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IFFLUMINENSE CAMPUS PÁDUA ENTRA EM GREVE   No  dia  16  de  dezembro  de  2016,  realizou-se  uma  assembleia  no  auditório  do  IFFluminense  Campus  Pádua  para  tomada  de  decisões  sobre  possíveis  paralisações  e  greve.  A  assembleia  foi  presidida  pelo  Sindicato  Nacional  dos  Servidores  da  Educação  Básica,  Pro±ssional e Tecnológica – Sinasefe – Seção Sindical do IFFluminense. Estavam presentes servidores e alunos.   Depois  de  alguns  esclarecimentos,  foi  realizada  votação  para  decidir  se  o  Campus  Pádua  entraria  ou  não  em  greve.  Participaram  da  votação  os  professores  e  o  corpo  técnico-administrativo.  Com  15  votos  a  favor  e  14  votos  contrários,  foi  deliberada  greve  por  tempo  indeterminado a partir do dia 22 de novembro de 2016, de acordo com a deliberação da 145ª Plena do Sinasefe.   A  greve  é  contra  a  PEC55,  que  ±xa  um  limite  para  os  gastos  públicos  para  os  próximos  20  anos  e contra a Medida Provisória 746, que  prevê  mudanças  nas  diretrizes  do  Ensino  Médio.  Também  é  contra  todas  as  terceirizações,  a  reforma  da  previdência,  a  reforma  trabalhista  e  os  projetos  de  escolas  sem  partido.  Luta  ainda  pela  auditoria  cidadã  da  dívida  com  participação  popular  e  pelo  cumprimento dos acordos de greves anteriores.  

              

Por Melina Rezende Dias (Professora de Língua Portuguesa)

EDITORIAL

Um  jornal,  como um veículo de comunicação, informação e opinião, faz-se necessário não apenas a um país, estado, ou cidade,  mas também a todos os espaços democráticos da nossa sociedade, como o nosso Instituto.  A  produção  do  IFFOLHA  envolve  toda  a  comunidade  escolar  (alunos,  professores  e  corpo  técnico-administrativo),  além  de  possibilitar  um  trabalho  integrado  com  todas  as  disciplinas.  Os  alunos  desenvolvem  ainda  mais  a  capacidade  de trabalhar em grupo e  desenvolvem  a  visão  crítica  acerca  da  realidade.  É  um excelente meio de colocar em prática a utilização da Língua Portuguesa em uma  situação real de comunicação.  O  jornal  IFFOLHA  surge  com  a  função  de  dar  voz  a  todos  que  queiram  usá-lo  para  publicar  seus textos, divulgar suas ideias e  até  mesmo  expressar  seus  sentimentos.  Nesse  espaço,  a  comunidade  IFF  poderá  mostrar  o  que  pensa  e  o  que  deseja  da  escola,  manifestar  suas  inquietações,  exercer  suas  críticas,  dar  sugestões,  debater  temas  que  preocupam  a  todos,  apresentar  os  projetos  realizados, dar asas à criatividade e mostrar a sua veia artística por meio de poemas, crônicas etc.   O  IFFOLHA  também  tem  como  objetivo  melhorar  a  e±ciência  com  a  qual  as  informações  importantes  e  verdadeiras  circulam  internamente  nesse  espaço  tão  fundamental  para  todos  nós.  Acreditamos  que  nosso  jornal  pode  contribuir  para  melhorar  a  comunicação interna e resolver ou evitar alguns problemas. Também acreditamos que ele irá contribuir para consolidar alguns princípios  democráticos  como  a  representatividade  de  todos  os  setores  que  o  constituem  –  alunos, pais, docentes, direção de ensino, direção de  pesquisa  e  extensão,  direção  de  desenvolvimento,  técnicos  e  sociedade  civil.  A±nal, quando insatisfeitos, esses setores terão mais um  espaço para mostrar à comunidade o que está acontecendo e o que precisa ser modi±cado.    Agradecemos  a  todos  que contribuíram para a produção da nossa 1ª Edição. Foram muitos alunos envolvidos e entusiasmados  com  a  ideia  de  produzirmos  nosso  jornalzinho.  Nosso  agradecimento  especial  vai  para o professor Diego Porto, que além de incentivar  seus  orientandos  a  publicar  suas  pesquisas, contribuiu com uma crônica linda e emocionante. Agradecemos também aos entrevistados  que,  gentilmente,  disponibilizaram um tempinho para responder as nossas perguntas. Esperamos a contribuição de todos na construção  das próximas edições desse jornal, que será fundamental para a consolidação dos princípios norteadores do nosso Campus.   Gabriel Robert, Luiza Batista e Maria Eduarda Vieira (Turma 1A) escreveram o Editorial, representando o IFFOLHA       

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No IFFluminense Campus Pádua tem conscientização  

Desfrutar é uma arte, economizar faz parte!  

A crise atual afeta o IFF e faz-se necessária uma conscientização dos alunos e servidores.  

A atual  crise  econômica  e  política,  que  se  instala  no  Brasil,  atinge  diretamente  as  instituições  públicas.  A  falta de  verbas  é  um  fator preocupante que exempli±ca isso. É preciso ser inteligente e enfrentar esse problema, propondo soluções  que são compatíveis com os recursos ±nanceiros e orçamentários disponíveis.  Portanto,  se  falta  dinheiro,  é necessário tomar medidas que façam com que haja um controle de gastos. No mês de  outubro,  foi  necessário  fazer  uma  readequação  do  número  de  funcionários  terceirizados  no  IFF.  E  com  uma  quantidade  menor  de  pessoas  trabalhando  na  limpeza  do  instituto,  por  exemplo,  será  necessário  que  o  aluno  e  o  servidor  usem  métodos  que  evitem  sujar  o  local  onde  estudam  ou  trabalham.  Ninguém  gostaria  que  isso  estivesse  acontecendo.  Porém,  como está sendo necessário cortar gastos, precisamos da colaboração de todos.   Reconhecendo  que  essa  é  uma  instituição  de  ensino,  é  preciso mobilizar as pessoas para a prática de boas ações.  Já  estão  acontecendo  medidas  de  economia,  como:  controle  do  acendimento  de  algumas  lâmpadas que consomem muita  energia  e  do  uso  de  alguns  banheiros,  dentre  outras.  Cabe  aos  discentes  e  aos servidores, adequarem-se a essas medidas  com responsabilidade e criar seus próprios métodos de economia.   Os  alunos  e  servidores  da  escola  devem  ter  a  boa  ação  de  conservar  o  patrimônio  público,  fazendo  mais  com  menos  recursos,  pois  quem  os  garante  nesta  instituição  são  os  200  milhões  de  brasileiros.  Muitas  pessoas  pagam  para  poucos  estarem  aqui.  Por  isso,  todos  têm  que  se  conscientizar  da  importância  da  economia.  Temos  que  preservar  o  dinheiro da sociedade e preservar todo seu investimento, que possibilita alunos e servidores participarem dessa instituição.  Em  relação  ao  corte  de  gastos,  o  contador  e  diretor  de  planejamento  institucional,  Theo  Goulart,  esclareceu que o  corte  trata  da  redução  de  recursos  ±nanceiros  e orçamentários destinados às despesas de investimento e custeio de todos  os  setores  e  órgãos  públicos.  A  proposta governamental, segundo ele, é limitar os gastos públicos tendo como referência o  ano  anterior,  atualizando  somente  pela  inqação,  ou  seja,  não  haveria  aumento  real  nos  valores  repassados  aos  mais  diversos  órgãos  e  atividades  públicas,  o  que  afetaria  o  IFF,  podendo  ocorrer  uma  diminuição  de  vagas  e  cursos  aqui  oferecidos.  A  preocupação  é  grande,  por  isso  todos  aqueles  que  fazem  uso  do  ambiente  escolar  devem  agir  pensando  no  futuro. Outra vez ressaltamos a importância da economia, que se torna um meio de segurança.  Com  toda  essa  questão  de  crise  envolvendo  a  estrutura  do  IFFluminense  Campus Santo Antônio de Pádua, surge a  pergunta:  É  POSSÍVEL  QUE  DIANTE  DA  SITUAÇÃO,  O  INSTITUTO  FECHE  AS  PORTAS,  JÁ  QUE  DEPENDE  DE  RECURSOS QUE  ESTÃO SENDO REDUZIDOS?  Para  maior  esclarecimento,  o  diretor  geral  do  IFF  Pádua,  Arthur  Rezende,  explicou  o  problema.  De acordo com ele,  dizer  que  a  instituição  pode  acabar,  em  curto  prazo,  é um pensamento reducionista. O aluno que entra e se matricula tem o  direito  garantido  do  cumprimento do ciclo (primeiro a terceiro ano). O que pode acontecer é o governo diminuir o número de  vagas  oferecidas,  ou  ainda,  acabar  com  a  entrada  de  novos  alunos  na  escola.  Segundo  o  diretor,  todo  questionamento  exposto,  em  médio  prazo,  muito  nos  preocupa,  mas  relativamente  em  curto  prazo,  estão  sendo  tomadas  medidas  para  economizar  em  virtude  da  questão  orçamentária.  Hoje  não  seria  possível  que  o  instituto  fechasse  as  portas, pois tem que  se  cumprir  o  ciclo  dos  alunos  que  nele  estudam.  Assim  o  diretor  conclui:  "O  que  de±ne  o futuro do IFF é a maior ou menor  intimidade com a comunidade. Servir a ela é o nosso sentido de existir e a nossa certeza de um futuro promissor."  Sendo  assim,  devemos  pensar  que  nossas  ações  no  presente  de±nirão  o  amanhã.  Ao  tomar  medidas  de  preservação e economia, pensamos não só nos discentes de hoje e em nosso instituto, mas também nos futuros alunos que  desfrutarão de todo investimento realizado na escola. PERMITA-SE CONSCIENTIZAR. MENOS É MAIS.  Por Pedro Rodrigues – Turma 1D   

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IFFOLHA ENTREVISTA Nosso  jornal  entrevistou  alguns  servidores  do  IFFluminense  Campus  Pádua:  Ricardo  Fagundes  (professor  de  Física),  Rafael  Pureza  (professor  de  Educação  Física),  Julianna  Henrique  (professora  de  Filoso±a)  e  Aline  Portilho  (produtora  cultural).  Nosso  objetivo  é  mostrar o que os servidores do nosso Campus pensam sobre a Reforma do Ensino Médio e sobre a PEC241.   1) Gostaríamos de saber qual é a sua opinião sobre a Reforma do Ensino Médio.  Ricardo:  Acho  que  essa  reforma  se  contradiz  com  a  PEC  241.  Como  vão  aumentar  o  número  de  horas  na  escola,  de 5 para 7  horas,  se  vão  reduzir os gastos? Se querem que o aluno ±que mais tempo na escola, estudando mais, o governo deveria dar um  aporte  ±nanceiro  para  isso.  O  que  ele  faz?  Ele  quer  que  o  aluno  ±que  mais  tempo  na  escola,  mas  ele  reduz  o  dinheiro  dessa  instituição. Então, eu acho que está um pouco esquisito isso.  Pureza:  Muito  delicado,  porque  a  gente  tem  consciência  de  que  o  ensino  médio  precisa  ser  transformado,  porque  a  atual  estruturação  organizacional  não  está  atendendo  as  demandas  da  sociedade, e principalmente dos alunos, haja vista, o grande  número  de  evasão.  E  ao  término  do  ensino  médio,  muitos  alunos  que  não  têm  condições  de  ingressar  numa  universidade,  acabam  indo  precocemente  para  o  mercado  de  trabalho sem qualquer tipo de habilitação pro±ssional. Contudo, a forma como  a  MP  foi  proferida,  de  forma  arbitrária  e  não ouvindo os atores do processo, não atendeu os anseios. Precisa-se de uma maior  reqexão e um maior debate sobre o assunto.  Julianna:  Em  primeiro  lugar,  uma  reforma  do  ensino  médio  jamais  poderia  vir  a  partir  de  uma  medida  provisória,  porque  a  educação  é  extremamente  importante.  Há  muitas  pessoas  que  estudam  isso,  os  educadores  e  professores  não  foram  consultados.  Foi  algo  feito  por  um  governo,  sem esse debate público, sem a participação da população. Isso, para mim, é algo  inadmissível.  Então,  só  como  essa  medida  provisória  foi  pensada  e  o  fato  de  ela ter vindo ‘de cima para baixo’, sem consultar  as  pessoas  que,  de  fato,  estão  na  educação,  já  é  algo  que  me  faz,  de  cara,  ter  uma  grande  antipatia  pela  reforma  do  ensino  médio.  Outro  ponto,  por  exemplo,  é a questão de uma mudança curricular drástica, na verdade, todas as coisas que colocam lá  vão  contra  a  nossa  própria  formação  de  professor.  É  uma  medida  que  eles  esperam que esteja em efeito em 2018, sendo que  eu  tive  uma  formação  que  era  para  pensar  um  outro  tipo  de  educação.  Então,  esse  é o tipo de coisa que é feita com o tempo.  Se  eles  querem  que  a  gente  trabalhe  por  área,  tem  que  ter  todo  um  tempo  para isso, uma quali±cação dos professores, não é  assim  que  as  coisas  são  feitas.  Querem  mudar  o  ensino  para  ensino  integral.  Eu  até gosto da ideia, porém, imaginem o aluno  ±car  mais  tempo  ainda  no  colégio  sem  Filoso±a,  Sociologia,  Educação  Física  e  Artes,  tendo  o  dia  inteiro  aula  de  Português,  Matemática,  Física,  Química  etc.  Eu  acho  que  o  ensino  integral  é mais democrático, sempre gostei da ideia de o aluno ±car no  colégio, porque as pessoas têm condições de estudo diferentes em casa, eu sempre fui a favor de que os alunos conseguissem  fazer  todas  as  tarefas  da  escola,  na  escola,  porque  em  casa  uns  têm  espaço  para  estudar,  outros  não,  uns  têm  ambiente  confortável,  outros  não,  uns  têm  uma  casa  barulhenta  e  outros  não. Isso não é justo, então eu acho mesmo que o colégio, por  uma  questão  de  justiça  social,  tinha  sim  que  dar  comida  para  as  pessoas.  Mas  se o governo atualmente não tem dinheiro, no  próprio IFF, por exemplo, para pagar o almoço dos alunos, como é que isso vai acontecer? São muitas mudanças e se é algo tão  excelente  assim,  por  que  não  fazer  com  um pouquinho mais de debate, com um pouquinho mais de discussão, não podem por  medida  provisória  querer  alterar  a  legislação  educacional.  Isso  é  dar  um tiro no pé inacreditável. Eu estou muito preocupada e  ansiosa em relação a tudo isso.   Aline:  Eu  acho  que  a  reforma  do  ensino  médio,  da  forma  como  ela  foi  colocada,  é muito ruim. Que o ensino médio precisa de  uma  reforma,  é  um  fato.  Isso vem sendo discutido há anos por educadores, por pro±ssionais que sabem do que estão falando.  Só  que  a  maneira  como  ela  foi  feita,  por  uma  medida  provisória,  sem  ouvir  os  pro±ssionais  que  são  dedicados  à  educação,  tomando  medidas  bruscas e sem dizer como isso vai ser feito, é muito ruim. Principalmente, porque ela reverbera um momento  político ruim que temos vivido, de ataque à democracia.  2) A reforma do ensino médio pode trazer algum benefício para a educação brasileira?  Ricardo:  Se  for  para  o  aluno  ±car  mais  tempo  na  escola,  mas  sem  almoço,  comendo  cream  cracker  e  sem  professor,  eu  não  vejo  muito  benefício.  Acho que seria bom se tivesse como fazer isso bem feito. Eu não vejo o que está acontecendo como algo  bem feito para o futuro não.   Pureza:  Pelo  que  eu  observo  e  pelo  meu  entendimento  sobre  educação,  são  mais  malefícios  do  que  benefícios.  Contudo,  abrindo um debate, e reitero, ouvindo os atores, você consegue evoluir.   Julianna:  Acho  que  não  tem  como  avaliar  isso  de  uma  forma  tão  rápida.  Eu  acho  que  os  benefícios  se perdem imensamente  quando  é  algo  imposto,  sem  um  diálogo  prévio,  sem  a  gente  testar.  Então,  mesmo  que  haja  coisas  boas,  elas  acabam  se  perdendo pela forma como a reforma está sendo feita.  Aline:  Uma  reforma  só  pode  trazer  benefícios  para  a  educação brasileira, se ela for bem pensada. A gente não pode pensar as  reformas  como  no  varejo.  “Vamos  tirar  aqui  alguma  coisinha  boba...”.  Isso  é  como  remendar  uma  roupa.  Chega  um  certo 

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momento que  não  há  como  remendar  mais.  Então,  o  que  o  ensino  médio  precisa  é  de  uma  reforma  consistente,  debatida,  entendida. Tirar pontinhos positivos da reforma do ensino médio, da forma como ela foi feita, não resolve o problema.  3)  Por  que  você  acha  que  querem  retirar  a  obrigatoriedade  das  disciplinas  de  Artes,  Filoso€a,  Sociologia  e  Educação Física do ensino médio?  Ricardo:  A  última  vez  que  a  Filoso±a  deixou de ser obrigatória no ensino médio foi no regime militar, porque tudo começa com  escola  sem  partido.  E  como  se  faz  uma  escola  sem  partido?  É  uma  escola  sem  Filoso±a  e  sem  Sociologia.  É  um  começo,  porque  é  com  essas  disciplinas  que  a  mente  do  aluno  pode  ser  aberta  para  uma  percepção  do  que  acontece  ao  seu  redor.  Então,  se  retira  essas  disciplinas,  justamente,  para  diminuir  o pensamento crítico da sociedade. Então, vejo isso com um olhar  muito atento e muito preocupado.  Pureza:  Eu  vou  falar  em  especí±co  da  minha  área  que  é  Educação  Física.  Até  2003,  tanto  no Proeja, quanto no ensino médio,  ela  não  era  obrigatória.  Ela  se  tornou  obrigatória  no  ensino  fundamental  a  partir  da  LDB  de  1996.  Em  2001,  foi  estendida  e a  partir  de  2003,  foi  estendida  mais  ainda  para  o  ensino  médio  e para o Proeja. E a partir de 2003, também, no ±nal de 2003, ela  foi  estendida  à  educação  infantil,  que  é  a  primeira  parte  da  educação  básica.  A  retirada  foi  um retrocesso, haja vista as lutas  para consolidar a disciplina de Educação Física. Mas estou con±ante que ela volta.   Julianna:  A  Filoso±a  foi  retirada  do  ensino  médio  uma  primeira  vez  pela  ditadura  militar e voltou depois. Eu acho que isso diz  bastante  sobre  o  momento  que  estamos vivendo. Qual a importância de termos alunos que têm consciência corporal, estudam  Filoso±a,  Sociologia  e  Artes,  se  essas  três  disciplinas  não  servem  para  coisas  práticas?  Por  que  queremos  formar  cidadãos  que  não  vão  saber  pensar, que não vão ter senso crítico e vão só saber fazer trabalhos manuais? Se é esse tipo de cidadão que  nós  queremos,  eu  acho  que  também  ±ca  claro  que  tipo  de  sociedade  nós  queremos.  Uma  sociedade  de  pessoas  que  não  reqetem.  Estão  tentando retirar essas disciplinas no momento em que o adolescente está mais aberto a discussões, a debates,  que  o  adolescente  está  pronto, num certo sentido, para o desenvolvimento do sendo crítico. Isso, para mim, é impensável e um  absurdo.  Além  disso,  Filoso±a  e  Sociologia  fazem  coisas  que  nenhuma  outra  disciplina  faz.  Nesse  momento,  e  em  todos  os  momentos  da  vida,  não  temos  só  que  pensar  sobre  como  o  mundo  funciona,  não  temos  só  que  saber  operar  as  máquinas,  temos  também  que  nos  perguntar  que  tipo  de  mundo  nós queremos. Temos que pensar sobre o que é certo, o que é errado no  uso  das  tecnologias.  As  tecnologias  estão,  por  exemplo,  deixando  que  a  gente  viva  mais,  as  pessoas  agora  conseguem  ±car  presos  a  uma  máquina,  vivendo  uma  vida  vegetal  por  muito  mais  tempo,  o  que  leva  a  outras  questões  como  a  eutanásia,  é  possível  ou  não?  As  tecnologias  trazem  questionamentos  éticos  que  nunca  antes  o  ser  humano  teve que lidar. Que disciplina  ensina  os  alunos  a  pensar  sobre  isso?  Como  é  que  a  gente  vai  pegar  uma  sociedade,  cada  vez  mais  sedentária,  em  que  as  pessoas  ±cam  menos  na  rua,  brincam  menos,  correm  menos  e  tirar  a  Educação  Física?  Isso  não  só  é um problema, porque o  esporte  é  extremamente importante para nossa saúde física, mas isso vai criar um problema na nossa saúde pública, daqui um  tempo,  vamos  ter  uma  geração  cada  vez  mais  corcunda  porque  ±ca  mais  tempo  na  frente  da internet. Então, o que o governo  fez?  No  primeiro  momento,  falou  que  essas  disciplinas  seriam  tiradas do ensino médio, agora elas, provisoriamente, vão estar  presentes,  mas  o  conteúdo que elas vão dar, vai ser atrelado à Base Nacional Comum Curricular que eles estão desenvolvendo.  A  Filoso±a  vai  estar  inserida  no  que  diz respeito a essa Base Nacional Comum. Então, eu tenho a suspeita de que eles não vão  deixar  quase  nada  de  Filoso±a  nesse  currículo.  E  uma  das  opções  que  eles  haviam  dado  é  a  ±loso±a  estar  como  matéria  optativa.  Eles  também  falaram que os vestibulares vão ser obrigados por lei a seguir essa Base Nacional Comum Curricular. Se  a  ±loso±a  não  estiver  nesse  currículo,  nenhum  colégio vai colocá-la no ensino médio, porque os colégios vão dar prioridade às  matérias  do  vestibular e, assim, Filoso±a, Sociologia e Artes vão de fato morrer. É uma pena! Todos nós perderemos muito com  isso.  Aline:  Isso  é  um  imenso  ataque  à  formação  dos  adolescentes  desse  país.  Porque  essas  são  as  disciplinas  vitais  e  fundamentais  para  o  funcionamento  da  nossa  sociedade.  São  elas  que  vão  colocar  dentro  da  sala de aula a problematização  sobre  a  vida,  sobre  a  realidade,  o  entendimento  das  desigualdades  econômicas  e  sociais  que  existem.  E  a  partir  delas  é  que  cidadãos conscientes podem se criar. Então, retirar essas disciplinas revela mais uma vez o caráter negativo dessa reforma.  4) O que nós do IFF podemos fazer para mostrar que somos contra a reforma do ensino médio?  Ricardo:  Primeiro,  eu  acho  que  não  deve  haver  mobilização  apenas  no  Campus  Pádua,  porque  infelizmente  nós  somos  isolados.  Se  você  faz  qualquer  mobilização  apenas  aqui  dentro  do  Campus,  ninguém  vai  ±car  sabendo.  Deve  haver  uma  mobilização  de  todos  os  Campi.  Os  alunos  daqui  têm  que  se  comunicar  com  os  alunos  de  Quissamã,  do  Campus  Centro,  de  Macaé.  O  corpo  docente  e  os  técnicos também. Tem que haver uma mobilização geral. Assim como foi feito aqui na escola há  umas  semanas,  mas  tem  que  ser  de  uma  forma  mais  intensa,  ir para o centro, tomar as ruas, explicar o que está acontecendo  para  o  povo,  porque  tem muita gente que nem sabe o que está acontecendo. Fazer uma mobilização apenas dentro do Campus  não é efetivo. Não só no Rio de Janeiro, mas em todo o Estado são mais de 500 Campi, a gente tem que mostrar a nossa força.   Pureza: Manifestações, greves, debates, arenas, ambientes em que se possa dialogar e promover reqexões sobre o assunto.   Julianna:  Uma  coisa  que  eu  acho  absolutamente  linda  é  a  ideia de os alunos que realmente concordarem contra a reforma, se  manifestarem,  porque  no  colégio  não  queremos  apenas  ensinar  conteúdo  sobre  como  as  coisas  funcionam,  mas  queremos,  também,  ensinar  cidadania.  Inclusive  está  previsto  na LDB que seja uma educação cidadã, ser cidadão também signi±ca saber 

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reivindicar seus  direitos,  saber  como  o  sistema  funciona,  o  que  você  pode  fazer  em  relação  a  isso.  Até  acho  extremamente  importante,  muito  mais  pelo  valor  pedagógico  que tem. É claro que essas manifestações devem ser feitas só pelos alunos que  realmente  concordam,  com  um  debate  extensivo,  para  que  todo  mundo  faça  isso  de  forma  consciente.  Uma  vez  que  você  concorda  que  uma  coisa  está errada, eu acho que é um dever de todos nós fazer o que pode para construir um Brasil melhor. E,  neste  caso,  o que podemos fazer? Podemos fazer postagens no Facebook, podemos fazer manifestações, podemos fazer atos,  podemos  escrever  para  jornal,  podemos  um  dia  ±car na praça e distribuir panqetinhos e explicar para as pessoas que passam.  Acho  que  esse  é  um  momento  espetacular  para  ensinarmos  para  os  nossos  alunos  como  que  se  fazem  reivindicações  democráticas.  Podemos  escrever  para  os  nossos  deputados,  para  o  nosso  senador,  mandar  carta para Deus e o mundo sobre  isso,  tem  um  milhão  de  coisas  que  podemos  fazer.  Porém,  o  mais  importante  é  que  podemos  aprender  muito  fazendo  isso.  Aprender  que  a  devemos  e  temos  o  direito  de  lutar  pelo  que acreditamos. Mas, é claro que isso só pode ser feito uma vez que  tenhamos  consciência  das  nossas  opiniões  e  tenhamos  debatido  isso  bastante  primeiro.  E  temos  que  respeitar  quem  não  concorda com a gente, porque isso faz parte da democracia. Pode não ser o sistema perfeito, mas é o melhor que nós temos.   Aline:  Muitas  coisas.  Podemos  nos  mobilizar;  fazer  protestos;  ir  para  as  ruas  explicar  para  as  pessoas por que somos contra  essa  reforma,  apresentando  nossos  argumentos.  Temos  que debater com os colegas, pois alguns vão dizer que são a favor da  reforma  do  ensino  médio.  Então,  temos  que  dizer:  vamos  debater?  Você  mostra  por  que  é  a favor e eu mostro por que eu sou  contra.  E  a partir disso, temos que promover debates com a sociedade, convidar as famílias, os nossos vizinhos para participar  desses  debates,  em  que  vamos  expor  nossa  opinião.  Também  precisamos  estar  sempre  mobilizados,  ocupando  a  escola  politicamente para mostrar os problemas que essa reforma tem.  Por Millena Rubak (Turma 1B), Esthevão Vieira (Turma 1D), Cleyciano Mendel (Turma 1D), Vinícius Gonçalves (Turma 1D), Lafânia  Xavier (Turma 1D)

PESQUISA IFFOLHA Além  de  entrevistar  alguns servidores, o IFFOLHA procurou saber a opinião dos alunos do IFFluminense Campus Pádua sobre a PEC 241  e sobre a reforma do Ensino Médio. Então, foi realizada uma pesquisa, no mês de outubro, com 155 alunos do nosso Campus.  O  resultado  não  surpreendeu.  A  maioria  dos  alunos  se  mostrou  contrária  à PEC e à reforma. Porém, percebemos que algumas pessoas  defendem  um  posicionamento,  sem  mesmo  conhecer  as  propostas.  Sendo  assim,  ressaltamos  a  importância  de  pesquisar os temas e  procurar entender o que se propõe nesses documentos antes de formar uma opinião.   Vejamos os resultados:   Grá﹑co 1: Em relação à PEC 241

Grá﹑co 2: Em relação à reforma do Ensino Médio  

Grá﹑co 3: Sobre a reforma do Ensino Médio

Por Millena Rubak (Turma 1B), Esthevão Vieira (Turma 1D), Cleyciano Mendel (Turma 1D), Vinícius Gonçalves (Turma 1D), Lafânia  Xavier (Turma 1D) 

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No IFFluminense Campus Pádua tem Projeto de Pesquisa!     Nome do projeto: Da Guerra ao Terror  Alunos: Lara Torres (Turma 1B) e Thiago Ferreira Costa (2ºano de Edi﹑cações)   Orientador: Diego Gobo Porto 

Este projeto tem por objetivo pesquisar e analisar as vertentes do terrorismo islâmico.

O que é o terrorismo islâmico?

O  terrorismo  islâmico  pode  ser  muito  diversi±cado  em  determinados  lugares  e  épocas,  o  que  torna  as  generalizações  muito  imprecisas.  Isso  pode  ser  melhor  entendido  em  breves  comparações  entre  a  seita  muçulmana  conhecida  como  “Os  Assassinos”,  que  mostra  indícios  que  foram  os  primeiros  a  tornar  o  ato  que  lhes  deu  nome  em  um  sistema  e  uma  ideologia,  o  grupo  terrorista  que  se  denomina Al-Qaeda.    Em  dois  aspectos,  o  grupo  dos  Assassinos  mostra  notável  diferença  de  seus  sucessores:  a  escolha  das  armas,  sempre  uma  adaga;  e  a  escolha  da  vítima,  sempre  um  único  indivíduo,  líder  do alto escalão político, militar ou religioso, visto como fonte do mal. Já  na  Al  -Qaeda,  e  muitos  outros  grupos  terroristas  atuais,  a  matança  de  civis  inocentes e não envolvidos não é um “dano colateral”, mas,  muitas  vezes,  é  seu  objetivo.  Seu  principal  propósito  não  é  derrotar  ou  mesmo enfraquecer seu inimigo militarmente, mas, por meio do  terror e das suas várias “ferramentas”, ganhar publicidade e gerar medo em seus inimigos.    Como surgiu a Al-Qaeda?    Em  princípio,  o  foco de atuação da Al-Qaeda era expulsar as tropas russas do território do Afeganistão. Durante esse período, os  Estados  Unidos  ajudaram  ±nanceiramente  a  organização  para  a  compra  de  armas  e  realização  de  treinamentos.  No  entanto,  com  a  Guerra do Golfo e a instalação de bases militares estadunidenses na península arábica, sede dos principais santuários do Islã, Bin Laden  iniciou uma campanha contra os estadunidenses. Esse fato fez com que o rei Fahd expulsasse Bin Laden da Arábia Saudita, em 1991.    O  líder  da  Al-Qaeda  (Osama  Bin Laden, 1957-2011), após ser expulso da Arábia Saudita, passou cinco anos no Sudão, local onde  comandou  seus  primeiros  atentados  contra  instalações  militares  dos  Estados  Unidos.  Em  1998,  a  organização  assumiu  a  autoria  da  explosão  de  duas  embaixadas  estadunidenses,  localizadas  na  África,  causando  224  mortes.  Bin  Laden  passou  a  utilizar  um  discurso  ideológico  contra  os  Estados  Unidos,  alegando  que esse país realizava uma política opressora aos muçulmanos e que os que seguem o  islã tem que lutar contra isso, tornando os Estados Unidos seu principal inimigo.    A  Al-Qaeda  passou  a  ser  conhecida,  mundialmente,  após o maior atentado terrorista da história, o 11 de setembro. No dia 11 de  setembro  de  2001,  19  integrantes  dessa organização sequestraram quatro aviões comerciais nos Estados Unidos, onde duas aeronaves  foram  lançadas  contra  as  torres  gêmeas  do  World  Trade  Center,  promovendo  a  destruição  dos  prédios  mais  altos  de Nova York. Outro  avião  caiu  em  Washington,  no  Pentágono.  A  quarta  aeronave  caiu  em  um  campo  próximo  à  Pittsburgh.  Esses  atentados  terroristas  provocaram a morte de aproximadamente três mil pessoas.    Existe terrorismo não islâmico?    Ao  contrário  do  que  muitos  pensam,  as  primeiras  experiências  terroristas  não  surgiram  após  o  11  de  setembro.  Elas  sempre  existiram,  mesmo  antes  de  Cristo.  Um  exemplo  disso,  segundo  a  Revista  História  em  Foco:  Terrorismo,  ocorreu  nos  primeiros  séculos  antes  de  Cristo,  quando  os  zelotes  (integrantes  de  uma  seita  judaica  radical  que  zelam  pelo  nome  de  Deus)  enfrentaram  os  romanos  com o principal objetivo de proteger a tradição judaica. Apesar da ocupação romana em Israel parecer um movimento paci±sta, por meio  do  terror  -  que  foi  usado  em  prol  das  ideologias do grupo - “muitas autoridades romanas foram assassinadas, assim como hebreus que  se  tornavam  cúmplices  de  Roma”.  Outro  estereótipo  equivocado  é  a  relação  do  islã  ou  do  Oriente  Médio  com  o  terrorismo  -  o  que  é  intensi±cado, principalmente, pela mídia que fala de movimentos e ações terroristas como “islâmicos”.    Com isso, é comum pensar que não existe terrorismo fora do Oriente Médio, porém grupos como o ETA (Euskadi Ta Askatasuna),  que  luta  em  defesa  da  pátria  basca,  o  IRA (Irish Republican Army), que sangrentamente defendeu a comunidade católica irlandesa, e as  FARC  (Forças  Armadas  da  Colômbia),  que  atuam  na  América do sul, mostram que é um grande erro relacionar o terrorismo a regiões ou  a  crenças.  Além  disso,  é  importante  enfatizar  que,  apesar  de  muitos  terroristas  atuais  se  reconhecerem  como  muçulmanos,  a  maior  parte  dos  que  seguem  o  islã  não  é  composta  por  fundamentalistas.  E  estes  não são majoritariamente terroristas, como é mostrado no  livro  A  Ascensão  do  Islã,  de  Bernard  Lewis.  O  autor  também  salienta  que  as  declarações  e  ações  oriundas  de  grupos  terroristas  contradiziam, diretamente, princípios e ensinamentos islâmicos básicos e, por isso, não podem representar o islã.    REFERÊNCIAS:  LEWIS,   Bernard.   A  Crise   do   Islã:   Guerra   Santa   e  Terror   Profano.   Rio   de   Janeiro:   Jorge   Zahar,   2004.   REVISTA   HISTÓRIA   EM   FOCO.  T   errorismo .  São   Paulo:   Alto   Astral,   Ano   2.   N.3,   2015.  

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No IFFluminense Campus Pádua tem poetas! Mais uma vez    Perdi-me em mim mesma   Perguntei-me se eu era aquilo  Se eu era isso   Ou se eu era eu...    Afoguei-me no passado   E mergulhei nas garrafas   Que me ±zeram dormir   Para esquecer das lágrimas    Desmontaram-se todas as cores   A do céu  Da louça   Dos meus olhos ou de meus olhares?    A Argentina, o Chile, Veneza   Passados pelo passado   E levados por amassos dolorosos da vida    Mandei-te rosas   E voltaram-me espinhos   Atordoei-me   Chorei   E voltei pra noite    Afoguei-me no passado  E mergulhei em garrafas,   Mais uma vez 

Senhor Ser Humano         Senhor Ser Humano, o que é você? 

O que pretende fazer? Desde cedo vê sua espécie sofrer!  Faz guerra para enriquecer!  Sr. Ser Humano, o que pretende ser?  Matou muitas espécies sem  snecessidade,  Mesmo com muita cidade.  Anda de carro para ir na esquina,  Quando de moto até empina,  O mundo poluiu, e grande parte das  Florestas destruiu.  Sr. Ser Humano, o que é você?  Pessoa do bem você diz ser.  Parece mais um monstro arrogante,  Que cortaria o único barbante que te  Segurasse de um penhasco por  dinheiro.  Sr. Ser Humano, o que é você?  O que pretende fazer?  Tudo quer ter, mas não faz nada para  Impedir tudo de derreter.  O seu lixo está poluindo a Terra  Sua poluição matando toda a Biosfera.  Se a Terra morrer, o que vai ser de  você?  Sr. Ser Humano, o que é você?  O que pretende fazer?    Ver o mundo morrer?  Por Lara Machado - Turma 1B  Enquanto brinca de massacrar?    O mundo detonar?    Sr. Ser Humano, o que pretende fazer?    Poucas palavras     Por Luiz David Silveira – Turma 1D          Palavras escritas, são apenas tinta no papel    Palavras faladas, são apenas coisas passadas.  Bem ou mal, palavras são palavras  Mesmo que elas sejam usadas,  Não serão capazes de expressar  O que foi escrito pela tinta da paixão em meu  coração!    Por Luiz David Silveira – Turma 1D   

Quem é que ±cou?   Não sei, tá na hora   Por que fazer isso?   Tem gente que namora  Certeza?  Não sei, é o que falam.   E eles?   Nem A, nem B... não sabem    Ensaios?   Não dá. Estão tranca±ados   Claro?   Nada, que isso! Tá tudo escuro   E esses papéis?   Tão dizendo que querem banheiro   O que falaram?   Já te disse, nada  Quanta gente en±leirada!   É o preço a ser pago...  Mas tão com raiva, por quê?   EU JÁ DISSE, é o preço a ser pago    Nossa, que arrogância  Vou embora  Espera, perdi meu celular   É que cor? Que marca? Assina aqui e  manda carimbar ali  Assina e fecha   Rasga e abre    Poeta Anônimo     

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No IFFluminense Campus Pádua tem cronista!   O Velho do Chipinho      Saí  da  UFES  às  dez  da  noite.  Estava  com  muita  vontade  de  jogar  sinuca,  ou  melhor,  de  exibir-me  e  tomar  uma  cerveja  estupidamente  gelada.  Não  tinha,  entretanto,  um  centavo,  nem  um  centavo  mesmo,  no  bolso.  Somente  um  passe  escolar,  o  único  meio  de  troca  que  possuía;  na  verdade,  o  único  que  estava  disposto  a  usar.  Desde  minha  época  de  colegial,  ele  servia  para  trocar  por  muitas  coisas.  Contudo,  seu  destino  já  estava  traçado:  levar-me-ia  até  a  minha  casa  para  o  merecido  descanso,  ou  talvez,  nem  tão  merecido  assim.  Pensava nem sei mais no quê. “Chipinho, olha o chipinho. Quer um chipinho? Um real, um vale transporte ou um passe escolar”.    Meus  olhos  encheram-se  de  lágrimas  ao  ver  tal  cena,  comum  nos  meus  dias,  é  verdade.  Nem  um  centavo,  somente  um  passe.  Nesse  momento,  já  passava  das  dez horas. Eu precisava ir para Vila Velha. O velho reclamou das dores, falou das doenças que, provavelmente,  ainda  tem,  se  já  não  está  morto.  Não  conseguiu,  naquele  ponto,  vender  sequer  um  chips.  Virou-se  para mim, logo para mim. No ponto,  ainda  havia  algumas  pessoas.  Por  que  não para elas? Teve que ser para mim. Talvez porque viu em mim um maior compadecimento em  relação  ao  seu  estado.  Lamentou-se  por  não ter vendido o chipinho, tão necessário, segundo me disse, à sua sobrevivência. Senti como  se  uma  lágrima estivesse prestes a rolar. Respirei fundo e consegui contê-la. Apenas um passe, também era moeda de troca. Cobrou-me  a consciência, ele serviria para eu ter uma noite de sono tranquila, seria o passe no chips. Dormiria tranquilo. Então...    Passou  o  507,  entrei  nele,  passei  pela  roleta,  sentei-me  num  canto,  abri  a  janela  e  fechei  meus  olhos.  Um  vento  gostoso batia no meu  rosto.  Num  estado  de  semiadormecimento,  não  sei  se  pensei  ou  sonhei  com  o  velho.  Ele  ±cou  para  trás,  cada  vez  mais  distante.  Distante  a  ponto  de  quase  esquecê-lo,  e  o  esqueceria  se  não  fosse  a  lembrança  da péssima noite que tive em minha cama. Da mesma  forma,  não me esqueceria da maravilhosa noite que teria ao relento, num ponto de ônibus, com a consciência tranquila e com um pacote  de  chips  na  barriga,  se  o  tivesse  comprado.  Não  seria  esse  tipo  de  atitude que mudaria a vida dele, mas poderia mudar a minha. Numa  hipótese mais pessimista, acabar com o seu curso.  Por Diego Gobo Porto (Professor de História) 

IFFOLHA sugere     PLAYLIST 1    1. Foo Fighters - Lean to Fly  2. Stop this Rain - John Mayer  3. Tame Impala - The Less I Know the Better  4. Amy Winehouse - Love is a Losing Game  5. Charlie Brown Jr. - Zóio de Lula  6. The Eden Project - XO  7. The Chainsmokers - Closer (ft. Halsey)  8. Martin Garrix & Bebe Rexha - In the Name of Love  9. Artic Monkeys - Do I Wanna Know?  10. Cristal - Família Madá  11. Foster the People - A Begginers Guide to Destroying  12. Marina and the Diamonds - Just Desserts (ft. Charlie  XCX)  13. Zara Larsson - Ain't My Fault  14. The Weeknd - Starboy 

PLAYLIST 2: Rock/pop rock/metal    1. Imagine Dragons-Demons  2. Thirty Seconds to Mars-The Kill  3. Pierce The Veil- Bulls In The Bronx  4. Thenacious D-Tribute  5. Elbow- Grounds Fot Divorce  6. American Authors- Best Day Of My Life  7. ZZ Top- I Gotsta Get Paid  8. Black Veil Brides- Fallen Angels  9. Fall Out Boy- My Songs Know What You Did In The Dark  10. The White Stripes- Seven Nation Army   11. System Of A Down- Toxicity  12. Slipknot- Before I Forget  13. Linkin Park- In The End  14. Avenged Sevenfold- A Little Piece Of Heaven  15. Matanza- Tudo Errado  16. Oasis- Falling Down    17. Three Days Grace- Painkiller  Por: Laura Lessa - Turma 1A, Beatriz Ferreira - Turma 1A, Ithalo  18. System Of A Down- Question  Vitipó - Turma 1B, Sabrina Melo - Turma 1B, Isabelle Soares -  19. Angra- Rebirth  Turma 1B, Aline Teixeira - Turma 1C, Micaella Barcellos - Turma  20. Metal Is The Law  1D  Por Matheus Ramos - Turma 1A   

 

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E se fosse com você? Os  alunos  da  1ª e da 2ª série ±zeram uma pirâmide energética como trabalho de Biologia. Foram divididos grupos e um destes,  do 1º ano de 2016, optou por fazê-la em tijolos para deixá-la ±xa no Campus servindo de inspiração para outros alunos.  No entanto, a pirâmide não durou tanto quanto esperavam, já que alguns alunos a desmontaram sem o consentimento do grupo  e sem remontá-la como encontraram.  Pode-se  ver  que  com  este  desrespeito  ±ca  evidente  certa  desunião  entre  alguns  grupos  de  discentes  dentro  da  instituição.  Espera-se  que  a  situação  melhore  e  não  aconteça  com  outras  pessoas  para  que assim este grande grupo possa, unido, buscar os seus  direitos, o que também serve para todos os setores dentro da Instituição.  *Caro,  leitor,  para  relatar algo que aconteceu e que o incomodou, basta entrar em contato com o IFFOLHA. A nossa intenção é divulgarmos  esses fatos para que não aconteçam mais. Queremos que o Campus Pádua viva sempre em harmonia.  Por Beatriz Ferreira, Erolayne Jardim e Laura Lessa – Turma 1A. 

CAÇA-PALAVRAS    

                        Por Matheus Ramos – Turma 1A

Por Pâmella Rodrigues – Turma 1B  

ANO DE OLIMPÍADAS   Os  jogos  olímpicos  foram  criados  com  o  objetivo  de  proporcionar  a  competição  sadia  entre  os  povos  dos  cinco  continentes.  O  pedagogo  e  historiador  francês  Pierre  de  Frédy  (conhecido  como  Barão  de  Coubertin),  fundador  dos  Jogos  Olímpicos da era moderna,  dizia que “o importante não é vencer, mas competir. E com dignidade”. Esse deve ser sempre o espírito olímpico    A  última  edição  dos  jogos  olímpicos  foi  no  Rio  de Janeiro. Iniciou no dia 05 de agosto e terminou no dia 21 do mesmo mês. Essa  edição foi uma das mais impressionantes, pois terminou com 65 novos recordes olímpicos e 19 recordes mundiais.    O  Brasil,  como  an±trião,  realizou  seu  maior  investimento  esportivo  da  história e alcançou sua melhor participação olímpica,  com um total de 19 medalhas (7 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze). 

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Con±ra quem foram nossos medalhistas no Rio 2016: Thiago Braz, atletismo  Robson Conceição, boxe  Alison e Bruno, vôlei de praia  Rafaela Silva, judô  Martine Grael e Kahena Kunze, vela  Seleção masculina de futebol  Seleção masculina de vôlei  Isaquias Queiroz, canoagem de velocidade  Ágatha e Bárbara, vôlei de praia  Felipe Wu, tiro esportivo  Arthur Zanetti, ginástica artística  Diego Hypolito, ginástica artística  Arthur Nory, ginástica artística  Maicon de Andrade Siqueira, taekwondo  Rafael Silva, judô  Mayra Aguiar, judô  Poliana Okimoto, maratona aquática 

1 ouro 1 ouro  1 ouro  1 ouro  1 ouro  1 ouro  1 ouro  2 pratas e 1 bronze  1 prata  1 prata  1 prata  1 prata  1 bronze  1 bronze  1 bronze  1 bronze  1 bronze 

Além  do  número  de  medalhas  conquistadas,  outro  assunto  muito  comentado  foi  a  extraordinária  abertura  que  contou  um  pouco  da  história do Brasil e mostrou as diversas culturas que existem por todo país. Ela foi, realmente, de tirar o fôlego.   E como tudo que é bom dura pouco, as Olimpíadas deixaram saudades e lembranças incríveis! Mas ±que tranquilo: a próxima edição dos  jogos será no Japão e com certeza será espetacular. Então, rumo a Tóquio 2020! Até lá, lembranças indescritíveis permanecerão.    Por Mariana Muniz – Turma 1B 

No IFFluminense Campus Pádua tem esporte   Envolvidos  nesse  espírito  olímpico,  os  alunos  do  IFFluminense  Campus  Pádua participaram de várias competições, internas e externas,  durante o ano de 2016.  

Desa﹑o Interescolar  

IFF x EPA     O  primeiro  jogo  aconteceu  no  EPA  e  o  segundo  jogo,  no  IFF.  No  primeiro  jogo,  o  IFF  venceu  no  Futsal  feminino  e  o  EPA  no  Futsal  masculino. No segundo jogo, o IFF ganhou nas duas modalidades.   

Time masculino de Futsal.

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JINIFF  

Os  Jogos  Intercampi  do  Instituto  Federal  Fluminense  são denominados JINIFF. O IFFluminense Campus Pádua participou nas seguintes  modalidades:  Futsal  (masculino  e  feminino),  Futebol  de  Campo  (masculino)  e  Tênis  de  Mesa  (masculino  e  feminino).  As  cidades  que  sediaram  esse  evento  esportivo  foram:  Santo  Antônio  de  Pádua,  Itaperuna,  Cabo  frio,  Campos  dos  Goytacazes  e  Bom  Jesus  do  Itabapoana.     Resultados:    ● Tênis de Mesa feminino/individual – 1º lugar (Samara Lopes – Turma 1C)   ● Tênis de Mesa feminino/dupla - 1º lugar (Karen Alves – Turma : 2ºano de Infraestrutura e Larissa Bouquard – Turma: 2º ano de  Gestão e Negócios)  ● Tênis de Mesa masculino/individual – 3º lugar (Fabio Júnior Delgado – Turma: 2º ano de Controle e Processos Industriais)  ● Futebol de Campo masculino - 2º lugar  

JIF

Meninas do tênis de mesa e o professor de Educação Física Rafael Pureza  JIF são os jogos dos Institutos Federais do Sudeste do Brasil. Os jogos aconteceram em Guarapari – ES   ● ●

Tênis de Mesa Feminino/equipe – 4º lugar (Samara Lopes – Turma 1C) Tênis de Mesa Feminino/dupla – 3º lugar (Karen Alves – Turma : 2ºano de Infraestrutura e Larissa Bouquard – Turma: 2º ano  de Gestão e Negócios) 

Entrevista com Pedro Henrique Rêgo (Turma 1D) e João Vittor Curty (Turma 1C) – Integrantes do time de Futebol de Campo  1- Como foi a experiência de vocês em Guarapari?    

Curty: Bom, ver o Rêgo todo dia, dormir com ele não foi uma experiência muito boa. Rêgo: No meio da noite, o Rapaz tá mexendo na orelha dos outros. Tem condição não, mas tem um bumbum bonito.  Curty:  Foi  muito  grati±cante,  a  gente  pôde conhecer novas pessoas e a organização de lá é fora do normal, fomos recebidos muito bem e foi  muito legal.   Rêgo:  Além  de  ser  uma  coisa  de  outro  mundo,  também  tinha  muito  luxo  mesmo  onde  a  gente  foi,  não  imaginávamos  que  nossa  escola  poderia nos proporcionar isso, foi bem grati±cante.  Curty:  Rêgo  jantava  todo  dia  três  vezes,  p*,  no  início  tava  jantando,  no  meio  tava  jantando,  no  ±nal  tava  jantando,  sempre  se  alimentando  muito bem.  Rêgo: Orgulho da mamãe.      

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2- O que mais chamou a atenção de vocês nos jogos?     Curty: As fêmeas   Rêgo: A organização 

3- Como foi o relacionamento de vocês com as pessoas de lá?    

Curty: Foi  muito  legal.  Eu,  Rêgo  e  Pedro  Lucas  participamos  de  um  time que não era nosso, foi integrado, não conhecíamos os garotos, não  conhecíamos ninguém de lá e eles receberam bem, zoaram junto com a gente, foi maneiro.   Rêgo: Exatamente isso. 

4- O que vocês acham que mais in늍uenciou na derrota de vocês na semi﹑nal?  

Rêgo: Nosso time impôs o jogo o tempo todo, mas só que não tava entrando.   Curty:  Deixa  que  eu  explico.  O  nosso time ±cou muito marcado, nós tínhamos o melhor elenco e o melhor time do campeonato, a gente tinha  ganhado  todas  as  partidas  até  então  e  o  time  que  a  gente pegou se classi±cou com 3 empates, empatando todos os jogos e estudou nosso  time.  Jogamos  achando  que  o  gol  ia sair a qualquer momento, estávamos muito tranquilos porque sabíamos da capacidade do nosso time e  o  time  adversário  foi  mais  disciplinado  taticamente  do  que  a  gente.  Impuseram  uma  forma  e  jogaram  só  marcando  e  a  gente  acabou  não  conseguindo  fazer  o  gol.  Fomos  para  a  prorrogação,  tivemos  várias  chances  de  fazer  o  gol,  mas  não  fomos  e±cientes  e  fomos  para  os  pênaltis,  aí  3  jogadores do nosso time perderam. O Pedro Henrique, goleiro, pegou dois pênaltis, mas três jogadores do nosso time perderam,  então não conseguimos a vitória.  

JOGOS INTERNOS EM ANDAMENTO   

JOIN

A assistência  Estudantil,  em  parceria  com  a  Direção  de  Ensino  e  Políticas  Estudantis,  promove  o  primeiro  JOIN  - JOGOS  INTERNOS - do Campus Santo Antônio de Pádua.  Os  jogos  terão  início  no  dia  1º  de  novembro  e  encerrarão  no  dia  1º  de  dezembro  de  2016,  com  participação  dos  alunos  e  servidores da unidade, inicialmente nas modalidades de Futsal masculino e Vôlei masculino.  O  evento  tem  a  proposta  de incentivar a integração por meio da prática esportiva, proporcionando saúde, lazer e bem-estar aos  servidores e alunos.  Acompanhe a seguir a tabela dos jogos que acontecem, neste momento, no IFFPádua.  1º Turno   GRUPO A  Time 1 x Time 2   Time 1 x Time 3   Time 3 x Time 2       2º Turno     Times  Time 1 x Time 4   Time 2 x Time 5   Time 3 x Time 6   Time 1 x Time 5  Time 2 x Time 6   Time 3 x Time 4  Time 1 x Time 6   Time 2 x Time 4  Time 3 x Time 5   

Datas 1-11-16  3-11-16  9-11-16 

Datas 16-11-2016  16-11-2016  17-11-2016  22-11-2016  23-11-2016  24-11-2016  29-11-2016  30-11-2016  01-12-2016 

Placar   5 x 5  2 x 3  2 x 3 

GRUPO B Time 4 x Time 5   Time 4 x Time 6   Time 5 x Time 6  

Datas 3-11-16  8-11-16  10-11-16 

Placar 4 x 2  4 x 1  6 x 4 

Placar                  

Contagem de pontos: Vitória: 3 pontos Empate: 1 Ponto Derrota: 0. Por Aline Teixeira - Turma 1C   

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HORÓSCOPO Como cada signo é nos estudos?  *Bônus: signo de alguns professores  Áries (21/03 a 19/04)  Possui um gênio muito forte, tendo assim uma atração por desa±os. Algumas vezes acaba se envolvendo em  brigas, chama muita atenção e busca a liderança sempre.  Professores arianos: Simone, Carlim, Fábio (Português).   (Será  que  eles  desa±avam  os  professores  quando  eram  alunos?  E  será que arrumaram muita briga na escola?  Ah, nós queremos saber mais sobre isso.)    Touro (20/04 a 20/05)  Um  signo  muito  preguiçoso  e  teimoso,  às  vezes  pode  arrumar  alguns  problemas  por  causa  dessas  duas  características, mas logo ±ca feliz quando chega a hora do intervalo.  Professores taurinos: Juliana (Biologia), Bruno, Karina, Raul, Paulo   (Será  que  eles  eram  preguiçosos  e  ±cavam  loucos  para  a  aula  acabar  e  irem  para  o  intervalo? É isso mesmo,  gente?)    Gêmeos (21/05 a 20/06)  É  muito  falante,  costuma  ser  o  mais  participativo  (ou  o  mais  atrapalhado).  Caso  queira  alguma informação  (fofoca), é esse o signo que você deve procurar.  Professora geminiana: Ana Beatriz     (É  característico  da Ana ser falante e conversar com todos. Mas será que ela era a aluna que sabia de todos os  babados da escola? Conte-nos mais sobre isso, professora.)    Câncer (21/06 a 22/07)  É  inseguro  e  chorão,  costuma  sofrer  com  as  provas  e  com  o  que  falam  dele, por isso procura sempre evitar  essas situações, estudando muito e passando despercebido.  Professores cancerianos: Marcos, Diego    (Então,  o  Marcos  e  o  Diego  eram  aqueles  alunos  que  todos  procuravam  na  hora  de  fazer  dever?  Aqueles  que  salvavam  a  galera? Mas estamos mesmo curiosos é para saber sobre essa história de que vocês eram chorões  na escola. Isso procede mesmo?)    Leão (23/07 a 22/08)  Adora  ser  o  centro  das  atenções,  está  sempre  bem  arrumado  e  é  muito  participativo,  não  suportando estar  em segundo plano.  Professores  leoninos:  Julianna  (Filoso±a),  José  Felippe,  Fábio  (Administração),  Camila,  Hortêncio  e  Raimundo (hahaha)  (“Adora  ser  o  centro  das  atenções.”  Nós  nem  tínhamos  percebido  isso  ainda.  (hahaha)  Imaginem  todos  eles  estudando  na  mesma  sala  de  aula.  Coitadinho  dos  professores.  É  muita  gente  querendo  falar  ao  mesmo  tempo.)     Virgem (23/08 a 22/09)  Perfeccionista,  conquista  fácil  o  posto  de melhor aluno. Presta atenção a todos os detalhes e é o queridinho  dos professores e superiores.   Professor virginiano: Wladimir  (Então, o professor Wladimir era o queridinho dos professores? Aquele que sempre tirava as melhores notas?)     

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Libra (23/09 a 22/10) Não  sabe  com  qual  área  se  identi±ca  mais.  Não  faz  ideia  de  qual  curso vai escolher. Para os librianos, está  tudo  bem  sempre,  desde  que  não  tenha  que  tomar  decisões  importantes,  já  que  indecisão  é  sua  principal  característica. Os librianos também são conhecidos pela sua simpatia.   Professores librianos: Carol, Arlindo    (Carol  e  Arlindo,  que  vocês  são  simpáticos  todos  nós  sabemos,  agora  só  falta  nos contar como conseguiram  escolher a pro±ssão de vocês, mesmo sendo tão indecisos.)    Escorpião (23/10 a 21/11)  Nunca  será  o  “puxa  saco”.  Caso  encontre  alguém  que  não  vá com a sua cara irá, no mínimo, ignorar. Apesar  do temperamento vingativo, costuma ser reservado e não gosta de confusões.    Sagitário (22/11 a 21/12)  É  hiperativo  e  adora  uma  bagunça,  principalmente  na  adolescência.  Inteligente,  mas  fora  dos  assuntos  escolares, por isso e por sua lealdade se torna amigo pessoal dos professores.  Professor sagitariano: Ricardo    (Será  que  o  Ricardo  era  um  aluno  hiperativo  e  adorava  bagunça?  Precisamos  nem  comentar...  Mas queremos  ouvir mais sobre essa história de se tornar amigo dos professores. Isso tá com cara de aluno “puxa saco”.)    Capricórnio (22/12 a 19/01)  Tímido  e  sério,  jamais  participará  da  “turma  do  fundão”,  será  o  mais  estudioso  e  buscará  sempre melhorar,  devido a sua grande ambição.  Professor capricorniano: Igor.  (Então,  o  professor  Igor  era  aquele  aluno  exemplar?  Aquele  que  sempre  tirava  as  melhores  notas  e  nunca  estava satisfeito, sempre queria mais?)    Aquário (20/01 a 18/02)  Ama  conhecer,  mas  não  é  bom  com  regras,  por  isso  e  por  sua  teimosia,  briga  por  suas  opiniões  até  o  ±m,  sendo um grande líder e ótimo em debates.  Professores aquarianos: Ronaldo, Picanço, Pureza, Leozart, Elson  (Então,  vocês  eram aquele tipo de aluno que discutiam com os professores por causa das suas opiniões? Além  disso,  não  respeitavam  regras  na escola? Mas cobram essas regras dos seus alunos hoje? Lembraremos disso  nas aulas.)    Peixes (19/02 a 20/03)  Está  sempre  no  “mundo  da  lua”,  precisando  que  chamem  sua  atenção  várias  vezes,  inclusive  por  sua  desorganização. Apesar disso, não brigarão com ele, porque é super doce e educado.  Professora pisciana: Melina   (Essa Melina... está no mundo da lua desde os tempos da escola! Volta pra terra, Melina!)     

Por Beatriz Ferreira, Erolayne Jardim e Laura Lessa – Turma 1A.  Contribuições de Isabel Nunes e Maria Fernanda Muniz – Turma 1C. 

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No IFFluminense Campus Pádua tem opinião!

RELACIONAMENTOS ABUSIVOS A  relação  abusiva  é  aquela  em  que  há  exagero  de  poder  de  um  parceiro  sobre  o  outro  e  esse  poder  pode  se  manifestar  de  várias  formas:  emocional,  verbal,  físico  e sexual. Tal comportamento, em geral, inicia-se de forma sutil e, aos poucos, torna-se rotineiro.  Por  exemplo,  por  consequência  do  machismo  que  ainda  persiste  por  todo  o  mundo,  muitas  mulheres  se  sentem  na  obrigação  de  satisfazer seu parceiro a qualquer custo, mesmo que isso custe sua saúde mental ou física.  São  constantes  os  casos  de  violência contra a mulher. Eles, em sua maioria, são frutos do pensamento machista que domina a  sociedade. A cultura patriarcal em que vivemos contribui para não conseguirmos superar a naturalização dessa violência.  As  mulheres  que  sofrem  abuso  tornam-se  mais  aptas  a  sofrerem  de  depressão,  ansiedade,  sintomas  psicossomáticos,  problemas de alimentação e traumas sexuais.   Segundo  o Mapa  da  Violência  2015,  dos  4.762  assassinatos  de  mulheres  registrados  em  2013  no  Brasil,  50,3%  foram  cometidos  por  familiares,  sendo  que  em  33,2%  destes  casos,  o  crime  foi  praticado  pelo  parceiro  ou  ex. Essas  quase  5  mil  mortes  representam 13 homicídios femininos diários em 2013.  Os  dados  mostram  que  há  um  número  grande  de  mulheres  que  são  assassinadas  pelo  homem  com  o  qual  mantêm  –  ou  mantiveram  –  um  relacionamento  amoroso.  Muitos  desses  casos  ±caram famosos no país inteiro. Podemos citar alguns: as agressões  sofridas  por  Maria  da  Penha  em  1983,  que  originou  a Lei Maria da Penha; os assassinatos de Maristela Just em 1989, de Daniela Perez  em  1992  e  de  Sandra Gomide em 2000; o esquartejamento de Maria do Carmo Alves em 2003; o cárcere privado e o assassinato de Eloá  Pimentel  em  2008;  o  desaparecimento  e  assassinato  de  Eliza  Samudio  em  2010;  os  assassinatos  de  Mércia  Nakashima  em 2010 e de  Amanda Bueno em 2015.   Todos  esses  casos  são  repugnantes  e  revoltantes.  Por  isso  é  preciso  que  todo  tipo de agressão seja denunciada, para que os  agressores sejam punidos e muitos assassinatos sejam evitados.   No  Brasil, existe  um  canal  de  atendimento  à  mulher  vítima  de  violência.  É  o  Ligue  180,  criado  pela  Secretaria  de  Políticas  para Mulheres (SPM). O serviço é gratuito, con±dencial e funciona 24 horas todos os dias, inclusive nos ±nais de semana.   Ainda  que  haja  muitos  problemas  sociopolíticos  para  serem  enfrentados,  as  mulheres,  sejam  negras  ou  brancas,  pobres  ou  ricas,  homossexuais  ou  heterossexuais,  precisam  persistir  com  sua  luta,  para  que  um  dia nosso país seja realmente igualitário a todos  nós brasileiros e que nenhuma mulher seja mais violentada e assassinada.   Por Ithalo Vitipó (Turma 1B), Maria Fernanda Muniz (Turma 1C), Isabel Mariano (Turma 1C)

Equipe IFFOLHA  

Responsáveis pela Diagramação:   Arthur Andrade Almeida (Turma 1B)  Isabel Nunes (Turma 1C)  Isabelle Soares (Turma 1B)  Luiza Batista (Turma 1A)  Maria Fernanda Muniz (Turma 1C)    Responsável  pelo  jornal  e  pela  revisão:  Melina  Rezende  Dias  (professora  de  Língua Portuguesa)  Colaboração  na  revisão geral: Ana Beatriz  Simões  (professora  de  Língua  Espanhola)  e Luiza Batista (Turma 1A)  Colaboração  na  revisão  dos  textos  em  inglês:  Caroline  Costa  Pereira  (professora  de Língua Inglesa)  

Redatores:

Aline Teixeira - Turma 1C  Arthur Andrade Almeida - Turma 1B  Beatriz Ferreira - Turma 1A  Cleyciano Mendel – Turma 1D  Diego Gobo Porto (Professor de História)  Erolayne Jardim - Turma 1A  Esthevão Vieira – Turma 1D  Gabriel Robert - Turma 1A  Isabel Nunes - Turma 1C  Isabelle Soares - Turma 1B  Israyane Santos - Turma 1A  Ithalo Vitipó - Turma 1B  Lafânia Xavier – Turma 1D  Lara Machado – Turma 1B  Lara Torres - Turma 1B  Laura Lessa - Turma 1A  Luiz David Silveira – Turma 1D 

Luiza Batista - Turma 1A Maria Eduarda Vieira - Turma 1A  Maria Fernanda Muniz - Turma 1C  Mariana Muniz – Turma 1B  Matheus Ramos - Turma 1A  Melina  Rezende  (Professora  de  Português)  Micaella Barcellos - Turma 1D  Millena Rubak – Turma 1B  Pâmella Rodrigues – Turma 1B  Pedro Rodrigues – Turma 1D  Sabrina Melo - Turma 1B  Thiago  Ferreira  Costa  -  2ºano  de  Edi±cações  Vinícius Gonçalves – Turma 1D   

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Jornal IFFOLHA  
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