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ARTIGO ARAUTOS

Fonte: Adaptado Folha Universal edição n 1341.

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POUSADA

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Índice 01 Capa 02 Parceiros 03 Editorial / Reflexão

04 Tomix 05 Herika Gomes 06 Dicas de Saúde

07 Jerry Diógenes 08 Passatempo 09 Efigênia Alves 10 Matéria de Capa 11 Matéria de Capa 12 Utilidade Pública 13 Padre Régis 14 Francisco Fernandes 15 Cleudo Cardoso 16 Parceiros 17 Fique Sabendo 18 Gata ARAUTOS 19 Parceiros 20 Parceiros

Expediente Sandoli Diógenes Fundadora

Ramon Gomes Diretor

Herika Gomes Supervisão

Ruth Gomes Reportagem

EDITORIAL/REFLEXÃO

Disseminando Amor!

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preciso amar as pessoas, como existe o hoje, o amanhã e o depois; já que temos no nosso DNA, a semente do Amor, pois somos filhos do “Pai de Amor”. O mal não desiste de semear as ervas daninhas e lá se vem as guerras e os rumores de guerras. Mas este é o mês em que os cristãos celebraram a novidade de vida, e aí aparece o coelho como símbolo de fertilidade, reprodução e recomeço. Que venham boas novas em nosso tão iluminado Ceará e que a paz reine em nosso estado. Nesta edição, a de número 88, estamos trazendo mais “recheio” ao nosso trabalho, contamos a façanha de mais um protagonista de uma história de sucesso, maravilhosa. Refiro-me ao Deyffis-

son de Oliveira, Filho ilustre de Jaguaribe (Feiticeirence), piloto de navios, que saiu do meio de muitos que deixaram de acreditar em uma carreira exitosa, para colocar seu nome entre os grandes profissionais do mercado atual. Teremos, além das maravilhosas colunas que são legitimadas pelos leitores de plantão, serviços de utilidade pública, artigos enriquecedores e dicas valorosas ao nosso cotidiano. Boa leitura a todos e até a próxima!

“Aproveitando a vida com sabedoria”.

C

omo num passe de mágica já estamos no mês 04 e, de forma incansável, gosto de chamar atenção para a velocidade meteórica de como o “tempo voa” e a vida passa. A construção dos primeiros meses do ano não são lá essas coisas, levando em consideração o peso que o nosso corpo sente com o passar dos dias e, consequentemente, o seu desgaste. Infelizes seríamos, se o resultado de uma vida produtiva fosse aferido apenas atentando para posses e bens materiais. Parece que corremos para um alvo sem aproveitarmos o percurso. Estive observando (algo extremamente difícil na sociedade contemporânea e imediatista) como utilizava meu corpo com facilidade, como por exemplo na prática de esportes (Jogar futebol, pedalar...). Hoje está se tornando mais desafiador, exigindo um pouco mais e olhe que sou um garotão! Procuro me inspirar no que vejo, sinto, mas principalmente naquilo que me passa segurança e credibilidade, sentimento este, em extinção nos dias atuais. A leitura, princi-

palmente na versão física e palpável a exemplo de “quase todos” os jornais, livros e REVISTAS, proporciona-me isso muito bem, além de ser uma fonte inesgotável, pois permite a viagem a um mundo peculiar sem “interventores”. Aproveitei o ensejo e lembrei-me do verso do maior best-seller de todos os tempos, o livro mais vendido em todo o mundo que é a Bíblia sagrada, e dessa feita não é o salmo 23 e nem o 91, mas um trecho de um dos homens mais sábio de todos os tempos, que foi o profeta Salomão, que diz: “Alegra-te jovem na tua mocidade e passa bem os dias da tua juventude; e anda nos caminhos de teu coração e na vista de teus olhos; considera que sobre todas essas coisas Deus te julgará” (Eclesiastes 11-9).

Monteiro Lobato.

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COLUNA

É de Jaguaribe.

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iz que é de Jaguaribe mas.... Nunca ouviu o sino da igreja bater; Nunca comprou cafona; Nem ficou alegre com a chuva; Nem viu a lua linda, estrelada; Nunca reclamou do calor Jaguaribano; Diz que é de Jaguaribe mas não sabe o que é quebrar marimba; Não ouviu jamais a cantoria de Sr. Zé Brilhante; O desfile das escolas, não teve o prazer de assistir; Num foi na beira rio, feliz, só para ver o rio bebendo água; Diz que é de Jaguaribe, mas não fala cantando; não arrasta o som de i; e não fala, vixe! Fala que é de Jaguaribe, mas não gosta de queijo coalho, carneiro, cuscuz, peixe, galinha caipira... Diz que é daqui, mas não sabe o que é passar o ano inteiro, prometendo que vai juntar dinheiro para comprar nas barracas da festa da padroeira, frustrado(a), vai liso(a), só pra olhar as coisas e botar os meninos pra rodar no parque

kkkk. Diz que é de Jaguaribe, mas quando se fala em filé, pensa referir-se à carne e não ao artesanato. Nunca foi à barragem de Santana com a família; não tomou banho na ponte, onde o nosso rio passa. Diz que é de Jaguaribe, mas não é assinante e nunca leu a REVISTA ARAUTOS DO VALE; Não sente a adrenalina de ter que atravessar a BR e ouvir uma reunião da Câmara pelo rádio é uma

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anomalia. Não sabe o que é acompanhar um velório. Não tirou algo de sua feira pra ajudar a alguém. Não sabe, não conhece e nunca teve o prazer de entoar o hino da nossa cidade; nem sente orgulho dos filhos deste solo, que se destacam. Prefere falar mal da cidade, que fazer algo pra mudar pra melhor. Para SER de Jaguaribe tem que ser autêntico, contribuir com a força do seu trabalho e amar esta terra, mas tem uma coisa: Se não quiser se apegar, quando vier por aqui não beba da nossa água, porque aqui, todo mundo sabe que quem bebe da nossa água… Herika Gomes

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DICAS DE SAĂšDE

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COLUNA

Entres babões e puxa-sacos!

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az alguns dias que tenho cessado mais de falar, de dizer, de escrever, pois tenho voltado ao estudo, observando um tipo de pessoa e de comportamento que requerem maior atenção, haja visto serem tão antigos e estarem presente nas repartições publicas e privadas, ou até mesmo nas igrejas. Resolvi me debruçar sobre a figura dos bajuladores, que também são acunhados de babões e puxa-sacos. Que é esse tipo de pessoa? São seres capazes de amar, de serem companheiros? Como o superior distingui uma figura que estar sempre no seu pé, a afagar o ego, a agradá-los? Difícil é separar um subordinado fiel de um bajulador. Reza a lenda que a origem da palavra puxa-sacos, advém de uma época em que os oficiais não colocavam suas roupas em malas, mas em sacos durante as viagens. Quem carregava, obedientemente, a bagagem para cima e para baixo eram os soldados. Puxar esses sacos virou sinônimo de subserviência. Dessa forma, o termo puxa-sacos passou a definir todos que bajulavam superiores ou qualquer outra pessoa. Verdades que tem outras nomenclaturas, como por exemplo, bajulador. Também remete ao ato de levar bagagem alheia. Palavra que vem do Latim bajulare, de bajulus, “o que leva a carga para outro, mensagei-

ro”. Conforme um especialista no assunto, os Bajuladores são envolventes e habilidosos, mas não enganam. Completa o especialista para o diretor executivo da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Marshal Raffa: “‘puxar o saco’ do chefe não é mais uma vantagem, pelo contrário se tornou um problema, quem tem noção de gestão, não tolera dividir espaço com alguém de caráter duvidoso, que não se pode confiar. O verdadeiro líder não aprova esse tipo de profissional, pois os mesmos, comprometem a imagem da chefia e da empresa também”. É comum encontrar um ou outro gestor que mantenha tais profissionais na empresa, mas isso só ocorre para fins estratégicos. “A chefia pode aproveitar as características de um empregado com este perfil para tentar obter informações estratégicas na empresa, mas é fato, que mais cedo ou mais tarde, o mesmo acaba sendo eliminado da equipe por seu comportamento”, Como identificar um ser desse tipo? É preciso ficar atento a alguns comportamentos, se o seu colega de trabalho apresenta sintomas de ‘puxa-saquismo’. É preciso ficar atento! Na maiorias das vezes, esse tipo de profissional possui o hábito de manipular os colegas de trabalho, bem como, propagar fuxicos que rolam nos bas-

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tidores de uma organização. Nas reuniões, nunca apresenta uma opinião própria, nem jamais discorda do superior – ainda que o gestor se comporte de forma inadequada. “É tipo de funcionário que tem o prazer em levar e trazer boatos dentro das empresas e pela habilidade de se promover por meio de seu relacionamento com a direção. Sempre ligados a parecer e tecer elogios desnecessários para agradar alguém de seu interesse”, diz a consultora de etiqueta corporativa e marketing pessoal, Ligia Marques. Nunca é demais lembrar que estamos sempre nos deparando com todo tipo de ser humano, o “caxias”, o “zangado”, o que fica sempre na dele e, como não podia deixar de ser, o puxa-saco. O bajulador é um clássico no ambiente corporativo. Aos que têm bom caráter, aos simples de coração, conduzam seus caminhos pelas veredas da verdade e do trabalho. Porque como diz o velho ditado: Puxa-saco puxa tudo, inclusive tapete! Jerry Diógenes

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ARTIGO PASSATEMPO ARAUTOS

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COLUNA

Te espero no jardim.

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o processo de adaptação da minha filha na escola, combinamos que eu a esperaria no jardim. Durante os primeiros dias eu ficava lá, lendo. Saber que eu estaria por perto, certamente trazia uma sensação de segurança emocional para ela. É sempre bom saber que alguém nos espera, saber que existe um jardim e nele a promessa do retorno, a certeza de um amor verdadeiro que esperará a vida inteira. “Te espero no jardim!”, eu dizia a cada vez que a deixava em sala. E a voz do amor em forma de menina, repetia: “Me espere no jardim”. Ela precisava ganhar autonomia e eu a certeza de que ela estaria emocionalmente bem. Ela ficava em sala de aula e certa de que logo ali, entre plantas e livros, eu a esperava. Mas não demorou muito e as obrigações me expulsaram do paraíso. Precisava trabalhar e saía, sabendo que estava rompendo um acordo de afeto e esperança. Eu sofria, mas precisava ir! E sempre antes do horário de saída dela, voltava correndo para o jardim, tentando manter a confiança, até que ela não precisasse mais acreditar que eu a estaria esperando. E muitas vezes na vida, em outros cenários, eu saí, sofrendo, olhando para traz e seguindo, por saber que não podia ficar. E quantas vezes esperei em outras paisagens por quem nunca voltaria! Quantas vezes eu fiquei no jardim da existência, olhando os arredores, mirando o horizonte, fazendo sonhos, esperando, esperando... Quantas coisas e gentes chegaram quando meu coração já não desejava. Mas a espera foi importante, me ajudou a prever o tempo, a sentir a direção do vento, a entender das estações, a ver os ciclos se concluindo, a perceber o valor que as coisas tem em

cada temporalidade, a sentir que esperar muitas vezes é tudo que nos cabe. Acho importante os tempos de espera. São também tempos de maturação e de crença ou ilusão, mas ficamos em estado de expectação, com a alma em anseio e um sorriso gratuito. E a espera faz parte do processo da busca. Há esperas com tempo determinado. Nelas ficamos felizes de vésperas. O coração se prepara para o que há de vir. E quando o momento se aproxima, algo fica saltitando dentro de nós. São tempos dos melhores sonhos. Há esperas com tempos imprevisíveis. Sabe-se que virá e se aguarda. Mas o quando nos coloca em situação de vigília, alimentando a esperança dia após dia. A chegada da pessoa, coisa ou acontecimento nos alumbra. A vida parece feita de esperas. Estamos sempre esperando alguma coisa. Esperamos nascer, mesmo que essa

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seja uma espera sem ânsia. Esperamos crescer, nos formar, um amor, ter filhos, esperamos as realizações profissionais... e sem querer, esperamos também a morte. Sim, a vida parece feita de esperas. E a minha filha principiou esse entendimento, começou também a entender que as promessas aquieta o coração: “te espero no jardim”. Eu também guardo essa promessa de um jardim, quando os meus passos estiverem trôpegos e a minha vista cansada de ver o mundo. Nos dias de maiores angústias e medos, eu escuto: “Te espero no jardim!”. Efigênia Alves

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ARTIGO ARAUTOS

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MATÉRIA ARTIGO ARAUTOS DE CAPA

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UTILIDADE PÚBLICA ARTIGO ARAUTOS

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COLUNA

A igreja, é o povo de Deus em unidade dos membros.

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or assim dizer, o testemunho bíblico e o testemunho patrístico afirma que a “Igreja é o Povo de Deus”. A Igreja tem início com a pregação do Evangelho (cf. Mc 16, 15), o Reino de Deus manifestado nas palavras, obras e na presença de Jesus Cristo no meio do povo (cf. At 10, 38). Para entender a imagem e a realidade da Igreja como povo de Deus, o Apostolo Paulo recorre a metáfora ao falar da Igreja como de um corpo composto de muitos membros e funções distintas (cf. 1Cor 12, 12), em que a comunidade só está viva quando os membros cumprem as atribuições que lhes cabem e cooperam uns com os outros. Nesse caso, Paulo usa, não a “concepção helenista de uma comparação [dualista], mas a concepção hebraica da personalidade comparativa, de um superego comunitário, que une os sujeitos individuais de uma comunidade [...] sem apagar a sua individualidade” (Kasper, 1933. p. 175). Essa ideia se reveste de importância fundamental no mundo contemporâneo, quando falamos que a Igreja tem características que a distinguem claramente de todos as afluências religiosas, étnicas, políticas ou culturais da história. Assim, ao entrar no Povo de Deus pela fé e pelo Batismo (cf. Jo 3, 3-5; 1Cor 12, 13), a pessoa torna-se

membro deste povo, “uma raça eleita, um sacerdócio régio, uma nação santa” (1Pd 2, 9). Este povo, tem como chefe Jesus Cristo. Ele é a cabeça da Igreja em autoridade, exemplo, amor e serviço (cf. Ef 5, 23-25). Ele guia a Igreja mediante sua autoridade, sua vida perfeita e seu amor irresistível. Consequentemente, a condição deste povo é a dignidade da liberdade dos filhos de Deus em Cristo. Sua lei é o mandamento do amor (cf. LG 9; Jo 13, 14), é a lei da nova aliança no Espírito Santo (cf. Rm 8, 2; Gl 5, 25). Todavia, a ideia da Igreja como povo de Deus, em sentido fundamental da sua essência e identidade, deve cumprir em sua missão seguindo os passos de Jesus e adotando suas atitudes (cf. Mt 9, 35- 36). Por isso, nós, a Igreja (povo) foi enviada a “ser o sal da terra e a luz do mundo” (Mt 5, 13-16). Cristo constituiu a Igreja para “todo gênero humano o mais forte germe de unidade, esperança e salvação” (LG 9). No rosto de Jesus, morto e ressuscitado, maltratado por nossos pecados, com o olhar da fé podemos ver o rosto humilha-

do de tantos homens e mulheres de nosso tempo, por causa da crueldade de um sistema social corrupto e opressor. Só vamos conseguir ser uma Igreja Povo de Deus que se importa não somente com as práticas religiosas, quando formos de fato uma Igreja Corpo, isto é, uma Igreja que viver a vocação de filho de Deus, na realização de sua dignidade pessoal e à sua fraternidade entre todos. Portanto, para ser Igreja Povo de Deus é preciso ser Igreja membro, que é a fé em comunidade e não individualmente. Padre Régis

Rua 7 de Setembro, 190 Centro - Jaguaribe/CE (88) 3522.2100

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RUASIGEFREDO DIÓGENES, 127 JAGUARIBE-CE

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COLUNA

Cidade Futuro, Velha Tradição.

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oda mudança nos faz encher de novos planos, planejar novas empreitadas, empreitar novos desafios e desafiar a criatividade. A mesmice não é legal. Mudar nos enche de esperança e todos queremos coisas novas, prosperidade, saúde, ser felizes. Imbuído desse sentimento e analisando o slogan que traz a gestão municipal “Jaguaribe Cidade Futuro”, pensei cá com meus botões, por que não fazer uma série de mudanças em alguns nomes de lugares e de pessoas, que talvez soem mal para uma cidade futurista? Na Jaguaribe Futuro não ficaria legal nomes como Rua da Gaveta e Rua do Riacho, sugeriria Alameda do Cacifo e Bulevar do Ribeiro. Daria um ar mais parisiense para a cidade. Uma cidade moderna com um conjunto de pontos comerciais chamado Calor da Bacurinha é ridículo. Não teria o mínimo de ideia para renomear algo com um sentido tão malicioso. Novos bairros surgem e os antigos não deveriam mais manter seus nomes pitorescos. O bairro Curralinho poderia chamar-se Vivenda Pequeno Aprisco. O distrito de Feiticeiro chamaria de Distrito de Hierofante, ocultaria o significado obscuro do nome. Mudanças são necessárias a uma cidade que cresce.

Imaginem chegando alguém ao aeroporto municipal e tomando um táxi com o Mané Malassada, ainda que já esteja aposentado, ou com o Meia-luz. Seria mais chique ter como taxista o Sr. Manuel Tortilha, algo mais próximo do espanhol, ou o Sr. Penumbra, menos jocoso. Consertar seu relógio no relojoeiro e cartunista Francisco Delgado, nome de artista hispânico, seria muito mais elegante que ir à oficina do Chico Tripinha. Almoçar no restaurante do Sr. Francisco Abastado seria muito mais apetitoso que comer na churrascaria do Chico Rico. Comprar bebidas finas no minimercado do Sr. José Distraído seria mais requintado que comprar um litro de vinho na bodega do Zé Lesado. Não acredito ser legal para uma cidade desenvolvida, um restaurante chamado Maria da Caboca. Imaginem o nome “Restaurante A Legatária da Mestiça”. Que nome fino! E uma fábrica de reaproveitamento de caixas velhas, com o nome de Sopapo, de propriedade de um cara chamado Nego Véi? Jamais deveria encontrar espaço numa cidade de primeiro mundo. Seria chiquérrimo, visitar uma cidade hiperdesenvolvida, comprar uns souvenires em seu centro comercial

Rua Sigefredo Diógenes, 381

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e embalá-los em caixas recicladas confeccionadas pela Solavancos Reciclagem, de propriedade do Sr. Afrodescendente Idoso. Tudo isso seria politicamente correto e uma verdadeira IDIOTICE. É fato que almejamos boas mudanças para a vida, e que Deus nos conceda, mas ser escravizados por tal ditadura é deprimente. A cidade cresce, os projetos podem até ser visionários, mas as tradições, ainda que infrinjam alguns conceitos pós-modernos, manter-se-ão. Sempre serão, rua da gaveta, rua do Riacho, bairro Curralinho, distrito de Feiticeiro. Mesmo quando não estiverem mais entre nós, as personagens sempre serão, Malassadas, Marinheiros, Meia-luz, Zé Lesado, Chico Rico, Maria da Caboca, Chico Tripinha, Nego Véi, as que farão parte do patrimônio imaterial de Jaguaribe. Francisco Fernandes Fonte: https://cronicaeuconto.blogspot.com.br/


COLUNA

Violência contra a mulher.

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o mês de março, comemorou-se o Dia Internacional da Mulher, data essa que era para ter sido comemorada não sob a ótica capitalista, de dar presentinhos, de mostrar a mulher como um ser frágil e delicado, mas como um dia de lutas. O dia 08 de março existe porque centenas de mulheres da Europa e dos Estados Unidos reivindicaram por seus direitos trabalhistas, sociais e políticos, entrando em confronto com a polícia, com o governo e com os grandes empresários da sua época. Parece que a ideia de empoderamento feminino nas diversas áreas está sendo reprimida ou substituída pelos ideais capitalistas e midiáticos atuais. E aqui quero lembrar uma mulher que foi assassinada no mês dedicado a ela: Marielle

Franco, vereadora do Rio de Janeiro, ativista na luta dos Direitos Humanos, morta no dia 14 de março de 2018. Infelizmente, a mídia, o governo e o capital querem substituir a imagem da mulher guerreira pela imagem da mulher docilizada, de shopping, de sapatos...fútil e submissa. Segundo uma pesquisa do Data Folha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança e publicada no site da Revista Exame, divulgada no dia 08 de março de 2018, mostra que 22% das brasileiras sofreram ofensa verbal no ano passado (2017), um total de 12 milhões de mulheres. Além disso, 10% das mulheres sofreram ameaça de violência física, 8% sofreram ofensa sexual, 4% receberam ameaça com faca ou arma de fogo. E ainda: 3% ou 1,4 milhões de mulheres sofreram espan-

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camento ou tentativa de estrangulamento e 1% levou pelo menos um tiro. A pesquisa mostrou que o agressor, na maior parte das vezes, é um conhecido (61% dos casos). Em 19% das vezes, eram companheiros atuais das vítimas e em 16% eram ex-companheiros. As agressões mais graves ocorreram dentro da casa das vítimas. Mulheres, a hora é agora! A luta por seus direitos não pode parar! Cleudo Cardoso Fonte bibliográfica: https://exame.abril.com.br/brasil/ os-numeros-da-violencia-contra-mulheres-no-brasil/

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Arautos do Vale | Edição 88 - Abril de 2018  

88° edição da Revista Arautos do Vale, levando cultura ao município de Jaguaribe e circunvizinhança.

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