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Jornal IFFOLHA

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IFFLUMINENSE CAMPUS PÁDUA ENTRA EM GREVE No dia 16 de dezembro de 2016, realizou-se uma assembleia no auditório do IFFluminense Campus Pádua para tomada de decisões sobre possíveis paralisações e greve. A assembleia foi presidida pelo Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Pro±ssional e Tecnológica – Sinasefe – Seção Sindical do IFFluminense. Estavam presentes servidores e alunos. Depois de alguns esclarecimentos, foi realizada votação para decidir se o Campus Pádua entraria ou não em greve. Participaram da votação os professores e o corpo técnico-administrativo. Com 15 votos a favor e 14 votos contrários, foi deliberada greve por tempo indeterminado a partir do dia 22 de novembro de 2016, de acordo com a deliberação da 145ª Plena do Sinasefe. A greve é contra a PEC55, que ±xa um limite para os gastos públicos para os próximos 20 anos e contra a Medida Provisória 746, que prevê mudanças nas diretrizes do Ensino Médio. Também é contra todas as terceirizações, a reforma da previdência, a reforma trabalhista e os projetos de escolas sem partido. Luta ainda pela auditoria cidadã da dívida com participação popular e pelo cumprimento dos acordos de greves anteriores.

Por Melina Rezende Dias (Professora de Língua Portuguesa)

EDITORIAL

Um jornal, como um veículo de comunicação, informação e opinião, faz-se necessário não apenas a um país, estado, ou cidade, mas também a todos os espaços democráticos da nossa sociedade, como o nosso Instituto. A produção do IFFOLHA envolve toda a comunidade escolar (alunos, professores e corpo técnico-administrativo), além de possibilitar um trabalho integrado com todas as disciplinas. Os alunos desenvolvem ainda mais a capacidade de trabalhar em grupo e desenvolvem a visão crítica acerca da realidade. É um excelente meio de colocar em prática a utilização da Língua Portuguesa em uma situação real de comunicação. O jornal IFFOLHA surge com a função de dar voz a todos que queiram usá-lo para publicar seus textos, divulgar suas ideias e até mesmo expressar seus sentimentos. Nesse espaço, a comunidade IFF poderá mostrar o que pensa e o que deseja da escola, manifestar suas inquietações, exercer suas críticas, dar sugestões, debater temas que preocupam a todos, apresentar os projetos realizados, dar asas à criatividade e mostrar a sua veia artística por meio de poemas, crônicas etc. O IFFOLHA também tem como objetivo melhorar a e±ciência com a qual as informações importantes e verdadeiras circulam internamente nesse espaço tão fundamental para todos nós. Acreditamos que nosso jornal pode contribuir para melhorar a comunicação interna e resolver ou evitar alguns problemas. Também acreditamos que ele irá contribuir para consolidar alguns princípios democráticos como a representatividade de todos os setores que o constituem – alunos, pais, docentes, direção de ensino, direção de pesquisa e extensão, direção de desenvolvimento, técnicos e sociedade civil. A±nal, quando insatisfeitos, esses setores terão mais um espaço para mostrar à comunidade o que está acontecendo e o que precisa ser modi±cado. Agradecemos a todos que contribuíram para a produção da nossa 1ª Edição. Foram muitos alunos envolvidos e entusiasmados com a ideia de produzirmos nosso jornalzinho. Nosso agradecimento especial vai para o professor Diego Porto, que além de incentivar seus orientandos a publicar suas pesquisas, contribuiu com uma crônica linda e emocionante. Agradecemos também aos entrevistados que, gentilmente, disponibilizaram um tempinho para responder as nossas perguntas. Esperamos a contribuição de todos na construção das próximas edições desse jornal, que será fundamental para a consolidação dos princípios norteadores do nosso Campus. Gabriel Robert, Luiza Batista e Maria Eduarda Vieira (Turma 1A) escreveram o Editorial, representando o IFFOLHA

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No IFFluminense Campus Pádua tem conscientização

Desfrutar é uma arte, economizar faz parte!

A crise atual afeta o IFF e faz-se necessária uma conscientização dos alunos e servidores.

A atual crise econômica e política, que se instala no Brasil, atinge diretamente as instituições públicas. A falta de verbas é um fator preocupante que exempli±ca isso. É preciso ser inteligente e enfrentar esse problema, propondo soluções que são compatíveis com os recursos ±nanceiros e orçamentários disponíveis. Portanto, se falta dinheiro, é necessário tomar medidas que façam com que haja um controle de gastos. No mês de outubro, foi necessário fazer uma readequação do número de funcionários terceirizados no IFF. E com uma quantidade menor de pessoas trabalhando na limpeza do instituto, por exemplo, será necessário que o aluno e o servidor usem métodos que evitem sujar o local onde estudam ou trabalham. Ninguém gostaria que isso estivesse acontecendo. Porém, como está sendo necessário cortar gastos, precisamos da colaboração de todos. Reconhecendo que essa é uma instituição de ensino, é preciso mobilizar as pessoas para a prática de boas ações. Já estão acontecendo medidas de economia, como: controle do acendimento de algumas lâmpadas que consomem muita energia e do uso de alguns banheiros, dentre outras. Cabe aos discentes e aos servidores, adequarem-se a essas medidas com responsabilidade e criar seus próprios métodos de economia. Os alunos e servidores da escola devem ter a boa ação de conservar o patrimônio público, fazendo mais com menos recursos, pois quem os garante nesta instituição são os 200 milhões de brasileiros. Muitas pessoas pagam para poucos estarem aqui. Por isso, todos têm que se conscientizar da importância da economia. Temos que preservar o dinheiro da sociedade e preservar todo seu investimento, que possibilita alunos e servidores participarem dessa instituição. Em relação ao corte de gastos, o contador e diretor de planejamento institucional, Theo Goulart, esclareceu que o corte trata da redução de recursos ±nanceiros e orçamentários destinados às despesas de investimento e custeio de todos os setores e órgãos públicos. A proposta governamental, segundo ele, é limitar os gastos públicos tendo como referência o ano anterior, atualizando somente pela inqação, ou seja, não haveria aumento real nos valores repassados aos mais diversos órgãos e atividades públicas, o que afetaria o IFF, podendo ocorrer uma diminuição de vagas e cursos aqui oferecidos. A preocupação é grande, por isso todos aqueles que fazem uso do ambiente escolar devem agir pensando no futuro. Outra vez ressaltamos a importância da economia, que se torna um meio de segurança. Com toda essa questão de crise envolvendo a estrutura do IFFluminense Campus Santo Antônio de Pádua, surge a pergunta: É POSSÍVEL QUE DIANTE DA SITUAÇÃO, O INSTITUTO FECHE AS PORTAS, JÁ QUE DEPENDE DE RECURSOS QUE ESTÃO SENDO REDUZIDOS? Para maior esclarecimento, o diretor geral do IFF Pádua, Arthur Rezende, explicou o problema. De acordo com ele, dizer que a instituição pode acabar, em curto prazo, é um pensamento reducionista. O aluno que entra e se matricula tem o direito garantido do cumprimento do ciclo (primeiro a terceiro ano). O que pode acontecer é o governo diminuir o número de vagas oferecidas, ou ainda, acabar com a entrada de novos alunos na escola. Segundo o diretor, todo questionamento exposto, em médio prazo, muito nos preocupa, mas relativamente em curto prazo, estão sendo tomadas medidas para economizar em virtude da questão orçamentária. Hoje não seria possível que o instituto fechasse as portas, pois tem que se cumprir o ciclo dos alunos que nele estudam. Assim o diretor conclui: "O que de±ne o futuro do IFF é a maior ou menor intimidade com a comunidade. Servir a ela é o nosso sentido de existir e a nossa certeza de um futuro promissor." Sendo assim, devemos pensar que nossas ações no presente de±nirão o amanhã. Ao tomar medidas de preservação e economia, pensamos não só nos discentes de hoje e em nosso instituto, mas também nos futuros alunos que desfrutarão de todo investimento realizado na escola. PERMITA-SE CONSCIENTIZAR. MENOS É MAIS. Por Pedro Rodrigues – Turma 1D

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IFFOLHA ENTREVISTA Nosso jornal entrevistou alguns servidores do IFFluminense Campus Pádua: Ricardo Fagundes (professor de Física), Rafael Pureza (professor de Educação Física), Julianna Henrique (professora de Filoso±a) e Aline Portilho (produtora cultural). Nosso objetivo é mostrar o que os servidores do nosso Campus pensam sobre a Reforma do Ensino Médio e sobre a PEC241. 1) Gostaríamos de saber qual é a sua opinião sobre a Reforma do Ensino Médio. Ricardo: Acho que essa reforma se contradiz com a PEC 241. Como vão aumentar o número de horas na escola, de 5 para 7 horas, se vão reduzir os gastos? Se querem que o aluno ±que mais tempo na escola, estudando mais, o governo deveria dar um aporte ±nanceiro para isso. O que ele faz? Ele quer que o aluno ±que mais tempo na escola, mas ele reduz o dinheiro dessa instituição. Então, eu acho que está um pouco esquisito isso. Pureza: Muito delicado, porque a gente tem consciência de que o ensino médio precisa ser transformado, porque a atual estruturação organizacional não está atendendo as demandas da sociedade, e principalmente dos alunos, haja vista, o grande número de evasão. E ao término do ensino médio, muitos alunos que não têm condições de ingressar numa universidade, acabam indo precocemente para o mercado de trabalho sem qualquer tipo de habilitação pro±ssional. Contudo, a forma como a MP foi proferida, de forma arbitrária e não ouvindo os atores do processo, não atendeu os anseios. Precisa-se de uma maior reqexão e um maior debate sobre o assunto. Julianna: Em primeiro lugar, uma reforma do ensino médio jamais poderia vir a partir de uma medida provisória, porque a educação é extremamente importante. Há muitas pessoas que estudam isso, os educadores e professores não foram consultados. Foi algo feito por um governo, sem esse debate público, sem a participação da população. Isso, para mim, é algo inadmissível. Então, só como essa medida provisória foi pensada e o fato de ela ter vindo ‘de cima para baixo’, sem consultar as pessoas que, de fato, estão na educação, já é algo que me faz, de cara, ter uma grande antipatia pela reforma do ensino médio. Outro ponto, por exemplo, é a questão de uma mudança curricular drástica, na verdade, todas as coisas que colocam lá vão contra a nossa própria formação de professor. É uma medida que eles esperam que esteja em efeito em 2018, sendo que eu tive uma formação que era para pensar um outro tipo de educação. Então, esse é o tipo de coisa que é feita com o tempo. Se eles querem que a gente trabalhe por área, tem que ter todo um tempo para isso, uma quali±cação dos professores, não é assim que as coisas são feitas. Querem mudar o ensino para ensino integral. Eu até gosto da ideia, porém, imaginem o aluno ±car mais tempo ainda no colégio sem Filoso±a, Sociologia, Educação Física e Artes, tendo o dia inteiro aula de Português, Matemática, Física, Química etc. Eu acho que o ensino integral é mais democrático, sempre gostei da ideia de o aluno ±car no colégio, porque as pessoas têm condições de estudo diferentes em casa, eu sempre fui a favor de que os alunos conseguissem fazer todas as tarefas da escola, na escola, porque em casa uns têm espaço para estudar, outros não, uns têm ambiente confortável, outros não, uns têm uma casa barulhenta e outros não. Isso não é justo, então eu acho mesmo que o colégio, por uma questão de justiça social, tinha sim que dar comida para as pessoas. Mas se o governo atualmente não tem dinheiro, no próprio IFF, por exemplo, para pagar o almoço dos alunos, como é que isso vai acontecer? São muitas mudanças e se é algo tão excelente assim, por que não fazer com um pouquinho mais de debate, com um pouquinho mais de discussão, não podem por medida provisória querer alterar a legislação educacional. Isso é dar um tiro no pé inacreditável. Eu estou muito preocupada e ansiosa em relação a tudo isso. Aline: Eu acho que a reforma do ensino médio, da forma como ela foi colocada, é muito ruim. Que o ensino médio precisa de uma reforma, é um fato. Isso vem sendo discutido há anos por educadores, por pro±ssionais que sabem do que estão falando. Só que a maneira como ela foi feita, por uma medida provisória, sem ouvir os pro±ssionais que são dedicados à educação, tomando medidas bruscas e sem dizer como isso vai ser feito, é muito ruim. Principalmente, porque ela reverbera um momento político ruim que temos vivido, de ataque à democracia. 2) A reforma do ensino médio pode trazer algum benefício para a educação brasileira? Ricardo: Se for para o aluno ±car mais tempo na escola, mas sem almoço, comendo cream cracker e sem professor, eu não vejo muito benefício. Acho que seria bom se tivesse como fazer isso bem feito. Eu não vejo o que está acontecendo como algo bem feito para o futuro não. Pureza: Pelo que eu observo e pelo meu entendimento sobre educação, são mais malefícios do que benefícios. Contudo, abrindo um debate, e reitero, ouvindo os atores, você consegue evoluir. Julianna: Acho que não tem como avaliar isso de uma forma tão rápida. Eu acho que os benefícios se perdem imensamente quando é algo imposto, sem um diálogo prévio, sem a gente testar. Então, mesmo que haja coisas boas, elas acabam se perdendo pela forma como a reforma está sendo feita. Aline: Uma reforma só pode trazer benefícios para a educação brasileira, se ela for bem pensada. A gente não pode pensar as reformas como no varejo. “Vamos tirar aqui alguma coisinha boba...”. Isso é como remendar uma roupa. Chega um certo

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momento que não há como remendar mais. Então, o que o ensino médio precisa é de uma reforma consistente, debatida, entendida. Tirar pontinhos positivos da reforma do ensino médio, da forma como ela foi feita, não resolve o problema. 3) Por que você acha que querem retirar a obrigatoriedade das disciplinas de Artes, Filoso€a, Sociologia e Educação Física do ensino médio? Ricardo: A última vez que a Filoso±a deixou de ser obrigatória no ensino médio foi no regime militar, porque tudo começa com escola sem partido. E como se faz uma escola sem partido? É uma escola sem Filoso±a e sem Sociologia. É um começo, porque é com essas disciplinas que a mente do aluno pode ser aberta para uma percepção do que acontece ao seu redor. Então, se retira essas disciplinas, justamente, para diminuir o pensamento crítico da sociedade. Então, vejo isso com um olhar muito atento e muito preocupado. Pureza: Eu vou falar em especí±co da minha área que é Educação Física. Até 2003, tanto no Proeja, quanto no ensino médio, ela não era obrigatória. Ela se tornou obrigatória no ensino fundamental a partir da LDB de 1996. Em 2001, foi estendida e a partir de 2003, foi estendida mais ainda para o ensino médio e para o Proeja. E a partir de 2003, também, no ±nal de 2003, ela foi estendida à educação infantil, que é a primeira parte da educação básica. A retirada foi um retrocesso, haja vista as lutas para consolidar a disciplina de Educação Física. Mas estou con±ante que ela volta. Julianna: A Filoso±a foi retirada do ensino médio uma primeira vez pela ditadura militar e voltou depois. Eu acho que isso diz bastante sobre o momento que estamos vivendo. Qual a importância de termos alunos que têm consciência corporal, estudam Filoso±a, Sociologia e Artes, se essas três disciplinas não servem para coisas práticas? Por que queremos formar cidadãos que não vão saber pensar, que não vão ter senso crítico e vão só saber fazer trabalhos manuais? Se é esse tipo de cidadão que nós queremos, eu acho que também ±ca claro que tipo de sociedade nós queremos. Uma sociedade de pessoas que não reqetem. Estão tentando retirar essas disciplinas no momento em que o adolescente está mais aberto a discussões, a debates, que o adolescente está pronto, num certo sentido, para o desenvolvimento do sendo crítico. Isso, para mim, é impensável e um absurdo. Além disso, Filoso±a e Sociologia fazem coisas que nenhuma outra disciplina faz. Nesse momento, e em todos os momentos da vida, não temos só que pensar sobre como o mundo funciona, não temos só que saber operar as máquinas, temos também que nos perguntar que tipo de mundo nós queremos. Temos que pensar sobre o que é certo, o que é errado no uso das tecnologias. As tecnologias estão, por exemplo, deixando que a gente viva mais, as pessoas agora conseguem ±car presos a uma máquina, vivendo uma vida vegetal por muito mais tempo, o que leva a outras questões como a eutanásia, é possível ou não? As tecnologias trazem questionamentos éticos que nunca antes o ser humano teve que lidar. Que disciplina ensina os alunos a pensar sobre isso? Como é que a gente vai pegar uma sociedade, cada vez mais sedentária, em que as pessoas ±cam menos na rua, brincam menos, correm menos e tirar a Educação Física? Isso não só é um problema, porque o esporte é extremamente importante para nossa saúde física, mas isso vai criar um problema na nossa saúde pública, daqui um tempo, vamos ter uma geração cada vez mais corcunda porque ±ca mais tempo na frente da internet. Então, o que o governo fez? No primeiro momento, falou que essas disciplinas seriam tiradas do ensino médio, agora elas, provisoriamente, vão estar presentes, mas o conteúdo que elas vão dar, vai ser atrelado à Base Nacional Comum Curricular que eles estão desenvolvendo. A Filoso±a vai estar inserida no que diz respeito a essa Base Nacional Comum. Então, eu tenho a suspeita de que eles não vão deixar quase nada de Filoso±a nesse currículo. E uma das opções que eles haviam dado é a ±loso±a estar como matéria optativa. Eles também falaram que os vestibulares vão ser obrigados por lei a seguir essa Base Nacional Comum Curricular. Se a ±loso±a não estiver nesse currículo, nenhum colégio vai colocá-la no ensino médio, porque os colégios vão dar prioridade às matérias do vestibular e, assim, Filoso±a, Sociologia e Artes vão de fato morrer. É uma pena! Todos nós perderemos muito com isso. Aline: Isso é um imenso ataque à formação dos adolescentes desse país. Porque essas são as disciplinas vitais e fundamentais para o funcionamento da nossa sociedade. São elas que vão colocar dentro da sala de aula a problematização sobre a vida, sobre a realidade, o entendimento das desigualdades econômicas e sociais que existem. E a partir delas é que cidadãos conscientes podem se criar. Então, retirar essas disciplinas revela mais uma vez o caráter negativo dessa reforma. 4) O que nós do IFF podemos fazer para mostrar que somos contra a reforma do ensino médio? Ricardo: Primeiro, eu acho que não deve haver mobilização apenas no Campus Pádua, porque infelizmente nós somos isolados. Se você faz qualquer mobilização apenas aqui dentro do Campus, ninguém vai ±car sabendo. Deve haver uma mobilização de todos os Campi. Os alunos daqui têm que se comunicar com os alunos de Quissamã, do Campus Centro, de Macaé. O corpo docente e os técnicos também. Tem que haver uma mobilização geral. Assim como foi feito aqui na escola há umas semanas, mas tem que ser de uma forma mais intensa, ir para o centro, tomar as ruas, explicar o que está acontecendo para o povo, porque tem muita gente que nem sabe o que está acontecendo. Fazer uma mobilização apenas dentro do Campus não é efetivo. Não só no Rio de Janeiro, mas em todo o Estado são mais de 500 Campi, a gente tem que mostrar a nossa força. Pureza: Manifestações, greves, debates, arenas, ambientes em que se possa dialogar e promover reqexões sobre o assunto. Julianna: Uma coisa que eu acho absolutamente linda é a ideia de os alunos que realmente concordarem contra a reforma, se manifestarem, porque no colégio não queremos apenas ensinar conteúdo sobre como as coisas funcionam, mas queremos, também, ensinar cidadania. Inclusive está previsto na LDB que seja uma educação cidadã, ser cidadão também signi±ca saber

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reivindicar seus direitos, saber como o sistema funciona, o que você pode fazer em relação a isso. Até acho extremamente importante, muito mais pelo valor pedagógico que tem. É claro que essas manifestações devem ser feitas só pelos alunos que realmente concordam, com um debate extensivo, para que todo mundo faça isso de forma consciente. Uma vez que você concorda que uma coisa está errada, eu acho que é um dever de todos nós fazer o que pode para construir um Brasil melhor. E, neste caso, o que podemos fazer? Podemos fazer postagens no Facebook, podemos fazer manifestações, podemos fazer atos, podemos escrever para jornal, podemos um dia ±car na praça e distribuir panqetinhos e explicar para as pessoas que passam. Acho que esse é um momento espetacular para ensinarmos para os nossos alunos como que se fazem reivindicações democráticas. Podemos escrever para os nossos deputados, para o nosso senador, mandar carta para Deus e o mundo sobre isso, tem um milhão de coisas que podemos fazer. Porém, o mais importante é que podemos aprender muito fazendo isso. Aprender que a devemos e temos o direito de lutar pelo que acreditamos. Mas, é claro que isso só pode ser feito uma vez que tenhamos consciência das nossas opiniões e tenhamos debatido isso bastante primeiro. E temos que respeitar quem não concorda com a gente, porque isso faz parte da democracia. Pode não ser o sistema perfeito, mas é o melhor que nós temos. Aline: Muitas coisas. Podemos nos mobilizar; fazer protestos; ir para as ruas explicar para as pessoas por que somos contra essa reforma, apresentando nossos argumentos. Temos que debater com os colegas, pois alguns vão dizer que são a favor da reforma do ensino médio. Então, temos que dizer: vamos debater? Você mostra por que é a favor e eu mostro por que eu sou contra. E a partir disso, temos que promover debates com a sociedade, convidar as famílias, os nossos vizinhos para participar desses debates, em que vamos expor nossa opinião. Também precisamos estar sempre mobilizados, ocupando a escola politicamente para mostrar os problemas que essa reforma tem. Por Millena Rubak (Turma 1B), Esthevão Vieira (Turma 1D), Cleyciano Mendel (Turma 1D), Vinícius Gonçalves (Turma 1D), Lafânia Xavier (Turma 1D)

PESQUISA IFFOLHA Além de entrevistar alguns servidores, o IFFOLHA procurou saber a opinião dos alunos do IFFluminense Campus Pádua sobre a PEC 241 e sobre a reforma do Ensino Médio. Então, foi realizada uma pesquisa, no mês de outubro, com 155 alunos do nosso Campus. O resultado não surpreendeu. A maioria dos alunos se mostrou contrária à PEC e à reforma. Porém, percebemos que algumas pessoas defendem um posicionamento, sem mesmo conhecer as propostas. Sendo assim, ressaltamos a importância de pesquisar os temas e procurar entender o que se propõe nesses documentos antes de formar uma opinião. Vejamos os resultados: Grá﹑co 1: Em relação à PEC 241

Grá﹑co 2: Em relação à reforma do Ensino Médio

Grá﹑co 3: Sobre a reforma do Ensino Médio

Por Millena Rubak (Turma 1B), Esthevão Vieira (Turma 1D), Cleyciano Mendel (Turma 1D), Vinícius Gonçalves (Turma 1D), Lafânia Xavier (Turma 1D)

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No IFFluminense Campus Pádua tem Projeto de Pesquisa! Nome do projeto: Da Guerra ao Terror Alunos: Lara Torres (Turma 1B) e Thiago Ferreira Costa (2ºano de Edi﹑cações) Orientador: Diego Gobo Porto

Este projeto tem por objetivo pesquisar e analisar as vertentes do terrorismo islâmico.

O que é o terrorismo islâmico?

O terrorismo islâmico pode ser muito diversi±cado em determinados lugares e épocas, o que torna as generalizações muito imprecisas. Isso pode ser melhor entendido em breves comparações entre a seita muçulmana conhecida como “Os Assassinos”, que mostra indícios que foram os primeiros a tornar o ato que lhes deu nome em um sistema e uma ideologia, o grupo terrorista que se denomina Al-Qaeda. Em dois aspectos, o grupo dos Assassinos mostra notável diferença de seus sucessores: a escolha das armas, sempre uma adaga; e a escolha da vítima, sempre um único indivíduo, líder do alto escalão político, militar ou religioso, visto como fonte do mal. Já na Al -Qaeda, e muitos outros grupos terroristas atuais, a matança de civis inocentes e não envolvidos não é um “dano colateral”, mas, muitas vezes, é seu objetivo. Seu principal propósito não é derrotar ou mesmo enfraquecer seu inimigo militarmente, mas, por meio do terror e das suas várias “ferramentas”, ganhar publicidade e gerar medo em seus inimigos. Como surgiu a Al-Qaeda? Em princípio, o foco de atuação da Al-Qaeda era expulsar as tropas russas do território do Afeganistão. Durante esse período, os Estados Unidos ajudaram ±nanceiramente a organização para a compra de armas e realização de treinamentos. No entanto, com a Guerra do Golfo e a instalação de bases militares estadunidenses na península arábica, sede dos principais santuários do Islã, Bin Laden iniciou uma campanha contra os estadunidenses. Esse fato fez com que o rei Fahd expulsasse Bin Laden da Arábia Saudita, em 1991. O líder da Al-Qaeda (Osama Bin Laden, 1957-2011), após ser expulso da Arábia Saudita, passou cinco anos no Sudão, local onde comandou seus primeiros atentados contra instalações militares dos Estados Unidos. Em 1998, a organização assumiu a autoria da explosão de duas embaixadas estadunidenses, localizadas na África, causando 224 mortes. Bin Laden passou a utilizar um discurso ideológico contra os Estados Unidos, alegando que esse país realizava uma política opressora aos muçulmanos e que os que seguem o islã tem que lutar contra isso, tornando os Estados Unidos seu principal inimigo. A Al-Qaeda passou a ser conhecida, mundialmente, após o maior atentado terrorista da história, o 11 de setembro. No dia 11 de setembro de 2001, 19 integrantes dessa organização sequestraram quatro aviões comerciais nos Estados Unidos, onde duas aeronaves foram lançadas contra as torres gêmeas do World Trade Center, promovendo a destruição dos prédios mais altos de Nova York. Outro avião caiu em Washington, no Pentágono. A quarta aeronave caiu em um campo próximo à Pittsburgh. Esses atentados terroristas provocaram a morte de aproximadamente três mil pessoas. Existe terrorismo não islâmico? Ao contrário do que muitos pensam, as primeiras experiências terroristas não surgiram após o 11 de setembro. Elas sempre existiram, mesmo antes de Cristo. Um exemplo disso, segundo a Revista História em Foco: Terrorismo, ocorreu nos primeiros séculos antes de Cristo, quando os zelotes (integrantes de uma seita judaica radical que zelam pelo nome de Deus) enfrentaram os romanos com o principal objetivo de proteger a tradição judaica. Apesar da ocupação romana em Israel parecer um movimento paci±sta, por meio do terror - que foi usado em prol das ideologias do grupo - “muitas autoridades romanas foram assassinadas, assim como hebreus que se tornavam cúmplices de Roma”. Outro estereótipo equivocado é a relação do islã ou do Oriente Médio com o terrorismo - o que é intensi±cado, principalmente, pela mídia que fala de movimentos e ações terroristas como “islâmicos”. Com isso, é comum pensar que não existe terrorismo fora do Oriente Médio, porém grupos como o ETA (Euskadi Ta Askatasuna), que luta em defesa da pátria basca, o IRA (Irish Republican Army), que sangrentamente defendeu a comunidade católica irlandesa, e as FARC (Forças Armadas da Colômbia), que atuam na América do sul, mostram que é um grande erro relacionar o terrorismo a regiões ou a crenças. Além disso, é importante enfatizar que, apesar de muitos terroristas atuais se reconhecerem como muçulmanos, a maior parte dos que seguem o islã não é composta por fundamentalistas. E estes não são majoritariamente terroristas, como é mostrado no livro A Ascensão do Islã, de Bernard Lewis. O autor também salienta que as declarações e ações oriundas de grupos terroristas contradiziam, diretamente, princípios e ensinamentos islâmicos básicos e, por isso, não podem representar o islã. REFERÊNCIAS: LEWIS, Bernard. A Crise do Islã: Guerra Santa e Terror Profano. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004. REVISTA HISTÓRIA EM FOCO. T errorismo . São Paulo: Alto Astral, Ano 2. N.3, 2015.

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No IFFluminense Campus Pádua tem poetas! Mais uma vez Perdi-me em mim mesma Perguntei-me se eu era aquilo Se eu era isso Ou se eu era eu... Afoguei-me no passado E mergulhei nas garrafas Que me ±zeram dormir Para esquecer das lágrimas Desmontaram-se todas as cores A do céu Da louça Dos meus olhos ou de meus olhares? A Argentina, o Chile, Veneza Passados pelo passado E levados por amassos dolorosos da vida Mandei-te rosas E voltaram-me espinhos Atordoei-me Chorei E voltei pra noite Afoguei-me no passado E mergulhei em garrafas, Mais uma vez

Senhor Ser Humano Senhor Ser Humano, o que é você?

O que pretende fazer? Desde cedo vê sua espécie sofrer! Faz guerra para enriquecer! Sr. Ser Humano, o que pretende ser? Matou muitas espécies sem snecessidade, Mesmo com muita cidade. Anda de carro para ir na esquina, Quando de moto até empina, O mundo poluiu, e grande parte das Florestas destruiu. Sr. Ser Humano, o que é você? Pessoa do bem você diz ser. Parece mais um monstro arrogante, Que cortaria o único barbante que te Segurasse de um penhasco por dinheiro. Sr. Ser Humano, o que é você? O que pretende fazer? Tudo quer ter, mas não faz nada para Impedir tudo de derreter. O seu lixo está poluindo a Terra Sua poluição matando toda a Biosfera. Se a Terra morrer, o que vai ser de você? Sr. Ser Humano, o que é você? O que pretende fazer? Ver o mundo morrer? Por Lara Machado - Turma 1B Enquanto brinca de massacrar? O mundo detonar? Sr. Ser Humano, o que pretende fazer? Poucas palavras Por Luiz David Silveira – Turma 1D Palavras escritas, são apenas tinta no papel Palavras faladas, são apenas coisas passadas. Bem ou mal, palavras são palavras Mesmo que elas sejam usadas, Não serão capazes de expressar O que foi escrito pela tinta da paixão em meu coração! Por Luiz David Silveira – Turma 1D

Quem é que ±cou? Não sei, tá na hora Por que fazer isso? Tem gente que namora Certeza? Não sei, é o que falam. E eles? Nem A, nem B... não sabem Ensaios? Não dá. Estão tranca±ados Claro? Nada, que isso! Tá tudo escuro E esses papéis? Tão dizendo que querem banheiro O que falaram? Já te disse, nada Quanta gente en±leirada! É o preço a ser pago... Mas tão com raiva, por quê? EU JÁ DISSE, é o preço a ser pago Nossa, que arrogância Vou embora Espera, perdi meu celular É que cor? Que marca? Assina aqui e manda carimbar ali Assina e fecha Rasga e abre Poeta Anônimo

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No IFFluminense Campus Pádua tem cronista! O Velho do Chipinho Saí da UFES às dez da noite. Estava com muita vontade de jogar sinuca, ou melhor, de exibir-me e tomar uma cerveja estupidamente gelada. Não tinha, entretanto, um centavo, nem um centavo mesmo, no bolso. Somente um passe escolar, o único meio de troca que possuía; na verdade, o único que estava disposto a usar. Desde minha época de colegial, ele servia para trocar por muitas coisas. Contudo, seu destino já estava traçado: levar-me-ia até a minha casa para o merecido descanso, ou talvez, nem tão merecido assim. Pensava nem sei mais no quê. “Chipinho, olha o chipinho. Quer um chipinho? Um real, um vale transporte ou um passe escolar”. Meus olhos encheram-se de lágrimas ao ver tal cena, comum nos meus dias, é verdade. Nem um centavo, somente um passe. Nesse momento, já passava das dez horas. Eu precisava ir para Vila Velha. O velho reclamou das dores, falou das doenças que, provavelmente, ainda tem, se já não está morto. Não conseguiu, naquele ponto, vender sequer um chips. Virou-se para mim, logo para mim. No ponto, ainda havia algumas pessoas. Por que não para elas? Teve que ser para mim. Talvez porque viu em mim um maior compadecimento em relação ao seu estado. Lamentou-se por não ter vendido o chipinho, tão necessário, segundo me disse, à sua sobrevivência. Senti como se uma lágrima estivesse prestes a rolar. Respirei fundo e consegui contê-la. Apenas um passe, também era moeda de troca. Cobrou-me a consciência, ele serviria para eu ter uma noite de sono tranquila, seria o passe no chips. Dormiria tranquilo. Então... Passou o 507, entrei nele, passei pela roleta, sentei-me num canto, abri a janela e fechei meus olhos. Um vento gostoso batia no meu rosto. Num estado de semiadormecimento, não sei se pensei ou sonhei com o velho. Ele ±cou para trás, cada vez mais distante. Distante a ponto de quase esquecê-lo, e o esqueceria se não fosse a lembrança da péssima noite que tive em minha cama. Da mesma forma, não me esqueceria da maravilhosa noite que teria ao relento, num ponto de ônibus, com a consciência tranquila e com um pacote de chips na barriga, se o tivesse comprado. Não seria esse tipo de atitude que mudaria a vida dele, mas poderia mudar a minha. Numa hipótese mais pessimista, acabar com o seu curso. Por Diego Gobo Porto (Professor de História)

IFFOLHA sugere PLAYLIST 1 1. Foo Fighters - Lean to Fly 2. Stop this Rain - John Mayer 3. Tame Impala - The Less I Know the Better 4. Amy Winehouse - Love is a Losing Game 5. Charlie Brown Jr. - Zóio de Lula 6. The Eden Project - XO 7. The Chainsmokers - Closer (ft. Halsey) 8. Martin Garrix & Bebe Rexha - In the Name of Love 9. Artic Monkeys - Do I Wanna Know? 10. Cristal - Família Madá 11. Foster the People - A Begginers Guide to Destroying 12. Marina and the Diamonds - Just Desserts (ft. Charlie XCX) 13. Zara Larsson - Ain't My Fault 14. The Weeknd - Starboy

PLAYLIST 2: Rock/pop rock/metal 1. Imagine Dragons-Demons 2. Thirty Seconds to Mars-The Kill 3. Pierce The Veil- Bulls In The Bronx 4. Thenacious D-Tribute 5. Elbow- Grounds Fot Divorce 6. American Authors- Best Day Of My Life 7. ZZ Top- I Gotsta Get Paid 8. Black Veil Brides- Fallen Angels 9. Fall Out Boy- My Songs Know What You Did In The Dark 10. The White Stripes- Seven Nation Army 11. System Of A Down- Toxicity 12. Slipknot- Before I Forget 13. Linkin Park- In The End 14. Avenged Sevenfold- A Little Piece Of Heaven 15. Matanza- Tudo Errado 16. Oasis- Falling Down 17. Three Days Grace- Painkiller Por: Laura Lessa - Turma 1A, Beatriz Ferreira - Turma 1A, Ithalo 18. System Of A Down- Question Vitipó - Turma 1B, Sabrina Melo - Turma 1B, Isabelle Soares - 19. Angra- Rebirth Turma 1B, Aline Teixeira - Turma 1C, Micaella Barcellos - Turma 20. Metal Is The Law 1D Por Matheus Ramos - Turma 1A

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E se fosse com você? Os alunos da 1ª e da 2ª série ±zeram uma pirâmide energética como trabalho de Biologia. Foram divididos grupos e um destes, do 1º ano de 2016, optou por fazê-la em tijolos para deixá-la ±xa no Campus servindo de inspiração para outros alunos. No entanto, a pirâmide não durou tanto quanto esperavam, já que alguns alunos a desmontaram sem o consentimento do grupo e sem remontá-la como encontraram. Pode-se ver que com este desrespeito ±ca evidente certa desunião entre alguns grupos de discentes dentro da instituição. Espera-se que a situação melhore e não aconteça com outras pessoas para que assim este grande grupo possa, unido, buscar os seus direitos, o que também serve para todos os setores dentro da Instituição. *Caro, leitor, para relatar algo que aconteceu e que o incomodou, basta entrar em contato com o IFFOLHA. A nossa intenção é divulgarmos esses fatos para que não aconteçam mais. Queremos que o Campus Pádua viva sempre em harmonia. Por Beatriz Ferreira, Erolayne Jardim e Laura Lessa – Turma 1A.

CAÇA-PALAVRAS

Por Matheus Ramos – Turma 1A

Por Pâmella Rodrigues – Turma 1B

ANO DE OLIMPÍADAS Os jogos olímpicos foram criados com o objetivo de proporcionar a competição sadia entre os povos dos cinco continentes. O pedagogo e historiador francês Pierre de Frédy (conhecido como Barão de Coubertin), fundador dos Jogos Olímpicos da era moderna, dizia que “o importante não é vencer, mas competir. E com dignidade”. Esse deve ser sempre o espírito olímpico A última edição dos jogos olímpicos foi no Rio de Janeiro. Iniciou no dia 05 de agosto e terminou no dia 21 do mesmo mês. Essa edição foi uma das mais impressionantes, pois terminou com 65 novos recordes olímpicos e 19 recordes mundiais. O Brasil, como an±trião, realizou seu maior investimento esportivo da história e alcançou sua melhor participação olímpica, com um total de 19 medalhas (7 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze).

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Con±ra quem foram nossos medalhistas no Rio 2016: Thiago Braz, atletismo Robson Conceição, boxe Alison e Bruno, vôlei de praia Rafaela Silva, judô Martine Grael e Kahena Kunze, vela Seleção masculina de futebol Seleção masculina de vôlei Isaquias Queiroz, canoagem de velocidade Ágatha e Bárbara, vôlei de praia Felipe Wu, tiro esportivo Arthur Zanetti, ginástica artística Diego Hypolito, ginástica artística Arthur Nory, ginástica artística Maicon de Andrade Siqueira, taekwondo Rafael Silva, judô Mayra Aguiar, judô Poliana Okimoto, maratona aquática

1 ouro 1 ouro 1 ouro 1 ouro 1 ouro 1 ouro 1 ouro 2 pratas e 1 bronze 1 prata 1 prata 1 prata 1 prata 1 bronze 1 bronze 1 bronze 1 bronze 1 bronze

Além do número de medalhas conquistadas, outro assunto muito comentado foi a extraordinária abertura que contou um pouco da história do Brasil e mostrou as diversas culturas que existem por todo país. Ela foi, realmente, de tirar o fôlego. E como tudo que é bom dura pouco, as Olimpíadas deixaram saudades e lembranças incríveis! Mas ±que tranquilo: a próxima edição dos jogos será no Japão e com certeza será espetacular. Então, rumo a Tóquio 2020! Até lá, lembranças indescritíveis permanecerão. Por Mariana Muniz – Turma 1B

No IFFluminense Campus Pádua tem esporte Envolvidos nesse espírito olímpico, os alunos do IFFluminense Campus Pádua participaram de várias competições, internas e externas, durante o ano de 2016.

Desa﹑o Interescolar

IFF x EPA O primeiro jogo aconteceu no EPA e o segundo jogo, no IFF. No primeiro jogo, o IFF venceu no Futsal feminino e o EPA no Futsal masculino. No segundo jogo, o IFF ganhou nas duas modalidades.

Time masculino de Futsal.

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JINIFF

Os Jogos Intercampi do Instituto Federal Fluminense são denominados JINIFF. O IFFluminense Campus Pádua participou nas seguintes modalidades: Futsal (masculino e feminino), Futebol de Campo (masculino) e Tênis de Mesa (masculino e feminino). As cidades que sediaram esse evento esportivo foram: Santo Antônio de Pádua, Itaperuna, Cabo frio, Campos dos Goytacazes e Bom Jesus do Itabapoana. Resultados: ● Tênis de Mesa feminino/individual – 1º lugar (Samara Lopes – Turma 1C) ● Tênis de Mesa feminino/dupla - 1º lugar (Karen Alves – Turma : 2ºano de Infraestrutura e Larissa Bouquard – Turma: 2º ano de Gestão e Negócios) ● Tênis de Mesa masculino/individual – 3º lugar (Fabio Júnior Delgado – Turma: 2º ano de Controle e Processos Industriais) ● Futebol de Campo masculino - 2º lugar

JIF

Meninas do tênis de mesa e o professor de Educação Física Rafael Pureza JIF são os jogos dos Institutos Federais do Sudeste do Brasil. Os jogos aconteceram em Guarapari – ES ● ●

Tênis de Mesa Feminino/equipe – 4º lugar (Samara Lopes – Turma 1C) Tênis de Mesa Feminino/dupla – 3º lugar (Karen Alves – Turma : 2ºano de Infraestrutura e Larissa Bouquard – Turma: 2º ano de Gestão e Negócios)

Entrevista com Pedro Henrique Rêgo (Turma 1D) e João Vittor Curty (Turma 1C) – Integrantes do time de Futebol de Campo 1- Como foi a experiência de vocês em Guarapari?

Curty: Bom, ver o Rêgo todo dia, dormir com ele não foi uma experiência muito boa. Rêgo: No meio da noite, o Rapaz tá mexendo na orelha dos outros. Tem condição não, mas tem um bumbum bonito. Curty: Foi muito grati±cante, a gente pôde conhecer novas pessoas e a organização de lá é fora do normal, fomos recebidos muito bem e foi muito legal. Rêgo: Além de ser uma coisa de outro mundo, também tinha muito luxo mesmo onde a gente foi, não imaginávamos que nossa escola poderia nos proporcionar isso, foi bem grati±cante. Curty: Rêgo jantava todo dia três vezes, p*, no início tava jantando, no meio tava jantando, no ±nal tava jantando, sempre se alimentando muito bem. Rêgo: Orgulho da mamãe.

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2- O que mais chamou a atenção de vocês nos jogos? Curty: As fêmeas Rêgo: A organização

3- Como foi o relacionamento de vocês com as pessoas de lá?

Curty: Foi muito legal. Eu, Rêgo e Pedro Lucas participamos de um time que não era nosso, foi integrado, não conhecíamos os garotos, não conhecíamos ninguém de lá e eles receberam bem, zoaram junto com a gente, foi maneiro. Rêgo: Exatamente isso.

4- O que vocês acham que mais in늍uenciou na derrota de vocês na semi﹑nal?

Rêgo: Nosso time impôs o jogo o tempo todo, mas só que não tava entrando. Curty: Deixa que eu explico. O nosso time ±cou muito marcado, nós tínhamos o melhor elenco e o melhor time do campeonato, a gente tinha ganhado todas as partidas até então e o time que a gente pegou se classi±cou com 3 empates, empatando todos os jogos e estudou nosso time. Jogamos achando que o gol ia sair a qualquer momento, estávamos muito tranquilos porque sabíamos da capacidade do nosso time e o time adversário foi mais disciplinado taticamente do que a gente. Impuseram uma forma e jogaram só marcando e a gente acabou não conseguindo fazer o gol. Fomos para a prorrogação, tivemos várias chances de fazer o gol, mas não fomos e±cientes e fomos para os pênaltis, aí 3 jogadores do nosso time perderam. O Pedro Henrique, goleiro, pegou dois pênaltis, mas três jogadores do nosso time perderam, então não conseguimos a vitória.

JOGOS INTERNOS EM ANDAMENTO

JOIN

A assistência Estudantil, em parceria com a Direção de Ensino e Políticas Estudantis, promove o primeiro JOIN - JOGOS INTERNOS - do Campus Santo Antônio de Pádua. Os jogos terão início no dia 1º de novembro e encerrarão no dia 1º de dezembro de 2016, com participação dos alunos e servidores da unidade, inicialmente nas modalidades de Futsal masculino e Vôlei masculino. O evento tem a proposta de incentivar a integração por meio da prática esportiva, proporcionando saúde, lazer e bem-estar aos servidores e alunos. Acompanhe a seguir a tabela dos jogos que acontecem, neste momento, no IFFPádua. 1º Turno GRUPO A Time 1 x Time 2 Time 1 x Time 3 Time 3 x Time 2 2º Turno Times Time 1 x Time 4 Time 2 x Time 5 Time 3 x Time 6 Time 1 x Time 5 Time 2 x Time 6 Time 3 x Time 4 Time 1 x Time 6 Time 2 x Time 4 Time 3 x Time 5

Datas 1-11-16 3-11-16 9-11-16

Datas 16-11-2016 16-11-2016 17-11-2016 22-11-2016 23-11-2016 24-11-2016 29-11-2016 30-11-2016 01-12-2016

Placar 5 x 5 2 x 3 2 x 3

GRUPO B Time 4 x Time 5 Time 4 x Time 6 Time 5 x Time 6

Datas 3-11-16 8-11-16 10-11-16

Placar 4 x 2 4 x 1 6 x 4

Placar

Contagem de pontos: Vitória: 3 pontos Empate: 1 Ponto Derrota: 0. Por Aline Teixeira - Turma 1C

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HORÓSCOPO Como cada signo é nos estudos? *Bônus: signo de alguns professores Áries (21/03 a 19/04) Possui um gênio muito forte, tendo assim uma atração por desa±os. Algumas vezes acaba se envolvendo em brigas, chama muita atenção e busca a liderança sempre. Professores arianos: Simone, Carlim, Fábio (Português). (Será que eles desa±avam os professores quando eram alunos? E será que arrumaram muita briga na escola? Ah, nós queremos saber mais sobre isso.) Touro (20/04 a 20/05) Um signo muito preguiçoso e teimoso, às vezes pode arrumar alguns problemas por causa dessas duas características, mas logo ±ca feliz quando chega a hora do intervalo. Professores taurinos: Juliana (Biologia), Bruno, Karina, Raul, Paulo (Será que eles eram preguiçosos e ±cavam loucos para a aula acabar e irem para o intervalo? É isso mesmo, gente?) Gêmeos (21/05 a 20/06) É muito falante, costuma ser o mais participativo (ou o mais atrapalhado). Caso queira alguma informação (fofoca), é esse o signo que você deve procurar. Professora geminiana: Ana Beatriz (É característico da Ana ser falante e conversar com todos. Mas será que ela era a aluna que sabia de todos os babados da escola? Conte-nos mais sobre isso, professora.) Câncer (21/06 a 22/07) É inseguro e chorão, costuma sofrer com as provas e com o que falam dele, por isso procura sempre evitar essas situações, estudando muito e passando despercebido. Professores cancerianos: Marcos, Diego (Então, o Marcos e o Diego eram aqueles alunos que todos procuravam na hora de fazer dever? Aqueles que salvavam a galera? Mas estamos mesmo curiosos é para saber sobre essa história de que vocês eram chorões na escola. Isso procede mesmo?) Leão (23/07 a 22/08) Adora ser o centro das atenções, está sempre bem arrumado e é muito participativo, não suportando estar em segundo plano. Professores leoninos: Julianna (Filoso±a), José Felippe, Fábio (Administração), Camila, Hortêncio e Raimundo (hahaha) (“Adora ser o centro das atenções.” Nós nem tínhamos percebido isso ainda. (hahaha) Imaginem todos eles estudando na mesma sala de aula. Coitadinho dos professores. É muita gente querendo falar ao mesmo tempo.) Virgem (23/08 a 22/09) Perfeccionista, conquista fácil o posto de melhor aluno. Presta atenção a todos os detalhes e é o queridinho dos professores e superiores. Professor virginiano: Wladimir (Então, o professor Wladimir era o queridinho dos professores? Aquele que sempre tirava as melhores notas?)

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Libra (23/09 a 22/10) Não sabe com qual área se identi±ca mais. Não faz ideia de qual curso vai escolher. Para os librianos, está tudo bem sempre, desde que não tenha que tomar decisões importantes, já que indecisão é sua principal característica. Os librianos também são conhecidos pela sua simpatia. Professores librianos: Carol, Arlindo (Carol e Arlindo, que vocês são simpáticos todos nós sabemos, agora só falta nos contar como conseguiram escolher a pro±ssão de vocês, mesmo sendo tão indecisos.) Escorpião (23/10 a 21/11) Nunca será o “puxa saco”. Caso encontre alguém que não vá com a sua cara irá, no mínimo, ignorar. Apesar do temperamento vingativo, costuma ser reservado e não gosta de confusões. Sagitário (22/11 a 21/12) É hiperativo e adora uma bagunça, principalmente na adolescência. Inteligente, mas fora dos assuntos escolares, por isso e por sua lealdade se torna amigo pessoal dos professores. Professor sagitariano: Ricardo (Será que o Ricardo era um aluno hiperativo e adorava bagunça? Precisamos nem comentar... Mas queremos ouvir mais sobre essa história de se tornar amigo dos professores. Isso tá com cara de aluno “puxa saco”.) Capricórnio (22/12 a 19/01) Tímido e sério, jamais participará da “turma do fundão”, será o mais estudioso e buscará sempre melhorar, devido a sua grande ambição. Professor capricorniano: Igor. (Então, o professor Igor era aquele aluno exemplar? Aquele que sempre tirava as melhores notas e nunca estava satisfeito, sempre queria mais?) Aquário (20/01 a 18/02) Ama conhecer, mas não é bom com regras, por isso e por sua teimosia, briga por suas opiniões até o ±m, sendo um grande líder e ótimo em debates. Professores aquarianos: Ronaldo, Picanço, Pureza, Leozart, Elson (Então, vocês eram aquele tipo de aluno que discutiam com os professores por causa das suas opiniões? Além disso, não respeitavam regras na escola? Mas cobram essas regras dos seus alunos hoje? Lembraremos disso nas aulas.) Peixes (19/02 a 20/03) Está sempre no “mundo da lua”, precisando que chamem sua atenção várias vezes, inclusive por sua desorganização. Apesar disso, não brigarão com ele, porque é super doce e educado. Professora pisciana: Melina (Essa Melina... está no mundo da lua desde os tempos da escola! Volta pra terra, Melina!)

Por Beatriz Ferreira, Erolayne Jardim e Laura Lessa – Turma 1A. Contribuições de Isabel Nunes e Maria Fernanda Muniz – Turma 1C.

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No IFFluminense Campus Pádua tem opinião!

RELACIONAMENTOS ABUSIVOS A relação abusiva é aquela em que há exagero de poder de um parceiro sobre o outro e esse poder pode se manifestar de várias formas: emocional, verbal, físico e sexual. Tal comportamento, em geral, inicia-se de forma sutil e, aos poucos, torna-se rotineiro. Por exemplo, por consequência do machismo que ainda persiste por todo o mundo, muitas mulheres se sentem na obrigação de satisfazer seu parceiro a qualquer custo, mesmo que isso custe sua saúde mental ou física. São constantes os casos de violência contra a mulher. Eles, em sua maioria, são frutos do pensamento machista que domina a sociedade. A cultura patriarcal em que vivemos contribui para não conseguirmos superar a naturalização dessa violência. As mulheres que sofrem abuso tornam-se mais aptas a sofrerem de depressão, ansiedade, sintomas psicossomáticos, problemas de alimentação e traumas sexuais. Segundo o Mapa da Violência 2015, dos 4.762 assassinatos de mulheres registrados em 2013 no Brasil, 50,3% foram cometidos por familiares, sendo que em 33,2% destes casos, o crime foi praticado pelo parceiro ou ex. Essas quase 5 mil mortes representam 13 homicídios femininos diários em 2013. Os dados mostram que há um número grande de mulheres que são assassinadas pelo homem com o qual mantêm – ou mantiveram – um relacionamento amoroso. Muitos desses casos ±caram famosos no país inteiro. Podemos citar alguns: as agressões sofridas por Maria da Penha em 1983, que originou a Lei Maria da Penha; os assassinatos de Maristela Just em 1989, de Daniela Perez em 1992 e de Sandra Gomide em 2000; o esquartejamento de Maria do Carmo Alves em 2003; o cárcere privado e o assassinato de Eloá Pimentel em 2008; o desaparecimento e assassinato de Eliza Samudio em 2010; os assassinatos de Mércia Nakashima em 2010 e de Amanda Bueno em 2015. Todos esses casos são repugnantes e revoltantes. Por isso é preciso que todo tipo de agressão seja denunciada, para que os agressores sejam punidos e muitos assassinatos sejam evitados. No Brasil, existe um canal de atendimento à mulher vítima de violência. É o Ligue 180, criado pela Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM). O serviço é gratuito, con±dencial e funciona 24 horas todos os dias, inclusive nos ±nais de semana. Ainda que haja muitos problemas sociopolíticos para serem enfrentados, as mulheres, sejam negras ou brancas, pobres ou ricas, homossexuais ou heterossexuais, precisam persistir com sua luta, para que um dia nosso país seja realmente igualitário a todos nós brasileiros e que nenhuma mulher seja mais violentada e assassinada. Por Ithalo Vitipó (Turma 1B), Maria Fernanda Muniz (Turma 1C), Isabel Mariano (Turma 1C)

Equipe IFFOLHA

Responsáveis pela Diagramação: Arthur Andrade Almeida (Turma 1B) Isabel Nunes (Turma 1C) Isabelle Soares (Turma 1B) Luiza Batista (Turma 1A) Maria Fernanda Muniz (Turma 1C) Responsável pelo jornal e pela revisão: Melina Rezende Dias (professora de Língua Portuguesa) Colaboração na revisão geral: Ana Beatriz Simões (professora de Língua Espanhola) e Luiza Batista (Turma 1A) Colaboração na revisão dos textos em inglês: Caroline Costa Pereira (professora de Língua Inglesa)

Redatores:

Aline Teixeira - Turma 1C Arthur Andrade Almeida - Turma 1B Beatriz Ferreira - Turma 1A Cleyciano Mendel – Turma 1D Diego Gobo Porto (Professor de História) Erolayne Jardim - Turma 1A Esthevão Vieira – Turma 1D Gabriel Robert - Turma 1A Isabel Nunes - Turma 1C Isabelle Soares - Turma 1B Israyane Santos - Turma 1A Ithalo Vitipó - Turma 1B Lafânia Xavier – Turma 1D Lara Machado – Turma 1B Lara Torres - Turma 1B Laura Lessa - Turma 1A Luiz David Silveira – Turma 1D

Luiza Batista - Turma 1A Maria Eduarda Vieira - Turma 1A Maria Fernanda Muniz - Turma 1C Mariana Muniz – Turma 1B Matheus Ramos - Turma 1A Melina Rezende (Professora de Português) Micaella Barcellos - Turma 1D Millena Rubak – Turma 1B Pâmella Rodrigues – Turma 1B Pedro Rodrigues – Turma 1D Sabrina Melo - Turma 1B Thiago Ferreira Costa - 2ºano de Edi±cações Vinícius Gonçalves – Turma 1D

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