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Ano8•nº1881 Agosto/2014 LagoaNova BoletimInformativodoProgramaUmaTerraeDuasÁguas

Família investe na produção de hortaliças e criação de frangos Fotos: José Bezerra

Dona Joana e seu José Pedro, no Quintal Produtivo

Hortaliças, em recipientes reciclados, para o consumo

Criação de frangos começa a ser ampliada

No assentamento José Milanês, localizado no município de Lagoa Nova, alto da Serra de Santana, moram o agricultor José Pedro da Silva e a esposa, dona Joana Francisca Rodrigues da Silva, há 14 anos. O casal tem dois filhos, já casados, Wilson José Rodrigues da Silva e Roseilma Rodrigues da Silva, que foram criados com os frutos da agricultura cultivada ao longo de uma difícil jornada de trabalho que, segundo Joana Francisca, foi bem complicada. Dona Joana conta que o marido, José Pedro, tinha que viajar a cada seis meses para trabalhar fora, enquanto ela e os filhos ficavam cuidando do plantio feito pelo esposo antes da partida à procura por trabalho. “Era difícil, naquele tempo, para criar meus filhos. Eu sofri muito com a falta de água, com as viagens que meu marido fazia e ainda tinha que cuidar da colheita das plantações que ele fazia antes de viajar”, disse. O acesso à água na região era problemático. Dona Joana diz que o barreiro em que pegava água era muito longe. O único meio de transportar a água para casa era em latas, carregadas por ela e pelos filhos. “Eu e meus filhos íamos buscar água em um barreiro longe daqui. Era um sacrifício trazer as latas”, afirmou dona Joana. Ao retornar de uma das viagens, seu José Pedro decidiu se dedicar somente às plantações e não mais procurar trabalho longe de casa. Na época, o INCRA realizava reforma agrária. Seu José se cadastrou e conquistou um lote no assentamento José Milanez e passou a se dedicar somente à agricultura. Ele diz que tentava o plantio de algumas verduras, mas era quase impossível manter, por causa da falta de água. “Antes das cisternas eu plantava umas hortinhas de cebolas, em latas, mas tinha tempo que a água estava difícil e as plantas quase morriam”, relatou.


Boletim Informativo do Programa Uma Terra e Duas Águas

Articulação Semiárido Brasileiro – Rio Grande do Norte

Fotos: José Bezerra

José Pedro assegurou que antes da construção das cisternas tudo era mais difícil. O abastecimento era feito pela adutora da Barragem de Açu, localizada a cerca de 100km do assentamento. “Muitas vezes a adutora apresentava problemas e a comunidade ficava até 15 dias sem receber água. A gente tinha necessidade de ter reservatórios”, relata seu José Pedro. Em 2013, ele e mais 39 famílias conquistaram as cisternas através do programa da segunda água (P1+2) para ajudar a potencializar o cultivo de verduras e legumes, além de dar suporte na criação de animais e Sementes de melancia, para iniciar novo plantio garantir o consumo para a família. “Foi a primeira vez que eu vi uma instituição trazer um benefício como esse e preparar a gente, capacitar a gente para criar galinhas e plantar hortaliças. Todos nós ficamos qualificados para usar a água para produzir”, afirmou seu José Pedro. Ele acrescenta que antes das cisternas, comprava verdura e agora não compra mais. Hoje, depois de produzir tomate, alface, cenoura, coentro, quiabo e pimentão com adubo orgânico, seu José Pedro pretende ampliar o plantio e vai investir na construção de uma caixa d'água, com capacidade para 2 mil litros. Ele pretende fazer a irrigação do plantio. “Fiz um projeto para construir uma Sementes de feijão produzido no quintal caixa d'água para fazer a irrigação por aquele sistema de gotejamento. Agora, vou plantar mais produtos para consumir e para comercializar”, ressaltou. Ele pretende ampliar a produção, incluindo novas culturas, como o melão, melancia e batata. Seu José até já selecionou algumas sementes de melancia. “Se todas as famílias que têm as cisternas plantassem alguma coisa, a gente fazia a inflação baixar, não é? Eu ainda não estou vendendo, mas também não estou mais comprando”, comentou. Joana e José Pedro também cuidam da criação de frangos que receberam como caráter produtivo. Além As pinhas do quintal de seu Zé Pedro e dona Joana do consumo familiar, o casal vende para outras famílias. Seu José Pedro e dona Joana estão organizando um aviário para ampliar a criação de frangos e galinhas caipiras para aumentar as vendas e a renda da família. “Já comprei mais alguns frangos para aumentar a criação. Também comprei um aviário para organizar melhor a criação, porque achei muito bom criar frangos e galinhas caipiras”, revelou José Pedro. Seu José Pedro também chama a atenção para as próximas famílias que serão beneficiadas com as tecnologias sociais de captação e armazenamento de água para convivência com o semiárido. "Quando as famílias receberem as cisternas, elas precisam utilizar a água e plantar o que for possível, porque é assim que elas vão melhorar a qualidade de vida", assegurou seu José Pedro. No quintal, seu José Pedro e dona Joana também produzem frutas, como manga, pinha, romã, cajarana, limão, laranja e banana. No período chuvoso, ainda produzem feijão, milho e outros alimentos.

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Família investe na produção de hortaliças e na criação de frangos  

José Pedro e dona Joana Francisca já produziram hortaliças para o consumo, e frangos, com o caráter produtivo que receberam, ao terem acesso...

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José Pedro e dona Joana Francisca já produziram hortaliças para o consumo, e frangos, com o caráter produtivo que receberam, ao terem acesso...

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