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Dona Vilma e seu Moacir: animação para produzir na terra

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Ano 7 • nº1036 Novembro/2013 Areial

Boletim Informativo do Programa Uma Terra e Duas Águas

Dona Vilma e seu Moacir:animação para produzir na terra Maria Vilma Felix Silva e Moacir Silva Ferreira são naturais do município de Puxinanã, no brejo paraibano. Dona Vilma e seu Moacir como são conhecidos trabalhavam nas terras de patrão, até que o pai de dona Vilma conseguiu comprar uma terra na comunidade Três Lagoas, em Areial-PB. No ano de 1986, o casal comprou 2 hectares de terra dos pais de Vilma, onde passaram a morar. E com o passar do tempo, compraram mais 2 hectares. Nielma e Nielson são frutos da união do casal, a filha mora ao lado da casa dos pais e compartilha junto com a pequena Nathalia, a netinha, o cotidiano da agricultura familiar. A família sempre trabalhou na agricultura. Nasceram e se criaram cuidando da terra e tirando dela o sustento. Dona Vilma conta que, desde menina, já trabalhava com os pais na agricultura. Quando nasceu meus dentes, eu já estava dentro do roçado. Eu não podia nem com a enxada, tudo era mais difícil, relembra a agricultora. Na época que chegaram ao sítio, o acesso à água era muito difícil. Para cuidar dos filhos e abastecer a casa, carregavam água em carroças de boi emprestadas. Percorriam 5 quilômetros para pegar água. E as terras, conta seu Moacir, eram muito fracas e eles não possuíam recursos suficientes para adubar o solo. Na propriedade, o casal possui 4 reservatórios de água: 2 cisternas de água de beber, uma cisterna-calçadão e uma barragem. Seu Moacir conta que em 2012 chegou a cisterna-calçadão ao sítio. Ela já


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encheu uma vez com o reaproveitamento da água da barragem. Por meio de uma bomba, seu Moacir completou a carga da cisterna aproveitando melhor a água, pois dessa forma diminui perda da água para o tempo. Antes plantavam no roçado apenas mandioca, feijão e milho e hoje há uma diversidade de produção. Eles plantam batatinha inglesa, batata doce, milho, feijão do tipo carioca e macassar. E agora aproveitando a água da cisterna-calçadão, plantaram muitas fruteiras como pés de maracujá, de goiaba, de coco, de caju, bananeiras, pés de manga e também pés de nim e de angico. Além disso, dona Vilma cultiva muitas plantas de remédio e hortaliças como alecrim, hortelã, capim santo, alface, coentro, abobrinha, couve, jerimum, erva doce e cenoura. Hoje não compram mais verduras, produzem tudo em casa. Tudo o que a família produz é para o consumo próprio, mas também vende na feira livre de Pocinhos, além de fornecer alimentos também para o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar). Antes a gente plantava, mas quando o inverno acabava, a gente tinha que parar de produzir porque não tinha água. Agora com cisterna a gente não para, avalia seu Moacir. Passaram a plantar batatinha agroecológica e os resultados foram muito bons. Em 2012, seu Moacir faz a conta de que com o plantio da batata, lucrou 10 caixas e em 2013, o lucro foi de 80 caixas que armazenou no frigorífico com apoio do Sindicato. Mais recente o casal passou a fazer silagem para armazenamento da ração dos animais. Em 2013, fizeram a silagem da palha do milho que está guardada para alimentar o gado no período de estiagem. Dona Vilma diz que através da cisterna pode também iniciar a criação de ovelhas. Possui 6 animais que conseguiu por meio do fundo rotativo. Dona Vilma participa também do fundo rotativo de telas. Em 2008, ela pode cercar o terreiro para criar as suas galinhas, pois antes não tinham como manter a criação por conta do medo de que roubassem os animais e outra dificuldade era a falta de alimento. É com o trabalho na agricultura agroecológica que a família se sente animada para produzir tendo retorno certo. E nos planos de seu Moacir está a ampliação da capacidade de armazenamento de água. Pretende reformar a barragem e com as cisternas que possui pode produzir mais. Eu adoro o meu lugar. Eu tenho prazer em olhar para minha terra, tenho amor pela agricultura, termina seu Moacir expressando sobre seu orgulho em ser agricultor.

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