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Campo traz felicidade e dignidade a agricultor do semiárido piauiense

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Ano 7 • nº1859 Julho/2014 Conceição do Canindé Boletim Informativo do Programa Uma Terra e Duas Águas

Campo traz felicidade e dignidade a agricultor do semiárido piauiense Molorem exceprem

‘‘Amanhecer do dia quando eu tô aqui deitado os passarim faz um movimento aqui nesse pé de árvore, me acorda ai eu abro a janela e fico escutando. Eu me sinto feliz aqui dentro.’’

Há um ano trabalhando com a terra, Geraldo Nonato da Silva, 50 anos, viu na agricultura uma oportunidade para mudar sua vida. O agricultor, que antes tomava conta de um bar para viver, hoje cuida de uma área de 3 hectares, na Fazenda Comprida, município de Conceição do Canindé, onde cultiva verduras e frutas e cria animais para consumo próprio e para comercialização. Os clientes ligam, fazem o pedido e Seu Geraldo vai deixar quase que imediatamente, tudo colhido na hora, fresquinho. “Tô aqui há 1 ano e 3 meses. Aqui eu cultivo uma hortazinha de cheiro verde, cebolinha, broto de feijão, milho, abóbora, melão... crio galinha. Tudo pra vender, pra abastecer as casas, aí eu fico daqui pra cidade. Mas é bom. Nunca fiz um balanço não mas dá pra tirar um dinheiro bom aqui”. Explicou ele.

Carinho e dedicação são a receita do Sr. Geraldo.

Trabalho duro porque as encomendas não param de chegar.

Mas seu entusiasmo com a atividade agrícola não se resume apenas ao ganho financeiro, mas também à oportunidade de viver em contato com a natureza, já que ele mora sozinho, longe da família. “Amanhecer do dia quando eu tô aqui deitado os passarim faz um movimento aqui nesse pé de árvore, me acorda, aí eu abro a janela e fico escutando. Aqui tá bom, tô achando muito bom aqui e agora ainda ficou melhor porque Deus mandou chuva bastante, aí melhorou muito. Com esse clima, as coisas prospera mais rápido”.


Boletim Informativo do Programa Uma Terra e Duas Águas

Articulação Semiárido Brasileiro – Piauí

Na época de estiagem, Seu Geraldo não abandona a lavoura. Durante a seca o trabalho é dobrado, através de um sistema de irrigação por gotejamento, o agricultor conserva suas plantações sempre regadas conseguindo assim manter a sua renda. Seu Geraldo, que sempre foi um homem do campo, por motivos de saúde passou um tempo afastado da lavoura, época em que se dedicou ao trabalho no bar. No entanto, o agricultor não estava feliz. Ele sempre soube que seu lugar era na roça, em meio a feijão, milho, abóbora e galinhas. Hoje, o trabalhador diz com satisfação não sentir falta da vida que levava antes atrás do balcão. “Quando eu tinha um bar eu ficava só lá, o divertimento era bom, mas esse aqui é muito mais melhor, eu me sinto mais feliz aqui dentro”, explica com um sorriso no rosto.

Orgulho de ser agricultor. Felicidade na lida com a terra.

Prosperidade que vem do campo

Mais que um instrumento de trabalho, uma companheira na batalha do dia a dia.

A satisfação dos clientes está estampada nos sorrisos largos.

Realização

OBRA KOLPING DO PIAUÍ

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