos, bem como, à validação nacional dos títulos de mestre dos cursos de Pós-graduação em Ciências Biológicas (32 títulos) e em Odontologia (13 títulos). No ano de 2005, com o esforço conjunto envolvendo a Pró-Reitoria de Pesquisa e PósGraduação e os professores Maria Elisa Pereira Bastos de Siqueira, Magali Benjamim de Araújo, Pedro Orival Luccas, Marília Caixeta Franco Ariosa, Marcelo Henrique dos Santos, dentre outros, foi implantado o Mestrado em Ciências Farmacêuticas, recomendado pela CAPES, com as áreas de concentração em “Desenvolvimento e avaliação microbiológica e físico-química de fármacos, toxicantes e medicamentos” e “Obtenção, identificação e avaliação de compostos bioativos”. O curso foi coordenado inicialmente pela Profa. Maria Elisa Pereira Bastos de Siqueira e posteriormente, pelas professoras Maríla Caixeta Franco Ariosa, Isarita Martins Sakakibara, Amanda Latércia Tranches Dias, Gislaine Ribeiro Pereira e Vanessa Bergamin Boralli Marques. Iniciou-se em 2009, o primeiro Doutorado da Universidade Federal de Alfenas. Recomendado pela CAPES, o Doutorado em Ciências Fisiológicas, integra o Programa Multicêntrico de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas da Sociedade Brasileira de Fisiologia (SBFis) e é coordenado pelo Prof. Alexandre Giusti Neto. Em 2012, foram autorizados pelo Conselho Nacional de Educação e recomendados pela CAPES, os cursos de Doutorado em Ciências Farmacêuticas e Química, coordenados, à época, pela Profa. Gislaine Ribeiro Pereira e Prof. Marcelo Henrique dos Santos, respectivamente. Atualmente, dos 15 programas de pós-graduação existentes na UNIFAL-MG, três deles possuem o nível de doutorado. A criação da maioria deles foi aprovada nos últimos 3 anos. Mais de 157 docentes dos três campi da UNIFAL-MG atuam nos cursos de mestrado e doutorado, com 301 alunos matriculados no segundo semestre de 2013. No último ano, 99 alunos foram contemplados com bolsas da CAPES, FAPEMIG, CNPq e da própria UNIFAL-MG.

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De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

Evolução do número de alunos de pós-graduação (2005-2013) 350

Número de Matrículas

300

277

301

2012

2013

250 200

164

150 85

100 50 0

7

14

26

2005

2006

2007

63

44 2008

2009

2010

2011

Ano Fonte: Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação

Evolução do número de Bolsas de pós-graduação (2005-2013)] 160 Número de Matrículas

140 120 80 60 40 20 0

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

2013

Ano Demanda Social/CAPES

CNPq

FAPEMIG

REUNI/CAPES

PIB-PÓS UNIFAL-MG Fonte: Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação

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Consolidação da Pós-Graduação stricto sensu

cursos de Mestrado

Ano de início

Coordenação

Ciências Biológicas

1994

Profa. Maria Elisa Pereira Bastos de Siqueira

Odontologia Ciências Farmacêuticas Química Ciências Fisiológicas Ecologia e Tecnologia Ambiental Ciência e Engenharia dos Materiais Enfermagem Biociências Aplicadas à Saúde Ciência e Engenharia Ambiental Física Estatística Aplicada e Biometria Ciências Odontológicas Gestão Pública e Sociedade História Ibérica

1996 2005 2008 2009

Prof. Carlos Roberto Colombo Robazza Profa. Maria Elisa Pereira Bastos de Siqueira Profa. Jerusa Simone Garcia Trevisan Prof. Alexandre Giusti Neto

2010

Prof. Breno Régis dos Santos

2010

Profa. Neide Aparecida Mariano

2011 2011 2011 2011 2012 2012 2013 2013

Profa. Silvana Maria Coelho Leite Fava Prof. Valdemar Antônio Paffaro Júnior Prof. Alexandre Silveira Prof. Person Pereira Neves Prof. Luiz Alberto Beijo Prof. João Adolfo Costa Hanemann Prof. Luiz Henrique de Barros Vilas Boas Prof. Adaílson José Rui

Oferta de programas de pós-graduação stricto sensu (2005-2013) 14

13

Número de Cursos Ofertados

12

11

10 8

7

6 4

4 2 0

3

2 1

1

1

2005

2006

2007

2008

2 1

1

1

2009

2010

2011

2012

3

2013

Ano Mestrado

Doutorado Fonte: Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação

O número crescente de egressos evidencia a consolidação da pós-graduação stricto sensu na Universidade Federal de Alfenas. Entre 2005 e 2013, concluíram os cursos de mestrado: 71 alunos do curso de Ciências Farmacêuticas, 48 alunos de Química, 11 alunos de Biociências Aplicadas à Saúde, 19 alunos do Programa Mullticêntrico de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas e 17 egressos do Mestrado em Enfermagem.

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De Efoa a Unifal-MG - Mem贸rias de 100 anos de hist贸ria

Camila Czismar Carvalho, egressa do Mestrado em Enfermagem

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Jornadas Científicas

E

ntre 26 de abril e 2 de maio de 1959, foi realizada a 1a Semana Fármaco-Odontológica, organizada pela Diretoria do Diretório Acadêmico Leão de Faria , presidida pelo então acadêmico do curso de Farmácia, Manoel Domingues Sá Fortes Netto e por uma Comissão Organizadora Central. Participaram desta comissão os acadêmicos Francisco de Assis Franceschi, Wanderley Meyer, José Oscar Peres, Luiz Roberto Rodrigues, Garabed Natalino Jange, Prof. Lamartine de Barros Duarte e Prof. Hélio de Souza. Dentre os palestrantes da 1a Semana Fármaco-Odontológica estavam os professores convidados, da cidade de São Paulo, Reynaldo Todescam, José Bustamante, Dioracy Fonterrada Vieira, Alfredo Reis Viegas, João Batista Domingues e José Carlos Barbério. Os professores da Universidade Federal de Minas Gerais, Aluísio Pimenta e Jorge Viana Martins, também participaram do evento. Da própria EFOA, foram palestrantes, Prof. Afrânio Caiafa de Mesquita, Prof. Hélio de Souza e o Prof. João Baptista Pereira Bastos.

Na comemoração do Jubileu de Ouro das Jornadas, em 1984, a conferência de abertura da 25a Jornada Científica foi proferida pelo, então Ministro da Cultura, Aluísio Pimenta, que havia participado da primeira Semana Fármaco-Odontológica em 1959.

As jornadas ou semanas acadêmicas, realizadas anualmente, contam com apoio da reitoria, das pró-reitorias de graduação, pesquisa e pós-graduação e extensão e coordenadores de cursos. Esses eventos representam o momento de interação dos estudantes e professores da UNIFAL-MG, com profissionais de outras instituições de ensino e pesquisa, públicas ou privadas, possibilitando, principalmente aos alunos, vivenciar diferentes experiências e abordagens técnico-científicas sobre os mais diversos temas no âmbito de sua formação acadêmica.

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De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

A JICA, Jornada de Iniciação Científica, tem o propósito de divulgar à comunidade os resultados dos trabalhos de pesquisa desenvolvidos pelos alunos, bolsistas de iniciação científica e voluntários. Durante o evento, os programas de iniciação científica são avaliados pelos assessores externos, pesquisadores do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), requisito indispensável para a renovação das cotas de bolsas da instituição. Nos últimos 15 anos, a realização do evento Mostra de Extensão, destinado a avaliação e divulgação das ações de extensão, tem possibilitado a criação de espaços para discussão e reflexão sobre o papel da extensão universitária na formação acadêmica e o compromisso da universidade frente às questões sociais.

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Incentivo à formação acadêmica »» PET – PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL O PET, anteriormente denominado Programa Especial de Treinamento, trata-se de um programa tutorial de aprendizagem, de natureza coletiva, formado por grupos de 12 bolsistas. Sob a orientação de um professor tutor, os alunos desenvolvem atividades extracurriculares de ensino, pesquisa e extensão, complementares às necessidades do próprio curso de graduação. Inicialmente mantido pela CAPES, a partir do ano 2000 tornou-se vinculado à Secretaria de Educação Superior - SESu, do Ministério da Educação. Na EFOA, os primeiros alunos beneficiados por bolsas concedidas por órgãos públicos, foram os do grupo PET Farmácia, implantado em 1991 pela Profa. Maria Esperança Rabelo Junqueira. Poucos meses depois, foram implantados o PET Enfermagem, pela Profa. Carmem Lúcia Alves Filizola e o PET Odontologia, pelo Prof. Vinícius Vieira Vignoli.

Profa. Maria Esperança Rabelo Junqueira com os primeiros bolsistas do PET, 1993.

Apoiados pela Pró-Diretora de Graduação - Profa. Erly Maria de Carvalho e Silva e pelo Diretor da EFOA - Prof. Maciro Manoel Pereira, os integrantes dos grupos PET passaram a organizar jornadas anuais, a partir de 2002, com a abordagem de temas interdisciplinares com o propósito de contribuir para a melhoria da formação acadêmica dos demais alunos da instituição. | 95 |


De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

I Jornada Científica dos Grupos PET, 2002.

Abertura da I Jornada Científica dos Grupos PET realizada em 2002, com a presença dos professores Maria Esperança Rabelo Junqueira, Paulo Márcio de Faria e Silva - Pró-Diretor de Pesquisa e Pós-Graduação, Erly Maria de Carvalho e Silva - Pró-Diretora de Graduação, Vinícius Xavier da Silva interlocutor Efoa/ Ceufe–MEC, Maciro Manoel Pereira - Diretor, Antônio Martins de Siqueira - Vice-Diretor, João Aristeu da Rosa - palestrante e tutores Alessandro Costa Pereira, Denise Aparecida Corrêa e Eliza Maria Rezende Dázio.

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Incentivo à formação acadêmica

Embora mantida a mesma concepção de funcionamento do programa criado pelo governo federal em 1979, a denominação PET foi alterada para Programa de Educação Tutorial pela Lei No 11.180 de 23 de setembro de 2005. Por ocasião da primeira expansão dos grupos PET, após a reformulação do programa pelo MEC, foi implantado, no ano de 2007, o PET Nutrição sob a tutoria da Profa. Valéria Cristina Ribeiro Vieira. A implantação do 5o grupo, PET Biologia, ocorreu em 2009 a partir do projeto elaborado pela tutora Profa. Cibele Marli Cação Paiva Gouvêa. Existem atualmente, 10 grupos PET mantidos pela SESu/MEC e vinculados à Pró-Reitoria de Graduação. Os grupos mais recentes, criados em 2010, e seus respectivos tutores são: PET Fisioterapia - Prof. Leonardo César Carvalho, PET Conexões de Saberes Letras - Profa Rosângela Rodrigues Borges, PET Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Economia - Prof. Luiz Henrique de Barros Vilas Boas, PET Conexões de Saberes: Tecnologias Sociais, Trabalho e Desenvolvimento Social Regional - Prof. Antônio Donizette Gonçalves de Souza e PET Ciência sob a tutoria do Prof. Daniel Juliano Pamplona.

»» PIBIC – PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA Com o intuito de introduzir os alunos de graduação na iniciação às atividades de pesquisa, foi instituído em julho de 1992, o PIBIC - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, subsidiado pelo CNPq. No início, a EFOA foi contemplada com 20 bolsas destinadas aos acadêmicos dos cursos de Farmácia, Odontologia e Enfermagem. Nestes 20 anos de existência do programa, foram concedidas 737 bolsas aos discentes da instituição.

»» PROBIC – PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA Nos mesmos moldes do PIBIC, a universidade subsidia o programa de iniciação científica – PROBIC. Desde a instituição desse programa, em 2001, cerca de 600 alunos foram contemplados com bolsas durante a sua dedicação ao desenvolvimento de pesquisas.

»» BIC-JÚNIOR - INICIAÇÃO CIENTÍFICA JÚNIOR O programa visa despertar a vocação científica e incentivar potenciais talentos entre os estudantes do ensino médio da rede pública, mediante sua participação em atividades de pesquisa científica ou tecnológica, orientadas por pesquisadores de instituições de ensino superior. Desde a instituição do programa BIC-Júnior em 2005, a FAPEMIG concedeu 227 bolsas aos alunos de ensino médio de escolas públicas de Alfenas. A partir de 2010, mais estudantes do ensino médio foram contemplados com bolsas pelo programa PIBIC Ensino Médio/CNPq.

»» PIBID – PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA Um dos principais incentivos do MEC, nos últimos anos, tem sido o fomento às licenciaturas e a projetos a elas relacionados. Nesse sentido, a UNIFAL-MG está fortemente | 97 |


De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

comprometida, posto que, em 2010 teve projeto aprovado pela CAPES, o Programa de Consolidação das Licenciaturas – PRODOCÊNCIA, conduzido por professores dos cursos de Letras e Pedagogia. Como forma de incentivar o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores para a educação básica, propiciando ao acadêmico dos cursos de licenciatura uma experiência autêntica da prática profissional dentro das escolas de educação básica, a CAPES instituiu o programa de concessão de bolsas a alunos de graduação e a professores das licenciaturas por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID). Espera-se que os acadêmicos beneficiados por este programa, ao ingressar na educação básica, possam atuar como agentes de transformação daquela realidade social.

»» PROGRAMAS DE BOLSAS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA Nos últimos 10 anos, com o apoio das instituições de fomento, FAPEMIG e CNPq, mais de 600 alunos envolvidos em projetos de iniciação científica e tecnológica foram beneficiados com bolsas dos programas PIBICT/FAPEMIG e PIBIT/CNPq, este implantado em 2010.

»» CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS A inserção internacional de UNIFAL-MG é recente. Iniciou-se mais intensamente nos últimos cinco anos com a formalização de alguns convênios internacionais com universidades espanholas e portuguesas e com o envio de estudantes de graduação por meio do Programa Ciência sem Fronteiras. Ciência sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento, CNPq e Capes, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC. A UNIFAL-MG aderiu a este programa desde o seu início em 2012 e, ao longo destes dois anos, enviou 241 estudantes de graduação para os mais diferentes destinos, entre os quais, Alemanha, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Portugal, Suíça e Reino Unido. A previsão é que até o final do programa, em 2015, a UNIFAL-MG tenha enviado mais de 300 estudantes para o exterior. Além dos estudantes, alguns docentes também estão realizando seus estágios de pós doutoramento, em conceituadas instituições de ensino e pesquisa em diferentes partes do mundo. Recentemente, a UNIFAL-MG ingressou em uma das redes universitárias mais atuantes no Brasil, o Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras, que tem por missão promover a integração interinstitucional e internacional, mediante programas de mobilidade docente e discente, contribuindo para o processo de internacionalização soberana da rede universitária nacional com suas contrapartes estrangeiras.

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Incentivo à formação acadêmica

Erik van Tilburg Bernardes, bolsista do Programa Ciência sem Fronteiras, Canadá, 2013

Primeiros egressos do Programa Ciência sem Fronteiras: Carlos Roberto Heker Júnior (Bacharelado em Geografia), Letícia do Carmo Bastos (Farmácia), Jéssica Emi Takarada e Amanda de Carvalho Bernardi (Biotecnologia) e Prof. Masaharu Ikegaki, Assessor de Relações Interinstitucionais. Fevereiro, 2013

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CAPÍTULO 5 Interação com a sociedade


O

EFOA e Unifal-MG nas ações de extensão

s primeiros serviços prestados à comunidade começaram nos idos de 1916. À época, Prof. Arlindo Pereira, catedrático de Clínica e Técnicas Odontológicas, implantou a assistência dentária gratuita para o atendimento dos “alunos pobres dos grupos escolares”.

Com o objetivo de investigar o impacto do represamento da Bacia de Furnas, o Prof. Eduardo Araújo Santos, responsável pela disciplina de Parasitologia do curso de Farmácia, realizou em 1962, um trabalho extensionista pioneiro. O trabalho consistiu da realização de exames parasitológicos da população do Bairro Gaspar Lopes, município de Alfenas, para fins de levantamento de helmintoses, principalmente de investigação de casos de esquistossomose. Na mesma ocasião, o Prof. João Teixeira da Silva, passou a orientar e acompanhar os estudantes na realização de procedimentos odontológicos nos bairros rurais de Alfenas e cidades vizinhas. A partir de então, as atividades de atendimento à população de bairros rurais e de cidades vizinhas passaram a ser feitas regularmente, até que, em 1970, foram institucionalizadas pelo então Diretor, Prof. Hélio de Souza, como forma oficial de atividade de extensão, denominada “Operação Saúde”, com objetivos de prestação de atendimento básico de saúde às populações carentes de Alfenas e região. A realização das “Operações Saúde” dependia de convênios feitos com as Prefeituras e EMATER (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais). A EFOA disponibilizava os equipamentos e o material necessário para os procedimentos odontológicos e exames laboratoriais. As prefeituras forneciam combustível para o transporte, acomodação e alimentação dos alunos e professores.

As acadêmicas do curso de Farmácia, Maria Landre Diogo e Neide de Castro Elias em Operação Saúde realizada em Passos-MG, 1969

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EFOA e Unifal-MG nas ações de extensão

As Operações Saúde propiciavam aos acadêmicos o treinamento prático dos procedimentos odontológicos, coleta de material e realização de exames laboratoriais, e o aprendizado advindo do contato com as diferentes realidades sociais e de saúde pública, além de habilitá-los a proferir palestras de orientações sobre hábitos de higiene pessoal e cuidados com a saúde.

Acadêmicos do curso de Farmácia em Operação Saúde realizada em Monte Sião-MG, 1974

No final da década de 90, a EFOA adquiriu um perfil extensionista institucionalizado com a regulamentação do funcionamento da Coordenadoria de Extensão da EFOA, órgão responsável pela organização, orientação, supervisão, apoio e acompanhamento das ações de interação entre a EFOA e a sociedade, sendo os primeiros coordenadores os professores Glenan Singi, Mauro Braga e Hédima de Carvalho Souza.

Em 1997, a EFOA participou pela primeira vez do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras - FORPROEX, entidade responsável pela articulação e definição de políticas acadêmicas de extensão. Entre junho de 1997 e maio de 1999, a EFOA implementou uma nova política de extensão com base na concepção e diretrizes construídas no FORPROEX. | 103 |


De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

No início de 2000, a Coordenadoria de Extensão participou de reuniões com a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais e firmou parcerias para a implantação do Programa de Saúde da Família, Programa Farmácia Essencial e Programa Bem-te-vi. À época da criação da Efoa/Ceufe, a Pró-Diretoria de Extensão implementou diversos programas e projetos, destacando-se a criação da EFOATI, curso Pré-Vestibular, Trote Cidadão e Programa Educadores Infantis do Programa Minas por Minas Universidade Presente, alguns destes ainda vigentes, até esta data. A observação das diretrizes do FORPROEX tem permitido que, a cada ano, ocorra um incremento cada vez mais significativo das ações aprovadas pelo Programa de Apoio à Extensão Universitária do MEC – PROEX/MEC/SESu. Há previsão de que, em 2014, a PróReitoria de Extensão receba recursos da ordem de R$ 900.000,00 (novecentos mil reais), além do montante previsto no orçamento institucional destinado ao desenvolvimento dos projetos e programas de extensão da UNIFAL-MG. Evolução do número de programas e projetos de extensão

Número de Programas e Projetos

350 300 250 200 150 100 50 0

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

2013

Ano Fonte: Pró-Reitoria de Extensão

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EFOA e Unifal-MG nas ações de extensão

No período 2005-2013, constatou-se um crescimento da ordem de 174% das atividades de extensão, incluindo a execução de programas e projetos. Os professores Adir Araújo, Mônica La Sallete da Costa Godinho, Telmo da Silva Afonso, João Carvalho Filho e outros, puderam constatar a precariedade das condições sanitárias e de saúde pública do país, participando das operações do Programa Universidade Solidária no Norte de Minas, Pernambuco, Bahia, Sergipe, Ceará e Piauí.

O Prof. Adir Araújo acompanhou e supervisionou, de forma ininterrupta, durante 10 anos, inúmeros alunos dos cursos de Farmácia, Odontologia, Enfermagem e Nutrição e, após 2005, de outros cursos, nas atividades do Programa Universidade Solidária no Nordeste do país.

Prof. Adir Araújo e equipe de alunos da EFOA na primeira operação do Programa Universidade Solidária, 1998.

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De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

Uma equipe da Efoa/Ceufe formada por alunos dos cursos de Farmácia, Odontologia e Enfermagem participou de uma destas operações, na cidade de São Domingos (SE), situada a 76 Km de Aracaju, um município com 9 mil habitantes, sendo 4 mil deles na região urbana. Chamou a atenção do grupo, a elevada incidência de esquistossomose na cidade, constatada pela observação do parasita Schistosoma mansoni em 100% dos exames parasitológicos de um grupo de 630 pacientes. A partir da reativação do Projeto Rondon pelo Ministério da Defesa, no Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, docentes e discentes da UNIFAL-MG percorreram diversos locais nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Piauí, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Sergipe, Alagoas, Goiás, Tocantins, Acre, Pará, Maranhão, Bahia e Pernambuco. Dentre os professores envolvidos no Projeto Rondon, destaca-se o Prof. Tomaz Henrique Araújo, do Instituto de Ciências Biomédicas, que esteve presente em todas as operações destes últimos anos.

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Incluindo a terceira idade

V

islumbrando a possibilidade de promover a melhoria da qualidade de vida do idoso, o médico do Centro Integrado de Assistência à Saúde (CIAS), Frederico Maximiliano Antunes Rocha, especialista em Geriatria pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, apresentou a proposta de criação e oferecimento pela EFOA, de atividades que pudessem resgatar a autoestima e estimular a participação do idoso em projetos junto à comunidade. A partir desta iniciativa e, sob a supervisão da Coordenadora de Extensão, Profa. Hédima de Carvalho Souza, foi criado em 02 de agosto de 1999, o Programa EFOATI - EFOA Aberta à Terceira Idade. Na época, a EFOA tornou-se a primeira instituição pública da região a oferecer atividades específicas para a população acima de 60 anos de idade. O programa EFOATI iniciou-se no primeiro semestre de 2000, com cerca de 300 idosos matriculados nas diversas atividades oferecidas à época. Desde a implantação do programa, são ofertadas semestralmente, mais de 20 tipos de atividades incluindo alfabetização, música, atividade física, artesanato, informática, idiomas, dança e yoga.

SUPERMIDIA Comunicação Visual

O programa é mantido por colaboradores voluntários de Alfenas, das cidades vizinhas e da própria instituição. Dentre eles, destacou-se o Sr. João Mansur, professor de Filosofia, um dos propositores dos eixos norteadores das atividades do programa. Frederico Maximiliano Antunes Rocha e Ilma Manso Vieira Mansur tiveram uma participação importante na consolidação do programa, assim como Esther Rosa, Elisa Leila de Oliveira Reis, Maria Chiara Pés, Augusta Aparecida de Souza e outros que permanecem atuantes até esta data. Com a criação da Universidade, o programa passou a ser denominado UNATI/UNIFALMG – Universidade Aberta à Terceira Idade. Atualmente, é coordenado pelo fisioterapeuta, Marcelo Armelin Pacheco.

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Serviços oferecidos à comunidade »» Clínicas Odontológicas A prestação de serviços de assistência odontológica à comunidade Alfenense remonta ao ano de 1916, quando os alunos dos grupos escolares da cidade passaram a receber tratamento de dentes realizado pelos acadêmicos da EFOA. Atualmente, os serviços odontológicos são prestados pelas Clínicas Integradas I, II e III, e Clínicas de Odontopediatria, Radiologia, Prótese e Semiologia. As clínicas oferecem tratamento odontológico geral, preventivo e curativo, nas áreas de dentística clínica, endodontia, cirurgia, prótese fixa, prótese parcial provisória e periodontia, incluindo o programa de higiene oral. Na clínica de radiologia são realizados todos os tipos de radiografias para tratamento odontológico, inclusive tomografia para fins de implante dentário. A clínica de semiologia atende pacientes oriundos de Alfenas e cidades vizinhas, encaminhados por profissionais da região, para o diagnóstico de patologias do sistema estomatognático. O atendimento é oferecido a toda população de Alfenas e região, pelo SUS (Sistema Único de Saúde), CISLAGOS (Consórcio Intermunicipal de Saúde dos Municípios da Região dos Lagos do Sul de Minas) e também em caráter particular.

Atendimento na Clínica Integrada supervisionado pela Profa. Francisca Isabel Ruela, 2014

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Serviços oferecidos à comunidade

Acadêmicos do 9o período do curso de Odontologia na preparação de procedimento cirúrgico, 2014

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De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

Nos primeiros meses de 2013 foram realizados cerca de 1900 procedimentos/mês, enquanto nos meses de maior demanda os acadêmicos do curso de odontologia chegaram a fazer mais de 5000 procedimentos. Clínicas Odontológicas - procedimentos realizados em 2013

7.000 6.000 5.000 4.000 3.000 2.000 1.000 0

jan

fev

mar

abr

mai

jun

jul

ago

set

out

nov

dez

Fonte: Faculdade de Odontologia

»» LABORATÓRIO CENTRAL DE ANÁLISES CLÍNICAS Assim que iniciou o curso de Farmácia Bioquímica, em 1969, os laboratórios de Parasitologia Clínica, Hematologia Clínica, Bioquímica Clínica e Microbiologia Clínica passaram a prestar serviços de análises de sangue, fezes e urina para atendimento da população local. Alguns anos mais tarde, foi criado pelo Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas, o Laboratório Central de Análises Clínicas. Após reforma do Pavilhão C, sob a supervisão da Profa. Maria Tereza da Costa Esteves e do servidor Silvério de Souza Freire Neto, o laboratório foi inaugurado no dia 03 de abril de 1989, pelo então, Diretor da EFOA, Prof. Afrânio Caiafa de Mesquita.

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Serviços oferecidos à comunidade

Servidores do Laboratório Central de Análises Clínicas na década de 1990: Antônio Faria Sousa Filho, Mauro Braga, Selmo de Ávila Lima, Lourival Olímpio da Silva, João Batista Borges, Pedro Martins Barbosa, Cleuton Candido Landre, Newton Fonseca, Joaquina Maria Furtado, Cássia Carneiro Avelino, Maria Landre Diogo Marçal, Maria Tereza da Costa Esteves e Sueli Fernandes

Sob a direção atual da Profa. Maria Rita Rodrigues, o Laboratório Central de Análises Clínicas constitui o suporte operacional para a realização do estágio supervisionado dos acadêmicos do curso de Farmácia.

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De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

Através de convênios com o SUS e outros, atende mensalmente uma média de 600 pacientes, realizando cerca de 5000 exames laboratoriais, incluindo dosagens bioquímicas, exames parasitológicos e de urina, hematológicos, microbiológicos e imunoensaios. Em parceria com Diretoria Regional de Saúde e Secretaria Municipal de Saúde é referência para o diagnóstico e controle da tuberculose e hanseníase em Alfenas e municípios da região. Laboratório Central de Análises Clínicas – Pacientes atendidos e exames realizados

90.000 80.000 70.000 60.000 50.000 40.000 30.000 20.000 10.000 0

2009 Pacientes Atendidos

2010

2011

2012

2013

Exames Realizados Fonte: Coordenação do Laboratório Central de Análises Clínicas

»» LABORATÓRIO DE ANÁLISES DE TOXICANTES E FÁRMACOS Criado pela Profa. Maria Elisa Pereira Bastos de Siqueira, na década de 1990, o Laboratório de Análises Toxicológicas destinava-se à prestação de serviços de prevenção e diagnóstico de intoxicações de trabalhadores rurais, devido ao uso de inseticidas organofosforados na lavoura, através da dosagem de colinesterases no sangue. Em atendimento às solicitações judiciais, realizava ainda a pesquisa de drogas psicoativas de uso ilícito, em material apreendido e biológico, incluindo a dosagem de álcool no sangue. Em 28 de abril de 2011, foi transformado no Laboratório de Análise de Toxicantes e Fármacos – LATF pela Resolução No 026/2011 do Conselho Universitário. Formado atualmente por uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, os professores Eduardo Costa de Figueiredo, Isarita Martins Sakakibara e Vanessa Bergamin Boralli Marques e pela técnica de laboratório, Patrícia Penido Maia, o LATF atua no desenvolvimento e validação de novas metodologias destinadas à análise de analitos como fármacos e toxicantes em amostras de sangue, urina, alimentos, solo e água. O LAFT apóia a formação de recursos humanos oferecendo vagas para estagiários e bolsistas de programas de iniciação científica e pós-graduação, possibilitando o desenvolvimento de habilidades e competências nas áreas de toxicologia ambiental, ocupacional, social, de alimentos e medicamentos.

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Serviços oferecidos à comunidade

»» NÚCLEO DE CONTROLE DE QUALIDADE O Núcleo de Controle de Qualidade – NCQ foi criado com a implantação da Habilitação Fármacos e Medicamentos no curso de Farmácia, no ano 2000, com a proposta de prestar serviço na área de Garantia e Controle de Qualidade de Fármacos, Medicamentos e Alimentos. Sob a coordenação da Profa. Magali Benjamim de Araújo, o NCQ é formado por uma equipe de farmacêuticos e técnicos de laboratório que atua na área de Garantia e Controle de Qualidade desde 1995. Possui laboratórios equipados para a execução de ensaios físicos, físico-químicos e microbiológicos de fármacos e medicamentos, ensaios microbiológicos de produtos cosméticos, ensaios físico-químicos e microbiológicos de água potável e purificada. Em julho de 2008, foi habilitado junto a ANVISA/EQFAR-059, para a realização de Estudos de Equivalência Farmacêutica de formas farmacêuticas sólidas, semi-sólidas e líquidas, não estéreis, para medicamentos genéricos. Presta serviço para cerca de 110 farmácias de manipulação e 01 indústria de cosméticos, que mensalmente enviam amostras para análise. Emite cerca de 4.300 certificados por ano, das análises realizadas. Apóia o ensino de graduação e a pós-graduação, proporcionando estágios curriculares e condições para o desenvolvimento de pesquisa para cerca de 130 alunos por ano.

»» CENTRO INTEGRADO DE ASSISTÊNCIA AO SERVIDOR O CIAS - Centro Integrado de Assistência ao Servidor foi criado em 1994, após a posse de três profissionais médicos: Denis Magalhães, Evandro Monteiro de Sá Magalhães, Frederico Maximiliano Antunes Rocha; duas psicólogas: Andréa Martins Teixeira e Marina Carvalho Vieira da Costa e duas odontólogas: Adriana Esteves Mansano e Palmira dos Anjos de Carvalho, as quais se juntaram a outra odontóloga, já em atividade à época, Margarida Maria Corrêa Barroso. Instalado no pavilhão L desde o ano de 2013, o CIAS é constituído atualmente por 11 profissionais, incluindo dentre eles, um engenheiro de segurança do trabalho, um técnico de segurança e uma enfermeira. Oferece serviços de atenção médica ocupacional, odontológica, psicológica, atenção em enfermagem e segurança do trabalho. A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas em parceria com o CIAS constituiu, em outubro de 2013, uma comissão responsável pela implementação de atividades de promoção da melhoria de qualidade de vida do servidor da UNIFAL-MG. Pretende-se disponibilizar para os servidores, oficinas de artes, karatê, programas de cessação do tabagismo, de promoção de saúde bucal e de orientações sobre vacinação.

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De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

»» I9/UNIFAL-MG - Agência de Inovação e Empreendedorismo A Agência de Inovação e Empreendedorismo da Universidade Federal de Alfenas foi criada a partir da reestruturação do Núcleo de Inovação e Propriedade Intelectual (NIPI/ UNIFAL-MG), instituído na universidade desde o ano de 2007, em atendimento à Lei de Inovação No 10.973/2004. Responsável pela gestão da política de inovação da universidade, a agência atua na proteção da propriedade intelectual de patentes, marcas e programas computacionais e de transferência de tecnologia, além de promover o fortalecimento, apoio e coordenação de ações empreendedoras e de articulação de parcerias entre entidades de Ciência, Tecnologia e Inovação.

»» ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL A criação da Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis – PRACE, em 2010, incrementou as ações de assistência estudantil, tornando viável a ampliação dos benefícios que a universidade oferecia aos estudantes. Responsável pelo planejamento, execução e avaliação das políticas de apoio à comunidade acadêmica, a PRACE implementou o Programa Nacional de Assistência Estudantil – PNAES, instituído pelo Decreto No 7.234, de 19 de julho de 2010, com a finalidade de ampliar as condições de permanência dos jovens na educação superior pública federal. Atualmente, a universidade dispõe de cotas de auxílio permanência, moradia, alimentação, creche, atividades de campo, participação em eventos científicos, apoio instrumental ao estudante de Odontologia e cursos de idiomas. Empenhada em melhorar o programa de assistência estudantil, a UNIFAL-MG conseguiu recursos para concessão de 1238 benefícios no ano de 2012, para os alunos dos 3 campi.

»» FARMÁCIA UNIVERSITÁRIA A Farmácia-Escola foi criada em 1979 para oferecer estágio aos acadêmicos do curso de Farmácia. Entre 1979 e 1996, a farmácia atendia a comunidade local e do município, dispensando gratuitamente medicamentos doados pelos profissionais médicos da cidade de Alfenas e pela CEME - Central de Distribuição de Medicamentos, hoje vinculada ao SUS. Em pouco tempo, tornou-se referência na produção e comercialização de medicamentos manipulados na cidade de Alfenas. A partir de 2011, a Farmácia Escola passou a ser denominada Farmácia Universitária – FarUni. Atualmente está vinculada à Faculdade de Ciências Farmacêuticas, constituindo um espaço para a realização de estágios nas áreas de dispensação, manipulação, gestão farmacêutica e atenção farmacêutica.

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Serviços oferecidos à comunidade

Professores supervisores dos estágios na FarUni, Luciene Alves Moreira Marques e Ricardo Radghieri Rascado

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CAPÍTULO 6 Bibliotecas


O sistema de bibliotecas

O

registro da primeira biblioteca data de 11 de setembro de 1916, quando o acadêmico do curso de Farmácia, José Campos Nogueira, organizou espontaneamente uma comissão que angariou os primeiros livros para a escola.

No final dos anos 1960, a biblioteca transferida para esta sede foi montada no último andar do Pavilhão D, ao lado da Diretoria. Em 1980, foi concluída a construção de um prédio próprio para a Biblioteca Central, cujo projeto foi executado pelo Departamento de Engenharia da Universidade Federal de São Carlos. No prédio construído à época, atualmente está instalado o Restaurante Universitário. A Biblioteca Central, localizada no campus sede, possui atualmente 2.661m² de área construída, sendo 1.703m² no andar térreo e 958m² no mezanino ou área de estudo. Possui capacidade para 300 assentos e 5 salas para estudo em grupo.

Os usuários da Biblioteca Central dispõem de um laboratório de informática com 39 computadores ligados à Internet e serviço de reprografia. A Biblioteca da Unidade Educacional II, localizada em uma área de 200m² possui capacidade para 60 assentos, sala de estudo em grupo e serviço de reprografia. As bibliotecas dos campi de Poços de Caldas e Varginha possuem, respectivamente, capacidade para 144 e 60 assentos. A biblioteca do campus avançado de Varginha, projetada para abrigar 35.000 livros, ocupa um espaço de 544,56 m² com 4 salas para estudos em grupos, guichês para estudos individuais e 3 salas para atividades técnicas internas. | 118 |


O sistema de bibliotecas

Com o acervo automatizado pelo software SophiA Biblioteca Versão Avançada, as bibliotecas atendem a mais de 5000 usuários cadastrados, entre alunos de graduação e pósgraduação, professores e funcionários da Unifal-MG. Anualmente, são realizados cerca de 100.000 empréstimos domiciliares. | 119 |


De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

O acesso para a consulta local, área de estudos, laboratório de informática e fotocópias é aberto a toda a comunidade externa. Todas as bibliotecas da instituição dispõem de serviços on-line de consulta ao acervo, reserva e renovação de empréstimos, informações sobre funcionamento, equipe, guia do usuário, links direcionados à pesquisa científica. Para facilitar o atendimento aos usuários dos campi é possível fazer o empréstimo entre as diferentes bibliotecas. Disponibilizam acesso ao “Manual de Normalização para Elaboração de Trabalhos Acadêmicos, Dissertações e Teses da UNIFAL-MG”. Possuem os seguintes serviços cooperativos e convênios: BIREME - Centro Latino Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde; IBICT - Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD); IBICT - Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Seriadas (CCN); Programa de Comutação Bibliográfica (COMUT); Portal de Periódicos da Capes e Rede BIBLIODATA (FGV) - Rede cooperativa de Bibliotecas Brasileiras.

Biblioteca setorial da Unidade Santa Clara

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O sistema de bibliotecas

Biblioteca Setorial de Varginha

Biblioteca setorial da Unidade Santa Clara

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De Efoa a Unifal-MG - Memórias de 100 anos de história

Biblioteca Setorial de Poços de Caldas

Nos últimos anos ocorreu um aumento expressivo da equipe de suporte às bibliotecas. Sob a direção da bibliotecária Fátima dos Reis Goiatá, a UNIFAL-MG possui atualmente 10 profissionais bibliotecários, sendo 6 lotados na Biblioteca Central, 2 na Biblioteca setorial de Poços de Caldas e 2 na de Varginha, além de vários funcionários terceirizados.

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De EFOA à UNIFAL-MG  

Memórias de 100 anos de história