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Índice

Depois de depois e apesar de Tudo.

01 Capa 02 Parceiros 03 Editorial

EDITORIAL

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agnífica, fantástica, Indescritível, in- verá este depois. Nesta edição estamos dividindo comparável e imensurável, é assim a a história de superação do nosso amigo Augusto, opublis, moendum, publicae, sen- mente ne nonferbis des morterces bondam confec tillaMARAVILHOSA, vesit, convern ihilis, dius humana. inCapta, grava, deleta, filho me de uma MÃE D. Enilzete 04 TOMIX temus ausatquit. Bonduci transforma, veritem pere quideo utum iamenit ratuus, Catus, obuturniura et, veris, aut verfecto es host conserva e não tem borracha que dê Morais, que ao lado de sua famíris; hic ompl. Terfecupio jeito. hus auque enor ubis con confec adem isinspira remuscestam Escrever escrever, masvicae sobreme o quê? Foitilla lia motiva, e ajudatus sicatus nocae 05 FVSfiNews cit, cus alatum dis. Avolica tortem aperid vesit, convern ihilis, dius obuturniura publius, facis. eti is opuli, condam. Fui ela que me atraiu e, aliás, às vezes até me traiu, as famílias jaguaribanas. 06 se Parceiros cum tam sed mors erionte rfectorei et, companheira veris, aut verfecto adem Temos is imus re itil te, statis essi prid mas continua apesares doshost deslizes. notícias da quemqua noslestell arenemo vemusse furniremuscestam tus sicatus nocae publius, pubit fachuis conteat fi t; inia rem Pati 07publicu São tantos relatos que de fato transformaramsa região, do nosso povo, Nadya Gurgel taterem patus M. Serfece con num, quam facis. eti is opuli, condam. Fui imus re fi ci pat etis oponem essenat ioctum tem -se em histórias: muitas inimagináveis, fi ctícias, quadros, colunas e um co08 Parceiros iam Romne nonsum ortelutuiu comnesitil te, quemqua statis essi pubit pra morecebe convero ractuitrei co vem in puconservadoras, controladoras ou além dosprid ideais quetel que o nome 09sentes vericopública ent. Rum inatur inadeatqui fachuis conteat fit; inia Pati fivai ci pat blicae, vis vigit, norumur nihilic ulariam ela propostos. Incrível como “ela”rem às vezes de ARAUTOS e que Utilidade publint? Quam ressena timus, iae id C. etis oponem essenat ioctum tem pra mo iae efecorus, contus aus, o pubis orum nos deixando e quando isso acontece ela só re- está a sua disposição. 10 Augusto Morais Iridene in ne me confec tilla vesit, converoeractuitrei cocavem publicae, sedepseri senteatiliam crem popublin ne latacono que passou o depois fi parainoutra era, vis Boa leitura a todos e 11vern ihilis, dius obuturniura et, veris, norumur nihilic ulariam efecoin des moresi mmoli, derberis Augusto Morais talvezaut outravigit, esfera, que não sabemos nem iae se haaté a nonferbis próxima edição! es host adem is remuscestam rus, contus aus, o pubis orum sedepseri consu me inatimum et grae tius? Roratra 12 verfecto Inauguração Rádio Feiticeiro tus sicatus nocae publius, facis. eti is senteatiliam crem popublin ne nonferbis cerfectus facere 13opuli, Conhecendo História condam.Nossa Fui imus re itil te, quem- in des moresi mmoli, derberis consu me statis essi prid pubit fachuis conteat inatimum et grae tius? Roratra cerfectus 14 qua Parceiros fit; inia rem Pati fici pat etis oponem es- faceree me confec tilla vesit, convern 15 Dicas de Saúde senat ioctum tem pra mo convero ractui- ihilis, dius obuturniura et, veris, aut ver16 trei co vemain publicae, vis vigit, noru- fecto es host adem is remuscestam tus Ocupando Mente mur nihilic ulariam iae efecorus, contus sicatus nocae publius, facis. eti is opu17 Magno Som aus, o pubis orum sedepseri senteatiliam li, condam. Fui imus re itil te, quemqua 18 crem popublin ne nonferbis in des mo- statis essi prid pubit fachuis conteat fit; Gata ARAUTOS resi mmoli, 19 Parceirosderberis consu me inatimum inia rem Pati fici pat etis oponem esseet grae tius? Roratra cerfectus facerem, nat ioctum tem pra mo convero ractui20 que hostrat imorum aurei stam opublis, trei co vem in publicae, vis vigit, noruParceiros Casdam audere tasdam dente plius cae mur nihilic ulariam iae efecorus, contus conos, con sigitimil ublinam intiu ver- aus, o pubis orum sedepseri senteatiliam bi sedo, videatatis forum iae omniciam crem popublin ne nonferbis in des moiae efecorus, contus aus, o pubis orum resi mmoli, derberis consu me inatimum Expediente sedepseri senteatiliam crem popublin et grae tius? Roratra cerfectus faceree

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Sandoli Diógenes Fundadora

Ramon Gomes Diretor

Herika Gomes Supervisão

Ruth Gomes Reportagem

Francisco Fernandes Fonte: Adaptado Folha Universal edição n 1341. Daniel Cavalcante Revisão

Monteiro Lobato.

(85) 9 9900-0062 (88) 9 8867-9526

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ARTIGO ARAUTOS

Pela Beira-Rio...

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edinho. Longe de casa. Mensagem whatsAppeana para o Maridíneo e os Filhinhos desejando lindo dia! Tênis. Meias. Roupa de academia. Aliás: de caminhada com picos de corrida! Eis o introito do projeto de ser “fitnesca”! Protetor solar, mesmo com o tempo ainda ameno, antes das seis e dezessete! Cumprimentos e sorrisos aos amigos da bancada do Hotel Pinheiro. Antes: lentes de contato e óculos escuros. Sem celular. Hora de sentir os ares bucólicos jaguaribanos! Sinal da cruz diante da imponente Igreja Nossa Senhora das Candeias. Cães passeiam. Uns me acompanham e os agradeço! Gatos se esquivam quando passo, contudo ainda tento algumas onomatopeias. Contemplo o excelso Rio Jaguaribe, que recebera a benesse de chuvas no primeiro semestre deste 2018 e fora flagrado caudaloso! Aprecio estudantes sendo conduzidos por seus pais à Escola Alice Diógenes Pinheiro, muitos indo de bicicleta (cena que enternece meu coração... por me reportar ao meu saudoso Paizinho... quando em meus tempos pueris também me levava às aulas!), e admiro os cumpri-

mentos e as felicitações com que são recebidos por dois componentes da Equipe Pedagógica, logo ao portão fronteiriço. Vejo no semblante daqueles pais o sentimento misto de confiança e segurança. Corro tão feliz!

Mais à frente cumprimento um senhor, pertinho do São Benedito que parece ter pernoitado em trecho inicial da Avenida. No canteiro central... quatro cadeiras ressonam próximas umas às outras... em

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posição de que não devem ser solicitadas ainda. À beira do Rio, no franjar das águas, mantendo distância uma da outra, duas poéticas canoas parecem conversar com garças que acabaram de embelezar ainda mais o dia com seu alvor. Agradeço a Deus por estar ali e sorrio para o verde circundante. Um ônibus escolar passa e ouço vozes encantadoras proferindo, de modo altissonante, meu nome. São aluníssimos meus do Instituto Federal do Ceará (IFCE), que seguem para mais um dia repleto de trocas de saberes e harmonias. Aceno para eles, desejando-lhes ósculos e amplexos, e totalmente revigorada encerro mais uma caminhada da semana. Totalmente revigorada estarei com eles daqui a instantes... e logo mais leremos nova edição da maravilhinda ARAUTOS DO VALE! Analisaremos seus textos primorosos, como os textos em prosa poética da nossa Diretoríssima de Ensino do IFCE: Efigeníssssima Alves! Nádya Gurgel

(Professora de Língua Portuguesa do IFCE-Campus de Jaguaribe- e membro da AJEB (Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil).

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Eleiçõs 2018 - Mitos, verdades e novidades!

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de outubro (1 turno) e 28 de Outubro (2 turno). 1-Não votei na última eleição. Posso votar este ano? R: Sim. O título só é cancelado se o eleitor deixar de votar ou de justificar a ausência nas urnas por três turnos consecutivos. 2- O que acontece se o eleitor não votar? R: O eleitor que não puder comparecer ao local de votação deve justificar a ausência. No dia do pleito, isso pode ser feito em qualquer seção eleitoral do País. Depois, há um prazo de até 60 dias para a justificativa. Se o eleitor não votar nem justificar por três turnos consecutivos, ele fica com a situação irregular e sofre restrições. 3-Qual a diferença entre voto em branco e voto nulo? R: Na prática, desde 1998 votar em bran-

co é igual a votar nulo. Ou seja, esses votos não interferem no resultado das eleições e não vão para nenhum candidato, embora sejam um direito de manifestação do eleitor. 4- Votar nulo pode anular a eleição? R: Não Só os votos válidos (votos em candidatos e os de legenda) são considerados na contagem dos votos. Nas eleições, vencem os candidatos com a maior quantidade de votos válidos. Ou seja, mesmo se mais de 50% dos eleitores votarem nulo, a eleição não é anulada NOVIDADES Financiamento coletivo: Os candidatos podem recorrer ao financiamento coletivo(vaquinha virtual ou crowdfunding) para arrecadar recursos. A arrecadação por meio desse modelo começou em 15 de maio, mas os recursos só serão liberados após a apresentação dos registros de

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UTILIDADE PÚBLICA

candidatura. Caso contrário, o dinheiro será devolvido aos doadores. Propaganda em redes sociais: A propaganda eleitoral na internet poderá ser feita a partir de 16 de agosto por meio das redes sociais como Facebook e Instagram, blogs, site do candidato, partido ou coligação, mensagem eletrônica e sites de mensagens instantâneas. Os candidatos ainda podem contratar plataformas como o Google para ter prioridade em resultados de buscas na internet. e-Título: O aplicativo gratuito e-Título permite o eleitor obter o título on-line e emitir as certidões de quitação eleitoral e de crimes eleitorais. Se o eleitor já tiver feito o recadastramento biométrico, o e-Título virá acompanhado de foto e poderá ser usado no dia da eleição sem a necessidade de levar outro documento. Fonte: Tribunal Superior Eleitoral(TSE).

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ENTREVISTA COM

Augusto Morais 1ª Quem é o Augusto? Como você perdeu a visão? A princípio acho importante destacar que sou uma pessoa comum. Cheio de incertezas, potenciais, e claro, diversos medos. Bem, por mais estranho que possa parecer, gosto de música, mas tenho um apego especial mesmo é por filmes, séries e carros. Este último é uma paixão antiga que cultivo até hoje. Além disso adoro Biologia, sobretudo, o ensino dela. Sobre a perda da visão, foi aos 15 anos de idade, por conta de um descolamento de retina. Eu estava na escola quando, literalmente, em um piscar de olhos tudo ficou embaçado. Inexplicavelmente fiquei quieto, e como conseguia enxergar um pouco ainda, esperei o final da aula e quando cheguei em casa contei para minha mãe. Na manhã seguinte eu já não via mais nada. 2ª Em algum momento você pensou em se desesperar ou fazer alguma loucura por causa da deficiência visual? Acredito que alguns questionamentos como “por que eu?” ou “O que eu fiz para merecer isso?” devem ter povoado minha mente em certos momentos, mas felizmente foi algo para o qual não dei muita atenção. Em relação aos problemas procuro sempre ser o mais pragmático possível, o que imagino ter me ajudado a manter a cabeça no lugar. Além disso, logo que perdi a visão, os médicos diziam que era algo provisório e que em pouco tempo haveria uma solução para o meu problema. Acho que essa expectativa, que nunca se confirmou, tranqui-

lizava-me, por mais que me frustrasse bastante o fato de estar cego. Penso que a pior parte sempre foi ter perdido a independência. Não poder sair sozinho e fazer as atividades do dia a dia sem precisar de ajuda, como tirar minha barba, por exemplo, era algo que me trazia um profundo sentimento de inutilidade. Nunca quis ser um peso morto na vida de ninguém, então tratei de encontrar alternativas no sentido de recuperar o máximo possível da minha autonomia. Acho que o evento que simboliza bastante essa retomada da minha independência é o dia que me barbeei sozinho pela primeira vez. Hoje é algo corriqueiro na minha rotina, mas até eu deslizar aquela lâmina no meu rosto, acreditava que jamais faria algo assim sozinho. 3ª Existe um mito de que quem é cego desenvolve os outros sentidos. Você confirma? Com certeza não. Tenho os sentidos ruins como sempre tive. O que acontece é que quando enxergamos a maior parte das informações sobre o ambiente vêm através dos olhos, então acabamos ignorando aquilo que os outros sentidos podem oferecer. Com a falta da visão, nos resta prestar atenção nestes sentidos que ainda funcionam. Embora leve um tempo até nos acostumarmos com esse novo modo de perceber os ambientes e os objetos, depois que internalizamos essa nova forma de enxergar, tudo fica mais natural. 4ª Como foi sua trajetória enquanto estudante?

Na época que eu ainda enxergava, curiosamente, não era um ótimo aluno. Estava geralmente entre os que passavam por média, e cheguei a repetir a 3ª série. Quando perdi a visão eu e a minha família viemos morar em Jaguaribe, e ao tentar buscar uma escola aqui nos deparamos com os problemas da educação especial. Simplesmente não existia nenhuma perspectiva de continuação para os meus estudos aqui na cidade. Isso me fez interromper os estudos por 9 anos, até que eu já em 2011 me matriculei na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Porém, antes passei 2 anos frequentando o Instituto dos Cegos em Fortaleza, com o intuito de aprender um sistema de escrita pra cegos conhecido como braile e ter noções de orientação e mobilidade. Na ocasião eu acreditava que o que me impedia de voltar a estudar era não saber ler e escrever em braile. Um engano do qual só me dei conta quando comecei a assistir as aulas, e percebi que nenhum dos professores conhecia o sistema ou que a escola não dispunha de qualquer material adaptado. Felizmente sobrava boa vontade daqueles profissionais de quem me recordo com muito carinho, e com isso concluí algumas disciplinas. No final desse mesmo ano consegui obter boas notas no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e terminei o ensino médio desse modo. No ano seguinte fiz novamente o ENEM e ingressei no curso de Licenciatura em Ciências Biológicas no IFCE, campus Jaguaribe, o qual concluí em 2017 com êxito acadêmico.


5ª Como foi a sua inserção, e o que tem a dizer sobre aquela casa de ensino? Através do ENEM, Ingressei no IFCE em 2013 para cursar Licenciatura em Ciências Biológicas, mas obtive muito mais do que uma formação de excelência em biologia. Ganhei uma extensão da minha casa com direito a amigos e amigas muito especiais. A instituição me oportunizou experiências tanto no âmbito acadêmico quanto no pessoal, que irão certamente me marcar pelo resto da vida. Foi lá que me consolidei como profissional, cidadão e membro ativo da sociedade. Não à toa frequento o campus até hoje, participando dos eventos, grupos de estudo, cursos de extensão e demais atividades. 6ª Nós gostaríamos de saber como foi e é na sua família. Como se sentiram, se colocaram e se sentem em relação a você. Na vida sempre haverá quem duvide de nós, mas também existirão aqueles que nos apoiem. Comigo não é diferente, e não os culpo. Afinal, o estereótipo da pessoa com deficiência como alguém

sem capacidade é ainda hoje algo muito forte na sociedade. O que sinto é que de um jeito ou de outro, todos querem o melhor para mim, e isso é o importante. Claro, dentre aqueles que me apoiam em tudo, mesmo quando está morrendo de medo, é a minha mãe. Desde o início e em todas as minhas empreitadas ela sempre está lá tentando me ajudar de alguma forma. Sem dúvida nenhuma eu não seria metade do homem que sou hoje se não fosse por ela. 7ª O que você diria para um pai, uma mãe ou uma família que tem uma criança com deficiência? Antes de tudo, calma. Tranquilidade para aceitar a realidade e poder achar alternativas para o melhor desenvolvimento da criança é fundamental. Sei bem que tudo que o pai e a mãe querem é proteger o filho, mas esse não pode ser um pretexto para não estimular os potenciais que certamente ele possui. 8ª Qual recado você daria para os ditos normais que desistem dos seus projetos no meio do caminho por

medo. Primeiro, que sentir medo é normal. Todos nós sentimos, principalmente diante do desconhecido. Segundo, que muitas vezes para ir além são necessários alguns tropeços no meio do caminho. Acredito que aqueles que seguem em frente não o fazem porque não fracassaram, mas sim porque aprenderam com seus fracassos. 9ª Nós da revista ARAUTOS, agradecemos e gostaríamos que fizesse suas considerações finais. Agradeço o convite, e aproveito para parabenizar pelo trabalho que todos da Revista vêm desenvolvendo ao longo desses anos. Oferecer um conteúdo diferenciado e com qualidade não é tarefa fácil, contudo vocês assumiram esse desafio e o cumprem com bastante esmero. A todos, quero pedir que tentassem não resumir as pessoas a uma característica apenas. Somos muito mais do que nossa deficiência, peso, cor da pele ou cabelo. Sou cego sim. Porém, essa é somente uma minúscula peça do mosaico que forma todo o meu ser. A redação.


NOSSA HISTÓRIA FIQUE SABENDO

Domingos Paes Botao, Sexto – (1878 – 1952)

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ra filho de Apolitano Diógenes Paes Botão e Josina Diógenes Paes Botão. Nasceu em 16/10/1878 (Bastiões, hoje Distrito de Iracema - CE) e faleceu aos 74 anos em 03/11/1952 (Fortaleza - CE) e está sepultado no Cemitério São João Batista, casou-se, em 1906, com Militana Nogueira de Carvalho (nascida em São Miguel – RN) - falecida em 26/12/1938, em Fortaleza – CE, casamento realizado na Igreja Matriz de Jaguaribe, ato realizado pelo Padre Rai-

mundo Augusto Bezerra e o casamento civil com o juiz Dr. Caetano Guimarães de Sá Pereira. Tiveram seis filhos: 1º) José Nogueira Paes – General do Exército Brasileiro; 2º) Virgílio Nogueira Paes – Coronel do Exército Brasileiro; 3º) Gentil Nogueira Paes – General do Exército Brasileiro; 4º) Francisco Nogueira Paes – Major/Odontólogo do Exército Brasileiro; 5º) Maria Paes Diógenes Nogueira – odontóloga; 6º) Maria do Socorro Nogueira Paes – odontóloga. Domingos Paes Botão, sexto, foi seringueiro na Amazônia brasileira e peruana (viveu em Iquitos) exerceu importantes cargos públicos em Jaguaribe, tais como: Delegado de Polícia (de 03/01/1898 a 04/05/1899) aos 20 anos, Prefeito de Jaguaribe (29/12/1919 a 22/07/1921), Promotor interino da Comarca de Jaguaribe (nomeado em 22/07/1921), foi fazendeiro nos municípios de Jaguaribe e Iracema, comerciante e era um empreendedor já que instalou a primeira Panificadora – padaria de Jaguaribe (década de 1920). Viveu um período em Orós e em 1932 trabalhou na construção do Açude Joaquim Távora em Feiticeiro. Era homem determinado e diante das adversidades da selva amazônica e das secas no Ceará nunca pereceu diante das dificuldades encontradas. Enfrentou o “deserto verde” (excesso de água) e a “inclemente

seca” (escassez de água). Apesar de ser um sertanejo de poucas letras, mas com uma visão avançada para a época, enviou a esposa e filhos para Fortaleza para que os mesmos pudessem estudar e obtiveram projeções em suas carreiras militares (um major/odontôlogo, um coronel e dois generais do Exército Brasileiro) e na odontologia (duas filhas). Dona Militana nunca ficou acomodada com os afazeres domésticos e sempre procurava levar algum benefício educacional aos filhos e aos que com ela conviviam. Domingos Paes Botão, sexto, era o avô paterno de José Nogueira Paes Júnior, renomado médico cardiologista e Professor aposentado de Cardiologia e Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará. José Nogueira Paes Junior é filho do General José Nogueira Paes.

Fontes: SOLONÓPOLE – Francisco Dantas Pinheiro, ABC Editora, Fortaleza, 2009. JAGUARIBE MINHA TERRA – Valdir Uchôa Ribeiro, Vol. 1 (Ed. Celigráfica, 2000) e Vol. 5 (Ed. Primus, 2005), Fortaleza.

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DICAS DE SAÚDE

Uso demasiado do ar-condicionado pode trazer riscos à saúde.

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uem não gosta de chegar em um ambiente fresquinho e agradável quando o calor do lado de fora está insuportável? Realmente, um ambiente assim é prazeroso de se ficar, mas pesquisas indicam que o uso demasiado do ar-condicionado colabora com o aquecimento global, e quando utilizado de forma errada e sem a higienização adequada, pode trazer riscos à saúde. Existem atualmente 1 bilhão e 600 milhões de aparelhos de ar-condicionado em funcionamento no mundo. Segundo dados da Agência Internacional de Energia (AIE) até 2050 serão 5 bilhões do equipamento em todo o Planeta. Ainda de acordo com a agência, o aumento da demanda se deve ao crescimento econômico em algumas regiões e países que sofrem com o aumento das temperaturas, a exemplo do Brasil. No país tropical, o aparelho é muito utilizado em empresas e corporações, mas também tem ganhado espaço nas resi-

dências, resfriando os ambientes e proporcionado alívio em dias mais quentes. Em entrevista ao programa Brasil Notícias, da Rede Aleluia - apresentado pelos jornalistas Ana Carolina Cury e Fernando Silva -, o médico otorrinolaringologista Dr. Paulo Roberto Lazarini comentou os efeitos do ar-condicionado para a saúde. “O principal perigo está em relação a algumas doenças que afetam as vias respiratórias que podem ocasionar um quadro irritativo, levar a infecções por transmissão de bactérias, fungos e vírus eventualmente. A presença de sujeira no aparelho e o crescimento dessas bactérias, fungos e a transmissão de vírus podem comprometer muito a saúde das pessoas, principalmente aqueles indivíduos que tenham uma tendência a sofrer de sinusite e asma, por exemplo”, destacou o profissional. O médico diz ainda que é preciso estar atento aos sinais que mostram que o aparelho não está com a manutenção

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devida. “Em ambientes de trabalho, onde diversas pessoas estejam apresentando processos infecciosos ao longo do tempo, podem indicar um comprometimento eventual do sistema de ar-condicionado”. Para usar de forma adequada o equipamento o especialista em instalação e manutenção de ar-condicionado, Ricardo Dias, listou as seguintes dicas: “É muito importante estar com a manutenção em dia visando sempre o bem-estar e a saúde das pessoas que estão ali no ambiente; troca de filtros (eles são laváveis, não são descartáveis, então, água corrente, sabão e uma bucha já resolve o problema da limpeza); o prazo de limpeza vai de acordo com o local onde o equipamento está instalado, ou seja, se tem uma utilização constante o ideal é de 15 em 15 dias”. Adaptado: <https://www.universal.org/noticias/novela-biblica-jesus-vai-retratar-quem-foi-satanas-e-sua-queda>.

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“Quem acredita sempre alcança...”

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ascido no dia 13 de outubro de 1982, o Jaguaribano Magno Pinheiro de Araújo, sabe de perto o que é sonhar acordado e perseguir o mesmo até que se torne realidade. Filho dos empresários Josafá Araújo de Oliveira, conhecido como “Fazim” e de D. Sonia Pinheiro Minervino, o protagonista da nossa história é o terceiro de quatro irmãos, seguindo a ordem cronológica da familia. Desde muito cedo a paixão pelos sons encantava o garoto, que fazendo justiça ao sangue que corre em suas veias se sentia motivado a desbravar seus projetos pessoais e, consequentemente, o universo musical: “Iniciei como amante da música, tendo inicialmente em meu caminho a companhia inseparável da radiola que me deixava viajar enquanto ouvia a emissão dos seus sons, depois dei os primeiros passos com instrumentos musicais, aprendi a tocar teclado e também acordeom. Os primeiros eventos na noite Jaguaribana foram consequência, de forma tímida, com poucos recursos e muitos desafios, afinal Jaguaribe está no interior do Ceará e as novidades musicais sejam através de um instrumento de última geração ou de um som de qualidade, pra gente aqui na

época era coisa muito distante”. E foi assim, do menino que tinha como melhor amigo a radiola, que seu relacionamento com a sonoridade musical passou a ser vitalício. São inúmeros os episódios que fazem parte desta trajetória que se inicia de forma amadora e hoje é uma atividade profissional reconhecida e legitimada pela população, não só de nossa cidade como de cidades circunvizinhas. Dentre os momentos de altos e baixos até aqui, de alguns ele lembra com alegria e saudades do aprendizado que às vezes é duro, como foi o caso da seresta em que havia ensaiado o repertório, caprichado no visual e que não deu ninguém, no entanto não poderia se abater, pois sabia que é um dia atrás do outro e assim no outro dia havia que se recompor emocionalmente, já que a resiliência é uma das características dos GRANDES e mais uma vez estaria lá, cantando, contagiando. “Lembro também das oportunidades que o mundo da música nos proporciona. Hoje depois de alguns anos no ramo, você vai conhecendo muita gente de projeção no cenário estadual e nacional, artistas e seres humanos que são muito queridos e aprovados pelo trabalho que realizam. Lembro-me de ter tido a

oportunidade de tocar para o também cearense compositor e cantor Raimundo Fágner, em sua residência, que pra mim foi um momento mágico. Hoje através do nosso som temos condições de ser a projeção da apresentação de inúmeras bandas de forró, sertanejo, rock e os demais ritmos. As apresentações hoje não se limitam, e o céu é o limite quando se trabalha com o que ama e faz com dedicação e respeito, Prestes a completar 10 anos de existência, a radiola deu lugar a uma estrutura como poucas no interior do estado e gera emprego e renda. “A família MAGNO SOM, pois é assim que denominamos a nossa empresa, possuindo equipamentos de ponta, para transformar qualquer ocasião em um evento inesquecível, vem a público externar um pouco de sua história nas páginas da Arautos, agradecer a Deus, aos amigos que acreditaram na gente quando nos contratavam, apostando em nosso trabalho lá trás, os usuários da nossa aparelhagem, a minha familia em geral, minha esposa, Rayanny Alves, meu filho, Brayan Alves, e defender que sonhar e realizar é questão de dedicação e muito trabalho”. Magno Pinheiro de Araújo.


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Fonte: Adaptado Folha Universal edição n 1341.

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Arautos do Vale | Edição 92 - Agosto de 2018  

92° edição da Revista Arautos do Vale, levando cultura ao município de Jaguaribe e circunvizinhança.

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