RTI Janeiro 2026

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Eficiênciaenergéticaemdatacenters

Com o aumento do tráfego digital e da demanda por computação em nuvem, reduzir o consumo de energia é essencial para manter a competitividade e atender metas ambientais. Veja o que os principais data centers no Brasil têm adotado para melhorar suas métricas.

ESPECIAL16

Guiadedistribuidoresdeprodutospararedes

O guia mostra onde encontrar os distribuidores de produtos para cabeamento estruturado, racks e gabinetes, cabos ópticos, switches, roteadores, sistemas de energia e todos os equipamentos para redes de comunicação e infraestrutura. Para facilitar a consulta, as empresas estão separadas por estado, com os contatos para atendimento ao cliente.

SERVIÇO24

ProjetoderedesassistidoporIA

O avanço da IA - Inteligência Artificial redefiniu o modo como redes de comunicação são concebidas, projetadas e gerenciadas. Antes predominantemente manual, o processo evoluiu para um paradigma híbrido, no qual a IA atua como uma assistente cognitiva do projetista humano.

TECNOLOGIA26

AIOps:inteligênciaaplicadaàmonitorizaçãode infraestruturascríticas

Em um cenário de crescente complexidade operacional, o AIOps surge como uma evolução da monitorização tradicional em data centers, ao correlacionar métricas, eventos e logs para reduzir ruído, acelerar o diagnóstico de falhas e apoiar decisões mais precisas.

DATACENTERS34

Guiadeferragens,preformados,injetadoseacessórios

A versão atualizada do guia traz os fornecedores de quase 60 itens destinados à instalação de redes, incluindo aplicações de backbone e redes de atendimento ao assinante, além de produtos para suporte, preformados, acessórios e esticadores.

SERVIÇO38

GPONmanterásuaforçanoBrasil,mesmocoma expansãodo5G?

Tecnologias como GPON e 5G não são concorrentes, mas complementares. O GPON permanece essencial para conexões fixas, enquanto o 5G expande a conectividade em áreas urbanas densas e regiões remotas. A coexistência estratégica dessas tecnologias é crucial para o avanço da digitalização.

ACESSO40

Ano26-Nº-308

Janeirode2026

Capa:HelioBettega Foto:DepositPhotos

As opiniões dos artigos assinados não são necessariamente as adotadas por RTI, podendo mesmo ser contrárias a estas.

A engenharia que reduz megawatts: como a Construcap redefine eficiência energética na construção de data centers

Com o avanço acelerado da infraestrutura digital no Brasil, a Construcap assume protagonismo na entrega de data centers mais eficientes, sustentáveis e preparados para a nova geração de consumo energético.

Com a expansão acelerada da infraestrutura digital no Brasil, a Construcap é uma das principais referências na construção de Data Centers de alta eficiência energética do país. A empresa aposta em engenharia integrada, inovação e sustentabilidade para entregar estruturas mais eficientes e preparadas para as demandas do futuro, em um momento em que reduzir consumo e otimizar operações deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico para competir.

“O Brasil reúne uma combinação rara: matriz energética

limpa bem consolidada, estabilidade energética, clima favorável e, sobretudo, uma demanda crescente por infraestrutura digital. Isso cria o cenário ideal para construções de alto desempenho”, reforça Lucas Capobianco, terceira geração da família à frente da Construcap e head de Projetos de Data Centers da empresa.

A explosão da demanda por armazenamento, processamento de dados e serviços em nuvem transformou os data centers em uma das infraestruturas mais estratégicas do país. Embora o mercado cresça rapidamente em todo o mundo, o

Brasil ocupa uma posição singular para atrair investimentos e desenvolver infraestrutura crítica em larga escala. Além de possuir condições naturais e econômicas favoráveis para esses empreendimentos, cerca de 80% da energia consumida no Brasil vem de fontes renováveis, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Para estruturas de Data Centers, que possuem um consumo energético intensivo, essa característica reduz significativamente os custos e a pegada de carbono da operação. Nesse cenário, eficiência energética

não é tendência: é exigência.

Segundo Capobianco, essa mudança do mercado já é visível no perfil dos clientes da empresa: “Os contratantes já entenderam que um data center eficiente não é só sustentável, é mais competitivo, mais seguro e muito mais barato de operar. O investimento feito de forma bem planejada se paga em performance, disponibilidade e previsibilidade de custo”, ressalta o especialista.

Projeto inteligente desde a origem

A Construcap, que atua desde a concepção do projeto até o início de sua execução, mantém a eficiência energética como diretriz obrigatória pelos engenheiros e especialistas da empresa. Isso envolve layout inteligente, corredores técnicos otimizados, rotas de ar bem projetadas e isolamento térmico capaz de reduzir significativamente a carga sobre sistemas de climatização.

“Cada decisão no projeto, do posicionamento do edifício ao material da fachada, tem impacto no resultado final e em como o Data Center irá operar. Por isso tratamos eficiência como parte central da estratégia, não como acessório”, explica Lucas.

Equipes bem treinadas e tendências globais aplicadas O resfriamento é tradicionalmente o segundo maior consumidor de energia em data centers. Com este foco, a equipes

de mecânica da Construcap são certificadas com formações reconhecidas como o BICSI/DCPro, ABCP e treinamentos internacionais. Isso faz diferença direta na performance final do ambiente projetado.

Além disso, a empresa mantém relacionamento ativo com parceiros norte-americanos já aplicando tecnologias como liquid cooling, garantindo atualização contínua sobre tendências globais de eficiência.

“Se o fluxo de ar é ineficiente, o servidor trabalha mais quente, o ar-condicionado consome mais e o custo operacional explode”, destaca Lucas. “E, se isso não for pensado para ser minimizado desde o início do projeto por equipes especializadas, a conta chega”, antecipa o especialista.

Tecnologia, energia e automação

Transformadores de baixas perdas, UPS de alta eficiência e distribuição elétrica otimizada são combinados pela Construcap com práticas de mercado de TI como consolidação, virtualização e seleção rigorosa de hardware. Outra frente de sucesso da companhia é o uso de ferramentas digitais como o BIM, digital twins e simulações preditivas, que já fazem parte do processo mapeado aos clientes da companhia.

Os projetos podem ainda incluir energia renovável, reuso de água, redução de emissões

e certificações como LEED e ISO 14001, valorizadas por operadores globais.

Construcap: Redefinindo a engenharia de alta performance

A Construcap tem se consolidado no segmento de Data Centers acompanhando o crescimento acelerado da expansão da infraestrutura digital brasileira. Com mais de 80 anos de história, a empresa combina expertise de equipes em obras complexas com capacidade de inovação tecnológica.

Segundo Lucas, os resultados recentes evidenciam essa maturidade: “Estamos entregando Data Centers competitivos e com ganhos expressivos de performance. Aplicamos imediatamente os aprendizados de cada projeto ao próximo ciclo”.

Para a Construcap, o futuro será ainda mais orientado por automação, digitalização e responsabilidade energética. O desafio cresce na mesma proporção que a digitalização do país, mas a direção é clara: “A eficiência energética será o eixo central dos Data Centers de nova geração. Construir com inteligência desde o primeiro desenho é o único caminho possível”, conclui Capobianco.

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EDITORIAL

rápida expansão de data centers, impulsionada por computação em nuvem, serviços digitais, conectividade avançada e, mais recentemente, pela IA - Inteligência Artificial, recoloca a energia no centro do debate sobre competitividade, planejamento e sustentabilidade. Não por acaso, eficiência energética deixou de ser um tema restrito às áreas técnicas e passou a ocupar espaço relevante na agenda estratégica de operadores, investidores e formuladores de políticas públicas. Em um país com matriz elétrica majoritariamente renovável, o desafio não está apenas em garantir oferta, mas em utilizá-la de forma cada vez mais eficiente, previsível e integrada à expansão da infraestrutura. Os números ajudam a dimensionar esse movimento. Embora os data centers respondam hoje por cerca de 1,7% do consumo nacional de eletricidade, algo em torno de 8,2 TWh, as projeções indicam que essa demanda pode chegar a 27,3 TWh até o fim da década, o equivalente a 3,6% do consumo previsto do país. Em paralelo, estudos mostram que o setor vem avançando de forma consistente em eficiência: ganhos acumulados de cerca de 10% na última década e expectativa de nova redução média do PUE até 2030. Tecnologias como free cooling , automação avançada, gestão inteligente de carga e resfriamento líquido deixam de ser tendências e passam a integrar o padrão de projetos que buscam conciliar escala, confiabilidade e responsabilidade ambiental.

É nesse contexto que a reportagem especial desta edição da RTI se insere. Ao ouvir diferentes empresas e analisar estratégias adotadas no Brasil, o material mostra que eficiência energética não é um conceito único, mas o resultado de decisões estruturais de projeto, operação e contratação de energia. Sua implantação exige reforços dedicados na rede elétrica, que ampliam a capacidade local e contribuem para a modernização da infraestrutura energética regional.

A discussão, portanto, vai além do volume de energia demandado. Trata-se de como os data centers se integram ao sistema elétrico, como estimulam investimentos em redes, geração renovável e eficiência, e de que forma podem crescer sem ampliar proporcionalmente seu impacto ambiental. Em um momento em que o Brasil busca atrair projetos hyperscale e consolidar-se como hub digital na América Latina, eficiência energética deixa de ser apenas um indicador operacional e passa a ser um elemento-chave de política industrial, planejamento e competitividade de longo prazo.

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Airsys, fabricante global de sistemas de climatização de precisão, vem ampliando sua atuação no segmento de data centers ao apostar em soluções voltadas a ambientes de alta densidade computacional e maior eficiência energética. Entre os principais lançamentos recentes estão o Liquid Rack, uma tecnologia patenteada de resfriamento líquido por spray, e o MaxAir Fan Wall, sistema modular de ventilação de grande capacidade para aplicações em escala. As novidades refletem uma estratégia global de crescimento da companhia, que inclui a expansão de sua capacidade industrial nos Estados Unidos e a contratação de executivos experientes do setor.

diretamente ligada ao crescimento da demanda por infraestrutura de alta densidade e menor consumo energético.

O principal destaque tecnológico do portfólio atual da Airsys é o Liquid Rack, uma solução de resfriamento líquido que se diferencia dos modelos tradicionais de direct-to-chip e de imersão. O sistema utiliza a técnica de jet impingement , na qual jatos controlados de fluido dielétrico são direcionados diretamente sobre os chips de CPU e GPU, removendo o calor no ponto exato onde ele é gerado.

Fundada em 1995 na China, a Airsys iniciou suas atividades com foco em soluções de refrigeração para o setor médico. Ao longo dos anos, a empresa passou a direcionar seus investimentos para aplicações de missão crítica, especialmente telecomunicações e, mais recentemente, data centers. Em 2023, a companhia concluiu um reposicionamento estratégico, transferindo sua matriz para os Estados Unidos. Hoje, mantém operações industriais na China, nos EUA e na Hungria, além de um novo headquarter em construção em Woodruff, na Carolina do Sul, em um complexo de cerca de 25 mil m².

“No início, a Airsys era concentrada em aplicações médicas. Com o tempo, passamos a olhar para refrigeração de missão crítica e, nos últimos cinco anos, a eficiência energética se tornou um eixo central do desenvolvimento de produtos”, afirma Eduardo Sato, gerente geral da Airsys para o Brasil. Segundo ele, essa mudança está

“O Liquid Rack não trabalha com imersão do servidor em tanques. Cada servidor é instalado em um cassete modular, onde o líquido circula por spray, promovendo um resfriamento extremamente eficiente”, explica Sato. Cada cassete forma um circuito independente, com bomba, trocador de calor e pulverizador produzidos por impressão 3D, permitindo manutenção individual sem a necessidade de desligar o rack ou o data center.

O sistema opera com fluido em temperaturas de até 70°C, o que elimina a necessidade de chillers e viabiliza free cooling ao longo de todo o ano. O consumo de fluido é significativamente menor em comparação aos sistemas de imersão, utilizando cerca de 20% do volume normalmente requerido. Cada cassete consome, em média, cerca de 7 litros de fluido dielétrico.

“O spray permite concentrar o resfriamento exatamente nos hotspots , reduzindo a massa térmica do sistema e melhorando a resposta a variações rápidas de carga”, afirma o executivo. A tecnologia suporta até 2,5 kW por chip e densidades de até 170 kW por rack, com PUE mecânico estimado em torno de 1,03.

O Liquid Rack adota uma arquitetura modular de duas camadas (10U + 10U), com cassetes de 2U — havendo também opções em 1U, 3U e 4U — e conexões rápidas sem gotejamento. O sistema é compatível com projetos novos e de retrofit, conta com monitoramento digital via touchscreen e integração a protocolos industriais como Modbus e BACnet. A solução recebeu, em 2024 e 2025, prêmios no Reino Unido como melhor tecnologia de resfriamento para data centers, segundo a Airsys.

Outro produto estratégico no portfólio da empresa é o MaxAir Fan Wall , sistema de ventilação baseado em ventiladores EC de alta eficiência. O equipamento pode atender capacidades que variam de aproximadamente 240 até 800 kW, sendo indicado para data centers de médio e grande porte.

“O Fan Wall utiliza ventiladores EC com controle eletrônico de velocidade, o que permite reduzir o consumo de energia em até 70% em relação aos ventiladores AC tradicionais”, afirma Sato. O sistema ajusta automaticamente a rotação conforme a carga térmica, por meio de controle por inversor de frequência e algoritmos de otimização.

A expansão do portfólio acompanha um movimento mais amplo de crescimento da Airsys nos últimos anos. A empresa tem investido na ampliação de sua capacidade produtiva nos Estados Unidos e no fortalecimento de suas equipes comerciais e técnicas em diferentes regiões. A companhia também prevê a criação de uma vice-presidência de vendas para a América Latina.

No mercado brasileiro, a Airsys iniciou suas operações em 2016 e mantém sede em São Paulo, com filial em Itajaí, SC, e estoque próprio. Segundo Sato, a empresa tem forte presença no segmento de telecomunicações e atua como fornecedora de sistemas de climatização para operadoras em toda a América Latina, ao mesmo tempo em que amplia sua participação em projetos de data centers.

Airsys – Tel. (11) 2597-6685

Site: https://air-sys.com.br/

crescente pressão por sustentabilidade na construção de data centers está acelerando a adoção de materiais certificados ambientalmente, e a Nexans Brasil se posiciona nesse movimento ao lançar sua linha de cabos de energia de baixa e média tensão com certificação PEP Ecopassport . A iniciativa atende às novas demandas de operadores e construtoras que buscam rastreabilidade, redução de emissões e conformidade com padrões ESG e de carbono incorporado. O PEP Ecopassport é uma Declaração Ambiental de Produto (EPD) internacionalmente reconhecida que mensura o impacto ambiental de um item ao longo de todo o seu ciclo de vida — da extração das matérias-primas à produção, uso e descarte. Para Alain Girard, diretor de Marketing e Inovação da Nexans, trata-se de um marco importante para o setor. “Os construtores de data centers já pedem documentação certificada que comprove o impacto ambiental dos materiais. O PEP Ecopassport fornece exatamente isso: transparência, comparabilidade e credibilidade técnica.”

CO 2 foi emitido desde a origem do material até o fim de vida do produto, algo que nenhum relatório comercial genérico consegue oferecer”, diz Girard. A oferta sustentável da empresa engloba também iniciativas de economia circular. O programa Nexans Rebobinando permite a devolução e o recondicionamento de bobinas de madeira, com emissão de certificados, enquanto o Nexans Cableloop recupera sobras de cabos de obras, reintroduzindo esses materiais em cadeias legais de reciclagem. Essas ações complementam a certificação ambiental ao ampliar a rastreabilidade e reduzir o descarte de resíduos, práticas cada vez mais valorizadas em auditorias ESG. Para Alain Girard, “a circularidade é indispensável para um setor que consome toneladas de cabos por projeto. Nossa proposta é simples: reduzir emissões, rastrear a origem dos materiais e garantir que tudo volte ao ciclo produtivo quando possível.”

operadores internacionais e fundos de investimento. “Data centers só serão sustentáveis se o desempenho elétrico vier acompanhado de escolhas de materiais com menor pegada de carbono. A certificação dá aos projetistas a segurança de especificar soluções que entregam ambos”, explica o executivo.

Com a adoção crescente de inteligência artificial, aumento de densidade das cargas e expansão de novos campi de hiperescala, a participação dos sistemas elétricos na pegada de carbono tende a crescer. Isso reforça a necessidade de transparência e de critérios objetivos na seleção dos materiais. “Ao se consolidar como a primeira empresa do setor no Brasil a oferecer uma linha completa de cabos com PEP Ecopassport , a Nexans sinaliza uma mudança estrutural nas práticas de especificação de infraestrutura elétrica em data centers. O mercado está mudando, e cabos certificados serão o novo normal em obras críticas. A transparência ambiental é agora parte da engenharia”, conclui Alain Girard.

Nexans - www.nexans.com.br E-mail: nexans.brasil@nexans.com

Segundo ele, mais de 70% das emissões de CO 2 associadas aos cabos de energia vêm do condutor metálico, especialmente cobre e alumínio. Esse fato torna a escolha dos materiais um elemento chave no desempenho ambiental de um data center antes mesmo de sua operação. A Nexans afirma reduzir as emissões de seus cabos em até 38% ao adotar metal reciclado e processos otimizados, mantendo a mesma condutividade e confiabilidade exigidas para instalações críticas. “A certificação mostra quanto

No contexto de data centers, materiais com PEP Ecopassport influenciam diretamente avaliações de sustentabilidade e certificações como LEED - Leadership in Energy and Environmental Design . O executivo observa que a certificação LEED não representa apenas uma questão de compliance ambiental, mas uma estratégia de negócio. “Ela passou a definir escolhas de compra, viabilidade de projetos e a competitividade das empresas”, diz.

Os materiais e recursos de construção respondem por 10% a 13% da classificação LEED. Para obter esta classificação, os construtores já exigem documentos certificados, pois o LEED atribui pontuação específica a produtos com o PEP Ecopassport . Além disso, facilitam o atendimento a requisitos contratuais e a políticas internas de carbono incorporado, importantes para

om 21 anos de atuação no setor elétrico, o Grupo Energia passa a olhar para o mercado de data centers como um dos principais vetores futuros de demanda por energia no país. A empresa, formada por três companhias e com cerca de 200 profissionais, construiu sua trajetória como consultoria especializada em grandes empreendimentos de geração, transmissão e armazenamento de energia, acumulando participação em mais de 1400 projetos no Brasil e na América Latina, que somam mais de 185 GW de potência instalada. Esse histórico, segundo o CEO e sócio-fundador Rubens Brandt, cria uma base técnica e regulatória que dialoga diretamente com as necessidades de infraestrutura energética dos data centers hyperscale.

INFORMAÇÕES

O Grupo Energia é reconhecido no mercado pela atuação em “engenharia do proprietário”, conceito que permeia boa parte de seus serviços. Trata-se da gestão integral de empreendimentos, desde a fase de concepção até a entrada em operação, com controle técnico, acompanhamento de cronograma, qualidade da execução, rastreabilidade das informações e suporte à contratação de fornecedores. “Imagine que você é um investidor e vai construir uma usina ou uma linha de transmissão. Eu aporto toda a estrutura de engenharia e de gestão para esse ativo ficar de pé, dentro do melhor padrão de qualidade, custo, cronograma e performance”, explica Brandt.

Essa expertise levou o grupo a atuar em cerca de 60% dos parques solares e 60% dos parques eólicos brasileiros, além de presença relevante em projetos de modernização de usinas hidrelétricas. De acordo com Brandt, no campo financeiro, a empresa também é referência na elaboração de Relatórios Técnicos Independentes de Engenharia ( due diligence ), com mais de 1300 trabalhos realizados para apoiar financiamentos e operações de fusões e aquisições. “Hoje, apoiamos mensalmente algo entre 30 e 35 projetos de financiamento fazendo diligências”, afirma o executivo.

O interesse da empresa está diretamente ligado à escala crescente desses empreendimentos. “Quando se falava em data centers de 10, 20 ou 30 MW, isso era pequeno para o mercado de energia. Mas quando começamos a falar de 80, 100, 200 ou 300 MW, isso passa a ser absolutamente normal para nós”, diz Brandt. Nesse contexto, ganham relevância temas como conexão à rede básica do Sistema Interligado Nacional (SIN), interlocução com Aneel, ONS e concessionárias, além de estudos regulatórios e ambientais.

A aproximação com o universo dos data centers ganhou tração mais recentemente e foi reforçada pela participação, pela primeira vez, no DCD – DataCenter Dynamics 2025. Segundo Brandt, o evento funcionou como um “balão de ensaio” para entender a dinâmica do setor e identificar onde o Grupo Energia pode agregar mais valor. “O assunto energia é falado o tempo todo no mercado de data centers. Para nós, que lidamos com isso todos os dias, e de forma profunda, ficou claro que temos muito a contribuir”, avalia.

Na prática, o Grupo Energia já vem apoiando iniciativas que conectam data centers à lógica do sistema elétrico, inclusive em modelos não convencionais, como a instalação de estruturas de mineração de criptomoedas próximas a usinas afetadas por curtailment . “Estamos viabilizando tecnicamente esses projetos, com dimensionamentos, uso de baterias e preparação da infraestrutura local, para aproveitar energia que hoje seria desperdiçada”, explica o CEO. Para além desse nicho, a empresa aposta que os data centers se consolidarão como grandes consumidores estruturantes de energia, exigindo soluções robustas de conexão, transmissão e armazenamento.

A estratégia atual passa por capacitação interna, certificação de equipes e aproximação com investidores e operadores do setor. O foco inicial está fora do “miolo” do data center, mas em tudo que o viabiliza energeticamente. “Tudo que envolve conexão ao sistema elétrico, EPCM de subestações e linhas, estruturação regulatória e até modelos como BOT para infraestrutura associada, nós já dominamos e temos capacidade de sobra para atender”, afirma Brandt. A

entrada em escopos mais amplos, incluindo o interior dos data centers, deve ocorrer por meio de parcerias com empresas especializadas. Outro ponto de convergência é o armazenamento de energia, área em que o grupo já atua e que pode ganhar relevância nos data centers como complemento aos sistemas tradicionais de backup . Além disso, o executivo destaca a familiaridade da empresa com regimes regulatórios e incentivos. “Quando vimos o Redata, sentimos que estávamos um pouco em casa. Ele exige energia renovável, e esse é um mercado no qual estamos intrinsecamente ligados”, afirma. Com sede em São Paulo, atuação nacional e presença em países como Peru e Colômbia, além de uma subsidiária em implantação nos Estados Unidos, o Grupo Energia vê espaço para contribuir também na interiorização dos data centers no Brasil. “Para nós, trabalhar fora do eixo Sudeste é absolutamente normal. É assim com usinas hidrelétricas, solares e eólicas”, diz Brandt. A participação no DCD, segundo ele, ajudou a calibrar expectativas e reposicionar a oferta da empresa. “Entendemos que a engenharia do proprietário, como existe no setor elétrico, não é um mercado consolidado em data centers. Nosso posicionamento passa por outras vias, como conexão, energia, diligências e viabilização de sites”, conclui.

Grupo Energia – Tel. (11) 2168-9600 Site: https://www.grupoenergia.com.br/

OSI Telecom, operadora de telecomunicações com sede em São Paulo e filial em Balneário Camboriú, SC, anunciou a nomeação de Emiliano Reyes como novo CEO, em um movimento que marca uma nova fase da empresa fundada há 36 anos por William César dos Santos. O executivo assume o comando com a missão de consolidar o posicionamento da

Como

escolher a bateria ideal em projetos de telecom: VRLA, ventilada ou de lítio?

Quedas de energia, oscilação de rede e ambientes críticos seguem entre os principais riscos operacionais de sites de telecomunicações no Brasil. Em um país com mais de 20 mil provedores de internet em atividade e mais de 53 milhões de acessos, a autonomia energética deixou de ser apenas um item técnico e se tornou requisito de continuidade de serviços de fornecimento de dados para operações privadas, públicas e essenciais. Nesse cenário, a escolha da bateria certa é decisiva. Entender se a melhor opção é uma VRLA, ventilada ou de lítio impacta diretamente na disponibilidade, custo total e rotina de operação.

Em telecomunicações, a bateria atua como backup de energia para equipamentos fundamentais, como transmissão de dados, sistemas em torres e POPs (Points of Presence), além de infraestruturas internas do provedor que dependem de UPS e bancos de energia para manter a rede viva durante interrupções. O ponto central não é sobre qual tecnologia é a melhor, mas qual solução é a mais adequada ao regime de uso, ao nível de criticidade e às condições do ambiente. O time técnico da Baterias Moura preparou um guia completo sobre as aplicações dos três principais tipos de baterias.

As baterias VRLA são amplamente usadas por provedores de internet pela facilidade de instalação e baixa exigência de manutenção. Por serem seladas, adaptam-se bem a ambientes compartilhados e de circulação frequente.

A é di , c a c ce ifcaçã da Agêcia Nacional de Telecomunicações (Anatel), um requisito crítico para o setor de telecomunicações, que garante previsibilidade regulatória, segurança operacional e rastreabilidade na aquisição.

A VRLA também pode ser instalada em várias posições, conforme manual técnico, e apresenta bom desempenho em diferentes faixas de temperatura, o que favorece projetos distribuídos em todo o país.

As baterias ventiladas, como a Moura Clean MF, são indicadas para projetos que precisam de b ez e a a c fabi idade e a bie e com maior variação de temperatura. Elas oferecem bom desempenho em aplicações externas, com menor dependência de climatização. Asi c a VRLA, c a c ce ifcaçã A atel, reforçando aderência aos requisitos praticados pelo mercado de telecom. A instalação é

simples e segura: recomenda - se um espaço com circulação natural de ar, compatível com o funcionamento de tecnologias ventiladas e com as práticas padrão de instalação, garani d eg a ça e efciê cia.

Em aplicações de maior criticidade e com restrição de espaço, o lítio tende a se destacar por concentrar mais energia em menor volume e sustentar o fornecimento com maior estabilidade ao longo da descarga. Também habilita monitoramento por meio do seu BMS (Battery Management System), permitindo leitura de estado de carga e saúde, além de recursos de segurança e monitoramento operacional. Isso ig ifca ai c e, e i i a éc ica e maior proteção contra furtos. Para sites remotos, com quedas frequentes e difícil acesso, a equação também favorece maior autonomia e menor intervenção.

Segundo Natasha Lemos, gerente co mercial de baterias estacionárias da Moura,

em telecomunicações, a escolha da bateria precisa partir da função que ela vai desempenhar dentro da rede, do nível de criticidade da operação e das condições reais de uso”.

Para a executiva, todos os aspectos devem ser considerados de forma integrada desde a fa e de e ecifcaçã , a a ga a i de epenho, segurança e previsibilidade ao longo do tempo.

Natasha Lemos explica ainda que a Moura atua no dimensionamento de autonomia, tensão, instalação e rotinas de operação e que a recomendação técnica considera, além de desempenho, as condições reais de campo para reduzir o risco de subdimensionamento e encurtamento de vida útil. No mercado de ISPs, a abordagem tem sido cada vez mais consultiva: da análise do consumo energético ao projeto sob medida, com instalação especializada e capacitação técnica para quem opera o sistema.

A análise do custo total considera vida útil, garantia, as características e exigências estruturais de cada aplicação, acesso para manutenção, temperatura, ventilação, espaço, tensão do

i e a e egi e de f açã . Tec gia chumbo-ácido e de lítio apresentam características distintas de ciclos e vida útil, que variam conforme condições de uso. Dessa forma, a escolha da solução mais adequada depende da exigê cia da a icaçã , d e f e acional e das prioridades de cada cliente.

A coexistência é muito comum. As redes podem combinar tecnologias em camadas, por criticidade de carga, por ambientes distintos ou por estratégia de expansão. O que muda é a disciplina de projeto e a governança técnica sobre a aplicação.

Como a Moura apoia o cliente na escolha e na operação

A a açã da M a c eça a e da defnição da tecnologia. A empresa trabalha com e ge ha ia de a a a a a i a e f de consumo energético de cada aplicação, considerando autonomia necessária, tensão do sise a, egi e de f açã , c diçõe a bietais e nível de criticidade da operação. A partir desse diagnóstico, é possível direcionar a escolha da bateria mais adequada – VRLA, ventilada ou de lítio –, evitando tanto o subdimensionamento como investimentos desalinhados à necessidade real do cliente.

Ao longo do ciclo de vida do projeto, os clientes contam com a maior rede de distribuição e pós-venda do setor, com cobertura em todo o território nacional, o que reduz o tempo de e a e a ia a c fabi idade da erações, inclusive em regiões remotas.

Além de todo o cuidado que a Moura tem c c ie e, a f a da ida ú i d dtos, a organização realiza a coleta e a destinação correta das baterias consideradas inservíveis por meio do Programa Ambiental Moura (PAM). Ao assegurar a logística reversa e o reaproveitamento dos componentes químicos das baterias, a abordagem integrada adotada pela Moura também garante conformidade ambiental e ajuda no fortalecimento da reputação corporativa dos seus clientes. O PAM é um elo fundamental no ecossistema de Econoia Ci c a i , ai d e i ifca a gestão do descarte, contribui para uma estrutura de custos mais previsível ao longo do ciclo dos sistemas. Um diferencial relevante para a e abi idade f a cei a de je de todos os portes.

INFORMAÇÕES

companhia no atendimento a clientes corporativos e conduzir a estruturação da Holding OSI Connect, segmentando os serviços das marcas Connect Telecom e Connect Solution. Reyes acumula mais de 25 anos de experiência no setor de telecomunicações e, mais recentemente, atuava como conselheiro administrativo da CCS Telecom, empresa do Grupo Narbal Souza que teve suas operações adquiridas pela Unifique. Ele assume a posição ocupada por Daniela de Abreu desde a sucessão em razão do falecimento de seu pai, William, que agora passa a atuar no conselho administrativo no desenvolvimento de negócios da companhia.

“Estamos revisitando a história da empresa para criar um novo momento, sem perder o DNA construído ao longo de décadas”, afirma Reyes. Segundo ele, a mudança de marca da OSI Telecom reflete o posicionamento da empresa como um provedor de soluções completas de conectividade e TI, e não apenas um provedor tradicional focado em banda larga.

Com backbone próprio em Balneário Camboriú, SC, totalizando cerca de 40 quilômetros, e participação no PTT-SP, a OSI atua fortemente no segmento corporativo, atendendo shopping centers, centros empresariais e empreendimentos logísticos. A empresa mantém contratos de longo prazo com grupos como Almeida Junior e operações em regiões como Vila Olímpia, em São Paulo, Osasco, Campinas e Florianópolis.

“Atendemos grandes complexos empresariais de São Paulo e o segmento residencial há 11 anos, como

os condomínios Brava Beach Internacional em Florianópolis e The Spot One da AJRealty, em Balneário Camboriú, bem como os maiores shoppings centers de Santa Catarina”, diz Daniela de Abreu, sócia da OSI.

Segundo o CEO, a proposta é oferecer um atendimento integral. “Cuidamos da conectividade, da voz e de demandas do dia a dia que impactam a operação do cliente, como Wi-Fi, dispositivos conectados e infraestrutura interna”, diz. A empresa também presta serviços para operadoras que atuam dentro de grandes complexos comerciais, entregando conectividade para players como Vivo, Claro e Unifique. Embora tenha capacidade de atendimento nacional por meio de parcerias de última milha, a operação mantém foco estratégico em Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul. Entre os planos está a ampliação do portfólio de soluções, incluindo projetos de Wi-Fi corporativo, sistemas IP, câmeras, controle de acesso e estudos para atuação em redes privadas 5G. “Buscamos relações mais duradouras, com um nível de cuidado e zelo maior, especialmente em ambientes corporativos críticos”, resume Reyes.

OSI Telecom – Tel. (47) 3062-8200

Site: https://osiconnect.com.br/

Outra adição é o modo expert. A funcionalidade, ainda em fase de testes, deve ser lançada ao público geral em breve. “Em vez de medir durante 15 segundos e depois mostrar o resultado, o modo expert detalha a flutuação ao longo da análise. É um recurso voltado ao público técnico, como provedores e especialistas na área, acostumados com aferições mais detalhadas”, afirma Wiehen.

Criado em 2007, o SIMET avalia a qualidade da conexão por meio da análise da velocidade de download, upload, latência, jitter e perda de pacotes. A aferição ocorre entre o dispositivo e servidores de teste, que podem estar localizados na rede do provedor ou do NIC.br. A versão recém-lançada é a terceira grande atualização da plataforma.

Ao navegar pela plataforma, o usuário recebe um diagnóstico do desempenho da sua

conexão à Internet nas seguintes atividades: trabalho remoto, streaming, jogos, redes sociais e educação a distância. As avaliações são classificadas como boa, regular ou ruim para cada métrica. A ferramenta ainda fornece orientações sobre como melhorar a conexão, corrigindo problemas típicos na rede.

NIC.br – Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR, responsável por implementar as decisões e projetos do CGI.br – Comitê Gestor da Internet no Brasil, disponibilizou uma nova versão do SIMET, plataforma online que testa a velocidade da Internet de um usuário ou empresa.

“Uma das novidades é a chegada da ferramenta como aplicativo nativo nas plataformas móveis iOS e Android, bem como nos ambientes desktop Windows, macOS e Linux”, explica Holger Wiehen, supervisor de projetos de medição do NIC.br.

“A nova plataforma não é meramente uma atualização da anterior. Além de uma interface mais amigável e moderna, ela oferece ao usuário uma melhor experiência. No modo padrão, as informações são apresentadas de forma simples e direta, sem excesso de termos técnicos. A ideia é que a pessoa compreenda o que o resultado significa na prática”, finaliza o supervisor.

NIC.br - https://nic.br/ SIMET - https://simet.nic.br/

Refrigeração de Precisão para a Era da IA.

Uma nova linha de soluções inovadoras de refrigeração projetadas para destravar capacidade ociosa.

Os sistemas de refrigeração PowerOne™ foram desenvolvidos para ajudar os data centers a extrair o máximo valor da energia disponível. Ao reduzir o consumo energético destinado à refrigeração e oferecer suporte a implantações de alta densidade, o PowerOne melhora a Eficiência de Potência em Computação (PCE), garantindo que uma parcela maior da energia recebida chegue aos racks.

Isso é mais do que apenas ROI — é Retorno sobre a Energia Investida. Melhore seu PCE. Aumente seu ROIP.

Conheça o PowerOne em www.air-sys.com.br

INFORMAÇÕES

ABINC – Associação Brasileira de Internet das Coisas e a ABNT –Associação Brasileira de Normas Técnicas concluíram e aprovaram duas normas técnicas nacionais voltadas à IoT –Internet das Coisas e gêmeos digitais.

Publicadas com as nomenclaturas NBR ISO/ IEC 20924:2025 – Internet das Coisas (IoT) e Gêmeos Digitais – Vocabulário e NBR ISO/IEC 30173:2025Gêmeo Digital – Conceitos e Terminologia, as normas foram concebidas a partir das demandas do mercado brasileiro, respeitando características técnicas, geográficas e econômicas do país, sem perder o alinhamento com regulamentações internacionais. Ambas poderão ser adquiridas no site da ABNT.

texto é enviado para a ABNT, que faz uma nova revisão e devolve para a equipe discutir as correções. Após finalizada essa etapa, o texto é enviado novamente para a ABNT, que o coloca em consulta nacional, com duração de 30 a 60 dias, a depender da complexidade”, explica Moreira.

A adesão e a aplicação das normas são voluntárias. Ao longo de 2026, a ABINC planeja realizar eventos de apresentação e esclarecimento para que seus associados possam entender o conteúdo e a aplicação das novas regulamentações. Ainda este ano, as entidades pretendem publicar a NBR ISO/IEC 30141Arquitetura de Referência para Sistemas IoT, cujo foco é orientar como deve ser desenvolvido um sistema com a tecnologia.

“A NBR ISO/IEC 20924:2025 padroniza os termos técnicos utilizados em textos normativos. O intuito é garantir alinhamento e evitar dúvidas sobre significado e aplicação. Já a NBR ISO/IEC 30173:2025 apresenta os principais conceitos de gêmeo digital, incluindo um vocabulário específico para o tema. O objetivo é alinhar conceitos de forma mais aprofundada mediante um texto mais educativo. A padronização é fundamental para ampliar a competitividade das empresas brasileiras e garantir a interoperabilidade de sistemas”, explica Rogério Moreira, presidente da ABINC.

O trabalho da ABINC em conjunto com a ABNT, no âmbito do Comitê Brasileiro de Tecnologias da Informação e Transformação Digital (CB-021), abrange as áreas de cibersegurança para IoT, gêmeos digitais e espaços de dados. “O processo levou aproximadamente oito meses. Um computador faz uma tradução da norma a partir do texto original que, posteriormente, é revisado e debatido por um grupo de especialistas. Caso seja aprovado em uma votação feita em reunião aberta, o

ABINC – Tel. (11) 3995-4741 Site: https://abinc.org.br/

Data center - A TIP Brasil, operadora digital e fornecedora de soluções completas de telecom white label para provedores de Internet, anunciou um investimento de R$ 500 milhões na aquisição, modernização e expansão de seu novo data center em Campinas, SP. O projeto, inaugurado em novembro de 2025, terá capacidade para até 2 mil racks e visa oferecer serviços de colocation e cloud. Com aproximadamente 20 mil m 2 de área construída, o centro de dados passará por um retrofit completo para atingir a certificação Tier 3. As reformas incluem a substituição do piso elevado por material à prova de incêndio, modernização de UPS e sistemas de ar-condicionado, mantendo apenas os geradores Caterpillar de 3 MW

O melhor do Bits

existentes. A energia inicial prevista é de 10 MW, com expansão gradativa conforme a demanda, incluindo geração própria planejada para 2026. Site: https://abrir.link/iAkCi.

Fusão - As operadoras Altarede e K2 Telecom anunciaram, no final de dezembro, a fusão de suas operações e a criação da holding Avança Participações, que passa a reunir a atuação conjunta das duas empresas. A nova estrutura concentra redes, ativos, equipes e portfólio em três frentes principais: soluções corporativas (B2B), varejo (B2C) e uma unidade dedicada à inovação e desenvolvimento tecnológico. Com a fusão, a empresa afirma operar mais de 60 mil km de backbone protegido nos estados de Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Minas Gerais, apoiada por uma rede DWDM de alta capacidade e conexão aos principais data centers da região. A nova rede atende atualmente mais de 200 municípios e interliga as quatro capitais de maior PIB do país. Site: https://abrir.link/ mMBuV.

Smart cities - A ABES - Associação Brasileira das Empresas de Software e a Caixa Econômica Federal formalizaram um acordo para aproximar tecnologia, inovação e financiamento público na construção de cidades mais inteligentes, sustentáveis e preparadas para 2026. A parceria estabelece que empresas associadas à ABES passam a ter acesso ao Espaço TEIA, hub de inovação da Caixa, reforçando um ambiente de conexão entre setores público e privado. A partir dessa estrutura, ABES e Caixa atuarão de forma integrada para demonstrar tecnologias e soluções inovadoras às prefeituras, aproximar gestores públicos da oferta tecnológica existente no país, fortalecer programas e iniciativas da Caixa voltadas a cidades inteligentes, fomentar o setor de tecnologia, ampliando o acesso de empresas associadas a oportunidades e informações e criar uma agenda contínua de trabalho para 2026, com ações e projetos conjuntos já sendo estruturados. Site: https://abrir.link/ReTdC.

Compartilhamento de postes - A Celesc divulgou uma nova normativa que atualiza as regras de uso e compartilhamento da infraestrutura de postes em Santa Catarina. Entre as mudanças mais relevantes, está a ampliação do número máximo de ocupantes por poste: o limite, que antes era de cinco empresas, passa agora a ser de oito. A atualização atende a uma demanda crescente do setor de telecomunicações, que vem expandindo sua rede e necessita de mais espaço e organização para ampliar a conectividade no estado. A mudança também representa um avanço para a competitividade e para a inclusão de novos prestadores de serviço no mercado catarinense. Site: https://abrir.link/bNyfz.

O melhor do Bits traz um resumo das principais notícias sobre o mercado publicadas no RTI in Bits, boletim semanal enviado por e-mail para os leitores de RTI. Mais notícias podem ser encontradas no site: https:// www.arandanet.com.br/revista/rti/noticias.

Eficiência energética em data centers

A eficiência energética tornou-se um dos principais pilares da operação de data centers, impactando diretamente custos, sustentabilidade e confiabilidade. Com o aumento do tráfego digital e da demanda por computação em nuvem, reduzir o consumo de energia é essencial para manter a competitividade e atender metas ambientais. Veja a seguir o que os principais data centers no Brasil têm adotado para melhorar suas métricas.

Aeficiência energética consolidou-se como um dos eixos centrais da operação de data centers em todo o mundo, deixando de ser apenas uma variável técnica para se tornar um fator estratégico de competitividade, sustentabilidade e viabilidade econômica. À medida que a digitalização da economia avança, impulsionada por computação em nuvem, serviços digitais, 5G e, mais recentemente, pela IA - Inteligência Artificial, o consumo energético dessas infraestruturas ganha escala e visibilidade. No Brasil, onde a matriz elétrica é majoritariamente renovável, o desafio não se limita ao volume de energia, mas à capacidade de utilizá-la de forma eficiente, previsível e alinhada às metas ambientais exigidas por clientes globais e investidores. Estudos mostram ganhos contínuos de eficiência, com redução do PUEPower Usage Effectiveness e WUE – Water Usage Effectiveness e avanço de tecnologias como free cooling, automação avançada e resfriamento líquido. Nesse contexto, eficiência energética deixa de ser apenas um indicador operacional e passa a definir a capacidade do Brasil de atrair novos investimentos, sustentar projetos hyperscale e integrar crescimento tecnológico com responsabilidade ambiental.

Veja a seguir o que alguns dos principais data centers estão fazendo para melhorar suas métricas de eficiência.

Ascenty

A eficiência energética tornou-se um dos pilares das estratégias de expansão e operação da Ascenty, que vem direcionando investimentos para reduzir o consumo relativo de energia, ampliar o uso de fontes renováveis e incorporar tecnologias que aprimoram o desempenho de seus data centers sem comprometer a confiabilidade. Desde 2020, toda a operação é abastecida exclusivamente por energia limpa certificada, e a companhia acumula reconhecimentos como o Selo Ouro do GHG Protocol e a certificação ISO 50001 de gestão de eficiência energética. Além disso, 100% das emissões dos Escopos 1 e 3 são compensadas via créditos de carbono e as emissões do Escopo 2 são integralmente neutralizadas por meio de I-RECs.

Segundo Marcos Alves, Diretor de Operações na Ascenty, esse conjunto de iniciativas faz parte de uma política contínua de sustentabilidade que orienta desde as especificações de equipamentos até a operação dos sistemas. “Priorizamos a aquisição de componentes de maior rendimento e adotamos métodos de operação otimizados, buscando sempre combinar eficiência e segurança. Essa estratégia se reflete no PUE atual de 1,42, índice abaixo da média de mercado, estimada em 1,6, e que

confirma a evolução das práticas internas”, afirma. A empresa também opera sistemas de refrigeração por água gelada em circuito fechado, o que permite atingir WUE igual a zero, já que não há consumo recorrente de água no processo, exceto pelos usos administrativos.

Com 25 data centers em operação e capacidade instalada de 349 MW na América Latina, sendo 251 MW no Brasil, a Ascenty mantém um pipeline de expansão que inclui outros 13 data centers em construção ou planejamento, somando 348 MW adicionais ao portfólio. Toda essa capacidade é contratada no mercado livre e abastecida por energia renovável proveniente de fontes hídricas, eólicas e solares. “Garantir rastreabilidade e origem limpa do insumo energético é essencial para sustentar o ritmo de crescimento da infraestrutura digital na região”, diz o executivo.

O avanço da IA - Inteligência Artificial adiciona novos desafios ao setor, especialmente pela elevação da densidade térmica e elétrica dos equipamentos. Em alguns projetos, a Ascenty já adota soluções de liquid cooling para atender requisitos específicos. “A infraestrutura existente está preparada para acomodar aumentos de densidade mantendo padrões de eficiência e disponibilidade”, garante.

A demanda por data centers também segue em movimento ascendente no Brasil. Segundo Alves, a medida provisória do Redata representa um passo relevante para modernizar o ambiente regulatório e melhorar a competitividade do país, atraindo investimentos globais e viabilizando projetos de larga escala. A companhia registra crescimento consistente na ocupação de suas unidades no Brasil e no Chile e expande seu portfólio na América Latina, incluindo novas unidades anunciadas em Santiago.

O debate público sobre o consumo energético dos data centers ganhou força após números da EPE – Empresa de Pesquisa Energética indicarem aumento dos pedidos de conexão, de 6,4 para 26,2 GW, mas Alves ressalta que parte das interpretações se baseia em premissas equivocadas. Embora um data center de fato demande energia em volume significativo, é incorreto imaginar que essas operações “roubam” a luz das cidades ao seu redor. “Data centers não competem com o abastecimento das cidades, pois, ao serem implantados, exigem a construção de redes dedicadas que reforçam a infraestrutura elétrica local”, diz. Além disso, segundo a Brasscom - Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, 80% do consumo energético dos data centers brasileiros vem de fontes limpas, e a tendência é de expansão desse índice.

Os indicadores de eficiência também evoluem. Estudos mencionados pela empresa apontam que os data centers se tornaram 10% mais eficientes na última década, e há expectativa de nova melhoria, estimada em 7,3% no PUE até 2030. Apesar do aumento da demanda, o impacto do setor no consumo nacional permanece relativamente pequeno: apenas 1,7% da energia utilizada no Brasil é destinada a data centers, o equivalente a 8,2 TWh, diante dos 650,4 TWh consumidos em todo o país, de acordo com a Brasscom. A projeção para 2029 é que esse número chegue a 27,3 TWh, o que representa 3,6% do consumo nacional previsto.

Os números mostram que o setor contribui de forma relevante para a modernização da infraestrutura e para a transição energética do país. Ao instalar um data center, empresas como a Ascenty ampliam a infraestrutura elétrica local, construindo novas redes de transmissão, independentes das existentes, que fortalecem a capacidade

do município e ajudam a impulsionar seu desenvolvimento tecnológico. “A combinação entre expansão responsável, uso de energia renovável, tecnologias de refrigeração mais eficientes e metas claras de redução de emissões indica que os data centers podem crescer de forma alinhada às expectativas de sustentabilidade e ao avanço das aplicações digitais no Brasil e na América Latina”, conclui Alves.

Site: https://ascenty.com/

Claro

A Claro vem ampliando de forma consistente seu programa de eficiência energética em data centers, combinando modernização tecnológica, automação avançada e práticas alinhadas às recomendações internacionais de sustentabilidade. Segundo Fabiano Tatsugawa Duarte, diretor de Infraestrutura de Missão Crítica da Claro, a operadora estruturou uma estratégia para reduzir consumos, otimizar sistemas térmicos e elevar o desempenho operacional de sua malha de data centers, que se estende por todo o território nacional.

Hoje, a companhia opera sete data centers, 17 edge data centers e outras 411 estruturas de missão crítica responsáveis por sustentar serviços de backbone, colocation e conectividade. Nesse ecossistema, a operadora vem redesenhando controles, fluxos térmicos e especificações de equipamentos para suportar cargas crescentes sem ampliar na mesma proporção o consumo de energia. “A Claro vem adotando melhores práticas, tecnologias e sistema de automação de ponta para garantir melhor eficiência energética nos data centers”, afirma Duarte.

Entre as medidas implementadas, destacam-se a adoção de equipamentos de missão crítica e TIC de alta eficiência, além de automação e controles inteligentes do sistema de arcondicionado. Esses controles permitem gerenciar resfriamento e fluxo de ar de forma integrada, garantindo resposta mais precisa às demandas térmicas dos ambientes. “Estamos analisando e controlando o sistema de ponta a ponta e de forma integrada”, explica o

Marcos Alves, da Ascenty: rastreabilidade e origem limpa do insumo energético

executivo. A empresa também investe na gestão de fluxo de ar e em projetos que permitam ocupação mais eficiente da capacidade, além do aumento de temperatura operativa em comparação a ambientes legados, alinhando-se a práticas nacionais e internacionais.

A melhoria da eficiência está associada a um processo permanente de gestão ativa, com revisão contínua de parâmetros operacionais. Embora a operadora não divulgue valores específicos de PUE, o foco declarado é aproximar-se uniformemente das melhores métricas de mercado por meio de ajustes progressivos e requalificação de sistemas.

Outro eixo relevante da estratégia é a certificação CEEDA Gold, concedida pelo DataCenterDynamics (DCD), para a qual a Claro está direcionando investimentos [ ver box na página 23 ]. Segundo Duarte, a premiação desempenha um papel importante de validação externa.

“A CEEDA tem um papel estratégico, pois valida nossas práticas e traz uma abordagem que integra de maneira abrangente as disciplinas de infraestrutura de missão crítica, segurança e TI, com forte foco em eficiência energética, sustentabilidade e boas práticas de gestão”, afirma.

Na dimensão energética, a Claro opera hoje com 130 MW de carga instalada de TI em suas estruturas de missão crítica. Toda essa demanda é suprida por energia renovável, proveniente tanto de usinas próprias, no âmbito do programa Energia da Claro, quanto de acordos no mercado livre.

“100% dessa demanda é atendida por energia renovável”, destaca o diretor. O avanço da inteligência artificial, que tende a elevar significativamente a densidade energética e térmica dos data centers, também está no radar. Duarte afirma que a empresa acompanha as necessidades tecnológicas do setor e

discute soluções com empresas de tecnologia, fabricantes de soluções para infraestrutura crítica e concessionárias. “Estamos preparados e capacitados para atender as demandas do mercado para IA e fornecer as melhores soluções, entre elas, liquid cooling ”, conclui.

Site: https://www.claro.com.br/

HostDime

A eficiência energética passou a ocupar papel central na estratégia da HostDime, operadora global de data centers.

Segundo Filipe Mendes, CEO da companhia, o tema deixou de ser apenas técnico para se tornar um diferencial competitivo e um pilar de sustentabilidade do negócio.

Hoje, o Campus Horizon, principal operação da empresa no Brasil, em João Pessoa, PB, opera com PUE em torno de 1,5 — um patamar considerado excelente para data centers localizados em clima tropical. “É um índice altamente competitivo considerando o clima e o nível de disponibilidade do site”, afirma Mendes. O executivo atribui o resultado a uma estratégia estruturada em três frentes: matriz energética limpa, projeto técnico orientado à eficiência e operação baseada em dados.

Fabiano Tatsugawa Duarte, da Claro: melhores práticas, tecnologias e automação

No campo energético, a HostDime combina autoprodução e contratação no mercado livre. A empresa mantém uma usina solar própria, localizada na zona rural de Pilar, a cerca de 55 km de João Pessoa, dedicada a suprir parte da operação. A energia complementar é adquirida exclusivamente de fontes renováveis incentivadas.

Filipe Mendes, da HostDime: preparado para o avanço das aplicações de IA

“Garantimos que 100% do elétron que entra no data center tenha origem limpa”, diz o CEO.

Do ponto de vista de engenharia, o projeto do Campus Horizon incorpora modelagem por dinâmica de fluidos computacional (CFD) para equalização da pressão estática nos corredores confinados, além do uso de ventiladores EC com variadores de frequência, capazes de ajustar o fluxo de ar em tempo real conforme a carga térmica dos servidores. A operação é monitorada por sistemas de telemetria avançada, com uso de inteligência artificial e automação para otimizar continuamente o consumo de energia. “O sistema aprende com a carga e com a temperatura externa, ajustando chillers e fancoils minuto a minuto”, explica Mendes.

Atualmente, a HostDime conta com 1,5 MW de carga instalada no Campus Horizon, concebido como um site edge modular, com expansão de energia e espaço já prevista para as próximas fases. No Brasil, além do hub principal no Nordeste, a empresa mantém pontos de presença estratégicos em São Paulo. No exterior, opera data centers próprios nos Estados Unidos, Colômbia, México e Índia, com destaque para o flagship Tier IV em Orlando, que está em fase final de construção, e para a operação Tier IV colombiana, iniciada em 2024.

A preparação para o avanço das aplicações de IA é outro eixo central da estratégia. Segundo Mendes, os novos projetos já nascem com foco em altas densidades de potência. “Estamos projetando salas capazes de receber clusters de GPU com cargas muito acima da média de mercado, com roadmaps que já apontam

para 500 kW ou mais por rack”, afirma. Nesse contexto, o resfriamento líquido passa a ser elemento-chave. “O resfriamento a ar chegou ao limite físico para IA de alta performance. Por isso, estamos preparando a infraestrutura de resfriamento líquido direct-to-chip e para portas traseiras com trocadores de calor”, diz. A lógica, segundo o executivo, é eliminar o data center como gargalo. “Se o cliente trouxer um rack de última geração da NVIDIA ou AMD, nossa infraestrutura elétrica e térmica estará pronta para operar em modelo plug & play.”

No Brasil, a HostDime observa uma mudança estrutural no perfil da demanda por data centers, que deixa de se concentrar apenas em armazenamento para priorizar capacidade computacional e

soberania de dados. Mendes destaca a hiperdigitalização do setor público, a crescente intolerância à latência e o avanço da inferência de IA como vetores determinantes. Nesse cenário, o Nordeste ganha relevância estratégica. “Fortaleza segue como porta de entrada dos dados internacionais, mas o mercado percebeu que o gateway não resolve o processamento local”, afirma. A aposta em João Pessoa, segundo ele, consolidou-se como vantagem competitiva. “Se Fortaleza é a porta de entrada, João Pessoa se tornou o centro de distribuição veloz e inteligente. Hoje, com latência em torno de 2 ms para capitais vizinhas, viabilizamos aplicações que antes dependiam de São Paulo.”

No exterior, a expansão segue em ritmo considerado crítico pela companhia. O data center de Orlando tem inauguração prevista para o primeiro trimestre de 2026 e será o principal hub global de conectividade da HostDime. A operação colombiana já está consolidada, enquanto o México desponta como próximo foco do pipeline de desenvolvimento. “Em um mundo onde dados são o novo petróleo, nós somos a refinaria”, resume Mendes. “Seguimos investindo em infraestrutura própria, carrier-neutral, com alta densidade energética para IA e padrão Tier IV, exatamente onde o mercado está desabastecido.”

Site: https://www.hostdime.com.br/

Scala Data Centers

A Scala Data Centers vem consolidando sua estratégia de crescimento no Brasil e na América Latina a partir de um modelo que combina escala hyperscale, eficiência energética e uso integral de fontes renováveis. Com apoio da DigitalBridge, a plataforma já ultrapassou R$ 12 bilhões em investimentos e administra cerca de 300 MW de capacidade instalada e em desenvolvimento, além de manter um landbank superior a 12 milhões de m² em quatro países. A companhia opera hoje 13 data centers e mantém 7,1 GW de capacidade reservada para futuras expansões, todos lastreados em energia 100% renovável e certificada.

No Campus Tamboré, em Barueri, SP, o maior campus de data centers da América Latina, com capacidade de TI de 450 MW, a eficiência energética é tratada como elemento estrutural do projeto. Segundo Fabio Yanaguita, diretor de Energia da Scala Data Centers, a operação já alcança um dos melhores indicadores da região. “No Campus Tamboré, a Scala opera consistentemente com um PUE em torno de 1,35, um benchmark excepcional para a América Latina”, afirma.

Esse desempenho é resultado da adoção de sistemas avançados de free cooling, que aproveitam condições climáticas favoráveis para reduzir a dependência de refrigeração mecânica, combinados com uma arquitetura de resfriamento em circuito fechado. “Esse modelo resulta em um WUE praticamente igual a zero, já que a água é utilizada apenas na carga inicial e

Campus Horizon em João Pessoa

técnicas, mas a materialização do nosso compromisso com uma infraestrutura digital competitiva e sustentável”, acrescenta.

depois circula em sistema fechado, sem evaporação ou descarte”, explica Yanaguita.

O mesmo conceito é levado ainda mais longe no projeto da Scala AI City, anunciada para Eldorado do Sul, RS, concebida para atender grandes volumes de processamento voltados ao treinamento e à inferência de inteligência artificial. De acordo com o executivo, a meta é operar com um PUE ainda mais baixo. “A Scala AI City foi projetada para atingir um PUE de 1,2, aproveitando ao máximo o free cooling, potencializado pelas temperaturas mais amenas do Rio Grande do Sul”, diz. O projeto também incorpora uma arquitetura termodinâmica otimizada para cargas de IA de alta densidade e integração com a matriz energética regional. “Esses números não são apenas métricas

A estratégia energética da Scala é baseada na contratação de longo prazo de fontes renováveis. A empresa utiliza PPAs firmados com geradores de energia limpa, aproveitando a característica da matriz elétrica brasileira, majoritariamente renovável. “Esses contratos garantem previsibilidade, preços competitivos e rastreabilidade de energia 100% renovável, o que nos posiciona como carbon zero desde o início das operações”, afirma Yanaguita. No caso do Rio Grande do Sul, a diretriz será mantida. “O potencial eólico off-shore , se atender aos critérios de confiabilidade, competitividade e sustentabilidade, certamente será avaliado para alimentar a Scala AI City”, diz.

A preparação para o avanço das aplicações de inteligência artificial também passa pela adaptação da

infraestrutura elétrica e térmica a cargas cada vez mais intensivas. Essa abordagem começa ainda na fase de concepção dos empreendimentos.

“Desenvolvemos campus dedicados, projetados desde a fundação para suportar altíssimas densidades de potência exigidas pela IA”, afirma. Nesse contexto, o uso de liquid cooling já faz parte da estratégia da empresa. “O resfriamento líquido direto nos componentes de maior geração de calor já é uma realidade em empreendimentos da Scala e assegura o desempenho ideal para cargas de IA”, explica.

A combinação entre free e liquid cooling permite reduzir de forma significativa a dependência de sistemas mecânicos tradicionais, como chillers, contribuindo diretamente para a eficiência energética. “Essa abordagem integrada reforça nosso compromisso de conciliar expansão tecnológica, desempenho e responsabilidade ambiental”, conclui Yanaguita.

Site: https://scaladatacenters.com/

Visão panorâmica do Campus
Tamboré da Scala Data Centers em Barueri
Fabio Yanaguita, da Scala Data Centers: free e liquid cooling

P P P P P

CEEDA: certificação de eficiência energética em data centers

resente em 21 países e aplicada em 53 instalações, a certificação internacional CEEDA – Certified Energy Efficient Datacenter Award foi criada pelo DataCenterDynamics (DCD). No Brasil, tem hoje seis unidades certificadas, incluindo data centers da Dataprev, ONS, Sicoob e Claro. Segundo Marcelo Barboza, instrutor da DCD Academy e auditor do programa no país, o CEEDA diferencia-se por focar exclusivamente em eficiência energética e sustentabilidade, combinando normas internacionais, melhores práticas e métricas específicas do setor.

Baseado em padrões como ASHRAE, Energy Star, ETSI, ISO 30134, o Código Europeu de Conduta e métricas Green Grid, o CEEDA avalia práticas de gestão energética, impacto ambiental, economia circular e até questões ligadas a oito dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. A certificação entrega comprovação auditável de indicadores de eficiência como PUE (energia), WUE (água) e CUE (carbono), fundamentais para empresas que precisam

reportar métricas de ESG a órgãos reguladores ou ao mercado.

A partir da versão CEEDA 2025, o escopo de auditoria se expandiu. Antes majoritariamente focado em facilities, o programa agora avalia oito áreas, sendo quatro de infraestrutura e quatro de TI, reconhecendo que servidores, storages, redes e software são elementos determinantes no consumo energético. A certificação tem validade de dois anos, com visita anual intermediária para acompanhamento e recomendações de melhoria. O tempo médio do processo é de cerca de três meses, podendo ser mais rápido em recertificações.

Entre os pontos avaliados, destacam-se práticas de climatização, como uso de free cooling, temperaturas alinhadas às classes ASHRAE A1 a A4 e confinamento de corredores; infraestrutura elétrica com UPS

modular e operação em faixas de maior eficiência; medição avançada com sensores, PUE em tempo real e monitoramento de consumo de água; e análise do mix energético, incluindo fontes renováveis ou autoprodução. Do lado de TI, o CEEDA passa a considerar eficiência de hardware, software, redes e armazenamento, reconhecendo que escolhas tecnológicas influenciam diretamente o desempenho energético do data center. Com novas exigências da CVM, B3 e Anatel relacionadas a ESG, o instrutor avalia que selos independentes de auditoria energética tendem a se tornar indispensáveis. “Os data centers precisam mostrar para o mercado que são eficientes e sustentáveis. Com o CEEDA, as evidências são verificadas por um organismo independente”, conclui o instrutor.

Guia de distribuidores de produtos para redes

O guia mostra onde encontrar os distribuidores de produtos para cabeamento estruturado, racks e gabinetes, cabos ópticos, switches, roteadores, sistemas de energia e todos os equipamentos para redes de comunicação e infraestrutura.

Para facilitar a consulta, as empresas estão separadas por estado, com os contatos para atendimento ao cliente.

Sistemas de energia

Pará CabosAM (92) 98414-3637 n contato@paracabos.com.br

Comercial BrasilCE (85) 99990-3423 n contato@cbrasilltda.com.br

FonNetCE (85) 8977-5885 n comercial@fonnet.com.br

TellycomCE (85) 4042-1245 n comercial@tellycom.com.br

KristaDF (61) 3214-9000 n contato@krista.com.br

CeitelMG (31) 2522-4188 n televendas3@ceitel.com.br

CondufibraMG (31) 2532-8700 n contato@condufibra.com.br

PlugmaisMT (65) 3648-5700 n atendimento@plugmais.com.br

Serra DistribuidorMT (65) 9273-6573 n contatoserra@serradistribuidor.com.br

LanbrasPA (91) 99100-6926 n vendas@lanbras.com.br

ConnectowayPE (81) 97601-0219 n

AlcaPR (44) 3023-0333 n guilherme.barandas@alcadistribuidora.com.br

DCAPR(41) 3021-1728 n dcaonline@dca.com.br

Next CablePR (43) 98433-5101 n vendas@nextcable.com.br

RS ConnectPR (44) 99921-1010 n contato@rsconnect.com.br

CookRJ (21) 99387-1021 n cook@cookenergia.com

LanteleRJ(21) 99358-6967 n lantele@lantele.com.br

4EX SolutionsRS (51) 3737-9009 n comercial@4exsolutions.com.br

ATNRS(51) 3470-0000 n vendas2@atn.com.br

DatacomRS (51) 2399-2731 n comercial@datacom.com.br

FaritelRS (54) 3321-0955 n faritel@faritel.com.br

InfortelRS(51) 3076-3800 n comercial@inforteltelecom.com.br

EktechSC(49) 3199-1746 n comercial@ektech.com.br

FiberXSC (48) 3205-2275 comercial@fiberx.com.br

Prime 8SC (48) 3279-0495 n contato@prime8.com.br

AGCSP-G (11) 97481-5530 n vendas@agc.com.br

Agora Distribuidora SP-G (11) 99712-5291 n faleconosco@agoradistribuidora.com.br

Arsitec SP-G (11) 98733-0004 n arsitec@arsitec.com.br

Dimensional SP-G (11) 96377-3545 n datacom@dimensional.com.br

Edge SP-G (11) 99450-3756 n lead@edge-br.com

Etelmaster SP-G (11) 99260-6061 n vendas@etelmaster.com.br

Gamma K SP-G (11) 99905-4183 n lhenrique@gammak.com.br

Sistemas de identificação

Cabos metálicos e ópticos Componentes de conexão Patch panels Canaletas, calhas e dutos Racks e gabinetes CFTV IP

Câmeras e acessórios Produtos VoIP Cabos ópticos

Controle de acesso Caixas de emenda GPON XGS-PON ONU/ONT E-mail

Distribuição óptica OLT Ferramentas para emenda óptica Limpeza e inspeção de conectores DWDM

Máquina de fusão Ferragens para redes externas Switches Conversores de mídia e módulo Gbic Roteadores Pontos de acesso sem fio Rádios digitais Antenas Baterias UPS Estabilizadores Instrumentos de testes OTDR

Telefone
Empresa
Cabeamento

Empresa

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Cabos metálicos e ópticos Componentes de conexão Patch panels Canaletas, calhas e dutos Racks e gabinetes CFTV IP –Câmeras e acessórios Produtos VoIP Cabos ópticos Máquina de fusão Ferragens para redes externas Switches Conversores de mídia e módulo Gbic Roteadores Pontos de acesso sem fio Rádios digitais Antenas Baterias UPS Estabilizadores Instrumentos de testes OTDR FTTH Sistemas de energia

Sistemas de identificação Controle de acesso Caixas de emenda GPON XGS-PON ONU/ONT

Distribuição óptica OLT Ferramentas para emenda óptica Limpeza e inspeção de conectores DWDM

Grupo Discabos SP-G (11) 4138-8373 n vendas@discabos.com.br

iK1SP-G (11) 3258-2715 n comercial@ik1.com.br

LAN Networks SP-G (11) 4570-0999 n info@lannetworks.com.br

O-TechSP-G (11) 98947-2334 n otech@terzian.com.br

Planex SP-G (11) 95500-0287 n rafael@planexbr.com.br

SevenSP-G (11) 5977-3331 n comercial@seven-tel.net.br

Telcabos SP-G (11) 91622-0819 n contato@telcabos.com.br

Vsol SP-G (11) 97116-4362 n sac@riobranco.com.br

WDCSP-G (11) 3035-3777 n contato@wdcnet.com.br

BelverSP-I (19) 98722-1180 n info@belver.com.br

PematelSP-I (19) 99116-5767 n danielle@pematel.com.br

Obs: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 112 empresas pesquisadas.

Fonte: Revista Redes, T Redes, Telecom e Instalações elecom elecom elecom , janeiro de 2026.

Este e muitos outros Guias de RTI estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/rti e confira.

Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.

Projeto de redes assistido por IA

Prof. José Maurício dos Santos Pinheiro, do UBM – Centro Universitário de Barra Mansa e do SEST/SENAT

OO avanço da IAInteligência Artificial redefiniu o modo como redes de comunicação são concebidas, projetadas e gerenciadas. Antes predominantemente manual, o processo evoluiu para um paradigma híbrido, no qual a IA atua como uma assistente cognitiva do projetista humano. Essa mudança exige novos métodos de concepção, validação e manutenção, promovendo o surgimento do conceito de projeto de redes assistido por IA.

projeto de uma rede de comunicação é a espinha dorsal de qualquer ambiente digital moderno. Ele se baseia em princípios de conectividade, desempenho, disponibilidade e segurança, sustentados por modelos conceituais que padronizam a comunicação entre sistemas. Os modelos OSI - Open Systems Interconnection e o TCP/IP, ou modelo Internet, são dois pilares conceituais que continuam a orientar a engenharia de redes. O OSI, com suas sete camadas, oferece granularidade para o diagnóstico e o projeto modular. Já o TCP/IP, mais prático, reduz as funções a quatro camadas servindo como referência para a implementação real.

A figura 1 apresenta as sete camadas do modelo OSI, onde cada uma cumpre uma função específica na comunicação entre sistemas, desde a transmissão física dos dados até a interação com as aplicações de alto nível. As camadas de rede, transporte e aplicação estão destacadas por representarem os principais pontos de atuação da IA – Inteligência Artificial em arquiteturas modernas. Nelas, a IA contribui com otimização de rotas, controle dinâmico de tráfego e interpretação inteligente de serviços, transformando o modelo OSI em

uma estrutura não apenas descritiva, mas também adaptativa e cognitiva.

A IA amplia a capacidade dos modelos de rede ao incorporar análise de contexto e tomada de decisão autônoma. Em vez de reagir apenas a eventos pré-programados, os sistemas passam a aprender padrões operacionais, antecipando gargalos, falhas ou comportamentos anômalos.

A camada de transporte, por exemplo, pode ajustar dinamicamente parâmetros de congestionamento com base em modelos de aprendizado de máquina ( machine learning ), enquanto a camada de rede utiliza algoritmos de otimização preditiva para escolher rotas com menor latência e maior confiabilidade.

Paradigmas de automação e inteligência aplicada

O uso da IA no projeto e na operação de redes está inserido em uma tendência mais ampla: a automação cognitiva. Trata-se da capacidade das redes de perceber seu próprio estado, aprender com a experiência e agir de forma autônoma.

Arquiteturas cognitivas e autonomia operacional

As arquiteturas modernas de automação, como SDN - Software

Defined Networking e NFV - Network Function Virtualization , fornecem o ambiente ideal para que a IA atue. Elas separam os planos de controle e dados, permitindo que algoritmos aprendam continuamente a partir da telemetria da rede.

Neste contexto, o conceito de rede autônoma ( autonomous network ) foi padronizado em níveis, de 0 a 5:

• Nível 0: totalmente manual;

• Nível 3: semiautônoma, com suporte de IA na orquestração;

• Nível 5: totalmente autônoma, autorregulada e autoexplicável.

A figura 2 apresenta a evolução dos níveis de autonomia das redes, de 0 a 5, conforme os referenciais internacionais de automação e inteligência aplicada. Cada nível representa um estágio de maturidade tecnológica, desde as redes totalmente manuais até as infraestruturas autônomas, capazes de operar, se ajustar e aprender sem intervenção humana direta.

Os marcos de SDN, IA e orquestração distribuída indicam as tecnologias que impulsionam essa evolução, evidenciando como a convergência entre controle lógico e

aprendizado automatizado pavimenta o caminho para redes cognitivas de alta eficiência.

Ferramentas e métodos de aprendizado

A IA aplicada a redes se apoia em três vertentes principais de aprendizado:

• Supervisionado: usa dados rotulados (por exemplo, tráfego normal vs . anômalo).

• Não supervisionado: identifica padrões ocultos e agrupamentos de comportamento.

• Por reforço: permite que agentes autônomos aprendam por tentativa e erro em ambientes simulados.

Esses métodos alimentam um ciclo contínuo de coleta, inferência e ação, o coração da automação inteligente.

Estrutura do ciclo de projeto assistido por IA

No projeto de redes assistido por IA, as fases tradicionais são reinterpretadas dentro de um ciclo de aprendizado iterativo. A cada iteração, a rede não apenas é projetada, mas também compreendida, simulada e melhorada pela própria IA.

Etapas e componentes do ciclo O ciclo proposto é composto por cinco macro etapas:

1 - Coleta e preparação de dados: inventário da infraestrutura, logs, sensores, SNMP e NetFlow;

2 - Modelagem e simulação: uso de gêmeos digitais para prever desempenho e falhas;

3 - Planejamento e otimização: algoritmos preditivos definem topologias, rotas e capacidades ideais;

4 - Validação automatizada: políticas e regras são testadas com base em cenários simulados;

5 - Aprendizado contínuo: os resultados retroalimentam o sistema para ajustes futuros.

A tabela I apresenta uma análise comparativa entre os modelos tradicional de projeto de redes e o assistido por IA destacando as diferenças metodológicas, operacionais e estratégicas entre ambos. Essa comparação evidencia a transição de um processo predominantemente

Fig. 1 – Modelo OSI e atuação da IA
Fig. 2 – Evolução

TECNOLOGIA

manual, dependente da experiência do projetista, para um fluxo automatizado e cognitivo, sustentado por coleta de dados, simulações dinâmicas e validação preditiva.

Ao observar cada etapa, é possível perceber como a IA agrega valor em velocidade, precisão e adaptabilidade, redefinindo o papel humano de executor para supervisor de decisões inteligentes.

A figura 3 representa o ciclo de vida de um projeto de rede assistido por IA, com destaque para as principais fases que compõem o processo cognitivo da infraestrutura. Ela ilustra

Segurança defensiva e adversarial Modelos de IA, sejam supervisionados ou não, podem analisar o comportamento da rede, detectando anomalias com base em padrões históricos. Já os modelos adversariais criam cenários de ataque sintético, ensinando o sistema a reagir a ameaças antes mesmo de ocorrerem. Essa abordagem dual cria ciclos autônomos de defesa, nos quais a IA aprende a partir de falhas simuladas, um processo essencial para atingir resiliência operacional.

A tabela II traça um panorama das principais aplicações da IA na segurança de redes, evidenciando como os modelos

a sequência lógica entre coleta de dados, análise, decisão, ação e aprendizado, mostrando como esses elementos se interligam em um fluxo contínuo e autossustentável. Essa abordagem permite compreender que o projeto de redes não se encerra na implantação da rede física, e sim que evolui permanentemente por meio do aprendizado obtido em cada iteração, tornando-se mais preciso, eficiente e resiliente a cada ciclo.

Segurança e resiliência em redes inteligentes

A segurança é o eixo transversal de qualquer rede moderna, e a IA redefine essa dimensão ao tornar a proteção proativa.

inteligentes ampliam a capacidade de prevenção, detecção e resposta a incidentes. Cada categoria demonstra uma função específica da IA, desde o reconhecimento de padrões anômalos até a simulação de ataques controlados, reforçando o papel da automação cognitiva na construção de ambientes mais resilientes, autônomos e proativos. Essa integração entre segurança e aprendizado contínuo redefine o conceito tradicional de defesa, permitindo que as redes evoluam conforme enfrentam e compreendem novas ameaças.

Infraestrutura e sustentabilidade digital

A sustentabilidade deixou de ser apenas uma meta ambiental para se

Fig. 3 – Ciclo de vida do projeto assistido por IA

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TECNOLOGIA

tornar um parâmetro técnico de eficiência no projeto de redes contemporâneas. À medida que as infraestruturas digitais se expandem e a demanda por conectividade cresce, a otimização de energia, espaço e recursos computacionais tornou-se uma prioridade estratégica.

Nesse contexto, a IA assume um papel importante ao permitir que redes e data centers operem de forma mais inteligente, equilibrando desempenho e consumo em tempo real. Por meio de técnicas de aprendizado contínuo, a IA

consumo de energia, ajustando cargas e rotas para reduzir desperdícios. Esses mecanismos, conhecidos como Dynamic Power Allocation e EnergyAware Routing , são fundamentais em centros de dados verdes e redes ópticas modernas.

Sustentabilidade e ciclo de vida de equipamentos

A obsolescência de hardware é mitigada por IA ao prever desgaste de componentes e sugerir manutenções

automação inteligente contribui não apenas para a estabilidade e o desempenho da rede, mas também para sua sustentabilidade ao longo do ciclo de vida operacional.

Desafios e perspectivas

futuras

A transição das redes tradicionais para arquiteturas cognitivas e autônomas não é apenas uma mudança tecnológica, mas também cultural, regulatória e ética.

Tab. I – Comparativo entre projetos nos modelos tradicional e assistido por IA

Etapa Etapa Etapa Etapa

Modelo tradicional Modelo tradicional Modelo tradicional Modelo tradicional tradicional

Projeto assistido por IA Projeto IA Projeto assistido por IA Projeto IA

Levantamento de requisitos Manual, via entrevistas e planilhasColeta automatizada via sensores, SNMP e APIs Simulação de desempenho Softwares estáticos e cenários limitadosGêmeos digitais com IA preditiva

Dimensionamento da rede Estimado por heurística ou experiênciaCálculo otimizado por aprendizado de máquina

Testes e validação Pós-implantação

Monitoramento e ajustes

Validação contínua e preditiva

Reativo, dependente de operadores humanos Preditivo e autoajustável (self-healing)

identifica padrões de uso, ajusta dinamicamente a distribuição de carga, previne desperdícios e propõe soluções que prolongam a vida útil dos equipamentos.

Essa abordagem inaugura o conceito de infraestruturas autossustentáveis, nas quais algoritmos não apenas gerenciam o fluxo de dados, mas também monitoram indicadores ambientais e energéticos, alinhando a operação tecnológica aos ODS - Objetivos

preventivas. O planejamento automatizado de substituição prolonga a vida útil da infraestrutura, reduzindo o impacto ambiental.

A figura 4 ilustra como a IA atua de forma integrada na gestão de uma rede óptica sustentável, otimizando simultaneamente os fluxos de energia, tráfego e manutenção.

O esquema representa a relação dinâmica entre os elementos da infraestrutura e os módulos

Tab. II – Aplicações de IA na segurança de redes

Categoria Categoria Categoria Categoria

Função da IA Função da IA Função da IA Função da IA da

Enquanto a automação impulsionada por IA oferece ganhos expressivos de eficiência e resiliência, ela também traz novas exigências de governança, interoperabilidade e capacitação profissional.

Desafios técnicos e operacionais

Entre os principais desafios técnicos está a interoperabilidade entre sistemas legados e plataformas inteligentes. Muitas redes corporativas ainda operam

Benefício técnico técnico

Detecção de intrusos Reconhecimento de padrões anômalos Redução do tempo de resposta Análise preditiva de falhas Modelagem de comportamento históricoPrevenção de interrupções

IA adversária Simulação de ataques para teste de resiliência Fortalecimento de políticas de segurança

Reforço adaptativo Aprendizado contínuo de mitigação Ajuste automático de regras de firewall e IDS –Intrusion Detection System

Zero Trust IAVerificação contínua de identidade e contextoMinimização de ataques internos e laterais

de Desenvolvimento Sustentável e às novas exigências de responsabilidade digital e ecológica.

Eficiência energética e gestão dinâmica

A IA analisa métricas como uso de banda, temperatura de data centers e

inteligentes de controle, evidenciando como algoritmos de IA analisam dados operacionais em tempo real para ajustar o consumo energético, balancear o tráfego e antecipar intervenções preventivas.

Esse modelo sintetiza o conceito de eficiência cognitiva, no qual a

com equipamentos que não suportam APIs abertas, telemetria contínua ou virtualização de funções de rede (NFV), o que limita a aplicação plena de modelos de IA.

Outro obstáculo é a escassez de dados padronizados para o treinamento de algoritmos. Como os ambientes de rede

TECNOLOGIA

são heterogêneos, cada conjunto de dados tende a refletir uma realidade operacional distinta, o que dificulta a criação de modelos generalizáveis. A padronização de formatos de telemetria, métricas de desempenho e logs de eventos, em desenvolvimento em iniciativas do ITU-T, ETSI e ABNT/CEE-095, será essencial para a interoperabilidade e auditabilidade da rede.

Além disso, há desafios de latência e escalabilidade: aplicar inferências de IA em tempo real requer poder computacional distribuído nas bordas da

energia e infraestrutura de transportes, nos quais falhas de decisão podem gerar impactos sociais amplos. No campo regulatório, organismos como ABNT, Anatel, ISO e IEEE já discutem a inclusão de parâmetros de ética algorítmica, confiabilidade e responsabilidade técnica em normas aplicáveis à automação de redes. A harmonização desses padrões internacionais com a realidade brasileira será determinante para o avanço seguro da IA nesse domínio.

Desafios humanos e de capacitação

rede (edge computing) e integração com mecanismos de orquestração baseados em SDN. O equilíbrio entre processamento local e centralizado ainda é uma área de pesquisa ativa.

Desafios éticos e regulatórios

A expansão da automação traz consigo novas responsabilidades éticas. Modelos de IA que tomam decisões em tempo real sobre roteamento, priorização de tráfego ou bloqueio de pacotes podem afetar diretamente a neutralidade da rede, a privacidade dos usuários e a transparência operacional. Por isso, cresce a necessidade de IA explicável (XAI), sistemas capazes de justificar suas decisões de forma compreensível aos projetistas e auditores. Essa transparência é particularmente relevante em setores críticos, como telecomunicações públicas, redes de

A presença crescente da IA nos ambientes de projeto e operação de redes exige uma nova geração de profissionais híbridos, com competências em engenharia de redes, ciência de dados, programação e gestão de sistemas inteligentes. O engenheiro de redes do futuro não apenas configura equipamentos, mas interpreta modelos preditivos, valida inferências e define políticas de automação em conjunto com sistemas cognitivos.

As instituições de ensino técnico e superior do país precisam atualizar seus currículos, incorporando disciplinas como IA aplicada a redes, telemetria inteligente, automação SDN/NFV e cibersegurança com aprendizado de máquina, de modo a preparar profissionais capazes de operar nesse novo ecossistema digital.

Perspectivas futuras

O horizonte das redes assistidas por IA aponta para o conceito de redes autônomas distribuídas, nas quais múltiplos agentes inteligentes cooperam de forma descentralizada. Nelas, cada nó (roteador, switch, servidor ou mesmo sensor óptico) possui capacidade cognitiva para analisar seu próprio estado e comunicar-se com os demais, formando uma inteligência coletiva de infraestrutura.

Fig. 4 – Atuação integrada da IA na gestão de uma rede óptica sustentável

A evolução para redes de Nível 5 de autonomia, conforme classificação proposta pela TM Fórum, representa a consolidação desse paradigma: sistemas totalmente autogerenciáveis, com políticas de governança definidas pelo ser humano, mas execução e adaptação conduzidas pela IA. Essa visão abre espaço para a integração de tecnologias emergentes, como:

• IA quântica aplicada à otimização de rotas ópticas;

• Sensores fotônicos inteligentes para manutenção preditiva de fibras;

• Gêmeos digitais (digital twins) de redes completas, utilizados para testar políticas antes da aplicação real;

• Infraestruturas multiagente, capazes de negociar recursos em tempo real conforme demanda.

Essas tendências convergem para o surgimento das chamadas redes pensantes, capazes de compreender o ambiente em que operam, otimizar-se continuamente e colaborar com operadores humanos na busca por eficiência, segurança e sustentabilidade

Conclusão

O projeto de redes assistido por IA marca uma revolução na engenharia de conectividade, transformando redes de meras transmissoras de dados em sistemas inteligentes e autogerenciáveis. Por meio da aplicação de IA, conseguimos não apenas automatizar processos, mas também antecipar e resolver problemas de forma proativa, otimizar recursos e fortalecer a segurança das redes.

Este avanço redefine o papel do profissional de redes, que agora atua como um supervisor e estrategista, focado em curadoria de dados, auditoria de decisões automatizadas e orientação ética. A colaboração entre humanos e máquinas inteligentes é essencial para construir infraestruturas que sejam eficientes, seguras e sustentáveis.

Os desafios que enfrentamos, sejam técnicos, éticos ou de capacitação, sublinham a necessidade de uma abordagem integrada e multidisciplinar. A atualização constante das normas e a formação de profissionais com habilidades em IA e redes são fundamentais para garantir que essa evolução ocorra de maneira responsável e eficaz.

À medida que avançamos para redes autônomas de Nível 5, a visão de um futuro onde infraestruturas digitais são capazes de autootimização e colaboração com operadores humanos se torna cada vez mais real. A chave para esse futuro está na sinergia entre a capacidade analítica da IA e a inteligência crítica humana, criando um legado de inovação que beneficia tanto o setor de tecnologia quanto a sociedade como um todo.

Portanto, o projeto de redes assistido por IA não é apenas uma tendência passageira, mas sim uma evolução significativa que redefine a engenharia de redes. A parceria entre humanos e algoritmos promete redes mais robustas e conscientes, pavimentando o caminho para um mundo digital mais avançado e seguro.

AIOps: inteligência aplicada à monitorização de infraestruturas críticas

CEm um cenário de crescente complexidade operacional, o AIOps surge como uma evolução da monitorização tradicional em data centers, ao correlacionar métricas, eventos e logs para reduzir ruído, acelerar o diagnóstico de falhas e apoiar decisões mais precisas. Mais do que automação, a inteligência artificial passa a atuar como ferramenta estratégica para elevar a resiliência, a eficiência e a governança de infraestruturas críticas.

om a crescente complexidade dos data centers modernos, a monitorização tradicional baseada em regras estáticas atingiu seu limite. Este artigo analisa como o AIOps - Artificial Intelligence for IT Operations atua como uma camada de inteligência capaz de reduzir o ruído operacional, otimizar o MTTR - Mean Time to Repair e apoiar a tomada de decisão estratégica. Longe de ser uma automação irrestrita, o AIOps é apresentado como uma ferramenta de apoio que utiliza contexto e aprendizado de máquina para transformar dados em resiliência e eficiência operacional (Opex).

Introdução

A operação de data centers e infraestruturas críticas de TI tornou-se significativamente mais complexa nos últimos anos. Ambientes que antes eram compostos por servidores físicos relativamente estáveis hoje incorporam virtualização, múltiplos sistemas operacionais, dispositivos de rede heterogêneos, cargas de trabalho dinâmicas e aplicações cada vez mais sensíveis à indisponibilidade. Nesse cenário, os modelos tradicionais de monitorização — baseados em regras fixas, limiares estáticos e alertas puramente reativos — já não acompanham o ritmo da operação. A consequência direta é a

fadiga de alertas, o aumento do MTTR e a pressão constante sobre as equipes de infraestrutura.

É nesse contexto que o AIOps surge como uma evolução da monitorização clássica, atuando como uma camada de inteligência capaz de transformar grandes volumes de dados operacionais em informação acionável para ambientes de data center.

AIOps como camada inteligente da monitorização

O AIOps adiciona inteligência analítica sobre os dados já coletados pelas plataformas tradicionais de monitorização. Métricas, logs, eventos e alertas deixam de ser analisados de forma isolada e passam a ser correlacionados por algoritmos capazes de identificar padrões, recorrências e comportamentos anômalos.

Em ambientes reais de data center, com servidores Linux e Windows, dispositivos de rede e serviços críticos, o AIOps pode atuar sobre diferentes

86S+ 96S

DATA CENTERS

fontes de dados: métricas de hardware (CPU, memória, temperatura), eventos de rede e tráfego, logs de sistemas e aplicações, além de históricos de indisponibilidade e degradação de serviços.

O AIOps não visa a substituição do capital humano, mas sua emancipação de tarefas repetitivas e puramente reativas, permitindo que o operador foque na estratégia, na estabilidade e na resiliência da infraestrutura.

Na prática operacional, os benefícios do AIOps tornam-se mais evidentes quando aplicados a cenários recorrentes do dia a dia de um data center. Um aumento gradual de latência em aplicações críticas, por exemplo, pode estar associado não a uma falha isolada, mas a uma degradação progressiva em um subsistema de armazenamento, a gargalos intermitentes de rede ou a desequilíbrios térmicos em corredores confinados.

Oscilações aparentemente pontuais em métricas como temperatura, consumo energético ou fluxo de ar podem revelar falhas incipientes em sistemas de refrigeração ou ventilação. Ao correlacionar métricas técnicas, eventos históricos e incidentes similares, o AIOps é capaz de reduzir significativamente o volume de alertas disparados, destacando apenas aqueles que indicam degradação real do ambiente e permitindo a identificação antecipada da causa raiz, antes que o impacto operacional se torne crítico.

Predição de incidentes: onde funciona — e onde não

A capacidade preditiva é frequentemente apresentada como o principal diferencial do AIOps. Na prática, sua eficácia varia conforme o tipo de incidente.

Incidentes periódicos, como falhas associadas a rotinas programadas, padrões de carga previsíveis ou processos recorrentes, tendem a ser identificados com maior precisão por modelos analíticos. Já incidentes irregulares, causados por ações humanas, mudanças de configuração ou eventos externos, apresentam comportamento imprevisível e limitam a confiabilidade das previsões.

Essa realidade reforça um ponto essencial para data centers: dados temporais, isoladamente, não são suficientes. Não basta saber que o tráfego de rede aumentou; é fundamental saber que esse aumento ocorreu durante uma janela de backup programada ou uma operação de manutenção. É o contexto que transforma dados em informação útil. Outro aspecto relevante é a crescente complexidade dos ambientes híbridos e multi-cloud , cada vez mais presentes em data centers modernos. Nesses cenários, parte da carga de trabalho permanece na infraestrutura própria, enquanto outros serviços são distribuídos entre

diferentes provedores de nuvem, cada um com níveis distintos de visibilidade, controle e telemetria.

Para o AIOps, o desafio consiste em correlacionar sinais de natureza diversa — como métricas físicas de energia e refrigeração, eventos de rede on-premises e indicadores de desempenho provenientes de ambientes em nuvem. Quando bem integrado, o AIOps amplia significativamente a capacidade de observabilidade do ambiente como um todo, desde que haja clareza sobre os limites de responsabilidade operacional entre a infraestrutura local e os serviços em nuvem. Essa limitação reforça a necessidade de uma abordagem híbrida, na qual inteligência analítica e governança operacional caminham juntas.

AIOps e o impacto direto no MTTR

O impacto do AIOps na operação de data centers torna-se mais evidente quando analisado sob a ótica do MTTR, que pode ser dividido em três fases principais:

• Detecção: há identificação mais rápida de comportamentos anômalos, reduzindo o tempo entre a ocorrência do problema e sua percepção pela equipe.

• Diagnóstico: a correlação automática de eventos e a redução do ruído operacional facilitam a identificação da causa raiz em ambientes distribuídos.

• Resolução: o sistema fornece subsídios para a tomada de decisão, indicando recorrência, impacto e criticidade antes de qualquer ação corretiva.

Essa atuação estruturada permite respostas mais eficientes e evita intervenções precipitadas em infraestruturas críticas.

AIOps como apoio à decisão — não como automação irrestrita

Em data centers, automação sem critério representa risco. Um erro comum em projetos de AIOps é tratar a inteligência artificial como um mecanismo de resposta automática para qualquer evento detectado.

Na prática, o maior valor do AIOps está em sua função como sistema de apoio à decisão. Ao fornecer informações contextualizadas sobre recorrência, impacto operacional e probabilidade de falha, a plataforma permite que as equipes decidam de forma consciente: quando intervir imediatamente, quando apenas monitorar a situação, quando programar uma correção em janela de

manutenção ou quando aceitar o risco operacional de forma controlada.

Impactos operacionais

e otimização de Opex

Mesmo com limitações preditivas, a adoção prática de AIOps em data centers gera ganhos operacionais claros: melhor priorização de alertas críticos, redução do tempo gasto na análise de incidentes recorrentes, maior visibilidade sobre padrões de falha em servidores e serviços essenciais e uso mais eficiente do tempo das equipes de operação.

Esses ganhos impactam diretamente o Opex da TI, uma vez que a otimização do tempo dos profissionais reduz retrabalho, horas extras e escalonamentos desnecessários, além de minimizar impactos financeiros causados por indisponibilidades prolongadas.

Integração com o legado: um fator crítico de sucesso

A adoção de AIOps não pressupõe a substituição das ferramentas tradicionais.

Pelo contrário: seu sucesso depende da integração com plataformas já consolidadas, como sistemas baseados em SNMP, monitorização por agentes e soluções clássicas de observabilidade.

Essa abordagem protege investimentos existentes e permite uma evolução gradual da operação, sem rupturas na infraestrutura do data center.

Conclusão

O uso de AIOps em data centers e infraestruturas críticas representa um avanço importante na forma como ambientes complexos são monitorados e operados. Seu verdadeiro valor não está em promessas de previsões perfeitas, mas na capacidade de organizar o caos operacional, reduzir ruído e apoiar decisões em cenários de alta complexidade.

Em data centers, a inteligência artificial não substitui a experiência humana — ela a amplifica, quando aplicada com contexto, governança e maturidade operacional.

Guia de ferragens, preformados, injetados e acessórios

O foco do guia a seguir são as ferragens e acessórios para a instalação de redes de telecomunicações, em especial FTTH – Fiber to the Home, além de produtos para ERBs – estações radiobase, como suportes e plataformas. BAP 2/3/4 –Galvanização a fogo Braço extensor 72x72 mm Suporte de BAP Parafuso PCA M12 x 35 mm Olhal M12 Armação Pressbow 1x1 Conjunto isolador CIR/CIA/CIC Cruzeta –Reserva técnica Parafuso olhal M12 x 250 mm Parafuso olhal M12 x 300 mm Berço fixação caixas de emenda Duto para descida lateral Suporte para degrau SD-1/SD-2/SD-3 Galvanizada Inox 304 Inox 430 Suporte DM Suporte DM cadeirinha Parafuso PR 60/90/120 Anel guia AGFE Suporte meio vão Aço 3/16” Dielétrica ¼” Esticador Fig. 8 Esticador tipo cunha Alça plástica SUPA 1 SUPA 2 SIPA SAS –Ancoragem e suspensão Emenda preformada 3/16”

Rede de atendimento ao assinante Cordoalhas Esticadores plásticos Suportes injetados Fita e fecho de aço

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Fonte: Revista Redes, T Redes, Redes, T Redes, Telecom e Instalações elecom elecom e Instalações elecom elecom , janeiro de 2026.

Preformados para cordoalhas Acessórios

Preformados para CFOA Preformados para cabo drop

Derivação T para cordoalha de aço 3/16” Laço para cordoalha dielétrica ¼” Laço para cordoalha de aço 3/16” Alça para cordoalha dielétrica ¼” Alça para cordoalha de aço 3/16” Laço para cabo drop Alça para cabo drop circular Ø 5 mm Alça para cabo drop e fio FE AA Alça para cabo drop 1,3 mm (mensageiro) Laços preformados Alças de ancoragem (vão de 120 a 200 m) Alças de amarração (vãos até 80 m) Spiral tube Fixa-cabo Haste de aterramento Plaqueta de identificação para cabos Tap bracket ¼” e 3/16” Suporte dielétrico Isolador/roldana polimérica Roldana plástica RP-2/RP-4 Optiloop –Reserva técnica Isolador de porcelana 72x72

Derivação T para cordoalha dielétrica ¼”

Obs: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 451 empresas pesquisadas.

Este e muitos outros Guias de RTI RTI estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/rti e confira.

Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.

GPON manterá sua força no Brasil, mesmo com a expansão do 5G?

Glauber de Luna, Executivo de Marketing de Telecomunicações

NO artigo discute o futuro das redes de telecomunicações no Brasil, destacando que tecnologias como GPON e 5G não são concorrentes, mas complementares. O GPON permanece essencial para conexões fixas, enquanto o 5G expande a conectividade em áreas urbanas densas e regiões remotas. A coexistência estratégica dessas tecnologias é crucial para o avanço da digitalização, com cada uma atendendo a diferentes necessidades e contextos.

o debate sobre o futuro das redes de telecomunicações, muitas vezes se colocam tecnologias como concorrentes diretas, em uma disputa pela dominância absoluta do mercado. Porém, na prática, o que temos observado, especialmente no Brasil, é a construção de um cenário onde diferentes tecnologias convivem, se complementam e se potencializam, atendendo a perfis de uso e geografias distintas.

Entre essas tecnologias, a fibra óptica via GPON - Gigabit Passive Optical Network continua sendo o pilar da conectividade fixa no país. Ao mesmo

tempo, o 5G começa a ganhar corpo, oferecendo novas possibilidades de acesso, mobilidade e cobertura.

Contudo, diferente do que alguns discursos sugerem, o 5G não substitui o GPON, ele amplia o alcance da conectividade em casos específicos e funciona como uma solução complementar.

A juventude da rede brasileira e a margem para evolução do GPON

Diferente de mercados como os Estados Unidos ou a Europa, onde

Fig. 1 – Comparativo de crescimento de tecnologias de acesso –Brasil vs. EUA

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Além do tradicional com.br, existem mais de 100 sub-domínios para categorias específcas (como art.br, app.br, psi.br, net.br).

Isso permite escolher um domínio que comunica exatamente a natureza do seu projeto.

ACESSO

existe um legado pesado de tecnologias anteriores como o HFC (híbrida fibra-coaxial ou simplesmente cabo) ou o xDSL (cabo de cobre), o Brasil construiu boa parte da sua malha de banda larga já baseada em fibra óptica, especialmente via GPON. Esse fator é determinante para entendermos por que o risco de substituição dessa tecnologia no curto e médio prazo é baixíssimo. A tecnologia HFC ainda representa 16% de todas as conexões de banda larga no país, mas também tem perdido consistentemente participação, reduzindo em média 2 pontos percentuais por ano nos últimos anos.

Hoje, a tecnologia FTTH – Fiber to the Home já representa 72% de todas as conexões no Brasil, um patamar bem superior do que há 10 anos (4%). Por outro lado, as conexões de cobre, que somavam 55% do segmento, agora detêm apenas 1% do mercado.

A rede brasileira é jovem, eficiente, e ainda tem muito espaço para expansão e upgrades (como a adoção futura de XGS-PON onde necessário). A grande maioria dos produtos ofertados hoje no Brasil, mesmo nas regiões mais competitivas, permanece abaixo de 1 Gbit/s, o que está muito distante de esgotar a capacidade do GPON.

A rede móvel vem se consolidando como uma importante alternativa de conectividade, especialmente em áreas urbanas densas, em projetos de IoT – Internet das Coisas e em regiões onde a expansão da fibra enfrenta limitações econômicas ou geográficas. Porém, o papel do 5G é complementar, e não substituto. Veja os motivos:

• Perfil de uso: o 5G atende muito bem cenários de mobilidade, múltiplos dispositivos conectados e aplicações emergentes, como carros conectados, sensores urbanos e dispositivos vestíveis (wearables ). Já o GPON segue imbatível em conexões fixas de alta estabilidade, baixa latência e com capacidade de atender grandes volumes de tráfego de forma consistente.

• Custo e viabilidade de cobertura: em regiões periféricas ou remotas, o

EUA x Brasil: contextos muito diferentes

Nos Estados Unidos, o avanço de tecnologias como o DOCSIS 4.0, padrão internacional para transmissão de dados por uma rede de cabos coaxiais, empregado por operadores da televisão a cabo para fornecer o acesso à Internet sobre HFC, e o 5G FWAFixed Wireless Access é uma resposta à dificuldade de substituir redes legadas. A pressão pelo upgrade vem da necessidade de romper barreiras técnicas dessas redes antigas. No Brasil, essa pressão inexiste, porque a base de fibra é mais recente e ainda tem grande margem de evolução.

Além disso, enquanto nos EUA cresce o consumo de banda em múltiplos Gbit/s por conta de streaming 8K, realidade virtual e jogos em nuvem, no Brasil o consumo médio por usuário segue em níveis onde o GPON é mais do que suficiente.

Fig. 2 – Capacidade de banda de diferentes tecnologias de acesso

5G: expansão saudável e complementar, não concorrente

Atualmente, o Brasil conta com cerca de 55 milhões de conexões 5G. A tecnologia continua a expandir rapidamente, impulsionada pela maior disponibilidade de dispositivos compatíveis e pela ampliação das estações radiobase.

investimento necessário para levar fibra pode ser proibitivo. Nesses casos, o 5G aparece como uma solução viável, mas ainda com limitações de capacidade frente à fibra, especialmente em ambientes com alta densidade de usuários.

• Uso híbrido em residências e empresas: para muitas empresas e residências, a melhor experiência vem da combinação das tecnologias, fibra como rede principal (backbone e acesso fixo) e 5G como uma rede redundante, de mobilidade, ou para casos específicos de fallback .

O futuro é de convivência inteligente, não de substituição

A evolução tecnológica não se dá por eliminação total de uma tecnologia pela outra, mas pela complementaridade estratégica. O Brasil, por ter uma rede de fibra jovem e uma demanda de banda em maturação, tem uma trajetória distinta dos mercados maduros.

O 5G, longe de ser uma ameaça ao GPON, é um aliado na estratégia de ampliação de cobertura, especialmente para cenários onde a fibra não chega, mas sem capacidade técnica para substituir a robustez, a estabilidade e a escalabilidade das redes ópticas.

O caminho natural é que o GPON siga sendo a espinha dorsal da conectividade fixa, enquanto o 5G expande as possibilidades, permitindo que o Brasil avance em digitalização com inteligência, eficiência e equilíbrio entre as tecnologias.

I NTERS OLA R SOUT H AME RI CA

A maior feira & congresso da América Latina para o setor solar

A Intersolar South America, a maior feira & congresso da América Latina para o setor solar, enfoca os ramos de fotovoltaica, produção FV e tecnologias termossolares. O evento reúne fabricantes, fornecedoras, distribuidoras, prestadoras de serviços e parceiras do setor solar, incentivando um meio ambiente mais limpo, acesso universal à energia e redução

de preços. Solidamente enraizada na América Latina, a feira destaca seu expressivo potencial solar. A Intersolar South America será realizada de 25 a 27 de agosto de 2026 no moderno e bem localizado Expo Center Norte, em São Paulo, dentro do evento The smarter E South America, a maior aliança de eventos para o setor energético da América Latina.

EE S SOUT H AMERIC A

O evento essencial para baterias e sistemas de armazenamento de energia na América Latina

A ees South America, o evento essencial para baterias e sistemas de armazenamento de energia na América Latina, enfoca soluções de armazenamento de energia que apoiam e complementam sistemas energéticos com número crescente de fontes renováveis de energia, integrando prossumidores e veículos elétricos. Com presença consolidada na região, o evento reflete a crescente importância da

integração entre eletricidade, calor e transportes. A mostra especial Element1, integrada à ees, destaca especificamente o alto potencial do hidrogênio verde no Brasil. A ees South America será realizada de 25 a 27 de agosto de 2026 no moderno e bem localizado Expo Center Norte, em São Paulo, dentro do evento The smarter E South America, a maior aliança de eventos para o setor energético da América Latina.

ELETR OT EC+E M-POWE R S OUT H AMERIC A

A feira de infraestrutura elétrica e gestão de energia

A E l e t ro t ec +EM - P o w er Sou t h A me ri ca é o eve n t o de i n fr ae str utura el é t r i ca e ges t ão d e ene rg i a na A m ér i ca La t ina. A fei r a des t aca a s t ecn o l o gia s de d is tr i buiçã o de ene r gia el é t r ica , be m c omo s e r vi ç o s e s olu ç ões de i n formátic a p a r a ge s tã o de ene r gia em rede, de s e r v i ç o s p úbl i c os e de ed if ica ç õ e s . S o l i dame n t e es t abelec i da n o c o n t ine n t e, a fei r a c o nect a

p rof i s s i o na i s e em p resa s da s á reas de p roj e t o , ins t alação e m anutençã o – da geraçã o d i s t ribu í da a t é a di s t r ibu i ção de ene rgia p o r rede s aé reas e su b ter r âneas. Se r á realizada d e 2 5 a 2 7 de ag o st o de 2 0 2 6 de n t ro do eve n t o

The smar t e r E South Amer i ca, a m aior alianç a de eve n t os para o s e t or ene r g é ti c o da A m éric a Lat i na .

P OWE R2DRIV E SOUT H AMER IC A

A feira e congresso fundamental para infraestrutura de recarga e eletromobilidade na América Latina

Power2Drive South America: a feira & congresso fundamental para infraestrutura de recarga e eletromobilidade na América Latina. Solidamente estabelecido no continente, o evento evidencia a importância do veículo elétrico para um futuro sustentável de transporte e para sua crescente contribuição na matriz energética. A feira

reúne fabricantes, fornecedoras, instaladoras, distribuidoras, administradoras de frotas e de energia, fornecedoras e eletromobilidade e novas empresas. Será realizada em São Paulo, dentro do evento The smarter E South America, a maior aliança de eventos para o setor energético da América Latina.

Qual é o estado sobre a questão do “comprimento estendido” em cabeamento estruturado? Existe um TSB da TIA (TSB-5073) que aborda o tema?

De forma bastante objetiva, a resposta é não. Não há um TSBTechnical Systems Bulletin da TIATelecommunications Industry Association sobre a questão do comprimento estendido em cabeamento balanceado, mas há uma iniciativa da associação nesse sentido. Vou dedicar esta edição de Interface para fazer um apanhado geral sobre o assunto.

A justificativa do comprimento estendido do canal horizontal

A discussão sobre a possibilidade de se estender o alcance de canais balanceados (pares trançados) de cabeamento estruturado para além dos 100 m de comprimento não é nova. No entanto, a TIA lançou o equivalente a uma consulta nacional (call for interest) nos Estados Unidos para um projeto de desenvolvimento de um TSB cujo título proposto, adaptado para o português, seria “diretrizes para suportar distância estendida em cabos de quatro pares trançados em sistemas de cabeamento estruturado”, para abordar essa questão. As partes interessadas, normalmente fabricantes, integradores, laboratórios independentes e instaladores (entre outros), terão a oportunidade de contribuir e acompanhar as discussões

Esta seção se propõe a analisar tópicos de cabeamento estruturado, incluindo normas, produtos, aspectos de projeto e execução. Os leitores podem enviar suas dúvidas para Redação de RTI RTI RTI, e-mail: info rti@arandanet.com.br.

sobre o assunto de modo que o TSB proposto pode ser aprovado e disponibilizado ao público por meio da TIA ou cancelado, caso um consenso não seja alcançado. Para entender melhor o processo, é importante saber que um TSB é um documento que oferece diretrizes técnicas em tópicos específicos e não tem como objetivo ser normativo, como uma norma ANSI/TIA. Um TSB é um documento informativo, que traz apenas recomendações, ou seja, não é uma norma. Essa informação é muito importante pois seja qual for o objeto de um TSB, ele nunca altera o teor da(s) norma(s) a que se refere. Independentemente da decisão final, essa iniciativa da TIA é positiva, de certa forma.

O leitor deve se lembrar que dediquei espaço relevante aqui em Interface ( RTI edições 300 a 305) para abordar as questões relacionadas à transmissão de sinais em cabos balanceados e os problemas associados ao aumento do comprimento do canal em relação ao limite estabelecido por normas técnicas do setor (NBR, ISO, TIA, Cenelec, etc.). Diversos

aspectos apontados em minha série de artigos sobre o tema estão na pauta do call for interest da TIA referido acima, conforme mencionarei ao longo desta discussão.

O TR-42 - Telecommunications Cabling Systems Engineering Committee, ou Comitê de Engenharia de Sistemas de Cabeamento para Telecomunicações, é o organismo responsável pelo desenvolvimento e manutenção dos padrões que definem a infraestrutura de cabeamento estruturado junto à TIA. Para citar um exemplo, a ANSI/TIA-568.1-E (norma de infraestrutura de telecomunicações para edifícios comerciais) é uma das normas desenvolvidas no âmbito do TR-42. O TSB-5073 (proposto) é uma iniciativa do TR-42.7, que é um subcomitê do TR-42 cujo objeto é cabeamento balanceado (cabos com condutores de cobre em pares trançados).

Como é comum às normas de cabeamento estruturado, a TIA-568.1 especifica um canal com comprimento máximo de 100 m, sendo 90 m composto por cabeamento sólido (unifilar) entre o distribuidor de piso e a tomada de

Pequeno detalhe, grande confusão

A A A A

o longo da discussão sobre o comprimento estendido em cabeamento balanceado, a TIA mostra certo desconhecimento quanto às especificações de comprimento do canal balanceado da série de normas ISO/IEC 11801. Há um entendimento equivocado (por parte da TIA) que as normas ISO deixam esse comprimento livre (sem especificação), ao contrário das especificações da série de normas ANSI/TIA 568, que estabelece um limite bem definido. Assim como expliquei na Parte 6 (ver Interface da RTI outubro de 2025, edição n° 305) da minha série de artigos sobre o tema, a ISO não deixa esse comprimento aberto. Ela apenas não

classifica o valor do comprimento obtido em um teste de certificação do cabeamento em campo como um critério de passa ou falha. No entanto, a série de normas ISO/IEC 11801 estabelece claramente os limites de 90 m para o modelo de enlace permanente e 100 m para o modelo de canal. Isso significa que o comprimento medido em campo por um instrumento de teste para cabeamento balanceado não é considerado um critério de aprovação ou reprovação (do teste) desde que os comprimentos físicos especificados na norma para as configurações de canal, limitado a 100 m e enlace permanente, limitado a 90 m, não sejam excedidos.

telecomunicações e até 10 m por patch cords, que podem ser montados com cabos sólidos ou multifilares. O mais comum é o uso de cabos com condutores multifilares em patch cords utilizados em posições de manobras no cabeamento.

Conforme colocado pela TIA em seu call for interest, embora altamente otimizado para a maioria das aplicações no subsistema de cabeamento horizontal, há ocasiões nas quais um número pequeno de dispositivos deve ser instalado em localidades cujo comprimento do cabo horizontal pode exceder 100 m a partir do distribuidor localizado em uma sala de telecomunicações. Isto acontece normalmente em ambientes como galpões, centros de convenção, estádios, escolas, estacionamentos, etc. Equipamentos e dispositivos como pontos de acesso Wi-Fi, sistemas BAS (automação predial), IBS (edifícios inteligentes), entre outros, são comumente encontrados no perímetro de espaços abertos dos edifícios.

Segundo declaração da TIA, a falta de padronização para esses cenários normalmente leva a soluções improvisadas e fora de conformidade que podem complicar o projeto, o gerenciamento e a interoperabilidade das redes. Particularmente, não concordo com a declaração citada. Não há falta de padronização para os cenários descritos, ou seja, o subsistema de cabeamento horizontal é muito bem definido, assim como seu projeto, cobertura e implementação.

Em situações nas quais algum dispositivo precisar ser instalado em distância superior ao limite estabelecido para o subsistema de cabeamento horizontal, ele simplesmente não pode fazer parte desse subsistema de cabeamento. A estrutura hierárquica que caracteriza o cabeamento estruturado oferece todos os elementos necessários para

o projetista lidar com situações desse tipo. Quando o projetista ignora as regras do cabeamento estruturado, as soluções improvisadas serão problemáticas, sem dúvidas.

O problema é que quando uma determinada situação prática em um projeto de cabeamento leva a ressalvas devido ao limite de comprimento do subsistema horizontal, as opções são o uso de cabos ópticos e conversores de meio físico (media converters ) em uma estrutura fora do cabeamento estruturado, a geração de um espaço de telecomunicações adicional (ou alternativo, conforme definido em normas técnicas), entre outras, ou simplesmente a de custo mais baixo de todas: exceder “um pouquinho” o limite de comprimento do canal horizontal em desacordo com as normas técnicas vigentes para cabeamento estruturado. Ao final do dia a aplicação vai funcionar, não é o que realmente importa? A resposta é um categórico não. Embora o “já que funciona, tudo bem” seja um “critério” de certa forma aceito em certas circunstâncias, ele não pode ser considerado por um profissional. Conforme dados apresentados pela TIA, cerca de 3% dos canais horizontais têm comprimentos entre 91 e 100 m e apenas 0,5% excede 100 m. A maior parte dos canais horizontais, cerca de 60%, tem comprimentos entre 51 e 80 m. Esses números são apresentados para justificar que o problema existe. No entanto, ao meu ver, trata-se de uma parte pouco significativa do todo a ser coberta pelo TSB-5073 com o objetivo de minimizar o impacto do “comprimento estendido” do canal horizontal no cabeamento estruturado. Aqui, em minha opinião, o fato de haver apenas 0,5% de casos que seriam cobertos pelas novas diretrizes é um forte motivo para não justificar os esforços empenhados no desenvolvimento desse documento. Em termos de prazos, se o

TSB-5073 for aprovado em uma rodada de consulta pública em aproximadamente um ano após o call for interest, em dois anos o documento será publicado.

O escopo do TSB-5073 é a avaliação das características dos componentes e cabeamento requeridos para suportar Ethernet a velocidades entre 10 Mbit/s e 10 Gbit/s, incluindo suporte opcional para PoE – Power over Ethernet dos tipos 1 a 4 em um canal cujo comprimento exceder os 100 m. Fatores como práticas de instalação, procedimentos para testes em campo, técnicas de mitigação de falhas, etc. serão abordados no boletim. O desenvolvimento do TSB-5073 é suportado por testes em laboratório conduzidos por diversas empresas que contribuem com o TR-42.7.

Aproveito para citar que a TIA reconhece que os sistemas de cabeamento estruturado baseados em cabos balanceados em uma distribuição hierárquica normalizada, compreendendo cabos de categorias 3 à 6A (reconhecidas pela TIA), com capacidade para transmissões entre 10 Mbit/s e 10 Gbit/s, estão

consolidados e atendem muito bem quase todos os cenários de cabeamento estruturado. Não mencionam, entretanto, categorias superiores como 7, 7A, 8.1 e 8.2 das normas ISO, IEC, NBR, Cenelec, etc.

Quando se trata de determinar a capacidade de alcance estendido do cabeamento horizontal, há duas abordagens ou modelos distintos para avaliar o desempenho, cada um oferecendo um nível diferente de garantia de desempenho da aplicação, que são o modelo de canal projetado (engineered channel approach ) e o modelo dependente do equipamento (equipment reliant approach ).

Modelo de canal projetado (engineeredchannelapproach)

É um método de modelagem abrangente, baseado em componentes, que avalia o desempenho em toda a faixa de frequência operacional. A abordagem aqui leva em conta a complexidade do sistema; ela incorpora considerações cruciais como, por exemplo, a temperatura ambiente para uma

melhor precisão do modelo para garantir que uma variedade de fatores de instalação seja levada em conta de modo a assegurar um suporte robusto à aplicação.

Modelo dependente do equipamento (equipment reliantapproach)

Esta abordagem é um método empírico baseado na avaliação prática, utilizando ferramentas como equipamentos de testes em campo, testes de taxa de erro de bit (BER) ou o status do link de um switch para tomar decisões imediatas de “aprovado/reprovado” para um determinado dispositivo que opera em um ambiente específico. Ela é baseada em testes de aplicação e, portanto, um tanto subjetiva a meu ver, se o objetivo for a caracterização de um canal de comprimento estendido em cabeamento estruturado que, por definição, não é dependente de uma aplicação específica e/ou de condições específicas.

Em resumo, o modelo de canal projetado adota uma abordagem mais conservadora e tecnicamente sólida que a abordagem dependente do

equipamento. Esta última acaba muito subjetiva (enfatizo) e sem garantia de desempenho consistente. Entre as diretrizes do TSB-5073 estão o suporte a aplicações de baixas velocidades em canais com comprimentos superiores a 100 m em configurações com diferentes produtos e fabricantes para assegurar a interoperabilidade. É importante lembrar que o conceito de sistema de cabeamento estruturado em nosso mercado está normalmente relacionado à instalação de cabos e hardware de conexão de um mesmo fabricante (ou reconhecidos por este), ao qual é oferecida a garantia estendida de sistema, geralmente de 15, 20 ou 25 anos. No entanto, do ponto de vista puramente de especificação e normalização, cabos e componentes de diferentes fabricantes podem ser utilizados em um mesmo canal de cabeamento; este é o conceito de interoperabilidade mencionado acima. Aproveitando, conforme as normas vigentes de cabeamento, até mesmo cabos e componentes de categorias de desempenho diferentes podem ser utilizados em um mesmo canal. A ressalva é que, nesses casos, o canal

somente poderá ter seu desempenho assegurado para a categoria de desempenho do cabo ou componente de menor categoria utilizado no canal.

O modelo de canal projetado é o mais provável no caso de aprovação do TSB5073 por ser mais palpável para a determinação das diretrizes para uma infraestrutura de cabeamento estruturado de comprimento estendido. Essas diretrizes complementarão as atualmente especificadas em normas de cabeamento estruturado e não as substituirão. Novamente, um TSB não substitui uma norma ANSI/TIA.

À primeira vista pode parecer que uma norma é muito restritiva. No entanto, a realidade é o oposto disto. Não podemos nos esquecer que as normas trazem sempre as especificações e recomendações mínimas possíveis, ou seja, nivelam o objeto de normalização (desempenho mínimo do cabeamento estruturado no contexto deste artigo) por baixo. Portanto, as normas existem também para orientar projetistas e instaladores no sentido de que seus trabalhos sejam desempenhados com sucesso. Sendo assim, qualquer alteração em parâmetros que definem esse

desempenho mínimo deve ser feita com base em critérios firmes.

Problemas relacionados ao comprimento estendido do cabeamento

A TIA reconhece que existem diversos problemas associados ao aumento do comprimento do canal de cabeamento estruturado que podem afetar a integridade do sinal em distâncias estendidas. O comitê concentrará a atenção em aplicações cujos parâmetros elétricos de transmissão são dependentes do comprimento do canal e podem, portanto, degradar a qualidade do sinal com o aumento da distância de transmissão. Aproveito para enfatizar que praticamente todos (para não dizer todos) os parâmetros de transmissão são dependentes do comprimento da linha de transmissão ou canal. Ainda mais importante, o comprimento máximo de transmissão deriva deles. Essa colocação da TIA não faz muito sentido.

A temperatura do ambiente de operação também impacta diretamente as características de desempenho de transmissão de um canal e será

cuidadosamente caracterizada, segundo a TIA. Projetos específicos de cabos e componentes para mitigar as deficiências causadas pelo comprimento serão identificados. O TSB-5073 abordará esses e outros fatores pertinentes para desenvolver diretrizes confiáveis de operação de canais de longo alcance. Uma de suas preocupações é garantir que o modelo adotado no TSB-5073 seja o de canal projetado (engineered channel approach) para a determinação da capacidade do canal estendido. A estratégia é maximizar a probabilidade de um canal estendido com desempenho consistente e confiável para uma ampla escala de condições (ambientais, técnicas e de instalação). Entre os parâmetros de transmissão considerados pela TIA e que deverão ser incluídos no TSB-5073 como críticos (diretamente associados ao comprimento) estão os seguintes:

• Resistência em corrente contínua;

• Atenuação (também referida como perda de inserção);

• Atraso de propagação;

• Delay skew ou desvio de atraso de propagação.

Os parâmetros acima, além de vários outros, foram abordados aqui em Interface na longa discussão sobre o “comprimento estendido” em cabeamento estruturado iniciado na edição n° 300 de RTIe concluída na edição n° 305. A atenuação é o principal deles (ver Interface da RTImaio de 2025, edição n° 300) e o mais crítico. A resistência em corrente contínua está diretamente associada à atenuação (ver Interface da RTI agosto de 2025, edição n° 303), amplificada com o aumento da frequência de operação devido à resistência em corrente alternada do condutor.

Os parâmetros de atraso de propagação e delay skew (ver Interface da RTIsetembro de 2025, edição n° 304) são importantes, pois o tempo que o sinal precisa para se propagar pelo canal é crítico na determinação do comprimento máximo de canal permitido para assegurar o desempenho de uma determinada aplicação. Ainda mais crítico, devido ao time-out de

sistemas de comunicação digital, é o delay skew, que mede a diferença de atraso de propagação entre diferentes pares de um mesmo cabo balanceado. Nessa parte da discussão eu tratei o atraso de transmissão que, ao contrário do atraso de propagação, é uma característica da aplicação e não do meio físico (canal), mas é um fator importante que deve ser considerado junto com o atraso de propagação e o delay skew. A questão aqui é que, simplesmente pelas especificações de atenuação de uma determinada aplicação, um aumento de 20% (para citar um exemplo) no comprimento de um canal pode isoladamente não comprometer seu desempenho, mas pode afetar os tempos (ou atrasos) de transmissão e inviabilizá-la na prática.

Daí a complexidade da discussão sobre o quanto estendido em comprimento um canal horizontal “genérico” pode ser.

Em minha série de artigos sobre o comprimento estendido em cabeamento estruturado balanceado, abordei o problema de forma ampla em termos dos parâmetros de transmissão envolvidos, estreitando a discussão em cada parâmetro sempre que necessário para oferecer ao leitor as ferramentas necessárias para o entendimento do problema e argumentos para sua própria análise.

Além dos parâmetros citados no call for interest da TIA, considerei o efeito do dielétrico do condutor em sua atenuação e na NVP do cabo (velocidade nominal de propagação), o efeito da temperatura em condutores de cobre, a bitola do condutor, a impedância característica e o descasamento de impedâncias, fator este determinante para o desempenho de canais de transmissão e atraso de transmissão da aplicação. Também apresentei cenários nos quais o comprimento do canal é estendido em 120 e 150 m. Enfim, a cobertura é completa.

Conclusão

Para finalizar, é importante mencionar que há atualmente soluções no mercado

formadas por cabos e hardware de conexão “projetados para comprimento estendido” do canal horizontal para resolver o problema do limite de comprimento estabelecido por normas técnicas e, portanto, assegurar o desempenho da aplicação.

Em geral, essas soluções não são diferentes das normalizadas. A maioria explora a oferta de margens superiores das soluções existentes (em relação às especificações de normas) de atraso de propagação, delay skew, etc. para justificar a capacidade superior do cabeamento para longas distâncias, assim como as características de transmissão de cabos balanceados, como a bitola do condutor, construção (condutor sólido e/ou multifilar), atenuação, resistência de laço em corrente contínua, etc. O comportamento dos cabos e hardware de conexão quanto à variação de temperatura também é levado em consideração.

Embora não seja o objetivo da TIA por meio do TSB-5073, ele poderá ser usado como uma cartilha para validar instalações entregues fora do padrão em termos de comprimento do canal sem, necessariamente, assegurar o desempenho consistente da aplicação. Novamente, sob meu ponto de vista, embora bastante interessante quanto ao estudo dos parâmetros elétricos de transmissão e suas relações com o aumento do comprimento do canal balanceado, não vejo justificativa sólida para o empenho de tantos esforços e recursos para abordar um problema que compromete apenas 0,5% das instalações de cabeamento estruturado, técnica consolidada em nosso setor.

Paulo Marin é engenheiro eletricista, doutor em interferência eletromagnética aplicada à infraestrutura de TI e telecomunicações e mestre em propagação de sinais. Marin é membro sênior do IEEE - Institute of Electrical and Electronics Engineers, consultor, palestrante, coordenador da ABNT/Cobei e autor de livros técnicos.

NFCom e reforma tributária: oportunidade para os provedores em 2026

O Brasil está prestes a vivenciar uma das mudanças mais significativas em seu sistema tributário sobre bens e ser viços: a sanção da Lei Complementar nº 214, que entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026. A transição para este novo regime de tributação envolve a criação da CBSContribuição sobre Bens e Serviços, do IBS - Imposto sobre Bens e Serviços e do IS - Imposto Seletivo. A reforma promete simplificar e modernizar o sistema de tributação, trazendo impactos diretos para provedores de Internet e telecomunicações, especialmente no que diz respeito à emissão da Nota Fiscal de Serviço de Comunicação Eletrônica, a NFCom.

O cenário não é simples. Os provedores precisarão ajustar seus sistemas de faturamento e ERP para atender às novas exigências, que incluem campos adicionais para CBS, IBS, créditos presumidos e classificação tributária. A obrigatoriedade do novo layout da NFCom entrou em vigor em muitos estados em novembro de 2025, e a não conformidade pode resultar em notas fiscais rejeitadas, autuações e até impacto no fluxo de caixa.

Além disso, mudanças na tributação afetam margens, preços e planejamento contábil, exigindo revisões em contratos, planos de serviço e relatórios internos. Para

Esta seção aborda aspectos tecnológicos das comunicações corporativas, em especial redes locais, mas incluindo também redes de acesso e WANs. Os leitores podem enviar suas dúvidas para Redação de RTI RTI RTI, e-mail: inforti@arandanet.com.br.

uma empresa de porte médio, com milhares de assinantes, o atraso na adaptação pode gerar notas rejeitadas, faturamento comprometido e clientes insatisfeitos.

Embora a reforma seja apresentada como simplificadora, ela representa um conjunto amplo de ajustes técnicos e operacionais. A substituição do ICMS pelo IBS reduz a diferenciação entre estados e elimina benefícios regionais, mas também diminui o espaço para planejamentos tributários específicos, criando um ambiente mais uniforme e com créditos definidos nacionalmente. A CBS, que passa a substituir PIS e Cofins, opera em regime de não cumulatividade plena, o que pode elevar a carga tributária de provedores com pouca despesa creditável — especialmente aqueles que já amortizaram grande parte de sua infraestrutura. O novo modelo também exige revisão completa de códigos, classificações e regras de faturamento, demandando reparametrização de ERPs e integração mais rígida entre a identificação do que é serviço de comunicação (SCM) e o que é SVA - Serviço de Valor Agregado, com reflexos diretos na apuração de créditos e débitos. Além disso, a NFCom traz maior risco de rejeições por conta das validações cruzadas de CFOPs, códigos tributários e consistência contratual, obrigando provedores a revisarem cadastros e processos internos. Com isso, torna-se indispensável atualizar contratos, ofertas de planos, políticas de desconto e modelos de precificação, já que a nova estrutura tributária exige separação clara e documentada entre receitas de comunicação e rendas acessórias.

Nesse contexto, cresce a importância dos SVAs, que continuam sendo uma ferramenta legítima de diferenciação e fidelização, mas agora sob expectativas mais elevadas de rastreabilidade e entrega efetiva. A combinação entre adaptação normativa e oferta de SVAs transforma a obrigação tributária em

uma oportunidade de crescimento, inovação e fortalecimento da marca. Outro ponto relevante trazido pela própria estrutura da reforma e pelas novas exigências da NFCom é a maior rastreabilidade e necessidade de garantir que o serviço contratado seja efetivamente entregue ao cliente final — ou seja, que haja valor concreto no benefício ofertado. No caso dos SVAs, isso significa que o conteúdo precisa ser legítimo, acessível e de qualidade comprovada, eliminando práticas de mera agregação formal sem entrega real, como plataformas editoriais, bibliotecas digitais, armazenamento em nuvem, antivírus ou outras soluções digitais que agreguem valor concreto ao assinante.

Entre os destaques estão os livros digitais. Ao disponibilizar um acervo digital integrado à rede do provedor, é possível democratizar o acesso à leitura, oferecer benefícios que aumentam a retenção de assinantes e reduzir o churn. Além disso, os SVAs representam novas fontes de receita, seja como serviço adicional ou integrado aos planos existentes, elevando o tíquete médio de forma eficiente. O provedor se posiciona como facilitador de conhecimento e cultura, reforçando sua marca e criando barreiras para a saída de clientes. A integração desses serviços ao momento de adaptação tributária permite otimizar processos de faturamento, emissão de NFCom e relatórios de uso, criando sinergia entre compliance e inovação.

A reforma tributária que começa em 2026 parece um momento crítico para os provedores de Internet. Mas pode ser uma oportunidade. Aqueles que se anteciparem, adaptando sistemas, treinando equipes e lançando serviços de valor agregado, estarão mais bem posicionados para enfrentar a transição, reduzir riscos operacionais, aumentar a retenção de clientes e consolidar sua presença no mercado.

Quando a vulnerabilidade é uma falha do sistema

Em meu último artigo na seção Segurança ( RTI dezembro de 2025, no 307) abordei o ataque conhecido como AI prompt injection, no qual o atacante se aproveita da característica elementar dos sistemas de IA – Inteligência Artificial generativa: aceitar comandos em linguagem natural. À primeira vista, a técnica parece ser algo tão genial e inovador como a própria IA, ao usar o próprio sistema contra si mesmo. Mas não é. É uma técnica tão antiga quanto os primeiros ataques, em que a vulnerabilidade não é exatamente uma falha do sistema, mas sim uma parte inerente a ele ou a uma de suas funcionalidades. A implicação é que não pode ser eliminada apenas por uma correção de código, o que exige elementos externos complementares ao sistema. Ou, se for parte de uma funcionalidade não essencial, ao desativá-la por completo. O esforço dos atacantes para identificar tais oportunidades de ataque permanece ativo e bastante rentável, como podemos ver em três exemplos recentes.

O primeiro é conhecido como Google Calendar Backdoor . O ataque aproveita o fato de que o Google, por padrão, adiciona convites de outros usuários do Google aos calendários de terceiros automaticamente, mesmo quando são de organizações diferentes. A funcionalidade evita que o convite, seus anexos e as URLs nele contidas sejam enviados aos destinatários sem passar por nenhum controle de segurança. É como se, e assim acredita quem recebe, viesse de outro usuário da mesma organização da pessoa. Portanto, confiável.

Ao invasor, basta obter uma conta de usuário no ambiente do Google Workspace e enviar um convite à vítima, passando-se por um funcionário da organização, e provavelmente com assuntos como “revisão do trimestre”, “notificação de RH” ou coisas do gênero. Em grandes empresas, é difícil que os funcionários conheçam todos, e será muito difícil

que desconfiem de um convite que chegou internamente. No chamado poderá haver um arquivo anexo malicioso ou até mesmo a URL falsificada para entrar na reunião. Como medida de contorno, o Google passou a recomendar a configuração para que apenas convites recebidos de usuários conhecidos sejam adicionados ao calendário. Sendo desconhecido, o convite chega por e-mail para ser aceito ou não. Isso resolve em parte, pois o convite com anexos ou URL maliciosos continua a ser recebido sem inspeção, transferindo totalmente ao usuário a tarefa de identificar o ataque.

A outra técnica envolve o principal competidor do Google Workspace, o Microsoft 365, na função Direct Send . Aqui, provavelmente, a ideia também era facilitar a vida dos usuários. No entanto, aumenta o risco a que eles estão expostos.

A funcionalidade permite que dispositivos, como impressoras ou aplicativos internos, enviem e-mail a tenants (ambientes) do Microsoft 365 sem exigir autenticação ou outras verificações. É uma forma de permitir que os aplicativos enviem alertas ou notificações sem a necessidade de configurações, algo especialmente importante para aplicativos antigos. As mensagens são enviadas utilizando o nome interno do tenant M365: empresa.mail.protection.outlook.com, e via infraestrutura interna da Microsoft.

O envio da mensagem pela infraestrutura da Microsoft dispensa o atacante de se conectar ao tenant da organização vítima. Ele precisa apenas de um servidor de envio de e-mails (relay) conectado à rede da Microsoft, e há diferentes métodos para isso. Por este servidor, o atacante envia um email à vítima, passando-se por um serviço ou um usuário interno, em uma aplicação simples da técnica de spoofing. Projetado para não exigir nenhuma verificação de segurança, a fim de permitir o Direct Send, o servidor de relay envia a mensagem. Para quem recebe parece ser uma mensagem interna e, portanto, legítima. Assim como o Google, a Microsoft forneceu um meio de desativar a funcionalidade, porém o ideal é que ela nem existisse da maneira como foi desenvolvida. Desativá-la pode, em

alguns casos, trazer efeitos colaterais. O terceiro ataque também afeta um produto da Microsoft, mais precisamente o Teams, provavelmente o sistema de colaboração mais usado no mundo. Ele pode ser configurado como uma plataforma aberta em que usuários de outras organizações possam participar de conversas ou reuniões, e até mesmo saber o status de outras pessoas. Essa configuração permite ao atacante obter informações sobre a vítima para, em um segundo momento, se passar por um usuário ou departamento, como a área de TI ou de RH. Novamente, valendo-se do fato de que nem sempre todos se conhecem em uma grande organização.

Ao estabelecer o contato com a(s) vítima(s), o invasor terá uma série de opções. Poderá, por exemplo, enviar uma URL que irá baixar um código malicioso, roubar credenciais e obter acesso aos sistemas e tenants em nuvem. A partir desse momento, poderá, inclusive, remover o contato que havia criado para enganar a vítima. Um passo usual nessa cadeia de ataque é habilitar aplicações maliciosas no tenant M365 da vítima. Muitas empresas falham em monitorar as aplicações ativadas pelos seus usuários.

A prevenção contra tais vulnerabilidades não é algo trivial, pois requer conhecimento da plataforma e acompanhamento dos trabalhos de pesquisadores, que, às vezes, estão trabalhando para o inimigo. Mas fica o princípio de que é necessário monitoramento constante dos serviços utilizados, além do controle da ansiedade em ativar funcionalidades ainda totalmente desconhecidas. Essa regra vale principalmente para os serviços de IA que estarão disponíveis em velocidade cada vez maior a partir de agora.

Marcelo Bezerra é especialista em segurança da informação, escritor e palestrante internacional. Atua há mais de 30 anos na área, com experiência em diferentes áreas de segurança cibernética. No momento, ocupa o cargo de Gerente Sênior de Engenharia de Segurança na Proofpoint. Email: marcelo.alonso.bezerra@gmail.com.

PRODUTOS

CTO

A CTO – Caixa Terminal Óptica NAP 1x24, da Fibracem, aumenta em 50% a capacidade de atendimento em relação aos

modelos anteriores da mesma linha, passando agora para até 24 assinantes. Composto por duas bandejas internas, sendo uma para assinantes e outra para acomodação e proteção das fibras, o produto comporta até 36 emendas por fusão e suporta cabos de 6,5 a 18 mm. Site: www.fibracem.com.

Climatização

A linha de CRAHs –Computer Room Air Handler Springer TECH 39CR, da Carrier, é voltada para aplicações

em resfriamento de processo e condicionamento de ar de data centers. Com tecnologia de tratamento de ar para sistemas hidrônicos, os modelos podem ser combinados em até 32 unidades, totalizando uma capacidade

de 4640 kW. Site: www.carrierdobrasil.com.br.

Plaqueta de identificação de cabos

A plaqueta de identificação da TGL Telecom destina-se a sinalizar cabos de fibra óptica em instalações. É produzida em plástico de

alta resistência, proporcionando longa durabilidade em ambientes internos e externos. Site: www.tgltelecom.com.br.

Modem interno 5G

O modem interno 5G

CPE-5000, da Aquário, atende redes 5G, 4G LTE, 3G e Wi-Fi dual band de 2,4 e 5 GHz. Compatível

com diversas operadoras, o produto é indicado para locais com infraestrutura limitada ou inexistente de

banda larga fixa. Site: www.aquario.com.br.

Gerenciamento para provedores

O SGP – Sistema de Gerenciamento para Provedores da TSMX tem como um de seus diferenciais a flexibilidade de integração com outras plataformas, agregando as principais OLTs do mercado para facilitar a gestão dos negócios do usuário. A plataforma oferece gerenciamento de contratos, financeiro, fiscal e de redes. Site: www.tsmx.net.br.

Sensor de temperatura USB

A DrayTek fornece um termômetro USB para aferição de temperaturas entre -40°C e 125°C do rack do servidor. O produto, que pode ser conectado à porta USB do roteador e ponto de acesso Vigor, faz a leitura dos dados da página de gerenciamento web do dispositivo e envia

notificações de violação de limite para o usuário por e-mail ou SMS. Site: www.draytek.com.br.

Máquina de fusão

Comercializada pela Greatek, a X6 é uma

máquina de fusão capaz de executar emendas em até 8 segundos. Equipado com seis motores de alinhamento e visor LCD de 5,1”, o equipamento

oferece ampliação de 300x, gestão em campo via aplicativo com bloqueio inteligente, armazenamento na nuvem e aquecimento com tempo customizável. Site: www.greatek.com.br.

Repetidor de sinal

O ME30 , da Mercusys, é um repetidor de sinal AC1200 dual band Wi-Fi 5 cuja velocidade combinada é de até 1,2 Gbit/s. Com porta

rápida de 10/100 Mbit/s, a solução fornece conexões rápidas com fio para PCs, IPTVs e consoles de jogos. Site: www.mercusys.com.br.

expansão dos data centers no Brasil tem sido acompanhada de debates sobre seu impacto no consumo de energia e água. O estudo Consumo de Energia e Água em Data Centers no Brasil, realizado pela Brasscom –Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais, com apoio da ABDCAssociação Brasileira de Data Centers e revisão técnica da Fadurpe - Fundação

Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional, traça um panorama sobre o consumo de energia e água por parte dos centros de dados. De acordo com o levantamento, os data centers representaram, em 2024, apenas 1,7% do consumo total de energia elétrica no Brasil, o equivalente a 8,2 TWh, diante dos 650,4 TWh consumidos em todo o país. A projeção para 2029 é que esse número chegue a 27,3 TWh, o que representa 3,6% do consumo nacional previsto. Em relação à água, o uso consuntivo do setor em 2022 foi de apenas 0,003% do total utilizado no país: cerca de 2 bilhões de litros, volume comparável ao consumo anual de aproximadamente 34,9 mil pessoas. Com 37 páginas, a pesquisa pode ser acessada na íntegra pelo link: https://abrir.link/smPbC.

Genetec disponibilizou o Relatório Global Estado de Segurança Física 2026, uma pesquisa realizada com mais de 7300 profissionais de segurança em todo o mundo. O estudo revela como a segurança física vem se tornando uma função estratégica dentro das organizações, com

destaque para a adoção crescente de IA –Inteligência Artificial, o avanço da modernização de sistemas e a preferência por infraestruturas híbridas entre nuvem e operações locais. Os resultados da pesquisa indicam que as organizações estão priorizando a modernização de seus sistemas de segurança física para apoiar essa mudança em direção a uma colaboração mais forte e a uma tomada de decisão voltada aos negócios. Mais de 70% dos entrevistados utilizam sistemas unificados ou integrados, e 60% afirmam que sua principal motivação para substituir a tecnologia legada é integrar novos recursos. 51% citam o acesso a novos recursos como outro fator determinante. Com 58 páginas, a análise em inglês pode ser consultada pelo link: https://abrir.link/hrtag.

número de provedores de Internet atuando no Brasil se estabilizou, mas o setor apresenta maior qualificação e diversificação dos serviços oferecidos. É o que revela a pesquisa TIC Provedores 2024, realizada pelo CGI.br - Comitê Gestor da Internet no Brasil. O estudo, que está em sua 6ª edição, é conduzido pelo Cetic.brCentro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, departamento do NIC.brNúcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR. Realizado entre setembro de 2024 e abril de 2025, o levantamento estimou a existência de 11.853 provedores de acesso à Internet em atividade no país, resultado que sofreu pouca variação em relação a 2022 (11.630). A pesquisa

Índice de anunciantes

identificou ainda um aumento significativo na oferta de outros serviços por parte dessas empresas. Destacam-se a telefonia sobre IP (VoIP), oferecida por 35% dos provedores (ante 23% em 2022); a transmissão de TV via protocolo IP (IPTV), que saltou de 20% para 32%; e os serviços de segurança digital, cuja proporção cresceu de 24% para 32%. A análise completa, com 84 páginas, está disponível no link: https://abrir.link/tALHs.

estudo Panorama de Dados 2025 , da HubSpot, aponta que 94% das empresas no Brasil já utilizam ou exploram IA –Inteligência Artificial, mas 69% afirmam que as ferramentas são complexas e 58% enfrentam resistência interna na adoção. Essa realidade cria um paradoxo: embora o país lidere a adoção de IA na América Latina, a capacidade de colocá-la em prática ainda é limitada. A falta de simplicidade e aderência operacional reforça outro dado crítico da pesquisa: 36,5% das empresas brasileiras utilizam ferramentas de IA não aprovadas, o chamado shadow AI , que surge justamente quando as soluções oficiais são vistas como complexas demais. Com 15 páginas, a análise pode ser acessada na íntegra no link: https://abrir.link/DCYvu.

A contribuição dos provedores regionais para a modernização das regras de postes

A questão do compartilhamento de postes é amplamente reconhecida pelos órgãos reguladores como um dos principais gargalos para a expansão e a sustentabilidade da infraestrutura de banda larga no Brasil. Nos últimos anos, o avanço das redes FTTH – Fiber to the Home, que já ultrapassam 27 milhões de ativos e respondem por cerca de 77,4% de todas as conexões de banda larga fixa, intensificou a pressão sobre a infraestrutura aérea e, consequentemente, ampliou a disputa pelos pontos de fixação. Assim, parte desse crescimento acelerado acabou mostrando a limitação da resolução conjunta que disciplina o compartilhamento da infraestrutura (4/2014), cujo modelo de precificação, parâmetros de engenharia e mecanismos de regularização não acompanharam a evolução tecnológica nem a atual escala operacional dos provedores regionais.

Nesse cenário, é inevitável um esforço de coordenação mais consistente entre Anatel e Aneel com o objetivo de harmonizar responsabilidades e atualizar um arcabouço normativo que já não refletia a realidade operacional das redes. A partir de 2023, com a instituição de políticas públicas interministeriais, temas como segurança operacional, limites de adensamento, identificação adequada de cabos, gestão de inventários, padronização de alturas e avaliação de esforços mecânicos passaram a ocupar posição central no debate regulatório.

Esta seção aborda aspectos técnicos, regulatórios e comerciais do mercado de provedores de Internet. Os artigos são escritos por profissionais do setor e não necessariamente refletem a opinião da RTI RTI

O setor de telecomunicações participou ativamente dessa construção, contribuindo com diagnósticos técnicos, propostas de padronização e subsídios voltados à organização da infraestrutura e à redução de riscos. Em paralelo, o setor elétrico intensificou a discussão sobre os impactos tarifários e toda a alocação de responsabilidades pelas adaptações físicas necessárias à regularização dos postes.

A Anatel, por sua vez, reforçou sua atuação fiscalizatória criando mecanismos de auditoria de dados cruzados, integração com bases de licenciamento SCM e monitoramento dos perfis de ocupação, culminando em uma coleta nacional obrigatória de contratos, com prazo aberto até março de 2026, a qual tende a ampliar a transparência, diferenciar ocupações regulares de irregulares e oferecer maior previsibilidade ao planejamento das redes de telecomunicações.

Portanto, do ponto de vista técnico-operacional, o setor enfrenta uma transição cada vez mais importante. Novos regulamentos enfatizam a necessidade de um nível de detalhamento fundamental não apenas para garantir conformidade regulatória, mas também a segurança da infraestrutura e a continuidade do serviço em um ambiente de redes cada vez mais densas.

No plano econômico, a lacuna mais sensível permanece à espera da definição do novo modelo de precificação. O valor de referência por ponto de fixação, estabelecido em 2014 e atualizado na medida transitória do processo de regulação conjunta, continua sendo ultrapassado pela realidade operacional e, ao longo dos últimos anos, utilizado em disputas administrativas e judiciais que oscilaram entre valores praticados próximos ao dobro e metodologias alternativas defendidas pelo setor elétrico.

Ao longo desse processo, o setor de telecomunicações se concentrou em formular uma proposta

conjunta tecnicamente embasada e envolvendo pesquisadores, técnicos e associações representativas como a Abrint. A construção de um modelo que conciliasse previsibilidade de preços, segurança operacional, padronização nacional e capacidade de aplicação em municípios de diferentes portes continua demandando elevado grau de articulação e diálogo técnico.

Ainda assim, o processo enfrenta obstáculos severos, especialmente em razão da resistência de parte das distribuidoras de energia à adoção de parâmetros uniformes, à abertura para modelos de exploração comercial dos espaços disponíveis, à revisão da metodologia de custos incrementais e à participação mais efetiva em processos de regularização compartilhada. Esse desalinhamento institucional acabou retardando a consolidação da resolução conjunta e ampliando o risco de perpetuação das assimetrias atualmente existentes.

Para 2026, o setor projeta um ano de definição. A segunda fase da consulta pública responsável pelo tema deve se concentrar especificamente na metodologia de cálculo do preço, o ponto mais sensível da política de postes.

A expectativa é que essa futura resolução conjunta finalmente estabeleça parâmetros harmonizados entre Anatel e Aneel, criando um regime mais equilibrado, estável, com redução de incertezas, fortalecimento da segurança jurídica e condições mais favoráveis para a organização das redes aéreas, a expansão da capacidade e a melhoria contínua da qualidade da banda larga no Brasil, tanto para este ano quanto ao longo da próxima década.

Rodriguez Perez é o atual vice-presidente da Abrint e presidente da LAC-ISP, além de ex-Presidente da própria Abrint. Atua no setor de telecomunicações desde 1995, com trajetória ligada ao desenvolvimento e fortalecimento dos provedores regionais de Internet no Brasil.

Basílio

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